Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
CONCERTOS DE VERÃO ANIMAM FÁTIMA

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A cidade de Fátima vai ser palco de vários concertos musicais durante os meses de Julho a Setembro. Os espectáculos realizam-se na Praça Luís Kondor e vão conferir àquela cidade um ambiente cultural que decerto despertará o interesse da população e das inúmeras pessoas que habitualmente a visitam.

Trata-se de uma iniciativa do Município de Ourém e da SRUFátima - Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima,EEM.



publicado por Carlos Gomes às 18:33
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Sábado há sessão especial de cinema no Museu

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O filme "WALL-E" exibe-se no próximo Sábado, dia 2 de Julho, pelas 10 horas da manhã, em Sessão Especial, na Casa do Administrador.


publicado por Carlos Gomes às 18:20
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REALIZA-SE AMANHÃ NA FREGUESIA DO OLIVAL O JANTAR DE SOLIDARIEDADE "UMA ESCOLA PARA MOÇAMBIQUE"

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publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
ÉPOCA BALNEAR EM OURÉM ARRANCA NO PRÓXIMO DIA 1 DE JULHO

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Piscinas Municipais

A Época Balnear 2011, nas Piscinas Municipais de Ourém e Caxarias, começa no próximo dia 1 de Julho. Este Verão, as Piscinas Municipais de Ourém apresentam um período de abertura entre os dias 1 de Julho e 18 de Setembro, a funcionar no horário entre as 10h e as 20h, de Terça-feira a Domingo.

Para este ano, está programada a realização de diversas actividades, eventos desportivos de fitness, infantis e didácticos.

Biblioteca na piscina de Ourém

A exemplo do que aconteceu o ano anterior, os livros vão voltar à piscina. Esta é uma actividade complementar da Biblioteca Municipal de Ourém que visa fomentar a leitura recreativa em tempo de férias. Esta actividade é direccionada a todos os utilizadores das Piscinas Municipais que pretendam utilizar este serviço e tem como objectivo desenvolver os hábitos de leitura de forma descontraída, simples e divertida. Assim, na esplanada da piscina estarão disponíveis jornais, revistas e livros que podem ser lidos no local. O acesso a este serviço é livre e gratuito.

As Piscinas Municipais de Caxarias vão funcionar, durante este período balnear, entre os dias 1 e 29 de Julho, com horário de abertura ao público entre as 14h e as 20h, de Segunda-feira a Sexta-feira.

Também a Praia Fluvial do Agroal está preparada para o arranque da época balnear. A vigilância aos banhistas está assegurada a partir do dia 1 de Julho até meados de Setembro. À semelhança do ano anterior, prevê-se a permanência de uma ambulância no horário das 10h às 18h, durante os fins-de-semana e feriados.

A oitocentos metros do local, junto ao Parque Natureza, existe um parque de estacionamento automóvel onde os banhistas e demais veraneantes podem deixar as suas viaturas.

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publicado por Carlos Gomes às 19:31
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OURÉM CELEBRA DIA NACIONAL DO VINHO

Ucharia do Conde

Ourém vai comemorar o Dia nacional do Vinho que se assinala no próximo dia 3 de Julho. Para celebrar este dia, a Câmara Municipal de Ourém e a Associação de Municípios Portugueses do Vinho vão promover provas de vinho medieval cuja participação é aberta a todos os interessados. A iniciativa vai ter lugar na Ucharia do Conde, entre as 14 e as 21 horas.

As reservas podem ser feitas através do contacto telefónico para o número 915002924 ou ainda através do e-mail uchariadoconde@gmail.com

Situada no centro histórico de Ourém, a Ucharia do Conde reabriu as suas portas ao público no passado mês de Abril. Trata-se de um espaço único onde se podem degustar os sabores tradicionais, constituindo um local privilegiado de promoção dos produtos tradicionais do nosso concelho, com especial destaque para os vinhos, queijos, enchidos, mel, doces e compotas entre outras iguarias.

A Ucharia do Conde é dinamizada pelo Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Ourém, numa parceria entre o Município de Ourém e a empresa municipal OurémViva.

Ucharia do Conde



publicado por Carlos Gomes às 17:22
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FESTAS DE OURÉM DEVEM SER FEITAS PELO POVO E CONSTITUIR UMA MARCA DA SUA IDENTIDADE CULTURAL

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Todas as regiões do país possuem a sua própria identidade, os seus usos e costumes, a sua maneira própria de fazer as coisas, as suas tradições. E Ourém não é uma excepção à regra.

Situado numa zona de transição onde se cruzam influências sobretudo da Beira Litoral, Alta Estremadura e Ribatejo, a sua situação geográfica dota-a de uma particular riqueza etnográfica resultante desse encontro de culturas e tradições. Isto porque, ao contrário do que no passado se procurou convencionar, as regiões não constituem departamentos catalogados e estanques entre si, impermeáveis ao contacto com outras gentes de outras regiões, nomeadamente através do comércio e das festividades religiosas que desde sempre atraíram os chamados forasteiros de romaria.

Ourém também possui as suas festas e romarias, o artesanato e a gastronomia tradicional, os ofícios antigos e jogos tradicionais, a música popular e o traje, o folclore e a etnografia. Existem em todo o Concelho de Ourém diversas associações culturais, museus etnográficos e grupos folclóricos que procuram preservar o que as nossas gentes possuem de mais genuíno, transmitindo às novas gerações um legado cultural que a todos identifica.

Essas associações deveriam ser chamadas a participar nas Festas de Ourém, a fazer delas a sua própria festa porque, afinal de contas, é o povo que deve fazer a festa e não ser apenas chamado a assistir. Isto sem desmerecer a excelente programação e qualidade das festas que acabam de se realizar e pelas quais o Município de Ourém deve ser felicitado.

Mas, nas Festas de Ourém esperar-se-ia que as mesmas constituíssem uma marca da identidade cultural das suas gentes, a demonstração da sua autenticidade e do seu carácter, daquilo que realmente as identifica. Tal como sucede noutras regiões, muitos visitantes esperariam conhecer o seu artesanato e a sua culinária, assistir a uma demonstração do seu folclore e deslumbrar-se com a realização de um cortejo etnográfico no qual as diversas freguesias exibissem as suas tradições.

A reconstituição de tradições populares como as descamisadas e a pisa da uva no lagar, as lavradas e a serração da velha constituem motivos de grande curiosidade e atracção sobretudo de pessoas que, em virtude das formas de vida urbana, perderam o contacto com as suas raízes culturais.

Através do estabelecimento de permutas entre agrupamentos folclóricos, Ourém poderia ser palco de um grandioso festival de folclore, trazendo grupos dos mais variados pontos do país e até do estrangeiro e levando os ranchos folclóricos de Ourém a representar o nosso Concelho noutras regiões. Sem prejuízo, naturalmente, pela programação dos mais variados espectáculos culturais para os gostos mais diferenciados.

O decréscimo da importância da agricultura no Concelho de Ourém face à indústria e sobretudo ao sector do comércio e serviços não é justificação para que se perca a identidade cultural e se esqueça o legado transmitido pelos nossos ancestrais. Antes pelo contrário, o risco do desaparecimento de tais tradições é por si motivo suficiente para que as valorizemos e lhe passemos a atribuir a devida importância, fazendo-as marcar a sua presença em todas as festas que se realizam no concelho de Ourém!

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publicado por Carlos Gomes às 15:16
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FESTAS DE OURÉM ATRAÍRAM MILHARES DE VISITANTES

Durante três dias consecutivos, Ourém vibrou com as Festas do Concelho. Todos os caminhos vinham dar ao nosso Concelho e, através deles, milhares de forasteiros afluíram à cidade de Ourém para assistir aos concertos que se realizaram no Parque Linear. Em simultâneo, também as freguesias de Caxarias, Freixianda e Espite realizaram os seus festejos.

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Os cantores conjuntosJoão Pedro Pais, Quinta do Bill e GNR foram as estrelas que brilharam no palco das Festas de Ourém enquanto no palco 2 se destacavam os “Capitão Ortense”, “Drama&Beiço” e “Vice-Versa” a demonstrar que a música portuguesa continua a agradar ao público e a mover grandes multidões.

A grande atracção da noite de 25 de Julho esteve a cargo deJoão Pedro Paisque brindou os milhares de fãs que o acompanham com melodias que são já um êxito na vida musical do artista.

No dia 26, o recinto encheu para ouvir a banda de Tomar, “Quinta do Bill”, que apresentou o seu novo álbum “Sete”. Para além dos novos temas, as canções imortalizadas "Voa", "Se te amo" e "Filhos da Nação" animaram o público. Para cantar os “Filhos da Nação”, Carlos Moisés, que fez anos neste dia, contou com a ajuda do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca. Coube ao grupo GNR encerrar as festas.

No recinto, destaque ainda para vários pavilhões de venda de bebidas e petiscos explorados por diversas associações do concelho. As crianças não foram esquecidas, tendo à disposição um conjunto de insufláveis, num espaço infantil e radical.

O novo modelo das Festas de Ourém, iniciado no ano passado tem vindo a cativar cada vez maior número de pessoas, sendo já uma referência no calendário festivo do Concelho de Ourém e da própria região.

Quinta do Bill + Paulo Fonseca

O Dr. Paulo Fonseca interpretou os "Filhos da Nação" dos Quinta do Bill

Quinta do Bill - concerto

Os Quinta do Bill levaram á assistência ao rubro

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O cantor João Pedro Pais é sempre do agrado do público e os oureenses não lhe regatearam os aplausos

GNR

Os GNR encerraram as Festas de Ourém com chave de ouro...


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publicado por Carlos Gomes às 13:15
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CRECHE DA FREIXIANDA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS

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publicado por Carlos Gomes às 13:00
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“Histórias com… animais”

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16 e 30 de Junho – 10h30

Biblioteca Municipal de Ourém

Hora do conto à volta de uma história com animais é seguida de actividade de expressão plástica. Os trabalhos resultantes da actividade ficarão expostos na Biblioteca Municipal onde poderão ser apreciados por toda a comunidade.

Público-alvo: Menores de 7 anos ׀ até 20 participantes

Inscrições: gratuitas e obrigatórias pelo Tel: 900 540 249 (Ext. 6841) ou através do e-mail biblioteca@mail.cm-ourem.pt

 



publicado por Carlos Gomes às 00:20
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OURÉM NA INTERNET (XX)

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O Agrupamento 1078 de Caxarias do Corpo Nacional de Escutas acampou no endereço http://www.1078caxarias.web.pt/. Quem pretender conhecer as suas actividades, bastará aceder ao seu blogue que, em lugar bem visível, ostenta a flor-de-lis e a sua divisa “Alerta”.



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011
INSIGNARE ORGANIZA PEDDY PAPER

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publicado por Carlos Gomes às 19:39
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COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA REVISÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE OURÉM REUNE NOS PAÇOS DO CONCELHO

A Comissão de Acompanhamento da Revisão do Plano Director Municipal de Ourém vai reunir no auditório dos Paços do Concelho, na próxima sexta-feira, dia 1 de Julho, pelas 9h30. Na ocasião será feito um ponto de situação no que diz respeito a esta matéria.

De referir que, através do Aviso n.º 8109/2011, foi procedido a alteração à constituição da referida Comissão de Acompanhamento da Revisão do Plano Director Municipal de Ourém, o qual pode ser lido directamente em http://dre.pt/pdfgratis2s/2011/04/2S065A0000S00.pdf

Aviso n.º 8109/2011

Por despacho de 23/03/2011 da Vice -presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), nos termos do disposto nos n.º 1 do artigo 5.º da Portaria n.º 1474/2007, de 16 de Novembro, é alterada a constituição da Comissão de Acompanhamento da Revisão do Plano Director Municipal de Ourém, presidida pelo representante da CCDRLVT, passando a integrar um representante das seguintes entidades e serviços:

i) CCDRLVT — Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo;

ii) Câmara Municipal de Ourém;

iii) Assembleia Municipal de Ourém;

iv) ANPC — Autoridade Nacional de Protecção Civil;

v) ARH -Tejo — Administração de Região Hidrográfica do Tejo;

vi) ARSLVT — Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo;

vii) DGEG — Direcção -Geral de Energia e Geologia;

viii) DRAPLVT — Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo;

ix) DRELVT — Direcção Regional de Economia de Lisboa e Vale do Tejo;

x) DRFLVT — Direcção Regional de Florestas de Lisboa e Vale do Tejo da Autoridade Florestal Nacional;

xi) ICNB — Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade;

xii) IGESPAR — Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico;

xiii) IGP — Instituto Geográfico Português;

xiv) IMTT — Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres;

xv) INIR — Instituto de Infra -Estruturas Rodoviárias;

xvi) Turismo de Portugal;

xvii) Câmara Municipal de Alcanena;

xviii) Câmara Municipal de Alvaiázere;

xix) Câmara Municipal da Batalha;

xx) Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere;

xxi) Câmara Municipal de Leiria;

xxii) Câmara Municipal de Pombal;

xxiii) Câmara Municipal de Tomar;

xxiv) Câmara Municipal de Torres Novas.

O presente revoga o despacho a que se refere o Aviso n.º 5676/2011, de 14/02/2011, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 40, de 25/02/2011.

23/03/2011. — A Vice -Presidente, Paula Santana.



publicado por Carlos Gomes às 18:39
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TROFÉU URBANO TRIAL BIKE EM OURÉM NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA

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O I Troféu Urbano Trial Bike vai realizar-se no próximo dia 2 de Julho, pelas 21 horas, no Jardim Plessis Trévise em Ourém, contando com a participação de atletas nacionais e internacionais da modalidade.

Na passada sexta-feira, nas Festas de Ourém, houve uma pequena demonstração desta modalidade com os finalistas do programa "Portugal Tem Talento".



publicado por Carlos Gomes às 18:21
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Noite do “Faz de Conta” no Museu Municipal de Ourém

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O Museu Municipal de Ourém– Casa do Administrador - vai promover durante os dias de 1 e 2 de Julho a noite do “faz de conta”, convidando todas as crianças entre os 6 e os 12 anos de idade a passar uma noite mágica, recheada de muitas actividades e aventuras.

Programa:

Dia 1:

19h30 - Recepção às crianças pela equipa do serviço educativo do Museu

- Jantar

- Descoberta da exposição de brinquedos “Faz de Conta” à luz da lanterna

- Jogos diversos

- Oficina pedagógica: “vem e constrói o teu brinquedo”

- Depois dos dentes lavados e pijama vestido é hora de sonhar ao som de uma história de encantar

Dia 2:

9h00 – despertar

– Pequeno-almoço

– Visionamento do filme Wall-E

11h30 – é chegada a hora de voltar para casa

Informações adicionais: as crianças deverão trazer na sua mochila: saco de cama, colchonete, pijama confortável, utensílios de higiene pessoal, toalha, roupa e uma lanterna.

Limite de participantes: 15

Com menos de 5 inscrições a actividade não se realizará.

Inscrição: 15€ (10€ no caso de serem irmãos); Prévia e obrigatória através dos seguintes contactos: Telm: 919 585 003 ׀ Telef: 249 540 900 (ext: 6831  ׀e-mail: museu@mail.cm-ourem.pt



publicado por Carlos Gomes às 18:08
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OURÉM REALIZA CAMPANHA DE RECOLHA DE RADIOGRAFIAS PARA RECICLAGEM

O Município de Ourém vai associar-se à 16ª Campanha de Reciclagem de Radiografias da AMI – Assistência Médica Internacional, que decorre até ao próximo dia 5 de Julho, pelo que constituiu um ponto de recolha de radiografias que possuam mais de cinco anos ou já não tenham valor de diagnóstico.

O material pode ser entregue na Divisão de Assuntos Sociais (DAS) do Município de Ourém ou em qualquer farmácia do concelho de Ourém.

Para qualquer esclarecimento poderá ser contactada a DAS, através do telefone n.º 249540900 (ext. 6532) ou email tania.graca@mail.cm-ourem.

 



publicado por Carlos Gomes às 18:04
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OURÉM PROMOVE CAMPANHA DE VACINAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO ELECTRÓNICA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS

O Município de Ourém realiza a partir do próximo dia 9 de Julho uma campanha de profilaxia da raiva e outras zoonoses e a campanha de identificação electrónica. O serviço será executado pelo médico veterinário municipal, Dr. António Manuel Pereira, e decorrerá nas várias freguesias do concelho de Ourém até ao mês de Setembro



publicado por Carlos Gomes às 17:57
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GALERIA MUNICIPAL INAUGURA EXPOSIÇÃO DE ESCULTURA DE RICARDO TOMÁS E PINTURA DE ELSA GONÇALVES

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A Galeria Municipal de Ourém inaugura no próximo dia 2 de Julho, pelas 16 horas, a Exposição “SONS DA TERRA”.

O certame inclui pintura de Elsa Gonçalves e escultura de Ricardo Tomás.

A Exposição está patente ao público até ao próximo dia 31 de Julho, encontrando-se aberta de Terça-feira a Domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14 às 18 horas.

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O Som da Terra

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O outro Senhor

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publicado por Carlos Gomes às 12:45
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“O OLHO DE VIDRO”: UMA NOVELA DE CAMILO CASTELO BRANCO QUE DARIA UM EXCELENTE ARGUMENTO CINEMATOGRÁFICO

Braz Luiz de Abreu foi um famoso médico oureense de origens judaicas que o notável romancista Camilo Castelo Branco imortalizou na sua novela “Olho de Vidro”, precisamente a alcunha pela qual era conhecido. Esta novela descreve também a vida da comunidade judaica de Ourém e, por conseguinte, relata uma parte importante da nossa história local cujo estudo está ainda por se fazer.

Numa altura em que se prepara a realização do Festival Internacional de Cinema de Ourém que irá realizar-se sob o signo da tolerância, a novela “O Olho de Vidro” de Camilo Castelo Branco bem poderia constituir um excelente argumento para a realização de uma produção cinematográfica. Uma tema, aliás, da maior oportunidade atendendo não apenas à sua projecção internacional como ainda à possibilidade de divulgação de um dos maiores escritores da Língua portuguesa, precisamente numa altura em que foi incompreensivelmente afastado dos manuais escolares.

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"O Olho de Vidro" é um romance histórico escrito pelo notável escritor e novelista Camilo Castelo Branco. A história baseia-se na vida atribulada do médico oureense Brás Luis de Abreu. De origens judaicas, este nasceu em Ourém, a 3 de Fevereiro de 1692, tendo sido exposto em Coimbra. Porém, consta que foram seus pais Francisco Luiz de Abreu e Francisca Rodrigues de Oliveira. A sua vida foi sempre marcada pela perseguição que o Santo Ofício exerceu sobre aqueles que dele cuidaram na sua infância, concretamente os judeus que a esse tempo tiveram de abandonar o país e, após muitas desventuras, vieram a fixar-se na Holanda onde ergueram a famosa Sinagoga Portuguesa de Amesterdão que constitui uma das principais referências daquela cidade. De resto, a comunidade judaica registou a sua presença em Ourém onde, aliás, se preservam testemunhos e se podem ainda identificar algumas famílias de origem judaica, agora plenamente integradas na sociedade portuguesa e na vida local.

Brás Luis de Abreu foi autor do tratado “Portugal médico ou Monarquia médico-lusitana” e “Sol nascido no Ocidente e posto ao nascer do Sol. Santo António Português” entre outras obras.

Conhecido por “Olho de vidro”, Brás Luis de Abreu inspirou o escritor Camilo Castelo Branco quando este escreveu a novela “O Olho de Vidro”, adoptando precisamente para título a alcunha do afamado médico oureense. Desse romance, transcreve-se seguidamente algumas passagens nas quais o escritor faz referência directa a Ourém:

Ás dez horas da noite seguinte, Francisco Luiz e o seu amigo sairam de Coimbra, cada qual por diversa porta. O bemfeitor foi para Ourem, sua terra; o judeu da Guarda, por desvios escusos, entrou, decorridas duas noites de jornada, na abegoaria onde o esperava a mãe da creancinha, que bebia um leite aguado de lagrimas.

(…) Nas ferias d'aquelle anno, o lente simulou uma jornada a Ourem, sua patria, e foi em direitura a Lisboa. O santo officio de Coimbra reparou na saida, e lançou pesquizas. Informaram-no de alguns processos de liquidação de patrimonios e venda de bens, que o doutor Abreu rapidamente negociára na terra de sua mulher. D'isto foi avisado o inquisidor geral, de modo que já em Lisboa o promotor instaurava processo, quando o lente alli chegou.

(…) Foi o doutor a Ourem, com ares de forasteiro que vê pelo miudo as mais e menos notaveis terras dos paizes. A casa onde elle nascêra havia sido vendida pela corôa, para a qual tinha sido confiscada, depois que o dono fôra queimado em estatua. Estava sendo estalagem. Pernoitou n'ella; dormiu no quarto de sua mãe... não dormiu: chorou por todo o correr da noite vagarosa. Antes que a primeira luz do seguinte dia apontasse, saiu do quarto onde nascêra e morrêra sua mãe, viu de passagem o quarto que fôra o seu, e d'onde agora saía outro viageiro madrugador.

(…) Francisco Luiz encarou n'elles com desprezo: não podia ser de piedade, nem de odio aquelle sorriso que entre-abriu os beiços do velho judeu de Ourem.

(…) Corria o anno de 1697. Francisco Luiz d'Abreu, doutor em medicina, mudára sua residencia para Coimbra, esperançado em entrar no magisterio, conforme lh'o promettiam sua capacidade, vasto saber e creditos. Tinha casado, quatro annos antes, com Francisca Rodrigues de Oliveira, filha de abastados judeus de Ourem. Não tinham filhos; mas dos braços de um ao outro saltava um menino de cinco annos, chamado Braz, acariciado com blandicias de filho. A creança tratava de padrinho o doutor, e á senhora chamava mãe. A esposa do medico, privada do goso de se ver assim amimada nos labios de anjo desentranhado de seu seio, jubilava de lhe ouvir aquelle doce nome de mãe, e toda se estremecia de maternal ternura chamando-lhe seu filho.

(…) Relatava-lhe a perseguição que os Oliveiras de Ourem estavam soffrendo, desde a fuga na náo da carreira da India, e o certo perigo que corria a creança, se levissimas suspeitas o indigitassem como filho de Francisco de Abreu.

(…) O israelita de Ourem ia triste. Dir-se-ia que nunca elle, até á vespera d'aquelle dia, devéras se convencêra da morte do seu Antonio de Sá. Tantos annos idos, e elle ainda a querer-lhe e como que a esperal-o! Já o seu contemporaneo Barreto lhe havia dito na summa o que Braz de Abreu lhe dissera, e todavia o convencimento da morte do marido de D. Maria não o tinha ainda penetrado, ao que parecia.

in "O Olho de Vidro", de Camilo Castelo Branco



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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
TROFÉU URBANO TRIAL BIKE REALIZA-SE EM OURÉM

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O I Troféu Urbano Trial Bike vai realizar-se no próximo dia 2 de Julho, pelas 21 horas, no Jardim Plessis Trévise em Ourém, contando com a participação de atletas nacionais e internacionais da modalidade



publicado por Carlos Gomes às 18:50
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MIGUEL PORTELA APRESENTA POESIA EM OURÉM

O escritor Miguel Portela vai estar na Biblioteca Municipal de Ourém, no próximo dia 2 de Julho, pelas 17 horas, para apresentar a sua mais recente obra poética: “Quem Sabe?!...” e autografar os seus livros.

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Miguel Portela é um Figueiroense, investigador de história local, poeta, compositor e músico, para além da sua profissão como Técnico Superior na área da Engenharia Civil, nomeadamente no sector da Qualidade e da Segurança.

É autor de diversas obras, salientando-se: “Ilustrar Figueiró”, publicado em 2008; “Requiem - Padre António Estevam”, publicado em 2008, em co-autoria com Margarida Herdade Lucas.

Em 2010, é publicada a obra,”A Idade de Ouro da Imprensa do Norte do Distrito de Leiria”, em co-autoria com Margarida Herdade Lucas, numa edição da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, cuja segunda edição ocorreu nesse mesmo ano.

Em Maio de 2011, publicou o livro “A Quinta dos Paivas ou do Ribeiro Travesso”, em co-autoria com Margarida Herdade Lucas, do qual a segunda edição já se encontra esgotada.

São várias as exposições que tem vindo a realizar dentro das temáticas das obras publicadas, em colaboração com Margarida Herdade Lucas.

Ilustrar Figueiró, foi uma exposição inserida nas Jornadas Culturais ocorridas em 2008, no Convento do Carmo, em Figueiró dos Vinhos. “ A Idade de Ouro da Imprensa do Norte do Distrito de Leiria” e ”José Malhoa com a Arte na Alma” constituem temas de exposições que, ao longo dos últimos três anos, já percorreram mais de quinze concelhos do país.

São várias as conferências que tem vindo a efectuar sobre a Imprensa do Norte do Distrito de Leiria, bem como sobre a vida e obra do pintor José Malhoa.

Como poeta, publicou o seu primeiro livro “Diz sempre sim…”, cujo lançamento ocorreu na Biblioteca Municipal de Alvaiázere, inserido nas Comemorações do Centenário da Implantação da República.

O seu mais recente livro, “Quem Sabe?!...”, traduz a continuidade do trabalho poético que tem vindo a dar a conhecer.



publicado por Carlos Gomes às 18:42
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A Freguesia da Serra e a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres

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Antiga igreja paroquial de Fátima

 

“A freguezia da Serra, situada no logar da Fátima, é da invocação de N. Senhora dos Prazeres; foi desmembrada da collegiada no anno de 1568; os fregueses a fizeram e ficaram com obrigação de a fabricar, excepto d’ornamentos, para o altar mor, cruz de prata cálix e custodia, a que ficou obrigado o dicto cabido; mas no anno de 1636 se concertou com os freguezes, que tomaram sobre si a dicta fabrica, por 5$000 reis, que o cabido lhe dá cada anno, de que fez contracto, confirmado pelo prelado, do qual tem uma copia o cabido e outra os freguezes.

A apresentação do cura é do cabido e a paga, que é de 20$000 reis. Tem o cura as offertas e pé d’altar; não tem amentas; tem casas por conta dos freguezes pelo dicto contracto; tem a parochia mais de 200 fogos. Tem a egreja sacristia, capella de pia de baptisar, de aboboda, com grades, e um sino. A capella mor é d’abobada, o altar tem três nichos, dourados e pintados, no meio N. Senhora dos Prazeres, de vulto; no da parte do evangelho, o Espirito Santo, no da epistola, S. Gregório, Papa, todos de vulto; está mais n’este altar, entre o nicho da Senhora e o de S. Gregório, um Christo crucificado, fora, do nicho, coberto com um volante, ou cortina, e da outra parte, juncto ao do Espirito Santo, está outro nicho, pequeno, do feitio dos mais, e n’elle o menino Jesus, de vulto; tem dous altares collateraes, juncto ao cruzeiro; no da parte e o evangelho um nicho, grande, que occupa todo o altar, dourado e pintado feito a modo de retábulo e n’elle N. Senhora do Rozario; imagem de vulto; no altar da parte da epistola está um nicho, de pedra, dourado, e pintado, e a modo de retábulo, occupa todo o altar, e n’elle Santo António, de vulto, e fora do nicho, no mesmo altar, S. Sebastião e S. Silvestre; imagem de vulto.

(O Couseiro, 2ª parte, capítulo 18)

A freguesia assim desmembrada da colegiada de Ourém ficou pertencendo ao Arcebispado de Lisboa.

Entretanto, em 1585 foi anexada ao Bispado de Leiria, até à extinção desta Diocese, em 1882, altura em que voltou a pertencer eclesiasticamente ao Patriarcado de Lisboa. Com a restauração da Diocese de Leiria, ficou na área da sua jurisdição.

A ermida de Nossa Senhora dos Prazeres, foi elevada a igreja paroquial da freguesia de Fátima em 1568.

- in Vila de Fátima. Organização do processo para a Elevação de Fátima a Vila. Junta de Freguesia de Fátima. 1978.



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Domingo, 26 de Junho de 2011
CONDES DE OURÉM REPOUSAM NO PANTEÃO DOS REIS DA DINASTIA DE BRAGANÇA NO MOSTEIRO DA IGREJA DE S. VICENTE DE FORA

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Possuindo a Dinastia de Bragança ascendência na Dinastia de Avis, passaram os Duques de Bragança a ostentar o título de Conde de Ourém. Estes repousam agora no Panteão dos Reis existente no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

O Panteão foi criado em 1885 por iniciativa do Rei D. Fernando II que mandou transferir para este espaço que foi refeitório dos cónegos, os túmulos que antes se encontravam numa pequena dependência junto à capela-mor da igreja.

Alguns monarcas não se encontram ali sepultados. São eles D. Maria I que jaz na Basílica da Estrela, D. Pedro IV que foi transladado para o Brasil e D. Maria Pia que se encontra no Panteão dos Sabóias, em Turim.

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Sobre os túmulos estão colocadas as respectivas coroas reais que simbolizaram os seus reinados.

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A Pátria chora os seus mártires. Junto os túmulos do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, assassinados no atentado republicano de 1908.

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Um aspecto do panteão dos reis da Dinastia de Bragança que também foram Condes de Ourém, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

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Túmulo de D. João IV, em mármore.

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Túmulo de D. Manuel II, último Rei de Portugal.

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Túmulo de D. Amélia, Rainha no Trono, na Caridade e na Dor.

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Um aspecto do altar existente no panteão dos reis da Dinastia de Bragança.

 

Citações: http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.com/2011/06/condes-de-ourem-repousam-no-panteao-dos.html



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Sábado, 25 de Junho de 2011
SIMPÓSIO TEOLÓGICO PASTORAL DECORRE EM FÁTIMA ENTRE 24 E 26 DE JUNHO

«Adorar Deus em espírito e verdade. Adoração como acolhimento e compromisso»

Uma contribuição para aproximar do Deus vivo

Decorre no Santuário de Fátima até ao final da manhã de amanhã, 26 de Junho, o simpósio teológico-pastoral “Adorar Deus em Espírito e verdade – Adoração como acolhimento e compromisso”. Os trabalhos decorrem na Capela da Morte de Jesus, na Igreja da Santíssima Trindade.

“A partir de diversas perspectivas, pretende-se reflectir sobre os traços de Deus que a mensagem de Fátima põe em realce, sobre o lugar de Deus na vida dos homens e mulheres do nosso tempo, sobre a atitude de adoração dos crentes. Todos estes esforços, no entanto, só farão pleno sentido se contribuírem, de alguma forma, para nos aproximar do Deus vivo, como nosso Senhor”, afirma o Padre Vítor Coutinho, presidente da Comissão Organizadora, a propósito desta iniciativa que conta, até ao momento, com 420 participantes.

Desde a manhã de ontem, 24 de Junho, o simpósio tem sido marcado por intervenções muito variadas: alguns estudos teológicos, reflexões pastorais, partilhas da vivência da fé, apresentação de expressões culturais da fé cristã.

“A variedade aqui apresentada é sinal da diversidade de caminhos que Fátima nos proporciona, reflexo dos inumeráveis acessos que conduzem ao coração de Deus e dos muitos modos que Deus tem de nos tocar”, considera o Padre Vítor Coutinho.

O resumo de todas as conferências e paineis está a ser disponibilizado em www.fatima.pt em Memória do Percursos.

Santuário apresenta novo volume da Documentação Crítica de Fátima

No âmbito do programa do simpósio “Adorar Deus em Espírito e verdade – Adoração como acolhimento e compromisso”, que decorre até ao final da manhã de 26 de Julho em Fátima, foi apresentado mais um volume da Documentação Crítica de Fátima: o terceiro tomo do quinto volume.

“Este tomo abrange a documentação do segundo semestre de 1929: um total de 397 documentos (nºs. 784-1180), assim repartidos: 83 cartas (entre as quais seis da Irmã Lúcia), 13 documentos oficiais, uma nota ou apontamento, uma fotografia e 299 artigos e correspondências, em publicações periódicas, que representam cerca de 75% do total”, explicou o Padre Luciano Cristino, director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, no momento da apresentação, ao final da manhã de hoje.

A presente edição “constitui o décimo segundo tomo dos que já foram editados, pelo Santuário de Fátima, desde 1992, sob o patrocínio de uma Comissão Científica, coordenada pelo Centro de Estudos de História Religiosa, da Universidade Católica Portuguesa (UCP)”, informou o Padre Luciano Cristino.

A documentação põe em destaque a difusão da mensagem de Fátima e o engrandecimento da devoção.

“A profusa distribuição da ‘Voz da Fátima’, que vai aumentando de tiragem, e de pagelas e fotografias, em diversos países, começa a suscitar um progressivo interesse de revistas especializadas que, através de pequenas notícias ou estudos, junto dos milhares de assinantes, divulgam Fátima, cada vez mais”, destacou o sacerdote.

A obra relata um acontecimento significativo ocorrido no final do ano de 1929: a bênção de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo Papa Pio XI, para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

“Este novo gesto do Papa, depois da distribuição de pagelas de Fátima aos alunos do mesmo Colégio, ocorrida em Janeiro, demonstra a progressiva aceitação das aparições de 1917, pela Santa Sé, e contribui para a aceleração do processo canónico diocesano, que ficará concluído em Outubro de 1930”, sublinha o Padre Luciano Cristino.

“No restante, os documentos deste tomo repetem as temáticas do anterior: a malha do culto vai-se estendendo a todo o país, onde se repetem as celebrações de Fátima, principalmente nos dias 12 e 13 de cada mês; a fundação de altares com imagem, capelas interiores e até construção de pequenos templos, em honra de Nossa Senhora de Fátima; aumento extraordinário de peregrinações ao Santuário”, conclui.

LeopolDina Simões



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A escultura no imaginário popular

Desde tempos remotos, o Homem procurou imitar o Criador, moldando o barro e dando-lhe formas quase humanas e animais, gravando na rocha bruta ou pintando nas paredes das cavernas as imagens que faziam parte do seu mundo. Porém, não se limitou a representar tal como o observava mas ainda a transmitir aquilo que sentia ou as ideias que encarnavam. Faltou-lhe, apenas, dar-lhe o sopro da vida para que, inspirado no Talmude, lograsse alcançar o poder divino da criação.

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Ficaram célebres os galos que em Barcelos a barrista Rosa Ramalho fazia sair das suas mãos calejadas a lembrar a lenda do peregrino que um dia ali passara a caminho de Santiago de Compostela e que mais não representa do que uma reconstituição da passagem bíblica que narra a negação de Jesus feita por S. Pedro. Os famosos galos, entretanto retocados nas suas formas e coloridos originais, vendidos em barro, têxtil e filigrana, correm agora o mundo e constituem uma importante fonte de receitas do nosso turismo.

Quem passa pela Atouguia, depara nalguns pontos desta localidade, geralmente à entrada das propriedades, com uma curiosa figura esculpida em pedra, como a que captámos no Zambujal e que junto reproduzimos. Na sua forma tosca, ela reflecte a imaginação daquele que a enxergou no interior da rocha e daí a retirou para o apresentar na sua figura austera, de aspecto sóbrio cuja dignidade não dispensa sequer o chapéu característico do lavrador da região. Quem sabe se esta imagem não poderia ganhar um sopro de vida e ir mais além dos limites estreitos das terras da Atouguia?



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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Bispo de Leiria-Fátima alerta que “onde Deus desaparece, o homem cai na escravidão da idolatria”

24-26 de Junho de 2011: Simpósio teológico-pastoral

«Adorar Deus em espírito e verdade. Adoração como acolhimento e compromisso»

Iniciou esta manhã em Fátima o primeiro de um ciclo de simpósios e outras incitativas de âmbito científico, de formação e de investigação, pensado e promovido no âmbito da celebração do centenário das aparições, que o Santuário promoverá até ao ano de 2017.

Com à volta de 400 participantes, este simpósio nacional decorre na Capela da Morte de Jesus, na Igreja da Santíssima Trindade. Pretende, nas palavras do reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, “aprofundar o específico da adoração cristã, que é sempre a adoração à Santíssima Trindade e adoração em espírito e verdade”.

“Julgo que a mensagem de Fátima nos pode ajudar a descobrir a adoração como horizonte bem mais vasto da nossa vivência cristã, não desvalorizando em nada a importância da adoração eucarística”, afirmou o Padre Carlos Cabecinhas.

Por seu lado o bispo de Leiria-Fátima, no mesmo momento de abertura do simpósio, lembrou o grande desafio para a pastoral de Fátima, como resposta à crise de Deus na cultura ocidental.

 “O desafio é pois ajudar a descobrir a beleza, o encanto e o gosto de Deus, no seu amor trinitário universal, que foram dados a conhecer e experimentar, por graça extraordinária, aos pastorinhos e que constituíam o cerne da sua adoração e os abriu à universalidade do amor”.

“Hoje, o apelo de Fátima chama-nos a proclamar e a aprofundar o Primado de Deus face à cultura pós-moderna nas diversas formas de niilismo, de ateísmo prático, de indiferença religiosa de muitos que vivem como se Deus não existisse, de eclipse cultural do sentido da presença de Deus, isto é, de quem pensa e sente um Deus distante que não se interessa pessoalmente por nós nem suscita em nós algum interesse por Ele”, destacou D. António Marto.

O alerta foi contundente: “Onde Deus desaparece do horizonte da vida, o homem cai na escravidão da idolatria, dos ídolos fabricados por cada um ou pela cultura dominante que vêm ocupar o lugar próprio de Deus como mostraram os regimes totalitários e como mostram as várias formas de niilismo, hedonismo e relativismo actuais”.

A razão do simpósio, como resposta a este alerta e tendo em vista “a transmissão da fé cristã hoje e também para a pastoral e a espiritualidade de Fátima”, sublinhou D. António Marto, é “dizer Deus hoje na cultura contemporânea, suscitar adoradores em espírito e verdade, sobretudo através da via da beleza, da sabedoria, da experiência mística quotidiana, do diálogo da fé com a razão como possibilidade de abrir novas vias de acesso de Deus ao coração do homem e de acesso do homem ao coração de Deus”.

Ano Pastoral em Fátima pretende aprofundar o sentido da adoração cristã

Até ao final da manhã de domingo decorre no Santuário de Fátima, da iniciativa e organização da instituição, o congresso teológico-pastoral «Adorar Deus em espírito e verdade. Adoração como acolhimento e compromisso».

O reitor do Santuário de Fátima recorda que esta iniciativa é concretizada no âmbito no primeiro ano da celebração do centenário das aparições.

“Este ano pastoral, com o tema ’Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente’, pretende-se focar a atenção na revelação do Deus uni-trino, partindo da mensagem de Fátima, e motivar à atitude de adoração por parte dos peregrinos”, disse o Padre Carlos Cabecinhas.

O reitor lembra ainda os vários programas e propostas que o Santuário de Fátima realizou ou pretende efectivar ao longo de todo este ano pastoral de 2010-2011.

Em Dezembro de 2010, foi inaugurada a exposição “Orai comigo” e publicado o livro “Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente”, onde se encontram, recorda o Padre Carlos Cabecinhas, “textos de reflexão teológica, subsídios catequéticos, esquemas de oração e de celebrações, que pretendem ser uma ajuda na vivência do tema deste ano”.

Entre Dezembro de 2010 e o passado mês de Abril, com periodicidade mensal, promoveu-se um ciclo de conferências para aprofundar  as diversas dimensões da temática.

Duas outras acções são completamente inéditas no Santuário de Fátima.

“Aos que visitam o Santuário é proposto um ‘Itinerário do Peregrino’, que convida a visitar os lugares das três aparições do Anjo, a evocar estas aparições e a descobrir a adoração como atitude fundamental”, recordou o reitor.

A outra proposta distribui-se por três momentos, um deles já realizado: a evocação das aparições do Anjo.

“Desconhecemos as datas dessas aparições, uma vez que a Irmã Lúcia apenas nos dá indicações temporais genéricas: a primeira aparição aconteceu na primavera de 1916, a segunda, no Verão do mesmo ano; e a terceira, no Outono”, disse o Padre Carlos Cabecinhas, recordando as datas de cada um destes momentos, 31 de Março (já realizado), 30 de Junho e 29 de Setembro.

Todas estas e outras iniciativas, conclui o padre Carlos Cabecinhas, pretendem “suscitar, a partir da mensagem, de Fátima, a atitude da adoração a Deus, Trindade Santíssima”.

Outras informações: www.fatima.pt

LeopolDina Simões



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São João e o Solstício de Verão

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Entrámos em Junho com ele no solstício do Verão. Salta-se a fogueira pelo S.João, brinca-se com alcachofras e martelinhos, tréculas e zaquelitraques, canta-se e dança-se. Pela calada da noite, invadem-se os quinteiros, assaltam-se as eiras e roubam-se vasos com plantas, carroças e carros de bois para seguidamente os levar para o centro da povoação. São as festas sãojoaninas, assim designadas em virtude da Igreja Católica ter atribuído a esta data o nascimento de S. João Baptista, uma reminiscência de antiquíssimos rituais pagãos relacionados com o Solstício de Verão e ainda com a adoração do fogo. De resto, o fogo adquiriu desde sempre um carácter sagrado ao ponto de ter sido deidificado.

No Porto e em Braga, as suas gentes vivem as festas sãojoaninas com particular intensidade. O Barredo e a Ribeira no Porto enchem-se de povo e a alegria e animação dura até às tantas da madrugada. Em Lisboa, as festas solsticiais abrangem todo o mês de Junho, associando S.Pedro e S.António aos festejos de S.João. O nascimento de S. António em Lisboa deve ter contribuído para que os festejos lhe tenham sido dedicados, popularizado ao ponto de muitas pessoas pensarem erradamente ser ele o patrono desta cidade.

Desde tempos remotos, o homem celebrava a chegada do Verão acendendo enormes fogueiras, cantando e dançando em seu redor. É a chegada do lume novo, um rito cuja sacralidade original se foi perdendo e que chegou até nós transmitido de geração em geração, assegurada pela própria tradição.

Entre os gregos e os romanos, competia às Vestais - sacerdotizas dos templos dedicados a Vesta - a tarefa de preservar aceso o fogo sagrado. Entre nós, persiste o costume de acender o lenho na noite de Natal ou na passagem do ano e o círio pela Páscoa. Manda a tradição católica que, à beira da pia baptismal, os padrinhos transportam a vela acesa quando o baptizado não o pode fazer se ainda for demasiado jovem. Mas, falo-á quando chegar a altura de confirmar o seu baptismo cristão. É que o fogo é a luz que nos ilumina e mostra a Verdade e a Vida. É ainda o fogo que nos aquece e afaga a nossa rude existência, elemento purificador que constitui um dos quatro elementos - os outros são a Terra, o Ar e a Água.

Mas o fogo é também festa. Desde a sua descoberta, aprendeu o Homem aprendeu a produzi-lo e manipular ao ponto de conseguir iluminar os céus e a terra com uma verdadeira constelação de alegria, salpicando-o de lágrimas e girândolas de cores e formas variadas, compondo na abóboda celestial um autêntico hino ao Criador. Afinal de contas, foi Ele quem pela primeira vez nos enviou o fogo sob a forma de um raio ou cuspiu das entranhas de um vulcão - eis o gesto primordial da criação que é ritualizado pelo homem desde os tempos em que Adão e Eva foram expulsos do paraíso por um anjo que empunhava uma espada de fogo.

É tempo de proceder à ceifa do trigo, do centeio e da cevada, de sachar o milho, sulfatar a vinha e crestar o mel das colmeias. Mas também é altura de festejar o S. João e saltar a fogueira. Desde o solstício de Verão até até ao equinócio do Outono, é tempo de festa, de estúrdia e de arraial. E, a fazer jus à fama da pirotecnia, não há verdadeiramente festa sem o luminoso colorido do fogo-de-artifício e o estardalhaço dos foguetes. O folclore do nosso povo conserva raízes que nos transportam à origem da própria civilização humana.

 

GOMES, Carlos. São João e o Solstício de Verão. http://www.folclore-online.com

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 09:00
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CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE OURÉM E FÁTIMA REALIZA AMANHÃ AUDIÇÃO DE CONTRABAIXO

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FESTA DA RADIO ALFA JUNTA EMIGRANTES PORTUGUESES EM FRANÇA

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REALIZA-SE AMANHÃ NO OLIVAL O CICLO RURAL DEDICADO AO ESPAÇO RURAL

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Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
Bombeiros: Liga vai apelar ao Governo revisão do modelo do sistema e financiamento de Protecção Civil

A Liga dos Bombeiros Portugueses vai solicitar hoje uma audiência ao novo ministro da Administração Interna para lhe dar a conhecer as prioridades dos bombeiros, que vão ser debatidas no Conselho Nacional da LBP, na quinta-feira em Ourém.

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A revisão do modelo do sistema e financiamento de Protecção Civil são as duas principais prioridades dos bombeiros que estarão em discussão em Ourém e que a Liga irá apresentar ao novo Governo, disse à agência Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Duarte Caldeira avançou que, durante o dia de hoje, a LBP vai solicitar uma audiência ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para lhe dar a conhecer as prioridades dos bombeiros.

A primeira prioridade da LBP “transita do Governo anterior”, salientou Duarte Caldeira, ao referir que passa pela salvaguarda do regime de financiamento de Protecção Civil.

"Temos perfeita consciência das condições que o país atravessa, mas não se pode adiar mais o regime de funcionamento específico do socorro confiado a bombeiros”, disse Duarte Caldeira.

Segundo o responsável, não se trata de “injectar mais dinheiro no sistema de Protecção Civil”, mas “repensar e reafectar as verbas disponíveis”.

Para o presidente da LBP, o investimento “não é canalizado de forma a chegar aos principais agentes com responsabilidades em 80 por cento do socorro, que são os corpos de bombeiros”.

A segunda prioridade apontada por Duarte Caldeira é “reavaliar o modelo do sistema de Protecção Civil em Portugal”, anunciado no programa do novo Governo de Pedro Passos Coelho.

“O anúncio da extinção dos Governos Civis não é dramático. É uma oportunidade para reestruturar o sistema de socorro”, desafiou o dirigente.

Como? “Tornando a Protecção Civil menos pesada ao Estado”, destacou. Para Duarte Caldeira, “cabe ao Estado a coordenação e monitorização do sistema de Protecção Civil”, mas “não lhe cabe apropriar-se dos seus agentes”.

Em tempo de mudança governativa, Duarte Caldeira defende uma “profunda reflexão, não precipitada nem influenciada por critérios do poder político”, que terá de “agilizar e procurar a racionalização e simplificação da estrutura”.

Tendo em conta o fim dos Governos Civis, Duarte Caldeira admitiu que é um momento para “Portugal repensar um sistema alternativo de afectação das responsabilidades, que alguém terá de herdar”.

A solução poderá passar por criar uma estrutura intermunicipal em zonas de risco, sem perder a eficácia do socorro, uma vez que há locais, como a Serra da Estrela, que atravessam mais do que um distrito.

A LPB reúne na quinta-feira, em Ourém, em Conselho Nacional, que servirá para aprovar o programa e o regulamento do seu 41.º Congresso Nacional, que se realiza na Régua, entre 28 e 30 de Outubro.

 

Rádio Cardal, em http://www.radiocardal.com/



publicado por Carlos Gomes às 18:34
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Contributo do Município de Ourém à proposta de Revisão do Plano Estratégico Nacional de Turismo

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca apresentou, em reunião de câmara, o texto com o contributo do Município de Ourém ao Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT). O documento, que reivindica mais autonomia para o Turismo Religioso no PENT, mereceu a aprovação por unanimidade.

Paulo Fonseca

 "O presente documento pretende constituir-se um contributo à proposta de Revisão do Plano Estratégico Nacional do Turismo, que em boa hora decidiram as Instituições que tutelam o sector rever este documento lançado em 2007.

Concordamos inteiramente que o PENT constitui um instrumento de elevada importância no desenvolvimento do sector do Turismo e que se mostra imprescindível na articulação das diversas Entidades Públicas e do sector privado.

Salientamos as palavras do Sr. Secretário de Estado do Turismo de que “…o Turismo conquistou um papel central na economia portuguesa e é hoje líder nas exportações, na sustentabilidade, na inovação e na criação de emprego. O Turismo contribui, como nenhuma outra actividade, para a correcção de assimetrias e para a criação de emprego sendo já um dos principais motores do desenvolvimento regional em Portugal.”

A um Município como o de Ourém é o exposto nas palavras do Sr. Secretário de Estado que nos move. O Turismo é, efectivamente, um motor de desenvolvimento da economia e através da riqueza que cativa, do emprego que cria e da qualidade de vida que proporciona torna-se numa forte alavanca da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Neste sentido, vimos junto de V. Exas. manifestar o nosso entendimento de que, pela singularidade, força e potencial que lhe está inerente, o Turismo Religioso justifica por si só a existência de um produto estratégico exclusivo. Ainda que a proposta lançada a revisão apresente o produto “Touring – Turismo Cultural e Religioso”, consideramos que tal não é suficiente. O Turismo Religioso, pelo seu contributo ao Turismo nacional e para que possa ser reforçado, deve ser autonomizado no leque dos produtos prioritários a apoiar e a potenciar.

Atendendo ao peso que o produto “Turismo Religioso” tem hoje em Portugal e no mundo, ao forte contributo que este concede ao desenvolvimento do Turismo e ao enorme potencial que lhe está associado, consideramos que não basta ocorrer uma mera troca de palavras, alterando o produto “Touring Cultural e Paisagístico” para “Touring Cultural e Religioso”. Neste sentido, não temos quaisquer dúvidas de que o Turismo Nacional necessita de poder contar com um leque de produtos (estratégicos), fortes, claros e com “moeda de troca” isto é, produtos aos quais se lhe concedam apoios que, de seguida, retribuam com um valor acrescentado no desenvolvimento do Turismo.

Numa época de crise como a que estamos a viver, é necessário, para a ultrapassar, utilizar todos os recursos ao nosso alcance. Neste sentido, aproveitando o Turismo para desenvolver o país, devemos conceder meios ao Turismo Religioso para que este se constitua um verdadeiro pilar do sector.

A partir de um Município que recebe por ano mais de 5 milhões de visitantes, reforçamos a nossa total disponibilidade para trabalhar, como sempre o temos feito, em prol do desenvolvimento do Turismo Religioso como produto estratégico nacional. A bem do sector do Turismo, a bem do País.

Ourém, 21 de Junho de 2011

O Presidente da Câmara Municipal

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publicado por Carlos Gomes às 12:09
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MUSEU MUNICIPAL APRESENTA AMANHÃ "ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS"

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publicado por Carlos Gomes às 12:03
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SOLIDARIEDADE COM MOÇAMBIQUE TEM LUGAR NA FREGUESIA DO OLIVAL NO PRÓXIMO DIA 1 DE JULHO

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publicado por Carlos Gomes às 08:39
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CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE OURÉM E FÁTIMA REALIZA AMANHÃ AUDIÇÃO DE CLARINETE

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publicado por Carlos Gomes às 00:31
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CHEGOU O VERÃO E A ÉPOCA BALNEAR NO AGROAL

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Situado na margem direita do rio Nabão, nos limites dos concelhos de Ourém e Tomar, as águas termais da nascente do Agroal são um dos principais pontos de atracção das gentes da região. À medida que o calor se torna mais intenso, as pessoas procuram a frescura do local que a baixa temperatura das suas águas e a paisagem envolvente proporciona.

O Agroal é uma estância balnear fluvial bastante concorrida mas é também um local de encontro e de convívio. Ali se reúnem vizinhos e amigos, aproveitando também para o reencontro com os emigrantes que se encontram de regresso temporário às suas terras. Gente que vem de muitas localidades de Ourém, Tomar, Ferreira do Zêzere, Pombal, Ansião e até de outras localidades bem mais distantes.

Nas imediações, organizam-se outras actividades ligadas à natureza e aos desportos radicais a pensar nomeadamente nos mais jovens. O Agroal continua a ser um local que convida à descoberta! 

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As termas do Agroal são uma dos locais de lazer mais procurados na região durante a época estival.

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Em virtude das obras recentemente realizadas, este local reúne agora melhores condições de higiéne e segurança.

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O Agroal constitui actualmente uma zona balnear fluvial bastante concorrida.

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Não faltam no Agroal as unidades hoteleiras para receber os visitantes.

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O rio Nabão recebe no Agroal as águas de uma das suas mais caudalosas nascentes.

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As termas do Agroal situam-se nos limites dos concelhos de Ourém e Tomar. Incompreensivelmente, este último concelho não tem dedicado grande atenção a esta estância balnear que também atrai numerosos tomarenses.

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As especialidades típicas da região são bastante procuradas por quem visita o Agroal.

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Na margem esquerda do rio Nabão, procede-se à recolha de dados de monitorização ambiental, concretamente a análise da corrente e a altura da maré. Na imagem vêem-se as réguas de escala para medição da altura do caudal do rio.



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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
OURÉM HOMENAGEIA CINEASTA FERNANDO LOPES

A Câmara Municipal de Ourém distinguiu o cineasta e realizador cinematográfico Fernando Lopes com a Medalha de Ouro do Município. A homenagem teve lugar no âmbito das celebrações do Dia do Município de Ourém e contou com a presença do homenageado.

Fernando Lopes

No domingo esteve na exibição do filme “O Delfim”, da sua autoria, que foi rodado na Quinta da Alcaidaria-Mor, em Ourém, e no dia do Município participou nas cerimónias oficiais onde foi homenageado.

Para o realizador e de acordo com as suas próprias palavras, este regressoa Ourém ea distinção que a Câmara lhe atribuiu “comoveu-me muito”, pois “foi aqui que vivi o período mais importante da minha formação, onde aprendi o que era a solidariedade entre amigos”. “Fico muito agradecido por se terem lembrado de mim”.

Fernando Lopes nasceuemMaçãsde Dona Maria, concelho de Alvaiázere, mas aos quatro anos veio para Ourém morar com a “tia Margarida”, onde permaneceu até aos 12 anos de idade.

Destes tempos, recorda as idas ao cinema às quartas-feiras, com a “tia Margarida”, que descreveu como “uma cinéfila ferrenha” e “uma mulher muito mais culta do que era normal na altura”, factores que lhe permitiram aprender “a sonhar e a ter gosto pelo cinema”.

A escola primária e a prisão são os locais de que mais se lembra, pois era perto daqui “que jogava à bola”. Na sua memória está ainda bem presente o “professor Roque” que “era terrível, porque dava grandes reguadas”.

“Esta distinção é uma espécie de flashback de quando era menino e moço”, concluiu o realizador, actualmente com 75 anos.

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“Uma ideia excelente”

Sobre a realização de um Festival Internacional de Cinemaem Ourém, Fernando Lopesdiz que é “uma ideia excelente”, pois “um festival com esse espírito pode ser uma forma de afirmação da cidade do pontode vista cultural”.“É com muito gosto que vejo nascer esta ideia que tem tudo para ser um sucesso”.

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Sobre Fernando Lopes

Considerado um dos mais prestigiados realizadores portugueses, Fernando Lopes é uma referência nacional do cinema Português, cujo percurso biográfico o liga a Ourém por aqui ter residido durante a infância e pela escolha de Ourém com um cenário privilegiado para a rodagem de filmes que se tornam incontornáveis no panorama cinematográfico português.

O Cineasta Português nasceu em Maçãs de Dona Maria, no Concelho de Alvaiázere a 28 de Dezembro de 1935, tendo vivido parte da sua infância em Ourém. Aos dez anos mudou a sua residência para Lisboa. O interesse pelo cinema é despontado com o movimento cine-clubista. Foi sócio do Cineclube Imagem, animado por José Ernesto de Sousa.

Partiu para Londres em 1959, como bolseiro do Fundo de Cinema Nacional. De regresso a Portugal, filmou vários documentários, neles revelando uma linguagem moderna.

Em 1964 realizou Belarmino, um filme-documento, inspirado no pugilista Belarmino Fragoso, onde introduz pela primeira vez o jazz como banda sonora numa produção cinematográfica portuguesa.

Em 1965 fez um estágio de três meses em Hollywood. Quatro anos depois foi nomeado presidente do Centro Português de Cinema, cooperativa de cineastas apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1971, realizou «uma abelha na chuva». O filme, com base no romance homónimo de Carlos de Oliveira, foi considerado um dos melhores de sempre.

Na década de 80, como director do departamento de co-produções na RTP, Fernando Lopes assumiu um papel decisivo na colaboração entre o canal público de televisão e o cinema português.

Nos últimos 30 anos dividiu-se entre a televisão e o cinema, o documentário e a ficção, com filmes como Nós por cá Todos bem (1978), presente na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; Crónicas dos Bons Malandros (1984; festival de San Sebastian), baseado no romance homónimo de Mário Zambujal, revelando-se numa crónica da Lisboa mítica que a modernidade ia apagando do mapa.

Matar saudades (1988; Festival do Rio de Janeiro) sobre um emigrante que regressa à sua terra natal para descobrir que lá só a morte o esperava. Em 1992, dirige O Fio do Horizonte, a melhor adaptação até hoje feita de um romance de Antonio Tabucchi, valendo a Fernando Lopes o Grande Prémio e Prémio de Melhor Actor e Melhor contribuição Artística no Festival de Amiens, França, além de ter integrado a Selecção Oficial dos Festivais de Roterdão e S. Francisco. Em 2001, Fernando Lopes volta a adaptar um romance, desta vez de um dos maiores escritores portugueses do séc. XIX, José Cardoso Pires. O Delfim, com rodagem em Ourém, distinguiu-se com grande êxito no cinema português, integrando, em 2002, a Selecção Oficial, em Competição no Festival de Montreal. O filme foi seleccionado como o candidato português ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Consagrando-se como figura incontornável da produção cinematográfica em Portugal, Fernando Lopes tem-se dividido entre o documentário e a ficção, realizando mais de 50 filmes, ao longo de toda a sua carreira.

Ao longo da mesma, Fernando Lopes viu o seu trabalho ser distinguido em Portugal e no estrangeiro. A sua carreira foi celebrada em 2002, pelo FESTROIA - Festival Internacional de Cinema de  Setúbal,  com  uma  homenagem  aos  40  anos  do  seu  trabalho  como realizador, sendo galardoado com o “Golfinho de Ouro”. Em 2008, foi a vez do Fantasporto lhe prestar tributo distinguindo-o com o prémio especial de carreira.

Ainda, acerca do realizador Fernando Lopes, o AUREN já publicou antes alguns artigos que podem ser lidos em http://auren.blogs.sapo.pt/47766.html e http://auren.blogs.sapo.pt/47568.html

 



publicado por Carlos Gomes às 13:27
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ARRANCA AMANHÃ EM OURÉM O TORNEIO DAS ASSOCIAÇÕES

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publicado por Carlos Gomes às 00:05
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OURÉM NA INTERNET (XIX)

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A Paróquia de Fátima e dos Pastorinhos é uma comunidade que não dispensa o recurso às novas tecnologias para dar maior visibilidade à sua acção e aproximar os paroquianos levando-lhes a informação também por este meio. O seu site encontra-se no endereço http://www.paroquiadefatima.org/portal/index.php?id=1351



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011
OURÉM APRESENTA AO PÚBLICO A “SALA DOS RETRATOS”

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A Câmara Municipal de Ourém decidiu apresentar à população a “sala dos retratos” ou seja, o local onde se perfilam as fotografias dos antigos e actuais presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal de Ourém.

Situada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, este espaço foi especialmente aberto e apresentado ao público no âmbito da cerimónia de apresentação das Festas de Ourém 2011.

Para o vereador Dr. José Alho, trata-se de um espaço de “especial importância”, na medida em que acolhe “com dignidade todos aqueles que serviram e servem o município”. Aproveitou para destacar a inclusão de Artur Oliveira Santos na galeria dos presidentes de Câmara, “prestando-se-lhe assim a devida homenagem”.

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publicado por Carlos Gomes às 19:41
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SEMINÁRIO SOBRE A FLORESTA MARCA O INÍCIO DAS FESTAS DE OURÉM

Resinagem em discussão – Um novo olhar sobre o mundo rural

As Festas de Ourém arrancaram na passada sexta-feira, Dia Mundial do Combate à Desertificação, com a realização do Seminário Internacional Sust-Forest – Multifuncionalidade, conservação e emprego rural no território do sul da Europa através da extracção da resina, que reuniu em Ourém diversos especialistas nacionais e internacionais na área da resinagem.

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Ao longo de todo o dia foram debatidos os objectivos deste projecto, numa abordagem integrada sobre a actividade resineira, a economia, incêndios florestais e as dinâmicas de desertificação do mundo rural.

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca lembrou que “a esmagadora maioria da área do concelho de Ourém se enraíza no mundo rural, onde a floresta tem um papel significativo”. Neste sentido adiantou que a inserção deste seminário no programa das Festas tem a “maior importância”, na medida em que se trata de um “pilar económico para a sustentabilidade do nosso país e do nosso concelho”, realçando que “temos de valorizar o modo de vida das pessoas no espaço rural, invertendo a tendência negativa de abandono destes espaços”, uma vez que “aqui podem vir a construir o seu projecto de vida pessoal e profissional”.

Sobre o carácter internacional deste projecto, concretizada com a presença espanhola do Engº Félix Pinillos, Chefe de Fila do Projecto Sust Forest, que apresentou a aplicação deste projecto no seu país assim como a máquina de resinagem da CESEFOR, o Dr. Paulo Fonseca voltou a reforçar a “estratégia de internacionalização” do município de Ourém “que temos de agarrar”.

Por sua vez, o Vereador com o Pelouro das Florestas, Dr. José Alho destacou a presença de várias entidades de destaque ligadas a esta área. Adiantou alguns dos progressos que este executivo camarário tem levado a cabo, nomeadamente a revisão do Plano Director Municipal; a articulação com as Juntas de Freguesia no aproveitamento dos mecanismos disponíveis no PRODER; a criação de uma brigada de sapadores florestais e a possível implementação de uma brigada de intervenção fluvial. Neste contexto apresentou o Serviço de Apoio à Actividade Produtiva no Mundo Rural, localizado no Piso 2, no edifício do Centro de Negócios de Ourém. Este serviço está vocacionado para apoio aos agricultores, produtores pecuários, produtores florestais, apicultores e comerciantes.

A Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, Drª Deolinda Simões, lembrou que “o mundo rural tem sido abandonado”, mas manifestou-se “feliz porque as pessoas que estão à frente dos destinos da nossa terra têm sensibilidade para lidar com estes problemas”

A conclusão dos trabalhos esteve a cargo da Engª Gisela Simões, Administradora da OurémViva,EEM, que apontou a resinagem como uma “actividade complementar de emprego do meio rural com qualidade”, possibilitando a “prevenção de incêndios” e a “presença de mais pessoas no terreno”.

Da parte da tarde teve lugar uma saída de campo para a experimentação da máquina de resinagem no pinhal da Câmara Municipal de Ourém.

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O Seminário culminou com uma saída de campo.

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O Dr. Paulo Fonseca considera que a floresta é um “pilar económico para a sustentabilidade do nosso país e do nosso concelho”.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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INSTITUTO DE SOLDADURA E QUALIDADE DÁ FORMAÇÃO EM OURÉM

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O Município de Ourém, em parceria com o Institutode Soldadura e Qualidade, levou a efeito na semana passada, uma formação dirigida aos técnicos das autarquias da AMLEI – Associação de Municípios da Região de Leiria– e da CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Esta formação teve como objectivo dar a conhecer as competências e obrigações na instalação e armazenamento de combustível.

O Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, esteve na abertura dos trabalhos, tendo deixado aos presentes a mensagem de que “o papel das Câmaras é ajudar os cidadãos, sendo que para isso é importante que estejamos todos habilitados para responder a estas necessidades”.



publicado por Carlos Gomes às 13:13
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OURÉM APOSTA NA RESTAURAÇÃO EM “PRATOS LIMPOS”

A Câmara de Ouréme a SUMA apresentam a campanha “Pratos Limpos”, uma iniciativa que tem como objectivo sensibilizar os proprietários, gerentes e empregados dos estabelecimentos de restauração do concelho para a importância de implementação de rotinas ambientalmente correctas no exercício da sua actividade. A apresentação tem hoje lugar, pelas 18 horas, no auditório dos Paços do Concelho. Trata-se da nova etapade certificação no âmbitodo projecto "Pratos Limpos", que já atribuiu o certificado de “Restauração Ecológica” a 16 restaurantes do Município.

Composta por uma acção informativa e duas auditorias de aferição do envolvimento e empenho no que concerne a triagem, acondicionamento e deposição de resíduos valorizáveis e indiferenciados, a campanha resultou na entrega, em Junho de 2009, de um certificado de “Restauração Ecológica” aos 16 estabelecimentos que chegaram com sucesso ao final do processo de verificação e certificação das boas práticas.

A partir de hoje, será colocada em marcha a fase de renovação da actual certificação, em função dos resultados de nova auditoria e da constatação da manutenção de uma conduta responsável relativamente aos resíduos produzidos. A esta nova etapa as entidades promotoras – aCâmara Municipal de Ouréme a SUMA – farão coincidir, pelos resultados de excelência alcançados e pela percepção da importância que este tipo de acção encerra, a reabertura do processo aos restantes estabelecimentos do município que não tiveram oportunidade de aderir a esta iniciativa na fase anterior.

Esta campanha, que visa identificar estabelecimentos de “Restauração Ecológica”, pretende dar resposta a um crescente nicho de mercado constituído por consumidores esclarecidos, que optam por soluções de qualidade, credíveis e completas.



publicado por Carlos Gomes às 11:28
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MUSEU DE ARTE SACRA DE FÁTIMA REALIZA AMANHÃ SESSÃO DE CONTO INFANTIL

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publicado por Carlos Gomes às 00:46
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CENTRO HISTÓRICO É A JÓIA DO CONCELHO DE OURÉM

Desde que a destruição causada pelas invasões francesas levaram os oureenses a fixar-se na outrora insignificante Pedela que veio a dar origem à progressiva Vila Nova de Ourém, a nobre e veneranda Ourém continua a aguardar o seu regresso, agora não para se fixarem dentro dos estreitos limites das suas muralhas mas para descobrirem a beleza e graciosidade das suas ruas apertadas e dos seus recantos ajardinados. 

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O centro histórico de Ourém constitui um património de valor inestimável que necessita de ser preservado e usufruído. A sua conservação deve ter em consideração a utilização que dele possa ser feito, conciliando o comércio, o turismo e a ocupação habitacional de forma proporcionada. Não se pretende a fossilização de um centro histórico ou seja, a sua preservação sem uso.

Qual Acrópole ateniense, o antigo burgo medieval com o Castelo e o Paço dos Condes de Ourém, actualmente designado por “Cidade Velha”, constitui um autêntico espaço museológico que poderia atrair milhares de visitantes, aliás à semelhança do que se verifica com outras localidades no nosso país como Óbidos, Marvão e Monsaraz.

A dinamização daquele espaço depende naturalmente da sua divulgação, da realização de um vasto programa de actividades e, naturalmente, da melhoria das condições de acesso e estacionamento.

O Concelho de Ourém possui um potencial turístico que não se resume às peregrinações ao Santuário de Fátima e à Aldeia de Aljustrel. Com os seus monumentos e a sua história, os vestígios da sinagoga e as histórias de judeus contadas por Camilo Castelo Branco, as ruelas estreitas e o magnífico Terreiro de Santiago, a apreciada ginginha e as soberbas paisagens que dali se desfruta, o centro histórico de Ourém é um tesouro à espera que alguém descubra as riquezas que ele encerra.

O turismo é uma das indústrias que mais contribui para o desenvolvimento económico de muitos países, contribuindo para a preservação do património caso seja gerido de forma adequada. Vai muito provavelmente tornar-se na grande indústria do futuro. E Ourém possui como nenhuma outra terra um valioso centro histórico que pode tornar-se numa apetecida mercadoria dessa tão rentável indústria. 

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
HOJE É DIA DE OURÉM!

Ourém - Monumento Povo

O Concelho de Ourém celebra hoje, dia 20 de Junho, o seu Feriado Municipal. Ourém recebeu foral em 1180, atribuído pela Infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques. Nesse documento que confirma a sua autonomia municipal e no qual se refere a AUREN como sua denominação, não consta a data da atribuição. Foi, porém, decidido que Ourém passaria a assinalar o seu feriado municipal a 20 de Junho, data que marca também a sua elevação a cidade em 1991.



publicado por Carlos Gomes às 13:00
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Embarcações tradicionais portuguesas e a arte da construção naval

Desde os primórdios da sua existência, o Homem sentiu a necessidade aproveitar os recursos do mar para garantir a sua própria sobrevivência e, simultaneamente, transpor e utilizar como meio de ligação àquilo que à partida representava um obstáculo a estabelecer separação com outros espaços físicos. Por conseguinte, acabou por desenvolver as artes da pesca e os métodos de navegar, desde a utilização dos primitivos anzóis e do rudimentar madeiro até às modernas técnicas de arrasto e aos imponentes navios de cruzeiro que sulcam as águas dos oceanos.

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Embarcação tradicional do rio Nabão nos começos do século XX.

 

Ao longo da costa e nos pequenos cursos de água, os povos souberam construir pequenas barcaças para ligar as margens entre si, para utilizar como meio de transporte ou afoitar-se em mar alto na captura de espécies piscícolas necessárias à sua subsistência. E, no cruzamento de importantes cursos de água com grande vias de comunicação, construíram-se os aglomerados urbanos que passaram a concentrar

 Abundante de sardinha, as povoas de pescadores que se formaram ao longo da costa portuguesa praticaram durante muito tempo a arte xávega, utilizando para o efeito uma embarcação de proa erguida do tipo saveiro.

Desde o rio Minho até à foz do Guadiana, das serenas águas do Zêzere às agitadas ondas da costa portuguesa, existem por todo o país dezenas de embarcações tradicionais que constituem um verdadeiro património da arte popular. Algumas delas já apenas constituem lembrança dos mais antigos, apenas preservadas pelo modelismo naval em forma de miniaturas expostas em museus etnográficos. Outras, porém, aventuraram-se para praias distantes onde foram adoptadas pelas populações locais como os caíques algarvios no Brasil e sul de Angola. Casos houve ainda que, em contacto com culturas que até então lhes eram estranhas, as técnicas navais dos marinheiros portugueses originaram novos modelos náuticos, como se verifica com a lorcha nos mares do oriente

As embarcações tradicionais eram feitas a partir dos materiais existentes na região, a sua construção obedece geralmente à finalidade a que se destinam, atendendo às características dos sítios onde navegam, das condicionantes meteorológicas e de agitação marítima e, em função da dinâmica necessária, aosAs técnicas e artes da construção naval constituem uma das vertentes mais importantes da arquitectura e da engenharia de raiz popular e tradicional. O seu desenvolvimento deu origem a novas profissões, muitas das quais se encontram consagradas na toponímia de muitas localidades piscatórias como se verifica com os calafates e os carpinteiros de machado. É que, sem a arte da construção das embarcações seria impensável a navegabilidade, incluindo a que se relaciona com a actividade pesqueira e as tradições que lhe estão associadas.

Em diversos portos de abrigo que no passado serviram gregos e fenícios, criaram-se estaleiros que utilizavam a madeira da floresta que era plantada nos terrenos dunares do litoral. E, aí, com a mestria de quem domina as técnicas empregues nos mais rigorosos cálculos matemáticos, incluindo a trigonometria esférica e as mais complicadas equações algébricas e integrais, os nossos mestres – na maioria das vezes ignorantes do alfabeto – aplicavam o seu saber e, com recurso ao graminho para efectuar os seus cálculos, concebiam as melhores obras de construção naval que se encontram na base a correspondente engenharia. Foram eles, aliás, que transformaram as primitivas barcas nas caravelas que levaram Gil Eanes a dobrar o Cabo da Boa Esperança, tal como foi o graminho utilizado pelos navegadores na mítica Escola de Sagres.

Para além da sua funcionalidade, algumas embarcações tradicionais incluem motivos pictóricos de interesse artístico e etnográfico como se verifica com os moliceiros e as fragatas do rio Tejo. Outras testemunham uma migração interna das gentes ovarinas para Lisboa como sucede com os varinos.

A catraia era a embarcação emblemática de Esposende. Ostentando uma enorme verga que chegava aos oito metros de altura, esta embarcação era habitualmente utilizada na pesca da sardinha. Um pouco mais a sul, temos o característico barco rabelo cujas técnicas de construção remetem para a tradição nórdica, sem quilha e de fundo chato. Dispõe apenas de um mastro com vela quadrada e, à popa, a espadela que constitui um remo comprido para governo da embarcação. O seu percurso, desde o Pinhão até à Régua, era por vezes feito com o auxílio de juntas de bois que o puxavam a partir das margens ou seja, os chamados caminhos de sirga.

No rio Tejo, para além das mencionadas fragatas e varinos, existiram ainda a falua, o cangueiro, o batel do Tejo, o bote do pinho, o bote cacilheiro, a canoa e o culé, este também designado por varino de pau de aresta. O bote do pinho tinha por função transportar a madeira e ramos de pinho proveniente da margem sul para servir nos fornos do pão em Lisboa enquanto, devido à sua dimensão mais reduzida, a canoa cacilheira era empregue no transbordo e transporte para terra de cargas provenientes dos navios fundeados ao largo. De aspecto idêntico à fragata, o cangueiro navegava rio acima para fazer o transporte de materiais utilizados na construção civil, sendo frequente atracarem no Cais do Jardim do Tabaco enquanto a falua e o batel eram também usadas no transporte de pessoas efectuando a ligação entre as duas margens do rio Tejo. Aliás, durante muitos anos, as faluas foram o único meio de transporte de passageiros entre Lisboa e Cacilhas.

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Barco tradicional do rio Mondego que servia para o transporte de carga e mercadorias.



publicado por Carlos Gomes às 00:06
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Domingo, 19 de Junho de 2011
A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa

A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.

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Chaminé tradicional no Zambujal, freguesia de Atouguia.

 

Antes de mais, a chaminé constitui uma conduta que serve para extracção de fumos resultantes de produtos em combustão. As suas características no que concerne nomeadamente às suas dimensões, orientação tubular e aberturas têm principalmente a ver com a orientação dos ventos predominantes, os regimes de pluviosidade e as espécies de aves existentes na região. Sucede que, a chaminé não constituiu desde sempre um elemento comum à casa tradicional em todas as regiões do país.

A chaminé não era outrora muito usual nas aldeias do Minho e sobretudo em Trás-os-Montes. Aqui, o fumo das lareiras escapava por entre a cobertura de colmo, as lajes de ardósia ou, mais recentemente, por entre as telhas, ao mesmo tempo que conservava o vigamento de madeira da casa.

À medida que caminhamos mais para sul, a chaminé vai adquirindo uma maior imponência, sobretudo no Alentejo, muito provavelmente em virtude do regime de ventos. E passa a constituir também um elemento decorativo, adquirindo no Algarve o seu maior esplendor e variedade.

Encontramos, porém, nalgumas localidades do centro do país extraordinárias semelhanças com a chaminé algarvia, muito provavelmente a atestar a sua influência árabe, como sucede nas aldeias do concelho de Ferreira do Zêzere situadas já na serra de Alvaiázere cujo topónimo – de Al Baiaz que significa O Falcão – apenas vem reforçar tal convicção.

No Torrão, concelho de Alcácer do Sal, a chaminé apresenta uma dimensão que parece esmagar as pequenas casas. O mesmo sucede em Vila Real, no concelho de Olivença. No Algarve, ganham em graciosidade, com as suas formas imaginativas e os seus rendilhados, tornando-as um elemento emblemático de toda a região.

É usual a chaminés ostentarem a data da construção da casa e outros aspectos decorativos, como a lua e o signo de Salomão, raízes de uma religião primitiva e pagã que persiste num sincretismo associado à religiosidade cristã.

Finalmente, a chaminé possui ainda outra funcionalidade: a complementar o cata-vento, o fumo que dela se extrai indica a direcção do vento e constitui uma informação de interesse meteorológica para o agricultor cuja actividade depende sobretudo dos elementos da natureza e dos seus estados de humor.

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Chaminé tradicional no vizinho Concelho de Ferreira do Zêzere.

 

GOMES, Carlos. Folclore de Portugal. em http://www.folclore-online.com/index.html



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Sábado, 18 de Junho de 2011
O que pensa do AUREN?

Aos oureenses:

Prestes a atingir 1 ano de publicação, gostaríamos de saber o que pensa do blogue AUREN, receber críticas e sugestões indicando aquilo que poderia ser alterado para melhorar. Todas as opiniões são benvindas, quaisquer que elas sejam pois contribuirão para corrigir o que está mal e ir ao encontro dos seus leitores. A ausência de resposta também é uma opinião que certamente levaremos em linha de conta. Este inquérito está também a ser efectuado através do Facebook. A sua opinião é fundamental. Necessitamos de saber se vale a pena o esforço e aquilo que poderemos melhorar!
Muito obrigado!
Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 19:48
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"SONS DA TERRA" NA GALERIA MUNICIPAL DE OURÉM

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publicado por Carlos Gomes às 14:00
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REALIZA-SE AMANHÃ A VOLTA À FREIXIANDA EM BIBICLETA

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publicado por Carlos Gomes às 00:15
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