Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Conferências de Agostinho Fortes em Ourém

"Constituíram um verdadeiro triunfo para o Partido Republicano» as duas conferências que Agostinho Fortes, Professor e vereador da Câmara de Lisboa realizou em Ourém, a 27 de Setembro.

Em ambos os eventos, decorridos no lugar da Urqueira e no Centro Republicano António José de Almeida, Agostinho Fortes criticou a desatenção dos dirigentes monarcas relativamente aos portugueses, «que só por ocasião das eleições se lembram do povo», e retratou a República como sendo «um regime tolerante, respeitando todas as crenças políticas e religiosas». Para inverter o estado de coisas nacional, apelou ainda Agostinho Fortes a que todos os portugueses, independentemente da cor partidária, se unissem «numa luta sem tréguas contra o Jesuitismo (…) máximo entrave ao rejuvenescimento do nosso País, suprema aspiração de todos os verdadeiros patriotas".

- in jornal "O Século", nº. 9983, de 30 de Setembro de 1909

 

 

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publicado por Carlos Gomes às 20:05
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Projecto de Requalificação da Avenida D José Alves Correia da Silva, em Fátima

Por maioria e com apenas uma abstenção

ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVA REQUALIFICAÇÃO DA AVENIDA D. JOSÉ ALVES CORREIA DA SILVA, EM FÁTIMA

projecto

Na última sessão da Assembleia Municipal o tema dominante foi o da Requalificação da Avenida D José Alves Correia da Silva, em Fátima.
A votos foram as seguintes propostas:
Apreciação e votação da proposta da Câmara Municipal relativa à área crítica de recuperação e reconversão urbanística de Fátima (ACRRUF), onde é pedida a declaração de utilidade pública das parcelas necessárias ao reperfilamento da Avenida D. José Alves Correia da Silva e construção do túnel previsto no Planeamento da Avenida Papa João XXIII – Cova da Iria, Fátima. (aprovada por maioria com abstenção da CDU)
Apreciação e votação do pedido de autorização camarário inerente ao Projecto de Requalificação da Avenida D José Alves Correia da Silva – Cova da Iria – afectação ao domínio público municipal rodoviário de parcela de terreno com a área de 1.564,49m2, sita em Cova da Iria. (aprovada por unanimidade)
Emissão de declaração de interesse público municipal da obra de Requalificação da Avenida D José Alves Correia da Silva, Cova da Iria. (aprovada por maioria – abstenção da CDU)
 
E, depois de realizadas as votações, foi apresentado o Projecto de Requalificação da Avenida D José Alves Correia da Silva, em Fátima, pelo arquitecto responsável pela obra, João Patrício.
 
Nazareno do Carmo, vereador responsável pelo Pelouro de Fátima, sublinhou a complexidade deste processo, nomeadamente nas questões relativas aos terrenos e à negociação com os respectivos proprietários.
O vereador, que é também o presidente do conselho de administração da SRUFátima, elogiou o esforço efectuado pela equipa desta empresa municipal que esteve envolvida neste processo, “que permitiu cumprir os prazos inerentes aos procedimentos de uma obra desta natureza”.

projecto

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publicado por Carlos Gomes às 16:32
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OURÉM - A MONTRA SAGRADA DO PAÍS

Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, em entrevista à revista "Portugal Positivo":

 

Entrevista

A revista “País Positivo”, na sua última edição, concede grande destaque ao Concelho de Ourém ao publicar uma entrevista de página inteira com o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Paulo Fonseca.

Pode ler a entrevista na íntegra, acedendo através do endereço http://www.paispositivo.org/images/stories/paispositivo/pdf/PP39.pdf

 

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publicado por Carlos Gomes às 15:53
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Santuário de Fátima promove reflexão sobre o centenário da República

Auto de Proclamação

O “100º Aniversário da Implantação da República em Portugal” é o tema da conferência que se realiza no próximo dia 10 de Outubro, na Basílica do Santuário de Fátima. O tema é apresentado por António Teixeira Fernandes, considerado um dos mais importantes cientistas sociais portugueses. A iniciativa é promovida pelo Santuário de Fátima.

 

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publicado por Carlos Gomes às 11:58
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Colheita de Sangue no Santuário de Fátima

gota de sangue

O Centro Regional de Sangue de Coimbra do Instituto Português do Sangue (IPS) leva a efeito uma colheita no próximo dia 16 de Outubro, entre as 9 e as 13 horas, a ter lugar no Posto de Socorros do Santuário de Fátima.

O Instituto Português do Sangue, através da sua página na Internet, explica o sentido da necessidade de se promover a recolha e a dádiva do sangue, nos seguintes termos: “O sangue não se fabrica artificialmente e só o Ser Humano o pode dar. Como tal, o sangue existente nos serviços de sangue dos Hospitais depende diariamente de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem a perdeu. Todos os dias existem doentes com anemia, doentes que vão ser submetidos a cirurgias, doentes acidentados com hemorragias, doentes oncológicos que fazem tratamento com quimioterapia, doentes transplantados e muitos outros que necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos”.

 

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publicado por Carlos Gomes às 11:49
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Hypericum perforatum vulgo Erva-de-São-João
Hypericum
O Boletim da Sociedade Broteriana, de 1889, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, regista a localização em Vila Nova de Ourém da espécie botânica que toma a designação científica de Elodes Palustris Spach, o equivalente ao Hypericum Elodes, vulgarmente designado por Hipericão.
Existem diversas espécies desta planta as quais possuem propriedades idênticas. As suas flores contêm hipericina, uma substância que torna os insectos mais sensíveis à luz solar, razão pela qual são bastante procuradas pelas abelhas. O hipericão é aconselhado no tratamento das maleitas do fígado e como anti-depressivo, o que sugeria a crença de que reunia propriedades capazes de afastar os espíritos malignos.
broteria
O Boletim da Sociedade Broteriana, publicado em 1889, registou esta espécie botânica em 1883, na área do Concelho de Vila Nova de Ourém. 
broteria

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publicado por Carlos Gomes às 05:00
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Ensino Profissional em Ourém celebra 20º Aniversário

A Cerimónia Oficial de Comemoração dos 20 anos de Ensino Profissional em Ourém vai ter lugar no próximo dia 1 de Outubro e contará com a presença da Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Drª Maria Helena André e do Secretário de estado do Emprego e da Formação Profissional, Dr. Valter Lemos. Deste evento em relação ao qual já tivemos oportunidade de referir, consta o seguinte programa:

09:15h – Hastear da Bandeira Verde – Escola Profissional de Ourém

10:00h – Missa em memória dos membros da família INSIGNARE que já partira – Igreja Paroquial de Ourém

11:00h – Início da Cerimónia Oficial – Centro de Negócios de Ourém

11:05h – Visionamento de vídeo alusivo aos 20 anos da EPO, acompanhado de apontamento musical pelo Conservatório de Ourém-Fátima

11:15h – Intervenção do Director Executivo da INSIGNARE, Francisco Vieira

11:25h – Cerimónia de Entrega de Diplomas aos alunos finalistas

11:40h – Atribuição do “Prémio Melhor Aluno” do ano lectivo 2009/2010

11:50 – Intervenção do Presidente do Município de Ourém, Paulo Fonseca

12:00h – Distinção a personalidades que marcaram a vida da EPO

12:15h – Intervenção da Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena André

12:30 – Almoço volante de confraternização

15:00 – Final da Cerimónia

 

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publicado por Carlos Gomes às 18:53
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Braz Luiz de Abreu - o olho de vidro!

A propósito de uma novela de Camilo Castelo Branco...

O Olho de Vidro

"O Olho de Vidro" é um romance histórico escrito pelo notável escritor e novelista Camilo Castelo Branco. A história baseia-se na vida atribulada do médico oureense Brás Luis de Abreu. De origens judaicas, este nasceu em Ourém, a 3 de Fevereiro de 1692, tendo sido exposto em Coimbra. Porém, consta que foram seus pais Francisco Luiz de Abreu e Francisca Rodrigues de Oliveira. A sua vida foi sempre marcada pela perseguição que o Santo Ofício exerceu sobre aqueles que dele cuidaram na sua infância, concretamente os judeus que a esse tempo tiveram de abandonar o país e, após muitas desventuras, vieram a fixar-se na Holanda onde ergueram a famosa Sinagoga Portuguesa de Amesterdão que constitui uma das principais referências daquela cidade. De resto, a comunidade judaica registou a sua presença em Ourém onde, aliás, se preservam testemunhos e se podem ainda identificar algumas famílias de origem judaica, agora plenamente integradas na sociedade portuguesa e na vida local.

Brás Luis de Abreu foi autor do tratado “Portugal médico ou Monarquia médico-lusitana” e “Sol nascido no Ocidente e posto ao nascer do Sol. Santo António Português” entre outras obras. 

Conhecido por “olho de vidro”, Brás Luis de Abreu inspirou o escritor Camilo Castelo Branco quando este escreveu a novela “O Olho de Vidro”, adoptando precisamente para título a alcunha do afamado médico oureense. Desse romance, transcreve-se seguidamente algumas passagens nas quais o escritor faz referência directa a Ourém.

Sinagoga Portuguesa de Amesterão

A imagem mostra o local reservado ao culto na Sinagoga Portuguesa de Amesterdão. 

 

Ás dez horas da noite seguinte, Francisco Luiz e o seu amigo sairam de Coimbra, cada qual por diversa porta. O bemfeitor foi para Ourem, sua terra; o judeu da Guarda, por desvios escusos, entrou, decorridas duas noites de jornada, na abegoaria onde o esperava a mãe da creancinha, que bebia um leite aguado de lagrimas.

(…)

Nas ferias d'aquelle anno, o lente simulou uma jornada a Ourem, sua patria, e foi em direitura a Lisboa. O santo officio de Coimbra reparou na saida, e lançou pesquizas. Informaram-no de alguns processos de liquidação de patrimonios e venda de bens, que o doutor Abreu rapidamente negociára na terra de sua mulher. D'isto foi avisado o inquisidor geral, de modo que já em Lisboa o promotor instaurava processo, quando o lente alli chegou.

(…)

Foi o doutor a Ourem, com ares de forasteiro que vê pelo miudo as mais e menos notaveis terras dos paizes. A casa onde elle nascêra havia sido vendida pela corôa, para a qual tinha sido confiscada, depois que o dono fôra queimado em estatua. Estava sendo estalagem. Pernoitou n'ella; dormiu no quarto de sua mãe... não dormiu: chorou por todo o correr da noite vagarosa. Antes que a primeira luz do seguinte dia apontasse, saiu do quarto onde nascêra e morrêra sua mãe, viu de passagem o quarto que fôra o seu, e d'onde agora saía outro viageiro madrugador.

(…)

Francisco Luiz encarou n'elles com desprezo: não podia ser de piedade, nem de odio aquelle sorriso que entre-abriu os beiços do velho judeu de Ourem.

(…)

Corria o anno de 1697.

Francisco Luiz d'Abreu, doutor em medicina, mudára sua residencia para Coimbra, esperançado em entrar no magisterio, conforme lh'o promettiam sua capacidade, vasto saber e creditos. Tinha casado, quatro annos antes, com Francisca Rodrigues de Oliveira, filha de abastados judeus de Ourem. Não tinham filhos; mas dos braços de um ao outro saltava um menino de cinco annos, chamado Braz, acariciado com blandicias de filho. A creança tratava de padrinho o doutor, e á senhora chamava mãe. A esposa do medico, privada do goso de se ver assim amimada nos labios de anjo desentranhado de seu seio, jubilava de lhe ouvir aquelle doce nome de mãe, e toda se estremecia de maternal ternura chamando-lhe seu filho.

(…)

Relatava-lhe a perseguição que os Oliveiras de Ourem estavam soffrendo, desde a fuga na náo da carreira da India, e o certo perigo que corria a creança, se levissimas suspeitas o indigitassem como filho de Francisco de Abreu.

(…)

O israelita de Ourem ia triste. Dir-se-ia que nunca elle, até á vespera d'aquelle dia, devéras se convencêra da morte do seu Antonio de Sá. Tantos annos idos, e elle ainda a querer-lhe e como que a esperal-o! Já o seu contemporaneo Barreto lhe havia dito na summa o que Braz de Abreu lhe dissera, e todavia o convencimento da morte do marido de D. Maria não o tinha ainda penetrado, ao que parecia.

 

in "O Olho de Vidro", de Camilo Castelo Branco

 

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publicado por Carlos Gomes às 05:00
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
Ourém tem Amigos da Farra

amigos da farra

 

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publicado por Carlos Gomes às 19:37
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Fraternidade Sacerdotal de Leiria-Fátima celebra jubileu da ordenação sacerdotal

Bispo Leiria-Fátima

A celebração da Eucaristia será presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

 

A Fraternidade Sacerdotal da Diocese de Leiria-Fátima vai, no próximo dia 30 de Setembro, reunir em ambiente de festa e de acção de graças para celebrar em comum o jubileu da ordenação sacerdotal de alguns dos seus membros. Serão celebrados cinco jubileus sacerdotais e a Eucarística terá lugar na Igreja da Santíssima Trindade, pelas 11 horas, sendo presidida por D. António Marto, Bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

Este ano celebraram as suas bodas de ouro sacerdotais os padres António da Piedade Bento e João Beato, ordenados a 11 de Setembro de 1960; e as bodas de prata os padres: Mário de Almeida Verdasca, Virgílio do Nascimento Antunes e Virgílio do Rocio Francisco, ordenados a 29 de Setembro de 1985, de acordo com informação do Presidente da Fraternidade, o padre Adelino Filipe Guarda.

"Aos próprios, que de bom grado se dispõem a tomar parte na celebração que vai ser presidida pelo nosso Bispo, apresento desde já os melhores votos de parabéns por este belo acontecimento; a todos os membros da Fraternidade renovo o convite já feito com insistência na última Assembleia, para que façam todos os possíveis por participar", sublinha o Padre Adelino Filipe Guarda.

 

Até ao final do mês de Outubro, serão celebradas missas, das 11 horas, de segunda-feira a sábado, na Igreja da Santíssima Trindade.

Num alargamento do período anteriormente anunciado, a missa oficial das 11 horas, no Santuário de Fátima, é celebrada de segunda-feira a sábado, até final de Outubro, na Igreja da Santíssima Trindade. Todos os Domingos, desde a Páscoa até final de Outubro, esta Eucaristia passará a ser celebrada no Recinto de Oração do Santuário de Fátima.

 

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publicado por Carlos Gomes às 13:24
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Apoio à reconversão da vinha

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas procedeu a mais uma alteração à Portaria nº. 987/2010, a qual estabelece, para o continente, as normas complementares de execução do regime de apoio à reestruturação e reconversão das vinhas e fixa os procedimentos administrativos aplicáveis à concessão das ajudas previstas, para as campanhas vitivinícolas de 2008 a 2013.

Esta alteração vem publicada no Diário da República – I Série, nº. 189, de 28 de Setembro.

 

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publicado por Carlos Gomes às 09:05
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Museu Municipal de Ourém

Museu Municipal de Ourém 

Reflectindo o seu grau de desenvolvimento económico, social e cultural, o Concelho de Ourém dispõe actualmente de vários espaços museológicos como sucede com o Museu Municipal de Ourém, o Museu de Aljustrel, o Museu de Arte Sacra e Etnologia e o Museu de Cera de Fátima.

Concretamente em relação ao Museu Municipal de Ourém e de acordo com a apresentação feita através do seu site oficial, constitui este uma “instância coordenadora de onde irradiam resoluções de implementação para as unidades expositivas e interpretativas”.

Com efeito, o Museu Municipal de Ourém integra o Núcleo da Casa do Administrador, situado no Largo Dr. Vitorino de Carvalho, e ainda o “Núcleo da Cidade Velha” constituído pelo antigo burgo medieval.

O espólio do Museu Municipal de Ourém inclui uma colecção de arqueologia, peças relacionadas com actividades laborais e a habitação tradicional, brinquedos, material escolar, postais e fotografias. Como entidade museológica, cumpre funções de investigação, documentação, conservação e, naturalmente, expositivas.

Os museus regionais e municipais inserem-se numa estratégia de valorização do património local e de preservação das identidades, exercendo funções de pedagogia junto das suas populações e contribuindo para a promoção das regiões onde se inserem. A sua acção é essencial na formação da cidadania pelo que deve sempre estimular-se a participação cívica em torno da sua actividade e divulgação.

 

O Panorama museológico português

         Quando, em 1772, o Marquês de Pombal aprovou os Estatutos da Universidade de Coimbra e simultaneamente referiu que “…muitas pessoas particulares por gosto, e curiosidade tem ajuntado muitas Collecções deste género, que fechadas nos seus Gabinetes privados não produzem utilidade alguma na Instrucção pública”, determinando a criação junto daquela Instituição “huma collecção de productos, que pertencem aos três Reinos da mesma natureza”, revelava já a preocupação pedagógica traduzida na transmissão de novos conhecimentos através da exposição de peças que, conforme também é dito, “deve ser o Thesouro público da História Natural, para a Instrucção da Mocidade”.

         Na realidade, a prática do coleccionismo constituiu o germe da museologia e da construção do museu enquanto local de exposição permanente ou temporária de um conjunto de objectos devidamente ordenados de uma forma temática, relacionados entre si, classificados e ordenados, transmitindo informação e até dialogando com o visitante. Não obstante, os primeiros museus não passavam de um amontoado de curiosidades sem qualquer lógica científica, ordenamento ou estrutura temática nem preocupação de conservação ou catalogação das peças expostas ou guardadas.

         Em Portugal, encontram-se nesta primeira fase, além do mencionado Museu da Universidade de Coimbra, o Real Museu da Ajuda, o Museu de História Natural que viria a ser devassado pelas tropas de Napoleão, a colecção de numismática na Casa da Moeda, o Museu Sisenando Cenáculo Pacense, o Museu Mayense e o Museu Nacional criado pela Academia das Ciências de Lisboa e, finalmente, o Museu Real do Rio de Janeiro.

         A museologia conhece uma segunda fase a que se encontra associada a implantação do liberalismo e se prolonga até 1910, altura da implantação do regime republicano. Para além das preocupações de natureza cultural e científica, de transmissão de ideias e novos conhecimentos, não é por certo também alheio o encerramento de muitos conventos, mosteiros e casas particulares contendo inúmeras obras de arte. A criação em 1833 do Museu Portuense marca precisamente o início de uma nova época na qual já se revela a preocupação de um ordenamento temático, no caso vertente pinturas e estampas e, simultaneamente, com a natureza de museu público por oposição ao museu privado, com a intenção deliberada de espalhar “até nas últimas classes do Povo o gosto do bello, o amor e o sentimento das Artes”. O museu, qual templo dedicado às musas, deixava assim de constituir um mero repositório de colecções de obras de arte, de objectos científicos e outras curiosidades para passar a ser um local de estudo e de transmissão de conhecimentos ao mesmo tempo que assegura a sua salvaguarda e preservação. São deste período entre muitos outros, incluindo diversos museus regionais, o Museu Arqueológico do Carmo, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Etnográfico Português e o Museu dos Coches Reais.

         A implantação da República em 1910 veio a traduzir-se num verdadeiro movimento de renovação dos espaços museológicos, procedendo a um ordenamento territorial e reconhecendo os mesmos como um “complemento fundamental do ensino artístico e elemento essencial da educação geral”. Tal como sucedera com o estabelecimento do liberalismo, foram durante esse período criado inúmeros museus municipais e regionais, em grande parte utilizando os edifícios de antigos conventos, e paços episcopais expropriados à Igreja, bem assim o seu recheio de obras de arte. Aliás, no processo de criação de museus durante o período da Primeira República esteve a Lei de separação do Estado das Igrejas promulgada em 1911 e que estabelecia nomeadamente as expropriações necessárias à instrução pública, incluindo bibliotecas e museus, e ainda a “salvaguarda do património artístico” quando estes se encontrassem na posse de entidades que não cuidassem da sua preservação.

         Uma das decisões produzidas pelo novo regime consistiu em transformar o então já existente Museu Nacional de Belas Artes em dois museus nacionais – o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu Nacional de Arte Contemporânea. De igual modo, também ao novo regime deve o Museu da Cidade de Lisboa a sua constituição, apesar da sua criação ter sido pensada durante os últimos anos da monarquia. Mais de uma dúzia de museus regionais foram criados em todo o país durante a sua vigência. Porém, a criação do Museu da Revolução, tendo na realidade sido o primeiro museu constituído pela Primeira República, dadas as suas características, antecipa já uma certa ideia de utilização do museu não apenas como complemento pedagógico mas ainda como veículo de transmissão de uma ideologia através do qual se pretende doutrinar mais do que esclarecer. Essa viria a ser, aliás, uma das preocupações do Estado Novo no que concerne à gestão do património cultural do país e, mormente, dos espaços museológicos.

         Preconizando o Professor Dr. António de Oliveira Salazar a “restauração material, restauração moral e restauração nacional”, o Estado Novo encetou um processo de recuperação e restauro de castelos, catedrais, conventos e outros edifícios de grande valor simbólico. Instituiu e promoveu uma série de celebrações patrióticas, entre as quais se salientam as comemorações da Fundação e da Restauração de Portugal, que culminaram com a Exposição do Mundo Português, a criação do Museu de Arte Popular e a requalificação da área de Belém com o Padrão das Descobertas, a fonte luminosa, os seus espaços ajardinados e motivos escultóricos. Para o Estado Novo, o museu passa a constituir um instrumento de propaganda e veiculação ideológica, um tanto aliás à semelhança do que o anterior regime já fizera ao instituir o chamado “Museu da Revolução”.

         Contudo, a política do Estado Novo vai mais longe e, a partir dos anos sessenta, reflectindo uma certa abertura para as realidades externas, o panorama museológico começa a registar algumas mudanças, privilegiando a exposição de peças de real valor histórico ou artístico, ordenadas de forma sistematizada e atraente, implementando meios de atrair os visitantes e exercer acção pedagógica nomeadamente através da edição de publicações e organização de visitas guiadas. Em regra e salvo poucas excepções, quase todos os museus foram instalados em edifícios já existentes adaptados para esse fim, revelando invariavelmente limitações de toda a ordem que vão desde a segurança das instalações e do espólio existente às condições ambientais, nem sempre as mais indicadas à preservação das peças expostas.

Esta situação contraria os mais modernos preceitos da museologia, mormente no que respeita aos critérios que devem presidir à construção e disposição do espaço museológico, às condições que possibilitem a valorização do espólio, proporcionem ao visitante o conforto que lhe permita apreciar nas melhores condições os objectos expostos, assegurem a sua longevidade e permita dispor de espaços de apoio nomeadamente à catalogação, acondicionamento, restauro e conservação das peças, bem assim como a utilização de novas tecnologias necessárias ao cumprimento da missão do museu que consiste na transmissão de conhecimentos.

Não obstante, embora timidamente, ainda antes de 1974 começaram a surgir os primeiros museus em edifícios expressamente construídos com essa finalidade, como aliás se verifica com o Museu Calouste Gulbenkian. Também em 1965 se verifica o aparecimento da Associação Portuguesa de Museologia que se destina essencialmente a agrupar conservadores de museus, historiadores, restauradores e críticos de obras de arte, promovendo simultaneamente o conhecimento das mais modernas técnicas de museologia através de conferências e publicações. Com efeito, estas mutações prenunciam já o final de um ciclo que se vem a verificar naturalmente com a mudança de regime político, após o derrube do Estado Novo em 1974.

As últimas décadas caracterizaram-se nomeadamente pelo aparecimento de numerosos museus locais, ligados a empresas e conferindo a estas também uma importância cultural associada à sua função económica e social, a utilização dos audiovisuais e das novas tecnologias e ainda a criação da chamada Rede Portuguesa de Museus.

 

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
Assembleia Municipal de Ourém debate apoio ao associativismo
A Assembleia Municipal de Ourém vai reunir no próximo dia 29 de Setembro, pelas 17 horas, nos Paços do Concelho, em Sessão Extraordinária, para apreciar e votar diversas propostas apresentadas pelo executivo camarário, nomeadamente as que dizem respeito ao apoio ao associativismo cultural e desportivo do Município de Ourém, á área crítica de recuperação e reconversão urbanística de Fátima e ainda várias propostas de requalificação urbana nesta Freguesia.
No final da sessão haverá lugar a um período de intervenção aberto ao público.

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Ourém comemora Centenário da República

Cartaz5Outubro

 

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A propaganda republicana em Ourém

Em 27 de Setembro de 1909, o político republicano Agostinho Fortes realizou duas conferências no Concelho de Vila Nova de Ourém, uma das quais na freguesia da Urqueira. Anunciou então o início da publicação de um periódico de cariz republicano – O Povo de Ourém.

Agostinho Fortes foi um destacado dirigente do Partido Republicano a cujo Directório pertenceu. Em 1919 aderiu ao Partido Socialista Português. Nasceu em Mourão, no Alentejo e foi um dos fundadores do Grémio Alentejano, a actual Casa do Alentejo. A ele se deveu também a criação da Escola Agrícola da Paiã.

 

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João Tordo na Biblioteca Municipal de Ourém
João Tordo
O escritor João Tordo veio a Ourém para conversar com os seus leitores, falar de literatura e autografar os seus livros. Naturalmente, "O Bom Inverno" cujo lançamento ocorreu recentemente foi o livro mais procurado. O encontro com o escritor teve lugar no passado dia 25 de Setembro e contou com a participação de um público bastante interessado e participativo.
Através de uma conversa amena, as pessoas presentes puderam ficar a conhecer melhor um dos mais salientes escritores portutgueses da nova geração, saber as suas influências, métodos de trabalho e a sua perspectiva em relação à literatura e ainda a outras áreas do conhecimento como a filosofia.
O Vereador da Cultura da Câmara  Municipal de Ourém, Dr. José Alho, fez as honras do município e a Biblioteca Municipal de Ourém afirmou-se, uma vez mais, como um espaço privilegiado de cultura, o local indicado para a realização de encontros relacionados com a literatura e outras iniciativas editoriais.
Dr. José Alho
O Vereador da Cultura, Dr. José Alho, no momento em que apresentou as boas-vindas ao escritor João Tordo.
João Tordo
João Tordo revelou aos presentes a sua personalidade de escritor. A seu lado, a Drª Carmen Zita, da Biblioteca Municipal de Ourém.

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Escola Profissional de Ourém comemora 20º Aniversário

Cerimónia Oficial de Comemoração reúne 1000 pessoas no Centro de Negócios de Ourém

No próximo dia 1 de Outubro, a INSIGNARE irá comemorar “20 anos do Ensino Profissional em Ourém” com uma grande cerimónia que reunirá, no Centro de Negócios de Ourém, cerca de 1000 pessoas entre actuais alunos, alunos finalistas, professores e funcionários, antigos colaboradores, empresas parceiras, entidades, membros actuais e antigos dos órgãos sociais e amigos.
 
A cerimónia terá início às 10:00h com uma missa por alma de todos os membros da família INIGNARE que já faleceram. Pelas 11:00h inicia-se a cerimónia no Centro de Negócios que terá como pontos altos a entrega dos Diplomas aos alunos finalistas do último ano lectivo e a distinção de personalidades que marcaram a vida da Escola Profissional de Ourém.
 
Este momento comemorativo pretende, acima de tudo, ser uma retrospectiva dos últimos 20 anos. Comemorar os momentos e as pessoas que construíram a identidade desta Escola e que fizeram do ensino profissional uma realidade necessária e incontornável do Concelho de Ourém. Assim, o primeiro momento será de imagem e de som, através da actuação de elementos do Conservatório de Música de Ourém-Fátima.
 
No final da Cerimónia a Escola de Hotelaria de Fátima servirá um almoço volante que será animado por actividades dinamizadas pelas alunas do Curso de Animação Sociocultural.
 
Este será o grande momento comemorativo dos 20 anos da EPO. No entanto, ao longo do ano lectivo outros se  seguirão direccionados a diferentes públicos e diversos nas suas características.

 

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D. Duarte Pio, 27º Conde de Ourém

27ºCondeDeOurém

A D. Affonso de Bragança, IV Conde de Ourém, sucedeu no título D. Fernando I, 5º Conde de Ourém e 1º Duque de Bragança. Com a Restauração da Independência de Portugal em 1640 e a proclamação de D. João IV, 12º Conde de Ourém, como Rei de Portugal, deu-se início à Dinastia de Bragança dos Reis de Portugal os quais, como se sabe, passaram a acumular o título de Conde de Ourém.

 
Actualmente, o sr. D. Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, é o herdeiro do título de Conde de Ourém, sendo o 27º pela linha de sucessão.

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Homenagem a D. Affonso de Bragança, IV Conde de Ourém (II)

D. Affonso de Bragança

Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, S.A.R. Dom Duarte de Bragança Duque de Bragança e Conde de Ourém, o Museu Nacional do Santo Condestável da Fundação Histórico-Cultural Oureana vai levar a efeito, em Ourém, diversos actos comemorativos do 650º Aniversário do Nascimento do Santo Condestável, São frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, III Conde de Ourém e do 550º Aniversário do Falecimento de D. Affonso, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa de Bragança.

 

Participam da sua realização a Fundação Oureana, a Real Confraria Enófila – Gastronómica Medieval, o Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém, a Real Guarda de Honra, a Real Ordem da Asa de São Miguel, a Real Confraria do Santo Condestável São frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira e o Istituto Nazionale perl a Guardia d’Onore (Itália).

Monumento aos Combatentes

Programa de Actos Comemorativos

Ourém, Domingo, 3 de Outubro de 2010

 

1ª Parte – Em Honra de D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino

HOMENAGEM AOS COMBATENTES. Monumento aos Combatentes de Ourém – Praça da República, Ourém Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais / Istituto Nazionale per la Guardia D’ Onore alle Reali Tombe del Pantheon / R.I.S.M.A American Military Commandry / Liga dos Combatentes / Câmara Municipal de Ourém.

11:45 h - Palavras de Acolhimento e Introdução - Momento de Reflexão e Oração pelo Capelão Mór - Invocação dos Militares mortos no ex-Ultramar - Descerramento de Placa por: - S.A.R. O Conde de Ourém, D. Duarte de Bragança (ex - combatente) - S.E. O Presidente da C.M. Ourém, Dr. Paulo Fonseca - Guarda de Honra Junto ao Monumento aos Combatentes - Deposição de Flores no Monumento - Toque aos “Mortos”, seguido de um minuto de silêncio - Toque de “Alvorada”.

Traje / Dress code para a Missa e Almoço: Fato escuro com Miniaturas e Capas Guarda de Honra e R.I.S.M.A. / Business suit with Miniatures Honor Guard R.I.S.M.A Capes.

 

2ª Parte – Em Honra de D. Nuno Àlvares Pereira, III Conde de Ourém e de seu Neto - D. Afonso d’ Ourém, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa de Bragança

MISSA SOLENE Antiga Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria – Castelo de Ourém Real Ordem da Asa de São Miguel / Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno.

13:00 h. - Acto de Consagração a Santa Maria, São Miguel e São Nuno - Missa Capitular de Investidura da Real Ordem da Asa de São Miguel - Participação de Reais Irmandades, Corporações e demais Associações - Guarda de Honra e Deposição de Flores no Túmulo do IV Conde de Ourém.

BANQUETE REAL

Paço Novo dos Cónegos – Restaurante Medieval, Castelo de Ourém Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém

14:00 h. - Descerramento da Lápide Comemorativa da 2ª Restauração do antigo Paço - Abertura do Núcleo II do Museu Nacional do Santo Condestável

- Almoço Medieval* (40º aniversario do Programa Medieval).

 

3ª Parte - Em Honra de São Frei Nuno de Santa Maria, O Santo Condestável

PASSEIO - “A ROTA DO SANTO CONDESTÁVEL” Visita Guiada Centro Histórico – Castelo de Ourém / Fátima / Batalha / C.I.B.A. Vilarclássicos – Real Clube de Veículos Antigos D. Carlos

16:30 h. - Partida para o Passeio Histórico. Traje/Dress code: Traje de passeio

Antigos Combatentes

A foto documenta a cerimónia realizada em 2008, junto ao Monumento dos Antigos Combatentes, em Ourém. Da esquerda para a direita, o Dr. Mário Catarino, Director da Divisão Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Ourém, o Comendador Carlos Evaristo, Coronel Vitor Portugal dos Santos, SAR D. Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém, ex-Furriel Miliciano José Santos, Frei Francisco Rodrigues e ex-Alferes Miliciano Comando Luís Castro Santos.

 

Foto: Dos Combatentes da Guerra do Ultramar http://ultramar.terraweb.biz/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/ http://ultramar.terraweb.biz/



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Domingo, 26 de Setembro de 2010
Homenagem a D. Affonso de Bragança, IV Conde de Ourém (I)

Desde o início da sua actividade que o blog AUREN vem alertando para o facto de, presentemente, se assinalarem os 550 anos sobre a data do falecimento de D. Affonso de Bragança, IV Conde de Ourém, tendo inclusive lançado o repto com vista à realização de uma homenagem condigna. Nesse sentido, resolvemos também contactar S.A.R. D. Duarte Pio, Duque de Bragança e actual Conde de Ourém. Em seu nome, obtivémos a resposta que nos foi transmitida através do Dr. Carlos Evaristo,  Vice-Chanceler/Secretário-Geral da R.I.S.M.A e Presidente da Fundação Oureana/Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém, cujo teor transcrevemos. 

 

 

IV Conde de Ourém

Caro amigo Carlos Gomes,

 
Muito obrigado pelo vosso email dirigido ao Secretariado e ainda pela mensagem enviada ao Secretariado pessoal de Sua Alteza Real o Senhor Duque de Bragança e que passo a responder.

 


Primeiro; começo por esclarecer que o Senhor Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, nada tem a ver com a Fundação da Casa de Bragança criada pelo Estado para preservar os bens do antigo Morgadio.

  


Quanto ao 550º aniversário da morte de D. Afonso d’ Ourém , IV Conde de Ourém, posso dizer que o mesmo não passou despercebido. A Fundação Histórico – Cultural Oureana que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real na pessoa do ilustre membro que é o Duque de Bragança, já incorporou actos alusivos nos festejos anuais.

  


Além da Missa anual que a Fundação já premove, desde 2005, no Dia do Conde de Ourém, 29 de Agosto, a Fundação este ano promoveu uma Missa / Memorial especial, no altar da Cripta do IV Conde de Ourém. Se quiser fotos destas celebrações podemos enviar.

 
A Fundação, através do seu Instituto Dom Afonso, IV Conde de Ourém, no mesmo dia, e mediante Auto, devolveu à Paróquia de Nossa Senhora das Misericórdias, a colecção insigne de relíquias que pertenceu ao IV Conde de Ourém e isto após 10 anos de restauro e estudo. Agora o mesmo Instituto está prestes a publicar o estudo exaustivo sobre estes misteriosos artefactos e o que representavam para o Conde. Irá ser também descerrada uma lápide alusiva ao aniversário.

  


A Confraria Enófila e Gastronómica Medieval do IV Conde de Ourém, além de renovar, na pessoa do actual Conde de Ourém, o Alvará para a DIVINIS produzir Vinho e Azeite com a marca Conde de Ourém e brasão do IV Conde(anteriormente concedido à Cooperativa), vai também promover uma Missa, Guarda de Honra com deposição de flores no túmulo e um Banquete Medieval no renovado Restaurante Medieval, dia 3 de Outubro.

  


O traje dos Confrades da Confraria do IV Conde de Ourém, é igual ao que aparece na imagem jacente do IV Conde no seu túmulo.

 


Como poderá ver, tudo isto será realizado em honra do IV Conde de Ourém e também do seu avô São Nuno, III Conde de Ourém, que este ano celebra 650 anos do seu nascimento.

 


Todos os eventos serão presididos pelo Senhor Duque de Bragança e Conde de Ourém.

 


Pelo Secretariado,
Com amizade,
Carlos Evaristo
Vice-Chanceler / Secretário – Geral R.I.S.M.A
Presidente da Fundação Oureana / Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

 



publicado por Carlos Gomes às 19:14
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Freixianda vira capital do folclore
Hoje, a Freixianda encheu-se de cor e alegria ao ver passar os ranchos folclóricos que desfilaram ao longo das suas ruas para irem actuar no Largo Juvêncio Figeiredo. A iniciativa coube ao Rancho Folclórico Rosas de Portugal, da Charneca que desta forma comemorou o seu 27º aniversário. Para a festa vieram grupos folclóricos da Nazaré, da Chamusca, de Santiago do Cacém e o Rancho Folclórico Danças e Cantares Lagoense, da Lagoa do Furadouro.
Da parte da tarde, a festa teve lugar na Charneca. Tratou-se de uma verdadeira mostra da nossa cultura tradicional, do traje, do ciclo do linho, das danças e cantares de antigamente e que constituem a marca da identidade do povo.
A preservação da nossa cultura tradicional passa pelo apoio e valorização do folclore e dos grupos que constituem o seu repositório. O blog AUREN procurará dar sempre o devido realce a todas as manifestações genuínas da nossa cultura popular e estará receptivo à divulgação das iniciativas dos grupos folclóricos do Concelho de Ourém.
Festival Freixianda
A imagem mostra a chegada dos grupos folclóricos à Freixianda, junto ao Pavilhão Multiusos
Rosas de Portugal
O Rancho anfitrião abriu o desfile pelas ruas da vila da Freixianda.
Lagoense
O Rancho Folclórico Danças e Cantares Lagoense emprestou um colorido muito vivo ao desfile etnográfico.
desfile
A Freixianda assistiu a um autêntico cortejo etnográfico.
Folclore Freixianda
A alegria e o colorico dos trajes e das danças contagiou os presentes.
folclore rosas portugal
O Largo Juvêncio Figueiredo revelou ser o local ideal para a realização de manifestações culturais.
rosas de portugal
O Rancho "Rosas de Portugal" é um lídimo representante das tradições da Alta Estremadura.
Lagoense
Ourém encontra-se numa área onde se cruzam diferentes tradições de regiões distintas. O Rancho Folclórico Danças e Cantares Lagoense, da Lagoa do Furadouro, acusa as influências do Ribatejo.
Lagoense
A imagem mostra a actuação do Rancho Folclórico Lagoense, da Lagoa do Furadouro.

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:05
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Manuel Mourisca... por Raphael Bordallo-Pinheiro!

Manuel Mourisca

O famoso cavaleiro tauromáquico oureense Manuel Mourisca não escapou à crítica mordaz do não menos célebre caricaturista Raphael Bordallo-Pinheiro. Na sua revista "O António Maria", de 21 de Agosto de 1884, publicou os seguintes versos:

 

A FESTA TAUROMACHICA DE MANUEL MOURISCA

 

A chuchar triste no dedo
Com certeza hoje se arrisca
Quem não fôr cedo e bem cedo
P'ra a toirada do Mourisca
 
Toda a gente, velha e nova,
A festa encarece e gaba!
- Vae ficar a praça á prova
Se a trincheira não desaba...
 
Sem ir aquella festança
 Isso lá é que eu não fico,
Venda embora a grande herança
Do meu tio de Celorico!
 
Os manos Robertos, loiros,
E o peixinho denodado,
Picam, alem d'outros toiros,
Um toiro desembolado!
 
Uma festa em nada chôcha,
Que será cumprida á risca;
Uma festa toda coxa,
- Como o coxo do Mourisca.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



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Sábado, 25 de Setembro de 2010
Folclore de Ourém

Ourém pode ser a capital do folclore da Alta Estremadura!

Folclore

No que respeita à preservação da cultura tradicional, existe no Concelho de Ourém perto de uma dezenas de grupos folclóricos, a que se junta a Orquesta Típica de Ourém e, eventualmente, outros agrupamentos que procuram de alguma forma interpretar a música de raíz popular. Por conseguinte, estão reunidas as condições objectivas para que também neste domínio o Concelho de Ourém se destaque, não apenas preservando a sua identidade cultural ou seja, as suas raízes mais genuínas, como ainda chame a si gente das mais diversas regiões do país. O estabelecimento de permutas entre os grupos folclóricos constitui um excelente meio de divulgação na medida em que os leva a deslocarem-se a outras terras em representação do seu Concelho e, de forma recíproca, recebem a visita dos agrupamentos congéneres de outros pontos do país e, eventualmente, do estrangeiro.

 
A constituição de uma estrutura associativa entre os diversos grupos poderia ser o primeiro passo para a organização de um grande festival de folclore em Ourém, quiçá integrado nas festas do próprio Concelho. O blog AUREN tudo fará para divulgar o folclore das gentes de Ourém. Para já, mencionamos os grupos folclóricos aqui existentes:
 
Rancho Folclórico "Os Moleiros da Ribeira"
Rancho Folclórico "Lírios do Nabão"
Rancho Folclórico "Rosas de Portugal"
Rancho Folclórico "Verde Pinho"
Rancho Folclórico "Lírios do Campo"
Rancho Folclórico "Os Camponeses"
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima
Rancho Folclórico "Danças e Cantares Lagoense"
Rancho Folclórico "Danças e Cantares" Vale Travesso

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 16:30
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O que foi a colonização interna?

colónia agrícola 

A foto, publicada no jornal “O Século” de 19 de Julho de 1926, documenta a entrega dos primeiros casais da Colónia Agrícola dos Milagres, em Leiria. Na imagem, o Ministro da Agricultura, General Alves Pedrosa junto de uma das famílias de colonos.

 

A desertificação do interior constitui uma das realidades com que frequentemente nos insurgimos em resultado de políticas que consideramos erradas do ponto de vista demográfico. Na realidade, o que pretendemos criticar é o despovoamento do interior porquanto a desertificação diz mais directamente respeito aos processos errados de cultivo e de gestão dos solos que levam à sua infertilidade e consequente avanço do deserto que abraça as regiões mais equatoriais e que, presentemente, ameaçam a própria Península Ibérica.

Porém, em meados do século XX, o Estado Novo seguiu uma política denominada de “colonização interna”, levada a cabo precisamente por um organismo denominado de Junta de Colonização Interna criado em 1936. No entanto, esta política foi iniciada pela Ditadura Militar, em 1926, nomeadamente com a constituição da Colónia Agrícola dos Milagres, em Leiria. Esta visou a fixação à terra e o povoamento de regiões com menos densidade populacional, atribuindo incentivos destinados a promover a pequena agricultura familiar e simultaneamente modernizando os processos agrícolas e integrando extractos sociais como colonos em África mal sucedidos, ferroviários, antigos militares e agentes da autoridade, em geral sempre famílias mais carenciadas. Esta política constitui uma das facetas da reforma agrária encetada pelo Estado Novo que inclusive deixou marcas na arquitectura do meio rural.

Um pouco por todo o país, sobretudo em localidades do interior, foram-lhes atribuídos terrenos baldios e construídas habitações onde foram implantadas “colónias agrícolas”. Ponte de Lima, Paredes de Coura, Arcos de Valdevez, Monção, Montalegre, Leiria, Montijo e Cantanhede foram apenas algumas das localidades onde essa política foi implementada. Nem sempre os colonos se adaptaram e revelaram capacidade de iniciativa mas casos houve de sucesso e, recentemente, lograram ficar na posse das terras que trabalharam durante décadas. E vieram a integrar-se na vida local e criar as suas raízes.

Ainda actualmente é possível identificar as referidas “colónias agrícolas”, pelos seus traços característicos como a geminação das habitações, a semelhança existente entre si e a sua organização que por vezes contemplava a igreja, a escola primária e o posto médico.

Por exemplo, o projecto inicial da Colónia Agrícola da Boalhosa, em Paredes de Coura, compreendia quinze habitações geminadas com capacidade para trinta famílias, escola primária, residência do professor e forno comunitário. Por dificuldade de financiamento, a igreja e o posto médico inicialmente previsto nunca chegaram a ser construídos.

A “colonização interna” constitui um dos numerosos exemplos de movimentos demográficos que contrariam a visão daqueles que encaram o folclore como algo de estático, partindo do pressuposto errado que as populações não se deslocam geograficamente e, por conseguinte, os usos e costumes apenas se podem referir a uma determinada região em concreto. Por outras palavras e tomando o traje como exemplo, associam-no a uma região em vez de o identificarem com as gentes da respectiva região, deduzindo que estas ali permanecem sedentárias sem revelarem qualquer atitude migratória. Um conceito, aliás, que presta um mau serviço ao folclore!

 

GOMES, Carlos. In http://www.folclore-online.com/

 

Foto: Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa

 

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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Sclabrinianos em Fátima
De 27 a 30 de Setembro
Missionários Sclabrinianos reunem-se em Fátima

scalabrini

Beato Dom João Batista Scalabrini, fundador dos sclabrinianos

Os missionários sclabrinianos reúnem-se no Santuário de Fátima, nos próximos dias 27 a 30 de Setembro, naquela que é a primeira Assembleia Geral que realiza fora de Itália, país que constitui o berço daquela Congregação. O encontro vai ter lugar na Casa de Nossa Senhora do Carmo e espera-se a participação de cerca de noventa missionários comprometidos com várias comunidades migrantes eestruturas pastorais da Igreja Católica. O Padre José Carmen Hernandez representará nesta Assembleia Geral a Superior Geral. 

A Assembleia Geral  dos Missionários de S. Carlos Borromeo realiza-se anualmente em Itália pelo que, a escolha do Santuário de Fátima para a sua realização este ano constitui uma agradável surpresa.
Os missionário scalabrinianos servem as comunidades portuguesas sobretudo na Europa mas também na Àfrica do Sul. A Congregação dos Missionários de São Carlos ou Sclabrinianos foi fundada em Itália pelo Beato Dom João Batista Scalabrini e teve a aprovação do Papa Leão XIII, em 1887, norteando-se pela frase extraída do Evangelho de S. Mateus que fizeram seu lema " Eu era estrangeiro e vocês me acolheram".
 

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publicado por Carlos Gomes às 17:48
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Folclore anima Vila da Freixianda

No próximo domingo

Ranchos Folclóricos desfilam na Freixianda 

cartaz

A Associação Cultural e Recreativa do Vale do Peso – Charneca assinala no próximo fim-de-semana o seu 27º aniversário. Entre as diversas iniciativas que realiza para comemorar, destaca-se a realização de um desfile etnográfico que percorrerá as ruas da Vila da Freixianda e a actuação dos grupos folclóricos participantes no Largo Juvêncio de Figueiredo.

O desfile, organizado pelo Rancho Folclórico Rosas de Portugal, da Charneca, terá o seu início às 11 horas da manhã, a partir do edifício multiusos enquanto o festival de folclore tem a sua programação agendada para a parte da tarde, a partir das 16 horas.

 

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Conselheira Local para a Igualdade do Município de Ourém

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém nomeou Conselheira Local para a Igualdade do Município de Ourém. O Despacho vem publicado em Diário da República, 2.ª série — N.º 187 — 24 de Setembro de 2010, conforme a seguir se transcreve:

 

Despacho n.º 14783/2010

No uso da competência conferida pelo n.º 1 do artigo 4.º da Resolução do Conselho de Ministros N.º 39/2010, de 25 de Maio, nomeio Leonilde Santos Madeira Carreira da Conceição Conselheira Local para a Igualdade do Município de Ourém, por considerar que reúne o perfil adequado, tem conhecimento e experiência da realidade local nas matérias de igualdade e combate à discriminação.

Câmara Municipal de Ourém, 08 de Setembro de 2010. — O Presidente da Câmara, Paulo Fonseca.

 

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A Linha-férrea de Tomar à Nazaré… com paragem em Villa Nova de Ourém! (V)

Na sessão de 6 de Junho de 1910 a que ontem nos referimos, foi ainda apresentada a “Proposta de lei relativa ao complemento da rede ferro-viaria”, da qual transcrevemos algumas passagens: 

 

“Base 7.ª

É autorizado o Governo a contratar com a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construcção e exploração de tres caminhos de ferro de via de um metro, em leito proprio, com tracção a vapor um de Thomar a Miranda do Corvo a entroncar na linha de Coimbra á Lousa, com um ramal para a Certa, outro para Thomar por Payalvo, ou Chão de Maças, Villa Nova de Ourem, Batalha e Alcobaça á Nazareth, com um ramal da Batalha a Leiria, e o terceiro de Castello Branco, pela Idanha, a Salvaterra, com as seguintes condições:

a) Os raios de curvas terão o limite de 90 metros e as pendentes o de 25 millimetros, podendo elevar-se até 6 por cento em secções de cremalheira, caso convenha ter alguns troços de linhas mistas. Os carris terão o peso minimo, de 24 kilogrammas por metro;

b) O Governo garantirá o complemento do rendimento liquido annual, até 5 por cento do custo de 20:000$090 réis por cada kilometro que se construir, por troços successivos não inferiores a 10 kilometros, com o limite de 600$000 réis por kilometro para o desembolso do Estado;

c) As despesas de exploração serão computadas em 50 por cento da receita bruta do trafego, excluindo impostos, com o limite maximo de 600$000 réis por kilometro. Para as receitas entre 1:400$000 réis e 1:800$000 réis aquella percentagem será elevada a 60 por cento, não podendo a garantia ser nesse periodo superior á correspondente ao rendimento de 3:400$000 réis. Alem do rendimento de 1:800$000 réis as despesas serão novamente computadas em 50 por cento;

d) A garantia constitue encargo do fundo especial dos caminhos de ferro do centro, a favor do qual reverte o respectivo reembolso, que será feito por metade do excesso do rendimento liquido proprio sobre o juro de 5 por cento do capital garantido e metade do aumento do rendimento liquido determinado na linha do norte;

e) Será concedida a isenção de direitos, durante sessenta annos, do imposto sobre o juro das obrigações que for necessario emittir, e de qualquer imposto a que hajam as linhas de ser obrigadas pela legislação em vigor;

f) Serão concedidas a estas linhas as vantagens asseguradas na base 6.ª da lei de 14 de julho de 1899;

g) O prazo de duração da concessão terminará em 1987, na mesma data em que finde a concessão da linha de Coimbra á Lousa; salvo a do ramal de Salvaterra, que findará com a da linha da Beira Baixa;

h) As linhas e seus ramaes deverão estar construidos no prazo maximo de seis annos contados da data do contrato, devendo os projectos ser previamente apresentados á approvação do Governo;

i) As restantes clausulas da concessão serão identicas ás do contrato de 5 de fevereiro de 1907 da linha do Valle do Vouga.”

 

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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010
Amanhã é Dia das Bandeiras Verdes... em Ourém!

 

 

 

 

Eco-escolas

 

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A não perder...

25 de Setembro

Visita às Calçadas Históricas

Jornadas Europeias do Património e do Dia Internacional do Turismo

Visita às calçadas históricas da “Mulher Morta” e “Carapita”.

15 horas

Local: Junto à Capela de Santo Amaro

A visita será comentada pelos técnicos intervenientes na recuperação das calçadas históricas.

 

26 de Setembro

VI Rota dos Pinheiros

Passeio de BTT e passeio pedestre

08h00

Local: Associação Social e Cultural de Fontainhas (Seiça)

Organização: Associação Social e Cultural e  de Fontainhas (Seiça) - BTT Clube dos Pinheiros

 

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Escritor João Tordo em Ourém

João Tordo

É já no próximo dia 25 de Setembro que o escritor João Tordo vai estar em Ourém para apresentar os seus livros, entre os quais “O Bom Inverno” cujo lançamento acaba de realizar-se em Lisboa.

Entretanto, contactado pelo blog AUREN, João Tordo deixa algumas palavras aos oureenses com quem espera poder partilhar um momento de literatura e, sobretudo, de amizade.

Ao blog AUREN, o escritor João Tordo confessa que é um prazer deslocar-me a Ourém, cidade onde, por infeliz acaso, nunca estive, mas da qual tenho grandes referências, inclusive da excelente biblioteca onde estarei no Sábado. Espero que seja uma sessão cheia de amizade e com a colaboração de todos aqueles em Ourém que queiram participar numas horas de debate, animação e conversa em torno dos livros”.

Pela parte dos oureenses, será certamente também um prazer recebê-lo e conhecer de perto a sua obra literária.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/;

http://www.facebook.com/home.php?sk=lf#!/profile.php?id=100001537631921



publicado por Carlos Gomes às 10:44
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Escritor João Tordo na Biblioteca Municipal de Ourém

Após o seu lançamento em Lisboa

João Tordo apresenta "O Bom Inverno" na Biblioteca Municipal de Ourém

 

João Tordo

 

O escritor João Tordo vai estar presente na Biblioteca Municipal de Ourém para falar dos seus livros, entre os quais “As três vidas” que lhe valeu a atribuição em 2009 do Prémio José Saramago. A sessão decorrerá no próximo dia 25 de Setembro, pelas 17 horas, aguardando-se uma elevada participação do público oureense.

Será ainda apresentado o livro “O Bom Inverno” cujo lançamento está previsto para o próximo dia 16 de Setembro, em Lisboa.

Os livros de João Tordo estarão à venda no local, a preços de Feira do Livro. Uma oportunidade, pois, a não perder!

 

 

João Tordo

Vencedor do Prémio Literário

JOSÉ SARAMAGO em 2009

"Um enorme romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela força misteriosa da escrita."

António Pedro-Vasconcelos, Sol

 

"O novo romance do século XXI em Portugal."

João Céu e Silva, Diário de Notícias

 

"Estamos diante de um escritor cuja notável vocação narradora não se furta em nenhum momento de analisar a brutalidade da vida”

Nelida Piñon

 

Biblioteca Municipal de Ourém

25 de Setembro de 2010

17h30

 

João Tordo

João Tordo nasceu em Lisboa, em 1975. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e em Nova Iorque. Trabalha como guionista, tradutor, cronista e formador em workshops de ficção.

Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001.

Publicou os romances, O Livro dos Homens Sem Luz (2004), Hotel Memória (2007) e As Três Vidas (2008), tendo conquistado com este último o Prémio José Saramago 2009, da Fundação Círculo de Leitores, para o melhor romance em língua portuguesa escrito por um autor com menos de 35 anos.

O Bom Inverno é o seu último romance, editado em Setembro em curso, pela Dom Quixote.

Está, de momento, a terminar um novo romance curto e vertiginoso.

 

3vidas-JoaoTordo

Acerca do livro “As três vidas” (sinopse oficial):

Quem é António Augusto Millhouse Pascal? Que segredos rodeiam a vida deste homem de idade, que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e uma lista de clientes tão abastados e vividos, como perigosos e loucos? São estes os mistérios que o narrador, um rapaz de uma família modesta, vai procurar desvendar não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por Millhouse Pascal se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.

Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque, em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - desvendando o passado turbulento do seu patrão - na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial -, As Três Vidas é uma viagem de autodescoberta através do “outro”.

Cruzando a história sangrenta do século XX com a história destas personagens, este romance é também sobre a paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal e sobre a procura pelo destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do seu avô, inexoravelmente ligado ao destino de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da estreita corda bamba sobre a qual se sustém.

 

Acerca do livro “O Bom Inverno” (sinopse oficial)

Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

 

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A Linha-férrea de Tomar à Nazaré… com paragem em Villa Nova de Ourém! (IV)

camara deputados

Temos vindo a aludir ao projecto de construção da via-férrea entre Nazaré e Tomar em diferentes períodos ao longo do século XX. Porém, o debate a esse propósito é bem mais remoto pois, fez recentemente 100 anos que o mesmo foi levado ao parlamento.

 

Na Sessão do dia 6 de Junho de 1910, na Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, o comboio "chegou" a Villa Nova de Ourém... senão, vejamos a propósito alguns extractos das intervenções feitas no plenário, curiosamente alguns meses antes da queda da Monarquia.

 

A linha de Thomar á Nazareth é sobremodo interessante, mormente sob o ponto de vista do excursionismo, e tem razão de ser os objecções de ordem militar perdem todo o alcance, desde que se renuncie ao seu prolongamento até a fronteira, aliás muito controverso sob o ponto de vista technico e financeiro, podendo e devendo limitar-se a um ramal da linha principal do Entroncamento a Gouveia, que das proximidades de Ferreira do Zezere vá á Certa, ou, quando muito, até Oleiros, penetrando no coração da bacia do Zezere e sendo a sua missão de fomento completada pela viação ordinaria.”

A linha do Entroncamento a Miranda poderia, em rigor, ser supprida, em parte, por transvereaes, que de Paialvo e Pombal, por exemplo, penetrassem na região, rinrmaes á linha do norte, constituindo uteis affluentes d'esta.

A populosa e pitoresca zona da bacia do Zezere, constituida pelos concelhos de Thomar, Ferreira do Zezere, Certa, Alvaiazere, Ancião, Figueiro dos Vinhos, Pedrogain, Oleiros, Penella e Miranda do Corvo, com 138:074 habitantes segundo o censo de 1900, ficaria, porem, assim mal servida nas relações regionaes e ainda nas que tivesse para Lisboae para o norte, obrigadas a longo percurso por essas transversaes.

Demais, embora a linha parallela ao Zezere fique dentro da zona de protecção da do norte, distaria d'ella, em media, 25 kilometros medidos na carta, interpondo-se numerosos accidentes de terreno, como são as serras que separam as bacias do Arunca e do Nabão e d'este e do Zezere, o que eleva a distancia por estrada a perto de 40 kilometros.

Essa linha de via reduzida, correspondendo a uma rectificação da do norte, cujo traçado primitivo deveria ter sido aproximadamente esse, com a bifurcação da linha da Beira Alta em Miranda, longe de affectar o trafego da linha principal, será affluente d'ella nos pontos extremos: Coimbra e Entroncamento, ou Paialvo, se se reconhecer preferivel esse ou outro ponto de juncção, em vista da quasi impossibilidade de chamar ao Entroncamento serviço que essa estação não comporta.

O accidentado da região aconselha a via estreita, incomparavelmente mais economica, não sendo já hoje motivo de preoccupação o insignificante onus das baldeações, que sempre se dá para os passageiros no encontro das linhas secundarias com as principaes e para as mercadorias representa pequeno encargo.

E desde que a Miranda chegue a via reduzida, está naturalmente indicada para o prolongamento na direcção He Arganil, convindo até estreitar para um metro a via de Coimbra á Lousa.

Se do ponto de contacto da linha analysada com a do norte se derivar a linha para a Batalha, Alcobaça e Nazareth, ficará uma grande extensão de via reduzida continua, com as facilidades correlativas para a circulação do material, tendo proximo, no Entroncamento, grandes officinas de reparação.

Sendo a Companhia Real concessionaria das linhas de oeste e do norte e exploradora da de Coimbra a Arganil; allegando ella o parallelismo da linha de Thomar a Miranda dentro da sua zona de protecção; achando-se, alem disso, concedido á Companhia do Caminho de Ferro do Mondego o troco de Coimbra a Arganil, o interesse publico e a fé dos contratos aconselham, e impõem até, o acordo previo com ellas para que, mediante garantia de juro, se construam as linhas de Thomar a Miranda com o ramal da Certa, de Lousa a Arganil com o estreitamento de via da linha existente até Coimbra, e da Nazareth, por Alcobaça, Batalha e Villa Nova de Ourem, a Thomar, com ramal para Leiria.

Até Arganil está a linha concedida e em parte construida, não havendo pois motivo para opposições da Companhia da Beira Alta.

(…)

As linhas de Thomar a Miranda e á Nazareth o respectivos ramaes, medindo cerca de 190 kilometros, devem ser concedidas á Campanhia Real com garantia de juro.

 

Amanhã, referiremos a a “Proposta de lei relativa ao complemento da rede ferro-viariaapresentada nessa sessão.

 

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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Circo Chen em Ourém
O Circo Chen leva a efeito no próximo dia 25 de Setembro, pelas 21 horas, um espectáculo de solidariedade com os bombeiros do Concelho de Ourém.
Divirta-se e participe numa causa que merece todo o nosso apoio!

Circo Chen



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Freixianda.Blog está de regresso

Freixianda.Blog regressou ao convívio dos seus leitores. Após três meses de suspensão, aquele espaço de informação on line retomou a sua actividade, agora com uma imagem renovada. O seu endereço continua a ser  http://freixianda.blogspot.com/.

O blog AUREN deseja-lhe as boas-vindas, na certeza de que contribuirá para enriquecer o panorama cultural e informativo do Concelho de Ourém.

 

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Amanhã há cinema em Ourém...

 

 

ciclo de cinema

 

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Campanha “Vem Pôr os Pontos nos I’s”

Junto dos Ex-alunos

Escola Profissional de Ourém e Escola de Hotelaria de Fátima promovem a conclusão do curso VEM POR OS PONTOS NOS I’s

 

A Escola Profissional de Ourém e a Escola de Hotelaria de Fátima dinamizam campanha direccionada aos ex-alunos que ainda não terminaram o seu curso profissional: VEM POR OS PONTOS NOS I’s.
 
Ao longo de 20 anos, foram alguns os alunos que, por motivos variados, nunca concluíram o seu curso profissional hipotecando a obtenção quer do 12.º ano, quer de uma qualificação profissional.
 
Normalmente, a conclusão do curso após término do triénio formativo, implica nova matrícula e o pagamento de cada exame no qual se inscrevam. Dependendo do número de módulos em atraso, o término do curso pode ser bastante dispendioso.
 
Em ano de comemoração do seu  20º aniversário, a direcção das Escolas entendeu, também, presentear os ex-alunos lançando uma campanha que lhes permita o término do curso de forma completamente gratuita.
 
Assim, ao longo de todo o ano lectivo, os ex-alunos com módulos em atraso podem beneficiar desta campanha que terá 4 momentos distintos de realização de exames (Dezembro, Março, Abril e Julho). Desta forma poderão concluir o seu curso profissional e obter quer o 12.º ano de escolaridade quer uma qualificação profissional, armas fundamentais em época de incerteza actualmente vivida no mercado de trabalho.
 
Mais informações sobre esta campanha em www.insignare.pt

 

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A Linha Férrea da Nazaré a Tomar (III)

 

A questão do estabelecimento de uma via-férrea entre Tomar e Nazaré ou entre esta localidade e Idanha-a-Nova foi por diversas vezes debatida no parlamento, desde os começos do século XX. Chegou inclusive a ser aprovado pela CP o projecto de construção e a proposta a apresentar ao governo com vista ao estabelecimento de um contrato para a sua construção e exploração.

 

A referida ligação ferroviária, em qualquer dos projectos, previa o estabelecimento de duas estações na área do Concelho de Ourém, concretamente em Fátima e em Vila Nova de Ourém. Apesar disso, o comboio nunca chegou a apitar nestas estações…

 

A Gazeta dos Caminhos de Ferro dá-nos conta das iniciativas levadas a efeito durante 1926. Por exemplo, a edição nº. 931 de 1 de Outubro refere-se ao estudo que a CP realizou para avaliar do interesse na construção da referida linha.

comboio1

Um mês depois, concretamente a edição nº. 933 da mesma publicação, com data de 1 de Novembro, referiu as pressões exercidas pela Câmara Municipal de Alcanena no sentido da suspensão do concurso.

comboio2

Porém, a Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 935, de 1 de Dezembro, informa acerca da realização do concurso, o que implicitamente revela que a tentativa de suspensão levada a efeito pela autarquia de Alcanena não surtiu efeito.

 

comboio3

Finalmente, a edição nº 936, de 16 de Dezembro, informa acerca da aprovação do projecto de construção e divulga as conclusões da proposta a apresentar ao governo.

comboio4

Mas, este projecto já vinha sendo debatido pelo menos há 100 anos! Amanhã, referiremos aqui a sessão de 6 de Junho de 1910, na Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza.

 

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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
O comboio em Ourém (II)

Retomando o tema dos debates em torno da projectada ligação ferroviária da Nazaré a Idanha-Nova, com estações em Fátima e Vila Nova de Ourém, transveve-se aqui a proposta de lei apresentada pelo deputado Afonso Ferreira, eleito por Alcobaça, em Março de 1912.

Senhores Deputados. - Julgo desnecessário acentuar-vos a importância que hoje tem em qualquer país que deseje caminhar e engrandecer se o desenvolvimento dos meios de comunicação e sobretudo da viação acelerada, porque todos vós o compreendeis e todos estais por igual empenhados em arrancar a nossa terra ao marasmo que a tem atrofiado.

Seja permitido, todavia, dizer algumas palavras que sirvam de justificação ao projecto de lei, que a seguir tenho a honra de vos propor, e com o qual se identificam os interesses económicos duma vasta e laboriosa região do centro do país e até mesmo da economia geral do próprio país, visto como da realização do empreendimento que êste projecto consigna depende essencialmente o desenvolvimento da indústria do turismo, que poderá ser entre nós num futuro próximo uma importante fonte de riqueza.

O caminho de ferro do Entroncamento, Tomar, Batalha, Alcobaça, Nazaré, alêm da sua importância comercial, agrícola e industrial, tem uma alta importância como linha de turismo, o que já foi reconhecido pelo Congresso de Turismo reunido em Lisboa em Maio de 1911, o qual lhe deu voto unânime, porque liga á rede geral do país os três monumentos mais belos e de maior significação da arte e da história portuguesa.

Deve ter êste caminho de ferro com o ramal Batalha-Leiria, 82 quilómetros, sendo seu custo uns 1:800 contos de réis, e terá por pontos de contacto: Ourem, Fátima, Reguengo, Batalha (ramal Leiria), Pôrto de Mós, Alcobaça e Praia da Nazaré.

(...)

Sem dúvida, grande futuro as espera; porque dará fácil colocação aos inúmeros e abundantes produtos agrícolas de seus fecundos campos; desenvolverá as grandes e pequenas indústrias que já são um poderoso factor de riqueza dêsses povos (Alcobaça, Pôrto de Mós e Tomar); irá valorizar os enormes jazigos de mármores de variadas cores de suas importantes pedreiras (Reguengo, Alqueidão da Serra, Pedreiras, Vale dos Ovos, Tomar); porá em exploração os importantes jazigos hulhíferos e depósitos de minérios de ferro e fosforite (Batalha, Pôrto de Mós); activará a importantíssima exportação de madeiras de suas extensas matas e indústrias correlativas (Batalha, Leiria, Ourem); aproveitará mais facilmente a valiosíssima hulha branca (Alcobaça, Tomar); e aumentará por todas estas razoes, duma maneira notável, o comércio entre êstes povos tam laboriosos quão dignos dêsse poderoso auxiliar do seu desenvolvimento e riqueza.

(...)

Cremos ter dito o bastante para justificar o presente projecto de lei, mas não queremos concluir sem mencionar um facto que nos parece duma importância capital: é que já apareceu uma firma acreditada da nossa praça de Lisboa que requereu a concessão da linha sem nenhuns encargos para o Estado.

Dêste modo nos parece que não há razão para hesitações. Parar e morrer, e nós todos queremos que a nossa querida Pátria se levante e enfileire ao lado dos povos engrandecidos e nobilitados. Por todas estas razões e em nome dos povos que tenho a honra de representar nesta Câmara e em nome dos interesses do país, submeto à vossa aprovação o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.° O Govêrno mandará imediatamente estudar o projecto de construção do caminho de ferro do Entroncamento à Nazaré por Tomar, Ourém, Fátima, Reguengo, Batalha, Pôrto de Mós e Alcobaça, e ramal da Batalha e Leiria.

  

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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
As migrações internas

Quem são e o que fazem as gentes oureenses que vivem na região de Lisboa?

Regionalismo em Portugal

"A segunda metade do século XIX caracterizou-se por uma época de grande desenvolvimento económico, traduzido nomeadamente com a introdução de melhoramentos técnicos nas fábricas e no desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. Foi o período da Regeneração iniciado com o ministério de Fontes Pereira de Melo.

Em 1856 era inaugurado o primeiro troço de caminho-de-ferro entre Lisboa e o Carregado e, oito anos depois, a linha do Norte atingia Vila Nova de Gaia. Em 1882 era concluída a linha do Minho até Valença. Dez anos mais tarde, as locomotivas a vapor chegavam às mais diversas regiões do país como a Beira Alta, o Algarve e o nordeste transmontano.
A prosperidade que então se verificou associada a recentes conquistas nos domínios da saúde e da higiéne pública levaram a um súbito aumento da população um pouco por todo o país. Contudo, é a partir de 1860 que se acentua de forma assinalável o êxodo dos campos para a cidade. A importação de cereais provenientes dos Estados Unidos provoca o recuo da área cultivada nas grandes explorações alentejanas e diminui o trabalho sazonal nas Beiras. O oídio e a filoxera dizimam a vinha do Alto Douro e provocam a migração maciça dos trabalhadores da região. A quebra das exportações de gado bovino a partir de 1883 agravou as condições de sobrevivência no Minho e Douro Litoral.
O comboio fomentou a mobilidade das populações. Os movimentos migratórios internos e externos intensificaram-se. Em consequência do desenvolvimento industrial, assiste-se a um fluir contínuo de gente proveniente das zonas rurais para os centros urbanos, principalmente a capital, na busca de emprego e de uma melhoria de condiuções de vida. Lisboa e o Brasil constituíram-se como os principais pontos de destino escolhidos por aqueles que entretanto decidiram abandonar as suas terras de origem. Em Lisboa, a população duplicou em menos de cinquenta anos, passando de 210 mil habitantes em 1860 para quase 450 mil em 1911.
Do Minho vieram os pedreiros, carpinteiros e estucadores de Caminha e Viana do Castelo, os padeiros de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, os marujos, ervanários e tasqueiros de Monção, os taberneiros de Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima que vieram a tornar-se conceituados comerciantes do ramo hoteleiro. Estes últimos foram antes descarregadores de carvão e lenha em Alcântara e Poço do Bispo, taberneiros e carvoeiros. Eram eles que faziam as "bolas" de carvão e cisco para alimentar os fogareiros. Depois, à medida que os seus vizinhos galegos se foram retirando, tomaram as tabernas e "casas de pasto" e foram-nas transformando nos modernos restaurantes e "snack-bares" que existem por toda a cidade.À excepção de alguns concelhos mais interiores como Terras de Bouro e Cabeceiras de Basto cujos naturais se empregaram preferencialmente na hotelaria e na construção civil, o êxodo das populações fez-se menos sentir no Distrito de Braga em virtude da criação naquela região de numerosas indústrias que possibilitaram a existência de postos de trabalho.
Para os bairros lisboetas de Alfama e Madragoa, este então designado por "Mocambo", vieram os de Ovar, Ílhavo, Murtosa e Pardilhó. Eles dedicaram-se à faina do mar enquanto elas vendiam o peixe ao mesmo tempo que enchiam a cidade com os seus pregões característicos. Tornaram-se conhecidas por "varinas" as peixeiras ovarinas que vieram para Lisboa. Esta gente formou ainda "colónias" em Almada, Trafaria e Costa da Caparica.
A limpeza urbana era feita pelos naturais do concelho de Almeida, trazidos para a capital por um seu conterrâneo que foi encarregado dos respectivos serviços camarários. Em virtude deste facto, foram os cantoneiros da capital durante muito tempo alcunhados por "almeidas". Para as vacarias que então existiam em Lisboa e nos seus arredores vieram os de Arganil, os quais depois se fizeram leiteiros e são actualmente muitos dos pasteleiros que existem na cidade. Eram eles que vendiam o leite transportando-o em bilhas de zinco enquanto os seus vizinhos padeiros do concelho de Tábua deixavam o pão às suas clientes, em sacas de pano que ficavam penduradas nas maçanetas das portas.
A construção civil ocupou as gentes de Alvaiázere, Ourém e, sobretudo de Tomar, devendo-se a estes últimos a construção das chamadas "avenidas novas". Não é alheio a este facto a localização da Casa do Concelho de Tomar. Durante muito tempo foram os naturais de Tomar alcunhados por "patos-bravos".
De um modo geral, os transmontanos empregaram-se na construção civil ou então ingressaram nas forças de segurança. No comércio de carnes encontramos bastantes naturais da região do Barroso. Invariavelmente, fizeram os seus estudos em seminários todos os transmontanos que em Lisboa têm conseguido posições de relêvo.
Os algarvios fizaram-se principalmente na margem sul do rio Tejo, empregando-.se na indústria corticeira e conserveira ou então no tráfego fluvial e nos trabalhos portuários. Os alentejanos por seu turno, um tanto "pau-para-toda-a-obra", dispersaram-se pelos mais variados ofícios, distribuindo-se preferencialmente pelas zonas da periferia, com especial incidência nos concelhos do Distrito de Setúbal.
De uma maneira geral, todas estas comunidades têm contribuído para o crescimento de Lisboa, fazendo da capital um autêntico mosaico formado por gentes de diversas proveniências mas que se encontram unidas pelos laços que fazem de todos nós um único povo".
 
- GOMES, Carlos. Regionalismo em Portugal. Casa do Concelho de Ponte de Lima. Lisboa. 1996
 


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Domingo, 19 de Setembro de 2010
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Em 1997, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima levou a Lisboa as tradições da nossa região, as danças e cantares, em síntese o folclore e a etnografia das gentes do Concelho de Ourém. Tratou-se da "Festa de Portugal", um grandioso espectáculo de folclore no qual participaram cerca de duas dezenas de agrupamentos provenientes de todo o país, organizado por uma associação regionalista congénere da Casa de Ourém - a Casa do Concelho de Ponte de Lima.

 

Como registo, reproduzimos aqui a capa do programa e o texto publicado respeitante à participação do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima.

Rancho de Fátima

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima foi a única representação do Concelho de Ourém presente naquele espectáculo no âmbito das quatro edições que se realizaram.

 

Festa de Portugal

A capa da brochura do programa reproduziu uma pintura de José Malhoa alusiva às vindimas.

 

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Sábado, 18 de Setembro de 2010
Comarca de Ourém nas Cortes Geraes de 1821

Cortes Geraes de 1821 debatem a organização judicial e fazem referência à Comarca de Ourém

As Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portuguesa reuniram na sequência da Revolução de 1820 para aprovar uma Constituição para o Reino. Em 3 de Maio de 1821, os parlamentares discutiam a liberdade de imprensa, a organização das comarcas e a constituição e distribuição dos jurados. É neste contexto que o nome do Concelho de Ourém é citado por um dos deputados que, alegando a reduzida dimensão da respectiva comarca, defendeu a sua junção com comarcas vizinhas. Desse debate, transcrevemos uma pequena passagem na parte em que se faz alusão à Comarca de Ourém, conforme se publica no Diário das Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, nº. 70, de 4 de Maio de 1921. 
Cortes Geraes

O senhor Presidente - Deve Continuar a discussão sobre a liberdade da imprensa: os abusos da liberdade da Imprensa em todas as materias se decidirão por Jurados, ou Juizes de Fatio: proponho pois, para melhor ordem dos trabalhos desta Assembléa, huma serie de quesitos sobre esta materia dos Jurados, e são estes: 1.° em que lugares do Reyno se devem estabelecer os Jurados? 2.° quem deve eleger estes Jurados? 3.° de quantos individuos deve constar a Junta dos Jurados? 4.º quem deve ser o Presidente dos Jurados e Juizes, em cada huma das Terras? - Se ao Congresso parece bem esta serie de questões, eu as proporei separadas para se discutir sobre ellas.

 

Approvou-se, e propoz o senhor Presidente em que lugares do Reyno se devem estabelecer os Jurados?

 

O senhor Serpa Machado. - Parece-me que esta primeira questão depende da resolução de outra, a saber qual deve ser o numes o dos Jurados.

O senhor Freire. - Ainda ha outra duvida, e he, se deve haver grande e pequeno Jurado: e então, depois de resolvida esta questão, he que se deve tratar do numero.

 

O senhor Soares Franco. - Parece-me que tratando de eleger Juizes de freto sobre esta materia de liberdade d'Imprensa, devemos referir-nos a dous objectos principaes: 1.° ás terras onde ha Imprensa: 2.° ás terras onde ha pessoas capazes, e intelligentes sobre estas materias; porque os Juizes de facto se forem ineptos desacreditão esta forma de Juizo. Por estes dous motivos, havendo Typographias em Lisboa, Porto, e Coimbra, quizera eu que só nestas Cidades houvessem jurados; porque tambem facilmente nestas he que se hão de achar pessoas capazes para este objecto. Agora quaes são as pessoas que os hão de eleger? Os Eleitores da Comarca, o Povo, ou as Cameras? Reflectindo sobre isto, vejo que os Eleitores ou de Parochias, ou de Comarcas são os que estão mais em estado de conhecer os individuos. Pergunta-se, se deve haver grande e pequeno Jurado? Eu creio que se deve fazer huma lista: não he muito que o numero destes seja 46, ou 48. Tambem quizera que fossem eleitos annualmente, &c. Pergunta-se, se se requer a unanimidade de votos, ou dous terços? A mim parece-me que a unanimidade absoluta he cousa impracticavel, e por isso bastará a pluralidade dos dous terços, ou tres quartos. Pergunta-se mais quem deverá ser o Presidente destes Jurados, e quem os deverá nomear? Se estivesse estabelecida a Constituição, e o Presidente das Cameras fosse differente do Juiz de Fora, o Presidente da Camera deveria nomear; mas nas circunstancias actuaes deverá ser o Juiz de Fóra, Presidente da Camara.

 

O senhor Presidente. - Parece-me que em lugar de os Senhores Deputados discorrerem promiscuamente sobre tantos objectos desta materia, seria melhor discorrer pela Ordem das questões, e contrahirem suas reflexões a cada huma dellas, para hirmos tambem por Ordem decidindo as materias. Assim primeiro o que temos para examinar he, em quantas Terras do Reyno deve haver Jurados? O meu officio he punir pela conservação da ordem.

 

O senhor Peçanha. - Sou opposto á opinião do Senhor Soares Franco: quereria que houvesse este Tribunal pelo menos em cada Comarca, e parece-me que para decidir á questão do Presidente, dependeria isto do arranjamento anterior da Constituição sobre o Poder Judiciario. Nós sabemos que o Poder Judiciario está complicado: entre tanto persuado-me que o Corregedor da Comarca deverá ser o Presidente deste Tribunal, e que lhe deverá competir a escolha tanto ao grande como do pequeno Jurado.

 

O senhor Sarmento. - Sigo a opinião do illustre Preopinante, e meu amigo o senhor Peçanba, em quanto ao que elle diz sobre a localidade das Juntas dos Jurados. - Agora sentimos nós a falta de a Commissão de Estatistica não ter apresentado hum esboço da divisão geral dos districtos do Reyno. Eu fallei sobre este assumpto com hum dos sabios Membros daquella Commissão, elle deo-me a entender que haveria vinte e quatro grandes divisões, ou Comarcas. He verdade que algumas das Comarcas actuaes, como são as de Pinhel, Linhares, Cinco Villas, Ourém, e mesmo outras são muito pequenas, e bem poderião annexar-se ás visinhas, para o fim de que tratámos. Não posso deixar de oppor-me foi temente a lembrança de que se em Lisboa, Coimbra, e Porto deve haver Juizo de Jurados: á idea de Jurados deve andar junta a de homens bons, e entendidos; creio que neste mesmo Augusto Congresso estão sentados individuos de todo o Reyno, e não me parece que só os das tres Cidades notaveis tenhão privativamente advogado com energia, e sabedoria á causa da liberdade; similhante lembrança, alem de injusta, seria desairosa para as outras partes do Reyno. Logo que o Congresso se reunio, eu sei que algumas pessoas pertendião estabelecer em Villa Real huma typographia: he provavel que ellas se multipliquem.

 

O senhor Annes de Carvalho. - Limitando-me ao simples quesito de localidade, parece-me que não he admissivel a opinião do senhor Soares Franco. A Provincia do Alemtejo, a que tenho a honra de pertencer, he muito vasta, e tem bastante gente instruida: em Evora já houve Imprensa, e Universidade; e talvez segundo o novo plano haja de lá estabelecer-se alguma Universidade. Se no Alemtejo e Algarve não houvesse Jurados, estas duas Provincias ficárão expostas a grandes vexações, porque os accusados dellas serião obrigados a vencer grandes distancias para vir responder em Tribunaes muitissimo remotos: por isso penso que devera ser mais as localidades onde deve haver Jurados: quantas devão ser não sei, porque tambem não sei qual he a divisão das Comarcas.

cortes geraes

 

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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Lenda de Rio de Couros (VI)

painel de azulejos

A fama de Rio de Couros

Já vem de há muitos anos;

Talvez do tempo dos Mouros

Ou do tempo dos Romanos.

 

Seria vila ou cidade

Antes da era dos Mouros?

Qual o nome de verdade:

Rio de Couros ou Radecouros?

 

Porque abundava o curtume

De peles nessa região

Daí proveio o costume

Do nome que hoje lhe dão

 

Numa bonita capela

Acima doutros tesouros

Havia a imagem bela

Da Senhora de Rio de Couros.

 

E este povo humilde e crente

Pelo seu fervor diário

Atraía muita gente

Ao bonito Santuário!

 

Entre a gente forasteira

Que a sua vida ali fez

Conta-se Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Viveu nesta região

Até que teve de partir

Com o rei Dom Sebastião

Para Alcácer Quibir.

 

Na batalha contra os Mouros

Morreu Dom Sebastião

E o homem de Rio de Couros

Foi metido na prisão.

 

Embora que bem tratado

Dentro da dita prisão

Estava a ser engordado

Para alimento de um leão.

 

Certa noite à luz da lua

Olhando as grades em frente

Viu um oficial na rua

Com o leão preso à corrente

 

Falando então para a fera

Disse em voz de “mandarete”:

Só mais uns dias de espera

E terás um bom banquete.

 

Ao meditar que seria

Vítima de instintos mouros

Rezou à Virgem Maria

Senhora de Rio de Couros.

 

À Senhora da Natividade

Fez uma prece afinal:

Que lhe desse a liberdade

E o trouxesse a Portugal.

 

Nisto um milagre se deu:

No meio dum mar de luz

A Virgem lhe apareceu

Trazendo ao colo Jesus.

 

Então a porta se abriu

E com a sua libertadora

Para a saída seguiu

Desaparecendo a Senhora.

 

Voltando ao local de origem

Livre do jugo dos mouros

Prostrado agradece à Virgem

Da ermida de Rio de Couros.

 

O resto da sua vida

Foi de pura santidade

Orando no altar da ermida

À Senhora da Natividade.

 

E quando velho e cansado

Já prestes ao fim da vida

Pediu para ser sepultado

Junto da bonita ermida.

 

E assim desta maneira

Se ordenou e se fez:

Ali jaz Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Daí cresceu mais a Fé

Nesse povo e nos vindouros

Vindo muita gente a pé

De romagem a Rio de Couros.

 

Muita Fé o povo tem

À Senhora da Natividade

Que outrora era também

Nossa Senhora da Piedade.

 

Há lindas recordações

Que valem grandes tesouros

Achados em escavações

No adro de Rio de Couros.

 

A graça desta região

É obra da natureza

Em que a nova geração

Não reparou com certeza.

 

Esta história se comenta

No “Século” de Dia de Natal

De mil novecentos e setenta

Em Lendas de Portugal!...

 

in INÁCIO, Manuel. Brincando com coisas sérias. 1995

poesia

 

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Maratona Fotográfica

A data limite para te inscreveres termina hoje, dia 17 de Setembro!

...mas ainda podes fazê-lo através de e-mail para o endereço maratonafotografica@mail.cm-ourem.pt

 

maratona Fotográfica

 

 

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D. Afonso, 4º Conde de Ourém
viagens, cultura visual e formação de um gosto
Conde de Ourém
Pormenor do painel dos Cavaleiros. Painéis de S. Vicente, de Nuno Gonçalves, da segunda metade do século XV. Segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença. 
   
O nº2 do Ano 2 da Revista "Medievalista" do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, referente a 2006, publicou uma síntese dos Capítulos 2.4, 2.5 e 2.6 da Dissertação de Mestrado Ourém e Porto de Mós – a obra mecenática de D. Afonso, 4º Conde de Ourém, realizada pela Drª Alexandra Leal Barradas, sobre a orientação do Professor Doutor José Custódio Vieira da Silva e defendida no Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Dezembro de 2005.
Pelo interesse que possui, sugerimos aos leitores deste blog a sua leitura, o que poderão fazê-lo acedendo ao link:
http://www.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/medievalista2/medievalista-afonso.htm
 
Em 2007, a autora publicou "Ourém e Porto de Mós: A obra mecenática de D. Afonso, 4º Conde de Ourém", com a chancela da Editora Colibri.
 
Conde de Ourém
 

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Folclore anima Vila da Freixianda

O Rancho Folclórico Rosas de Portugal vai organizar um desfile de grupos folclóricos pelas ruas da Vila da Freixianda por ocasião das comemorações do seu aniverário que decorrerão no próximo dia 26 de Setembro.

  

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Manuel Mourisca na toponímia de Loures

toponímia 

 A Freguesia de Santo António dos Cavaleiros, no Concelho de Loures, constitui um dos grandes aglomerados populacionais dos arredores de Lisboa. Na década de sessenta do século passado, os constantes fluxos migratórios internos levaram a um considerável aumento da população que passou a fixar-se na periferia de Lisboa, dando origem a novos centros urbanos. No concelho de Loures, as freguesias de Loures e Santo António dos Cavaleiros foram as que registaram maior crescimento urbano, enquanto noutras áreas do mesmo concelho predominaram as instalações fabris ou manteve-se a actividade rural.

 

Provavelmente em virtude da sua própria designação, a Freguesia de Santo António dos Cavaleiros pretendeu evocar na sua toponímia o nome de conceituados cavaleiros. Manuel Mourisca, afamado cavaleiro tauromáquico que nasceu na Freixianda tem o seu nome atribuído a uma das artérias daquela localidade. O topónimo foi aprovado em reunião da Câmara Municipal de Loures em 18 de Julho de 1968. Aquela autarquia desconhece os fundamentos que levaram à sua atribuição.

 

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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém – a Homenagem dos oureenses!
D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém, a quem a vila de Ourém deve a sua histórica grandeza, morreu há 550 anos! Receando que a efeméride passe despercebida aos oureenses, o blog AUREN renova o repto já aqui feito no sentido de que a mesma seja evocada, relevando o Homem e a sua Obra em prol de Ourém e, desse modo, contribuir para criar os alicerces de um verdadeiro espírito regionalista oureense. 
 

Conde de Ourém

 

Todos os povos possuem a sua memória construída na História, nos seus heróis e mártires, nos seus poetas e santos, nos seus feitos e nas obras que nos legaram. Eles são os símbolos da sua identidade e, como tal, merecem ser venerados.

 

Ourém e o seu Concelho também possui os seus símbolos, os seus monumentos, uma herança histórica e cultural que o enobrece e, como tal, não deve em circunstância alguma ser enjeitada. A formação da cidadania passa pelo conhecimento da sua própria terra, dos seus valores e da sua identidade. Ela constitui a essência do sentimento de pertença, do amor filial à terra que o viu nascer, do orgulho em ser oureense e ser português.

 

A infanta D. Teresa, filha do nosso primeiro rei D. Afonso Henriques, foi quem em 1180 concedeu foral a Ourém em cuja carta designou por Auren, querendo provavelmente com isso sublinhar o seu valor.

 

Foi por sua vez, D. Afonso de Bragança, 4º Conde de Ourém o grande impulsionador do seu desenvolvimento, tendo nela estabelecido o seu senhorio e erguido o paço onde fixou residência. A ele se deve a construção em 1445 da “insigne Colegiada de Ourém consignando-lhe copiosas rendas para a sustentação das Dignidades e Cônegos de que se compõe” e em cuja cripta repousam os seus restos mortais.

 

Por tudo quanto representa para Ourém e para os oureenses, D. Afonso de Bragança, 4º Conde de Ourém deveria merecer a devida homenagem, esculpida na alma das gentes desta terra e representada na matéria bruta que só os verdadeiros artistas sabem burilar, exprimindo na pedra ou no bronze o sentimento de gratidão de um povo por um dos seus heróis. Deveria Ourém erguer-lhe um monumento à sua memória e que esse projecto represente um símbolo de união de todos os oureenses, a congregar as vontades das forças vivas do concelho.

 

- O repto aqui fica!

 

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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
CONCURSO “MOSTRA DE MORCELA DE ARROZ”

Escola de Hotelaria de Fátima recebe Menção Honrosa

morcela de arroz

A Escola de Hotelaria de Fátima (EHF) acaba de receber uma Menção Honrosa pela sua participação no Concurso de Mostra de Morcela de Arroz dinamizado no âmbito do XVIII Festival Regional de Gastronomia de Leiria.

 

Para este concurso, organizado pelo Turismo de Leiria-Fátima, pela Junta de Freguesia de Leiria e pela APMALEI (Associação de Produtores de Morcela de Arroz de Leiria) a EHF apresentou, para degustação, Morcela Estaladiça Sobre Açorda de Fumeiro e Poejo, sugestão do Chefe Yannick Génard, um dos formadores da área técnica de Cozinha desta Escola.

 

A iguaria apresentada conferiu à Escola de Hotelaria de Fátima uma Menção Honrosa pela capacidade de conjugar na perfeição novos sabores – canela e poejo – com o sabor tradicional da Morcela de Arroz.

 

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Ourém ajuda crianças de Cabo Verde

Cabo Verde

A Câmara Municipal de Ourém está a levar a efeito uma campanha de recolha de material escolar destinado a ajudar as crianças S. Filipe, em Cabo Verde. A Campanha decorre até ao próximo dia 24 de Setembro e todos os interessados em dar o seu contributo poderão fazê-lo directamente na Biblioteca Municipal ou no edifício dos Paços do Concelho.

 

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