Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Sábado, 31 de Dezembro de 2011
O QUE HÁ ESTÁ NA MESA!

“O que há está na mesa!” é um interessante livro que nos traz à lembrança a cozinha tradicional de Ourém, fruto de uma excelente recolha e enquadramento cultural efectuado pela Drª. Ana Saraiva.

Esta obra que tem a particularidade de nos aguçar o apetite para as especialidades gastronómicas da nossa terra, faz uma descrição dos alimentos, das receitas e da forma de estar e conviver à volta da mesa.

A gastronomia tradicional constitui uma das componentes do nosso património cultural e um factor de identidade das nossas gentes e, como tal, deve ser preservado. Mais ainda, a sua divulgação, inclusive através da hotelaria e restauração, pode constituir um meio de promoção económica e turística do Concelho de Ourém, a juntar a outras potencialidades que ainda não são devidamente aproveitadas.

“O que há está na mesa!” e este livro também está no Museu Municipal de Ourém, na Galeria Municipal e na Biblioteca Municipal onde pode ser adquirido pela módica quantia de €4,50, constituindo um simpático presente nesta época festiva.



publicado por Carlos Gomes às 00:50
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OURÉM RECUPERA CAPELA DA PERUCHA

Capela da Perucha

As obras de recuperação da Capela da Perucha realizam-se a cargo da Comissão Fabriqueira da Capela da Perucha. O processo de recuperação compreende duas fases, concretamente a primeira fase destinada a obras de contenção dos processos de degradação que colocavam em causa a estabilidade do edifício e uma segunda fase destinada ao restauro do interior da Capela.

Espera-se que estas obras venham a corrigir alguns actos de vandalismo patrimonial que se foram registando ao longo do tempo, mormente o que se refere às escadas de pedra de acesso ao púlpito.



publicado por Carlos Gomes às 00:34
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OURÉM REALIZA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE ARTE

Está a decorrer em Ourém a exposição: “Encontro na Arte em Portugal” – Mostra internacional”, a qual terá poderá ser visitada até ao dia 22 de Janeiro, de Terça-feira a Domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h, no Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador.

“A exposição que reúne artistas de Portugal, Espanha, França, Itália e Brasil, é uma exposição Poética Visual, que reúne autores com caminhos diferentes de expressão.

Com linguagens contemporâneas próprias e diferenciadas, inerente aos fluxos da vida de cada um dos autores, visualizamos nesta exposição uma proposta diversificada e de excelente qualidade artística, onde as cores e formas se transformam numa diluição entre Arte e Vida.

Nesta exposição vemos reflectir a importância que a Arte pode ter enquanto pedra fundamental dos questionamentos humanos, e a sua elevada importância em constituir um património comum e inalienável da humanidade…” – Geni Settani.

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Um aspecto da Mostra Internacional de Arte na Galeria Municipal de Ourém



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
AUTARCAS DE OURÉM VISITARAM BOMBEIROS E FORÇAS DE SEGURANÇA NA NOITE DE CONSOADA

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O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca e o Vice-presidente, Dr. José Alho, deslocaram-se na noite de consoada às corporações das forças de segurança e dos bombeiros para desejar as boas-festas a todos quantos, naquela noite, estiveram de serviço para poderem assegurar os serviços essenciais para a comunidade e, desse modo, não puderam passá-lo juntamente com os seus familiares como desejariam.

O AUREN regista a visita efectuada, aproveitando para agradecer ao Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Ourém todo o apoio que tem dispensado, nomeadamente através da cedência de imagens, colaboração sem a qual o nosso trabalho não seria possível.

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publicado por Carlos Gomes às 12:50
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Ourém: Câmara anuncia isenções fiscais e linha de crédito bonificado para ajudar empresas

A Câmara Municipal de Ourém anunciou hoje isenções fiscais e a criação de uma linha de crédito bonificado, com o objectivo de ajudar as empresas locais, captar novo investimento e garantir emprego no concelho.

As novas empresas poderão beneficiar de isenções fiscais nos primeiros três anos de actividade ao nível das taxas de Derrama e do Imposto Municipal sobre Imóveis, da isenção do pagamento de taxas de licenciamento municipal e de apoios na construção de infra-estruturas básicas para a sua instalação, enquanto as empresas já instaladas serão alvo de redução da Taxa de Derrama.

Os benefícios destinados às novas empresas serão atribuídos através de propostas fundamentadas oriundas do Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial a criar pela autarquia e pela ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima.

Hoje, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca (PS), destacou ainda a constituição de um fundo municipal no segundo trimestre de 2012.

Este fundo, de 250.000 euros, resulta da participação financeira conjunta do município de Ourém e de uma instituição de crédito, na proporção de 20 e 80 por cento, respectivamente.

Cada investimento pode beneficiar de uma linha de crédito até um montante de 45.000 euros, no âmbito deste fundo.

A menor parte do capital - os 20 por cento assegurados pela autarquia - não está sujeito a qualquer taxa de juro, contrariamente ao valor disponibilizado pela entidade bancária, cuja operação é remunerada a uma taxa de juro tendo por base a euribor a 180 dias.

O financiamento a conceder pelo fundo terá um período de reembolso mínimo de três anos e um máximo de seis, não devendo a carência de capital ultrapassar um ano.

As empresas existentes - com pelo menos três anos de vida - podem beneficiar de um financiamento do projecto até 100 por cento do investimento, enquanto as novas empresas, ou empresas com menos de três exercícios económicos, podem candidatar-se ao fundo municipal até 85 por cento do investimento.

"Em 2012, sublinho ainda a criação de uma Via Verde para o Investimento e Actividade Empresarial, que visa acelerar os processos de licenciamento", disse Paulo Fonseca.

O presidente da ACISO, Francisco Vieira, disse que "a ideia é facilitar caminho às empresas, embora se saiba que os empresários estão habituados a caminhar sozinhos”.

@Lusa



publicado por Carlos Gomes às 12:27
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DEPUTADO À ASSEMBLEIA NACIONAL, EM 1947, ALUDE AO SANTUÁRIO DA COVA DA IRIA A PROPÓSITO DA PEREGRINAÇÃO A ROMA POR OCASIÃO DA CANONIZAÇÃO DE S. JOÃO DE BRITO

A propósito da peregrinação nacional que foi realizada a Roma por ocasião das cerimónias da canonização de S. João de Brito, o deputado Idalêncio Froillano de Melo, eleito pelo círculo eleitoral da Índia à IV Legislatura da Assembleia Nacional, pronunciou na sessão ocorrida a 2 de Dezembro de 1947 um brilhante discurso no qual também fez referência à Cova da Iria.

Froillano de Melo era natural de Goa tendo-se licenciado em Medicina na Universidade Médica de Nova Goa, com equivalência pela Universidade do Porto. Foi Director dos Serviços de Saúde de Goa, professor universitário, membro do Conselho Ultramarino e do Conselho do Governo do Estado Português da Índia, entre outros cargos que exerceu.

Pelo seu interesse histórico e literário, transcreve-se o seu discurso conforme o publicado no Diário das Sessões no dia seguinte.

“Sr. Presidente: no interregno parlamentar que decorreu entre a última sessão legislativa e a que acaba V. Ex.ª de inaugurar com a sua prestigiosa autoridade houve um evento da vida nacional que merece ser sublinhado com o devido relevo nos anais que registam os trabalhos desta Casa.

«Embaixada de almas» lhe chamou o Santo Padre, e nunca uma classificação mais adequada foi expressa na nossa bela língua por lábios mais competentes e perante a augusta majestade de um cenário de tão incomparável e inesquecível grandeza!

Refiro-me -já o haveis certamente adivinhado! - à peregrinação portuguesa a Roma em homenagem a S. João de Brito. Teve uma projecção de largo alcance nos círculos políticos estrangeiros, porque, no meio das ondas revoltas do momento que passa, essa embaixada, em que tomaram parte portugueses vindos de todas as terras do império -Portugal continental, insular e ultramarino -, veio a constituir uma magnífica demonstração de paz e de. fraternidade cristã, que tem sido no curso dos séculos o ideal da alma portuguesa.

Foi um avatar da brilhante embaixada que no século XVI foi enviada pelo Rei D. Manuel a pedir à Santa Sé as bênçãos do Céu para as descobertas e empresas com que os nossos navegadores maravilharam o Mundo. O presente avatar é revestido, porém, de um sentido mais profundamente espiritual; ó ao mesmo tempo um testemunho e um desafio ao julgamento da História! Porque vem demonstrar à consciência do Mundo que os cinco séculos da expansão portuguesa para além do Atlântico visaram menos ao engrandecimento do domínio material pelo aço dos guerreiros que ao ideal cristão da fraternidade universal, infiltrado nas almas dos povos pelas preces dos missionários.

Ao lado da espada a cruz, ao lado das armaduras reluzentes do soldado o burel apagado do frade, que não tem outro escudo que o Evangelho de Cristo e a flama interior da sua vida de penitente!

Foi esse ideal de fraternidade que vieram demonstrar em Roma os dois milhares de portugueses nesse memorável cortejo que sob a égide dos nossos cardeais entrou na Basílica de S. Pedro a entoar os hinos harmoniosos da Cova da Iria. Surge o estandarte do Santo, escoltado por clérigos portugueses e ladeado por quatro Deputados à Assembleia Nacional. O momento é solene. Ressoam palmas. E o canto que entoam em coro uníssono milhares de homens e mulheres portuguesas, esparsos pelas naves do Vaticano, é um coro de glória que do âmago das almas sobe ao Céu infinito.

Sob a grande cúpula do Vaticano, onde a magnificência, o fausto e a arte se dão as mãos num conjunto que esmaga a mente humana, sentimo-nos todos orgulhosos de sermos portugueses! Porque, se há nação que com justiça possa arrogar-se o título de ser a que primeiro que todas, e mais que todas, espalhou pelo Mundo a civilização cristã, é sem dúvida a Nação Portuguesa! E porque essa civilização, cujo símbolo é a cruz que orna o peito dos nossos peregrinos, quer dizer a irmanação dos seres humanos oriundos dos mais diversos pontos do Globo, num mesmo sentimento de paz e fraternidade universal.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Sr. Presidente: ser-me-ia impossível desvendar perante a Assembleia Nacional, dentro dos limites do tempo que me é permitido, toda a grandeza da obra do missionarismo português nas novas terras trazidas ao intercâmbio do inundo ocidental.

Restringindo apenas à península indiana a minha resenha, vejo que a minha terra de Goa foi o centro donde partiram as equipes de ceifeiros para a conquista das almas no Oriente. Das terras do Grão-Mogola Lhassa, de Manila à China e ao Japão, em todo esse vasto cruzeiro que compreende três oceanos e quatro continentes, não há mar que não tenha tragado no abismo das suas tormentas os corpos desses heróis do Evangelho, não há solo que não tenha sido regado com o sangue desses mártires do exército de Cristo.

Mons. Leo Kirkels, delegado do Vaticano na Grande índia, baseando-se em dados fornecidos pelo meu conterrâneo Mons. Niceno de Figueiredo, publicou um mapa da propagação da fé cristã irradiando de Goa, que é, de per si um brasão de honra para o meu País.

Nos cânticos que os peregrinos elevaram em Roma em louvor da alma luminosa de S. João de Brito há algo de subtil e de imponderável que é meu dever realçar ante os vossos olhos: esses cânticos devem ser considerados como o testemunho vivo da alma portuguesa, estruturalmente assimiladora e igualitária.

O Evangelho fraternizando as almas humanas, a fé de Cristo ligando os povos como, membros de uma só família, a grande família cristã. É esta lição de fraternidade humana que Portugal foi demonstrar solenemente perante o Santo Padre a evidência mais palpitante que nestes tempos de ódios e dissidências e revoltas de classes e seitas e povos a alma portuguesa poderia com orgulho depor no tablado da Assembleia das Nações.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - A doutrina da igualdade em Cristo não era inteiramente desconhecida na índia antes da chegada dos portugueses. Fora pregada no 3.° quartel do século pelo próprio apóstolo S. Tomé em Cranganor, no Malabar e em Coromandel.

Vitima das perseguições dos nababos locais, sujeita aos bispos nestorianos da Pérsia e Babilónia, arrastava-se porém espúria ou ignorada, com reforços ocasionais de baptismo e de fé que lhe viesse trazer algum missionário desviado do seu roteiro de viagem.

Frei João de Mont-Corbin, enviado à China, pára durante treze meses na igreja de S. Tomé e baptiza aí 100 pessoas. Em 1321 Frei Jordan baptiza 300 indivíduos. Em 1348 o bispo Jean de Marignolli, regressado da China, chega a Cantão, onde na igreja de S. Jorge celebra o santo oficio em Domingo de Ramos.

E eis tudo! Até 1498, data da chegada dos portugueses ao Oriente, o cristianismo na índia limitava-se aos cristãos de S. Tomé no Malabar, à comunidade nestoriana de Kalyan e aos cristãos do rito latino de Cantão.

É pois a Portugal que o mundo cristão deve a floração incomparável do cristianismo na índia, bem como a Santa Sé a submissão a Roma dos nestorianos de Coromandel, graças aos esforços do bispo português Frei Aleixo de Meneses no Sínodo de Diamper em 1599.

E é Goa o centro da nova cruzada. Crescet et floret. E quando a nova diocese é elevada por Paulo IV à dignidade arquiepiscopal (1577) o missionarismo português contará nas diversas dioceses da índia nada menos que 100:000 cristãos, segundo o cômputo de Mons. Leo Kirkels. Que esplêndida multiplicação dos primeiros 22 cristãos indianos baptizados na ilha de Angediva pelos franciscanos do Pedro Álvares Cabral!

Goa, como vedes, não se limitou a receber somente a fé de Cristo. Ela tornou-se o centro de onde irradiou a cultura cristã para todas as terras do Oriente.

E o campo da acção desse missionarismo não se limitou às 3:000 léguas da costa descobertas pelas nossas caravelas, mas estendeu-se pelo hinterland das mais variadas regiões. Edificam conventos, colégios, hospitais e asilos franciscanos e jesuítas. Os dominicanos que trabalhavam nas Áfricas são atraídos pelo esplendor da colheita na índia (1548); os agostinianos largam a Pérsia e Mom-baça e Mascate para se internarem nosjungles de Bengala. (1599); os teatinos trabalham em Golconda, Bijagós e no planalto do Decão (1646); os oratorianos foram servir em Ceilão (1685) a fé que aí estava vacilante após u ocupação holandesa.

E tudo isto - não será demais repeti-lo!- foi obra de padres portugueses, ou de padres educados em escolas portuguesas, ou de padres trabalhando sob a protecção da bandeira de Portugal!

Mas toda essa obra grandiosa não poderia ser levada a cabo sem sacrifícios e sem vítimas!

Sr. Presidente: as fontes de que me servi para este rápido resumo são exclusivamente hauridas em trabalhos de dois compatriotas meus, goeses, aos quais presto a minha homenagem; ambos já mortos e que em vida me honraram com a sua estima: o cónego Herédia e o velho padre Nazaré, cujas Mitras Lusitanas constituem um arquivo de glória para a história eclesiástica de Portugal no Oriente.

Pois bem! Nessa magnífica obra pude contar nada menos que 1:300, mártires da fé, entre 1498 a 1801, massacrados na África Oriental, na índia, em Ceilão, no Extremo Oriente! Os seus nomes e proveniências, as datas e o género do seu martírio estão minuciosamente registados para que os cubra o manto da nossa piedade. Toda a espécie de vítimas, mesmo um bispo - D. Apolinário de Almeida, massacrado em Cinadea em 1638, juntamente com os seus dois companheiros jesuítas. Todos os géneros de martírios: decapitação, esmagamento sob as patas dos elefantes, apunhalamento, veneno, forca, esmigalhamento à boca do canhão, toda a sorte de horrores! Sem falar da carnificina em massa, como a que se deu em 1580, em que por ordem do rei de Ternate, Bab Ulha, foram aniquilados de uma só vez 60:000 cristãos.

Sr. Presidente: no momento em que o santo padre coroou com a auréola celeste a cabeça do mártir João de Brito, no coração dos peregrinos portugueses, no seu subconsciente, se vincou este sentimento de uma majestade incomparável: que esta canonização é a consagração solene de todos os nossos mártires no Oriente, conhecidos ou anónimos, que se deixaram imolar pela fé de Cristo e que vêem hoje consubstanciada a grandeza do sou sacrifício nessa figura principesca do nosso martirológio que em 22 de Junho foi canonizada na grandiosa Basílica do Vaticano.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Na história do missionário português no Oriente, em geral, e na índia, em particular, há três marcos miliários radiantes de luz.

O primeiro é a acção apostólica de S. Francisco Xavier! Cristãos e hindus, parses e muçulmanos acorrem ao seu túmulo, para ali prosternarem a sua humildade perante a grandeza do Infinito. Cerca-o um halo de veneração e de lenda. A sua memória é imortal! Na verdade vos afirmo: a Goa do Hidalcão, que desde há cerca de cinco séculos se tornou a pérola da coroa de Portugal, poderá sofrer os vaivéns do Destino; mas a Goa do S. Francisco Xavier viverá eternamente no coração das cristandades do Universo.

O segundo marco miliário dessa magnífica Via Áurea é o Santo que acaba de ser canonizado. A sua vida é um poema luminoso de ternura e de sacrifício. A acção dos nossos missionários já não tem para a encorajar o prestígio da nossa espada, que declina. Que fazer pois para transpor as barreiras que lhes opõem os povos hostis e levar às almas a paz do Evangelho? Imitar a obra de S. Francisco, mas sob um burel adaptado ao meio que os circunda. É a este período que pertencem os grandes missionários que, camuflados em sanyassis e vivendo a vida humilde e austera dos ascetas orientais, conseguiram fazer jorrar nas almas em treva a luz de S. Paulo. Chamam-se Roberto di Nobili, Constantin Beschi, François Laynez e João de Brito.

O nosso domínio temporal está prestes a extinguir-se. Da espada e cruz, que eram as velhas companheiras inseparáveis, a primeira está muda; só a segunda marcha para cumprir a finalidade que a alma de Portugal havia inscrito no seu ideal de conquista desde os tempos do Infante de Sagres.

A morte de João de Brito em terra que nunca foi nossa dá ao Mundo a prova indiscutível de que o ideal da expansão portuguesa no ultramar teve menos por mira o engrandecimento do nosso domínio temporal que a sementeira nas almas da fraternidade cristã universal. No momento que passa é esse o grande significado político da nossa peregrinação a Roma. É, como vos disse, um testemunho e um desafio ao julgamento da Historia!

Ao terceiro marco pertence a recristianização de Ceilão, devida ao zelo apostólico dos meus conterrâneos goeses padre Jácome Gonçalves e o venerando padre José Vaz, justamente chamado pelo povo o apóstolo de Ceilão. Recolhamos a lição que deriva das suas obras: é a semente lançada pêlos missionários de Portugal que revive e frutifica nos corações dos seus discípulos indianos o mesmo zelo, a mesma austeridade, a mesma abnegação em prol da ceifa na vinha do Senhor.

È esse zelo que fará por vezes que os sacerdotes na índia se excedam na sua missão espiritual, fazendo da Igreja de Cristo o sinónimo de Igreja Portuguesa! Ser cristão tornou-se sinónimo de ser português: donde esse milagre de ver, em terras que estando outrora sob a nossa influência já hoje o não estão, os laços espirituais que ainda hoje as ligam ao velho Portugal de que falavam os seus antepassados!

A alma nacional, num sentimento de profunda ternura, soube compreender e perdoar esses excessos. E, pela pena do seu tão prestigioso príncipe religioso, S. E. o Cardeal Cerejeira, exprimiu a um sábio padre indiano que proclamava a necessidade de conhecer as línguas e os costumes nativos para um missionarismo eficaz estas profundas palavras, que merecem registo:

Este método missionário não pode conciliar-se com as concepções imperialistas de nacionalismos estreitos que não vêem na evangelização senão um meio de expansão e de domínio nacional.

Ele nasce da caridade de Cristo. O seu fim é, acima de tudo, a glória de Deus e o bem das almas. Abraça todas as nações e todos os povos. As nações cristãs são as servas de Deus no plano. da Providência. Não lhes é permitido fazer do Senhor um monopólio nacionalista. Servi-l'O é seu dever e honra. Servir-se d'Ele é profanação.

Que a Nação Portuguesa, governantes e governados, medite nessas palavras e faça delas o mote para proclamar perante o Mundo revolto dos nossos dias a igualdade em Cristo de todos os portugueses de aquém e de além-mar. Será a melhor resposta às invectivas de que sobre nós de quando em quando se têm feito eco vozes deselegantes de censores aleivosos ou mal informados.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Duas palavras mais para concluir: essa magnífica demonstração da nossa espiritualidade e do nosso ideal de fraternidade universal não seria possível se não fosse a acção dinâmica de dois homens que é de justiça apontar para a bênção da posteridade: o Ministro capitão Teófilo Duarte e o Presidente Prof. Salazar. O primeiro, multiplicando-se em prodígios de actividade para que as delegações do ultramar tivessem o brilho que tiveram; o segundo, a alma insufladora de todos os eventos da vida nacional que nestes últimos anos se tenham evidenciado perante o Mundo em perspectivas de grandeza a rivalizar com os tempos mais áureos do nosso período seiscentista.

Souberam cercar-se de colaboradores que interpretassem o seu pensamento. Como Deputado da Nação, é meu dever pronunciar os seus nomes, para que no Diário das Sessões fiquem registados para o reconhecimento da grei portuguesa. É a energia incomparável do Dr. Braga Paixão, que o leva a dar solução a todas as dificuldades que tentem empanar o brilho da peregrinação; é a cooperação organizadora do Dr. João de Mendonça e de Eça de Queirós; é o espírito previdente do Rev. Dr. Honorato Monteiro, que com tanto zelo se ocupou da parte religiosa da peregrinação. Mas uma coisa se deve afirmar: não fora a directriz tenaz, persistente, do Prof. Salazar e do Ministro Teófilo Duarte, encorajando todas as iniciativas, vencendo todos os obstáculos, e a nossa peregrinação a Roma não teria o brilho que teve.

Os homens passam, os eventos diluem-se na penumbra da História. Só os grandes ideais permanecem eternos quando insuflados por uma chama de espiritualidade que é a herança imortal da alma humana. É por isso que os nomes do Prof. Salazar e do capitão Teófilo Duarte serão sempre vivos no coração da grei portuguesa, como sendo os de dois iluminados que nestes tempos de deprimente materialismo souberam dar ao Mundo a imagem viva do alto ideal de espiritualidade que em todos os tempos caracterizou a nobreza da alma portuguesa.

Tenho dito.”



publicado por Carlos Gomes às 09:52
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE OURÉM COMEMORAM 100 ANOS AO SERVIÇO DA COMUNIDADE



publicado por Carlos Gomes às 17:56
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O clamor dos Poetas

LANAME~1

O clamor dos Poetas

 

Se os poetas clamam contra a guerra,

Contra a fome a expandir-se no mundo!

Erguem-se os “senhores” da alta esfera,

Com meio sorriso furibundo,

Riem-se de nós!

P’ ra fazer calar a nossa voz.

 

Se os poetas clamam por justiça,

Que os seres mais fracos, não consomem!

Lá vem a “grande potência” à liça:

Com o poder do homem sobre o homem.

Riem-se de nós!

P’ ra fazer calar a nossa voz.

 

Se os poetas clamam, contra a cruz

Que a pobreza leva e patenteia!

O “Tubarão” torna-se avestruz,

E esconde a cabeça na areia

Riem-se de nós!

P’ ra fazer calar a nossa voz.

 

Se os poetas clamam – Liberdade!

E iguais direitos humanistas!

Erguem-se os “Homens” da má vontade,

A apelidar-nos de utopistas.

Riem-se de nós!

P’ ra fazer calar a nossa voz.

 

Se os poetas clamam, e fazem criticas:

Porque uns, têm milhões e outros só trapos!

Unem-se as “Potestades” políticas,

E lavam as mãos, como Pilatos.

Riem-se de nós!

P’ ra fazer calar a nossa voz.

 

Graziela Vieira

Valada, 1999


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publicado por Carlos Gomes às 00:32
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
OURÉM APRESENTA MOSTRA INTERNACIONAL DE ARTE

Ourém inaugura amanhã a exposição: “Encontro na Arte em Portugal” – Mostra internacional”, a qual terá poderá ser visitada até ao dia 22 de Janeiro, de Terça-feira a Domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h, no Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador.

“A exposição que reúne artistas de Portugal, Espanha, França, Itália e Brasil, é uma exposição Poética Visual, que reúne autores com caminhos diferentes de expressão.

Com linguagens contemporâneas próprias e diferenciadas, inerente aos fluxos da vida de cada um dos autores, visualizamos nesta exposição uma proposta diversificada e de excelente qualidade artística, onde as cores e formas se transformam numa diluição entre Arte e Vida.

Nesta exposição vemos reflectir a importância que a Arte pode ter enquanto pedra fundamental dos questionamentos humanos, e a sua elevada importância em constituir um património comum e inalienável da humanidade…” – Geni Settani.



publicado por Carlos Gomes às 18:04
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GRUPO VOCAL OLISIPO ACTUA NA BASÍLICA DE FÁTIMA

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O Grupo Vocal Olisipo vai dar um Concerto na Basílica de Nossa Senhora de Fátima, no próximo dia 1 de Janeiro, pelas 17 horas. O Grupo vai apresentar Responsórios das Matinas de Natal e a Missa de Noite de Natal de Duarte Lobo.

O Grupo Vocal Olisipo apresenta-se com a seguinte formação:

Elsa Cortez e Mónica Monteiro – Sopranos

Lucinda Gerhardt e Maria de Fátima Nunes – Mezzo-sopranos

Jorge Rodrigues e João Sebastião – Tenores

Armando Possante e Hugo Oliveira – Baixos



publicado por Carlos Gomes às 17:51
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UTENTES DA SAÚDE DO MÉDIO TEJO APRESENTAM PROPOSTAS AO MINISTRO DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES

Recebemos da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo a nota de imprensa que publicamos na íntegra e que dá conta da iniciativa daquela entidade que consistiu na apresentação de um conjunto de propostas, ao Ministro dos Assuntos Parlamentares, na visita que este ontem efectuou a Tomar.

DIFICULTAR O ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE VAI PROVOCAR SOFRIMENTO ÀS PESSOAS E AUMENTAR A DESPESA DO SNS

É um dos objectivos da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo contribuir para melhorar a eficácia e a eficiência na prestação de Cuidados de Saúde na base dos princípios constitucionais que regem o Serviço Nacional de Saúde. Este propósito é comum aos utentes que subscreveram um abaixo-assinado com mais de 16600 assinaturas, “por cuidados de saúde de proximidade”.

As dificuldades financeiras do País, não podem ser ultrapassadas à custa de menos cuidados de saúde da população

Consideramos a saúde o bem mais importante do ser humano. Por isso somos a favor de cuidados de saúde de proximidade e de qualidade. Todas as medidas que dificultem o acesso aos cuidados de saúde (subfinanciamento e atrasos nos pagamentos do Estado às unidades de saúde; pagamento de taxas moderadoras; redução nas comparticipações nos medicamentos; encerramento de unidades de saúde ou de serviços, sem alternativas; corte no apoio ao transporte de doentes e, redução global de salários e prestações sociais; aumento de bens essenciais) merecem a nossa oposição. As decisões que visem a eficiência e eficácia dos serviços e ganhos em saúde (informatização, horários alargados, redução de custos; aproveitamento de toda a capacidade instalada) terão o nosso aplauso. Como diversas vezes a CUSMT tem afirmado, há que corrigir o que está mal e multiplicar o que está bem.

Há quem defenda o encerramento de unidades de saúde ou de serviços como medida fundamental para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde. Não concordamos pois as unidades onde os serviços serão centralizados em alguns casos nem instalações adequadas têm. Não existe uma eficiente rede de transportes, transportes, havendo locais onde nem existe, sendo a mobilidade das populações, cada vez mais afectada pelo preço dos combustíveis e pela introdução de portagens. Aumentam os tempos de espera o que incide directamente na produtividade dos cidadãos activos que precisam de cuidados ou acompanham familiares. Há casos de doença simples de resolver, que seriam tratados nas unidades de proximidade e passam a casos críticos que só poderão ser ultrapassados com o recurso a transporte urgente, urgência hospitalar, internamento, mais medicamentos.

CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS / CENTROS DE SAÚDE

Os Cuidados de Saúde Primários têm sido alvo, nos últimos anos, de um conjunto de medidas que alteraram profundamente a sua organização. Tal facto não resolveu alguns dos seus principais problemas como a falta de recursos humanos (médicos, técnicos de saúde, enfermeiros e administrativos), sem os quais não é possível a prestação de cuidados de saúde de proximidade.

É com séria apreensão que a CUSMT constata que existe o perigo de muitas Extensões de Saúde da Região do Médio Tejo encerrarem. Os concelhos mais afectados serão Abrantes, Ourém, Torres Novas e Alcanena.

Há problemas com as frotas automóveis dos ACES e não há indicação quando chegarão as 8 carrinhas para a implantação das UNIDADES MÓVEIS, ao mesmo tempo que volta a estar na ordem do dia o ENCERRAMENTO de todas as Extensões de Saúde com menos de 1500 utentes.

Defendemos, com urgência, medidas extraordinárias que resolvam a situação dramática, de falta de recursos humanos.

Defendemos, também, o reforço dos planos de vacinação e de rastreio nos CSP. É mais barato prevenir do que tratar a doença.

CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo analisando a situação presente constata: tem-se verificado um agravamento crónico das condições financeiras; algumas especialidades vão perdendo capacidade de prestação de serviços face às sucessivas saídas de profissionais; há capacidade instalada (edifícios e equipamentos) que não é utilizada; há descoordenação com os cuidados de saúde primários e continuados; o CHMT continua a ser, pelo seu valor socio-económico, a maior instituição da Região do Médio Tejo.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo para ultrapassar os actuais constrangimentos propõe: diálogo regular entre o novo Conselho de Administração e a comunidade envolvente; a instalação do Conselho Consultivo; a elaboração de um Plano Estratégico, que em coordenação com os outros níveis de cuidados de saúde defina o aproveitamento integral das instalações e equipamentos, o equilíbrio regional na distribuição das diversas valências e o desenvolvimento das mesmas, a instalação de novos serviços (p.e. Cuidados continuados), a informatização de todos os serviços em rede com outras unidades do SNS...

Toda e qualquer centralização, transferência ou encerramento de serviço deverá ser explicada e fundamentada técnica, financeira e socialmente. Só assim se poderá avaliar das verdadeiras intenções dessas medidas.

O Ministério da Saúde aumenta as taxas moderadoras dizendo, entre outros argumentos, que é para moderar o acesso às urgências hospitalares, como não soubesse que não há cuidados de saúde de proximidade suficientes. A situação tende a piorar a breve prazo, com a impossibilidade de manter abertas dezenas de Extensões de Saúde por falta de recursos humanos e, eventualmente, com o levantamento de obstáculos no acesso às urgências hospitalares do CHMT, cuja reorganização foi anunciada e com a qual não concordamos se afectar a qualidade e proximidade.

Não podemos aceitar que, no Médio Tejo haja excesso de capacidade instalada. A existência de listas de espera para consultas e cirurgia na Região e no País, e as experiências em algumas valências (p.e. Urologia) demonstram que não há capacidades instaladas em demasia, mas sim défice de organização para a produção de mais cuidados de saúde.

É necessária flexibilidade organizativa para reorientar a oferta, por exemplo, ao nível de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica e dos Cuidados Continuados.

CUIDADOS CONTINUADOS

Na nossa região estamos muito mal no que respeita a Equipas de Cuidados Continuados Integrados ao nível do domicilio (ECCI). Torres Novas, Tomar, Alcanena, Constância, Abrantes, Sardoal, não têm equipas…. Existem propostas, mas nada há a funcionar.

No que respeita a unidades de internamento a situação é semelhante, com excepção do Entroncamento (unidade de convalescença, que tem tempos de espera superiores a 1 mês. Como o próprio nome indica “a convalescença deve ocorrer a seguir a um acontecimento de saúde com internamento em hospital de agudos”). Estas unidades dão respostas a nível nacional, sendo aí colocados doentes de qualquer região do país.

Actualmente temos tempos de espera de 3 meses para unidades de média duração superiores a 5 meses para longa duração .

A nível das unidades de cuidados paliativos há apenas uma com 10 camas no CHMT, em Tomar, integrada na RNCCI, com tempos de espera para entrada de 1 a 2 meses, verificando-se que a maior parte morre antes de conseguir admissão nesta unidade.

Foi programada para o CHMT, no piso 10º do hospital de Abrantes, a abertura de uma unidade de convalescença. O projecto foi aprovado e o programa de obras negociado, no mesmo pacote em que decorreram as obras de requalificação da farmácia, que já se encontra em novas instalações, deixando assim completamente livre o 10º piso, não se sabendo o que aconteceu a este projecto, que é uma necessidade, para dar resposta aos doentes a nível local e regional.

Sem alargar a Rede de Cuidados Continuados e com ela articular a gestão de altas, não se pode pensar em diminuir os prazos de internamento no CHMT.

FARMÁCIAS/MEDICAMENTOS

A progressiva concentração de farmácias nas zonas urbanas, e o consequente encerramento nas zonas rurais, que salvaguarda os interesses económicos próprios em detrimento da boa prestação de serviço de medicamentos às comunidades, vem dificultar o acesso a medicamentos a dezenas de milhares de habitantes das zonas rurais.

Com a anunciada redução das comparticipações (os utentes já pagaram mais 4,50 % no primeiro semestre de 2011), existem sinceros motivos de preocupação.

Como solução defendemos: a concretização da prescrição por DCI; reforço da prescrição de genéricos; a abolição do preço de referência; a venda por unidoses e a oferta/dispensa nas unidades de saúde dos medicamentos mais utilizados, o que seria mais económico tanto para o utente como para o SNS.

AGIR PARA SALVAGUARDAR O FUTURO

Apoiaremos, estudaremos e promoveremos, dentro das nossas possibilidades, todas as acções de reivindicação, denúncia e propostas de solução da parte das populações. UMA CONCLUSÃO FINAL

Se não forem alteradas as actuais orientações políticas de prestação de cuidados de saúde, veremos, nos próximos anos, aumentar o sofrimento físico, crescer as despesas do SNS e diminuir a esperança média de vida da população portuguesa.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo


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publicado por Carlos Gomes às 09:42
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ACADEMIA DE MÚSICA DA BANDE DE OURÉM REALIZA AMANHÃ CONCERTO DE ANIVERSÁRIO



publicado por Carlos Gomes às 00:48
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OURÉM NA INTERNET (XLVI)

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A Canfol Construções Civis de Ourém, Lda está sediada em Ourém e é uma empresa do ramo da construção civil que acompanha “as novas tecnologias e aliada à Janela Digital e ao Imoguia.pt - Portal Nacional de imobiliário, criou esta página para que possa visitar os nossos imóveis o mais comodamente possível”. No seu site oficial que se encontra no endereço http://www.canfol.com/, garante “todo o tipo de casas, desde apartamentos, a moradias de luxo.” E ainda o tratamento “de toda a burocracia até à data da escritura”.



publicado por Carlos Gomes às 00:12
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FREIXIANDA VAI TER DOIS DIAS DE FESTA DE ANO NOVO!



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
OURÉM IMPLEMENTA MEDIDAS DE REFORÇO DO APOIO AO TECIDO EMPRESARIAL

MUNICIPIO DE OURÉM / ACISO – ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL OURÉM-FÁTIMA

A conjuntura económica, nacional e internacional, justifica a reflexão sobre medidas tendentes a reduzir o seu impacto na qualidade de vida da população do Município de Ourém, com especial atenção ao comportamento, sustentabilidade e crescimento das empresas, primeiras criadoras de riqueza e de emprego. Este esforço de reflexão, que se pretende atento e continuado, não se caracteriza pela inovação das medidas apresentadas, mas sobretudo pela sua sistemática articulação e pela conjugação de esforços entre o Município e a ACISO. Este processo não é mais que o início de um longo e certamente por vezes tortuoso caminho, que importa percorrer, recebendo de todos os que para isso estiverem disponíveis, importantes contributos. Que agradecemos. 

Objetivos:

  • Implementar medidas que contribuam para o desenvolvimento do tecido empresarial no Município de Ourém;
  • Definir procedimentos que levem a uma maior articulação entre o Município de Ourém e a ACISO enquanto representante dos empresários;
  • Apoiar estratégias de promoção e captação de investimento.

 

Medidas:

I- Medidas de Captação de Novas Empresas e de Reforço do Apoio à Atividade Empresarial

  1. Núcleo de Apoio à Criação e Instalação de Micro Empresas;
  2. Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Concelho de Ourém - Fundo Municipal - FINICIA Eixo III;
  3. Via Verde para o Investimento e a Atividade Empresarial;
  4. Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico.

II- Turismo e promoção internacional

  1. Descrição e Objetivos
  2. Atividades a desenvolver

 

III – Operacionalização: GAPAE – Gabinete de Apoio e Promoção da Atividade Empresarial

I- Medidas de Captação de Novas Empresas e de Reforço do Apoio à Atividade Empresarial

1. Lançamento do “Núcleo de Apoio à Criação e Instalação de Micro Empresas”

a)      O que é:

- É uma estrutura local de acolhimento e acompanhamento a novas empresas que possam vir a resultar da concretização de ideias / projetos inovadores e com potencial económico para vir a contribuir para o desenvolvimento e diversificação do tecido empresarial no Município de Ourém;

b)      Localização

- Piso 0 (zero) do Edifício do Mercado Municipal;

c)      Instalações

- Oito Gabinetes individuais devidamente mobilados para o exercício inicial da atividade empresarial;

d)     Espaços e Equipamentos Comuns:

- Área de Receção / Informação e Serviço de Expediente (correio / fax);

- Sala de reuniões e/ou formação devidamente mobilada. 

e)      Serviços

- Orientação e aconselhamento técnicos na fase de implementação e desenvolvimento da ideia ou do arranque da empresa;

- Apoio à criação da empresa;

- Disponibilização de espaço físico para instalação;

- Disponibilização de espaços comuns, para uso compartilhado;

- Serviços básicos de secretariado, nomeadamente:

  • Atendimento telefónico e de pessoas;
  • Disponibilização de acesso à internet;
  • Receção de recados e correspondência;
  • Serviços de fotocópias e encadernações.

f)       Condições de Participação:

- A definirem Regulamento Específico, tendo como parâmetros a avaliação do projeto em termos de inovação e viabilidade;

- A permanência máxima no espaço será de 3 anos, com um primeiro ano de participação gratuita, excluindo as despesas de utilização e manutenção geral do espaço ocupado. No segundo e terceiro anos será definido um valor de renda condicionado, ao qual acrescerá as despesas antes referidas.

g)      Entidade Gestora:

-  GAPAE

h)      Concretização:

- Elaboração de Protocolo de Cedência de Utilização do espaço entre o Município de Ourém e a ACISO.

i)        Início de Atividade (previsto):

- 1º Trimestre de 2012.

 

2. Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Concelho de Ourém - Fundo Municipal - FINICIA Eixo III

a)      O que é:

-  É um instrumento de financiamento alternativo, destinado a apoiar pequenos Projetos Empresariais diferenciadores e micro e pequenas empresas já instaladas no Município de Ourém e às quais venha a ser reconhecido potencial de valorização económica e/ou mérito/interesse municipal.

b)      Estrutura financeira de suporte

-  Este Fundo é criado através da participação financeira conjunta do Município de Ourém e de uma Instituição de Crédito aderente, na proporção de 20% e 80% (respetivamente) e suportados pelo Sistema de Garantia Mútua em 75% da parcela aportada pela Instituição de Crédito [por sua vez contra garantidos pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI)];

-  Para a constituição deste Fundo Municipal está previsto um valor referência de 250.000,00 €, cabendo ao Município de Ourém assegurar 50.000,00 €.

c)      Natureza do Financiamento

-  Cada investimento pode beneficiar deste instrumento até 45.000,00 €;

-  A participação pública assegurada pelo Município de Ourém é um subsídio de natureza reembolsável, cujo capital deve ser reembolsado sem estar sujeito a qualquer taxa de juro, contrariamente com o que se passa com a participação da instituição financeira, cuja operação é remunerada por uma taxa de juro tendo por base a taxa Euribor a 180 dias;

-  O financiamento a conceder pelo Fundo terá um período de reembolso mínimo de 3 anos e um máximo de 6 anos, com o máximo de 1 ano de carência de capital;

-  As amortizações e juros serão postecipados e pagos mensalmente.

d)     Projetos a apoiar

-  Serão apoiáveis através do Fundo, os projetos a realizar:

  • Por empresas existentes, com três ou mais exercícios económicos completos, podendo nestes casos o financiamento do projeto pelo Fundo ser até de 100% do investimento;
  • Novas empresas, ou empresas existentes mas com menos de três exercícios económicos completos, podendo neste caso o financiamento do projeto pelo Fundo ser de até 85% do investimento e devendo o promotor do projeto contribuir para o financiamento com um mínimo de capitais próprios correspondente a 15%.

e)      Entidades Parceiras:

-  Município de Ourém

-  Instituição de Crédito

-  Sociedade de Garantia Mútua (Garval)

-  IAPMEI

-  ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima

f)       Coordenação das Candidaturas, Apoio aos Promotores, Acompanhamento e Controlo do Fundo:

-  ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima

g)      Data de disponibilização (prevista):

- 2.º Trimestre de 2012

 

3. Lançamento da “Via Verde para o Investimento e a Atividade Empresarial no Município de Ourém”

a)      O que é:

-  Este serviço será estruturado para apoiar e acompanhar cada projeto;

-  O Município estará em condições de oferecer aos potenciais investidores um Serviço Público eficiente, com capacidade para estabelecer "uma relação de maior proximidade e de constante e regular acompanhamento”.

b)      Serviços a prestar:

- Agilização e encurtamento dos tempos de resposta aos vários Processos / Pedidos de Licenciamento (Instalação / Construção / e de Abertura e Entrada em Funcionamento);

- Apoio Técnico ao desenvolvimento de Candidaturas a Sistemas de Incentivo ao Investimento e de viabilização de financiamentos.

c)      Apoios a conceder:

- a decidir, caso a caso, em função da natureza, valia e o mérito que venha a ser reconhecido e atribuído ao Projeto Empresarial e/ou Empresa, através de proposta fundamentada do GAPAE ao Município;

-  A Novas Empresas:

  • Construção de Infraestruturas básicas à instalação; 
  • Isenção de Taxas de Licenciamento Municipal (Instalação / Construção);
  • Isenção da Taxa de Derrama nos primeiros 3 anos de atividade;
  • Isenção da Taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nos primeiros 3 anos de atividade;

-  A Empresas já instaladas:

  • Redução da Taxa de Derrama (a aplicar em 2013);

d)     Início de Atividade (previsto):

- 1º Trimestre de 2012

. Criação do “Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico”

a)      O que é?

- O Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico é um fórum de análise, discussão e concertação e monitorização da atividade económica no território do Município de Ourém.

b)      Funções

- O Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico apoiará a formulação de novas ideias e projetos tendentes ao desenvolvimento económico do Concelho de Ourém;

- Ao Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico caberá a função de colaborar na definição do Plano Estratégico de Desenvolvimento para o Concelho e, posteriormente, promover o seu contínuo acompanhamento e garantir a sua regulação, alimentando-o igualmente com contribuições que visem o aumentar da sua rentabilização e eficácia.

c)      Organização e Funcionamento

-  O Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico reunirá duas vezes por ano, de forma a ser possível cumprir com as funções e os objetivos que presidem à sua criação;

d)     Composição

- Enquanto Órgão Consultivo, o Conselho Municipal para o Desenvolvimento Económico deverá ter a seguinte composição:

  • O(a) Presidente da Câmara Municipal de Ourém, que o presidirá;
  • O(a) Presidente da Assembleia Municipal;
  • O(a) Vereador com o Pelouro do Desenvolvimento Económico (que substituirá o Presidente nas suas ausências e impedimentos);
  • Quatro Representantes designados pela Assembleia Municipal;
  • Quatro empresários indicados pela ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima;
  • Quatro empresários indicados pelo NERSANT - Núcleo Empresarial da Região de Santarém;
  • Dois Membros indicados por Organizações representativas dos Trabalhadores;
  • Um Membro indicado pelo Ministério da Economia e Emprego;

e)      Início de Atividade (prevista):

- 1.º Trimestre de 2012

III- TURISMO E PROMOÇÃO INTERNACIONAL

 

a) Objetivos:

  1. Contribuir para a qualificação do Turismo no Município de Ourém;
  2. Cultivar o trabalho em rede entre os setores públicos e privados e efetivar atividades de parceria;
  3. Acompanhar a revisão do PENT - garantir o Turismo Religioso como produto estratégico;
  4. Apoiar a valorização de locais de atracão turística no território de Ourém, preparar circuitos de visita e elaborar material de apoio e promoção;
  5. Garantir a promoção específica de Fátima, em mercados previamente definidos, assente numa estratégia de relações públicas e orientada para a comercialização;
  6. Apoiar o esforço de comercialização dos agentes turísticos;
  7. Integrar projetos internacionais no âmbito do Turismo Religioso;
  8. Apoiar o esforço de internacionalização das empresas;
  9. Garantir parcerias e meios de financiamento que permitam a concretização das atividades.

O número de dormidas vendidas em Fátima é extremamente elevado. Assume-se, após Lisboa e Porto, como o primeiro destino turístico de Portugal que não depende do binómio Sol e Mar, observando um total de noites superior a meio milhão. A capacidade instalada nos estabelecimentos hoteleiros supera as 6.000 camas, e o número de camas totais deve superar as 15.000, o que evidencia a importância do destino no contexto nacional. No entanto a taxa de permanência e de ocupação é baixa (em média não ultrapassa os 30%), o que obriga a que sejam assumidas medidas incentivadoras da atração de visitantes e do aumento do seu tempo de permanência.

 

A promoção do Turismo Religioso é praticamente inexistente, e a falta do reconhecimento deste como um Produto Estratégico no âmbito do PENT limita a ação dos intervenientes no processo de promoção.

 

c) Atividades a desenvolver – 2012

 

Data

Medida

Atividades

02.2012

 

 

Preparação de projeto de promoção conjunta no mercado dos EUA com Lourdes e Santiago de Compostela

Desenvolvimento de parceria com vista à estruturação do projeto, procura de financiamento e definição das ações a desenvolver

03.2012

Apoiar a internacionalização do tecido empresarial local

Organização de Missão Empresarial a São Paulo (Brasil)

04.2012

Criação de sinergias com outros territórios, com elevado potencial de desenvolvimento

Apoio na organização de deslocação de grupo de empresários Pitesti (Roménia)

06.2012

Criação de sinergias com outros territórios, com elevado potencial de desenvolvimento

Comemorações dos 20 anos de geminação com a cidade de Pléssis-Trévise (França)

10.2012

Criação de sinergias com outros territórios, com elevado potencial de desenvolvimento

Comemorações da Geminação do Município de Ourém com Lourdes

10.2012

Consolidar a Rede de Cidades – Santuário da Europa

Organização de Reunião dos Representantes das Cidades-Santuário da Europa, em Fátima

 

d) Outras atividades – 2012

 

Data

Medida

Atividades

2012

Parque Hoteleiro do Município:

» Inventariação e caracterização da situação atual;

» Elaboração de Regulamento para Alojamento Local;

» Incentivar a reconversão em estabelecimentos hoteleiros.

Todas as atividades que conduzam à continuação do trabalho de apoio à regularização e modernização do Parque Hoteleiro do Município.

 

 

e) Atividades a desenvolver – Anos seguintes

 

Com o Gabinete de Apoio e Promoção da Atividade Empresarial, pretende-se ainda dinamizar um trabalho incisivo e concertado de captação e organização de eventos de alcance internacional para os próximos anos, são exemplo:

 

Data

Atividade

03.2013

Congresso Internacional de Cidades - Santuário

10.2013

Encontro Internacional de Operadores Especializados em Turismo Religioso

06.2014

Encontro das Cidades Geminadas com o Município de Ourém

10.2014

Congresso de Associação Empresarial do Setor do Turismo

03.2015

Congresso Ibero-Americano de Destinos Religiosos

2016

Congresso Mundial da Pastoral de Peregrinações e Santuários

2017

Programa específico a desenvolver

 

f) Plano de Promoção Específico para o Turismo Religioso

Em fase avançada de elaboração, este Plano de Promoção para o Turismo Religioso, da responsabilidade do Turismo de Portugal, deverá envolver um conjunto pertinente de parceiros e observar, entre outras ainda a confirmar, as seguintes atividades:

  1. Criação de apoios noutras plataformas:

Desenvolver-se-á uma parceria entre as cidades de Fátima, Lourdes e Santiago de Compostela com vista à estruturação de um projeto de promoção específico para o mercado dos EUA, que incluirá a procura de necessários meios de financiamento e a definição de ações promocionais a desenvolver (participação em feiras, edição de material promocional, loja de promoção, entre outros).

 

  1. Campanha nas redes sociais:

Concentrar uma parte importante do esforço promocional nas Redes Sociais. O Facebook e restantes redes sociais apresentam-se como um meio único para promover o turismo religioso. Como nunca e como em poucos mercados, os grupos que compõem o target reúnem-se e publicitam as suas escolhas, o que permite o contato com esses grupos a um custo extremamente reduzido.

 

  1. “Porta a porta”:

Apoiar as empresas no desenvolvimento de ações porta a porta nos mercados identificados.

 

  1. Feiras:

Participar nas principais feiras da Polónia e do Brasil, tanto generalistas como de Turismo Religioso. A presença no mercado dos EUA deverá ser feita através de ação promocional conjunta de Fátima, Lourdes e Santiago de Compostela, conforme já anteriormente referido.

  1. Guias de promoção e brochuras motivacionais:

Editar guias de promoção e brochuras motivacionais específicas. Embora a produção deste tipo de documentos seja menos importante no contexto da explosão de conteúdos na internet, são especialmente importantes no segmento do turismo religioso dada a idade média mais avançada do target, e também porque o processo de decisão (muitas vezes observados em grupos reais) se dá num mundo não virtual do espaço de uma paróquia ou grupo religioso, por exemplo. A presença em feiras, especialmente de natureza religiosa, exige também a produção deste material.

 

  1. Apoio a operadores:

Apoiar os operadores internacionais através de material promocional e apoio publicitário nos seus meios de venda.

 

  1. Apoio a TV’s e media:

Desenvolver campanhas de promoção nos canais de TV, rádio e outros media de inspiração católica nos EUA e no Brasil, economicamente interessantes e que representam um custo de contato muito reduzido e com grande probabilidade de conversão. O relacionamento com estes meios revela-se mutuamente benéfico, na medida em que eles procuram conteúdos para publicar. Nesse contexto, o apoio a publi-reportagens, press-trips específicas deste tipo de imprensa e desenvolvimento de conteúdos específicos, é extremamente importante.

 

  1. Filme promocional:

No momento atual, com grande difusão de filmes e imagens na internet, mas também por meios mais convencionais, é fundamental criar um pequeno vídeo promocional (máximo 4 minutos).

 

Sinergias

Prisma mágico:

É necessário desenvolver esforços que potenciem a articulação dos monumentos Património da Humanidade na Região (Tomar, Batalha e Alcobaça), integrando estratégias de promoção e a sua implementação. É ainda fundamental elaborar e desenvolver a promoção de circuitos internos que abarquem o “prisma mágico” Alcobaça – Batalha - Tomar, tendo Fátima no seu vértice.

 

III- GAPAE - Gabinete de Apoio e Promoção da Atividade Empresarial

 

Operacionalização:

  • Entidades promotoras: CMO e ACISO (e outras que se possam associar ao projeto);
  • Gestão: 1 Representante de cada Entidade;
  • Equipa: 1 técnico CMO (100%) , 1 técnico ACISO (50%), Apoio Administrativo (CMO);
  • Instalação física: Núcleo de Apoio e Criação de Empresas (Mercado Municipal de Ourém); 
  • Financiamento: candidaturas a fundos específicos, parcerias institucionais e empresariais, entidades promotoras;
  • Base contabilística: ACISO;
  • Início de Atividade: 2 de janeiro de 2011;
  • Elaboração de normativos de articulação entre Entidades e de funcionamento do GAPAE;
  • Celebração de Protocolo de articulação entre as Entidades promotoras;
  • Concretização de Plano Anual de Atividades e respetivo Orçamento (até 31 de janeiro de 2012).


publicado por Carlos Gomes às 20:06
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MUNICÍPIO DE OURÉM CELEBRA PROTOCOLOS PARA IMPLEMENTAR ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR NAS ESCOLAS DO CONCELHO

O Município de Ourém, enquanto entidade promotora das Actividades de Enriquecimento Curricular em todas as escolas do primeiro ciclo do ensino básico, assinou os protocolos com os agrupamentos escolares, a INSIGNARE, o Conservatório de Música de Ourém-Fátima e a Ourearte, com vista à implementação das Actividades de Enriquecimento Curricular nas escolas do Concelho, para o ano lectivo de 2011/2012, que incluem o ensino do inglês, ensino da música, actividade física e desportiva e Animação sociocultural, a mais de 1700 alunos.

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Para o Ensino do Inglês, da Actividade Física e Desportiva e Animação Sociocultural foi celebrado o protocolo com a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação. Para o Ensino da Música foram celebrados novos acordos com o Conservatório de Música de Ourém e Fátima e com a Ourearte – Escola de Música e Artes de Ourém.

As entidades envolvidas na assinatura destes protocolos foram: Município de Ourém; Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão, Agrupamento de Escolas de Ourém, Agrupamento de Escolas de Freixianda, Agrupamento de Escolas Conde de Ourém, INSIGNARE - Associação de Ensino e Formação, Ourearte - Escola de Música e Artes de Ourém e Conservatório de Música de Ourém – Fátima.

Dados gerais do programa protocolado: 

Turmas

96

Aulas semanais de Ensino do Inglês (96x2)

192

Aulas semanais de Educação Musical (96x2)

192

Aulas semanais de Actividade Física e Desportiva (96x2)

192

Tempos semanais de Animação Sócio-cultural

192

Total de alunos envolvidos

1795

Verba máxima prevista (1795x262,50€)

471.187,50 €



publicado por Carlos Gomes às 19:55
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MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA PROMOVE CURSO LIVRE “ARTE SACRA EM FÁTIMA”

O Museu de Arte Sacra e Etnologia, dos Missionários da Consolata em Fátima, vai promover a 2.ª Edição do Curso Livre “Arte Sacra em Fátima”. Esta nova edição justifica-se pelo sucesso do primeiro curso realizado em 2008, existindo várias solicitações junto do museu para que este se repetisse.

O curso organiza-se em oito sessões nas quais se percorrem diversas temáticas relacionadas com a especificidade da Arte Sacra que, ao longo de 90 anos, tomou por “habitat” o espaço de Fátima. “Fátima, lugar do espaço sagrado: o desenvolvimento de um Santuário”, “Fátima e os objectos religiosos: incompatibilidade artística?” e “O Santuário do século XXI – a igreja da Santíssima Trindade”, são exemplos das temáticas a serem abordadas nalgumas das sessões. Realizar-se-ão no decorrer do curso visitas guiadas a espaços artísticos da Cova da Iria.

Leccionado por Marco Daniel Duarte, a finalizar o doutoramento na Universidade de Coimbra em História da Arte sobre o Santuário de Fátima enquanto complexo artístico de fé, este curso encontra-se aberto a todos os que se interessam por esta área, independentemente da sua formação profissional. Marco Daniel Duarte é autor do livro "Arte Sacra em Fátima, uma Peregrinação Estética" cuja qualidade tem sido reconhecida. Entre os prémios com que viu a sua obra distinguida, destaca-se o Prémio de Artes Decorativas – Dr. Vasco Valente, atribuído em 1999, pelo Círculo Dr. José de Figueiredo (Porto), ao trabalho “Órgão de Tubos: corpo, alma e divindade” e o Prémio Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, da Academia Portuguesa da História (edição de 2010), atribuído à obra “Tábua: História, Arte e Memória”.

O curso decorrerá às terças-feiras das 18h30 às 20h00 nas instalações do MASE de 17 de Janeiro a 13 de Março de 2012.

A data limite de inscrição é 12 de Janeiro, estando limitado a 30 vagas. Informações e inscrições através do n.º de telefone 249 539 470 ou do e-mail museuartesacra@consolata.pt.

Inscreva-se também online através do endereço http://masefatima.blogspot.com



publicado por Carlos Gomes às 14:36
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20º Aniversário do Museu de Arte Sacra e Etnologia – FÁTIMA

O Museu de Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, pertencente ao Instituto Missionário da Consolata, comemorou no passado dia 13 de outubro o seu 20.º aniversário. Este museu, o único em Fátima credenciado pela Rede Portuguesa de Museus, reúne uma vasta colecção de elevadíssimo interesse artístico e cultural, promovendo o encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura. Através das suas colecções de Arte Sacra, que espelham os diferentes passos da vida de Cristo, e de Etnologia, que fazem eco dos mais longínquos lugares relacionados com a Missão, o visitante é levado a contemplar as mais surpreendentes peças da cultura artística cristã e a tomar contacto com povos e culturas de todo o mundo. A sua ligação ao espaço onde se implanta aparece especialmente vinculada através do espólio relacionado com os videntes de Fátima apresentado na Sala dos Pastorinhos.

Foram várias as iniciativas promovidas para assinalar o aniversário e destinadas a diferentes tipos de públicos, como por exemplo, tertúlias, oficinas pedagógicas, testemunhos missionários, apresentação pública da Liga de Amigos doMuseu de Arte Sacra e Etnologia, Colóquio da APOM (Associação Portuguesa de Museologia) sobre património religioso e a inauguração da exposição temporária de fotografia de arte sacra “A FÉ (tos)” de Pedro e Carlos Inácio. Destaca-se ainda o lançamento do Roteiro do Museu, publicação há muito solicitada pelos visitantes e investigadores, e que contou com o apoio financeiro da Rede Portuguesa de Museus e Instituto dos Museus e da Conservação no âmbito do PROMUSEUS 2010. Apresenta conteúdos de autoria dalguns dos mais conceituados especialistas nacionais, sendo esta publicação um instrumento de apoio à visita ao espólio da sua exposição permanente e, ao mesmo tempo, um primeiro subsídio em ordem a poder divulgar o seu espólio no seio da comunidade museal e científica.

Sala de Etnologia

Centro Missionário Allamano/Museu de Arte Sacra e Etnologia  

Breve historial | Gonçalo Cardoso, diretor do Museu de Arte Sacra e Etnologia

O Instituto Missionário da Consolata, fundado em Turim, Itália, em 1901 pelo Beato José Allamano, tem por objetivo a formação de missionários e a animação missionária da Igreja. Fixando a sua sede em Fátima, o Instituto missionário instalou-se em Portugal, em 1943, pela ação do P. João De Marchi.

A ideia de construir o Centro de Animação Missionária surgiu quase contemporaneamente à fixação do Instituto em Fátima, existindo referências escritas de 1949 do P. De Marchi fazendo alusão à construção, em terrenos do Instituto na Cova da Iria, de uma “aldeia africana” composta de palhotas que ilustrassem as várias atividades nas missões. Terá sido com essa intenção que De Marchi estabeleceu diversos contactos no sentido de conseguir trazer para Fátima uma coleção de animais e aves exóticas com vista a essa exposição temática que, durante muitos anos, aguardou colocação definitiva, a fim de poder vir a ilustrar a fauna de países relacionados com a ação missionária do Instituto. Se se perdeu a coleção destes objetos, não se abandonou, porém, a ideia de construir essa aldeia, sempre latente e a aguardar tempos mais propícios e seriamente retomada a partir de 1985 em ordem à sua concretização.

Na década de oitenta, vários institutos religiosos discorriam sobre a validade da sua presença em Fátima e a construção do Centro Missionário Allamano suscitou várias dúvidas no seio do próprio Instituto que, no entanto, o entendia como um campo completamente inexplorado cujo objetivo seria o da sensibilização dos peregrinos de Fátima para a dimensão missionária da Igreja e o comprometimento com a causa missionária.

Um importante passo para a concretização da ideia foi dado quando, nessa mesma década de oitenta, se adquiriram duas coleções da arte sacra. Uma de crucifixos, do P. Rodrigues Vermelho, e outra de imagens relativas à infância de Jesus, do P. António Rosado Belo, ambos da Diocese de Portalegre-Castelo Branco. As duas coleções foram trazidas para Fátima em 1989, embora tenham sido adquiridas alguns anos antes.

Outra importante etapa para a abertura do espaço museológico ficou consubstancia na Conferência Regional de 1982 que, através do n.º 71, fixou a intenção: «dar-se-ão os passos necessários em vista da construção de um Centro de Animação Missionária em Fátima». Foi para dar cumprimento a esta decisão que o Conselho Regional encarregou o italiano Eng. Cappa Bava de proceder ao estudo de um projeto para o Centro de Animação Missionária. O seu plano, depois das inevitáveis alterações, foi sujeito à comunidade regional para apreciação e para o pronunciamento definitivo que teve lugar durante o Retiro Anual realizado em Avessadas no ano de 1985. Com a bênção da primeira pedra do atual edifício, a 24 de outubro de 1987, pode considerar-se que o arranque do Centro era definitivo.

Pretendeu-se que todo este conjunto introduzisse o visitante no espírito missionário da Igreja e que o levasse a participar no esforço da evangelização do mundo. Integrado no centro, criar-se-ia um Museu com um acervo composto pelas seguintes coleções e temáticas: mistério da Encarnação com as imagens da Infância de Jesus, mistério da Redenção com imagens da Paixão e Crucifixão, mistério da Igreja nascida no dia de Pentecostes e a sua expansão pelo mundo – sala da evangelização – e contacto do Evangelho com as diversas culturas representadas pela coleção etnográfica recolhida pelos Missionários da Consolata espalhados pelo mundo.

Após a conclusão do anteprojeto, foi solicitado apoio técnico ao então designado Instituto Português do Património Cultural que nomeou António Nabais para consultoria técnica relativamente ao programa museológico e montagem da exposição permanente do Museu. Depois deste percurso, oMuseu de Arte Sacra e Etnologiaabria as suas portas a 13 de outubro de 1991 e o cumprimento da sua missão guindou-o a integrar a Rede Portuguesa de Museus em 2003.

Hoje, o museu mostra-se espaço aberto a toda a comunidade, múltiplas vezes convocada para visitar o seu acervo constituído por peças de elevadíssimo interesse artístico e cultural, promovendo o encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura.

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No passado dia 12 de Dezembro, o Museu de Arte Sacra e Etnologia, dos Missionários da Consolata em Fátima, recebeu uma menção honrosa no âmbito dos Prémios APOM 2011 na categoria “Melhor Serviço de Extensão Cultural”.

Estes prémios são anualmente atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia distinguindo museus e personalidades que se destacam no panorama museológico português em diferentes categorias.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu no auditório do BES Arte e Finança, em Lisboa, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas e outras personalidades, sendo homenageado o engenheiro Luis Casanovas pelo trabalho ao nível da conservação preventiva realizado em vários museus portugueses.    

Fundado há 20 anos, este museu missionário é o único em Fátima e no concelho de Ourém credenciado pela Rede Portuguesa de Museus e reúne uma vasta colecção de elevadíssimo interesse artístico e cultural, promovendo o encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura. Ao longo do ano promove várias actividades culturais destinadas aos diferentes públicos, nomeadamente, concertos, recitais, exposições temporárias, oficinas de pintura, cursos-livres, lançamento de livros, visitas especializadas, testemunhos missionários, entre muitas outras.

Gonçalo Cardoso

Director do Museu de Arte Sacra e Etnologia - Fátima



publicado por Carlos Gomes às 09:56
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ESTADO PREFERE DEIXAR A CASA DE CANTONEIROS DE RIO DE COUROS NESTE ESTADO MISERÁVEL!

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A Junta de Freguesia sempre esteve interessada na sua recuperação, mas o Estado pede 18.500,00 euros pela sua venda. Claro que assim não houve nem haverá negócio. Como não pudemos comprar temos estado a exigir pelo menos que façam aquilo que nos exigem a nós: conservem!

- afirmou o Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Couros, sr.  Manuel Lourenço Dias, em comentário publicado no Facebook.



publicado por Carlos Gomes às 00:58
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NATAL POBRE COM " MILHÕES"

LANAME~1

Nos inícios da década de quarenta, numa pequena aldeia de Trás-os-Montes, as chaminés da maioria das casas feitas de xisto, expeliam nuvens de fumo que transportavam os inconfundíveis aromas dos fritos e demais acepipes próprios da noite de Consoada. 

Um manto de alvíssima neve, cobria toda a região. As árvores despidas de folhas que o duro Inverno sepultara, inclinavam para o solo os ramos mais frágeis que não suportavam o peso da neve. Uma ou outra folha que ainda persistia, ia‑se desprendendo ao ser empurrada pelo vento que começava a soprar, e quais borboletas entontecidas, revolteavam no ar até sucumbirem, pondo por instantes umas esparsas manchas acastanhadas na pureza da paisagem. 

No interior da aldeia, viam‑se aqui e ali, uns bonecos de neve que a garotada, nas suas brincadeiras confeccionara, e que agora desertos, mais pareciam gigantescos anjos sem asas, ou fan­tasmas brancos que a sucessiva queda de neve ia tornando mais elevados. 

A aldeia parecia deserta. O frio cortante, fazia com que todos os habitantes se recolhessem no aconchego das suas casas, e até os animais, procuravam o refúgio dos seus abrigos. 

A senhora Adelina, atarefava‑se na fritura das filhoses, rabanadas, bolinhos de bacalhau, aletria, arroz de polvo seco previamente demolhado, e cujos tentáculos mais grossos eram desti­nados a filetes. Um grande galo, fervia numa panela de ferro à lareira para posteriormente ser corado nas brasas depois da água da cozedura ser aproveitada para confeccionar uma aromática e saborosíssima canja. 

A filharada entretinha‑se a jogar o rapa ou o par e pernão com amêndoas de casca, enquanto a água lhes crescia na boca com os apetecíveis aromas, ansiando a hora de se banquetear. 

É certo que o cabrito, o cordeiro, o peru recheado, o bolo de mel e outras iguarias mais sofisticadas e próprias da quadra Natalícia lhes estavam vedadas. Essas coisas eram um luxo exclusivo dos mais abastados, que recorriam à candonga que por todo o lado proliferava nessa época; mesmo assim, ainda hoje admiro a ginástica económica que os meus pais faziam ao longo do ano, para que a sua numerosa prole se extasiasse com os deliciosos pitéus que só comiam uma vez por ano. 

Uma enorme fogueira afugentava o vento cortante e frio que teimava em se introduzir pelos buracos das paredes, sem reboco e negras da fuligem, acumulada ao longo dos anos. 

Era já lusco‑fusco, quando se ouviram duas pancadas na porta. 

‑ Entre quem é. - disse o meu pai que acabava de concertar o lume. 

Todos os olhares convergiram para a porta sem fechadura, nem era precisa pois um belho de madeira cumpria as mesmas funções, onde se destacou a figura de um homem franzino e de pequena estatura, embrulhado num velho capote militar já de cor indefinida e com alguns remendos de pano diferente. Os flocos de neve que se quedavam nos ombros e no velho chapéu mais pareciam pétalas de rosa brava, ali colocados por exímio escultor. 

‑ Olha o senhor Milhões! Entre homem, e feche a porta que está um frio dos diabos! Chegue‑se aqui ao lume e aqueça‑se. Uma fogueira é meia mantença como se costuma dizer. Inda falta um bocado p’ra ceia mas beba um copo e meta qualquer coisa à boca para aquecer o estômago. 

- P’ra ceia não fico, que a minha Teresa, - mulher dele – e a canalhada ‑ referia‑se aos nove filhos-, estão à minha espera  para comer o caldinho, mas como calhou a passar por aqui, resolvi entrar. 

‑ E fez o senhor muito bem, sabe que a gente gosta sempre muito de o ver, e nem toda a gente tem o privilégio de ter um grande herói como amigo. 

‑ Ó Zeca, também não precisas de exagerar! 

‑ Não é exagero nenhum e o senhor tem a consciência disso. 

Entretanto, eu e os meus irmãos mais novos, reiniciávamos o jogo das amêndoas enquanto os adultos conversavam. 

Não era a primeira vez que eu tinha visto o pobre do senhor Milhões em nossa casa ou em casa dos meus jovens avós, embora ele morasse a alguns quilómetros de distância, mais precisamente em Valongo de Milhais, do Concelho de Murça. 

Via‑o sempre com o mesmo capote, quer fosse no duro inverno, ou no verão mais escaldante, mas devido à minha tenra idade não lhe conhecia a história. 

Passado algum tempo, já com o corpo e o estômago aconchegado, o senhor Milhões pediu ao meu pai: 

‑ Ó Zeca! Vai lá buscar a tua guitarra e toca alguma coisa! Eu gosto tanto de te ouvir tocar! A falar verdade, essa foi a principal razão que me trouxe cá. Sabes, não é só o corpo que precisa de alimento, às vezes, o espírito ainda precisa mais! Lá diz o ditado que nem só de pão vive o homem, e a música faz‑me esquecer muita coisa má. 

Ao repararmos na anuência pronta de meu pai, exímio guitarrista, todos os elementos da "orquestra" se puseramem campo. Enquantoum procurava o abano do lume para fingir de viola, outro metia um garfo de ferro num púcaro de lata para fazer o acompanhamento, outro batia com uma cana nas tampas das panelas qual famoso baterista, os mais pequenitos batiam palmas descompassadas e até a mais novinha, com apenas dezoito dias de vida, ao colo da minha jovem e viúva avó, ensaiava o seu primeiro sorriso como querendo também ela fazer parte da alegria colectiva. A minha mãe, sem descurar os afazeres, cantava com a sua voz cristalina e bem timbrada. Dizia‑se na aldeia, que ela tinha uma voz de anjo. 

A dada altura o senhor Milhões exclamou extasiado: 

‑ É em momentos como este, que chego a ter pena dos ricos. 

Perante o olhar interrogativo de meus pais, acrescentou: 

‑ Com tantas preocupações em aumentar grandes fortunas, passando às vezes por cima de tudo e todos, sempre a correr contra o tempo na ganância de acumularem mais e mais, sem se lembrarem que na hora da morte deixam ficar tudo, não têm tempo de sentir o prazer de viver uma hora de calor humano tão sublime como esta. Não lhes passa pela cabeça que a felicidade não está nas grandes riquezas acumuladas, mas sim nas pequenas e belas coisas que Deus põe ao dispor de quem quiser vivê‑las. Acto contínuo, elevou as mãos como se estivesse a rezar num local de culto e disse: 

- Se eu morresse nesta hora, ia direitinho para o Céu. 

‑ Não diga uma coisa dessas nem a brincar senhor Milhões, replicou meu pai envaidecido por ter contribuido com um fugaz momento de alegria através da sua música, para com o amigo que muito admirava. - Ainda vai andar por cá muitos anos e eu hei‑de tocar muitas vezes para si, já que gosta tanto de me ouvir, mas surpreende-me com a sua prosa. Não lhe conhecia essa apetência de filósofo. 

‑ De quê? Perguntou o senhor Milhões! - Olha lá ó Zeca, como sabes, eu não conheço uma letra do tamanho dum boi. Por isso, não sei o significado do nome que me chamaste, mas vindo de ti, só pode ser um elogio que me explicarás noutra altura. Agora, ala que se faz tarde e ainda tenho muito que palmilhar até casa. 

Ao vestir o velho capote, enquanto se despedia efusivamente de todos, reparei que na parte interior do mesmo brilhavam muitas medalhas. Entretanto, ia guardando uma saquita de pano cheia de qualquer coisa que a minha mãe lhe dera dizendo em voz baixa. 

‑ É p’rós seus garotos, e não me faça a desfeita de não aceitar: o pouco bem dividido, chega para muita gente. 

Embora a curiosidade dos meus nove anos fosse muita no que respeita ás medalhas que tinha visto pela primeira vez, não fiz qualquer alusão ao facto. Sabia sobejamente, que os meus pais não gostavam de perguntas indiscretas. 

Depois de ele se ter retirado fechando a porta atrás de si, ainda ouvi por instantes os seus socos de madeira cambados fazer um leve ruído na neve das escadas, como se pisasse algodão, desvanecendo‑se à medida que ele se afastava apressado a caminho da sua aldeia. 

Devido a motivos pessoais, que não interessam a esta história, só voltei a ver a figura inconfundível do senhor Milhões, mais três ou quatro vezes; mas ainda hoje, sempre que se aproxima o Natal, revejo essa figura quase mítica, quase lendária, que nas poalhas do meu baú continua bem viva e presente. 

Voltando ao assunto em questão devo dizer que, depois da faustosa e muito apetecida ceia, como a hora já fosse adiantada e com o “João‑Pestana” a reclamar os seus direitos, fomos todos até vale de lençóis, ou “vale‑de‑mantas” para ser mais exacta, enquanto meus pais e avó foram assistir à Missa do Galo. 

A queda de neve e o vento gélido haviam-se dissipado durante a noite. O sol brilhando agora no seu esplendor, punha com os seus raios cálidos, tonalidades doiradas na alvíssima e paradisíaca paisagem. Com o seu aparecimento majestoso as almas inundavam-se de calor que superava o frio físico da época. 

Acordamos muito cedo para ver com que o Menino Jesus nos presenteara durante a noite. Desilusão colectiva! Em anos anteriores havia, pelo menos, dois rebuçados de meio tostão em cada soco, nesse dia era uma meia dúzia de figos secos. 

Depois da Missa das dez a que era obrigatório assistir para beijar o pezinho do Menino Jesus, e deslumbrarmo‑nos com o grande e repetitivo Presépio feito a um canto perto do Altar­‑Mor, onde não faltava um prato de vidro para a recolha de alguns escudos e até algumas laranjas para presentear o Menino, todas as crianças se juntavam no adro da Igreja, mostrando umas às outras, os presentes que o próprio Menino Jesus, e não o recente e importado Pai Natal, havia oferecido a cada uma. 

Três ou quatro, filhas dos mais ricos, exibiam orgulhosamente bonecas, carrinhos de lata pintados, (ainda não tinha começado o reinado do plástico), bolas, flautas de barro, piões de madeira, etc. As mais pobres, mostravam timidamente rebuçados e excepcionalmente um ou outro chocolate pequenino. Havia ainda aquelas que tinham recebido pouco ou nada, fanfarrona­vam grandes presentes que alegadamente deixavam em casa, mas que nunca ninguém via. 

            Eu corri para casa chorando envergonhada enquanto ia perguntando a mim mesma porque é que o Menino Jesus dava os melhores brinquedos só aos mais ricos. Debulhada em lágrimas, fiz a mesma pergunta à minha mãe que, sem se dar conta do desmoronar dum sonho lindo que a sua resposta ia fazer em pedaços, me respondeu com a maior calma do mundo: 

‑ Ó minha brutinha! Então não sabes ainda que quem põe os presentes nos sapatos dos filhos são os pais? Quem é mais rico, põe coisas melhores, os outros põem o que podem. Como a minha irmã mais nova reclamava chorando a sua refeição, a minha mãe foi amamentá‑la dando aparentemente o caso por concluído. Entretanto, o meu pai que se apercebera da minha desilusão chamou‑me: 

‑ Senta aqui ao pé de mim que eu conto‑te uma coisa que espero que não esqueças nunca. Eu vi como tu ontem olhaste para as medalhas do senhor Milhões. Queres saber como é que ele as ganhou? 

Antevendo uma boa história, sentei‑me o mais confortavelmente possível junto dele, nas escaleiras de pedra que davam acesso à porta de casa, e escutei atenta e deslumbrada, aquilo que realmente nunca mais esqueci. 

‑ O nome dele é Aníbal Augusto Milhais. Foi para a 1ª Grande Guerra em 1915, para a Flandres, integrando, junto com o teu avô materno, o Corpo Expedicionário Português que era constituído por 55 mil homens. Depois em França, em La Lys, no fatídico dia nove de Abril de 1918, travou‑se uma infernal Batalha, e as Tropas Aliadas a que Portugal pertencia estavam completamente destroçadas, devido à quantidade muito maior de elementos inimigos, e começaram a recuar, deixando para trás o chão juncado de mortos e feridos aos milhares. O Soldado Milhais, vendo-se sozinho com a sua metralhadora e sem ninguém que lhe desse ordens ou o apoiasse, agigantou‑se (como o pequeno David da Bíblia que derrotou Golias) e começou a disparar em todas as direcções. Sempre que as munições se esgotavam, abastecia‑se com as dos camaradas mortos. De vez em quando, rastejava por entre os cadáveres para mudar de posição. E foi por trás de um cavalo que jazia morto por cima das pernas do teu avó desmaiado, mas que o senhor Milhões ao reconhecer julgou morto, que entre soluços de raiva, fez uma grande brecha nas hostes inimigas que por sua vez começaram a recuar, pensando que tinha chegado um Exército fresco e numeroso, a reforçar o que julgavam derrotado. Quando se procedeu à recolha dos mortos e feridos, é que o senhor Milhões viu que o teu avô, de quem era muito amigo estava vivo. Ainda lhe sobejaram forças para ajudar a remover o nobre animal que tombara em cima do teu avô salvando‑lhe a vida mas deixando grandes sequelas nos membros inferiores. Veio recambiado para o pé da tua avó e dos três filhos que já tinham, entre eles, a tua mãe, pois que o teu avô se alistara voluntário para honrar o seu País como ele dizia. Voltando ao senhor Milhões: quando o Major Ferreira do Amaral em 15/7/1918 lhe conferiu um Louvor na Ordem de Serviço, teceu‑lhe um rasgado elogio pela bravura e sangue frio demonstrados acrescentando: “É um Soldado de pequena estatura, mas a sua coragem, valeu por milhões.” Dessa frase resultou a alcunha pela qual este bravo Transmontano passou a ser conhecido. Daí em diante muitas Condecorações Nacionais e Estrangeiras lhe foram concedidas, tantas quantas as medalhas que tu viste e das quais nunca se separa. Em 1919 regressou à terra, onde posteriormente viria a casar. Com tantos louvores e medalhas, incluindo a da Ordem de Torre e Espada, morreria de fome ele e os filhos se não fosse a ajuda de amigos e conhecidos. Pensando melhorar de vida, ainda se endividou para emigrar para o Brasil, mas franzino e analfabeto como é, não conseguiu arranjar trabalho. Uma vez mais, foram os amigos e conhecidos que lá estavam que fizeram uma colecta para lhe pagar passados poucos meses, a viagem de regresso a Portugal. Este gigante Patriota a quem Portugal tanto deve, merecia do Estado outro tratamento menos humilhante. Estou convicto que quando ele morrer, vai ser um mar de discursos e lágrimas de crocodilo. Até são capazes de lhe erigir uma estátua. Afinal, sempre fica mais barato ao Estado inaugurar uma estátua, feita até pelo povo, do que uma reforma condizente com e seu  estatuto de Herói, para poder viver como tal e lhe é devido. As grandes reformas e proventos, são para aqueles que fazem as guerras nos bastidores servindo‑se de uma qualquer ideologia adequada aos seus intentos vis, para em nome da mesma, mandar o Zé Povinho matar ou morrer, sem que eles derramem uma gota de sangue ou uma lágrima sequer por tantas vidas que se perdem. Tu ainda és muito nova para compreender estas coisas, mas virá um dia em que te recordaras desta conversa e me darás razão. Agora já ficas a saber, onde foram parar os rebuçados que deviam estar nos vossos socos esta manhã. 

Fez o gesto de se levantar como dando por finda a história. Um olhar meu, suplicante e quase hipnotizador, deteve-o. 

‑Então o que foi agora? 

‑Pai, e o avô? 

‑Então: o teu avô morreu vai para quatro anos; ainda te lembras dele? 

Tinha de facto uma ténue lembrança de um homem ainda jovem, de cabelo acastanhado e olhos azuis, sentado numa cadeira de braços feita em madeira, na varanda da casa onde se resguardava do frio com uma manta sobre os joelhos, ou espreitava o sol de Inverno. Os olhos frios como aço, tomavam por vezes tonalidades de cinzento quando ralhava com tudo e todos, o que acontecia frequentemente. 

‑ Sim lembro‑me, mas ele não foi também um Herói? 

‑ É claro que foi, como aliás todos os que foram para essa malfadada Guerra. Os que morreram, os que viveram e os que ficaram deficientes como foi o caso do teu avô. Ele não recebeu medalhas, mas sinceramente, quem merecia uma grande medalha era a tua avó. 

‑ Como assim? Ela também foi à Guerra? 

‑ Não, mas é uma mulher de armas. 

- Nunca lhe vi nenhuma! 

‑ Viste sim: o arado, a enxada, a seitoira, a tesoura da poda, a pá do forno, a roca, as agulhas de fazer as meias de lã e outras mais. O teu avô que era de Porrais e professor Primário; casou ainda muito novo com a tua avó, uma jovem muito bonita de quinze anos e já senhora de uma invejável casa de lavoura, que um tio sem descendência lhe deixara em testamento nas Varges, Concelho de Murça. Antes de ter ido para a Guerra, ele era muito alegre e trabalhador e viviam felizes. Quando regressou, o lugar na Escola já estava ocupado. Como tinha muita dificuldade em andar, devido ao cavalo lhe ter caído sobre as pernas, deixou de trabalhar, porque não podia, e passava os dias na taverna a jogar as cartas e a embriagar‑se. Perdeu ao jogo todas as propriedades agrícolas e, na tentativa inútil de tudo recuperar, chegou a jogar a tua avó, da qual o adversário prescindiu. Ficaram só com umas courelas minúsculas que não interessavam ao adversário do jogo, e se não fosse a intervenção do povo, ficariam sem a casa onde viviam porque o ganancioso jogador, deixaria‑os sem tecto, bem como os mais filhos que iam nascendo ano após ano, fazendo a conta de dez. Por fim, ficou paralisado dos joelhos para baixo, e era a tua avó que o transportava ao colo da cama para a cadeira e vice- versa durante os catorze anos que lhe restaram de vida. Depois de o deixar confortavelmente instalado, abalava para os campos que tinham sido seus, mas que agora pagava renda, para deles, e sozinha, tirar o sustento a fim de que os filhos não tivessem que pedir esmola ou morrer de fome. 

Dizia‑se na aldeia, que os gases das bombas lançadas pelo inimigo lhe tinham afectado o miolo, razão porque ele se tornara rabugento, mau até. Tinha sempre a bengala ao pé com que castigava severamente os filhos a quem chamava para lhes bater, e até a tua submissa avó, não escapava ao seu mau humor e aproximava‑se para ser espancada. Julgo que fosse o efeito dos ciúmes, infundados, devido à sua debilidade física que o tornaram assim. Olha que ele, chegou ao ponto de ensinar a ler e escrever os filhos daquele que lhe tinha ficado com tudo, alegando que as dívidas de jogo são sagradas, e não ensinou os próprios filhos. Ao contar‑te tudo isto, não pretendo que guardes uma má imagem do teu avô Manuel! Mas é somente para que mais tarde reflictas nesta conversa, e fiques com a certeza de que numa guerra, seja ela porque motivo for, nunca há vencedores nem vencidos; e os efeitos nefastos que dela advém, não constam dos livros históricos. Das guerras, só aproveitam aqueles que as incentivam sem se preocuparem com a devastação física e moral dos que nelas combatem. Não esqueças nunca o seguinte: desde que o Mundo é Mundo, nunca a paz se consolidou através de uma guerra. 

"Era a alma de um artista a falar.” 

Fez nova tentativa para se levantar mas eu puxei‑lhe suavemente o braço num convite mudo para continuar. 

‑ Que foi agora? Por hoje, já não falo mais de guerras, porque é um tema que me põe mal disposto. Lembra‑te que é Natal, um dia convidativo à paz e concórdia entre os homens! Não foi isso que ouviste na Missa? 

‑ Sim; mas é só uma pergunta. 

‑ Diz lá então. 

‑ Porque é que chamam Rosa galega à avó? 

‑ Bom! Rosa, porque é o nome dela; e galega, por ser a alcunha que dão ás pessoas que trabalham muito. Não tens ouvido a expressão que actualmente se usa: trabalha que nem um galego? Não conheço ninguém que melhor faça jus ao epíteto. 

‑ Ao quê?!? 

- À alcunha. Ela lavra e semeia o pão que depois ceifa, debulha e coze. Semeia e trata do linho que fia na roca para fazer os lençóis. Semeia, sacha e arranca as batatas. Poda e trata da vinha, vindima e pisa as uvas com que faz o vinho. Fia a lã das ovelhas para fazer as meias de toda a família, inclusive as que trazes nos pés. Guarda e ordenha as ovelhas de onde lhe vem algum provento monetário com os queijos que faz e os cordeiros que vende nas feiras. Criou sozinha os oito filhos sobreviventes dos dez que teve, e agora ajuda a criar os netos; e tudo isto, sem nunca descurar a lida da casa que, embora pobre, é um mimo de asseio. A sorte dela, é que nunca precisou de ir ao médico. Conhece muitas ervas e mezinhas para todas as doenças. Por tudo isto, é que lhe chamam Rosa galega. 

‑ Deviam antes chamar‑lhe super mulher e cobri‑la de medalhas da cabeça aos pés - repliquei eu cheia de orgulhoso carinho. 

‑ Tens razão, mas agora basta de conversa; vamos comer que a tua mãe está farta de chamar. 

Aproximei‑me de minha avó e abracei‑a freneticamente, gritando a plenos pulmões: 

- A minha avó é a melhor do mundo, é uma super avó, merecia muitas medalhas! 

Alheios à conversa tida com meu pai, os familiares julgaram que eu tivesse perdido o resto do juízo ou que estivesse com febre. Pouco habituada a tais manifestações súbitas de carinho, a minha avó ficou sem palavras. Vi-lhe no entanto a resposta nas duas grossas lágrimas que lhe rolaram pela face ao fechar momentaneamente os olhos de um azul cristalino que bri­lhavam como estrelas. 

Os anos foram passando. Hoje; é outro o tempo! É outro o lugar. As vidas destes intervenientes, seguiram o seu ciclo, o seu caminho. O senhor Milhões faleceu a três de Junho de 1970. 

A minha super avó, em 1967 com pouco menos de cem anos. Vivia sozinha por opção; Nunca quis electricidade ou gás em casa, e ainda carregava a lenha com que cozinhava, lavava a roupa na ribeira que atravessa a aldeia dividindo‑aem dois Concelhos: Murça e Mirandela. 

Nunca foi ao Médico a não ser quando a levaram forçosamente poucos meses antes de entregar a alma ao Criador, devido a uma broncopneumonia. 

A profecia do meu falecido pai, cumpriu‑se no que dizia respeito ao senhor Milhões. 

Em 1995, vinte e cinco anos após a sua morte, foi inaugurado com toda a Pompa e Circunstância numa das melhores praças de Murça, um busto do senhor Aníbal Augusto Milhais que perdurará além dos séculos nos anais da nossa História, com o nome mais conhecido e merecido de MILHÕES

Um original de Graziela Vieira



publicado por Carlos Gomes às 00:08
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EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA EM OURÉM VAI SER UMA GRANDE BICHARADA!...



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
SANTUÁRIO DE FÁTIMA OFERECE CONCERTO NATALÍCIO COM O GRUPO VOCAL OLISIPO NO PRÓXIMO DIA 1 DE JANEIRO

A 1 de Janeiro de 2012, o Santuário de Fátima tem gosto em convidar os seus peregrinos, amigos e visitantes para um concerto com o Grupo Vocal Olisipo, às 17:00, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

O Grupo Vocal Olisipo foi fundado em 1988, tendo sido desde então dirigido por Armando Possante. O seu repertório é vasto e eclético, abrangendo obras do período medieval aos dias de hoje.

Este grupo tem colaborado frequentemente com compositores e já conquistou diversos prémios. Realiza actuações por todo o país e internacionalmente tem-se apresentado em concertos por toda a Europa.

Integram o grupo Vocal Olisipo: Elsa Cortez e Mónica Monteiro – Sopranos; Lucinda Gerhardt e Maria de Fátima Nunes – Mezzo-sopranos; João Moreira e João Sebastião – Tenores; Armando Possante e Hugo Oliveira – Baixos.

O programa do concerto de ano novo no Santuário de Fátima está disponível em www.fatima.pt



publicado por Carlos Gomes às 19:51
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Dia de Natal em Fátima: Reitor do Santuário lembra que o Natal apela mais à conversão que à comoção

As celebrações de Natal no Santuário de Fátima iniciaram com uma vigília na noite do dia 24, na Igreja da Santíssima Trindade, e prolongaram-se em ambiente de festa e de oração durante todo o dia de Natal.

Nas suas exortações aos fiéis, quer na noite de vigília quer no dia de Natal, o reitor do Santuário de Fátima lembrou o verdadeiro sentido do tempo natalício.

“É fácil comovermo-nos com a celebração do Natal. Mas o Natal pede a nossa conversão, mais que a nossa comoção!”, afirmou o padre Carlos Cabecinhas na homilia da missa da vigília, ocasião em que também sublinhou que “viver um Natal consciente do que significa dizer que Deus se fez homem, não pode não levar à solidariedade, à partilha, ao amor concreto, à ajuda desinteressada”.

As suas palavras recordaram “os pequenos, os deserdados, os pobres”, e as suas dores, e, sobretudo, vincaram aquele que deve ser o centro do Natal: o Menino Jesus.

“Corremos sempre o risco de nos ocuparmos tanto da preparação do Natal, que deixamos de ter espaço para o mais importante: fazemos presépios, preparamos presentes, enviamos Boas Festas, fazemos consoadas – tudo coisas boas... mas pode acontecer não deixarmos espaço para acolher Jesus que vem, que nasce”, afirmou o reitor.

Na missa a que presidiu no dia de Natal, também ela celebrada na Igreja da Santíssima Trindade, o padre Carlos Cabecinhas reiterou que “o centro da nossa celebração do Natal está no Menino do Presépio. O seu nascimento é a ´boa nova`, a feliz notícia que nos enche de alegria”.

“Associamos muito o Natal à oferta de presentes. Mas no centro da celebração do Natal está o Menino Jesus, o grande presente que Deus nos oferece. Todos os outros presentes só têm sentido se nos levam a tomar consciência de que o grande presente que recebemos no Natal é o próprio Deus que, em Jesus Menino, Se nos oferece a nós e que, desse modo, nos manifesta o imenso amor com que nos ama”, afirmou o reitor.

A 31 de Dezembro D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, presidirá à missa com Te Deum de Acção de Graças pelo ano que termina, na Igreja da Santíssima Trindade, às 22:00.

(Todo o programa está disponível em www.fatima.pt



publicado por Carlos Gomes às 19:48
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Votos de Santas Festas de Natal do Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima

O Centro de Comunicação Social endereça, agradece e retribui com alegria os votos de Santas festas de Natal a todos os seus subscritores e amigos.

Que o Menino Jesus nos ensine a sermos pessoas melhores, a nível pessoal, familiar e profissional. Que no novo ano que se aproxima não faltem atenção, amor e pão a nenhuma família e que ninguém se sinta só ou desamparado.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 19:45
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PRESOS DE OURÉM FORAM À MISSA… MAS PODERIAM TER IDO A UMA SATURNAL!

Na Sessão de 11 de Maio de 1914, da Câmara dos Deputados, sob a presidência de Vítor Hugo de Azevedo Coutinho, o deputado Henrique de Vasconcelos fez uma intervenção através da qual referiu a ocorrência de um caso invulgar: o carcereiro da prisão de Vila Nova de Ourém levou os presos à missa! Agora, imagine-se, se o delegado da Justiça fosse pagão, poderia tê-los levado a uma saturnal…

O Sr. Henrique de Vasconcelos: — Eu pedi a palavra para chamar a atenção do Sr. Ministro da Justiça para um caso que considero de certa gravidade, e que se deu nurn dos dias da passada semana, em Vila Nova de Ourém.

Os presos da cadeia dessa, vila foram, debaixo de forma, capitaneados pelo carcereiro e escoltados pela guarda republicana, ouvir missa e confessar-se!

Isto é grave, não pelo facto de terem ido ouvir missa, que não faz mal a ninguém, mas pelo manifesto desrespeito à Lei da Separação e pelo que ele tem de contrário aos princípios da criminologia.

Eu não sei quem permitiu isso: — se foi o delegado ou se foi o carcereiro, sem recomendação de ninguém. Fosse, porém, quem fosse, o que é preciso é que o Sr. Ministro da Justiça o castigue severamente, para que o facto se não repita.

Qualquer dia o delegado, se for um pagão, leva os presos a uma saturnal, que não é outra cousa senão um rito duma religião extinta, mas que ainda pode ter adeptos!

Eu espero, pois, da energia do Sr. Ministro da Justiça, da noção que S. Exª tem da alta responsabilidade do seu cargo e do seu passado de democrata, que esse desrespeito à lei não tenha repetição em Portugal.

Tenho dito.

S. Exª não reviu.

O Sr. Ministro da Justiça (Manuel Monteiro): — O facto que o Sr. Deputado Henrique de Vasconcelos acaba de anunciar, se porventura se passou conforme a declaração de S. Exª

O Sr. Henrique de Vasconcelos: — Eu tenho-a informação, com várias assinaturas de pessoas de toda a respeitabilidade. Posso mostrar a V. Ex.ª…

O Orador: — ... é realmente um facto grave. Asseguro a S. Exª que vou tomar conhecimento dele, — e, em face das informações que me forem transmitidas, darei conhecimento delas à Câmara e a S. Exª".



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Domingo, 25 de Dezembro de 2011
ORQUESTRAS FILARMÓNICAS CELEBRAM ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA DE MÚSICA DA BANDA DE OURÉM



publicado por Carlos Gomes às 00:50
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O “PASTEI”: Um Poema de José Jorge Duque

O “PASTEI”

( U doce de Natal)

 

Era Jesus, há pouco, circunciso.

E, brincava com outros judeuzitos,

Entre romanas cruzes, pedras, gritos…

Sonhando, descalcinho, um paraíso!!

 

Vem S. José chamá-lO e diz,conciso:

-Vai à venda buscar um pastelito

Que, a Mãe Te pede, seja o mais bonito…

Tira, da pobre bolsa, o que é preciso!! …

 

Correndo vai Jesus pelo caminho.

Até chegar á venda que encontrou!

Senhor Jacob!- Suplica o Deus Menino…

 

- Tu … Tem “Pasteles” bons?! – Solicitou.

- Pasteis!! – Corrige. O bom Jacob, sorrindo…

-Então dá-me um “pastei”…Deus retrucou

Dezembro de 1993

José Jorge DUQUE

(Amavelmente enviado por Graziela Vieira)


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DEUS MENINO: GRAZIELA VIEIRA DEDICA UM POEMA DE NATAL A TODOS OS OUREENSES

LANAME~1

DEUS MENINO

Cantam os Anjos! Tocam os sinos!

Brilham estrelas, já é Natal!

Nascem no mundo muitos meninos,

Mas só um deles é Celestial.

 

Venham mendigos, venham doutores,

Aliviar-Lhe a pesada cruz.

Venham poetas, venham pastores

Junto ao Presépio louvar Jesus.

 

Ele é muito pequenino,

Não O cansem com queixumes!

Deixem dormir o Menino

Sonhando com vaga-lumes.

 

Roguem-Lhe paz! Roguem-Lhe afecto,

Mais a concórdia que homens exalte;

P’ra que as famílias tenham seu teto,

Pão e amor a ninguém mais falte.

 

Que a chama acesa, na chaminé

Das nossas vidas, espalhe harmonias!

Que o Deus Menino de Nazaré,

Renasça em nós todos os dias.

Graziela Vieira

Ourém, Natal de 2001



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011
ESPANHÓIS "AMIGOS DE PORTUGAL" ELOGIAM CASTELO DE OURÉM

“AMIGOS DE PORTUGAL” é um blogue produzido por espanhóis, no endereço http://amigos-de-portugal.blogspot.com/, pque acaba de publicar um interessante artigo sobre o Castelo de Ourém para o qual o Dr. Sérgio Ribeiro, no seu blogue "Anónimo XXI" nos chamou a atenção.

Com a devida vénia, transcrevemos o referido artigo, agradecendo o destaque dispensado ao Concelho de Ourém.

CASTELO DE OURÉM

castillo desde zambujal

Panoramica do Castelo de Ourém, obtida desde Zambujal. Terra da beata Santa Teresa de Ourém, inicios do século XIII. Era panadera e fue canonizada pelo único Papa português, João XXI, mais conhecido por Pedro Hispano.

Sempre senti uma atracção especial por este CASTELO que na distância apresenta esse aspecto de grande fortaleza medieval. Por fim pude vê-lo de perto, guiado por um bom amigo, ademais nativo, que me foi dando todo tipo de informação, e que vos passo a divulgar...

Está considerado um dos castelos mais belos de Portugal.

Torres las dos

Este Castelo é um belo exemplo de castro medieval. Trata-se de um monumento grandioso, rodeado por muralhas, no cimo de uma colina, a apenas 2 km do centro da cidade. O acesso faz-se pelas Portas da Vila: as portas originais da cidade.

Também é conhecido como Paço dos Condes de Ourém. A planta é de formato triangular irregular, com torres nos vértices.

 Torre alta

Desconhece-se a origem da primitiva ocupação humana, mas pode que se remonte à pré-historia. Posteriormente, Romanos, Visigodos e Árabes deixaram vestígios da sua presença. Sendo os Árabes os que mais tempo permaneceram, e os que desenvolveram a fortificação.

Bonito o episódio amoroso de Gonçalo (Traga Mouros), valente guerreiro. Que acabou raptando a Fátima, uma bela princesa moura, que teve que converter-se ao cristianismo para poder casar-se com ele.

CASTEL~1

O Castelo foi conquistado, definitivamente, aos mouros em 1136 pelas tropas de Dom Afonso Henriques. Em 1178 foi doado à sua filha, a Infanta Dona Teresa (Matilde). Quem o mandou reconstruir, agregando-lhe uma terceira torre.

Num testamento de 1183 pode ler-se que o local se denominava anteriormente Abdegas "Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Auren, que antes se chamava Abdegas".

A torre Noroeste é conhecida como Torre de D. Mécia, por ali ter sido confinada a infortunada esposa de D. Sancho II.

Torre completa

O rei Dom Dinis doou a Vila e o Castelo à sua esposa, a Rainha Santa Isabel: era o ano de 1282.

Sob o reinado de Dom Pedro I, o termo de Vila foi elevado ao de Condado, sendo o 1° conde de Ourém o nobre João António Telo de Menezes, valido do rei. Ao seu falecimento sucedeu-lhe outro valido, João Fernandes Andeiro, fidalgo galego, ao serviço de D. Fernando.

Torre bico

Com a morte de D. Fernando, o conde Andeiro parte para Lisboa para assistir aos funerais, e foi abatido pelo Mestre de Avis, dando inicio à Revolução Patriótica. Os cavaleiros da Ordem de Cristo dão entrada em Ourém no início do Verão de 1384 apoiando a causa do Mestre de Avis.

Nesse mesmo ano D. João I concede o título de Conde de Ourém ao Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira, que passou a ser o terceiro Conde de Ourém. pelo contributo prestado à causa do Mestre nos Atoleiros e em Aljubarrota,

No lado Norte do castelo abre-se o Terreiro de Santiago, com uma estátua do Condestável Dom Nuno Alvarez Pereira ao centro.

No século XV chega a fase de grande esplendor de Ourém na pessoa de Dom Afonso, que foi o quarto conde de Ourém. Homem culto e bem relacionado que deu prestigio à Vila. Quem promoveu grandes reformas no conjunto do Castelo medieval. As muralhas são rasgadas para edificação do Paço, o Paço do Condes, que foi utilizado como residência oficial do conde D. Afonso.

Torre rect

Tanto no Paço como nos dois torreões destaca-se a notória influência arquitectónica veneziana. Fruto duma das suas viagens por aquelas terras.

Foi confirmado por D. Duarte em 1433.

Era neto de D. João I, e primo de D. Afonso V.

Também se lhe atribui a construção da Igreja da Colegiada.

O terramoto de 1 de Novembro de 1755 destruiu quase por completo.

Entrou, então, num processo de degradação, agravado pelas invasões francesas que acabou por deixá-lo quase em ruínas.

Com as lutas liberais, pois nela se impunham as tropas do Marechal Duque de Saldanha, o estado do Castelo entrou em manifesta fase decadente.

Em 1841 a reina D, Maria II elevou a aldeia à categoria de Vila.

untitled

No inicio do século XX, passou a ser contemplado no primeiro documento nacional de classificação de estruturas antigas como "monumentos nacionais", datado de 1910, confirmando a sua importância histórica. Até que, na década dos anos trinta, do século passado, foi objecto de obras de certa consideração chegado até hoje com o aspecto que aqui vos deixo.

vista de Ourem

A Vila Nova de Ourém foi elevada a cidade de Ourém em 16 de Agosto de 1991.

Sempre me senti feliz em terras de TERRAS DE OURÉM.

Amigos, o meu muito obrigado pela vossa amizade e hospitalidade.

As azeitonas ainda estavam verdes
       e o verão chegava ao seu fim…
Agradeço a ajuda prestada pelos meus amigos Zé e Sérgio, pela boa amizade, por ser tão autênticos, e pelos livros que tão gentilmente me ofereceram, com os quais pude complementar a informação, tão valiosa, então obtida.
BOAS FESTAS - FELICES FIESTAS


publicado por Carlos Gomes às 11:44
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OLIVAL JOGA COM SABACHEIRA EM JANEIRO



publicado por Carlos Gomes às 00:30
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Nadal en Galicia... e súas panxoliñas

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Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas. À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.

                                                   A noitiña de Nadal,

                                                   Noite de gran alegría;

                                                   Naceu un reiciño novo

                                                   Fillo da Virxe María.

                                                   Camiñando vai Xosé,

                                                   Camiñando vai María,

                                                   Camiñan para Belén

                                                   A fin de chegar con día.

                                                   Cando a Belén chegaron,

                                                   Toda a xente dormía,

                                                   Menos un pobre porteiro

                                                   Que estaba na portería.

                                                   - Abre as portas, porteiro,

                                                   - A Xosé e María.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

Depois da Noiteboa e súas panxoliñas celebradas na noitiña de Nadal, as festas prolongam-se ata à Noite Vella que ocorre a 31 de decembro e, daí ata Día de Reis em 6 de xaneiro. Conta unha tradiçión galega que todo lo bruxedo praticado na Noiteboa non logra alcançar ninghúm sucesso, pois é a noitiña do nacemento do meniño Xesús, cando a luz triunfa sobre a escuridón, o Bem sobre o Mal.. E, porque é solstício de inverno, as ervas colhidas en noitiña de San Xoán volven a ter o verde de orixe. Revonava-se o fogo na lareira con un gran tizón que depois de se queimar un póco se apaga. O tizón de Nadal apenas volverá a acender-se cando haxa ameaça de peligro. Na Coruña e en Lugo, en Ourense e Pontevedra, desde Ferrol ata A Guarda, da Moaña ata Castroverde, é Nadal en todolos pobos marinheiros e rurais de Galicia, en todalas aldeas e parroquias se celebra unha festa xenuína que ten a ver coa tradición cultural portuguesa em xeral e das xentes do Miño en particular. Como hai dixo o poeta João Verde:

                                                   - Vendo-os assim tão pertinho

                                                   a Galiza mail-o Minho

                                                   São como dois namorados

                                                   Que o rio tráz separados

                                                   Quase desde o nascimento

 

                                                   - Deixal'os, pois namorar

                                                   já que os pais para casar

                                                   lhes não dão consentimento

Hai, pois, que celebrar todolos xuntos en familia, galegos e portugueses, o noso Nadal, com zambumbas e panxoliñas, con ganas pola la chegada do día da gran naçom portugalaica. Hai que cumprir Portugal!

- GOMES, Carlos. In Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português em http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:12
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FREIXIANDA AMANHÃ EM FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
AUTARCAS OUREENSES VISITAM AMANHÃ BOMBEIROS E FORÇAS DE SEGURANÇA

Como já vem sendo habitual nos anos anteriores, o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca, acompanhado dos demais vereadores, vão amanhã descolar-se às corporações das forças de segurança e dos bombeiros para desejar as boas-festas a todos aqueles que vão estar de serviço na noite de Natal. Os nossos autarcas não esquecem neste dia aqueles que, por obrigação profissional, não vão poder passar a consoada de Natal em casa, junto dos seus familiares.

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O ponto de encontro será no edifício dos Paços do Concelho, às 16 horas, de onde seguirão para Caxarias, Freixianda, Espite e Fátima após a visita às corporações sediadas em Ourém. As entidades que vão ser visitadas são o posto da GNR e da PSP em Ourém, o quartel dos Bombeiros Voluntários em Ourém e Caxarias, as Secções dos Bombeiros Voluntários de Ourém na Freixianda e em Espite, o posto da GNR de Fátima e o quartel dos Bombeiros Voluntários de Fátima. A comunicação social, incluindo o blogue AUREN, foram convidados para acompanhar os autarcas nesta visita.



publicado por Carlos Gomes às 20:11
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O QUE DIZ O “MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA”?

O “Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica”, vulgo "memorando da troika", constitui um documento que produz grandes consequências no funcionamento da Administração Pública e, de um modo geral, na vida de todos os portugueses.

A propósito de tudo e de coisa alguma, invoca-se o referido “Memorando” sem que a maioria dos cidadãos estejam esclarecidos em relação ao seu conteúdo. Por essa razão, sugerimos a sua leitura, podendo aceder através do endereço:

http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Documentos/PCM/MoU_PT_20110517.pdf



publicado por Carlos Gomes às 09:25
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FELIZ NATAL!

O AUREN

deseja a todos os seus leitores, colaboradores e respectivas famílias e a todos os oureenses em geral um

Feliz Natal e Próspero Ano Novo


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publicado por Carlos Gomes às 08:36
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CAÇADORES DE OURÉM VÃO AMANHÃ CAÇAR JAVALIS



publicado por Carlos Gomes às 00:40
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
MUNICÍPIO DE OURÉM PREPARA MEDIDAS DE REFORÇO DO APOIO AO TECIDO EMPRESARIAL DO CONCELHO

A Câmara Municipal de Ourém vai apresentar as medidas de reforço do apoio ao tecido empresarial do Município. A iniciativa terá lugar no próximo dia 27 de Dezembro, em conferência de imprensa a ter lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Atendendo às dificuldades por que passam as empresas e os empresários, numa época de desafios acrescidos, motivados pelas dificuldades económicas, pretende o Município de Ourém reforçar o apoio ao tecido empresarial que, dentro das suas competências, esteja ao seu alcance. Assim, em parceria com a ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, foi trabalhado um conjunto de medidas de captação de investimento e de reforço do apoio às empresas sedeadas em Ourém.

Neste sentido, e de forma a conjugar recursos entre as entidades foi criado o GAPAE – Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial.

Por se considerar o Turismo como um sector de desenvolvimento do Município, o GAPAE incidirá parte da sua actividade na estruturação e planeamento de acções potenciadoras do desenvolvimento turístico-empresarial. Neste âmbito são objectivos a promoção internacional de Fátima, bem como o apoio ao esforço de internacionalização das empresas.

Objectivos:

  • Implementar medidas que contribuam para o desenvolvimento do tecido empresarial no Município de Ourém;
  • Definir procedimentos que levem a uma maior articulação entre o Município de Ourém, a ACISO e os empresários;
  • Apoiar estratégias de promoção e captação de investimento.

Medidas:

  1. Instrumentos e medidas de apoio à captação/ fixação de novas empresas
  2. Instrumentos e medidas de apoio às empresas já instaladas
  3. Turismo e promoção internacional - Apresentação do GAPAE – Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial


publicado por Carlos Gomes às 19:34
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NATAL NA PROVÍNCIA

 NATAL NA PROVÍNCIA

 

Já crepitam algumas chaminés:

As nuvens de fumo, deixam evolar

Aromas que se expandem, lés a lés,

Anunciando o Natal a chegar.

 

Juntam-se as famílias para a Ceia:

Mais um ou outro amigo, que aparece!

As lâmpadas destronam a candeia,

Mas o calor humano permanece.

 

Por vezes, falseamos a verdade,

Com fútil consumismo, que desdoura

O mais belo Quadro de humildade,

Do Deus Menino numa manjedoura.

 

O cândido sorriso das crianças,

No afã de desembrulhar presentes,

Renovam nos mais velhos, as lembranças,

Doutros Natais, longínquos, tão diferentes.

 

Pudesse ser Natal em cada dia,

Com um mundo melhor para viver!

Como aquele Poeta que dizia:

Natal, é sempre que o Homem quiser.

 

Dum cheio coração, abrem-se frestas,

Com mensagens de diferente matiz,

Desejando ao mundo Boas Festas,

E um Ano Novo sempre mais feliz.

Graziela Vieira

Ourém, 2004-11-18



publicado por Carlos Gomes às 00:29
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FREIXIANDA FESTEJA O ANO NOVO COM FOLCLORE E JOGOS TRADICIONAIS



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
ACADEMIA DE MÚSICA DA BANDA DE OURÉM REALIZA CONCERTO DE ANIVERSÁRIO



publicado por Carlos Gomes às 19:47
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MUNICÍPIO DE OURÉM CELEBRA CONTRATO-PROGRAMA COM A APDAF

Contrato-Programa de Comparticipação Financeira

Entre o Município de Ourém e a APDAF – Associação para a Promoção e Dinamização do Apoio à Família

Considerando que:

a)      No âmbito da missão e dos objectivos do Município de Ourém na satisfação das necessidades da comunidade local, designadamente através do apoio a instituições particulares de solidariedade social, importa contribuir para a concretização de respostas sociais dirigidas às necessidades da comunidade, no caso em concreto, no âmbito do apoio à família;

b)      Cumpre dar resposta às necessidades da população pertencente ao Município de Ourém com a concretização de acções de intervenção social de qualidade, respeitando o princípio da igualdade social, de modo a garantir uma melhor qualidade de vida aos cidadãos;

c)      A Associação para a Promoção e Dinamização do Apoio à Família, adiante designado por APDAF, é uma instituição particular de solidariedade social, registada em 28 de Maio de 2002 que, ao longo dos últimos anos, tem desenvolvido a sua actividade fundamentalmente na área do apoio à família;

d)     A APDAF, actualmente, tem a funcionar um conjunto de valências, essencialmente no âmbito da componente de apoio à família, actividades de tempos livres (ATL), creche e refeições de pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico;

e)      Em 10 de Dezembro de 2007, o Município de Ourém estabeleceu com a APDAF um protocolo que tinha como objecto a atribuição de uma comparticipação financeira destinada à realização de obras, previstas numa candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), particularmente, a criação de uma creche e de um edifício polivalente;

f)       Em adenda ao investimento referenciado na alínea anterior, urge executar um conjunto de arranjos exteriores, os quais permitirão complementar a actividade desenvolvida na creche e no edifício polivalente;

g)      Este Contrato-Programa visa apoiar, pelos meios adequados, actividades de interesse municipal de natureza social, permitindo um apoio financeiro destinado à execução dos arranjos exteriores referidos na alínea anterior;

h)      Compete aos Municípios apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa ou outra ao abrigo da alínea b) do n.º 4 do art.º 64 da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro;

Pelo exposto, e ao abrigo do artigo 67.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/202, de 11 de Janeiro, é celebrado o presente Contrato-Programa entre

PRIMEIRO OUTORGANTE: Município de Ourém, pessoa colectiva de direito público com o NIPC 501 280 740, com sede em Ourém, na Praça D. Maria II, n.º 1, 2490-499 Ourém representado neste acto pelo Presidente da respectiva Câmara Municipal,Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca;

e

SEGUNDO OUTORGANTE: APDAF – Associação para a Promoção e Dinamização do Apoio à Família, pessoa colectiva com o NIPC 506 137 937, com sedeem Rua Santa Teresa de Ourém, em Ourém, representada neste acto pelo Presidente da Direcção,António Carlos Carreira da Silva.

O qual se rege pelas seguintes cláusulas:

CLÁUSULA PRIMEIRA

(Objecto)

Constitui objecto do presente Contrato-Programa a atribuição de um apoio financeiro, o qual visa financiar os encargos decorrentes da execução de arranjos exteriores à creche e edifício polivalente recentemente edificado, de acordo com o projecto técnico constanteem Anexo – I, dotando a associação de melhores recursos no cumprimento dos seus objectivos e dos respectivos estatutos.

CLÁUSULA SEGUNDA

(Apoio Financeiro)

  1. O Primeiro Outorgante atribui ao Segundo Outorgante um apoio financeiro até ao montante de 268.027,01€ (Duzentos e Sessenta e Oito Mil, Vinte e Sete Euros e Um Cêntimo), consignado ao objecto definido na cláusula anterior.
  2. Caso o montante executado pelo Segundo Outorgante seja superior ao valor inicialmente estimado, o apoio financeiro atribuído pelo Primeiro Outorgante ficará condicionado ao montante executado.

CLÁUSULA TERCEIRA

(Plano de pagamentos)

  1. O apoio atribuído obedece ao seguinte plano de pagamentos estabelecido no Anexo – II, o qual decorrerá de Novembro de2011 aAgosto de 2016.
  2. O pagamento da segunda e seguintes prestações está condicionado à apresentação de documentos de despesa e a comprovativo do pagamento de despesas em montante igual ou superior ao montante referente à prestação anterior.
  3. Nos 30 dias subsequentes à ocorrência da última prestação, deverá o Segundo Outorgante efectuar a apresentação de documentos de despesa e respectivos comprovativos de pagamento em montante igual ou superior ao montante da respectiva prestação, facto que, caso não ocorra, implica a devolução do valor pago correspondente à última prestação.
  4. O pagamento será efectuado por transferência bancária, para a conta bancária da APDAF, com o número de identificação bancária 0033 - 0000 - 45232989755 da entidade bancária Millennium BCP, conforme declaraçãoem Anexo – III, a qual faz parte integrante do presente Contrato-Programa.

 

CLÁUSULA QUARTA

(Obrigações do Segundo Outorgante)

1. O Segundo Outorgante obriga-se ao seguinte:

1.1. Cooperar com o Primeiro Outorgante no acompanhamento ao cumprimento do presente Contrato-Programa;

1.2. Aplicar e administrar correctamente o apoio que lhe está a ser concedido tendo em conta o objecto do presente Contrato-Programa;

1.3. Manter nas suas instalações um dossier devidamente organizado com todos os documentos susceptíveis de comprovar as informações e as declarações prestadas no âmbito deste Contrato-Programa, bem com os documentos comprovativos da realização das despesas, sob a forma de documentos originais ou cópias autenticadas e disponibilizá-lo (directamente ao através dos seus representantes legais ou institucionais) para consulta sempre que solicitado pelo Primeiro Outorgante, no âmbito do acompanhamento, controlo e auditoria das operações, devendo ser mantido durante cinco anos após o término do presente Contrato-Programa;

1.4. Apresentar a situação regularizada perante a Segurança Social e a Direcção-Geral dos Impostos;

1.5. Caso o investimento em causa seja maioritariamente financiado por entidades públicas será obrigatório observar o cumprimento ao estabelecido no Código dos Contactos Públicos (Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro);

2. Não afectar a outras finalidades, nem alocar, alienar ou por qualquer outro modo onerar, no todo ou em parte, os bens adquiridos no âmbito deste apoio, durante o seu prazo de vida útil legalmente estabelecido, sem a prévia autorização do Primeiro Outorgante.

3. Manter o investimento comparticipado afecto à respectiva actividade, pelo menos durante dez anos, contados a partir da conclusão do presente Contrato-Programa.

CLÁUSULA QUINTA

(Apoio técnico)

O Primeiro Outorgante apoiará tecnicamente o Segundo Outorgante no âmbito do presente Contrato-Programa, através de recursos humanos e meios disponíveis no Município, em estrita observância à racionalidade das necessidades demonstradas e sem prejuízo do normal funcionamento dos serviços municipais.

CLÁUSULA SEXTA

(Acompanhamento e fiscalização da obra objecto de apoio)

A execução física da obra será objecto de acompanhamento e fiscalização por equipa definida pelo Primeiro Outorgante, a qual compete autenticar a conformidade dos autos de medição elaborados.

CLÁUSULA SÉTIMA

(Divulgação ao Apoio Financeiro concedido)

O Segundo Outorgante deverá proceder à publicitação dos apoios junto do imóvel objecto de intervenção indicado, nomeadamente, o montante total de investimento e o montante total de apoio atribuído pelo Primeiro Outorgante.

CLÁUSULA OITAVA

(Obtenção cumulativa de outro financiamento público externo)

1. Caso o Segundo Outorgante obtenha outro financiamento externo público, directamente consignado ao objecto de apoio estabelecido, designadamente o disposto na cláusula 1.ª deverá de imediato comunicar a referida ocorrência ao Primeiro Outorgante, especificando as componentes elegíveis e o montante obtido.

2. Na circunstância de se verificar o previsto no número anterior, o Primeiro Outorgante condicionará os apoios financeiros atribuídos no presente Contrato-Programa, até ao montante não comparticipado por outras entidades públicas, com o propósito de não se verificar um duplo financiamento público consignado ao objecto de apoio definido.

CLÁUSULA NONA

(Acompanhamento e Controlo do Contrato)

1. O Acompanhamento e Controlo do presente Contrato-Programa competem ao Primeiro Outorgante, assistindo-lhe o direito de, por si ou por terceiros, verificar a sua boa Execução.

2. O Segundo Outorgante compromete-se a facultar todos os elementos solicitados bem como fazer-se acompanhar aquando da visita prevista no número anterior.

CLÁUSULA DÉCIMA

(Revisão ao Contrato-Programa)

O presente Contrato-Programa pode ser objecto de revisão, por acordo das partes, no que se mostre estritamente necessário, ou unilateralmente pelo Primeiro Outorgante devido a imposição legal ou ponderoso Interesse Público.

 

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA

(Incumprimento, Rescisão e Sanções)

1. O incumprimento pelo Segundo Outorgante das condições estabelecidas no presente Contrato-Programa constitui motivo para a rescisão imediata do mesmo por parte do Primeiro Outorgante e implica a devolução dos montantes eventualmente já recebidos.

2. O incumprimento do presente Contrato-Programa constitui um impedimento para a apresentação de novo Pedido de Atribuição de Apoio por parte do Segundo Outorgante durante um período mínimo de três anos.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA

(Vigência do Contrato-Programa)

Sem prejuízo do disposto na Cláusula 3.ª, o período de vigência do presente Contrato-Programa inicia-se com a sua celebração e decorre até que ocorra a justificação do montante inerente à última prestação relativa ao apoio atribuído.

Aprovações:

Câmara Municipal: 06 de Setembro de 2011

Assembleia Municipal: 29 de Setembro de 2011

O presente Contrato-Programa compreende 7 folhas, bem como 3 Anexos, as quais irão ser rubricadas pelos Outorgantes, à excepção da folha 7, em virtude de conter as assinaturas dos mesmos.

Celebrado aos 9 dias do mês de Dezembro de 2011, em dois exemplares de igual teor e validade, destinando-se cada um deles aos seus Outorgantes.

Pelo Primeiro Outorgante,

 

Pelo Segundo Outorgante,

 

 

 

Paulo AlexandreHomem de Oliveira Fonseca

 

 

António CarlosCarreira da Silva

 



publicado por Carlos Gomes às 19:44
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MUNICÍPIO DE OURÉM CELEBRA PROTOLOCO COM A ASSOCIAÇÃO PARA A PROMOÇÃO E DINAMIZAÇÃO DO APOIO À FAMÍLIA

A Câmara Municipal de Ourém e a Associação para a Promoção e Dinamização do Apoio à Família (APDAF) celebraram um Contrato-programa que prevê o apoio financeiro até ao montante de 268.027,01€ com vista à conclusão das obras de arranjos exteriores, que não foram incluídas na construção da creche e edifício polivalente, dando assim continuidade à aposta na excelência social e ao apoio a Instituições de Solidariedade Social no Concelho.

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Em 10 de Dezembro de 2007, o Município de Ourém estabeleceu com a APDAF um protocolo que tinha como objecto a atribuição de uma comparticipação financeira destinada à realização de obras, previstas numa candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), particularmente, a construção de uma creche e de um edifício polivalente.

O Contrato-Programa agora assinado prevê a atribuição de um apoio, que visa financiar os encargos decorrentes da execução de arranjos exteriores à creche e edifício polivalente recentemente edificado, que não foram incluídos no anterior contrato. Deste modo fica esta Associação dotada de melhores recursos no cumprimento dos seus objectivos e dos respectivos estatutos, ao mesmo tempo que se garantem melhores condições de segurança.



publicado por Carlos Gomes às 19:37
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ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE LEIRIA UNIFORMIZA REGULAMENTOS MUNICIPAIS

A Associação dos Municípios da Região de Leiria, composta pelos municípios de Ourém, Porto de Mós, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ansião, Alvaiázere e Pombal, aprovou na última reunião, a 16 de Dezembro de2011, acriação de regulamentos intermunicipais. Uma decisão inédita e que permitirá a uniformização dos diferentes regulamentos Municipais, nos diferentes sectores.

Após a revisão de todos os regulamentos existentes, nos diferentes municípios integrantes da AMLEI, os concelhos de Pombal, Ourém, Porto de Mós, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ansião e Alvaiázere terão o mesmo regulamento de publicidade, ocupação do espaço público, horários de funcionamento, venda ambulante, actividades diversas, restauração e bebidas, urbanismo e taxas e licenças. Deste modo estes municípios tratarão do modo igual as situações iguais. Ficarão, no entanto, salvaguardadas as especificidades de cada concelho, nomeadamente em Ourém, com a particularidade de Fátima.

Para a vereadora Lucília Vieira, responsável pelo pelouro que gere estas áreas “esta, apesar de ter sido uma batalha difícil de concretizar, é uma medida muito positiva pois os cidadãos serão tratados de modo igual em toda a região”.



publicado por Carlos Gomes às 19:29
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VEREADORES DO PSD APRESENTAM DECLARAÇÃO DE VOTO NA REUNIÃO DO EXECUTIVO MUNICIPAL

Recebemos do Grupo de Vereadores do PSD de Ourém a Declaração de Voto que a seguir se publica

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DECLARAÇÃO DE VOTO

Discordamos das proporções que a empresa municipal, Ourém Viva, está a tomar e que se reflectem nas propostas de contratos programa que agora se apresentam. Desde de Setembro, já foram atribuídas 14 áreas de intervenção à Ourém Viva, das quais 4 são agora objecto de contratualização. Entendemos que uma empresa municipal deve exercer uma actividade complementar à câmara e não de duplicação de trabalhos, que trazem custos acrescidos sem qualquer mais valia para a instituição. O contrato programa Comunicação e imagem é o exemplo de uma má decisão e por isso merece o nosso voto contra. Não compreendemos a necessidade de contratualizar um serviço que já está a ser desenvolvido pelo Gabinete de Comunicação da Câmara. Ao invés da poupança de recursos decorrente da não duplicação de estruturas que fundamenta a elaboração deste contrato programa, aquilo que de facto se verifica é uma duplicação efectiva dos serviços em prejuízo da câmara municipal. Por outro lado, as verbas atribuídas para as funções definidas, 6.873,00 euros mensais mais IVA à taxa em vigor, parecem-nos manifestamente excessivas e desadequadas.

Em vez de se alargar mais e mais as áreas de intervenção da Ourém Viva dando origem a enormes gastos para o município (só estas 4 áreas implicam a transferência de 30.264,15 euros mensais) dever-se-ia de forma responsável repensar o estatuto e as funções da empresa municipal.

Pelo exposto os vereadores do PSD votam contra a proposta do contrato programa Comunicação e imagem e abstêm-se nos restantes.

20/12/2011

OS VEREADORES DO PSD



publicado por Carlos Gomes às 19:23
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VEREADORES DO PSD LAMENTAM NÃO TEREM SIDO CONVIDADOS PARA PARTICIPAR NA FESTA DE ENTREGA DE PRESENTES AOS FUNCIONÁRIOS DO MUNICÍPIO

Recebemos do Grupo de Vereadores do PSD de Ourém a Declaração Política que a seguir se publica

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DECLARAÇÃO POLITÍCA

Mais uma vez trazemos à reunião de Câmara este assunto. Lamentamos que o actual executivo não considere os Vereadores da oposição como parte integrante do órgão camarário, única razão que pode justificar a ausência de convite para participar na festa de entrega de presentes aos filhos dos funcionários do Município realizada no passado dia 18.

Dispensamo-nos de qualificar a atitude. As acções ficam com quem as pratica.

Ourém, 20 de Dezembro de 2011

Os Vereadores do PSD



publicado por Carlos Gomes às 19:19
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VEREADORES SOCIAIS-DEMOCRATAS CONGRATULAM-SE COM DISPONIBILIDADE DE PRESIDENTE DA CÂMARA PARA OUVIR OS MUNÍCIPES, MAS...

Recebemos do Grupo de Vereadores do PSD de Ourém a Declaração Política que a seguir se publica

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DECLARAÇÃO POLITÍCA

Congratulamo-nos com a notícia que dava conta que o Sr. Presidente iria dedicar a Quinta-feira de manhã para receber e ouvir os munícipes. Ou as nossas reiteradas recomendações foram, finalmente, ouvidas, ou a agenda política assim o obriga. Qualquer que tenha sido a causa o munícipe fica a ganhar, pena é que se tenham perdido dois anos.

Aproveitando este gesto seria bom que a atitude democrática se estendesse aos Vereadores da oposição que vêem os seus textos censurados na página oficial da Câmara.

Como é que se faz a divulgação pública sob a forma de notícia das declarações do executivo camarário e não se publica o contraditório da responsabilidade dos Vereadores do PSD?

Ourém, 20 de Dezembro de 2011

Os Vereadores do PSD



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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VEREADORES DO PSD EXPLICAM AS TOMADAS DE POSIÇÃO NA REUNIÃO CAMARÁRIA QUE ONTEM SE REALIZOU

Recebemos do Grupo de Vereadores do PSD de Ourém a Nota de Imprensa que a seguir se publica

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NOTA DE IMPRENSA

Decorreu no passado dia 20 de Dezembro mais uma reunião do executivo da Câmara Municipal de Ourém. Os Vereadores do PSD vêm através da presente informar os munícipes das nossas tomadas de posição.

PERÍODO “ANTES DA ORDEM DO DIA”

Os Vereadores do PSD apresentaram duas declarações políticas. A primeira lamentava, mais uma vez, a ausência de convite para participar na festa organizada pelo Município destinada aos filhos dos trabalhadores da Câmara, e que se realizou no passado dia 18 de Dezembro no Cine Teatro.

Na segunda declaração congratulamo-nos com a notícia que vimos publicada nos órgãos de comunicação social a dar conta de que, finalmente, o Sr. Presidente, iria dedicar uma manhã por semana para receber e ouvir os munícipes do nosso concelho. Consideramos que esta notícia surge com dois anos de atraso.

Ainda nesta declaração, solicitámos que os nossos textos pudessem ser publicados no site oficial da Câmara, a exemplo do que acontece com os textos que são efectuados pelo actual executivo camarário.

Ainda neste período apresentamos as felicitações ao Museu de Arte Sacra de Fátima pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido.

SECÇÃO DE EXPEDIENTE

Foram presentes quatro contratos programa a celebrar com a empresa municipal OurémViva. Os Vereadores do PSD abstiveram-se na votação dos contratos programa de “ Gestão do Cine Teatro”,” Gestão do Centro de Negócios de Ourém” e “ Conservação, Vigilância e limpeza do Parque Linear e Mercado Municipal”, e votaram contra o contrato programa da”Comunicação e Imagem”, porque entendemos que o mesmo representa uma duplicação de serviços, uma vez que a Câmara já tem um Gabinete de Comunicação (Gabcom). Além disso consideramos que o valor mensal de 6.873,00 Euros, acrescidos de Iva, é um valor exagerado, para este contrato programa.

SECÇÃO CONTRATAÇÃO PÚBLICA E APROVISIONAMENTO

Foi presente proposta de adjudicação por Ajuste Directo a efectuar ao Dr. Cândido de Oliveira, para apoio judicial no âmbito do processo “ Massa Insolvente da Firma Aquino Construções, S.A.” no valor de 20.000,00 Euros excluído de Iva. Os Vereadores do PSD abstiveram-se, pois consideraram que se deveria ter efectuado consulta a mais do que um advogado tendo em conta o valor em causa.

Ourém, 21 de Dezembro de 2011

Os Vereadores do PSD



publicado por Carlos Gomes às 19:04
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OURÉM REALIZA CICLO DE CINEMA DEDICADO A ROMAN POLANSKI



publicado por Carlos Gomes às 10:15
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MUSEU DE OURÉM EXIBE EM JANEIRO DOCUMENTÁRIO SOBRE O ROCK'N ROLL EM PORTUGAL



publicado por Carlos Gomes às 10:10
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Agenda de eventos do Museu Municipal de Ourém para Janeiro de 2012



publicado por Carlos Gomes às 10:07
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