Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016
OURÉM: OS MISTÉRIOS DA SINAGOGA QUE ESTA SEMANA INSPIRA O FESTIVAL JUDAICO

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Cláudia Gameirohttp://www.mediotejo.net/

Os vestígios de uma antiga sinagoga em Ourém começaram a ser referidos por historiadores locais há cerca de 30 anos e chegaram a estar incluídos nos roteiros turísticos. O atual executivo municipal decidiu agora apostar no seu estudo, expropriando o terreno para fins públicos de investigação e dedicando o Festival de Setembro deste ano à diáspora e cultura judaica. Mas há mais dúvidas que certezas em torno destas ruínas, bem como da comunidade que a usaria, na antiga vila medieval.

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Edifício em ruínas evidencia a existência prévia de dois arcos em ogiva. Terá sido uma antiga sinagoga? Foto: mediotejo.net

 

São dois arcos ogivais incrustados num edifício em ruínas, que poderão fazer ter feito parte de uma antiga sinagoga. Os vestígios encontram-se por trás da Pousada Conde de Ourém e são há muito conhecidos de historiadores e instituições locais, mas não existem referências históricas sólidas da sua existência na vila medieval. Em tempos, alertou o historiador e blogger Carlos Gomes ao mediotejo.net, o Turismo chegou a ter uma brochura em que estes arcos vinham mencionados, mas o património foi completamente esquecido nas rotas turísticas, sem qualquer tipo de promoção.

Na sua segunda edição, o Festival de Setembro decidiu apostar na cultura judaica. Questionado a respeito da escolha deste tema, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, explicou ao mediotejo.net ter-se devido à identificação recente de “uma antiga sinagoga em ruínas”, tendo-se decidido avançar na sua promoção e estudo. Na reunião camarária de 2 de setembro, sexta-feira, todo o elenco votou favoravelmente a expropriação do terreno para fins públicos.

Para Paulo Fonseca, esta será uma forma de fomentar a “valorização patrimonial” da vila e o turismo judaico. “Tínhamos indicação histórica da existência de uma sinagoga”, explicou, e quer-se agora apostar neste novo factor de atratividade, que conta com o apoio da Fundação Oureana.

Mas, apesar de serem recentes na memória do atual executivo municipal, estes vestígios foram descobertos por Carlos Evaristo, presidente da Fundação Oureana, há perto de 30 anos. Arqueólogo de formação, o responsável contou ao mediotejo.net que se apercebeu da importância das ruínas quando começaram a fazer as obras no antigo Hospital (do outro lado da mesma rua), para o converter na Pousada. As marcações e os movimentos de terras fizeram cair o estuque do edifício degradado próximo, que formava aparentemente uma porta quadrada, e surgiram os arcos.

“Ando a lutar por isto há mais de 25 anos”, comenta Carlos Evaristo, mas na época, inícios dos anos 90, reconhece que não foi levado a sério. Ainda assim, procurou consultar comunidades judaicas e a associação dos sefarditas nos EUA, em busca de apoios para a investigação, e adquirir o imóvel. Mas os proprietários, narra Carlos Evaristo, nunca quiseram vender. O projeto foi morrendo e caiu no esquecimento coletivo.

“Fui fortemente criticado porque diziam que não havia indícios de judiarias em Ourém”, explica. Segundo o arqueólogo, eram necessárias 10 famílias para que a comunidade fosse considerada uma judiaria e em Ourém (saliente-se, a comunidade que vivia junto ao Castelo) só existiriam sete. Pessoas que foram apadrinhadas por D. Afonso, IV Conde de Ourém (1400-1460), ao tornar-se senhor das judiarias, que estiveram ligadas, afirma Carlos Evaristo, à construção da Colegiada e ao Paço dos Condes (estrutura anexa ao Castelo medieval). “Sabemos que [D.Afonso] esteve envolvido na Sinagoga de Tomar e que albergava judeus foragidos de Castela”, relata, devido à perseguição pelos Reis Católicos. “Os judeus sentiam-se tão protegidos por ele que construíram a cripta, inspirada na sinagoga de Tomar”, relata.

Mas a existência desta comunidade judaica terá sido curta. No reinado de D.Manuel I (1495-1521), o Rei mandou expulsar os judeus e muitos foram obrigados a converter-se ao cristianismo (os chamados cristãos-novos). Uma das ações do reino foi destruir e/ou esconder os símbolos religiosos, sendo essa a razão, aponta Carlos Evaristo, para o segundo arco ogival estar emparedado (o primeiro é uma porta).

Carlos Evaristo está convicto da existência de uma judiaria, ainda que com poucas famílias, em Ourém. Um dos seus argumentos é uma antiga Botica (um dispensário ou farmácia) na entrada secundária da vila medieval. Num velho edifício em ruínas, encontrou vestígios de loiças ligadas a estas antigas farmácias e plantas que não são naturais de Ourém. Conhecedora de especiarias e ervas medicinais, terá sido a comunidade judaica fugida de Castela a trazer aquelas espécies. “No século XVII haviam Cristãos-Novos com a profissão de ‘Idiotas’ que eram barbeiros, sangradores, curandeiros e boticários”, adianta.

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Num velho edifício em ruínas, Carlos Evaristo encontrou artefatos de uma antiga farmácia. Reconstruiu o espaço e criou um museu com os seus achados na vila medieval de Ourém. Foto: mediotejo.net

 

No local, o arqueólogo reconstruiu o edifício e criou um museu com os seus achados na vila medieval. Um dos elementos mais interessantes é uma pedra esculpida com a Cruz de Cristo, que afirma ter encontrado perto dos vestígios da sinagoga, onde por trás descobriu uma estrela de David.

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Numa pedra com a Cruz de Cristo, Carlos Evaristo descobriu por trás a estrela de David. Foto: mediotejo.net

 

A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou na vila e procurou promover o seu património histórico. Presidente da instituição, Carlos Evaristo mostra-se satisfeito por a Câmara de Ourém ter finalmente decidido apostar na sinagoga.

Já Carlos Gomes refere que a sinagoga terá sido destruída no terremoto de 1755, e novamente nas invasões francesas, razão pela qual ambos os arcos ficaram totalmente escondidos. Indica inclusive dois livros que mencionam a existência da sinagoga e de uma comunidade judaica em Ourém: o “Olho de Vidro”, novela de Camilo Castelo Branco, e “Ourém – Três contributos para a sua história”, editado pelo município em 1988.

O historiador reflete sobre a importância dos judeus em Ourém e Portugal: “Os judeus constituíam uma comunidade, vivendo no burgo medieval, e integrada com êxito entre a população de cristãos-velhos. Hoje nada a distingue. São os Oliveiras, que há muito em Ourém, os Silvas, Pereiras, castelões, etc”.

Já o Professor universitário Paulo Mendes Pinto, especialista em Ciência das Religiões e coordenador do projeto “Dicionário Histórico dos Sefarditas Portugueses”, mostra algumas reticências em comentar os vestígios, uma vez que desconhece o local e as suas características. “Há indícios de uma comunidade medieval” em Ourém, referiu ao mediotejo.net, e até processos de pessoas levadas ao Tribunal do Santo Ofício por “judaísmo”. Pelo que “é plausível que tenha havido” uma comunidade judaica na localidade, constata.

Há características que só podem ser identificadas conhecendo os vestígios pessoalmente, frisa o especialista. “O espaço de Tomar não levanta dúvida nenhuma”, afirma, uma vez que há vários documentos e inscrições que atestam ser aquela uma antiga sinagoga. Já em Castelo de Vida, comenta, é apenas um armário onde se guardaria a Torá. “Há coisas muitos variadas”, explica.

Não havendo estudos aprofundados em torno dos vestígios de Ourém, coloca dúvidas. “Na Península Ibérica, todos os espaços de antigas sinagogas não tinham essas portas”, refere. Além disso, “muitas das casas do século XV tinham uma porta grande e uma pequena”.

O mediotejo.net contactou a Rede de Judiarias de Portugal para pedir um comentário sobre o Festival de Setembro e a sinagoga de Ourém, mas a instituição informou que não tinha conhecimento nem dos vestígios nem da iniciativa.

Fundação Rothschild quer estudar vestígios judaicos

Durante a reunião de 2 de setembro, no momento da votação da expropriação, um morador da vila medieval, David Pereira, veio em nome da Fundação Rothschild apresentar a disponibilidade da instituição para estudar os vestígios. “É apenas uma proposta que ainda terá que ser discutida”, explicou ao mediotejo.net.

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Durante reunião camarária de 2 de setembro foi aprovada a expropriação para interesse público do imóvel onde se encontram vestígios de uma antiga sinagoga. Foto: mediotejo.net

 

Paulo Fonseca manteve a mesma postura, referindo que ainda é uma questão a ser analisada.

O nome Rothschild é de origem alemã e está associado a uma das mais poderosas famílias da revolução industrial, tendo no século XIX chegado a alcançar a maior fortuna privada do mundo e o título de Barão no Reino Unido. É neste país que a Fundação Rothschild está atualmente sediada, apesar de haver braços da família espalhados por toda a Europa, dedicada à filantropia e caridade. Considerada uma autêntica dinastia, os Rothschild estiveram também ligados ao movimento sionista que promoveu a criação do Estado de Israel.

Festival de Setembro traz Rodrigo Leão

Em 2014 a Fundação Casa de Bragança, na ocasião presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, passou a gestão do Castelo de Ourém para o município, procurando-se assim apostar na sua promoção. Foi ainda anunciada uma requalificação do Castelo, que está ainda a aguardar investimento comunitário. Das iniciativas nascidas deste protocolo está o Festival de Setembro.

O cabeça de cartaz deste ano é o compositor Rodrigo Leão, que vai atuar no palco do Castelo de Ourém às 21h30 de 11 de setembro, domingo. Mas o Festival vai decorrer ao longo do fim-de-semana, com uma conferência sobre a herança judaica a decorrer às 15h30 de dia 10, sábado, na Galeria da vila medieval, e os Melech Mechaya e Pás de Probléme a atuarem a partir das 22 horas. Música sefardita, gastronomia, o lançamento do livro “Inquisição em Ourém”, ou mostras de cinema com documentários são outras das propostas, todas gratuitas.



publicado por Carlos Gomes às 21:20
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FAPWINES ACRESCENTA ROSÉ À LINHA DE VINHOS GIROFLÉ E APOSTA NA EXPANSÃO INTERNACIONAL DA MARCA

Vendas internacionais já pesam 25% no volume de negócios, que deverá registar aumento superior a 30% em 2016, impulsionado pela entrada em novos mercados até ao final do ano.

A FAPWINES, projeto iniciado por João Matos em 2013, acaba de lançar o vinho Giroflé Rosé e está apostada em aumentar a presença da linha de vinhos Giroflé nos mercados internacionais.

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Além de estar listado em mais de 200 restaurantes de referência de norte a sul do país, onde a marca Giroflé já está presente, o novo Giroflé Rosé destina-se, essencialmente, à exportação, tendo já assegurado colocação em 3 mercados externos.

"Vamos iniciar, muito em breve, exportações para os E.U.A. com o Rosé, onde o Giroflé Douro Tinto já é comercializado através da cadeia Whole Foods Market. Ao mesmo tempo, está também assegurada a colocação em apenas mais dois países europeus - Bélgica e Suíça -, uma vez que a produção deste vinho foi limitada", revela João Matos, fundador da FAPWINES.

O mesmo responsável explica que as transformações das tendências de consumo a nível global estão na origem da aposta na criação de um vinho rosé:

"Os consumidores de vinho estão, cada vez mais, a optar por vinhos rosé e, se até há alguns anos as escolhas recaiam, sobretudo, nos vinhos tintos, hoje as tendências de consumo apontam para um maior equilíbrio entre tintos, brancos e rosés, observando-se uma clara preferência por vinhos mais leves, com menos álcool", considera João Matos.

Destinado a um público-alvo que compreende a faixa etária entre os 25 e os 45 anos e que "cada vez mais aprecia beber vinho à refeição, e a copo fora dela", o Giroflé Rosé é essencialmente indicado para acompanhar pratos de comida asiática e italiana, peixes e mariscos, ou simplesmente como aperitivo.

Resultante da vinificação de uvas das castas Touriga Nacional e Syrah plantadas na margem esquerda do rio Tejo, o Giroflé Rosé apresenta um aroma intenso a frutos vermelhos. Na boca, onde a acidez confere persistência, revela-se fresco, devendo ser bebido entre os 10º e os 14ºC.

Recorde-se que, através da FAPWINES, a marca Giroflé exporta atualmente para os E.U.A, Alemanha, Bélgica e Brasil, mercados que são já responsáveis por 25% das vendas globais da empresa.

Em 2017, o peso das exportações no volume de negócios deverá cifrar-se nos 50%, impulsionado pela previsão da entrada, até ao final deste ano, no Canadá e na Polónia, encontrando-se ainda em fase de estudo a penetração no mercado asiático.

Refira-se que, depois de em 2015 as vendas da FAPWINES terem aumentado 60% face a 2014, a empresa prevê encerrar 2016 com o registo de novo crescimento, superando em mais de 30% os resultados alcançados no último ano.

Formado em Enologia pela UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e com 12 anos de experiência na criação e comercialização de vinhos, em junho de 2013, João Matos redesenhou o seu percurso no mundo dos vinhos com a FAPWINES.

A amizade que o une a vários enólogos e o gosto pela partilha permite-lhe construir vinhos em diversas regiões, tirando partido da identidade de cada uma delas, sempre com o objetivo de agradar aos consumidores que tão bem conhece.

A linha de vinhos Giroflé, à qual se soma agora o Giroflé Rosé, inclui o Giroflé Loureiro, o Giroflé Alvarinho, o Giroflé Douro Branco, o Giroflé Douro Tinto e o Giroflé Espumante Bruto.



publicado por Carlos Gomes às 19:11
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ESTUDO REVELA QUE 62% DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SOFREM DE BURNOUT

Stress ocupacional, confiança nos chefes e relacionamento com a gestão de recursos humanos associados a Burnout

Um estudo realizado pela Universidade Portucalense, no âmbito de uma tese de mestrado em psicologia, revela que 62% dos professores universitários inquiridos sofre de sintomas de burnout, associado a fadiga física.

Os resultados do estudo indicam que o stress inerente à função e cargos que cada docente ocupa está diretamente associado ao burnout. Por outro lado a confiança nas chefias e o relacionamento com a gestão de recursos humanos constituem-se como factor amortecedor do burnout.

O burnout é considerado como um tipo de stress de carácter duradouro ligado às situações de trabalho, resultado da constante e repetitiva pressão emocional relacionada com a intensa ligação com pessoas por longos períodos de tempo.

Os dados apoiam a necessidade de rever as funções que o professor deve desempenhar dentro da instituição e a devida carga horário, favorecendo o desempenho do professor e o bem-estar, sendo especialmente relevante os relacionamentos dos professores universitários com a gestão.

A fadiga física e a exaustão são apontadas, contrariamente ao que se poderia pensar (fadiga cognitiva), como os principais fatores de desencadeamento deste quadro.

Isto deve-se ao facto de cada professor ter uma carga horária (16 horas) superior à recomendada, acrescida da necessidade de conciliar as aulas com a investigação e orientação de alunos, podendo acumular funções burocráticas ou de maior responsabilidade como é o caso de 60% dos inquiridos, ou a coordenação de um determinado curso ou departamento da universidade, como são 42% dos docentes participantes no estudo.

Da amostra total dos 131 inquiridos, 66% são professores auxiliares, 15% professores associados, 10% professores convidados e com menor prevalência, 4% professores catedráticos.

O estudo revela ainda que o burnout é transversal a todas as áreas científicas sendo que  22% dos docentes afetados por este quadro, se encontram nas ciências naturais, 24% nas ciências sociais e humanas, 22% nas ciências matemáticas e novas tecnologias e 23% nas ciências artísticas.

Apesar de nenhum dos inquiridos apresentar um quadro de burnout total, verifica-se que 62% dos professores têm sintomas de burnout associado a fadiga física, 27% apresentam sintomas de burnout associado a fadiga cognitiva e 5% sintomas de burnout associado a exaustão emocional.

Com o objetivo de compreender e medir a relação entre o stress ocupacional e burnout, a autora, Ana Rita Ferreira, realizou o estudo junto de professores universitários de quatro instituições do ensino superior da cidade do Porto, três públicas e uma privada.

Tinha ainda como objetivo específico explorar e medir o efeito da relação com diferentes chefias, através da confiança, e do relacionamento com a gestão de recursos humanos, na origem de sintomas de burnout em professores universitários.  

A confiança e o stress nos professores universitários têm uma associação negativa com o burnout, ou seja, quando o ambiente de trabalho é positivo, o docente encontra mais recursos sociais e psicológicos para superar os desafios profissionais.

Os inquiridos deste estudo tinham idades compreendidas entre os 23 e os 74 anos, apresentando uma idade média de 45 anos, sendo que, todos lecionam em apenas uma universidade.

Em relação à escolaridade dos questionados, 83% têm doutoramento, 9% mestrado, 3% licenciatura e apenas 0,7% um pós-doutoramento, e no que toca à área de formação da amostra, está dividida de forma semelhante entre ciências naturais (27%), ciências sociais e humanas (28%), ciências matemáticas e novas tecnologias (37%) e em menor parte as ciências artísticas (5%).

O estudo demonstra que as universidades devem dar mais importância aos relacionamentos dos professores universitários com a liderança direta e com a gestão de recursos humanos como factor promotor de saúde mental.

A Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT) é um estabelecimento de ensino superior cooperativo que iniciou a sua atividade em 1986.

A UPT funciona exclusivamente na cidade do Porto, no Pólo Universitário da Asprela, ministrando cursos nas nove áreas seguintes: Direito, Economia, Gestão, Informática, Psicologia, Educação, Turismo e Hospitalidade, Património e Cultura, e Relações Internacionais.


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publicado por Carlos Gomes às 18:47
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“UM LOUVOR A MARIA” LEVA CÂNTICOS MARIANOS À BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

Concerto inserido no programa oficial do Centenário das Aparições, integra o Ciclo Ouvir Fátima.

O Grupo Vocal Ançãble, dirigido por Pedro Miranda, vai apresentar o concerto “Um Louvor a Maria”, no dia  9 de setembro pelas 21h00, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima. 

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Este evento, que  integra o Ciclo Ouvir Fátima promovido no âmbito do programa celebrativo do Centenário das Aparições, apresentará várias expressões musicais com as quais os crentes têm expressado o seu louvor à Virgem Maria.

O programa proposto tem como ideia central percorrer as antífonas marianas, presentes na Liturgia das Horas para a hora de Completas.

Ocorrendo este ano o centenário da Aparição do Anjo, vão ser apresentadas, também,  duas obras dedicadas ao Anjo Custódio de Portugal, uma do séc. XVIII e outra do séc. XX.

Este espetáculo musical, pelo seu simbolismo e pela intima relação com uma dimensão mariana, é uma das propostas para um dos serões do Congresso Mariológico-Mariano Internacional, promovido pela Pontifícia Academia Mariana Internacional, com o apoio do Santuário de Fátima, que decorre na Cova da Iria de 6 a 11 setembro.

«A dimensão cultural é própria dos santuários cristãos, os quais têm sido e continuam a ser “centros de cultura” de inegável importância. Esta dimensão cultural configura-se como dimensão complementar àquela que é a identidade primordial de qualquer santuário como lugar de culto. Culto e cultura não são concorrentes e menos ainda se excluem mutuamente; e o Santuário de Fátima tem, ao longo dos anos, procurado conjugar ambos os aspetos, nunca perdendo de vista a sua missão eminentemente cultual e de evangelização», afirma o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima.

O Pe. Vítor Coutinho, coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima, considera por seu lado que «As iniciativas culturais que aqui se apresentam são parte de um programa mais vasto que poderá ir ao encontro dos interesses de muitos homens e mulheres de boa vontade, proporcionando momentos de contemplação e de fruição estética contribuindo para uma reflexão fecunda e renovada”, promovendo uma aproximação a Deus.

O Grupo Vocal Ançãble, constituído por uma família de Ançã, dedicado sobretudo à Música Sacra Portuguesa, tem-se apresentado em público com uma frequência regular em Portugal, registando também intervenções em Itália, Espanha e Brasil.

O seu regente- Pedro Carlos Lopes de Miranda- é presbítero da diocese de Coimbra. Licenciado em História da Arte pela Universidade de Coimbra, completou o curso de flauta transversal no Conservatório de Música de Coimbra com o professor Bernard Ravel-Chapuis, em 1987. Atualmente é professor de Iniciação à Harmonia e Direção Coral na Escola Diocesana de Música Sacra. Dirige desde 1989 o Grupo Vocal Ançãble, com o qual se dedica especialmente à recuperação e promoção do património histórico e contemporâneo da música sacra portuguesa. Tem feito estrear diversos compositores em audição moderna ou absoluta.

A sua atividade de compositor foi publicamente reconhecida pelo segundo prémio no 1.º Concurso Nacional de Composição Coral, organizado pelo Coro Misto da Universidade de Coimbra, em 1987, e pela publicação de obras suas na revista da Academia Martiniana e ultimamente na Revista Libellus Usualis.



publicado por Carlos Gomes às 10:30
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