Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso ou os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)



publicado por Carlos Gomes às 21:43
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016
MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA PREPARA CARNAVAL PARA OS MAIS JOVENS

O Serviço Educativo do CONSOLATA MUSEU |Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, terá ao dispor no dia 8 de fevereiro, para crianças entre 6 e 12 anos de idade, a atividade «Carnaval no Museu- Um dia na terra dos sonhos...».

Este programa diário, a decorrer entre as 9h30 e as 17h30, envolverá diversas atividades lúdicas e divertidas a partir do conhecimento das coleções do museu, nomeadamente de máscaras africanas e americanas, participando depois na oficina “Constrói a tua máscara e os teus adereços!”. Também terão a oportunidade de aprender as regras do jogo tradicional africano «Mankala – o jogo das pedras», entre muitas outras surpresas.

As inscrições devem ser efetuadas, previamente, até ao dia 4 de fevereiro, através do telefone 249 539 470. Inscrições limitadas a 15 participantes. Desconto de 20% na inscrição do segundo filho Os participantes deverão fazer-se acompanhar do almoço e lanche para manhã e tarde.



publicado por Carlos Gomes às 11:26
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015
A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Carnaval 2011

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

CARNAV~1



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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015
FORMIGAIS REALIZA BAILE DE CARNAVAL



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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015
FORMIGAIS REALIZA BAILE DE CARNAVAL



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Sábado, 31 de Janeiro de 2015
VILAR DOS PRAZERES FESTEJA O CARNAVAL



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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015
CARNAVAL DESFILA EM ALVAIÁZERE



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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015
CARNAVAL DESFILA EM ALVAIÁZERE



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VILAR DOS PRAZERES FESTEJA O CARNAVAL



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Quarta-feira, 5 de Março de 2014
VEREADORES DA COLIGAÇÃO OURÉM SEMPRE CONGRATULAM-SE COM O ÊXITO DOS FESTEJOS DE CARNAVAL EM FÁTIMA

Os vereadores da Coligação “Ourém Sempre” apresentaram na última reunião da Câmara Municipal de Ourém uma “declaração política” através da qual se congratulam pela forma como a Junta de Freguesia de Fátima organizou os festejos carnavalescos, realçando o êxito alcançado.

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DECLARAÇÃO POLITÍCA

A Junta de Freguesia de Fátima, neste ano de 2014, decidiu organizar um conjunto de iniciativas para comemorar o Carnaval.

Assim, na sexta-feira, dia 28 de Fevereiro, dinamizou um desfile de Carnaval subordinado ao tema “O Mundo da Agricultura”, em que participaram todas as escolas do ensino básico e pré-escolar da freguesia, quer públicas quer privadas, assim como todas as IPSS com atividade na Freguesia de Fátima.

No sábado, dia 1 de Março, e na segunda-feira, dia 3 de Março, dinamizou dois serões de Carnaval, com tasquinhas, baile e concurso de máscaras. Para esse efeito, convidou seis associações da Freguesia que se disponibilizaram a dinamizar as referidas tasquinhas: APAJE, Agrupamento de Escuteiros de Fátima, Montamora; A. H. Bombeiros de Fátima, FET (Fátima Escola de Triatlo) e A. D. C. Moita Redonda.

Todas estas actividades que foram desenvolvidas tendo como ponto comum o espaço do Mercado de Fátima, inserem-se num projeto mais abrangente que a Junta de Freguesia tem de aproveitamento e dinamização dos espaços que lhe pertencem, potenciando os recursos existentes em benefício das populações.

Face ao êxito alcançado, os Vereadores da Coligação Ourém Sempre não podem deixar de louvar esta iniciativa da Junta de Freguesia de Fátima que envolveu diversas associações públicas e privadas na celebração festiva de uma época com forte significado cultural.

Ourém, 05 de Março de 2014

Os Vereadores da Coligação Ourém Sempre



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Terça-feira, 4 de Março de 2014
JOVENS DE GONDEMARIA PARTICIPAM NO CARNAVAL

capa fb gjg - Cópia



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Domingo, 2 de Março de 2014
OURÉM BRINCA O CARNAVAL NO FÁRRIO



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Sábado, 1 de Março de 2014
FORMIGAIS REALIZA CONCURSO DE MÁSCARAS



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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014
OURÉM BRINCA O CARNAVAL NO FÁRRIO



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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014
MUNICÍPIO DE OURÉM CONCEDE TOLERÂNCIA DE PONTO AOS FUNCIONÁRIOS NO CARNAVAL

Os serviços mínimos estão assegurados

A Câmara de Ourém vai conceder a dispensa ao serviço no dia 4 de março, por ocasião do dia de Entrudo, aos trabalhadores da autarquia.

Apesar da tolerância de ponto, os serviços de atendimento aos munícipes são assegurados. A reunião de câmara prevista para este dia fica adiada para o dia seguinte, quarta-feira, pelas 09h30.

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FORMIGAIS REALIZA CONCURSO DE MÁSCARAS



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Sábado, 22 de Fevereiro de 2014
RITOS DO ENTRUDO EXORCIZAM DEMÓNIOS DO INVERNO

Entrudo e carnaval – dos ancestrais ritos pagãos à observação do período quaresmal

O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que dessa forma esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é diretamente das saturnais romanas que provêm diretamente os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e o rapazio percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a protecção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento reside, aliás, encontrar na filosofia platónica e em culturas mais recentes, ainda que sob as formas mais diversas. A tradição trouxe até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram!

Carlos Gomes / http://auren.blogs.sapo.pt/

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O Xé-xé era a figura mais típica do carnaval de antigamente



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RIBEIRA DO FÁRRIO BRINCA O CARNAVAL



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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014
FÁRRIO DÁ BAILE NO CARNAVAL



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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014
FORMIGAIS REALIZA CONCURSO DE MÁSCARAS



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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014
VILAR DOS PRAZERES FESTEJA O CARNAVAL



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Sábado, 15 de Fevereiro de 2014
RIBEIRA DO FÁRRIO BRINCA O CARNAVAL



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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014
VILAR DOS PRAZERES FESTEJA O CARNAVAL



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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
O CARNAVAL DE OURÉM... DO PARÁ!

O carnaval de Ourém não competiu com nenhum outro município, mas com pé no chão e de maneira enxuta, sem grandes gastos, proporcionou um carnaval agradabilíssimo para seus munícipes e também para seus visitantes...

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Pudemos analisar e até encontrar algumas falhas, mas no geral, em tudo mesmo, houve boa intenção para acertar.

Tudo organizado, com a cidade melhor cuidada, enfeitada, com todas as manifestações carnavalescas conhecidas assistidas, inclusive do interior, investimento maciço na segurança e primeiros socorros, enfim, tudo foi olhado com carinho, inclusive alguns que por ventura estiveram torcendo para dar errado.

Não houve nenhum acontecimento grave e quem esteve aqui pode confirmar que havia uma atmosfera de harmonia e congraçamento... é muito difícil um ouremense passar por uma pessoa e não faça qualquer saudação cordial.

Esse espírito de Ourém é mais rico que os mais ricos carnavais... e uma conversa de dois ladrões sobre este carnaval foi assim captada: "Não roubei ninguém porque não tive coragem ao ver tanta gente boa e energia positiva"... e um outro disse: "Mas no Superpop nós lavamos a égua, lembra? parecia que todo mundo era da nossa laia"...

Texto e fotos: Arlindo Matos (Ourém – Pará)

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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
UMA HISTÓRIA CONTADA POR GRAZIELA VIEIRA: CARNAVAL E NÓDOAS NEGRAS

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CARNAVAL E NÓDOAS NEGRAS

Estávamos em fins de Fevereiro, que tinha sido bastante frio e chuvoso. Porém, nessa manhã, o sol brindou-nos com os seus raios mornos e luminosos.

Eram quase nove horas, e eu encaminhava-me para a escola e, diga-se de passagem, sem vontade nenhuma. Ah, que vontade de fazer “gazeta”; correr pelos campos da minha aldeia, subir às árvores para contemplar o horizonte, já que, os passarinhos ainda não tinham começado a fazer os respectivos ninhos que eu tanto gostava de procurar e que me tinha valido o epíteto de Maria rapaz, ou ainda simplesmente, sentar-me no tronco carcomido da velha árvore do meu quintal, a observar o laborioso trabalho das formigas. A antevisão da “menina – de – cinco - olhos”, nome porque era conhecida a régua de madeira com que a professora nos mimoseava, sempre que nos portávamos menos bem, fizeram-me estugar o passo para não chegar atrasada.

Como sempre, eu era a última a entrar na casa velha que nos servia de escola. Era tão velha e fria, que quando chovia, tínhamos que andar a põe recipientes em vários sítios para que o chão não ficasse inundado. Casa de banho? Era um luxo que desconhecíamos. Era o grande e velho pátio que circundava a casa, que se destinava às necessidades fisiológicas. Depois de cantarmos o Hino Nacional e rezar a oração do dia, (ritual obrigatório), cada aluno se sentava na sua velha carteira e começava a fazer a cópia de uma página do livro de leitura. O silêncio era sepulcral. O mais pequeno ruído, era severamente castigado.

Com a ardósia, a que chamávamos lousa, na minha frente e o lápis de pedra na mão, preparava-me também para dar início ao meu trabalho quando uma borboleta multicolor se lembrou de poisar no parapeito de uma janela sem vidros, os quais quando chovia ou fazia vento eram substituídos por velhos jornais, deixando a escola numa espécie de penumbra. Eu bem me esforçava para começar o trabalho, mas, o raio da borboleta parecia desafiar-me para ir voar com ela. Ora rodopiava, ora batia as asas, que brilhavam como gotículas do arco-íris, ora voltava a poisar no velho parapeito da janela, como que num tentador convite à brincadeira.

Tal desafio, era demais para mim. Levantei-me e pedi:

-Senhora professora dá licença de ir lá fora?

Era dessa maneira que cada aluno daquela escola primária, em todos os sentidos, pedia sempre que necessitava de ir à citada casa de banho.

-Ainda agora entras-te e já queres ir lá fora? Perguntou a professora, que sem eu dar por isso, me observava há algum tempo.

Cruzando as pernas e pondo as mãos na barriga, numa atitude suplicante, reforçava assim o meu pedido.

Dada a respectiva autorização, corri porta fora com a intenção de ir apanhar a lindíssima borboleta. Quando me aproximei, a patifa levantou voo ao redor do pátio, e eu, sempre a correr atrás dela; por fim, poisou no ramo mais alto da gigantesca árvore que havia no pátio. Sem pensar duas vezes, qual gato selvagem, trepei rapidamente, na mira de a apanhar, mas, a malvada, voltou a fugir e desta vez para sempre. Desanimada, voltei para a escola. Mal entrei, já a professora me esperava com a repelente régua na mão. A um sinal, bem conhecido de todos, Aproximei-me para receber o castigo. Ela tinha o hábito de por o pé na travessa da velha secretária, ficando com o joelho dobrado, sempre que se preparava para aplicar um castigo; nós estendia-mos a mão que ela segurava com a dela, e, com a régua na outra mão, dava com força as respectivas reguadas, conforme o castigo a aplicar.

À primeira reguada, toda eu me encolhi gemendo de dor. Como não sabia quantas viriam a seguir, retirei a mão num repelão, e a reguada seguinte que já ia no ar, caiu com toda a força no joelho da professora que deu um grito estridente, tal era a dor e o inesperado da surpresa, pois nunca nenhum aluno tivera a ousadia de retirar a mão. Sem mais delongas, corri da escola para casa indo refugiar-me debaixo da cama, meu esconderijo predilecto.

Pouco tempo depois, já a professora estava a chamar os meus pais para fazer queixa da minha irreverência; por mais que apurasse os ouvidos, não consegui captar nada do diálogo travado entre eles. Chegada a hora do almoço, como a fome apertasse, fui para a mesa. Para minha surpresa, a minha mãe não se referiu ao ocorrido, embora eu tivesse passado horas a preparar o corpo mentalmente, para a inevitável sova de tamanco, que minha mãe manejava na perfeição, sempre que eu fazia das minhas, como ela dizia.

Comi com apetite julgando o caso encerrado, embora me parecesse inverosímil a falta de alusão ao sucedido. No fim do almoço, a minha mãe sentenciou:

-Sabes o que fizeste; o teu castigo, vai ser não sair à rua no dia de Carnaval.

Eu, que só parava em casa quando a isso era obrigada, preferia três ou quatro sovas de tamanco, a ter que passar o Carnaval fechada. Embora nesse tempo, 50 anos, se chamasse Entrudo e não fosse como é hoje.

Não havia fatos e enfeites inerentes á época à venda em qualquer parte, como agora, mas divertíamo-nos com coisas mais simples e bem mais económicas pois socorríamo-nos do engenho em transformar os disfarces com a prata da casa conforme a bolsa e a imaginação.

Faltavam cinco dias para o Carnaval, e eu, apelava a toda a minha imaginação, de dez anos, para poder ir para a rua sem ser descoberta. Por fim, comecei a vislumbrar uma luz ao fundo do túnel da minha mente, e quando chegou o almejado dia, já eu tinha tudo preparado para ir para a rua sem ser reconhecida. Tinha despojado um espanta-pardais de um vizinho de toda a sua indumentária, e como não me convinha nada ir de cara descoberta, fui-me a um cobertor de pura lã de ovelha que tinha na cama, e cortei-lhe uma barra que tinha mais escura. Com a ajuda de cola e arames, consegui fazer uns soberbos bigodes e uma venerável barba que me tapavam quase todo o rosto.

Ataviada com os andrajos do espantalho e com as respectivas barbas e bigodes, peguei numa cesta de vime, uma garrafa, um saco e um cajado e, às escondidas, lá consegui sair para a rua. Bati a todas as portas pedindo esmola sem que ninguém ma negasse. As pessoas, julgavam-me um anão mudo, dado a minha franzina estatura e as veneráveis barbas que me chegavam quase até à cintura.

Já mal podia com a cesta cheia de toda a espécie de géneros alimentícios. Batatas, pedaços de pão centeio, chouriços, toucinho, algumas moedas, e até a garrafa já estava cheia de azeite. Ninguém me reconheceu. Até as outras crianças minhas amigas, fugiam de mim a sete pés, com medo do enorme cajado que eu levantava de cada vez que alguma se aproximava para evitar que alguma mais atrevida me puxasse pelas barbas e lá se ia tudo quanto Maria ganhou como se costuma dizer.

Por fim, exausta, sentei-me ao sol atrás de um muro a contar os tostões que havia recebido. Parecia incrível. Eu tinha ali, uma verdadeira fortuna. Nada mais, nada menos que onze escudos e setenta centavos. Esta quantia em 1953, era na verdade muito dinheiro, mas o que mais me preocupava de momento, era a maneira de me desfazer do azeite e dos restantes géneros alimentícios. Devolvi os andrajos ao espantalho, escondi os géneros debaixo da palha, destinada aos animais domésticos, o dinheiro no buraco de uma parede, e fiquei à espera que surgisse uma ideia válida.

Dormi mal nessa noite; mas pela manhã, surgiu como por milagre, a oportunidade de me desfazer do meu “delito”.Acabara de chegar à minha aldeia o ti Zé albardeiro. Tinha essa alcunha devido à sua profissão, que era a de fazer albardas e outros arreios para animais.

Como já vinha sendo hábito, hospedava-se com a mulher e um rancho de filhos pequenos perto de nossa casa, e enquanto ele trabalhava, os filhos iam mendigar porque o parco salário do pai, era insuficiente para alimentar tantas bocas esfomeadas.

Cheia de alegria, fui ofertar-lhe tudo o que tinha angariado no dia anterior, menos o dinheiro, que era o meu tesouro secreto.

Costuma dizer-se; quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Mal virei costas, a mulher do albardeiro que tinha tanto de pobre como de séria, foi logo dar conhecimento à minha mãe, julgando que eu tinha tirado tudo de casa sem o consentimento dela. Vi-me obrigada a contar todas as peripécias, omitindo, deliberadamente, o modo que encontrei para confeccionar as barbas.

Esquecendo a proibição de não ir à rua no Carnaval, contra todas as minhas piores previsões, a minha mãe desatou a rir às gargalhadas, contagiando os presentes, entre os quais, talvez fosse eu a que ria mais, vá-se lá saber porquê. Claro que, quem ganhou uma majestosa ceia inesperada, foi a família do ti Zé albardeiro que ficou muito contente, e eu também, por poder ofertar algo que tinha sido ganho por mim, embora por vias um pouco prosaicas.

Passada uma semana, quando procedia à mudança das roupas das camas, é que a minha mãe viu, o meu cobertor feito em dois, pois a barra mais escura que eu cortara para fazer as barbas, estava mesmo ao centro do cobertor.

É escusado dizer que, na mesma hora, o tamanco dançou de tal maneira que durante 15 dias mal me podia sentar devido às nódoas negras que tinham ficado em certo sítio.

Graziela Vieira

OURÉM



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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
CARNAVAL NA REGIÃO DE LEIRIA É GRANDE FOLIA!



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GONDEMARIA VENCE CARNAVAL DE OURÉM

A Gondemaria foi a vencedora este ano do desfile de Carnaval na cidade de Ourém, tendo ainda obtido a classificação do melhor carro alegórico.

Assim, as classificações foram as seguintes:

Melhor carro – Junta de Freguesia de Gondemaria “Sou EU que pago”

Grupo mais criativo – Centro Escolar da Caridade “O Laboratório/Cientista Pardal”

Grupo mais animado – Casa do Povo de Fátima “Os Pinguins do Povo”

Grupo mais colorido – Jardim Infantil de Ourém “Os Doutores Palhaços”

Lembramos que, este ano, o desfile de Carnaval contou com a participação de 14 grupos, 11 carros alegóricos, envolvendo um número de participantes que ultrapassou todas as expetativas.

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A equipa da Junta de freguesia de Gondemaria sagrou-se vencedora do desfile de Carnaval de Ourém realizado este ano...

...e apresentou o melhor carro alegórico.

mais criativo

O Centro Escolar da Caridade revelou-se o mais criativo.

Mais coloridos

O Jardim Infantil de Ourém foi o grupo mais colorido.

Mais animado

Os "pinguins" da Casa do Povo de Fátima foram os mais animados...

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...e este foi o maior grupo que desfilou em Ourém!



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AMANHÃ HÁ BAILE DE CARNAVAL NOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FÁTIMA



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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
CARNAVAL DE OURÉM ESTE ANO FOI O MAIOR DE SEMPRE!

Perto de dois mil figurantes e onze carros alegóricos provenientes das mais diversas freguesias desfilaram hoje na cidade de Ourém, naquele que foi o maior cortejo carnavalesco jamais realizado no Concelho de Ourém.

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A cidade encheu-se de cor e alegria. A multidão apinhou-se ao longo do percurso para ver passar o corso. O dia esteve maravilhoso e, nem mesmo uma ligeira brisa de ar frio conseguiu arrefecer os ânimos dos foliões.

O carnaval de Ourém contou este ano com a Branca de Neve e os Sete Anões, os Chineses e o Professor Pardal, palhaços e espantalhos. Eles vieram de Espite e de Fátima, da Gondemaria e de Vilar dos Prazeres, do Olival e da Freixianda e de muitas mais freguesias de Ourém, trazidos pelas associações culturais do nosso concelho numa demonstração de alegria e vitalidade.

A partir de agora, resta aguardar a decisão do júri que, decerto, não vai ter tarefa fácil porquanto todos os grupos revelaram excelente nível de participação.

O nosso colaborador sr. José Santos deixa aqui o registo fotográfico do que viu.

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Fotos: José Santos



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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
OURÉM: JUVENTUDE DESFILA NO CARNAVAL DA FREIXIANDA

O desfile de carnaval que ontem se realizou na vila da Freixianda contou com a participação de Asterix e de Obelix, do Capuchinho Vermelho e da Pipi das Meias Altas, de anjos e demónios, muitos piratas e até soldados romanos. No Largo Juvêncio Figueiredo, os elementos do júri no qual pontificavam professores das escolas da localidade, assistiam divertidos ao desfile enquanto pontuavam as equipas participantes.

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O desfile de Carnaval foi organizado pelo Agrupamento de Escolas da Freixianda, contou com a participação da Associação de Pais do Centro Social e Paroquial da Freixianda e a colaboração da Câmara Municipal de Ourém e das juntas de freguesia da Freixianda, Formigais e Ribeira do Fárrio. As fotos que aqui reproduzimos são do Agrupamento de Escolas da Freixianda.

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CARNAVAL DESFILA AMANHÃ EM OURÉM



publicado por Carlos Gomes às 00:38
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
OURÉM: CARNAVAL DESFILA AMANHÃ PELAS RUAS DA FREIXIANDA



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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
OURÉM: FONTAÍNHAS DE SEIÇA REALIZA BAILE DE MÁSCARAS



publicado por Carlos Gomes às 18:16
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OURÉM: GRUPO MANUEL BRAZ ANIMA CARNAVAL NA FREIXIANDA



publicado por Carlos Gomes às 18:00
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MAIS DE UM MILHAR VAI DESFILAR NO CARNAVAL DE OURÉM

A cidade de Ourém vai no próximo domingo encher-se de cor e alegria. Mais de um milhar de pessoas vai desfilar no corso carnavalesco que vai percorrer as ruas de Ourém. Até ao momento, encontram-se inscritos mais de mil figurantes, podendo este número aumentar ainda durante os próximos dias.

Carnaval 2011

Assim, no dia 19 de fevereiro, a partir das 15h00, vai haver muita animação com máscaras, música, serpentinas e, naturalmente, a indispensável sátira que não poupará seguramente as figuras públicas do concelho e do país.

Este ano, mantendo a tradição carnavalesca do Município de Ourém, foram convidadas a participarem neste evento associações, escolas, juntas de freguesia e instituições particulares de solidariedade social. No total, serão 14 grupos a desfilar pelas principais ruas da Ourém, acompanhados por 11 carros alegóricos.

A concentração dos foliões far-se-á no Parque Linear, às 13h00, seguindo-se o cortejo, que a exemplo do que tem acontecido, é motivo de festa, e atrai muito público para a rua. Os oureenses estão, assim, convidados a festejarem mais um carnaval com alegria, cor, serpentinas, música e muita diversão.

Clube Desportivo de Espite: Vindimas

Jardim Infantil de Ourém: Os Doutores Palhaços

Associação Cultural e Recreativa os Amigos da Farra: Música popular portuguesa

Casa da Criança - Centro de Assistência Social de Fátima: Era uma vez

Centro Desportivo Social e Cultural Cercal - Vales e Ninhos: Meios de transporte

Associação Cultural e Recreativa do Vale do Peso: Os bohémios indignados

Associação Filarmónica 1º dezembro - Vilar dos Prazeres: Espantalhos alegres

Centro Social Paroquial de Freixianda: O Jardim

EB1 Olival /Jardim Infantil, Associação de Pais: As cores e as estações do ano

Casa do Povo de Fátima: Pinguins do Povo

Apajefátima: A Branca de Neve e os 7 anões

Junta de Freguesia de Gondemaria: Sou EU que pago

Centro Escolar da Caridade: O Laboratório/Cientista Pardal

Centro Recreativo e de Convívio das Louças: Os Chineses

Alertas ao consumo em época de carnaval

Aproxima-se a época de folia, de carnaval, enraizada na população, cuja tradição, dinamiza a nossa economia, através do investimento versus consumo, com o objetivo de diversão.

O Município de Ourém através do Gabinete de Informação Autárquica ao Consumidor dá nota de alguns alertas, visando a proteção e defesa do consumidor.

Certos divertimentos podem colocar em risco a segurança do cidadão. Existem no mercado máscaras, fatos e outros adereços que não obedecem aos requisitos legais, como sendo a inexistência de aviso de toxicidade, de rotulagem exigível. O Município alerta e sugere que questione a sua qualidade.

As bombinhas de carnaval e os estalinhos, tão “apetecíveis” nesta época, são considerados aos “olhos” da lei, explosivos pelo que a sua regulamentação impõe que só sejam utilizados por quem tenha autorização prévia passada pela PSP para o efeito e seja maior de 18 anos, cuja utilização, não implique riscos, de forma a evitarem-se os acidentes. Divirta-se, mas com a precaução que lhe é devida.

Se pretender mais informação ou queira apresentar alguma reclamação, dirija-se ao Município de Ourém, Gabinete de Informação Autárquica ao Consumidor do Município de Ourém, Praça D.ª Maria II, n.º 1, 2490-499 Ourém (@: gabinete.giac@mail.cm-ourem.pt/ Tel: 249 540 900 (ext. 6866)



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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
OURÉM: FREIXIANDA REALIZA DESFILE DE CARNAVAL



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CARNAVAL ALEGRA CIDADE DE OURÉM



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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
BAILE DE CARNAVAL ANIMA BOMBEIROS DE FÁTIMA



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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
MUNICÍPIO DE OURÉM CONCEDE TOLERÂNCIA DE PONTO E ASSEGURA SERVIÇOS MÍNIMOS

A Câmara Municipal de Ourém vai conceder dispensa ao serviço aos seus funcionários, no próximo dia 21 de fevereiro, assegurando no entanto o funcionamento dos serviços de atendimento ao cidadão, assim como a reunião do executivo que se encontra agendada para aquele dia e que decorrerá nos moldes habituais.

Na tomada de decisão, o Presidente da Câmara Municipal de Ourém Dr. Paulo Fonseca, teve em consideração que “a comemoração dos festejos de Carnaval se encontra enraizada nos hábitos da população”, “os compromissos já assumidos com as diversas associações no âmbito da comemoração do Carnaval” e ainda o fato de, tratando-se de se tratar de uma tradição que vem sendo mantida.

Nesses termos, proferiu o despacho: “Determino, no uso da competência que me é conferida pela Lei n.º 169/99, de 19 de setembro, em matéria de gestão de recursos humanos, conceder a dispensa ao serviço no dia 21 de fevereiro, aos trabalhadores da Autarquia. Determino ainda, que os serviços de atendimento ao cidadão, deverão ficar assegurados, cabendo essa gestão a cada chefe de divisão. Os trabalhadores que não usufruírem da dispensa de serviço neste dia, usufruirão em dia a acordar com o respetivo superior hierárquico.”



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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
CARNAVAL DE OURÉM VAI SER DE ARROMBA!



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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FÁTIMA ORGANIZAM BAILE DE CARNAVAL



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OURÉM ENSINA A CONSTRUIR MÁSCARAS



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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
CARNAVAL DE OURÉM VAI SER O MELHOR DE PORTUGAL... E ARREDORES!



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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
OURÉM DESFILE NO CARNAVAL

Desfile de carnaval

19 de fevereiro

15h00 – Cidade de Ourém

Entrada livre

As ruas da cidade de Ourém vão receber no dia 19 de fevereiro o Desfile de Carnaval 2012.

Os festejos seguirão o modelo do ano passado. As associações, entidades, escolas e grupos estão a ser contatados para integrarem o cortejo carnavalesco. Espera-se que, a exemplo do que aconteceu no ano passado, os oureenses partilhem este dia de festa e encham o percurso habitual do cortejo com alegria, cor e muita animação.



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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
CARNAVAL DESFILA NAS RUAS DE OURÉM



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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
CARNAVAL EM OURÉM DESPERTA ENTUSIASMO

O carnaval de Ourém está a despertar entusiasmo e tudo leva a crer que a cidade vai registar uma enchente de visitantes no próximo dia 19 de Fevereiro, altura que terá lugar o desfile do corso carnavalesco. Por outro lado, sabemos que existem grupos grupos participantes de algumas freguesias do Concelho que andam há vários meses a preparar o seu corso a fim de destronar a Gondemaria que venceu a edição do ano anterior. Resta-nos esperar para ver o que acontece!

CARNAVAL OURÉM - 2011 026

Os festejos seguem o modelo do ano passado. As associações, entidades, escolas e grupos estão a ser contatados para integrarem o cortejo carnavalesco. A exemplo do que vem sucedendo em anos anteriores, os oureenses vão partilhar este dia de festa e encher o percurso habitual do cortejo com alegria, cor e muita animação. Ano após ano, Ourém recebe um número cada vez maior de visitantes por esta ocasião, sinal evidente de que o cortejo tem vindo progressivamente a melhorar e a participação de figurantes no corso a aumentar.

Também a divulgação do carnaval de Ourém se multiplica nomeadamente através das redes sociais, colocando Ourém na ribalta entre as localidades que promovem um dos melhores festejos carnavalescos, apenas necessitando de maior visibilidade. O seu sucesso depende sobretudo da vontade e do espírito de alegria dos oureenses.

Carnaval 2



publicado por Carlos Gomes às 07:00
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
OURÉM PREPARA-SE PARA BRINCAR O CARNAVAL!



publicado por Carlos Gomes às 18:32
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QUEM IRÁ VENCER ESTE ANO O DESFILE DE CARNAVAL EM OURÉM?

A Junta de Freguesia de Gondemaria foi a vencedora do desfile de Carnaval de Ourém do ano passado com o tema “Quem será o pai da criança?”. Este ano, já existe quem procure suplantar a Gondemaria em grandiosidade e imaginação. A ver vamos… o desfile vai ter lugar no próximo dia 19 de Fevereiro e, ao que tudo leva a crer, este ano a festa vai ser de arromba.

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Os festejos seguem o modelo do ano passado. As associações, entidades, escolas e grupos estão a ser contatados para integrarem o cortejo carnavalesco. A exemplo do que vem sucedendo em anos anteriores, os oureenses vão partilhar este dia de festa e encher o percurso habitual do cortejo com alegria, cor e muita animação. Ano após ano, Ourém recebe um número cada vez maior de visitantes por esta ocasião, sinal evidente de que o cortejo tem vindo progressivamente a melhorar e a participação de figurantes no corso a aumentar.

Também a divulgação do carnaval de Ourém se multiplica nomeadamente através das redes sociais, colocando Ourém na ribalta entre as localidades que promovem um dos melhores festejos carnavalescos, apenas necessitando de maior visibilidade. O seu sucesso depende sobretudo da vontade e do espírito de alegria dos oureenses.

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publicado por Carlos Gomes às 03:00
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
CARNAVAL JÁ FERVILHA EM OURÉM

Ourém prepara-se para brincar o carnaval e desfilar pelas ruas da cidade no próximo dia 19 de Fevereiro. E, ao que tudo leva a crer, este ano a festa vai ser de arromba. Ao que apurámos, um dos grupos participantes de uma das freguesias do Concelho anda há vários meses a preparar o seu corso com imponentes e graciosos carros alegóricos e a recrutar um elevado número de participantes que irão desfilar no cortejo carnavalesco. O Carnaval em Ourém está a alcançar uma amplitude que pode vir a igualar-se aos mais afamados que se realizam noutros pontos do país.

CARNAVAL OURÉM - 2011 026

Os festejos seguem o modelo do ano passado. As associações, entidades, escolas e grupos estão a ser contatados para integrarem o cortejo carnavalesco. A exemplo do que vem sucedendo em anos anteriores, os oureenses vão partilhar este dia de festa e encher o percurso habitual do cortejo com alegria, cor e muita animação. Ano após ano, Ourém recebe um número cada vez maior de visitantes por esta ocasião, sinal evidente de que o cortejo tem vindo progressivamente a melhorar e a participação de figurantes no corso a aumentar.

Também a divulgação do carnaval de Ourém se multiplica nomeadamente através das redes sociais, colocando Ourém na ribalta entre as localidades que promovem um dos melhores festejos carnavalescos, apenas necessitando de maior visibilidade. O seu sucesso depende sobretudo da vontade e do espírito de alegria dos oureenses.

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publicado por Carlos Gomes às 11:18
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
CARNAVAL DE OURÉM JÁ TEM REGULAMENTO

CARNAVAL OURÉM - 2011 010

Normas de participação

CONCURSO DE DESFILE DE CARNAVAL 2012

I

O desfile de Carnaval de Ourém integra o programa de actividades do Município tendo como objectivo a promoção das tradições carnavalescas. Para a organização do corso carnavalesco o Município conta com o apoio das Juntas de Freguesia, Associações/Colectividades e Estabelecimentos de Ensino do concelho.

Propõem-se incentivar a criatividade, a imaginação e a alegria próprias desta quadra, bem como o espírito de associativismo entre a comunidade, numa actividade lúdica e recreativa que promove a animação e assinala uma data festiva.

II

Data e local de realização

1 - O desfile de Carnaval realiza-se no Domingo de Carnaval, dia 19 de Fevereiro de 2012, nas ruas da cidade de Ourém, nomeadamente na Avenida D. Nuno Álvares Pereira.

O desfile tem início previsto para as 15h00.

O desfile terá o seguinte itinerário: Concentração no Parque Linear - R dos Congressos - R. Dr. Francisco de Sá Carneiro - R. Stª Teresa de Ourém - Avenida D. Nuno Álvares Pereira.

Desfile entre os CTT até aos Bombeiros Voluntários e coreografia em frente ao Jardim entre 3 e 5 minutos - termo do desfile e saída pela Avenida dos Bombeiros Voluntários.

2- Todos os participantes deverão concentrar-se no Parque Linear, entre as 13h00 e as 15h00. O Júri fará, nesse local, uma primeira avaliação dos carros. Os carros que não estiverem no local até às 14H00 ficam sujeitos a não serem classificados.

3 – Podem inscrever-se para o concurso todas as Juntas de freguesia, Associações e Estabelecimentos de Ensino sedeados no Concelho.

III

CATEGORIAS ADMITIDAS A CONCURSO:

1- Grupo com carro(s) - acompanhado por um mínimo de sete elementos;

2- Grupo sem carro(s) - composto por um mínimo de cinco elementos;

3- Os grupos constituídos por crianças ou jovens menores de idade terão de ter, obrigatoriamente, um adulto a acompanhar como responsável pelos mesmos.

IV

Inscrições

1- As fichas de inscrição devem ser entregues até ao dia 11 de fevereiro na Divisão de Ação Cultural do Município de Ourém.

2- Deverá ser entrega até dia 17 de fevereiro à OurémViva (Centro de Negócios) a música que acompanha a coreografia.

3- Os inscritos a concurso deverão apresentar no carro ou no disfarce a designação da Junta de Freguesia, Associação, Estabelecimento de Ensino que representam.

V

Divulgação

1- As fichas de inscrição, bem como as normas de participação, encontram-se disponíveis na Divisão de Ação Cultural do Município de Ourém associativismo@mail.cm-ourem.pt e no sítio do município na internet www.cm-ourem.pt

VI

Júri

1- O júri será constituído por seis elementos convidados, pessoas idóneas e de áreas diversificadas, e da sua decisão não haverá recurso.

2- No júri serão constituídos dois grupos, cada um composto por três elementos, para avaliação, em separado, de carros alegóricos e grupos.

3- A atribuição de pontos aos carros alegóricos, por cada elemento do júri, será feita com base nos seguintes parâmetros:

* Criatividade (0-10)

* Colorido (0-10)

* Alegria e animação do grupo (0-10)

A apreciação do júri decorrerá da observação no local.

4- Na classificação dos grupos ter-se-ão em consideração os seguintes parâmetros:

Criatividade – Colorido – Animação.

VII

Prémios

1- Serão atribuídos prémios, nas diferentes categorias, nos valores seguintes:

-- Carros Alegóricos --

  1. Os carros alegóricos e NÃO CARROS ENFEITADOS, serão premiados monetariamente, resultando o prémio da pontuação atribuída pelo júri, valendo cada ponto 7,00€.
  2. O valor do prémio a atribuir a cada carro alegórico poderá atingir 630,00€.

-- Grupos –

 

  1. Por cada figurante TRAJADO CARNAVALESCAMENTE e integrado em grupo participante, será atribuído um prémio de presença de € 4,00 (até um limite de 400€).
  2. Será atribuído um prémio monetário de 300,00€ ao vencedor de cada uma dasseguintes categorias:                               

* Grupo Mais Animado

* Grupo Mais Criativo

* Grupo Mais Colorido

--Entrega de prémios--

Os vencedores serão anunciados no final do corso, seguindo-se a entrega de prémios.

VIII

Penalizações

1. Anão correspondência do número de elementos desfilantes com a lista apresentada à organização terá como penalização a redução do prémio de presença (de figurantes) em montante igual ao número de elementos ausentes.

2. Os participantes no desfile que não estejam trajados carnavalescamente não serão pontuados pelo Júri, não lhes sendo atribuído o prémio de presença.

 

3. Os carros meramente ‘enfeitados’, que não apresentem trabalho ou criatividade não serão avaliados.

IX

Deveres da Organização

1- Providenciar um secretariado e instalações de apoio (com instalações sanitárias), a funcionar no Mercado Municipal de Ourém;

2- Definir o percurso do desfile e a ordem de entrada no corso;

3- Providenciar as condições logísticas para a realização do desfile de Carnaval, entre as quais:

* A colocação de barreiras de segurança;

* Som ambiente;

* Estruturas de apoio ao público

4- Providenciar os recursos humanos necessários ao apoio logístico do desfile.

X

Deveres dos participantes

1- Cumprir as indicações da organização, ao nível dos horários de início, ponto de encontro e demais normas para o bom decurso do Desfile;

2- Cumprir o percurso definido pela organização e a ordem de entrada no corso;

3- Apresentar em local visível o número identificativo atribuído pelo secretariado do concurso;

4- Zelar pela ordem e segurança, no decorrer do trajecto;

5- É proibida a utilização de água ou farinha durante o desfile, de forma despropositada e que possa perturbar o corso carnavalesco ou implicar algum risco para a segurança de pessoas e bens. Cabe à organização proceder à penalização do grupo a pé ou carro alegórico, que não obedeça a estes requisitos.

XI

Disposições finais

Se, por motivo de força maior, designadamente as condições climatéricas, não for possível a realização do desfile, a organização dará informações através da rádio.

Qualquer dúvida ou omissão será resolvida pela organização.

CARNAVAL OURÉM - 2011 005



publicado por Carlos Gomes às 13:08
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