Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
Estremadura... em 1843!

Neste mapa, o concelho de Ourém aparece inscrito na província da Estremadura...

ATLAS GEOGRAFICO DAS PROVINCIAS DO REINO DE PORTUGAL E ALGARVE
Atlas geografico das provincias do Reino de Portugal e Algarve. - Lisboa : [s.n.], 1843. - 1 v. : mapas ; 23 cm http://purl.pt/761

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:00
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Prémio Nacional de Inteligência Artificial

Pedro Oliveira

Chama-se Pedro Oliveira e é natural do Casal Pinheiro, Freguesia da Freixianda. Engenheiro licenciado através da Universidade de Coimbra, foi recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Trabalhos em Inteligência Artificial’2009 atribuído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.

Na origem da atribuição do referido prémio esteve a investigação, denominada “Probabilistic Reasoning in the Semantic Web using Markov Logic”, realizada no âmbito do mestrado em Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a qual obteve a nota máxima ou seja, vinte valores. Concretamente, com esta investigação pretendeu conceber uma fórmula de raciocínio para os computadores entenderem a linguagem humana.

 

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 15:19
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Invasões francesas (III)

Túmulo partido

"Este Mausoleu (…) soffreu grandes estragos na desastrosa epocha da invasão franceza no anno de 1810: os Francezes, julgando talvez que ali estivessem occultas algumas preciosidades, levantaram a tampa do tumulo que ficou quebrado em todas as partes em que foi preciso empregar a alavanca para levantar o grande pezo da tampa, não respeitando as cinzas, que encerrava do Fundador da collegiada, nem o primor d’arte do mausoléu. Tempos depois, quando a collegiada comessou novamente a funcionar, foi reparado pelo cuidado e diligencia do cónego Joaquim Honorio Henriques d’Oliveira mandando renovar ainda que imperfeitamente com cimento de cal e areia a parte que faltava do epitaphio e arabescos."

 

- FLORES, Joaquim António de Oliveira. Anotações ao Esboço Histórico de Dr. José das Neves Gomes Elyseu

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 08:05
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Acácio de Paiva

Um poeta leiriense que se enamorou por Ourém!

 

Casa Acácio Paiva

 

A imagem mostra a casa na Freguesia do Olival, em Ourém, onde viveu o poeta Acácio de Paiva. Trata-se de um moinho, actualmente convertido em museu etnográfico.

Acácio de Paiva nasceu em Leiria, em 14 de Abril de 1863, tendo falecido na Casa das Conchas, no Olival, em 29 de Novembro de 1944. Licenciado em Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto, foi também autor de peças de teatro e jornalista, tendo colaborado e dirigido diversos periódicos, entre os quais se destaca a "Ilustração Portugueza".

 

Foto: http://www.rt-leiriafatima.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:22
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Museu de Aljustrel (II)

A Casa-Museu de Aljustrel, em Fátima, é um espaço que retrata os usos e costumes das gentes de Ourém nos finais do século XIX e começos do século XX. A casa é construída com os materiais da região, neste caso feita de pedra, ao contrário da parte norte do concelho de Ourém onde predomina a taipa e o adobe. 

 

bilhete

 

museu aljustrel

Os carros de tracção animal reflectem as culturas agrícolas predominantes nesta área do concelho.

 

museu aljustrel

A produção de mantas constituía uma actividade artesanal da região.

 

museu aljustrel

No pátio encontram-se expostos diversos tipos de carros de tracção animal.

 

museu

A oficina do ferreiro, actividade indispensável aos trabalhos agrícolas.

 

museu

O carro, os foeiros, o estadulho, a lanterna, os trajes...

 



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Papa Paulo VI em Fátima

PAUL VI: LE MOND EST EN DANGER

- Foi título de capa da revista francesa Paris Match, nº. 946, de 27 de Maio de 1967

O Papa Paulo VI esteve em Fátima, Concelho de Vila Nova de Ourém, em 13 de Maio de 1967.

Os peregrinos dirigindo-se para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria.

Rezando...

Em vigília.

O Papa Paulo VI saudando a multidão.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:14
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Heráldica (IX)

Onde se terá inspirado quem concebeu este brasão?

 

Brasão verde

As mais recentes placas toponímicas da cidade de Ourém exibem o brasão que a foto documenta. Mas, não correspondendo ao que foi legalmente atribuído, ainda não conseguimos perceber a razão da sua alteração nem descobrir a fonte a partir da qual o artista se inspirou. Será que alguém nos poderá ajudar a desvendar o mistério?

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 05:18
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Ourienses ou oureenses?

A propósito do gentílico de Ourém ou seja, como se designam os habitantes de Ourém...
 
Alegam aqueles que preconizam a denominação oureense como sendo a mais correcta para designar as gentes de Ourém que o substantivo ouriense seria válido se, em vez de Ourém, o nome do concelho fosse Ourim. Da mesma forma que os habitantes de Ourique se designam por ouriquenses...
 
Porém, tendo a designação ouriense tido no passado bastante uso, quer como substantivo quer ainda como adjectivo, a sua utilização não desapareceu, existindo inclusivé algumas entidades que a mantêm na sua própria denominação.
 
Outra versão que não é usual mas nem por isso deve deixar de ser considerada consiste na designação ourenense. Trata-se da questão a saber qual a forma correcta como deve ser empregue o sufixo ense para formar o gentílico de Ourém.

 

Afinal de contas, os habitantes de Ourém designam-se por ourienses ou oureenses? Deixamos esta questão em aberto para quem queira esclarecer!

 



publicado por Carlos Gomes às 00:11
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Aeroporto de Fátima na Assembleia Nacional

Aeroporto de Fátima

O Sr. Castelino e Alvim: - Sr. Presidente: Desde que tomo assento neste hemiciclo, não poucas vezes tenho meditado nas funções da Câmara e dos Deputados que a formam.


Se a Assembleia em si, até per preceito constitucional expresso, é um órgão da sobenaria e se cada Deputado é Deputado da Nação, exercendo um mandato representativo em nome desta, julgo bem que a prática ultrapassa a teoria hoje universalmente aceite, e cada Deputado consubstancia em si duas qualidades:
A de sujeito do mandato que referi.


E a de procurador da circunscrição que o elegeu.


Quase me atrevia a dizer que este Assembleia - o dia a dia no-lo vem demonstrando- se compõe de duas Câmaras distintas:


A primeira, funcionando no período de antes da ordem do dia, com Deputados-Procuradores.


A segunda, durante a ordem do dia, com Deputados que são o substrato material de um órgão de soberania.


Salvo melhor opinião, quer-me parecer que se reveste de especial importância, que cada vez mais se acentuará, na vida da Câmara e do País, a primeira função que apontei.


Com efeito, se é cada vez mais fácil ao Executivo, com os modernos meios de que dispõe - a imprensa, a rádio, a televisão -, entrar dia a dia em contacto com os indivíduos e os agregados a que se dirige, é bem mais difícil aos povos manifestarem os seus desejos, apresentarem as suas razões, dizerem até o mais simples dos muito obrigados.

 

(...)

Por último permita-me. Sr. Presidente, que manifeste ao Governo, e especialmente ao Ministério das Obras Públicas e Comunicações, a satisfação com que tomei conhecimento da recente ida de técnicas da Direcção-Geral da Aeronáutica Civil ao concelho de Vila Nova de Ourem, para estudarem a implantação de um aeroporto que muito especialmente se destine a servir Fátima.

 


A construção de tal aeroporto impõe-se por sã mesma, sem que seja necessário invocar razões ou tecei sobre o assunto largas considerações.
Ouso, porém, chamar a atenção de que, dadas as características do tráfego aéreo que se dirigirá a tal zona, sobretudo nos dias das grandes peregrinações, fique desde já prevista a implantação do aeroporto em zona que permita a extensão das pistas, por forma a tornar possível a aterragem de aviões de médio e mesmo longo curso logo que as circunstâncias o permitam, já que, desde agora, a sua necessidade parece verificar-se.


O Sr. Dias das Neves: - V. Ex.ª dá-me licença?


O Orador: - Faça favor.


O Sr. Dias das Neves: - Quanto às considerações que V. Ex.ª tem estado a fazer, muito judiciosas, e em relação à última parte da sua intervenção, queria dizer que esse aeroporto tem, neste momento, o maior interesse, pois todos nós sabemos que o III Plano de Fomento faz situar num triângulo constituído por Torres Novas, Abrantes e Tomar uma importante zona de desenvolvimento industrial. Sendo assim, um aeroporto com essa localização pode permitir, amanhã, um maior desenvolvimento dessa mesma zona.


O Orador: - Agradeço a intervenção de V. Ex.ª
A construção deste aeroporto, para além do interesse local, que é grande, reveste-se de verdadeiro interesse nacional e teia uma projecção internacional, que não só não pode olvidar-se, como nunca será da mais encarecer.


O orador foi cumprimentado.

 

in Diário das Sessões da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa, nº 20 de 4 de Fevereiro de 1970, referente à Sessão de 3 de Fevereiro, da X Legislatura.

 



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Domingo, 29 de Agosto de 2010
Fonte da Mata

Formigais - Fonte da Mata

Um aspecto da Fonte da Mata, em Formigais

 

A Fonte da Mata situa-se na localidade da Botelha, na ribeira que delimita as freguesias de Pelmá e Formigais, respectivamente os concelhos de Alvaiázere e Ourém e os distritos de Leiria e Santarém. O sítio da Botelha está, pois, assim repartido por dois concelhos distintos, inseridos em diferentes distritos, fazendo apenas parte da mesma diocese ou seja, a Diocese de Leiria-Fátima.

A partir do Outono, o sítio da Fonte da Mata oferece-nos o deslumbrante espectáculo que a foto documenta. Junto a esta cachoeira, do lado de Formigais, situa-se a nascente de água que dá o nome ao local.

 

Errata: O Concelho de Alvaiázere pertence à Diocese de Coimbra. 

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 16:54
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D. Affonso de Bragança - IV Conde de Ourém (I)
IV Conde de Ourém
Pela sua importância e significado, destacamos um comentário de um dos visitantes deste blog. 
De António Carvalho a 29 de Agosto de 2010 às 15:52
Faz hoje 550 anos que faleceu o vosso estimado IV Conde de Ourém.
Pela estima que representa para todos os Oureenses (e não só) esta figura deveria ser recordada neste dia (29 de Agosto) pela vossa comunidade, data do seu falecimento em 1460.
 
Aproveitamos para relembrar o nosso repto aqui deixado no sentido de lhe ser prestada a devida homenagem. Ver o post
"D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém – a Homenagem dos oureenses!"
 


publicado por Carlos Gomes às 16:07
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Santa Beatriz da Silva

Uma santa católica com raízes muçulmanas

... e oureenses!

Santa Beatriz da Silva

Beatriz da Silva. A beleza dela impressionava na corte de Lisboa do século XV. Mas esta filha do primeiro governador português de Ceuta optou pela vida religiosa, desiludindo os pretendentes.


Esta santa portuguesa, canonizada em 1976 pelo Papa Paulo VI, era filha do primeiro alcaide de Campo Maior Rui Gomes da Silva, que combateu na conquista de Ceuta em 1415 e casou com D. Isabel de Menezes, filha do governador daquela praça, D. Pedro de Menezes, conde de Vila Real.
Deste casamento nasceu Santa Beatriz da Silva, provavelmente em Ceuta, em 1424.


Na corte de Lisboa, a beleza de Beatriz impressionou, sendo feita dama de D. Isabel de Portugal (neta de D. João I e mãe da rainha Isabel, a católica), quando esta casou com o rei João II de Castela, em 1447.


Beatriz da Silva acompanhou a jovem rainha para Toledo. Conta a história que por ciúme da sua beleza, a rainha terá fechado Beatriz numa arca, de onde, por milagre, sobreviveu rezando a Nossa Senhora.


Professou e mais tarde fundou a Ordem da Imaculada Conceição, franciscana, dedicada à contemplação, que conta hoje com cerca de cento e vinte conventos em todo o mundo, um dos quais se situa em Campo Maior.


Santa Beatriz morreu em Toledo a 9 de Agosto de 1492.


O seu referido avô materno, D. Pedro de Menezes, distinguido com o título de conde de Vila Real, foi almirante do Reino, capitão e governador de Ceuta, filho herdeiro de D. João Afonso Telo de Menezes, primeiro conde de Viana do Alentejo e de sua mulher Maior de Portocarreiro, senhora de Vila Real.


Era neto de D. João Telo de Menezes primeiro conde de Ourém, quarto conde de Barcelos, quarto almirante de Portugal e tio da rainha D. Leonor Teles, e de D. Guiomar Lopes Pacheco, da casa dos senhores de Ferreira de Aves. Este conde de Ourém era bisneto por varonia do segundo senhor de Albuquerque, D. João Afonso, filho de D. Afonso Teles, senhor de Menezes e de Albuquerque e de sua mulher D. Teresa Sanches, filha do rei D. Sancho I e da belíssima cortesã D. Maria Pais Ribeira, "a Ribeirinha".

 


A avó materna de Santa Beatriz da Silva, tal como a neta, também primava pela beleza: Isabel Domingues, "a Pixegueira", não era casada com o conde de Vila Real, mas dele teve, pelo menos, quatro filhos reconhecidos pelo pai que lhes passou entretanto o seu nome e, ao mais velho, D. Duarte de Menezes, transmitiu os seus títulos e a representação das suas poderosas casas.


Foram avós paternos de Santa Beatriz, Aires Gomes da Silva, o velho, alcaide de Guimarães e aio de D. Fernando I, por cuja morte tomou o partido legítimo, recusando-se a entregar o castelo da sua cidade ao rei D. João I, fundador da dinastia de Aviz, e Senhorinha Martins Redondo, da casa dos senhores de Melo.


D. Paio Guterres da Silva, oitavo-avô por varonia de Santa Beatriz, nascido cerca do ano 1000, casou com Adozinda Ermigues, bisneta de Lovezendo Ramires, filho do rei Ramiro II de Leão e de Zayda Ibn Zaida.


Esta moura era bisneta do terceiro califa de Córdova, Addallah ibn Muhammed, do clã dos omíadas, e de Onega Fortunes, filha do rei Fortuna Garcês de Pamplona e de Auria, neta de Musa al Qasaw governador de Saragoça, em sucessão a seu pai e seu avô Fortuna ibn Qasaw, casado com Aiasha.


Esta última era bisneta por varonia do califa omíada Yazif e de Kuttum Umm Kashim, filha do profeta Maomé, que por esta linha é 23.º avô de Santa Beatriz.

 

in Diário de Notícias, 22 de Março de 2008

 

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publicado por Carlos Gomes às 00:13
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Um escritor de Ourém

carlosfriascarvalho

 

Carlos Frias de Carvalho nasceu em 1945 em Seiça, Ourém. Frequentou Engenharia Química no I.I.L e Química na Faculdade de Ciências da U.L. Foi professor do ensino técnico em Vila Franca de Xira e trabalhou na indústria alimentar na área da Química Laboratorial. Foi dirigente associativo do movimento estudantil na área cultural. Colaborou em jornais como o Notícias de Ourém, Diário de Lisboa, A Capital, Diário Popular, A República. Exilado de 1969 a 1974 em França, aí colaborou na revista O Imigrado Português. Poeta e escritor, está representado na antologia Poemabril, edição Nova Realidade e no Cântico em Honra de Miguel Torga, edição Fora do Texto. Acerca da sua obra literária escreveram, entre outros, Manuel da Silva Guimarães, Carlos Loures, Urbano Tavares Rodrigues, Bernando Santareno, Cupertino, Mário Castrim, António Luís Moita, Júlio Conrado, Miguel Serrano, Cecília Barreira, António Ramos Rosa, João Rui de Sousa, José Manuel de Vasconcelos. É fundador e director da galeria de arte Ara desde 1988. Obras: Antes da Água (em colaboração com João Vieira), Escrita da Água (em colaboração com Saskia Moro).

in http://valedeletras.museu-da-pessoa.net/vercial/

 

livro
La poesía de Carlos Frias de Carvalho es una insistente vuelta a los orígenes, en su caso, los orígenes son la tierra, el campo de la infancia, la naturaleza, a través de la cual el cuerpo aprendió a habitar el mundo, a través de la cual los ojos fueron estableciendo jerarquías de sentidos, apegos múltiples, sabores relacionales, taxinomías elementales para un uso futuro cada vez más complejo. El vocabulario esencial de sus poemas viene así de la experiencia directa apurada por la maceración de la vida y por la depuración científica: palabras de campesino sin adorno y sin intereses que no sean los del acto mágico de nombrar y de este modo dar sentido a las cosas, pero también de una sabia alquimia de equivalencias que buscan en lo particular inmediato y fortuito el eco de lo general y necesario.

in http://www.musimundo.com/

 

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publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
Agroal... a óleo sobre tela!

O Agroal como era antes, pintado a óleo sobre tela, à espátula, da autoria de Alexandre Magalhães.

 


Alexandre de Magalhães Pereira Pinto nasceu na Cidade de Lamego em 1953 e reside em Mafra desde 1977, altura em iniciou a sua actividade profissional como Oficial do Exército após ter frequentado a Academia Militar.
Em 2004, após ter passado à situação militar de Reserva, dedica-se, como autodidacta, à pintura, elegendo a espátula como utensílio principal para aplicar de forma inovadora a técnica do óleo sobre a tela. Quase sempre figurativo, privilegia as paisagens e as pessoas na sua pintura. Tem participado em inúmeras exposições individuais e colectivas a nível nacional, contando com obras suas em colecções particulares (nacionais e estrangeiras). 

in http://www.galeriaaberta.com/index.html

 

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publicado por Carlos Gomes às 19:13
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Relicário de Ourém

Relicário de prata dourada, oferecida por D. Affonso, IV Conde de Ourém, actualmente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Entretanto, foi-lhe recolocada a cruz em falta.

 

"A cruz de prata muito pesada, contendo preciosas relíquias é provavelmente um relicario de prata dourado, que ainda existe. esta peça é notável não so como objecto archeologico, mas pelos ornatos e lavores em alto relevo e vasados presedindo sempre o pensamento guerreiro, como praças d'armas, ameias, reductos, que apparecem em todas as suas partes, talvez, por ter sido a Ourem, praça d'armas formidavel no tempo em que o Marquez D. Affonso a considerava sua joia mais estimada, que ella foi destinada, querendo assim alliar o sentimento religioso com o espirito bellicoso do povo ouriense. A sua esculptura denuncia o estilo gothico, que se observa no templo da batalha.

(...)

Quando pela invasão franceza de 1810 as pratas de todas as egrejas foram mandadas recolher á casa da moeda pelo marechal francez Massena, este relicario, que fazia parte daquelle roubo, foi remido pelos conegos, subscrevendo cada um com uma certa quantia ate perfazer a que era exigida pelo resgate; d'este modo aquella peça secular, dadiva do conde d'Ourem, volveu à collegiada: ja não tem a cruz, que ornava o alto do zimborio, e está algum tanto dessoldada em algumas de suas partes: pesa 3550 granmas."

FLORES, Joaquim António de Oliveira. Anotações ao esboço histórico do Dr. José das Neves Gomes Elyseu.

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:08
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Heráldica (VIII)

O brasão da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias integra as armas da veneranda vila de Ourém à excepção da águia. Curiosamente, foi a estrela de David a adoptada por aproximação à representada no pelourinho, apesar de ser o pentagrama - estrela de cinco pontas - a geralmente utilizada pelos muçulmanos e, na heráldica, pretender-se alegadamente representar a "conquista da villa aos mouros". Porém, a mesma poderá ter na sua origem um significado diverso devido à existência de uma judiaria no antigo burgo medieval. 

 



publicado por Carlos Gomes às 17:45
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Heráldica (VII)

 

"De egual construcção à das Portas da Villa tem, por cima do arco, as armas d'Ourem, que são - um castello com duas torres, sobre estas cinco escudetes em cruz, tendo cada um as quinas portuguezas; à direita uma estrella, à esquerda um crescente, e por cima uma aguia d'azas abertas. - O crescente e a estrella representam aqui a conquista da villa aos mouros; e a aguia pertencia ao escudo da rainha D. Mafalda, esposa de Affonso Henriques, sendo adoptada por sua filha D. Theresa, 1ª senhora d'Ourem"

 

- FLORES, José. Album da Villa d'Ourem

 

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publicado por Carlos Gomes às 17:30
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Pelourinho de Ourém

pelourinho

 

"Fica-nos à esquerda a praça pública, com o seu pelourinho hasteado, tendo este uma variante das armas d'Ourem - uma aguia d'azas estendidas, um crescente e uma estrella - e, por baixo, a data de 1620".

- FLORES, José. Album da Villa d'Ourem

 

O pelourinho de Ourém, um dos símbolos da autonomia municipal, é constituído por um fuste oitavado onde se encontra o símbolo heráldico, assente numa base formada por três degraus e rematado por um capitel formado por um fogaréu envolto numa coroa que julgamos ser de conde.

 

É dos símbolos heráldicos que se exibem no Pelourinho de Ourém que os Viscondes de Vila Nova de Ourém tomaram as suas armas, tal como os brasões do concelho de Ourém e da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.

 

pelourinho

 

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publicado por Carlos Gomes às 16:38
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Acessos ao castelo de Ourém

Para recordar

 Câmara projecta teleférico ou ascensor para acesso ao castelo medieval

castelo ourém

Foto: http://www.hola.com/

 

O presidente da Câmara Municipal de Ourém anunciou hoje que o projecto de requalificação do castelo medieval vai incluir um teleférico ou ascensor do lado poente para retirar carros do centro histórico da cidade.
 
«Queremos colocar um meio de acesso mecânico ao local», para que os visitantes não se desloquem ao monumento apenas de automóvel, mas a definição final da «concepção de um transporte» será decidida no projecto global de requalificação do espaço, que será objecto de candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O objectivo é que esse «teleférico ou ascensor seja ele próprio uma atracção turística», explicou David Catarino, salientando que já existe um anteprojecto para as obras a realizar.

Nesse sentido, foi acordado um protocolo de cedência do espaço com a Fundação Casa de Bragança, proprietária do castelo. A câmara irá fazer o projecto e, após a apreciação da fundação, o imóvel será cedido por um período alargado de tempo à autarquia para compensar os investimentos feitos.

«Vamos prosseguir com o projecto, recuperando a traça medieval das muralhas» e incluindo um «espaço museológico preparado para dinamizar não só a estrutura mas também preservar» o monumento, explicou David Catarino à Agência Lusa.

Além disso, a fundação mostrou-se disponível para criar, em parceria com a autarquia, um prémio de investigação científica sobre a história local ou sobre os espaços fortificados.

O projecto inicial da Câmara para o Paço do Conde incluía uma área interpretativa, para receber exposições e visitas, prevendo-se também uma área de recepção com espaço de vendas, com três espaços expositivos, um auditório e uma cafetaria, entre outras valências.

Nos torreões seriam instalados espaços polivalentes e de apoio educativo a visitas e a estabelecimentos de ensino mas, para já, a primeira fase das obras deverá limitar-se à consolidação das muralhas do castelo.


Lusa/SOL, 16 de Abril de 2008

 

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publicado por Carlos Gomes às 11:04
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Tremoço

Tremoço fungicida amigo do ambiente

Tremoço tem propriedades fungicidas e é amigo do ambiente. Descoberta de cientistas portugueses já está patenteada e em fase de produção à escala-piloto em Portugal.

 

Do prato ao campo. Investigadores portugueses descobriram que o tremoço, peritivo muito popular nos países mediterrânicos, tem uma proteína de alto valor nutritivo com propriedades fungicidas, de toxicidade zero para os humanos.

Novo fungicida amigo do ambiente já está a ser produzido, em fase piloto, pela CEV- Consumo Verde Biotecnologia das Plantas SA, empresa situada no parque industrial do Seixal criada para este fim.

 

O produto que não contamina os lençóis freáticos nem provoca danos à saúde humana - considerado revolucionário pela grande capacidade de resistência ao calor e aos raios ultra violeta -, foi apresentado no 28º Congresso Mundial de Horticultura, que decorreu esta semana em Lisboa com a participação de 110 países.

 

- ROLIM, Maria Luiza. Expresso, 28 de Agosto de 2010

 

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publicado por Carlos Gomes às 10:15
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Capela do Porto Carro

O Património edificado deve ser preservado!

 

As imagens mostram uma capela do século XVII existente no sítio do Porto Carro, na Freguesia de Freixianda, completamente destruída e vandalizada. Este mau exemplo deve servir de lição para que passemos a prestar maior atenção ao património histórico e artístico do concelho de Ourém. Existem muitas igrejas e outros edifícios de interesse histórico ou artístico a necessitar de restauro. Sempre que um monumento é submetido a intervenções que o descaracterizam ou, como já se verificou, é sujeito a demolição, total ou parcial, é Ourém e Portugal que ficam mais pobres!

Porto Carro

A imagem mostra o completo abandono da capela.

 

porto carro

Na entrada encontram-se inscritas as datas de construção e de reforma da capela.

 

porto carro

No interior já nada resta, nem mesmo o telhado.

 

porto carro

Desapareceram as imagens e o altar.

 

porto carro

À entrada, a pia de água benta foi partida para poder ser roubada.

 

porto carro

Perdeu-se o monumento, apagou-se um pedaço de História!

 

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publicado por Carlos Gomes às 00:02
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
Ourém e as invasões francesas (II)

invasões francesas

 

"O inverno de 1810-1811 foi terrível para Portugal. Não só as violências praticadas pelos invasores, mas a falta de alimentos causados pelos saques e fuga das populações, bem como a política de terra queimada praticada pela aliança luso-britânica, causaram milhares de mortos entre o povo.

 

Onde passavam os franceses, de uma maneira geral, os sacerdotes fugiam. Por essa razão é difícil encontrar assentos de óbito de pessoas mortas por acção directa das tropas. A freguesia de Freixianda, Ourém, é uma excepção. Aqui, o Padre Cura, ao regressar para junto dos paroquianos, em Março de 1811, teve o cuidado de registar todos os óbitos que tinham ocorrido desde a sua fuga em Dezembro. Nestes registos estão incluidos 31 assassinados, homens e mulheres, de todas as idades.

 

Para memória, seguem os nomes.

-8.11.1810 João Lourenço marido de Maria Domingas , do lugar de Fárrio. Faleceu com um tiro expedido pelos franceses
- 9.11.1810 Manuel Castelão viúvo de Maria Gonçalves dos Casais Galegos. Faleceu com um tiro francês.
- 10.11.1810 José Marques marido de Mariana Froes do lugar da Ruge de Água morreu com um tiro de espingarda atirado pelos franceses
-14.11.1810 Luís solteiro filho de Manuel João e de Maria Josefa, das Quintas. morto pelos franceses com um tiro
-15.11.1810 o Padre Patrício Henriques da Silva, do lugar de Cacinheira. morreu com um tiro dos franceses
-17.11.1810 Manuel Pereira marido de Maria Antunes, da Charneca. morto pelos franceses
-8.12.1810 Manuel de Oliveira Milheiro marido de Maria Gomes, da Perucha. morreu com um tiro que lhe deram os franceses
-12.12.1810 Josefa solteira filha de José Castelão e de Josefa Marques, do lugar de Aldeia da Serra fregª de Pelmá.(e moradora no lugar de Cumeada, Freixianda). “morreu..com um tiro de espingarda dado pelos franceses
- 20.12.1810 Vicência Maria viúva de Inácio Gonçalves, dos Camarões, foi morta com um tiro dado pelos inimigos franceses
-26.12.1810 José solteiro filho de Manuel Marques e Teresa Maria, do lugar de Reca. foi morto pelos inimigos franceses
-28.12.1810 Manuel solteiro filho de António Gomes e de Josefa Gonçalves, do lugar de Ruge de água. Foi morto pelos franceses
-10.1.1811 Venâncio Francisco marido de Maria Lourença, da Ladeira do Fárrio. morto pelos franceses
-13.1.1811 Manuel filho de Manuel da Costa e de Inácia Maria, do lugar do Suimo. morto a tiro pelos franceses
-14.1.1811 Domingos de Oliveira marido de Maria Lourença do lugar do Fárrio.  morto pelos franceses
-15.1,1811 Manuel Froes Rosa viúvo de Maria do lugar do Fárrio.por eles (franceses) foi morto
-17.1.1811 José António marido de Mariana de Oliveira, da Aldeia de Sta Teresa. morto pelos franceses
-17.1.1811 Francisco solteiro, de avançada idade, do lugar da Aldeia de Sta Teresa. morto pelos Franceses
- 20.1.1811 António solteiro filho de António da Costa e Maria Angélica, da Aldeia de Sta Teresa.  morto com um tiro dado pelos franceses
-25.1.1811 Bernardino solteiro filho de João Gonçalves e Teresa Luísa, do lugar da Ramalheira. e pelos mesmos (franceses) foi morto
-28.1.1811 Manuel Luís marido de Maria Josefa, do Vale do Carro. e pelos mesmos (franceses) foi morto
-4.2.1811 Simão Nunes marido de Mariana Simões do lugar de São Jorge e pelos mesmos (franceses) foi morto
-4.2.1811 Manuel Lourenço marido de Rosa Maria do lugar de São Jorge  e pelos mesmos (franceses) foi morto
-8.2.1811 Joaquim Simões marido de Joaquina Lourença do Casal dos Moleiros e pelos mesmos (franceses) foi morto
-16.2.1811 Isabel Simões mulher de João Gomes do lugar de São Jorge pelos mesmos (franceses) foi morta
-17.2.1811 Maria solteira , filha de Manuel de Almeida e Rosa Maria, do Vale de Carvalho. morta pelos franceses
-18.2.1811 Agostinho Pereira marido de Maria Marques do lugar da Cumeada ”pelos mesmos (franceses) foi morto
-18.2.1811 António solteiro filho de António Gomes e Josefa Gonçalves, da Ruge de Água pelos mesmos..foi morto com um tiro de espingarda
-21.2.1811 Francisco solteiro filho de Manuel Gomes e de Isabel Gomes, da Ladeira. morto..com um tiro de espingarda dado pela inimiga tropa francesa
-2.3.1811 Manuel de Almeida viúvo de Rosa Maria do lugar de Vale de Carvalho pelos mesmos franceses foi morto
-4.3.1811 Maria Rosa viúva de Manuel Gomes Plácido, do Cardal. pelos mesmos franceses foi morta
-4.3.1811 Mariana de Almeida, do lugar da Malaguarda. pelos mesmos franceses foi morta"

 

- SIMÕES, Edmundo Vieira. http://www.geneall.net

  

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publicado por Carlos Gomes às 23:43
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Na terra dos sonhos...

 

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publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Colegiadas em Ourém

Igreja da Colegiada

Igreja da Colegiada, em Ourém, Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias

 

“Houve na villa quatro freguezias Igrejas Colegiadas que eram S. Maria, S. Pedro, S. Joam, e S. Thiago; porem o Senhor D. Affonso Marques de Valença e Conde de Ourém que era filho de Dom Affonsso, e neto Del Rey Dom Joam o primeiro e do Santo Conde de Ourem, e estable de Portugal D. Nuno Alvrfes Pereyra, fés extinguir, e suprimio esta quatro Clegiadas da villa, e juntamente o Priorado das Freixiandas no mesmo termo, e erigio pellos annos de mil e atro centos, e trinta e seis a igreja da insigne Colegiada com o Orago de S. Maria da Mizericordia que ainda hoje conserva aplicandolhe todas as rendas das sinco igrejas suprimidas por Bulla do Senhor D. Pedro de Noronha Arcebispo de Lisboa, donde antam Ourem era, passada em dous de Setembro de mil e quatro centos quarenta e sinco no tempo do Papa Eugenio quarto, e Reynando em Portugal D. Affonsso quinto, e antes de servirem as ditas egrejas já o Senhor Conde de Ourem Dom Affonso tinha feito a Igreja da insigne Colegiada obra antigua de primoroza, e polida fabrica era so de huma nave com a Cappella mor e coro levantado doze palmos do pavimento da igreja em abobada que se sustenta em coluna de Pedra fina fazendo outra Capella subterrânea debayxo do coro”.


- CORREIA, Lívio. Descrição da Vila de Ourém feita em 1758 pelo P. Luís António Flores, Cura coadjutor da Colegiada. Câmara Municipal de Ourém. 1999.

 

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Arte contemporânea... na Freixianda!

cartaz

Este cartaz, plantado há um ano no Casal Pinheiro, na Freguesia da Freixianda, a anunciar a adjudicação de obras de saneamento na Ramalheira e Casal da Sobreira, bem pode ser considerado uma peça de arte contemporânea, a transmitir exactamente uma mensagem de esquecimento e abandono… é costume o povo dizer:
- Bem podemos esperar sentados!

 

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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
S. João de Brito

Santo, mártir e de sangue azul

S. João de Brito

Pio XII canonizou em 1947 este sacerdote, que converteu muitos indianos. João Heitor de Brito Pereira nasceu em Lisboa a 1 de Março de 1647. Em 1662 entrou como noviço na Companhia de Jesus, indo estudar para Coimbra e Évora. Foi professor no Colégio de Santo Antão, em Lisboa. Este estabelecimento de ensino, orientado por jesuítas, foi um importantíssimo difusor cultural, acolhendo o que havia de melhor na comunidade científica europeia.


Mas João de Brito ansiava por ser missionário. Ordenado em 1673, foi nesse ano para a Índia, concluindo os estudos teológicos em Goa. Começou a viver como o faziam os pandarás-suamis, religiosos dedicados à oração que eram aceites pela comunidade, vestindo-se e alimentando-se como eles, conseguindo assim aumentar as conversões. Atravessou de costa a costa a Índia, sendo exemplo para os missionários cristão que se seguiram. Foi perseguido, torturado e expulso do território de Muravá. Da sua acção na Índia contam-se cerca de oito mil conversões. Foi martirizado em Urgur em 1693. A sua família esteve ligada à Restauração, sendo o seu pai próximo do rei, para quem exerceu importantes cargos administrativos. O seu irmão mais velho, Cristóvão, morreu na batalha do Ameixial.


Era filho de Salvador de Brito Pereira, fidalgo da Casa Real, alcaide-mor de Ourém e de Alter-do-Chão, nomeado governador do Rio de Janeiro onde faleceu em 1651, e de sua mulher Beatriz Pereira. Esta senhora era filha de Fernão Tavares Falcão e de Violante Juzarte da Fonseca, descendendo por varonia de Gonçalo Esteves de Tavares, nascido na primeira metade do século XIV, que foi alcaide-mor de Portalegre, bisneto de Estevão Pires Tavares, o primeiro a usar este apelido.


A família Juzarte da Fonseca, também de Portalegre, descendia de Pedro Juzarte, criado do duque de Bragança, D. Fernando, e irmão de Gaspar Juzarte, da casa de D. João II, a quem entregou por seu irmão os documentos que incriminaram o duque e levaram a que o rei o mandasse matar.


Filho do alcaide de Monforte, foi feito senhor de Arraiolos e alcaide da Sortelha por aquele rei. São João de Brito era neto paterno de Cristóvão de Brito Pereira, alcaide-mor de Ourém e de Alter do Chão, cargo que herdou de seu tio e sogro e que passou aos seus descendentes e de sua mulher Luísa de Brito, de Vila Viçosa, filha de outro Salvador de Brito Pereira que morreu na batalha de Alcácer Quibir em 1578.
Este era neto de Fernão Rodrigues Pereira, alcaide-mor de Borba e de Monforte, vedor de D. Jaime duque de Bragança, homem da corte, conhecido pelos seus dotes de dançarino, pelo que era conhecido por "o pássaro", e de sua mulher Helena de Brito Patalim.


O bisavô paterno do santo era Fernando Rodrigues de Brito, irmão do referido Salvador de Brito Pereira que também morreu na batalha de Alcácer-Quibir. Era filho de Cristóvão de Brito Pereira, alcaide-mor de Ourém e comendador de Castelões e de sua mulher Ana de Sousa, filha de Sebastião de Sousa, alcaide de Elvas e de Filipa Pessanha, ambos primos e quartos- -netos por varonia de Manuel Pessanha, que foi primeiro almirante de Portugal. Precisamente pela família Sousa, dos senhores de Mortágua, descendia São João de Brito dos primeiros reis de Portugal.

 

- SANTOS, Marco Soromenho. Diário de Notícias. 26 de Abril de 2008

 

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publicado por Carlos Gomes às 23:49
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Acontece... no Museu Municipal de Ourém!

Museu Municipal de Ourém

 

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publicado por Carlos Gomes às 23:35
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Espigueiros

Os Espigueiros são monumentos de arte popular que evocam a cultura do milho

espigueiro

Espigueiro existente na Freixianda exibindo cabaças, maçarocas e ferraduras.

 

Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro!

 

Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas. De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflecte a grandeza da produção que normalmente é efectuada. De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.

 

Os espigueiros encontram-se, em regra, implantados em zonas onde o terreno é mais elevado de forma a permitir a secagem do milho. Nas imediações, encontra-se a eira que aproveita as características de um solo mais plano e lajeado. É aí que se malha o centeio onde se desfolha o milho, dando lugar às alegres descamisadas que constituíam um pretexto para a escolha do namorico.

 

A origem deste género de construções encontra-se principalmente ligada à introdução da cultura do milho na Península Ibérica de onde irradiou para o resto do mundo. Outrora designado por “trigo índio”, o milho deverá ter-se originado do México de onde, há cerca de quinhentos anos, foi trazido nas naus de Cristóvão Colombo. Desde tempos imemoriais, o milho constituiu a base da dieta alimentar dos maias, incas e aztecas que o incluíam nos seus ritos ancestrais e o celebraram nas suas manifestações artísticas.

 

A sua implantação, entre nós, registou-se sobretudo na região do Minho e da Galiza, facto a que certamente não foram alheias as condições favoráveis à sua produção e onde prevalece a cultura de regadio. Com o decorrer do tempo, o cultivo do milho passou a estender-se a outras regiões, nomeadamente no centro do país onde predomina a cultura de sequeiro.

 

Em relação ao espigueiro, estes apresentam-se das mais variadas formas e dimensões de acordo com as quantidades de grão a armazenar, as regiões onde se encontram e os materiais disponíveis para a sua construção. Em localidades onde a pedra escasseia, os espigueiros são geralmente construídos em madeira. Porém, atendendo à sua predominante distribuição espacial, a maior parte encontra-se construída em pedra e madeira. A sua fisionomia é variada, existindo sob formas rectangulares, quadradas e redondas. Contudo, ele apresentou-se inicialmente sob uma forma mais rudimentar, na maioria das vezes feito apenas de caniços com cobertura de colmo, tal como aliás sucedia com as habitações mais humildes. E, as técnicas empregues na sua construção evoluíram à medida que se foi constatando a melhor forma de secar o cereal mantendo-o simultaneamente fora do alcance de elementos indesejáveis.

 

Constituindo a secagem a sua principal função, o espigueiro é construído de molde a proteger as espigas da humidade, salvaguardando-as da intromissão dos pássaros, insectos e roedores, assegurando ao mesmo tempo o necessário arejamento do seu interior. E, este cuidado é tão importante quanto adverso poderá ser o inverno que se aguarda pouco tempo após a colheita do milho e as suas descamisadas.

 

Tomando como modelo de referência os existentes no Minho, o espigueiro é geralmente construído em madeira e pedra, quase sempre em granito extraído na região. Encontra-se frequentemente assente em pilares que o elevam do solo, sobre os quais assentam os dinteles que são os esteios que suportam toda a estrutura e onde se encaixam as aduelas. Estas apresentam-se de forma intervalada para permitir, através das fissuras propositadamente deixadas abertas, efectuar-se o arejamento do seu interior. Para prevenir o acesso das formigas, uma pequena fossa com água rodeia as sapatas onde assentam os pilares do espigueiro. De igual modo, os “torna-ratos” protegem-no dos roedores. Regra geral, são cobertos de telha, existindo porém alguns que se apresentam com cobertura de colmo ou em pedra, sendo mais frequentes nestes casos em lousa e piçarra.

 

Para além dos elementos arquitectónicos que caracterizam o espigueiro, este é frequentemente encimado por algum elemento de adorno, na maioria das vezes uma cruz, pretendendo-se assim abençoar o milho que se irá transformar, tal como o padeiro que, antes de levar o pão ao forno, procede de forma solene a acompanhar a ladainha.

 

Persistem em diversas localidades hábitos ancestrais que levam à utilização comum dos espigueiros de acordo com costumes e leis comunitárias. Encontram-se neste caso a eira que se aninha junto às muralhas do castelo do Lindoso, em Ponte da Barca, e no Soajo, em Arcos de Valdevez, onde o seu uso se estende ainda a práticas iniciáticas que contemplam o alojamento dos noivos que aí vão dormir juntos antes da celebração do casamento.

 

Mais do que propriamente meros celeiros onde se guardam as espigas das quais se produzirá o pão que vai à mesa do agricultor, amassado com o suor do seu próprio rosto e benzido com a sua Fé, os espigueiros constituem verdadeiras obras de arte popular que reúnem uma elevada carga simbólica, quais sacrários onde o povo guarda o alimento para o ano inteiro e, como tal, sinalizado com a cruz que o protege e resguarda de toda a maldição. Como tal, devem ser preservados como um dos mais ricos elementos do nosso património cultural de interesse etnográfico.

 

- GOMES. Carlos. Folclore de Portugal - Portal do Folclore Português, http://www.folclore-online.com/index.html

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:53
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Museu do Vinho Medieval

Para recordar...

Museu do vinho medieval projectado para o castelo

uvas

A Câmara de Ourém pretende criar um museu do vinho medieval dentro das muralhas do castelo, valorizando este produto tradicional. Segundo David Catarino, presidente da autarquia, as negociações foram encetadas com a Parque Expo, gestora da rede de museus do vinho, para estudar um investimento a realizar no concelho.


"Pensamos que é importante um museu deste tipo, que apoie a promoção do vinho feito pelos nossos agricultores", considerou David Catarino, sublinhando que o vinho palhete de Ourém é um dos vinhos mais antigos do país. Isto porque tem origens medievais, já que foi desenvolvido pelos monges de Cister, mas o fabrico mantém-se inalterado até aos nossos dias.


No entanto, até ao final de 2004, este vinho permanecia num vazio legal, já que a legislação portuguesa não permitia a criação de palhetes com maioria de uvas brancas. Só com a classificação deste produto como Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada dentro da região da Estremadura foi possível legalizar o palhete no mercado.


A aposta da autarquia passa pela promoção do vinho junto dos consumidores, quer pelo seu sabor quer pela história.

 

in Jornal de Notícias, de 17 de Março de 2005

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:22
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Memorial de Jacinta Marto

memorial

Memorial de Jacinta Marto no cemitério de Ourém - Nossa Senhora da Piedade.

 

Nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de Março de 1910. Foi baptizada em 19 de Março de 1910. Vítima da pneumónica, adoeceu em Dezembro de 1918. Esteve internada no Hospital de Vila Nova de Ourém e por fim em Lisboa, no Hospital de D.Estefânia onde morreu às 22.30 horas do dia 20 de Fevereiro de 1920.


De 21 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 1920, esteve no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua de Estrela, em Lisboa, casa fundada pela D.Maria Godinho, a quem a Jacinta chamava "Madrinha".  Foi celebrada Missa de corpo presente na Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, onde o seu corpo esteve depositado até ao dia 24, dia em que foi transportada a urna para o cemitério de Vila Nova de Ourém. Aí, ficou no jazigo da família do Barão de Alvaiázere.  Foi trasladada para o cemitério de Fátima a 12 de Setembro de 1935, data em que a urna foi aberta.
Em 1 de Maio de 1951 foi finalmente trasladada para a Basílica do Santuário. Além das 5 Aparições da Cova da Iria e 1 dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu à Jacinta mais 4 vezes em casa durante a doença, 1 na Igreja paroquial numa quinta-feira da Ascenção, e ainda em Lisboa no Orfanato e no hospital. O Poço do Arneiro teve uma visão do Santo Padre, e outra no Cabeço.


A sua vida foi caracterizada pelo espírito de sacrifício, o amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores. Levada pela preocupação da salvação dos pecadores e do desagravo ao Coração Imaculado de Maria, de tudo oferecia um sacrifício a Deus, como lhes recomendara o Anjo, dizendo sempre a oração que Nossa Senhora lhes ensinara:"Ò Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores (e acrescentava, pelo Santo Padre) e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria".

 

in http://www.vatican.va

 

Jazigo dos Barões de Alvaiázere

Jazigo dos Barões de Alvaiázere, no cemitério de Ourém, Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, onde repousaram os restos mortais de Jacinta Marto. Ao lado encontra-se o memorial.

 

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publicado por Carlos Gomes às 02:03
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Orago da Paróquia da Freixianda

Igreja da freixianda

Igreja da Freixianda

 

“130. O orago d’esta freguezia é Nossa Senhora da Purificação, cuja imagem é de pedra, e da mesma forma e tamanho que a de Ceissa. O artista que fez uma, parece que fez a outra. Esta freguezia é uma das mais antigas do concelho. A egreja é de uma só nave, tem cinco altares; no altar mor está a Senhora, com as imagens de S. José do lado do Evangelho, e Santo André do lado da Epistola.

O altar, primeiro do lado direito, é dedicado a Santo Antonio, tendo a um lado a imagem de S. Bartholomeu, e do outro S. Lourenço. O segundo altar é do Santíssimo Sacramento e tambem da imagem do Senhor Jesus. O primeiro altar do lado esquerdo, é do Espírito Santo e de um lado tem a imagem de S. sebastião, e do outro de S. Braz. O segundo altar é de Nossa Senhora da Rosa”.

 

- ELYSEU, José das Neves Gomes. Esboço Historico do Concelho de Villa Nova de Ourem. Lisboa. 1868.

 

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publicado por Carlos Gomes às 01:27
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Festas... nos versos de Manuel Inácio

FESTAS...

 

Mês de Agosto, mês de festas

Rio de Couros, Formigais

Mais ricas ou mais modestas

Têm cunhos tradicionais.

 

Sobem foguetes aos ares

Batendo palmas à Lua

Descem santos dos altares

E vêm passear prá rua

 

Santo António vai contente

No cortejo incorporado

Sorrindo pra São Vicente

Que mora quase a seu lado.

 

Está um calor que arrasa

É um mês de pleno verão

Estava mais fresco em casa

Do que ir na procissão!...

 

O Santo desceu do templo

Sob o sol quente do céu

E até pra dar o exemplo

Leva a carequinha ao léu…

 

À frente vai a bandeira

Que a marcha vai regulando

Como anda mais ligeira

Espera de quando em quando.

 

E Santo António regressa

À casa que Deus lhe fez

Mas deixou uma promessa:

Pró ano volta outra vez.

 

E Santo António abençoa

As festas e arraiais

Santo António de Lisboa

Mas também de Formigais!...

 

 

INÁCIO, Manuel. Brincando com coisas sérias. 1995

autógrafo

 

 (Autógrafo do poeta popular Manuel Inácio)

 

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publicado por Carlos Gomes às 01:22
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Ourém e as invasões francesas (I)

tumulo

Em 1810, aquando das invasões francesas - e espanholas! - as tropas de Massena saquearam e destruíram a vila de Ourém, reduzindo-a a cinzas. Roubaram tudo por onde passaram... e, tal como a foto documenta, até o tampo do túmulo do IV Conde de Ourém foi danificado à cabeceira porque desconfiavam que no interior do túmulo se escondiam as jóias e o ouro da Colegiada!

 

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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
Juíz de Fora da Villa de Ourém

 

cortes

As Cortes Geraes, segundo uma pintura de Óscar Pereira da Silva

 

Aberta a Sessão, sob a presidencia do Sr. Gouvéa Durão, leu-se a acta da antecedente, que foi approvada.
O Sr. Secretario Felgueiras deu conta do expediente, e leu o seguinte:

(...)

De um offerecimento, que Francisco Fernando de Almeida Madeira, provedor da comarca de Thomar, faz a beneficio divida nacional, do titulo do preço de um cavallo que no anno de 1810 vendera para o serviço da guerra; assim como dos recibos de 883 transportes, que aprontara no tempo, em que servíra o lugar de juiz de fóra da villa de Ourem; e igualmente os pertencentes ao respectivo escrivão, de que um e outro cedem os emolumentos, que lhe competião, para se applicarem ao refferido destino. Foi recebido com agrado, e se mandou ao Governo na fórma do estylo.

- Sessão de 18 de Junho de 1822, das Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza

 

As Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza foram o primeiro parlamento, no sentido moderno do termo, tiveram o seu início em 24 de Janeiro de 1821 e as suas sessões decorreram no Palácio das Necessidades. Coube a esta assembleia produzir a Constituição de 1822.

oferecimento

Imagem do "Diário das Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza"

 

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publicado por Carlos Gomes às 14:35
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Ourém no El País

Semana Santa

Com o título "Jesús de Nazaret" a edição do jornal espanhol El País, de 23 de Maio de 2010, registou a realização da Semana Santa em Ourém, tendo publicado a foto que aqui se reproduz e a legenda:  Un penitente representa la Pasión de Cristo durante la Semana Santa de 2008 en Ourem (Portugal)".

 

Este facto apenas vem demonstrar que Ourém precisa de destacar ainda mais o antigo burgo medieval de Ourém, realizando naquele local esta e outras iniciativas a fim de lhe conferir mais notoriedade e atrair maior número de visitantes. Ourém - Nossa Senhora das Misericórdias - possui todos os requisitos para se tornar num grande pólo de atracção turística a beneficiar as gentes locais com o seu desenvolvimento, à semelhança do que sucede com outras localidades com idênticas características como Óbidos, Marvão e Monzaraz. Desde logo, importa certificar a ginginha de Ourém e encetar uma campanha de promoção desta especialidade oureense, associando-a ao burgo medieval de Ourém.

 

in El País  http://www.elpais.com/global/  

 

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publicado por Carlos Gomes às 11:25
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Rancho Folclórico Verde Pinho, do Carvalhal - Rio de Couros

A brilhante actuação do Rancho Folclórico do Carvalhal, de Rio de Couros, nos festejos em Honra de Nossa Senhora de Fátima, em Caxarias, no passado fim-de-semana, despertou-nos a atenção para o reduzido destaque que habitualmente é dispensado ao folclore no concelho de Ourém, pelo menos quando comparado com outras regiões do país onde o mesmo tem habitualmente uma presença de destaque nas festas e romarias.

 

Verifica-se que ainda nenhum dos grupos folclóricos do concelho de Ourém utiliza a Internet para se dar a conhecer e projectar a imagem da região também no domínio do folclore. Isto apesar de existirem já largas centenas de ranchos folclóricos e outros agrupamentos de música tradicional portuguesa em todo o país que se encontram ligados à Internet e estabelecem entre si permutas e trocas de informação através do Portal do Folclore Português, em  http://www.folclore-online.com/ . E, fazem-no não somente em relação a grupos portugueses como de outros países.

 

Como "espaço de divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém", o blog AUREN procurará dar uma atenção privilegiada à cultura tradicional do concelho de Ourém, mormente o folclore e a etnografia. Os ranchos folclóricos terão aqui um espaço de divulgação das suas actividades, bastando para tal que nos façam chegar a informação. E, na medida do possível, incluam uma descrição das suas danças e cantares, dos seus trajes e dos costumes que procuram representar e respectiva época. Assim, poderemos contribuir para um melhor conhecimento das nossas raízes culturais.

 

Começaremos por registar aqui a actuação do Rancho Folclórico Verde Pinho, do Carvalhal, de Rio de Couros, nos recentes festejos em Caxarias.

 

folclore

 

folclore

 

folclore

 

folclore

  

folclore

  

folclore

 

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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
Morcela da Freixianda

FREIXIANDA - CAPITAL DA MORCELA

 

morcela

A morcela de arroz da Frexianda constitui uma das especialidades mais afamadas da gastronomia ouriense. A sua procura está a levá-la para outras paragens em prejuízo do concelho de Ourém e da vila da Freixianda em particular. A sua qualidade e características que fazem dela um produto único e característico correm o risco de adulterar-se em virtude da concorrência comercial. A Freixianda corre o risco de ver usurpada a titularidade de produtora original da morcela de arroz.

 

A morcela da Freixianda deveria ser submetida a certificação de modo a tornar-se um produto de denominação de origem protegida. E, consequentemente, ser objecto de promoção e divulgação. A sua apresentação em certames gastronómicos e nos estabelecimentos hoteleiros do concelho de Ourém podem ser o primeiro passo.

 

A promoção dos produtos regionais da gastronomia ouriense pode ter reflexos no desenvolvimento local, na promoção turística, na melhoria da qualidade dos serviços e na preservação da cultura regional.

morcela

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:50
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Caxarias em Festa

Caxarias esteve em festa nos passados dias 20, 21 e 22 de Agosto. Celebrações religiosas em Honra a Nossa Senhora de Fátima, bandas de música, gastronomia, folclore, ilusionismo... preencheram o programa dos festejos daquela vila.

cartaz

O cartaz divulgou um programa bastante diversificado.

fogaças 

Ao longo da manhã, os andores com as fogaças foram transportados para o adro da igreja de Caxarias.

banda

A Banda Filarmónica da Sociedade Artística Musical de Pousos animou os festejos e acompanhou os andores.

Rancho

O Rancho Folclórico Verde Pinho do Carvalhal - Rio de Couros, emprestou o seu colorido e alegria aos festejos.

Rancho

A imagem regista um momento da actuação do Rancho Verde Pinho, de Rio de Couros.

bandeira

A bandeira de Nossa Senhora de Fátima, da confraria de Caxarias.

Igreja

Um aspecto da Igreja de Caxarias, em dia de festa.

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:32
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Abandono!

Casa de cantoneiros

Em Rio de Couros, a Casa de Cantoneiros encontra-se ao abandono, apresentando-se no lamentável estado que a foto documenta, quando a mesma poderia ter alguma utilidade, eventualmente para apoio aos serviços camarários ou outro aproveitamento. Um caso que ilustra o abandono a que por vezes o Estado vota o património.

 

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publicado por Carlos Gomes às 12:32
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Sábado, 21 de Agosto de 2010
D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém – a Homenagem dos oureenses!

4Conde de Ourém

A imagem mostra a estátua jazente de D. Afonso, 4º Conde de Ourém, na cripta da Igreja das Misericórdias, em Ourém.

 

Todos os povos possuem a sua memória construída na História, nos seus heróis e mártires, nos seus poetas e santos, nos seus feitos e nas obras que nos legaram. Eles são os símbolos da sua identidade e, como tal, merecem ser venerados.

Ourém e o seu Concelho também possui os seus símbolos, os seus monumentos, uma herança histórica e cultural que o enobrece e, como tal, não deve em circunstância alguma ser enjeitada. A formação da cidadania passa pelo conhecimento da sua própria terra, dos seus valores e da sua identidade. Ela constitui a essência do sentimento de pertença, do amor filial à terra que o viu nascer, do orgulho em ser oureense e ser português.

A infanta D. Teresa, filha do nosso primeiro rei D. Afonso Henriques, foi quem em 1180 concedeu foral a Ourém em cuja carta designou por Auren, querendo provavelmente com isso sublinhar o seu valor.

Foi por sua vez, D. Afonso de Bragança, 4º Conde de Ourém o grande impulsionador do seu desenvolvimento, tendo nela estabelecido o seu senhorio e erguido o paço onde fixou residência. A ele se deve a construção em 1445 da “insigne Colegiada de Ourém consignando-lhe copiosas rendas para a sustentação das Dignidades e Cônegos de que se compõe” e em cuja cripta repousam os seus restos mortais.

Por tudo quanto representa para Ourém e para os oureenses, D. Afonso de Bragança, 4º Conde de Ourém deveria merecer a devida homenagem, esculpida na alma das gentes desta terra e representada na matéria bruta que só os verdadeiros artistas sabem burilar, exprimindo na pedra ou no bronze o sentimento de gratidão de um povo por um dos seus heróis. Deveria Ourém erguer-lhe um monumento à sua memória e que esse projecto represente um símbolo de união de todos os oureenses, a congregar as vontades das forças vivas do concelho.

- O repto aqui fica!

 

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Viscondes de Vila Nova de Ourém (IV)

jazigo

As imagens mostram o jazigo de família dos Viscondes de Vila Nova de Ourém, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

 

O 3º Visconde de Vila Nova de Ourém foi José Joaquim de Melo Lapa que herdou o título de seu avô, o 2º Visconde. Este foi confirmado pelo rei D. Manuel II quando já se encontrava no exílio.

 

jazigo inscrição

 O título de Visconde de Vila Nova de Ourém foi transmitido a Maria Teresa Gorjão Henriques de Melo Lapa, filha do 3º Visconde, tornando-se assim 4ª Viscondessa de Vila Nova de Ourém. Nasceu em 30 de Dezembro de 1920 e possui descendência.

 

brasao

As armas do Visconde de Vila Nova de Ourém incluem, além da respectiva coroa de visconde, a águia que veio a ser adoptada no brasão de armas de Vila Nova de Ourém, actual cidade de Ourém.

 

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Viscondes de Vila Nova de Ourém (III)

Elesbau

Elesbão Felner Bettencourt Lapa que foi General de Brigada, filho do 2º Visconde de Ourém, não recebeu o título.

 

Foto: http://www.exercito.pt

Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

 

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Viscondes de Vila Nova de Ourém (II)

2viscondeVNO

Foi 2º Visconde de Vila Nova de Ourém, Elesbão José de Bettencourt Lapa, terceiro filho varão do 1º Visconde. Como o seu pai, também foi Governador-geral do Estado da Índia e seguiu a carreira das armas.

 

Foto: http://www.geneall.net/P/

Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

 

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Viscondes de Vila Nova de Ourém (I)

1º visconde vila nova de ourém

O título de 1º Visconde de Vila Nova de Ourém foi criado por Decreto de 12 de Março de 1853 e atribuído José Joaquim Januário Lapa como recompensa pelos serviços prestados como governador de Goa que, aliás, o levaram a ser reconduzido no cargo. Antes, porém, já detinha o título de 1º Barão de Vila Nova de Ourém, concedido por Decreto de 20 de Janeiro de 1847, numa altura em que, como governador militar de Santarém, se distinguiu na batalha de Torres Vedras que opôs os partidários do Marechal de Saldanha ao Duque de Palmela, após a queda do governo de Costa Cabral.

O 1º Visconde de Vila Nova de Ourém nasceu em Belém em 1796 e faleceu em Lisboa em 1859. Os seus restos mortais repousam em jazigo de família existente no cemitério dos Prazeres, naquela cidade. Refira-se que, à época, Belém constituía um município distinto, estendendo os seus limites desde Alcântara onde corria a ribeira da Damaia, até ao sítio de Algés. Foi par do Reino e membro do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, ministro de Estado e Governador-geral do Estado da Índia.

 

Foto: http://www.geneall.net/P/

Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

 

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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
Registo civil

EFEMÉRIDES: JANEIRO DE 1908

Dia 4
- Em Vila Nova de Ourém, realizou-se o registo civil de baptismo de uma filha de Artur de Oliveira Santos que recebeu o nome de Democracia. Foram testemunhas do acto Álvaro Mendes e Joaquim Fernandes Cordeiro. Era, segundo as nossas fontes, o segundo registo civil de nascimento em Ourém.

in http://arepublicano.blogspot.com/2008_01_01_archive.html

 

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Heráldica (VI)

Brasão Visconde Ourém

Brasão do Visconde de Villa Nova d'Ourém esculpido no jazigo de família, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

 

O brasão de armas de Ourém reúne a águia que integra os símbolos heráldicos do Visconde de Vila Nova de Ourém segurando o escudo de Portugal antigo, o qual inclui as armas do Conde de Ourém que estão na origem dos actuais símbolos nacionais.

 

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Heráldica (V)

Bandeira de Ourém

Antiga bandeira do Município de Vila Nova de Ourém, actualmente em exposição no Museu Municipal de Ourém.

 

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Heráldica (IV)

Heraldica

In BARBOSA, Inácio de Vilhena. As cidades e villas da Monarchia Portugueza que teem brasão d'armas. Lisboa. 1860/1862. 

 

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Heráldica (III)

Brsão

Brasão de Vila Nova de Ourém, actualmente em exposição no Museu Municipal de Ourém.



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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
Heráldica (II)

 

Quem acede ao site da Câmara Municipal de Ourém, verifica que a heráldica do município não foi alterada. Para confirmar, basta clicar no seguinte endereço: http://www.cm-ourem.pt/

 

Brasão de Ourém

 

Porém, quem mandou executar as placas toponímicas desde que Ourém se elevou a cidade, como se pode verificar pelo número de torres que constam no brasão, não devia gostar do vermelho... e optou pelo verde!

toponímia 

Para além das cores, os próprios motivos heráldicos encontram-se ligeiramente modificados.

 



publicado por Carlos Gomes às 22:20
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