Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015
HÁ MOIRO NA COSTA?

As relações que ao longo de muitos séculos os portugueses estabeleceram com a maior parte dos povos do mundo, sobretudo desde o início da expansão marítima, fez de Portugal uma nação de espírito universalista e dos portugueses um povo excecionalmente tolerante ao ponto de não apenas aceitar as diferenças culturais como ainda assimilar em grande medida o conhecimento que usufruiu através do contacto com as mais diferentes culturas e civilizações. Não admira, pois, que em virtude da saudável convivência entre as mais variadas gentes que integram a sociedade portuguesa, seja Portugal considerado um study case ou seja, um exemplo que deve merecer o estudo da parte de quem procura um paradigma de uma sociedade tolerante.

Portugal é, por princípio, uma nação pacífica que evita ingerir-se nos assuntos internos de outros países, apenas sendo arrastado para certos conflitos por interesses que lhe são alheias e que apenas derivam do contexto político em que está inserido.

É na Ásia, no continente americano e em África, incluindo entre muitas nações árabes e islâmicas, que o nosso país é visto com maior simpatia e os portugueses até com admiração e apreço. Porém, tal como sucedeu nos séculos XVI e XVII sob o domínio filipino, Portugal acabará mais tarde ou mais cedo por atrair para si muitos dos problemas e inimizades dos países aliados da União Europeia.

Dissimulados na horda de refugiados que diariamente dão à costa nas praias da Europa encontrar-se-ão muitos militantes de grupos islamitas que aqui pretendem criar as suas células na esperança de virem a reconquistar o Al Andaluz e restabelecer o califado de Córdoba.

Generosos e sensíveis ao sofrimento humano, de norte a sul do país, os portugueses abrem os braços para os acolherem e ampararem na desgraça, sem contudo darem conta do perigo que os espreita. Para trás, ficaram muitos cristãos árabes massacrados ou atirados ao mar durante a viajem, sem que tal merecesse grande atenção por parte de uma sociedade que parece renegar os seus valores civilizacionais: a Europa deixou de ser cristã para passar a ser… laica!

Não se trata de intolerância ou falta de solidariedade humana mas de preservar a nossa identidade e os valores da nossa civilização, a nossa maneira de viver e de aceitar a diferença. Jamais poderemos tolerar minimamente a ideia de uma sociedade de submissão e escravatura religiosa seja de quem for, deixando ao livre arbítrio de uns tantos iluminados o direito de destruírem o nosso património histórico, alterarem os nossos símbolos, imporem a excisão e enfiarem uma burka nas mulheres.

Até ao momento, calcula-se em cerca de 50 mil, o número de muçulmanos que vivem em Portugal, na sua maioria originários dos antigos territórios ultramarinos da Guiné-Bissau e de Moçambique, aos quais nos últimos anos vieram juntar-se muitos imigrantes sobretudo de origem paquistanesa mas também do Bangladesh, Senegal, Tunísia e Argélia. No que respeita às ramificações do Islão, rondam os 80% de sunitas, 15% de xiitas e 2% de wahabitas, estes últimos considerados mais ortodoxos e tendo na Arábia Saudita a sua maior influência.

Grande parte dos muçulmanos que aqui vivem são portugueses oriundos da Guiné-Bissau, Moçambique e do antigo Estado Português da Índia, muitos dos quais combateram no ultramar sob a bandeira portuguesa e como autênticos patriotas continuam a identificar-se. Bastará, para comprová-lo, assistir às comemorações dos antigos combatentes do Ultramar que anualmente se realizam em Lisboa, por ocasião do Dia de Portugal.

O convívio entre diferentes culturas não constitui, pois, um problema na sociedade portuguesa. O mesmo não se pode dizer se vier a estar em causa a nossa liberdade e os valores da nossa cultura e civilização. Nessas circunstâncias, terão os portugueses de novo bradar:

- Por São Tiago!



publicado por Carlos Gomes às 15:45
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015
CEPAE REALIZA NA BATALHA COLÓQUIO SOBRE "LUGAR DE MEMÓRIA DA DINASTIA DE AVIS"



publicado por Carlos Gomes às 12:42
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015
VILA MEDIEVAL É A JÓIA HISTÓRICA DO CONCELHO DE OURÉM MAS A MAIORIA DOS OUREENSES AINDA NÃO A VISITOU

Qual Acrópole lusitana, o antigo burgo medieval com o Castelo e o Paço dos Condes de Ourém, atualmente designado por “Cidade Velha”, constitui o mais precioso núcleo patrimonial do concelho de Ourém com potencialidade para atrair milhares de visitantes. Pelas suas caraterísticas urbanas e arquitetónicas, a vila medieval de Ourém é apenas comparável a Óbidos, Marvão e Monsaraz, localidades que se inscrevem em todos os roteiros turísticos como locais de visita obrigatória.

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O Concelho de Ourém possui um potencial turístico que não se restringe às peregrinações ao Santuário de Fátima e à histórica aldeia de Aljustrel. Com os seus monumentos e história, os vestígios da sinagoga e as histórias de judeus narradas por Camilo Castelo Branco na sua novela “Olho de Vidro”, as ruelas estreitas e o magnífico Terreiro de Santiago, a apreciada ginjinha e as soberbas paisagens que dali se desfruta, o centro histórico de Ourém é um tesouro que espera o momento de ser desvendado.

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Desde que a destruição causada pelas invasões francesas levou à debandada dos oureenses e sua fixação na insignificante Pedela que, com o decorrer do tempo veio a dar origem à Aldeia da Cruz e consequentemente à progressiva Vila Nova de Ourém, a nobre e veneranda vila medieval de Ourém continua votada ao esquecimento, mau grado a beleza e graciosidade que encerra nas suas estreitas ruelas e recantos ajardinados.

O centro histórico de Ourém constitui um património de valor inestimável que necessita de ser preservado e usufruído. A sua conservação deve ter em consideração a utilização que dele possa ser feito, conciliando o comércio, o turismo e a ocupação habitacional de forma proporcionada. Não se pretende a fossilização de um centro histórico ou seja, a sua preservação sem uso.

A dinamização daquele espaço depende naturalmente da sua divulgação, da realização de um vasto programa de atividades e, naturalmente, da melhoria das condições de acesso e estacionamento.

O turismo é uma das indústrias que mais contribui para a preservação do património e o desenvolvimento económico. E, mais do que outra qualquer localidade, Ourém possui um valioso património que necessita de ser aproveitado!

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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2015
CIDADE DE NAGASAKI FOI DESTRUÍDA HÁ 70 ANOS!

Nagasaki foi fundada pelos portugueses há 445 anos, na Ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão

No próximo dia 9 de agosto, passam precisamente 70 anos sobre a data da destruição da cidade japonesa de Nagasaki. Naquele fatídico dia, os Estados Unidos da América lançaram sobre a cidade a bomba atómica, após dias antes terem feito o mesmo em relação à cidade de Hiroshima.

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Nagasaki foi criada pelos portugueses com vista ao estabelecimento de um porto de abrigo para os navios que demandavam aquelas paragens. Após um longo processo de negociações entre os jesuítas e Ômura Sumitada, senhor de Ômura e várias tentativas falhadas de fixação noutros locais, foi finalmente decidida a sua construção na ampla e profunda baía onde até então apenas existia uma pequena povoação de pescadores.

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A construção foi iniciada em 1571 e a cidade rapidamente se transformou num importante entreposto comercial, sobretudo para os negociantes holandeses, ingleses, chineses e coreanos. De igual modo, constituiu um dos principais pontos de evangelização dos jesuítas no Extremo Oriente

Possuindo uma população maioritariamente cristã, em grande medida resultante da miscigenação entre portugueses e mulheres japonesas, Nagasaki era uma cidade carateristicamente portuguesa, com as suas catedrais, a organização paroquial e a Misericórdia fundada em 1583. Mas, ainda mais relevante, a introdução de numerosos vocábulos no dialeto local, a influência na gastronomia, no vestuário e em muitos outros hábitos japoneses.

A sua importância estratégica levou á instalação no local de uma importante base naval da Marinha Imperial do Japão, razão pela qual se tornou um dos alvos escolhidos para o lançamento da bomba atómica no final da Segunda Guerra Mundial que a destruiu quase por completo.

Mais do que qualquer outra cidade do Japão, Nagasaki permanece viva no coração dos portugueses!



publicado por Carlos Gomes às 22:45
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Domingo, 14 de Junho de 2015
PONTE SOBRE O TEJO COMEMORA NO PRÓXIMO ANO MEIO SÉCULO DE EXISTÊNCIA E PODE REGRESSAR AO SEU NOME ORIGINAL

Mudança do nome ocorreu há 40 anos e constitui um anacronismo

No próximo ano, assinala-se o cinquentenário da Ponte Sobre o Tejo, agora anacronicamente denominada por “Ponte 25 de Abril”. A sua inauguração teve lugar no dia 6 de agosto de 1966, tendo-lhe na altura sido atribuída o nome de “Ponte Salazar”, denominação que no entanto jamais foi oficializada, mantendo a designação oficial de “Ponte Sobre o Tejo”.

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Em outubro de 1975, em pleno auge do período revolucionário e a escassas semanas do golpe militar do 25 de novembro, as enormes letras em bronze que compunham o nome “Salazar” foram derrubadas à martelada e a ponte foi rebatizada como “Ponte 25 de Abril”, em alusão a um acontecimento histórico ocorrido oito anos após a sua inauguração.

Quase meio século decorrido desde a sua inauguração oficial e quarenta desde a alteração do seu nome, a atual designação continua a revelar-se polémica, sendo muitos os cidadãos que contestam a mudança verificada independentemente das razões políticas que estiveram na sua origem. É que, para além de se pretender reescrever a história, a sua atual denominação representa um anacronismo a todos os títulos absurdo.

Sendo algumas atitudes compreensíveis em determinados contextos históricos como aquele que se viveu após o derrube do Estado Novo, também não deixa de ser verdade que uma sociedade culta e amadurecida sabe respeitar a sua História sem temor pelos fantasmas do passado.

Importa pois, numa altura em que a Ponte Sobre o Tejo se encontra prestes a atingir meio século de existência, efeméride que seguramente será condignamente assinalada, seja-lhe atribuída uma designação que seja consensual a todos os portugueses. E, caso tal desiderato não seja possível, será preferível que se reponha o seu nome original – Ponte Sobre o Tejo!

Fonte: http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 14:39
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2015
POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES TINHA ORIGENS GALEGAS

Considerado um dos maiores poetas universais e da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões representa Portugal na sua grandeza e universalidade, tendo a língua como traço de união de todos os povos que a partilham e fazem dela a sua Pátria.

Desde Portugal e a Galiza que foi berço dos seus ancestrais até aos confins da Ásia onde compôs o seu poema épico “Os Lusíadas”, sem esquecer o Brasil e as nações africanas, Timor e a Índia, Indonésia e Malaca, Tailândia e o Sacramento, a nossa Língua constitui uma das marcas mais relevantes da cultura e civilização portuguesas.

A Língua Portuguesa não possui uma data fundacional – ela é o resultado de todo um prolongado processo histórico para o qual concorrem entre outros a presença visigótica e a Reconquista Cristã, as peregrinações a Santiago de Compostela e a influência do cancioneiro provençal no surgimento da tradição galaico-minhota das cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer. E, porque ela constitui de igual modo um dos principais elementos identitários que fazem de Portugal e da Galiza uma só nação, separada embora em consequência de vicissitudes históricas, é ocasião para lembrar as origens galegas do poeta cuja data de falecimento foi escolhida para Portugal celebrar o seu dia – Luís Vaz de Camões!

O poeta Luís de Camões descendia por via paterna de Vasco Pires de Camões, fidalgo e trovador galego que em 1370, ao tempo do reinado de D. Fernando, mudou-se para Portugal, tendo aqui recebido numerosas honrarias. A casa ancestral dos Camões situa-se na Galiza, próximo do Cabo Finisterra.

Vasco Pires de Camões teve como filho Antão Vaz de Camões que serviu a Coroa portuguesa no Mar Vermelho, tendo casado com D. Guiomar da Gama, da família de Vasco da Gama, tendo deste casamento nascido Simão Vaz de Camões e Bento Vaz de Camões.

Simão Vaz de Camões que serviu na Marinha Real e fez comércio na Guiné e na Índia, casou com D. Ana de Sá Macedo, proveniente de família fidalga oriunda de Santarém. Deste casamento se originou o nosso maior poeta – Luís Vaz de Camões – que, apesar de vários genealogistas atribuírem Lisboa e o ano de 1524 como o local e data de seu nascimento, estas referências permanecem incertas.

Não obstante, o que permanece inquestionável são as suas origens galegas a comprovar uma vez mais a irmandade que nos une à Galiza e, através da língua que celebramos e a todos os povos do mundo com os quais partilhamos o idioma no qual Luís de Camões escreveu “Os Lusíadas” e, para sempre imortalizou o feito universal dos portugueses!



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Domingo, 7 de Junho de 2015
ENCONTRO NACIONAL DE COMBATENTES HOMENAGEIA ENFERMEIRAS PÁRAQUEDISTAS



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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015
FÁTIMA DÁ ALENTO AO POVO PORTUGUÊS

O semanário “O Diabo” dedica na sua edição de amanhã um trabalho de duas páginas ao livro “Nossa Senhora de Fátima – História das Aparições”, da autoria do historiador José Carvalho.

Na entrevista, o autor do livro considera que “uma bênção especial caiu sobre a terra portuguesa”.

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015
OURÉM DEBATE FORAIS MANUELINOS

Conferência "No Tempo dos Forais Manuelinos" por Margarida Sobral Neto

08 de maio às 15h00

Galeria Municipal - Vila Medieval de Ourém

No âmbito das comemorações dos 500 anos do foral Manuelino de Ourém, a Galeria Municipal vai receber no próximo dia 8 de maio a conferência: "No tempo dos forais Manuelinos" com a Doutora Margarida Sobral Neto.

Participação gratuita

Museu Municipal de Ourém: terça-feira a domingo – das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
Contactos: tel.: 249540900 (6831) | tlm: 919585003 | 910502917 | museu@mail.cm-ourem.pt | www.museu.cm-ourem.pt



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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015
NO DIA 1º DE MAIO DE 1904, OS TRABALHADORES SAIRAM À RUA EM LISBOA PARA HOMENAGEAR JOSÉ FONTANA

Dia Internacional do Trabalhador comemora-se em Portugal há mais de um século

Passam precisamente 111 anos sobre a data em que, por ocasião das celebrações do 1º de maio, os trabalhadores saíram à rua em Lisboa e desfilaram até às Picoas onde, frente ao edifício do então matadouro municipal, procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento a ser erguido em homenagem a José Fontana.

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Na ocasião, Azedo Gneco procedeu à entrega ao vereador Sabino de Sousa do martelo “com que havia de bater a pedra fundamental do monumento”, como refere a revista Ilustração Portugueza à época.

Influenciado pelos ideais anarquistas de Proudhon e Bakunine, José Fontana foi um dos pioneiros dos ideários socialistas em Portugal, tendo participado na organização cas conferências do Casino e na fundação do Partido Socialista Português, tendo também participado na redação dos estatutos do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

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publicado por Carlos Gomes às 10:10
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015
OURÉM COMEMORA 25 DE ABRIL

Ourém assinalou os 41 anos do 25 de Abril com uma vasta programação que contemplou diversas iniciativas culturais, para além das tradicionais cerimónias oficiais.

As celebrações tiveram início no dia 24 de abril com a atuação do Grupo de Cavaquinhos da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Moita Redonda, do Grupo de Cantares Populares da Associação Social e Cultural de Fontainhas – Seiça e do Grupo Coral do Conservatório de Musica de Ourém – Fátima, junto ao edifício dos Paços do Concelho. Aqui, às 24 horas, a população presente entoou a “Grândola Vila Morena” e o Hino Nacional, seguindo-se as intervenções oficiais.

Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultura

O presidente Paulo Fonseca, acompanhado pela presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões, e por alguns vereadores e presidentes de juntas de freguesia, congratulou-se com a presença da população para “comemorar a Liberdade e a Democracia”. Lembrou ainda que se assinala também o “fim do fascismo e da Ditadura, para que o passado não se possa repetir”. “Um povo com conhecimento é sempre um povo vencedor e se esse povo for solidário naturalmente conseguirá ultrapassar todos os obstáculos”, acrescentou Paulo Fonseca. Terminou a sua intervenção com uma mensagem de esperança: “apesar dos tempos difíceis, é sempre um tempo para ganharmos coragem, determinação e alento para trabalharmos por um futuro melhor e para que os mais novos possam ter orgulho na nossa terra e no nosso trabalho.”

Chorus Auris

No dia 25 as comemorações iniciaram com o hastear das bandeiras que contou com a participação da Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém e da Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres. No período da tarde, a atuação do Chorus Auris da Academia de Música Banda de Ourém antecedeu a “conversa” com Joaquim Vieira sobre o livro “De Abril à Troika”. Seguiu-se a sessão de autógrafos com o escritor e a Banda de Palhaços da Nuvem Voadora “Irmãos Esferovite” animou o público presente. As comemorações terminaram com o Concerto da Primavera pela “Orquestra de Sopros” da AMBO, no Cineteatro Municipal de Ourém.

Conversa com Joaquim Vieira sobre o livro _De Abri

Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiro

Grupo Coral do Conservatório de Musica de Ourém

Grupo de Cantares Populares da Associação Social

Grupo de Cavaquinhos da Associação Cultural, Rec

Hastear das bandeiras

Irmãos Esferovite

Luís Albuquerque, Nazareno do Carmo, Paulo Fonsec

Orquestra de Sopros da AMBO

Sessão de autógrafos



publicado por Carlos Gomes às 22:17
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Domingo, 26 de Abril de 2015
SOCIALISTAS DE OURÉM COMEMORAM O 25 DE ABRIL

À semelhança de anos anteriores, a Concelhia de Ourém do Partido Socialista realizou o seu tradicional jantar de comemoração do 25 de abril de 1974, no passado dia 24, no Restaurante Ponto de Encontro, em Ourém.

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Ascendeu a mais de uma centena o número de militantes, simpatizantes, eleitos e candidatos que participaram na iniciativa, num ambiente de fraterno convívio em torno do ideal da liberdade.

O encontro contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, o Presidente da Federação Distrital de Santarém, António Gameiro e ainda a Dirigente Nacional do PS, Maria do Céu Albuquerque.

Durante o convívio e após as intervenções políticas, os socialistas deslocaram-se para a frente dos Paços do Concelho onde entoaram a Grândola Vila Morena e o Hino Nacional.

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publicado por Carlos Gomes às 19:32
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Domingo, 19 de Abril de 2015
ENCONTRO NACIONAL DE COMBATENTES HOMENAGEIA ENFERMEIRAS PÁRAQUEDISTAS



publicado por Carlos Gomes às 00:20
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015
ISRAEL DISTINGUE OUREENSE POR TER PROTEGIDO JUDEUS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Israel distinguiu padre português que protegeu judeus na II Guerra Mundial

Monsenhor Joaquim Carreira foi declarado «justo entre as nações», um exemplo de humanidade em tempos de «barbárie»

O sacerdote português Joaquim Carreira (1908-1981) foi distinguido pela Embaixada de Israel e a Comunidade Israelita de Lisboa com a entrega da medalha e do certificado de honra ‘Justo entre as Nações’, do Instituto Yad Vashem à sua família.

A distinção foi entregue na Sinagoga de Lisboa pela embaixadora de Israel em Portugal, Tzipora Rimon, durante um ato solene em homenagem às vítimas do Holocausto, em que considerou uma “honra” distinguir quem se distinguiu na defesa dos mais fracos.

A responsável citou um depoimento do bispo emérito do Funchal, D, Teodoro de Faria, que conviveu com o homenageado em Roma, segundo o qual monsenhor Joaquim Carreira não só ajudou judeus e outros refugiados no Pontifício Colégio Português mas também na preparação de viagens de judeus para Lisboa, a caminho da América.

O ‘Yad Vashem’ decidiu em 2014 outorgar o título de ‘Justo entre as Nações’ ao padre Joaquim Carreira, vice-reitor e reitor do Pontifício Colégio Português entre 1940 e 1954.

A medalha e o diploma de “Justo entre a Nações” do Memorial do Holocausto e centro de pesquisa com sede em Jerusalém, foram entregues a um sobrinho do homenageado, o padre João Carreira Mónico, religioso espiritano.

Esta é a maior distinção para não-judeus que pode ser emitida em nome do Estado de Israel e do povo judeu e foi atribuída, até hoje, a mais de 25 mil pessoas, incluindo outros três portugueses: Aristides de Sousa Mendes, Sampaio Garrido e José Brito Mendes.

“Concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas e desumanas”, escreveu o padre Joaquim Carreira no relatório referente ao ano letivo de 1943-1944.

A história foi contada pelo jornalista António Marujo, que enviou ao Yad Vashem vários dados que incluíam o depoimento de um sobrevivente judeu, Elio, da família judaico-italiana Cittone.

“Esse foi o momento em que, de alguma maneira, a história ficou completa”, confessou, no final da cerimónia, em declarações aos jornalistas.

Os refugiados incluíam “ilustres conhecidos” da cidade de Roma, e revelam que também houve portugueses “a lutar contra a barbárie”, acolhendo quem era “visado só porque tinha outra religião ou simplesmente uma atitude de oposição política” ao fascismo.

O padre João Carreira Mónico fala em 40 pessoas apoiadas pelo seu tio, entre opositores e perseguidos pelo nazismo, apresentando-o como um “exemplo de humanidade sacerdotal”.

Esta ação levou monsenhor Joaquim Carreira a suportar “problemas de toda a ordem” para levar por diante uma “ação humanitária e caritativa”.

Monsenhor Joaquim Carreira nasceu em 1908 numa aldeia próxima de Fátima, foi ordenado padre em 1931 e em 1940, já em plena II Guerra Mundial, mudou-se para Roma, que viria a ser ocupada pelos nazis em setembro de 1943.

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Fonte: Agência Ecclesia



publicado por Carlos Gomes às 21:13
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Terça-feira, 14 de Abril de 2015
OURÉM CELEBRA 41º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Em Ourém, a Revolução dos Cravos volta a ser lembrada com diversas atividades de caráter lúdico-cultural, em vários locais da cidade.

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Música, conversas sobre livros e oficinas são o grupo de apostas previstas no programa de 2015, distribuídas por vários locais e equipamentos da cidade.

O momento alto das comemorações assinala-se a 24 de abril, pelas 22h00, com a entoação de canções de abril e do Hino Nacional junto ao edifício dos Paços do Concelho. Neste momento vão atuar o Grupo de Cavaquinhos da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Moita Redonda, o Grupo de Cantares Populares da Associação Social e Cultural de Fontainhas – Seiça e o Grupo Coral do Conservatório de Musica de Ourém – Fátima.

Para o dia 25 de abril, as cerimónias oficiais têm início pelas 10h00 junto à praça D. Maria II, com a Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém e a Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres.

Às 16h00, o Chorus Auris, da Academia de Música Banda de Ourém irá atuar no auditório do edifício dos paços do concelho, seguindo-se uma conversa sobre o livro “De Abril à Troika”, de Joaquim Vieira.

Para este dia está ainda reservada animação de rua, pelos irmãos Esferovite – Banda de Palhaços da Nuvem Voadora.

As comemorações terminam às 21h30, no cineteatro municipal, com o Concerto de Primavera da Academia de Música Banda de Ourém.



publicado por Carlos Gomes às 13:04
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LUÍSA BERNARDINO APRESENTA LIVRO SOBRE A VIDA QUOTIDIANA NO MOSTEIRO DA BATALHA

O Centro de Estudos do Património da Alta Estremadura (CEPAE) promove no próximo dia 18 de abril, no Auditório do Mosteiro da Batalha, o livro “OS ÚLTIMOS ANOS – A vida quotidiana no Convento da Batalha (1830-1834), da autoria de Luisa Bernardino.

A “pequena História”, da “grande História” - Quantos frades habitaram o Mosteiro da Batalha, nos últimos 4 anos antes da extinção das ordens religiosas, em 1834?- Como se chamavam?- O que faziam?- O que comiam?- De que viviam?- O que cultivavam na Cerca?- Que despesas tiveram?- Que hóspedes receberam?- A que obras se dedicavam?- O que lhes aconteceu, após o encerramento do Mosteiro? A estas e a outras questões, dá resposta a investigadora Luísa Bernardino, na obra “OS ÚLTIMOS ANOS – A vida quotidiana no Convento da Batalha (1830-1834)”

Luisa Bernardino licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1974. Foi professora do segundo ciclo do Ensino Básico durante trinta e três anos. Após a aposentação, trabalhou como voluntária na biblioteca do Centro de Informação e Documentação do Mosteiro da Batalha.



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Quarta-feira, 18 de Março de 2015
OURÉM COMEMORA CENTENÁRIO DOS "ACONTECIMENTOS" DE FÁTIMA

Sociedade civil apresenta programa para centenário dos acontecimentos de Fátima

Um conjunto de atividades, da cultura à ciência, do desporto ao lazer, da requalificação urbana à promoção, integra o programa de comemorações do centenário dos acontecimentos de Fátima hoje divulgado e anunciado como “contributo da sociedade civil”.

A iniciativa reúne a Câmara Municipal de Ourém, a Junta de Freguesia de Fátima e a Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), e vai contar com a participação de várias entidades.

Na conferência de imprensa de apresentação do programa, em Fátima, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, salientou que se trata de um conjunto de eventos que visa “valorizar a data e Fátima”, e nasce da “vontade da sociedade civil para complementar a comemoração do centenário” que o Santuário de Fátima está a desenvolver.

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Dirigindo-se à população de Fátima, o presidente do município considerou que o centenário dos acontecimentos da Cova da Iria, em 2017,“ deve unir e transformar cada um num agente de promoção de Fátima, da defesa da sua mensagem e de um bom exemplo de hospitalidade”.

Paulo Fonseca explicou que as iniciativas são resultado de uma “convergência de esforços” e visam a difusão de Fátima, marca que, no entender do autarca, é mais conhecida no mundo do que o país.

O autarca expressou ainda o desejo de que as comemorações sejam também “um momento de argumentário para dizer que Fátima não tem que ser uma espécie de tabu” e que “o país perceba que tem aqui uma das suas montras mais grandiosas”.

O programa, iniciado em fevereiro com o “workshop” internacional de turismo religioso, inclui este ano um festival literário, um ciclo de conversas sobre Fátima ou um encontro nacional de pastelaria.

Para 2016, repetem-se algumas destas iniciativas e somam-se outras, como um seminário sobre o desenvolvimento urbano de Fátima e um congresso internacional de cidades-santuário, estando, contudo, reservado para o ano seguinte o maior número de ações.

Nesse ano, estão previstas exposições, lançamento de livros, festivais de música, conferências, congressos, plantação de árvores, teatro, mostra de presépios, uma caminhada internacional com chegada em Fátima, animação etnográfica, entre outras atividades.
“O objetivo para 2017 é que quem nos visita possa, para lá das atividades normais, ter mais coisas a acontecer e permanecer mais tempo”, afirmou o presidente da ACISO, Francisco Vieira, referindo que as “duas grandes motivações” para esse ano são “festejar e marcar o momento”.

Francisco Vieira, responsável também da Escola de Hotelaria de Fátima, destacou várias iniciativas, entre as quais o Concurso Natal da Europa, em que alunos de 20 escolas de hotelaria da Europa vão fazer as mesas de Natal tradicionais dos seus países.

O presidente da ACISO adiantou que o programa não está encerrado, convicto de que surgirão outras atividades “dinamizadas por outras entidades e pessoas ao longo deste percurso”.

Segundo Francisco Vieira, este programa, sem contar com as ações de embelezamento ou requalificação urbana, custa cerca de 600 mil euros, sendo que as atividades hoje anunciadas “vão realizar-se”, com maior ou menor dimensão.

O presidente da Junta de Fátima, Humberto Silva, prometeu “empenho e trabalho” na concretização destas iniciativas, acrescentando que para as mesmas já foram contactadas as coletividades da freguesia.

Fonte: Agência LUSA

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publicado por Carlos Gomes às 21:10
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Terça-feira, 10 de Março de 2015
REGIME DO “ESTADO NOVO” VAI TER CENTRO DE ESTUDOS EM SANTA COMBA DÃO

Decorridas quatro décadas sobre o derrube do anterior regime é tempo pode demais suficiente para analisarmos sem preconceitos ideológicos a nossa história recente, particularmente o regime político que mais marcou a sociedade portuguesa no século XX – o Estado Novo!

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Muitos são os aspetos ainda pouco conhecidos inclusive dos historiadores, sobretudo no que se refere às relações internacionais. A condução política da neutralidade durante a segunda guerra mundial, a Operação Isabela, os refugiados judeus, a convivência com a República Popular da China e a tentativa de cedência aos chineses de uma base militar em Goa são apenas alguns aspetos ainda pouco esclarecidos.

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Vem isto a propósito do projeto da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, terra natal do Prof. Dr. António de Oliveira Salazar, em criar no seu concelho um Centro de Estudos do Estado Novo. Com esta iniciativa, visa aquele município contribuir “para o estudo de uma época que marcou de forma indelével a História de Portugal entre 1926 e 1974”, tratando-se de um local “onde existirá naturalmente documentação, a mais diversa, alguma existente, na posse da autarquia e outra ainda dispersa, com recurso a meios multimédia capazes de recriar vivências de âmbito económico, social, cultural, nos diferentes períodos do Estado Novo”.

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Para o efeito, tenciona a Câmara Municipal de Santa Comba Dão, no âmbito da conservação, proteção e desenvolvimento do património cultural, aproveitar a existência de uma antiga Escola Primária, típica do Estado Novo, em muito bom estado de conservação.

A cegueira política e ideológica não deve impedir-nos de estudar um dos períodos mais marcantes da nossa História contemporânea. Aliás, a análise do regime do Estado Novo deve ser feita sem quaisquer preconceitos nem deverá tão pouco ficar condicionada à gritaria histérica de novos inquisidores que mais não pretendem do que impedir a busca do conhecimento. A História não deve ficar refém de vontades políticas nem ser posta ao serviço seja de que partido for.

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Caraterizado como um regime autoritário, conservador, corporativista, nacionalista, anti-liberal e anti-parlamentarista, o Estado Novo vigorou em Portugal desde a aprovação da Constituição Política de 1933 até ao 25 de abril de 1974. Atribuem-se-lhe influências ideológicas do Integralismo Lusitano e do maurrasianismo, da doutrina social da Igreja Católica e do Fascismo Italiano na sua vertente corporativista

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Invariavelmente associada ao nome do fundador do Estado Novo – Prof. António de Oliveira Salazar – Santa Comba Dão é uma graciosa e arejada cidade beirã do distrito de Viseu que também serviu de berço a outras personalidades não menos ilustres como José da Silva Carvalho, um dos principais obreiros da revolução liberal de 1820. Situada entre o rios Dão e Mondego, com seus jardins e recantos bucólicos a surpreender o visitante, é uma localidade que atrai pela sua simpatia, merecendo especial destaque a igreja Matriz, a Casa dos Arcos e a Casa de Joaquim Alves Mateus. Também a freguesia do Vimieiro passou a atrair numerosos visitantes em virtude das referências ao Prof. Oliveira Salazar, constituindo este o local onde vai passar a funcionar o Centro de Estudos do Estado Novo.

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publicado por Carlos Gomes às 23:15
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Domingo, 8 de Março de 2015
QUAL O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER?

A comemoração do Dia Internacional da Mulher evoca a histórica greve desencadeada em 8 de março de 1857 pelas operárias têxteis de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Exigiam melhores condições de trabalho, equiparação salarial em relação aos homens e redução do horário diário de trabalho para 10 horas. Refira-se que, até então, as mulheres estavam sujeitas a um horário de 16 horas diárias pelas quais auferiam apenas um terço do salário correspondente aos homens.

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A repressão do protesto foi brutal. Trancadas no interior da fábrica, esta foi incendiada e deste ato criminoso 130 tecelãs morreram carbonizadas. A efeméride passou a ser assinalada a partir de 1910 mas apenas em 1975, foi a mesma oficializada pela ONU.

Porém, uma data que constitui um marco histórico na luta das classes trabalhadoras pela sua dignidade social e humana face à soberba de um capitalismo selvagem que não reconhece quaisquer valores na sua voracidade exploradora foi desprovida do seu verdadeiro significado, respondendo apenas ao apelo consumista de uma sociedade que, à semelhança daquela que as operárias nova-iorquinas combateram, impõe novas formas de exploração e escravatura social.

Porém, ao contrário do que outrora se verificava, as mulheres participam cada vez mais nos destinos da sociedade, ocupando os mais altos cargos de administração das empresas até às decisões políticas. Elas são atualmente também responsáveis pela promoção e manutenção de uma sociedade que, de acordo com o modelo neoliberal, pretende que as relações sociais e humanas assentem exclusivamente nas leis do mercado, repondo em grande medida os padrões de vida do século XIX e as formas cruéis de exploração cuja contestação deu origem e significado á comemoração do dia 8 de março. É com o seu aplauso e aprovação que se aprovam e aplicam as leis que perpetuam a exploração das mulheres que trabalham e se condena à emigração milhares de jovens sem perspetivas de futuro na sua própria terra!



publicado por Carlos Gomes às 12:51
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2015
TEMPLÁRIOS CONQUISTAM FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO EM LISBOA

Tomar divulga Festa dos Tabuleiros

Os cavaleiros templários de Tomar desceram á capital para conquistar os milhares de visitantes que hoje acorreram à Feira Internacional de Turismo.

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Desde sempre, a História constitui uma das principais vertentes de divulgação das nossas potencialidades turísticas, devendo a indústria do sector grande parte do seu sucesso ao esforço de preservação do nosso património histórico, material e imaterial e à sua divulgação nomeadamente através de recriações que, para além da sua função pedagógica, atraem cada vez mais público.

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Tomar aproveitou ainda para promover mais uma edição da Festa dos Tabuleiros que este ano se realiza, recriando no local um pequeno desfile com a exibição e dois tabuleiros.

O stand da Entidade Regional de Turismo do centro de Portugal encontra-se estrategicamente situado á entrada principal do certame.

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Destinada a “Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios”, a Feira Internacional de Turismo de Lisboa constitui um espaço privilegiado de “negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector” e, simultaneamente, um local de “de animação e promoção turística para o público”.

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publicado por Carlos Gomes às 22:35
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2015
MÉDICOS DENTISTAS EM OURÉM JÁ NÃO LEMBRAM OS BARBEIROS-CIRURGIÕES DE OUTROS TEMPOS

Quem atualmente recorre ao médico dentista para proceder à prevenção ou tratamento de patologias orais e maxilares com vista à manutenção da saúde, higiene bocal e integridade dos seus dentes, está longe de imaginar os sacrifícios a que o paciente era outrora forçado a submeter-se, devendo-se o facto à extraordinária evolução da medicina dentária, sobretudo a partir do século passado.

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Até ao século XIX, a atividade de dentista era exercida pelo barbeiro-sangrador que, munido de bisturi, cortava a veia e fazia a sangria, sarjava, lancetava, aplicava bichas e ventosas e arrancava dentes, para além de fazer a barba e cortar o cabelo aos seus clientes. Como ferramentas do ofício utilizavam navalha, pente, tesoura, lanceta, ventosa, sabão, pedra de amolar, bacia de cobre, escalpelo, boticão, escarificador, turquês e… a sanguessuga!

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A extração dos dentes era feita sem anestesia em virtude desta ainda não ter sido inventada. Faziam curativo de fístulas dentárias, tratamento das cáries com aplicação de remédios tópicos.

Até ao século XVII, os dentes postiços com que se procedia à substituição dos naturais eram humanos ou produzidos em osso, marfim ou massa endurecida e presos àqueles com grampos de metal. Apenas dois séculos mais tarde, passaram a ser produzidos os dentes de porcelana e passou a aplicar-se pivôs e dentaduras e a fazer-se o preenchimento das cáries com chumbo.

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Apesar da aparente rudeza com que a profissão era exercida, o ofício de barbeiro-sangrador estava regulamentado e aqueles que o exerciam eram, pelo menos até ao século XVI, obrigados a exercer a profissão durante dois anos no Hospital Real de Todos-os-Santos a fim de conseguirem a carteira profissional que lhes era passada pelo cirurgião-mor.

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Um autêntico pavor invadia qualquer pessoa perante a simples ida ao dentista, tal era a forma brutal com que o paciente era antes tratado. Porém, o desenvolvimento dos conhecimentos técnicos e a forma de atendimento e tratamento alteraram profundamente esta atividade, vencendo a barreira do medo que antes lhe estava associada. Acresce ainda o facto de os pacientes serem frequentemente atendidos por jovens e belas dentistas brasileiras que, sem desprimor para as portuguesas, para além da sua natural simpatia, ainda os recebem em magníficos aposentos palacianos. Que o digam os oureenses que entregam os cuidados a ter com os seus dentes à médica dentista Marina Mourão Ferreira, uma jovem dentista oriunda do Estado de Minas Gerais, no Brasil, que escolheu Ourém para viver e exercer a sua profissão, também conhecida pelo seu talento artístico.

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Sob a sua direção, a clínica médico-dentária Aliança Médica Lda oferece em Ourém e em Caxarias aos oureenses um vasto leque de especialidades, desde a medicina dentária à fisioterapia e à terapia da fala, da nutrição e dietética à psicologia educacional, tencionando ainda vir a alargar a sua atividade a outras especialidades médicas, esperando para isso vir a contar com a colaboração de outros profissionais.

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 23:11
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2015
REI D. CARLOS FOI ASSASSINADO HÁ 107 ANOS

Passa hoje precisamente 107 anos sobre a data em que o rei D. Carlos foi assassinado no Terreiro do Paço.

Nascido em Lisboa, no Palácio da Ajuda, a 28 de setembro de 1863, D. Carlos I foi o pioneiro da Oceanografia em Portugal. Ele é, pois, a agulha que norteia todos quantos se dedicam ao estudo e investigação na área das ciências do mar.

A História dos povos não é obra do acaso. Portugal, nação de marinheiros, quatro séculos decorridos das grandes navegações quinhentistas, regressa de novo ao mar, desta feita partindo à descoberta das profundezas do oceano. E, tal como no passado, jamais os portugueses poderiam ter outro timoneiro que não fosse o seu próprio Rei!

Desde 1889 até ao seu falecimento, D. Carlos I foi Rei de Portugal. Foi também diplomata, pintor, aguarelista e desportista. Mas é, sobretudo, como homem de ciência que emerge em toda a sua grandeza. A ele deve Portugal o grande contributo para o lançamento das bases da oceanografia portuguesa ao impulsionar de forma sistemática o estudo e investigação científica do mar.

O Rei D. Carlos I era um espírito atento e aberto às ideias do tempo e às realizações da ciência. Acolhia sempre com grande interesse as novidades do progresso, vendo nelas as vantagens que proporcionavam para o quotidiano. Com o aparecimento da luz elétrica, fez planos para a eletrificação da iluminação pública das ruas de Lisboa e procedeu à sua instalação no Palácio das Necessidades.

Como português, sentiu naturalmente o apelo do mar que se transformou numa verdadeira paixão. O seu interesse pela oceanografia herdou-o provavelmente de seu pai, o Rei D. Luís I que também foi um importante patrocinador de diversos projetos científicos nesta área. Porém, as profundas transformações sociais que então o país registava, deverão ter sido decisivas para a sua entrega empenhada à investigação do mar.

Mas, também como pintor, D. Carlos I encontra-se entre os maiores vultos do seu tempo no que se refere à pintura naturalista. Porém, não cultivou a arte pela arte. Antes a colocou ao serviço da ciência. As suas aguarelas representam objetos realistas num cenário natural, documentando o que via procurando retratar a natureza com a maior exatidão possível, descrevendo na tela as cores e a luminosidade. É isso que explica o fato dos seus diários e relatórios serem simultaneamente obras de arte repletas de aguarelas e despertarem idêntico interesse também entre os estudiosos e apreciadores de arte.

A partir da segunda metade do século XIX, Portugal recuperava de um certo atraso económico devido às guerras liberais e à Patuleia. Os governos de Fontes Pereira de Melo imprimiram ao país um período de grande desenvolvimento, industrialização e fomento de obras públicas. A população quase duplicou, passando a concentrar-se sobretudo nas grandes cidades. Havia, pois, que providenciar o acesso a novos recursos alimentares para uma população cada vez mais numerosa. E, uma vez mais, qual viveiro aparentemente inesgotável, o mar apresentava-se como o nosso desígnio.

Mas não era apenas o fomento das pescas que movia o Rei D. Carlos I. O conhecimento do mar podia fornecer respostas para inúmeras preocupações de ordem científica que então interessavam os investigadores. As questões relacionadas com a origem da vida e a evolução das espécies, a existência provável de vida e de fosseis vivos nas profundidades abissais, as relações entre os fosseis de animais invertebrados e a fauna então existente encontram-se entre as preocupações que então despertavam o interesse dos cientistas na Europa e nos Estados Unidos da América.

Havia ainda mais: o estudo do oceano poderia proporcionar um conhecimento mais exato da agitação marítima e outros aspetos relacionados com as condições do mar, de modo a possibilitar uma navegação mais segura e o salvamento de náufragos.

A visão do Rei D. Carlos I não podia ser mais acertada e atual. O mar não é somente um viveiro de recursos piscícolas como guarda ainda no seu ventre enormes riquezas, matérias-primas e fontes de energia que fazem falta aos países mais industrializados. Não admira, pois, que decorrido pouco mais de um século desde a realização das campanhas oceanográficas dirigidas por D. Carlos I, os portugueses se façam uma vez mais ao mar, desta feita para desvendar os segredos da Plataforma Continental e, das suas entranhas, resgatar as imensas riquezas que lá se escondem.

Durante milhares de anos, o mar era apenas encarado como um espaço onde se desenvolviam as rotas comerciais e um palco onde se travavam grandiosas batalhas navais com vista a proteger os navios mercantes e assegurar o seu domínio. Apesar do enorme avanço das ciências náuticas, sobretudo à época dos Descobrimentos Portugueses, o mar continuava a ser um completo desconhecido.

Carlos I patrocinou, organizou e dirigiu então a realização de campanhas oceanográficas, nas quais ele próprio participou. Desse trabalho de investigação procurou tirar o melhor partido do desenvolvimento técnico e científico que já então se verificava no domínio da oceanografia.

Ao iniciar a publicação dos resultados preliminares do seu primeiro cruzeiro, o Rei D. Carlos I deixou as seguintes e elucidativas palavras: «As numerosas investigações oceanographicas, que as nações estrangeiras têem realizado n’estes últimos annos, com tão profícuos resultados, a importancia que esta ordem de estudos tem para a industria da pesca, uma das principaes do nosso paiz, e a excepcional variedade de condições bathymetricas, que apresenta o mar que banha as nossas costas, sugeriram-nos no anno findo a idéa de explorar scientificamente o nosso mar, e o dar a conhecer, por meio de um estudo regular, não só a fauna do nosso plan’alto continental, mas também a dos abysmos, que, exemplo quasi unico na Europa, se encontram em certos pontos, a poucas milhas da costa.»

Entre 1896 e 1907, D. Carlos I reuniu à sua volta uma equipa de cientistas que estudaram a fauna marinha na costa portuguesa. Sob a sua sábia orientação, realizaram levantamentos hidrográficos que levaram ao reconhecimento de profundos vales submarinos próximo do Cabo Espichel. Efetuaram colheitas de plâncton. Realizaram ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície e procederam ao inventário metódico de aves e espécies piscícolas.

Os estudos efetuados abrangeram domínios tão diversos como a hidrografia e o estudo das correntes oceânicas, colheita de sedimentos e medição de temperaturas, a captura de espécies marinhas e ornitológicas. Analisaram-se as correntes e a topografia dos fundos oceânicos.

O objetivo principal era o conhecimento exaustivo da fauna marítima, especialmente aquela que apresentava maior valor económico para a pesca. Esperava-se também, por via do estudo das espécies, desenvolver métodos mais eficazes de captura do pescado.

Uma vez que não era viável instalar todos os aparelhos a bordo com vista ao tratamento das espécies recolhidas e de outras amostras, D. Carlos I criou em Cascais o Laboratório de Biologia Marítima, devidamente equipado com aquários e dotado de água corrente do mar, para apoio às suas pesquisas.

À medida que o trabalho se desenvolvia e os meios navais disponíveis se tornavam mais limitados, D. Carlos I promovia a substituição do próprio iate por outro que, possuindo maiores dimensões, dispusesse de capacidade para ser utilizado nas missões. Os investigadores puderam, desse modo, contar sucessivamente com a utilização de quatro navios aos quais foi sempre atribuído o nome da sua própria esposa, a Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança.

Como sábio que era, o Rei D. Carlos I tinha a plena consciência da necessidade de dotar a investigação científica dos meios necessários ao seu desenvolvimento, sem os quais o país não poderia alcançar os resultados esperados.

Entre 1896 e 1907, realizaram-se 12 campanhas oceanográficas a bordo dos iates “Amélia”. Fizeram-se ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície. Efetuaram-se colheitas de plâncton. Inventariou-se a fauna e alguns dos biótipos mais característicos da Baía de Cascais, das zonas lodosas da costa, da foz do rio Tejo e dos vales submarinos do Cabo Espichel. Estudou-se os problemas relacionados com a pesca do atum no Algarve. Promoveu-se o inventário e a classificação das espécies que povoam os mares portugueses.

Em resultado das suas pesquisas, D. Carlos I reuniu uma coleção zoológica de incalculável valor histórico e científico que tem vindo a servir de base à realização de diversos estudos, nomeadamente sobre peixes e crustáceos. As suas mostras marcaram presença em muitos salões internacionais, com os exemplares mais curiosos e raros da nossa fauna marinha. De novo, os cientistas e marinheiros portugueses deslumbraram o mundo com as suas descobertas!

A sua coleção inclui também os instrumentos utilizados nas suas campanhas oceanográficas, numerosas aguarelas de sua autoria e vasta documentação e bibliografia relacionada com a atividade científica que empreendeu.

O Rei D. Carlos I guardava este precioso acervo no Palácio das Necessidades. Tencionava aí criar um Museu Oceanográfico cuja grandiosidade seguramente em nada ficaria a dever ao Museu Oceanográfico do Mónaco, criado pelo Príncipe Alberto I, com quem partilhou o interesse pela oceanografia.

Mas os tempos eram já conturbados e nem sempre as ambições políticas levam em consideração o interesse nacional. Nesses anos longínquos do início do século XX, enquanto o Rei D. Carlos I trabalhava com afinco para dotar o país de meios científicos que permitissem suprir as dificuldades, a situação política deteriorava-se. E, com ela, o país mergulhava numa grave crise económica.

Procurando retirar o país da situação em que se encontrava, o Rei acabaria por ser atingido no fogo cruzado do ódio e lutas partidárias. O regicídio veio interromper de forma abrupta a obra que D. Carlos I vinha realizando.

Após a sua morte, as coleções que o soberano reuniu ficaram à guarda da Liga Naval Portuguesa que, no Museu de Marinha, criou a Secção Oceanográfica D. Carlos I. Encontrava-se então instalado no Palácio do Calhariz, em Lisboa, pertencente aos Duques de Palmela.

Em 1929, foi extinta a Liga Naval Portuguesa e as coleções transitaram para o Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais. E, só em 1935, foram doadas ao Aquário Vasco da Gama-Estação de Biologia Marítima. Na mesma altura, foi também oferecida ao Aquário Vasco da Gama a Biblioteca Científica do Rei D. Carlos I.

Pelo caminho, muitos foram os exemplares e outras peças de elevado interesse que se perderam ou se degradaram. Deveu-se este atribulado percurso à instabilidade vivida em Portugal nas primeiras décadas do século XX. Apesar de tudo, chegou até aos nossos dias um legado de incalculável valor histórico e científico, estreitamente ligado ao nascimento da moderna oceanografia em Portugal.

Carlos I deixou-nos também obra publicada cujo mérito científico é unanimemente reconhecido. São exemplo:

“Yacht Amélia. Campanha oceanográfica de 1896”, publicado em 1897;

“Pescas marítimas, I - A pesca do atum no Algarve em 1898. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança”, publicado em 1899;

Ichthyologia. II - Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança, publicado em 1904.

Para além do seu exemplo pioneiro e dos estudos que nos legou, D. Carlos I deixou-nos ainda as ferramentas com que se prosseguiram os trabalhos de investigação por si iniciados. Foi a bordo do iate “Amélia”, entretanto rebatizado com o nome “5 de Outubro”, que a partir de 1913, foram retomados os cruzeiros oceanográficos com vista à realização de estudos no âmbito da cartografia e dos sedimentos. E, em 1923, sob a orientação técnica do Dr. Magalhães Ramalho, da Estação de Biologia Marítima de Lisboa, efetuou-se o reconhecimento geral e sistemático das condições oceanográficas ao largo da costa de Portugal.

Por fim, o Rei D. Carlos I legou-nos a perceção da pluridisciplinaridade e interdisciplinaridade das ciências e técnicas do mar. E, acima de tudo, uma enorme paixão pelo mar!



publicado por Carlos Gomes às 14:49
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015
DESCENDIA ESTALINE DE JUDEUS PORTUGUESES?

Existe uma tese segundo a qual o ditador soviético Iosif Vissaniorovich Djugachvili (Estaline) teria ascendência judaica portuguesa ou seja, judeu sefardita.

Em 1496, D. Manuel I assinou o decreto de expulsão do reino de todos os hereges, categoria na qual se incluíam mouros e judeus. Contrariado na sua vontade, o rei limitava-se a cumprir o contrato de casamento com Isabel de Aragão e Castela. Procurou, no entanto, a conversão forçada dos judeus ao catolicismo, concedendo-lhes a possibilidade de permanecerem no reino sob essa condição. Contudo, a desconfiança dos cristãos-velhos em relação á sua sinceridade deu origem a perseguições violentas.

Em consequência de tais perseguições, alguns judeus de origem portuguesa ter-se-ão fixado no Estado Português da Índia.

Com o estabelecimento da Inquisição naquele território, essas famílias terão deixado aquele território e rumado para outras paragens mais a norte, acabando por se fixarem na Geórgia, terra natal de Iosif Vissaniorovich Djugachvili.

Como é sabido, em cirílico o j corresponde ao i das línguas latinas. Por conseguinte, o apelido Djugachvili significará “filho de Diu” segundo uns e, “filho de judeu” segundo outros. Quanto à sua origem judaica, parece não restarem grandes dúvidas, até porque o seu nome próprio – Iosif – é claramente de origem judaica, não sendo utilizados pela população ortodoxa. Recorde-se que Estaline era também conhecido por Kochba ou Koba em evocação do chefe judeu que comandou a terceira revolta judaica contra o Império Romano ao tempo do imperador Adriano.

Finalmente, refira-se como curiosidade que José Estaline terá na sua juventude composto um poema intitulado “Ivéria”, aludindo muito provavelmente à região da Abecasia, na Geórgia, onde existiu um reino independente com esse nome e que na geografia greco-romana era identificado como Península Ibérica, sendo os seus habitantes conhecidos por “caucasianos ibéricos”. Ou terá pretendido evocar a terra de origem dos seus ancestrais e a sua identidade sefardita?



publicado por Carlos Gomes às 23:56
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PARLAMENTO APROVA ATRIBUIÇÃO DA NACIONALIDADE AOS JUDEUS SEFARDITAS DE ORIGEM PORTUGUESA

Parlamento Português acaba de aprovar a atribuição de nacionalidade portuguesa a descendentes dos judeus sefarditas expulsos de Portugal a partir do século XV.

O projeto aprovado prevê a atribuição da nacionalidade portuguesa por naturalização aos descendentes de judeus sefarditas portugueses que demonstrem “tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência direta ou colateral”.

Designam-se de judeus sefarditas os judeus descendentes das tradicionais comunidades judaicas da Península Ibérica (Sefarad).

A lei 43/2013 terá ainda um período de regulamentação antes de poder ser aplicada.

Sinagoga Portuguesa de Amesterão

A imagem mostra o local reservado ao culto na Sinagoga Portuguesa de Amesterdão. 



publicado por Carlos Gomes às 21:44
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JUDEUS SEFARDITAS RECUPERAM NACIONALIDADE PORTUGUESA



publicado por Carlos Gomes às 16:57
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015
D. CARLOS I, CONDE DE OURÉM E REI DE PORTUGAL FOI ASSASSINADO HÁ 107 ANOS – MONÁRQUICOS EVOCAM REGICÍDIO

A Real Associação de Lisboa promove no próximo dia 26 de Janeiro pelas 17h30m no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal uma sessão evocativa dos 107 anos sobre o trágico assassinato de Sua Majestade o Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe.

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Nessa ocasião será proferida uma alocução pelo Tenente-coronel João Brandão Ferreira. José Campos e Sousa apresentará a exposição "Monumento Fúnebre d'El-Rei Dom Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe - Da ideia à inauguração: um ano de mobilização da Pátria reconhecida” e interpretará algumas peças musicais sobre o tema.

A exposição estará patente ao público no Palácio da Independência de 27 a 30 de Janeiro, das 15h às 18h.

A 1 de fevereiro de 1908, quando o Rei D. Carlos I regressava de Vila Viçosa, ao atravessar de landau o Terreiro do paço, os carbonários Alfredo Costa e Manuel Buíça dispararam à queima-roupa sobre a Família Real, logrando assassinar o soberano e o Príncipe Real D. Luís Filipe, respetivamente 23º e 24º condes de Ourém.

O plano do atentado envolvia mais cúmplices e fazia parte de uma plano mais vasto que tinha como objetivo o derrube do próprio regime, tendo entretanto sido gorado, acabando por se concretizar em 5 de outubro de 1910.

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publicado por Carlos Gomes às 22:35
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015
DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES: QUEM DESCOBRIU O BRASIL?

Reza a historiografia oficial que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500. Porém, a existência em Itália de um mapa datado de 1502 ou, para sermos mais rigorosos, enviado àquela data para Itália, dá-nos conta de uma vasta extensão da costa do Brasil já reconhecida e desenhada pelos cartógrafos portugueses.

Sucede que o planisfério de Cantino constitui uma cópia do Padrão Real, uma obra cartográfica do século XVI que se encontrava exposta no Armazém da Casa da Guiné, Mina e Índias, registando todas as descobertas portuguesas, públicas e secretas, apenas acessível aos navegadores e cartógrafos ao serviço da Corte. Trata-se atualmente de uma das mais antigas cartas náuticas conhecidas que representam os Descobrimentos Portugueses.

O referido mapa deve o seu nome a Alberto Cantino, um espião italiano ao serviço do Duque de Ferrara, que chegou a ser secretário particular do Rei D. Manuel I. De autor desconhecido, Alberto Cantino terá obtido o referido mapa de forma expedita, enviando-o para Itália em 1502, daí resultando um notável incremento das relações comerciais daquele país em relação a Portugal face às informações nele contidas, por representar com uma notável precisão extensas regiões do mundo até então desconhecidas ou pouco exploradas pelos europeus.

O Planisfério de Cantino encontra-se desde 1868 na Biblioteca Estense, em Modena, na Itália, depois de durante muito tempo se ter julgado perdido e ocasionalmente Giuseppe Boni o ter encontrado numa salsicharia e decidido adquiri-lo.

Considerando a extensão da área cartografada relativamente à costa do Brasil e ao tempo que era necessário despender para proceder ao seu reconhecimento e trazer a informação para Portugal a fim de a poder reproduzir no Padrão Real, antes mesmo de Alberto Cantino poder obter uma cópia deste, fácil será de compreender que tal missão jamais poderia ter sido iniciada a partir de abril de 1500. De resto, o Planisfério de Cantino também nos dá conta da existência da península da Florida cuja descoberta é oficialmente atribuída ao navegador Juan Ponce de León, em 1513, do que se depreende que o seu conhecimento terá resultado das navegações secretas empreendidas pelos portugueses nos finais do século anterior.

Na realidade, coube a Duarte Pacheco Pereira realizar a missão atribuída em 1498, pelo Rei D. Manuel I, de proceder ao reconhecimento das áreas situadas para além da linha de demarcação estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, tendo atingido nesse ano a costa do Brasil, as Antilhas e a América do Norte, conforme relatou em “Esmeraldo de situ orbis”, obra preciosa de “cosmografia e marinharia” da maior importância no contexto do Renascimento português, nela se mencionando todas as coordenadas geográficas de latitude e longitude de todos os portos conhecidos à época em que escreveu e que constitui um roteiro comentado das costas ocidental e oriental de África.

A importância e consequências dos resultados que obteve foram de tal importância que levou Portugal a ocultar os resultados obtidos por aquela expedição e a manter a obra em segredo em virtude das informações valiosas de natureza geográfica, náutica e económica nelas contidas.

Duarte Pacheco Pereira foi um dos mais célebres navegadores, militares e cosmógrafos da época áurea dos Descobrimentos Portugueses. Hidrógrafo ao serviço do Rei D. João II e de D. Manuel I. Entre outros contributos do maior relevo, deve-se também a Duarte Pacheco Pereira o reconhecimento dos regimes de ventos e correntes e a experimentação de métodos de navegação astronómica, antecipando em mais de dois séculos o cálculo do valor do grau de meridiano com uma margem de erro de apenas 4%.

Luís de Camões imortalizou-o n’Os Lusíadas como “fortíssimo e Grão Pacheco Aquiles Lusitano” em louvor do seu heroísmo e feitos militares que lhe consagraram uma auréola de glória. Duarte Pacheco Pereira, a quem na realidade se deve o descobrimento do Brasil, nasceu em 1450 e morreu em 1533.

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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015
INVESTIGADOR ANTÓNIO VALÉRIO MADURO APRESENTA EM ALCOBAÇA A OBRA "CISTER EM ALCOBAÇA"

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Domingo, 30 de Novembro de 2014
COMEMORAÇÕES POPULARES DA DATA HISTÓRICA DO 1º DE DEZEMBRO, DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL, CONSTITUÍRAM UMA JORNADA PATRIÓTICA A RECLAMAR A REPOSIÇÃO DO FERIADO NACIONAL

Será que em 2015 caberá a uma banda filarmónica de Ourém o privilégio da representação do distrito de Santarém?

Mais de três dezenas de bandas filarmónicas, grupos de bombos e corais alentejanos em representação das mais diversas regiões do país desfilaram hoje em Lisboa, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, data que assinala a Restauração da Independência de Portugal.

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O desfile contou com a participação de 32 agremiações, integrando 27 bandas filarmónicas, 2 grupos de Cante Alentejano e 3 grupos de percussão, os quais percorreram a avenida da Liberdade rumo à Praça dos Restauradores. A ladear o desfile, muitos populares aplaudiam as bandas musicais provenientes das suas terras de origem e acenavam com pequenas bandeirinhas que identificam os diversos períodos históricos da nossa nacionalidade.

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As comemorações do 1º de dezembro contaram ainda com a participação da Banda Filarmónica de Odemira, Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho, Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira, Banda Filarmónica Retaxense, Filarmónica Idanhense e Adufeiras de Idanha-a-Nova, Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense, Associação Filarmónica União Verridense, Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre, SUA - Sociedade União Alcaçovense, Sociedade Filarmónica Portimonense, Sociedade Musical Gouveense Botto Machado, Sociedade Artística e Musical Cortesense, Sociedade Filarmónica Maceirense, Sociedade Filarmónica Pedroguense, Banda da Armada, Banda Musical e Artística da Charneca, Sociedade Desportiva e Recreativa União Mucifalense, Banda da Associação de Recreio Musical 1º de Dezembro de Campo Maior, Banda Musical de Gondomar, Associação Filarmónica União Lapense, Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro, SIC - Sociedade Instrução Coruchense, Banda Filarmónica Alveguense, Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete, Banda Filarmónica de Vila Nova de Anha, Banda Musical Velha de Barroselas, Sociedade Musical Vouzelense, Grupo Coral do Centro Republicano “Os Cigarras”, Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, Tocá Rufar e Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto.

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As celebrações em Lisboa da data evocativa da Restauração da Independência Nacional em 1640 adquiriram um especial significado num momento de particular crise como a que atualmente se vive, traduzindo-se ainda numa reivindicação pelo restabelecimento do feriado nacional. Aliás, a sua supressão teve o condão de transformar estas comemorações numa verdadeira manifestação popular de cariz patriótico que contrasta com o rumo político que nas últimas décadas tem vindo a ser imposto ao país.

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publicado por Carlos Gomes às 19:40
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PORTUGUESES COMEMORAM DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

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Sábado, 29 de Novembro de 2014
BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM AMANHÃ EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Mais de três dezenas de bandas filarmónicas, grupos de bombos e corais alentejanos em representação das mais diversas regiões do país vão desfilar em Lisboa, no próximo dia 30 de novembro, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, data que assinala a Restauração da Independência de Portugal. O desfile tem início às 14h30, na avenida da Liberdade, e seguirá rumo à Praça dos Restauradores, tendo transmissão em direto através da RTP1.

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As celebrações em Lisboa da data evocativa da Restauração da Independência Nacional em 1640 adquiriram um especial significado num momento de particular crise como a que atualmente se vive, traduzindo-se ainda numa reivindicação pelo restabelecimento do feriado nacional. Aliás, a sua supressão teve o condão de transformar estas comemorações numa verdadeira manifestação popular de cariz patriótico que contrasta com o rumo político que nas últimas décadas tem vindo a ser imposto ao país.

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O elenco das bandas e grupos para o 3º DESFILE NACIONAL DE BANDAS FILARMÓNICAS “1º DE DEZEMBRO” conta com um total de 32 agremiações, integrando 27 bandas filarmónicas, 2 grupos de Cante Alentejano e 3 grupos de percussão e é o seguinte:

BANDAS (por ordem alfabética dos distritos a que pertencem):

Banda Filarmónica de Odemira

Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho

Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira

Banda Filarmónica Retaxense

Filarmónica Idanhense e Adufeiras de Idanha-a-Nova

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense

Associação Filarmónica União Verridense

Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre

SUA - Sociedade União Alcaçovense

Sociedade Filarmónica Portimonense

Sociedade Musical Gouveense Botto Machado

Sociedade Artística e Musical Cortesense

Sociedade Filarmónica Maceirense

Sociedade Filarmónica Pedroguense

Banda da Armada

Banda Musical e Artística da Charneca

Sociedade Desportiva e Recreativa União Mucifalense

Banda da Associação de Recreio Musical 1º de Dezembro de Campo Maior

Banda Musical de Gondomar

Associação Filarmónica União Lapense

Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro

SIC - Sociedade Instrução Coruchense

Banda Filarmónica Alveguense

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete

Banda Filarmónica de Vila Nova de Anha

Banda Musical Velha de Barroselas

Sociedade Musical Vouzelense

CANTE ALENTEJANO:

Grupo Coral do Centro Republicano “Os Cigarras”

Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira

GRUPOS DE PERCUSSÃO

Tocá Rufar

2 Grupos de Bombos de Mondim de Basto

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publicado por Carlos Gomes às 19:28
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
BANDAS FILARMÓNICAS DOS DISTRITOS DE LEIRIA E SANTARÉM DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Mais de três dezenas de bandas filarmónicas, grupos de bombos e corais alentejanos em representação das mais diversas regiões do país vão desfilar em Lisboa, no próximo dia 30 de novembro, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, data que assinala a Restauração da Independência de Portugal. O desfile tem início às 14h30, na avenida da Liberdade, e seguirá rumo à Praça dos Restauradores, tendo transmissão em direto através da RTP1.

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Em representação do Distrito de Leiria desfilarão a Sociedade Filarmónica Maceirense, a Sociedade Filarmónica Pedroguense e a Sociedade Artística e Musical Cortesense. Por seu turno, o Distrito de Santarém estará representado pela SIC - Sociedade Instrução Coruchense, a Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro (Constância) e a Banda Filarmónica Alveguense (Abrantes).

As celebrações em Lisboa da data evocativa da Restauração da Independência Nacional em 1640 adquiriram um especial significado num momento de particular crise como a que atualmente se vive, traduzindo-se ainda numa reivindicação pelo restabelecimento do feriado nacional. Aliás, a sua supressão teve o condão de transformar estas comemorações numa verdadeira manifestação popular de cariz patriótico que contrasta com o rumo político que nas últimas décadas tem vindo a ser imposto ao país.

O elenco das bandas e grupos para o 3º DESFILE NACIONAL DE BANDAS FILARMÓNICAS “1º DE DEZEMBRO” conta com um total de 32 agremiações, integrando 27 bandas filarmónicas, 2 grupos de Cante Alentejano e 3 grupos de percussão e é o seguinte:

BANDAS (por ordem alfabética dos distritos a que pertencem):

Banda Filarmónica de Odemira

Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho

Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira

Banda Filarmónica Retaxense

Filarmónica Idanhense e Adufeiras de Idanha-a-Nova

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense

Associação Filarmónica União Verridense

Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre

SUA - Sociedade União Alcaçovense

Sociedade Filarmónica Portimonense

Sociedade Musical Gouveense Botto Machado

Sociedade Artística e Musical Cortesense

Sociedade Filarmónica Maceirense

Sociedade Filarmónica Pedroguense

Banda da Armada

Banda Musical e Artística da Charneca

Sociedade Desportiva e Recreativa União Mucifalense

Banda da Associação de Recreio Musical 1º de Dezembro de Campo Maior

Banda Musical de Gondomar

Associação Filarmónica União Lapense

Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro

SIC - Sociedade Instrução Coruchense

Banda Filarmónica Alveguense

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete

Banda Filarmónica de Vila Nova de Anha

Banda Musical Velha de Barroselas

Sociedade Musical Vouzelense

CANTE ALENTEJANO:

Grupo Coral do Centro Republicano “Os Cigarras”

Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira

GRUPOS DE PERCUSSÃO

Tocá Rufar

2 Grupos de Bombos de Mondim de Basto



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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014
MOSTEIRO DA BATALHA PROMOVE VISITA GUIADA AO ANTIGO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

“O antigo abastecimento de água ao Mosteiro da Batalha” visita guiada pelo Prof. Doutor Virgolino Ferreira Jorge

Segundo este especialista, “um mosteiro medieval, para funcionar em condições higiossanitárias adequadas, carecia de uma infra-estrutura hidráulica sólida e tecnicamente eficiente, desde a captação de águas subterrâneas, seu transporte por gravidade, armazenamento e distribuição pelo interior do mosteiro, até à evacuação normal dos efluentes domésticos e pluviais.

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As comunidades religiosas necessitavam de sistemas de abastecimento de água corrente para a cozinha, para beber, para a sua higiene corporal (abluções, barbear, tonsurar, etc.), para o saneamento das latrinas e, ainda, para usos agrícolas (irrigação dos jardins e pomares) e actividades industriais (accionamento de noras, moinhos, forjas, etc.)”.

Esta visita pretende mostrar o importante contributo dos mosteiros para o conhecimento hidrotécnico medieval. A este propósito, aconselha-se a leitura do estudo do Prof. Virgolino Jorge, acerca do sistema hidráulico conventual batalhino, disponível on-line em https://uevora.academia.edu/VirgolinoJorge

Os participantes, em número limitado a 30 pessoas, deverão trajar fato de trabalho informal (calças e ténis), pois a visita inclui o reconhecimento do sistema adutor, num trajecto rural de cerca de 0,900 km. A visita será no dia 25 de Outubro de 2014 (Sábado), com início às 10,00 horas, em frente ao Mosteiro.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória e deverá ser feita até ao próximo dia 23 de Outubro, através do e-mail diretor@mbatalha.dgpc.pt ou pelo telefone 244 765 497.

Nota: Verificando-se um elevado número de inscrições para o dia 25 de Outubro, serão realizadas mais duas visitas – a 1 e 8 de Novembro – para as quais estão abertas inscrições.

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publicado por Carlos Gomes às 13:48
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM PROMOVE VISITA À CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO NA ATOUGUIA



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014
D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, 3º CONDE DE OURÉM, FUNDOU HÁ 625 ANOS O CONVENTO DO CARMO

Sobranceiro ao Rossio, em Lisboa, ergue-se o Convento do Carmo, assim designado por ter pertencido à Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, vulgo Ordem do Carmo, uma congregação religiosa inspirada na vida eremítica de silêncio e oração do profeta Elias, surgida no século XI, próximo de Haifa, no atual Estado de Israel.

O Convento do Carmo, em Lisboa, foi fundado em 1389 pelo 3º Conde de Ourém, D. Nuno Álvares Pereira, aliás São Nuno de Santa Maria, nele tendo ingressado em 1423 e na respetiva igreja sido sepultado.

O terramoto, ocorrido em 1 de novembro de 1755, destruiu grande parte do edifício, tendo-se durante o reinado de D. Maria I iniciado a sua reconstrução, tendo sido concluída uma das alas do convento. Porém, em 1834, aquando da extinção das ordens religiosas, os trabalhos foram interrompidos, tendo-se entretanto optado por não se proceder ao prosseguimento das obras de reconstrução, optando-se pela manutenção das ruínas muito ao gosto da época.

Atualmente, as ruínas da igreja albergam o Museu Arqueológico do Carmo enquanto a parte restante do edifício conventual servem de quartel à Guarda Nacional Republicana, palco de muitos acontecimentos históricos, de entre os quais se destaca o cerco levado a efeito pelos militares revoltosos no 25 de abril de 1974 que levou ao derrube do Estado Novo.

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publicado por Carlos Gomes às 13:35
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Sábado, 9 de Agosto de 2014
BOMBA ATÓMICA FOI LANÇADA SOBRE NAGASAKI HÁ 69 ANOS!

Cidade japonesa de Nagasaki foi construída pelos portugueses

Passam precisamente 69 anos desde a data em que os Estados Unidos da América lançaram a bomba atómica sobre a cidade japonesa de Nagasaki. Tratava-se de uma cidade portuária fundada pelos portugueses, no século XVI, na ilha de Kyushu, distrito de Nishisonogi, repleta de igrejas e outros locais cristãos que testemunham a cultura e civilização portuguesas e fizeram dela uma porta do Japão aberta para o ocidente e o mundo.

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A sua beleza natural levou Giacomo Puccino a escolhê-la como cenário da ópera “Madame Butterfly”. Porém o fato de ter sido o local escolhido para aí se estabelecer a base da Marinha Imperial Japonesa, Nagasaki veio a tornar-se conhecida pelos piores motivos: a destruição causada pelo lançamento da bomba atómica em 9 de agosto de 1945.



publicado por Carlos Gomes às 00:41
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Domingo, 20 de Julho de 2014
JUDAÍSMO E CRISTÃOS-NOVOS NO CONCELHO DE OURÉM

Ourém e o seu concelho é uma das localidades do país onde a influência judaica mais teima em resistir nomeadamente nos hábitos das suas gentes. Da antiga Sinagoga não restam mais do que as ruínas que sobreviveram ao terramoto de 1755 e às mãos criminosas das tropas de Massena que incendiaram a vila medieval de Ourém. Mas, imortalizou o escritor Camilo Castelo Branco, na sua novela “Olho de Vidro”, a vida da comunidade judia de Ourém, retratando a vida do famoso médico oureense Braz Luiz de Abreu.

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De acordo com documentos á guarda da Direção-Geral de Arquivos, foram entre 1561 e 1787 julgados pelo Tribunal do Santo Ofício quarenta e seis pessoas residentes em Ourém, de entre as quais contam-se 23 cristãos-novos, quase todos acusados da prática de judaísmo.

Apesar das perseguições de que foram alvo, conservam ainda muitos oureenses nomes de família que denunciam claramente as suas origens judaicas e a respetiva conversão forçada ao cristianismo, tornando-se cristãos-novos, na sequência do édito que o rei D. Manuel I publicou em 1496. Albuquerque, Castelão, Esteves, Fernandes, Ferraz, Freire, Furtado, Gonçalves, Mendes, Pereira, Oliveira, Saraiva e Silva são apenas alguns dos inúmeros apelidos adotados pelos cristãos-novos bastante usuais na nossa região. De resto, segundo reza a tradição, os cristãos-novos adotaram como apelidos, na maior parte dos casos, nomes associados a árvores, flores e outros vegetais.

Também a nossa cozinha tradicional onde pontificam os enchidos como as chouriças, farinheiras e a morcela de arroz, forma expedita empregue pelos judeus de fingir o consumo de carne de suíno, constitui um traço de identidade de uma comunidade que foi culturalmente assimilada ao longo de vários séculos e encontra-se plenamente integrada.

Porém, uma das marcas mais visíveis da influência judaica encontra-se patente nas constantes inscrições que surgem nas paredes de casas e barracões agrícolas constituídas por cruzes e pentagramas frequentemente acompanhados por ferraduras. Tidos geralmente como simples amuletos, trata-se de representações que nos remetem para cultos ancestrais que vieram a ser adotados pelas diferentes religiões, como sucede com a cruz inicialmente associada a ritos pagãos em torno de divindades solares.

Geralmente mais utilizada em regiões onde a presença islâmica foi mais acentuada como sucede no Alentejo, a ferradura encontrava-se mais associada aos cultos em torno da lua. No entanto, alguns investigadores sugerem que o símbolo que a ferradura representa é originário da Fenícia, tendo sido adotado pelos árabes e por estes transmitido aos judeus, encontrando-se relacionado com o chamsa que representa os cinco dedos de uma mão estendida, também identificado com a “mão de Miriam” ou “olho de Fátima”.

Não obstante, o pentagrama é talvez o mais curioso de todos os símbolos que aparecem no concelho de Ourém na medida que é menos usual ver-se noutras regiões do país. Trata-se de um símbolo de origem pagã que representa os cinco elementos da Natureza – Ar, Fogo, Terra, Água e Espírito – associado a uma cosmogonia do universo. Porém, o pentagrama é aqui invariavelmente identificado como sendo o Signo de Salomão, o que pode indicar uma forma disfarçada de identificar os membros de uma comunidade sem correr o risco que a sua representação correta naturalmente acarretaria, pois trata-se da Estrela de David, claramente identificada com o Judaísmo e presentemente com o Estado de Israel.

O que parece não restar dúvidas são as referências históricas e as marcas culturais que atestam a identidade de uma comunidade de cristãos-novos que se confunde com o próprio concelho de Ourém.

Carlos Gomes: http://www.folclore-online.com/

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publicado por Carlos Gomes às 20:52
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
MIGUEL DE SOUSA MELO E ALVIM: UM OUREENSE QUE FOI UM DOS PRIMEIROS POLÍTICOS E ESTADISTAS DO BRASIL INDEPENDENTE

Em 1807, pouco tempo antes da transferência da Corte portuguesa para o Brasil na sequência das invasões francesas, já o oureense Miguel de Sousa Melo e Alvim ali se fixara. A partir de então, a vida e carreira de militar e político haveriam de ficar para sempre ligadas ao Brasil, nação que viria a ascender à independência em 1822.

Miguel Alvim nasceu em 9 de março de 1784, na Quinta da Olaia, em Seiça, casa senhorial cuja origem remontam ao século XV e que deve o seu nome à respetiva capela com invocação a Nossa Senhora da Olaia.

Trata-se da casa dos Alvim, da nobre linhagem de Riba de Vizela, da qual descendia a Condessa D. Leonor Alvim, mulher do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, 3º Conde de Ourém. Portanto, uma família que haveria de entrar na linhagem dos Duques de Bragança e Condes de Ourém, de onde saíram os reis de Portugal após a Restauração da Independência em 1 de dezembro de 1640 e a Casa Imperial do Brasil, com a proclamação da independência. O apelido Alvim advém do lugar de Alvim, nas Terras de Basto, atualmente integrado no concelho de Cabeceiras de Basto.

Miguel de Sousa Melo e Alvim era Chefe-de-esquadra da Armada Portuguesa, patente que atualmente corresponde à de vice-almirante. No Brasil, foi Ajudante-de-ordens do Governador da Capitania de Santa Catarina, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Conselheiro do Império. Em 1829, foi por Carta Imperial nomeado Presidente da Província de Santa Catarina e, em 1841, passou a presidir à Província de São Paulo. Foi ainda eleito deputado em quatro legislaturas à Assembleia Provincial de Santa Catarina.

Ao longo da sua carreira, foi agraciado entre outras com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a Imperial Ordem de São Bento de Avis, Imperial Ordem da Rosa e Ordem da Torre e Espada.

Do seu casamento com Maurícia Elisa de Proença e Meneses teve vários filhos de entre os quais, Francisco Cordeiro Torres e Alvim, João de Sousa Melo e Alvim e Júlio Henrique de Melo e Alvim, nascidos em Florianópolis, foram igualmente figuras de destaque no Brasil.



publicado por Carlos Gomes às 10:44
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
“CARTOGRAFIA NÁUTICA PORTUGUESA DOS SÉCULOS XV A XVII”: UMA OBRA INDISPENSÁVEL PARA O CONHECIMENTO DA CARTOGRAFIA NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

“Cartografia Náutica Portuguesa dos Séculos XV a XVII” é uma obra da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro, editada pelo Instituto Hidrográfico, que reputamos fundamental para a compreensão da importância que tiveram as ciências náuticas nos Descobrimentos e Navegações dos Portugueses.

Desde a génese da carta náutica às inovações cartográficas com a introdução das escalas de latitudes, o emprego da flor-de-lis para indicar o Norte nas rosas-dos-ventos e a graduação das longitudes, passando pela agulha magnética e a carta-portulano, a navegação astronómica, a introdução das sondas hidrográficas e a importância da cartografia náutica na expansão marítima dos portugueses, este livro descreve-nos os contributos dos portugueses no avanço das ciências e técnicas do mar, mormente na representação do mundo através da cartografia, na senda do que outrora fizeram os geógrafos gregos, romanos e árabes e, num tempo ainda mais remoto, babilónios e assírios há mais de seis mil anos.

Pese embora seja frequentemente qualificado de “aventura”, a epopeia dos Descobrimentos marítimos foi porventura o projeto melhor concebido e planeado alguma vez realizado pelos portugueses. E, a atenção que foi dada à cartografia náutica e ciências com ela relacionadas, associados ao processo de recolha e preservação da informação, são bem demonstrativas da sua elevada importância na política de expansão que Portugal então empreendeu.

Com excelente aspeto gráfico, o livro inclui bastantes ilustrações que completam a informação e enriquecem a publicação também do ponto de vista artístico, fazendo dele uma obra indispensável para todos quantos se interessam pela História dos Descobrimentos Portugueses e a sua relação com as ciências e técnicas do mar.

Vice-almirante António Silva Ribeiro, o autor da obra, é natural do vizinho concelho de Pombal

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publicado por Carlos Gomes às 20:39
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Domingo, 8 de Junho de 2014
OURÉM APRESENTA AGOSTINHO ALBANO DE ALMEIDA

Personalidades com História – Agostinho Albano de Almeida

Na Fundação Agostinho Albano de Almeida

27 de Junho ÀS 21H30

Numa lógica de descentralização cultural e de valorização de cada uma das freguesias de Ourém e das instituições nelas integradas, o Museu Municipal lança a rubrica “Personalidades com História”. Este projeto pretende promover o conhecimento e a divulgação de personalidades que tenham nascido ou residido no concelho, deixando importantes legados para os oureenses, permitindo uma dinamização cultural de todo o território concelhio.

ENTRADA LIVRE

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo – das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Contatos: tel: 249 540 900 (6831) / Telm 919 585 003 / 910 502 291 / museu@mail.cm-ourem.pt / www.museu.com-ourem.pt



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Sábado, 7 de Junho de 2014
HÁ 74 ANOS, ALEMANHA PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Numa altura em que os países aliados da Segunda Guerra Mundial comemoram o 70º aniversário da Batalha da Normandia, não deixa de ser oportuno lembrar os planos então congeminados entre a Alemanha nazi e a Espanha franquista com vista à invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar.

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Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da União Soviética iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Decorridas que são mais de sete décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.



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ARQUIVO HISTÓRICO DA MARINHA REALIZA MOSTRA DOCUMENTAL



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Domingo, 18 de Maio de 2014
OURÉM DEBATE PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA



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Terça-feira, 13 de Maio de 2014
HÁ 88 ANOS, TROPAS SUBLEVADAS EM BRAGA ACAMPARAM ÀS PORTAS DE LISBOA

A imagem mostra as forças militares lideradas pelo General Gomes da Costa, sublevadas em Braga em 28 de maio de 1926, acampadas junto ao rio Trancão, em Sacavém, antes do seu avanço sobre Lisboa.

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Este golpe militar, também designado por “Revolução Nacional”, instaurou uma ditadura militar que acabou por colocar termo á Primeira República e abrir caminho à construção do Estado Novo que haveria de perdurar até ao 25 de abril de 1974. Na sua origem encontrava-se a profunda crise económica e financeira em que o país se encontrava, a desordem social, a corrupção e a permanente instabilidade política causada pelas disputas partidárias.

Qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência!

A foto pertence à Fundação Mário Soares.



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Domingo, 11 de Maio de 2014
OURÉM DEBATE PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA



publicado por Carlos Gomes às 11:15
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Terça-feira, 6 de Maio de 2014
EM 1932, ARTUR DE OLIVEIRA SANTOS ESCREVEU A BERNARDINO MACHADO RELATANDO AS ATIVIDADES REVOLUCIONÁRIAS NO EXÍLIO

A carta data de 3 de agosto de 1932 e foi endereçada a partir de Cárceres, em papel timbrado do Hotel “La Española”. Artur de Oliveira Santos informava Bernardino Machado acerca das movimentações políticas dos militantes monárquicos do Integralismo Lusitano, na demora num movimento revolucionário republicano, nas dissensões entre os republicanos exilados e na necessidade de união revolucionária.

Artur de Oliveira Santos foi um político e jornalista, afeto ao Partido Republicano Português, tendo sido Administrador do Concelho de Ourém. Adquiriu especial notoriedade aquando das primeiras aparições na Cova da Iria ao ter efetuado a detenção dos três pastorinhos videntes de Fátima.

O documento faz parte do Fundo Documental Bernardino Machado pertença da Fundação Mário Soares.



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Domingo, 4 de Maio de 2014
FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES NASCEU HÁ 500 ANOS

Nota Pastoral da CEP sobre «Bartolomeu dos Mártires, Modelo para a renovação da Igreja

1. Celebramos, já no próximo dia 3 de maio, os 500 anos do nascimento do Bem- aventurado Bartolomeu dos Mártires, um dos mais insignes promotores da renovação da Igreja nos tempos modernos. Mergulhado em Deus e conduzido pelo Espírito, ele soube, num período particularmente conturbado da vida da Igreja, intercetar caminhos de grande degradação de costumes e encetar vias de rejuvenescida evangelização.

Dom Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em 1514, na freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, e entrou na Ordem Dominicana em 1528. Foi professor nos Conventos de S. Domingos de Benfica, Batalha e Évora. Foi depois também Prior do Convento de Benfica e finalmente Arcebispo de Braga (1559 1582). Encontra-se sepultado em Viana do Castelo no Convento de S. Domingos que ele próprio mandou construir e onde se recolheu até à sua morte em 16 de julho de 1590.

Foi decisiva a sua contribuição, na última sessão do Concílio de Trento (1561 1563), para reformas na Igreja que, no seu dizer, «estava para cair». Entre as Petições que apresentou neste Concílio, destacam-se duas, pela sua atualidade: a obrigação dos Pastores permanecerem próximos dos fiéis que lhes estão confiados, um dever para o qual o Papa Francisco repetidamente tem chamado a atenção; a criação de seminários, como obrigatórios para a formação humana e espiritual, teológica e pastoral dos sacerdotes, tão urgente naquela época e necessária nos dias de hoje.

O próprio Papa Pio IV, que ele visitou pessoalmente em Roma durante uma interrupção da sessão conciliar, qualificou assim, em carta enviada ao Cardeal Dom Henrique, a sua participação no Concílio: «Tal satisfação nos deu, no tempo em que participou, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficámos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém».

2. Regressado à sua Arquidiocese, prosseguiu com reformas já antes iniciadas e, pelo menos algumas delas, confirmadas e oficializadas por decisões conciliares:

– Fundou o Seminário, o primeiro em toda a cristandade, para a formação dos presbíteros, uma novidade que o Papa S. João Paulo II fez questão de mencionar na celebração da sua beatificação.

– Para formação e uso dos sacerdotes, designadamente no seu ministério de instruir os fiéis e os consolidar na fé e prática de vida, escreveu o «Catecismo ou Doutrina Cristã e Práticas Espirituais», dois anos antes de ter sido publicado o Catecismo do Concílio de Trento pelo Papa S. Pio V.

– Promoveu e impôs uma rigorosa administração dos bens eclesiásticos, para os repartir equitativamente, «sem entesourar nada», como ele escreveu, fomentando e pondo em prática uma especial solicitude para com os mais pobres e desprotegidos. Costumava dizer que «em sua casa só ele era o estranho e os pobres eram os verdadeiros e naturais senhores dela».

– A sua proximidade ao povo que lhe estava confiado levou-o a calcorrear repetidamente toda a Arquidiocese de Braga, em periódicas visitas pastorais, percorrendo, com os limitados meios de então, um território cuja extensão compreendia também a atual Diocese de Viana do Castelo e partes das atuais Dioceses de Vila Real e Bragança-Miranda.

– Primariamente para sua própria orientação espiritual e pastoral, escreveu o famoso «Estímulo dos Pastores» que viria a ser editado por S. Carlos Borromeu, seu discípulo e apreciado amigo, e que, séculos mais tarde, iria ser oferecido pelo Papa Paulo VI a cada um dos bispos no encerramento do II Concílio do Vaticano.

3. Em todas estas e outras iniciativas e atividades mostrou a audácia, o ardor apostólico, a generosidade, a simplicidade e a santidade que fizeram dele um pastor exemplar para todos os tempos, incluindo os nossos. Assim o reconheceu explicitamente o Papa S. João Paulo II, ao beatificá-lo, a 4 de novembro de 2001, isto é, poucos dias depois de terminar o Sínodo dos Bispos que se dedicou à reflexão sobre a vivência do ministério episcopal, e ao referir-se às visitas pastorais do Beato Bartolomeu na Exortação Apostólica Pós-sinodal Pastores Gregis (n.º 46).

A sua vida e obra transpiram aquele dinamismo missionário sem fronteiras, aquela profunda convicção cristã que nascem da «Alegria do Evangelho» e são muito acentuadas pelo Papa Francisco: «O entusiasmo na Evangelização funda-se nesta convicção. Temos à disposição um tesouro de vida e de amor que não pode enganar, a mensagem que não pode manipular nem desiludir. É uma resposta que desce ao mais fundo do ser humano e pode sustentá-lo e elevá-lo. É a verdade que não passa de moda, porque é capaz de penetrar onde nada mais pode chegar. A nossa tristeza infinita só se cura com um amor infinito» (Evangelii Gaudium, n.º 265).

4. Que os 500 anos que decorrem sobre o nascimento desta grande figura da Igreja e do nosso País, que foi o Bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires, sejam uma oportunidade para mais o conhecermos e darmos a conhecer. Há pessoas que, pelos princípios e valores que pautaram as suas vidas, são permanentes modelos de referência de todos os tempos. O Beato Bartolomeu, tendo vivido em tempos de uma enorme crise epocal, dentro e fora da Igreja, pode e deve ser visto como testemunha para acreditarmos que a evangelização e as reformas na Igreja não só são necessárias como possíveis.

Conhecendo-o e imitando-o cada vez mais, invoquemos também a sua proteção para a Igreja e para o nosso País. E peçamos a Deus, de um modo especial, a graça da sua canonização, que o pode projetar, para além das nossas fronteiras nacionais, para aquela dimensão eclesial que, afinal, mais corresponde ao bem que Deus, por seu intermédio, fez e quer fazer pela sua Igreja.

Fátima, 1 de maio de 2014

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/



publicado por Carlos Gomes às 12:50
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Sábado, 3 de Maio de 2014
HÁ 88 ANOS, TEVE INÍCIO EM BRAGA O LEVANTAMENTO MILITAR QUE DERRUBOU A PRIMEIRA REPÚBLICA

Passam no próximo dia 28 de maio precisamente 88 anos sobre a data em que um levantamento militar, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caraterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica. Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910 e que apostavam agora na regeneração do próprio regime. Pese embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as atuais circunstâncias não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net/



publicado por Carlos Gomes às 22:18
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014
OUREENSES FESTEJARAM O PRIMEIRO DE MAIO PELA PRIMEIRA VEZ HÁ 40 ANOS

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A imagem regista os festejos do 1º de maio em Vila Nova de Ourém, em 1974.

Foto: António Verdasca



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Domingo, 27 de Abril de 2014
OUREENSE SÉRGIO RIBEIRO FOI LIBERTADO DE CAXIAS HÁ 40 ANOS

A imagem transmitida pela RTP regista o momento da libertação do Dr Sérgio Ribeiro, da cadeia de Caxias, em 27 de Abril de 1974.



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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