Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Ourém em Le Plessis-Trevise

O município francês de Le Plessis Trevisse, geminado com Ourém, apresenta no seu site oficial a seguinte referência ao nosso Concelho.

Le Plessis Trevise

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:37
link do post | favorito
|

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA

Tem lugar na tarde de 1 de Dezembro de 2010 uma Jornada de apresentação do itinerário até 2017.

Fátima

Preparam-se sete anos de caminhada até ao ano de 2017, centenário das aparições de Fátima. Desde o passado domingo, 28 de Novembro, início do ano pastoral de 2010-2011, que a parte frontal do altar do Recinto do Santuário anuncia o tema que é agora proposto à reflexão dos peregrinos e visitantes deste Santuário: “Santíssima Trindade… Adoro-Vos profundamente”. São as palavras do Anjo de cuja aparição, em 1916, se pretende fazer memória em 2010-2011.

A marcar o início do septenário, uma jornada solene e de festa está agendada para 1 de Dezembro, no anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI.

Tomarão da palavra, conforme a ordem que o programa abaixo anuncia, o Cardeal Patriarca de Lisboa, o Bispo de Leiria-Fátima, o Reitor do Santuário de Fátima e o teólogo João Duque.

A jornada inicia-se, pelas 14:00, com a inauguração de uma exposição evocativa das aparições do Anjo, no piso inferior Igreja da Santíssima Trindade. Decorrerão ainda dois momentos musicais e a apresentação de um novo volume da Documentação Crítica de Fátima enriquecerão o programa.

A Jornada realiza-se de acordo com o seguinte programa:

14:00 - Abertura da exposição sobre as aparições do Anjo, na sala ao lado da capela do Lausperene, na Igreja da Santíssima Trindade.

14:45 - Momento musical, no Centro Pastoral Paulo VI.

- Apresentação do programa da jornada.

- Apresentação de novo volume da Documentação Crítica de Fátima (volume V, tomo 2).

15:00 - Palavra do Bispo de Leiria-Fátima.

15:30 - Apresentação do programa do Centenário das Aparições e do tema do ano pastoral de 2010-2011, pelo Reitor do Santuário.

16:00 - Intervalo.

16:30 - Conferência sobre o tema do ano pastoral, pelo Doutor João Duque.

17:30 - Alocução final, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

- Momento musical.

 

Fonte: Sala de Imprensa do Santuário de Fátima

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 20:04
link do post | favorito
|

Cédulas Fiduciárias de Vila Nova de Ourém (II)

Recebemos do sr. Florival Martins a mensagem que a seguir se transcreve e, em anexo, a amável oferta de três exemplares digitalizados de cédulas fiduciárias de Vila Nova de Ourém. Porque julgamos de interesse, o AUREN volta a publicar o artigo referente a este tema.

“Li há algum tempo atrás,no seu excelente blog,um artigo sobre cédulas fiduciárias,emitidas pela C.M.de Ourém.Como tenho em meu poder três delas,que adquiri em Vila Franca de Xira,numa feira de velharias,tenho todo o  gosto de lhe as  enviar.”

cedu

As cédulas fiduciárias constituem desde há muito tempo um dos objectos de interesse de coleccionadores e estudiosos, nomeadamente por rodos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa histórica económica ou simplesmente os aspectos da vida regional. Apesar disso, estamos convencidos de que as cédulas produzidas em Ourém não mereceram ainda a atenção devida e são inclusive pouco conhecidas, apesar de surgirem alguns exemplares em leilões de coleccionismo. É o caso do exemplar de uma cédula de dois centavos que junto reproduzimos, o qual se encontra neste momento em leilão com uma base de licitação de 27,50 euros.

Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particilarmente difíceis , de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflacção daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia,com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. A pouco e pouco, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor".

Também em Vila Nova de Ourém certamente não se fugiu à regra e aqui circularam cédulas de dois centavos emitidas pela Câmara Municipal e devidamente numeradas. Provavelmente terão também circulado outras de diferente valor. Até ao momento apenas nos foi possível localizar este espécime mas poderá suceder que algum dos leitores deste blog detenha outros exemplares e queira partilhar connosco a informação, enviando-nos nomeadamente uma cópia digitalizada.

Bibliografia

- História de Portugal. Edição Monumental de Portucalense Editora, Suplemento I. Porto, 1935;

- Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia. Lisboa, Rio de Janeiro;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. História de Portugal Contemporâneo. Economia e Sociedade. Universidade Aberta. Lisboa;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. Breve História de Portugal. Editorial Presença. Lisboa, 1995;

- História de Portugal. Vol XIV. Edita Ediclube Ldª. Amadora. 2004.

cedula

 

cedula

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

Domingo, 28 de Novembro de 2010
Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Plantas Medicinais e Medicina Popular

Coube ao Professor Dr. Jorge Paiva a comunicação referente a este painel cujo resumo, distribuído aos participantes nas Jornadas, a seguir se transcreve.

“Quando se formou a nossa espécie, praticamente, a totalidade das outras espécies animais que hoje existem já habitavam o globo Terrestre. Por isso, a espécie humana (Homo sapiens L.) aprendeu muito com a Natureza e com os outros animais. Assim, copiamos os outros animais na alimentação e, também, no uso de muitas das plantas medicinais que ainda hoje utilizamos. É disso exemplo uma planta que em S. Tomé é designada por “alba-cassô”, que quer dizer planta do cão, pois é uma erva [Eleusine indica (L.) Gaertn.] que os cães “mastigam” quando têm desarranjos intestinais e, então, os santomenses, quando têm disenterias tratam-se com infusões dessa planta. Claro que também aprendemos com outros animais a utilização das plantas exóticas, como, por exemplo, a noz-vómica (Strychnos nux-vomica L.) cujas sementes contêm estricnina, sendo, por isso, que os símios não comem o fruto desta espécie de Srychnos, mas sim os frutos das espécies de Strychnos que não têm estricnina. É um “fenómeno” idêntico ao que acontece com os cogumelos.

Portanto, a nossa espécie utiliza plantas medicinais quase desde que apareceu na Terra. Conhecem-se documentos sobre plantas medicinais há mais de cinco mil anos, como são os documentados sistemas médicos chineses e o “ayurvédico” indiano. Antes da fabricação dos medicamentos pela indústria farmacêutica, que não tem mais do que século e meio, as enfermidades deram tratadas directamente com “mesinhas” das plantas ou dos animais. Foi, por isso, que a 5 de Outubro de 1773 o Marquês de Pombal escreveu ao então Reitor da Universidade de Coimbra, rejeitando o grandioso plano para o jardim Botânico de Coimbra, que este lhe enviara, dizendo:”Debaixo d’estas regulares medidas deve, V.Exª fazer delinear outro plano, reduzido somente ao numero de hervas medicinais que são indispensáveis para os exercícios botânicos, e necessaras para se darem aos estudantes as instruções precisas para que não ignorem esta parte da medicina…”

O tratado “De matéria medica (64 d.C.) de Pediamos Dioscórides (40-90 d.C), célebre físico (cirurgião) grego, considerada uma das obras mais antiga sobre plantas, onde se descrevem os atributos (cerca de 1000) de cerca de 600 espécies de plantas, foi o “guia” da “medicina” durante mais de 16 séculos, o que implicou um reduzidíssimo progresso da fitoterapia, pois além de traduções (algumas com erros graves que se repetiram durante séculos) para várias línguas, muitas publicações (mesmo actuais) sobre plantas medicinais limitaram-se a “parafrasear” a obra de Dioscórides. Aliás, a maioria dos nomes utilizados por Dioscórides tinham sido utilizados por Hipócrates de Cos (ca. 460-370 a.C) no seu catálogo “De herbis” com mais de 230 nomes de plantas, mais tarde descritas por Crataevas (120-60 a.C.) em “Rhizotomicon”, assim como Theophrasto de Eresos (370-285 a.C.) no livro XVI da sua “Histotia plantarum”.

Portanto, a descrição dos atributos medicinais das plantas europeias e, em parte, asiáticas é conhecido, está documentado e registado por escrito há muitos séculos. Porém, sobre a prática medicinal popular africana (particularmente da África Tropical) há não só exígua documentação e registos escritos, como também muitíssimo menos estudos e análises científicas. Assim, em África ainda há muita medicina popular, puramente empírica, de valia não cientificamente comprovada e, por isso, muita da chamada “folk medicine”. Assim, muitos “curandeiros” sem escrúpulos, causam, impunemente, em vez de curas, piores males ou, até, mortes. Um exemplo de planta muito utilizada nestas práticas “folclóricas” (pó das sementes que têm elevado teor de produtos atropínicos) é a Datura stramonium L. (figueira-do-inferno, erva-do-diabo, erva-das-bruxas, erva-dos-mágicos, castanheiro-do-diabo), responsável, por vezes, pela morte de gado cavalar, quando a planta está inadvertidamente, incluída no seio dos fardos de palha”.

O Professor Dr. Jorge de Paiva é licenciado em Ciências Biológicas e doutorado em recursos naturais e Meio Ambiente, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra onde também exerceu a docência, além de outros estabelecimentos de ensino superior. Tem publicado numerosos trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia, biodiversidade e ambiente.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 20:48
link do post | favorito
|

Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Terminam hoje as Jornadas de Etnobotânica eBiodiversidade, promovidas pela Câmara Municipal de Ourém, com a realização de uma saída de campo para observação da fauna e da flora, a qual terá lugar no Agroal a partir das 10 horas.

Estas Jornadas contaram com uma elevada participação de docentes e outros investigadores, havendo a referir ser a sua maioria proveniente de outros concelhos do país, como especial incidência para Tomar, Torres Novas e Porto de Mós.

Às 13 horas tem lugar o almoço que privilegiará a gastronomia tradicional do Concelho de Ourém, podendo dessa forma os visitantes degustar as especialidades da nossa região. Por volta das 14h30 proceder-se-á ao encerramento dos trabalhos e à apresentação das conclusões das Jornadas.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 09:00
link do post | favorito
|

XXIII Encontro Nacional de Pastoral da Saúde

pastoral saude

Os 750 participantes do XXIII Encontro Nacional de Pastoral da Saúde, que decorreu no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, entre os dias 23 a 26 de Novembro, apontam as seguintes linhas de reflexão e acção:

1. As mudanças no mundo da saúde e simultaneamente as novas e permanentes exigências colocadas ao modo de ser Igreja, tornaram premente a necessidade de oferecer às comunidades cristãs e a quantos trabalham no mundo da saúde, novos elementos de reflexão e linhas operativas comuns.

2. A espiritualidade não é um estado de hipersensibilidade, emotividade banal, distanciamento do mundo, devocionalismo exagerado, espiritismo, sectarismo e/ou auto-engano. Estas não são mais que distorções, perversões e atrofias da espiritualidade. Não podemos ser ainda insensíveis à crescente busca de espiritualidade (s) provenientes de quadrantes muito diversos e ao mesmo tempo a crescente busca de “medicinas alternativas”. Neste “Babel” de espiritualidades, reconhecemos a tradução da insaciabilidade da pessoa perante a “robotização” da vida.

3. A espiritualidade cristã tem marcas identitárias reconhecíveis: é o processo gradual de identificação com a pessoa de Cristo através do cultivo da vida interior (perdão, reconciliação, auto-reconhecimento, esperança, gestão de expectativas, sentido, comunhão, oração, gratuidade, conversão, espírito de sacrifício, Deus…); é a procura de uma visão profunda e inclusiva da realidade para além das aparências circunstanciais; é o discernimento libertador sem receitas feitas; é a experiência de sair de si mesmo sem deixar de ser quem é; é também a ritualização da fé.

4. A experiência de espiritualidade permite, a todos, uma visão positiva sobre os acontecimentos, um recto equilíbrio entre o ter e o não ter, uma liberdade interior e a procura de um bem maior em cada situação. A espiritualidade é, em suma, o cultivo da esperança, é a transparência da vontade própria no cruzamento com a vontade e o amor de Deus. A espiritualidade é o mapa do biológico e por isso instrumento útil em qualquer modelo de prestação de cuidados de saúde.

5. Assiste-se a uma crescente deslocação dos temas da saúde e da doença para o domínio da técnica e da gestão económica, também nas Instituições tuteladas pela Igreja. A falta de consideração pelas histórias pessoais (também dos profissionais de saúde), pelas perguntas de sentido, pelo apelo de presença e de amor, pelas exigências de interioridade, pela vocação de unicidade da pessoa, pelos valores e fé professadas, pela necessidade de exercer a prática religiosa. Tudo isto empobrece a capacidade de prestar um serviço eficaz e integral à pessoa. Compreender o sentido da saúde, do sofrimento, da doença e da morte é praticamente impossível se estes são aprisionados na lógica unicamente empresarial, esquecendo o horizonte das finalidades e da identidade das instituições civis e religiosas.

6. Existem carências significativas no apoio ao trabalho desenvolvido pelos Agentes de Pastoral concretamente na sua formação, na sua inclusão nas equipas das unidades de saúde e nos modelos de trabalho adoptados.

7. Os novos desafios que se colocam hoje devem ser catalisadores de uma Pastoral da Saúde reinventada, tornando esta área mais aliciante para o voluntariado jovem e mais considerada e reconhecida no seio dos profissionais de saúde.

8. Escolham-se algumas paróquias, em cada Diocese, que possam ser comunidades-laboratório da Pastoral da Saúde, estudando a realidade, conhecendo os seus doentes, acompanhando-os social e espiritualmente, tornando-os sujeitos de pastoral, mobilizando voluntários e integrando-os em projectos específicos, ensaiando assim processos transversais de educação para a saúde.

9. Considere-se o Ano Europeu do Voluntariado, que se celebrará em 2011, uma grande oportunidade não só para valorizar o trabalho do “Voluntariado de Capelania” mas também a promoção do reconhecimento público do Voluntariado em Saúde como exercício de amor ao próximo e de cidadania.

10 Intervenha-se activamente nas escolas de saúde (estudantes e corpos docentes) de modo a complementar a formação básica com a formação da “inteligência espiritual”.

A organização do evento agradece a presença do Sr. D. Carlos Azevedo, Bispo Coordenador da Pastoral Social (onde se insere a Pastoral da Saúde), do Sub-secretário do Conselho Pontifício, Mons. Jean-Marie Mependawatu, e da Senhora Ministra da Saúde, Drª Ana Jorge.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:10
link do post | favorito
|

Sábado, 27 de Novembro de 2010
Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Biodiversidade, Territórios e Políticas Rurais

Esta comunicação foi apresentada pelo Dr. Pedro Cortes, Licenciado em Engenharia Agronómica e Mestre em Economia Agrária e Sociologia. Tem desempenhado funções na área da botânica em diversas instituições e esteve recentemente ligado à coordenação da equipa técnica do projecto “O Abandono do espaço Agro-Florestal e os Processos de Defesa contra incêndios à Escala Municipal”. Corrdena actualmente várias candidaturas no âmbito do Proder às medidas de Defesa Contra Incêndios e de Valorização Ambiental do Espaço Florestal, realizadas em vários municípios do centro e sul do país.

De acordo com a nota distribuída aos participantes nas referidas Jornadas, “A manutenção dum elevado grau de biodiversidade florística e faunística no espaço rural português, e em geral no de toda a Europa, depende estreitamente da existência de intervenção humana no território, já que os ecossistemas que aí encontramos são sistemas semi-naturais resultantes dum reajustamento ecológico, secular ou milenar, à intervenção humana.

As práticas agrícolas, florestais, silvopastoris, integradas nos respectivos sistemas agro-florestais, constituem o principal elo de ligação entre o factor humano e os factores biofísicos do território do que depende, em grande medida, a variabilidade paisagística e a biodiversidade florística e faunística dos territórios rurais.

O colapso dos sistemas agro-florestais clássicos registado durante as últimas décadas em grande parte do centro e Norte de Portugal, e a entrada num processo de ciclo de incêndios catastrófico, têm vindo a conduzir a uma perca incalculável de biodiversidade.

Esta comunicação, procura destacar a importância duma nova reactivação dos sistemas agroflorestais, como forma de salvaguarda da biodiversidade.

O centro do território nacional e em particular o caso de Estudo de Ourém, serão utilizados para ilustrar a dinâmica evolutiva das últimas décadas, e divulgar algumas soluções práticas com vista à reactivação da intervenção humana no território, que estão a ser iniciados no concelho de Ourém com o apoio do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), assentes em dois tipos de intervenções territoriais estratégicas:

- Mosaicos de parcelas de gestão de combustíveis;

- Melhoria das galerias ripícolas.”

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 20:06
link do post | favorito
|

Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Etnobotânica: Para um olhar cultural da biodiversidade

Este painel foi apresentado pela Professora Drª Amélia Frazão Moreira. Doutorada em Antropologia, a autora é Professora no departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Investigadora do Centro em rede de Investigação em Antropologia.

De acordo com a nota distribuída aos participantes, a Professora Drª Amélia Frazão Moreira tem realizado investigação no âmbito da Etnobotânica, da Etnobiologia e da Antropologia do Ambiente, em Portugal e em contextos africanos como a Guiné-Bissau, Moçambique e Mauritânia. De entre as suas publicações assinala-se a co-edição de “Plantas e Saberes. No limiar da Etnobotânica em Portugal” e “Plantas e Pecadores. Percepções da Natureza em África”.

Na comunicação apresentada às Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade que tê lugar em Ourém durante este fim-de-semana, desenvolveu a temática em torno de três eixos. O primeiro respeitante à apresentação da Etnobotânica enquanto disciplina que permite entender “a cultura agtravés das plantas”, as suas finalidades e metodologias. O segundo incidiu sobre a importância dos estudos etnobotânicos na preservação da biodiversidade e as questões relativas à patrimonialização dos conhecimentos etnobiológicos. E o terceiro visa um retrato da Etnobotânica portuguesa, dos temas prevalecentes e dos estudos realizados em Portugal.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:49
link do post | favorito
|

Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Jornadas

Tiveram hoje início as Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade promovidas pela Câmara Municipal de Ourém, as quais se prolongam até amanhã, dia em que tem lugar uma saída de campo no Agroal para observação da flora e fauna.

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém fez a recepção dos participantes, secundado pelo Dr. José Alho que procedeu à introdução dos trabalhos e da Drª Agripina Vieira que transmitiu as orientações técnicas e regulamentares aos professores e investigadores presentes.

O primeiro painel alusivo à Biodiversidade foi apresentado pelo Professor Dr. Fernando Mangas Catarino que, com a sua excelente capacidade comunicativa que se lhe reconhece, prendeu a numerosa assistência que encheu por completo o auditório da Câmara Municipal de Ourém. Ainda, durante a manhã, os trabalhos prosseguiram com a intervenção do Engº Pedro Cortes, logo seguida de debate.

Da parte da tarde, as Jornadas prosseguirão com o painel de Etnobotânica, apresentado pela Drª Amélia Frazão Moreira do departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e membro do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e do botânico Dr. António Flor.

Esta iniciativa contou com a presença de diversos convidados entre os quais salienta-se os representantes dos vários colégios da Freguesia de Fátima.

 

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 16:00
link do post | favorito
|

Afinal quem reina o Mundo?

- Questiona o Padre Cristiano Saraiva, Capelão e Administrador do Santuário de Fátima, a propósito da Cimeira da OTAN em Portugal, durante a homilia da missa celebrada em Fátima no passado dia 21 de Novembro.

Padre Cristiano

A Igreja encerra cada ano litúrgico com a solenidade de Cristo Rei do Universo.

“Depois de termos celebrado e contemplado todo este mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo, chegamos ao último dia do ano litúrgico e proclamamos o Senhor Jesus como Rei do Universo”, lembrou o Padre Cristiano Saraiva.

 

A propósito desta solenidade, que lembra “Cristo como o centro da vida e da história, a coordenada à volta da qual tudo se constrói”, o sacerdote interrogou-se: “Mas será mesmo verdade que Cristo é Rei?

Ao transpor a sua reflexão para a actualidade de Portugal e do Mundo, numa ocasião em que o país acolhia a Cimeira da Nato, o Padre Cristiano disse: “Jesus Rei do Universo? Jesus?! Ainda estes últimos dias estiveram entre nós tantos chefes de Estado, da Europa, da América, da Rússia, da NATO. Assistimos a tanta distinção entre homens e mulheres do nosso tempo, com poder, com importância, com dinheiro e tanta outra riqueza. Esses sim são os reis do universo. São estes que definem o futuro do mundo. Esses sim fazem tratados históricos com decisões importantíssimas e inovadoras que pretendem mostrar e construir um mundo melhor onde se consegue impor a paz e criar todas as condições para a sua concretização, com decisões políticas, económicas e militares”. E questionou: “quando nós os cristãos dizemos que Jesus é Rei e o aclamamos como tal de que reinado estamos a falar?”.

“Jesus é Rei. É Rei de um reino cuja lei é o serviço, o amor, o dom da própria vida. A afirmação da sua dignidade real passa pelo sofrimento, pela morte, pela entrega de si próprio. O seu trono, de onde reina, é a cruz, expressão máxima de uma forma de vida feita de amor e de entrega”, esclareceu o Padre Cristiano, que concluiu que celebrar a festa de Cristo Rei, “não é celebrar um Deus forte, dominador que se impõe aos homens do alto da sua omnipotência e que assusta com gestos espectaculares”, mas “celebrar um Deus que serve, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor”.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
Regulamento de Apoio ao Associativismo Cultural e Desportivo

Vem hoje publicado em Diário da República o extracto do edital da Câmara Municipal de Ourém através do qual se torna público a aprovação do Regulamento de Apoio ao Associativismo Cultural e Desportivo do Município de Ourém, o qual seguidamente se transcreve.

 

Edital (extracto) n.º 1188/2010

Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, torna público que o Regulamento de Apoio ao Associativismo Cultural e Desportivo do Município de Ourém, foi aprovado pela Assembleia Municipal, em sessão ordinária de 29 de Setembro de 2010, tendo sido precedido de apreciação pública, nos termos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo, mediante publicação no Diário da República, 2.ª série, n.º 58, de 24 de Março de 2010.

O Regulamento entra em vigor 15 dias após a publicação do presente extracto na 2.ª série do Diário da República.

Mais torna público que o Regulamento em apreço poderá ser consultado no edifício dos Paços do Concelho, nas sedes das Juntas de Freguesia, assim como na Internet em www.cm -ourem.pt.

Para constar se publica este edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de estilo.

Paços do Concelho de Ourém, 13 de Outubro de 2010. — O Presidente

da Câmara, Paulo Fonseca.

 

in http://dre.pt/pdf2sdip/2010/11/230000000/5794957949.pdf



publicado por Carlos Gomes às 09:18
link do post | favorito
|

Estrutura Orgânica do Município de Ourém

O Município de Ourém procedeu recentemente à correcção da sua estrutura orgânica, tendo a respectiva Declaração de rectificação sido publicada em Diário da República, II Série, no passado dia 19 de Outubro, podendo ser consultada em http://dre.pt/pdf2sdip/2010/10/203000000/5173651737.pdf

A referida Declaração faz menção ao Aviso nº. 11780/2010, publicado no Diário da República, II Série, n.º 113, de 14 de Junho de 2010, relativo à publicação da estrutura orgânica do Município de Ourém, o qual também pode ser encontrado em http://dre.pt/pdfgratis2s/2010/06/2S113A0000S00.pdf



publicado por Carlos Gomes às 05:00
link do post | favorito
|

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Concretizar o Desenvolvimento Sustentável valorizando o território e as pessoas: o caso de Ourém

Concretizar o Desenvolvimento Sustentável é o maior desafio que se coloca aos cidadãos, agentes económicos e decisores políticos no século XXI.

Ourém pretende dar o seu contributo valorizando os aspectos do seu território, marcado pela existência de duas cidades – Ourém e Fátima – numa superfície de 460 Km2 onde, para além dos aglomerados urbanos, existem alguns espaços naturais com interesse para a conservação da natureza e da biodiversidade.

Na cidade de Ourém destacam-se o Parque Linear e a Mata Municipal, cenários intervencionados através dos quais se pretende restabelecer a ligação dos cidadãos à Natureza.

Na cidade de Fátima com a requalificação da sua principal avenida pretende-se criar as melhores condições de acolhimento dos cerca de 6 milhões de peregrinos que anualmente procuram a tranquilidade do encontro com a espiritualidade.

A ligação entre as pessoas e os elementos naturais é preocupação fundamental também nesta intervenção.

O Agroal é um espaço natural integrado na Rede Natura 2000 onde se pretende incrementar um plano de acção em Turismo de Natureza destinado ao público em geral mas com uma atenção especial para os programas educativos dirigidos aos jovens numa rede de infra-estruturas que tem na praia fluvial, nos percursos pedestres e no Parque de Natureza, pilares fundamentais.

A jazida das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire encerra trilhos muito bem conservados dos gigantes do período jurássico, entre os quais o maior trilho do mundo de dinossáurios herbívoros (147 m). Nesta antiga pedreira desenvolvem-se programas educativos dirigidos ao público nacional e internacional, com destaque para a investigação em geoconservação.

Todas estas intervenções e programas se integram em roteiros turísticos mais alargados que acolhem o Centro Histórico de Ourém e a rota do Património Mundial da UNESCO da região de Alcobaça, Batalha e Tomar.

Esta é uma perspectiva política de intervenção no território que tenta conciliar as vertentes ambiental, social e económica do desenvolvimento sustentável complementada por um conjunto de acções de gestão ambiental de primeira geração como o saneamento, a recolha e tratamento de resíduos que estão a ser consolidadas.

Construir o Desenvolvimento Sustentável pelo envolvimento das pessoas com o seu território, entre os valores do passado e do futuro. Esse é o desafio que em Ourém queremos abraçar!

 

José Manuel Alho

Vice-Presidente

Câmara Municipal de Ourém

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:10
link do post | favorito
|

OURÉM APRESENTA PROGRAMAS AMBIENTAIS

…e estabelece parceria com a QUERCUS

Foram ontem apresentados, no Centro de Interpretação do Agroal/Alto Nabão, vários programas educativos a levar a cabo pelo Município de Ourém, através da AmbiOurém, em parceria com o Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus. Este acordo foi assinado aproveitando o programa concelhio “Projecto Plantar Portugal”, uma iniciativa de âmbito nacional, que levou 250 alunos das escolas do primeiro ciclo do concelho de Ourém ao Agroal na segunda e na terça-feira.

Estes programas serão desenvolvidos em 2011, ano em que se comemorará o Ano Internacional das Florestas, sendo um destinado às escolas do concelho de Ourém, designado “Conhecer a Floresta”, na Mata Municipal António Pereira Afonso e outro para as escolas do concelho e mas aberto às escolas de todo o país - “Um dia no Agroal: ver de perto para conhecer melhor”.

Na assinatura do protocolo que formaliza estes programas, José Manuel Alho, vereador da Câmara Municipal de Ourém, agradeceu o envolvimento dos agrupamentos de escolas no “Plantar Portugal”, reforçando o facto de estar também a ser assinalado o Dia da Floresta Autóctone.

Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, elogiou o protocolo com a Quercus, afirmando que a educação ambiental é um “factor-chave” que desperta nas novas gerações “consciência ambiental”. Sendo estes programas dirigidos sobretudo às escolas, Paulo Fonseca disse contar com os agrupamentos, pois “sem os professores e as suas dinâmicas complementares não seria possível resistir a um conjunto de intempéries da sociedade portuguesa e europeia”.

Carlos Marques, presidente da Junta de Freguesia de Formigais, destacou a “dinâmica diferente” e as “melhorias significativas” que o Centro de Interpretação Ambiental do Agroal teve em 2010.

Deolinda Simões, presidente da Assembleia Municipal, apelou à manutenção do “Agroal selvagem”, preservando a riqueza que ele tem, acrescentando que “como educadora fico muito satisfeita por ver aqui tanta criança com sensibilidade para preservar o ambiente”.

Inscrições abertas

Domingos Patacho, presidente do Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, reforçou o facto da formalização do “apoio à educação ambiental no concelho e fora dele”, se realizar no Dia da Floresta Autóctone, à qual a Quercus aderiu.

Segundo esta associação, neste momento as escolas do concelho de Ourém poderão inscrever-se gratuitamente nestes programas, através do Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, localizado no Centro de Educação Ambiental de Ourém – Mata Municipal.

Para além das de Ourém, as escolas de todo o País também poderão fazer a sua inscrição no programa “Um dia no Agroal”. Partindo do Parque Natureza do Agroal, pretende-se com este programa dinamizar um conjunto de actividades de observação da natureza, nomeadamente a realização dum percurso interpretativo, a identificação da fauna e flora local, a visita à Estação de Tratamento de Águas Residuais do Alto Nabão ou a realização de jogos educativos.

 

Espaços envolvidos:

1- Parque Natureza do Agroal: Um Espaço de Aprendizagem e Conhecimento

O Parque Natureza do Agroal é um espaço vocacionado para sensibilização ambiental e é gerido pela Empresa do Município de Ourém, Ambiourém.

O Agroal é considerado uma área sensível por integrar o Sítio de Importância Comunitária “Sicó-Alvaiázere” da Rede Natura, possuindo uma das maiores e mais bem conservadas áreas do país de carvalho-português (Quercus faginea subsp. broteroi) e manchas notáveis de azinhais (Quercus rotundifolia) sobre calcários, em bom estado de conservação.

O Agroal é uma área que oferece à população a oportunidade de conhecer de perto muitas das espécies características das florestas mediterrânicas assim como as que ocorrem no ecossistema fluvial. Existe uma imponente floresta ripícola dominada por amieiros e salgueiros, constituindo o Rio Nabão e as ribeiras afluentes habitats essenciais para a conservação de uma grande diversidade de espécies piscícolas, como o Barbo ou Boga-comum e também a Lampreia-de-riacho.

 

2- Mata Municipal António Pereira Afonso

A Mata Municipal António Pereira Afonso é um espaço com cerca de 3,5 há, localizado em plena cidade de Ourém.

Em Março deste ano, foi apresentada aos oureenses como Mata Municipal António Pereira Afonso, em homenagem a este ilustre oureense.

Neste momento está a ser implementado neste local um Plano de Valorização tendo como principais objectos a criação de condições para recreio; protecção/conservação e educação/sensibilização da população pelas questões ambientais.

 

3 - O Centro de Educação Ambiental de Ourém

O Centro de Educação Ambiental de Ourém é um centro de recursos, dinamizado pelo Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, que tem vindo a desenvolver anualmente um conjunto de acções com vista à sensibilização da população escolar do Concelho de Ourém e território envolvente para as principais questões ambientais, nomeadamente através da realização de visitas a áreas naturais da região.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:06
link do post | favorito
|

OURÉM E LE PLESSIS-TRÉVISE UNIDOS PELO AMBIENTE

O Dr. José Alho, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém, deslocou-se no passado fim-de-semana a França para participar nas Jornadas do Ambiente que tiveram lugar em Le Plessis-Trévise, município com o qual Ourém possui um Protocolo de Geminação. Nas referidas Jornadas, o Dr. José Alho fez uma apresentação subordinada tema “Concretizar o desenvolvimento Sustentável valorizando o território e as pessoas: o caso de Ourém”, palestra que foi acompanhada de uma exposição sobre Ourém que se encontra patente ao público, naquele local, durante a corrente semana.

França

Para além do município de Ourém, participaram ainda nas referidas Jornadas do Ambiente representantes de Wagrowiec (Polónia) e Burladingen (Alemanha), cidades também geminadas com aquele município francês.

De Ourém, o Dr. José Alho levou consigo um loureiro que, juntamente com outras árvores oferecidas pelos outros municípios participantes, foi plantado num jardim pedagógico local pelos alunos que integram o Conselho Municipal de Juventude. Para além do loureiro, entregou um conjunto de sementes que, simbolicamente, representam as relações existentes entre as cidades e os respectivos cidadãos. Ourém e Le Plésis-Trévise ficaram assim mais unidos pelo Ambiente!

frança

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:04
link do post | favorito
|

Geminação de Biodiversidade

O Loureiro, Laurus nobilis, da família Lauraceae, é uma árvore de folha persistente, espontânea em Portugal. O seu crescimento é lento, pelo que é mais frequente encontrá-lo na forma arbustiva.

 Pode atingir uma altura de 20 metros - o que equivale grosso modo a sete andares! - e é característico de matas, lugares sombrios e margens de cursos de água. Para além da sua utilização culinária, esta planta é apreciada como ornamental, pela folhagem aromática, persistente e verde-escura e pelo porte denso e compacto.

O Loureiro é uma das plantas mais simbólicas do Mediterrâneo, pelo menos desde a Antiguidade Clássica, e uma das que se utilizam tradicionalmente (a par da Palmeira e da Oliveira) nas celebrações cristãs do Domingo de Ramos, no início da Semana Santa.

Em Ourém, existem exemplares muito interessantes desta espécie, distribuídos na encosta a norte do morro do Castelo. Por isso, oferecemos simbolicamente um exemplar desta espécie, como expressão da nossa paisagem e da nossa identidade influenciadas pelo Mediterrâneo, mas também para manifestar a nossa ligação cultural e a amizade com Plessis-Trevise.

O conjunto de sementes que partilhamos com os outros convidados representam a nossa diversidade biológica e o forte empenhamento em que a dinâmica da nossa geminação crie raízes e floresça na alegria e no colorido do nosso convívio de cidadãos europeus.

No Ano Internacional da Biodiversidade este intercâmbio reveste-se de uma importância acrescida, enquanto instrumento de sensibilização de jovens e adultos para os desafios do desenvolvimento sustentável.

José Manuel Alho

Vice-Presidente

Câmara Municipal de Ourém

loureiro

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:02
link do post | favorito
|

Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
CONCURSO NACIONAL DE MÚSICA’2010

A Academia de Música Banda de Ourém foi apurada para a final do Concurso Nacional de Música que se realizou no passado fim-de-semana em Beja. Desta vez não foi a vencedora mas sê-lo-á muito provavelmente numa próxima oportunidade. O AUREN torcerá para que tal aconteça!

Entretanto, divulgamos a lista dos vencedores do referido Concurso: 

 

Vencedores da edição 2010:

Vertente Bandas Filarmónicas, Orquestras de Sopros e Congéneres:

Associação Juventude Activa da Castanheira - Fanfarra Sacabuxa

Vertente Outras Formações Musicais:

Associação das Comunidades de Tunes - Percutunes

Vertente Coros:

Associação de Cultura Musical de Lousada - Coro Feminino do Conservatório do Vale do Sousa

Menção Honrosa:

Sociedade de Instrução Tavaredense

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:43
link do post | favorito
|

Ambiente e Sustentabilidade é o tema do ciclo de cinema em Novembro

Cinema Novembro

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/


tags: ,

publicado por Carlos Gomes às 09:00
link do post | favorito
|

Coro Infantil do Santuário de Fátima actua em Leiria

coro

O coro infantil do Santuário de Fátima “Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima” vai no próximo dia 4 de Dezembro apresentar um concerto no Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria.

O início do concerto está marcado para as 15:00, na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:30
link do post | favorito
|

Foi criada a Associação de Aldeias Históricas de Portugal

Acaba de ser criada, na histórica Vila da Batalha, a AHP – Aldeias Históricas de Portugal, uma Associação de Defesa, Reabilitação e Salvaguarda do Património. Considerando o carácter de raridade das aldeias históricas e a sua individual e singular identidade assim como o facto que as aldeias históricas são, à sua maneira, lugares de excepção no âmbito do património construído, os signatários da escritura de constituição na maioria, oriundos de Monsanto, ou ligados à aldeia, por laços familiares ou por outras razões, ou, ainda, por aí residirem, entenderam constituir-se como impulsionadores e parte integrante de uma Associação vocacionada para a defesa, reabilitação e salvaguarda do património.

aldeias historicas

Para a coordenadora do Projecto e funcionária do IGESPAR, Isabel da Veiga Cabral, a Associação responde à necessidade de contribuir para a preservação do património rico que cada aldeia encerra, e considerando que, no passado, à aldeia de Monsanto da Beira foi atribuída a designação de “Aldeia Mais Portuguesa”, esta Associação toma Monsanto como exemplo e está aberta a todos, habitantes e amigos, das restantes aldeias históricas de Portugal e burgos, que se queiram associar em rede a este projecto, a título individual ou colectivo, em qualquer altura.

Representadas na Associação ficaram as Aldeias Históricas já incluídas no PPDR (Promoção do Potencial de Desenvolvimento Regional), nomeadamente: Monsanto da Beira, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Piódão, Sortelha, Almeida, Belmonte, Trancoso mas todas as outras Aldeias Históricas e Seculares de Portugal que se queiram associar em rede a este projecto, em qualquer altura, poderão fazê-lo.

Para Carlos Evaristo da Fundação Histórico Cultural Oureana, também membro fundador da AHP, é urgente criar uma organização que possa ajudar as terras que são um espelho da nossa cultura e manter as suas tradições e o carácter distinto, sendo para isso importante criar e apoiar, só ou em colaboração com entidades públicas ou privadas (nacionais e internacionais) e outras associações de defesa e protecção do património, todas as medidas de gestão, salvaguarda e dinamização, tendentes à preservação do património arqueológico, arquitectónico, histórico ou vernacular, património intangível e património natural. È importante também sensibilizar os moradores de lugares históricos para a importância de não descaracterizar ou modernizar em demasiado. Para Evaristo que quer ver uma Delegação da AHP no Burgo Histórico de Ourém é importante preservar e valorizar este tesouro que temos.

Consciente do potencial turístico das Aldeias Históricas Dom Duarte, Duque de Bragança, concedeu ao projecto o seu Patronato Real achando que uma associação desta natureza ajuda até a combater a desertificação e a contribuir para o estudo e soluções dos problemas de urbanismo e contenção e áreas envolventes das Aldeias Históricas em referência.

A AHP que já tem website quer promover acções de formação, só ou em colaboração com entidades públicas ou privadas, nacionais e internacionais, criar centros de formação e instituições de ensino, vocacionadas para a defesa, salvaguarda, restauro, reabilitação, gestão e revivificação do património cultural tangível e intangível.

Para os membros fundadores é também importante criar correntes de opinião pública que reforcem a acção colectiva da Associação e estimulem e consolidem o sentido de cidadania das populações, com vista à defesa e salvaguarda do património das Aldeias Históricas.

Entre os outros objectivos da AHP estão; dar pareceres, quando solicitados, a instituições oficiais ou particulares que se ocupem da gestão e salvaguarda do património das aldeias mencionadas e doutras aldeias históricas que vierem a ser consideradas; contribuir para a política integrada de exploração dos recursos patrimoniais numa perspectiva de desenvolvimento integrado e sustentável, considerando também os aspectos socioeconómicos e turísticos; promover a divulgação do património através de programas de rádio, publicações, artigos, comunicados, visitas guiadas, da organização de jornadas, seminários, colóquios e congressos, nacionais e internacionais, bem como de estudos sobre o património cultural arquitectónico e arqueológico e proporcionar, através do estabelecimento de parcerias com entidades nacionais ou internacionais, formação no âmbito da conservação, restauro, gestão e revivificação do património.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:02
link do post | favorito
|

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA – FÁTIMA 2017

O Santuário de Fátima lança concurso para o Hino do Centenário das Aparições.

No âmbito dos projectos desenvolvidos no contexto das comemorações do Centenário das Aparições de Fátima que se iniciam já a partir do próximo ano pastoral de 2010-2011, o Santuário de Fátima lança concurso para a criação de uma composição literária, poética, cujo fim último é ser interpretada em momentos celebrativos, sejam eles litúrgicos ou não.

A entrega das candidaturas deve ser feita até ao dia 21 de Janeiro de 2011. O Santuário de Fátima atribuirá o montante de Euros 1500,00 € (mil e quinhentos euros) à composição escolhida para hino do centenário. O regulamento do concurso é o seguinte:

 

Regulamento do concurso do Hino do Centenário das Aparições de Fátima

Seguindo a secular convicção da Igreja – coincidente, aliás, com a realidade antropológica de tantas culturas – de que a linguagem poética, intrinsecamente aliada à expressão musical, pode manifestar e levar a manifestar o sentimento de alegria de uma especial celebração, o Santuário de Fátima abre um concurso para a criação de uma composição literária, poética, cujo fim último é a de ser cantável em momentos celebrativos (litúrgicos ou não). O concurso para a criação musical será aberto ‘a posteriori’, assim que tenha sido eleita a letra oficial a musicar.

1. Da forma

O hino deve ter estrutura estrófica com refrão.

Nem os versos, nem o número de estrofes são definidos.

Não se coloca imposição de uma métrica de sílabas, mas alerta-se para o facto de o Santuário de Fátima querer que o hino seja musicado, pelo que deve haver regularidade nos esquemas compositivos.

Admite-se que o uso da rima seja considerado, mas não é obrigatório.

A composição será na língua portuguesa. O refrão pode ser escrito na língua portuguesa ou em latim.

2. Do conteúdo

A composição deve ter um conteúdo teológico correcto.

O tema principal é a celebração dos cem anos sobre as Aparições da Virgem Maria, em Fátima, devendo acentuar-se o teor cristológico e trinitário da Mensagem de Fátima e, bem assim, alguns tópicos como o dos Corações de Jesus e de Maria, a Eucaristia, a Penitência, a oração pela conversão dos pecadores, a ligação da Mensagem de Fátima ao Santo Padre e a oração do Rosário pedida por Nossa Senhora para alcançar a Paz no mundo.

3. Dos candidatos e da formalização das candidaturas

Podem participar no concurso autores de qualquer nacionalidade. Cada participante pode concorrer com três trabalhos, fazendo-se identificar com um pseudónimo diferente para cada composição que entregue a concurso, nos termos do estabelecido neste ponto do regulamento.

As candidaturas serão apresentadas em sobrescrito fechado, identificado no exterior com pseudónimo. Dentro do sobrescrito devem incluir-se 6 exemplares do poema, assinados com pseudónimo, e um outro sobrescrito fechado, identificado no exterior com pseudónimo e contendo a identificação do autor (nome, morada e outros contactos).

O Santuário de Fátima receberá as candidaturas apenas através de duas vias: entregues na Reitoria do Santuário durante o horário de expediente ou entregues via correio postal. O Santuário não acusará a recepção das candidaturas. A correspondência deverá ser remetida para a morada seguinte:

Concurso “Hino do Centenário”

Santuário de Nossa Senhora de Fátima

Apartado 31

2496-908 FÁTIMA

4. Do prémio

O Santuário de Fátima atribuirá o montante de Euros 1500,00 € (mil e quinhentos euros) à composição escolhida para hino do centenário.

A composição premiada será objecto de publicação nos órgãos oficiais do Santuário de Fátima.

O Júri reserva-se o direito de não atribuir prémio, caso considere que as candidaturas não tenham qualidade suficiente para serem assumidas como o Hino do Centenário das Aparições de Fátima.

5. Do júri

O júri é constituído por 5 elementos: Virgílio do Nascimento Antunes, Reitor do Santuário (presidente); Vítor Coutinho, Coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima; Maria Helena da Rocha Pereira, Vasco Graça Moura e José Tolentino Mendonça.

Os membros do júri não são admitidos a concurso.

Da decisão do júri não haverá recurso.

6. Dos prazos

A entrega das candidaturas deve ser feita até ao dia 21 de Janeiro de 2010, inclusive, sendo aceites as candidaturas que, após esta data, cheguem ao Santuário com o carimbo dos correios daquele dia.

A deliberação do júri será dada a conhecer até trinta dias depois da data do ‘terminus’ do concurso.

7. Observações

Caso exista necessidade de proceder a alguma adaptação no momento da escrita musical que servirá o hino, o autor do poema será consultado.

O Santuário de Fátima estará disponível para indicar as fontes oficiais acerca da História e Mensagem de Fátima.

Os casos omissos no presente regulamento serão avaliados pela Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 21:01
link do post | favorito
|

Imagem de Nossa Senhora na Capelinha das Aparições

Transmissões em directo a partir da Capelinha das Aparições no endereço www.fatima.pt

Desde 13 de Novembro, dia de peregrinação mensal em que sempre se faz memória da aparição de Nossa Senhora em Fátima, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima passou a estar permanentemente na sua peanha na Capelinha das Aparições. Esta alteração que até ao momento a Imagem era retirada pelas 23h45 e recolocada na peanha pelas 6h, ou por ocasião da primeira celebração no local, pretende sobretudo dar resposta aos muitos pedidos recebidos no Santuário.

Fátima

As mensagens recebidas eram provenientes de internautas que se apresentavam como devotos de Nossa Senhora de Fátima, muitos deles de famílias de emigrantes portugueses, que, noutros locais do mundo, com diferentes fusos horários, nem sempre viam a Imagem de Nossa Senhora por se encontrar recolhida no interior da Capelinha das Aparições.

Apesar do gosto de muitas pessoas, em assistir, em Fátima ou através da página na Internet, à celebração diária da recolha da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, pesou nesta decisão o pedido dos devotos de todo o mundo, para quem era mais difícil encontrar um momento em que pudessem ver a Imagem.

No momento actual, uma média diária de quatro mil visitantes de todo o mundo acede a esta parte das transmissões em directo através da internet. Concretamente em relação ao passado mês de Outubro, este mesmo serviço foi utilizado 131.733 vezes. Um pouco à semelhança daquilo que acontece todos os meses do ano, os dias 12 e 13 registam sempre o maior número de visitantes. No caso, a 12 de Outubro ligaram-se à câmara web 5.300 visitantes. A 13 de Outubro: 8.317. O projecto de transmissão online a partir da Capelinha das Aparições foi iniciado em Janeiro de 2009. Está inserido na página oficial do Santuário de Fátima na Internet www.fatima.pt

O total mensal de utilizadores no Web site em Outubro de 2010 foi de 209.424. No topo dos países que mais acedem a este site destaca-se actualmente Portugal, logo seguido da Itália, Brasil, Polónia, Argentina e França. Outros países, embora menos representados, são o Reino Unido, Estados Unidos, Eslováquia, Alemanha, China e Japão.

Por ocasião da peregrinação do Santo Padre Bento XVI a Fátima, a 12 e 13 de Maio deste ano, o site www.fatima.pt registou 75.156 visitantes. 37.080 cibernautas acompanharam as celebrações através da transmissão em directo através da internet, neste caso com imagens realizadas pela TVI, estação que em Fátima conduziu os trabalhos televisivos, em acordo estabelecido entre todos ao canais portugueses.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 15:49
link do post | favorito
|

“Manual de Sobrevivência para Professores”

ESCOLA PROFISSIONAL DE OURÉM DINAMIZA TERTÚLIA COM JOÃO LÁZARO

Decorreu no passado dia 19 de Novembro uma Tertúlia dedicada ao tema “Manual de sobrevivência para professores”, a qual teve lugar na Escola Profissional de Ourém. João Lázaro, psicólogo clínico, actor, encenador, professor e um amigo muito especial deste estabelecimento de ensino foi o convidado para dar o mote á conversa que reuniu à sua volta numerosos interessados no tema.

Joao lazaro

Trata-se de um debate bastante actual. Como poderão sobreviver os professores numa época em que o seu papel é constantemente colocado em causa por alunos, pais e pela sociedade em geral, para além do próprio Ministério da Educação. Como poderão os professores adaptar-se a este novo paradigma e prepararem-se para enfrentar alunos cada vez mais irreverentes, inconformados com os actuais sistemas de ensino, mais protegidos pelos seus pais, com mais acesso a todo o tipo de informação e muito mais aptos a lidar com as questões dos avanços tecnológicos?

É um desafio… um grande desafio.

Pelo que foi dito ao longo da tertúlia, os professores têm que compreender que os alunos são naturalmente curiosos e criativos e os professores têm que aprender a utilizar em proveito da aprendizagem essas suas características. Muito mais do que meros transmissores de conhecimentos, os professores deverão saber conduzir os seus alunos pelas muitas formas de adquirir conhecimentos que existem hoje disponíveis, das quais a internet é, sem dúvida, o ex-líbris. O aluno deve ser sempre considerado como um todo. O professor deve olhar o aluno não apenas da sua vertente de aprendente, mas sim e sobretudo da sua vertente pessoal, familiar e social. Todos os temas a abordar na sala de aula são importantes. E muitas vezes, abordar temas apenas relacionados com os interesses dos alunos, fugindo aos temas da aula acabam por ser tão ou mais importantes na formação pessoal e cívica do aluno. É preciso saber ouvi-los. É preciso saber discutir ideias com eles. É preciso deixá-los colocar em causa os ensinamentos, as regras sociais, os papéis de todos os actores. É necessário deixá-los ser adolescentes com tudo o que isso implica de complexidade, de irreverência, de procura pelo seu lugar na sociedade.

O papel do professor é aqui fundamental.

Mas como deve ser o professor? Como se deve comportar? O que esperam os alunos dos seus professores?

João Lázaro trouxe-nos uma visão interessante a este respeito. Os alunos querem professores exigentes e rigorosos. Respeitam e apreciam professores que sabem exigir, professores com os quais sentem que aprendem, independentemente de os considerarem ou não “tipos porreiros”.

Ao invés, rejeitam e até ridicularizam aqueles professores que se tentam aproximar deles utilizando o mesmo tipo de linguagem ou o mesmo tipo de comportamento. Não respeitam os professores que se esforçam para serem bem vistos pelos alunos e que colocam em causa o rigor e a aprendizagem. E por fim, marginalizam aqueles que não são coerentes, que dizem uma coisa mas que têm comportamentos contrários, ou que hoje impõem algumas regras, para no dia seguinte as mudarem por completo.

Também aqui o papel dos pais é fundamental e há que saber trazê-los à escola. Há que saber transmitir-lhes a importância de uma boa educação, porque são muitas vezes eles os primeiros a menosprezarem os estudos dos seus filhos e uma educação assente em bases sólidas e diversificadas. E aqui cabe à Escola mudar os seus próprios procedimentos e não chamar à Escola os pais apenas quando os filhos têm problemas comportamentais ou de aprendizagem. Há que dar importância às coisas boas que os filhos são capazes de fazer. Às coisas positivas. Aos trabalhos bem-feitos. Às opiniões pertinentes. Ao envolvimento em actividades da Escola. À defesa de colegas. Às boas notas. E a tantas outras coisas. Porque será que no nosso ensino apenas se dá importância aos aspectos negativos, relegando para segundo plano e até mesmo para o esquecimento tudo o que os alunos alcançam de bom?

Há que conseguir também, e de formas inovadoras, deixando os antigos e pesados métodos de ensino de vez no passado, motivar, envolver os alunos, mostrar-lhes o quanto uma boa base educativa os prepara para enfrentar um futuro que nem sempre é risonho. E aqui há que aproveitar o papel dos Delegados de Turma. Eles podem ser agentes de mudança… de mudança na mentalidade dos colegas, porque normalmente são líderes, não jovens com capacidade de impor as suas ideias junto dos colegas. Normalmente são jovens predispostos a ouvir a Escola e os seus actores e há que saber aproveitar esta predisposição em benefício dos próprios alunos e da sua aprendizagem.

Novos paradigmas se impõem ao Ensino. Paradigmas que tardam a ver implementação nas Escolas portuguesas, mas que urge mudar sob pena de estarmos a educar seguidores e não pessoas aptas, capazes de imporem as suas próprias ideias, pessoas capazes de construir um futuro questionando-o e obrigando-o a evoluir.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 15:09
link do post | favorito
|

2º ENCONTRO NACIONAL DE SINDONOLOGIA

Realizou-se no passado sábado, no auditório do Museu dos Missionários da Consolata, em Fátima, o II Encontro Nacional de Sindonologia dedicado ao estudo do Santo Sudário de Turim. Organizado pelo Centro Português de Sindonologia com o apoio da Fundação para a Pesquisa Religiosa e do Museu da Consolata, o evento começou com uma intervenção do grande perito e apóstolo Português do Santo Sudário, Presidente e Fundador do Centro, Fernando Lagrifa Fernandes, que tem dedicado mais de 30 anos ao estudo e à divulgação da Sagrada Relíquia da Paixão de Cristo.

santo sudario

Lagrifa, que em 2002, foi juntamente com o Prof. Zugibe e  Philip James Kronzer, condecorado pelo Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte de Bragança, com a Ordem de Mérito de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa pelos seus muitos anos de estudo e divulgação do Santo Sudário, realizou, desde a década de 1980, centenas de exposições alusivas ao tema da Mortalha de Cristo, em Portugal e nas Comunidades Portuguesas emigrantes.

Foi Lagrifa Fernandes que depois de falar dos novos dados conhecidos sobre o Sudário e do trabalho de divulgação e exposição de quase quatro décadas, convidou todos os participantes a visitarem a exposição de documentos alusivos ao Santo Sudário com a réplica, em tamanho real, da verdadeira relíquia e a grande colecção de livros sobre o que disse ser “o artefacto histórico mais estudado de todos os tempos”.

A seguir à visita guiada à exposição conduzida pelo Director do Centro de Sindonologia, o médico Antero Moreira, teve lugar a exibição de um novo vídeo documentário da BBC, inédito em Portugal e que revela novos factos sobre a relíquia mais controversa da Igreja reunindo dados históricos e científicos que refutam, de uma vez por todas, os testes de Carbono 014 que dataram a mortalha de linho à época Medieval.

O documentário que já mereceu o elogio do Papa Bento XVI foi produzido por David Rolfe e é da autoria do conhecido perito e pesquisador Inglês Ian Wilson que já antes havia descoberto referências ao Santo Sudário entre o Século 3º e o Século 5º que descrevem o objecto sagrado e as suas características únicas, dobrado e assim camuflado durante séculos como “Véu de Verónica”. Com estas novas provas ficam assim refutados os resultados dos testes de Carbono 014 de 1988 que diziam que o lençol com a imagem frente e verso do corpo de um homem que foi crucificado era uma falsificação da Idade Média.

Depois do almoço oferecido aos participantes pelo Dr. Moreira num restaurante local, foi a vez de Carlos Evaristo da Fundação para a Pesquisa Religiosa falar do trabalho que se tem desenvolvido, desde o último Encontro realizado em Fátima, em Abril de 2002 que trouxe a Portugal, pela primeira vez, o Presidente da Comissão Pontifícia para os Estudos do Santo Sudário, o Prof. Dr. Frederick Zugibe que na altura deu uma palestra com o tema “A morte de Cristo e Barbet revisto”.

Evaristo, na qualidade de Arqueólogo e Perito em Iconografia Sacra Medieval e Relíquias, falou também das práticas funerárias no tempo de Jesus e do seu estudo pessoal do Culto das relíquias na Idade Média que revelou pela primeira vez que grandes secções do Sudário, na zona da bainha em toda a volta e até à zona da imagem, eram sistematicamente removidas, ao longo dos séculos e distribuídas pela Casa de Sabóia, proprietária da Relíquia, a devotos da mesma família. Depois essas mesmas zonas do Sudário eram reparadas e reconstruídas por monjas, utilizando técnicas de bordadura semelhantes mas recorrendo a materiais contemporâneos (medievais) que continham resinas e corantes. Foram aliás dessas áreas contaminadas, referiu, que foram retiradas as amostras para os testes de datação em 1988 e daí o resultado contraditório.

Evaristo falou também de como não se pode confiar piamente no Carbono 014 e explicou o caso do tão falado ossário com a inscrição “Tiago, irmão de Jesus” que foi apresentado no Museu Real do Ontário, em Toronto, no Canadá, onde trabalhou e que se descobriu mais tarde ser obra de um falsificador Israelita, entretanto preso, e que usou técnicas e materiais contemporâneos de Cristo para enganar toda a comunidade científica.

 “O Santo Sudário e os Cristãos” foi depois o tema da palestra de João Paulo Sacadura, conhecido jornalista da TVI e um apaixonado pelo tema do Santo Sudário que relatou várias experiências dos mais de 30 anos de discursos sobre o tema e falou também da peregrinação recente que realizou a Turim para contemplar, pela primeira vez, a Sagrada Relíquia durante a breve Ostentação autorizada pelo Santo Padre no passado mês de Maio. Sacadura falou também das palestras sobre o tema do Santo Sudário e como estas marcam as pessoas, partilhando vários testemunhos de fiéis com quem falou e dando depois o seu próprio testemunho de Fé.

“O Santo Sudário e a Catequese de Hoje” foi um tema apresentado por Maria Glória Barroso, catequista de Ramalde, no Porto, que recorreu a um programa powerpoint para explicar como a venerada relíquia contendo o rosto do Cristo sofredor e as marcas da sua paixão pode ser utilizado como um instrumento de uma nova evangelização e catequese. A Catequista partilhou também fotos da peregrinação a Turim organizada pelo Centro e vários testemunhos lá recolhidos.

Na sua palestra “O Sudário de Turim e o Século XXI”, Antero Moreira, membro da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, relatou com grande perícia todos os aspectos científicos a considerar no Santo Sudário e resumiu, de forma inteligente, as diversas teorias e intervenções científicas na Sagrada Relíquia desde o Século XIX. Falou ainda dos milhares de websites que existem sobre o tema e da importância da documentação disponível na Internet.

O II Encontro sobre o Santo Sudário terminou, já muito depois da hora prevista, dado o interesse manifestado pelos vários devotos presentes, (religiosos, leigos e cientistas) que debateram as várias conclusões tiradas durante o Fórum de Discussão que teve lugar antes do encerramento.

Para breve ficou anunciado a abertura, em Fátima, do Centro de Sindonologia e do estudo das Relíquias da Paixão de Cristo que é parte integrante da Fundação para a Pesquisa Religiosa e que conta com um Centro de Pesquisa, uma Lipsonateca (Exposição de uma Colecção de Relíquias) e o Arquivo Documental onde ficou depositada uma vasta biblioteca Sindonológica e documentação do acervo do Engº Fernando Lagrifa Fernandes, material esse que segundo Carlos Evaristo, vai ser catalogada e inventariada pois constitui uma fonte preciosa de informação para o estudo do tema em Portugal.

Para Carlos Evaristo a realização do II encontro, no Auditório Beato José Alamano, em Fátima, tem um especial significado dado a obra da Consolata ter tido início em Turim e de lá ser natural o fundador dos Missionários que foi aluno de outro filho de Turim, São João Bosco.

Para a Semana Santa do Ano 2011 ficou a promessa de um novo encontro com uma Conferência Internacional e uma Exposição.

santo sudario

Um aspecto da visita à Exposição e Réplica do Santo Sudário.

Lagrifa Fernandes junto à sua colecção de Livros e Documentos

santo sudario

Lagrifa Fernandes e Antero Moreira

santo sudario

Lagrifa Fernandes apresenta João Paulo Sacadura

santo sudario

A apresentação feita por Maria Glória Barroso

João Paulo Sacadura, Jornalista da TVI, atento aos oradores.

Carlos Evaristo e Antero Moreira

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 14:02
link do post | favorito
|

Campeonato Mundial de Culinária

ANTIGO ALUNO DA ESCOLA DE HOTELARIA DE FÁTIMA SELECCIONADO PARA REPRESENTAR PORTUGAL

Samuel Mota, antigo aluno do Curso de Cozinha-Pastelaria da Escola de Hotelaria de Fátima, foi seleccionado entre largas centenas de candidatos para integrar a equipa de trinta elementos que vai representar Portugal no Campeonato Mundial de Culinária, no Luxemburgo. Trata-se de um evento realizado no âmbito do Salão de Gastronomia do Luxemburgo e que vai reunir mais de um milhar de cozinheiros de todo o mundo.

samuel mota

Samuel Mota tem dezanove anos e é cozinheiro profissional. Nasceu em Porto-de-Mós e orgulha-se de ter estudado na Escola de Hotelaria de Fátima, orgulho este que é correspondido por este estabelecimento de ensino ao ver um dos seus antigos alunos de integrar a jovem equipa portuguesa que vai representar Portugal em tão importante certame a nível de gastronomia.

Esta aventura teve o seu início quando o Chefe António Marques da Cruz, seu professor de Serviços de Cozinha na Escola de Hotelaria de Fátima, lembrou a turma de que fazia parte que a conhecida revista “InterMagazine, Gastronomia e Restauração” procurava novos talentos para integrar uma equipa com vista a participar no referido campeonato. A iniciativa e o gosto pela arte da culinária despertaram-lhe de imediato a curiosidade e Samuel iniciou então uma nova etapa, submetendo-se a provas intensas, provas surpresa, a um júri extremamente crítico. E, com trabalho muito árduo e um certo nervosismo á mistura, o seu empenho e talento resultou na sua selecção para integrar uma equipa de trinta cozinheiros que vão representar o nosso país.

A prova teve início dia 21 de Novembro. Quanto aos treinos, esses começaram há meses. Samuel, integrado na jovem equipa portuguesa, teve de conciliar as obrigações profissionais, dado que é Responsável de Bancada no Hotel Altis Belém, com um esquema de treinos intensivos no Restaurante da Associação de Cozinheiros Profissionais Portugueses, em Lisboa, onde assim como os outros colegas, repetiu os pratos a concurso até à exaustão.

Preparou-se para este novo desafio, o de criar e confeccionar com todo o perfeccionismo os pratos que incluem, para além de “finger food”, um buffet com várias sopas, pratos principais e sobremesas. Para além disso, a “nossa selecção” vai ainda servir um menu quente completo para 60 pessoas e presentear o júri com um centro de mesa constituído por um Galo de Barcelos em chocolate com 60 cm de altura.

Cada vez mais competitiva, a arte de cozinhar reunirá, de 21 a 24 de Novembro, ao Salão de Gastronomia de Luxemburgo mais de 1000 cozinheiros de todo o mundo, competindo em várias categorias e avaliados por 58 Chefs de renome Internacional. Samuel Mota espera que a equipa esteja entre as vencedoras e nós fazemos força positiva para que assim seja!

Quanto ao futuro, novas propostas parecem surgir no horizonte, mas ainda é cedo para levantar o pano… Agora, há um Campeonato Mundial a disputar e a atenção do jovem Samuel está concentrada nos objectivos comuns da equipa: Obter uma medalha que dignifique o país e a sua equipa. Concentração e talento são as palavras de ordem!

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 13:28
link do post | favorito
|

Em defesa do património cultural!

moinhos

Actualmente, quando uma unidade industrial deixa de funcionar porque a sua actividade deixou de ser viável, ela é geralmente convertida em centro de formação profissional ou em núcleo museológico a integrar um conjunto patrimonial mais vasto. Antigos moinhos, azenhas, lagares e outros equipamentos são normalmente reconvertidos em eco-museus que passam a funcionar com objectivos pedagógicos ao mesmo tempo que asseguram a preservação de um património identitário que evoca usos e costumes das gentes locais.

Esse património pode muitas vezes ser preservado por entidades com preocupações de natureza cultural como sucede com os agrupamentos folclóricos. Um desses exemplos localiza-se na freguesia do Olival onde o grupo folclórico mantém um espaço museológico instalado numa antiga azenha.

No Concelho de Ourém, existem moinhos e azenhas que ameaçam ruína. Em numerosos casos já lhes foi retirado o respectivo engenho, apenas restando a torre e, na maioria das vezes, sem velas nem mastros.

A valorização do património cultural não é incompatível com o progresso local. Pelo contrário, o desenvolvimento só fará verdadeiro sentido se não esquecermos a nossa identidade, condição indispensável para construirmos uma sociedade humanizada e à nossa dimensão.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 05:00
link do post | favorito
|

Portugueses de Malaca... há 500 anos!

Em 2011, passam precisamente 500 anos desde a chegada dos portugueses a Malaca.

portugueses de Malaca

Desde que, nos começos do século XVI, Afonso de Albuquerque zarpou de Goa rumo a Malaca para se apossar daquele ponto então considerado estratégico para o controlo do comércio no Oriente que se fazia por via marítima, ali se constituiu uma pequena comunidade que resultou da miscigenação de portugueses, malaios e goeses de ascendência indo-portuguesa. Exprimem-se em papiá kristáng que constitui um crioulo de base portuguesa resultante da mistura do malaio, já de si com influências chinesas. Constituem uma comunidade kristáng ou seja, de fé cristã, a religião praticada pelos portugueses dos quais descendem.
Cinco séculos decorridos, eis que aquela comunidade, conhecida como Portugueses de Malaca, preserva orgulhosamente as suas raízes ancestrais.
Com o apoio do Instituto Camões, a Drª Cátia Candeias encontra-se em Malaca, mais precisamente no Bairro Português de Malaca, a coordenar e desenvolver o Projecto "Povos Cruzados - Futuros Possíveis"  que tem como objectivo "aprofundar e renovar os laços culturais que unem a comunidade luso-descendente de Malaca à cultura portuguesa". Conforme refere no seu site, "o Património deixado por Portugal foi uma das razões pelas quais Malaca foi classificada como Património da Humanidade".
Natural de Torres Vedras, a Drª Cátia Candeias é uma das fundadoras da Associação Cultural Korsang Di Malaca, entidade que vem promovendo relações de intercâmbio com diversos municípios e outras entidades portuguesas.
Estreitar os laços culturais que nos unem aos Portugueses de Malaca, descendentes dos nossos antepassados comuns, contribuindo para que Portugal continue a viver eternamente nos seus corações, poderá constituir a melhor forma de assinlar os 500 anos da chegada dos portugueses a Malaca onde deixaram as suas marcas que a levaram a ser reconhecida como Património Mundial pela UNESCO. Mas, ainda mais importante, ali deixaram um povo que jamais esqueceu as suas origens portuguesas!
portugueses de Malaca
Fotos:
Bairro Português de Malaca. Projecto Povos Cruzados - Futuros Possíveis
Jornal Papia Português
Bairro Português de Malaca


publicado por Carlos Gomes às 00:01
link do post | favorito
|

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
INDONÉSIA DANÇA EM OURÉM

O grupo tradicional, Ria Agung Nusantara, apresentou em Ourém diversas músicas e danças da Indonésia, com especial incidência para a região do norte da ilha da Sumatra. O espectáculo teve lugar no passado dia 20 de Novembro, no Cine-Teatro municipal de Ourém, perante uma assistência de mais de três centenas de espectadores.

indonesia

Tratou-se de uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Ourém e da Embaixada da Indonésia em Portugal, inserida numa política de internacionalização que o executivo camarário está a realizar em relação ao nosso Concelho.

A abrir o espectáculo, o Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, explicou a importância da ligação de Portugal em relação à Indonésia, referindo que “temos um conjunto de afinidades, entre as quais a língua”, endereçando aos presentes o desejo de que “possamos cada vez mais ser colocados no mapa da mediatização internacional”.

Por seu turno, o Dr. Albert Matondang, Embaixador da Indonésia, salientou a importância destas “trocas culturais, que podem tornar estes dois países mais próximos”.

De referir que foram os portugueses os primeiros europeus a chegar às ilhas que actualmente constituem a Indonésia e, mesmo após os ataques desferidos pelos holandeses às possessões portuguesas aquando do domínio filipino, a presença portuguesa permaneceu nas ilhas de Solor, Flores e na banda ocidental de Timor. Dessa presença resultaram inúmeros vestígios históricos e culturais que subsistem, nomeadamente os cerca de dois mil vocábulos assimilados pelo bahasa indonésio, a onomástica, diversos instrumentos musicais como o keroncong que constitui uma espécie de cavaquinho e, sobretudo, a fé cristã que permanece viva em mais de dez milhões de indonésios com o mesmo fervor que é vivido entre os seus vizinhos timorenses.

indonesia

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 16:00
link do post | favorito
|

Actividades culturais em Ourém

Ainda durante esta semana...

Exposição: Regicídio: Iconographia do Attentado

Data: Até 30 de Novembro

Horário: de segunda a sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 9:30h às 13h

Local: Biblioteca Municipal de Ourém

Organização: Município de Ourém

 

Fora da Estante…Sophia de Mello Breyner Andresen

Data: Até 30 de Novembro

Horário: de segunda a sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 9:30h às 13h

Local: Biblioteca Municipal de Ourém

Organização: Município de Ourém

 

Teatro CENOUREM

25 e 26 de Novembro

Peça de teatro “O Gato”, pelo Grupo de Teatro Apollo.

 

Seminário “Comunicação e Networking Autárquico”

Reflectir as novas oportunidades e desafios da Comunicação Autárquica.

Debater a importância da partilha de informação e do trabalho em rede.

Inscrição Gratuita obrigatória.

Data: 23 de Novembro

Hora: 10h00

Local: Salão Nobre do Centro de Negócios de Ourém

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 10:30
link do post | favorito
|

INE PROCURA DELEGADOS MUNICIPAIS E RECENSEADORES

censos 2011

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende admitir delegados municipais com vista à realização do CENSOS 2011. Para o efeito, oferece um Contrato de Prestação de Serviços durante o período de Janeiro a Junho de 2011 e formação adequada ao exercício das funções. Como requisitos, exige habilitações académicas preferencialmente ao nível da licenciatura, idade superior a 25 anos, disponibilidade a tempo completo, incluindo em fim-de-semana sempre que necessário, conhecimentos de informática na óptica do utilizador, capacidade de coordenação, de comunicação e de motivação de equipas de trabalho, qualidades de rigor, método e facilidade de adaptação a contextos diversificados, bons conhecimentos da realidade local da zona geográfica para a qual se candidata e usufruir de transporte próprio.

Cumpre aos delegados municipais coordenar a actividade censitária no município que lhe foi atribuído, colaborar no Recrutamento, Selecção e Formação dos elementos que compõem a restante estrutura de coordenação concelhia, assegurar a sua formação e proporcionar-lhes a assistência técnica necessária, acompanhar a execução da operação censos 2011 e supervisionar os trabalhos de campo na sua área de intervenção, de acordo como os procedimentos estabelecidos, executar os procedimentos administrativos associados à contratação e gestão dos colaboradores e à realização da operação no terreno, de acordo como os procedimentos estabelecidos. 

Os interessados deverão apresentar a sua candidatura até ao próximo dia 15 de Dezembro através do preenchimento do formulário electrónico disponível em http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_candidatura

Entretanto, em Janeiro abrem as candidaturas para recenseadores.

Os Censos constituem a maior operação estatística que o Instituto Nacional de Estatística realiza em cada década. No próximo mês de Março vão realizar-se o XV Recenseamento da População e V Recenseamento da Habitação. Com esta operação, pretende-se saber quantos cidadãos e famílias vivem em território nacional e quantos são os alojamentos e edifícios destinados à habitação.

A recolha dos dados estatísticos processa-se através preenchimento de questionários, em suporte de papel ou através da Internet.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 09:55
link do post | favorito
|

"O Delfim" - um filme rodado em Ourém

cartaz

A Quinta da Alcaidaria-Mór, no Concelho de Ourém, serviu de cenário às filmagens de "O Delfim", um filme realizado pelo cineasta Fernando Lopes e no qual participaram, entre outros, os conhecidos actores Rogério Samora e Alexandra Lencastre.
O Filme é baseado no romance homónimo de José Cardoso Pires e narra os enigmas de um crime envolto em mistério, ocorrido nos finais dos anos sessenta, no qual aparecem assassinados o criado e a mulher de um abastado proprietário rural.
Fernando Lopes, o realizador, nasceu em Maçãs de Dona Maria, no Concelho de Alvaiázere e passou a sua infância em Vila Nova de Ourém entregue aos cuidados de uma tia. Aos dez anos rumou a Lisboa e veio a tornar-se num conceituado realizador de cinema.
livro

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 05:00
link do post | favorito
|

Domingo, 21 de Novembro de 2010
JOVENS VÃO PLANTAR PORTUGAL

Reflorestação do Agroal pelos alunos das escolas básicas do concelho de Ourém.

Exibição de filme sobre a Fauna e Flora do Agroal.

Data: 22 e 23 de Novembro

Hora: todo o dia

Local: Agroal

Plantar Portugal

PROGRAMA

22 de Novembro

9h30 – Recepção aos alunos da EB1 de Coroados, Seiça, Sandoeira e S. Jorge.

- Início de diversas actividades com as crianças

(visualização de um filme sobre a Fauna e a Flora do Agroal, jogos, passeio à piscina e plantação de uma árvore)

11h30 – Saída das crianças

14h30 – Recepção aos alunos da EB1 de Alburitel

- Início de diversas actividades com as crianças

(visualização de um filme sobre a Fauna e a Flora do Agroal, jogos, passeio à piscina e plantação de uma árvore)

16 h – Saída das crianças

 

23 de Novembro

9h30 – Recepção aos alunos da EB1 de Rio de Couros, Vale Travesso e Freixianda.

- Início de diversas actividades com as crianças

(visualização de um filme sobre a Fauna e a Flora do Agroal, jogos, passeio à piscina e plantação de uma árvore)

11h30 – Assinatura de Protocolo com a Quercus

(Permanecem as crianças da EB1 de Vale Travesso)

- Saída das crianças

14h30 – Recepção aos alunos da EB1 de Bairro

- Início de diversas actividades com as crianças

(visualização de um filme sobre a Fauna e a Flora do Agroal, jogos, passeio à piscina e plantação de uma árvore)

16 h – Saída das crianças

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 14:33
link do post | favorito
|

CONCURSO NACIONAL DE MÚSICA' 2010

Realizou-se durante este fim-de-semana, mais uma edição do Concurso Nacional de Música’2010 no qual foi apurado para a final a Academia de Música da Banda de Ourém. Trata-se de uma iniciativa do INATEL que conta com o apoio da Câmara Municipal de Beja. A sua realização teve lugar no Cine-Teatro Municipal Pax Julia, naquela cidade e insere-se na acção cultural desenvolvida pelo INATEL. De acordo com a organização, esta iniciativa “tem por objectivo a criação e produção de espectáculos inovadores” e visa “promover o associativismo e apresentar o trabalho desenvolvido pelos grupos de música seus beneficiários colectivos”.

Banda

O Concurso Nacional de Música está dividido em três vertentes, concretamente Banda Filarmónica Orquestras de Sopros e outras congéneres, Coro e Outras Formações Musicais.

Para a final foram seleccionados os seguintes grupos:

 

VERTENTE BANDAS E ORQUESTRAS

Sul - Beja - Sociedade Musical Instrução Recreio Aljustrelense

Lisboa e Vale Tejo - Santarém - Academia de Música Banda de Ourém

Centro - Guarda - Associação Juventude Activa da Castanheira

Norte - Viana do Castelo - Associação Desportiva Cultural e Social Subportela

 

VERTENTE COROS

Madeira - Funchal - Casa do Povo de S. Roque Faial - Grupo Coral

Lisboa e Vale Tejo - Lisboa - Clube Portugal Telecom

Centro - Coimbra - Sociedade Instrução Tavarede

Norte - Porto - Associação de Cultura Musical de Lousada

 

VERTENTE OUTRAS FORMAÇÕES MUSICAIS

Madeira - Funchal - Casa do Povo de S. Roque Faial – Tunacedros

Sul - Faro - Associação das Comunidades de Tunes

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 10:43
link do post | favorito
|

Fernando Mangas Catarino: um biólogo oureense (IV)

Quantos professores nos marcam ao longo de uma vida? Poucos, muito poucos. Mas há alguns que não esquecemos, nunca. [...] Da passagem pela faculdade, onde já cheguei tarde depois de um atribulado e kafkiano percurso para desistir do curso de Medicina e abraçar o de Biologia, ficou-me, entre muitos, a recordação de um professor. Das suas aulas. Das vezes que com ele saí para o campo. E da cumplicidade que nos permitiu voltar a trabalhar juntos mais tarde, já eu era jornalista a tempo inteiro e ele apresentador de televisão por uns dias.

Para mim, não foi apenas um professor. Foi, talvez, "o" professor. O que era capaz de manter em silêncio, como que hipnotizada pelas suas palavras, a assembleia de alunos que enchia o velho anfiteatro de Botânica da Faculdade, nas instalações meio ardidas, meio recuperadas, da Rua da Escola Politécnica. O que nos apresentava a taxonomia levando-nos pelos caminhos da ecologia - ainda hoje guardo, em lugar de honra da biblioteca, o compêndio que seguia, "Botany: An Ecological Approach" - e fazendo-nos ver como e porquê as espécies tinham evoluído. O que nos levava ao Jardim Botânico, mostrando-nos o segredo de cada planta, revelando o mistério de cada árvore, entusiasmando-se em cada aula como se fosse a primeira que dava na vida, transmitindo-nos o calor com que vivia cada descoberta - e por mais de mil vezes que percorresse o secular jardim, havia sempre algo de novo que ele descobria, algo que não estava lá na véspera, algo que quase o distraía do que estava ali a fazer, à frente de um bando de alunos com um bloco na mão

Mais tarde, quando o voltei a ter como professor em anos adiantados do curso, foi a Arrábida que nos levou a conhecer como poucos conhecem. Fora das estradas. Pelo meio das matas onde tínhamos de abrir caminho para seguir as regras do trabalho prático. Na sombra acolhedora, cativante, misteriosa, da Mata Coberta. Ou trepando pela "cascalheira", ele sempre à frente, impondo um ritmo que poucos eram capazes de seguir. Essa energia contagiante, ao mesmo tempo física e intelectual, a capacidade de comunicar, de encontrar o exemplo certo para explicar o fenómeno mais complexo, de partilhar com os alunos o seu entusiasmo, de impor uma disciplina serena a par com uma exigência firme, tudo isso faz de Fernando Mangas Catarino, o Catarino para os alunos, o Mangas, para os amigos, o paradigma do professor.

A lei impõe que se jubile, mas a última vez que estive com ele percebi como se mantêm intactas todas as suas qualidades. Não sei, nem lhe perguntei, se gostaria de continuar. Mas sei - sei mesmo - que ao deixar de dar aulas deixa a Universidade de Lisboa, todas as Universidades, mais pobres. Porque são raros os grandes professores. Como ele sempre foi.

 

JOSÉ MANUEL FERNANDES, in Jornal Público Domingo, 10 de Novembro de 2002

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

Sábado, 20 de Novembro de 2010
Música tradicional indonésia em Ourém

Realiza-se hoje...

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 11:11
link do post | favorito
|

Contos da Biodiversidade na Biblioteca Municipal

Realiza-se hoje...

Literatura

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 10:10
link do post | favorito
|

Myrtus vulgo murta ou bucho

murta

Da família Buxus sempervirens L., a murta surge espontaneamente nos matos e campos da região centro do país, sendo no Minho cultivado nos quinteiros, jardins e até nos cemitérios. Com bastante grau de toxidade, era outrora bastante utilizado como remédio contra a calvície o que, como se compreende, não obtereria grandes resultados neste domínio. Existe, porém, umenorme diversidade de espécies, sendo as mesmas
Desde a mais remota antiguidade, a murta era utilizada em rituais solenes e cerimónias religiosas e para as grinaldas com que as noivas se adornavam, havendo inclusive registos de tais praticas no Antigo Testamento. De resto, a mirra que não é mais do que a madeira da murta era utilizada como incenso na Grécia Antiga e constituiu uma das oferendas dos Reis Magos ao Menino Jesus.
Utilizada como planta ornamental, a murta tem numerosas aplicações na medicina tradicional e, da destilação das suas folhas produz-se um cosmético e também se faz um licor digestivo - o mirto - muito popular na Córsega e na Sardenha.  

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:48
link do post | favorito
|

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
Outeiro das Matas realiza hoje Café Concerto

cafe concerto

A Associação de Cultura e Recreio de Outeiro das Matas (A.C.R.O.M.) leva a efeito hoje, dia 19 de Novembro, pelas 21 horas, um Café Concerto a ter lugar nas Instalações da Associação.

Em palco vão estar cerca de 25 jovens da região, entre músicos e vocalistas, todos eles ligados ao mundo da música. Estarão ainda representados elementos das quatro bandas musicais existentes em Ourém.

Para além de se tratar de um momento de reunião dos jovens músicos da nossa região, esta iniciativa destina-se ainda a ajudar a Associação de Outeiro das Matas através da angariação de fundos com vista à remodelação das instalações do bar da associação.

Durante o espectáculo funcionará o serviço de bar e petiscos.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 15:50
link do post | favorito
|

Agenda de Eventos – Novembro / Dezembro

Exposição: Regicídio: Iconographia do Attentado

Data: Até 30 de Novembro

Horário: de segunda a sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 9:30h às 13h

Local: Biblioteca Municipal de Ourém

Organização: Município de Ourém

 

Fora da Estante…Sophia de Mello Breyner Andresen

Data: Até 30 de Novembro

Horário: de segunda a sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 9:30h às 13h

Local: Biblioteca Municipal de Ourém

Organização: Município de Ourém

 

  

cenourem

Cenourém- 2ª Temporada

Local: Cine-Teatro Municipal de Ourém

Hora: 21h30

Os bilhetes podem ser adquiridos nas respectivas associações que participam ou no próprio dia do espectáculo.

Organização: Câmara Municipal de Ourém e Grupos de Teatro

18 de 19 de Novembro

Peça de teatro “ O Caso da Rua ao Lado”, pela Associação Desportiva, Recreativa e Cultural Vasco da Gama

25 e 26 de Novembro

Peça de teatro “O Gato”, pelo Grupo de Teatro Apollo.

2 e 3 de Dezembro

Peça de Teatro “Casado à Força” pelo Grupo Cultural e Desportivo de Seiça

 

Espectáculo de Dança e Música pelo grupo cultural ‘Ria Agung Nusantara’ da Indonésia

Data: 20 de Novembro

Local: Cine-Teatro Municipal de Ourém

Hora: 21h00

 

  

Contributos

(Con)Tributos – “Contos da Biodiversidade”

Data: 20 de Novembro

Hora: 17h00

Local: Biblioteca Municipal de Ourém

Convidados – Alexandrina Pipa, Gabriel Lagarto e Margarida Costa

Tema – “Contos da Biodiversidade”

Organização: Câmara Municipal de Ourém

 

Plantar Portugal

 

Plantar Portugal

Reflorestação do Agroal pelos alunos das escolas básicas do concelho de Ourém.

Exibição de filme sobre a Fauna e Flora do Agroal.

Data: 22 e 23 de Novembro

Hora: todo o dia

Local: Agroal

 

seminário 

Seminário “Comunicação e Networking Autárquico”

Reflectir as novas oportunidades e desafios da Comunicação Autárquica.

Debater a importância da partilha de informação e do trabalho em rede.

Inscrição Gratuita obrigatória.

Data: 23 de Novembro

Hora: 10h00

Local: Salão Nobre do Centro de Negócios de Ourém

 

Etnobotânica

Jornadas de Etnobotânica e Biodiversidade

Data: 27 e 28 de Novembro

Local: Auditório da Câmara Municipal de Ourém

Inscrições em www.cm-ourem.pt

Organização: Município de Ourém

 

XVIII Passeio de BTT- Rota da Pedra

Data: 28 de Novembro

Hora: 8h30

Local: Sede da Bestomontanha-Besteiros

Dificuldade: Média

Distância: 30/60km

Organização: Bestomontanha

Informações: dariofalmeida106@hotmail.com

Contacto: Daniel Raimundo 914153892

 

Acontece no Museu

“À conversa com António Rodrigues Baptista e Sérgio Ribeiro sobre Francisco Vieira Figueiredo, um ilustre cidadão do Zambujal

Data: 03 de Dezembro

Hora: 21h30

Local: Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador

Entradas Gratuitas

 

Exposição de Fotografia “Sensibilidades”

Com a participação de 25 fotógrafos e fotojornalistas do distrito de Leiria do projecto “Sensibilidades 25”.

Conta ainda com a participação dos fotógrafos oureenses, Nuno Abreu, Pedro Gonçalves e Paulo Vaz Henriques

Data: 04 de Dezembro a 02 de Janeiro de 2011

Local: Paços do Concelho de Ourém

Entradas Gratuitas

 

Informação cedida pela Câmara Municipal de Ourém.

Eventuais alterações nas actividades são da responsabilidade dos promotores.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 13:00
link do post | favorito
|

Fernando Mangas Catarino: um biólogo oureense (III)

biologo

Por tudo o que tem feito pela Biologia em Portugal, mais precisamente pela Botânica e Fisiologia Vegetal, foi uma das personalidades escolhidas para integrar a lista de figuras portuguesas do programa de entretenimento da RTP1 "Os Grandes Portugueses".

Fernando Pereira Mangas Catarino nasceu em Vila Nova de Ourém no dia 9 de Novembro de 1932. Aos 14 anos completa o curso comercial. Nos anos seguintes faz o curso industrial de carpinteiro, revelando-se porém um péssimo artesão. Após terminar o liceu ingressa na FCUL em 1952, terminando o curso em 1958, devido a uma interrupção para cumprir o serviço militar obrigatório. O doutoramento em Biologia é obtido em 1969.

Após 50 anos de docência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi jubilado em 2002.

A vida deste grande biólogo funde-se com a Biologia da 2.ª metade do século XX e do início do século XXI. Segundo o próprio Fernando Catarino, o que tem de mais interessante é, desde que se lembra, "ter sido marcado por uma enorme curiosidade pelo saber, um enorme gozo em perceber as coisas". Além da sua imensa actividade como professor e autor, foi director do Museu e Jardim Botânico da Universidade de Ciências ao longo de 20 anos. Foi um mestre na arte de ensinar. Muitos ex alunos e amigos apontam-no como um marco e uma referência nas suas vidas.

in http://aoalcancedavida.blogspot.com/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
CONGRESSO NACIONAL DE FOLCLORE EM AVEIRO

A Federação do Folclore Português leva a efeito, nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro, o Congresso Nacional de Folclore, aberto a todos os interessados que nele queiram participar, devendo para o efeito inscreverem-se através do preenchimento da respectiva ficha de inscrição. A iniciativa tem lugar no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, com o programa que junto se divulga.

folclore

PROGRAMA

4 DE DEZEMBRO DE 2010

08.00 Horas – Abertura do Secretariado

09.30 Horas – Sessão Solene de Abertura

10.00 Horas1º PAINEL

INFLUÊNCIAS PALACIANAS E DA BURGUESIA NO FOLCLORE

Coordenador – Dr. António Gabriel

“NA MÚSICA E NA DANÇA”

- Padre António Morais

“NO TRAJO”

Inspector António Lopes Pires

“MORAL, VALORES E COMPORTAMENTOS “

- Dr. Aurélio Lopes

11.30 Horas – Pausa para Café

12.00 Horas – Debate

13.00 Horas – Pausa para o Almoço

15.00 Horas2º PAINEL

MAIS FOLCLORE PARA ALÉM DAS DANÇAS

Coordenador – Eng.º Manuel Farias

“LENDAS, CURAS E BENZEDURAS”

José Travaços Santos

“O CANTO RELIGIOSO NOS MISTÉRIOS DA PÁSCOA EM IDANHA”

- Dr. António Catana

“BRINCADEIRAS, JOGOS E DIVERSÕES”

- Paulo Jerónimo

16.30 Horas – Pausa para Café

17.00 Horas – Debate

18.00 Horas – Encerramento dos Trabalhos do 1º Dia.

 

5 DE DEZEMBRO DE 2010

08.30 Horas – Abertura do Secretariado

09.30 Horas3º PAINEL

RELAÇÕES INTERPESSOAIS – MOTIVAÇÃO E LIDERANÇA

MESA REDONDA COM INTERVENÇÕES

- Dr. Álvaro Santos

- Dr. António Pintado

- Dr. André Domingues

- Dra. Helena Paz dos Reis

11.00 Horas – Pausa para o Café

11.30 Horas – Debate

12.15 Horas – Leitura e Aprovação das Conclusões

12.30 Horas – Sessão Solene de Encerramento.

folclore

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 19:34
link do post | favorito
|

OURÉM REALIZA CONCURSO DE MONTRAS DE NATAL

Montra de Natal

Foto: http://pedevideira.blogspot.com/

 

A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade organiza de 15 de Novembro a 14 de Janeiro a 2ª Edição do Concurso de Montras de Natal da Cidade de Ourém.

Com o objectivo de dinamizar e enriquecer o comércio tradicional, esta iniciativa procura torná-lo ainda mais atraente e apelativo.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 11:57
link do post | favorito
|

ACISO PROMOVE COMÉRCIO TRADICIONAL

Natal2010

A Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO) leva a efeito conjuntamente com as Juntas de Freguesia de Fátima e Nossa Senhora da Piedade de mais um Sorteio de Natal. Esta iniciativa tem em vista a promoção do comércio tradicional do Concelho de Ourém aproveitando a quadra natalícia.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 11:40
link do post | favorito
|

TURISMO DE LISBOA PROMOVE FÁTIMA

Dr Vitor Costa

O Director-geral do Turismo de Lisboa, Dr. Vítor Costa, desloca-se no próximo dia 23 de Novembro a Fátima a fim de estar presente na Conferência que vai ter lugar no Hotel “Anjo de Portugal” subordinada ao tema “Fátima: Marca Indissociável da Estratégia de Promoção Turística da Região de Lisboa”.

O Evento é promovido pela ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima e tem início marcado para as 19h30.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 11:22
link do post | favorito
|

Ourém e a Imprensa Regional

Voz de Ourém

O advento do liberalismo trouxe consigo a liberdade de imprensa de que resultou a multiplicação de publicações periódicas. Na realidade, tratava-se de um meio da burguesia veicular as suas ideias, utilizando os jornais como um instrumento de propaganda. Desde então, multiplicaram-se os títulos de imprensa e, um pouco por todo o país, surgiram órgãos de imprensa que alegadamente defendiam os interesses locais, frequentemente associados a estruturas políticas e até a lojas maçónicas. Assim surgiu a chamada “imprensa regional” – designação pouco própria na medida em que também a que se publica nos principais centros urbanos raramente adquire uma verdadeira expansão nacional.

Durante muitas décadas, a estrutura de recolha de informação dos chamados “jornais regionais” baseava-se numa rede de correspondentes locais, método aliás que copiava a forma de organização do famigerado “O Século”, de Magalhães Lima, aproveitando a estrutura regional do Partido Republicano e do Grande Oriente Lusitano do qual era, aliás, o Grão-Mestre.

Com o estabelecimento do Estado Novo, a Imprensa Regional adaptou-se aos novos condicionalismos e passou a colaborar de forma mais activa com o novo poder e, nomeadamente, as autoridades locais. As suas reclamações e exigências raramente iam além dos melhoramentos locais ou de alguma obra de beneficência ou solidariedade. Os meios limitados de financiamento associados a uma certa atitude conservadora impossibilitaram durante muito tempo a renovação dos processos de impressão e a sua melhoria gráfica. Porém, os jornais regionais constituíram sempre um meio privilegiado de ligação com as comunidades de emigrantes e, de um modo geral, com todos aqueles que se ausentaram da terra natal para partirem nomeadamente para Lisboa ou para os antigos territórios ultramarinos.

Também a Igreja Católica passou a utilizar a Imprensa Regional para difundir os seus valores, criando numerosos títulos de imprensa, muitos dos quais sob a forma de boletins paroquiais.

Nas últimas décadas e, sobretudo, desde o aparecimento da tecnologia digital, os jornais regionais melhoraram substancialmente o seu aspecto gráfico, embora em muitos casos a preocupação do chamado layout tenha resultado em detrimento dos conteúdos. Trata-se, aliás, de um problema que neste momento atinge toda a imprensa de uma maneira geral, no convencimento de que a qualidade do grafismo é suficiente para vender papel.

A Imprensa regional reflecte em grande medida a própria região em que se encontra inserida. Ela é um mostruário das actividades económicas locais, da dinâmica associativa, da participação dos cidadãos e da forma de gerir os problemas. No Concelho de Ourém, a quantidade de títulos existentes e a sua implantação reflectem uma certa dispersão geográfica dos principais pólos de desenvolvimento. Da mesma forma como é notório o destaque que é dado às iniciativas de âmbito desportivo nos principais jornais do Concelho de Ourém em detrimento, de certa forma, em relação à divulgação dos eventos culturais. De resto, não contemplam no seu ordenamento editorial uma “secção cultural”, pese embora e paradoxalmente a quantidade abundante de iniciativas de âmbito cultural que aqui decorrem.

Até aqui, sempre que nos referimos a Imprensa regional associamos de imediato ao jornal em suporte de papel a que sempre nos habituámos a receber por envio de correspondência, exibindo na maior parte das vezes ao lado do cabeçalho uma imagem identificadora da sua própria região. Porém, os tempos mudaram e as novas tecnologias permitiram gerir a informação de uma forma mais actualizada recorrendo-se aos formatos digitais. Melhor ainda, o aparecimento da blogosfera veio possibilitar a construção de um site mais dinâmico que pode ser gerido como um jornal digital.

Tal como um jornal em suporte de papel possui um director responsável, também um jornal digital possui um gestor. Contudo, um blogue que funciona como um jornal digital distingue-se pelo seu conteúdo, pela sua natureza informativa e a forma como redige a notícia. Em relação aos blogues que funcionam como diários pessoais apenas é comparável pelo suporte digital que utiliza. Da mesma forma que nem tudo o que é impresso tipograficamente pode ser considerado um jornal.

O blogue AUREN funciona como um jornal digital do Concelho de Ourém e o seu titular não é mais do que o gestor e redactor do mesmo. Da mesma forma que a televisão não destronou a rádio nem esta a Imprensa escrita, também a imprensa digital não representa qualquer ameaça à imprensa escrita. E, no que respeita ao Concelho de Ourém, certamente ficará melhor servido com um jornal digital a juntar-se à imprensa que já existe, na promoção dos interesses de Ourém e dos oureenses. E o AUREN aqui está para colaborar com todas as entidades, incluindo com a demais Imprensa regional!

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Acólitos do Santuário de Fátima celebram 25 anos de existência

O Grupo de Acólitos do Santuário de Fátima (GASF) assinalou no passado dia 14 de Novembro os seus 25 anos de existência. Constituído actualmente por 37 acólitos, com idades entre os 10 e os 40 anos, este grupo foi fundado em 1985.

Acólitos

As comemorações das bodas de prata constaram da participação na missa, às 11 horas, seguida de um almoço festivo, na Casa de Nossa Senhora do Carmo. A festa continuou durante a tarde com uma sessão comemorativa, no Salão de Nossa Senhora do Carmo, com o canto dos parabéns e com a partilha do bolo de aniversário. Encerrou com a fotografia de grupo.

Cerca de uma centena de pessoas participaram nas comemorações entre actuais e antigos acólitos do Santuário e respectivos familiares, capelães e outras pessoas que os têm acompanhado e ajudado a melhor realizarem o seu trabalho.

Na sessão comemorativa dos 25 anos do GASF esteve presente Mons. Luciano Guerra. Reitor do Santuário de Fátima entre 1973 e Setembro 2008, Mons. Guerra lembrou a criação do grupo. Depois, tomou da palavra o Padre Pinho, responsável pelo grupo durante alguns anos. Seguiram-se vários testemunhos de antigos e actuais acólitos e a projecção de fotografias que ilustram diversos momentos marcantes dos 25 anos de existência do grupo.

A sessão terminou com uma palavra do actual Reitor do Santuário, Padre Virgílio Antunes. Assim como na homilia com se que iniciou esta jornada, o Reitor sublinhou a importância do Grupo de Acólitos para o Santuário.

Na missa, no final da homilia, dirigindo-se directamente ao grupo, saudou-o com as seguintes palavras: “Caros amigos, acólitos actuais ou nestes últimos 25 anos! Pertencer a este grupo foi e é um sinal da bondade de Deus para cada um de vós. Fostes chamados a uma relação de maior e mais próxima amizade com Ele, presente de um modo sacramental e real na Eucaristia, em que exerceis o vosso ministério. O mesmo Jesus que vos convidou, espera uma resposta decidida e alegre da vossa parte”.

E, rezando para “que o Beato Francisco Marto, patrono dos acólitos portugueses vos proteja e interceda por vós junto de Deus.”, exortou os acólitos com as seguintes palavras: “Procurai aproveitar bem a vossa juventude e vivei-a com entusiasmo e com ideais grandes; aprofundai a vossa fé e comprometei-vos a amar o Senhor com a vossa oração e a vossa a vida. Procurai dar sempre bom testemunho de Cristo junto dos vossos colegas e amigos, pois, sabendo que sois acólitos, eles esperam de vós palavras e atitudes condizentes”.

Vive-se o presente, recordou-se o passado e prepara-se o futuro do GASF, sempre com novos desafios. Para o director do SEPALI, o Padre Carlos Cabecinhas, é ponto assente que a grande aposta para este grupo de voluntários ao serviço de Nossa Senhora e do Santuário de Fátima passa pela formação. “Vamos tentar dar novo alento à formação, com um programa próprio”, refere o sacerdote.

 

Ser acólito no Santuário de Fátima - Dois testemunhos

Dois dos actuais acólitos, dos mais velhos do grupo, recordam à Sala de Imprensa do Santuário o que significou a celebração desta efeméride dos 25 do GASF, e o que para eles significa ser acólito.

Domingo sem ir ao Santuário não é Domingo César Vicente, de 37 anos, é acólito no Santuário há 23. “Desde muito cedo, comecei a participar nas missas de semana, tínhamos uma escala, estava eu no Externato de São Domingos, e dois a dois íamos de ‘fugida’ da escola para o Santuário. Na altura o grupo chamava-se os Meninos do Coro, com um roquete branco sobre a batina vermelha. O Santuário tinha uns sapatos pretos no armário que eram para serem utilizados por aqueles que participavam na missa. Foi assim nestes convívios que fui crescendo. Mais tarde foi criado o Grupo de Acólitos para as celebrações da Páscoa e dos domingos. Hoje em dia se não for à missa ao Santuário, o Domingo para mim não é Domingo”, recorda.

Como momentos especiais ao serviço do Santuário de Fátima, César recorda dois em particular: a dedicação da Igreja da Santíssima Trindade, a 12 de Outubro de 2007, e a despedida de Mons. Luciano Guerra como reitor do Santuário, a 25 de Setembro de 2008.

“A dedicação da Igreja da Santíssima Trindade, um marco na história de Fátima, um momento alto na história da Igreja em Portugal. Assim na celebração nada pode faltar, nada pode passar sem ser calculado. Por isso reuniões, ensaios e muita paciência foram o que tive de pedir aos acólitos para esta grande festa”, afirma.

E, questionando a despedida de Mons. Guerra, justificou: “Porque foi uma das pessoas que me marcou, pela sua frontalidade, inteligência e capacidade de contagiar todos que o rodeiam para a realização dos seus projectos. A participação nas actividades recreativas do grupo e onde Monsenhor também participava, mesmo a jogar à bola, aos saltos, numa ou outra brincadeira. Isto impressionava todos os jovens acólitos. Foi sempre um grande defensor deste grupo, ensinou-me muito, e eu nunca esquecerei a sua despedia que comoveu a todos os presentes: ali voltado para Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições. Foi marcante e nessa altura senti que algo se ia desligar. Aproveito para lhe dizer um grande obrigado pelo seu trabalho”.

Ainda, em jeito de agradecimento ao Santuário pela comemoração da efeméride dos 25 anos do GASF, o César destacou o momento como “uma festa muito bonita, simples e alegre”, um momento “de reencontro entre todos aqueles que passaram pelo grupo”.

Ser acólito no Santuário é privilégio e uma responsabilidade. Luís Ferreira, de 39 anos e também natural de Fátima, é acólito no Santuário de Fátima há 25 anos, mas, tal como o César, já ajudava à missa desde os 6/7 anos de idade, nos Meninos do Coro.

Para este jovem ser acólito “é um dom e um ministério da Igreja; é uma forma de participação activa que deve contribuir para a solenidade e dignidade das celebrações; é uma demonstração de amor e devoção a Jesus Eucaristia; é um caminho para melhor saborear a liturgia. Sê-lo no Santuário de Fátima é um privilégio e uma responsabilidade”.

Também Luís Ferreira guarda alguns momentos especiais do seu serviço neste santuário: “Naturalmente que guardo com especial carinho a recordação das celebrações presididas por João Paulo II e Bento XVI, e em particular a profundidade do olhar de João Paulo II”.

Como em tudo nesta vida, há sempre também uma história mais caricata a recordar: “A título de curiosidade, recordo também um momento, ainda do primeiro ano de acólito: ao apresentar o turíbulo ao presidente da celebração - Mons. Luciano Guerra -, algumas brasas caíram na carpete, que começou a queimar-se; recordo a forma desembaraçada com que Monsenhor deu um pontapé nas brasas, de forma a afastá-las dali”.

O Luís destaca o momento da comemoração dos 25 anos do GASF como “de partilha, de (re)encontro e de recordações”.

Foi o assinalar de um caminho percorrido e o lançamento de desafios para o futuro, como os propostos pelo Reitor P. Virgílio Antunes: «aprofundai a vossa fé e comprometei-vos a amar o Senhor com a vossa oração e a vossa a vida. Procurai dar sempre bom testemunho de Cristo junto dos vossos colegas e amigos, pois, sabendo que sois acólitos, eles esperam de vós palavras e atitudes condizentes» ”, recorda este acólito.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/ 



publicado por Carlos Gomes às 21:12
link do post | favorito
|

"SENSIBILIDADES" EM EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

Fotografia

Exposição de Fotografia “Sensibilidades”

Com a participação de 25 fotógrafos e fotojornalistas do distrito de Leiria do projecto “Sensibilidades 25”.

Conta ainda com a participação dos fotógrafos oureenses, Nuno Abreu, Pedro Gonçalves e Paulo Vaz Henriques

Data: 04 de Dezembro a 02 de Janeiro de 2011

Local: Paços do Concelho de Ourém

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 12:00
link do post | favorito
|

Câmara alerta para reconversão dos empreendimentos turísticos

Até 31 de Dezembro de 2010 todos os empreendimentos turísticos deverão estar de acordo com o novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos.

Os empreendimentos detentores de classificação extinta pela actual legislação (estalagens, motéis, pensões, etc.) deverão reconverter-se nalguma tipologia existente (hotel ou alojamento local) devendo também os hotéis já existentes demonstrar ao Turismo de Portugal que cumprem os requisitos da categoria que detêm, mesmo que pretendam manter a sua classificação e categoria. Desta forma, todos os empreendimentos turísticos, detentores de uma tipologia extinta ou não, deverão desenvolver um pedido de reconversão (no caso de tipologias extintas) ou de revisão (no caso da manutenção ou revisão de tipologia).

A reclassificação é obrigatória, estando já previstas um conjunto de contra-ordenações que, podem variar entre os 100 e os 44.891 euros, a aplicar aos não cumpridores.

A nova lei implica que os empreendimentos turísticos tenham de estar integrados numa das seguintes tipologias: Estabelecimentos Hoteleiros; Aldeamentos Turísticos; Apartamentos Turísticos; Conjuntos Turísticos; Empreendimentos de Turismo de Habitação; Empreendimentos de Turismo no Espaço Rural; Parque de Campismo e Caravanismo; Empreendimentos de Turismo Natureza.

No caso dos empreendimentos que não possam manter ou obter a qualificação como empreendimento turístico, serão reconvertidos na modalidade de alojamento local.

Compete às Câmaras Municipais atribuir a nova classificação dos empreendimentos de Turismo de Habitação, Casas de Campo e Agro-Turismo e aos Parques de Campismo e Caravanismo. As restantes tipologias são da competência do Turismo de Portugal, I.P.

Assim, todos os empreendimentos existentes devem reconverter-se nas tipologias e categorias estabelecidas no NRJET até 31 de Dezembro de 2010 (Art. 75 do Decreto-Lei 228/2009 de 14/09). A reconversão da classificação é atribuída pelo Turismo de Portugal, I. P., ou pelas câmaras municipais, após realização de auditoria de classificação, a pedido do interessado.

Os proprietários dos empreendimentos supracitados (Art. 4 do Decreto-Lei 228/2009 de 14/09), podem consultar as perguntas frequentes no site do município ou no atendimento Geral, onde existirá igualmente um requerimento para solicitar a auditoria para reconversão, auditoria de classificação ou auditoria de revisão de classificação.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 09:57
link do post | favorito
|

Quem foi Francisco Vieira Figueiredo?

Um mercador oureense nos mares do Oriente

Francisco Vieira Figueiredo nasceu no Zambujal, Concelho de Ourém, nos começos do século XVII. Por volta de 1622 partiu para a Índia, transferindo-se posteriormente para a actual Indonésia. Viveu, pois, no contexto da dominação filipina e dos ataques desencadeados pelos holandeses às possessões portuguesas naquelas paragens.

Para falar acerca do oureense Francisco Vieira Figueiredo, o Museu Municipal de Ourém leva a efeito no próximo dia 3 de Dezembro, pelas 21h30, mais uma iniciativa: “À conversa com António Rodrigues Baptista e Sérgio Ribeiro sobre Francisco Vieira Figueiredo, um ilustre cidadão do Zambujal”. Uma iniciativa a não perder.

Entretanto, publicamos aqui um artigo de Paulo Jorge de Sousa Pinto que se transcreve com a devida vénia do blog “Carreira da Índia”, em  http://carreiradaindia.net/

 

Uma das facetas mais interessantes da história da presença portuguesa no Oriente nos séculos XVI e XVII é a história dos que daqui partiram em busca de uma vida melhor, esperando encontrar na Índia formas de enriquecer e escapar à pobreza em que viviam em Portugal. A verdade, porém, é que raramente conhecemos com algum pormenor tais biografias. A vida dos vice-reis ou governadores, de grandes figuras da nobreza ou de grandes guerreiros é bem mais fácil de traçar. Sobre a história individual dos de origem humilde, mesmo que por lá tenham enriquecido, há geralmente pouco a relatar. Uma das excepções a esta regra é Francisco Vieira de Figueiredo. Outro motivo adicional de interesse acerca desta figura é o facto de ter vivido numa época já distante dos primeiros tempos áureos do Estado da Índia, marcada, pelo contrário, pela recessão e pelas dificuldades crescentes que os portugueses sentiam no Oriente face a outras potências europeias, como os holandeses ou os ingleses. É, assim, desta figura excepcional que vamos hoje falar, traçando as principais etapas da sua vida e da sua importância para a história da presença portuguesa na Ásia.

 

Francisco Vieira de Figueiredo nasceu no Azambujal, perto de Ourém, algures nos princípios do século XVII. Era de origem humilde, sabendo-se apenas ter sido o seu avô pedreiro de profissão. Partiu para a Índia como muitos outros no seu tempo: jovem, sem dinheiro e provavelmente alistado como soldado para servir no Oriente. Tal terá ocorrido em 1622 ou 1623. Nada se sabe dos primeiros anos de estadia na Índia. Provavelmente, suportou as privações inerentes à dura vida de soldado, mas cedo terá preferido esquivar-se a tais dificuldades passando a estabelecer-se como mercador, o que sem dúvida lhe alargava consideravelmente os horizontes. Alguns anos mais tarde vamos encontrá-lo já como mercador estabelecido na costa do Coromandel, ou seja na costa oriental indiana onde os portugueses ainda possuíam algumas pequenas cidades costeiras, nomeadamente Negapatão onde Figueiredo viveu durante alguns anos.

 

O Estado Português da Índia vivia nesta altura momentos particularmente difíceis. Desde os finais do século XVI que holandeses e ingleses haviam chegado aos mares do Oriente, procurando também eles buscar a fonte dos ricos produtos asiáticos que os portugueses haviam sido os primeiros a contactar directamente. Inicialmente virados unicamente para o comércio, quer os holandeses quer os ingleses foram a pouco e pouco competindo directamente com os portugueses, acabando por atacar directamente as armadas e cidades portuguesas. Estando nesta altura sujeito a Espanha, Portugal não possuía força suficiente para enfrentar tão poderosa ameaça aos seus interesses asiáticos. A Restauração da independência nacional, em 1640, poucas melhoras pôde fazer à situação que se apresentava cada vez mais difícil. Os holandeses eram quase senhores absolutos dos mares do Extremo Oriente, continuando a atacar os navios e cidades portuguesas. É neste cenário que irá sobressair a figura de Francisco Vieira de Figueiredo.

 

Francisco Vieira de Figueiredo não foi um guerreiro, nem praticou feitos heróicos que merecessem louvores especiais. O seu papel no seio do conflito luso- holandês foi, no entanto, de primeiro plano. Por volta de 1642, Figueiredo transfere-se da Índia para o sultanato de Macassar, na actual Indonésia, que passa a ser a sede dos seus negócios. Macassar, nesta altura já um reino muçulmano, protegia os potugueses, partilhando a mesma aversão aos holandeses e às suas pretensões monopolistas. É preciso entender que estes eram agora senhores quase absolutos daqueles mares, sobretudo após terem conquistado Malaca aos portugueses. Um mercador português como Vieira de Figueiredo, que vivia do comércio marítimo de longo curso, entre esta região, a Índia e a China, vivia sob permanente ameaça das armadas holandesas. A sua suprema habilidade foi a de conseguir estabelecer as melhores relações com o sultão de Macassar, que os holandeses não se atreviam a desafiar abertamente. Este sultão, aliás, para além da simpatia que sentia pelos portugueses, falava português, assim como muitos da sua corte. Figueiredo, através da sua ligação ao sultão, conseguiu diversos vistos para os seus navios junto dos holandeses, chegando mesmo a viajar directamente para Goa, como emissário do sultão, não tendo os holandeses outro remédio senão facultar a passagem dos seus navios.

 

A habilidade deste português levou-o mesmo a ser bem recebido pelas autoridades holandesas em Batávia, hoje Jakarta. Este bom relacionamento foi, porém, de curta duração. Os holandeses deixaram de ver com bons olhos o crescimento do poder e influência deste homem, pelo que, aproveitando o fim de um período de tréguas com Portugal, passaram a atacar os seus navios. Figueiredo respondeu à letra, convencendo o sultão de Macassar a fazer guerra aos holandeses. Não levou, porém, a melhor, sendo obrigado a pedir a paz pouco depois. Instalou-se assim um clima de desconfiança e tensão entre este homem e os holandeses, como descreve numa carta ao vice-rei português:

 

“[os holandeses] fazem-me grandes cortesias e desejam muito de se meter comigo; eu lhes faço as mesmas com grande cautela, porque de Jacarta tenho aviso de quem sabe de seus conselhos, me não fie deles por nenhum caso, e que veja como aceito seus brindes, suposto que eu não bebo vinho; se o embaixador me convidasse à sua nau, que não fosse. Tudo o experimentei, porque me convidou, e escusei-me (…)”

 

Durante vários anos, Francisco Vieira de Figueiredo continuou a promover as actividades anti-holandesas, em colaboração com o sultão de Macassar. Fê-lo inteiramente por sua conta e risco, já que não recebeu nenhum tipo de apoio por parte das autoridades portuguesas a quem, na verdade, as suas acções muito convinham. Em 1660, finalmente, as autoridades holandeses decidiram-se a eliminar de vez este incómodo adversário, atacando Macassar e forçando todos os portugueses a abandonar o reino. Manobrando com grande habilidade junto do governador holandês, Figueiredo conseguiu pemanecer durante mais alguns anos. É por esta altura que o rei de Portugal o nomeia para a Ordem de Cristo, como reconhecimento pelos serviços prestados. Tal não deixou de suscitar algumas invejas: diziam muitos que a sua origem humilde o impedia de receber tal honra, já que a mesma estava destinada a pessoas de qualidade, como se dizia na época, ou seja, fidalgos. O parecer acabou por lhe ser favorável, não antes de se averiguar não possuir sangue judeu nem mouro.

 

Francisco Vieira de Figueiredo viveria pouco mais. Em 1665, decididamente fartos desta figura, os holandeses obrigaram-no a deixar Macassar, instalando-se então em Larantuca, não longe de Timor. Aqui viria a morrer dois anos depois. A ele se deveu, para além do fortalecimento das raízes portuguesas na região, a manutenção do comércio de diversos produtos locais nas mãos dos portugueses. Mais importante, num processo que se estende até aos nossos dias, foi o seu contributo decisivo para o reforço da presença portuguesa em Timor, que os holandeses nunca conseguiram eliminar.

 

Paulo Jorge de Sousa Pinto – texto de apoio a programas de rádio sob a designação ”Era uma vez… Portugal”, emitidos entre 1993 e 1996 pela RDP-Internacional, em associação com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/ 



publicado por Carlos Gomes às 05:00
link do post | favorito
|

Fernando Mangas Catarino: um biólogo oureense (II)

A Paixão de Ensinar

Fernando Catarino

Após 50 anos de discência e docência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Professor Fernando Mangas Catarino foi jubilado, em 2002.

Director do Jardim Botânico daquela Universidade, na Rua da Escola Politécnica, ao longo de 20 anos, a sua vida confunde-se com a da Biologia em Portugal na 2ª metade do século XX.

Muitos ex-alunos apontam-no como um marco e uma referência nas suas vidas mas, na verdade, quem é Fernando Mangas Catarino?

“A coisa que eu tenho mais interessante, como pessoa, é, desde que me lembro, ter sido marcado por uma enorme curiosidade pelo saber, um enorme gozo em perceber as coisas.

Eu venho de uma origem rural e habituei-me a considerar normal que, ao plantar uma batata, ao fim de um tempo sai uma batateira e, no tempo certo, saem batatas; o feijão, a germinar; o porco, mandava-se a marrã ao varrasco e ao fim de um cer8 to tempo vinha uma ninhada… portanto, eu vivi isto, cresci com isto, enquanto os miúdos hoje andam nos ATL’s a ver estas coisas, a minha vida era um ATL! Ainda hoje vivo em ATL.

Penso que consegui transmitir aos meus alunos alguma desta atitude e noto isto porque me entusiasmo com as coisas, e fico contente quando as coisas correm muito bem com uma experiência, mas não fico triste nem desanimo quando a hipótese que nós pusemos é completamente ingénua e mal conduzida e o resultado é perfeitamente negativo.

Mas eu fui capaz de me rir e até de “gozar” com os meus próprios falhanços. Porque nós aprendemos com os erros e as derrotas. A outra qualidade que penso ter é a de ser curioso, mas essa curiosidade tem que ser disciplinada, temos que fazer bem as coisas, temos que transmitir com o máximo de segurança e de veracidade o conteúdo das aulas, com uma verdade absoluta, porque nós só conhecemos aquilo que trabalhamos muito bem e mesmo assim há sempre falhas.

E quando estamos a transmitir conhecimento ou novas formas de abordar os conhecimentos, temos que estar constantemente “de pé atrás”.

Eu dei-me conta, nos 40 anos que dei aulas aqui, que em cada ano eu ia descobrindo uma coisa nova que alterava a forma como eu ia dando as matérias.

De facto, foi uma longa carreira de 50 anos, foi muito compensador! Tenho uma visão alargada da Ecologia, não digo à escala mundial, mas europeia, em parte por causa dos meus interesses mediterrânicos (o tema principal da minha investigação foi, durante muito tempo, os problemas da vegetação mediterrânica, que se repetem no Chile, na Califórnia, na Austrália, na Africa do Sul – regiões que visitei, à excepção da Africa do Sul).

E dou por muito bem empregues todos estes 50 anos que passei aqui, foi uma sorte bestial ter escolhido uma área onde não dá para a gente se aborrecer de forma alguma.”

 

Como vê a Biologia em Portugal nos nossos dias?

“Eu tenho defendido a ideia de que ser biólogo hoje é possuir competências para outras áreas como a gestão, a gestão de pessoal e outras, em que surgem situações inopinadas. Além disso, nas várias actividades económicas há hoje imensos campos para os biólogos trabalharem e desenvolverem a sua actividade. Sem soluções mágicas nem panaceias, somos hoje capazes de corresponder àquilo que a sociedade nos está a pedir.

A biologia hoje ganhou um estatuto, já tem uma Ordem! Já há páginas nos jornais a falar de biologia…, já é notícia! E é-o cada vez mais!

Entretanto, é importante que quem ensina esteja cada vez mais esclarecido e saiba seleccionar aquilo que de facto vale a pena aprender, porque não podemos aprender tudo: É preciso apontar o que foi importante no século passado, há 50 anos, há 10, o que é hoje importante (e há coisas gravíssimas como o aquecimento global, problemas de doenças, os cancros, coisas novas que apareceram e continuarão a aparecer, a gripe das aves…).

De facto, um biólogo deve andar no terreno, mas não precisa de estar, por exemplo, na Arrábida para saber o que é que lá está a acontecer agora. Nós lidamos constantemente com fenómenos que são naturalmente complexos, que não são completamente previsíveis devido à ocorrência de perturbações como as secas, os fogos, etc. E nós vamos acumulando essa informação, de tal maneira que quando acontecem perturbações graves como os últimos fogos, dizemos: ”Ahh!, mas o que é que aconteceu… onde é que está…”. E, quando vamos analisar a informação: “Claro! Não está porque…, aconteceu porque …” e isso é importante até para o futuro do emprego dos biólogos.”.

 

Há hoje um novo enfoque da Biologia?

Hoje a Biologia está constantemente a descobrir coisas, e isso dá-me um gozo enorme. Por exemplo, eu não estou com “a mão na massa” há 7, 8 anos e não posso dizer que o que sabia na altura é tudo o que há para saber, porque neste tempo houve progressos extraordinários. Por exemplo, sabe-se agora oficialmente que algumas árvores gimnospérmicas – muito mais antigas do que estas de folha larga – possuem umas células, uns tecidos, que facilitam a chegada da água ao topo da árvore.

Já viram que a força de bombagem necessária para uma árvore com 50 metros de altura é algo impressionante! E a água não falta lá em cima! Ora, há mais de 50 anos que se sabia que haveria diferenças de fisiologia entre estas espécies, mas só agora, finalmente, os mecanismos foram identificados. E a nossa reacção é: “Claro! Tinha que ser assim!”, só que ninguém o tinha conseguido demonstrar.

Entretanto, há outro aspecto, que actualmente povoa a imprensa escrita, o facto de Portugal ir aderir ao cultivo de plantas transgénicas, ao abrigo da revisão da moratória que os regulava. É claro que eu sou muito cuidadoso em relação a este assunto, mas não posso, constantemente, ver o mundo a passar: com cuidado, temos que ir abrindo caminho. São coisas que ainda não estão totalmente estudadas (ainda não há tempo suficiente decorrido).

Em princípio, com o milho transgénico não há o perigo de infectar outros milhos, devido à distância mínima imposta pelas directivas da moratória. No entanto, há outros aspectos que nós ainda não sabemos. Por exemplo, até que ponto os genes que foram obtidos no milho transgénico para ele se defender das lagartas (o milho produz o seu próprio “insecticida”), até que ponto é que esse mecanismo não passa para os microrganismos do solo, o que é muito complicado e não sabemos que consequências pode ter, talvez daqui a uns anos. De qualquer forma isto é levantar problemas onde eles não existem… ainda! Há pessoas que são contra tudo e, por elas não se faz nada. Não! Nós temos é que arriscar, o risco em Biologia é hoje uma área extremamente importante, tal como na Economia, mas temos que ter a noção de que estamos a mexer com a nossa saúde, o ecossistema, a biodiversidade, a biosfera. Daí o cuidado.

O cuidado, que é um conceito muito actual, enquanto responsabilidade ética, moral e social: Cuidado como precaução e cuidado como protecção, zelo (cuidar das coisas). Isto tudo são desafios novos que a Biologia está hoje a preparar para o amanhã.”

 

Falou há pouco, de passagem, mas gostaríamos que especificasse, relativamente às aplicações da Biologia a outras áreas profissionais.

“Eu penso que há 3 áreas nas quais os biólogos estão perfeitamente aptos a trabalhar: Primeiro, a biomedicina, não propriamente a medicina das plantas (que é claramente um campo possível), mas o facto de que um biólogo, pelo seu treino na abordagem integrada do mundo, das moléculas para as células, organismos e ecossistemas, o biólogo tem boa capacidade de discernimento das particularidades que parecem ínfimas, ao contrário do médico, que integra: o biólogo vai à análise, à célula, vai ver coisas que os outros não vêem. E põe questões como: “será que não estou enganado?”, “será que estatisticamente, vi o número de células adequado?”.

Por exemplo, na questão da reprodução assistida, dizem-me que os biólogos desempenham certas tarefas delicadíssimas no geral, melhor do que os médicos, porque têm uma sensibilidade, um treino, objectivos, diversos dos médicos. O biólogo é treinado para ser muito preciso, para trabalhar com o infinitamente pequeno, e saber discernir as consequências da sua acção.

Outra área que eu penso ser importante, e quando eu entrei na Universidade não havia ligação entre a teoria e a prática, os cursos eram esmagadoramente teóricos, aprendiam-se áreas cuja aplicação directa à Biologia não era evidente, como a Matemática. Hoje em dia, os projectos de investigação são conduzidos por grupos de investigadores que incluem muitas vezes gestores, psicólogos, sociólogos, matemáticos, físicos, químicos, biólogos, etc). Do grupo todo, é frequente o biólogo ser quem melhor consegue comunicar com os outros elementos do grupo. Cada um só olha para o seu campo de saber.

O biólogo assegura a inter-conectividade do grupo ao formular questões ao químico, ao estatístico, a que eles têm que responder. Finalmente, o biólogo mexe muito mais nas coisas e aprende a pôr questões e a interrogar a natureza como um investigador. No 1º ano nós pomos logo os miúdos a pôr questões e a participar em discussões. Quando eles vêm bem preparados, reagem de uma forma fascinante e progridem a olhos vistos. Às vezes, o sistema pode ser castrador para eles, especialmente se houver fragilidades emocionais ou temperamentais. E neste caso, à Universidade falta uma certa “surveillance”, um certo acompanhamento dos alunos que nos liceus existe, em maior ou menor grau, mas existe. Por causa de não haver na Universidade, às vezes perdem-se alunos que poderiam ter sido brilhantes, mas que desaparecem no primeiro ou segundo semestre e nunca mais se sabe deles.

Todos os anos recebemos fornadas de jovens, alguns perdidos que não sabem bem do que é que gostam quando vêm para aqui, outros que queriam ir para medicina e vêm para aqui como 2ª escolha. Quando eu entrei na Faculdade, éramos cerca de 30 e saíam, no final dos 4 anos, cerca de 18-20 licenciados. O que é facto é que, actualmente entram aqui (FCUL), cerca de 200 alunos. É certo que 25% desaparecem ao fim de 1 ano, o que é grave. Nós não sabemos deles. Desaparecem.”

 

Mas essa informação devia existir. O que lhes aconteceu?

“Bem, a faculdade está agora a tentar fazer esse trabalho, mas é muito difícil, pela falta de meios.

De qualquer forma, quando eles não têm capacidade, nem treino, nem experiência de trabalho, isto custa muito. Aliás, mesmo com essas competências custa, e por isso tem que haver também gosto no que se está a estudar e a aprender. Em simultâneo, pode haver um relatório para apresentar, um artigo para acabar e uma experiência para realizar… isto é muito intenso! No entanto, muitas vezes via-os a dormir – tinham ido para a “night”, para os copos –, eu tentava despertá-los por meios tradicionais, mas nada. Ora isto não é muito compatível com a dedicação e a disciplina que a Biologia requer.

As pessoas deviam ser mais treinadas a trabalhar e a assumir responsabilidades. O trabalho, em vez de ser um peso, deve ser uma ocasião de obter satisfação, e o nosso trabalho, dos Biólogos, é giríssimo!

E eu tentava ensinar-lhes biologia, ecologia, pôr-lhes uns óculos para que eles vissem o mundo com um olhar de biólogo ou de ecólogo e isto foi extremamente compensador para mim, porque às vezes encontrava miúdos excelentes, com quem ia trabalhar para o campo vários dias e eles telefonavam constantemente, o que me confundia muito. Quando eu lhes perguntava quanto é que gastavam em telemóveis por mês, muitos não sabiam, eram os pais que tinham essa preocupação! Miúdos com vinte e três, vinte e quatro anos, não sabiam quanto é que gastavam nos seus telefones: isto é perigoso!

E depois têm a sorte de arranjar um emprego (nós ainda funcionamos muito segundo a cunha ou os nomes das famílias) e depois, entram por aí fora, muito engravatados ao volante de um topo de gama, a comer nos melhores restaurantes, vão subindo na vida, e o sistema aguenta-os..., mas o sistema não os pode aguentar…

Uma empresa tem que analisar constantemente a performance, tem que pôr metas, objectivos, e nós temos essa dificuldade: formamos aqui uns meninos que queremos que aprendam e saibam, então se disserem aquilo que nós dissemos, ou se compreenderam aquele truque que nós ensinámos, nós ficamos todos contentes... Mas, atenção: nós não estamos aqui a fazer papagaios, nem macaquinhos de imitação. Temos que fazer criadores e criativos, pessoas que sejam melhores do que nós!

Eu sou capaz de fazer uma visita guiada ao Jardim Botânico sem dizer uma palavra acerca das plantas ou da biologia, só pela estética, pelo prazer estético de ver um sistema agradável, que é a função dos jardins e parques, o aspecto estético, espiritual … Em resumo, temos que ter a capacidade de transmitir as nossas ideias, transmitir o gosto pela descoberta.

Eu tive estudantes que tinham estado lá fora, no estrangeiro, em faculdades e laboratórios de grande desenvolvimento científico que, ao fim do dia, tinham feito experiências espantosas, mas que não vibravam com elas. Eu entusiasmava-me efectivamente com as experiências deles e eles lidavam com elas com uma frieza que me chocava, às vezes experiências que demoravam 8, 15 dias e no fim eles só diziam: ”Mm… Está bem, sim, era isto que esperava…”. Para mim, uma coisa muito importante é nós envolvermo-nos afectivamente naquilo que fazemos.

Há dias encontrei os pais de uma ex-aluna a quem perguntei se ela praticava a biologia. Muito tristes, disseram-me que não, que estava a trabalhar num banco, mas que gostava muito de peixes e que era uma pena nunca ter conseguido trabalhar na área. Porquê? Empregou-se como estudante no banco (fez muito bem!), quando se licenciou ascendeu no organigrama do banco e aí tem feito a sua carreira. Hoje, está no topo do ranking hierárquico do banco.

Eu dei-lhes os meus parabéns e fiquei, sinceramente, satisfeito por ver que os biólogos podem ser empresários e financeiros de sucesso, que estão a começar uma nova classe, não tão uniforme como antigamente, mas estão a afirmar-se.

A nova biologia, os novos biólogos, não se enquadram num tipo único, e nós não podemos desperdiçar a mínima oportunidade para que esta estrutura, que não é propriamente um sindicato e que tem uma aceitação a nível jurídico para encartar o biólogo, tenha cada vez mais força. A Ordem é boa para os biólogos, não para nos virarmos contra os agrónomos ou contra os engenheiros que agora também fazem estudos de impacto ambiental, mas há campos de actividade onde nós estamos a aparecer, como o da gestão, do risco (onde os biólogos estão muito bem preparados e activos) e temos que antever, antecipar o que vem aí.

 

Para além da Biologia, o que é que o move?

“Move-me a cidadania.”

 

Activa?

Sim! Bem, actualmente, a nível político, só com os votos e pouco mais. Mas, ao nível da rua, do bairro, ao nível local, eu estou sempre disposto e estou atento. Sou muito conhecido e interactivo no meu bairro, no café, dou-me muito bem com as pessoas, e tento contrariar um bocadinho este anonimato a que a vivência urbana condena as pessoas hoje em dia, e que se torna impossível, opressivo. As cidades, como nós as conhecemos, vão rebentar, não se aguentam, porque geram estes imensos movimentos que levam as pessoas a juntarem-se em grupinhos fechados que nem olham para o lado.

Uma vez, em Bombaim, onde fui com a minha mulher em ‘84, estávamos num hotel excelente que disponibilizava uma carrinha para levar os clientes ao mercado, ao centro da cidade, e aquilo era uma coisa impressionante, uma miséria extrema, com gente a morrer fisicamente ali, na rua, à nossa vista! Eu estava extremamente incomodado e queria ir-me embora dali o mais depressa possível. Voltei para a carrinha, onde estava um grupo de espanhóis, contentíssimos porque tinham uma loja de roupas em Espanha e estavam encantados com as coisas que tinham comprado, baratíssimas, giríssimas, para levar para a boutique. Eufóricos! Eu perguntei-lhes: “Mas já viram esta miséria, isto não vos faz impressão?”. Um deles, aí, ficou mais sério e segredou-me: “A gente não olha, porque senão não goza.”

E no nosso país isto acontece, a gente fecha-se no nosso grupinho e não olha, porque senão não goza. E a cidadania também é olhar e fazer os outros olhar! Além de que não podemos deixar a política só para os políticos, porque é uma coisa séria demais. O cidadão tem que estar sempre a pau, tem que intervir e castigar. E o povo vai dando umas dicas. Isto não vai ser assim como se pensa.

É verdade que é um bocado repetitivo, já não há comícios, mas, de vez em quando, acontece algo de novo. Por exemplo, já viram aquela publicidade dos bigodes, do presidente honesto? É uma coisa interessantíssima, uma forma de mostrar que há pessoas atentas e despertas.

Nos graffitis também se vêem coisas giríssimas e muito incisivas.

Outra coisa que me ocupa, para lá da cidadania, é estar atento ao que se está a passar à escala das paisagens do país, das montanhas, das pradarias, o Alentejo, porque um pouco da nossa identidade, da pátria, como diz o Alegre, vem daí, e nós temos vindo a desintegrar, a “comer” a nossa paisagem. Eu sou muito ligado ao nosso património cultural real, aos saberes e ofícios ancestrais.” “... sou muito ligado.

 

O que gostaria de dizer a um rapaz de 18 anos que queira entrar para a Faculdade de Ciências para tirar uma licenciatura em Biologia?

“Primeiro: “awareness”. É uma palavra inglesa que quer dizer: estar a pau. Des-de o momento em que a pessoa entra, tem que perceber o que se está a passar à sua volta. Não pode vir como uma esponja que absorve tudo. Ele tem que vir de pé atrás e desperto para fazer as suas próprias escolhas e opções. Não tem mal nenhum se mudar de curso ou de especialização. Ele deve vir preparado para escolher aquilo que for vendo que é melhor para ele.

A sua história deve ser escrita por ele, e só por ele, num papel branco, e não vir com ela já escrita, porque aí vai ter muitas decepções. Ele tem que ler os curricula como um cardápio de um restaurante, em que ele escolhe e organiza, ao seu ritmo, a sua própria alimentação intelectual. As pessoas devem investir mais naquilo que acham que lhes dará mais prazer ou que lhes será mais importante.

Agora, com Bolonha, há uma coisa espantosa que é a possibilidade de sair daqui e ir para um Erasmus em Barcelona, ou para o Porto, ou para Aveiro, Inglaterra, França, República Checa. Com a Internet, podemos integrar e colaborar com projectos de investigação à escala europeia ou mundial. Eu posso estudar aqui os passarinhos e enviar para França o meu trabalho, em minutos. Claro que isto também requer envolvimento! Além disso, voltando à questão da cidadania, as pessoas que estão na Universidade são responsáveis, perante o resto do país.

É verdade que temos bons técnicos, cada vez melhores, mas que só percebem do que estudaram, não têm uma perspectiva global ou pessoal da realidade. Os gestores, muitas vezes, só vêem números quando olham para as pessoas, não percebem a complexidade que caracteriza qualquer vida humana: só interessa que a pessoa devia estar naquela reunião muito importante e faltou. Portanto, estar na universidade é uma responsabilidade social, mas também económica, porque custa muito ao Estado manter as Universidades. Quanto à questão do emprego, eu digo muitas vezes à malta nova: “Olha, não te preocupes se há emprego. Preocupa-te com o trabalho. Trabalho há. O emprego vem depois”. Nós fomos sempre um país de mangas-de-alpaca, conservador e clientelista. Tivemos uma ou outra excepção, no tempo das caravelas, e pouco mais. Fizemos a evolução das ideias políticas e somos dinâmicos em criatividade e nas artes. Aqui não precisamos de ter vergonha de dar meças a qualquer povo do mundo. Em termos de desenvolvimento sócio-económico, a verdade é que estamos no fim do mundo e isso também é um desafio para quem entra na universidade. Agora, quem vem para Biologia, não pense que vai ficar rico. A actividade científica é suficientemente rica para dar satisfação às pessoas e contribuir para a realização pessoal, a par de uma vida familiar, social e cultural equilibrada. É uma actividade de tal forma compensadora que muitos cientistas são ou se tornam pessoas materialmente desprendidas e despretensiosas.

Eu gosto muito de viajar, de conhecer outras gentes, outras culturas, e a ciência permite isto. E com uma grande liberdade! Se nós formos bons, se investirmos, vamos sempre avançando com grande satisfação. Por fim, temos que pensar que pertencemos a um exército, a nível mundial (algo desorganizado) mas nós somos peões e soldados desse exército que faz, continuamente, avançar o conhecimento. E como peões, sabemos que demos o nosso contributo para o conhecimento actual ou futuro.”

 

Em jeito de balanço…

“A maior satisfação que tive devo-a à maior parte dos alunos que eu tive a sorte de ter nos últimos 10 anos. Essas pessoas deram-me o enorme prazer de ficarem associadas à minha pessoa enquanto formador ou orientador, muitos deles foram muito além de onde eu tinhaconseguido ir.

Eu não acredito em heranças, mas a responsabilidade ficou entregue com eles, e estão a trabalhar muito bem, muito melhor do que eu e isso dá-me muito prazer. É verdade que muitos professores e chefes nas empresas não têm esta capacidade de se afastar e dar lugar aos novos e bons. Quando às vezes encontro exalunos que me dizem: “Professor, eu fui seu aluno e o professor marcou-me muito”, eu respondo que não marquei nada, até foi uma sorte não os ter estragado ou desencaminhado. Eles fizeram o seu percurso, alguns brilhantes, que escrevem na “Nature” como quem escreve no Diário de Notícias. O último conselho para um jovem aluno é: ser humilde. Antigamente perguntava-se a um miúdo o que é que ele queria ser quando fosse grande e muitos diziam: “cientista”.

Hoje, já poucos o dizem, porque o consumismo e o ter dinheiro, e o status que dá ter dinheiro, nem que seja a vender drogas, isso é mais importante do que a satisfação pessoal. E nós, cientistas, não fomos capazes de passar para a sociedade a ideia de que isto é uma coisa penosa, lenta, falível e que se vai fazendo aos poucos, com pertinácia, organização e método.”

 

E é gratificante?

“É gratificante! Eu acho que não há nenhuma actividade, seja na arte, na indústria, na informática, tão gratificante como a científica. É verdade que temos muito pouca gente na ciência, mas temos a mesma rentabilidade por cientista que a Alemanha, a França ou a Inglaterra. Simplesmente, o investimento total em investigação e o número de cientistas é brutalmente inferior. É verdade que partimos com uma “décalage” significativa, mas nos últimos anos começaram a aparecer publicações e projectos que deram um bom impulso a isto. Os intercâmbios com outras universidades estrangeiras também ajudam a que um cientista se sinta um pouco um cidadão do mundo, supranacional, o que também é compensador.

Bem, já chega, vamos ver o jardim?”

Fernando Catarino

Entrevista conduzida por Nuno Campos e publicada no site da Ordem dos Biólogos, em http://www.ordembiologos.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
link do post | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


posts recentes

BLOGUE "AUREN" SUSPENDE A...

A INQUISIÇÃO EM OURÉM

OURÉM RECEBE EXPOSIÇÃO DE...

GRUPOS LINGUÍSTICOS APRES...

PONTIFICIA ACADEMIA MARIA...

D. ANTÓNIO MARTO COMPARA ...

LEIRIA MOSTRA TRAJE TRADI...

BISPO DE SETÚBAL PRESIDE ...

SANTUÁRIO DE FÁTIMA PROMO...

SANTUÁRIO DE FÁTIMA APRES...

OFERTAS DE EMPREGO DA LIF...

PAN QUER DISCUTIR MOBILID...

OURÉM RECEBE EXPOSIÇÃO DE...

OURÉM: OS MISTÉRIOS DA SI...

FAPWINES ACRESCENTA ROSÉ ...

ESTUDO REVELA QUE 62% DOS...

“UM LOUVOR A MARIA” LEVA ...

MADRE TERESA ERA TANTO DE...

TOCADORES DE CONCERTINA R...

AUTORIDADES DE OURÉM FELI...

DEPUTADO MENDES CORREIA E...

OURIENSES FAZEM EXCURSÃO ...

ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZ...

OURÉM: RIBEIRA DO FÁRRIO ...

OURÉM: OLIVAL ESTÁ EM FES...

QUANDO VISITA OFICIALMENT...

CAÇADORES MARCAM ENCONTRO...

OURÉM TEM FESTA GRANDE NO...

OURÉM EVOCA DIÁSPORA E CU...

OFERTAS DE EMPREGO DA LIF...

OURÉM RECEBE EXPOSIÇÃO DE...

O ZOROASTRISMO E A SUA IN...

SANTUÁRIO DE FÁTIMA PROMO...

OURÉM: RIBEIRA DO FÁRRIO ...

ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZ...

OURIENSES FAZEM EXCURSÃO ...

PAPA ENVIA CARTA AO 24º C...

SANTUÁRIO DE FÁTIMA CELEB...

OURÉM LEVA MÚSICA, DANÇA,...

OURÉM REGRESSA À IDADE MÉ...

OURÉM: FREIXIANDA ESTÁ EM...

ALVAIÁZERE REALIZA FESTIV...

RIO DE COUROS REALIZA FEI...

ALVAIÁZERE: PELMÁ ESTÁ EM...

TOCADORES DE CONCERTINA R...

PARTIDO "OS VERDES" COLOC...

SINDICATO DOS TRABALHADOR...

OURÉM REGRESSA À IDADE MÉ...

OFERTAS DE EMPREGO DA LIF...

SINDICATO DOS TRABALHADOR...

arquivos

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

tags

todas as tags

links
Twitter
blogs SAPO
subscrever feeds