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Domingo, 11 de Setembro de 2016
BLOGUE "AUREN" SUSPENDE A PUBLICAÇÃO!

O Blogue "AUREN" suspende a sua publicação por tempo indeterminado!



publicado por Carlos Gomes às 22:34
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A INQUISIÇÃO EM OURÉM

A Âncora Editora acaba de publicar o livro “A Inquisição em Ourém”, da autoria do Dr. Jorge Martins, conceituado historiador, autor nomeadamente de obras de ficção e ensaio sobre história contemporânea, história local e estudos judaicos e inquisitoriais. O livro também traz a chancela da Câmara Municipal de Ourém.

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A obra teve hoje apresentação pública na Pousada Conde de Ourém em cerimónia que contou com a intervenção da Senhora Embaixadora de Israel em Portugal, Tzipora Rimon, e do Presidente da Direcção da Comunidade Israelita de Lisboa, Gabriel Steinhardt.

A apresentação feita no site da editora descreve o seguinte: “A Inquisição actuou em todo o território continental e Ourém não escapou à sua acção, que viu os seus habitantes – cristãos-novos e cristãos-velhos – serem perseguidos, condenado e até executados. O presente estudo permitiu-nos concluir que a maioria dos quarenta e um processos inquisitoriais sobre naturais e moradores da antiga vila de Ourém e seu Termo se referem a cristãos-novos acusados de judaísmo. A partir da análise destes processos, ficámos a conhecer os nomes de todas as vítimas, as profissões da maioria, a data da sua prisão, a idade, a naturalidade, a morada, a filiação, os cônjuges, as acusações e as sentenças. Trata-se de um primeiro contributo para a caracterização dos cristãos-novos de Ourém”

Colocando de parte a forma despudorada com que é afirmado que se trata de “um primeiro contributo para a caracterização dos cristãos-novos de Ourém”, interrogamo-nos até que ponto existe alguma relação do seu conteúdo com alguns artigos publicados em 2012 – já lá vão 4 anos! – no blogue AUREN, nomeadamente este que a seguir se republica, podendo ser acedido pelo link http://auren.blogs.sapo.pt/1005936.html

TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO JULGOU QUARENTA E SEIS OUREENSES ACUSADOS DE JUDAÍSMO, FEITIÇARIA, BIGAMIA E SODOMIA

A Inquisição foi estabelecida em Portugal, em 23 de Maio de 1536, a pedido do rei D. João III, em princípio destinada a combater a heresia no seio da Igreja Católica. Pelos tribunais do Santo Ofício passaram muitos oureenses, acusados dos mais diversos crimes, entre os quais a prática de judaísmo, mas também feitiçaria, bigamia e sodomia. Entre os acusados contam-se alguns de idade bastante jovem como é o caso de um réu, com apenas treze anos, acusado de judaísmo. E também membros do próprio Clero.

Estes processos encontram-se à guarda da Direcção-Geral de Arquivos e trata-se de uma matéria que nos ajuda a compreender, entre outros aspetos, a importância da comunidade judaica em Ourém, a problemática das divisões então existentes entre cristãos-novos e cristãos-velhos, os fenómenos migratórios que aqui se registaram e, sobretudo, o papel desempenhado pelo Santo Ofício. Trata-se, pois, de conhecer a História e o papel desempenhado pelas instituições no respetivo contexto e a mentalidade social da época, sem procurar fazer qualquer espécie de julgamento.

Lembramos que a comunidade judaica teve sempre uma assinalável presença em Ourém da qual ainda se guardam numerosos vestígios, entre os quais a entrada da Sinagoga. De resto, foi nela e no médico oureense Braz Luiz de Abreu que o escritor Camilo Castelo Branco se inspirou quando escreveu o seu romance “O Olho de Vidro”.

À exceção de dois processos que decorreram na Inquisição de Évora, todos os demais tiveram lugar no Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa.

 

Nome

Isabel Antunes

Data do Processo

22/3/1630

Conteúdo da acusação

Acusação -fuga ao Santo Oficio

Naturalidade –Ourém

Morada –Lisboa

Idade -60 anos

Filiação -José Antunes e Catarina Martins

Estado Civil -casado com Paulo de Serpa

 

Nome

Maria Jorge

Data do Processo

24/5/1633-21/5/1635

Conteúdo da acusação

Maria Jorge ou Maria Vieira, é natural e moradora na Ribeira do Olival, termo de Ourém, acusada de bigamia, tem mais de 50 anos de idade, filha de Domingos Fernandes e de Maria Vieira, casou primeira vez com Dionísio Malho, tendo casado segunda vez com António João. Foi sentenciada em Auto de Fé, no dia 20 de Maio de 1635.

 

Nome

Francisca Lopes

Data do Processo

24/11/1562-29/07/1563

Conteúdo da acusação

Acusada de feitiçaria, mourisca forra que foi de João Lopes, cónego de Ourém, é natural de Cafim e moradora em Lisboa, é casada com Diogo Dias. Não contém sentença, tendo sido solta a 29 de Julho de 1563.

 

Nome

Beatriz Álvares

Data do Processo

8/6/1558 - 15/6/1558

Conteúdo da acusação

Cristã-nova, acusada de Judaísmo, natural de Lisboa e moradora em Ourém, de 16 anos de idade, filha de Pêro Álvares e de Filipa Fernandes, solteira e sentenciada em Auto no dia 15 de Maio de 1558

 

Nome

Frei Manuel de Aveiro (Padre)

Data do Processo

24/6/1767 - 8/7/1787

Conteúdo da acusação

Denúncia. Acusado de proposições heréticas, religioso da Ordem de Santo António em Ourém

  

Nome

António Correa Girão

Data do Processo

14/4/1634-5/5/1648

Conteúdo da acusação

Acusação –Judaísmo

Profissão -vive de sua fazenda

Naturalidade -Torres Novas

Morada - Torres Novas

Idade -30 anos

Filiação com a naturalidade dos pais -Jerónimo Correa Girão, natural Ourém e Maria de Sousa que antes se chamava Maria Duarte, natural da Castanheira

Estado Civil –solteiro

Observação - Preso em 18 de Março de 1635 com cama e mais fato necessário uso e a seu confisco de dinheiro para seus alimento e despesas do Santo Oficio

Avós Paternos - Diogo Afonso Correa e Catarina ou Isabel Girão

Devido ao facto do réu mostrar nas sessões que não tem o juízo perfeito e que é confirmado pelo termo de capacidade do médico que não pode ser curado nos cárceres nem no hospital del Rei de Lisboa e também pelas diligências sobre a sua limpeza de sangue, estar muito duvidosa a Mesa em 9 de Maio de 1638 decide entregá-lo a algum parente seu sobre fiança de 500 cruzados para que o cure, e tornando a seu juízo perfeito será trazido aos cárceres e se correrá com seu processo até final conclusão, ordenando-se ao parente para entregar de 4 em 4 meses na Mesa certidão do estado do réu
Em 5 de Maio de Maio de 1648 ainda continuam a diligências para se confirmar se o réu é cristão ou como ele diz ser cristão velho

 

Nome

Francisco Correa da Silva

Data do Processo

10/9/1703-21/9/1706

Conteúdo da acusação

Acusação –judaísmo

Profissão -caixeiro de Diogo Soares

Naturalidade - Vila de Ourém, Bispado de Leiria

Morada - Abrantes, Bispado da Guarda

Idade -28 anos

Filiação com a naturalidade dos pais - Pedro da Silva Correa, natural de Alter do Chão e Joana Frois, natural da Vila de Ourém

Estado Civil –solteiro

Sentença - Abjure seus heréticos erros em forma, terá cárcere a arbítrio dos inquisidores, será instruído nos mistérios da fé necessários para salvação da sua alma e cumprirá as mais penas e penitências espirituais que lhe forem impostas e mandam que excomunhão maior em que incorreu seja absoluto in forma ecclesia

Data da sentença -12 de Setembro de 1706, lida em Auto

Nome

Martim Pinto

Data do Processo

15/2/1638-17/9/1638

Conteúdo da acusação

Acusação –judaísmo

Naturalidade - Vila de Ourém

Morada –Lisboa

Idade -21 anos

Filiação com a naturalidade dos pais -Pedro Fernandes de Oliveira e Isabel Pinta, naturais de Loulé

Estado Civil –solteiro

Sentença - Abjure publicamente seus heréticos erros em forma e em pena e penitência deles lhe assinam cárcere e hábito penitencial perpétuo onde será bem instruído nas coisas da fé necessárias para salvação da sua alma e cumprirá as mais penas e penitências espirituais que lhe forem impostas e mandam que da dita excomunhão maior em que incorreu seja absoluta informa ecclesia

Data da sentença - 5 de Setembro de 1638, lida em Auto

Observação - Preso 23 de Maio de 1638

Avó Paterno - Pedro Fernandes de Oliveira

 

Nome

Maria Vaz

Data do Processo

7/4/1641-11/8/1642

Conteúdo da acusação

Acusada de bruxaria e feitiçaria, é natural de Peniche e moradora em Ourém, tem 23 anos de idade e por ser menor de 25 foi-lhe nomeado Curador Agostinho de Góis, alcaide dos cárceres, filha de Sebastião Gomes, homem do mar, e de Mécia Gomes, moradores em Peniche, que os seus avós paternos se chamavam Antão Guisado e Maria Tomás, e os maternos, António Vaz e Mécia Gomes, é solteira, foi presa a 29 de Junho de 1641, faleceu nos cárceres a 20 de Novembro de 1641. Não contém sentença.

 

Nome

Bernardo Lopes Pereira

Data do Processo

4/1/1727-7/8/1728

Conteúdo da acusação

Acusado de Judaísmo, é médico, natural de Mogadouro e morador em Ourém, tem 45 anos de idade, filho de Domingos Pereira, cristão-novo, sem ofício, natural de Bragança, e de Clara Lopes, cristã-nova, natural de Mogadouro, onde foram moradores, é casada com Teresa Maria, cristã-nova, contém inventário de bens, foi preso a 21 de Outubro de 1726, tendo sido sentenciado em Auto de Fé, realizado na igreja do Convento de São Domingos, em Lisboa, no dia 25 de Julho de 1728, com as penas de ir ao Auto de Fé na forma costumada, onde abjure em forma os seus erros heréticos, tenha cárcere e hábito penitencial perpétuo, sem remissão, tenha penas e penitências espirituais, instrução na Fé e da excomunhão de que incorre seja absolvido. A 26 de Agosto de 1728 recebeu termo de licença para se ausentar para Ourém.

  

Nome

Joana de Sousa

Data do Processo

15/4/1562-8/1/1564

Conteúdo da acusação

Acusação –judaísmo

Naturalidade -Vila de Ourém

Morada –Lisboa

Idade - 60 anos

Estado Civil -viúva de Mestre Jorge Lião

Sentença - Abjure publicamente seus heréticos erros em forma e em pena e penitência deles lhe assinam cárcere e hábito penitencial perpétuo, no qual cárcere será bem instruída nas coisas da fé necessárias para a salvação da sua alma e cumprirá as mais penas e penitências espirituais que lhe forem impostas e mandam que seja absoluta in forma ecclesia da excomunhão maior em que incorreu

Data da sentença - 16 de Maio de 1563, lida em Auto

Observação - Presa em 20 de Abril de 1562

Entregou uma petição para lhe ser perdoado o cárcere e o hábito penitencial, alegando estar bem doutrinada nas coisas da fé e ser pobre, o que teve um despacho favorável em 8 de Janeiro de 1564, sendo-lhe comutada a pena mas mantendo as penas e penitências espirituais que lhe foram impostas

 

Nome

Gracia Rodrigues

Data do Processo

21/7/1612

Conteúdo da acusação

Acusação –judaísmo

Naturalidade -Vila de Tomar

Morada -Oseixe, termo da Vila de Ourém

Idade -80 anos

Filiação-Gaspar Roiz i Isabel Roiz

Estado Civil -casada com Miguel Roiz

Data da sentença -11 de Março de 1640, lida em Auto

Data do óbito - 26 de Novembro de1613

 

Nome

Gançalo Picanço

Data do Processo

29/7/1631

Conteúdo da acusação

Acusação –judaísmo

Naturalidade –Leiria

Morada -Quinta de Nossa Senhora da Olalha termo da Vila de Ourém

Idade -24 anos

Filiação com a naturalidade dos pais -Mateus Lopes Ferreira, natural da Quinta da Olalha e Simoa de Oliveira, natural de Leiria

Estado Civil –solteiro

Data da sentença -25 de Março de 1636, lida em Auto

 

Nome

Onofre Rodrigues

Data do Processo

16/8/1636-18/10/1747

Conteúdo da acusação

Cristão-novo, acusado de Judaísmo, é criado de servir, natural de Avis e morador em Ourém, tem 13 anos de idade, filho de Manuel Rodrigues, natural de Avis, e de Catarina Gonçalves, natural das Gáveas, é solteiro, contém inventário de bens, tendo sido sentenciado em Mesa, no dia 14 de Outubro de 1747.

Nome

Jorge Dias Ribeiro

Data do Processo

20/11/1645-16/12/1647

Conteúdo da acusação

Acusado de bigamia, é trabalhador, natural de Outeiro de Seiça, termo de Ourém, e morador na Torre, termo de Alenquer, tem 56 anos de idade, filho de Pedro Anes, natural de Outeiro de Seiça, e de Maria Dias, natural do Furadouro, termo de Tomar, casou primeira vez com Mécia Jorge, tendo casado segunda vez com Maria Fialha, tendo sido sentenciado em Auto de Fé, no dia 15 de Dezembro de 1647.

 

Nome

Joaquina

Data do Processo

21/01/1786 - 27/01/1786

Conteúdo da acusação

Crime/Acusação: fingimento de visões, proposições heréticas

Morada: Peras Ruivas, freguesia de Ourém

Estado civil: viúva

Cônjuge: António Vieira

 

Nome

Manuel António Aranha

Data do Processo

12/12/1761 - 27/09/1768

Conteúdo da acusação

Outras formas do nome: Francisco Alvares Bandeira

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 34 anos

Crime/Acusação: fingir-se passar por oficial do santo ofício, perturbar o recto ministério do santo ofício

Cargos, funções, actividades: lavrador e depois tratante

Naturalidade: Cabeça de Pederneira, termo de Ourém, bispado de Leiria

Morada: Silves, Algarve

Pai: Manuel Gomes, trabalhador

Mãe: Maria Pereira

Estado civil: solteiro

Data da prisão: 04/01/1762

Sentença: auto-de-fé de 27/10/1765, ser açoutado publicamente, condenado por cinco anos a trabalhar sem soldo nas obras públicas da cidade, penitências espirituais, pagamento de custas.

O réu não têm domicilio certo.

 

Nome

Filipa Nunes

Data do Processo

15/08/1556 - 15/04/1561

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristã-nova

Idade: 70 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Naturalidade: Viseu

Morada: Ourém

Pai: António Nunes

Mãe: Isabel Rodrigues

Estado civil: casada

Cônjuge: Jorge Veloso

Data da prisão: 15/08/1556

Sentença: auto-de-fé de 24/09/1559. Ser agravado o cárcere perpétuo e hábito penitencial, cárcere a arbítrio.

  

Nome

Simão Ribeiro

Data do Processo

15/03/1624 - 13/02/1625

Conteúdo da acusação

Outras formas do nome: António Pereira

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 17 anos

Crime/Acusação: bruxaria e feitiçaria

Cargos, funções, actividades: curandeiro

Naturalidade: Alqueidão, termo de Ourém, bispado de Leiria

Morada: termo de Castelo Branco, bispado da Guarda

Pai: Francisco Jorge, cristão-velho, carpinteiro

Mãe: Maria Ribeiro, cristã-velha

Estado civil: solteiro

Data da prisão: 15/03/1624

Sentença: auto-de-fé de 05/05/1624. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial a arbítrio dos inquisidores, instrução na fé católica, degredo para o Brasil, por quatro anos.

Por despacho de 13/02/1625, foi-lhe tirado o hábito penitencial e levantada a pena de degredo.

 

Nome

Maria Caetana da Silva

Data do Processo

27/05/1705 - 11/09/1705

Conteúdo da acusação

Estatuto social: 1/2 cristã-nova

Idade: 22 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Naturalidade: Ourém

Morada: Lisboa

Pai: Pedro da Silva, mercador

Mãe: Joana Fróis

Estado civil: Solteira

Data da prisão: 28/05/1705

Sentença: auto-de-fé de 06/09/1705. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial a arbítrio, penitências espirituais

 

Nome

Pedro Álvares

Data do Processo

01/07/1556 - 15/05/1558

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 60 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: mercador

Naturalidade: Torres Novas

Morada: Ourém

Pai: Simão Álvares, cristão-novo

Mãe: Margarida Álvares, cristã-nova

Estado civil: casado

Cônjuge: Filipa Fernandes

Sentença: auto-de-fé de 15/05/1558. Confisco de bens, excomunhão maior, relaxado à justiça secular.

  

Nome

Garcia Barbosa

Data do Processo

28/08/1600 - 02/01/1604

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 21 ou 22 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: sirgueiro

Naturalidade: Ourém

Morada: Tomar

Pai: Bartolomeu Barbosa, sirgueiro

Mãe: Isabel Lopes

Estado civil: casado

Cônjuge: Páscoa Ferreira, cristã-nova

Data da prisão: 28/08/1600

Sentença: auto-de-fé de 03/08/1603. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, penitências espirituais, instrução na fé católica.

 

Nome

Catarina Lopes

Data do Processo

06/11/1760 - 26/11/1761

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristã-velha

Idade: 45 anos

Crime/Acusação: proposições heréticas

Naturalidade: Cabeça da Pederneira, termo da vila de Ourém

Morada: lugar de Chãs, freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Fátima, bispado de Leiria

Pai: Manuel Domingues, lavrador, natural de Cabeça da Pederneira

Mãe: Maria Jorge, natural de Ramila, termo de Ourém

Estado civil: viúva

Cônjuge: António Lopes, trabalhador

Data da prisão: 19/11/1760

Sentença: auto-de-fé de 20/09/1761. Degredo, por cinco anos, para fora do bispado de Leiria, penitências espirituais, pagamento de custas.

 

Nome

Bartolomeu Barbosa

Data do Processo

6/3/1611 - 8/8/1612

Conteúdo da acusação

Meio cristão-novo, acusado de Judaísmo, sirgueiro, natural de Leiria e morador em Ourém, de 60 anos de idade, filho de Vicente Girão, natural de Ourém e de Gracia Ferreira, casado com Ágeda Antunes e sentenciado na Mesa no dia 8 de Agosto de 1612.

 

Nome

Luís Lopes de Oliveira (Padre)

Data do Processo

20/9/1741-24/10/1743

Conteúdo da acusação

Acusado de solicitação, sacerdote do hábito de S. Pedro e confessor, natural e morador em Setúbal de 63 anos de idade, filho de Bento Lopes, natural de Ourém e de Maria de Oliveira, natural de Palmela e sentenciado na Mesa no dia 20 de Novembro de 1742.

Acusação –Solicitação

Profissão -Sacerdote do hábito de S. Pedro e confessor

Naturalidade –Setúbal

Morada –Setúbal

Idade -63 anos

Filiação com a naturalidade dos pais -Bento Lopes, natural da vila de Ourém e Maria de oliveira, natural da vila de Palmela

Estado Civil –

Sentença - Faça abjuração de leve suspeito na fé e por tal o declaram e o privam para sempre de poder confessar e o suspendem do exercício das suas ordens por tempo de 8 anos e pelos mesmos o degradam para fora deste Patriarcado e não entrará mais na vila de Setúbal, será instruído nos mistérios da fé necessários para a salvação de sua alma e cumprirá as mais penas e penitências espirituais que lhe forem impostas e pague as custas.
Data da sentença -20 de Novembro de 1742, lida na Mesa
Observação - Preso a 27 de Setembro de 1741 e com cama e mais fato necessário a seu uso e confisco de dinheiro para seus alimento e despesas do Santo Oficio

Nome

Diogo Nabo Pessanha

Data do Processo

23/05/1657 - 05/12/1657

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 22 anos

Crime/Acusação: sodomia

Naturalidade: Lisboa

Morada: Ourém

Pai: Manuel Gomes Cardoso, licenciado, advogado

Mãe: D. Maria de Alcáçova

Estado civil: solteiro

Data da prisão: 23/05/1657

Sentença: auto-de-fé de 19/11/1657. Degredo por cinco anos para Angola, penitências espirituais, confisco de bens.

 

 

 

  

Nome

José Luís de Azevedo

Data do Processo

11/06/1740-10/11/1742

Conteúdo da acusação

Outras formas do nome: José Vaz Paixão

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 36 anos

Crime/Acusação: fautoria em judaísmo, revogar de acusações feitas no primeiro processo

Cargos, funções, actividades: criado de servir, feitor de Francisco Rouxinol

Naturalidade: Avis, arcebispado de Évora

Morada: Moçomedia, termo de Ourém

Pai: Manuel Vaz, almocreve

Mãe: Maria Dias

Estado civil: casado

Cônjuge: Maria da Conceição

Data da prisão: 10/11/1741

Sentença: auto-de-fé de 04/11/1742. Cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, ser açoitado publicamente, penitências espirituais, degredo por oito anos para Cabo Verde, pagamento de custas.

O réu era assistente em Coimbra.

  

Nome

Miguel Rodrigues

Data do Processo

27/07/1611 - 12/05/1614

Conteúdo da acusação

Outras formas do nome: Miguel Rodrigues de Castro

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 80 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: vivia de sua fazenda

Naturalidade: Tancos

Morada: Seiça, termo de Ourém

Pai: Fernão Rodrigues, cristão-novo

Mãe: Susana de Castro

Estado civil: casado

Cônjuge: Grácia Rodrigues, cristã-nova

Data da prisão: 27/07/1611

Sentença: auto-de-fé de 16/02/1614. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito perpétuo, penitências espirituais.

 

Nome

José de Oliveira de Miranda

Data do Processo

29/12/1670 - 14/05/1671

Conteúdo da acusação

Idade: 35 anos

Crime/Acusação: bigamia

Naturalidade: Lisboa

Morada: Rua de São Boaventura, Bairro Aito, Lisboa

Pai: João de Oliveira de Miranda, ouvidor

Estado civil: casado

Cônjuge: D. Mariana de Meireles

Data de apresentação: 29/12/1670

O réu esteve em Cádiz, nas Canárias, na Galiza e em Ourém, casou pela segunda vez com Tomásia de Medina, sendo ainda viva a sua primeira mulher. O processo não tem sentença.

 

Nome

António de Oliveira

Data do Processo

16/08/1595 - 10/02/1598

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 55 anos

Crime/Acusação: Proposições heréticas

Cargos, funções, actividades: juíz dos órfãos em Ourém

Naturalidade: vila de Ourém

Morada: vila de Ourém

Pai: Álvaro de Oliveira, cristão-velho

Mãe: Margarida Nunes, cristã-velha

Estado civil: casado

Cônjuge: Joana Pereira, cristã-velha

Data da apresentação: 21/10/1595

Sentença na Mesa em 10/02/1598. Desdizer perante o prior de Ourém e pessoas diante de quem disse as ditas proposições, dar-lhes a satisfação necessária para ter certidão do dito prior, penas e penitências espirituais.

  

Nome

Maria de Sousa

Data do Processo

20/04/1562 - 20/09/1563

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristã-nova

Idade: 60 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Naturalidade: Ourém

Morada: Lisboa

Pai: Henrique de Sousa, cristão-novo

Mãe: Isabel de Sousa, cristã-nova

Estado civil: solteira

Data da prisão: 20/04/1562

Sentença: auto-de-fé de 15/05/1562. Abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuos.

 

Nome

Lucas Barbosa

Data do Processo

17/04/1732

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 21 anos

Crime/Acusação: feitiçaria

Cargos, funções, actividades: ex-soldado

Naturalidade: Ourém

Morada: Lumiar, Lisboa

Pai: António Barbosa Ferraz, que vivia de sua fazenda

Mãe: Maria Inácia de Carvalho

Estado civil: solteiro

Data da apresentação: 17/04/1732

 

Nome

António Pereira Leitão

Data do Processo

16/02/1761 - 16/03/1763

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 36 anos

Crime/Acusação: bigamia

Cargos, funções, actividades: lavrador

Naturalidade: Pêra Ruiva, termo de Ourém, bispado de Leiria

Morada: São Luís do Maranhão, Brasil

Pai: Miguel Fernandes, homem de negócio

Mãe: Maria Pereira

Estado civil: casado

Cônjuge: Mariana da Silva

Data da prisão: 16/02/1761

Sentença: auto-de-fé privado de 20/09/1761. Abjuração de leve, ser açoitado publicamente, degredo para as galés, por cinco anos, instrução na fé católica, penitências espirituais, pagamento de custas.

O réu foi casado pela segunda vez com D. Ângela Perpétua da Silva.

Por despacho de 16/03/1763, foi comutado ao réu o degredo nas galés para a vila de Torres Novas

Nome

Henrique da Silva Nunes

Data do Processo

04/11/1726 - 06/08/1728

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 32 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: advogado

Naturalidade: Portalegre

Morada: Ourém

Pai: Tomé da Silva Nunes, cristão-novo, mercador

Mãe: Antónia Bernarda, cristã-nova

Estado civil: casado

Cônjuge: Beatriz Nunes, cristã-nova

Data de apresentação: 04/11/1726

Sentença: 25/07/1728. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere a arbítrio, penitências espirituais.

Data do Processo

09/07/1727 - 06/08/1728

Conteúdo da acusação

Crime/Acusação: impedir o recto ministério do Santo Ofício

Sentença: Asperamente repreendido e advertido a não reincidir.

 

Nome

Diogo Pacheco de Mendonça

Data do Processo

13/02/1667-15/02/1667

Conteúdo da acusação

Estatuto Social: Cristão-Velho

Crime/Acusação: Sacrilégio; Impedir o recto ministério do stº ofício

Estatuto Profissional: Almoxarife; Juiz Dos Direitos Reais; Sargento-Mor

Naturalidade: Ourém

Situação Geográfica (Naturalidade): Bispado de Leiria

Morada: Chão de Couce

Situação Geográfica (Morada): Bispado de Coimbra

Pai: Pedro Moniz Mascarenhas, Vivia de Sua Fazenda

Mãe: Maria Sodré

Estado Civil: Casado

Nome do Cônjuge: Catarina Raposo Bacelar

Data da Apresentação: 02/11/1665

Data da Prisão: 26/01/1666

Data da Sentença: 13/02/1667

Data do Auto de Fé: 13/02/1667

Outros Dados: M.C.; EM 1665-11-04, FOI DADA AO RÉU LICENÇA PARA IR PARA A SUA TERRA; EM 1667-02-15, FOI-LHE PASSADO TERMO DE SOLTURA E SEGREDO.

  

Nome

Manuel de Andrade

Data do Processo

02/01/1598 - 21/02/1598

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 43 anos

Crime/Acusação: blasfémia

Cargos, funções, actividades: vendeiro

Naturalidade: Penela

Morada: Ourém

Pai: Gaspar de Andrade, cristão-velho

Mãe: Maria, negra cativa

Estado civil: casado

Cônjuge: Domingas Malha, mulata

A mãe do réu era cativa de Martim Pires e de Joana Carvalho.

O réu foi enviado para Ourém e viria à Inquisição sempre que fosse chamado.

 

Nome

Manuel António de Évora

Data do Processo

07/11/1729 - 24/11/1730

Conteúdo da acusação

Idade: 19 anos

Crime/Acusação: feitiçaria, bruxaria

Cargos, funções, actividades: vive de sua fazenda

Naturalidade: Tomar

Morada: Nossa Senhora de Ceissa, Ourém

Pai: António de Évora Heitor, escrivão de prelasia de Tomar

Mãe: D. Guiomar da Fonseca Gameiro

Estado civil: casado

Cônjuge: D. Bernarda Joana Montarroio

Sentença: asperamente repreendido e advertido a não reincidir.

O réu foi repreendido asperamente pelos inquisitores em 1730-11-24, apresentação: 23-11-1730.

 

Nome

António Pereira Leitão

Data do Processo

04/01/1778 - 15/08/1779

Conteúdo da acusação

Idade: 60 anos

Crime/Acusação: bigamia/poligamia

Cargos, funções, actividades: lavrador de engenho de canas

Naturalidade: Ourém

Morada: Vila Real de Santa Luzia, Baía, Brasil

Pai: Miguel Fernandes, negociante

Mãe: Maria Pereira

Estado civil: casado

Cônjuge: Mariana da Silva; 2ª Ângela Perpétua

Data de prisão: 24/01/1778

Data da Sentença: 06/06/1778

Sentença: auto-de-fé de 06/06/1778 abjuração de veemente, ser açoitado publicamente, degredo por 10 anos para as galés, instruído na fé católica, penitências espirituais, pagamento de custas. Três casamentos, 2ª esposa: Ângela Perpétua ,3ª esposa: Francisca Teresa de Jesus.

  

Nome

Francisco de Santiago

Data do Processo

28/04/1704-12/09/1706

Conteúdo da acusação

Outras formas do nome: Francisco Santiago e Castro

Estatuto social: cristão-novo

Idade: 40 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: tecelão, fabricante de meias

Naturalidade: Bragança

Morada: Lisboa

Pai: António de Santiago, boticário

Mãe: Isabel Rodrigues

Estado civil: casado

Cônjuge: Isabel de Morais, cristã-nova

Data da prisão: 28/04/1704

Sentença: auto-de-fé de 12/09/1706. Confisco de bens, ir ao auto-de-fé, abjuração em forma, cárcere e hábito penitêncial a perpétuo, instruído da fé católica, penitências espirituais.

O réu aparece também como morador em Ourém

 

Nome

Filipa Fernandes

Data do Processo

01/07/1556 - 02/03/1559

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristã-nova

Idade: 45 anos

Crime/Acusação: judaísmo

Cargos, funções, actividades: fanqueira

Naturalidade: Ourém

Morada: Ourém

Pai: João Fernandes

Mãe: Beatriz Vaz

Estado civil: casada

Cônjuge: Pedro Álvares

Data da prisão: 20/07/1556

Sentença: auto-de-fé de 28/02/1558. Abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuos, instruído na fé católica.

 

Nome

António Fernandes

Data do Processo

17/03/1616 - 20/06/1617

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 40 anos

Crime/Acusação: bigamia

Cargos, funções, actividades: sapateiro e lavrador

Naturalidade: lugar do Sumo

Morada: Casinheira, freguesia das Casiandas, termo de Ourém, bispado de Leiria

Pai: Domingos Simão, lavrador

Mãe: Antónia Fernandes

Estado civil: casado

Cônjuge: Beatriz Dias, primeira mulher

Data da prisão: 17/03/1616

Sentença: auto-de-fé de 12/02/1617. Abjuração de leve, degredo por cinco anos para as galés, pagamento de custas, ser açoutado publicamente

  

Nome

António Nunes

Data do Processo

06/04/1627 - 28/09/1644

Conteúdo da acusação

Estatuto social: cristão-velho

Idade: 45 anos

Crime/Acusação: bigamia

Cargos, funções, actividades: oleiro

Naturalidade: lugar do Cidral, Ourém

Morada: Abrantes

Pai: António Nunes, lavrador

Mãe: Isabel Lopes

Estado civil: casado

Cônjuge: Maria Natália

Data da apresentação: 12/07/1627

Sentença: auto-de-fé de 10/07/1644. Abjuração de leve, degredo para o Brasil, por quatro anos, penitências, pagamento de custas.

O réu casou segunda vez com Isabel Fernandes.

 

Nome

João da Mota da Guarda

Data do Processo

23/03/1658-26/10/1664

Conteúdo da acusação

Estatuto Social: 1/8 de Cristão-Novo

Crime/Acusação: Judaísmo; Heresia; Apostasia

Estatuto Profissional: Escrivão da Almotaçaria de Vila Viçosa

Naturalidade: Ourém

Situação Geográfica (Naturalidade): Bispado de Leiria

Morada: Vila Viçosa

Situação Geográfica (Morada): Arcebispado de Évora

Pai: Manuel da Guarda, Moço de CÂmara do Duque

Mãe: Isabel Nobre

Estado Civil: Casado

Nome do Cônjuge: Ângela Monteiro

Data da Prisão: 23/03/1658

Data da Sentença: 26/10/1664

Data do Auto de Fé: 26/10/1664

Nome

Pedro Afonso

Data do Processo

Sem data

Conteúdo da acusação

Naturalidade: Ourém

Outros Dados: DENÚNCIA

 

 

 

 

Nome

Pedro Gonçalves

Data do Processo

Sem data

Conteúdo da acusação

Naturalidade: Ourém

Outros Dados: TRATA-SE DE UMA DENÚNCIA

Fonte: Direcção-Geral de Arquivos (Torre do Tombo), em http://ttonline.dgarq.gov.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:21
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OURÉM RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “O PRAZER DE FOTOGRAFAR” DE EDUARDO TEIXEIRA PINTO

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publicado por Carlos Gomes às 10:40
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Sábado, 10 de Setembro de 2016
GRUPOS LINGUÍSTICOS APRESENTAM AS CONCLUSÕES DOS 5 DIAS DE CONGRESSO MARIOLÓGICO MARIANA INTERNACIONA

Sessão conclusiva aconteceu ao final da manhã no Salão do Bom Pastor no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima.

Os vários grupos linguísticos, que apresentaram os seus trabalhos ao longo do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional, apresentaram esta manhã as conclusões às reflexões expostas ao longo de 5 dias.

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Manfred Hauke, responsável pelo grupo Alemão, falou do papel fundamental que a devoção aos cinco primeiros sábados têm na Polónia, bem como o testemunho de S. João Paulo II na perspetiva de futuro devocional.

O grupo da Ásia e Oceânia, liderado por Isabell Naumann, concluiu que a complexidade da teologia sublinha o efeito transformador da mensagem de Fátima. Este grupo trabalha numa região onde só há 3% de população católica, o que incentiva a um profundo diálogo inter-religioso.

O grupo Luso-Brasileiro coordenado por Rafael Silva falou da importância das comunidades brasileiras que têm um grande amor e fidelidade à mensagem de Fátima, «os ecos da mensagem de Fátima encontram um profundo acolhimento na América Latina».

Valerija Konvac apresentou as conclusões do grupo Croata, que considera que o objetivo da mensagem de Fátima é espiritual e ilumina o caminho do Homem através das suas fraquezas, «É importante ler a presença de Deus na história através dos tempos».

O grupo Espanhol, coordenado por Francisco Fernández abordou o acolhimento à Mãe de Misericórdia para a salvação da humanidade e a respetiva necessidade de misericórdia de Deus: «Aqui em Fátima o Anjo e Nossa Senhora pediram orações e sacrifícios».

«Nossa Senhora é muitas vezes resposta aos problemas sociais», alertou a coordenadora do segundo Espanhol, oriundo da América Latina, onde a visão apocalítica deturpada que se encontra na internet.

O Grupo Francês e Africano apresentaram conclusões conjuntas pela voz de Brigitte Waché, e reiteraram a importância da mensagem de Fátima na ajuda a purificar a devoção à oração do rosário. Neste grupo foi evidente que a história de Fátima continua a atrair os mass-media, realizadores de documentários e filmes, e estudos.

Danielle Peters falou dos trabalhos do grupo Inglês: «As várias igrejas de Nossa Senhora nos EUA, muitas vezes dinamizadas por leigos, ajudaram a promover a mensagem de Fátima sobretudo no tempo da guerra fria. A dimensão escatológica da nossa vida terrena, o amor misericordioso de Deus é um convite à conversão».

O grupo italiano coordenado por Alberto Valentini apresentou Maria como figura ideal para o povo. «As 3 partes do segredo acabam sempre com uma perspetiva de esperança e futuro e não de medo. O Senhor renova tudo com os santos e com a Virgem Maria».

O Polaco contou com 49 pessoas da Polonia e Eslováquia e considera que «Fátima é um sinal da providencia divina que quer levar o Homem à paz total. A mensagem de Fátima põe em evidência do caracter transcendente da pessoa humana».

Nuno Prazeres apresentou as conclusões dos grupos das associações, que foram uma «oportunidade de comunhão e conhecimento mutuo», para «Incentivar os jovens à solidariedade através do rosto materno de Maria. A visita da imagem peregrina trouxe momentos de forte evangelização. A educação cristã das famílias é possível através da escola de Maria e dos pastorinhos».

O 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional continua esta tarde com visitas guiadas nas várias línguas aos vários espaços do Santuário de Fátima e lugares das aparições.



publicado por Carlos Gomes às 15:32
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PONTIFICIA ACADEMIA MARIANA INTERNACIONAL CONSAGRADA AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Ato de consagração foi celebrada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no final do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional

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A Pontifícia Academia Mariana Internacional (PAMI), promotora do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional, em colaboração com o Santuário de Fátima, que decorreu na Cova da Iria esta semana, consagrou-se a Nossa Senhora de Fátima este sábado na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Além da PAMI também as sociedades mariológicas de diversos países, presentes no encontro cientifico que reuniu especialistas da mariologia e estudiosos dos diferentes continentes, se consagraram ao Imaculado Coração de Maria, na “certeza de serem acolhidos junto do imenso coração de Deus” refere a oração de consagração proferida pelo padre Vincenzo Battaglia.

Na oração pede-se a intercessão de Nossa Senhora, apresentada como “a Virgem do sim, do silêncio, do cenáculo e do Magnificat”,  para “valorizar a oração e a caridade” com vista a uma “nova inspiração e renovação teológica” que “conduza ao progresso espiritual em resposta aos desafios prementes do nosso tempo e da nossa humanidade”.

Pede-se igualmente a intercessão da Senhora do Rosário para que o mundo seja mais tolerante e proporcione mais encontro entre os homens que devem ser antes de mais ”companheiros num mundo conturbado”.

Na oração pede-se também que através do seu exemplo, Maria inspire a “comunhão na Igreja e a promoção de um verdadeiro amor”.

O 24.º Congresso Mariológico Mariano Internacional decorre em Fátima até amanhã e é presidido pelo Enviado Especial do Santo Padre, o cardeal português, D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

Promovido pela Pontifícia Academia Mariana, em colaboração com o Santuário de Fátima e com as sociedades mariológicas dos diversos países, o congresso -que se realiza de quatro em quatro anos- teve como tema “O acontecimento Fátima cem anos depois. História, mensagem e atualidade”, conforme a aprovação do Papa Francisco.

Durante o congresso, que integra o programa de celebrações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, foram apresentados e discutidos os resultados de um estudo rigoroso, crítico e atualizado da documentação inerente à história do evento mariofânico ocorrido em Fátima. Por outro lado, os participantes procuraram definir linhas de investigação para o estudo e aprofundamento da mensagem de Fátima que, pelos seus densos conteúdos, representa uma “profecia” repleta de esperança para a Igreja, a humanidade e o mundo contemporâneo.

Este congresso é o mais importante momento internacional de reflexão na área da mariologia, com temática em específico a incidir no acontecimento de Fátima.

Em 1967, por ocasião do cinquentenário dos acontecimentos de Fátima, teve lugar em Portugal, com iniciativas em Lisboa e em Fátima, a 5.ª edição deste Congresso Mariológico Mariano Internacional, sobre o tema “De Primordiis Cultus Mariani – Mariologia patrística”.

Esta tarde, o Santuário proporciona aos congressitas uma visita guiada pelos diferentes espaços ligados às aparições de Nossa Senhora. O programa do 24º Congresso fica completo com a recitação do Rosário, este domingo, ás 10h00, na Capelinha das Aparições, seguida da Eucaristia dominical no Recinto, ás 11h00, que será presidida pelo cardeal D. José Saraiva Martins.



publicado por Carlos Gomes às 15:26
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D. ANTÓNIO MARTO COMPARA MENSAGEM DE FÁTIMA ÀS PROFECIAS BÍBLICAS

Prelado considera que as aparições de Fátima aconteceram num momento específico mas a sua riqueza estende-se até hoje.

António Marto, bispo da diocese de Leiria-Fátima, no âmbito do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional, fez uma reflexão intitulada “Messaggio di Fátima: attualità e incidenze”, onde referiu que «Fátima é um fenômeno que foi revelado e desenvolvido ao longo da história e tornou-se um ponto de referência e difusão indispensável para a história da Igreja e da humanidade».

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«Este acontecimento tem sido acompanhado por um forte apelo para não se resignarem à banalidade e inevitabilidade do mal: é possivel vencer o mal, a partir da conversão do coração a Deus, pela oração e reparação do pecado humano», apelou o prelado.

O bispo da diocese de Leiria-Fátima referiu ainda que  o fenómeno Fátima «abrange todo o século XX», que é «possivelmente o século mais cruel e sangrento da história da humanidade».

«É nesta situação trágica que a Virgem Maria aparece em Fátima com uma "visão de paz" e uma luz de esperança para a Igreja e para o mundo».

  1. António Marto considerou que «o significado da mensagem de Fátima ainda é válido hoje, exatamente da mesma forma como as profecias bíblicas que foram escritas num momento específico da história, mas cuja riqueza não parou naquele momento, mas continuou em aberto para o futuro de Deus e para a liberdade humana».

«Assim, Fátima, também tem um significado permanente: é um símbolo que na verdade sintetiza e reflete os perigos e riscos do século XX e apela à salvação desses  perigos. Nesta perspectiva, as práticas devocionais características de Fátima são um quadro teológico e espiritual, ligados por um fio lógico e único».

O bispo da diocese de Leiria-Fátima, fez uma comunicação no âmbito do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional que decorreu ao longo desta semana no Santuário de Fátima.



publicado por Carlos Gomes às 15:21
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016
LEIRIA MOSTRA TRAJE TRADICIONAL

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publicado por Carlos Gomes às 09:27
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016
BISPO DE SETÚBAL PRESIDE A PEREGRINAÇÃO INTERNACIONAL ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO

A peregrinação de 12 e 13 de setembro vai ter como tema «Alegremo-nos e façamos festa» (Lc 15, 22-24).

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A Peregrinação Internacional Aniversária de 12 e 13 de setembro, com o tema «Alegremo-nos e façamos festa» (Lc 15, 22-24) vai ser presidida por D. José Ornelas Carvalho, bispo da diocese de Setúbal.

O prelado esteve recentemente no Santuário de Fátima, no âmbito da peregrinação Dehoniana, e afirmou que a Palavra de Deus fala particularmente da vida, e é uma manifestação da misericórdia de Deus ao afirmar que «não somos senhores da vida, a nossa existência é marcada pela fragilidade e temporalidade e esta fragilidade não escapa ao carinho de Deus».
«Jesus é a imagem da misericórdia de Deus, que não fica estranho à dor de ninguém», disse D. José Ornelas.
O bispo de Setúbal disse ainda que é neste «amor saudoso» que os homens superam o pecado e a morte, e propôs a Virgem Maria, Mãe de Deus como modelo solidário: «Somos chamados a ser solidários com aqueles que sofrem. É o caso dos refugiados que morrem no mar mediterrâneo, as crianças que morrem na Síria ou em qualquer cidade do mundo destruída pela guerra».
«A solidariedade e a misericórdia devem ser um compromisso ativo», afirmou o prelado.
D. José Ornelas Carvalho é atualmente bispo da diocese de Setúbal e antigo Superior-Geral da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus.
Professou os votos temporários em 29 de setembro de 1972, ano em que iniciou os estudos em Filosofia. Foi ordenado presbítero a 9 de agosto de 1981 no Funchal. O prelado concluiu o doutoramento em Teologia Bíblica em 1997 e foi professor na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, secretário da Faculdade de Teologia e instrutor no Seminário de Alfragide.
A 24 de Agosto de 2015, D. José Ornelas Carvalho foi nomeado bispo de Setúbal pelo Papa Francisco, sucedendo a D. Gilberto Canavarro dos Reis. A ordenação episcopal ocorreu em Setúbal, em 26 de outubro de 2015.
Programa da Peregrinação Internacional Aniversária de setembro
12 de julho
07:30 - VIA-SACRA | Com início junto à Capelinha das Aparições, e até aos Valinhos
           - Missa | Capela de Santo Estêvão - Calvário Húngaro.
18:30 - Início oficial da Peregrinação: Saudação a Nossa Senhora e aos peregrinos | Capelinha das Aparições
21:30 - ROSÁRIO | Capelinha das Aparições - PROCISSÃO DAS VELAS | Recinto de Oração
22:30 - MISSA | Altar do Recinto
13 de julho
Vigília de Oração:
00:00 - Adoração Eucarística | Basílica de Nossa Senhora do Rosário
02:00 - Via-sacra | Recinto de Oração
03:30 - Celebração Mariana | Capelinha das Aparições
04:30 - Missa | Basílica de Nossa Senhora do Rosário
05:30 - Adoração com Laudes do Santíssimo Sacramento | Basílica de Nossa Senhora do Rosário
07:00 - Procissão Eucarística | Recinto de Oração
09:00 - ROSÁRIO | Capelinha das Aparições
10:00 - Procissão, MISSA, bênção dos doentes, consagração e Adeus | Recinto de Oração



publicado por Carlos Gomes às 19:56
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SANTUÁRIO DE FÁTIMA PROMOVE 11ª EDIÇÃO DO CURSO SOBRE A MENSAGEM DE FÁTIMA

Santuário promove 11ª edição do Curso sobre a Mensagem de Fátima

Realiza-se entre 7 e 9 de outubro a 11ª edição do Curso sobre a Mensagem de Fátima, promovido pelo Santuário da Cova da Iria no âmbito da celebração do Centenário das Aparições, que será ministrado, uma vez mais, pela postuladora da Causa de Canonização dos beatos Francisco e Jacinta, Irmã Ângela Coelho.

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O curso, que se realiza na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo e se destina aos devotos e peregrinos de Fátima, aos agentes da pastoral dos mais diversos âmbitos, aos colaboradores do Santuário ou dos movimentos marianos e aos cristãos interessados em conhecer melhor a espiritualidade de Fátima, está dividido em oito sessões onde serão abordados vários temas. Começa com um enquadramento teológico das aparições: significado das mariofanias e prossegue com uma abordagem sobre a importância e o significado permanente de Fátima.

Durante as sessões a religiosa da Aliança de Santa Maria dará a conhecer os acontecimentos e os protagonistas de Fátima; sublinhará a centralidade e o rosto trinitário de Deus na Mensagem de Fátima e falará sobre a importância da adoração eucarística como convite a uma atitude oblativa.

Durante as oito sessões haverá, igualmente, uma reflexão sobre como Maria é uma figura intercessora e a expressão da presença materna de Deus e a importância da oração do rosário. O Coração Imaculado de Maria como expressão da compaixão de Deus pelo mundo; a pedagogia do Segredo: do medo à esperança; a reparação como convite a participar na ação salvadora de Deus; a consagração como entrega e acolhimento e, por fim a biografia e perfil espiritual dos Videntes de Fátima serão outros dos temas a abordar pela Ir. Ãngela Coelho.

Trata-se de dar a conhecer, de forma abrangente e articulada, o essencial da Mensagem de Fátima, que é uma mensagem de Paz e de esperança para toda a humanidade, expondo os elementos fundamentais das aparições da Cova da Iria, sistematizando aspetos temáticos e enquadrando-os teologicamente, procurando sempre relaciona-los com aspetos específicos da vida cristã.

Recorde aqui  a entrevista que a Ir. Angela Coelho deu no âmbito da 10ºedição.

As inscrições são feitas emcongressos@fatima.pt ou para Santuário de Fátima, Secretariado do Centenário das Aparições – Curso sobre a Mensagem de Fátima Apartado 31, 2496-908 Fátima, depois de preenchida a ficha de inscrição que se encontra aqui.



publicado por Carlos Gomes às 19:53
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SANTUÁRIO DE FÁTIMA APRESENTA EDIÇÃO CRÍTICA DAS “MEMÓRIAS DA IRMÃ LÚCIA”

Livro foi apresentado esta manhã no âmbito do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional

O Santuário de Fátima apresentou esta manhã uma edição crítica das Memórias da Irmã Lúcia. No âmbito do 24º Congresso Mariológico Mariano Internacional, onde estão reunidos mariólogos e investigadores de todo o mundo, o reitor do Santuário de Fátima, o Pe. Carlos Cabecinhas fez a apresentação do livro que conta com a colaboração de Cristina Sobral, docente e investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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«Faltava, uma edição crítica das Memórias, documento fundamental para o estudo de Fátima e da sua mensagem. Os dois mais jovens videntes, o Francisco e a Jacinta, desapareceram muito cedo, ficando a Lúcia como única testemunha do que tinham experimentado. O seu testemunho torna-se, por isso, fundamental e justifica a enorme atenção que suscitaram os seus escritos, sobretudo asMemórias, que conheceram um êxito notável e estão publicadas em 19 línguas. As Memórias foram um dos mais eficazes instrumentos de divulgação dos acontecimentos de Fátima e da sua mensagem», salientou o reitor do Santuário de Fátima perante os 500 participantes do congresso.

O Pe. Carlos Cabecinhas afirmou que um dos principais objetivos desta obra passa por ser «a referência não apenas para os investigadores que se ocupem de Fátima, mas igualmente para as futuras edições de divulgação das Memórias».

Já na abertura do congresso, o reitor referiu que uma das missões do Santuário de Fátima passa por “Preservar as ‘fontes’ da Mensagem de Fátima e promover o seu conhecimento e divulgação, através de estudos apropriados” (Artigo décimo, n. 3, d).

«A preocupação não apenas por preservar, mas igualmente por disponibilizar as fontes de Fátima aos investigadores foi já ontem suficientemente sublinhada. A publicação da Documentação Crítica de Fátima, com a edição com carácter científico dos documentos relacionados com os acontecimentos da Cova da Iria das aparições ao seu o reconhecimento oficial como dignas de crédito, em 1930, foi um primeiro e fundamental passo no sentido de tornar acessível um vasto e importantíssimo corpo documental».

Concluída a publicação da Documentação Crítica de Fátima, o Santuário solicitou à mesma Comissão Científica que preparasse a edição crítica dasMemórias, o que fez, confiando a tarefa à Professora Doutora Cristina Sobral.

O livro encontra-se disponível para venda na livraria do Santuário de Fátima.



publicado por Carlos Gomes às 10:34
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016
OFERTAS DE EMPREGO DA LIFE – DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO E EMPREGO DA INSIGNARE (7SET2016)

LIFE - Departamento de Formação e Emprego da INSIGNARE

Contactos: Rua Santa Teresa de Ourém, nº 13 – AP 107 2490 – 242 Ourém Telefone 249 540 397 gip@insignare.pt

cabeçalho-01

Tec. Cozinha nível 4 Estágio P (m/f)

Nº oferta: LIFE 07/09 EP - Fátima

PERFIL: Tec Cozinha Nível 4 (m/f) - Taberna do Baco em Fátima procura candidato (a) para Estágio Emprego. BOA APRESENTAÇÃO, PONTUALIDADE, DISPONIBILIDADE DE HORÁRIO. MARCAÇÃO DE ENTREVISTA: 932953975 ementapioneira@gmail.com

Tec Restaurante/ Bar Nível 4 Estágio P

Nº oferta: LIFE 07/09 EP - Fátima

PERFIL: Tec Restaurante/Bar Nível 4 (m/f) - Taberna do Baco em Fátima procura candidato (a) para Estágio Emprego. BOA APRESENTAÇÃO, PONTUALIDADE, DISPONIBILIDADE DE HORÁRIO. MARCAÇÃO DE ENTREVISTA: 932953975 ementapioneira@gmail.com

Tec. Gestão Nível 4 Estágio P (m/f)

Nº oferta: LIFE 29/08 - Ourém

Perfil: Técnico de gestão (m/f) nível 4 - Empresa em Ourém (cidade) procura candidato (a) para Estágio Emprego. Enviar Cv para ourem@miminhosaosavos.pt Telm. – 919857733.

Empregados de mesa (m/f)

Nº oferta: LIFE 05/09 - Caldas da Rainha

PERFIL: Empregados de mesa (m/f)

O restaurante Da Maria – Barbecue Street Food e Naco na Pedra - Steakhouse, estabelecimentos com sede nas Caldas da Rainha, junto à baía de São Martinho do Porto estão a recrutar empregados de mesa para completar a sua equipa.

Informamos que têm alojamento para funcionários com despesas incluídas, contrato e remuneração adequada à formação e experiência apresentada. Prioridade ao conhecimento de línguas. Envio de currículos para joanajuliao@naconapedra.eu

Nº oferta: 588713327 IEFP

Ajudante familiar (m/f) Fátima

(Esta oferta obriga à inscrição no Serviço de Emprego). Auxiliar de lar. Acompanhamento, cuidados básicos, higiene aos idosos. Mais informações (coloque o nº de referencia da oferta: https://www.iefp.pt/ofertas-emprego)

Nº oferta: 588713326 IEFP

Vendedor ambulante (exceto de alimentos) (m/f) - Nossa Senhora das Misericórdias

(Esta oferta obriga à inscrição no Serviço de Emprego). Procuramos pessoa dinâmica com apetência para vendas que esteja disponível para se deslocar dentro do território nacional. Mais informações (coloque o nº de referencia da oferta: https://www.iefp.pt/ofertas-emprego)

Nº oferta: 588712866 IEFP

Mecânico e reparador de veículos automóveis (m/f) - Nossa Senhora da Piedade

(Esta oferta obriga à inscrição no Serviço de Emprego). Conhecimentos obrigatórios de reparação de viaturas pesadas (viaturas de recolha de lixo). Mais informações (coloque o nº de referencia da oferta: https://www.iefp.pt/ofertas-emprego)

LIFE - Departamento de Formação e Emprego da INSIGNARE telefone 249 540 397, email gip@insignare.pt



publicado por Carlos Gomes às 19:44
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PAN QUER DISCUTIR MOBILIDADE ELÉCTRICA

Orçamento de Estado 2017: PAN quer discutir mobilidade elétrica para todas as frotas públicas e bebidas vegetais nas escolas

  • Efetuar a renovação das frotas de transportes pesados de passageiros e automóveis ligeiros do Estado através da aquisição de veículos elétricos
  • Alternativa vegetal saudável e nutritiva para crianças que, por motivos de saúde, éticos e ambientais, não consomem leite de vaca

No âmbito das negociações do Orçamento do Estado (OE) para 2017, o PAN - Pessoas-Animais-Natureza, esteve ontem reunido com o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, para apresentar as primeiras, de várias medidas que pretende ver integradas no próximo OE.

A mobilidade elétrica para todas as frotas públicas visa um compromisso por parte do Estado, já a partir de 2017 e ao longo dos próximos anos, ao garantir que a renovação das frotas de transportes pesados de passageiros e automóveis ligeiros se efetue através da aquisição de veículos elétricos. A definição de metas, seja temporal ou em número de veículos, ainda está em análise. Esta opção revela um exemplo de consciência ambiental que o Estado dá aos cidadãos, tendo em conta que os veículos elétricos são uma alternativa de mobilidade ambientalmente mais sustentável. Esta medida vai ao encontro da necessidade de reduzir a dependência energética e de reduzir a nossa pegada ecológica. Outros países europeus têm demonstrado ser este o caminho, como é o caso da Holanda que já anunciou que até 2025 pretende que apenas carros elétricos sejam comercializados no país. Na Alemanha tem-se apostado nos estímulos à compra de viaturas elétricas, sendo a sua meta a de um milhão de veículos deste tipo a circular naquele país até 2020.

Quanto à distribuição de bebidas vegetais, conhecidas como leite vegetal, nas escolas e atendendo a que o regime jurídico aplicável à atribuição e ao funcionamento dos apoios no âmbito da ação social escolar, já prevê a distribuição gratuita de leite nas escolas, o PAN considera que esta opção poderá acompanhar a necessidade de muitos pais e crianças que, por motivos de saúde, éticos e ambientais, não consomem leite de vaca. Para o PAN é essencial garantir uma alternativa saudável e nutritiva a estas crianças. Esta é também uma medida inclusiva que pretende reconhecer todas as opções. Para além do exposto, são cada vez mais os estudos científicos que demonstram que o consumo de leite pode ter efeitos negativos na saúde e bem-estar pelo que a sua substituição por bebidas vegetais alternativas ao leite tem-se mostrado vantajosa. Relembrar ainda que, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 5 de Setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o consumo de leite mantém a tendência de redução dos últimos anos, tendo baixado 10%.

Outra medida apresentada prende-se com a dedução em sede de IRS para atividades relacionadas com o mercado da reparação e conversão de bens a incluir numa categoria já existente. O PAN pretende estimular este mercado através da dedução destas despesas em sede de IRS. O objetivo é aumentar a vida útil de bens e equipamentos do quotidiano, como calçado, roupa ou eletrodomésticos, em contraponto com a atual tendência para tornar tudo descartável.



publicado por Carlos Gomes às 16:21
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2016
OURÉM RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “O PRAZER DE FOTOGRAFAR” DE EDUARDO TEIXEIRA PINTO

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publicado por Carlos Gomes às 20:39
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016
OURÉM: OS MISTÉRIOS DA SINAGOGA QUE ESTA SEMANA INSPIRA O FESTIVAL JUDAICO

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Cláudia Gameirohttp://www.mediotejo.net/

Os vestígios de uma antiga sinagoga em Ourém começaram a ser referidos por historiadores locais há cerca de 30 anos e chegaram a estar incluídos nos roteiros turísticos. O atual executivo municipal decidiu agora apostar no seu estudo, expropriando o terreno para fins públicos de investigação e dedicando o Festival de Setembro deste ano à diáspora e cultura judaica. Mas há mais dúvidas que certezas em torno destas ruínas, bem como da comunidade que a usaria, na antiga vila medieval.

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Edifício em ruínas evidencia a existência prévia de dois arcos em ogiva. Terá sido uma antiga sinagoga? Foto: mediotejo.net

 

São dois arcos ogivais incrustados num edifício em ruínas, que poderão fazer ter feito parte de uma antiga sinagoga. Os vestígios encontram-se por trás da Pousada Conde de Ourém e são há muito conhecidos de historiadores e instituições locais, mas não existem referências históricas sólidas da sua existência na vila medieval. Em tempos, alertou o historiador e blogger Carlos Gomes ao mediotejo.net, o Turismo chegou a ter uma brochura em que estes arcos vinham mencionados, mas o património foi completamente esquecido nas rotas turísticas, sem qualquer tipo de promoção.

Na sua segunda edição, o Festival de Setembro decidiu apostar na cultura judaica. Questionado a respeito da escolha deste tema, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, explicou ao mediotejo.net ter-se devido à identificação recente de “uma antiga sinagoga em ruínas”, tendo-se decidido avançar na sua promoção e estudo. Na reunião camarária de 2 de setembro, sexta-feira, todo o elenco votou favoravelmente a expropriação do terreno para fins públicos.

Para Paulo Fonseca, esta será uma forma de fomentar a “valorização patrimonial” da vila e o turismo judaico. “Tínhamos indicação histórica da existência de uma sinagoga”, explicou, e quer-se agora apostar neste novo factor de atratividade, que conta com o apoio da Fundação Oureana.

Mas, apesar de serem recentes na memória do atual executivo municipal, estes vestígios foram descobertos por Carlos Evaristo, presidente da Fundação Oureana, há perto de 30 anos. Arqueólogo de formação, o responsável contou ao mediotejo.net que se apercebeu da importância das ruínas quando começaram a fazer as obras no antigo Hospital (do outro lado da mesma rua), para o converter na Pousada. As marcações e os movimentos de terras fizeram cair o estuque do edifício degradado próximo, que formava aparentemente uma porta quadrada, e surgiram os arcos.

“Ando a lutar por isto há mais de 25 anos”, comenta Carlos Evaristo, mas na época, inícios dos anos 90, reconhece que não foi levado a sério. Ainda assim, procurou consultar comunidades judaicas e a associação dos sefarditas nos EUA, em busca de apoios para a investigação, e adquirir o imóvel. Mas os proprietários, narra Carlos Evaristo, nunca quiseram vender. O projeto foi morrendo e caiu no esquecimento coletivo.

“Fui fortemente criticado porque diziam que não havia indícios de judiarias em Ourém”, explica. Segundo o arqueólogo, eram necessárias 10 famílias para que a comunidade fosse considerada uma judiaria e em Ourém (saliente-se, a comunidade que vivia junto ao Castelo) só existiriam sete. Pessoas que foram apadrinhadas por D. Afonso, IV Conde de Ourém (1400-1460), ao tornar-se senhor das judiarias, que estiveram ligadas, afirma Carlos Evaristo, à construção da Colegiada e ao Paço dos Condes (estrutura anexa ao Castelo medieval). “Sabemos que [D.Afonso] esteve envolvido na Sinagoga de Tomar e que albergava judeus foragidos de Castela”, relata, devido à perseguição pelos Reis Católicos. “Os judeus sentiam-se tão protegidos por ele que construíram a cripta, inspirada na sinagoga de Tomar”, relata.

Mas a existência desta comunidade judaica terá sido curta. No reinado de D.Manuel I (1495-1521), o Rei mandou expulsar os judeus e muitos foram obrigados a converter-se ao cristianismo (os chamados cristãos-novos). Uma das ações do reino foi destruir e/ou esconder os símbolos religiosos, sendo essa a razão, aponta Carlos Evaristo, para o segundo arco ogival estar emparedado (o primeiro é uma porta).

Carlos Evaristo está convicto da existência de uma judiaria, ainda que com poucas famílias, em Ourém. Um dos seus argumentos é uma antiga Botica (um dispensário ou farmácia) na entrada secundária da vila medieval. Num velho edifício em ruínas, encontrou vestígios de loiças ligadas a estas antigas farmácias e plantas que não são naturais de Ourém. Conhecedora de especiarias e ervas medicinais, terá sido a comunidade judaica fugida de Castela a trazer aquelas espécies. “No século XVII haviam Cristãos-Novos com a profissão de ‘Idiotas’ que eram barbeiros, sangradores, curandeiros e boticários”, adianta.

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Num velho edifício em ruínas, Carlos Evaristo encontrou artefatos de uma antiga farmácia. Reconstruiu o espaço e criou um museu com os seus achados na vila medieval de Ourém. Foto: mediotejo.net

 

No local, o arqueólogo reconstruiu o edifício e criou um museu com os seus achados na vila medieval. Um dos elementos mais interessantes é uma pedra esculpida com a Cruz de Cristo, que afirma ter encontrado perto dos vestígios da sinagoga, onde por trás descobriu uma estrela de David.

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Numa pedra com a Cruz de Cristo, Carlos Evaristo descobriu por trás a estrela de David. Foto: mediotejo.net

 

A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou na vila e procurou promover o seu património histórico. Presidente da instituição, Carlos Evaristo mostra-se satisfeito por a Câmara de Ourém ter finalmente decidido apostar na sinagoga.

Já Carlos Gomes refere que a sinagoga terá sido destruída no terremoto de 1755, e novamente nas invasões francesas, razão pela qual ambos os arcos ficaram totalmente escondidos. Indica inclusive dois livros que mencionam a existência da sinagoga e de uma comunidade judaica em Ourém: o “Olho de Vidro”, novela de Camilo Castelo Branco, e “Ourém – Três contributos para a sua história”, editado pelo município em 1988.

O historiador reflete sobre a importância dos judeus em Ourém e Portugal: “Os judeus constituíam uma comunidade, vivendo no burgo medieval, e integrada com êxito entre a população de cristãos-velhos. Hoje nada a distingue. São os Oliveiras, que há muito em Ourém, os Silvas, Pereiras, castelões, etc”.

Já o Professor universitário Paulo Mendes Pinto, especialista em Ciência das Religiões e coordenador do projeto “Dicionário Histórico dos Sefarditas Portugueses”, mostra algumas reticências em comentar os vestígios, uma vez que desconhece o local e as suas características. “Há indícios de uma comunidade medieval” em Ourém, referiu ao mediotejo.net, e até processos de pessoas levadas ao Tribunal do Santo Ofício por “judaísmo”. Pelo que “é plausível que tenha havido” uma comunidade judaica na localidade, constata.

Há características que só podem ser identificadas conhecendo os vestígios pessoalmente, frisa o especialista. “O espaço de Tomar não levanta dúvida nenhuma”, afirma, uma vez que há vários documentos e inscrições que atestam ser aquela uma antiga sinagoga. Já em Castelo de Vida, comenta, é apenas um armário onde se guardaria a Torá. “Há coisas muitos variadas”, explica.

Não havendo estudos aprofundados em torno dos vestígios de Ourém, coloca dúvidas. “Na Península Ibérica, todos os espaços de antigas sinagogas não tinham essas portas”, refere. Além disso, “muitas das casas do século XV tinham uma porta grande e uma pequena”.

O mediotejo.net contactou a Rede de Judiarias de Portugal para pedir um comentário sobre o Festival de Setembro e a sinagoga de Ourém, mas a instituição informou que não tinha conhecimento nem dos vestígios nem da iniciativa.

Fundação Rothschild quer estudar vestígios judaicos

Durante a reunião de 2 de setembro, no momento da votação da expropriação, um morador da vila medieval, David Pereira, veio em nome da Fundação Rothschild apresentar a disponibilidade da instituição para estudar os vestígios. “É apenas uma proposta que ainda terá que ser discutida”, explicou ao mediotejo.net.

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Durante reunião camarária de 2 de setembro foi aprovada a expropriação para interesse público do imóvel onde se encontram vestígios de uma antiga sinagoga. Foto: mediotejo.net

 

Paulo Fonseca manteve a mesma postura, referindo que ainda é uma questão a ser analisada.

O nome Rothschild é de origem alemã e está associado a uma das mais poderosas famílias da revolução industrial, tendo no século XIX chegado a alcançar a maior fortuna privada do mundo e o título de Barão no Reino Unido. É neste país que a Fundação Rothschild está atualmente sediada, apesar de haver braços da família espalhados por toda a Europa, dedicada à filantropia e caridade. Considerada uma autêntica dinastia, os Rothschild estiveram também ligados ao movimento sionista que promoveu a criação do Estado de Israel.

Festival de Setembro traz Rodrigo Leão

Em 2014 a Fundação Casa de Bragança, na ocasião presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, passou a gestão do Castelo de Ourém para o município, procurando-se assim apostar na sua promoção. Foi ainda anunciada uma requalificação do Castelo, que está ainda a aguardar investimento comunitário. Das iniciativas nascidas deste protocolo está o Festival de Setembro.

O cabeça de cartaz deste ano é o compositor Rodrigo Leão, que vai atuar no palco do Castelo de Ourém às 21h30 de 11 de setembro, domingo. Mas o Festival vai decorrer ao longo do fim-de-semana, com uma conferência sobre a herança judaica a decorrer às 15h30 de dia 10, sábado, na Galeria da vila medieval, e os Melech Mechaya e Pás de Probléme a atuarem a partir das 22 horas. Música sefardita, gastronomia, o lançamento do livro “Inquisição em Ourém”, ou mostras de cinema com documentários são outras das propostas, todas gratuitas.



publicado por Carlos Gomes às 21:20
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FAPWINES ACRESCENTA ROSÉ À LINHA DE VINHOS GIROFLÉ E APOSTA NA EXPANSÃO INTERNACIONAL DA MARCA

Vendas internacionais já pesam 25% no volume de negócios, que deverá registar aumento superior a 30% em 2016, impulsionado pela entrada em novos mercados até ao final do ano.

A FAPWINES, projeto iniciado por João Matos em 2013, acaba de lançar o vinho Giroflé Rosé e está apostada em aumentar a presença da linha de vinhos Giroflé nos mercados internacionais.

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Além de estar listado em mais de 200 restaurantes de referência de norte a sul do país, onde a marca Giroflé já está presente, o novo Giroflé Rosé destina-se, essencialmente, à exportação, tendo já assegurado colocação em 3 mercados externos.

"Vamos iniciar, muito em breve, exportações para os E.U.A. com o Rosé, onde o Giroflé Douro Tinto já é comercializado através da cadeia Whole Foods Market. Ao mesmo tempo, está também assegurada a colocação em apenas mais dois países europeus - Bélgica e Suíça -, uma vez que a produção deste vinho foi limitada", revela João Matos, fundador da FAPWINES.

O mesmo responsável explica que as transformações das tendências de consumo a nível global estão na origem da aposta na criação de um vinho rosé:

"Os consumidores de vinho estão, cada vez mais, a optar por vinhos rosé e, se até há alguns anos as escolhas recaiam, sobretudo, nos vinhos tintos, hoje as tendências de consumo apontam para um maior equilíbrio entre tintos, brancos e rosés, observando-se uma clara preferência por vinhos mais leves, com menos álcool", considera João Matos.

Destinado a um público-alvo que compreende a faixa etária entre os 25 e os 45 anos e que "cada vez mais aprecia beber vinho à refeição, e a copo fora dela", o Giroflé Rosé é essencialmente indicado para acompanhar pratos de comida asiática e italiana, peixes e mariscos, ou simplesmente como aperitivo.

Resultante da vinificação de uvas das castas Touriga Nacional e Syrah plantadas na margem esquerda do rio Tejo, o Giroflé Rosé apresenta um aroma intenso a frutos vermelhos. Na boca, onde a acidez confere persistência, revela-se fresco, devendo ser bebido entre os 10º e os 14ºC.

Recorde-se que, através da FAPWINES, a marca Giroflé exporta atualmente para os E.U.A, Alemanha, Bélgica e Brasil, mercados que são já responsáveis por 25% das vendas globais da empresa.

Em 2017, o peso das exportações no volume de negócios deverá cifrar-se nos 50%, impulsionado pela previsão da entrada, até ao final deste ano, no Canadá e na Polónia, encontrando-se ainda em fase de estudo a penetração no mercado asiático.

Refira-se que, depois de em 2015 as vendas da FAPWINES terem aumentado 60% face a 2014, a empresa prevê encerrar 2016 com o registo de novo crescimento, superando em mais de 30% os resultados alcançados no último ano.

Formado em Enologia pela UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e com 12 anos de experiência na criação e comercialização de vinhos, em junho de 2013, João Matos redesenhou o seu percurso no mundo dos vinhos com a FAPWINES.

A amizade que o une a vários enólogos e o gosto pela partilha permite-lhe construir vinhos em diversas regiões, tirando partido da identidade de cada uma delas, sempre com o objetivo de agradar aos consumidores que tão bem conhece.

A linha de vinhos Giroflé, à qual se soma agora o Giroflé Rosé, inclui o Giroflé Loureiro, o Giroflé Alvarinho, o Giroflé Douro Branco, o Giroflé Douro Tinto e o Giroflé Espumante Bruto.



publicado por Carlos Gomes às 19:11
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ESTUDO REVELA QUE 62% DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SOFREM DE BURNOUT

Stress ocupacional, confiança nos chefes e relacionamento com a gestão de recursos humanos associados a Burnout

Um estudo realizado pela Universidade Portucalense, no âmbito de uma tese de mestrado em psicologia, revela que 62% dos professores universitários inquiridos sofre de sintomas de burnout, associado a fadiga física.

Os resultados do estudo indicam que o stress inerente à função e cargos que cada docente ocupa está diretamente associado ao burnout. Por outro lado a confiança nas chefias e o relacionamento com a gestão de recursos humanos constituem-se como factor amortecedor do burnout.

O burnout é considerado como um tipo de stress de carácter duradouro ligado às situações de trabalho, resultado da constante e repetitiva pressão emocional relacionada com a intensa ligação com pessoas por longos períodos de tempo.

Os dados apoiam a necessidade de rever as funções que o professor deve desempenhar dentro da instituição e a devida carga horário, favorecendo o desempenho do professor e o bem-estar, sendo especialmente relevante os relacionamentos dos professores universitários com a gestão.

A fadiga física e a exaustão são apontadas, contrariamente ao que se poderia pensar (fadiga cognitiva), como os principais fatores de desencadeamento deste quadro.

Isto deve-se ao facto de cada professor ter uma carga horária (16 horas) superior à recomendada, acrescida da necessidade de conciliar as aulas com a investigação e orientação de alunos, podendo acumular funções burocráticas ou de maior responsabilidade como é o caso de 60% dos inquiridos, ou a coordenação de um determinado curso ou departamento da universidade, como são 42% dos docentes participantes no estudo.

Da amostra total dos 131 inquiridos, 66% são professores auxiliares, 15% professores associados, 10% professores convidados e com menor prevalência, 4% professores catedráticos.

O estudo revela ainda que o burnout é transversal a todas as áreas científicas sendo que  22% dos docentes afetados por este quadro, se encontram nas ciências naturais, 24% nas ciências sociais e humanas, 22% nas ciências matemáticas e novas tecnologias e 23% nas ciências artísticas.

Apesar de nenhum dos inquiridos apresentar um quadro de burnout total, verifica-se que 62% dos professores têm sintomas de burnout associado a fadiga física, 27% apresentam sintomas de burnout associado a fadiga cognitiva e 5% sintomas de burnout associado a exaustão emocional.

Com o objetivo de compreender e medir a relação entre o stress ocupacional e burnout, a autora, Ana Rita Ferreira, realizou o estudo junto de professores universitários de quatro instituições do ensino superior da cidade do Porto, três públicas e uma privada.

Tinha ainda como objetivo específico explorar e medir o efeito da relação com diferentes chefias, através da confiança, e do relacionamento com a gestão de recursos humanos, na origem de sintomas de burnout em professores universitários.  

A confiança e o stress nos professores universitários têm uma associação negativa com o burnout, ou seja, quando o ambiente de trabalho é positivo, o docente encontra mais recursos sociais e psicológicos para superar os desafios profissionais.

Os inquiridos deste estudo tinham idades compreendidas entre os 23 e os 74 anos, apresentando uma idade média de 45 anos, sendo que, todos lecionam em apenas uma universidade.

Em relação à escolaridade dos questionados, 83% têm doutoramento, 9% mestrado, 3% licenciatura e apenas 0,7% um pós-doutoramento, e no que toca à área de formação da amostra, está dividida de forma semelhante entre ciências naturais (27%), ciências sociais e humanas (28%), ciências matemáticas e novas tecnologias (37%) e em menor parte as ciências artísticas (5%).

O estudo demonstra que as universidades devem dar mais importância aos relacionamentos dos professores universitários com a liderança direta e com a gestão de recursos humanos como factor promotor de saúde mental.

A Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT) é um estabelecimento de ensino superior cooperativo que iniciou a sua atividade em 1986.

A UPT funciona exclusivamente na cidade do Porto, no Pólo Universitário da Asprela, ministrando cursos nas nove áreas seguintes: Direito, Economia, Gestão, Informática, Psicologia, Educação, Turismo e Hospitalidade, Património e Cultura, e Relações Internacionais.


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publicado por Carlos Gomes às 18:47
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“UM LOUVOR A MARIA” LEVA CÂNTICOS MARIANOS À BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

Concerto inserido no programa oficial do Centenário das Aparições, integra o Ciclo Ouvir Fátima.

O Grupo Vocal Ançãble, dirigido por Pedro Miranda, vai apresentar o concerto “Um Louvor a Maria”, no dia  9 de setembro pelas 21h00, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima. 

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Este evento, que  integra o Ciclo Ouvir Fátima promovido no âmbito do programa celebrativo do Centenário das Aparições, apresentará várias expressões musicais com as quais os crentes têm expressado o seu louvor à Virgem Maria.

O programa proposto tem como ideia central percorrer as antífonas marianas, presentes na Liturgia das Horas para a hora de Completas.

Ocorrendo este ano o centenário da Aparição do Anjo, vão ser apresentadas, também,  duas obras dedicadas ao Anjo Custódio de Portugal, uma do séc. XVIII e outra do séc. XX.

Este espetáculo musical, pelo seu simbolismo e pela intima relação com uma dimensão mariana, é uma das propostas para um dos serões do Congresso Mariológico-Mariano Internacional, promovido pela Pontifícia Academia Mariana Internacional, com o apoio do Santuário de Fátima, que decorre na Cova da Iria de 6 a 11 setembro.

«A dimensão cultural é própria dos santuários cristãos, os quais têm sido e continuam a ser “centros de cultura” de inegável importância. Esta dimensão cultural configura-se como dimensão complementar àquela que é a identidade primordial de qualquer santuário como lugar de culto. Culto e cultura não são concorrentes e menos ainda se excluem mutuamente; e o Santuário de Fátima tem, ao longo dos anos, procurado conjugar ambos os aspetos, nunca perdendo de vista a sua missão eminentemente cultual e de evangelização», afirma o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima.

O Pe. Vítor Coutinho, coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima, considera por seu lado que «As iniciativas culturais que aqui se apresentam são parte de um programa mais vasto que poderá ir ao encontro dos interesses de muitos homens e mulheres de boa vontade, proporcionando momentos de contemplação e de fruição estética contribuindo para uma reflexão fecunda e renovada”, promovendo uma aproximação a Deus.

O Grupo Vocal Ançãble, constituído por uma família de Ançã, dedicado sobretudo à Música Sacra Portuguesa, tem-se apresentado em público com uma frequência regular em Portugal, registando também intervenções em Itália, Espanha e Brasil.

O seu regente- Pedro Carlos Lopes de Miranda- é presbítero da diocese de Coimbra. Licenciado em História da Arte pela Universidade de Coimbra, completou o curso de flauta transversal no Conservatório de Música de Coimbra com o professor Bernard Ravel-Chapuis, em 1987. Atualmente é professor de Iniciação à Harmonia e Direção Coral na Escola Diocesana de Música Sacra. Dirige desde 1989 o Grupo Vocal Ançãble, com o qual se dedica especialmente à recuperação e promoção do património histórico e contemporâneo da música sacra portuguesa. Tem feito estrear diversos compositores em audição moderna ou absoluta.

A sua atividade de compositor foi publicamente reconhecida pelo segundo prémio no 1.º Concurso Nacional de Composição Coral, organizado pelo Coro Misto da Universidade de Coimbra, em 1987, e pela publicação de obras suas na revista da Academia Martiniana e ultimamente na Revista Libellus Usualis.



publicado por Carlos Gomes às 10:30
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Domingo, 4 de Setembro de 2016
MADRE TERESA ERA TANTO DE CALCUTÁ COMO SANTO ANTÓNIO ERA DE PÁDUA!

A Igreja Católica acaba de canonizar Madre Teresa de Calcutá. De etnia albanesa, Madre Teresa nasceu em 1910 na cidade de Skopje – atual capital da República da Macedónia – à época sob o domínio do Império Otomano.

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Batizada no século com o nome Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, Madre Teresa foi uma religiosa fundadora das Missionárias da Caridade que desenvolveu importante ação evangelizadora e de caridade na Índia e em numerosos países onde se estabeleceu. Faleceu em 1997, em Calcutá, aos 87 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, encontrando-se sepultada naquela cidade.

Não obstante Calcutá ter sido o local onde Madre Teresa viveu e veio a falecer, ela não deixa de ser uma albanesa da Macedónia porque foi precisamente ali que nasceu. Creio que jamais ocorreria a alguém tratá-la como chinesa se porventura aí tivesse falecido…

Vem isto a propósito das origens portuguesas de Santo António, porventura o santo português mais venerado em todo o mundo, mas frequentemente identificado com a cidade italiana de Pádua.

Considerado um dos mais insignes doutores da Igreja, Santo António nasceu em Lisboa onde foi batizado com o nome de Fernando, tendo vivido entre os séculos XII e XIII.

Foi frade no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à Ordem dos Regrantes de Santo Agostinho, tendo-se mais tarde tornado franciscano, o que o levou até Itália, tendo em 1221 feito parte do Capítulo Geral da Ordem, em Assis, a convite do fundador, Francisco de Assis, tendo posteriormente seguido para Bolonha e, mais tarde, para Pádua onde veio a falecer com 36 anos de idade segundo alguns biógrafos, ou com 40 anos conforme outros asseveram.

Por conseguinte, Santo António era lisboeta de nascimento e português de nacionalidade porque foi aqui que nasceu e, como tal, deve ser reconhecido como Santo António de Lisboa… e não em Pádua!



publicado por Carlos Gomes às 15:19
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TOCADORES DE CONCERTINA RUMAM A PORTO DE MÓS

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publicado por Carlos Gomes às 13:09
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AUTORIDADES DE OURÉM FELICITARAM AS CORTES DE 1821

Em 1821, as autoridades do Concelho de Ourém endereçaram às Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, instituídas pela revolução liberal ocorrida no ano anterior, uma carta de felicitação e prestação de homenagem, a qual foi lida na sessão do sai 18 de abril e publicada no respetivo Diário em 24 de abril desse ano.

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Senhor. = A Camera da Villa de Ourém, juntamente com o Doutor Corregedor da mesma Comarca, levados dos sentimentos do respeito e gratidão, de que Vossa Magestade por tão relevantes Titulos se faz digno, vamos por este meio, como fieis, e gratos tributar a Vossa Magestade os nossos deveres. Não somos nós Cidadãos ineptos, que não conheçamos as vantagens, que vão cercar-nos, nem por outra parte assim inertes, que ignoremos a obrigação de o confessarmos. O desastroso quadro do passado, confrontado com os bens, que já sentimos, e que a illustrada intelecção de Vossa Magestade nos promette a mais e mais para o futuro, mediante as sabias Leys, que vai cimentando, fornece-nos invenciveis argumentos para convencer-nos, e põem-nos na estreita obrigação de reconhecello. Homens ha pouco só no nome, peores nos nossos direitos que as mesmas féras, nós éramos o alvo do poder, e do fanatismo, e quaes puros automatos sem ser algum, corriamos forçados a todo o instante para onde o capricho, e a ignorancia queria arrastar-nos. Agora porém já somos gente; já recuperámos os direitos de homem até aqui perdidos; já somos iguaes, somos já livres, e já não prendem nossas consciencias tantas algemas. E aquem Supremo Congresso, deve a Nação, devemos nós tantas venturas! He esta huma verdade mais que, quem sabida, huma questão, que descobre a mais curta esféra, o mais rude engenho. Sim he Vossa Magestade o nosso Bemfeitor, o que nos levanta do abysmo, e da sepultura. Quem por meio de novas Leys tão adequadas, de reformas, de Cortes tão necessarias, e sobre tudo por meio de huns principios de Constituição tão luminosos, tão sãos, tão proprios do homem civil, tão naturaes ha feito, e continúa a fazer a nossa dita. Mil graças pois vos sejão dadas por todo o homem: o Natural, e Estrangeiro vos bem diga, e louve; em quanto nós certos de tanto bem, e a elle gratos, confessamos reconhecidos nossa ventura, e tributamos assim reverentes a Vossa Magestade os nossos deveres. Ourém em Camera 12 de Abril de 1821. = O Corregedor da Comarca, Manoel da Fonceca Coelho - O Juiz de Fóra, Presidente, Antonio Gomes Ribeiro = O Vereador primeiro, Antonio Pereira Jorge. = O Vereador segundo, Vicente José Henriques de Oliveira Roza - O Vereador terceiro, Manoel Antonio Almeida = O Procurador, Joaquim da Silva de Frias.



publicado por Carlos Gomes às 10:38
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Sábado, 3 de Setembro de 2016
DEPUTADO MENDES CORREIA EXALTOU EM 1956, NA ASSEMBLEIA NACIONAL, AS VIRTUDES DO FOLCLORE PORTUGUÊS, REFERINDO-SE AO CONGRESSO REALIZADO EM BRAGA

Na sessão de 29 de junho de 1956 da VI Legislatura da Assembleia Nacional, o deputado Mendes Correia falou sobre o Congresso de Etnografia e Folclore que se realizou em Braga naquele ano, exaltando as suas virtualidades e qualidades artísticas. A sessão foi presidida por Albino dos Reis Júnior e secretariada por José Paulo Rodrigues e Alberto Pacheco Jorge.

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O Sr. Mendes Correia: - Sr. Presidente: na sessão de ontem o nosso colega Dr. Alberto Cruz referiu-se, a propósito das impressões que teriam deixado a terra e a gente bracarenses e o Minho em geral nos membros do recente Congresso de Etnografia e Folclore, realizado em Braga, as tradições regionais de hospitalidade e à necessidade de se apoiar o desenvolvimento do turismo naquela província.

Não precisa o nosso colega da minha solidariedade nas aspirações que formulou, e que naturalmente perfilho sem restrições, mas pedi a palavra para, ainda com um mandato que me permite traduzir o sentir de todos os congressistas, sublinhar a hospitalidade e a cortesia que todos encontrámos em Braga e na boa gente do Minho, aproveitando este ensejo para, mais uma vez, salientar o significado nacional e político da assembleia realizada e a importância - nos mesmos aspectos, além do cientifico- de muitas matérias nela versadas e de muitos dos votos finais ali adoptados.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-Não trago, evidentemente, a esta Câmara um relato pormenorizado do que foi o Congresso e do que ele representa na vida cultural e social do Pais.

Mas acentuarei que a sua magnitude decorre do tema dos seus relatórios e das suas duzentas comunicações. Esse tema é o povo português, a sua psicologia, as suas tradições, a sua arte, os seus anseios, as suas tendências e as suas capacidades.

Tema que é hoje versado cientificamente, com métodos e técnicas adequados, de maneira sistemática, imparcial e objectiva, e não ao modo antigo, por coleccionadores

a esmo, por simples amadores sem preparação, por devaneadores e fantasistas, com maior ou menor brilho literário, maior ou menor sentimento e entusiasmo, mas numa ausência total, ou quase, de espirito cientifico. Há ainda quem suponha que etnografia e folclore são puras colectâneas amenas de temas pitorescos da vida popular.

Ora, o último Congresso definiu posições nítidas e úteis quanto à natureza dos objectos dessas disciplinas e quanto à maneira de os tratar e utilizar. Pôs em evidência o interesse de certas investigações. Salientou as ligações entre o âmbito das ditas disciplinas e a história, a filosofia, a religião, a arte, a sociologia, a política, a economia, etc. Pôs sobretudo em relevo o valor nacional daqueles estudos.

E a todos foi grato verificar que, a par das contribuições mais singelas sobre um ou outro facto local ou regional, surgiram naquela assembleia teses de conjunto ou de carácter genérico e doutrinário, como as de metafísica, do folclore e da ética dos provérbios populares, tratados pelos reverendos Drs. Bacelar e Oliveira e Craveiro da Silva, da Faculdade Pontifícia de Filosofia, de Braga.

Não faltaram outros elementos universitários e académicos, participantes do Brasil, Espanha e México, os temas mais variados. Mas desejo aqui congratular-me, sobretudo, com o apoio e interesse manifestados ao Congresso, não só por corpos administrativos, como as Camarás Municipais de Braga -a autora da iniciativa e sua grande realizadora-, Viana do Castelo, Santo Tirso e Porto, e algumas juntas de província, mas também por organizações como o Secretariado Nacional da Informação e Cultura Popular, a Mocidade Portuguesa, a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, etc.

O Governo da Nação, o Governo de Salazar, dispensou ao Congresso o apoio mais expressivo, sendo notáveis os discursos proferidos no mesmo pelos ilustres Ministro das Corporações e Subsecretário de Estado da Educação Nacional.

Verificou-se, assim, este facto altamente consolador: é que de sectores os mais variados da vida nacional, de todos os planos hierárquicos, dos domínios directamente ligados ao assunto como de outros, do Governo ao próprio povo - como o de Braga e como o que participou nos festivais folclóricos então realizados-, houve geral concordância no reconhecimento do vasto e profundo significado da bela iniciativa da Câmara de Braga, e especialmente do seu extraordinário presidente.

Como ó oportuna e confortante tal verificação, precisamente quando nesta Assembleia se está discutindo o Plano de Formação Social e Corporativa, marcando-se o desejo de, abrindo os braços a todos os progressos reais e fecundos, conservar as melhores e mais sãs tradições nacionais!

O Congresso emitiu numerosos votos, como em matéria de ensino, investigação, propaganda, museus, protecção, etc., de assuntos etnográficos e folclóricos. Sublinharei apenas, neste instante, os que dizem respeito às actividades ultramarinas nesse domínio e à recusa ao fado do título, tão correntemente usado, de canção nacional por excelência.
O estudo da etnografia e folclore das populações ultramarinas mereceu ao Congresso uma atenção especial, salientando-se a necessidade dessa matéria nos centros de estudos sociais e políticos e nos novos institutos de investigação cientifica de Luanda e Lourenço Marques, entre as ciências humanas ou sociais.

Quanto ao fado, proclamou-se o inconveniente nacional e folclórico da sua difusão excessiva, quer pela sua proveniência, quer pelo pessimismo e desanimo que traduz, em contradição com as fontes e as manifestações mais autenticas e construtivas da inspiração popular. O fado lembra as guitarras plangentes de Alcácer, não um brado de vitória ou de fé.

Não pretendo negar a beleza de alguns fados, das toadas mais melancólicas, de versos profundamente tristes. Mas não se chame canção nacional por excelência a uma canção folclòricamente tão discutível e tão distinta, em tudo, das belas, joviais e empolgantes canções de que é felizmente tão rico. O autentico folclore nacional.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-Vi um dia, num festival folclórico, no Porto, centenas de visitantes estrangeiros, como um só homem, perante uma exibição de ranchos de Viana, erguerem-se a aplaudir e a gritar: «Viva Portugal»! Em vez do fado depressivo, como não hão-de ser estimulantes e gratas para nós, Portugueses, essas manifestações da nossa música popular que tom assim o dom de arrebatar os próprios estrangeiros?

Sem recusar a possibilidade de introdução e adopção de factos novos, ou seja do processo chamado de aculturação pelos etnógrafos e sociólogos, o Congresso pronunciou-se pela definição do facto etnográfico e folclórico como caracterizado por serem tradicionais e de origem espontânea e anónima na alma popular.

A aculturação só pode dar-se quando esta alma lhe é favorável, quando nesta encontra eco, aceitação, concordância psicológica. Nos nossos territórios ultramarinos é do maior interesse o estudo da aculturação das populações nativas sob a influência da cultura que tenho chamado luso-cristã.

Por estas singelas considerações creio ter dado uma ideia da importância nacional e científica do Congresso de Braga. Mas o que sobretudo desejei sublinhar, usando da palavra, foi a gratíssima impressão que congressistas nacionais e estrangeiros trouxeram do convívio, da hospitalidade, da afabilidade, da cortesia, do trato, da doçura, do irradiante poder de simpatia, da boa gente de Braga e do Minho, daquele admirável povo em que se conservam e florescem tantas virtudes tradicionais de suavidade de alma, de bondade, de apego ao lar, de dedicação pelo trabalho, de amor pelo seu berço e de fidelidade aos altos valores espirituais que garantem a perenidade da Pátria e da civilização.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador:-Posso depor com firmeza que na multidão que em avalancha jovial festejava o S. João, na noite de 23, em Braga, não vi senão atitudes simpáticas e dignas. Quem dava involuntariamente um encontrão pedia desculpa.

Ausência de palavrões, de qualquer grosseria, de brutalidade. Bom povo, admirável povo, que a dissolução tendenciosa de outros meios ainda não inquinou nem perverteu.

Tenho a certeza de que a acção de organizações como as que citei manterá indemnes a sua alma e as suas tradições sãs contra a vaga cosmopolita ou exótica de materialismo pretensamente científico e humano que ameaça subverter o que há de melhor e mais luminoso no património moral da nossa civilização. Bom povo de Portugal, porque creio em ti e nos valores espirituais que te animam, creio na eternidade da Pátria.

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.



publicado por Carlos Gomes às 15:20
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016
OURIENSES FAZEM EXCURSÃO À FESTA DO AVANTE

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publicado por Carlos Gomes às 09:31
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ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 09:30
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OURÉM: RIBEIRA DO FÁRRIO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 09:28
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OURÉM: OLIVAL ESTÁ EM FESTA!

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publicado por Carlos Gomes às 09:26
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016
QUANDO VISITA OFICIALMENTE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA O TERRITÓRIO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA?

À semelhança do que se verificou com as recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estas comemorações deverão ocorrer no futuro junto das comunidades portuguesas radicadas noutros países. Existe, porém, um território que, não obstante pertencer de jure a Portugal, encontra-se desde há mais de dois séculos sob administração de Espanha – trata-se do concelho de Olivença, Tálega incluída – que até ao momento não recebeu a visita oficial do Presidente da República.

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Apesar do tempo já percorrido desde a ridícula “guerra das laranjas” e das gerações que entretanto se sucederam ao longo de mais de duzentos anos, os oliventinos de origem portuguesa guardam com nostalgia a sua identidade como podem na esperança de que um dia a terra que os viu nascer regresse à Pátria a que verdadeiramente pertence: Portugal. A comprovar tal sentimento patriótico, basta referir o grande número de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa que ultimamente se vem verificando, pese embora as alterações demográficas que se registaram ao longo do tempo.

Com uma área superior a 430 quilómetros quadrados – correspondendo ao triplo da área das cidades de Lisboa e Porto juntas! – Olivença faz parte de Portugal desde a celebração do tratado de Alcanizes celebrado em 1297.

À altura da ocupação, integravam o concelho de Olivença as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Jorge da Lor, São Domingos de Gusmão e Tálega. Vila Real, entretanto anexada a Olivença, fazia até então parte do concelho de Juromenha, localidade que agora integra o município do Alandroal.

O território português de Olivença, situado na margem esquerda do rio Guadiana, permanece ocupado por Espanha desde 1801. Em 1817, ao abrigo do Tratado de Viena, Espanha reconheceu a soberania portuguesa e comprometeu-se a devolver o território à soberania portuguesa, compromisso que nunca honrou até ao momento.

O Estado Português não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, razão pela qual falta ainda demarcar a fronteira entre os dois países entre entre as confluências do Guadiana com o rio Caia (a norte) e a ribeira de Cuncos (a sul), não estando colocados os marcos fronteiriços entre o 801 e o 900, na zona adjacente ao território histórico de Olivença.

Não faltam as razões que fundamentem do ponto de vista jurídico a reclamação de Portugal relativamente a Olivença nem tão pouco os argumentos de ordem moral que lhe assistem: a Espanha deve honrar os seus compromissos e respeitar um país cujo relacionamento sempre se pautou pela amizade e boa vizinhança. E, em nome de Portugal, o Presidente da República jamais se deveria inibir a efetuar uma visita oficial a Olivença e ali celebrar o Dia de Portugal, levando aos oliventinos – Portugueses de Olivença! – uma palavra de afeto e esperança!

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publicado por Carlos Gomes às 19:14
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CAÇADORES MARCAM ENCONTRO EM OURÉM

ENCONTRO DE CAÇADORES: “OS DESAFIOS DE CAÇAR EM OURÉM”

“Os desafios de caçar em Ourém” é o tema do encontro de caçadores que terá lugar no próximo dia 24 de setembro, no Clube de Caçadores Moinhos de Vento, no campo de tiro, em Casaria – Olival.

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Esta iniciativa do Conselho Cinegético e do Município de Ourém, tem como principal objetivo promover o encontro de caçadores e a discussão de várias questões relacionadas com esta temática.

Programa:

17.00H: recepção aos oradores convidados com momento musical da responsabilidade de "Os Desorganizados"

17.15H: início da sessão

Moderador: Joaquim Reis – Clube de Caçadores de Fátima

Dr. Paulo Fonseca – Presidente da Câmara Municipal de Ourém: "O Conselho Cinegético Municipal e o apoio aos caçadores do concelho".

Dr. Jacinto Amaro Presidente da FENCAÇA – Federação Nacional de Caça: “Funções e desafios".

Dr. Luís Ferreira – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas: “A legislação em vigor e a intervenção do ICNF

1.º Sargento Pedro Campos – Destacamento de Tomar da GNR: "Mitos e verdades sobre a actuação do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente"

  1. Pedro Esteves – Centro de Investigação, Biodiversidade e Recursos Cinegéticos: "O impacto da nova variante da DHV nas populações do coelho bravo"

18.15H: intervenção do público presente

19.00H: lanche / convívio

Inscrições gratuitas (até19 de setembro) pelo email: gab.presidencia@mail.cm-ourem.pt T. 249 540 900 (ext. 6105)

O Conselho Cinegético Municipal tem como principais atribuições:

  • Propor medidas que considere úteis à gestão e exploração dos recursos cinegéticos;
  • Propiciar que o fomento cinegético e o exercício da caça, bem como a conservação da fauna contribuam para o desenvolvimento local;
  • Apoiar na fiscalização das normas legais sobre a caça e na definição de medidas tendentes a evitar danos causados pela caça à agricultura;
  • Emitir parecer, no prazo de 15 dias, sobre concessão de ZCA - Zonas Caça Associativa e ZCT - Zonas Caça Turística, criação e transferência de ZCN - Zonas Caça Nacional e ZCM - Zonas Caça Municipal, bem como sobre a anexação de prédios rústicos a zonas de caça e, ainda, sobre a transferência de gestão de terrenos cinegéticos não ordenados e suas renovações;
  • Emitir parecer sobre as prioridades e limitações dos diversos tipos de zona de caça:
  • Facilitar e estimular a cooperação entre os organismos cujas ações interfiram com o ordenamento dos recursos cinegéticos.


publicado por Carlos Gomes às 15:01
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OURÉM TEM FESTA GRANDE NO OLIVAL

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publicado por Carlos Gomes às 10:28
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OURÉM EVOCA DIÁSPORA E CULTURA JUDAICA

Fora da Estante: Diáspora e Cultura Judaicas

01 a 30 de Setembro

Biblioteca Municipal de Ourém

No mês em que o Município de Ourém realiza o “Vila Medieval em Setembro” a Biblioteca Municipal destacará, durante todo o mês, obras sobre a Diáspora e a Cultura Judaicas (tema da edição de 2016) que integram o seu acervo bibliográfico.

De segunda a sexta-feira das 9h00 às 17h00 (horário ininterrupto)

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publicado por Carlos Gomes às 10:24
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