Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sábado, 17 de Novembro de 2012
CONVÍVIO OLIVAL MOTORIZADO REALIZA-SE AMANHÃ NO KARTÓDROMO DOS MILAGRES



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Sábado, 10 de Novembro de 2012
OLIVAL PREPARA CONVÍVIO MOTORIZADO



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012
KARTÓDROMO DOS MILAGRES (LEIRIA) RECEBE 1º CONVÍVIO OLIVAL MOTORIZADO



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Domingo, 28 de Outubro de 2012
OLIVAL REALIZA CONVÍVIO MOTORIZADO



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012
CASA DO POVO DE FÁTIMA PARTICIPA NO ENCONTRO DE ESCOLAS DE DANÇA



publicado por Carlos Gomes às 21:58
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Sábado, 13 de Outubro de 2012
LEIRIA E SANTARÉM: A CULTURA É A ALMA DO POVO!



publicado por Carlos Gomes às 12:09
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
KARTS CORREM NA URQUEIRA



publicado por Carlos Gomes às 23:00
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
OURÉM RECEBE FESTIVAL DE TEATRO



publicado por Carlos Gomes às 15:06
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Sábado, 15 de Setembro de 2012
O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!

Mais de mil pessoas concentraram-se junto á fonte luminosa e percorreram as ruas da cidade de Leiria. Em Santarém, o protesto juntou algumas centenas de pessoas

Cerca de meio milhão de pessoas saiu hoje à rua em quatro dezenas de localidades de norte a sul do país e ainda em várias cidades europeias onde existem comunidades portuguesas, para protestar contra as medidas de austeridade impostas pelo governo que de forma discriminatória atingem trabalhadores e pensionistas da segurança social.

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Lisboa, Porto e Braga foram as cidades onde as manifestações populares registaram uma maior adesão que, ironicamente, teve na recente entrevista do primeiro-ministro um apoio de peso na medida ao ter anunciado o propósito de impor ainda mais sacrifícios aos portugueses.

Na rua estiveram pessoas de todas as idades e profissões, sem distinção de credos políticos ou outros, numa clara demonstração de descontentamento e indignação que os promotores tiveram a preocupação de sublinhar ser independente em relação a partidos políticos e estruturas sindicais. De registar também a descrença generalizada em relação aos políticos patente no elevado número de mensagens críticas expressas em numerosos cartazes e que prenuncia o fim de um ciclo político.

Os desfiles realizaram-se de uma forma pacífica e ordeira, numa clara manifestação de unidade onde, com grande frequência, se entoaram palavras de ordem que fizeram recordar outros momentos históricos vividos entre nós como “o povo unido jamais será vencido!”

Fotos: http://noticias.sapo.pt/; http://rr.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:59
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
PROTESTOS DESCEM À RUA EM LEIRIA, TOMAR E SANTARÉM



publicado por Carlos Gomes às 21:15
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
OFERTAS DE EMPREGO (04-09-2012)

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A Insignare tem a funcionar desde meados de maio, um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) cujo objetivo é trazer para mais perto da população algumas das valências do Centro de Emprego de Tomar, com a colaboração do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Situado no recém-criado Centro de Empresas de Ourém (piso 0 do Mercado Municipal de Ourém), o GIP presta apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento de seu percurso de inserção ou reinserção profissional. Também dá apoio às empresas no processo de recrutamento e seleção de trabalhadores, funcionado como uma bolsa de emprego. Pretende-se um processo desprovido de burocracias que efetivamente dê resposta às necessidades, quer das pessoas quer das empresas, de forma célere.

FORMADORES (M/F)

Refª: DIR.0084.12.09 Centro de Explicações procura formadores/professores para estudo acompanhado em diversas áreas. Até 20 set.. Local: Ourém

MOTORISTA (M/F)

Refª: DIR.0083.12.08 Transportadora admite Motorista de Pesados articulados com CAM. Portugal e Espanha. Entrada imediata. Local: Alburitel

EMP. BALCÃO (M/F)

Refª: DIR.0082.12.08 Bar Procura Empregado de Balcão/Barman. Jovem, boa apresentação e dinâmico Boa relação interpessoal Local: Ourém

COZINHEIRO (M/F)

Refª: DIR.0062.12.07A IPSS procura com experiência na área da restauração. Disponibilidade para trabalhar por turnos. Local: Alburitel

RESTAURANTE / BAR (M/F)

Refª: DIR.0077.12.08 Empresa procura candidato/a para Estágio Profissional Nível 4 em Bar Irlandês. Urgente. Local: Leiria

COZINHEIRO (M/F)

Refª: DIR.0081.12.08 Restaurante procura com urgência. Experiente e disponível para trabalhar fora do país. Local: Seiça

ASS. ENFERMAGEM VETERINÁRIA (M/F)

Refª: DIR.0032.12.07A Clínica Veterinária procura Assistente (m/f) com Formação em Enfermagem Veterinária. Candidato/ a dinâmico/ a. Local: Fátima

AJUDANTE COZINHA (M/F)

Refª: DIR.00671.12.07 Ajudante de cozinha com experiência em restauração. Polivalente para ajudar no serviço à mesa. Local: Zambujal

PINTOR AUTOMÓVEIS (M/F)

Refª: DIR.0071.12.07 Empresa na área de reparação de veículos procura Pintor de Automóveis com experiência. Local: Vilar dos Prazeres

Caso esteja interessado em alguma das ofertas de emprego deverá entrar em contacto com o GIP de Ourém, no horário compreendido entre as 9h00 e as 17h00, ou enviar o seu currículo para gip@insignare.pt

Gabinete de Inserção Profissional Centro de Empresas de Ourém Piso 0 - Loja 312490-548 Ourém Telemóvel +351 916 342 826 Telefone +351 249 540 900 EXT. 6856

Nota: serão automaticamente excluídas as candidaturas que não preencham os requisitos acima identificados, bem como as candidaturas fora do prazo (1 semana após publicação).

Poderá consultar mais ofertas de emprego no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional em http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?autoSearch=p



publicado por Carlos Gomes às 11:49
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
OFERTAS DE TRABALHO (28 DE AGOSTO A 3 DE SETEMBRO DE 2012)

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O que é o GIP

GIP – Gabinete de Inserção Profissional de Ourém, uma estrutura de apoio ao emprego criada numa parceria entre a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O que faz:

O GIP promove a criação de emprego prestando o apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Promove e agiliza a ligação entre as empresas e os potenciais colaboradores, com o objetivo de criar emprego.

Horário de Atendimento:

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 17H00

Horário de Funcionamento

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 18H00

Contactos:

Centro de Empresas - Piso Zero – loja 31

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - 2490-548 Ourém – Portugal

Telefone 916 342 286 / 249 540 900 ext-6856 Email: gip@insignare

Ofertas de Trabalho de  28 Agosto a 03  Setembro GIP Ourém

DIR.0083.12.08

MOTORISTA DE PESADOS ARTICULADOS - Seiça

Transportadora procura Motorista de pesados articlados com CAM para prestar serviço em Portugal e Espanha. Envie Curriculo para o GIP.

DIR.0082.12.08   

EMPREGADO DE BALCÃO /BARMAN - Ourém

Bar em Ourém procura empregado de balcão /Barman.  Jovem com boa apresentação e dinâmico Contacte o GIP de Ourém

DIR.0062.12.07A

COZINHEIRA - Alburitel

IPSS procura Cozinheira com experiência na área da restauração.  Disponibilidade para  trabalhar por turnos Envie o seu CV para gip1@insignare.pt

DIR.0081.12.08

COZINHEIRA  - Ourém

Restaurante procura cozinheira com experiência na área da restauração.  Disponibilidade para  trabalhar fora do país.Envie o seu CV para gip1@insignare.pt

DIR.0079.12.08

ESTÁGIO PROFISSIONAL de DESPORTO - Ourém

Seleccionamos candidato para estágio profissional como Técnico de Desporto. Local: Ourém
Perfil: Bons conhecimentos em Treino Desportivo de preferência treino de Futebol e Guarda-Redes. Envie o seu CV para gip1@insignare.pt

DIR.0077.12.08   

ESTÁGIO PROFISSIONAL EM RESTAURANTE E BAR  - Leiria

URGENTE: - Empresa procura candidato/a para Bar Irlandês para estágio profissional na área de Restaurante /BAR de nível 4. Envie CV para gip1@insignare.pt

DIR. 0071.12.08  

PINTOR DE AUTOMÓVEIS – Vilar dos Prazeres

Empresa da área de reparação de automóveis procura pintor de automóveis com experiência.   

DIR.0032.12.07A

ASSISTENTE  DE ENFERMAGEM VETERINÁRIA - Fátima

Clínica Veterinária procura Assistente com formação em Enfermagem Veterináriapara realizar  estágio profissional. Envie CV para gip1@insignare.pt

DIR 0067.12.07

AJUDANTE DE COZINHA– Zambujal

Café/Restaurante Procura ajudante de Cozinha com experiência. Polivalente para ajudar no serviço de mesa. Contacte o GIP de Ourém ou envie o currículo para gip@insignare.pt

Ofertas do IEFP Ver ofertas no link http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?estrangeiros=false

GIP de Ourém: Horário de Atendimento ao Publico: 9:00H-13:00H/14:00H-17:00H.



publicado por Carlos Gomes às 17:09
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
OFERTAS DE TRABALHO (14 A 20 DE AGOSTO DE 2012)

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O que é o GIP

GIP – Gabinete de Inserção Profissional de Ourém, uma estrutura de apoio ao emprego criada numa parceria entre a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O que faz:

O GIP promove a criação de emprego prestando o apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Promove e agiliza a ligação entre as empresas e os potenciais colaboradores, com o objetivo de criar emprego.

Horário de Atendimento:

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 17H00

Horário de Funcionamento

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 18H00

Contactos:

Centro de Empresas - Piso Zero – loja 31

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - 2490-548 Ourém – Portugal

Telefone 916 342 286 / 249 540 900 ext-6856 Email: gip@insignare

Ofertas de Trabalho de 14 a 20  Agosto GIP Ourém

DIR.0022.12.05A              

ESTÁGIO PROFISSIONAL GESTÃO/SECRETARIADO (m/f)– Fátima

URGENTE: ESTA SEMANA- Empresa procura candidato/a para estágio profissional de nível 4 na área de gestão/secretariado. Envie CV para gip1@insignare.pt

DIR.0077.12.08   

ESTÁGIO PROFISSIONAL EM RESTAURANTE E BAR (m/f) - Leiria

URGENTE: ESTA SEMANA - Empresa procura candidato/a para Bar Irlandês para estágio profissional na área de Restaurante /BAR de nível 4. Envie CV para gip1@insignare.pt

DIR.0076.12.08   

EMPREGADO DE MESA  (m/f)- Fátima             Restaurante Procura empregado/a de mesa polivalente com formação nesta área. Contactar o GIP de Ourém

DIR.0072.12.07

COZINHEIRO (m/f): Leiria

Restaurante no centro de Leiria procura jovem Cozinheiro/a com formação na restauração, para integrar equipa jovem e dinâmica.               

DIR.0071.12.07   

PINTOR DE AUTOMOVEIS (m/f) Vilar dos Prazeres

Oficina de reparação de automóveis procura pintor com experiencia nesta ramo. Contacte o GIP de Ourém

DIR.0070.12.07   

MECÂNICO DE AUTOMOVEIS (m/f) Vilar dos Prazeres

Oficina de reparação de automóveis procura Mecânico . Contacte o GIP de Ourém

DIR. 0032.12.07A               

ASSISTENTE DE ENFERMAGEM VETERINÁRIA (m/f)- FÁTIMA

Clínica Veterinária procura Assistente com Formação em Enfermagem Veterinária. Envie CV para gip1@insignare.pt            

DIR.0067.12.07   

AJUDANTE DE COZINHA (m/f): Zambujal

Restaurante procura Ajudante de Cozinha com experiência na área da restauração. Polivalente para ajudar no serviço de mesa. Contacte o GIP de Ourém

DIR 0056.12.07

COZINHEIRO (m/f) – Olival

Café/Restaurante Procura Cozinheiro/a com Experiência. Horário 09:00-18:00h contrato de 6 meses. Contacte o GIP de Ourém ou envie o currículo para gip@insignare.pt

Ofertas do IEFP Ver ofertas no link http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?estrangeiros=false

GIP de Ourém: Horário de Atendimento ao Publico: 9:00H-13:00H/14:00H-17:00H.



publicado por Carlos Gomes às 14:04
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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
OFERTAS DE TRABALHO (31 DE JULHO A 7 DE AGOSTO DE 2012)

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O que é o GIP

GIP – Gabinete de Inserção Profissional de Ourém, uma estrutura de apoio ao emprego criada numa parceria entre a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O que faz:

O GIP promove a criação de emprego prestando o apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Promove e agiliza a ligação entre as empresas e os potenciais colaboradores, com o objetivo de criar emprego.

Horário de Atendimento:

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 17H00

Horário de Funcionamento

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 18H00

Contactos:

Centro de Empresas - Piso Zero – loja 31

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - 2490-548 Ourém – Portugal

Telefone 916 342 286 / 249 540 900 ext-6856 Email: gip@insignare

Ofertas de Trabalho de 31 de julho a 7 agosto GIP Ourém

DIR.0072.12.07   

COZINHEIRO/A – Leiria

Restaurante no centro de Leiria procura jovem Cozinheiro/a com formação na restauração, para integrar equipa jovem e dinâmica.

DIR.0071.12.07   

PINTOR DE AUTOMÓVEIS: Vilar dos Prazeres:

Oficina de reparação procura: pintor automóvel. Contacte o GIP de Ourém.

DIR.0070.12.07   

MECÂNICO: Vilar dos Prazeres

Oficina de reparação procura: Mecânico automóvel. Contacte o GIP de Ourém               

DIR.0067.12.07

EMPREGADA LIMPEZA: Ourém

 Associação procura empregada de limpeza, horário 09:00-18:00, contrato de prestação de serviços. Transporte próprio/ Fátima/Ourém. Contacte o GIP de Ourém

DIR.0067.12.07   

AJUDANTE COZINHA: Fátima

Restaurante procura Ajudante de Cozinha com experiência na área da restauração. Polivalente para ajudar no serviço de mesa. Contacte o GIP de Ourém     

DIR.0066.12.07   

ESTÁGIO PROFISSIONAL GESTÃO/SECRETARIADO/A: Leiria

Empresa de consultadoria procura candidato a estágio profissional de nível 4 na área de gestão/secretariado. Envie CV para gip@insignare.pt

DIR.0065.12.07

EMPREGADAS LIMPEZA: Fátima

Empresa de Trabalho Temporário procura empregadas limpeza; 6º ano, mês de agosto tempo parcial horário a combinar. Contacte o GIP de Ourém.           

DIR.0064.12.07   

COZINHEIRA/O: Olival

Urgente: Café/Restaurante Procura Cozinheiro(a) com Experiência. Horário 09:00-18:00h contrato de 6 meses. Boa apresentação. Contacte o GIP de Ourém ou envie o currículo para gip@insignare.pt

DIR.0054.12.07

GESTOR TI&MARKETING/A - Seiça

Empresa voltada para mercado exportação procura pessoa com formação superior em Tecnologias de Informação. Exp. 3 Anos; capacidade multi-task, fluente em espanhol e/ou francês; Orientação para objectivos. CV se cumpre estes requisitos para gip@insignare.pt

DIR 0063.12.07

Operador Máquinas Roçadoras: Urqueira   

Empresa de silvicultura: procura pessoa c/ carta de condução e experiência em Máquinas Roçadoras para limpeza de terrenos. Contacte o GIP de Ourém     

DIR. 0032.12.07A               

Assistente de enfermagem veterinária Fátima

Clínica Veterinária procura Assistente com Formação em Enfermagem Veterinária. Envie CV para gip@insignare.pt

DIR.0025.12.07A

EMPREGADO MESA/BAR - Fátima

Urgente: Hotel com Restaurante admite pessoa empregado de mesa curso profissional hotelaria nivel 4. Integrar equipa jovem e dinâmica envie o CV para gip@insignare.pt

Ofertas do IEFP Ver ofertas no link http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?estrangeiros=false

GIP de Ourém: Horário de Atendimento ao Publico: 9:00H-13:00H/14:00H-17:00H.



publicado por Carlos Gomes às 17:53
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
EM 1970, MOURA RAMOS, DEPUTADO À ASSEMBLEIA NACIONAL, ABORDOU VÁRIOS ASPETOS DO TURISMO DA REGIÃO DE LEIRIA, MORMENTE EM FÁTIMA E VILA NOVA DE OURÉM

Na sessão de 27 de janeiro da X Legislatura da Assembleia Nacional, o deputado Rui de Moura Ramos fez uma longa intervenção na qual se referiu a alguns empreendimentos planeados pela Comissão Regional de Turismo de Leiria para valorizar a área da sua jurisdição. A sessão foi presidida por Carlos do Amaral Netto e secretariada por Silva Pereira e João Bosco Mota Amaral.

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O deputado Rui de Moura Ramos era natural da Batalha e exerceu durante treze anos, até 1960, as funções de Chefe da Secretaria da Câmara Municipal da Batalha. Em 1961, altura da sua primeira eleição para a Assembleia Nacional, exercia o cargo de Diretor da Prisão-Escola de Leiria. Politicamente situava-se entre os setores mais conservadores do Estado Novo.

 

O Sr. Moura Ramos: - Sr. Presidente: Vivemos uma época que se não coaduna com a delonga e a inércia por parte do Estado em muitos dos seus sectores na sua direcção. Mais do que nunca, o tampo é, nos dias de hoje, valor precioso para quem o não pode nem deve esbanjar. Em todos os domínios há cada vez mais imperiosa necessidade de «andar rapidamente e em força para pôr à prova a nossa capacidade de decisão», na frase histórica do grande estadista que foi Salazar.

Porém, a nossa Administração parece esquecer tão sábia norma, e se é certo que enferma, por vezes, da falta de meios de acção, também, mão é menos certo que, muitas mais das vezes, sei deixa embaraçar peio abuso dais formalidades, das delongas, da papelada, das irresponsabilidade» e da divisão e confusão da autoridade.

A acção, todavia, impôs aos tempos de hoje novas medidas, todas elas marcadas com o sinete da celeridade, do acerto e da eficiência, o que não exclui a ponderação, o bom senso, a oportunidade e o sentido das responsabilidades de acção. Trabalhar bem e depressa tem de ser o lema dos nossos dias.

E é isto que, por vezes, anda esquecido, originando que a solução de alguns dos nossos problemas se perca no labirinto da burocracia, tendo de ser mastigada pelas perigosas e lentas rodas dentadas da engrenagem burocrática, endossando, por vezes, umas entidades às outras a competência para resolver os casos que lhes são postos, donde o poder concluir-se que parece não terem ainda bem definido o campo das suas atribuições, o que é deveras lamentável!...

Ora é preciso acabar com aquilo a que já alguém chamou a «empacotaria da rotina», que dificulta emperrando e inutilizando muitas iniciativas.

Vêm estas palavras servir de introito às considerações que nos propomos fazer quanto a alguns empreendimentos com que a Comissão Regional de Turismo de Leiria, de acordo com ais entidades oficiais e particulares, planeou fazer a valorização da área da sua jurisdição, abalançando-se à sua maior promoção turística.

Efectivamente, não esquecendo que o turismo é, no dizer de António Ferro, «fonte de riqueza e poesia» e que constitui fenómeno social da maior relevância e cuja ampliação se observa diariamente, a Comissão Regional de Turismo, à frente da qual se encontra o espírito dinâmico, apaixonado e empreendedor do Dr. Rui Acácio da Luz, tem procurado, com os meios ao seu alcance, realizar obra meritória, valorizando e dotando esta região das condições essenciais e necessárias ao melhor aproveitamento turístico.

E assim que toda a área contida nos limites geográficos da região já hoje conhecida por «Rota do Sol», e que abrange os concelhos de Leiria, Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós e Vila Nova de Ourem, tem sido objecto da atenção cuidada e zelosa da respectiva Comissão Regional, demonstrando deste modo mão desconhecer que, muito para além da existência nesta área de belezas naturais variadas e de um património histórico e artístico dos mais ricos, o homem tem de surgir como elemento indispensável para a sua valorização turística.

Concitando e galvanizando as energias e os entusiasmos regionais, procurando reforçar e exaltar as condições de atracção turística com um andamento convenientemente acelerado, o presidente da Comissão Regional de Turismo de Leiria tem-se revelado O homem de sentido realizador e de coragem para enfrentar as dificuldades e transpor os obstáculos que os interesses;, a inércia e o comodismo de muitos costumam colocar no caminho de quem quer fazer alguma coisa de útil e de diferente.

Há, porém, problemas cuja solução transcende em muito a competência das comissões regionais e que, por melhor e maior que seja a capacidade e vontade dos seus dirigentes, não podem ser resolvidos, nem ter seguimento, pois que implicam a boa vontade e rápido poder decisório de outros sectores dia Administração, o que, infelizmente, nem sempre se verifica...

Efectivamente, quando seria de encaminhar e acarinhar iniciativas que se pretende levar a efeito, topa-se com reais dificuldades e peias burocráticas que tudo emperram, desencorajando os mais corajosos e perseverantes, até que se consigam encontrar seguimento e fazer-se ouvir junto das várias secções dos departamentos do Estado que terão de pronunciar-se até à permissão final dessas realizações.

Ora é isto que precisamente está ia acontecer com alguns problemas por cuja solução a Comissão Regional de Turismo vem pugnando, os quais passamos a enumerar de maneira sucinta:

I) Obras de reparação no Castelo de Porto de Mós, c arranjo paisagístico do monte circundante. - Porque o sismo de 28 de Fevereiro do ano findo causou estragos na graciosa fortaleza medieval, e porque constitui pecado mortal contra o nosso património artístico e histórico, e também contra o turismo, o desleixo ou abandono dos nossos monumentos, a Comissão Regional de Turismo alertou do facto a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, mas, até agora, não se conhecem noticiais de quaisquer medidas tomadas no sentido de serem reparados os estragos causados e de evitar que a acção corrosiva do tempo os agrave e ponha ainda mais em evidência tantos sinais de perigosa- ruína. Assiste-se, sim, a um quase completo abandono deste vetusto Castelo, agora transformado em capoeira e com remendos postos toscamente, sem arte nem gosto, nos elegantes arcos de cantaria, em vez de tudo se fazer no sentido de o valorizar e aproveitar com fins turísticos, preparando-o para uma função mais moderna e dinâmica e instalando nele, sem ofensa do bom gosto e da fidelidade à sua traça arquitectónica, uma agradável e atraente pousada.

Com o «arranjo paisagístico do monte do Castelo» acontece que, não obstante se encontrar elaborado já o respectivo projecto a contento da Câmara Municipal de Porto de Mós e da Comissão Regional de Turismo e votada por esta a verba para em 1969 terem tido início os trabalhos de arborização, o que é cedo é que ainda não foi possível obter a aprovação de tal projecto, que tem andado a saltitar de direcção-geral para direcção-geral...

II) Iluminação dos lugares místicos de Fátima. - Aqui está outra iniciativa que, não obstante haver sido acarinhada e incentivada pela Direcção-Geral do Turismo, tem esbarrado com obstáculos e dificuldades para a sua aprovação, e ia tal ponto as coisas chegaram que um já elaborado estudo, talvez devido a negligência ou marasmo da nossa burocracia, levou descaminho, pelo que ainda não foi possível obter o despacho de aprovação e dar começo a tal melhoramento, que tem o apoio das autoridades civis e religiosas locais e para o qual a Direcção-Geral do Turismo recomendou prioridade à Comissão Regional de Turismo para a inscrição mo orçamento para 1970 da verba julgada necessária.

Conviria, ao concretizar-se, este melhoramento, deixar desde logo bem esclarecido a quem competirá o encargo do pagamento da energia eléctrica consumida com a iluminação de tais lugares, bem como sobre quem impenderá o encargo com a vistoria, conservação e reparação da referida rede eléctrica de iluminação, para não vir a acontecer o que está ia suceder com a iluminação do Mosteiro da Batalha e a estátua do Condestável, que, tendo entidade responsável pelo pagamento da energia eléctrica consumida, não se sabe quem responderá pela conservação e reparação da rede eléctrica respectiva.

III) Instalação de um restaurante numa dependência do Mosteiro da Batalha. - Em 1962, a Comissão Regional de Turismo, com o apoio da Câmara Municipal da Batalha, solicitou autorização superior para instalar uma dependência existente nas traseiras do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, e absolutamente fora dele, um restaurante, a que chamaria a «Cozinha do Mosteiro». Obtida para tal iniciativa a concordância do então Secretariado Nacional ida Informação, Cultura Popular e Turismo e da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, fizeram -se os estudos- preliminares respectivos, e, quando tudo parecia, correr pelo melhor, surge o parecer emitido pela Junta Nacional da Educação no sentido de «não ser de efectuar quaisquer obras, a não ser de restauro ou conservação, nem dar às suas dependências qualquer aplicação que afecte, a dignidade do grandioso monumento».

Ora, com o devido respeito por tal parecer, nós dizemos que a Cozinha do Mosteiro viria precisamente salvaguardar esse sentido de dignidade, que tão prejudicado tem sido com a afectação do local a arrecadação dos mais diversos materiais, oferecendo ao turista um quadro de mau gosto e nada brilhante nem consentâneo com o tal sentido de dignidade do Mosteiro, que se não quer ver - e muito bem - ofendido.

Estamos em crer que não se deslocou ao local nem conhece, o seu estado passado e actual quem emitiu tal parecer, e por isso mesmo julgou de molde a contrariar a superior finalidade que foi preocupação sua defender: a de não querer ver conspurcada a dignidade do nosso mais belo monumento nacional. É que a dependência em que tal instalação se pretendia fazer é como que uma exemeiscência do grandioso monumento, podendo vir a oferecer interesse marcadamente turístico com a sugerida fórmula de aproveitamento, que, aliás, se vê defendida no relatório do projecto do III Plano de Fomento, a pp. 334 6 335, onde se lê:

Embora se encontre ainda em estudo a planificação urbanístico-turística para algumas regiões do País, é possível definir, em princípio, o desenvolvimento a dar à rede de pousadas e outros estabelecimentos hoteleiros do Estado, a realizar pela Direcção-Geral dos Edifícios! e Monumentos Nacionais. Os investimentos corresponderão neste domínio à construção de pousados em edifícios próprios e à adaptação a estabelecimentos hoteleiros de imóveis classificados de monumentos nacionais ou de interesse público.

Apelamos, por isso, para a Junta Nacional da Educação para que o problema seja de novo considerado em função da realidade existente e que se faça uma visita ao local, de modo a ser certificada a veracidade do que vimos expendendo. Deste modo se, concluirá que a projectada Cozinha do Mosteiro valorizaria consideravelmente a dependência onde se pretende instalar e até agora destinada à arrecadação e outros fins menos convenientes, em nada sendo afectada com a execução de tal projecto a dignidade do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

Mas se assim não vier a entender-se, ao menos que se providencie no sentido de evitar o actual estado de abandono em que tal dependência se encontra, valorizando-a, e fazendo o seu aproveitamento em termos de a enquadrar nas actividades do turismo: nacional.

IV) Construção de um aeródromo em Fátima. Vem já de longa data a ideia de um campo de aviação em Fátima, tendo sido o grande bisco D. José Alves Correia da Silva quem, com a sua superior visão dos problemas, realçou (c)m 1949 à Direcção-Geral da Aeronáutica Civil a necessidade da construção desse melhoramento, de modo a possibilitar o acesso (rápido ao Santuário dos peregrinos que desejassem utilizar o avião como meio de transporte, já pela comodidade que representaria e, principalmente, pela economia de tempo que lhes proporcionaria.

A iniciativa, embora reconhecido o seu grande alcance, não foi então considerada por razões de ordem financeira. Em 1963 é a Comissão Regional de Turismo que reata o interesse pela iniciativa, diligenciando junto dos Transportes Aéreos Portugueses, que chega a sugerir e recomendar a construção de uma pista de terna batida com cerca de 700 m, com vista à utilização de táxis aéreos. Com a proximidade do Ano Santo e a previsão largamente confirmada de grande fluxo de peregrinos estrangeiros àquele Santuário Mariano, a ideia volta a agitar-se, dispondo-se ais autoridades religiosas diocesanas, a Junta de Freguesia de Fátima e a Comissão Regional de Turismo a fazerem tudo quanta ao seu alcance estivesse paira a sua concretização. Mais tarde, é a própria Junta de Freguesia que coloca à disposição da Direcção-Geral da Aeronáutica Civil terrenos que estão sob a sua jurisdição e1 que julga adaptáveis para o efeito, com as favoráveis circunstâncias de se situarem próximo do Santuário, mas não tão perto que o ruído dos aviões pudesse vir a perturbar o silêncio do local e a compostura que devem ter as, cerimónias religiosas efectuadas ao ar livre, ,e ainda .por terem boas estradas a servi-los.

Com a afirmação feita pelo então Ministro das Comunicações, na inauguração do serviço Idos táxis aéreos para ia Covilhã, de que se estudava, com «um interesse particular, e que é de todos, um pequeno aeródromo em Fátima, paira que & peregrinação dos turistas, em curta permanência em Lisboa, se tome viável, aproximando, em tempo, o Santuário, capital da Fé, da cidade do Tejo, a capital da Pátria», deu-se um recrudescimento do interesse por este empreendimento, esperando-se ansiosamente que, conforme já foi prometido, ia Direcção-Geral da Aeronáutica Civil mande ao local o(r) seus técnicos para que, em definitivo, se pronunciem quanto à escolha dos terrenos e se dê andamento rápido à concretização da ideia da construção do aeródromo para táxis aéreos, o que constitui não só uma necessidade local e nacional, mas principalmente internacional.

Acresce ainda a circunstancia de a construção de um campo de aviação em Fátima poder vir a beneficiar grandemente não só a importante zona industrial de Mira de Aire e Minde, pelais facilidades de deslocação aos grandes centros de negócios que os industriais necessitam de ter hoje em dia, com particular relevância para os contactos estrangeiros de que estes centros estão a ser objecto, como também o turismo espeleológico, por ora em fase embrionária, mas que poderá vir a constituir grande atracção, uma vez que se situam, na serrai do Aire maravilhoso dos Moinhos Velhos, miais conhecida por grutas de Mira de Aire, maravilhoso mundo de estalactites e estalagmites milenárias, de uma grandiosidade e beleza impressionantes, situadas a um escassos metros do importante centro industrial, e, um pouco mais (longe, as grutas de Santo António, em Alvados, (mais acessíveis e também de meritório interesse turístico, pelo que conviria valorizar mais e outras. Ora, sabendo-se que os transportes são factor de primordial importância para o desenvolvimento do turismo e que, de en-

tre eles, os transportes aéreos1 constituem um dos instrumentos mais ligados à revolução turística moderna, bem se compreende e justifica a urgente construção do aeródromo e o consequente estabelecimento de carreiras de táxis aéreos para Fátima.

Sr. Presidente: Deixámos referidos alguns problemas que não têm merecido o devido interesse e atenção dos serviços centrais - o que se lamenta- e cuja solução visa a promoção turística de uma região com inegáveis e reconhecidos motivos de atracção. As entidades locais que têm por atribuições a valorização turística da região de Leiria, e que desejam cumprir a sua missão, bem merecem que as ajudem, a resolver com urgência e celeridade os problemas que também, dependem de outros departamentos do Estada, uma vez que o surto turístico que nos envolve bem justifica que eles sejam de especial atenção. E nem será preciso fazer investimentos pesados para levar por diante alguns dos melhoramentos. E que o fossem, sabemos que a prioridade dada ao desenvolvimento do turismo se justifica na medida em que um rápido reembolso está normalmente garantido.

O que é preciso é andar depressa, realizar em ritmo acelerado, e não retardar, emperrando com peias burocráticas as realizações que se desejam e se tornam necessárias.

É este o nosso voto e o nosso pedido.

Tenho dito.



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
REGIÃO DE LEIRIA / FÁTIMA REALIZA ESTÁGIO INTERNACIONAL DE ORQUESTRA



publicado por Carlos Gomes às 18:37
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
OFERTAS DE TRABALHO (3 A 10 DE JULHO DE 2012)

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O que é o GIP

GIP – Gabinete de Inserção Profissional de Ourém, uma estrutura de apoio ao emprego criada numa parceria entre a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O que faz:

O GIP promove a criação de emprego prestando o apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Promove e agiliza a ligação entre as empresas e os potenciais colaboradores, com o objetivo de criar emprego.

Horário de Atendimento:

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 17H00

Horário de Funcionamento

De 2ª a 6ª feira - 9H00 às 13H00 / 14H00 às 18H00

Contactos:

Centro de Empresas - Piso Zero – loja 31

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - 2490-548 Ourém – Portugal

Telefone 916 342 286 / 249 540 900 ext-6856 Email: gip@insignare.pt

Ofertas de Trabalho de 03 a 10 de Julho GIP Ourém

DIR.0051.12.07

ENGOMADEIRA

Lavandaria procura pessoa com experiência que saiba trabalhar com máquinas de lavandaria. (m/f) Fátima – ENVIE OS CONTACTOS PARA o GIP

DIR.0050.12.06

SERRALHEIRO DE BANCADA

Empresa recruta serralheiro de bancada com experiência na construção de máquinas; interpretação de desenhos, deslocação própria, disponibilidade imediata(m/f)

FÁTIMA contactos para gip@insignare.pt

DIR.0049.12.06

EMPREGADO DE MESA/SALA

Pensão procura Empregado de Mesa (a) para serviço de sala e receção. Formação na área da hotelaria e restauração. 12º ano. Residência em Fátima ou arredores. Envie Cv para gip@insignare.pt - FÁTIMA

DIR.0047.12.06

COZINHEIRO

Hotel procura Cozinheiro (a) para trabalho de 3 meses/ Fátima. Envie o CV para gip@insignare.pt - FÁTIMA

DIR.0046.12.05   

EMPREGADA DE BALCÃO

Papelaria procura empregado(a) de balcão. Trabalho em part-time ao fim de semana e feriados/Fátima Envie o CV. Para gip@insignare.pt - Fátima

DIR.0044.12.06

EMPREGADOS MESA/SALA

Restaurante: empregados Mesa/Sala;12º ano, formação/experiência na área;2 meses julho/agosto(m/f) Olival

 Envie o CV. Para gip@insignare.pt

DIR.0043.12.06

AJUDANTES COZINHA

Restaurante: ajudantes cozinha; 12º ano, formação/experiência na área; 2 meses julho/ agosto (m/f) Olival - Envie o CV. Para gip@insignare.pt

IND.0027.12.07

ENG CIVIL INSCRITO NA ORDEM

Empresa de Construção Civil/Obras Públicas pretende admitir: Engº Civil inscrito Ordem dos Engenheiros/experiência/AutoCad/carta condução – Leiria

IND.0026.12.07

FORMADORES

Engenharias em geral ( Civil, Arquitectura, Mecânica, Geográfica, Topográfica)Leiria

 IND.0025.12.07

PINTOR CONSTRUÇÃO CIVIL

Randstad recruta - residência em Fátima arredores/ experiência na função - Fátima 

Ofertas IEFP – Ourém

Ver ofertas no link: http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/pesqOfertas.do?estrangeiros=false

Gabinete de Inserção Profissional de Ourém

Horário de Atendimento ao Publico: 9:00H-13:00H/14:00H-17:00H

Horário de funcionamento: 9:00H-13:00H/14:00H-18:00H

gip@insignare.pt

MÊS DE JULHO: REALIZE A SUA APRESENTAÇÃO QUINZENAL DURANTE O PERIODO DA MANHÃ.



publicado por Carlos Gomes às 19:10
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
LEIRENA TEATRO LEVA AMANHÃ À CENA EM OURÉM A PEÇA "TUDO BAILA EM SEU REDOR"



publicado por Carlos Gomes às 00:50
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
LEIRENA TEATRO APRESENTA EM OURÉM A PEÇA "TUDO BAILA EM SEU REDOR"



publicado por Carlos Gomes às 17:36
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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
OFERTAS DE TRABALHO (29 DE MAIO DE 2012)

Dá-se conhecimento da abertura do GIP – Gabinete de Inserção Profissional de Ourém, uma estrutura de apoio ao emprego criada numa parceria entre a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação e o Instituto de emprego e Formação Profissional.

O GIP promove a criação de emprego prestando o apoio a jovens e adultos desempregados com vista à definição e desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho. Promove e agiliza a ligação entre as empresas e os potenciais colaboradores, com o objetivo de criar emprego, num tempo em que tal se demonstra de uma importância decisiva.

Este Gabinete está ao seu dispor prestando:

- Serviço às empresas que necessitem de apoio na divulgação de oferta de trabalho:

- Serviço simples e gratuito no processo de recrutamento e seleção de colaboradores.

Para mais informações:

Morada: Centro de Empresas, Piso Zero, Lojas 29 e 3

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro 2499 – 548 Ourém

E-mail: gip1@insignare.pt

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DIR.0029.12.05 AUXILIAR Part-time; jovem polivalente, conhe. informática; limpeza de automóveis; tarefas administrativas.(M/F) Ourém

DIR.0028.12.05 EMPREGADO MESA Restaurante: 9º ano mínimo; residência local ou com transporte próprio (M/F) Fátima

DIR.0027.12.05 EMPREGADA QUARTOS Residencial: pessoa jovem, polivalente; desempenhar função de empregada de quartos e serviço de mesa (M/F) Fátima

DIR.0026.12.05 MECÂNICO Empresa procura pessoa com experiência de mecânica e desmantelamento de automóveis (M/F) Ourém

DIR.0025 EMPREGADO MESA/SALA Hotel com Restaurante procura pessoa com formação/experiência na restauração. Responsável (M/F) Fátima

Ind 0009.12.05 BARMAN/MALAS Hotel: pessoa com boa apresentação, experiência em Bar ou café , polivalente para Serviço de Malas(M/F) Fátima

Ind.0008.12 COMERCIAIS Empresa recruta comerciais na zona de Ourém/Fátima (M/F) Ourém

Ind.0007.12.05 APRENDIZ PADEIRO/PADEIRO Pastelaria procura 2 pessoas para se inserirem numa equipa com vasta experiência na área(M/F) Leiria

DIR.0023.12.05 CABELEIREIRA Curso profissional de cabeleireira e experiência profissional nesta área, boa apresentação(M/F) Caxarias

DIR.0019.12.05 EMPREGADA DE MESA Experiência  profissional na área, Horário das  10-15.00 e  das 18.00- 22H (M/F) Ourém

DIR.0018.12.05 COZINHEIRA Experiência  profissional de 2 anos como cozinheira (M/F) Ourém

Dir.0011.12.05 EMPREGADA DE MESA Experiência em atendimento ao balcão, horário em part-time.(M/F) Fátima

Dir.0010.12.05 COZINHEIRA Experiência profissional como cozinheira, Horário das 11-15.00 e das 18.00- 22H, disponibilidade imediata (M/F) Fátima

a) Caso esteja interessado nas propostas de trabalho acima indicadas deverá entrar em contacto com o GIP Ourém no horário das 9:00h às 18:00h, ou remeter o seu CV para gip@insignare.pt

b) Serão automaticamente excluídas as candidaturas que não preencham os requisitos acima indicados, assim como aquelas que forem enviadas fora do prazo (uma semana).

GIP OURÉM

Centro de Empresas - Piso Zero – loja 29 e 31 Rua Dr. Francisco Sá Carneiro

2490-548 Ourém

Portugal

Tel: 249 540 900 / 916 342 826



publicado por Carlos Gomes às 17:46
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Domingo, 20 de Maio de 2012
LEIRENA TEATRO VEM A OURÉM

O Leirena Teatro – Associação Leirena de Cultura vem a Ourém, nos próximos dias 8 e 9 de junho, representar a peça ‘Tudo baila em seu redor’. O espetáculo vai ter lugar no Cine-teatro de Ourém, no dia 8 de Junho às 15h00 e dia 9 de Junho às 21h30.

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O Leirena Teatro é um projeto desenvolvido por profissionais das Artes Performativas – Teatro, que visa a criação de espetáculos teatrais desenvolvendo em simultâneo projetos educativos, na área do Teatro e das Expressões.

Publicamos aqui algumas fotos da peça ‘Tudo baila em seu redor’ que vão levar à cena, em Ourém, tiradas no Teatro Miguel Franco, em Leiria, e pertencentes ao Leirena Teatro.

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publicado por Carlos Gomes às 10:13
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
ASSOCIAÇÃO DE FOLCLORE DA ALTA ESTREMADURA ORGANIZA DESFILE ETNOGRÁFICO EM LEIRIA



publicado por Carlos Gomes às 02:57
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
LEITORES DO JORNAL “REGIÃO DE LEIRIA” ELEGEM PAULO FONSECA COMO MELHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OURÉM

O jornal “Região de Leiria” promoveu recentemente um inquérito on-line junto dos seus leitores a fim de saber quais no seu entender foram os melhores presidentes de câmara de cada município da nossa região – o Distrito de Leiria e o Concelho de Ourém.

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Tal como o jornal referiu, “não sendo uma sondagem com valor científico, este inquérito funciona como indicador das escolhas dos leitores, permitindo o debate em torno da importância do poder autárquico na nossa região.”

Conforme o “Região de Leiria” noticiou numa das suas mais recentes edições, “foram registadas votações provenientes de lugares tão díspares como Macau, Brasil, Rússia, Noruega ou França”, sendo que “a nível concelhio, os mais elevados níveis de participação foram atingidos em Leiria, com 300 votos, Ourém (223) e Peniche (163)”, tendo participado o referido inquérito registado uma participação global de quase 1.900 votos.

Conhecidos os resultados finais, ficamos a saber que as preferências dos leitores do jornal “Região de Leiria” em relação ao Concelho de Ourém vão, em primeiro lugar, para o atual presidente da autarquia, Dr. Paulo Fonseca, com 41,85% da votação, seguido à distância pelo Dr. Vítor Frazão com 19,82% dos votos. Seguiram-se o Dr. Mário de Albuquerque com 16,74%, Dr. António Teixeira com 11,01% e o Dr. David Catarino com 10,57%. Resta saber até que ponto o resultado deste inquérito terá alguma correspondência na escolha dos eleitores, nas próximas eleições autárquicas, no Concelho de Ourém.



publicado por Carlos Gomes às 17:52
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Domingo, 15 de Abril de 2012
MÉDIO TEJO – Aviso do vereador Luís Ferreira: «Se não fizermos nada, hospitais de Tomar e Torres Novas vão fechar»

Luís Ferreira, vereador do Partido Socialista, deixou um alerta: «Se os autarcas nada fizerem», os hospitais de Tomar e de Torres Novas vão fechar, sendo que, na mesma antevisão, igual cenário irá acontecer em Abrantes... «numa questão de tempo».

Numa declaração proferida na reunião da autarquia nabantina, nesta quinta-feira, Luís Ferreira começou por recuar até 2008, altura em que desempenhava funções de adjunto de Paulo Fonseca no Governo Civil de Santarém. O socialista garantiu que, na ocasião, ficou expresso que as urgências de Tomar e Torres Novas ficaram classificadas como "sub5", ou seja, com articulação face às valências instaladas:

«Não gosto muito deste tipo de coisas mas vou ter que o dizer na medida daquilo que as minhas obrigações de sigilo de funções anteriores permitem... Como é sabido, em 2008, era adjunto do senhor Governador Civil do Distrito de Santarém, o actual presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca. Nessa altura, o que esteve em cima da mesa, antes da saída da Portaria, foi exactamente a concentração das urgências médico-cirúrgicas apenas e só em Abrantes. Fruto de um trabalho desenvolvido a partir do Governo Civil de Santarém, em reuniões com o então secretário de Estado, Francisco Ramos, foi possível alterar a proposta inicial da Portaria para que ela ficasse com a redacção com que acabou por sair. E a redacção que ficou na Portaria diz que as urgências de Tomar e Torres Novas são sub5, ou seja, eram as únicas com nomenclatura diferenciada. Ou seja, eram urgências articuladas com a médico-cirúrgica de referência, tendo em conta as valências instaladas em cada uma das unidades». Luís Ferreira não hesitou em lamentar as posições assumidas por Abrantes e Torres Novas, nas pessoas dos respectivos autarcas. O vereador socialista, que confirmou já ter avisado pessoalmente Maria do Céu Albuquerque e António Rodrigues, alertou, então, para o encerramento das três Unidades, sublinhando que «o Ministério da Saúde não pode fazer aquilo que quer»: «Se houver vontade política, a destruição da nossa rede de cuidados hospitalares no Médio Tejo não se opera. Aqui, os meus colegas camaradas e presidentes de Câmara de Torres Novas e de Abrantes estão absolutamente errados. Eles pensam, erradamente, que pelo facto de conciliarem posições com a tutela política do Ministério da Saúde vão "salvar" as suas unidades hospitalares. Eles estão enganados! Se nós, autarcas, deixarmos que o Ministério da Saúde faça aquilo que quer, eles encerram tudo! Ou alguém, de bom senso, acha que, quando acabarem de esvaziar o hospital de Tomar - como estão a esvaziar - ou acabarem de esvaziar o hospital de Torres Novas - como também acontece - alguém, da zona de influência destes hospitais, vai a correr para Abrantes?! A área de influência de Torres Novas passa para Santarém, enquanto a área de influência de Tomar passa para Leiria. E a Maria do Céu Albuquerque se está a pensar que vai ter um grande hospital em Abrantes porque todos estes duzentos mil habitantes vão a correr para lá, desengane-se! Ninguém vai para Abrantes! Abrantes é a caminho de quê? Vamos para Abrantes a caminho de onde? De lado algum! Os meus dois filhos nasceram em Coimbra quando fechou a maternidade em Tomar. Com o IC9 aberto em três meses, vamos para onde? Para Abrantes? Estão a brincar... Torres Novas vai para Abrantes? Estão a brincar! Vai para Santarém, como é óbvio!». Luís Ferreira dirigiu-se, depois, a Carlos Carrão, pedindo-lhe para que faça aquilo que o PS fez em 2008: «É uma falácia, é um erro pensar que, com aquilo que está a ser feito ao nível dos cuidados hospitalares do Médio Tejo, as populações vão ficar melhor servidas. Se nós, os autarcas, não fizermos nada, os hospitais de Tomar e de Torres Novas vão acabar por encerrar. Não haja dúvidas. E o Hospital de Abrantes será uma questão de tempo. Senhor presidente Carlos Carrão faça alguma coisa! Faça aquilo que nós, no PS, fizemos em 2008. Trabalhe politicamente. Faça lobbing! É o momento necessário para o fazer e as populações exigem-nos isso!». Graça Costa, vereadora dos Independentes, quis reforçar a posição de Luís Ferreira no que diz respeito à fuga de utentes para os hospitais de Leiria e de Coimbra. E foi dado um exemplo concreto, que aconteceu nesta quarta-feira: «Fui ao Intermarché no final desta quarta-feira... Estava lá uma senhora no café, acompanhada pelo marido. Ficámos a saber que tinha acabado de sair do Hospital, onde já tinha ido duas vezes nesta semana. Desmaiou... O marido disse que não voltava ao hospital de Tomar pois não lhe fizeram qualquer exame complementar, rigorosamente nada... Não lhe restava outra alternativa senão recorrer a outra Unidade Hospitalar e, como tal, ia para Leiria».

Fonte: http://www.radiohertz.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:10
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
TURISMO LEIRIA-FÁTIMA PROMOVE COLÓQUIO SOBRE O PATRIMÓNIO

No âmbito das comemorações do Dia Internacional de Monumentos e Sítios 2012, promovidas pelo IGESPAR, vai a Entidade Regional do Turismo de Leiria-Fátima promover a realização do colóquio “Do Património Mundial ao Património Local: proteger e gerir a mudança”, o qual terá lugar no próximo dia 18 de Abril, pelas 14 horas, na sala de conferências do Posto de Turismo de Leiria.

A realização deste evento tem como objetivo a sensibilização para a valorização e preservação do património enquanto fator de relevante interesse turístico regional.

O número de participações é limitado e a inscrição deverá ser efetuada através do respetivo boletim de inscrição que deve ser enviado para o Turismo de Leiria-Fátima cujo endereço eletrónico é info@rt-leiriafatima.pt ou através do fax 244 848 779, até ao próximo dia 16 de Abril.

Para outras informações poderá contatar-se aquela entidade através do telefone 244 848 771.



publicado por Carlos Gomes às 11:44
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
QUAIS OS MELHORES PRESIDENTES DE CÂMARA DA NOSSA REGIÃO?

Um conceituado periódico da nossa região, concretamente o jornal “Região de Leiria”, acaba de lançar um inquérito on-line com vista a escolher “os melhores presidentes de Câmara do Distrito de Leiria e Ourém”. Na realidade, como o próprio jornal afirma, esta escolha “está edificada numa matriz mais próxima de um passatempo do que numa sondagem” pelo que não visa “atingir verdades absolutas ou conclusões científicas”.

Desde sempre, o Homem encontrou no jogo uma forma de entretenimento com vista à sua distração, ao mesmo tempo que exercitava o físico e a mente. Naturalmente, a evolução dos jogos ao longo dos tempos acompanhou a própria sociedade e o desenvolvimento tecnológico, passando dos exercícios mais rudimentares aos modernos e sofisticados jogos eletrónicos que povoam o imaginário infantil. Apesar disso, subsistem nos nossos dias jogos ancestrais que, nalguns casos, conservam vestígios de barbárie como sucede com as lutas de galos praticadas nalguns países da Ásia.

Graças à tradição, também entre nós se conservam velhas usanças medievais sob a forma de jogos tradicionais como se verifica com as “chegas de bois” muito populares na região do Barroso ou ainda o “jogo da vaca” com alguma aceitação na nossa região. Porém, nos tempos que correm, a política leva-nos a um novo exercício lúdico mais de acordo com a realidade atual, alterando as peças do tabuleiro do jogo. Desse modo, em lugar de se fazerem apostas no boi que se sagrará campeão ou no quadradinho que a vaca escolherá para defecar, passaremos a escolher “o melhor presidente de câmara”.

Sucede que a escolha do autarca que alegadamente melhor desempenhou o seu mandato – pensamos ser disso que se trata! – é determinada por um conjunto de condicionantes que não dependem exclusivamente do sujeito, como sendo os fatores de ordem política, económica, histórica e outros. Além disso, os municípios não são todos iguais, havendo uns que apresentam uma maior complexidade de problemas a resolver em relação a outros. Um autarca dinâmico pode, em determinadas circunstâncias, encontrar-se limitado por aspetos financeiros, por uma oposição menos colaborante ou ainda por incompatibilidades em relação ao poder central enquanto outro, apesar de não revelar tão bom desempenho, encontrar a vida facilitada precisamente pelos mesmos fatores.

Sucede que, apesar de se tratar de um entretenimento, os resultados destes inquéritos são frequentemente interpretados como uma expressão da opinião dos cidadãos, ainda que algumas pessoas exerçam o seu voto através de mais do que um ponto de acesso na internet. A dar crédito neste género de iniciativas, seremos forçados a reconhecer a vontade expressa dos portugueses num recente concurso televisivo que visou escolher o maior português do século XX!

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 09:23
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
GEOMETRIA DAS PALAVRAS: (SÓ) PREVISÕES…

OPINIÃO

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Não se entende que pensamentos e estratégias (existem e assentes em que dados?) correm nas mentes dos atuais governantes, que de Lisboa decidem sobre certas questões do concelho de Ourém, em formato de despacho.

Primeiro cortaram os recursos médicos, fecharam extensões de saúde nas freguesias e reduziram o horário de atendimento no Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém. De seguida transferiram valências do Hospital de Tomar para Abrantes!

Depois quiseram (e querem!) acabar com algumas freguesias do concelho, com o argumento da rentabilização de recursos, que, na verdade, ninguém consegue vislumbrar!

Agora referem que os Agrupamentos de Escolas têm de acabar e formarem-se os Mega Agrupamentos! Querem voltar, somente por questões económicas, a ter os centros de decisão afastados das realidades locais, com os consequentes prejuízos daí decorrentes para os nossos alunos e respetivas comunidades!

Vão acabar com a entidade de Turismo Leiria/Fátima, que, sem custos relativos a cargos diretivos, dinamizava a nossa região e potenciava o turismo religioso!

Falam em transferir algumas valências do Tribunal de Ourém para Tomar, obrigando os oureenses a deslocarem-se para o concelho vizinho (quando Tomar é de menor dimensão a todos os níveis e em números estatísticos)!

Tudo isto sem consultarem os órgãos autárquicos, as entidades envolvidas, as comunidades intermunicipais, as populações… Não somos vistos nem achados para participar, livremente, nas decisões finais das medidas a implementar. Não. Não fazemos parte da solução. Somente para pagar impostos e cumprir deveres.

Assim, com todos estes comportamentos, realidades, previsões de agrestes e incompreensíveis medidas, empurram-nos para o gueto do desprezo, da desvalorização do nosso capital humano, rotulando-nos com um simples número que, para eles, devemos representar.

Não é uma simples manifestação que estará em causa. Talvez devamos equacionar o fecho das portas dos serviços públicos e entregarem-se as chaves em Lisboa, já que eles é que sabem tudo e mais alguma coisa! Pergunta-se (a sério) até quando vamos continuar assim?

João Heitor



publicado por Carlos Gomes às 07:46
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
CARNAVAL NA REGIÃO DE LEIRIA É GRANDE FOLIA!



publicado por Carlos Gomes às 22:41
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
VAI O CONCELHO DE OURÉM FICAR DIVIDIDO EM DUAS REGIÕES DE TURISMO?

O Governo pretende extinguir as atuais estruturas do turismo e promover a sua fusão, passando apenas a sete regiões de turismo, concretamente Norte, Centro, Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. A região de Turismo do Centro deverá integrar as anteriores regiões de turismo de Lisboa, Leiria-Fátima e a Serra da Estrela, deixando de fora o Concelho de Ourém.

Ourém Medieval 119

A reestruturação das regiões de turismo há muito tempo que se impunha como uma necessidade pois, para além de se traduzir num melhor aproveitamento de recursos humanos e materiais, vem resolver o problema da duplicação da promoção do mesmo produto turístico. Existem zonas do país que em termos de mercado apresentam características semelhantes e, não obstante, encontravam-se repartidas por diversas estruturas ligadas ao turismo.

Por outro lado, sentia-se a necessidade da promoção integrada do turismo na perspetiva do seu consumidor que é, afinal, o sujeito a quem se destina o serviço que se pretende promover. Milhares de turistas estrangeiros chegam anualmente ao nosso país através do aeroporto de Lisboa, dirigindo-se a Fátima em peregrinação ou em mera visita cultural, completando a sua estadia com a estadia noutros locais. Por conseguinte, faz todo o sentido que Fátima seja integrada numa região de turismo que abranja nomeadamente Lisboa e outras localidades em redor.

Porém, a aparentemente privilegiada localização geográfica do Concelho de Ourém, numa zona de transição do Ribatejo, da Beira Litoral e da Alta Estremadura, coloca-o frequentemente numa situação de indefinição que invariavelmente o prejudica. E, a intenção de integrar Fátima na Região de Turismo do Centro deixando de fora o Concelho de Ourém afigura-se como uma decisão insensata que, mais uma vez, só virá prejudicar esta região.

Para além de Fátima, possui Ourém o esplêndido burgo medieval que, à semelhança do que se verifica noutras localidades parecidas como Óbidos, Marvão e Monsaraz, poderia tornar-se um autêntico filão caso fossem devidamente aproveitadas as suas potencialidades turísticas. E, a fazê-lo, nada mais adequado do que numa perspetiva integrada, até porque do ponto de vista patrimonial possui monumentos que têm uma particular relação com Leiria e Porto de Mós, localidades a serem integradas na futura região de Turismo do Centro.

Por outro lado, as políticas de ordenamento devem contribuir para a coesão territorial. Caso venha a concretizar-se a dispersão do Concelho de Ourém em duas regiões de turismo, ela acabará por produzir um efeito perverso em vez de favorecer o desenvolvimento da região de uma forma equilibrada. Resta-nos esperar que o bom senso prevaleça!

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 15:47
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
CLUBE DE MODELISMO DE LEIRIA EXPÕE EM OURÉM

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A Cidade de Ourém inaugurou hoje a 2ª Exposição de Modelismo, numa iniciativa do Clube de Modelismo de Leiria que conta com o apoio da Câmara Municipal de Ourém e que se encontra patente ao público até ao próximo dia 21 de janeiro.

O Clube de Modelismo de Leiria foi fundado há 7 anos e, pela segunda vez, traz a Ourém uma exposição de modelismo, uma modalidade que congrega vários entusiastas, nomeadamente do concelho de Ourém.

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Fotos: José Santos



publicado por Carlos Gomes às 18:40
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
DEPUTADO BAETA NEVES FEZ HÁ 32 ANOS UMA INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA QUE MERECE SER RELEMBRADA

No decorrer da 4ª Sessão legislativa da I Legislatura da Assembleia da República, o deputado centrista Baeta Neves eleito pelo círculo eleitoral de Santarém, fez uma intervenção na reunião plenária daquele órgão, ocorrida em 30 de Maio de 1980, sob a presidência do Dr. António Arnaut, referindo vários problemas que então se levantavam ao desenvolvimento do distrito.

Algumas das questões colocadas também dizem respeito ao Concelho de Ourém. E, porque além do seu interesse como um registo do passado recente, aquela intervenção possui ainda algumas particularidades interessantes, transcrevemos na íntegra conforme o constante no Diário da Assembleia da República.

Sr. Presidente, Srs. Deputadas: O distrito de Santarém item sido de há muito considerado como uma região possuidora de grandes potencialidades, especialmente no sector agrícola, mas também com uma industrialização já bastante acentuada nalgumas áreas, como é o caso da zona de Torres Novas – Tomar – Abrantes, que a própria OCDE já reconheceu como constituindo um subpólo de desenvolvimento.

Apesar, porém, desta sua riqueza potencial existe por todo o distrito um longo rol de carências, sendo algumas delas problemas que vêm arrastando-se de há anos e que urge, de uma vez por todas, encarar frontalmente, com espírito de total abertura à sua resolução...

Já na presente sessão legislativa foram aqui trazidos alguns desses problemas. Às preocupações então aqui expressas pelos meus colegas da maioria parlamentar não posse: deixar de manifestar inteiro apoio. Não é evidentemente possível, no curto espaço de tempo que poderá durar esta intervenção, apontar exaustiva e minuciosamente todas as questões que se põem ao distrito de Santarém e que mereciam referência, ligeira que fosse.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Já aqui foi mencionada a situação em que se encontra o sistema rodoviário no distrito, assumindo particular acuidade e gravidade o péssimo estado; da maioria das estradas do neste do distrito. Menção concreta mereceu, então a necessidade de encarar com urgente e especial a denominada estrada nacional n.º 3. Outros casos há, porém, que merecem igual menção neste campo e para os quais chamamos a devida atenção.

Um deles é o cavo da estrada que liga Leiria a Tomar, em relação à qual se verifica uma premente necessidade de substituição integral do seu piso por um novo e, inclusive, a correcção do seu traçado num ou noutro lado. Não se poderá protelar por muito mais tempo a concretização desta obra, sob pena de qualquer dia, muito proximamente, esta via os tornar intransitável em alguns pontos do seu traçado.

Necessário e urgente se torna também projectar em definitivo e construir imediatamente a seguir as variantes à estrada nacional n.º 110 que hão-de envolver Tomar por nascente e poente e desviar do centro desta cidade todo o tráfego, e é muito, que a ela não se destina eu dela parte, mas que é um «tráfego meramente de passagem.

Não se trata tão-só de solucionar os constantes e por vezes prolongados engarrafamentos de trânsito dentro da cidade com as consequentes demoras desse tráfego, sempre dispendiosas e enervantes, possibilitando o seu mais fácil escoamento, mas ainda e também de uma forma de despoluição da própria cidade e de uma substancial melhoria da sua habitabilidade.

Outra carência grave dentro do sistema rodoviário se faz sentir muito agudamente no concelho de Constância. Constância é um concelho com uma característica particular, dado encontrar-se geograficamente dividido em duas partes, totalmente separadas uma da outra por toda a largura do rio Tejo, sem qualquer comunicação entre si, se exceptuarmos pequenos barcos que transportam apenas pessoas de uma para outra margem. As comunicações actualmente existentes entre as zonas norte e sul do concelho só são possíveis ou pela ponte de Abrantes ou pela ponte da Chamusca. A distância de escassas centenas de metros que separa as duas partes do concelho transforma-se assim em muitas dezenas de quilómetros, pela falta de qualquer ligação directa entre elas.

A grave situação que este facto cria, com todos os transtornos que daí advêm para as populações do concelho, não precisa de ser demonstrada ou sequer encarecida. A solução definitiva estará certamente na construção na zona de uma ponte sobre o Rio Tejo. Mas porque se trata de obra de grande envergadura, dispendiosa e principalmente demorada na sua execução, outra solução, mesmo provisória, deverá ser encarada a curto prazo, sem prejuízo da solução definitiva apontada. E tal solução parece possível. Com efeito, existe um pouco a sul da sede do concelho, uma ponte de caminho de ferro, que actualmente já não é utilizada, dado que a CP construiu uma outra que entrou em funcionamento há algum tempo atrás. Verificadas que sejam devidamente, e por técnicos competentes, as condições de segurança da antiga ponte, e à primeira vista tais condições existem, e feita as devidas obras de adaptação, nomeadamente o necessário tabuleiro, será possível utilizá-la para o tráfego rodoviário e suprir assim a carência total que se verifica na ligação entre as duas partes do concelho de Constância. De notar que não seriam, porém, só as populações de Constância que 'beneficiariam com tal solução, mas também as do concelho de Vila Nova da Barquinha e de outras zonas limítrofes, sem esquecer todo o pessoal que, prestando serviço no campo de Santa Margarida, tem a sua residência a norte do Tejo.

Tanto quanto sabemos, entre as Câmaras: de Constância e Barquinha e o respectivo Ministério já foram encetados contactes promissores, tudo indicando ser possível conseguir uma forma de cooperação para a boa solução deste caso.

Uma outra comunicação também já há/muito reclamada pelas populações interessadas é a da construção de uma ponte sobre a albufeira da barragem do Castelo de Bode, ligando directamente os concelhos de Ferreira do Zêzere e de Vila de Rei. Concelhos vizinhos, com longa tradição de intercomunicação entre si, viram as suas relações de vizinhança dificultadas com a existência da albufeira. Não deixaram porém e, por isso, de manter profundos contactos, pelo menos os que Mas eram possíveis face às dificuldades de ligação existentes. Ë elemento importante ao desenvolvimento económico de qualquer deles que venha a ser construída esta via de comunicação. Além de que, a existir, seria mais uma e importante via de penetração para o interior com todas as consequências positivas que daí resultariam no desenvolvimento do interior desta zona do País.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nesta limitada intervenção não posso passar em claro a grave situação com que neste momento se debate o Hospital Distrital de Tomar. Situado na zona antiga da cidade, com acesso pouco fácil, extremamente limitado nas suas instalações, tratando-se ainda de um edifício bastante antigo, o Hospital Distrital de Tomar não possui no momento quaisquer condições que lhe permitam corresponder minimamente às necessidades e solicitações da população residente na área da sua influência.

Bastará, resumidamente, referir que tem uma capacidade máxima de cerca de 100 camas, sem possibilidade de expansão, quando o número de camas minimamente satisfatório é calculado pelos técnicos competentes em 350 e, por outro lado, que tom de diariamente ser evacuados para Lisboa ou Coimbra vários doentes, por falta de capacidade de internamento e que ali poderiam perfeitamente ser tratados, se tal capacidade existisse.

A solução para este momentoso problema não poderá pois continuar a ser, como se pretendeu que fosse até há bem pouco tempo, de remendar o que já não item remendo possível, por demasiado remendado, aniles terá de ser como parece hoje opinião assente a de encontrar uma solução de raiz com a construção de uma inova unidade a concretizar no mais curto prazo possível. E descampado que fosse o edifício do velho hospital sempre este poderia ser utilizado em outras finalidades, como, por exemplo, o de ser aí instalado um centro de da para idosos cuja carência tanto se faz sentir.

De mais fácil e rápida execução será a construção das instalações do Centro de Saúde de Vila. Nova de Ourém, obra que há tantos e tão longos anos vem sendo ansiosamente aguardada pelas populações e que tantos contratempos e demoras item sofrido, mas que tudo indica irá muito em breve e finalmente ser iniciada.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O distrito de Santarém possui uma notável riqueza monumental.

Bastará aqui recordar que a cidade de Santarém é considerada como a «capital do gótico» em Portugal e que em Tomar existe esse monumento único do País que é o Castelo dos Templários e Convento de Cristo, para não referir tantos outros e tão valiosos monumentos espalhados por todo o distrito.

Também neste distrito todo este valiosíssimo património cultural tem sido menosprezado, abandonado ao desgaste natural do tempo, sem que se hajam tomado as acções indispensáveis à sua conservação ou à sua recuperação quando seja caso disso.

E é assim que em resultado desta negligência se vê, por exemplo, o estado de abandono e degradação a que chegou o Castelo de Ourém ou, outro exemplo, o estado em que se encontra o Convento de Cristo a começar a transformar-se irremediavelmente numa ruína, se não houver a diligência de se lhe acudir de imediato. No Convento de Cristo existem já partes de telhados que ruíram totalmente, o mesmo tendo também acontecido ao piso de algumas salas que abateram.

Urge, pois, tomar providências imediatas para conseguir a salvaguarda deste monumento único. Mas para tanto não pode a responsabilidade deste património continuar dispersa por várias entidades que ora se atropelam, ara se abstêm mutuamente. Há que decididamente verificar as responsabilidades numa área entidade que disponha dos poderes e dos meios necessários a uma acção eficaz neste campo de primordial importância. Tem de haver, por um lado, uma vontade política firme e há que, por outro lado, buscar as disponibilidades financeiras indispensáveis.

E permita-se-me a este propósito uma sugestão que deixo à consideração das entidades responsáveis. Ao contrário do que sucede por quase todo o mundo, em Portugal não se paga para visitar os nossos movimentos. Estou em crer que deveria ser instituído o pagamento de uma quantia para esse efeito. Por muito moderada que fosse constituiria seguramente um fundo valioso a utilizar na preservação e recuperação dos nossos monumentos.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O tempo não dá realmente para mais. Foram estes apenas alguns exemplos concretos e que suponho passíveis de resolução dos muitos problemas que afligem o distrito de Santarém. Outros haveria a enunciar, mas cremos que estes já demonstram suficientemente as carências graves que ali existem.



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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE LEIRIA UNIFORMIZA REGULAMENTOS MUNICIPAIS

A Associação dos Municípios da Região de Leiria, composta pelos municípios de Ourém, Porto de Mós, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ansião, Alvaiázere e Pombal, aprovou na última reunião, a 16 de Dezembro de2011, acriação de regulamentos intermunicipais. Uma decisão inédita e que permitirá a uniformização dos diferentes regulamentos Municipais, nos diferentes sectores.

Após a revisão de todos os regulamentos existentes, nos diferentes municípios integrantes da AMLEI, os concelhos de Pombal, Ourém, Porto de Mós, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ansião e Alvaiázere terão o mesmo regulamento de publicidade, ocupação do espaço público, horários de funcionamento, venda ambulante, actividades diversas, restauração e bebidas, urbanismo e taxas e licenças. Deste modo estes municípios tratarão do modo igual as situações iguais. Ficarão, no entanto, salvaguardadas as especificidades de cada concelho, nomeadamente em Ourém, com a particularidade de Fátima.

Para a vereadora Lucília Vieira, responsável pelo pelouro que gere estas áreas “esta, apesar de ter sido uma batalha difícil de concretizar, é uma medida muito positiva pois os cidadãos serão tratados de modo igual em toda a região”.



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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
MÚSICOS DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA ACTUAM FORA DE PORTAS

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Informação da secção de Música Sacra do Santuário de Fátima:

Em tempo de Advento e de Natal a música ganha uma particular presença e importância.

A “Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima”, coro infantil do Santuário de Fátima, tem prevista a realização de vários concertos em Portugal.

- A 11 de Dezembro, às 10:30 e às 11:45, no Teatro Miguel Franco, em Leiria.

- A 18 de Dezembro, às 10:00, às 11:30 e às 15:30, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra: Concerto para Bebés, sob a direcção do maestro Paulo Lameiro.

O tema dos concertos da Schola acima referidos é “Natal em família”. Mais informações sobre este projecto: http://www.concertosparabebes.com/#/PT/homepage/

- A 30 de Dezembro, às 21:30, a Schola (en)cantará no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, com o “Concerto de Fim de Ano”, no encerramento das comemorações do 65º aniversário da Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos, de Soutocico, de Leiria, sob a direcção da maestrina Rita Pereira.

- A 7 de Janeiro de 2012, às 18:00, na Igreja Matriz de Santiago de Litém, em Pombal, o grupo coral participará no Encontro de Coros Infantis, sob a direcção do maestro Paulo Lameiro.

Organista titular do Santuário de Fátima com concertos em França e em Mafra

João Santos, organista titular do Santuário de Fátima, tem agendado vários concertos, em França e em Mafra.

- Hoje, 9 de Dezembro, às 20:30, em Montlouis-sur-Loire, e a 11 de Dezembro, 16:00, na Église Saint-Antoine, em Loches, também em França, apresentará dois concertos com o contra-tenor português Luis Peças.

- A 10 de Dezembro, às16:00, na Chapelle Saint Roch, Hôpital Bretonneau, em Tours, França, dará o concerto “L’Orgue en Contrastes: Dialogue entre la musique ibérique et la musique romantique”.

- A 18 de Dezembro, às 18:00, na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, em conjunto com os organistas António Esteireiro, Tiago Ferreira, Sérgio Silva, João Vaz e Filipe Veríssimo, João Santos dará um concerto a 6 órgãos.

Fonte: Sala de Imprensa do Santuário de Fátima



publicado por Carlos Gomes às 19:28
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
CONCERTINAS DA CONCEIÇÃO ACTUAM AMANHÃ NA CARANGUEJEIRA, NO CONCELHO DE LEIRIA



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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
CONCERTINAS DA CONCEIÇÃO ACTUAM EM LEIRIA



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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA REALIZA-SE EM OURÉM

Mais de uma centena de congressistas reuniram-se no passado fim-de-semana em Ourém, durante três dias consecutivos, no Cine-Teatro Municipal de Ourém, para debater os mais variados temas relacionados com a Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural da nossa região. Tratou-se do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura, uma iniciativa conjunta do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), do Município de Ourém e do Centro de Formação "Os Templários" que contou ainda com a colaboração da Associação Fátima Cultural (AFAC), Associação de Defesa do Património Al-Baiaz, Associação dos Amigos do Mosteiro de Alcobaça e Património e Desenvolvimento da Nazaré.

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A importância do conhecimento da história e património para a identidade local e para o desenvolvimento regional, nomeadamente no que ao distrito de Leiria e concelho de Ourém diz respeito, constituiu o mote para a realização do O 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura, que se realizou no passado fim de semana e que contou com a participação de mais de uma centena de participantes ao longo dos três dias de trabalhos.

A sessão de abertura contou com a presença do Presidente daCâmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca, que além dos votos de “conclusões sólidas e capazes de valorizar uma região com fortes potencialidades”, expressou ainda o desejo de que o congresso “tenha a capacidade de criar um hábito de reflexão, discussão e promoção da História e Património da Alta Estremadura” exigindo que esta iniciativa seja a primeira de muitas neste âmbito. De seguida,o Presidenteda Comissão Executiva do congresso e do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), Dr. Joaquim Ruivo, e o Dr. João Pedro Bernardes da Comissão Científica, valorizaram a promoção da investigação e o desenvolvimento de estudos sobre a História e Património regional, bem como a variedade e abrangência das diversas comunicações apresentadas no congresso. De facto, as temáticas abordadas no congresso versaram sobre Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural.

No primeiro dia do congresso, além das conferências inaugurais, foi possível apreciar a exposição fotográfica “Memórias com Presente: Património Rural de Fátima e Ourém” apresentada pela Associação Fátima Cultural(AFAC).

O segundo dia de trabalhos terminou com a apresentação do livro “O Diário “Perdido” da autoria do Dr. MárioRui Simões Rodriguesque apresenta o registo histórico da viagem de José Cornide por Espanha ePortugal no anode 1772, onde constam descrições da sua passagem pelazona de Leiriae arredores.

A sessão de encerramento do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura foi presidida pelo Vice-Presidente daCâmara Municipal de Ourém, Dr. José Alho cuja declaração “enalteceu o trabalho desenvolvido por todos os intervenientes na organização desta iniciativa e reforçou a convicção de que o sucesso da primeira edição só poderia resultar na construção de uma dinâmica de futuro capaz de desenvolver novos projectos e afirmar sem hesitações uma nova atitudeem relação à Históriae Património da Alta Estremadura”.

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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
DR. MÁRIO RODRIGUES NO MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM

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Vai ter lugar em Ourém a apresentação do livro “O Diário "Perdido" de viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772”, da autoria de Mário Rui Simões Rodrigues. A apresentação será feita pelo Professor Doutor Saul António Gomes, que proferirá a comunicação: "A Alta Estremadura vista por viajantes estrangeiros".

A iniciativa vai ter lugar no próximo dia 29 de Outubro, pelas 21h30, no Museu Municipal Casa do Administrador.



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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
REALIZA-SE EM OURÉM NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA O 1º CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA

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Ourém vai receber no próximo fim-de-semana o 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura que terá lugar no Cine-Teatro Municipal de Ourém. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), doMunicípio de Ouréme do Centro de Formação "Os Templários", visando o desenvolvimento de diversas temáticas, tais como Arqueologia; História; História da Arte; Património Cultural; Património Natural. As sessões são creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (15 horas - 0,6 créditos).

Programa

28 de Outubro

17:30 Sessão de abertura

29 de Outubro

8:45 – Recepção aos participantes

Sala Piso 0

9:00 Sessão 2 — Arqueologia

9:05 O Habitat Pré-histórico de Castelo da Loureira (Alvaiázere): Problemática e Interpretação

Rui Santos eAlexandra Figueiredo

9:30 Alguns dados inéditos da pré-história e proto-história dos concelhos de Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, sua correlação com a arqueologia da serra da Lousã e serra da Estrela

Nuno Ribeiro,Anabela Joaquinito eAntónio S. Pereira

9:55 A Idade do Bronze na Alta Estremadura: depósitos metálicos e sua conexão com o espaço

Raquel Mariada Rosa Vilaça

10:20 Reminiscências das sociedades metalúrgicas nalgumas grutas do nordeste estremenho

Ana Graça

10:45 Questões

11 – 11:15 Pausa

11:15 Sessão 4 — Arqueologia

11:15 Arqueologia no Nordeste do Distrito de Leiria: O Povoado Fortificado de N.ª S.ª dos Milagres/Castelo Velho – (I.ª Fase Bronze Final/Bronze Final e I.ª Idade do Ferro) – Pedrógão Grande

José Costa Santos

11:40 Organização política, territórios e economia na transição entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro na Alta Estremadura

Paulo Félix

12:05 O monte do Castelo (Ourém): conhecimentos actuais

Jaqueline Pereira eSofia Ferreira

12:30 O projecto de investigação arqueológica do Núcleo do Castelo de Leiria: enquadramento, objectivos e resultados

Vânia Carvalho e Isabel Inácio

12: 50 Questões

13:00 Encerramento da manhã:   Almoço

14:30 Sessão 6 — Arqueologia

14:30 Olaria Romana do Morraçal da Ajuda, Peniche: Uma “indústria” da Lusitânia litoral

Guilherme Cardoso, Eurico Sepúlveda, Severino Rodrigues e Inês Ribeiro

14:50 De indígenas a Romanos: o caso da família dos Sulpícios da Região de Leiria

João Pedro Bernardes

15:10 O sitio dos Cortiçais: naufrágio de época romana na costa meridional de Peniche

Jean-Yves Blot e António Dias Diogo

15:30 A villa Romana da Columbeira – Bombarral

Guilherme Cardoso, Eurico de Sepúlveda, Severino Rodrigues, Inês Ribeiro, Luísa Batalha

15:50 Ruim sítio, ruins ares e vizinhança de brejos”: modelização e reconstituição da evolução da lagoa de Óbidos entre o Período Clássico e a Idade Moderna

Alexandre Monteiro e Sérgio Pinheiro

16: 15 – 16:30 Pausa

16:30 Sessão 8 — Arqueologia / Património Cultural e Natural

16:30 Roteiros arqueológicos de Peniche-Berlengas, proposta de um projecto

Paulo Costa e Jorge Russo

16:50 “O Último Pezeiro” – Vivências de uma época na Mata do Urso

Maria Luísa Marques Batalha Santos

17:10 Da arte sineira à linguagem dos sinos: a relevância de património material e imaterial a preservar. O caso da fundição de sinos da Boca da Mata (Alvaiázere)

Maria Adelaide Furtado

17:30 Dos moinhos de vento às torres eólicas: contextualização do aproveitamento da energia eólica no âmbito do património natural e cultural na região de Sicó

João Forte, Sérgio Medeiros, Lucinda Silva, Hugo Neves, Gustavo Medeiros, Pedro Alves, Carlos Ferreira, Marise Silva, Cláudia Neves, Hugo Mendes

18:10 A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira [CMALV] em S. Pedro de Moel como núcleo de um património cultural

Cristina Nobre

18.30 – Fim da sessão

30 de Outubro

9:00 Sessão 10 — Património Cultural e Natural

9:05 Visão Patrimonial de Ourém na perspectiva de gestão autárquica de Turismo e Cultura

João Fiandeiro Santos e Luís Mota Figueira

9:30 Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia: Um Projecto Museológico Participativo

Raquel Janeirinho, Rui Venâncio e Jorge Martins

9:55 O Museu do Hospital e das Caldas: uma visão assistencial

Tânia Jorge e Dora Mendes

10:20 O Museu da Nazaré: da identidade à problematização das representações do mar

Dóris Santos

10:45 A região da Alta-Estremadura: património(s) e identidade(s)

Fernando Paulo Oliveira Magalhães

Nota: Por imperativos organizativos, esta comunicação será apresentada na Sessão 3, às 12:15 de sábado (Piso1).

A esta hora será apresentada a comunicação A Misericórdia do Alvorge no século XVIII, por Manuel Augusto Dias

11: 10 Questões

11:15 – 11:30 Pausa

11:30 Sessão 12 — Património Cultural e Natural

11:30 Alvaiázere – um património sócio-económico e cultural ancorado na pedra calcária: um contributo para a sua identificação e divulgação

Maria José Marques Rosa de Guanilho Duarte

11:55 A Vegetação Autóctone dos Concelhos da Alta Estremadura

Mário Fernandes Lousã e José Carlos Costa

12:20 Questões

12:30 – 13.15 Sessão de Encerramento



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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
FRANCISCO RODRIGUES LOBO APELIDOU OURÉM DE "FORTE OURÉM ALTIVA E FERA"

"forte ourem altiva e fera" - assim chamou a Ourém o escritor leiriense Francisco Rodrigues Lobo no Canto V do seu Soneto “O Condestabre de Portugal”, o qual junto reproduzimos a partir da publicação rara “Obras politicas moraes, e metricas do insigne Portugues Francisco Rodrigues” oferecida ao Rei D. João V.

 

 

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Enxugando-lhe as lágrimas primeiro,

Como se lhe oferecer benignamente.

Manda em braços tomar o Cavaleiro,

Que já a dor das feridas menos sente,

Em o cavalo toma um escudeiro,

E a doce esposa menos descontente,

A sancas leva o Capitão famoso,

Seguindo seu caminho cuidadoso.

 

 

Chegou, fez oração humilde, e pia,

A quem vida, valor, e honra lhe dera.

Voltou ao tempo já que amanhecia,

Subiu à forte Ourém altiva e fera;

Tomou posse da Vila aquele dia

Porque já na batalha o Rei lha dera.

Aonde fez curar honrando a ela,

O cavaleiro amante da donzela.

 

Teve ele vida, e ela liberdade,

Sendo-lhe a terra estranha natureza,

Ambos tinham valor, honra, e bondade,

Ela graça, juízo, e gentileza;

Em Portugal viveram longa idade,

Com grande amor da gente Portuguesa,

Dando-lhe aquele dia a vida cara,

O que em tão pouco a tantos a tirara.

 

Voltou o Condestável em tempo breve,

Ao campo aonde deixara o Rei triunfante,

Que aos três dias depois que nele esteve,

Vai acudir ao que lhe mais importante,

Em quanto com os despojos se deteve,

Tendo atalaia, e guarda vigilante,

Curar manda os chagados, e feridos,

Tão igualmente os seus como os vencidos.

 

Que posto que obrigado da ventura,

Ofícios não negou da natureza,

Aos mortos mandou dar sepultura,

Com honra, piedade, e com tristeza;

E dedicando à Virgem santa, e pura,

As bandeiras, e as armas dessa empresa,

Edificou depois o templo altivo,

Que o morto guarda, e na memória vivo.

 

 

Já marcha o nosso campo vitorioso,

Tintas de sangue alheio as reluzentes,

Armas da Lusitânia, e do famoso,

Nuno, que ía guiando as fortes gentes:

Tudo se mostra alegre, e gracioso,

Os caminhos tão livres, quanto contentes,

Até que de Santarém pisando a praia,

Vão descobrindo as hortas da Açacaya.

 

Foi na alta Vila o Rei muito festejado,

Com jugos em que o povo se detinha,

Livre do jogo alheio carregado,

Dos estranhos soldados que antes tinha;

A Nuno que de Ourém tinha o Condado,

Com o aplauso do exército que vinha,

E com o amor que o Rei em nada esconde,

Foi-lhe ali dado o título de Conde.

 

 

Porém não consentiu muito ligeiro,

Na desejada ilustre dignidade,

Que então era de Conde que primeiro,

Lhe descobre o peito outra vontade:

Que o título não quer à algum guerreiro,

Outro, ou privado, o der na sua idade,

Pois nos serviços com que o merecia,

Nunca teve no Reino companhia.

 

Tudo o Rei lhe oferece, e lhe concede,

E fez-lhe doação tão celebrada,

Que todas as dos Reis da Europa excede,

Mais ampla em renda, em terras mais honrada

E além do nome, e condição que pede,

Com a vila de Ourém tão desejada,

E as heranças, e terras que antes tinha,

Aquele amigo injusto da Rainha

 

Deu-lhe Borba, Estremoz, Vila Viçosa,

A Portel, Montemor, e a Évoramonte,

Sacavém desejada, e graciosa,

Que sempre o áureo Tejo vê defronte;

Porto de Mós tão fértil quanto fragosa,

Rabaçal, e Alvaiázere outro monte,

Barroso, Arco de Baúlhe, Bouças, Pena,

Penafiel, Barcelos, Bastos amena.

 

Dos direitos reais liberalmente,

Uma parte em Lisboa, que hoje goza,

Seu sucessor famoso, e juntamente,

Os de Loulé, e de Silves belicosa;

Se outro não fez vassalo tão potente,

Nem doação a um só tão grandiosa,

Nunca teve outro Rei melhor vassalo,

Nem tão grandes razões de avantaja-lo.

 

O que tão pouco as honras estimava,

Quando com razão justa as merecia,

Menos da renda, e terras se lembrava,

Que do que a seus criados se devia;

A todos recebendo acrescentava,

A todos com prudência enriquecia,

Que ainda que por si só tudo merece,

Dos com que mereceu jamais se esquece.

 

E se vos lembra acaso do barbeiro,

Que a espada guarneceu, só de vontade,

Quando a nova lhe deu do Conde Andeiro,

A que fugindo vinha da Cidade;

Que ensinado de encantos de um romeiro,

Lhe pedisse a futura dignidade,

Nesta razão por sua sorte imigra,

Perdera a liberdade, e posse antiga.

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publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
Carta Pastoral de D. António Marto para 2011-2012 dirigida aos Diocesanos de Leiria-Fátima

Testemunhas de Cristo no mundo

“A vós a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Todas as vezes que me lembro de vós, dou graças ao meu Deus, sempre, em toda a minha oração por todos vós. (...) E é por isto que eu rezo: para que a vossa caridade aumente ainda cada vez mais em clarividência e em verdadeira sensibilidade para discernir o que é mais conveniente, e assim sejais puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo” (Fil 1, 2-3.9-10).

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Caros Diocesanos,

Irmãos e Irmãs em Cristo:

Escolhi estas palavras do apóstolo Paulo para exprimir o afecto que me liga a vós como bispo, traduzido na oração e nesta carta pastoral através da qual vos envio uma saudação fraterna.

Além disso, S. Paulo desperta a nossa sensibilidade para o tema da caridade que marcou o ano pastoral findo e que caracterizará também, numa vertente nova, o ano pastoral que começa.

Foi belo e entusiasmante o que vimos e vivemos, de perto e ao vivo, nos encontros vicariais, nas visitas pastorais e no retiro popular sobre o tema da carta pastoral “Chamados à Caridade”. Nada poderá apagar da minha memória e do meu coração a satisfação, as emoções e a comoção que me foi dado sentir ao ver como a caridade tocava fundo o coração das pessoas, ao contemplar os numerosos homens e mulheres comprometidos, generosa e alegremente, no testemunho da caridade de proximidade, de partilha e apoio junto de quem necessita ou sofre, e que não faz notícia mediática. Creio que o ano pastoral representou um salto em frente na organização da pastoral sócio-caritativa em muitas das nossas comunidades, para deixarem transparecer a Beleza do Amor divino que sustenta e salva o mundo. É, pois, motivo de acção de graças ao nosso Deus!

O percurso do novo ano pastoral

No presente ano pastoral concluiremos o último biénio do projecto traçado pelo Sínodo diocesano. Este biénio é dedicado à missão da Igreja ao serviço da pessoa humana. Durante este ano centrar-nos-emos mais no testemunho da caridade de Cristo através das obras de justiça, de promoção do desenvolvimento humano e de paz, ao serviço da dignidade da pessoa numa sociedade justa e fraterna. Eis como o Papa Bento XVI apresenta este aspecto:

“A caridade na verdade é uma força extraordinária que impele as pessoas a comprometerem-se com coragem e generosidade no campo da justiça e da paz. (...) Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol do bem comum que dê resposta também às suas necessidades reais” (CV nn. 1.7), criando condições de vida digna e justa.

João Paulo II especifica deste modo: “a caridade tomará então necessariamente a forma de serviço à cultura, à política, à economia, à família para que em toda a parte sejam respeitados os princípios fundamentais de que depende o destino do ser humano e o futuro da civilização. (...) Esta vertente ético-social é uma dimensão imprescindível do testemunho cristão” (NMI nn. 51.52).

Para este ano pastoral propusemo-nos três objectivos: despertar nos cristãos a consciência da sua missão no mundo em ordem à evangelização e humanização das realidades temporais; promover uma espiritualidade e uma formação do compromisso cristão na sociedade; desenvolver o apostolado laical, pessoal e associado, nos diferentes âmbitos da vida.

Como lema bíblico escolhemos uma frase de Jesus extraída do sermão das Bem-Aventuranças: “Brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 16). E como símbolo escolhemos a “Luz de Cristo” (Cristo, Luz do mundo) que os cristãos são chamados a levar ao coração do mundo com o testemunho da sua vida.

1. Os desafios de hoje

1.1. Por quem os sinos dobram? O fim de um mundo

No passado dia 1 de Julho, o Papa Bento XVI, evocando os sessenta anos de sacerdócio, caracterizava assim o tempo da sua ordenação sacerdotal: “ Em 1951, o mundo era totalmente diferente: não havia televisão, não havia internet, nem computador nem telemóvel. Parece realmente um mundo pré-histórico aquele do qual vimos. Sobretudo, as nossas cidades estavam destruídas; de igual modo a economia e reinava uma grande pobreza material e espiritual. Mas também havia uma forte energia e vontade de reconstruir este país e de renová-lo, na Comunidade Europeia sobretudo, sobre o fundamento da nossa fé. Assim começámos com grande entusiasmo e com grande alegria naquele momento”.

Hoje assistimos, de facto, ao nascimento dum mundo novo que é, ao mesmo tempo, fascinante e difícil, cheio de possibilidades e de contrastes tremendos.

É, antes de mais, um mundo marcado pela globalização que abriu novas possibilidades e novos horizontes a todos os níveis desde o conhecimento à mobilidade e aos mercados. Experimentamos porém como a globalização desregulada dos mercados financeiros e económicos produziu uma crise sem precedentes com consequências sociais de desemprego, de exclusão social e pobreza tremendas.

Todos reconhecem hoje que esta crise é a ponta do iceberg de uma outra mais funda e profunda que é da ordem dos valores e de défice de espiritualidade.

O nosso mundo é plural e pluralista: nele vivem e convivem diferentes crenças, religiões e culturas, sendo, portanto, um mundo permanentemente sujeito à tentação do relativismo e do individualismo. Torna-se difícil encontrar uma plataforma de valores fundamentais comuns e partilhados por todos. As novas tecnologias seduzem a ponto de se confiar que a técnica resolva todos os problemas e nos dispense de pensar a vida pessoal, familiar e social com fundamentos sólidos. Vão-se impondo os interesses individuais enquanto se põem de parte o bem comum e a solidariedade.

Todos estes problemas criam um ambiente de incertezas, de insegurança e de medos em relação ao futuro. Estamos a viver uma certa cultura do desencanto, de crise de confiança na vida, na bondade da vida e do mundo. A crise de confiança é também uma crise de fé na outra dimensão de vida aberta ao mistério de Deus e do seu amor que salva e sustenta o mundo.

Por quem os sinos dobram? – é o título dum livro de Ernst Hemingway que escolhi para realçar a crise do momento presente. Os sinos dobram pelo fim de uma era, de um mundo, de uma estação cultural que era compacta e sólida e anunciam, tristemente, o surgir duma cultura do vazio, da desconstrução dos fundamentos sólidos (de grandes ideais, de valores, de grandes causas e projectos): uma cultura que, entretanto, se instalou na sociedade e que leva o mundo a invocar um “suplemento de alma” e uma renovada esperança de salvação.

1.2. O cristão aberto ao mundo, inserido na sociedade

A presença e a missão do cristão no mundo nem sempre foi correctamente compreendida e equacionada.

Não vai longe o tempo em que se olhava para o mundo com uma visão negativa que acentuava o desprezo ou menos apreço das realidades do mundo. É uma visão que tinha a sua origem numa espiritualidade intimista, desincarnada em que o mundo era considerado como “inimigo da alma”, como reino do mal e ocasião de pecado. Ainda hoje se nota o refúgio de muitos nas coisas ou tarefas da Igreja, onde se encontra mais protecção e menos riscos, deixando o mundo correr por sua própria conta e não se deixando contagiar por ele.

Uma outra atitude, bastante espalhada, é o divórcio entre a fé professada na comunidade cristã e a vida quotidiana na família, na profissão, na escola, nas relações económicas, sociais e políticas. É a atitude de quem vive pensando ou dizendo: “O que o Evangelho diz e propõe é belo, talvez demasiado belo... mas a vida concreta é completamente diferente”. Assim, fé e vida correm por vias paralelas: a vida privada e a vida secular, até chegar ao extremo de uma total mundanização dos critérios e valores vividos por muitos cristãos, completamente distantes do Evangelho de Jesus.

Nas duas atitudes mencionadas não há pontes que permitam o diálogo ou encontro entre a fé e a cultura. Existe, antes, a rotura ou a indiferença total.

Notamos ainda que está presente na sociedade, sobretudo na Europa, um certo laicismo agressivo e intolerante para com a presença dos cristãos e da Igreja na vida pública, social ou cultural. Manifesta uma clara hostilidade para com tudo o que é cristão e para com os próprios cristãos. Tem uma força intimidatória que leva muitos a viverem uma fé envergonhada, clandestina, com complexos de inferioridade e certo medo.

Outra tentação é fazer do cristianismo uma mera “religião civil” reduzindo-o a uma agência de moralidade pública em ordem à coesão social, a uma mera organização não governamental de solidariedade social ou instrumentalizando a Igreja em relação ao poder para fins mundanos. Assim, diluir-se-ia o específico, a novidade da fé cristã.

A fé em Jesus Cristo Salvador não permite aos fiéis desertar do mundo que Deus confiou aos homens como dom e missão para o tornar casa comum e digna de todos. O Concílio Vaticano II clarificou a relação da Igreja e dos cristãos com o mundo em termos de encontro, diálogo, solidariedade, colaboração mútua e serviço à pessoa humana e à sociedade. Hoje é assente e pacífico que a Igreja não é nem quer ser nenhum poder mundano nem estar ao serviço de qualquer poder do mundo.

“Todas as realidades humanas seculares, pessoais e sociais, ambientes e situações históricas, estruturas e instituições, são o lugar próprio do viver e do agir dos cristãos leigos. Estas realidades são destinatárias do amor de Deus; o empenho dos fiéis leigos deve corresponder a esta visão e qualificar-se como expressão da caridade evangélica” (CDSI n. 543).

O actual momento de crise que atinge toda a nossa sociedade portuguesa reclama dos cristãos este forte empenho da caridade em todas as suas dimensões, seja de proximidade seja social e política, para construir uma sociedade toda ela solidária em que todos demos as mãos para fazer face aos problemas maiores do desemprego, da pobreza e da doença.

2. Testemunhas de Cristo no mundo

Várias vezes e de vários modos, Jesus convida os discípulos a serem suas testemunhas no mundo. “Pode dizer-se que o testemunho é o meio com o qual a verdade do amor de Deus alcança o homem na história” (SC n. 85). Vamos pois meditar três passagens do Novo Testamento sobre este aspecto, na forma de “lectio divina”.

2.1. “Brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 16): testemunho da santidade de vida quotidiana

O contexto da passagem evangélica de Mt 5, 13-16 é o discurso das Bem Aventuranças. Este dado é importante para compreender todo este texto, mormente a expressão chave “brilhe a vossa luz diante dos homens...”. É a partir das Bem Aventuranças que Jesus define a identidade dos discípulos, a sua vocação e missão no mundo: ser sal da terra e luz do mundo. Assim é sublinhada a dimensão social da existência cristã. Quando o cristão vive o discurso da montanha dá fruto na sociedade e a sua obra não pode ficar escondida. É reflexo da luz de Deus; irradia-a inevitavelmente. Contribui para a edificação social, para a rede de relações fundada sobre o Evangelho.

A riqueza das imagens: “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo”

Jesus usa aqui quatro imagens seguidas e entrosadas umas nas outras para caracterizar a identidade e a missão dos discípulos: sal da terra, luz do mundo, cidade sobre o monte, lâmpada sobre o alqueire.

O sal entende-se como um ingrediente que serve para catalisar o calor para o solo, para fertilizar, reavivar, animar, dar gosto, sabor e sabedoria e evitar a corrupção.

A luz faz ver o sentido do caminho, revela o verdadeiro rosto das pessoas e das coisas.

A cidade sobre o monte e a lâmpada sobre o alqueire mostram a dimensão comunitária e universal da missão dos discípulos em relação ao mundo, à história e à existência da humanidade. Quer dizer que os discípulos com o seu agir são importantes para a história do mundo. São bênção ou maldição. Não podem dizer que estão à parte porque a sua relação com o mundo e a história é algo intrínseco à sua vocação e missão.

A mensagem principal do texto: “Brilhe a vossa luz diante dos homens”

A força do texto reside na conclusão. Esta é o ponto de chegada de uma série tão rica de imagens: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu”. Esta é a mensagem principal do texto: os discípulos são sal, luz, cidade sobre o monte, lâmpada realizando as “obras boas e belas”. Quais são essas obras?

São antes de mais as bem aventuranças e também as atitudes éticas que nos versículos seguintes descrevem o comportamento novo dos discípulos, tais como o respeito pela vida humana, a dedicação ao próximo, a fidelidade ao amor matrimonial, a pureza de coração, a verdade e a sinceridade na relação, a capacidade do perdão, o construir comunidade, a paz.

Estas obras boas e belas são a primeira forma de missão e evangelização dos cristãos no mundo, são o testemunho da santidade de vida quotidiana como o melhor contributo para a renovação do mundo e da história.

2.2. “Havia um homem rico... Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas” (Lc 16,19-20): testemunho da justiça social

O Evangelista S. Lucas transmite-nos uma célebre e inesquecível parábola de Jesus sobre o homem rico e o pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31), que interpela e sacode profundamente a consciência e a conduta social dos cristãos.

A parábola tem um estilo rico de imagens e símbolos que não são fáceis de explicar. Está colocada no capítulo 16 que é todo ele um aviso luminoso e intenso sobre a posse e a utilização dos bens materiais e sobretudo das riquezas.

O contraste entre duas figuras e dois mundos: o rico avarento e o pobre Lázaro

O texto não pretende fazer uma exaltação da figura do pobre pelo facto de ser pobre, nem uma condenação do rico pelo facto de possuir riquezas materiais. O que está em causa é o contraste entre as duas figuras ou os dois mundos, o rico e o pobre. Um contraste caracterizado pela indiferença e insensibilidade do rico em relação ao pobre. O rico avarento personifica o uso iníquo das riquezas por quem as usa para um luxo desenfreado e egoísta sem cuidar do pobre que está à sua porta.

O rico não fazia nada de mal, é verdade: não roubava nem matava. Pior ainda, ele não fazia absolutamente nada. Este é o nó do problema. Para ele era absolutamente natural que Lázaro vivesse na miséria, com fome, enquanto ele vivia rodeado de bens materiais. O homem rico olhava com indiferença a miséria do mundo sem fazer nada para mudar essa situação. O seu drama foi, precisamente, o endurecimento do seu coração, a sua cegueira interior. Se não vemos e se não nos damos conta do sofrimento dos semelhantes, não temos lugar no Reino do Céu.

A página evangélica vem confirmar que não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro (cf. 16,13). O que o rico fez foi tornar a riqueza no seu verdadeiro deus, num ídolo do qual ficou prisioneiro e o tornou insensível à miséria que estava à sua porta.

O Reino de Deus e a justiça

A descrição do “mais além” usa as imagens do seu tempo (seio de Abraão, abismo, etc). Não pretende oferecer uma “geografia” da eternidade, mas mostrar os valores da justiça de Deus, advogado do pobre, e alertar sobre a seriedade e as consequências das nossas opções e da nossa conduta nesta terra.

O final do texto deixa claro que a conversão não depende de sinais prodigiosos, mas da escuta atenta da Lei e dos Profetas. Uma grande parte da Lei constitui um verdadeiro tratado de justiça social e económica que reclama a solidariedade e a partilha entre os homens. Por sua vez, a denúncia dos profetas neste âmbito toca diferentes realidades: desde a ânsia das riquezas e comércio injusto à opressão dos pobres, à exploração laboral e social (cf. Am 4, 1-3; 5, 10-15; 6, 1-7; 8, 4-7; Miq 2, 1-3; Is 1, 21-26).

O significado social e mundial da parábola

Assim, esta parábola presta-se a uma leitura em chave social e mundial, como fez Paulo VI: “Trata-se de construir um mundo em que cada homem possa viver uma vida plenamente humana, onde o pobre Lázaro possa sentar-se à mesma mesa do rico” (PP n. 47). João Paulo II aplica-a ao desenvolvimento humano integral: “É indispensável, conforme o voto já expresso na encíclica Populorum Progressio, reconhecer a cada povo igual direito a ‘sentar-se à mesa do banquete comum’ em vez de ficar de fora, à porta, como Lázaro, enquanto ‘os cães lhe vinham lamber as chagas’. Tanto os povos como as pessoas individualmente devem gozar da igualdade fundamental sobre a qual está baseada a Carta da ONU; esta igualdade é o fundamento do direito à participação de todos no processo de desenvolvimento integral” (SRS n. 33).

E na viagem apostólica aos Estados Unidos, em 1979, João Paulo II foi ainda mais explícito na homilia em Nova York : “A parábola do rico e do Lázaro deve estar sempre presente na nossa memória; deve formar a nossa consciência. (...) Cristo pede uma abertura que é mais que atenção benigna ou amostra de atenção ou semi esforço que deixam o pobre tão desvalido como antes ou ainda mais. Toda a humanidade deve traduzir a parábola em termos contemporâneos, em termos de economia e política, em termos de plenitude de direitos humanos, em termos de relação entre o ‘primeiro’, ‘segundo’ e ‘terceiro mundo’. Não podemos permanecer ociosos quando milhares de seres humanos estão morrendo à fome. Não podemos permanecer ociosos gozando as nossas riquezas e liberdade se nalgum lugar o Lázaro do século XX está à nossa porta”.

2.3. “Percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados...” (Act 17, 23): diálogo com a cultura humana

A estadia de S. Paulo na cidade de Atenas ilustra o diálogo entre a fé e a cultura (cf. Act 17, 16-34).

“Percorrendo a vossa cidade”: o conhecimento do ambiente e da cultura

Em primeiro lugar, Paulo começa por fazer uma visita à cidade para conhecer o meio em que se encontra. De facto, Atenas era a capital cultural da Grécia: uma das cidades mais belas da época, cheia de animação, de cultura como o são hoje, a seu modo, Paris, Roma ou Nova York. Paulo admira os magníficos monumentos, as ricas casas esculpidas em pedra branca, os teatros, as fontes e os numerosos templos onde se adorava uma multidão de divindades.

Além disso, a acção de Paulo desenvolve-se na “praça pública” (a ágora), aberta e profana, símbolo da democracia e da troca livre de ideias, do mundo pluralista. Aí se realizava o mercado, como também o encontro de gentes das mais variadas culturas, crenças, filosofias e se discutiam todas as novidades. Paulo também entrava neste diálogo e nesta discussão intercultural apresentando a novidade da fé cristã, suscitando estranheza, curiosidade e admiração, mas sem medo de se confrontar com a diversidade dos outros.

Tudo isto permitiu-lhe conhecer a religiosidade, a filosofia, a literatura e a arte da cultura grega e, assim, discernir nelas as interrogações, as buscas e os germenes de esperança que aí estavam presentes.

O discurso de Paulo no areópago: “Aquele que venerais sem o conhecer, é esse que eu vos anuncio”

Por fim, Paulo é convidado a ir ao areópago, à academia dos intelectuais e juízes, para fazer a apresentação da Boa Nova da fé cristã. O seu discurso no areópago é um modelo do anúncio do Evangelho num ambiente cultural diverso e adverso. Serve-se da linguagem, das referências e modalidades acessíveis ao seu auditório, valoriza o que a cultura e a religiosidade pagãs têm de positivo e autêntico, e o que as aproxima da mensagem cristã. Todavia, no final do discurso, apresenta a novidade específica do anúncio cristão que consiste num facto: Deus revelou-se pessoalmente. “Aquele que venerais sem o conhecer, é esse que eu vos anuncio”. Trata-se da revelação definitiva de Deus que se centra em Cristo ressuscitado e do julgamento a Ele associado, que exige decisão e compromisso. O diálogo não pode omitir ou diminuir a importância e a centralidade da fé em Cristo.

Paradigma do encontro entre o Evangelho e a cultura

João Paulo II considera este discurso de S. Paulo paradigmático do encontro entre o Evangelho e a cultura: “Paulo, depois de ter pregado em numerosos lugares, chegado a Atenas dirige-se ao areópago onde anuncia o Evangelho, usando uma linguagem adaptada e compreensível naquele ambiente. O areópago representava então o centro da cultura do douto povo ateniense e hoje pode ser assumido como símbolo dos novos ambientes em que se deve proclamar o Evangelho” (RM 37).

O mesmo S. Paulo, noutros lugares, nos exorta a viver no mundo plural com aquela liberdade crítica que nos leva a discernir primeiro, para depois assumir o positivo ou rejeitar o negativo. “Examinai tudo e guardai o que é bom” (1 Tes 5, 21); “Irmãos, atendei a tudo quanto há de verdadeiro, de nobre, de justo, de puro, de amável, de respeitável, de virtuoso, de digno de louvor” (Fil 4, 8).

2.4. Os cristãos “alma do mundo” ao serviço do Reino de Deus

Verificamos pois que os cristãos estão presentes no mundo, em todos os âmbitos da sociedade; e devem estar aí segundo a sua identidade, isto é, como cidadãos do mundo, fiéis ao Evangelho, guiados pela consciência cristã (cf. GS n. 76). Este é o seu modo de estar no mundo ao serviço do Reino de Deus.

A vocação dos cristãos é ser “alma do mundo”, estar dentro do mundo como “o fermento” no meio da massa.

Esta dupla atenção constitui o “paradoxo da experiência cristã” de que fala um escrito do século II: os cristãos são homens como todos os outros, participantes da vida na cidade e na sociedade, dos sucessos e falhanços experimentados pelos homens; mas são também ouvintes da Palavra de Deus, chamados a transmitir a diferença evangélica na história, a dar uma alma ao mundo, para que a humanidade possa caminhar em direcção à plenitude do Reino de Deus.

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pela sua terra, nem pela sua língua, nem pelos seus costumes. Porque não habitam cidades exclusivamente suas, nem falam uma língua estranha, nem levam um género de vida à parte dos outros (...), mas habitando cidades gregas ou bárbaras, segundo a sorte que a cada um coube, e adaptando-se no vestuário, na comida e demais género de vida aos usos e costumes de cada país, dão mostras de uma conduta peculiar, admirável e, por confissão de todos, surpreendente.

Moram nas sua respectivas nações, mas são peregrinos; cidadãos, não diversos dos outros, participam nos deveres e encargos de todos, mas tudo olham e sofrem como estrangeiros... Parecem demorar-se na terra e, na realidade, são cidadãos do Céu... Conformam-se às leis estabelecidas, mas com o seu modo de viver ultrapassam as leis... Como todos geram filhos, mas não abandonam os que nascem; põem mesa em comum, mas não o leito... Os cristãos passam como peregrinos entre as realidades temporais, voltados para a incorruptibilidade nos céus. Deus destinou-os a tão sublima missão; não mais lhes é consentido desertá-la... Os cristãos são no mundo aquilo que a alma é no corpo” (Carta a Diogneto, 5-6).

Em recente alocução, o Papa Bento XVI comenta assim este texto: “Não renegueis nunca o Evangelho em que acreditais, mas estai no meio dos demais homens com simpatia, comunicando com o vosso próprio estilo de vida um humanismo que lança as raízes no cristianismo, dispostos a construir com todos os homens de boa vontade uma sociedade mais humana, mais justa e mais solidária”.

3. Vasto mundo, minha paróquia

Ao escrever esta carta lembrei-me, várias vezes, dum livro do meu tempo de estudante que se intitulava “Vasto mundo, minha paróquia”. Era seu autor um célebre teólogo francês, o P.e Yves Congar. Com o título provocador, ele queria despertar os cristãos para não ficarem fechados na sua paróquia. Nesta os fiéis alimentam a fé, mas a sua missão é no meio do mundo.

Como pudemos ver, as próprias imagens evangélicas “vós sois o sal da terra e a luz do mundo” mostram-nos que somos enviados a levar Cristo como verdadeira luz e verdadeiro sal ao coração do mundo. Significa que tudo o que é humano – cada pessoa, a vida, as relações interpessoais, a organização da convivência social – encontra em Jesus a sua verdade, o seu sentido pleno, a sua renovação, a salvação. Não podemos trair esta missão que nos foi confiada. É um dom, mas também um dever grave e irrenunciável.

O Papa Bento XVI di-lo de uma maneira impressionante: “O mundo sem Deus torna-se um inferno: prevalecem os egoísmos, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e entre os povos, a falta de amor, de alegria e esperança. Pelo contrário, onde as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, O adoram na verdade e escutam a sua voz, aí se constrói concretamente a civilização do amor, em que cada um é respeitado na sua dignidade, cresce a comunhão com os frutos que ela produz”.

Não nos é lícito desertar do mundo e descuidar as tarefas temporais. O nosso ser cristãos no mundo é chamado a renovar-se e a assumir o rosto de uma presença e de um testemunho mais autêntico, mais decidido e comprometido. Como tornar esta missão mais visível, mais concreta e mais significativa na sociedade de hoje?

3.1. Vida espiritual de qualidade

Hoje fala-se muito na qualidade de vida como o conjunto de condições de bem estar pessoal, social, económico e ecológico. Mas não existe verdadeira e plena qualidade de vida sem vida espiritual de qualidade. Para o cristão isto chama-se a santidade de vida no mundo. O empenho cristão na construção de um mundo justo, fraterno e pacífico, do seu desenvolvimento integral, da sua humanização através do trabalho de cada dia é expressão do seu amor filial a Deus e do seu amor ao próximo.

Nesta perspectiva cristã, o mundo é um verdadeiro lugar de graça, de vocação e missão, de santificação para os fiéis leigos que aí vivem e trabalham. Estes fiéis são chamados a santificar-se no mundo, através do mundo e com o mundo em Deus. Os grandes santos amaram o mundo do seu tempo mesmo em crise. O cristão santifica-se não só na caridade pessoal, mas também na caridade social e política – no sentido mais nobre da palavra – quando faz obra de justiça, solidariedade e promoção humana.

Na prática da oração e nos momentos em que procuramos desenvolver a vida espiritual, não podemos deixar de ter presente o mundo e as nossas responsabilidades e relações nele. Por outro lado, os promotores de conferências, retiros e outras acções proponham uma espiritualidade que ajude a viver a própria profissão e empenho na sociedade à luz e sob o impulso da fé cristã.

Em ordem a desenvolver esta espiritualidade continuaremos a propor o “Retiro para o Povo de Deus”, durante a Quaresma, sob a forma da lectio divina enriquecida pelo testemunho da vida de alguns santos ou de outros exemplos luminosos de empenho social.

3.2. A qualidade do serviço ao mundo

A animação evangélica das realidades temporais não se faz através de um moralismo barato de denúncia ou condenação dos males ou de um mero voluntarismo. A competência e a eficácia nas tarefas temporais são exigidas pela vocação e qualidade do serviço ao mundo através da acção. Também elas fazem parte da espiritualidade laical de santificação no mundo. Não se é bom profissional, bom empresário ou bom político só pelo facto de se professar cristão. A competência, a profissionalidade, a exigência e a qualidade pertencem à credibilidade do testemunho cristão.

A formação cristã de jovens e adultos, em qualquer nível, deverá contribuir para esta consciencialização. Assim, as escolas paroquiais ou vicariais da fé, os movimentos apostólicos e de espiritualidade e o Centro de Formação e Cultura incluam esta perspectiva nas suas propostas e actividades.

3.3. Eucaristia, pão repartido para a vida do mundo

A espiritualidade do compromisso social do cristão alimenta-se não só na escuta da Palavra e na sua meditação, mas também na celebração da Eucaristia, para receber de Cristo um “novo olhar” sobre as realidades do mundo e uma “nova força” para a sua entrega.

“As nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, impele todo o que acredita n’Ele a fazer-se ‘pão repartido’ para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno... Na verdade a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo (...) Precisamente, em virtude do mistério que celebramos é preciso denunciar as circunstâncias que estão em contraste com a dignidade do homem, pelo qual Cristo derramou o seu sangue, afirmando assim o alto valor de cada pessoa” (SC nn. 88 e 89).

Recomendo aos sacerdotes que tenham presente o tema deste ano pastoral nas homilias, as preparem bem e usem mais frequentemente a Oração Eucarística V/D do Missal Romano, intitulada “Jesus passou fazendo o bem”. A celebração da memória de alguns santos empenhados no campo social e político ou padroeiros de determinadas profissões proporciona ocasião para a oração e a consciencialização da necessidade do testemunho cristão no mundo.

3.4. Servir o Reino de Deus nos “ambientes da vida social”

A sociedade, nas várias expressões e articulações, é o campo onde o Senhor chama cada cristão a trabalhar com os dons e tarefas próprios.

Não há nenhum ambiente da vida social em que não seja pedido ao cristão ser sal e luz. A luz, a verdade e a força de renovação do Evangelho requerem ser testemunhadas nos lugares em que os homens e mulheres nascem, crescem, vivem, convivem, trabalham, se alegram, sofrem e morrem: na família, no mundo da escola e do trabalho; na economia, na política e na administração da justiça; no mundo da assistência, das antigas e novas pobrezas, no mundo da saúde; enfim, em todo o lugar ou ambiente onde se desenvolve a vida das pessoas.

Este é o contexto mais imediato e quotidiano em que se torna necessário o testemunho de cristãos verdadeiros, de pessoas de coração grande e generoso e de mente esclarecida que mostrem e tornem eficaz a força transformadora do Evangelho nas actividades em que estão empenhados e na vida e no ambiente concreto em que trabalham.

Este desafio deverá levar as paróquias, os grupos e movimentos, as associações e comunidades a interrogarem-se sobre a qualidade da sua fé: qual o tipo de fé em que estão a educar os seus membros? Para uma fé intimista e ritualista ou para uma fé existencial e encarnada na vida concreta, capaz de transformar os ambientes?

Iremos promover durante este ano pastoral, a nível vicarial ou diocesano, encontros de cristãos de um ou outro sector socio-profissional, para mostrar como é possível estarem presentes nas mais diversas realidades seculares levando aí os valores do Evangelho. Será ocasião para analisar a situação actual e para ver que oportunidades, desafios e exigências apresenta; quais os passos a dar e as propostas a lançar.

3.5. Promover a qualidade humana na vida da sociedade

Quando falamos de “ambientes da vida social” não nos referimos simplesmente a lugares onde as pessoas se encontram a trabalhar juntas. Estamos a falar de espaços humanos nos quais se constrói e se exprime a autêntica humanidade do homem e da mulher, antes de mais através de relações humanas.

Por isso, o testemunho cristão nestes lugares e ambientes requer agir para que sejam lugares verdadeiramente humanos e humanizantes. Trata-se de assegurar a “qualidade humana” em todas as relações e em todos os lugares da vida das pessoas concretas com a sua história, as suas alegrias, as suas dores e fadigas. As próprias relações funcionais que caracterizam tantas actividades podem e devem transformar-se em relações humanas e interpessoais.

O testemunho cristão passa através de relações humanas ricas e enriquecedoras. São expressão do amor ao próximo em gestos e atitudes vividas quotidianamente; e constituem uma gramática do amor que passa pela oferta do próprio tempo e da própria presença e atenção ao outro, da escuta e da comunicação, até colocar-se ao serviço da vida do outro. Mais ainda, podem tornar-se caminhos de abertura e de aproximação à fé cristã.

Neste aspecto, as comunidades e instituições católicas deveriam tornar-se exemplares. Quanto precisamos de prestar atenção e cuidar das nossas relações! Aí se aprende como num laboratório vivo o que poderemos estender a todos os espaços humanos em que decorre a nossa vida.

3.6. Empenho pelo bem comum e Doutrina Social da Igreja

Ser “sal” e “luz” na sociedade significa promover a dignidade da pessoa humana. João Paulo II afirma-o de modo inequívoco: “Descobrir e fazer descobrir a dignidade inviolável de cada pessoa humana constitui uma tarefa essencial, mais ainda, em certo sentido, a tarefa central e unificante do serviço que a Igreja e, nela, os fiéis leigos são chamados a prestar à família humana” (CFL, n. 37).

Este primado da pessoa humana e a igualdade de todos em dignidade constituem a fonte de todos os outros princípios que regulam toda a convivência social e a organização da sociedade.

O amor à pessoa humana, a promoção e defesa da sua dignidade obriga os cristãos a participar na vida social e pública a favor do bem comum – o bem relacionado com o viver social das pessoas – na construção duma sociedade justa, solidária, fraterna, com particular atenção aos mais pobres e necessitados.

Hoje notamos uma forte tendência individualista que busca apenas o bem estar privado, individual ou de determinada corporação. Como despertar nos cristãos a consciência de serem cidadãos do mundo empenhados a construí-lo segundo o desígnio de Deus? Como suscitar a paixão e o compromisso pelo bem comum? Torna-se necessária uma séria educação para a socialidade e para a cidadania responsável através duma ampla difusão da Doutrina Social da Igreja, que ainda é desconhecida por uma grande maioria dos cristãos.

Seria salutar tomar iniciativas, neste sentido, a nível paroquial, vicarial ou diocesano, de oferecer encontros de sensibilização ou mesmo uma formação em breves módulos sobre a Doutrina Social, em colaboração com a Comissão Diocesana Justiça e Paz e com o Centro de Formação e Cultura.

3.7 O diálogo entre fé e cultura

O anúncio e o testemunho do Evangelho no mundo de hoje não pode prescindir do diálogo com a cultura que molda a vida das pessoas e da sociedade. Este é o grande desafio e a grande aposta para os cristãos: “estar presentes com coragem e criatividade intelectual nos lugares privilegiados da cultura, como são o mundo da escola e da universidade, os ambientes da investigação científica e técnica, os lugares da criação artística e da reflexão humanística” (CFL n. 44). São os novos centros de cultura onde se forjam os destinos da humanidade e que requerem dos cristãos a luz da fé para discernirem o que há de positivo ou negativo.

O Papa João Paulo II indica as modalidades e finalidades desta presença: “destina-se não só ao reconhecimento e à eventual purificação da cultura existente criticamente avaliados, mas também à sua elevação mediante as riquezas originais do Evangelho e da fé cristã” (CFL n. 44). Trata-se de testemunhar uma fé geradora e regeneradora da cultura.

Neste âmbito desejaria fazer aqui três breves referências.

a) Em primeiro lugar, à importância da comunicação social mediática e digital que introduziu uma verdadeira revolução cultural com novos modos de comunicar através de novas linguagens, novas técnicas e novas atitudes psicológicas. Os “media” são hoje o contexto em que se realiza o diálogo cultural entre a Igreja e o mundo. Este ano pastoral será também uma boa ocasião para rever a qualidade da nossa presença como Igreja diocesana na comunicação escrita e digital. Que empenho pomos nisso? Que imagem de Igreja passa?

b) Outro campo cultural a merecer atenção particular é o da educação. Estamos a viver uma situação de emergência educativa. Damo-nos conta de que o mundo de amanhã depende da educação de hoje e esta não pode reduzir-se a mera transmissão de conhecimentos e de competências. A escola é chamada a ser um laboratório de cultura, de humanidade, de sabedoria, de humanismo integral, de cidadania e dos valores e virtudes que a sustentam. É um desafio ao testemunho dos docentes cristãos e das escolas católicas e à sua ousadia em tomar iniciativas neste sentido.

No próximo ano de 2012, o nosso Colégio Diocesano de S. Miguel celebrará o jubileu dos 50 anos da sua fundação, ao qual desde já dirigimos uma palavra de congratulação e parabéns. Por isso, vamos integrá-lo neste percurso pastoral de 2011/2012, com uma iniciativa a dinamizar pelo próprio Colégio sobre o tema “A Família, a Paróquia e a Escola – Pilares da Nova Evangelização”.

c) Por fim, o património da história e arte é outro caminho de diálogo com a cultura e de aproximação das pessoas à fé. É pois um convite a todos a fazer um tesouro desta “via da beleza” que educa a mente e o coração humanos e os abre ao mistério d’Aquele que é, segundo Santo Agostinho, “a Beleza tão antiga e sempre nova”. Nesta linha, o Departamento Diocesano do Património cultural vai organizar alguns percursos ou roteiros por toda a Diocese para ajudar a descobrir os tesouros que muitas das nossas igrejas e outros locais guardam e que nós desconhecemos.

Esta acção do Departamento Diocesano não poderia ser estímulo e modelo para iniciativas semelhantes a nível paroquial ou vicarial?

Nesta linha permitam-me fazer uma interpelação a propósito das festas populares das nossas paróquias: não seria de aproveitar este ano pastoral para elevar o nível cultural destas festas que por vezes deixa tanto a desejar, com gastos tão dispendiosos? Promovam-se e valorizem-se os talentos artísticos e as iniciativas locais de animação, poupando em contratos com agentes exteriores.

3.8. A família, principal recurso da sociedade

A mensagem cristã encoraja a família a algo de grande, de belo, de fascinante e de promissor: a humanidade da família, graças ao amor divino que a anima por dentro, pode renovar a sociedade segundo o desígnio do seu Criador. De facto, a família é o primeiro berço e a primeira escola onde se vive e aprende o amor fraterno, o sentido mais verdadeiro da solidariedade, da justiça, da honestidade, da rectidão, das virtudes sociais tão importantes para a cidadania responsável. Assim, o mundo pode tornar-se mais belo e habitável para todos e a qualidade de vida melhora em favor de toda a sociedade.

Em 2012, de 30 de Maio a 3 de Junho, realizar-se-à em Milão (Itália) o VII Encontro Mundial das Famílias Católicas sobre o tema “A Família: o trabalho e a festa”. Com este mesmo título, o Pontifício Conselho para a Família apresentou já o documento preparatório com dez catequeses. Estas procuram iluminar a relação entre a experiência da família e a vida quotidiana na sociedade e no mundo. São um bom instrumento de trabalho para a Pastoral Familiar ao longo do ano pastoral.

3.9. Fátima e a civilização do Amor e da Paz

Como poderia faltar a referência a Nossa Senhora no nosso percurso pastoral deste ano? Ela mesma nos ilumina o caminho com o seu apelo em Fátima, chamando os cristãos a assumirem a sua responsabilidade no mundo. Eis como o Papa Bento XVI interpretou a actualidade deste apelo na sua homilia de 13 de Maio de 2010: “Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: ‘Onde está Abel, teu irmão? (...) A voz do sangue do teu irmão clama da terra até mim’ (Gn 4,9). (...) Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. (...) Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz”.

Podemos associar-nos espiritualmente ao lema do Santuário para este ano: “Quereis oferecer-vos a Deus?”. É o pedido que Nossa Senhora faz aos pastorinhos e espera a resposta da nossa generosa disponibilidade aos desígnios de Deus para a salvação e a paz do mundo lacerado por injustiças, ódios e conflitos.

A peregrinação diocesana no 5º Domingo da Quaresma há-de ajudar-nos a acolher o convite de Maria e a corresponder-lhe tornando-nos construtores de relações de paz, promovendo a reconciliação e a justiça e empenhando-nos na defesa do bem comum e da solidariedade.

Ofereço-vos uma oração, adaptada da liturgia, para alimentar o empenho no mundo que nos propomos ao longo deste ano pastoral:

Pai Santo,

Nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho.

Dirigi e santificai os nossos pensamentos, palavras e acções

e dai-nos um espírito dócil às vossas inspirações.

Ajudai-nos nos trabalhos e empenhos no mundo,

para que as nossas obras sirvam ao bem comum,

à promoção da justiça, do respeito da dignidade humana,

da fraternidade entre as pessoas, da caridade social e da paz.

A Virgem Maria seja para nós estímulo e modelo

no testemunho das vossas maravilhas diante dos homens.

Ámen.

À protecção de Nossa Senhora de Fátima e à intercessão dos beatos Pastorinhos confiamos o bom êxito do percurso pastoral da nossa Igreja Diocesana.

Feliz Ano Pastoral!

Saúda-vos afectuosamente,

† António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

Leiria, 8 de Setembro de 2011

Festa da Natividade de Nossa Senhora

Siglas usadas

CDSI – Compêndio da Doutrina Social da Igreja do Pontifício Conselho Justiça e Paz (02.04.2004)

CFL – Exortação Apostólica Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo, de João Paulo II (30.12. 1988)

CV – Encíclica A Caridade na Verdade de Bento XVI (29.06.2009)

NMI – Carta Apostólica À Entrada do Novo Milénio de João Paulo II (06.01.2001)

RM – Encíclica Missão do Redentor de João Paulo II (07.12.1990)

SC – Exortação Apostólica Sacramento da Caridade de Bento XVI (22.02.2007)

SRS – Encíclica Solicitude Social da Igreja de João Paulo II (30.12.1987)

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/



publicado por Carlos Gomes às 16:25
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
Ucharia do Conde alcança 2º lugar em concurso de sobremesas do Festival de Gastronomia de Leiria

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A Ucharia do Conde alcançou o 2º lugar no concurso de sobremesas com mel, no Festival de Gastronomia de Leiria, que decorreu de 28 de Agosto a 4 de Setembro.

1º lugar – Restaurante “O Pinto”

2º lugar – “Ucharia do Conde”

3º lugar – Restaurante “Saloon”

Sobre a sobremesa apresentada PERA BÊBEDA EM "VINHO MEDIEVAL" REGADA COM MEL... podia ler-se na ementa:

“Sobre a mesa, sobremesa, envolta num manto de embriagues

Capítulo final de uma refeição, que se quer calma e leda

Qual rainha, em trono feito de tinto, medieval e bem português

Sóbria e doce, aguarda a pêra, que lhe dê destino, o freguês

Como se pedia na receita, completa e inevitavelmente, bêbeda!!!”

“Às mil maravilhas” foi o tema do XIX Festival Regional de Gastronomia de Leiria, onde se puderam apreciar os sabores da região, numa organização da Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima e a Câmara de Leiria, com a colaboração dos municípios de Batalha, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós.

Ucharia do Conde - Sabores tradicionais, com um toque especial

Recorde-se que a Ucharia do Conde é um espaço único, de sabores tradicionais e de promoção dos produtos locais doMunicípio de Ourém, situado no Centro Histórico.

A Ucharia do Conde é dinamizada pela Associação "Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Ourém", numa parceria com o Municípiode Ourém e a Empresa Municipal OurémViva.

Tem como objectivo principal a divulgação e promoção dos produtos locais do Município de Ourém, com especial destaque para os vinhos, queijos, enchidos, mel, doces, compotas e outras doçarias.



publicado por Carlos Gomes às 13:40
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
Quando realizo um desenho ou uma pintura entrego o meu coração… a minha alma!

- Afirma a pintora Ricardina Silva cuja obra vai estar patente na Galeria Municipal de Ourém, a partir do próximo dia 3 de Setembro.

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Ricardina Silva nasceu em Esposende e vive actualmente em Leiria. Como ela própria refere, “desde tenra idade que adorava desenhar apenas com um lápis e uma folha branca, guardava todos os desenhos num dossier”. Aos dezassete anos experimentou a pintura sobre tela em acrílico.

Em 2006 realizou a primeira exposição e, a partir de então nunca mais parou. Sucederam-se os concursos e as bienais, passou a experimentar outras técnicas como a pintura a óleo, mista, pastel, aguarela e os desenhos começaram a ser realizados a carvão e grafite.

Para a artista, “cada obra é como um poema harmonioso, de cores luminosas que transparecem num clima rimático e transmitem a paz interior que desejo. Quando realizo um desenho ou uma pintura entrego o meu coração… a minha alma. É como se viajasse para um sítio maravilhoso e mágico, onde não existe o sofrimento, mas sim alegria e cor. Normalmente, para a realização das minhas obras utilizo diversas técnicas como o óleo, o acrílico e a mista. Apesar do diversificado leque de temáticas que já executei, nas minhas obras a que predomina é a do mar, remontando às minhas origens”.



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
GASTRONOMIA DA REGIÃO DE LEIRIA ÀS MIL MARAVILHAS...

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publicado por Carlos Gomes às 00:52
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011
FESTIVAL REGIONAL DE GASTRONOMIA DE LEIRIA ARRANCA NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

A Entidade Regional de Turismo de Leiria – Fátima e a Câmara Municipal de Leiria levam a efeito o XIX Festival Regional de Gastronomia de Leiria subordinado ao tema “Às mil Maravilhas”, iniciativa que conta com a colaboração dos municípios de Ourém, Batalha, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós. O certame vai decorrer no Marachão, em Leiria, a partir do próximo dia 26 de Agosto e decorrerá até ao dia 3 de Setembro.

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O tema escolhido constitui uma alusão directa ao Concurso das 7 Maravilhas Gastronómicas ao qual o arroz de marisco da Praia da Vieira se perfila como um dos candidatos favoritos entre os 21 finalistas do referido concurso.

De salientar a extraordinária diversidade gastronómica da região de Leiria – Fátima que reflecte a influência do mar e da serra que a caracterizam e conferem um cunho muito peculiar.

O Festival de Gastronomia deverá contar com a participação de cerca de uma dezena de restaurantes e ainda diversos pavilhões onde o visitante poderá encontrar produtos tradicionais como o mel, licores, vinhos, doçaria e frutas. Estarão também patentes algumas exposições e haverá animação cultural de cariz regional a abrilhantar o certame.



publicado por Carlos Gomes às 12:44
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
Leiria: Diocese impulsiona «testemunho» na sociedade

Divulgados objectivos pastorais para 2011/2012

Leiria, 23 Ago. 2011 (Ecclesia) – A diocese de Leiria-Fátima apresentou os objectivos pastorais para 2011/2012, último ano do projecto iniciado em 2005, no qual “os católicos são convidados a dar testemunho da fé cristã mediante a sua vida quotidiana, inseridos na sociedade”.

Em comunicado assinado pelo Vigário-geral da diocese, padre Jorge Guarda, assinala-se que na recente celebração da dedicação da catedral, o bispo D. António Marto indicou para o ano pastoral o objectivo de “impulsionar os cristãos e suas comunidades a serem testemunhas, sinais vivos de Cristo na sociedade, hoje”.

Como meta específica, a diocese pretende “despertar nos cristãos a consciência da sua missão no mundo em ordem à evangelização e humanização das realidades temporais” e “promover uma espiritualidade e uma formação de compromisso na sociedade em ordem a alcançar a harmonia entre a vida e a fé”.

No próximo ano pastoral, com início em Setembro, outra aposta assumida passa ainda por “desenvolver o apostolado laical, pessoal e social, nos diferentes âmbitos da vida”.

Para 2 de Outubro está marcada uma assembleia diocesana em Leiria, na qual será apresentada a carta pastoral do bispo local e o programa de actividades para a diocese.

OC

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:25
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Sábado, 13 de Agosto de 2011
1.º CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA JÁ TEM COMUNICAÇÕES APROVADAS

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Ourém vai acolher o 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura nos próximos dias 29 e 30 de Outubro. A organização do evento é da responsabilidade do Centro de Património da Estremadura (CEPAE) e da Câmara Municipal de Ourém, contando com a colaboração da Al-Baiaz – Associação de Defesa do Património, da Associação dos Amigos do Mosteiro de Alcobaça e do Património e Desenvolvimento da Nazaré.

A realização do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura reveste-se de elevada importância para o conhecimento da História e do Património para a identidade local e para o desenvolvimento regional.

A área geográfica abrangida pelas comunicações é o Distrito de Leiria e o Concelho de Ourém. Em termos temáticos, comporta as secções de Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural

Entretanto, foram aprovadas as seguintes comunicações a serem apresentadas ao referido Congresso:

ARQUEOLOGIA

"Ruim sítio, ruins ares e vizinhança de brejos": modelização e reconstituição da evolução da lagoa de Óbidos entre o Período Clássico e a Idade Moderna

Drs. Alexandre Monteiro e Sérgio Pinheiro

Reminiscências das sociedades metalúrgicas nalgumas grutas do nordeste estremenho

Dr.ª Ana Graça

Organização política, territórios e economia na transição entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro na Alta Estremadura

Dr. Paulo Félix

O monte do Castelo (Ourém): conhecimentos actuais

Dras. Jaqueline Pereira e Sofia Ferreira

De indígenas a Romanos: o caso da família dos Sulpícios da Região de Leiria

Doutor João Pedro Bernardes

“O Último Pezeiro” – Vivências de uma época na Mata do Urso

Dr.ª Maria Luísa Marques Batalha Santos

O projecto de investigação arqueológica do Núcleo do Castelo de Leiria: enquadramento, objectivos e resultados

Dras. Vânia Carvalho e Isabel Inácio

A Idade do Bronze na Alta Estremadura: depósitos metálicos e sua conexão com o espaço

Doutora Raquel Maria da Rosa Vilaça

Olaria Romana do Morraçal da Ajuda, Peniche: Uma "indústria" da Lusitânia litoral

Drs. Guilherme Cardoso, Eurico Sepúlveda, Severino Rodrigues e Inês Ribeiro

Alguns dados inéditos da pré-história e proto-história dos concelhos de Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, sua correlação com a arqueologia da serra da Lousã e serra da Estrela

Drs. Nuno Ribeiro,Anabela Joaquinito e António S. Pereira

O sitio dos Cortiçais: naufrágio de época romana na costa meridional de Peniche

Doutores Jean-Yves Blot e António Dias Diogo

Roteiros arqueológicos de Peniche-Berlengas, proposta de um projecto

Paulo Costa e Jorge Russo

A villa Romana da Columbeira - Bombarral

Drs. Guilherme Cardoso, Eurico de Sepúlveda, Severino Rodrigues, Inês Ribeiro, Luísa Batalha

Arqueologia no Nordeste do Distrito de Leiria: O Povoado Fortificado de N.ª  S.ª dos Milagres/Castelo Velho - (I.ª  Fase Bronze Final/Bronze Final e I.ª  Idade do Ferro) - Pedrógão Grande

Dr. José Costa Santos

HISTÓRIA

Os Soares Barbosa – Ansianenses ilustres

Eng.º Ricardo Charters d'Azevedo

Autoria e data da Planta de Leiria do início do século XIX

Eng.º Ricardo Charters d'Azevedo

A evolução histórica e administrativa da Alta Estremadura e do Distrito de Leiria

Doutor Saul António Gomes

A Misericórdia do Alvorge no século XVIII

Dr. Manuel Augusto Dias

Óbidos na Casa das Rainhas Medievais de Portugal

Doutora Manuela Santos Silva

Leiria no Séc. XVIII – apontamento para entender a Cidade

Dr.ª Maria da Luz Franco Monteiro Moreira

Epidemias na região de Leiria em meados do século XIX: impacto social, económico e demográfico

Eng.º Carlos Fernandes

Hic sepulta est Mécia Vasques Coutinho: uma beiroa da Corte sepultada na Alta Estremadura

Dr. João António Portugal

Um Castanheirense na Implantação da República

Kalidás Barreto

Os caminhos utilizados na Batalha Real

Cor. Victor Portugal Valente dos Santos

A liderança económica do Norte do Distrito de Leiria nos sécs. XVII e XVIII: Centro de confluências ou de influências?

Dr.ª Margarida Herdade Lucas

O Fabrico de Papel em Figueiró dos Vinhos no século XVII

Eng.º Miguel Portela

Santa Maria da Vitória e o Mosteiro da Batalha: Razões de uma Invocação Régia

Dr. Pedro Picoito

Entraves à ascensão social: Pretensões indeferidas pelo Santo Ofício para Familiares e Comissários. O caso da vila de Pombal e freguesias limítrofes

Dr. Ricardo Pessa de Oliveira.

Alta Estremadura: uma razão cultural e um equívoco político?

Dr. Acácio de Sousa

HISTÓRIA DA ARTE

O Ciclo da água no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Contributo para o estudo dos sistemas hidráulicos na arquitectura medieval portuguesa

Dr.ª Ana Patrícia Rodrigues Alho

A reforma joanina da Batalha: ensaio de reconstituição gráfica

Drs. António Luís Ferreira e Pedro Redol

Duas cercas conventuais da Estremadura joanina em confronto: Tomar e Batalha

Drs. Marisa Oliveira e Pedro Redol

Francisco Maria Teixeira (1842-1889). Esboço biográfico de um original desenhador de arquitectura

Doutor José Francisco Ferreira Queiroz

A torre da Sé de Leiria: da leitura histórica à musealização

Drs. Luciano Coelho Cristino e Marco Daniel Duarte

PATRIMÓNIO CCULTURAL

Itinerários de Cister: património construído e paisagístico nos coutos de Alcobaça

Doutor António Maduro

Alcobaça, Património construído, Ambiguidades,

Dr. Rui Rasquilho

A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira [CMALV] em S. Pedro de Moel como núcleo de um património cultural

Doutora Cristina Nobre

Acção de Manuel Vieira Natividade (1860-1918) na divulgação e salvaguarda do património histórico dos antigos coutos de Alcobaça

Dr.ª Ana Margarida Louro Martinho

Alvaiázere - um património sócio-económico e cultural ancorado na pedra calcária: um contributo para a sua identificação e divulgação

Dr.ª Maria José Marques Rosa de Guanilho Duarte

Da arte sineira à linguagem dos sinos: a relevância de património material e imaterial a preservar. O caso da fundição de sinos da Boca da Mata (Alvaiázere)

Dr.ª Maria Adelaide Furtado

Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia: Um Projecto Museológico Participativo

Drs. Raquel Janeirinho, Rui Venâncio e Jorge Martins

Rendas de Bilros de Peniche

Jorge Amador

Visão Patrimonial de Ourém na perspectiva de gestão autárquica de Turismo e Cultura

Dr. João Fiandeiro Santos e Doutor Luís Mota Figueira

O Museu da Nazaré: da identidade à problematização das representações do mar

Dr. Dóris Santos

Museu do Hospital e das Caldas: uma visão assistencial

Dras. Tânia Jorge e Dora Mendes

PATRIMÓNIO NATURAL

A Vegetação Autóctone dos Concelhos da Alta Estremadura

Prof. Doutor Mário Fernandes Lousã

Dos moinhos de vento às torres eólicas: contextualização do aproveitamento da energia eólica no âmbito do património natural e cultural na região de Sicó

Drs. João Forte, Sérgio Medeiros, Lucinda Silva, Hugo Neves, Gustavo Medeiros, Pedro Alves, Carlos Ferreira, Marise Silva, Cláudia Neves, Hugo Mendes

Dinâmica geográfica e expressão territorial dos valores patrimoniais: o caso particular da paisagem urbana de Pombal

Doutor João Luís Jesus Fernandes



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Sábado, 6 de Agosto de 2011
A PRONÚNCIA DE OURÉM

Para além de constituir uma das marcas de identidade das respectivas gentes, a pronúncia característica de uma determinada região revela também as formas dialectais usadas que antecederam a formação da própria língua como ferramenta de comunicação de toda a comunidade da qual se origina a nação.

À semelhança do que se verifica nas demais regiões do país, também as gentes de Ourém possuem a sua maneira característica de falar que, em situação alguma, deve ser considerada uma forma menos correcta e apropriada de se exprimir. Aqui, o r pronuncia-se de uma forma mais suave em relação a Lisboa e sobretudo a Setúbal, denunciando nestas últimas uma acentuação quase gutural que parece denunciar uma maior influência árabe.

A este propósito, transcrevemos com a devida vénia um interessante artigo publicado no blogue Crónicas do Beco.

Pronunciação dos nomes das árvores

A pronúncia de Ourém é a pronúncia da região de Santarém-Leiria. Um das regras dessa pronúncia é a redução do som "ei" ao som ". Por exemplo, a palavra videira pronuncia-se como vidêra.

Mas não confundir esta forma de pronúncia com a que é usada no Alentejo. No Alentejo, o som "ê" é dito com ênfase e é prolongado: vidêêra; aqui não é assim.

Eis como resulta a pronunciação em algumas árvores:

  • olivêra 
  • noguêra
  • amendoêra
  • maciêra
  • laranjêra
  • figuêra 
  • frêxo

Depois, há nomes de árvores com modificações fonéticas mais profundas, algumas das quais possivelmente endémicas de Ourém e arredores:

  • penhêro (pinheiro)
  • sobrêra (sobreiro) 
  • jambejêro (zambujeiro)
  • ócalipe (eucalipto) 
  • psiguêro (pessegueiro)
  • prêra (pereira)
  • amexiguêra (ameixieira)
  • barbia (bravia, isto é, variedade brava de árvore de fruto)

Por fim, há palavras específicas para designar os estádios juvenis de certas espécies:

  • tenchão – oliveira jovem ou muito jovem
  • carrasquêro – arbusto do género Quercus (uma carrasqueira ou, então, um carvalho, sobreiro ou azinheira jovens)
  • carvalhiça – um carrasquêro muito jovem e de reduzida dimensão (geralmente com menos de 20 cm)

Fonte: Crónicas do Beco, em http://cronicasdobeco.blogspot.com/



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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
OURÉM PARTICIPA NO FESTIVAL REGIONAL DE GASTRONOMIA DE LEIRIA

A Entidade Regional de Turismo de Leiria – Fátima e a Câmara Municipal de Leiria levam a efeito o XIX Festival Regional de Gastronomia de Leiria subordinado ao tema “Às mil Maravilhas”, iniciativa que conta com a colaboração dos municípios de Ourém, Batalha, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós. O certame vai decorrer no Marachão, em Leiria, a partir do próximo dia 26 de Agosto e decorrerá até ao dia 3 de Setembro.

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O tema escolhido constitui uma alusão directa ao Concurso das 7 Maravilhas Gastronómicas ao qual o arroz de marisco da Praia da Vieira se perfila como um dos candidatos favoritos entre os 21 finalistas do referido concurso.

De salientar a extraordinária diversidade gastronómica da região de Leiria – Fátima que reflecte a influência do mar e da serra que a caracterizam e conferem um cunho muito peculiar.

O Festival de Gastronomia deverá contar com a participação de cerca de uma dezena de restaurantes e ainda diversos pavilhões onde o visitante poderá encontrar produtos tradicionais como o mel, licores, vinhos, doçaria e frutas. Estarão também patentes algumas exposições e haverá animação cultural de cariz regional a abrilhantar o certame.



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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
OURÉM ORGANIZA 1.º CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA

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Ourém vai acolher o 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura nos próximos dias 29 e 30 de Outubro. A organização do evento é da responsabilidade do Centro de Património da Estremadura (CEPAE) e da Câmara Municipal de Ourém, contando com a colaboração da Al-Baiaz – Associação de Defesa do Património, da Associação dos Amigos do Mosteiro de Alcobaça e do Património e Desenvolvimento da Nazaré.

A realização do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura reveste-se de elevada importância para o conhecimento da História e do Património para a identidade local e para o desenvolvimento regional.

A área geográfica abrangida pelas comunicações é o Distrito de Leiria e o Concelho de Ourém. Em termos temáticos, comporta as secções de Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural.

Para assistir ao Congresso, as inscrições devem ser efectuadas através do e-mail congressoaltaestremadura@gmail.com até ao próximo dia 1 de Outubro, mediante o pagamento de 5 euros, devendo ser indicados o nome, morada, telefone, endereço de e-mail e profissão. As inscrições até ao dia 15 de Outubro são aceites, com penalização de mais 5 euros. Encontram-se isentos de pagamento, os participantes com comunicação, estudantes, desempregados e pensionistas com pensões inferiores ao salário mínimo.

Fonte: http://www.alta-estremadura.net/index.html



publicado por Carlos Gomes às 09:23
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Domingo, 29 de Maio de 2011
Carta ao Perú dos Olivais

 Acacio_Paiva

1ª Carta

Adorada perua:

Há três dias que, adiante do patrão,

Ando de rua em rua

Não sei por que razão.

Como tu viste, o homem resolveu

Fazermos em Lisboa a consoada,

Para me divertir, suponho eu.

Porém, se adivinhasse esta estopada,

Tinha-lhe dito logo que não vinha,

Tanto mais, tanto mais, não vindo tu,

Minha peruazinha,

Por quem morre de amor o teu peru.

 

2ª Carta

Meu anjo…Escrevo agora na cozinha

Duma senhora muito delicada,

Que me tem dado esplêndida papinha

Assim como a criada.

Há pouco ainda (ora imagina, filha!)

Deram-me até um copo de Bucelas

Que me adoçou muitíssimo as goelas,

E é uma verdadeira maravilha.

Mas Deus queira, Deus queira,

Como só bebo água lá em casa,

Que não me faça mal à mioleira,

E que eu não fique com o grão na asa.

Amanhã te direi o que é passado.

Recebe mil bicadas cordiais

Do teu apaixonado

 

3ª Carta

Querida. Água a ferver…Uma panela

Ao pé dum alguidar…Tenho receio…

Fala-se em cabidela

E em peru de recheio…

Afia-se uma faca…Ó céus! Que horror!

O monco já me cai…Nunca supus…

Que é isto, meu amor?

Ai Jesus. Ai Jesus!

Já tenho as pernas presas…

Tolda-se a vista…Engasgo-me…Agonizo…

Tremem-me as miudezas…

Turva-se-me o juízo…

Adeus: Recebe o último glu-glu

E os corais

Do in…fe…liz

Pe…ru dos O…li…vais

 

PAIVA, Acácio de. in "Fábulas e Historietas"

Acácio de Paiva nasceu em Leiria, em 1863 e faleceu na sua casa da Quinta das Conchas, na Freguesia do Olival, em Ourém, em 29 de Novembro de 1944)

Era licenciado em Farmácia. Foi poeta, jornalista, humorista, crítico. Dirigiu a “Ilustração Portugueza”



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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