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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
MAIORIA PSD/CDS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA VOTA CONTRA A PROPOSTA QUE VISA MANTER OS POSTOS DE CORREIOS

Posto de Correios da Freixianda já encerrou

A Assembleia da República votou hoje o “Projeto de Resolução” apresentado por um grupo de deputados da bancada do partido Socialista que “Recomenda ao Governo a suspensão do processo de privatização dos CTT-Correios de Portugal”, visando a manutenção, entre outros, dos postos dos CTT de Freixianda e Olival. Votaram favoravelmente os deputados do PS, CDU e BE e, contra, os deputados da maioria PSD e CDS, incluindo a Drª Carina João Oliveira.

O Projeto de Resolução 735/XII é da autoria dos deputados socialistas Rui Figueiredo, Basílio Horta, António Braga, Carlos Zorrinho, Ana Paula Vitorino, Hortense Martins, Fernando Jesus, Fernando Serrasqueiro e Eurídice Pereira. O seu teor é o seguinte:

Projeto Resolução nº 735/XII(2ª)

Recomenda ao Governo a Suspensão do Processo de Privatização dos CTT – Correios de Portugal

Exposição de motivos

O serviço postal tem tido ao longo da História uma importância fulcral para o desenvolvimento das sociedades, sendo por definição um serviço de utilidade pública essencial e de proximidade aos cidadãos.

A garantia de um serviço postal de qualidade é, por isso, um fator essencial para o crescimento e desenvolvimento económico do país. Um serviço que contribui de forma inigualável para a coesão territorial e para a igualdade de oportunidades entre todas as regiões do nosso país, incluindo as regiões autónomas dos Açores e Madeira.

Em Portugal, atualmente, o serviço público postal é garantido pela empresa pública CTT – Correios de Portugal S.A., empresa com origem no ano de 1520 e central na nossa história económica, social e cultural.

Trata-se de uma empresa de prestígio e referência, na qual todos os portugueses se revêm e confiam e cuja atividade se desenvolve num mercado postal liberalizado.

Com efeito, esta liberalização dos serviços postais advém da transposição da Diretiva 2004/177/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de março, entretanto alterada pela Diretiva 2008/6/CE de 20 de fevereiro de 2008. A transposição para a nossa legislação foi realizada pela Lei nº 17/2012 de 26 de abril.

Em mercados liberalizados de serviços de utilidade pública é necessário acautelar a coesão territorial, a qualidade e a universalidade de serviço, a defesa dos consumidores e que os preços praticados sejam compatíveis com situação económica e social do país.

Daí que o Partido Socialista tenha, desde sempre, pugnado pela exigência de especial rigor, transparência e salvaguarda dos interesses estratégicos nacionais nos processos de privatizações e concessões que o atual executivo vem realizando.

O Partido Socialista defende, desta forma que as privatizações e concessões sejam realizadas através de concurso público internacional, que as respetivas comissões de acompanhamento sejam nomeadas a tempo e horas e que os relatórios das mesmas sejam públicos e atempadamente conhecidos.

Infelizmente, o Governo nos processos de privatização e concessão já realizados não tem sido transparente e rigoroso, realizando os processos através de negócios particulares e ajustes diretos, não existindo comissões de acompanhamento nomeadas com a antecedência adequada e não sendo os relatórios atempadamente conhecidos.

Analogamente, e ainda mais relevante, o Governo tem realizado os processos de privatização e concessão sem cumprir a Lei-Quadro das Privatizações, aprovada pela Lei n.º 11/90, de 5 de abril, na redação que lhe foi conferida pela Lei n.º 102/2003, de 15 de novembro, e pela Lei n.º 50/2011, de 13 de setembro, em particular o seu artigo 27.º- A, estando, neste momento, em situação de incumprimento no que respeita à definição do regime da salvaguarda dos interesses estratégicos nacionais, o qual deveria ter entrado em vigor em Dezembro de 2011.

E tem o Governo recorrido à contratação de assessores externos nos processos de privatizações e concessões, sendo que nos CTT, os assessores jurídicos já são conhecidos. Contratações que o Partido Socialista tem, igualmente, criticado.

No caso da privatização dos CTT, em pleno início do processo, acresce, ainda, que o Conselho de Administração da empresa decidiu o encerramento de 200 estações em todo o país, colocando em causa a qualidade do serviço, com exemplos conhecidos em concelhos como Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Coimbra, Espinho, Gaia, Gondomar, Lagoa, Lisboa, Moita, Ourém, Porto, Santa Maria da Feira, Seixal, Setúbal, Sintra, Tomar e muitos outros concelhos. Estes encerramentos colocam em causa a política de proximidade em relação aos cidadãos.

Em síntese, para o Partido Socialista, a operação de privatização dos CTT deve ter em atenção um conjunto de eixos fundamentais, como sejam a prestação de um elevado nível de qualidade do serviço postal, a redução dos preços, a universalidade do serviço, a defesa dos direitos dos trabalhadores da empresa.

E todas as privatizações e concessões, a existirem, devem pugnar pela exigência de rigor, transparência e salvaguarda intransigente dos interesses estratégicos nacionais.

Neste sentido, e ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, os Deputados do Partido Socialista, abaixo-assinados, apresentam o presente Projeto de Resolução:

A Assembleia da República resolve, nos termos do disposto do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República Portuguesa recomendar ao Governo que determine a imediata suspensão do processo de privatização dos CTT – Correios de Portugal, até que seja regulamentado o regime de salvaguarda de interesses estratégicos nacionais, previsto no artigo 27º-A da Lei-Quadro das Privatizações, aprovada pela Lei n.º 11/90, de 5 de abril, na redação que lhe foi conferida pela Lei n.º 102/2003, de 15 de novembro, e pela Lei n.º 50/2011, de 13 de setembro.

Assembleia da República, 24 de maio de 2013

Os Deputados,

Foto: Notícias de Ourém



publicado por Carlos Gomes às 23:20
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NÃO TENHAIS MEDO. CONFIANÇA – ESPERANÇA – ESTILO CRENTE

21 a 23 de junho, em Fátima: Simpósio teológico-pastoral

A presidente da Comissão Organizadora em entrevista

"A comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral 2013 elegeu a confiança, a esperança e o estilo crente como determinantes de uma humanidade capaz de domesticar os instintos de sobrevivência exacerbados e de se fazer à vida com alegria de viver e responsabilidade aberta ao futuro".

Intitulado Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente, o simpósio teológico-pastoral promovido pelo Santuário de Fátima para este ano está marcado para os próximos dias 21 a 23 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI. Divulgamos agora uma entrevista à presidente da Comissão Organizadora deste simpósio, Isabel Varanda, docente e investigadora da Universidade Católica Portuguesa. Outras informações sobre esta iniciativa estão disponíveis AQUI.

Isabel Varanda, presidente da Comissão Organizadora do Simpósio Teológico-Pastoral Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente

Entrevista por: LeopolDina Reis Simões

A exortação “Não tenhais medo” que serve de título a este simpósio ecoa com uma atualidade gritante, parece quase que uma provocação. Foi este o propósito?

Pareceu bem à Comissão Organizadora deste Simpósio Teológico-Pastoral que este se inscrevesse no tema central que dinamiza a espiritualidade e a pastoral do Santuário no ano de 2013. Esta opção sintoniza, aliás, com a opção temática para os simpósios que tiveram lugar nos dois primeiros anos do septenário de preparação e celebração do Centenário das Aparições: 2010-2011 – Adorar Deus em Espírito e verdade; 2011-2012 – Quereis oferecer-vos a Deus? Horizontes contemporâneos da entrega de si; e 2012-2013 – Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente.

Como tem sido recordado em múltiplas circunstâncias e através de diversos meios, a expressão “não tenhais medo” evoca, no contexto de Fátima, as palavras de Nossa Senhora à pastorinha Lúcia, associadas, ainda, à promessa de que a Senhora a protegeria, a ela e aos primos, Francisco e Jacinta, os guardaria no seu coração imaculado e com ela e por ela chegariam a Deus: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”.

Por um lado, temos, então, nesta opção temática para o simpósio, a decisão de sintonizar com toda a dinâmica eclesial desenvolvida pelo Santuário de Fátima; desta opção temática decorre, por outro lado, uma pertinência política, cultural e religiosa que não fica mais fácil de se fundamentar pelo facto de à primeira vista parecer tão óbvia, quer no contexto europeu quer, e mais especificamente, no contexto do nosso país.

Quando na sua pergunta fala de “atualidade gritante” e “quase provocação”, tem certamente subjacente a complexa e dramática condição geral das nossas vidas e dos nossos contemporâneos a braços com uma crise, a vários títulos inédita, diante da qual nos vamos sentindo desprovidos de recursos, desmotivados e desorientados. Quem poderá ter a audácia de fazer uma tal exortação, hoje: Não tenhais medo? A quem ainda estamos dispostos a reconhecer tal autoridade? Se não se trata de uma mera expressão infantil e infantilizadora; se não se trata de uma endoutrinação ideológica anestesiante; se não se trata de uma velada promessa alienante, então, em que se fundamenta a credibilidade de um tal desafio? Estará o cristianismo e a fé cristã à altura de serem lugares e vozes de confiança e de esperança?

A comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral 2013 elegeu a confiança, a esperança e o estilo crente como determinantes de uma humanidade capaz de domesticar os instintos de sobrevivência exacerbados e de se fazer à vida com alegria de viver e responsabilidade aberta ao futuro. Os trabalhos do Simpósio visam escrutinar um léxico e uma semântica de pendor crente e pretendem apurar em que medida e de que modo um estilo cristão de habitar o mundo é relevante na espessura cultural do desapego e da indiferença religiosa contemporâneas.

Num dos momentos do simpósio será abordada a experiência humana do medo. O medo é a antítese da confiança ou, pelo contrário, o caminho/um dos caminhos que pode gerar a confiança e a serenidade?

Temos o privilégio de ter connosco um teólogo italiano, Giovanni Cesare Pagazzi e uma teóloga espanhola, Marta Garcia Fernandez, que vão refletir sobre o medo e a experiência humana do medo. A professora Marta vai procurar destacar as figuras do medo na Sagrada Escritura, enquanto que o professor Giovannni vai inscrever a sua reflexão numa antropologia prática do medo. Quer estas quer todas as outras abordagens possíveis, demonstram, no seu próprio enunciado, que não se trata de uma reflexão abstrata, dessintonizada da experiência humana. Aliás, haverá algum ser humano que possa dizer que nunca teve, na sua vida, a experiência desse sentimento instintivo, visceral, quase impossível de traduzir em palavras e que se ressente como ameaça, situação limite e agonia paralisante? O tema diz respeito a todos e todos saberemos do que se está a falar; o desafio estará talvez no trabalho exigente de reconhecimento dos medos, do que faz medo, dos seus nomes, do modo de os domesticar e vencer. E este trabalho solicita a todos. Quanto mais avançamos no conhecimento do universo e na complexa dialética de vida e de morte que move a criação, mais agudamente experimentamos a fragilidade e a contingência e nos espantamos de estar vivos, mais ainda, por a fragilidade poder ser uma força de vida capaz de se impor às forças cegas da evolução.

Situo-me na primeira perspetiva que aponta: medo como antítese da confiança. Tenho dificuldade em perceber como é que o medo pode ser caminho para a confiança e para serenidade. Ao contrário, o medo, em meu entender, anda de mãos dadas com a desconfiança e a desconfiança destrói a relação, porque o outro, que deveria ser desejado como uma graça, é pressentido como uma ameaça, como um rival, como um inimigo, um potencial perigo para a minha integridade; o medo leva à crispação sobre si e daqui à solidão. Fica-se doente de medo. Este tem muitas caras e muitas moradas, todas elas agónicas e no limiar da morte. Se isto é certo, então o medo não é um valor humano; a confiança, ao contrário, é-o, na medida em que se exprime e se define pela integração de aspectos díspares e contraditórios numa síntese com sentido e aberta ao futuro.
A análise mais lata das estruturas do medo e dos seus múltiplos perfis e concretizações antropológicas não nos dispensa de estreitar o âmbito hermenêutico da expressão – não tenhais medo – numa perspectiva teologal: não tenhais medo de referir a vida a Deus ou, de modo ainda mais radical, não tenhais medo de Deus. Como em qualquer outra circunstância, também aqui, esta exortação carece de fundamento e de razões, sem o qual e sem as quais não passará do registo desprezível de mero endoutrinamento ideológico. Mas avançar até á “raiz das coisas” não é caminho simples. O simpósio pretende ser um contributo neste processo de fundamentação de uma confiança e de uma esperança possível.

Como ultrapassar a falta de confiança no outro, no próprio ser humano, e no Outro que é Deus?

Talvez seja abusivo da minha parte traduzir a expressão “falta de confiança” por desconfiança. Permita-me, no entanto, que dê as duas expressões por equivalentes.

Creio que a sua pergunta inquire do enigma maior da vida: o seu lado sombra, tenebroso, dramático e absurdo. Desde o mais fundo da história, chega até nós o eco da odisseia da humanidade, levantando-se, corajosa, contra o que quer que seja “o inimigo” da vida, que ameaça, que faz medo, mas que também desperta a coragem, e incentiva à não resignação. Um fio de confiança e de esperança permitiu que o planeta terra chegasse à sua realidade atual e que a humanidade ganhasse as batalhas milenares contra o infortúnio, contra a ignorância, contra o mal, contra a morte. À custa de muita dor e muito sofrimento. Sim, certamente. Tantas vezes a esperança por um fio mas, mesmo assim, um fio de esperança; um fio de vida, testemunhando que a vida não é para a morte e que o ser humano é o guardião e cuidador da vida, abrindo a concretizações sempre novas e a novas plenitudes.

Chegam até nós narrativas de origem, fruto da sabedoria dos humanos que nos precederam e que, através delas, exprimem o modo como interpretam e lidam com a vida nas suas luzes e sombras, claridades e enigmas. Narrativas deles e de nós, na medida em que nos reconhecemos, por exemplo, no confuso modo de Adão e Eva se relacionarem com a realidade: consigo mesmos, entre si, com o mundo natural e com Deus; narrativas deles e de nós, na medida em que nos reconhecemos na trágica fraternidade de Caim e Abel; narrativas deles e de nós na medida em que nos reconhecemos na multidão que conduziu Jesus de Nazaré ao calvário e permitiu e permite incontáveis calvários – milénios de histórias crucificadas.

Fechamo-nos ao outro, porque temos medo: que o outro nos domine, que ele nos ofusque, que ele afete de modo negativo a nossa identidade e os nosso estilo de vida. Fechamo-nos ao outro porque não confiamos: não o reconhecemos à altura de uma relação fiducial, de um compromisso existencial para além do institucional e do juridicamente enquadrado. Desconfiamos e a desconfiança sistemática pode levar à fragmentação da comunidade, à desvinculação, à fratura da relação e, no limite, à autodestruição do humano.

Como ultrapassar? Quem me dera saber. Este é o segredo mais bem guardado da vida; e no entanto… diz-se por vezes que o lugar mais seguro para guardar algo considerado precioso é o óbvio, onde ninguém se lembra de procurar. O segredo da vida está, talvez, debaixo dos nossos olhos, na própria vida; ora, esta não temos de a procurar muito; não é “alguma coisa” que esteja longe ou inacessível; não precisamos de fazer longas viagens ou de investir grandes fortunas; o ser humano é, a nosso conhecimento, a mais extraordinária concretização da vida; neste sentido, talvez não seja difícil de sustentar que o segredo da vida, da vida boa, confiante e grávida de esperança, está escondido em nós à espera de ser trazido à luz.

Quando deixarmos de ter medo, seremos capazes de nos abrir ao outro sem reservas, reconhecendo-o irmão querido, companheiro que me salva da autolâtria narcísica e da solidão cósmica. Quando deixarmos de ser medo – medo para nós mesmos e medo para os outros – estaremos a aproximar-nos, certamente, do sonho do totalmente Outro, do Deus da nossa fé e da nossa esperança; o sonho de que todas as criaturas que habitam o cosmos vivam em plenitude de paz e justiça e assim glorifiquem o seu Criador.

Como observa, na atualidade, o relacionamento do mundo com Deus? De entrega e confiança ou como se Deus fosse um peso e ser-se cristão fosse pouco mais que cumprir regras e rituais?

Diria que, de tudo isso um pouco. Mas, antes de mais, deixe-me dizer-lhe o quanto são difíceis as suas perguntas e como ao lê-las fico quase esmagada pela abrangência e complexidade. Talvez o mais sensato fosse evitar a questão ou dizer que a resposta implicaria uma contextualização e argumentação que ultrapassam o âmbito desta entrevista. Decido tentar, não porque me reconheça um saber ou uma clarividência; não porque tenha a veleidade de pensar que o que penso é a verdade e que o que proponho à discussão é a verdade. Não tenho essa arrogância intelectual, graças a Deus. Sinto, no entanto, que o que posso dizer, não sendo a verdade, diz certamente verdade, na medida em que pretende dar conta do meu modo crente de entender, e que só emito na medida em que esteja em condições de apresentar os fundamentos em que ele se alicerça.

Os diagnósticos estão feitos. A Igreja de Jesus Cristo vive uma dificuldade tremenda de ser incarnação performativa do Evangelho no mundo actual. O Evangelho de Jesus Cristo não perdeu nada da sua vitalidade, nada do seu caráter impulsionador da vida, nada da sua proposta de sentido fundamental da vida, nada da sua coerência antropológica, teológica e cósmica. Jesus Cristo é e sempre será Aquele que fala aos corações cansados, frios, desorientados, desiludidos, fragilizados com a vida; fala como o amante à sua amada; seduzindo, deixando-se seduzir, incansável nas manifestações de dedicação e carinho; cego de amor por todas as criaturas que o Pai lhe confiou; por cada uma delas dando a sua própria vida, se necessário for. É este amor que é redentor; é este amor que nos salva; afeta de tal modo aquele ou aquela que se deixa amar que não há ferida que não seja curada, sombra que não se dissipe, morte que a esperança não vença. Não seria o suficiente para alimentar uma atitude fundamental de confiança contra toda a desconfiança?

A Igreja de Jesus Cristo vê-se a braços com a incapacidade de expressar este “Deus que tem rosto humano”. Pouco a pouco, mas de um modo por muitos considerado irreversível, a cultura contemporânea entrou num processo de “divórcio amigável” da Igreja católica, enquanto esta vive, já desde há décadas, a grande recessão da sua fachada institucional. Há qualquer coisa que está a morrer e há qualquer coisa que nasce. É inegável. Precisamos de coragem para deixar morrer o que é mortal. Assumir a mutação eclesial – que já se desenha – sem medo, com responsabilidade, com confiança, seguros de que o seu imensurável tesouro de fé – património vivo e imaterial da humanidade – continuará séculos fora. O Deus da aliança eterna, selada em toda a plenitude em Jesus Cristo, foi, é e será sempre o Deus que está à porta e chama e se alguém ouvir a sua voz e abrir a porta Ele entrará em sua casa e cearão juntos (cf. Ap 3,20). Esta é a nossa fé; esta é a fé dos cristãos; esta é a fé da Igreja.

Hoje, provavelmente mais do que em qualquer outro momento da história, a Igreja tem de cuidar do seu fundamento, cuidar de Deus e ser rosto eclesial de Deus no mundo. Mesmo que o mundo já não a convoque a isso; é a sua missão; é a sua vocação.

Quais as suas expetativas em relação a esta iniciativa?

Este simpósio, como todas as iniciativas do género, tem como objectivo geral participar no trabalho comum – religiões, culturas, universidades, todos os homens e mulheres que a ele se dispõe – para a inteligência da fé.

Acrescem objectivos específicos definidos no quadro da vocação e missão do Santuário de Fátima e que, correndo o risco de ser redutora, poderia sintetizar em dois segmentos: a receção, a hermenêutica e a expressão da mensagem de Fátima no mundo contemporâneo, por um lado; por outro, a cada vez mais nítida definição da identidade de Fátima como lugar de sagrada abertura ao Transcendente, de celebração da fé, e de reconhecimento da peregrinação mariana e do peregrino como expressão sublime da busca incansável de Deus.

Neste horizonte, assim traçado, se inscrevem as minhas expetativas. Mas há uma outra, que exprimo de modo mais subjetivo, e que muito me seduz. A expetativa de que o Simpósio seja performativo; por outras palavras, que realize aquilo que diz: Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo crente. Um tempo e um espaço onde repousar dos nossos medos, onde saborear a confiança, onde cantar a esperança no tom da fé.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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UNIÃO DESPORTIVA DE GONDEMARIA FESTEJA 29 ANOS DE ATIVIDADE

Como já é tradição, a União Desportiva de Gondemaria festejou no passado dia 26 de maio o seu 29º Aniversário. No dia anterior foi celebrada missa em homenagem dos sócios falecidos, a que se seguiu uma romagem ao cemitério. No dia 26, data em que se assinalou mais um ano de atividade da União Desportiva de Gondemaria, as cerimónias tiveram início com o lançamento de foguetes e o hastear das bandeiras na frontaria do Pavilhão Desportivo

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Após dias de intenso trabalho de preparação da festa, foi com grande alegria que, mais uma vez, chegamos ao tão esperado dia, com uma decoração fantástica e todos os preparativos dentro dos conformes.

Por volta do 12h30m juntaram-se a nós cerca de 220 pessoas no pavilhão da União Desportiva de Gondemaria para festejar este dia tão especial, o que foi muito gratificante para toda a direção, e a quem desde já agradecemos, pois desta forma estarão a contribuir para que esta instituição continue viva, com mais dinâmica e a fazer mais e melhor!

Estiveram também presentes neste evento os convidados representantes das várias instituições da Freguesia tais como: Centro de 3ª Idade, Junta de Freguesia, Centro Pastoral e Câmara Municipal de Ourém, a quem a União Desportiva também agradece a vossa presença e as palavras de força que nos deixaram para seguir em frente.

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Tivemos como ementa: Entradas variadas, sopa de peixe, bacalhau à Gomes de Sá, friginada com arroz e salada, como sobremesa tivemos morangos, café e digestivos. Queremos agradecer desde já às cozinheiras que são incansáveis e que mais uma vez estiveram muito bem.

A U.D.G. deu um pin como lembrança a todos os presentes, para que estes se lembrem sempre dos bons momentos passados connosco, porque todos juntos seremos mais fortes!

Para além de tudo isto, fizemos também a distribuição de papelinhos de voto por cada pessoa presente, para eles poderem votar no desenho preferido de todos aqueles que foram afixados na parede do pavilhão, alusivo ao dia da criança, para no final chegarmos à criança vencedora deste passatempo.

Para finalizar, todos juntos cantámos os parabéns à União Desportiva de Gondemaria, e provámos o delicioso bolo brindando assim a mais um ano de vida!

A União Desportiva quer agradecer a todos os que se juntaram a nós para esta festa, às cozinheiras, aos que ajudaram nomeadamente na organização e decoração do pavilhão.

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publicado por Carlos Gomes às 19:06
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GONDEMARIA PREPARA NOVO PASSEIO PEDESTRE COM MAIOR ADESÃO EM RELAÇÃO AO ANTERIOR

A Junta de Freguesia e Grupo de Jovens de Gondemaria, tem como objetivo, entre outras, organizar atividades para dinamizar e unir a população da Freguesia.

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No passado domingo, dia 12 de maio, realizou-se um passeio pedestre assinalando a comemoração do “Dia da Mãe” integrado no Projeto do Grupo de Jovens “Domingos Ativos”. Este passeio não foi realizado no dia 5, no próprio dia da mãe, visto na nossa freguesia se realizar celebrações da 1ª comunhão e profissão de fé. Podendo assim, dar oportunidade das pessoas envolvidas na festa do dia 5, também poderem participar no passeio.

O grandioso passeio contou com a presença de 102 participantes entre os 2 e os 76 anos! Um número recorde para este tipo de evento e esperemos que num próximo evento, possamos ultrapassar este número de participantes, com o empenho de toda a população de Gondemaria e arredores. Andar faz bem ao corpo e a alma.

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Após percorridos cerca de 5km, ou seja, metade do nosso percurso, num ambiente de convívio e boa disposição, foi entregue a cada participante, um lanchinho/reforço composto por sandes, bebida e chocolate.

O passeio foi muito agradável, apresentando etapas de dificuldade acrescida onde, nalguns sítios foram necessário apoio de cordas para descer e subir, conforme exemplificado no gráfico abaixo. Também se assistiram a algumas quedas, mas nada de grave.

É de realçar o empenho e boa disposição de todos os participantes, da Junta de Freguesia e do Grupo de Jovens de Gondemaria pela organização do evento e do Francisco Ramila por ter delineado e acompanhado o passeio.

As fotos encontram-se disponíveis no facebook, da Junta de Freguesia de Gondemaria e Jornal A Voz da Aldeia.

Estejam atentos ao próximo Domingo Ativo!

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publicado por Carlos Gomes às 18:07
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ALEXANDRA RAMIRES EXPÕE DESENHO E GRAVURA NA GALERIA MUNICIPAL DE OURÉM

“O Devaneio da Paisagem” - Exposição de desenho e gravura

Por Alexandra Ramires

01 a 30 de Junho

Inauguração dia 01 de junho às 16.30H

Galeria Municipal de Ourém

Nesta série de gravura e desenho a paisagem é um mote para o devaneio, onde pequenos pormenores de paisagem e naturezas mortas se misturam com um imaginário de teor infantil. Convidando assim o espectador a viajar por paisagens reais sobrepostas de elementos ficcionais.

Alexandra Ramires tem vindo a desenvolver trabalho na área do desenho explorando a técnica da gravura. Da figuração ao desenvolvimento de temáticas relacionadas com a paisagem, explora as múltiplas potencialidades técnicas da gravura assim como o conceito de livro. Trabalhando também em pareceria com poetas Portugueses e Brasileiros na realização de livros de autor. Tem vindo ainda a desenvolver trabalho no âmbito de residências artísticas nacionais e internacionais e expõe regularmente desde 2010.

Entrada livre

Horário: 3ª a domingo das 10.00H às 13.00H e das 15.00H às 19.00H



publicado por Carlos Gomes às 17:53
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JORNAL "A VOZ DA ALDEIA" JÁ CIRCULA COM AS NOTÍCIAS DE GONDEMARIA



publicado por Carlos Gomes às 17:20
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COMISSÃO NACIONAL DA PASTORAL DA SAÚDE DIVULGA CONCLUSÕES DO XXV ENCONTRO NACIONAL REALIZADO EM FÁTIMA

A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde divulga as conclusões do XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, realizado no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima, entre 28 a 31 de maio:

XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde

CONCLUSÕES

1. É missão da Igreja cuidar do homem todo e de todos os homens. O cuidado integral da pessoa exige, para além dos apoios espirituais a dar, a ajuda material de que a pessoa necessita. Dentro deste princípio, compreende-se que a ação pastoral deve supor as ajudas materiais a que a pessoa tem direito. Isto implica a relação permanente entre Pastoral Social e Pastoral da Saúde.

2. O aumento do número de pessoas idosas obriga a uma especial atenção da parte das comunidades cristãs. Há muito que estão votados à solidão, no isolamento das suas casas ou no ambiente por vezes pouco humano de lares e residências espalhados pelo país. Não se pode ficar indiferente a esta situação, devendo promover-se um acompanhamento eficaz que poderá facilitar um envelhecimento ativo.

3. A profunda crise sócio económica, vivida em Portugal nos últimos anos, afeta gravemente a vida e a saúde das populações. Razões diversas tornam mais difícil o acesso aos cuidados de saúde: a distância a que ficam, para alguns, as unidades de saúde, o aumento generalizado das taxas moderadoras, a multiplicação de exames complementares de diagnóstico, as listas de espera e tantas outras coisas que dificultam os cuidados a ter com as pessoas doentes.

4. A Igreja vive um tempo de profunda renovação. Com a eleição do Papa Francisco, neste Ano da Fé e com o 50º aniversário do Vaticano II, a pastoral da Igreja tem o dever de renovar as suas estruturas e, com criatividade, descobrir novas formas de responder aos grandes apelos do mundo. Também a Pastoral da Saúde pode renovar-se, com a descoberta de novas estruturas, novos métodos e novas expressões, de harmonia com o último documento da Conferência Episcopal Portuguesa “Promover a Renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”.

É por isto que o 25º. Encontro Nacional da Pastoral da Saúde deve abrir um novo ciclo, uma vez que foi já em 1985 que se iniciou este trabalho, então inovador, e que agora merece novas iniciativas pastorais.

Tendo em consideração todas estas circunstâncias, os participantes deste 25º. Encontro Nacional da Pastoral da Saúde assumem como decisões:

1º. Dar colaboração efetiva a todas as iniciativas lançadas pelo Ministério da Saúde ou por outras instituições, para garantir mais e melhor saúde das populações

- Nas dádivas gratuitas de sangue, apoiando os grupos de dadores, em cada zona do país.

- Na formação das pessoas para proteger crianças e idosos, das condições climatéricas adversas, quer no frio, quer no calor.

- No apoio a todos os programas de prevenção de epidemias, quando lançados pela Direção Geral da Saúde.

2º. Procurar estabelecer relações estruturais entre a Pastoral da Saúde e a Pastoral Familiar, a Pastoral Juvenil e a Pastoral Social, uma vez que, em todas estas áreas, a saúde é um valor a proteger, a promover e a recuperar.

- Na Pastoral Familiar é fundamental apoiar a natalidade, com uma regulação eficaz dos nascimentos, contrariando as quebras violentas que estão a envelhecer o país.

- Na Pastoral Juvenil é indispensável a educação dos comportamentos, sobretudo ao nível de consumos, da alimentação e do exercício da sexualidade.

- Na Pastoral Social, é urgente cuidar do homem todo, o que supõe o apoio na sua vida espiritual, mas também na sua vida física, na sócio-económica, na sua sustentação e meios de desenvolvimento.

3º. Desenvolver sempre mais a presença da Igreja nos hospitais e clínicas, através de um cada vez mais eficaz  Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa nos hospitais, com especial atenção:

- À formação dos Assistentes Espirituais e Religiosos

- Ao diálogo ecuménico e cooperação com todas as religiões

- A uma maior consciência de co-responsabilidade eclesial onde médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, contribuam para um ambiente de acompanhamento humano e espiritual.

- À relação do Serviço de Assistência Religiosa com as Comunidades Paroquiais da zona em que o hospital está implantado.

- À presença dos Capelães Hospitalares nos serviços de humanização e de reflexão ética de cada hospital.

4º. Contribuir para a formação e desenvolvimento do voluntariado social e do voluntariado pastoral que são complementares. Para tal:

- Lançar cursos de formação de base para o acompanhamento das pessoas doentes

- Criar cursos de especialização na “relação de ajuda”

- Introduzir a temática do acompanhamento do doente em fase terminal, através de um compromisso activo e empenhado com os Cuidados Paliativos.

5º. Lançar as bases da profunda renovação da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde e das suas congéneres diocesanas.

Para isso:

- Propor à Comissão Episcopal da Pastoral Social uma solução de continuidade, com novos corpos dirigentes na coordenação nacional.

- Procurar, logo depois, dar novas estruturas, com um Plano de Acção com iniciativas concretas que testemunhem a solicitude da Igreja local por todas as pessoas com doença.

- Garantir as normais relações de trabalho com as instituições com que se trabalhou nos últimos anos.

Em comunhão profunda com Sua Santidade o Papa Francisco, neste tempo de renovação da Igreja e em união com o Bispo de cada Diocese, estes profissionais de saúde e voluntários comprometem-se a colocar a Igreja, presente e atuante, no difícil mundo da saúde.

Fátima, 31 de maio de 2013



publicado por Carlos Gomes às 13:34
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Fátima une-se ao momento de oração proposto pelo Papa Francisco

A 2 de junho, na Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima

Rezemos juntos pela Igreja e pelos que sofrem!

O Santuário associa-se ao momento comunhão eclesial proposto pelo Santo Padre Francisco, que exorta todas as dioceses e comunidades cristãs do mundo a realizarem uma hora de adoração eucarística em simultâneo, no próximo domingo, 2 de junho, solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

São duas as intenções especiais de oração propostas pelo Papa Francisco: rezar “pela Igreja espalhada em todo o mundo” e “por todos aqueles que nas diversas partes do mundo vivem no sofrimento devido às novas formas de escravidão e são vítimas de guerras, do tráfico de pessoas, do narcotráfico e do trabalho escravo; pelas crianças e mulheres que são submetidas a qualquer tipo de violência”

O Santuário de Fátima adere com alegria ao convite do Papa Francisco, com a realização de um momento de adoração eucarística, no próximo domingo, dia 2 de junho, na Capelinha das Aparições, área da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, entre as 16:00 e as 17:30. Às 17:30 iniciar-se-á, a partir da Capelinha das Aparições, uma Procissão Eucarística para o Recinto de Oração.

Rezemos juntos pela Igreja e pelos que sofrem.



publicado por Carlos Gomes às 12:19
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OURÉM: FOLCLORE DESFILA AMANHÃ NO OLIVAL



publicado por Carlos Gomes às 00:48
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OURÉM INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE ANTÓNIO CATARINO

Ourém recebe de 1 a 14 de junho na sala de exposições dos Paços do Concelho esta é a primeira retrospetiva de trabalhos apresentados por António M. Catarino em exposições individuais e coletivas.

O conceito abarca um conjunto de momentos já captados, repescando as imagens de exposições realizadas entre 2005 e 2013, mas deixando no ar também algumas pistas em relação à previsível evolução do fotógrafo e escritor.

ANTÓNIO M. CATARINO

Nascido em Benedita em 1973, é licenciado em Sociologia, desenvolvendo a sua atividade profissional nas áreas da formação e da fotografia.

O Fotógrafo

Apaixonado pela fotografia desde sempre, adquiriu aos 28 anos a primeira máquina fotográfica reflex, decidido a levar o seu hobby mais a sério.

A passagem para a fotografia digital, em 2004, foi um período de valiosas aprendizagens e rápida evolução.

Desde então, participou em numerosas exposições individuais e colectivas e começou a realizar cursos, workshops e passeios fotográficos, transmitindo aos outros os conhecimentos e competências adquiridas.

O Escritor

Publicou os livros “Fragmentário” em 2010 e “Um” em 2011, consequência natural do seu gosto em entrelaçar a fotografia e a escrita, outra das suas paixões.

O seu primeiro romance, intitulado “Claridade”, foi editado em Novembro de 2012.

Participou também com pequenos contos nas edições de 2010, 2011 e 2012 da “Antologia Amante das Leituras.”

O autor apresenta também o seu último trabalho literário intitulado “Claridade”,

“Claridade” conta a história dum solitário inveterado que regressa à Benedita, a terra onde cresceu, após muitos anos em Lisboa. Nesse regresso a casa, por razões de saúde, conhece uma misteriosa rapariga, pela qual se apaixona perdidamente. A partir desse momento, a sua história confunde-se com o sinuoso destino.

No decorer da apresentação iremos poder contar com participação musical ao vivo de Miss Cat e o Rapaz Cão.

MISS CAT E O RAPAZ CÃO

Intitulam-se como “dois vagabundos à procura de alimento”, mas na verdade são dois artistas e peras! Ela, Catarina Trocado Marques Ribeiro, é portadora de uma voz sensual, quente e afoita, tão insidiosa quanto um clima tropical pode ser. Ora mia e beija, ora acaricia e morde. Não fosse ela afinal, Miss Cat, uma felina a toda a escala. Ele é um rapaz. Chama-se Leonel Mendes, mas é perito em disfarces. A maioria das vezes dá-se por Leonel Mendrix e transfigura-se, amiúde, de Sinesteta Albino ou de Rapaz Improvisado (cujo trabalho recentemente editado tem encantado todos que com ele se deparam). Aqui o Rapaz Improvisado é canídeo, por isso vem até nós quando o chamamos de Rapaz Cão. Esta é a prova, afinal, de que gatos e cães se dão! Aliás, aqui, até muitíssimo bem! .

A dupla MISS CAT E O RAPAZ CÃO é dona de uma sonoridade fílmica povoada por referências a preto e branco, onde pairam fantasmas de Marc Ribot, Laurie Anderson, Diamanda Galás, Jarboe, Tom Waits, Legendary Pink Dots, Silver Mt Zion, e uma considerável horda de outros não identificáveis vultos, também eles, certamente, de reconhecido pedigree. Ao vivo, a dupla mune-se de uma quantidade assinalável de instrumentos, parafernália essencial para a criação das suas peças sonoras, todas elas imaginadas de uma forma, mas construídas ao vivo sempre de maneiras diferentes. E é aí nessa volatilidade de execução, com espaço reservado para uma boa margem de improviso, que MISS CAT E O RAPAZ CÃO acabam por marcar a diferença! Uma experiência a viver!

In: www.radioalternativa21.com



publicado por Carlos Gomes às 00:47
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OURÉM RECEBE O 31º OLÍMPICO JOVEM NACIONAL NO ESTÁDIO MUNICIPAL DE FÁTIMA



publicado por Carlos Gomes às 00:27
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OURÉM: COMEÇAM AMANHÃ NA SANDOEIRA AS FESTAS EM HONRA DE SÃO ROMÃO



publicado por Carlos Gomes às 00:24
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POSTAL ILUSTRADO MOSTRA PONTE DA OLAIA, EM OURÉM, NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

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publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
OURÉM CELEBRA DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

O Município de Ourém assume uma preocupação crescente com o ambiente e a qualidade de vida da população do concelho e é nesse contexto que irá comemorar o Dia do Ambiente. Esta iniciativa terá lugar no dia 5 de junho, inserida nas atividades da Festa da Criança, no Centro de Negócios de Ourém.

O Dia Mundial do Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da conferência de Estocolmo sobre Ambiente. Celebrado anualmente no dia 5 de junho, tem como objetivo assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de o preservar. O programa do Dia Mundial do Ambiente em Ourém conta com o concurso “Um Rio às Cores”, promovido pela Simlis e que pretende sensibilizar para a preservação dos recursos hídricos, estimular a descoberta dos rios e da biodiversidade associada, promover o conhecimento ligado à bacia hidrográfica do rio Lis e ainda estimular a criatividade e gosto pela expressão plástica do público infantil. Haverá ainda espaço para a exibição de uma peça de teatro e entrega de prémios às escolas do 1º ciclo do ensino básico que participaram no concurso. Decorrerá também um atelier sobre a reutilização de embalagens, promovido pela Valorlis. Este visa sensibilizar para as boas práticas ambientais em termos de gestão de resíduos, realçando a importância da reciclagem e da reutilização de materiais para o ambiente. Estas atividades terão início às 9h30, altura a partir da qual estará patente uma exposição sobre o programa educativo “Há Vida na Serra” com a participação da Quercus. Em quatro sessões distintas poderá participar na oficina “Descobrir a Floresta” promovida pela Divisão de Ação Cultural da Câmara Municipal de Ourém, que consiste na dramatização de um conto de fantoches sobre a floresta. Ao longo do dia, em simultâneo com o programa, decorrerão atividades de preservação e segurança, ateliers infantis e outras atividades de animação.



publicado por Carlos Gomes às 22:10
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ESTÁDIO MUNICIPAL DE FÁTIMA RECEBE 31º KINDER + SPORT OLÍMPICO JOVEM

Nos próximos dias 1 e 2 de junho, o Estádio Municipal de Fátima vai receber mais de 700 jovens em representação das seleções de todos os distritos de Portugal Continental, dos Açores, Madeira e Macau, para participar na maior festa do atletismo juvenil em Portugal.

É a segunda vez que o concelho de Ourém acolhe o Torneio Olímpico Jovem, competição que se iniciou em 1983 com a designação de DN Jovem. Como patronos do evento, o Olímpico Jovem 2013 terá Sara Moreira, campeã da Europa de3000 metrosem Pista Coberta eTiago Marto, o melhor português da atualidade nas Provas Combinadas. Também os dois atletas do Grupo de Atletismo de Fátima passaram pelo Olímpico Jovem nos seus percursos desportivos.

Este evento nacional de atletismo é uma organização desportiva anual da responsabilidade da Federação Portuguesa de Atletismo, com a colaboração da Associação de Atletismo de Santarém, do Grupo de Atletismo de Fátima, Município de Ourém e SRU Fátima, E.E.M.



publicado por Carlos Gomes às 22:07
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CDU APRESENTA CANDIDATOS ÀS AUTARQUIAS EM OURÉM NO PRÓXIMO DIA 3 DE JUNHO



publicado por Carlos Gomes às 18:09
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FÁTIMA PROMOVE CAMINHADA DA CRIANÇA



publicado por Carlos Gomes às 17:11
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SANTUÁRIO DE FÁTIMA ASSINA PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO COM INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR

O protocolo é celebrado no âmbito do estudo científico da Imagem de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições

Entendendo a importância de um intercâmbio cultural, científico e pedagógico entre o Santuário de Fátima, no âmbito das valências do Museu do Santuário de Fátima, e o Instituto Politécnico de Tomar, nomeadamente do seu Laboratório de Conservação e Restauro, e considerando o interesse mútuo em estabelecer uma parceria institucional visando o estudo científico da Imagem de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições, ambas as entidades assinaram hoje um protocolo de cooperação no Salão da Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.

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Este protocolo tem como objetivo um estreito relacionamento nos domínios da cooperação e da investigação científica, histórica e artística no âmbito do projeto do estudo da escultura de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições, nomeadamente no estabelecimento de parcerias sinérgicas em prol do estudo, preservação, valorização, divulgação e conservação daquela peça histórica, artística e cultual reconhecida como um dos mais importantes ícones do Catolicismo.

O estudo a ser desenvolvido pretende proceder a uma análise rigorosa dos materiais e do estado de conservação da Escultura de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições.

Os resultados deste estudo serão objeto de uma publicação científica da responsabilidade do Museu do Santuário de Fátima e do Laboratório de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar.

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publicado por Carlos Gomes às 17:09
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FÁTIMA FESTEJA A S. SILVESTRE E S. SEBASTIÃO



publicado por Carlos Gomes às 17:03
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HOJE É DIA DE CORPO DE DEUS!

Desde 1282, por vontade do Rei D. Dinis, Portugal celebra hoje o Dia de Corpo de Deus ou de Corpus Christi. Instituída pelo Papa Urbano IV em 11 de agosto de 1264 e cinco anos depois decretada a sua obrigatoriedade em todo o mundo cristão, a celebração do Corpo de Deus ocorre na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, sendo o segundo domingo após o Pentecostes.

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A celebração do Corpo de Cristo consiste numa solenidade do Corpo e Sangue de Cristo destinada a realçar a presença real de “Cristo todo” no pão, sendo os católicos chamados a participar na Santa Missa, na forma estabelecida pela conferência episcopal do respetivo país.

Pela primeira vez, após setecentos e trinta anos, as celebrações do Corpo de Deus deixam de ocorrer no nosso país no dia que lhe está consagrado em virtude da supressão do feriado imposta pelo atual governo, devendo as mesmas realizarem-se no próximo domingo.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 09:50
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CANDIDATOS DA COLIGAÇÃO PSD/CDS EM OURÉM APRESENTAM-SE AMANHÃ EM FÁTIMA

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publicado por Carlos Gomes às 08:54
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MÚSICA E DANÇA TÊM FESTIVAL EM OURÉM



publicado por Carlos Gomes às 01:01
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THE BELLSBRASS ATUAM NAS FESTAS DE OURÉM



publicado por Carlos Gomes às 00:50
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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OURÉM APRESENTA O LIVRO "IMPERFEITA LUCIDEZ" DE CATARINA CARVALHO

(Con)Tributos

Apresentação do livro "Imperfeita Lucidez" de Catarina Carvalho

31 de maio | 21.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Catarina Carvalho nasceu a 27 de abril de 1978, é natural de Regueira de Pontes, concelho de Leiria. É licenciada em solicitadoria e tem formação pós graduada em Ciências Jurídico-empresariais Aplicadas.

Desde muito cedo manifestou interesse pela literatura, nomeadamente pela poesia e pelos grandes poetas portugueses. É com alguns dos seus poemas como “Bem perto do teu sorriso” em 2009 e “Que importa a mágoa” em 2011, que Catarina Carvalho dá a conhecer ao público as suas palavras, ao lado das composições do Mestre da Guitarra Portuguesa Custódio Castelo e pela grande voz do fado, Cristina Maria.

Num encontro das palavras com a música, numa partilha de emoções, vivências e sentimentos, Catarina Carvalho apresenta o seu primeiro livro de poesia, “Imperfeita Lucidez”.

Entrada livre.



publicado por Carlos Gomes às 00:24
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OURÉM REALIZA FESTIVAL DA CANÇÃO TRADICIONAL PORTUGUESA



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
DIA DO BOMBEIRO PORTUGUÊS COMEMORADO EM FÁTIMA

Fátima recebeu, no passado fim-de-semana, as cerimónias oficiais do Dia do Bombeiro Português que contaram com a presença do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D´Avila.

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As cerimónias decorreram no dia 26 de maio e tiveram início com uma missa solene na Basílica da Santíssima Trindade, seguida do hastear das bandeiras e o acendimento da pira comemorativa junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Fátima. O Vice-presidente da Câmara Municipal de Ourém, José Manuel Alho, iniciou a sessão de discursos com um agradecimento a todos os bombeiros e entidades presentes, e reforçou o sentimento de confiança existente nas corporações de bombeiros nacionais. As últimas intempéries que assolaram o concelho de Ourém foram, segundo José Manuel Alho, um exemplo de que “com o contributo de todos é possível dar resposta às adversidades e às necessidades dos cidadãos”. Não deixou, no entanto, de referir as preocupações existentes com a época crítica de incêndios que se avizinha, essencialmente devido “ao espartilho que é a Lei dos Compromissos na resposta a qualquer urgência”.

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Segundo José Manuel Alho “é necessário definir o que é excecional para conseguir prestar o devido apoio e proteção aos cidadãos”. Seguiu-se a intervenção do Presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, que enalteceu a “dedicação absoluta de todos os bombeiros portugueses” e reafirmou a importância das corporações de bombeiros enquanto suporte da Proteção Civil. O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, prestou em primeiro lugar uma homenagem a todos os bombeiros portugueses porque são “um exemplo inexcedível de dedicação à comunidade e de extraordinária capacidade de resposta aos problemas que todos enfrentamos”. Reiterou também algumas medidas recentes de apoio ás corporações como o aumento da comparticipação no custo dos combustíveis, os avanços na concretização do sistema de vigilância médica e a comparticipação financeira permanente às corporações que sofreu um acréscimo de 11%. Segundo o ministro, estes resultados devem-se “a um discurso conjunto, sério e construtivo” que se reflete na aprovação recente da proposta de isenção de IRS nas compensações e subsídios referentes à atividade voluntária dos bombeiros que prestam serviço no seu período de férias e descanso. Miguel Macedo terminou a sua intervenção com o anúncio da entrega de cerca de mil rádios para reforço da capacidade de comunicação das corporações de bombeiros e com uma palavra de confiança na resposta dos soldados da paz à fase crítica de incêndios que se aproxima.

As cerimónias oficiais contaram ainda com a entrega do Prémio Bombeiro de Mérito 2012, várias menções honrosas e condecorações. Além das cerimónias oficiais que decorreram no domingo, o Estádio Municipal de Fátima recebeu durante todo o fim de semana o 32º Concurso Nacional de Manobras de Bombeiros e 31º Concurso Nacional de Manobras de Cadetes. Os concursos contaram com a participação de cerca de 500 bombeiros e mais uma vez os bombeiros do concelho de Ourém realizaram ótimas prestações que culminaram com resultados condizentes.

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publicado por Carlos Gomes às 21:17
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COLIGAÇÃO PSD/CDS EM OURÉM APRESENTA CANDIDATOS NO DIA 31 DE MAIO

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publicado por Carlos Gomes às 20:13
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OFERTAS DE EMPREGO (29 de maio a 4 de junho de 2013)

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A Insignare tem a funcionar desde meados de maio, um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) cujo objetivo é trazer para mais perto da população algumas das valências do Centro de Emprego de Tomar, com a colaboração do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Situado no Centro de Empresas de Ourém (piso 0 do Mercado Municipal de Ourém), o GIP presta apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento de seu percurso de inserção ou reinserção profissional. Também dá apoio às empresas no processo de recrutamento e seleção de trabalhadores, funcionado como uma bolsa de emprego. Pretende-se um processo desprovido de burocracias que efetivamente dê resposta às necessidades, quer das pessoas quer das empresas, de forma célere.

AUXILIAR DE LIMPEZA (SERVENTE DE LIMPEZA) (M/F)

588102195

 

AUXILIAR DE SERVIÇOS PARA RESTAURANTE POLIVALÊNCIA GOSTO PELO TRABALHO NA COZINHA; LIMPEZA E PASSAR A FERRO PONTUALIDADE, BOA APRESENTAÇÃO, TRABALHO EM EQUIPA E CAPACIDADE DE INICIATIVA

OLIVAL

VENDEDORES DE LOJA (CAIXEIRO) (M/F)

588100542

 

 

9º Ano CAIXEIRA(O) COM OU SEM EXPERIÊNCIA DE COMÉRCIO DE ARTIGOS RELIGIOSOSDEVE FALAR INGLÊS FLUENTEMENTE

 

 

 

FÁTIMA

SERRALHEIRO MECÂNICO  (M/F)

588100437

 

MECÂNICO/A DE MÁQUINAS DE MOBILIÁRIO PARA REPARAÇÃO DE MÁQUINASCOM EXPERIÊNCIA MÍNIMA DE UM ANO RESPONSABILIDADE E PONTUALIDADE NOÇÕES DE INGLÊS E DE INFORMÁTICA NA ÓTICA DO UTILIZADORCARTA DE CONDUÇÃO DE LIGEIROS

 

NOSSA SENHORA DAS MISERICÓRDIAS

ENCARREGADO DE LAVANDARIA (ROUPEIRO) (M/F)

588100323

 

ENCARREGADO/A DE LAVANDARIA COM EXPERIÊNCIA E AUTONOMIA

 

 

 

 

 

NOSSA SENHORA DA PIEDADE

RECEPCIONISTA,EM GERAL (M/F)

588099961

 

 

PESSOA DINAMICA, RESPONSÁVEL, ASSIDUA. 12º ANO. CONHECIMENTO DO RAMO AUTOMÓVEL. EXPERIENCIA ANTERIOR EXIGIDA MINIMA DE  2 ANOS. OFERTA ESTIMULO 2013

 

NOSSA SENHORA DA PIEDADE

AJUDANTE DE COZINHA (M/F)

588099959

 

 

AJUDANTE DE COZINHAPARA PREPARAÇÃO E CONFEÇÃO DE REFEIÇÕES E LIMPEZA DA COZINHACOM INICIATIVA E CUMPRIDOR/A DE HORÁRIOSCOMEXPERIÊNCIA MÍNIMA DE SEIS MESES A UM ANO

 

FÁTIMA

EMPREGADO DE MESA (M/F)

588096035

 

12º Ano. FORMAÇÃO PROFISSIONAL EXIGIDA EM HOTELARIA E RESTAURAÇÃO. CONHECIMENTOS DE INGLES, ESPANHOL E FRANCES. EXPERIENCIA NA AREA.

 

FÁTIMA

ASSENTADOR DE REVESTIMENTOS(M/F)

588095854

 

ASSENTADOR DE REVESTIMENTOS, COM 12 MESES DE EXPERIÊNCIA;MONTAGEM DE TETOS FALSOS EM PLACA DE GESSO, REVESTIMENTOS DE PAREDE, DIVISÓRIAS, PAVIMENTOS, BARRAMENTOS

 

NOSSA SENHORA DAS MISERICÓRDIAS

Caso esteja interessado em alguma das ofertas de emprego deverá entrar em contacto com o GIP de Ourém, no horário compreendido entre as 9h00 e as 17h00, ou enviar o seu currículo paragip@insignare.pt

Gabinete de Inserção Profissional Centro de Empresas de Ourém Piso 0 - Loja 312490-548 Ourém Telemóvel +351 916 342 826 Telefone +351 249 540 900 EXT. 6856

Nota: serão automaticamente excluídas as candidaturas que não preencham os requisitos acima identificados, bem como as candidaturas fora do prazo (1 semana após publicação). 

Poderá consultar mais ofertas de emprego no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional emhttp://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?autoSearch=



publicado por Carlos Gomes às 20:07
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ENCONTRO NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DAS COMISSÕES DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS REALIZA-SE EM FÁTIMA

Ministro da Solidariedade e Segurança Social e Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social no Encontro Nacional de Avaliação da Atividades das CPCJ´s no ano de 2012

O Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, concelho de Ourém, recebe amanhã e sexta-feira o Encontro Nacional de Avaliação da Atividade das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens no ano de 2012.

Ao longo dos dois dias, centenas de membros das várias comissões de todo o país reúnem-se para avaliar o trabalho desenvolvido no ano 2012. Este ano o Encontro é subordinado ao tema “O direito da criança a um sistema integrado de promoção e defesa dos seus direitos. Exigências de articulação entre promoção e proteção, intervenção tutelar educativa e atuação tutelar cível”.

O Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, na sessão solene de abertura, que terá lugar amanhã pelas 14h30 e do Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, vão estar presentes, na sexta-feira, dia 31, pelas 11h00, no Encontro Nacional de Avaliação da Atividades das CPCJ´s no ano de 2012.



publicado por Carlos Gomes às 20:02
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OURÉM: GONDEMARIA TIRA-FERRUGEM



publicado por Carlos Gomes às 19:48
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VAMOS AJUDAR OS BOMBEIROS DA FREIXIANDA A ADQUIRIR UMA NOVA AMBULÂNCIA DE SOCORRO!



publicado por Carlos Gomes às 18:27
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GONDEMARIA PREPARA ALMOÇO DE CHANFANA



publicado por Carlos Gomes às 18:23
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OURÉM PROMOVE AÇÃO DE FORMAÇÃO “POLÍTICAS SOCIAIS NO CONTEXTO DE CRISE E (IN)SEGURANÇA”

No âmbito do plano de ação do Núcleo Local de Inserção de Ourém (NLI), vai realizar-se a ação de formação “Politicas Sociais num contexto de crise e (in) Segurança”, no dia 14 de junho, no auditório do edifício dos Paços do Concelho – Câmara Municipal de Ourém

A iniciativa dirige-se a técnicos superiores e auxiliares de ação social direta que trabalham com famílias beneficiárias de apoios e medidas sociais do distrito de Santarém. A ação é organizada pelos vários parceiros que integram o NLI nomeadamente Segurança Social, Câmara Municipal de Ourém, Serviço de Emprego de Tomar, Educação, Saúde, ACISO e Jardim Infantil de Ourém. A ação de formação tem como objetivos promover a aquisição de conhecimentos no âmbito das medidas e programas de apoio, proporcionar um momento de reflexão teórico /pratica sobre a aplicação das medidas de apoio nos cidadãos e nos técnicos e desenvolver competências práticas para a prevenção de situações de risco na intervenção social.

As inscrições na ação de formação “Politicas Sociais num contexto de crise e (in) Segurança” são gratuitas e limitadas e estão disponíveis até 12 de junho através do link: http://www.cm-ourem.pt/index.php?option=com_forme&fid=15. Para mais informações poderá contactar o Núcleo Local de Inserção de Ourém (249 545 157 e paula.c.martins@seg-social.pt) ou a Câmara Municipal de Ourém através dos contactos: 249 540 900 (ext: 6531) e vera.pereira@mail.cm-ourem.pt.


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publicado por Carlos Gomes às 15:04
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MOVIMENTO DE APOIO À CANDIDATURA DE VÍTOR FRAZÃO ELEGE DIRIGENTES DA JUVENTUDE

move

Juventude elege líderes e reforça Movimento

A Juventude do MOVE – Movimento Ourém Vivo e Empreendedor elegeu, no passado dia 25 de Maio, os seus líderes, em reunião que decorreu em Rio de Couros, Ourém.

Líderes Juventude MOVE

Os líderes da Juventude do MOVE, a contar da esquerda: Ana Rita Gomes, Verónica Rasteiro, Ana Teixeira e Tiago Vicente

Numa perspetiva de representação abrangente das freguesias do concelho foram escolhidos quatro jovens oureenses, a saber: Ana Rita Gomes, 24 anos, da freguesia de Formigais, licenciada em Gestão e Administração Pública; Ana Teixeira, 27 anos, da freguesia de Rio de Couros, licenciada em Gestão e Administração Publica; Tiago Vicente, 27 anos, da freguesia de Olival, sócio-gerente de oficina de mecânica; e Verónica Rasteiro, 25 anos, da freguesia de Nossa Senhora da Piedade, técnica profissional de Medições e Orçamentos.

Nesta

reunião da Juventude, que contou com a presença do candidato à presidência da Câmara Municipal de Ourém Vítor Frazão e de apoiantes da candidatura, foi reforçado o espírito de cidadania e independência com que o MOVE se apresenta nas Eleições Autárquicas 2013.

Vítor Frazão congratulou a Juventude do MOVE pela escolha dos seus líderes e agradeceu o apoio dos jovens do concelho à sua candidatura, salientando que “esta será uma campanha de trabalho árduo e com cariz de vitória”.



publicado por Carlos Gomes às 14:33
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VÍTOR FRAZÃO APRESENTA CANDIDATURA NO DIA 8 DE JUNHO

move

Vítor Frazão, candidato à presidência da Câmara Municipal de Ourém pelo MOVE – Movimento Ourém Vivo e Empreendedor, apresenta-se aos Oureenses no próximo dia 8 de junho.

O evento, que terá lugar no Centro de Negócios de Ourém, a partir das 21h30, servirá também para dar a conhecer a Direção e restantes órgãos do MOVE, Comissão de Honra da Candidatura e Mandatários e Estruturas de Candidatura e de Campanha.

Convidam-se todos os Oureenses a marcarem presença e a apoiarem uma candidatura INDEPENDENTE e de CIDADANIA, que pela primeira vez em quase 40 anos de democracia em Portugal será uma REALIDADE no concelho de Ourém!

move



publicado por Carlos Gomes às 14:30
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IN MEMORIAM FERNANDO LOPES

Fernando Lopes é cineasta. Fundou com mais uns poucos, poucos, o Cinema Novo que inspirou Portugal numa década de renovações. Na década seguinte sentiu intimamente a Revolução que nos marcou a todos. Fez um canal de televisão de quem todos ainda se lembram.

O normal seria passar a vida na terra, na Várzea, a cavar. Mas não. Quis o destino, por razões que se detalham, que a sua vida fosse outra. E a vida e a história são pungentes.

Tem cinco filhos. É casado com Maria João Seixas. É um entrevistado admirável.

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Em que circunstância partilhou casa com o Alexandre O’Neill?

Quando me separei da minha primeira mulher fui viver para casa do Alexandre. Partilhámos casa durante um ano, quase. Éramos grandes amigos, e eu tinha uma imensa admiração por ele como poeta.

Como é que se conheceram?

O Alexandre veio com o Alain Oulman, com quem estava a trabalhar nos fados que a Amália veio a cantar, ver a primeira projecção que fiz do «Belarmino», no laboratório da Tobis. E quando me separei, em 67, ele deu-me acolhimento.

Partilharam a tal casa a que ele chamava «Cabine dos Irmãos Marx»?

Não. O primeiro sítio que lhe conheci foi na Rua Monte Olivete. Depois tivemos imensos encontros na famosa «Cabine dos Irmãos Marx», na Rua de S. Marçal, onde também conheci o António Tabucchi.

Como era a Cabine?

Era uma coisa pequeníssima onde se juntava toda a gente de Lisboa, do Zé Cardoso Pires ao Tabucchi. A casa tinha uma pequena sala, um pequeno quarto e nas traseiras um espaço muito pequeno onde o Alexandre fazia grandes sardinhadas. Depois passou para outra casa na Rua da Escola Politécnica.

Ele era o seu melhor amigo? Daqueles a quem se liga à uma da manhã a dizer «Saí de casa, posso ficar no teu sofá-cama»? Não sei bem como é que os homens funcionam neste registo.

Funcionam bem, nesse registo. A amizade entre homens é muito misteriosa, é muito íntima. Calculo que com as mulheres também seja assim. Mas sim, com o Alexandre tinha esse tipo de vida: íamos pelos copos dentro, pela noite dentro, sobretudo a noite.

O café era o espaço de discussão?

Havia tertúlias de café. A tertúlia do Café Chiado, a do Café Ribadouro (onde passei muitos anos com o Baptista Bastos, o Carlos de Oliveira, o Cardoso Pires, o António Pedro, que era encenador do Teatro Experimental do Porto e que vinha todos os fins de semana ter connosco). Havia a tertúlia do Monte Carlo, que era uma mistura de tertúlia de escritores, artistas, aspirantes a políticos e também de forcados! Havia a tertúlia do Versalhes e a do Aviz, que eram de Direita.

E a do Vá-vá?

É posterior. É do meio dos anos 60. É francamente uma tertúlia de cinema, quando se começa a falar de Cinema Novo em Portugal, mas também de política porque o Vá-vá não estava longe da universidade. Vivia muito perto do Vá-va, o Alberto Seixas Santos, o António Pedro Vasconcelos, o Lauro António, o Eduardo Prado Coelho também, o Paulo Rocha vivia por cima. E perto havia um laboratório, a Odisseia Filmes, onde revelámos e montámos os nossos primeiros filmes. Essa tertúlia teve a vantagem de conjugar gente que tinha entre 24/27 anos com jovens estudantes que, tínhamos a consciência, iriam ser os políticos do futuro.

Tinham deveras essa consciência?

Aquilo tinha de mudar. «Aquilo» era o Portugal do «Respeitinho é que é bonito», como dizia o Alexandre O’Neill. O Eduardo Guerra Carneiro chamava-nos «Os Guerrilheiros do Vá-vá», (não fazíamos uma guerra frontal mas uma guerra de guerrilha). De tal modo que se dizia «Quando isto mudar, o que é que tu vais querer ser?» Lembro-me do Medeiros Ferreira dizer que gostaria de ser Ministro dos Negócios Estrangeiros. E foi. Lembro-me do Jaime Gama, que estava sempre com o Alfredo Barroso, dizer que gostaria de ser Ministro do Interior. E foi Ministro da Administração Interna.

Eles eram tão evidentemente sedentos de poder?

Não. Estavam, como todos, sedentos de mudança, de liberdade. Muitos dos meus companheiros da época foram presos, foram perseguidos, exilaram-se, e outros foram para a Guerra Colonial. O Nuno Brederote dos Santos foi para Moçambique.

O Zeca Afonso foi dar aulas para Moçambique. Foi professor de Geografia do Mia Couto.

Foi também visitante do Va-vá. O Vá-vá tinha também o grupo dos músicos, (os Sheiks nasceram lá), que tinham como guru o Luís Villas Boas do jazz. Sendo que nós, cineastas e associativos, olhávamos para os músicos com alguma distância. Mas com o Maio de 68 mudou muita coisa. Já nos dividíamos entre quem era Beatles e quem era Rolling Stones. A música introduzia novos elementos.

Claro. O menear de anca do Mick Jagger.

As relações que tínhamos com as meninas que paravam no Vá-vá mudaram a partir de 68. Mesmo numa sociedade com um peso moral tão opressivo como era o da Igreja.

A partir da libertação erótica constatou uma série de sinais que o levaram a concluir que o país ia mesmo mudar?

Percebi, todos percebemos. Percebemos que aquele Estado ilegítimo já não tinha capacidade para resistir à pulsão do mundo. Era uma questão de um ano, dois anos, três anos.

Exactamente um ano antes da Revolução assistiu-se a uma exibição do «Roma, Cidade Aberta» com a presença do Rossellini. É espantoso que fosse permitida a exibição de um filme como este num país fascista. Como foi o acolhimento ao filme?

O João Bénard da Costa dirigia a área de cinema da Fundação Gulbenkian. Resolve fazer uma retrospectiva do Rossellini, de que gostávamos todos muito. Eu era director do «Cinéfilo», uma revista um bocado especial e maluca; tinha como director o Fernando Lopes, como chefe de redacção o António Pedro Vasconcelos, como redactor principal o João César Monteiro. Já vê! Decidimos fazer dois números seguidos, que são hoje históricos, (são mesmo!), sobre o Rossellini. Bom, hoje nenhuma empresa jornalística permitiria que dois números seguidos fossem dedicados a um autor!

O empenhamento político de Rossellini, ainda que numa fase anterior da sua carreira, deve ter sido extremamente inspirador para o grupo.

Sim, mas ele veio já quase no final da sua vida. O João Bénard conduziu aquilo muito bem. O problema foi conseguir passar o «Roma, Cidade Aberta», foi uma longa batalha com a censura. A sala estava cheia, estavam os dignatários do poder, estava o Rossellini. Quando a sessão acabou, em estado de comoção, começou a ouvir-se «Abaixo o fascismo, abaixo o fascismo». O director da Cinemateca Francesa, que estava presente e tinha cedido a cópia, comentou «Isto é um sinal. Isto vai mudar». Um ano depois mudava.

Tudo isto vinha a propósito dos ventos de mudança e da alteração nas relações entre homem e mulher.

A partir daí, diria que deixou de ser pecado ter uma relação sexual, por exemplo.

Também para os homens da sua idade, havia o estigma do pecado a cobrir a sexualidade? Ele não era apenas pertença da mulher?

Não era bem o estigma do pecado. Julgo que para os homens se repensou a ideia do marialva.

Foram educados para ser marialvas.

Sim. Julgo que a partir de coisas que lemos, que vimos, que ouvimos..., a partir do «I can’t get no satisfaction» percebemos que tínhamos de jogar de outra maneira com as mulheres. Tudo isso foi potenciado a seguir ao 25 de Abril. Suponho que nunca houve tantos divórcios e separações como a seguir ao 25 de Abril.

Os homens tinham, apesar de tudo, uma outra realidade sexual. Os homens iam às putas, e era normal que fossem às putas.

Tinha um professor que me marcou imenso, novíssimo, que viria a ser um grande poeta, o David Mourão Ferreira. Foi ele, por volta dos 14/15 anos, que me levou ao número oito da Rua da Barroca. Porque havia números e havia ruas. Havia o Cem da Rua do Mundo. E pagou a relação, de resto. Esse era o mundo dos homens. Até aos anos 60, a iniciação fazia-se nos prostíbulos. Havia ritos iniciáticos, se quiser. Éramos levados pelos mais velhos, e depois se via. No meu caso, ela foi para mim, muito fellinianamente, uma Puta-Mãe.

Como no «Amarcord»?

Sim. Não é por acaso que é um dos filmes de que mais gosto do Fellini. Reconheço-me naquilo.

Aquele era o ideal de mulher, mamalhuda, com um regaço protector?

Era como uma mãe, porque era carinhosa. Se calhar vou dizer-lhe uma coisa estranha, mas tenho um enorme respeito pelas putas. Uma grande ternura e um grande respeito. Na minha geração fomos todos iniciados assim. Havia outros inícios, nas classes altas, com as criadas. Mas não fazia parte dessa classe, não fui iniciado por uma criada. Pelo contrário, a minha mãe, sim, foi criada numa casa.

Quando foi a primeira vez que se apaixonou?

Aos 17 anos, pela minha primeira mulher. Eu trabalhava num escritório da Baixa que tinha a particularidade de ter 30 ou 40 costureiras que faziam gravatas, écharpes, coisas mais ou menos luxuosas. Isto parece um romance do Romeu Correia. Uma das raparigas chamava-se Maria Otília, víamo-nos todos os dias, enviávamos sinais um ao outro.

Pudicos sinais?

Muito pudicos. Ela era muito activa politicamente. Casámos muito cedo, daí que tenha tido tantos filhos; dela tive quatro, e tenho o Diogo da Maria João.

Segundo a cartilha do marialva, era comum a reprodução de conversas sobre a sexualidade. Em relação à afectividade havia um pudor. Mais depressa diria ao O’Neill «Olha fui às putas» que «Olha apaixonei-me»?

Boa questão. Mas não sou típico, sou pelas paixões. Nunca tive vergonha de dizer, «Olha estou apaixonado». Ao Alexandre, quando conheci a Maria João, disse «Eh pá...» [faz sinal de levantar voo]

Passados 30 anos, parece manter pela Maria João uma paixão avassaladora.

Mantenho. [pausa] Por exemplo, a «Abelha na chuva» não teria sido a mesma coisa se não me tivesse apaixonado quando comecei a fazer o filme. A meio do filme, a Maria João foi passar férias a Moçambique. Às tantas escreveu-me uma carta a dizer que íamos acabar. No entanto, tinha-me pedido para lhe arranjar um livro, «O Amor e o Ocidente» do Denis de Rougemont, que estava esgotado. Quando recebo a carta, o António Alçada Baptista consegue arranjar-me um exemplar. Decidi mandá-lo para Lourenço Marques com a seguinte dedicatória: «Variação sobre a Teoria de Lavoisier: em amor nada se perde, tudo se transforma» A Maria João volta, e casámos. Portanto, sou de paixões. Há um amigo meu, um amigo de balcão do Gambrinus, que diz que sou um Monogâmico Patológico!

Quando ouviu falar da Maria João pela primeira vez, soube que ela apreciava o seu «Belarmino». Extrapolando para um universo mais abrangente, acha possível dissociar o que é o homem e o que é o autor?

Não consigo. É, aliás, um enorme problema que tenho. Quando digo que sou fiel a paixões, significa que sou fiel a mim próprio, ao artista e àquele que está a falar consigo. Se as duas coisas não estiverem juntas há uma falha ontológica. O estarem juntas é um processo muito doloroso. Tenho essas dores com alguma frequência, mas não seria capaz de viver de outro modo. Mesmo que este viver ontológico me faça morrer mais cedo. Se fosse de outra maneira, era como dizer «Já não existo, já não sou o que sou».

Isso faz que na sua obra seja o Fernando Lopes abnegadamente.

Mas completamente. Não foi por acaso que no «Fio do Horizonte» fui buscar o Claude Barssin, que é parecido comigo e eu com ele, e os dois com o Belarmino. Foi como se tivesse trazido o Belarmino à terra outra vez. Foi como se tivesse feito uma longa viagem através da noite para me ver a mim próprio a morrer. Quando mostrei a primeira cópia à Maria João e ao meu filho Diogo, eles perceberam que tinha sido uma reflexão feita sobre mim a partir da personagem. A Maria João comentou «Esta é a tua viagem ao coração das trevas». Não concebo o meu cinema de outra maneira que não essa da permanente viagem ao coração das trevas que cada um de nós tem em si.

A viagem começa no «Belarmino» enquanto seu alter-ego?

Começa. No Portugal de 62, no fim do filme, quando lhe pergunto «E agora Belarmino, o que vais fazer?», ele diz «Agora vou fazer campeões». Há ainda uma esperança. Foi nessa frase que peguei para o «Fio do Horizonte».

Além de ser o Fernando, era o Portugal de então.

Era.

Como conhece o Belarmino? 

Conheço o Belarmino em 61/62, acabava de chegar de Londres. Tinha feito a primeira curta-metragem, «As pedras e o tempo», que, de certo modo, é um prenúncio de um novo cinema português. Na altura já trabalhava na RTP como realizador. O grupo da RTP parava muito Ribadouro e no Parque Mayer. A noite acabava às seis da manhã. Uma noite vou com o (Baptista) Bastos ao Clube dos Artistas beber mais um copo. O guarda-costas, o Leão de Pedra como se chamava, era o Belarmino, que eu sabia que tinha sido um grande boxeur mas que já não combatia.

O que é que o impressiona tanto?

Achei que ele tinha um físico de John Garfield! E que se mexia como os portugueses não sabiam mexer. Passado pouco tempo, sai no «Diário de Lisboa» uma pequena notícia sobre um combate falso que o Belarmino tinha feito em Inglaterra, em que tinha sido pago para perder. Apanhei a notícia e disse ao Bastos «Temos de pegar nisto. Isto é um filme».

E foi falar com o Belarmino.

Nessa altura já não era segurança, andava a engraxar sapatos na Baixa. Fui ter com ele e disse-lhe «Quero fazer um filme contigo». Entretanto tinha aparecido o Cunha Telles, que estava a acabar de produzir os «Verdes Anos». O filme começou por uma enorme gravação, e a partir daí é que desenvolvi toda a ideia. Levámo-lo para a Tobis e filmámos duas noites.

Descobriu a posteriori que o Belarmino era o seu alter-ego. Como foi feita a sua aproximação àquela pessoa?

O meu encontro com o Belarmino foi absolutamente instintivo. Percebi logo que tínhamos duas coisas em comum: vínhamos de baixo, ele mais do que eu, ainda; e uma relação de paixão pela cidade onde vivíamos, Lisboa.

Como assim?

Comecei a trabalhar muito miúdo, com 12 anos, num escritório mesmo ao lado do Gambrinus, e fazia o trajecto da Avenida Almirante Reis a salto nos eléctricos operários. Conseguia sempre fazer a viagem até ao Martim Moniz sem pagar bilhete. Depois fiz a minha vida estudando à noite, é outra história. Tinha os truques dos putos lisboetas, ia às salas de cinema dos putos lisboetas: o Imperial, o Liz, o Rex, o Piolho, o Animatógrafo, etc. Os bilhetes praticamente não existiam, era carimbos na mão. Então trocávamos o carimbo na mão uns dos outros para entrarmos de borla. É um universo completamente diferente do que você conhece, as cidades já não são isto.

O que representava o cinema?

O cinema era para nós, e para mim sobretudo, uma forma de sonhar. «Eu, se calhar, posso vir a ser igual ao John Garfield. Eu posso vir a ser igual ao Fred Astaire». Trabalhava no escritório com gente muito boa e ganhava um x por mês, que era pequeníssimo, mas pagavam-me os estudos. Era todo um sistema paternal, repare.

Como é que vem parar a Lisboa?

Venho aos 12 anos, a minha mãe era a cozinheira do dono deste escritório. A minha mãe tinha fugido da Várzea, do meu pai. Saí da minha aldeia aos quatro anos, estive em casa de uns tios em Ourém, e quando acabei a instrução primária vim para aqui.

Foi acolhido na família? Sente essas pessoas como a sua família?

Sim, foi fundamental. Acontece que esse senhor era republicano, opositor, um grande engenheiro. Foi ele que me incutiu o gosto pela leitura, «É preciso instruir este rapaz».

Ele tinha filhos?

Tinha uma filha. Foi uma espécie de pai. Para voltar à história, eu ganhava dinheiro, e isso permitia-me ir aos domingos ao cinema, e não só aos cinemas dos putos, mas às grandes salas: o S. Luís, o Tivoli, o Éden, o S. Jorge. Eram salas onde, como diz o Carlos de Oliveira num poema, «O espectáculo, por fim, se transforma no espectador». Na realidade, era como se estivesse no filme. Foi por aí que comecei. Devo isso à necessidade que tive de sonhar através de um ecrã. Tanto assim que quando estava a entrar no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em 1957, vejo que há um concurso para a televisão. Resolvo concorrer e fico em primeiro lugar. Concorri para funcionário administrativo da RTP, mas percebi que podia chegar lá.

Qual era a sua função?

Escrever os noticiários à máquina. Por acaso, já falava razoavelmente inglês, porque no escritório tinham muitos negócios com Inglaterra. Costumo dizer que uma das coisas que fez com que desse o salto na RTP foi saber escrever Washington! Para além de, no curso da Escola Comercial, ter tirado 20 a dactilografia! À pala disso, tornei-me tão importante na informação que fiz um contrato com o director: ok, mantenho-me neste papel, mas no fim do noticiário deixam-me ir para a sala de montagem ver como é que se monta, e deixam-me exercitar.

Percebeu instintivamente a importância da montagem?

O que queria perceber era a essência do cinema, que vem da montagem, do meu ponto de vista. Como é que uma imagem e um som criam outros sinais e suscitam outras leituras. Uma imagem pode contrariar um som e vice-versa. Depois havia as outras grandes questões, a da narrativa, a da representação.

Essas aprende em Londres?

Tive uma bolsa e um apoio da RTP e fui para Londres. Estive lá dois anos. Num ponto de vista de abertura ao mundo, foram anos fundamentais. Tive ofertas para ficar, tive muito boa classificação. A Shell fez-me um convite no sentido de fazer documentários na Nigéria. Mas não me apetecia. A ideia que tinha, já nessa altura, é que seria possível fazer outras coisas no cinema português que arrumassem de vez com o que tinha existido até ali, que esteticamente, tecnicamente, eticamente estava morto.

Era também entendido como uma missão política e de cidadania?

Sim, interessava-me estar em Portugal, para que isto mudasse. Tinha a ambição de ajudar a mudar. Penso que foi pela mesma razão que o Paulo Rocha veio de Paris, o António da Cunha Telles, todos os que estávamos lá fora e regressámos. Achávamos que íamos mudar tudo com os filmes que íamos fazer!, coisa que não aconteceu! Mas ajudou.

Já lá vamos, ao desencanto. Chegou a estagiar com o Nicholas Ray.

Sim, durante um mês, num filme chamado «Sombras Brancas». Para já, admirava-o muito enquanto cineasta, mas para além disso era fisicamente um homem belíssimo. Durante muito tempo usei umas camisas de veludo de um vermelho que só ele usava. Agora não tenho nenhuma, dei a última que tinha ao meu filho Diogo. Era um mestre. Vê-lo um mês a filmar foi das coisas mais bonitas que me aconteceram, e nos intervalos falava connosco, alunos daquela escola. A noção de mestre que tenho vem dele.

Como digeriram, então, a desilusão do cinema e de Portugal e do mundo?

Não digerimos. Fomos tão sonhadores que não percebemos o estado do país. O país começava a ter acesso à televisão, que era o cinema dos pobres. Convencemo-nos que entrando outros filmes nas salas, iam descobrir outras imagens. Tínhamos um público de base que era criado pelos cineclubes e que valia dez mil, quinze mil espectadores – o cineclubismo foi importantíssimo em todo o país, fazia parte da chamada resistência cultural e política. O que pensávamos era que íamos conquistar uma outra base, e aí enganámo-nos. A classe média-alta, por uma razão estritamente cultural, nunca teve respeito pelo cinema português; mesmo o Manoel de Oliveira existia miticamente. O público dos filmes populares não conseguia entrar nas nossas imagens. Eu, o Paulo (Rocha) e o (António) Macedo tínhamos inspirações que vinham de filmes da Nouvelle Vague, do Godard, do Cassavetes, do Renoir. Eles não se entendiam com as nossas imagens e os nossos sonhos.

Ao fim de três filmes, as produções Cunha Telles faliram.

E com isso praticamente ia falindo o Cinema Novo Português. Fomos sobrevivendo fazendo filmes de publicidade, filmes de encomenda para grandes empresas. Lutámos muito. Como diz o Vasco Pulido Valente «Tu tens alma de sobrevivente». Depois apareceu a Gulbenkian e, numa reunião no Cineclube do Porto, com os cineastas todos, aparece o Centro Português de Cinema com o apoio da Gulbenkian. Torna-se possível continuar não só o que tínhamos começado a fazer em 61/ 62 como também trazer outra vez até nós o Manoel de Oliveira. Isto deu a volta toda ao cinema português. Hoje ele faz um filme por ano. Eu não faço um filme por ano, tenho, enfim, um ritmo diferente do dele.

Gostaria de fazer um filme por ano?

O Manoel de Oliveira tem um mundo próprio tão forte que pode fazer dois filmes por ano. No meu caso, cada filme é uma experiência de tal modo intensa que altera a minha vida. Não foi por acaso que quando fiz a «Abelha na chuva» me separei da minha primeira mulher e me casei com a Maria João.

Tem 64 anos e sete longas-metragens. Não se sente frustrado?

Não. Pelo meio fiz outras coisas. Talvez seja um caso especial. Adoro colaborar nos filmes de colegas, como montador, por exemplo.

Não o incomoda a tecnicidade da função? Não se sente um técnico?

Não, sinto-me um músico. A montagem tem que ver com a música. E depois estive muitos anos na televisão. Esse é talvez um problema: talvez tenha passado demasiados anos na RTP.

Envaidece-se quando, ainda hoje, as pessoas falam do seu segundo canal?

Dá-me gosto lembrar que o Rolo Durte, pai do Pedro, chamava ao canal o Canal Lopes. Entristece-me que a televisão pública não tenha percebido o que isto significava: os canais têm de ter personalidade, imaginação, criação. Não podem ser entregues a gestões jornalísticas e tecnocráticas. Os canais têm que ter uma impressão digital.

Era mais feliz nessa altura, trabalhando todos os dias num projecto, apaixonado pelo projecto?

Há dois momentos felizes: um foi o «Cinéfilo», (ainda hoje tenho nostalgia de não ter uma revista semanal para fazer); e o Segundo Canal.

Imaginaria que me falasse de pelo menos um dos seus filmes, do prazer inexcedível de fazer um primeiro filme.

Eu era ainda mais novo que você, tinha a impunidade que se tem aos 20 e tal anos de achar que se é imortal. Estava casado, tinha filhos, não sabia muito bem como é que ia arranjar o dinheiro para viver, mas sabia que ia passar para lá disto. Não era sobreviver a isto. Sabia que era mais forte, que ia ganhar.

O seu tempo parece agora muito mais dilatado.

Sobre isso tenho alguma hesitação. Sinto que o tempo me escasseia.

Sente-se cansado?

Cansado não é o termo. Nesta estação da vida a gente percebe que afinal já não pode dizer, como Cocteau dizia, como se diz n’ «O Acossado» do Godard, «Devenir immortel et depuis mourir». Sei que vou morrer, que não me resta muito tempo. É sobre isso, provavelmente, que me vou debruçar nos meus filmes. Mesmo este que fiz agora para o Porto 2001, que se chama «Cinema» e que é uma reflexão sobre a morte, e, ao mesmo tempo, sobre a perenidade das imagens. As imagens, como as civilizações, são mortais. Mas renascem. Este jogo é talvez aquele que hoje mais me toca.

O jogo da morte.

O que quer dizer que estou a reflectir sobre a desaparição da minha própria imagem. A partir do «Fio do Horizonte» comecei a perceber isso. (pausa) Mas ao mesmo tempo admito a hipótese de deixar de lado o cinema, ter uma câmara muito pequenina e fazer um diário: «Hoje nasceram as primeiras flores do pessegueiro que está à porta da casa de minha mãe». Pode ser tão simples como isto. Gostaria que ficasse com um ar exaltante a imagem de ver nascer as flores do pessegueiro.

O pessegueiro existe realmente?

Existe, existe, e tenho que o apanhar.

Era o pessegueiro da sua infância, onde costumava sentar-se com a sua mãe?

Exactamente. Dovjenko, se quiser cinema, isto é Dovjenko. A árvore. A minha mãe. Hoje é dia 25 (Outubro), daqui a seis dias vamos festejar todos juntos os seus 91 anos. Penso que vai ser muito bonito. Mas penso sempre na história do pessegueiro, está lá desde que me lembro.

Do que se trata sempre é do retorno a elementos da infância, à sua simplicidade e inocência.

Se já fiz dois filmes sobre ela, o «Nós por cá todos bem» e o «Se Deus quiser»... A terra é a minha mãe.

A terra é a Várzea?

Não, a terra mesmo. Quando ela desaparecer, sei que vou ficar muito mais frágil. Não apenas porque é a minha mãe, mas porque a noção que tenho de sobrevivência e de relação com a terra vai ser diferente. O meu pai era mais que um marialva. Era um personagem camiliano: um senhor da terra, aristocrata rural, que tinha estudado em Coimbra. Era o senhor que escolheu a minha mãe para viver com ele; ela trabalhava nas terras. Isto não se passou assim há tantos anos... O meu pai tinha cavalos, tinha terras, e tinha as pessoas. O meu pai é como o Tomás Palma Bravo do «Delfim»; a Maria das Mercês é da mesma classe, só que ele mantém-na presa. A minha mãe não era propriamente uma reclusa do meu pai, era propriedade do meu pai. Quando ela decide fugir em direcção a Lisboa, ia fazer quatro anos...

Lembra-se da fuga?

Lembro-me muito bem. O meu avô negociava em azeite e tinha carroças com oleados pretos. Ficámos às seis da manhã a salvo, eu e a minha mãe, o meu pai a dormir, debaixo dos oleados pretos, e depois fomos a uma terra próxima apanhar uma camioneta para Lisboa. Lembro-me do ar destroçado e triste da minha mãe. E lembro-me que, a certa altura, os passageiros e o motorista pararam e foram buscar figos, era tempo dos figos, para nos dar. Porque é que não filmo isto? Porque há coisas que são infilmáveis. De maneira que estava a dizer ao Vasco, «Na prática, sou um erro sociológico e estatístico! Sociologicamente, não devia estar aqui!»

 

Teve sempre a noção de ser um outsider?

Tive. Classless. Não tenho uma classe própria. Não sou um excluído, isso não sou. Até condecorado sou!, que é uma coisa chata! Sociologicamente, devia estar na Várzea a cavar e a beber copos de vinho tinto. Não estou. Estatisticamente, e aquilo é ainda uma zona muito pobre, não teria a possibilidade de chegar onde cheguei. Ou seja, voltamos ao Alexandre O’Neill: «Estou onde não devia estar», Pluma Caprichosa.

O Vasco é o seu melhor amigo?

Desde há muitos anos. Alguns dos meus melhores amigos morreram. O Nuno Bragança morreu, o Alexandre O’Neill morreu, o Carlos de Oliveira morreu, o Zé Cardoso Pires morreu. Quando há pouco me falava da questão do tempo, o tempo também conta com isto, com aqueles que se foram embora. O Vasco é um amigo muito constante.

É com ele que almoça diariamente no Gambrinus?

Almoçamos pelo menos duas vezes por semana.

Porque é que almoça todos os dias no Gambrinus?

O Gambrinus faz parte da minha vida desde 1960. A Maria João tem enormes ciúmes do Gambrinus, diz «É a tua casinha» e no outro dia disse uma coisa espantosa: «Não é a tua casinha. O Gambrinus é o teu Casal Ventoso»! E é verdade, porque é tão caro como a droga do Casal Ventoso! E depois estabelecem-se relações de amizade. Você diz, «Tem estatuto e tem dinheiro», já tive ocasiões em que não tinha dinheiro e falava com a gerência e dizia: «Neste momento não tenho dinheiro. Vocês passam-me aí dinheiro?» E eles passavam. Além do mais, há um lado de confessionário no balcão. Podemos dizer coisas a empregados que conhecemos há 20/30 anos... É como em todos os bares, e sou um tipo de bares.

Estava a pensar que o dinheiro, sendo sempre um problema, nunca foi um problema. O dinheiro nunca o condicionou de uma forma definitiva.

Está absolutamente correcto. Tenho um relacionamento aristocrático com o dinheiro. Gasto de mais..., mas o dinheiro não é um valor para mim, de todo. Tenho necessidade dele, porque preciso de tomar o metro ou apanhar o táxi ou pagar o almoço. Mas não é uma questão que conforme a minha vida. Coisa que me tem criado, ao longo da vida, alguns problemas de ordem familiar. Porque eu tenho evidentemente obrigações. Mas não consigo levar o dinheiro a sério. Acho sempre que vai haver uma solução. Sou muito optimista. Tenho os meus amigos. Pode ser o Brito do balcão do Gambrinus, «Olha Brito estou atrapalhado. Posso trocar um cheque?», «Com certeza, senhor Fernando Lopes». Isto é, estamos em pleno cinema, não é?

Quem imita quem...

Claro! Ou posso ir ter com o João Soares Louro, ou com o Baptista Bastos, ou com não sei quem. Eles sabem que sou assim. Quando tenho dinheiro, é uma qualidade que tenho, sou igualmente generoso. Se quiser que resuma, e voltamos ao «Belarmino», é o puto que chega a Lisboa, vem fazer um combate de boxe e diz «Eu vou conquistar esta dama». Foi isso que fiz.

Sente-se um vencedor? Um sobrevivente?

Sinto-me um sobrevivente. Um vencedor, não. A menos que considere que todos os apaixonados são vencedores. Aquilo a que se chama um vencedor, não me interessa nada. O Belmiro de Azevedo é um vencedor. A Teresa Guilherme é uma vencedora.

Claro, mas o seu cânone não é esse.

Vencedor? Sinto-me vencedor só no sentido em que não tenho feito truques com a vida. Não faço truques à vida. Faço-lhe frente. A vida responde a isso. Bom, essa é uma ideia. A outra, e é dos últimos anos, é a de que no fundo, no fundo a vida é sonho. Dou por mim, no balcão do Gambrinus, a ver passar as pessoas nas Portas de Santo Antão e a pensar: «Estas pessoas não sabem que isto não é tão real como lhes parece. Eles são parte deste sonho»

Que é sonhado por si ou por cada um deles individualmente.

Pois. Se não, não fazia filmes. Ou não se escreviam livros ou música. É isto que eu gosto.

Vamos, por último, ao «Delfim», que vai começar a filmar na Primavera. Está excitado?

Estou. É muito excitante, sobretudo por causa do trabalho sobre a matéria original, que é o livro, e sobre uma segunda matéria, que é o que era Portugal no final dos anos 60, quando se percebia que uma coisa ia morrer e dar nascimento a outra. Fiz um primeiro trabalho de adaptação com uma colaboradora; era talvez excessivamente respeitoso em relação ao livro do Zé. Dei-me conta que aquilo precisava de ser retrabalhado e pedi ao Vasco, que era também grande amigo do Zé, para trabalhar comigo. Já vamos na terceira versão, já estou muito contente com esta última. É menos reverencial, sem, por outro lado, perder o que há de essencial no livro. O livro ou o argumento são o mapa. O que quero é o território. Acho que já tenho esse território mítico na minha cabeça.

Vai ficar nervoso? Quando tem uma equipa em suspenso, à espera das suas decisões, fica nervoso?

Não, e é curioso. Eu, que sou um ansioso, quando tenho o filme todo na minha cabeça sou regradíssimo. Sou o primeiro a chegar, não gasto película a mais, não faço horas extraordinárias a mais. A Maria João costuma dizer «Adoro quando estás a filmar porque és regradíssimo: bebes menos, fumas menos, comoves-te menos». O que é verdade, porque bebo demais, fumo demais, comovo-me demais, e isso não ajuda muito.

É um problema para si, beber demais, fumar demais, comover-se demais?

É mais um problema para os que vivem comigo. Não é para mim, o que é muito egoísta da minha parte. Há um desregramento, sem dúvida. A ansiedade, a própria questionação de mim próprio... O que é que estou aqui a fazer? Sempre se pôs com muita frequência, devo confessar. Eventualmente não teria feito os filmes que fiz se isto não se tivesse posto.

Os filmes são a resposta a essa pergunta? Porque o ilustram a si e o fazem encontrar-se consigo?

Claramente. Para mim, um filme é uma questão de vida ou de morte. Admito que se façam outras coisas: telefilmes, séries, publicidade, e não é nada de pejorativo. Tal como se faz o Fiat Uno. É preciso ganhar a vida, com certeza. Mas a implicação ontológica é diferente. Nesse sentido, é como o famoso plano d’ «A Palavra» do Dreyer, quando ela ressuscita por via do amor e da fé. O cinema para mim é isso. Sei que nunca chegarei lá. Há tempos estava numa discussão com o meu filho e disse-lhe «Eh pá, há o Dreyer, há o Murnau, há o Renoir, há o Ford, o Welles, o Godard, o Rossellini; e depois Fernando Lopes há pelo menos cem mil pelo mundo fora».

Sente-se apaziguado com a sua condição?

Apaziguado não é termo.

Conformado?

Não estou. Espero ainda um dia ser capaz de fazer um plano, um plano, e isso justifica toda uma vida no cinema, que seja tão sublime como esse plano do Dreyer. We never know... Pode haver um milagre e um dia estar nas condições perfeitas, como diria o Rilke, naquela hora e naquele momento mágico.

Qual é o seu lugar no cinema português?

Poderia morrer e ser recordado estritamente por um plano. O Belarmino a atravessar um túnel a caminho de um estádio. Mesmo que na «Abelha na Chuva» haja uma coisa que gostaria de guardar e que tem a ver com a ideia da paixão: é o movimento de câmara para a Zita Duarte na carruagem da senhora, a arranjar o cabelo, e a gente a ouvir «Ó Teresa, Teresa, tão cedo nos vão separar». Pelo menos estes dois planos fiz. Não estou a dizer que isto me salve a vida. Mas dá-me algum direito, enquanto ser vivente, a não ter passado sem deixar um recadozinho. Uma pequena nota musical! O que há de fabuloso no cinema é aquilo que magicamente passa para cá do ecrã. Ou seja, de como esse sonho nos vem habitar e de como o habitamos.

Publicado originalmente no Diário de Notícias em 2003

Fernando Lopes morreu em Maio de 2012

Fonte: http://anabelamotaribeiro.blogs.sapo.pt/

Fernando Lopes



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Terça-feira, 28 de Maio de 2013
COLÉGIO DE SÃO MIGUEL ORGANIZA FEIRA DAS TASQUINHAS



publicado por Carlos Gomes às 22:56
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OURÉM DIVULGA PROGRAMA DAS FESTAS DA CIDADE

FESTAS DO MUNICIPIO DE OURÉM

14 a 23 de junho de 2013

Programa

Dia 14 - sexta-feira

14h30 - Chuva de Estrelas

Local: E.B. 2.3 Conde de Ourém

Organização: Agrupamento de Escolas Conde de Ourém

21h00 - X Festival da Canção

Local: E.B. 2.3 de Caxarias

Organização: Agrupamento de Escolas de Caxarias

21h30 - 7ª Meia Maratona de Teatro

Local: Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas e Adro da Capela

Organização: Grupo de Teatro Apollo – Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas

Dia 15 – sábado

14h00 - Abertura da Exposição de Artes e Artesanato

Local: Sala de Exposições dos Paços do Concelho

Organização: Universidade Sénior de Ourém

16h00 - 7ª Meia Maratona de Teatro

Local: Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas e Adro da Capela

Organização: Grupo de Teatro Apollo – Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas

21h30 - Concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa

Local: Cine-teatro Municipal de Ourém

Organização: Ourearte

Dia 16 - domingo

16h00 - 7ª Meia Maratona de Teatro

Local: Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas e Adro da Capela

Organização: Grupo de Teatro Apollo – Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas

17h00 - Festival da Canção Tradicional Portuguesa

Local: Auditório Centro Pastoral Paulo VI, Fátima

Organização: Conservatório de Música Ourém e Fátima

Dia 17 - segunda-feira

Atividades integradas no Projeto Comenius Regio entre Ourém e Pitesti (Roménia)

Organização: Município de Ourém

Dia 18 - terça-feira

10h00 - Seminário de avaliação do Projeto Comenius Regio

Local: Auditório dos Paços do Concelho.

Organização: Município de Ourém

Dia 19 - quarta-feira

21h30 - Concerto pelos “The BellsBrass Ensemble”

Local: Cine - teatro Municipal de Ourém

Dia 20 - Dia do Município de Ourém

Cerimónias Oficiais

10h00: Hastear das bandeiras

Participação: Fanfarra dos Bombeiros e da Associação Filarmónica 1º de Dezembro de Vilar dos Prazeres

11h00: Ato público de atribuição toponímica “Rua António Lopes”

Local: Junto do Centro Escolar Beato Nuno - Fátima

16h00: Sessão solene

- Celebração dos 20 anos de geminação com Plessis-Trévise

- Assinatura de protocolo de cooperação com a Fundação da Casa de Bragança

- Distinções Honoríficas

Local: Praça Dona Maria II, Paços do Concelho

- Ato público de atribuição do nome Manuel Prazeres Durão ao Mercado Municipal de Ourém

Local: Mercado Municipal de Ourém

- Ato público de atribuição do nome António Teixeira ao Parque Linear de Ourém

- Medieval de Honra

Local: Parque Linear de Ourém

Dia 21 - sexta-feira

10h00 - Encontro da delegação de Plessis-Trévise com empresários do concelho

Local: Auditório da ACISO

Organização: GAPAE

18h00 - Abertura da Expourém (com a presença das entidades convidadas)

Local: Centro de Negócios de Ourém

21h00 - Marchas Populares e sardinhada

Participação: Jardins e Escolas do Agrupamento de Caxarias, Marchas Populares de Espite e Vila de Caxarias

Local: E.B. 2.3 de Caxarias

Organização: Escolas do Agrupamento de Caxarias

22h00 - Atuação das Bandas Vice-Versa e Capitão Ortense

Local: Centro de Negócios de Ourém

Dia 22 - sábado

10h00 - Abertura da Expourém

18h30 – Atuação pelos 5 at Play

22h00 - Atuação das Bandas Sigma e The Peorth

Local: Centro de Negócios de Ourém

Dia 23 - domingo

10h00 – Abertura da Expourém

Local: Centro de Negócios de Ourém

16h00 - Espetáculo pela Academia de Dança Arabesque

Local: Cine-teatro Municipal de Ourém.

Organização: Academia de Dança Arabesque

17h00 - Encontro de folclore de Ourém

22h00 - Atuação das Bandas Kontramão e In-the-Cisos

Local: Centro de Negócios de Ourém


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publicado por Carlos Gomes às 21:19
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FESTAS DO MUNICÍPIO DE OURÉM 2013 – DISTINÇÕES HONORÍFICAS

1) Medalha de Bons Serviços (aos funcionários com 25 anos de serviço completados entre 21/06/87 e 20/06/88) chamados por ordem de entrada ao serviço:

- Manuel Henrique Faria de Sousa

- Abílio Henriques de Almeida

- José Pereira Germano

- Manuel Mendes Pereira Patrão

- António José Vieira Rosa

- José Alberto Dias Vieira

- António Augusto Dias Oliveira

- Adélia Vieira da Graça Antunes Carriço

- Ana Paula Vieira Dias

- Paulo Alexandre Vieira dos Santos

- Maria Amélia Marques Moura Rodrigues

- Maria Madalena Abreu Henriques Cordeiro

- Francisco Pereira Gonçalves Vigário

Com a passagem do Pessoal Não Docente do Ministério da Educação para a Câmara Municipal entendemos homenagear igualmente os funcionários que desde Janeiro de 2010 reúnem estas condições:

- Ana Graça Sobreira

- Maria do Céu S. Ferreira

- Lucília Maria Neves Nunes

            - Luis Filipe H. Santos

- Lucília R. Reis Santos

- Maria Rosa P.Santos Lopes

- Lúcia Silva Gonçalves

            - Filomena Celeste Gomes e Silva Carriço Ferreira

            - Maria Cecília Courela Antunes Vieira

2) Mereceriam relevo especial alguns clubes e associações que se distinguiram em 2012 e 2013 quer por completarem 25 anos, quer pelos resultados alcançados nestas duas temporadas. Mas tal como definimos anteriormente, vai ser criado momento especial de homenagem no 2º Encontro de Mérito Associativo a ter lugar em Setembro quando estará terminada a época desportiva. Será o caso, por exemplo, da equipa de futebol feminino do Clube Atlético Ouriense – Campeã Nacional da 1ª Divisão, a quem já aprovámos voto de louvor e congratulação e que vai ser objeto de uma distinção neste Dia do Município.

3) Medalha de Mérito Municipal

Destaque para três ex-presidentes de Junta de Freguesia que completaram mais de 15 anos de mandato autárquico numa relação de proximidade com as populações da sua freguesia e no interesse pela causa pública em vários domínios de atuação.

- Filipe de Jesus Janeiro (Ribeira do Fárrio), com 18 anos de mandato.

- Manuel Rodrigues Antunes (Matas), com 16 anos de mandato.

- Albino dos Reis Oliveira (Caxarias), com 16 anos de mandato, (a título póstumo).

- Empresa Coelho Mariano, transportadora de referência nas ligações internacionais, muito particularmente com França (região de Paris). Esta homenagem vem ao encontro de um processo de ligações económicas e empresariais com Pléssis –Trévise.

- Carmina Ribeiro Dias Tereso, pelos 25 anos na direcção da ACITI – IPSS de Caxarias onde desenvolveu meritória ação social.

- Padre António Lopes de Sousa, capelão do Santuário de Fátima, pelo serviço prestado enquanto diretor dos serviços de administração do Santuário, pelo modo afável como soube colaborar com as diversas entidades e pela dedicação à paróquia de Gondemaria de onde é natural.

4) Medalha de Ouro do Município

- Dr. João Gonçalo do Amaral Cabral, na qualidade de Presidente do Conselho Administrativo da Fundação da Casa de Bragança. A medalha de ouro do município vai ser entregue em cerimónia específica com os vários municípios que integram património da Fundação.

Outras Homenagens

- Professor António Lopes (Diretor do Centro de Estudos de Fátima): Atribuição do seu nome a uma rua de Fátima.

- Dr. António Teixeira (Presidente da Câmara Municipal): Atribuição do seu nome ao parque linear.

- Dr. Manuel Prazeres Durão (Médico veterinário e dirigente associativo): Atribuição do seu nome ao Mercado Municipal.


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publicado por Carlos Gomes às 21:14
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FESTAS DE OURÉM 2013

Apresentação pública

Na sequência dos anos anteriores, o Programa das Festas de Ourém que decorre de 14 a23 de Junho, tem um carácter integrador, congregando um conjunto de iniciativas promovidas pelo Município, Juntas de Freguesia, ACISO, Agrupamentos de Escolas e Coletividades com dinâmicas agendadas para o período em apreço.

A aposta neste modelo descentralizado e agregador potencia uma visão do território concelhio como um todo, envolvendo várias entidades e atividades muito diversificadas: cultura, lazer, gastronomia, dinâmica económica, reforço do intercâmbio com cidades geminadas.

É um programa ajustado ao período de contenção financeira que vivemos, obrigando a uma reformulação do modelo seguido nos anos anteriores relativamente à parte de animação. A opção exclusiva por bandas e grupos locais com vista à sua valorização obedece a esta estratégia. Assim, nos dias 21, 22 e 23 de Junho vamos ter iniciativas muito diversificadas na envolvente do Centro de Negócios da responsabilidade organizativa da OurémViva.

Pretende-se também uma aproximação à componente de divulgação económica com uma parte expositiva no Centro de Negócios que envolve uma parceria com a ACISO numa iniciativa que denominámos Expourém 2013. É mais uma oportunidade de divulgação da capacidade empreendedora dos nossos empresários.

Queremos ainda valorizar a afirmação externa do Município, reforçando laços com cidades geminadas. São várias as delegações estrangeiras que por esta altura se deslocam ao nosso concelho: depois da presença da delegação de Monapo (Moçambique) na semana anterior e da comitiva de Czestochowa (Polónia) ainda a decorrer, vamos ter connosco uma delegação de Pléssis-Trévise (França) celebrando os 20 anos de geminação e a comitiva de Pitesti (Roménia) no âmbito do projeto Coménius Regio.

Ao longo de mais de uma semana não faltarão motivos de interesse para juntar oureenses e muitos outros visitantes nas Festas de Ourém. Desde a VII Maratona de Teatro promovida pelo Grupo Apollo, a Festivais de Música da iniciativa das escolas, Marchas Populares em Caxarias, os concertos de “The BellsBrass Ensemble” e da conhecida Banda Sinfónica Portuguesa no Cine-teatro, a Expourém no Centro de Negócios onde decorrerá também o encontro de folclore, gastronomia e diversas outras atividades de animação e lazer e os concertos de bandas locais em processo de afirmação crescente.

Num local diferente, junto aos Paços do Concelho, decorrem as cerimónias oficiais do dia 20 – Dia do Município. O destaque vai para a assinatura da renovação de geminação com Pléssis-Trévise, do protocolo de cooperação com a Fundação da Casa de Bragança, das distinções honoríficas e homenagens com que queremos distinguir personalidades que de alguma forma marcaram o nosso percurso coletivo.

Para além das distinções aos funcionários que completam 25 anos de serviço, vamos igualmente homenagear algumas personalidades que se destacaram no trabalho autárquico e noutras áreas de atuação económica e social, merecendo referência especial e ato público apropriado, o ProfessorAntónio Lopes, oDr.Manuel PrazeresDurão e o Dr. António Teixeira.

Um agradecimento a todos os que estão a contribuir para pôr de pé esta organização das Festas de Ourém, desde a equipa de trabalho do Município e OurémViva, à ACISO que desde a 1ª hora tem sido parceiro no evento a ter lugarno Centro de Negócios aque chamámos Expourém, a todos os que estão a responder positivamente, quer como expositores, quer nos vários palcos de animação, associações, escolas, grupos e bandas. A todos o nosso obrigado.

O Vice-Presidente da Câmara

José Manuel Alho


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publicado por Carlos Gomes às 21:09
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DIOCESE DE PORTALEGRE-CASTELO BRANCO REALIZA 30ª PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA

A diocese de Portalegre-Castelo Branco realizou no último domingo, 26 de maio, a sua peregrinação anual ao Santuário de Fátima. Foram mais de três mil os peregrinos desta diocese presentes na Cova da Iria. O lema escolhido para a peregrinação foi "Ano da Fé em caminhada Sinodal".

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Num testemunho publicado na página da diocese na internet http://www.portalegre-castelobranco.pt os estudantes do Pré-Seminário Diocesano manifestaram a sua alegria por integrarem o grupo em peregrinação a Fátima, “agradecendo à mãe de Jesus toda a presença materna nesta caminhada de todos os dias, na descoberta dos ‘porquê's’ e ‘para onde’ nas nossas vidas!”.

A manhã foi celebrativa e de oração. O grupo de peregrinos juntou-se a muitos outros em peregrinação; participou na recitação do Rosário, na Capelinha das Aparições, e na Eucaristia que se lhe seguiu, celebrada no Recinto de Oração.

No total, foram 39 os grupos de peregrinos que se anunciaram como participantes na Eucaristia dominical dessa manhã, em grande número portugueses, mas também de outros países, nomeadamente, da Alemanha, Austrália, Espanha, Irlanda e Itália.

D. Antonino Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco, presidiu às celebrações. Nas suas palavras aos peregrinos, no início a homilia, explicou a intenção da peregrinação: “pedir ao Senhor, por intermédio de Maria Santíssima, que, na caminhada sinodal em curso, a Diocese sinta a força da comunhão na diversidade, a ousadia da esperança no confronto da história e a força do caminho feito em conjunto”.

No dia em a Igreja celebrava a Solenidade da Santíssima Trindade, D. António Dias falou sobre o reflexo deste Mistério divino em cada ser humano. “Como acreditamos, cada um de nós foi criado à imagem e semelhança de Deus, uno e trino, mistério de amor e de comunhão. Por isso, somos diferentes, mas é na diferença que nos completamos. Somos diversos, mas é na diversidade que nos unimos´’”, disse.

Neste mesmo sentido, D. Antonino Dias exortou ao respeito mútuo entre a família humana: “Somos homens e mulheres chamados a crescer, viver e conviver no respeito mútuo, na igualdade de direitos e deveres. Somos família humana formada por povos diversos, de diversas raças e culturas”.

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Reflexão sobre a Família

D. Antonino Dias, que preside à comissão episcopal do Laicado e da Família, deixou também uma palavra sobre esta área pastoral.

“Assim como na família Trinitária, cada pessoa está aberta à outra, distintamente e em perfeita comunhão, assim na família constituída por um homem e uma mulher, deve cada um projetar-se nesse igual a si próprio, mas diferente, fomentando a cultura do amor-adulto”, afirmou.

Amor-adulto é, para D. Antonino Dias “amor-doação”, que convida a sair de si próprio, “a colocar o seu centro de gravidade no outro, sentindo-o carne da sua carne, osso dos seus ossos, em cada momento, em cada dia, em toda a vida, numa atitude de surpresa constante, delicada e respeitosa, que se torna arte e cultura, beleza e encanto”.

Durante a tarde, o grupo da diocese de Portalegre Castelo-Branco realizou, no Centro Pastoral de Paulo VI, um vasto conjunto de actividade culturais e de oração e, de entre elas, a Assembleia Sinodal.

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publicado por Carlos Gomes às 21:02
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OURÉM PROMOVE FIM-DE-SEMANA FOTOGRÁFICO “A DESCOBERTA DOS ELEMENTOS”

O Município de Ourém vai dedicar os dias 08 e 09 de junho à fotografia, numa atividade designada: Fim-de-semana Fotográfico “ A Descoberta dos Elementos”.

Com esta iniciativa pretende-se viver uma grande aventura em busca dos elementos. A componente principal é a fotografia e no que respeita às outras áreas de interesse (espeleologia, arquitetura, astronomia, botânica e social) as mesmas serão sempre acompanhadas por técnicos especializados.

Preço da Atividade:

40€ por participante,

(está incluído seguro)

Inscrições através deste Link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFhYdVZjb0gtcS1aVjdqMUdvS09sakE6MQ

Condições para a realização do evento:

Mínimo – 10 participantes

Máximo – 15 participantes

Para obter mais informações deve contactar o Município de Ourém (Sérgio Paulino) através do telefone: 249 540 900 ext:6542 ou por Email: cultura@mail.cm-ourem.pt ou ainda na agenda no site do município www.cm-ourem.pt

PROGRAMA:

Dia 8 de Junho

08.00h - Ponto de Encontro no Monumento das Pegadas do Dinossáurios

09.00h – Receção dos participantes junto à gruta do Almonda

09.15h – Briefing sobre segurança e uso dos equipamentos

09.30h – Início da visita

17.30h – Encerramento da visita

18.30h – Regresso dos participantes ao Monumento das Pegadas dos Dinossáurios

19.00h – Acomodação dos participantes

20.00h – Jantar

21.30h – Convívio entre participantes e troca de ideias e preparação de equipamento para a atividade seguinte.

23.00h – Início da atividade de observação de astronomia e fotografia noturna e astronómica.

02.00h - Encerramento das atividades

Dia 9 de Junho

08.00h – Alvorada

08.30h – Pequeno-almoço

09.00h – Início do Passeio Pedestre pelo Parque Natural Serra d’Aire e Candeeiros

13.00h – Almoço

14.30h – Início da Visita ao Monumento das Pegadas dos Dinossáurios

16.00h – Encerramento da Atividade

Observações:

Para aqueles que não tiverem transporte, o município disponibilizará uma viatura de 9 lugares para levar os participantes do Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios (Bairro-Ourém) até à gruta do Almonda.

 

Se o participante for menor de idade, o encarregado de educação deve assinar uma autorização para o mesmo participar no evento (que será enviada por email após a inscrição).

Para a atividade de Espeleologia

Aconselha-se a que todos os participantes venham prevenidos com o seguinte:

• Fato de macaco (se possível) ou uma roupa (velha) para utilização somente para a visita à gruta (devem trazer uma muda de roupa e calçado para mudar no final)

• Galochas (se possível) ou calçado que se possa sujar

• Saco individual que se possa sujar onde será transportada comida (devem trazer alimentação para comer durante a visita na gruta)

• O saco servirá de transporte para a(s) máquina(s) fotográfica(s) pelo que se chama a atenção à proteção a dar ao equipamento.

Para o Passeio Pedestre / visita ao Monumento dos Dinossáurios

• Deverá trazer roupa e calçado confortável

Para observação de astronomia

• Deverá trazer roupa confortável e quente (conforme condições climatéricas)

Todos os participantes podem pernoitar no local do evento (devem trazer tenda se tiverem e saco cama e outros objetos de higiene pessoal)

Está incluído todo o equipamento necessário para a realização das diversas atividades do programa.

As inscrições são pagas no dia do evento, pelo pedimos que tragam as quantias certas.



publicado por Carlos Gomes às 19:08
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MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA ORGANIZA WORKSHOP PARA ENSINAR A UTILIZAR O FACEBOOK COMO NOVO MEIO DE COMUNICAÇÃO

O Museu de Arte Sacra e Etnologia, de Fátima, leva a efeito, no dia 14 de junho, sexta-feira, a segunda edição do workshop intitulado “ Facebook - o novo Canal de Comunicação”.

A segunda edição deve-se ao êxito da primeira edição que decorreu em fevereiro passado e à existência de uma considerável lista de suplentes.

A maior parte das empresas já está presente no Facebook com a sua página empresarial e/ou grupo, mas novos desafios são lançados. Como fazer com que os fãs interajam com a marca e se gere uma verdadeira Comunidade e como converter fãs em leads e gerar conversões efetivas, são alguns desafios que esta formação propõe.

Com a duração de 7 horas, a formação é destinada a empresas independentemente da dimensão, empreendedores, desempregados, estudantes e curiosos. A formação está limitada a 15 participantes.



publicado por Carlos Gomes às 14:53
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OURÉM REALIZA FESTA DA CRIANÇA 2013

O Município de Ourém e a OurémViva vão dedicar seis dias às crianças do concelho de Ourém.

De 31 de maio a 06 junho, o Centro de Negócios de Ourém vai ser palco de muitas atividades dedicadas aos alunos do pré escolar e 1º ciclo do ensino básico: insufláveis, animação infantil e atividades de prevenção, segurança e ambiente.

No dia 01 de Junho, sábado, pelas 16h00 irá realizar-se o espetáculo “ Criança a Cantar” na Escola Secundária de Ourém, dinamizado pela Ourearte – Escola de Musica e Artes de Ourém. Pelas 17H00, no Cineteatro Municipal de Ourém, decorrerá o II Festival da Canção Tradicional Portuguesa organizado pelo Conservatório de Música de Ourém e Fátima. Ainda neste dia, entre as 17h00 e as 19h00 haverá insufláveis no Centro de Negócios.

Ao longo dos seis dias são esperadas cerca de três mil crianças de todo o concelho.


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publicado por Carlos Gomes às 14:48
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OURÉM EXPLICA COMO SE CONSERVAM E RESTAURAM OS LIVROS



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013
TEATRO REALIZA MEIA MARATONA EM OURÉM


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publicado por Carlos Gomes às 23:42
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GASPAR MOREIRA: UM ARCUENSE EM TERRAS DE OURÉM

RIO DE COUROS É NOTÍCIA NO BLOGUE DO MINHO EM http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

Conta a lenda que “No dia 4 de Agosto de 1578, ficou prisioneiro dos mouros, Gaspar Moreira, Moço de Câmara de El-Rei Dom Sebastião, Filho de Pedro Alves Bandeira, 4º Neto do Grande Gonçalo Pires Bandeira, era natural de Arcos de Valdevez, Nossa Senhora da Natividade, que se venera nesta Igreja, livrou-o da prisão e cativeiro”. Esta descrição consta num painel de azulejos existente na escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de Rio de Couros, no Concelho de Ourém, reproduzindo uma antiga gravura que outrora existiu na sacristia da antiga igreja que entretanto foi demolida, dela atualmente não restando mais do que a torre sineira.

A imagem mostra a igreja de Rio de Couros, em 1961, pouco tempo antes de ser demolida. Foto restaurada em Foto Vítor, de Caxarias, a partir de original cedido por Joaquim Gaspar, de Sandoeira, a quem agradeço a sua amabilidade.

Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

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A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.

A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

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Da antiga igreja matriz resta apenas a torre sineira.

ONDE SE SITUA RIO DE COUROS?

A Freguesia de Rio de Couros situa-se a norte do Concelho de Ourém, a poucos quilómetros de Fátima e da estação ferroviária de Caxarias.

Todos os anos, por ocasião do dia 15 de agosto, realizam-se naquela localidade os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora da Natividade, sendo uma das mais concorridas que ocorrem na região.

A atual igreja, de traça bastante moderna, foi construída em 1964 em substituição da antiga igreja matriz que foi demolida por se encontrar em adiantado estado de degradação, não se verificando à época sensibilidade suficiente para preservar o património edificado.

A anterior igreja era de uma só nave, com dois altares laterais, tendo na sua construção sido empregues fragmentos de cipos e outras pedras romanas, algumas das quais com inscrições. Do monumento desaparecido apenas resta a torre sineira, de construção setecentista. Na atual igreja de Rio de Couros guarda-se uma imagem em pedra, de Nossa Senhora da Natividade, com o menino ao colo, remontando muito provavelmente á época em que Gaspar Moreira ali viveu.

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As gentes de Ourém festejam a Nossa Senhora da Natividade de Rio de Couros

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A procissão passa invariavelmente no local da antiga igreja matriz

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Os festejos de Rio de Couros são um dos mais concorridos do Concelho de Ourém.

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O bolo-de-arco é uma das especialidades da doçaria tradicional que marca presença nestas ocasiões de festa.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:55
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CORPO NACIONAL DE ESCUTAS FOI CRIADO EM BRAGA HÁ NOVENTA ANOS

Passam hoje precisamente 90 anos sobre a data da constituição em Portugal de Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português (CNE). Foram seus fundadores o então Arcebispo Primaz de Braga, D. Manuel Vieira de Matos e o Dr. Avelino Gonçalves, depois de no ano anterior terem assistido em Roma ao desfile de vinte mil escuteiros no âmbito do Congresso Eucarístico Internacional que ali se realizou.

As principais celebrações da comemoração da efeméride têm lugar na cidade de Braga, tendo-se iniciado com a realização, no passado dia 25 de maio, do Conselho Nacional Plenário no Seminário de Nossa Senhora da Conceição e ainda, no Campo Escola de Fraião, de um Fogo de Conselho que contou com a presença de todos os conselheiros. Ontem foi celebrada missa de ação de graças, presidida pelo Arcebispo de Braga, na Sé, seguida de romagem ao túmulo de D. Manuel Vieira de Matos.

Hoje, em Lisboa, terá lugar na Sede Nacional do Corpo Nacional de Escutas o lançamento do livro “O Sonho Comandou a Vida” que relata a história do escutismo português, cerimónia que contará com a presença do Cardeal D. José Policarpo, Patriarca Emérito de Lisboa, do autor Vasco Reis e do Chefe Nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira.

Numa mensagem dirigida ao CNE e difundida através do site oficial na internet da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga pede “fidelidade” aos objetivos originais do movimento lembrando que “urge ir sempre às raízes: aí encontramos o caminho para o presente com garantias de continuidade no futuro”.

O escutismo foi criado em 1907 por Lor Robert Baden-Powell como um movimento educacional, voluntário, à escala mundial e sem fins lucrativos, preconizando o desenvolvimento da juventude através de um mode de vida saudável em contato com atividades ao ar livre, em trabalho de equipa, um sistema de valores que privilegia a honra, fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e a disciplina.

Com sede em Genebra, na Suíça, calcula-se que existam atualmente cerca de 30 milhões de escuteiros espalhados por todo o mundo. Em Portugal, o CNE é a maior organização juvenil, contando com cerca de 65 mil escuteiros, encontrando-se o Distrito de Braga como o mais representado com mais de 15 mil escuteiros recenseados.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 14:02
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ARCEBISPO DE BRAGA, D. JORGE ORTIGA, APELA À “FIDELIDADE AO MOVIMENTO” NAS COMEMORAÇÕES DOS 90 ANOS DO CORPO NACIONAL DE ESCUTAS (CNE)

D_ Jorge Ortiga

Fidelidade ao Movimento

O pensamento hodierno está dominado por uma certa tendência de relativismo, numa vontade de se adaptar ao mais conveniente ou ao que poderá proporcionar maior satisfação pessoal. Daí que algumas palavras estejam a ser “retiradas” dos comportamentos quotidianos das pessoas e das instituições.

Situo neste contexto a “fidelidade” por aquilo que ela significa e, particularmente, por aquilo que ela supõe e exige. Só que, importa reconhecê-lo, não é a sua maior ou menor aceitação que permite o aquilatar da sua importância para a sociedade e para a Igreja. Talvez o prestar-lhe pouca atenção explique a situação de muitos setores da vida humana.

Daí que, ao celebrar os 90 anos do C.N.E., me atreva a solicitar um acolhimento efetivo duma fidelidade ao Movimento, para que ele seja aquilo que motivou a sua fundação. Urge ir sempre às raízes: aí encontramos o caminho para o presente com garantias de continuidade no futuro.

Reconheço ser necessário um conhecimento do contexto social e eclesial que possa justificar um enquadramento marcado pela inovação pedagógica. Fundamental é que, na linha do Fundador, a dimensão religiosa não seja esquecida, de modo a que o “Escuta se orgulhe da sua fé”, conscientes de que, no C.N.E., é a fé católica como a Igreja a propõe.

A coincidência deste aniversário com a celebração do Ano da Fé não pode ser desconsiderada. Para mim, indica um sentido a percorrer, aceitando como inquestionável o serviço à Fé que poderá dar um sentido à juventude e fazer com que esta cresça na liberdade de se sentir Igreja Católica, com as implicações teóricas e práticas que isto possa trazer. A hora atual não se pode contentar com as ambiguidades. Deve aceitar a autenticidade e não percorrer caminhos que desvirtuem um itinerário percorrido por milhares de escuteiros.

É neste sentido que, neste aniversário, louvo a Deus por quantos se disponibilizam por servir a juventude em nome e como Igreja. Peço, ao mesmo tempo, que ousemos não fugir da rota ainda que possa ser exigente.

Fazendo isto, estaremos a homenagear D. Manuel Vieira de Matos e a dizer-lhe que a sua obra está a produzir os frutos da semente que ele colocou em Portugal. Esta é a verdadeira homenagem!

Cantemos hinos de ação de graças pelo trabalho incansável de tantos que nos antecederam. Saibamos ser dignos continuadores. Estejamos “alerta” de modo que nos “orgulhemos” de ser, verdadeiramente, Corpo Nacional de Escutas. Como sucessor de D. Manuel Vieira de Matos, presto a minha homenagem a esta peleia de homens-novos marcados pelo ideal Escutista. A todos um bem-baja e que o entusiasmo nunca esmoreça!

Uma canhota escutista,

† Jorge Ortiga, A.P



publicado por Carlos Gomes às 13:59
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