Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sábado, 7 de Maio de 2016
RECINTO DA ORAÇÃO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA TEM NOVO ALTAR

Dedicação do novo Altar do Recinto de Oração do Santuário de Fátima

O Santuário de Fátima procede à celebração da dedicação do novo Altar do Presbitério do recinto de Oração do Santuário de Fátima que terá lugar amanhã, dia 8 de maio, pelas 11h00. A celebração será presidida pelo Bispo de Leiria Fátima, D. António Marto.

novo_presbiterio_fatima

O novo presbitério, que inclui o Altar, é uma construção completamente nova, cujo projeto foi desenhado pelo arquiteto grego Alexandros Tombazis, o mesmo autor do projeto da Basílica da Santíssima Trindade e pretende, no seu conjunto e em cada um dos seus elementos, ser também entendido como uma obra de arte e conseguir uma integração harmónica no espaço envolvente.

Tem três pontos fundamentais – o altar e o ambão, a Cruz e o lugar da Imagem de Nossa Senhora de Fátima –, aos quais se soma o lugar da sede presidencial, que passará a ficar no eixo da assembleia e assim mais central em relação ao Recinto.

O novo presbitério terá capacidade para 120 concelebrantes, descerá 2,4 metros na escadaria face ao antigo, tornando-se assim mais próximo da assembleia.

A estrutura, defronte da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, substituirá o presbitério que desde 1982, data da primeira visita do Papa João Paulo II a Fátima, marcou a fisionomia do Recinto de Oração, conta com uma cobertura para proteção das condições meteorológicas, em fibra de vidro.



publicado por Carlos Gomes às 18:59
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM RECOLHE OBJETOS DE ARQUITETURA POPULAR



publicado por Carlos Gomes às 11:22
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Sábado, 26 de Julho de 2014
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM RECOLHE OBJETOS DE ARQUITETURA POPULAR

"Era uma casa muito engraçada..."

Está a decorrer a campanha de doação de objectos da arquitectura popular "Era uma casa muito engraçada..."

A recolha de objectos será até 30 de novembro de 2014, na Oficina do Património em Ourém, de2ª a 6ª feira das 09h às 13h e das 14h às 17h.



publicado por Carlos Gomes às 17:57
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014
ESCOLA DE HOTELARIA DE FÁTIMA EXPÕE PROJETOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA

Concurso Público Elaboração Projetos de Arquitetura e Engenharia da Escola Profissional de Hotelaria de Fátima

Decorre de 23 a 27 de junho, no Pequeno Auditório da Escola de Hotelaria de Fátima, em Fátima, a exposição dos projetos concorrentes no âmbito do “Concurso de Conceção Público para elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia de especialidades referentes à operação de loteamento e à operação urbanística da Escola Profissional de Hotelaria de Fátima”. 

O Concurso contou com a participação de 20 concorrentes, tendo ficado em primeiro lugar Filipe Saraiva – Arquitetos, Lda., em segundo lugar SOPSEC – Sociedade de Prestação de Serviços de Engenharia Civil, SA e em terceiro lugar, TECNORÉM – Engenharia e Construções, SA.. Aos três primeiros classificados foi atribuído um prémio no valor individual de cinco mil euros.

Decidiu ainda o Júri do Concurso atribuir Menções Honrosas às propostas apresentadas pelos concorrentes Fragmentos de Arquitetura – Arquitetos Associados, Lda. e a Vitor Hugo – Coordenação e Gestão de Projetos, SA.

A Direção da Insignare agradece o empenhamento de todos aqueles que se disponibilizaram a participar neste Concurso, com especial atenção aos arquitetos que integraram o Júri e a todas as empresas e respetivos técnicos que nele participaram.



publicado por Carlos Gomes às 21:37
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
ESCOLA DE HOTELARIA DE FÁTIMA EXPÕE PROJETOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA

Projetos de arquitetura e engenharia de especialidades da EHF em exposição pública

Realizar-se-á, entre os dias 23 e 27 de junho, no Pequeno Auditório da Escola de Hotelaria de Fátima, uma exposição pública referente ao concurso público de conceção para elaboração de projetos de arquitetura e engenharia de especialidades para as novas instalações da Escola Profissional de Hotelaria de Fátima.

Após receção das propostas efetuadas pelos vários concorrentes no âmbito do concurso público para a elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia de especialidades, referentes à operação de loteamento e à operação urbanística da Escola Profissional de Hotelaria de Fátima, foram as mesmas avaliadas e selecionada a mais adequada pelo júri constituído para o efeito.

Para apresentação de todos os projetos, a Insignare – Associação de Ensino e Formação irá realizar uma exposição pública no Pequeno Auditório da Escola de Hotelaria de Fátima (situada na Avenida Beato Nuno, n.º 208, em Fátima) entre os dias 23 e 27 de junho, no horário compreendido entre as 9:00h e as 23:00h.



publicado por Carlos Gomes às 14:26
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
OURÉM SENSIBILIZA PARA A PRESERVAÇÃO DA ARQUITETURA TRADICIONAL

O Município de Ourém em conjunto com a Universidade do Minho, o Centro da Terra e o CEPAE, vai realizar o Workshop Introdução à construção e reabilitação de edifícios em taipa, nos dias 27 e 28 de junho de 2014.

Confere o direito a certificado de participação.

Destinatários: Profissionais e estudantes das áreas de construção civil, engenharia civil, arquitetura e património, bem como todos os interessados na construção em terra.

Data limite de inscrição: 13/06/2014

O número de inscrições é limitado, sendo as mesmas confirmadas mediante pagamento.

 A comissão organizadora reserva-se ao direito de adiar ou cancelar o evento caso o número de inscrições não atinja o mínimo requerido ou por motivos de força maior, sendo o valor de inscrição devolvido na totalidade.

As desistências devem ser comunicadas por escrito, implicando a perda de 50% do valor de inscrição quando comunicadas entre 16 e 25 de junho ou a totalidade do valor quando comunicadas depois desta data ou caso o participante não compareça.



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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013
MUNICÍPIO DE OURÉM APRESENTA “REDE DO PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO”

No dia em que se comemorou o Dia Mundial do Turismo, o Município de Ourém apresentou a “Rede do Património Arquitetónico”, um documento digital que reúne um conjunto de monumentos (re)habilitados para a fruição dos Oureenses e dos turistas.

dia M Turismo 2013 030

As sugestões decorrem de um projeto integrado de estudo, salvaguarda e difusão do património cultural imóvel do concelho.

Este processo é coordenado pelo Município de Ourém através do Museu Municipal, em articulação com especialistas e outros parceiros e tem como estratégia descentralizar e consolidar a gestão do panorama patrimonial concelhio, valorizando o território no seu todo.

Os locais propostos para visita estão ordenados por conjuntos e outros patrimónios, com propriedade/tutela do município e de outras entidades, com base nos seguintes critérios: classificação patrimonial (monumento nacional, imóvel de interesse público ou imóvel de interesse municipal) ou inventário; acesso público aos bens; e ações de valorização já concretizadas.

Nos últimos anos o município realizou e acompanhou várias intervenções de estudo, recuperação e interpretação no património.

São exemplos, a Vila Medieval de Ourém (cripta, pelourinho, galeria municipal, calçadas históricas, edifício norte da cadeia, painéis turísticos), as capelas de Conceição (Olival), São Sebastião (Atouguia), Perucha (Freixianda) e Nossa Senhora do Testinho (Urqueira); a atual Oficina do Património no centro da cidade de Ourém; ou algumas fontes de abastecimento de água distribuídas pelo concelho. Estas medidas são fundamentais para a criação de um roteiro turístico de qualidade, que impressione os visitantes e dignifique os Oureenses.



publicado por Carlos Gomes às 19:20
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Domingo, 23 de Setembro de 2012
CENTRO DE PATRIMÓNIO DA ESTREMADURA ORGANIZA CURSO SOBRE ARTE BARROCA

Cursos-livres CEPAE «A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

«A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

25 de setembro a 23 de outubro de 2012

BATALHA

O Barroco foi um estilo artístico que marcou a Época Moderna Europeia, tendo espelhado o desejo de afirmação política, social e religiosa das sociedades em que floresceu. Pelas suas características emotivas, de opulência, de magnificência e de teatralidade, rapidamente se afirmou no panorama cultural do Antigo Regime, pois servia quer os interesses dos Estados absolutistas, quer o propósito da Igreja Católica, em ordem à doutrinação dos crentes num período de plena consolidação do protestantismo. Portugal assimilou os cânones do Barroco de forma tardia, mas tal facto não impediu uma produção artística de particular interesse, por exemplo, na retabulária e na azulejaria.

Temas:

- O tempo e o espaço do Barroco – o contexto político, cultural e artístico (25 de Setembro);

- A Arquitetura Barroca: o palco da cenografia (2 de Outubro);

- A Escultura Barroca: intuição e sentimento das personagens (9 de Outubro);

- A Pintura Barroca: o protagonismo da luz na composição (16 de Outubro);

- A Talha Dourada e o Azulejo: expoentes particulares da arte barroca portuguesa (23 de Outubro)

Horário: 19h15-20h45

Calendário: 5 Sessões às Terças-feiras25 de Setembro, 2,9,16,23 de Outubro.

Local do curso: Auditório da Junta de Freguesia da Batalha (Rua Infante D. Fernando, nº 432- BATALHA)



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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
CENTRO DE PATRIMÓNIO DA ESTREMADURA VAI REALIZAR CURSO SOBRE ARTE BARROCA

Cursos-livres CEPAE «A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

«A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

25 de setembro a 23 de outubro de 2012

BATALHA

O Barroco foi um estilo artístico que marcou a Época Moderna Europeia, tendo espelhado o desejo de afirmação política, social e religiosa das sociedades em que floresceu. Pelas suas características emotivas, de opulência, de magnificência e de teatralidade, rapidamente se afirmou no panorama cultural do Antigo Regime, pois servia quer os interesses dos Estados absolutistas, quer o propósito da Igreja Católica, em ordem à doutrinação dos crentes num período de plena consolidação do protestantismo. Portugal assimilou os cânones do Barroco de forma tardia, mas tal facto não impediu uma produção artística de particular interesse, por exemplo, na retabulária e na azulejaria.

Temas:

- O tempo e o espaço do Barroco – o contexto político, cultural e artístico (25 de Setembro);

- A Arquitetura Barroca: o palco da cenografia (2 de Outubro);

- A Escultura Barroca: intuição e sentimento das personagens (9 de Outubro);

- A Pintura Barroca: o protagonismo da luz na composição (16 de Outubro);

- A Talha Dourada e o Azulejo: expoentes particulares da arte barroca portuguesa (23 de Outubro)

Horário: 19h15-20h45

Calendário: 5 Sessões às Terças-feiras25 de Setembro, 2,9,16,23 de Outubro.

Local do curso: Auditório da Junta de Freguesia da Batalha (Rua Infante D. Fernando, nº 432- BATALHA)

Inscrições: €25,00 (sócios CEPAE); €30,00 (não sócios)

Número máximo: 30 inscritos

Número mínimo: 15 inscritos

Data limite de inscrições: 20 de Setembro

Informações e inscrições*Praça Mouzinho Albuquerque, 2º- Sala 1 Apartado 188

2440-901 BATALHA

Tel./Fax: 244 766 199

E.mail: mail@cepae.pt

*Horário de atendimento - 10h00- 13h00 Inscrições ONLINE: http://goo.gl/Qv0T5



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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
CENTRO DE PATRIMÓNIO DA ESTREMADURA REALIZA CURSO SOBRE ARTE BARROCA

Cursos-livres CEPAE «A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

«A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

25 de setembro a 23 de outubro de 2012

BATALHA

O Barroco foi um estilo artístico que marcou a Época Moderna Europeia, tendo espelhado o desejo de afirmação política, social e religiosa das sociedades em que floresceu. Pelas suas características emotivas, de opulência, de magnificência e de teatralidade, rapidamente se afirmou no panorama cultural do Antigo Regime, pois servia quer os interesses dos Estados absolutistas, quer o propósito da Igreja Católica, em ordem à doutrinação dos crentes num período de plena consolidação do protestantismo. Portugal assimilou os cânones do Barroco de forma tardia, mas tal facto não impediu uma produção artística de particular interesse, por exemplo, na retabulária e na azulejaria.

Temas:

- O tempo e o espaço do Barroco – o contexto político, cultural e artístico (25 de Setembro);

- A Arquitetura Barroca: o palco da cenografia (2 de Outubro);

- A Escultura Barroca: intuição e sentimento das personagens (9 de Outubro);

- A Pintura Barroca: o protagonismo da luz na composição (16 de Outubro);

- A Talha Dourada e o Azulejo: expoentes particulares da arte barroca portuguesa (23 de Outubro)

Horário: 19h15-20h45

Calendário: 5 Sessões às Terças-feiras25 de Setembro, 2,9,16,23 de Outubro.

Local do curso: Auditório da Junta de Freguesia da Batalha (Rua Infante D. Fernando, nº 432- BATALHA)

Inscrições: €25,00 (sócios CEPAE); €30,00 (não sócios)

Número máximo: 30 inscritos

Número mínimo: 15 inscritos

Data limite de inscrições: 20 de Setembro

Informações e inscrições*Praça Mouzinho Albuquerque, 2º- Sala 1 Apartado 188

2440-901 BATALHA

Tel./Fax: 244 766 199

E.mail: mail@cepae.pt

*Horário de atendimento - 10h00- 13h00 Inscrições ONLINE: http://goo.gl/Qv0T5



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Domingo, 12 de Agosto de 2012
CENTRO DE PATRIMÓNIO DA ESTREMADURA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO SOBRE ARTE BARROCA

Cursos-livres CEPAE «A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

«A Arte Barroca: o ser e o parecer ou essência e ilusão»

25 de setembro a 23 de outubro de 2012

BATALHA

O Barroco foi um estilo artístico que marcou a Época Moderna Europeia, tendo espelhado o desejo de afirmação política, social e religiosa das sociedades em que floresceu. Pelas suas características emotivas, de opulência, de magnificência e de teatralidade, rapidamente se afirmou no panorama cultural do Antigo Regime, pois servia quer os interesses dos Estados absolutistas, quer o propósito da Igreja Católica, em ordem à doutrinação dos crentes num período de plena consolidação do protestantismo. Portugal assimilou os cânones do Barroco de forma tardia, mas tal facto não impediu uma produção artística de particular interesse, por exemplo, na retabulária e na azulejaria.

Temas:

- O tempo e o espaço do Barroco – o contexto político, cultural e artístico (25 de Setembro);

- A Arquitetura Barroca: o palco da cenografia (2 de Outubro);

- A Escultura Barroca: intuição e sentimento das personagens (9 de Outubro);

- A Pintura Barroca: o protagonismo da luz na composição (16 de Outubro);

- A Talha Dourada e o Azulejo: expoentes particulares da arte barroca portuguesa (23 de Outubro)

Horário: 19h15-20h45

Calendário: 5 Sessões às Terças-feiras25 de Setembro, 2,9,16,23 de Outubro.

Local do curso: Auditório da Junta de Freguesia da Batalha (Rua Infante D. Fernando, nº 432- BATALHA)

Inscrições: €25,00 (sócios CEPAE); €30,00 (não sócios)

Número máximo: 30 inscritos

Número mínimo: 15 inscritos

Data limite de inscrições: 20 de Setembro

Informações e inscrições*Praça Mouzinho Albuquerque, 2º- Sala 1 Apartado 188

2440-901 BATALHA

Tel./Fax: 244 766 199

E.mail: mail@cepae.pt

*Horário de atendimento - 10h00- 13h00 Inscrições ONLINE: http://goo.gl/Qv0T5



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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012
ALCOBAÇA RECEBE AMANHÃ CONGRESSO INTERNACIONAL MOSTEIROS CISTERCIENSES



publicado por Carlos Gomes às 00:19
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011
PORTUGAL RECEBE CONGRESSO INTERNACIONAL DOS MOSTEIROS CISTERCIENSES



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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
OURÉM NA INTERNET (XLII)

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A Escala Virtual é uma empresa da área da arquitectura e engenharia sedeada em Ourém. De acordo com o seu próprio site que se encontra no endereço http://www.escalavirtual.pt/, “A Escala Virtual assenta numa estrutura organizacional bem definida, contando com uma equipa técnica altamente qualificada e pluridisciplinar que lhe permite oferecer as melhores soluções para um mercado cada vez mais exigente.”



publicado por Carlos Gomes às 00:07
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Domingo, 9 de Outubro de 2011
A CASA TRADICIONAL EM FÁTIMA

 

museu aljustrel

“O povoamento na freguesia de Fátima, no primeiro quartel do século XX, era disperso e, para além de algumas aldeias com certa importância como Fátima (sede da freguesia), Moita Redonda, Lomba d’Égua, Casa Velha, Aljustrel, Boleiros, Maxieira e Gisteira, existiam principalmente casais e lugarejos constituídos por um reduzidos número de famílias nucleares que viviam do trabalho do campo e da pastorícia.

O tipo de edifícios caracterizava-se por uma arquitectura de produção que correspondia às exigências agrícolas do meio. A casa típica era alpendrada. Na sua maioria as construções apresentavam-se com um só piso, a nível do solo; no entanto, algumas famílias mais abastadas tinham uma casa com dois pisos sendo o inferior para os “cómodos” e o superior, reservado à habitação, com acesso feito por escadaria exterior em pedra.

As divisões interiores constavam de uma sala – a casa-de-fora – que comunicava com dois ou três quartos e com a cozinha. Os quartos destinavam-se ao casal, às crianças e às raparigas, já que os rapazes dormiam normalmente no palheiro, onde mais facilmente cuidavam dos bois de trabalho. O equipamento higiénico-sanitário era muito reduzido.

Para iluminação existiam a candeia de azeite, a lamparina, o candeeiro de petróleo e a lanterna de palheiro.

A casa de habitação estava normalmente envolvida pelo pátio, onde podiam ver-se o curral do gado, o palheiro, a pocilga, coelheiras e capoeiras; um pouco mais afastado, em construção própria, localizava-se o forno e, por vezes, um pouco mais adiante, a eira. A cisterna só existia nas casas mais abastadas”

- ABRANTES, Joaquim Roque; PINTO, Manuel Serafim e CARVALHO, Maria Palmira. Aljustrel. Uma aldeia de Fátima. Santuário de Fátima. Fátima. 1993



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
CHAMINÉ TÍPICA É O EX-LÍBRIS DA ARQUITECTURA TRADICIONAL DE OURÉM

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A chaminé da área Sul do Concelho de Ourém é um dos elementos arquitectónicos mais emblemáticos da região. De forma cilíndrica, com gaiola e encimada por uma cruz como que a abençoar o lar, ela sobressai pela sua graciosidade constituindo um exemplar único da arquitectura tradicional do nosso país.

A colocação da cruz sobre a chaminé leva-nos a uma certa comparação com os tradicionais espigueiros do Minho e da Galiza encimados por uma cruz a abençoar o pão ou seja, o milho que ali é guardado.

Integrada na paisagem calcária que predomina a areal a Sul do Concelho de Ourém, a habitação rural era geralmente edificada em pedra, de um só piso e planta rectangular, com pátio exterior. Junto da habitação situavam-se os currais dos animais de pastoreio e as arrecadações das alfaias.

Na área a norte do Concelho de Ourém onde sobressaem os arenitos, a habitação rural era construída em taipa ou adobe, apresentando a chaminé uma forma rectangular.

Ourem30JUL11 266



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Domingo, 19 de Junho de 2011
A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa

A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.

O-MataMunicipal 097

Chaminé tradicional no Zambujal, freguesia de Atouguia.

 

Antes de mais, a chaminé constitui uma conduta que serve para extracção de fumos resultantes de produtos em combustão. As suas características no que concerne nomeadamente às suas dimensões, orientação tubular e aberturas têm principalmente a ver com a orientação dos ventos predominantes, os regimes de pluviosidade e as espécies de aves existentes na região. Sucede que, a chaminé não constituiu desde sempre um elemento comum à casa tradicional em todas as regiões do país.

A chaminé não era outrora muito usual nas aldeias do Minho e sobretudo em Trás-os-Montes. Aqui, o fumo das lareiras escapava por entre a cobertura de colmo, as lajes de ardósia ou, mais recentemente, por entre as telhas, ao mesmo tempo que conservava o vigamento de madeira da casa.

À medida que caminhamos mais para sul, a chaminé vai adquirindo uma maior imponência, sobretudo no Alentejo, muito provavelmente em virtude do regime de ventos. E passa a constituir também um elemento decorativo, adquirindo no Algarve o seu maior esplendor e variedade.

Encontramos, porém, nalgumas localidades do centro do país extraordinárias semelhanças com a chaminé algarvia, muito provavelmente a atestar a sua influência árabe, como sucede nas aldeias do concelho de Ferreira do Zêzere situadas já na serra de Alvaiázere cujo topónimo – de Al Baiaz que significa O Falcão – apenas vem reforçar tal convicção.

No Torrão, concelho de Alcácer do Sal, a chaminé apresenta uma dimensão que parece esmagar as pequenas casas. O mesmo sucede em Vila Real, no concelho de Olivença. No Algarve, ganham em graciosidade, com as suas formas imaginativas e os seus rendilhados, tornando-as um elemento emblemático de toda a região.

É usual a chaminés ostentarem a data da construção da casa e outros aspectos decorativos, como a lua e o signo de Salomão, raízes de uma religião primitiva e pagã que persiste num sincretismo associado à religiosidade cristã.

Finalmente, a chaminé possui ainda outra funcionalidade: a complementar o cata-vento, o fumo que dela se extrai indica a direcção do vento e constitui uma informação de interesse meteorológica para o agricultor cuja actividade depende sobretudo dos elementos da natureza e dos seus estados de humor.

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Chaminé tradicional no vizinho Concelho de Ferreira do Zêzere.

 

GOMES, Carlos. Folclore de Portugal. em http://www.folclore-online.com/index.html



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
OURÉM VAI RECUPERAR CAPELA DE S. SEBASTIÃO NA ATOUGUIA

Situada numa vasta planície, na Freguesia da Atouguia, a poente do castelo de Ourém, entre Pinhel e Alvega, a Capela de São Sebastião ergue-se próximo da confluência do Ribeiro da Silveira com a Ribeira de Alvega. Ali terão acampado as tropas de Nuno Álvares Pereira quando seguiam a caminho de Aljubarrota. Joaquim Flores, referindo-se à Capela de S. Sebastião, descreve o seguinte: “Em o numero das ermidas, ou capellas pertencentes à antiga freguzia d’Ourem deve contar-se a capella de S. Sebastião dos Alveijares, edificada em lugar ermo junto à ponte com o mesmo nome, e a dos Terceiros de S. Francisco, contígua à de Santo António… ambas ellas são dignas de especial menção, e são notáveis pela sua elegância e aprimorada architectura, únicas neste género em todo o concelho”. 

O-MataMunicipal 102

De traça predominantemente maneirista, a Capela de São Sebastião, na Atouguia, encontra-se em estado de completa ruína desde que os invasores franceses a incendiaram, em 1910, aliás à semelhança do que fizeram com o burgo medieval de Ourém.

José Flores no seu “Álbum da Vila d’Ourém”, publicado em 1894, descreve o local da seguinte forma: “Seguimos agora para o poente e verás, ao pé do monte, a Quinta da Parreira, que foi do fallecido Miguel do Canto e Castro, e que hoje pertence ao Exmo. Dr. Luiz da Silva Athayde, da cidade de Leiria.

Adeante, na vasta planície dos alveijares, estão as ruínas da cappela de S. Sebastião, incendiada pelos francezes em 1810, junto da ponte do mesmo nome”.

Sendo a data da sua construção indeterminada, estima-se no entanto que a mesma tenha ocorrido nos começos do século XVI.

O interior é de uma só nave com cobertura em abóboda assente em cornija saliente. Era revestida a azulejos do século XVII, do período do barroco.

Segundo Joaquim Flores, está documentado que em “1682 as suas paredes ameaçavão ruína, como consta da vezita que n’esse anno fez o Bispo de Leiria D. frei José de Lencastre, dizendo que a mandaria arrasar se as pessoas, por conta de quem devião correr os reparos não tratassem de a concertar; vê-se por tanto que já n’aquelle tempo era velha e foi depois reedificada com a segurança e solidez que ainda agora apresenta no estado de lamentável destruição; era fabricada por uma confraria e todos os annos se fazia ali uma grande feira”. Acrescentava ainda: “No anno de 1665 já havia mordomia de S. Sebastião, como consta da vezita do xantre de Leiria doutor Pedro do Rego Beliago, e em 1703 o Bispo D. Álvaro de Abranches mandava rasgar a fresta da ermida por ser pequena e dar pouca luz”.

Acerca do acampamento no local do exército português a caminho de Aljubarrota, José Flores conta-nos que “N’este campo bivacaram El-Rei D. João I e o Condestável D. Nuno, com as suas tropas, em 11 de Agosto de 1385, quando seguiam para a batalha de Aljubarrota”. Também José Elyseu faz-nos a seguinte descrição: “D. Nuno Alvares Pereira na carreira maravilhosa de seus triunfos militares, passando com o seu exército a Ourém para dar batalha ao rei castelhano, havia saído de Thomar, e foi na primeira jornada acampar à vista das muralhas d’aquella villa, sitio de Alveijar e Athouguia em 11 de Agosto de 1385, onde teve o pressagio feliz da vitoria. (…) No acampamento do exercito junto a Ourém, estava também o rei, o seu chanceler, o dr. João das Regras, com os seus sessenta e um anos de edade, e foi egualmente seu companheiro na batalha”. Porém, não faz qualquer menção à sua existência ou eventual construção após a vitória alcançada em Aljubarrota.

Em 2003, a Câmara Municipal de Ourém adquiriu o monumento com vista à sua recuperação, tendo entretanto sido objecto de um Relatório Técnico Patrimonial da autoria da Drª Ana Saraiva. A sua recuperação pode contemplar a sua integração num roteiro histórico-artístico local que inclui a Igreja do Olival e a Casa do Administrador que actualmente alberga o Museu Municipal de Ourém. 

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publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
Inestético (I)

Ruínas

Em pleno centro da vila de Freixianda existem muitos edifícios em ruínas. Para além de nalguns casos se tratarem de uma ameaça à segurança e higiene pública, a sua manutenção neste estado apenas contribui para a degradação da paisagem urbana.

O concelho de Ourém necessita de se alindar e preocupar-se mais com os aspectos relacionados com a arquitectura e o urbanismo para que as suas gentes sintam mais orgulho na sua terra.

Assinalaremos outros exemplos com propósito construtivo, esperando de alguma forma sensibilizar os oureenses para a necessidade de preservar o seu património e cuidar da sua paisagem urbana e rural. 

 

 

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publicado por Carlos Gomes às 09:58
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Arquitectura paisagística

Moradia em Rio de Couros

Um novo tipo de arquitectura no espaço rural?

Moradia em Rio de Couros

A imagem mostra uma moradia em madeira integrada na paisagem da floresta, em Rio de Couros...



publicado por Carlos Gomes às 21:00
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