Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Terça-feira, 12 de Maio de 2015
ALCANENA FESTEJA DIA DA ESPIGA



publicado por Carlos Gomes às 13:45
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014
OFERTAS DE EMPREGO GIP DE OUREM (23 DE SETEMBRO)

A INSIGNARE tem a funcionar desde maio de 2012, um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) cujo objetivo é trazer para mais perto da população algumas das valências do IEFP- Centro de Emprego e Formação Profissional do Médio Tejo Serviço de Emprego de Tomar. Realizamos serviços de apoio a pessoas em situação de desemprego e a empresas através de medidas do IEFP.

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Cantoneiro de limpeza (M/F) ref. 588471522.IEFP – NSPiedade - Descrição do Perfil: Fazer todas as tarefas inerentes a função no setor de recolha de rsus e limpeza urbana.

Caixa Bancário ou similar (M/F) ref.588471465. IEFP – Fátima- Descrição do Perfil: Esta oferta obriga a que o candidato esteja inscrito como desempregado no Centro de Emprego e se encontre nas situações legalmente previstas na medida estimulo emprego. Pretende-se pessoa dinâmica com espirito de negócio, organizada e interessada.

 Trabalhador de limpeza em escritórios hotéis e outros estabelecimentos (M/F) ref.588471166.IEFP – Fátima -Descrição do Perfil: Executar o trabalho de limpeza e tratamento das louças vidros e outros utensílios de mesa e cozinha e equipamentos usados no serviço de refeições por cuja conservação é responsável, coopera na execução de limpezas e arrumações da seção.

Empregado de mesa (M/F) Ref. 588471144.IEFP - Fátima - Descrição do Perfil: Empregado de restaurante e bar organizar preparar e executar o serviço de restaurante /Bar respeitando as normas de higiene e segurança em estabelecimento de restauração e bebidas integrado em unidade hoteleira, em cooperação com os demais elementos da equipa, com vista a garantir um serviço de qualidade e satisfação do cliente.

Empregado de mesa (M/F) Ref: 588470975.IEFP – Fátima - Descrição do Perfil: Atendimento aos clientes registar e servir os pedidos.

Trabalhador de limpeza em escritórios hotéis e outros estabelecimentos (M/F) ref.588470758.IEFP – Fátima -Descrição do Perfil: Limpeza de quartos e serviço de pequenos-almoços, limpeza e higienização dos quartos, lavagem das áreas inerentes, lavandaria, serviço ao cliente das áreas inerentes, capacidade de gerir toda a cozinha.

Empregado de bar (M/F) Ref: 588470447.IEFP – FÁTIMA - Descrição do Perfil: Esta oferta obriga a que o candidato esteja inscrito como desempregado no Centro de Emprego e se encontre nas situações legalmente previstas na medida estimulo emprego.Profissional para trabalhar num café pastelaria com facilidade de comunicação com os clientes, capacidade de trabalho em equipa mesmo em situação de maior afluência de clientes.

Operador de caixa (M/F) Ref: 588470440.IEFP – FÁTIMA - Descrição do Perfil: Esta oferta obriga a que o candidato esteja inscrito como desempregado no Centro de Emprego e se encontre nas situações legalmente previstas na medida estimulo emprego. Pessoa dinâmica e com vontade de comunicar com os clientes, simpatia e com espírito de equipa.

Lavadeiro e engomador de roupa (M/F) Ref: 588470050 IEFP –UF Matas e Cercal- Descrição do Perfil: Indiferenciado/a para lavandaria industrial e para dobrar roupa.

Serralheiro Civil (M/F) Ref: 588469945.IEFP – Caxarias - Descrição do Perfil: Com experiência mínima de 5 anos.

Soldador (M/F) Ref: 588469942.IEFP – Caxarias- Descrição do Perfil: Com experiência mínima de 5 anos.

Cozinheiro (M/F) Ref: 588469469.IEFP – UF Rio de Couros e Casal dos Bernardos- Descrição do Perfil: Cozinheiro para trabalho a tempo parcial (6h dia).

EP Técnico Superior de Serviço Social, (M/F) Nível 6 - ref EP/SS/23/09 - Olival Entidade procura 2 candidatos (as) para Estágio Emprego. Enviar CV para tempafirmativo@hotmail.com

EP Técnico de Cozinha Pastelaria Nível 4 – Ref EP/CPZ1/23/09 - Cercal - Entidade procura 1 candidato (a) para Estágio Emprego. Enviar CV para gip@insignare.pt até 30 setembro.

EP Técnico de Restaurante Bar Nível 4 – Ref EP/RB1/23/09 - Cercal - Entidade procura 1 candidato (a) para Estágio Emprego. Enviar CV para gip@insignare.pt até 30 setembro.

EP Técnico de Cozinha Pastelaria Nível 4 – Ref EP/CPZ2/23/09 - Fátima- Entidade procura 1 candidato (a) para Estágio Emprego. Enviar CV para gip@insignare.pt até 30 setembro.

EP Técnico de Restaurante Bar Nível 4 – Ref EP/RB1/23/09 - Fátima - Entidade procura 1 candidato (a) para Estágio Emprego. Enviar CV para gip@insignare.pt até 30 setembro.

EP SHST Nível 6  (M/F) Ref. Jornal RL 22/09 - Fátima

A Matceramica, uma das maiores fábricas de Cerâmica Utilitária na Europa de produção de louça Utilitária e Decorativa com exportação, especialmente, direcionada para países Europeus e E.U.A pretende reforçar a sua equipa da com a admissão de: ESTAGIÁRIO (A) ÁREA DE SHST. Com reporte ao Departamento de Produção Recursos Humanos / SHST a presente função implica Realização de Auditorias de SHST; Proporcionar formação aos colaboradores na área Riscos Profissionais, Organização da Emergência e Máquinas, Elaborar check list de verificação dos Equipamentos de Trabalho, Processo de Consulta aos Trabalhadores, Atualizar procedimentos ao nível de SHST entre outras. Procuramos preferencialmente candidatos com Licenciatura em Engenharias (Mecânica, Eletrotécnica e áreas afins); CAP nível V em SHST; CAP de Formador, Sem experiência profissional; Residência numa área geográfica de 20 km; Domínio de Legislação de SHST, Bons conhecimentos de Informática, nomeadamente, aplicações Office; Dinâmico e Proativo, Disponibilidade e Responsável e Capacidade de Análise e Resolução de Problemas. É requisito obrigatório cumprir com os requisitos para a realização de estágio profissional financiado pelo IEFP. Envie o seu C.V. para acompanhado de foto: rh@matceramica.com

Técnico de Montagem (M/F) Ref FH 23/09 – Maceira - Empresa do sector da metalomecânica procura jovem recém-formado na área da electromecânica para a Maceira. Enviar CV com indicação de Referencia R/9034/14 para:   R/9034-14@factorh.pt

Ajudante de Electricista para a zona de (M/F) Ref GJ 23/09 – Leiria/Batalha - Habilitações literárias ao nível do 12ºano de escolaridade (eliminatório); Experiência em funções similares; Conhecimentos de electricidade; Ambição; Dinamismo; Assiduidade/Pontualidade; Espirito de equipa; Disponibilidade horária e imediata. Condições: Vencimento Base 500€ + 4.27€ Subsidio de Alimentação + Proporcionais Disponibilidade para fazer horas Extras. Contacto patricia.candido@greatjob.pt

Responsável de exportação (M/F) Ref. Jornal RL 22/09 – Leiria - Seja o Responsável de Exportação de uma prestigiada empresa da Indústria Alimentar com sede em Leiria. Terá a seu cargo a dinamização do negócio no mercado internacional e a prospecção e acompanhamento de novos clientes. Deve possuir formação superior e experiência na função, preferencialmente no sector alimentar. É fundamental que tenha disponibilidade para deslocações frequentes para o estrangeiro, seja fluente em Inglês e possua conhecimentos de Espanhol e Francês. Este projeto proporciona um desafio interessante e perspetivas de evolução de carreira numa empresa em forte expansão. Enviar Curriculum Vitae para: Apartado 71 – 2426-998 Monte Redondo.

Empregado (M/F) Para café. Ref. Jornal RL 22/09 – Colmeias. Precisa-se com experiência. Zona de Colmeias. Resposta para o Tel. 914 589 327.

Técnico (M/F)  Ref. Jornal RL 22/09 – Leiria -  Gabinete de contabilidade em Leiria, admite

Com experiência. Preferência com conhecimentos de ARTSOFT. Enviar currículo para rh@lisdados.com

Motorista de Pesados (M/F).Ref. Jornal RL 22/09 – Batalha - Empresa de transportes especiais, com instalações na batalha, admite. Perfis pretendidos: – Experiência em equipamentos pesados; – Habilitação de CAM e CQM; – Disponibilidade imediata; – Sentido de Responsabilidade e Dinamismo; – Facilidade de Comunicação. Oferece-se: – Vencimento base em função da experiência demonstrada; – Entrada imediata. Marcação de entrevista 244 766 077.

 Afinador Máquinas Vidragem (M/F). Ref. Jornal RL 22/09 – Batalha - A Matceramica, uma das maiores fábricas de Cerâmica Utilitária na Europa de produção de louça Utilitária e Decorativa com exportação, especialmente, direcionada para países Europeus e E.U.A. pretende reforçar a sua equipa da Produção com a admissão  de afinador Máquinas de vidragem. Com reporte ao Departamento de Produção II a presente função implica a afinação e regulação de máquinas de vidragem automática rotativas por referência de produto e respetivo acompanhamento da máquina em termos de qualidade e produtividade. Procuramos, de preferência, candidatos com experiência mínima em funções similares; valorizamos conhecimentos do processo cerâmico; Proatividade, Dinamismo, Organização, Resiliente e com Disponibilidade imediata. Condições de trabalho e de Formação atrativas e integração em empresa sólida e dinâmica. Envie o seu C.V. para acompanhado de foto: rh@matceramica.com

Técnico Comercial (M/F) Ref. Jornal Mir 22/09 - Torres Novas

Empresa Multinacional, com actividade de comércio siderúrgico recruta, com o intuito de reforçar a sua Equipa de Vendas, colaborador com o seguinte perfil: Disponibilidade imediata; Habilitações ao nível 12 ano; Idade até 35. Oferece-se: Vencimento base compatível com experiência apresentada + Remuneração variável, Viatura de Serviço.

Colaborador departamento da qualidade/certificação (M/F) Ref. Jornal Mir 22/09 - Alcanena

O Centro Tecnológico das Indústrias do Couro admite colaborador: Implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade, Segurança Alimentar, Ambiente e Segurança, Marcação CCE

Perfil: Formação superior em Gestão ou Engenharia; Experiência mínima de 3 anos em funções idênticas; Vocação para a área comercial; Residência na região. Envie o seu Curriculum Vitae para: CTIC - Centro Tecnológico das Indústrias do Couro. Rua da Estiveira – S. Pedro - Apartado 158 / 2384-909 Alcanena Telefone: (+351) 249 889 190 / email: alcinomartinho@ctic.pt



publicado por Carlos Gomes às 21:21
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
ALCANENA MOSTRA “SERRAS OUTRORA SUMERSAS” DA NOSSA REGIÃO

O Centro Ciência Viva do Alviela promove, no próximo dia 7 de setembro, sábado, a partir das 9:00h, a atividade “Serras Outrora Submersas”, no âmbito das atividades do programa Ciência Viva no Verão, promovido pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

Numa viagem ao longo de vários milhões de anos, pretende dar-se a conhecer a formação do Maciço Calcário Estremenho, passando pelo período em que o nível médio das águas do mar tornava esta área submersa, até à formação de majestosas serras ladeadas por imponentes escarpas, onde hoje disfrutamos de paisagens de rara beleza integradas no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Aconselha-se o uso de vestuário e calçado confortável e proteção adequada para o sol e o calor. Durante a ação será efetuada uma paragem para almoço, sendo aconselhável levar uma refeição ligeira.

A inscrição é obrigatória, devendo ser efetuada no site www.cienciaviva.pt.



publicado por Carlos Gomes às 12:56
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
GEOMETRIA DAS PALAVRAS: Diferente entre gente e Homens de referência…

OPINIÃO

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Ao longo da vida crescemos pelo convívio com pessoas que se cruzam no nosso percurso de vida, e com quem aprendemos a consolidar os pilares da estrutura pessoal.

Na semana passada faleceu o Padre Abílio Franco. Pároco durante largas décadas na paróquia de Alcanena (terra da minha família materna). Homem íntegro, humano, defensor dos valores do catolicismo, mas, simultaneamente, destemido nas laços que estabeleceu entre a fé e os homens e mulheres de carne e osso.

Há 35 anos o pároco de Ourém recusou o meu baptismo, pelo simples facto dos meus pais, somente (?), serem casados pelo registo civil. O Padre Abílio Franco quando conheceu a situação logo se prontificou a proporcionar à minha família, e a mim, esse momento simbólico. O baptismo. Pelas suas mãos, pelas mãos de um servo de Deus, fui recebido na igreja, confirmando neste acto, o cumprimento da missão que Jesus Cristo deixou ao mundo.

São homens como o Padre Abílio Franco, humildes, disponíveis, simples, que credibilizam as instituições. Neste caso específico, ligando afectuosa e espiritualmente, o Homem aos valores do Humanismo, pelo que de mais puro o mesmo comporta, e se assume nos evangelhos, na Bíblia.

Curiosamente, ou não (lá está), os meus pais acabaram por se unir à luz da igreja católica, 10 anos depois de eu ser baptizado. Obviamente, que pelas mãos do Padre Abílio Franco, numa cerimónia onde as palavras sagradas confirmaram aquilo que a sociedade, há muito, já tinha assumido como um dado adquirido.

Esta reflexão pessoal, mas decerto comum a alguns leitores, transporta-nos para outras questões. Há Homens que se encontram ao serviço das organizações, das instituições, e que a elas se dedicam. Outros há, que, das organizações a que pertencem, pouco ou nada acrescentam. Na função pública, no sector privado, na igreja, nas funções liberais, há Homens que nem sempre honram as nobres funções profissionais, que lhes estão sujeitas.

Porém, na vida, e até que a nossa memória se apague, recordamos Homens como o Padre Abílio Franco. Homens à frente do tempo, de generosidade reconhecida, que com estima e saudade, deixam a sociedade mais pobre com o seu desaparecimento físico. Outros há, que, serão esquecidos, ou, lembrados pelas piores razões. Também, assim é o mundo, justo...

João Heitor



publicado por Carlos Gomes às 05:00
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
CONCURSO DE FOTOGRAFIA VAI DAR A CONHECER O RIBATEJO RURAL

Em resposta ao desafio lançado pela Rede Europeia de Desenvolvimento Rural, a Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN) vai participar no concurso de fotografia “Images of Rural Europe”, que visa promover e celebrar o desenvolvimento rural da Europa.

Neste âmbito, a ADIRN vai desenvolver a nível local o concurso de fotografia “Vivências Rurais do Ribatejo Norte”, o qual tem como principais objetivos reunir uma gama diversificada de fotografias que reflitam a vida rural nos seis concelhos do Ribatejo Norte, concretamente Alcanena, Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, valorizar a fotografia enquanto forma de expressão artística, estímulo da criatividade daqueles que se dedicam ao prazer de captar imagens, bem como sensibilizar a população para as questões do Meio Rural.

Para conhecer o regulamento do concurso basta aceder ao site da Rede Rural Nacional (RRN) em www.rederural.pt



publicado por Carlos Gomes às 09:40
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
OURÉM: COMPANHIA DE TEATRO “FATIAS DE CÁ” LEVA À CENA “A MENINA INÊS PEREIRA” NA QUINTA DO MONTALTO

A Companhia de Teatro Amador “ Fatias de Cá” vai levar à cena, no próximo dia 18 de Fevereiro, a partir das 17h, a peça de Teatro “A Menina Inês Pereira”, a partir da obra “A farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente. O palco vai ser a Quinta do Montalto, na freguesia do Olival. Este espetáculo insere-se na parceria que esta companhia de teatro estabeleceu com a ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, no âmbito do Projeto Histórias Decantadas.

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A ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, é uma associação sem fins lucrativos, com intervenção nos concelhos de Alcanena, Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. A ADIRN encontra-se neste momento a organizar uma série de espetáculos em parceria com a companhia de Teatro Amador “ Fatias de Cá”.

Apresenta entre as suas áreas de intervenção, a cooperação para o desenvolvimento rural, tendo neste âmbito aprovados alguns projetos, nomeadamente o das “Histórias Decantadas”. Este projeto pretende agregar a cultura e tradições rurais aos produtos e recursos locais. Esta conjugação permite a criação de produtos culturais, sob a forma de espetáculos interativos, que serão apresentadas de maneira inovadora em locais singulares. No projeto “Histórias Decantadas”, pretende-se que a cultura associada aos produtos e recursos locais fomente um processo de criação artística, tendo como resultado o fortalecimento da identidade e visibilidade dos territórios, fornecendo-lhe reconhecimento e sentido de pertença e que seja um agente de identificação pessoal e social, um modelo que integra segmentos sociais e geracionais, numa lógica que desperta as capacidades internas dos indivíduos e dos territórios, fomentando a interação entre entidades e grupos locais, numa forma de mutualizar recursos e expandir as potencialidades.

A imagem mostra um aspeto da residência da Quinta do Montalto



publicado por Carlos Gomes às 19:38
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
GOVERNO VAI FECHAR TRIBUNAIS

Foto: http://gloriaishizaka.blogspot.com/

Depois das escolas, hospitais e centros de saúde, chegou agora a vez de se encerrarem os tribunais. A reorganização prevista do mapa judiciário visa a extinção de perto de meia centena de tribunais. No Distrito de Santarém poderão vir a encerrar os tribunais de Alcanena, Mação e Ferreira do Zêzere.

Numa altura em que recrudesce a criminalidade associada entre outros aspetos ao agudizar da crise económica e de valores, vão ser menos os tribunais para despachar os processos e tornar a Justiça menos morosa. Após os tribunais, o que se seguirá?



publicado por Carlos Gomes às 23:13
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
COMPANHIA DE TEATRO “FATIAS DE CÁ” APRESENTA “A MENINA INÊS PEREIRA” NA ADEGA DIVINIS, EM OURÉM

A Companhia de Teatro Amador “ Fatias de Cá” vai levar à cena, no próximo dia 4 de Fevereiro, a partir das 17h, a peça de Teatro “A Menina Inês Pereira”, a partir da obra “A farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente. O palco vai ser a Adega Divinis – Agroprodutos de Ourém, S.A. Este espetáculo insere-se na parceria que esta companhia de teatro estabeleceu com a ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, no âmbito do Projeto Histórias Decantadas.

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A ADIRN é uma associação sem fins lucrativos, com intervenção nos concelhos de Alcanena, Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Apresenta entre as suas áreas de intervenção, a cooperação para o desenvolvimento rural, tendo neste âmbito aprovados alguns projetos, nomeadamente o das “Histórias Decantadas”. Este projeto pretende agregar a cultura e tradições rurais aos produtos e recursos locais.

Esta conjugação permite a criação de produtos culturais, sob a forma de espetáculos interativos, que serão apresentadas de maneira inovadora em locais singulares. No projeto “Histórias Decantadas” pretende-se que a cultura associada aos produtos e recursos locais fomente um processo de criação artística, tendo como resultado o fortalecimento da identidade e visibilidade dos territórios, fornecendo-lhe reconhecimento e sentido de pertença e que seja um agente de identificação pessoal e social, um modelo que integra segmentos sociais e geracionais, numa lógica que desperta as capacidades internas dos indivíduos e dos territórios, fomentando a interação entre entidades e grupos locais, numa forma de mutualizar recursos e expandir as potencialidades. A ADIRN Encontra-se neste momento a organizar uma série de espetáculos em parceria com a companhia de Teatro Amador “ Fatias de Cá”.



publicado por Carlos Gomes às 22:20
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
DEPUTADO SOCIAL-DEMOCRATA ABÍLIO RODRIGUES ABORDOU EM 1987, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, AS CARÊNCIAS DA NOSSA REGIÃO NOMEADAMENTE NA ÁREA DA SAÚDE

Na sessão plenária da Assembleia da República realizada em 12 de Fevereiro de 1987, o deputado social-democrata Abílio Rodrigues fez uma intervenção na qual abordou aspetos de interesse para a nossa região, incluindo o Concelho de Ourém. Falou de saúde, hospitais, ensino e outras áreas de desenvolvimento regional. A referida reunião plenária foi então presidida pelo Dr. Marques Mendes. Porque alguns dos temas que o deputado Abílio Rodrigues referiu, aliás muito aplaudido pelos membros da sua bancada, se revelam ainda bastante atuais, decidimos recordar a sua intervenção, transcrevendo-a diretamente do Diário da Assembleia da República.

 

"O Sr. Abílio Rodrigues (PSD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Período de antes da ordem do dia tempo disponível para, de modo construtivo, se reflectir sobre questões importantes - sobretudo de âmbito nacional ou regional -, mas que alguns aproveitam mais para o ataque, para o colher de eventuais dividendos juntos de clientelas políticas.

Pensamos mesmo que, talvez pelo recorte das intervenções a que aqui vamos assistindo, amiudadamente, sob esta figura regimental, o seu conteúdo vem perdendo importância e peso, quase caminhando mais para um ritual que se tem de cumprir, do que para algo a que entidades ou o próprio poder deveriam ter em atenção e responder.

Na esperança de que esta minha intervenção ainda toque os centros adequados, falarei sobre o meu distrito, o de Santarém. Do que se faz e do que tem de ser feito. Do presente e do futuro.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O PIDDAC (Plano de Investimentos e Desenvolvimento da Administração Central) para 1987 contempla verbas apreciáveis para múltiplos sectores da actividade do distrito. Existem verbas para a educação: Escola Preparatória de Santarém, Escola Preparatória de Torres Novas e Escola Superior de Tomar. Existem verbas para a saúde: Centros de Saúde do Entroncamento e Ourém. Existem verbas para as vias de comunicação: estradas nacionais entre Batalha e Fátima, entre Ourém e Fátima, entre Infantado e Monte da Barca, variante da estrada nacional n.º 1, entre Asseiceira e Alto da Serra. Existem verbas para centros de formação profissional em Tomar e Santarém. Existem verbas para quartéis de bombeiros para Constância e para a Barquinha. Existem verbas para o Tribunal de Coruche.

Saudámo-las, sem que isso signifique que a região tem o que precisa e merece, pois ela, a nosso ver, exige mais; exige mesmo bastante mais, quando comparada com outras zonas do País e quando avaliada em termos da sua potencialidade e do seu possível contributo para a economia e para a riqueza nacionais. E também o bem-estar da sua população exige mais dentro do todo que, racionalmente, há para distribuir.

Sabemos quanto é fácil pedir e compreendemos quanto é difícil satisfazer. Mas isso não nos impede, contudo, de reflectir construtivamente sobre carências, já que o fazemos para bem e por bem.

No campo da saúde, é certo que no distrito foram investidos recentemente alguns milhares de contos em construções hospitalares, nomeadamente em Santarém e Abrantes, mas subsistem algumas roturas na assistência prestada pelo Hospital de Torres Novas, cuja capacidade está mais do que esgotada, e no Hospital de Tomar, cujas instalações, altamente deficientes, só terão solução com a construção de um novo hospital. Cada uma destas instalações hospitalares tem a sua área própria de captação de doentes, não sendo possível drenar estes para o Hospital de Abrantes, pese embora a sua capacidade excedentária.

No sector dos cuidados primários existem, ainda e também, carências apreciáveis no distrito, sendo urgente a construção de novos centros de saúde no Cartaxo e em Coruche.

Pensamos mesmo que a saúde, hoje, em Portugal é um tema importante a reflectir e a merecer respostas corajosas. Acreditamos que dispomos de bons médicos, mas o salto tecnológico verificado nos últimos anos nos meios de diagnóstico e de tratamento continua sem beneficiar a maioria do povo português. E interrogamo-nos muitas vezes por que não se compra (por ser cara) aparelhagem da ordem das dezenas de milhar de contos que pode inverter completamente a «percentagem de vida» de doentes, enquanto algum sector empresarial do Estado vai, calmamente, absorvendo por ano milhões de contos em indemnizações compensatórios e investimentos, enquanto se mantêm, por critérios políticos, empresas ou actividades inviáveis que não deixam o País partir à procura de uma melhor qualidade de vida.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador: - No âmbito da educação, o distrito tem progredido a bom ritmo, sendo de realçar a recente entrada em funcionamento do Instituto Politécnico de Tomar (com três cursos) e o alargamento do campo de acção do Politécnico de Santarém, com a abertura da Escola Superior de Educação e da de Gestão. Mas este grau de ensino tem que alastrar a outras zonas do distrito, nomeadamente a Abrantes, o que acreditamos poder o Governo propiciar com alguma celeridade.

No campo do ambiente, alguns passos importantes foram dados pelo actual Governo, avançando-se, finalmente (assim o esperamos), para a resolução do grave

problema da poluição do rio Alviela, subsistindo, contudo, situações gravíssimas de poluição dos rios Almonda, Rio Maior e Nabão, que têm de começar, imediatamente, a ser resolvidas. Dispomos para o efeito de um sector eficaz e dinâmico no Governo; temos uma nova lei de bases do ambiente; temos de poder dispor de algumas verbas para começar.

Quanto a vias de comunicação, temos uma visão crítica da situação, já que, em nosso entender, o distrito merece um tipo de tratamento radicalmente diferente do que vem sucedendo desde há vários anos. Em nosso entender, há milhões de contos investidos e previstos investir em regiões cuja rendibilidade global para o País e cujos benefícios para a massa total de utentes que toca são bastante inferiores às que derivariam de um investimento da mesma ordem de grandeza no distrito de Santarém.

As vias de ligação à Europa são importantes, sem dúvida! Mas as ligações entre regiões do País não serão mesmo mais prioritárias?

Ligar centros pobres e enfraquecidos economicamente com centros mais desenvolvidos é imprescindível como acção correctora das assimetrias regionais. Mas as ligações de regiões potencialmente ricas com outras já desenvolvidas serão menos prioritárias que aquelas?

Julgamos existirem razões para as interrogações que colocamos, tomando como base a situação actual do distrito de Santarém quanto a vias de comunicação.

Não queremos culpar ninguém; nem o passado, nem muito menos o presente, que dá sinais de mudança e de esperança. Mas não podemos calar quando vislumbramos, num horizonte próximo, uma via rápida (ou equivalente) ligando Santarém a Lisboa e enquanto centros importantes como Santarém, Coruche, Abrantes, Mação, Tomar, Torres Novas, Ourém, Ferreira do Zêzere e Alcanena não disponham, entre si e com Lisboa, de estradas rápidas, embora reconheçamos e assinalemos que já alguma coisa está a ser feita nesse sentido.

Também as ligações ferroviárias entre várias zonas do distrito e destas com Lisboa ou Coimbra necessitam de uma reflexão profunda e urgente. O eixo Santarém-Lisboa ganha rapidamente características de tráfego suburbano, necessitando de tratamento adequado. As ligações ferroviárias entre Tomar-Lisboa e Abrantes-Lisboa, por exemplo, merecem já hoje uma melhor resposta da oferta.

Também é chegada a hora de se reflectir sobre as ligações aéreas. Um pólo de grande atracção, como é Fátima, aliado a uma vasta zona de potencialidade turística que lhe está adjacente, merece um aeródromo e que, de uma vez para sempre, se resolva a abertura, ou não, ao serviço público do aeroporto militar de Monte Real.

O arrastar de uma decisão sobre esta matéria só tem servido para invalidar o avanço de outras soluções.

Sabemos que o actual Governo não pactua com situações de impasse e com indecisões e estamos seguros de que desta vez se irá saber se a região irá dispor do aeroporto de Monte Real ou se, em alternativa, se terá de pensar num aeródromo civil de tipo regional. Não reivindicamos, nem privilegiamos esta ou aquela solução; só pedimos que se enverede abertamente por uma.

A agricultura é, no distrito de Santarém, o mais importante sector de actividade e o que mais perspectivas oferece no futuro. Dispõe o distrito das mais ricas terras do Pais, o que só por si será aspecto suficiente para se apostar fortemente na sua modernização, de se apostar no investimento nos variados aspectos da sua vida.

Impõe-se com urgência um plano de desenvolvimento agrícola para a Região inserido num contexto mais alargado de um plano integrado de desenvolvimento regional.

Plano único para todo o distrito ou um plano para cada uma das sub-regiões: Lezíria e Médio Tejo? O que é importante é que surja, com brevidade, algo que faça explodir uma região que tem de ser despertada para bem do País.

Nós acreditamos!

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Pertencer a um partido como o PSD permite-nos apoiar inteiramente o Governo, sem, contudo, estarmos inibidos de lhe apontar as opiniões e os caminhos mais prementes, que vamos tirando dos contactos estreitos que mantemos com as populações. É mesmo o nosso dever como deputados de um partido que se reclama, e é, verdadeiramente, social-democrata.

E quando temos pela frente um Governo receptivo e disposto a governar por inteiro, um Governo eficaz, é altura de, por isso mesmo, o aproveitar e lhe pedir mais e melhor para uma boa região onde vale a pena apostar."



publicado por Carlos Gomes às 01:08
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
UTENTES DA SAÚDE DO MÉDIO TEJO RECEIAM ENCERRAMENTO DE EXTENSÕES DE SAÚDE NO INÍCIO DO PRÓXIMO ANO

MAIS DIFICULDADES NO ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE VÃO PROVOCAR MAIS SOFRIMENTO AOS DOENTES E À POPULAÇÃO EM GERAL

Com tanto desemprego é inadmissível, o anunciado encerramento de alguns serviços de saúde de proximidade, a partir de 1 de Janeiro, por falta de enfermeiros e administrativos!

É com séria apreensão que a CUSMT constata que há o sério perigo de muitas Extensões de Saúde da Região do Médio Tejo (e não só) encerrarem a partir de 1 de Janeiro. Os concelhos mais afectados serão Abrantes, Ourém, Torres Novas e Alcanena.

Dos diversos contactos com responsáveis da saúde, nomeadamente com o Vice-Presidente da ARSLVT, Dr. Luís Pisco, feitos recentemente por estruturas de utentes, autarcas e sindicatos, apenas se pode concluir que não há solução para a substituição dos profissionais (médicos, enfermeiros e administrativos) cujos contratos de prestação de serviços acabam no fim do ano (alguns por imposição de normas governamentais).

Hipocritamente o Ministério da Saúde aumenta as taxas moderadoras dizendo, entre outros argumentos, que é para moderar o acesso às urgências hospitalares, como não soubesse que não há cuidados de saúde de proximidade suficientes. A situação tende a piorar a breve prazo, com a impossibilidade de manter abertas dezenas de Extensões de Saúde por falta de recursos humanos e, eventualmente, com o levantamento de obstáculos no acesso às urgências hospitalares do CHMT, cuja reorganização foi anunciada e com a qual não concordamos se afectar a qualidade e proximidade.

Há quem defenda que a centralização de serviços melhora a sua qualidade. Puro engano, pois a facilidade de acesso também é o factor para avaliar da qualidade. Com populações envelhecidas e solitárias, com poucos rendimentos, sem transporte próprio e/ou público, e com portagens rodoviárias,… a prestação de cuidados de saúde fica prejudicada. Mais, vai aumentar o sofrimento das pessoas e vai crescer a médio prazo a despesa do SNS.

Alertamos todos os autarcas do Médio Tejo para a possibilidade de os responsáveis locais, regionais e nacionais poderem pôr em prática a política do “facto consumado”. Encerram serviços sem aviso prévio e sem qualquer tentativa de procurar alternativas para minorar as nefastas consequências para as populações.

Promoveremos e apoiaremos (p. e. na TERÇA-FEIRA, das 18,30 às 21,00 horas, vai realizar-se uma VIGILIA em MONTALVO, concelho de Constância) todas as iniciativas que visem o reforço da prestação de cuidados de saúde de proximidade.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

Médio Tejo, 19.12.2011



publicado por Carlos Gomes às 22:56
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA: UM CONTO DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

 

JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA

(Premiado pela Câmara Municipal de Alcanena)

Numa pequena cidade nortenha, o João Pirisca contemplava embevecido uma montra profusamente iluminada, onde estavam expostos muitos dos presentes e brinquedos alusivos à quadra festiva que por todo o Portugal se vivia. Com as mãos enfiadas nos bolsos das calças gastas e rotas, parecia alheio ao frio cortante que se fazia sentir.

Os pequenos flocos de neve, quais borboletas brancas que se amontoavam nas ruas, iam engrossando o gigantesco manto branco que tudo cobria. De vez em quando, tirava rapidamente a mão arroxeada do bolso, sacudindo alguns flocos dos cabelos negros, e com a mesma rapidez, tornava a enfiar a mão no bolso, onde tinha uma pontas de cigarros embrulhadas num pedaço de jornal velho, que tinha apanhado no chão do café da esquina.

Os seus olhitos negros e brilhantes, contemplavam uma pequena boneca de cabelos loiros, olhos azuis e um lindo vestido de princesa. Era a coisa mais linda, que os seus dez anos tinham visto.

Do outro bolso, tirou pela milésima vez as parcas moedas que o Ti‑Xico lhe ia dando, de cada vez que ele o ajudava na distribuição dos jornais. Não precisou de o contar... Demais sabia ele que, ainda faltavam 250$00, para chegar ao preço da almejada boneca: ‑ Rai‑de‑Sorte, balbuciava; quase dois meses a calcorrear as ruas da cidade a distribuir jornais nos intervalos da 'scola, ajuntar todos os tostões, e não consegui dinheiro que chegue p'ra comprar aquela maravilha. Tamén, estes gajos dos brinquedos, julgam q'um home não tem mais que fazer ao dinheiro p'ra dar 750 paus por uma boneca que nem vale 300: Rais‑os‑parta. Aproveitam esta altura p'ra incher os bolsos. 'stá decidido; não compro e pronto.

Contudo não arredava pé, como se a boneca lhe implorasse para a tirar dali, pois que a sua linhagem aristocrática, não se sentia bem, no meio de ursos, lobos e cães de peluxe, bem como comboios, tambores, pistolas e tudo o mais que enchia aquela montra, qual paraíso de sonhos infantis.

Pareceu‑lhe que a boneca estava muito triste: Ao pensar nisso, o João fazia um enorme esforço para reter duas lágrimas que teimavam em desprender‑se dos seus olhitos meigos, para dar lugar a outras.

‑ C'um raio, (disse em voz alta), os homes num choram; quero lá saber da tristeza da boneca. Num assomo de coragem, voltou costas à montra com tal rapidez, que esbarrou num senhor já de idade, que sem ele dar por isso, o observava há algum tempo, indo estatelar‑se no chão. Com a mesma rapidez, levantou‑se e desfazendo‑se em desculpas, ia sacudindo a neve que se introduzia nos buracos da camisola velha, enregelando‑lhe mais ainda o magro corpito.

‑ Olha lá ó miúdo, como te chamas?

‑ João Pirisca, senhor André, porquê?

‑ João Pirisca?... Que nome tão esquisito, mas não interessa, chega‑te aqui para debaixo do meu guarda‑chuva, senão molhas ainda mais a camisola.

‑ Não faz mal senhor André, ela já está habituada ao tempo.

‑ Diz‑me cá: o que é que fazias há tanto tempo parado em frente da montra, querias assaltá‑la?

‑ Eu? Cruzes credo senhor André, se a minha mãe soubesse que uma coisa dessas me passava pela cabeça sequer, punha‑me três dias a pão e água, embora em minha casa, pouco mais haja para comer.

‑ Então!, gostavas de ter algum daqueles brinquedos, é isso?

‑ Bem... lá isso era, mas ainda faltam 250$00 p'ra comprar.

‑ Bom, bom; estás com sorte, tenho aqui uns trocos, que devem chegar para o que queres. E deu‑lhe uma nota novinha de 500$00.

‑ 0 João arregalou muito os olhos agora brilhantes de alegria, e fazendo uma vénia de agradecimento, entrou a correr na loja dos brinquedos. Chegou junto do balcão, pôs‑se em bicos de pés para parecer mais alto, e gritou: ‑ quero aquela boneca que está na montra, e faça um bonito embrulho com um laço cor‑de‑rosa.

‑ ó rapaz!, tanto faz ser dessa cor como de outra qualquer, disse o empregado que o atendia.

‑ ómessa, diz o João indignado; um home paga, é p'ra ser bem atendido.

‑ Não querem lá ve ro fedelho, resmungava o empregado, enquanto procurava a fita da cor exigida.

0 senhor André que espiava de longe ficou bastante admirado com a escolha do João, mas não disse nada.

Depois de pagar a boneca, meteu‑a debaixo da camisola de encontro ao peito, que arfava de alegria. Depois, encaminhou‑se para o café.

‑ Quero um maço de cigarros daqueles ali. No fim de ele sair, o dono do café disse entre‑dentes: ‑ Estes miúdos d'agora; no meu tempo não era assim. Este, quase não tem que vestir nem que comer, mas ao apanhar dinheiro, veio logo comprar cigarros. Um freguês replicou:

‑ Também no meu tempo, não se vendiam cigarros a crianças, e você vendeu-lhos sem querer saber de onde vinha o dinheiro.

Indiferente ao diálogo que se travava nas suas costas, o João ia a meter os cigarros no bolso, quando notou o pacote das piriscas que lá tinha posto. Hesitou um pouco, abriu o pedaço do jornal velho, e uma a uma, foi deitando as pontas no caixote do lixo. Quando se voltou, deu novamente de caras com o senhor André que lhe perguntou.

‑ Onde moras João?

‑ Eu moro perto da sua casa senhor. A minha, é uma casa muito pequenina, com duas janelas sem vidros que fica ao fundo da rua.

‑ Então é por isso que sabes o meu nome, já que somos vizinhos, vamos andando que se está a fazer noite.

‑ É verdade senhor e a minha mãe ralha‑me se não chego a horas de rezar o Terço.

Enquanto caminhavam juntos, o senhor André perguntou:

- ó João, satisfazes‑me uma curiosidade?

- Tudo o que quiser senhor.

- Porque te chamas João Pirisca?

- Ah... Isso foi alcunha que os miúdos me puseram, por causa de eu andar sempre a apanhar pontas de cigarros.

‑ A tua mãe sabe que tu fumas?

‑ Mas .... mas .... balbuciava o João corando até a raiz dos cabelos; Os cigarros são para o meu avôzinho que não pode trabalhar e vive com a gente, e como o dinheiro é pouco...

‑ Então quer dizer que a boneca!...

‑ É para a minha irmã que tem cinco anos e nunca teve nenhuma. Aqui há tempos a Ritinha, aquela menina que mora na casa grande perto da sua, que tem muitas luzes e parece um palácio com aquelas 'státuas no jardim grande q'até parece gente a sério, q'eu até tinha medo de me perder lá dentro, sabe?

‑ Mas conta lá João, o que é que se passou com a Ritinha?

‑ Ah, pois; ela andava a passear com a criada elevava uma boneca muito linda ao colo; a minha irmã, pediu‑lhe que a deixasse pegar na boneca só um bocadinho, e quando a Ritinha lha estava a passar p'ras mãos, a criada empurrou a minha irmãzinha na pressa de a afastar, como se ela tivesse peste. Eu fiquei com tanta pena dela, que jurei comprar‑lhe uma igual logo que tivesse dinheiro, nem que andasse dois anos a juntá‑lo, mas graças à sua ajuda, ainda lha dou no Natal.

‑ Mas ó João, o Natal já passou. Estamos em véspera de Ano Novo.

‑ Eu sei; mas o Natal em minha casa, festeja‑se no Ano Novo, porque dia de Natal, a minha mãe e o meu avô paterno, fartam‑se de chorar.

‑ Mas porquê?

‑ Porque foi precisamente nesse dia, há quatro anos, que o meu pai nos abandonou fugindo com outra mulher e a minha pobre mãe, farta‑se de trabalhar a dias, para que possamos ter que comer.

Despedíram‑se, pois estavam perto das respectivas moradas.

Depois de agradecer mais uma vez ao seu novo amigo, o João entrou em casa como um furacão chamando alto pela mãe, a fim de lhe contar a boa nova. Esta, levou um dedo aos lábios como que a pedir silêncio. Era a hora de rezar o Terço antes da parca refeição. Naquele humilde lar, rezava‑se agradecendo a Deus a saúde, os poucos alimentos, e rogava‑se pelos doentes e por todos os que não tinham pão nem um tecto para se abrigar., sem esquecer de pedir a paz para todo o mundo.

Parecia ao João, que as orações eram mais demoradas que o costume, tal era a pressa de contar as novidades alegres que trazia, e enquanto o avô se deleitava com um cigarro inteirinho e a irmã embalava nos seus bracitos roliços a sua primeira boneca, de pronto trocada pelo carolo de milho que fazia as mesmas vezes, ouviram‑se duas pancadas na porta. A mãe foi abrir, e dos seus olhos cansados, rolaram duas grossas e escaldantes lágrimas de alegria, ao deparar com um grande cesto cheinho de coisas boas, incluindo uma camisola novinha para o João.

Não foi preciso muito para adivinhar quem era esse estranho Pai Natal que se afastava a passos largos, esquivando‑se a agradecimentos.

A partir daí, acrescentou‑se ao número das orações em família, mais uma pelo senhor André.

MENÇÃO HONROSA

“JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA”

 GRAZIELA VIEIRA



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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA REALIZA-SE EM OURÉM

Mais de uma centena de congressistas reuniram-se no passado fim-de-semana em Ourém, durante três dias consecutivos, no Cine-Teatro Municipal de Ourém, para debater os mais variados temas relacionados com a Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural da nossa região. Tratou-se do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura, uma iniciativa conjunta do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), do Município de Ourém e do Centro de Formação "Os Templários" que contou ainda com a colaboração da Associação Fátima Cultural (AFAC), Associação de Defesa do Património Al-Baiaz, Associação dos Amigos do Mosteiro de Alcobaça e Património e Desenvolvimento da Nazaré.

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A importância do conhecimento da história e património para a identidade local e para o desenvolvimento regional, nomeadamente no que ao distrito de Leiria e concelho de Ourém diz respeito, constituiu o mote para a realização do O 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura, que se realizou no passado fim de semana e que contou com a participação de mais de uma centena de participantes ao longo dos três dias de trabalhos.

A sessão de abertura contou com a presença do Presidente daCâmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca, que além dos votos de “conclusões sólidas e capazes de valorizar uma região com fortes potencialidades”, expressou ainda o desejo de que o congresso “tenha a capacidade de criar um hábito de reflexão, discussão e promoção da História e Património da Alta Estremadura” exigindo que esta iniciativa seja a primeira de muitas neste âmbito. De seguida,o Presidenteda Comissão Executiva do congresso e do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), Dr. Joaquim Ruivo, e o Dr. João Pedro Bernardes da Comissão Científica, valorizaram a promoção da investigação e o desenvolvimento de estudos sobre a História e Património regional, bem como a variedade e abrangência das diversas comunicações apresentadas no congresso. De facto, as temáticas abordadas no congresso versaram sobre Arqueologia, História, História da Arte, Património Cultural e Património Natural.

No primeiro dia do congresso, além das conferências inaugurais, foi possível apreciar a exposição fotográfica “Memórias com Presente: Património Rural de Fátima e Ourém” apresentada pela Associação Fátima Cultural(AFAC).

O segundo dia de trabalhos terminou com a apresentação do livro “O Diário “Perdido” da autoria do Dr. MárioRui Simões Rodriguesque apresenta o registo histórico da viagem de José Cornide por Espanha ePortugal no anode 1772, onde constam descrições da sua passagem pelazona de Leiriae arredores.

A sessão de encerramento do 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura foi presidida pelo Vice-Presidente daCâmara Municipal de Ourém, Dr. José Alho cuja declaração “enalteceu o trabalho desenvolvido por todos os intervenientes na organização desta iniciativa e reforçou a convicção de que o sucesso da primeira edição só poderia resultar na construção de uma dinâmica de futuro capaz de desenvolver novos projectos e afirmar sem hesitações uma nova atitudeem relação à Históriae Património da Alta Estremadura”.

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
REALIZA-SE EM OURÉM NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA O 1º CONGRESSO DE HISTÓRIA E PATRIMÓNIO DA ALTA ESTREMADURA

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Ourém vai receber no próximo fim-de-semana o 1º Congresso de História e Património da Alta Estremadura que terá lugar no Cine-Teatro Municipal de Ourém. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), doMunicípio de Ouréme do Centro de Formação "Os Templários", visando o desenvolvimento de diversas temáticas, tais como Arqueologia; História; História da Arte; Património Cultural; Património Natural. As sessões são creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (15 horas - 0,6 créditos).

Programa

28 de Outubro

17:30 Sessão de abertura

29 de Outubro

8:45 – Recepção aos participantes

Sala Piso 0

9:00 Sessão 2 — Arqueologia

9:05 O Habitat Pré-histórico de Castelo da Loureira (Alvaiázere): Problemática e Interpretação

Rui Santos eAlexandra Figueiredo

9:30 Alguns dados inéditos da pré-história e proto-história dos concelhos de Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, sua correlação com a arqueologia da serra da Lousã e serra da Estrela

Nuno Ribeiro,Anabela Joaquinito eAntónio S. Pereira

9:55 A Idade do Bronze na Alta Estremadura: depósitos metálicos e sua conexão com o espaço

Raquel Mariada Rosa Vilaça

10:20 Reminiscências das sociedades metalúrgicas nalgumas grutas do nordeste estremenho

Ana Graça

10:45 Questões

11 – 11:15 Pausa

11:15 Sessão 4 — Arqueologia

11:15 Arqueologia no Nordeste do Distrito de Leiria: O Povoado Fortificado de N.ª S.ª dos Milagres/Castelo Velho – (I.ª Fase Bronze Final/Bronze Final e I.ª Idade do Ferro) – Pedrógão Grande

José Costa Santos

11:40 Organização política, territórios e economia na transição entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro na Alta Estremadura

Paulo Félix

12:05 O monte do Castelo (Ourém): conhecimentos actuais

Jaqueline Pereira eSofia Ferreira

12:30 O projecto de investigação arqueológica do Núcleo do Castelo de Leiria: enquadramento, objectivos e resultados

Vânia Carvalho e Isabel Inácio

12: 50 Questões

13:00 Encerramento da manhã:   Almoço

14:30 Sessão 6 — Arqueologia

14:30 Olaria Romana do Morraçal da Ajuda, Peniche: Uma “indústria” da Lusitânia litoral

Guilherme Cardoso, Eurico Sepúlveda, Severino Rodrigues e Inês Ribeiro

14:50 De indígenas a Romanos: o caso da família dos Sulpícios da Região de Leiria

João Pedro Bernardes

15:10 O sitio dos Cortiçais: naufrágio de época romana na costa meridional de Peniche

Jean-Yves Blot e António Dias Diogo

15:30 A villa Romana da Columbeira – Bombarral

Guilherme Cardoso, Eurico de Sepúlveda, Severino Rodrigues, Inês Ribeiro, Luísa Batalha

15:50 Ruim sítio, ruins ares e vizinhança de brejos”: modelização e reconstituição da evolução da lagoa de Óbidos entre o Período Clássico e a Idade Moderna

Alexandre Monteiro e Sérgio Pinheiro

16: 15 – 16:30 Pausa

16:30 Sessão 8 — Arqueologia / Património Cultural e Natural

16:30 Roteiros arqueológicos de Peniche-Berlengas, proposta de um projecto

Paulo Costa e Jorge Russo

16:50 “O Último Pezeiro” – Vivências de uma época na Mata do Urso

Maria Luísa Marques Batalha Santos

17:10 Da arte sineira à linguagem dos sinos: a relevância de património material e imaterial a preservar. O caso da fundição de sinos da Boca da Mata (Alvaiázere)

Maria Adelaide Furtado

17:30 Dos moinhos de vento às torres eólicas: contextualização do aproveitamento da energia eólica no âmbito do património natural e cultural na região de Sicó

João Forte, Sérgio Medeiros, Lucinda Silva, Hugo Neves, Gustavo Medeiros, Pedro Alves, Carlos Ferreira, Marise Silva, Cláudia Neves, Hugo Mendes

18:10 A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira [CMALV] em S. Pedro de Moel como núcleo de um património cultural

Cristina Nobre

18.30 – Fim da sessão

30 de Outubro

9:00 Sessão 10 — Património Cultural e Natural

9:05 Visão Patrimonial de Ourém na perspectiva de gestão autárquica de Turismo e Cultura

João Fiandeiro Santos e Luís Mota Figueira

9:30 Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia: Um Projecto Museológico Participativo

Raquel Janeirinho, Rui Venâncio e Jorge Martins

9:55 O Museu do Hospital e das Caldas: uma visão assistencial

Tânia Jorge e Dora Mendes

10:20 O Museu da Nazaré: da identidade à problematização das representações do mar

Dóris Santos

10:45 A região da Alta-Estremadura: património(s) e identidade(s)

Fernando Paulo Oliveira Magalhães

Nota: Por imperativos organizativos, esta comunicação será apresentada na Sessão 3, às 12:15 de sábado (Piso1).

A esta hora será apresentada a comunicação A Misericórdia do Alvorge no século XVIII, por Manuel Augusto Dias

11: 10 Questões

11:15 – 11:30 Pausa

11:30 Sessão 12 — Património Cultural e Natural

11:30 Alvaiázere – um património sócio-económico e cultural ancorado na pedra calcária: um contributo para a sua identificação e divulgação

Maria José Marques Rosa de Guanilho Duarte

11:55 A Vegetação Autóctone dos Concelhos da Alta Estremadura

Mário Fernandes Lousã e José Carlos Costa

12:20 Questões

12:30 – 13.15 Sessão de Encerramento



publicado por Carlos Gomes às 15:11
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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
OURIENSE JOGA COM O ALCANENENSE

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publicado por Carlos Gomes às 18:04
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011
DEPUTADO ANTÓNIO FILIPE (PCP) PERGUNTA AO GOVERNO QUAIS OS SERVIÇOS QUE VÃO SER AFECTADOS PELO CORTE DE VERBAS NA ÁREA DO ACES SERRA DE AIRE

O deputado António Filipe, do PCP, acaba de questionar o Governo acerca da intenção do Ministério da Saúde proceder ao corte de verbas para contratação de enfermeiros e administrativos pelo ACES Serra de Aire, de acordo com a informação transmitida por esta entidade à Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo em reunião recentemente realizada com o respectivo Coordenador.

O referido deputado perguntou “ao Ministério da Saúde se confirma a intenção de reduzir em 60 por cento a verba para a contratação de enfermeiros e administrativos pelo ACES Serra de Aire e, caso confirme, que serviços vão ser afectados e que medidas vão ser tomadas para minorar os prejuízos causados aos utentes por essa decisão”.

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publicado por Carlos Gomes às 07:55
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011
COMISSÃO DE UTENTES DA SAÚDE DO MÉDIO TEJO MANIFESTA-SE CONTRA CORTES NA CONTRATAÇÃO DE ENFERMEIROS E ADMINISTRATIVOS

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo considera “grave” a informação de que o Agrupamento de Centros de Saúde “Serra d’Aire” vai ter um corte de 60 por cento para contratação de enfermeiros e administrativos.

O porta-voz da comissão, Manuel José Soares, disse à agência Lusa que a informação foi comunicada numa reunião realizada hoje com o coordenador daquele ACES, com o qual foi discutida ainda a situação dos cinco médicos costa-riquenhos que se encontram há meses à espera de autorização para começarem a dar consultas.

Segundo disse o porta-voz, a concretizar-se no quarto trimestre do ano o corte de 60 por cento da verba que tem vindo a ser paga a uma empresa de prestação de serviços para contratação de enfermeiros e administrativos, há uma série de serviços que serão postos em causa na região.

Manuel José Soares disse à Lusa que a informação hoje disponível é a de que os médicos da Costa Rica irão receber em breve as cédulas para poderem começar a dar consultas, correndo o risco de, depois, não terem enfermeiros nem administrativos, já que, a confirmar-se o corte, o ACES terá de dispensar “meia dúzia de enfermeiros e meia dúzia de administrativos”.

Manuel Soares lembrou que os médicos costa-riquenhos, que têm estado a receber salário, estão impedidos de consultar apenas por questões burocráticas – já que passaram nos testes técnicos e de língua portuguesa, mas não existia um protocolo entre os dois países reconhecendo as suas habilitações.

Sublinhando que existem várias situações preocupantes no Médio Tejo, tanto ao nível dos cuidados primários como no Centro Hospitalar do Médio Tejo, o porta-voz da comissão adiantou que, numa reunião agendada para o fim da tarde de hoje, vão ser preparadas algumas acções com vista à criação de um movimento de opinião.

Essas acções visam chamar a atenção para os custos que representa o desinvestimento nos cuidados primários, com o consequente sobre carregamento das urgências e dos serviços hospitalares, para já não falar do aumento dos tempos de espera e do agravamento do sofrimento para as populações.

“Uma coisa é cortar despesa, outra é cortar serviços”, disse. A Comissão vai convidar os deputados eleitos pelo Distrito de Santarém a estarem presentes nas acções que vai realizar em alguns locais, para identificação de casos concretos que põem em causa a prestação de serviços essenciais às populações, adiantou.



publicado por Carlos Gomes às 13:58
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
COMISSÃO DE UTENTES DE SAÚDE DO MÉDIO TEJO E DIRECTOR DO AGRUPAMENTO DOS CENTROS DE SAÚDE “SERRA D’AIRE” REÚNEM-SE EM RIACHOS

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo e o Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde “Serra D’Aire” vão reunir na próxima Segunda-feira, dia 5 de Setembro, pelas 11h30, na Extensão de Saúde de Riachos. Refira-se que esta reunião encontrava-se inicialmente prevista para o próximo dia 2 de Setembro.

O Agrupamento de Centros de Saúde “Serra D’Aire”, com sede em Torres Novas, engloba os centros de saúde de Ourém, Fátima, Alcanena, Entroncamento e Torres Novas.

A reunião em causa realiza-se a pedido da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo e tem como objectivo debater diversos aspectos do sector como o encerramento e reabertura de unidades de saúde, o processo de integração dos médicos estrangeiros, o acesso e utilização dos sistemas informáticos e a estratégia para a resolução do problema de carência de recursos humanos.

De acordo com a missiva da Comissão de Utentes endereçada ao Director Executivo do ACES no passado dia 23 de Agosto, “os Cuidados de Saúde Primários têm sido alvo, nos últimos anos, de um conjunto de medidas que alteraram profundamente a sua organização”, considerando que “tal facto não resolveu alguns dos seus principais problemas como a falta de recursos humanos, sem os quais não é possível a prestação de cuidados de saúde de proximidade”. E, conclui: “Muitas das medidas aplicadas e/ou programadas estão presentemente em causa ou não se sabe da sua viabilidade, face às intenções (às vezes contraditórias) anunciadas pelos responsáveis governamentais”.



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Domingo, 28 de Agosto de 2011
COMISSÃO DE UTENTES DE SAÚDE DO MÉDIO TEJO REÚNE-SE COM DIRECTOR DO AGRUPAMENTO DOS CENTROS DE SAÚDE “SERRA D’AIRE”

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo vai reunir na próxima Sexta-feira, dia 2 de Setembro, com o Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde “Serra D’Aire”. Este Agrupamento, com sede em Torres Novas, engloba os centros de saúde de Ourém, Fátima, Alcanena, Entroncamento e Torres Novas.

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A reunião em causa realiza-se a pedido da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo e tem como objectivo debater diversos aspectos do sector como o encerramento e reabertura de unidades de saúde, o processo de integração dos médicos estrangeiros, o acesso e utilização dos sistemas informáticos e a estratégia para a resolução do problema de carência de recursos humanos.

De acordo com a missiva da Comissão de Utentes endereçada ao Director Executivo do ACES no passado dia 23 de Agosto, “os Cuidados de Saúde Primários têm sido alvo, nos últimos anos, de um conjunto de medidas que alteraram profundamente a sua organização”, considerando que “tal facto não resolveu alguns dos seus principais problemas como a falta de recursos humanos, sem os quais não é possível a prestação de cuidados de saúde de proximidade”. E, conclui: “Muitas das medidas aplicadas e/ou programadas estão presentemente em causa ou não se sabe da sua viabilidade, face às intenções (às vezes contraditórias) anunciadas pelos responsáveis governamentais”.

Fonte: http://usmt.blogs.sapo.pt/



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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DO MÉDIO TEJO APROVA NOVO REGULAMENTO INTERNO

Foi ontem publicado em Diário da República, o Despacho nº 8942/2011 que torna público a deliberação tomada pela Assembleia Intermunicipal da Comunidade intermunicipal do Médio Tejo, reunida em sessão ordinária do passado dia 29 de Novembro, no sentido da aprovação da alteração ao Regulamento Interno daquela entidade de que o Município de Ourém faz parte.

Além de Ourém, integram ainda a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

O novo Regulamento Interno pode ser consultado directamente em http://dre.pt/pdf2sdip/2011/07/128000000/2847028474.pdf

Do seu preâmbulo, consta o seguinte:

“Na sua organização interna pretende -se que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no desenvolvimento da actividade, se paute por uma gestão enformada pela economia, eficiência e eficácia, no seio de uma política que privilegie a racionalização e a simplificação. Por isso, opta -se por um modelo que assenta em determinadas preocupações, designadamente no que resulta das potencialidades oferecidas pela sociedade da informação, a par de uma estrutura organizativa o mais simples possível mas dotada de instrumentos que pretendem assegurar a qualidade da gestão em geral e a rapidez e adequação das tarefas, em especial.

No plano externo, o que está em causa é responder ao desafio do desenvolvimento com qualidade e às necessidades de bem -estar das populações da área geográfica dos municípios integrantes. Para tanto, importa que a Comunidade se organize de forma a satisfazer os desígnios subjacentes ao espírito da lei de criação, visando a coesão territorial e a integração económica internas e a competitividade externa.

O desenvolvimento verificado nas atribuições e competências da Comunidades Intermunicipais, exige, por outro lado, que as mesmas se dotem de estruturas e meios técnicos eficazes capazes de responder às solicitações dos Municípios e por forma a assegurar uma cada vez maior coordenação técnica.

Desta forma a nova orgânica estabelece um conjunto de serviços que reflecte a preocupação fundamental de traçar e desenvolver linhas de planeamento e gestão estratégica, bem como assessoria capazes de assegurar o apoio eficaz aos municípios e de promover adequadas ligações com Instituições e Entidades Públicas.

No plano interno, procuram -se as soluções concretamente mais adequadas nos domínios da programação, planeamento e execução orçamental, organização, sistemas de informação, gestão de recursos humanos, gestão financeira e patrimonial, instalações e logística e apoio aos municípios integrantes.

Criam -se, por isso, soluções suficientemente flexíveis por forma a permitirem a sua utilização imediata à medida que a modificação do ambiente externo o torne exigível.”



publicado por Carlos Gomes às 19:46
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