Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016
CENTRO GALEGO DE LISBOA PROMOVE CICLO DE CONFERÊNCIAS “(DES)ENCONTROS GALEGO-PORTUGUESES

(Des)Encontros galego-portugueses: Ciclo de eventos | Marzo, Abril e Maio de 2016

Organización: Centro de Estudos Galegos (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e Xuventude de Galicia – Centro Galego de Lisboa

O obxectivo deste ciclo é programar unha serie de conferencias, debates e outros eventos sobre as relacións históricas e actuais entre as sociedades e as culturas galega e portuguesa, atendendo a diferentes aspectos.

O ciclo constará de seis sesións, que terán lugar nos meses de marzo, abril e maio nas instalacións da Xuventude de Galicia – Centro Galego de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 19:40
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
REINTEGREMOS O GALEGO NO PORTUGUÊS

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano».

Joan_Lluis_LLuis2

Para fazerem desaparecer as línguas que estorvam, os estados com vocaçom lingüicida tenhem diversas soluções ao seu alcance, que funcionam mais ou menos bem. Espanha foi avondo eficaz, ao menos na Galiza. Lá, agiu em dous tempos. Primeiro, convenceu os galego-falantes de que a sua língua já nom tinha nada a ver com o português. Umha vez isolado, o galego deixou de interagir com umha língua falada por uns douscentos e quarenta milhões de pessoas e oficial em nove estados independentes. Quer dizer, que a primeira etapa condenou a língua a viver em autarquia num território –Galiza— de dous milhões e meio de habitantes. Se os dous milhões e meio de galegos falassem todos galego, já ora, nom haveria qualquer problema. Nom é, porém, o caso, e o seu declive é constante desde a segunda metade do século XX.

A segunda etapa consiste em aproveitar a insegurança lingüística dos falantes de umha língua que, separada da norma comum, há de fazer umha de seu, para legitimar o maior número possível de castelhanismos. O símbolo desta intrusom é a aceitaçom académica do dígrafo ñ no lugar do genuíno nh —o nh, é claro, remetia demasiado para as normas portuguesas—. Imaginais os estragos que teria causado ao catalão a aceitaçom do mesmo dígrafo? Imaginais que fosse normativo que um catalão exilado escrevesse: «Cada dia, des de la lluñania, eñoro la meva Cataluña» [1]?. Por sinal, esta estratégia em dous tempos —separaçom do tronco comum e castelhanizaçom— é também a estratégia seguida polo espanholismo no País Valenciano.

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano». A academia oficial e o governo autónomo decidírom-se com furor pola segunda opçom. Porém, desde há uns anos, começa a fazer-se sentir umha outra voz. A dos chamados reintegracionistas. Som eles que entendem plenamente os argumentos e os objetivos dos partidários do galego-castelhano e que querem exatamente o contrário.

Som eles que, reagrupados na Associaçom Galega da Língua, querem salvar o galego da implacável residualizaçom a que está condenado. Os seus argumentos som de senso comum: isolado, o galego morrerá, unido com o português, pode aguardar prosperar, graças ao grande número de falantes de que dispom e ao seu prestígio internacional. Intentam, pois, operar umha revoluçom mental para fazer que se reconheça aquilo que já era umha evidência: o galego nom é umha língua derivada do português, mas umha das formas do português.

Este movimento de retorno requer a aceitaçom de um vocabulário hoje desterrado, o qual haveria de fusionar com as formas próprias do galego. Requer, sobretudo, eliminar as formas espanholas aceites de olhos fechados por umha academia [a RAG] de bandulho mole. E requer a recuperaçom das normas ortográficas comuns ao português como som nh em vez de ñ, mas também lh por llou ç no lugar de z. Nom o têm doado. Explica-o um dos escritores mais ativos neste combate, Séchu Sende: «Os reintegracionistas som umha minoria no interior da minoria galego-falante». O seu supervendas galego, Made in Galiza (em catalão, A vendedora de palavras, edições RBA, traduzido por Mònica Boixader) estava escrito num galego intermédio entre normativo [oficialista] e reintegracionista. Decidiu redigir o seguinte livro (A República das Palavras) empregando apenas as normas reintegracionistas, e isso significou apenas lograr ser publicado por uma pequena editora. Para ele, porém, a reintegraçom ao tronco galego-português é a única possibilidade para esperar reinjetar autoestima nos falantes de umha língua percebida geralmente como estritamente decorativa. Torna al Born o mor[2].

NOTAS:

[*] Artigo publicado originalmente por Joan-Lluís Lluís na revista catalã Presència em novembro de 2015. Traduzido do catalão para a galega com permissom do autor.

[1] Em correto catalão, «cada dia, des de la llunyania, enyoro la meva Catalunya»; isto é, «Cada dia, a partir da lonjura, sinto a falta da minha Catalunha».
[2] «Regressa ao Born ou morre». O provérbio original é «Roda el món i torna al Born» (localidade catalã), que se poderia traduzir como «vê mundo e regressa à casa».

Joan-Lluís Lluís (Perpinhã, Países Catalães, 1963), é um premiado escritor e colunista catalão. É colaborador habitual de publicações digitais como VilaWeb ou Esguard e a ainda a revista Presència (suplemento semanal do diário El Punt Avui). Nascido na Catalunha Norte, desenvolveu do início a sua trajetória literária no Principat, ao mesmo tempo que denuncia o «lingüicídio» cometido polo Estado francês na sua terra de origem.

Joan-Lluís Lluís / http://www.diarioliberdade.org/



publicado por Carlos Gomes às 00:14
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015
NADAL EN GALICIA… E SÚAS PANXOLIÑAS

Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas.

Guimarães (24)

À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.

                                                   A noitiña de Nadal,

                                                   Noite de gran alegría;

                                                   Naceu un reiciño novo

                                                   Fillo da Virxe María.

                                                   Camiñando vai Xosé,

                                                   Camiñando vai María,

                                                   Camiñan para Belén

                                                   A fin de chegar con día.

                                                   Cando a Belén chegaron,

                                                   Toda a xente dormía,

                                                   Menos un pobre porteiro

                                                   Que estaba na portería.

                                                   - Abre as portas, porteiro,

                                                   - A Xosé e María.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

Depois da Noiteboa e súas panxoliñas celebradas na noitiña de Nadal, as festas prolongam-se ata à Noite Vella que ocorre a 31 de decembro e, daí ata Día de Reis em 6 de xaneiro. Conta unha tradiçión galega que todo lo bruxedo praticado na Noiteboa non logra alcançar ninghúm sucesso, pois é a noitiña do nacemento do meniño Xesús, cando a luz triunfa sobre a escuridón, o Bem sobre o Mal.. E, porque é solstício de inverno, as ervas colhidas en noitiña de San Xoán volven a ter o verde de orixe. Revonava-se o fogo na lareira con un gran tizón que depois de se queimar un póco se apaga. O tizón de Nadal apenas volverá a acender-se cando haxa ameaça de peligro. Na Coruña e en Lugo, en Ourense e Pontevedra, desde Ferrol ata A Guarda, da Moaña ata Castroverde, é Nadal en todolos pobos marinheiros e rurais de Galicia, en todalas aldeas e parroquias se celebra unha festa xenuína que ten a ver coa tradición cultural portuguesa em xeral e das xentes do Miño en particular. Como hai dixo o poeta João Verde:

                                                   - Vendo-os assim tão pertinho

                                                   a Galiza mail-o Minho

                                                   São como dois namorados

                                                   Que o rio tráz separados

                                                   Quase desde o nascimento

 

                                                   - Deixal'os, pois namorar

                                                   já que os pais para casar

                                                   lhes não dão consentimento

Hai, pois, que celebrar todolos xuntos en familia, galegos e portugueses, o noso Nadal, com zambumbas e panxoliñas, con ganas pola la chegada do día da gran naçom portugalaica. Hai que cumprir Portugal!

- Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:18
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Sábado, 31 de Outubro de 2015
GALIZA E PORTUGAL: UM SÓ POVO E UMA SÓ NAÇÃO!

Por um compreensível desconhecimento, grande parte dos folcloristas portugueses possui um entendimento errado em relação ao folclore das gentes galegas, classificando-o de "espanhol" e confundindo-o com os usos e costumes dos demais povos peninsulares. Aliás, tal como sucede em relação à língua portuguesa que é o idioma da Galiza e que também é erradamente confundida com o castelhano que é a língua oficial de Espanha, também ela impropriamente por vezes designada por "espanhol".

Guimarães (24)

Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspeto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, atualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões - a Galiza!

Carlos Gomes / www.folclore-online.com



publicado por Carlos Gomes às 16:53
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PERSEGUIÇÃO AO NACIONALISMO GALEGO TRÁZ À MEMÓRIA REPRESSÃO DA DITADURA FRANQUISTA

Guarda Civil desenvolve operaçom contra Causa Galiza e detém nove pessoas

A Guardia Civil espanhola, sob comando da Audiencia Nacional daquele país, detivo nove pessoas nas últimas horas no ámbito de um dispositivo repressivo desenvolvido em todo o território galego. Há quatro pessoas detidas em Vigo, duas em Ponte Vedra e três em Boiro, Muros e Compostela.

Segundo informaçons policiais filtradas aos meios comerciais, a militáncia de Causa Galiza é a atingida desta vez polas forças policiais. Adicionalmente, o site da organizaçom política está neste momento fora do ar. Segundo a imprensa comercial, a operaçom terá como alvo "o entorno" do grupo Resistência Galega (RG). Parece que a acusaçom seria de 'enaltecimento do terrorismo', frequentemente usada polo regime espanhol nas suas operaçons contra independentistas, anarquistas e outros movimentos: a sua definiçom laxa permite alargar o ámbito das açons policiais.

Declaraçons do delegado do Governo mistura acusaçons de suposto "enaltecimento do terrorismo" com um alegado "golpe à organizaçom terrorista", enquanto o site de Causa Galiza na internet cai em simultáneo com o operativo.

O delegado do governo espanhol, o sinistro Santiago Villanueva, ameaçou com mais detençons e registos ao longo do dia de hoje (30/10), acrescentando que a razzia suporia "um duro golpe para a organizaçom terrorista", no que parece um totum revolutum em que entram a suposta acusaçom de "enaltecimento" e o que se apresenta como "golpe à organizaçom".

De facto, à medida que se conhecem os nomes de vários detidos confirma-se tratar-se de militantes e dirigentes independentistas de trajetória pública e conhecida à frente de Causa Galiza. Ao que todo indica, poderá ser essa atividade política a que sirva para tentar justificar um operativo propagandístico dos que periodicamente ordena o Estado espanhol no nosso país.

Villanueva garantiu que as nove pessoas detidas serám conduzidas a Madrid para apresentarem depoimento perante juízes da Audiência Nacional espanhola, tribunal especial para assuntos políticos que dá continuidade ao Tribunal de Ordem Pública franquista.

Razzia contra Causa Galiza: Nove militantes independentistas detidos em diferentes pontos do País

O Ministério espanhol do Interior informou já de alguns pormenores da acusaçom que terá levado as forças repressivas espanholas levar detidas das suas moradas nove militantes de Causa Galiza. O principal motivo da acusaçom de "enaltecimento do terrorismo" parece estar na organizaçom do Dia da Galiza Combatente, a 11 de outubro, por parte dessa organizaçom política. Na verdade, essa data vem comemorando-se desde inícios do presente século, instituída por NÓS-Unidade Popular em 2002 no calendário anual independentista, mas só 15 anos depois é que se produzem as primeiras detençons por esse motivo.

Entre a "literatura" incluída no comunicado do Ministério espanhol do Interior para justificar a razzia, inclui-se a suposta participaçom de um dos detidos no EGPGC, organizaçom armada galega desaparecida há 25 anos.

Os meios de comunicaçom da burguesia já começárom a "arejar" os currículos e histórias do independentismo que habitualmente saem das gavetas policiais para dar cobertura "informativa" aos operativos repressivos.

A história como farsa volta à cena.

"Apoiar postulados", acusaçom política contra os 9 independentistas galegos detidos

Continuam presas as nove pessoas detidas ontem em diferentes pontos da Galiza, pola Guarda Civil espanhola.

A acusaçom: “apoiar os postulados” da fantasmal “organizaçom terrorista” Resistência Galega. Os vizinhos e vizinhas de Vigo, Compostela, Boiro, Ourense, Muros e Ponte Vedra detidos ontem nessas localidades continuam isolados à espera de comparecerem no tribunal de exceçom espanhol para assuntos políticos, a Audiência Nacional.

Várias concentraçons juntárom ontem centenas de pessoas nas localidades onde se produzírom as detençons e noutras, reclamando a liberdade das pessoas detidas e denunciando a perseguiçom de ideias, nomeadamente as independentistas.

Organizaçons políticas e entidades sociais galegas e internacionais bascas e catalás denunciárom publicamente o operativo da Guarda Civil, enquanto o Ministério espanhol do Interior falava de acusaçons inauditas como a convocatória de atos políticos, concretamente o Dia da Galiza Combatente no dia 11 de outubro, ou de um abstrato “apoio aos postulados” da Resistência Galega como motivo da detençom.

Os factos som que a Executiva de umha organizaçom política, Causa Galiza, foi detida nesta sexta-feira, sob a acusaçom, segundo o delegado do Governo espanhol na Galiza, de “enaltecimento”. Dali a pouco, falou-se de um suposto “forte golpe” à fantasmagórica “Resistência Galega”, e mesmo acusando Causa Galiza de ser o “braço político” desse grupo.

Especial inconsistência parece caraterizar a "acusaçom" de convocar o Dia da Galiza Combatente e apresentar isso como motivo da “Operaçom Jaro”, quando é notório e conhecido que essa data é comemorada por diferentes organizaçons do independentismo galego desde 2002, sem que nunca se tenha alegado qualquer infraçom relacionada com um ato político como esse.

Entre as “provas” requisadas, a “frente informativa” do Ministério do Interior, através dos meios de referência, nom passárom de falar de “abundante material” como pastas, documentaçom e propaganda que a Guarda Civil levou “em sacos e caixas”.

Para completar a “caldeirada terrorista”, referências ao historial político dos detidos e recuperaçom da mitologia policial anti-independentista...

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/



publicado por Carlos Gomes às 13:23
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015
A LENDA DE SANTA IRIA OU NÁBIA, A DEUSA PAGÃ DO RIO NABÃO

Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adotando aspetos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villaeromana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nabia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que atualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Com efeito, durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era celebrada pelos povos autóctones, tendo o seu nome sido atribuído a diversos rios como sucede com o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal. Inscrições epigráficas como as da Fonte do Ídolo, em Braga e a de Marecos, em Penafiel, atestam-nos a antiga devoção dos nossos ancestrais à deusa Nábia.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa Ourém prepara-se para celebrar nomeadamente através da realização da tradicional Feira de Santa Iria.



publicado por Carlos Gomes às 21:30
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2015
POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES TINHA ORIGENS GALEGAS

Considerado um dos maiores poetas universais e da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões representa Portugal na sua grandeza e universalidade, tendo a língua como traço de união de todos os povos que a partilham e fazem dela a sua Pátria.

Desde Portugal e a Galiza que foi berço dos seus ancestrais até aos confins da Ásia onde compôs o seu poema épico “Os Lusíadas”, sem esquecer o Brasil e as nações africanas, Timor e a Índia, Indonésia e Malaca, Tailândia e o Sacramento, a nossa Língua constitui uma das marcas mais relevantes da cultura e civilização portuguesas.

A Língua Portuguesa não possui uma data fundacional – ela é o resultado de todo um prolongado processo histórico para o qual concorrem entre outros a presença visigótica e a Reconquista Cristã, as peregrinações a Santiago de Compostela e a influência do cancioneiro provençal no surgimento da tradição galaico-minhota das cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer. E, porque ela constitui de igual modo um dos principais elementos identitários que fazem de Portugal e da Galiza uma só nação, separada embora em consequência de vicissitudes históricas, é ocasião para lembrar as origens galegas do poeta cuja data de falecimento foi escolhida para Portugal celebrar o seu dia – Luís Vaz de Camões!

O poeta Luís de Camões descendia por via paterna de Vasco Pires de Camões, fidalgo e trovador galego que em 1370, ao tempo do reinado de D. Fernando, mudou-se para Portugal, tendo aqui recebido numerosas honrarias. A casa ancestral dos Camões situa-se na Galiza, próximo do Cabo Finisterra.

Vasco Pires de Camões teve como filho Antão Vaz de Camões que serviu a Coroa portuguesa no Mar Vermelho, tendo casado com D. Guiomar da Gama, da família de Vasco da Gama, tendo deste casamento nascido Simão Vaz de Camões e Bento Vaz de Camões.

Simão Vaz de Camões que serviu na Marinha Real e fez comércio na Guiné e na Índia, casou com D. Ana de Sá Macedo, proveniente de família fidalga oriunda de Santarém. Deste casamento se originou o nosso maior poeta – Luís Vaz de Camões – que, apesar de vários genealogistas atribuírem Lisboa e o ano de 1524 como o local e data de seu nascimento, estas referências permanecem incertas.

Não obstante, o que permanece inquestionável são as suas origens galegas a comprovar uma vez mais a irmandade que nos une à Galiza e, através da língua que celebramos e a todos os povos do mundo com os quais partilhamos o idioma no qual Luís de Camões escreveu “Os Lusíadas” e, para sempre imortalizou o feito universal dos portugueses!



publicado por Carlos Gomes às 15:18
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Sábado, 9 de Maio de 2015
MÁSCARAS TRADICIONAIS LEVAM O ENTRUDO À CAPITAL

O Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) fez desfilar em Lisboa máscaras tradicionais portuguesas de Trás-os-Montes e Beira Litoral e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia no país vizinho.

Termina amanhã em Lisboa mais uma edição do Festival Internacional Máscara Ibérica. Dezenas de grupos oriundos do norte e centro de Portugal e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia desfilaram hoje entre a Praça do Município e o Rossio. Do nosso país estiveram representados os concelhos de Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Lamego, Mira e Ílhavo.

A Mostra das Regiões apresentou-se mais uma vez em Lisboa, transformando durante quatro dias o Rossio consecutivos numa montra de produtos regionais, artesanato e destinos turísticos. Os visitantes tiveram oportunidade de descobrir e adquirir algumas das mais tradicionais iguarias como o fumeiro, a doçaria regional e peças artesanais nacionais e das mais diversas regiões do país vizinho.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

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A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

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Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Trata-se de costumes que seguramente eram comuns a todas as regiões do nosso país mas cuja memória e tradição se foi perdendo. Cabe às personalidades e entidades culturais que se dedicam ao estudo e investigação na área da etnografia a revelação de tais tradições já esquecidas.

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publicado por Carlos Gomes às 22:42
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Sábado, 2 de Maio de 2015
FESTIVAL APROXIMA GALIZA E PORTUGAL

V Português perto. Aquelas nossas músicas

Organizado pela Vicerreitoria do Campus de Ourense- Universidade de Vigo com a colaboração da Pró- Academia Galega da Língua Portuguesa (Pró- AGLP) e Associaçom Galega da Língua (AGAL).

As atividades são abertas a todo o público.

Pessoas e realidades que falam a nossa língua com diferentes musicalidades, cores, sabores e formas.

Vamos fazer uma viagem pela língua portuguesa e a sua música.

Vem com nós! Redescobre a Galiza através do Brasil, Ángola, Portugal..

Programa:

- 4 de maio,

10.30h : “OPS! O Português Simples" com Kike Martins

Na sala 1.1 da Faculdade de Empresariais e Turismo

20.00h.: Contos com XURXO SOUTO

Na Sala Emilia Pardo Bazán do edifício de Faculdades do Campus de Ourense

-6 de maio, às 20 h00: Concerto de Alonso Caxade

Na Sala Emilia Pardo Bazán do edifício de Faculdades do Campus de Ourense ou no exterior

-7 de maio às 20h00 Concerto de Xoán Curiel e Sérgio Tannus

Na Sala Emilia Pardo Bazán do edifício de Faculdades do Campus de Ourense



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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015
CORO DOS PEQUENOS CANTORES DE ESPOSENDE ATUA NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Coro de Pequenos Cantores de Esposende participa no VII Encontro de Coros Infantis do Santuário de Fátima

O Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) vai participar amanhã, dia 25 de abril, no VII Encontro de Coros Infantis, promovido e organizado pelo Santuário de Fátima.

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O Encontro realiza-se às 15h30, no Centro Pastoral de Paulo VI, e contará igualmente com a participação dos coros Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima, Pequenos Cantores da Paróquia de S. Salvador de Grijó e Schola Infantil do Santuário de Fátima.

Sob direção de Helena Venda Lima, o Coro de Pequenos Cantores de Esposende interpretará obras de compositores como W. A. Mozart, J. Rutter e G. Caccini, destacando-se o “Magnificat” de Fernando Lapa, escrito e dedicado ao coro.

O Encontro, que tem como objetivos promover e estimular o envolvimento das crianças na vida musical e artística das paróquias e dioceses, culminará com a apresentação de uma obra em conjunto.

A anteceder o Encontro, os quatro coros farão a animação musical da celebração das 11h00, no Recinto do Santuário.

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publicado por Carlos Gomes às 21:43
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015
PARLAMENTO DA GALIZA APROVA POR UNANIMIDADE INTRODUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO

O Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e a Junta da Galiza celebraram hoje o “Memorando de Entendimento para a Adoção do Português como Língua Estrangeira de Opção e Avaliação Curricular no Sistema Educativo Não Universitário da Comunidade Autónoma da Galiza”.

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A cerimónia teve lugar na presença do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, e do Presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, sendo os signatários o Embaixador de Portugal em Madrid, Francisco Ribeiro de Menezes, em representação da Presidente do Camões, I.P, e o Conselheiro de Cultura, Educação e Ordenação Universitária, Román Rodríguez González, em nome da Junta.

O Presidente da República deslocou-se hoje à Corunha, Espanha, para entregar as medalhas de ouro do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e assistir à cerimónia de assinatura do memorando sobre o ensino do português na Galiza. Na ocasião, Cavaco Silva discursou na Real Academia Galega, tendo considerado um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

O Prof. Cavaco Silva considerou que “o ensino do português como língua estrangeira em vários níveis do ensino na Galiza contribuirá certamente para um melhor conhecimento recíproco dos povos, para a intensificação do diálogo cultural mas também para o reforço das relações económicas, empresariais e de investimento que já são bastante intensas entre Portugal e a Galiza mas que queremos que se reforcem ainda mais no futuro”, acrescentando que este é um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

Na realidade, a introdução da Língua Portuguesa na Galiza não constitui o ensino de uma língua estrangeira mas tão-somente da afirmação de um idioma que é comum às gentes de Portugal e da Galiza.

A Língua portuguesa é atualmente ensinada na Galiza em 32 centros de Educação Secundária a 861 alunos e nas Escolas Oficiais de Idiomas a 1.122 alunos. A reintegração do galego no universo linguístico da Língua Portuguesa e a sua adesão à comunidade lusófona constituem importantes bandeiras de afirmação do nacionalismo galego.



publicado por Carlos Gomes às 21:15
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2014
ENQUANTO A LÍNGUA PORTUGUESA VIVER O GALEGO NÃO MORRERÁ!

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publicado por Carlos Gomes às 00:04
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Domingo, 22 de Junho de 2014
GALEGO ESPINHEIRA FOI O CRIADOR DA GINJINHA, A BEBIDA TÍPICA DE LISBOA

A ginjinha de Ourém conta-se entre as mais apreciadas do nosso país.

A ginjinha, atualmente considerada a bebida mais típica de Lisboa, foi ao que consta, criação de um galego de nome Espinheira que, a conselho de um frade da Igreja de Santo António, fez a experiência de deixar fermentar ginjas dentro de aguardente, juntando-lhe açúcar, água e canela. E o êxito foi tal que a bebida se tornou num dos ex-líbris da capital e o seu estabelecimento, ao Largo de São Domingos, ponto de passagem obrigatório de todos quantos visitam a cidade, inclusive os turistas estrangeiros. Na realidade, já em meados do século XIIII existiam em Lisboa estabelecimentos que vendiam ginjas mergulhadas em aguardente, porventura ainda sem a receita que o Espinheira viria a criar.

Não obstante, o sucesso do galego Espinheira levou ainda à abertura em Lisboa de outros estabelecimentos a vender este licor. Além da referida “A Ginjinha Espinheira”, temos ainda a Ginjinha Sem Rival e a Ginjinha Popular, ambas na rua das Portas de Santo Antão; a Ginjinha Rubi, na rua Barros Queirós; a Licorista, na rua dos Sapateiros; a Casa das Limonadas, na rua Nova d Almada; a Tendinha do Rossio que foi célebre pela voz de Hermínia Silva e O Pirata, no largo dos Restauradores, que se tornou famoso pelos seus cocktails “pirata” e “perna-de-pau” produzidos à base de vinho generoso gaseificado.

À semelhança do capilé e outras bebidas e refrescos típicos dos finais do século XIX e começos do século XX, o licor de ginja ou ginjinha, começou por ser uma bebida da classe burguesa em virtude do seu elevado preço. Porém, foi aos poucos aparecendo nalgumas tabernas lisboetas passando a ser consumida pelas classes populares.

Com sabor aromático e de graduação alcoólica equilibrada, a ginjinha deve ser bebida á temperatura ambiente. Antes de se servir, deve a garrafa ser fortemente agitada. Pedida ao balcão, é servida “com elas” ou “sem elas”, o mesmo é dizer com ou sem o fruto no fundo do copo.

Originária da Ásia Menor, a cultura da ginja é conhecida em Portugal pelo menos desde o século XV. As de Óbidos e de Ourém contam-se entre as mais afamadas ginjinhas do nosso país.

RECEITA

1 kg açúcar

1 kg ginja

2,5 l aguardente

1 pau canela

Lave as ginjas, seque-as e retire os pés (mas não os caroços). Coloque as ginjas numa garrafa de licor com a boca um pouco larga, cubra com o açúcar, o pau de canela e no fim a aguardente. Tape a garrafa hermeticamente.

Guarde a garrafa num lugar escuro e agite diariamente durante a primeira semana. Deixe descansar durante três meses até que os sabores estejam totalmente incorporados no álcool. Agora a ginjinha está pronta a ser bebida, mas é muito melhor após um ano. Sirva com algumas ginjas em cada copo.

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Foto: http://www.cafeportugal.pt/



publicado por Carlos Gomes às 01:52
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Domingo, 8 de Junho de 2014
SOBERANIA DA GALIZA PASSA PELA REPÚBLICA?

Ao descrédito da monarquia em Espanha corresponde a degradação da república em Portugal

A questão da forma do regime – monarquia ou república – deve sempre ser colocada em função do interesse nacional sempre estabelecido num plano superior e tendo em consideração o respetivo contexto histórico. Desse modo, a inegável vantagem que a instituição real apresenta relativamente à eleição de um presidente da república, nomeadamente no que respeita à sua independência em relação aos partidos políticos, pode, noutra latitude constituir um entrave à liberdade dos povos.

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Numa altura em que a sucessão no trono de Espanha é anunciada na sequência da abdicação do atual rei, eis que um clamor republicano se ergue desde a Galiza até Euskadi e Catalunha, reclamando a realização de um referendo para que os cidadãos possam decidir democraticamente a forma de regime.

Pese embora o crescente descrédito da instituição real em Espanha, a vontade de mudança de regime tem sobretudo a ver com a aspiração de soberania das diferentes nacionalidades, visto que a mesma jamais será alcançada sob a atual forma de regime. E, a não ser que o rei venha a tornar-se o soberano de diferentes países independentes, um tanto à semelhança da rainha de Inglaterra, a monarquia em Espanha terá os dias contados.

Ironicamente, a realização do referendo constitui uma exigência que é partilhada pelos monárquicos portugueses e que, à semelhança dos argumentos que em Espanha impedem a consulta popular com base na alegada aprovação da Constituição de 1978 que estabeleceu a monarquia parlamentar, veem em Portugal idêntico impedimento à sua realização em virtude do artigo 288º da Constituição da República Portuguesa impor como limite material da revisão constitucional a “forma republicana de governo”. Mais ainda, a monarquia em Espanha tem vindo ao desacreditar-se ao mesmo ritmo que a república em Portugal, com a única diferença de que no nosso país, os monárquicos portugueses não têm conseguido afirmar-se como intérpretes do descontentamento popular, eventualmente porque muitos dos seus partidários encontram-se mais ligados às esferas do poder que, curiosamente, têm sido responsáveis pela perda da identidade nacional.

Tal como sucedeu em Portugal quando em 1640 os conjurados ameaçaram D. João IV com a possibilidade de implantarem uma república caso este não os apoiasse na sua decisão de colocar termo ao domínio dos filipes, também os galegos, bascos e catalães veem atualmente na república um meio de alcançarem a soberania que constitui uma legítima aspiração nacional. E procuram fazê-lo de forma pacífica e democrática, desafiando os partidos políticos a proceder a uma revisão constitucional que permita a consulta popular por meio de referendo.

Muito provavelmente, a Espanha evoluirá para uma comunidade de estados independentes ou mesmo uma república federativa na qual a Galiza encontrará o seu espaço político. Não obstante, existe ainda um longo caminho a percorrer para que, Galiza e Portugal, constituindo uma só nação, venham construir um futuro comum!

Carlos Gomes / http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:25
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2014
MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA ORGANIZAM PEREGRINAÇÃO A SANTIAGO DE COMPOSTELA



publicado por Carlos Gomes às 21:04
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
GALIZA DEFENDE A LÍNGUA PORTUGUESA E O ACORDO ORTOGRÁFICO

Intervenção de Alexandre Banhos, Presidente da Associaçom Galega da Língua (AGAL), em representação desta entidade, do MDL, da AAGP e da próAGLP, na Conferência Internacional com Audição parlamentar da Assembleia da República Portuguesa, sobre o tema “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, realizada no dia 7 de abril de 2008.



publicado por Carlos Gomes às 12:21
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
FÁTIMA REZA PELAS VÍTIMAS DO ACIDENTE FERROVIÁRIO NA GALIZA

Pela voz do bispo emérito da diocese de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, Fátima lembra as vítimas do acidente ferroviário na Galiza.

Nas suas palavras durante a homilia da Missa celebrada às 11:00 na Basílica da Santíssima Trindade, o bispo lembrou que “centenas de pessoas foram vítimas”. “Em comunhão, no altar da Eucaristia lembro os que já partiram, foi uma interrupção da vida que continua”, disse.

Visita do Papa Francisco à favela da Varginha será encíclica de solidariedade

D. Serafim Ferreira e Silva, bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima, Portugal, considera que a deslocação do Papa Francisco à favela da Varginha, no Rio de Janeiro, esta tarde, no contexto da viagem pontifícia ao Brasil, será como que uma encíclica.

“Será um sinal, uma grande encíclica de solidariedade e de amizade”, afirmou, durante a homilia da Missa celebrada esta manhã na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima.

S. Serafim Ferreira e Silva evidenciou também o notório “carinho universal que humanidade confia ao Papa Francisco” a quem dedicou umas palavras de homenagem: “Bem-hajas, Papa tão bom, de Loyola e de Assis, dos crentes e dos não crentes; assume a tua missão não querendo ser juiz, mas pai de todas as gentes”. 

Concelebravam com o bispo emérito de Leiria-Fátima, D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, bispo de Viana do Castelo, e D. Zacarias Camuenho, arcebispo emérito do Lubango, Angola. Entre outros, participavam em grande número nesta Eucaristia os participantes no 39.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, iniciativa promovida pelo Secretariado Nacional de Liturgia que decorre até amanhã no Centro Pastoral de Paulo VI.

“Louvo os organizadores destas semanas da liturgia e os participantes. Fátima, que é altar, é também púlpito, ou ambão, ou escola; não só no país, mas por toda a parte os olhos e os ouvidos querem aprender convosco e por vós. Dou graças a Deus”, disse.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 18:31
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Sábado, 22 de Junho de 2013
BISPO DE TUY-VIGO (ESPANHA) PRESIDE À PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE JULHO

A peregrinação aniversária de julho, nos dias 12 e 13, é presidida por D. Luis Quinteiro Fiuza, bispo de Tuy-Vigo, Espanha. O tema da peregrinação é «Deus permanece Fiel» (Cf. 2Tm 2,13; Rm 3,3).

O programa é o habitual nas grandes peregrinações aniversárias do ano: 

http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=2886

Itinerário do Peregrino

Para celebrar de modo particular a aparição de junho, acontecimento central das aparições que é evocado de modo especial este ano pastoral, e como proposta de vivência do tema do ano para todos os peregrinos “Não tenhais medo”, o Santuário de Fátima recorda a proposta de realização de um itinerário que mais que um percurso físico pretende oferecer-se como um convite para um caminho espiritual.

O itinerário tem início junto ao presépio, passa pela capela do Santíssimo Sacramento e termina na Capelinha das Aparições. 

O desdobrável para ajudar a fazer este percurso de evocação e de oração está disponível em sete idiomas, no Serviço de Peregrinos, no Posto de Informações do Santuário, e no início do percurso, junto ao presépio, ao lado do edifício da Reitoria.

Visitas Guiadas para peregrinos individuais, orientadas por seminaristas

Estas visitas guiadas terão lugar entre 16 de julho a 31 de agosto, de segunda-feira a sábado, com os seguintes horários:

10:00 - Visita à Basílica da Santíssima Trindade, com início junto à porta principal.

10:30 - Visita à Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

11:00 - Itinerário do Peregrino, com início junto ao presépio.

15:00 - Visita guiada a Aljustrel e Valinhos, início junto ao Posto de Informações de Aljustrel.

Para usufruir deste serviço, basta aos peregrinos estarem nos lugares indicados, à hora certa.

Casa do Jovem reabre em julho e agosto

Nos meses de julho e agosto a Casa do Jovem reabre as suas portas para acolhimento aos jovens peregrinos e visitantes do Santuário de Fátima.

Funcionará na Colunata Sul, no Recinto de Oração, aos sábados e domingos, das  09:00 às 12:30 e 14:30 às 19:00.

26 de julho – Dia dos Avós celebrado em Fátima

No dia da festa litúrgica de S. Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem Santa Maria e avós de Jesus, o Santuário de Fátima propõe a avós e netos um programa especial:

11:00 - Missa, na Basílica da Santíssima Trindade, com a consagração dos avós a Nossa Senhora.

14:00 - Hora de Reparação ao Imaculado Coração de Maria, na Capelinha.

15:00 - Encontro com os avós, na Capela da Morte de Jesus.



publicado por Carlos Gomes às 19:08
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Domingo, 13 de Janeiro de 2013
ORIGEM E TRADIÇÃO DAS REGUEIFAS E CANTARES AO DESAFIO NA GALIZA E EM PORTUGAL

Remontam muito provavelmente à Idade Média os tradicionais cantares ao desafio tão caraterísticos do Minho, filiando-se porventura nos cantares trovadorescos e principalmente nas cantigas de escárnio e maldizer da época, a um tempo em que o falar do povo não se distinguia ainda nas duas margens do rio Minho – Galiza e Portugal – e a Língua portuguesa florescia graças a um extraordinário movimento cultural a que certamente não era alheio as peregrinações a Santiago de Compostela e a tradição da poesia trovadoresca provençal que os peregrinos transportavam consigo pelo caminho que atravessava os Pirenéus. Estava então Portugal a dar os primeiros passos na sua formação como nação independente, fazendo tentativas várias para que também a Galiza o acompanhasse nesse projeto.

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Aos cantares ao desafio, também conhecidos entre nós como desgarradas, chamam os galegos de regueifas, fato a que não é alheio o velho costume de, em ocasião de romaria, se consumir um pão doce em forma de rosca, com farinha de boa qualidade, também utilizado em ocasiões de boda. As migrações internas e sobretudo as vias de comunicação levaram esta especialidade gastronómica a outras regiões do país, adquirindo novas formas e denominações como fogaça e bolo-de-arco, sendo nalguns sítios se popularizado como “pão espanhol” numa clara alusão às suas origens minhotas e galegas.

À semelhança dos cantares ao desafio, a regueifa galega constitui uma cantiga improvisada na qual duas ou mais pessoas seguem um cantar ao despique sobre um tema determinado ou simplesmente tratando de saber qual deles logra obter o maior aplauso do público. A relação com o pão que na realidade dá o nome a esta forma de expressão musical reside na competição havida entre regueifeiros durante uma boda, cujo vencedor era distinguido pela noiva que lhe entregava a regueifa e dava a honra de reparti-la entre rapazes e raparigas solteiras presentes na festa. Com o decorrer do tempo, o costume vulgarizou-se e a designação de regueifa passou a denominar o cantar ao desafio mesmo fora da ocasião de uma boda, com ou sem o pão.

Tal como a regueifa feita de açúcar, ovos, manteiga e canela é apreciada noutras regiões do país e passou a marcar presença em ocasiões festivas, também o costume dos cantares ao desafio se propagaram por outras paragens, naturalmente adaptados às idiossincrasias de cada povo, como sucede com os repentistas no Brasil e na Colômbia e os desafios entre payadores na Argentina e no Uruguai. Em Portugal, a forma de cantar ao desafio adaptou-se ao fado sob a forma de desgarrada e encontramo-lo nos cantos das décimas do Alentejo e nos poetas repentistas algarvios.

Em consequência do abandono do mundo rural e das suas tradições em face do crescimento urbano e da perda do uso da língua galega, o género musical da regueifa tem vindo a cair em desuso na Galiza á semelhança de outras manifestações da cultura tradicional galega. Porém, os cantares ao desafio têm vindo a adquirir crescente notoriedade no nosso país graças sobretudo a exímios cantadores e tocadores de concertina, constituindo uma das principais atrações de muitas festas e romarias que competem entre si a sua preferência e fazendo dela uma das tradições mais apreciadas das nossas gentes.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

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Fotos: http://www.consellodacultura.org/; http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
A LENDA DE SANTA IRIA OU NÁBIA, A DEUSA PAGÃ DO RIO NABÃO

Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adotando aspetos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villae romana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nabia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que atualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Com efeito, durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era celebrada pelos povos autóctones, tendo o seu nome sido atribuído a diversos rios como sucede com o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal. Inscrições epigráficas como as da Fonte do Ídolo, em Braga e a de Marecos, em Penafiel, atestam-nos a antiga devoção dos nossos ancestrais à deusa Nábia.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa Ourém prepara-se para celebrar nomeadamente através da realização da tradicional Feira de Santa Iria.



publicado por Carlos Gomes às 13:43
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS PREPARAM CONGRESSO

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MAPA DE EVENTOS 2012

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26 de Outubro de 2012 – Vº Congresso Nacional da

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS CONFRARIAS GASTRONÓMICAS

Capítulos das Confrarias Federadas – 2012

_ 06 de Outubro – Confraria Gastronómica “Gastrónomos dos Açores” – S. Miguel – Açores

_ 06 de Outubro – Confraria dos Gastrónomos do Algarve – Portimão

_ 13 de Outubro – Real Confraria da Matança do Porco – Miranda do Corvo

_ 27 de Outubro - Confraria Saberes e Sabores da Beira “Grão Vasco” – Viseu

_ 09, 10 e 11 de Novembro – Confraria do Bucho de Arganil - S. Martinho da Cortiça – Arganil

_ 17 de Novembro – Confraria da Gastronomia do Ribatejo – Santarém

_ 17 de Novembro – Confraria do Medronho – Avô

_ 24 de Novembro – Confraria Queirosiana – Vila Nova de Gaia

_ 24 de Novembro – Confraria da Marmelada de Odivelas – Odivelas

_ 01 de Dezembro – Confraria dos Nabos e Companhia – Carapelhos

_ 01 de Dezembro – Confraria da Raça Arouquesa – Arouca

_ 08 de Dezembro – Confraria Gastronómica do Cabrito e Serra do Caramulo

_ 15 de Dezembro – Confraria dos Ovos Moles de Aveiro – Aveiro

_ Real Confraria do Maranho – Capítulo Interno

_ Confraria Gastronómica Pinhal do Rei – Capítulo Interno

_ Confraria do Bolo de Ançã – Capítulo Interno

_ Confraria do Bodo – Capítulo Interno

_ Confraria do Queijo Rabaçal – Capítulo Interno

_ Confraria do Velhote – Capítulo Interno

Capítulos das Confrarias Não Federadas – 2012:

_ 13 de Outubro – Confraria das Couves de Castelo Viegas – Castelo Viegas

_ 13 de Outubro – Confraria Gastronómica dos Carolos e Papas de Milho – Tondela

_ 14 de Outubro – Confraria do Bolo Podre e Gastronomia de Montemuro – Castro Daire

_ 27 de Outubro – Confraria da Pedra – Madalena – VN Gaia

Eventos 2012:

_ 09 a 11 de Novembro – I ENCONTRO IBÉRICO DE CONFRARIAS – GUIMARÃES

_ 29 de Setembro a 07 de Outubro – VI Festival Gastronómico do Achigã – Vila de Rei

_ 03 a 07 de Outubro – Feira Nacional dos Frutos Secos – Torres Novas

_ 05 a 07 de Outubro – VII Feira do Feijão Frade – Lardosa – Castelo Branco

_ 05 a 07 de Outubro – Porto.come – Porto

_ 05 a 07 de Outubro – Festa das Vindimas – Ponte da Barca

_ 05 a 07 de Outubro – IV Mostra de doçaria Conventual e Regional de Coimbra – Quartel da Brigada de Intervenção – Coimbra

_ 05 a 07 de Outubro – Festival Islâmico – Marvão

_ 05 a 14 de Outubro – 1ª Semana Gastronómica da Quinta do Conde – Sesimbra

_ 06 Outubro – XVII Feira da Maçã Bravo de Esmolfe – Penalva do Castelo

_ 06 e 07 de Outubro – I Edição da Rota do Cabrito – Sever do Vouga

_ 06 e 07 de Outubro – Festa das Colheitas – Castro Daire

_ 07 de Outubro – Feira de Mel Monofloral de Eucalipto – Antuã

_ 12 de Outubro – Jornadas do medronho – Escola Superior Agrária de Coimbra – Coimbra

_ 12 de Outubro – Fórum Regional dos Vinhos Verdes – Ponte de Lima

_ 12 a 14 de Outubro – Festa da Maçã – Camacha – Madeira

_ 13 de Outubro – VI Festival Gastronómico da Enguia – Confraria Gastronómica O Moliceiro

_ 13 e 14 de Outubro – 4º Festival do Casqueiro – Pão, Bolos e Tradições – Idanha-a-Nova

_ 13 e 14 de Outubro – XI Festa da Castanha – Oliveira do Hospital

_ 13 a 21 de Outubro – Festa das Adiafas – festival nacional do Vinho Leve – Cadaval

_ 16 de Outubro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 16 a 21 de Outubro – Festival da Sopa – Góis

_ 17 a 21 de Outubro – Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas – Portalegre

_ 19 a 21 de Outubro – IV Mostra Gastronómica “Sabores de Ansião” – Ansião

_ 19 a 21 de Outubro – Festival Vinícola da Região do Douro Superior – Foz Côa

_ 21 de Outubro – III Mostra de Doçaria Conventual – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 26 a 28 de Outubro – Festa da Castanha – Vinhais

_ 26 a 28 de Outubro – Wine in Azores 2012 fish and meat – Portas do Mar – Açores

_ 27 de Outubro – Sopas, condutos, doces e paladares dos nossos bisavós – Mealhada

_ 27 e 28 de Outubro – Festival do Negalho da Bairrada – Murtede – Cantanhede

_ 27 de Outubro a 04 de Novembro – Feira dos Santos à Mesa – Mangualde

_ 28 de Outubro – Programa do Magusto – Góis

_ 28 de Outubro – Feira da Castanha – Mortágua

_ 29 a 30 de Outubro - Feira Nacional de Doçaria Tradicional – Abrantes

_ 29 de Outubro a 01 de Novembro – III Festa da Truta – Góis

_ Outubro – Mostra de Frutos Secos – Paderne – Albufeira

_ Outubro – Festa das Colheitas – Pampilhosa – Mealhada

_ Outubro – Passeio Gastronómico – Carregal do Sal

_ Outubro/Novembro – Feira de Gastronomia de Santarém – Casa do Campino – Santarém

_ Outubro/Novembro – 6ª Festival Gastronómico da Broa d’Avanca – Estarreja

_ 01 de Novembro – Festa da Castanha – Curral das Freiras – Madeira

_ 01 de Novembro – Feira dos Santos, do Mel e da Castanha – Góis

_ 01 a 04 de Novembro – VII Feira de Doçaria Conventual – Figueiró dos Vinhos

_ 01 a 04 de Novembro – Fim-de-semana da Lampantana – Mortágua

_ 01 a 30 de Novembro – Festival do Cogumelo – Alcaide – Fundão

_ 01 de Novembro a 15 de Dezembro – Mês dos Míscaros e do Sarrabulho – Penacova

_ 02 de Novembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 02 a 04 de Novembro – V Feira da Azeitona – Malpica do Tejo – Castelo Branco

_ 02 a 04 de Novembro – Mercado Magriço – Penedono

_ 02 a 05 de Novembro – Fim-de-Semana do Arroz de Bucho e dos Negalhos – Vila Nova de Poiares

_ 02 a 11 de Novembro – Festival Gastronómico do Mel e da Castanha – “Sabores de Outono” – Lousã

_ 03 de Novembro – Matança do porco à moda antiga – S. Martinho, castanhas e Vinho – Mealhada

_ 03 e 04 de Novembro – VI Mostra Gastronómica do Medronho e da Castanha – Oleiros

_ 08 a 11 de Novembro – Feira do Chocolate – Grândola

_ 09 a 11 de Novembro – Feira do Mel e da Castanha e Festival de Gastronomia – Lousã

_ 09 a 11 de Novembro – 16º Congresso de Obesidade – Hotel Olissippo Oriente – Lisboa

_ 09 a 11 de Novembro – Feira Nacional do Mel e Fórum nacional de Apicultura 2012 – Luso

_ 10 de Novembro – XV Festa da Castanha e do Vinho – Penalva do Castelo

_ 10 de Novembro – Encontro de Sopas – Oliveira do Bairro

_ 10 e 11 de Novembro – XIV Festa da Castanha e do Mel – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro – IX Festa de S. Martinho – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro - “Desfile Etnográfico alusivo ao Vinho e às Vindimas” e “Rainha das Vindimas de Alenquer” – Alenquer

_ 12 e 13 de Novembro – 10ª Feira do Porco e do Enchido – Oliveira do Hospital

_ 17 e 18 de Novembro – Feira do Mel e do Campo – Penacova

_ 24 e 25 de Novembro – Rota da Doçaria Serrana – As Tigelada, Bolo de Azeite e as Filhós – Pampilhosa da Serra

_ 25 a 27 de Novembro - 1.º Festival do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira – Madeira

_ 30 de Novembro a 02 de Dezembro - IX edição da Festival do Arroz Doce e da Doçaria Tradicional – Torres Novas

_ Novembro – Encontro Micológico – Pampilhosa – Mealhada

_ Novembro – Festa da Castanha – Carregal do Sal

_ 01 e 02 de Dezembro – VI Feira das Sopas – Escalos de Cima – Castelo Branco

_ 01 a 31 de Dezembro – Sabores de Inverno – Dezembro Gastronómico – Castanheira de Pêra

_ 01 a 31 de Dezembro – Mês do Cabrito – Penacova

_ 07 a 09 de Dezembro – Fim-de-semana Gastronómico Vivó Porco – Miranda do Corvo

_ 07 a 09 de Dezembro – Festa da Doçaria Tradicional de Natal – Vila Nova de Poiares

_ 07 a 09 de Dezembro – Mostra de Artes e Ofícios da Lousã e Gastronomia e Doçaria – Lousã

_ 08 e 09 de Dezembro – Fim de Semana do Cabrito – Penalva do Castelo

_ 13 de Dezembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Cultura e Ética - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 15 de Dezembro - Tertúlias Gastronómicas – Ovar

_ 22 e 23 de Dezembro – Feira de Natal/Feira da Filhó – Proença-a-Nova

_ Dezembro – mês do Cabrito – Penacova

Eventos 2013:

_ 11 a 21 de Janeiro – Semana da Chanfana – Vila Nova de Poiares

_ 01 de Fevereiro – XXI Feira/Festa do Pastor e do Queijo – Penalva do Castelo

_ 02 e 03 de Fevereiro – II Caça Sabores – Cantanhede

_ 08 a 10 de Fevereiro – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em Terras do Demo – Vila Nova de Paiva

_ 23 e 24 de Fevereiro – XVI Festival da Lampreia de Penacova – Penacova

_ Fevereiro – Festa da Cabra: Chanfana, negalhos e ensopado de arroz – Mealhada

_ Fevereiro – Festa do Caldo e do Enchido – Carregal do Sal

_ 09 e 10 de Março – XXIV Feira do Queijo, dos Enchidos e do Mel e IV

Mostra de Gastronomia e Artesanato das Freguesias do Concelho – Tábua

_ 09 a 17 de Março – Rota da Lampreia e da Vitela – Sever do Vouga

_ 10 de Março – II Feira do Fumeiro – Vila Nova de Paiva

_ 16 e 17 de Março – XXII Festa do Queijo Serra da Estrela – Oliveira do Hospital

_ 23 de Março – IV Feira Gastronómica “Sabores Pascais” – Vila Nova de Paiva

_ 23, 24, 30 e 30 de Março – V Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho – Oleiros

_ 24 de Março – Feiro do Bolo de Ançã – Ançã

_ 26 de Março – Feira dos Nógados, pantufas e Bolo Finto – Vila Velha de Ródão

_ 27 a 31 de Março – Páscoa de Sabores – Góis 30 e 31 de Março e 05 a 07 de Abril – Fim-de-semana do Cabrito – Miranda do Corvo

_ 30, 31 de Março e 01 de Abril – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em terra do Demo” - Vila Nova de Paiva

_ 30 de Março a 07 de Abril – Semana do Cabrito – Vila Nova de Poiares

_ Março – Festa do Folar – Pampilhosa – Mealhada

_ 01 a 30 de Abril – Mês do Cabrito – Castanheira de Pêra

_ 19 a 21 de Abril – 19ª Festa da Queijada de Pereira – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 20 de Abril – Festival das Sopas – Alameda da Carvalha – Sertã

_ 25 de Abril a 01 de Maio – Semana Gastronómica da Chanfana – Miranda do Corvo

_ 26 a 28 de Abril – XV Mostra de Produtos regionais e III Feira do Petisco – Pedrógão Grande

_ 28 de Abril – Feira de Usos e Costumes – Mortágua

_ 25 e 26 de Maio – XI Feira da Doçaria Conventual de Tentúgal – Tentúgal - Montemor-o-Velho

CAPÍTULOS de Confrarias – Cabo Verde:

_ 31 de Março de 2013 – Confraria Congrog - Ilha de Santo Antão

CAPÍTULOS de Confrarias - Espanha:

_ 13 de Outubro – Cofradia Vino de Cangas - Cangas de Narcea - Astúrias

_ 20 de Outubro – Cofradia Queso Manchego – Toledo

_ 20 de Outubro - Cofradía de la Alubia de La Bañeza – La Baneza

_ 25 de Outubro a 01 de Novembro – Ordem del Camino de Santiago – Angola

_ 28 de Outubro – Cofradia de Aceite de Oliva de Navarra - Fontellas

_ Outubro – Cofradia del Queso de Gamoneu – Cangas de Onis - Asturias

_ Outubro – Cofradia do Centolo Larpeiro do Grove – Pontevedra

_ Outubro – Cofradia dos Vinos Rias Baixas, sserenisima Orde do Lagarino – Ribadumia – Pontevedra

_ 01 a 04 de Novembro – ExpoGalaecia – Feira Anual de Turismo de Vigo – Vigo

_ 03 de Novembro – Cofradia Aceite de Oliva de Navarra – Cascante – Navarra

_ 04 de Novembro – Cofradia l’Aigua – Caldas de Malavella – Girona

_ 10 e 11 de Novembro – Lo Mejor de la Gastronomia – Elche

_ 24 de Novembro – Cofradia de Vino de Rioja – Logrono – La Rioja

_ 25 de Novembro – Cofradia de Bacalao – Eibar

_ 02 de Dezembro – Cofradia Queimada en el Pais Vasco – Donostia – Gipuzkoa

_ 02 de Dezembro – Cofradia Euskal Herriko Bildotsa – Vitoria – Gasteiz

_ 16 de Dezembro – Cofradia Vasca de Gastronomia – Donostia – Gipuzkoa

_ 16 de Dezembro – Amigos do Vino da Ribeira Sacra – Monforte de Lemos – Lugo

CAPÍTULOS de Confrarias – França:

_ 14 de Outubro – Confrérie Palombe de Sara – Sara

_ 28 de Outubro – Confrérie Piment d’Espelette – Espelette

_ 04 de Novembro – Confrérie l’Operne – Biarritz

CAPÍTULOS de Confrarias – Bélgica:

_ 10 de Novembro – Confrérie des Wiyinmes de Méan – Leignon



publicado por Carlos Gomes às 11:50
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
JORNADAS LUSO-GALAICAS DE TURISMO CULTURAL E RELIGIOSO REALIZAM-SE EM VIANA DO CASTELO

 

Vão realizar-se nos dias 28 e 29 de Setembro, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo, as V Jornadas Luso Galaicas de Turismo Cultural e Religioso, numa organização conjunta do Turismo Cultural e Religioso (Turel) e da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Os interessados em participar podem consultar o programa e efetuar a inscrição através do site da TUREL em http://www.turismoreligioso.org/?id=1&nid=70



publicado por Carlos Gomes às 19:30
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012
RÉPLICAS DAS LÂMPADAS PORTUGUESAS ROUBADAS POR NAPOLEÃO VÃO SER OFERECIDAS À CATEDRAL DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

Teve lugar no passado fim-de-semana uma peregrinação organizada pela Real Irmandade de San Miguel del Ala, uma associação de fiéis canonicamente ereta na Arquidiocese de Santiago de Compostela e que juntou membros espanhóis e portugueses e Damas e Cavaleiros das Ordens Dinásticas e também representantes das Ordens da Santa Sé; de São João de Malta e da Santa Maria Teutónica e do Laicado Carmelitano.

OSEIRA - SANTIAGO 2012 068

A Real Irmandade de São Miguel da Ala é uma de oito associações da mesma soberana invocação que desde 2001 têm vindo a ser criadas em várias Dioceses do mundo e reunidas em Federação. A Real Irmandade toma o nome e os símbolos da antiga Ordem de São Miguel da Ala, a primeira Ordem Militar Portuguesa fundada por D. Afonso Henriques após o auxílio prestado por Cavaleiros da Ordem de Santiago Espanhola na tomada de Santarém aos Mouros em 1147. A Ordem foi aprovada mais tarde pelo Papa Alexandre III em 1171 e manteve a sua sede no Mosteiro Cisterciense de Alcobaça com uma Comenda no Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Oseira, na Galiza. A antiga Ordem Monástica Militar teve atividade registada em Portugal até 1834 altura em que todas as ordens religiosas foram extintas no reinado da Rainha D. Maria II. Pouco depois, a Ordem foi refundado no Vaticano pelo Rei D. Miguel I como Ordem Dinástica condecorativa da Casa Real Portuguesa.

A peregrinação que teve início no Mosteiro de Santa Maria de Oseira onde os Confrades foram recebidos pelos Monges de Cister contou com uma Missa para grupo e almoço convívio no Claustro para os convidados que incluíram Sua Alteza Real, o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, um grupo de religiosas Portuguesas e vários nobres e grandes de Espanha além dos Confrades.

Antes de partirem o grupo visitou a biblioteca e a famosa Botica do Mosteiro onde existem armas esculpidas da Ordem de São Miguel e onde os principais mentores da restaurada Botica de São João no Castelo de Ourém, nomeadamente Carlos Evaristo, Paulo Falcão Tavares e José António da Cunha Coutinho puderam deixar um exemplar do catálogo da exposição Ouriense.

A Fundação Histórico – Cultural Oureana sediada em Ourém, em nome do grupo, ofereceu à Comunidade Cisterciense uma especial Custódia para expor o Santíssimo Sacramento desenhada em forma de Nossa Senhora do Leite, Padroeira do Mosteiro.

Depois da estadia em Oseira o grupo partiu para Compostela onde foi recebido pelo Chanceler da Arquidiocese na Igreja de São Fructuoso onde presidiu a uma Velada de Armas para os novos Confrades da Real Irmandade Diocesana e onde houve um memorial e Guarda de Honra ao Rei Dom Manuel II, no 80º Aniversário do seu falecimento.

A peregrinação culminou com uma Missa Solene presidida pelo Senhor Arcebispo de Santiago de Compostela D. Julian Barrio Barrio, logo após uma receção no Paço Episcopal onde teve lugar a celebração de um Protocolo ente a Real Irmandade e a Arquidiocese sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa. O Protocolo destina-se ao patrocínio do restauro e conservação do património histórico da Catedral, de preferência o de origem Portuguesa, e ainda à angariação de fundos para obras liturgicas ou de arte sacra para o Santuário.

Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana e Secretário Geral da Federação das Reais Irmandades na presença do Deão da Catedral, do Vigário Geral e do Chanceler da Diocese, do Juiz da Real Irmandade Luís de Castro Valle e Vice-Juiz Juan de Castro Valle e dos membros da Real Irmandade, anunciou que o primeiro contributo seria a oferta de duas lâmpadas em prata para a Capela do Santíssimo Sacramento da Catedral, réplicas das que foram oferecidas pelo Rei D. Dinis e a Rainha Santa Isabel e pela Rainha D. Maria I. Ambas as lâmpadas originais foram roubadas pelas tropas Francesas de Napoleão e derretidas aquando das invasões.

As réplicas em prata elaboradas por Carlos Evaristo terão cada uma delas um medalhão com as Armas da Casa Real, da Real Irmandade e as efígies da Rainha Santa Isabel e do Santo Condestável, dois dos maiores devotos Portugueses do Apóstolo São Tiago.

O dinheiro para as lâmpadas foi entregue na ocasião pela Real Irmandade ao Deão da Catedral que juntamente com o Presidente da Comissão do Património, irá supervisionar a fundição das mesmas em prata de lei.

Durante a Santa Missa presidida pelo Senhor Arcebispo, Carlos Evaristo, em nome do grupo, leu a invocação ao Senhor Santiago, pedindo por Portugal e os Portugueses nesta presente crise e pela Casa de Bragança, devota há séculos do Apóstolo e representada na celebração por Sua Alteza o Duque de Coimbra, D. Henrique de Bragança.

Já de regresso a Portugal os peregrinos visitaram o Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Pontevedra onde renovaram a consagração à Virgem Santa Maria dos membros do Exército Azul.

A acompanhar os peregrinos estiveram as Relíquias Insignes do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira e uma Relíquia de São Tiago Apóstolo da Lipsanoteca da Fundação Oureana.

Gabinete de Relações Públicas
Ourem Castle Information Centre

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publicado por Carlos Gomes às 13:21
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Sábado, 2 de Junho de 2012
REAL IRMANDADE DE SÃO MIGUEL DA ALA REALIZA PEREGRINAÇÃO DE FÁTIMA A SANTIAGO DE COMPOSTELA



publicado por Carlos Gomes às 11:37
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
JOGO DA BILHARDA IMPLANTA-SE EM PORTUGAL

Desde 2005, a bilharda começou a ter um carácter desportivo na Galiza. As pessoas que fomentaram a aparição da Liga Nacional de Bilharda (LNB) modernizaram o sistema de jogo conferindo-lhe um novo atrativo. O que sempre foi considerado como um jogo de crianças convertia-se em mais uma modalidade desportiva.

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Fez-se um regulamento e criou-se a liga, que teve o seu início no nordeste galaico: na marinha lucense, onde se jogou principalmente as primeiras temporadas, onde se estabeleceu um título individual e um por equipas. Com o decurso do tempo foi-se espalhando por todo o país e chegou-se ao sistema de competição por conferências que abrangem diferentes comarcas, emulando sistemas doutros desportos como o basquetebol ou o futebol americano nos Estados Unidos de América.

Destas conferências, após vários meses de competição, saem as equipas, também conhecidas como franquias, e as jogadoras e jogadores individuais que disputam num único dia a final nacional.

Na Liga Nacional de Bilharda compete-se em cada uma das jornadas sem fazer separação entre sexos e idades. Pode-se ver numa mesma jornada de liga pais, mães, filhas, filhos, netas e netos competir com um mesmo objetivo.

Alguns dos campeonatos são amenizados por música galega, chegando incluso a ter algumas vezes atuações musicais ao vivo. É importante também a implicação e participação de diversas associações culturais e de centros sociais autogeridos.

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Regulamento básico da LNB

Fundamento do jogo:

O jogo consiste em tratar de chegar coa bilharda até o varal antes que o rival. A bilharda tem que estar inicialmente no chão. Em cada tirada recebe um primeiro golpe com o palão para levantá-la no ar, onde é de novo golpeada em direção ao varal, que seria uma espécie de baliza. Se a bilharda não é golpeada antes de cair no chão há que voltar ao ponto de partida. Uma vez no ar a bilharda pode ser golpeada tantas vezes como for possível antes de tocar o chão.

Normas do jogo:

As partidas realizam-se num campo de forma retangular e com umas medidas de 50 metros de longo por 20 metros de largo. O campo tem marcadas as medidas do mesmo com uma linha que une todos os pontos do mesmo. Ao mesmo tempo num dos laterais de 20 metros tem marcado no centro um quadrado de 60 cm x 60 cm denominado zona de saída. No outro lateral está marcado o varal que tem uma medida de 3,60 metros de longitude. O varal não tem uma altura delimitada. Se a bilharda sair pela linha de fundo há que voltar para o lugar de onde se efetuou o lançamento. O mesmo acontecerá se a bilharda sair pela linha de 50 metros sem tocar o chão. Em caso de tocar o chão antes de ir fora, o seguinte golpe será do lugar por onde a bilharda saiu.

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(francês billard, taco para bilhar)

1. Antigo jogo de rapazes que consiste em fazer saltar com um pau comprido, outro mais pequeno aguçado nas duas extremidades, procurando-se que este não caia dentro de um círculo que se traçou no chão.

2. O pau mais pequeno que entra nesse jogo.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 12:09
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011
Nadal en Galicia... e súas panxoliñas

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Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas. À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.

                                                   A noitiña de Nadal,

                                                   Noite de gran alegría;

                                                   Naceu un reiciño novo

                                                   Fillo da Virxe María.

                                                   Camiñando vai Xosé,

                                                   Camiñando vai María,

                                                   Camiñan para Belén

                                                   A fin de chegar con día.

                                                   Cando a Belén chegaron,

                                                   Toda a xente dormía,

                                                   Menos un pobre porteiro

                                                   Que estaba na portería.

                                                   - Abre as portas, porteiro,

                                                   - A Xosé e María.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

Depois da Noiteboa e súas panxoliñas celebradas na noitiña de Nadal, as festas prolongam-se ata à Noite Vella que ocorre a 31 de decembro e, daí ata Día de Reis em 6 de xaneiro. Conta unha tradiçión galega que todo lo bruxedo praticado na Noiteboa non logra alcançar ninghúm sucesso, pois é a noitiña do nacemento do meniño Xesús, cando a luz triunfa sobre a escuridón, o Bem sobre o Mal.. E, porque é solstício de inverno, as ervas colhidas en noitiña de San Xoán volven a ter o verde de orixe. Revonava-se o fogo na lareira con un gran tizón que depois de se queimar un póco se apaga. O tizón de Nadal apenas volverá a acender-se cando haxa ameaça de peligro. Na Coruña e en Lugo, en Ourense e Pontevedra, desde Ferrol ata A Guarda, da Moaña ata Castroverde, é Nadal en todolos pobos marinheiros e rurais de Galicia, en todalas aldeas e parroquias se celebra unha festa xenuína que ten a ver coa tradición cultural portuguesa em xeral e das xentes do Miño en particular. Como hai dixo o poeta João Verde:

                                                   - Vendo-os assim tão pertinho

                                                   a Galiza mail-o Minho

                                                   São como dois namorados

                                                   Que o rio tráz separados

                                                   Quase desde o nascimento

 

                                                   - Deixal'os, pois namorar

                                                   já que os pais para casar

                                                   lhes não dão consentimento

Hai, pois, que celebrar todolos xuntos en familia, galegos e portugueses, o noso Nadal, com zambumbas e panxoliñas, con ganas pola la chegada do día da gran naçom portugalaica. Hai que cumprir Portugal!

- GOMES, Carlos. In Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português em http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:12
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
CANTARES GALLEGOS: POESIA DE ROSALÍA DE CASTRO É PARTE INTEGRANTE DA LITERATURA PORTUGUESA

Considerada a fundadora da moderna literatura galega, a escritora e poetisa Rosalía de Castro foi a iniciadora do Rexurdimento, movimento cultural que constitui o germe do nacionalismo galego. A publicação da sua obra Cantares Gallegos, da qual extraímos o poema “Adeus, rios; adeus, fontes”, é actualmente assinalado como o Dia das Letras Galegas.

Rosalía de Castro é um dos grandes vultos da literatura galega, o mesmo é dizer da Língua portuguesa que se emprega na Galiza. E, tal como se verifica com o cancioneiro medieval galaico-minhoto, também a poesia de Rosalía de Castro e, de uma maneira geral a literatura galega, deveria ser difundida e estudada em Portugal.

rosalia castro

Adeus, rios; adeus, fontes

 

Adeus, rios; adeus, fontes;

adeus, regatos pequenos;

adeus, vista dos meus olhos;

não sei quando nos veremos.

 

Minha terra, minha terra,

terra onde me eu criei,

hortinha que quero tanto,

figueirinhas que plantei,

 

prados, rios, arvoredos,

pinhares que move o vento,

passarinhos piadores,

casinha do meu contento,

 

moinho dos castanhais,

noites claras de luar,

campainhas timbradoras

da igrejinha do lugar,

 

amorinhas das silveiras

que eu lhe dava ao meu amor,

caminhinhos entre o milho,

adeus para sempre a vós!

 

Adeus, glória! Adeus, contento!

Deixo a casa onde nasci,

Deixo a aldeia que conheço

Por um mundo que não vi!

 

Deixo amigos por estranhos,

deixo a veiga pelo mar,

deixo, enfim, quanto bem quero…

Quem pudera o não deixar!...

 

Mas sou pobre e, malpecado!

a minha terra n’é minha,

que até lhe dão prestado

a beira por que caminha

ao que nasceu desditado.

 

Tenho-vos, pois, que deixar,

hortinha que tanto amei,

fogueirinha do meu lar,

arvorinhas que plantei,

fontinha do cabanal.

 

Adeus, adeus, que me vou,

ervinhas do campo-santo,

onde meu pai se enterrou,

ervinhas que biquei tanto,

terrinha que nos criou.

 

Adeus, Virgem da Assunção,

branca como um serafim;

levo-vos no coração;

vós pedi-lhe a Deus por mim,

minha Virgem da Assunção.

 

Já se ouvem longe, mui longe,

as campanas do Pomar;

para mim, ai!, coitadinho,

nunca mais hão de tocar.

 

Já se ouvem longe, mais longe…

Cada bad’lada uma dor;

vou-me só e sem arrimo…

Minha terra, adeus me vou!

 

Adeus também, queridinha…

Adeus por sempre quiçá!...

Digo-che este adeus chorando

desde a beirinha do mar.

 

Não me olvides, queridinha,

Se morro de solidão…

Tantas léguas mar adentro…

Minha casinha!, meu lar!

 

Rosalía de Castro, Cantares Gallegos, edição de Higino Martins Esteves

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

 



publicado por Carlos Gomes às 10:58
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Sábado, 8 de Outubro de 2011
NABIA: A DEUSA PAGÃ DO RIO NABÃO

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No princípio era o Caos… entretanto, na ânsia de encontrar uma explicação para os fenómenos da natureza que o rodeiam, o Homem concebeu inúmeras divindades que além de representar os atributos de tais fenómenos passaram ainda a revelar emoções e sentimentos próprios dos humanos uma vez que eram construídos à sua imagem e semelhança.

Entre tais divindades, Nábia foi uma das divindades mais veneradas na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza, durante o período que antecedeu à ocupação romana. Na mitologia céltica, Nábia, era a deusa dos rios e da água, tendo em sua honra o seu nome sido atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal. Inscrições epigráficas como as da Fonte do Ídolo, em Braga e a de Marecos, em Penafiel, atestam-nos a antiga devoção dos nossos ancestrais à deusa Nábia.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adoptaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência do período visigótico, a crença pagã em Nábia – ou Nabanus – viria a dar origem na famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cujo corpo, após o seu martírio, ficou depositado nas areias do rio Tejo junto às quais se ergueram vários locais de culto, tendo inclusive dado origem a alguns topónimos como a Póvoa de Santa Iria e, com a introdução do Cristianismo, a atribuição do seu nome à antiga Scallabis, a actual cidade de Santarém.

Bem vistas as coisas, são em grande parte do rio Nabão e das suas nascentes as águas que o rio Tejo leva ao Oceano Atlântico, junto a Lisboa, depois daquele as entregar ao rio Zêzere. E, é nas águas cristalinas do rio Nabão que habita a deusa Nábia e nas suas margens que Santa Iria encontrou o eterno repouso.



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
BANDA DA GALIZA ACTUA NO XXII FESTIVAL DE BANDAS DO CONCELHO DE OURÉM

A Banda da Escola de Música de Rianxo vai actuar no próximo dia 15 de Outubro, no Cine-teatro Municipal de Ourém, no âmbito do XXII Festival de Bandas do Concelho de Ourém, organizado pela Academia de Música da Banda de Ourém.

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Trata-se de uma banda filarmónica proveniente da Galiza que, apesar de ainda relativamente jovem, já viu distinguido o seu desempenho nomeadamente com a atribuição do primeiro Prémio no II Certame Galego de Bandas realizado em Santiago de Compostela. 

Com mais de meia centena de componentes, esta banda tem actuado sobretudo na Deputação da Corunha e Concelho de Rianxo. Participa desde a sua criação no projecto “Musigalizando”, em parceria com as associações culturais de Ribadumia, Solfa e Merza, promovido pela Conselharia de Cultura da Junta da Galiza. 

Rianxo é um município galego da província da Corunha, berço de Alfonso Rodriguez Castelao, o fundador do nacionalismo galego e do seu reintegracionismo com Portugal. 

Pela primeira vez, os oureenses vão ter a oportunidade de assistir à actuação da Banda da Escola de Música de Rianxo e de lhes lembrar as afinidades que nos aproximam, não apenas no domínio da língua e cultura comum como ainda da ligação histórica que nos remete para a personagem do 2º Conde de Ourém, João Fernandes de Andeiro, também ele oriundo da Corunha.

Festival Bandas 2011

 



publicado por Carlos Gomes às 05:00
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
Galiza e Portugal: um só Povo e uma só Nação!

Guimarães (24)

Por um compreensível desconhecimento, grande parte dos folcloristas portugueses possui um entendimento errado em relação ao folclore das gentes galegas, classificando-o de "espanhol" e confundindo-o com os usos e costumes dos demais povos penínsulares. Aliás, tal como sucede em relação à língua portuguesa que é o idioma da Galiza e que também é erradamente confundida com o castelhano que é a língua oficial de Espanha, também ela impropriamente por vezes designada por "espanhol". Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspecto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, actualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente,até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galêgo se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões - a Galiza !

 

GOMES, Carlos. in http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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