Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016
VAI PORTUGAL SUBSTITUIR OS SEUS SÍMBOLOS NACIONAIS?

Esta é a ditosa Pátria Minha Amada! – Luís de Camões

As Armas nacionais de Portugal são “de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz de Cristo, cada um carregado por cinco besantes de prata, postos em cruz de Santo André (ou quincunce); bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro; o escudo sobreposto a uma esfera armilar, rodeada por dois ramos de oliveira (ou loureiro) de ouro, atados por uma fita verde e vermelha

As Armas Nacionais que desde há muitos séculos figuram nas bandeiras nacionais de Portugal identificam um passado glorioso cujos elementos heráldicos testemunham a matriz Cristã de Portugal e o seu papel histórico na Reconquista Cristã.

Escudo_portugal

Entre tais símbolos, realce-se os escudetes azuis besantados de prata dispostos sob a forma de Cruz de Santo André e que, de acordo com explicação lendária, teriam origem no milagre da Batalha de Ourique segundo a qual, Jesus Cristo terá aparecido a D. Afonso Henriques garantindo-lhe a vitória, caso adotasse por armas as suas chagas. Com efeito, segundo algumas teorias, os escudetes referem-se às cinco chagas de Cristo ou às cinco feridas de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique.

A bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro representa, segundo a tradição, o antigo reino do Algarve, conquistado por D. Afonso III aos mouros.

Por conseguinte, qualquer que seja o significado dos seus símbolos, é evidente que o Cristianismo constitui a matriz da Cultura e da Civilização portuguesa, da identidade do povo português, com raízes tão profundas que nenhuma ideologia defensora de um pretenso laicisismo será capaz de arrancar…

Numa altura em que outros povos da Europa parecem envergonhar-se da sua própria identidade, cobrem com um manto de ignomínia as suas obras de arte e vergam perante os ditames dos arautos de outras culturas a pretexto de uma falsa tolerância, importa saber se também Portugal renegará os seus valores e a sua identidade, porventura ao ponto de substituir os seus próprios símbolos nacionais?



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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
QUEM FORAM OS VISCONDES DE VILA NOVA D’OURÉM?

O título de 1º Visconde de Vila Nova de Ourém foi criado por Decreto de 12 de Março de 1853 e atribuído José Joaquim Januário Lapa como recompensa pelos serviços prestados como governador de Goa que, aliás, o levaram a ser reconduzido no cargo. Esta família cujo título de nobreza se encontra associada ao nosso concelho possui descendência, encontrando-se muitos dos seu membros a viver em Lisboa.

ViscondeOuremBrasão.jpg

Antes, porém, já detinha o título de 1º Barão de Vila Nova de Ourém, concedido por Decreto de 20 de Janeiro de 1847, numa altura em que, como governador militar de Santarém, se distinguiu na batalha de Torres Vedras que opôs os partidários do Marechal de Saldanha ao Duque de Palmela, após a queda do governo de Costa Cabral.

1ºViscondeVNO.jpg

O 1º Visconde de Vila Nova de Ourém nasceu em Belém em 1796 e faleceu em Lisboa em 1859. Os seus restos mortais repousam em jazigo de família existente no cemitério dos Prazeres, naquela cidade. Refira-se que, à época, Belém constituía um município distinto, estendendo os seus limites desde Alcântara onde corria a ribeira da Damaia, até ao sítio de Algés. Foi par do Reino e membro do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, ministro de Estado e Governador-geral do Estado da Índia.

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Foi 2º Visconde de Vila Nova de Ourém, Elesbão José de Bettencourt Lapa, terceiro filho varão do 1º Visconde. Como o seu pai, também foi Governador-geral do Estado da Índia e seguiu a carreira das armas.

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Elesbão Felner Bettencourt Lapa que foi General de Brigada, filho do 2º Visconde de Ourém, não recebeu o título.

O 3º Visconde de Vila Nova de Ourém foi José Joaquim de Melo Lapa que herdou o título de seu avô, o 2º Visconde. Este foi confirmado pelo rei D. Manuel II quando já se encontrava no exílio.

O título de Visconde de Vila Nova de Ourém foi transmitido a Maria Teresa Gorjão Henriques de Melo Lapa, filha do 3º Visconde, tornando-se assim 4ª Viscondessa de Vila Nova de Ourém. Nasceu em 30 de Dezembro de 1920 e possui descendência.

As armas do Visconde de Vila Nova de Ourém incluem, além da respetiva coroa de visconde, a águia que veio a ser adotada no brasão de armas de Vila Nova de Ourém, atual cidade de Ourém.

O brasão de armas de Ourém reúne a águia que integra os símbolos heráldicos do Visconde de Vila Nova de Ourém segurando o escudo de Portugal antigo, o qual inclui as armas do Conde de Ourém que estão na origem dos atuais símbolos nacionais.

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Os Viscondes de Vila Nova de Ourém encontram-se em jazigo de família, à entrada do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013
GASPAR MOREIRA: UM ARCUENSE EM TERRAS DE OURÉM

RIO DE COUROS É NOTÍCIA NO BLOGUE DO MINHO EM http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

Conta a lenda que “No dia 4 de Agosto de 1578, ficou prisioneiro dos mouros, Gaspar Moreira, Moço de Câmara de El-Rei Dom Sebastião, Filho de Pedro Alves Bandeira, 4º Neto do Grande Gonçalo Pires Bandeira, era natural de Arcos de Valdevez, Nossa Senhora da Natividade, que se venera nesta Igreja, livrou-o da prisão e cativeiro”. Esta descrição consta num painel de azulejos existente na escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de Rio de Couros, no Concelho de Ourém, reproduzindo uma antiga gravura que outrora existiu na sacristia da antiga igreja que entretanto foi demolida, dela atualmente não restando mais do que a torre sineira.

A imagem mostra a igreja de Rio de Couros, em 1961, pouco tempo antes de ser demolida. Foto restaurada em Foto Vítor, de Caxarias, a partir de original cedido por Joaquim Gaspar, de Sandoeira, a quem agradeço a sua amabilidade.

Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

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A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.

A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

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Da antiga igreja matriz resta apenas a torre sineira.

ONDE SE SITUA RIO DE COUROS?

A Freguesia de Rio de Couros situa-se a norte do Concelho de Ourém, a poucos quilómetros de Fátima e da estação ferroviária de Caxarias.

Todos os anos, por ocasião do dia 15 de agosto, realizam-se naquela localidade os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora da Natividade, sendo uma das mais concorridas que ocorrem na região.

A atual igreja, de traça bastante moderna, foi construída em 1964 em substituição da antiga igreja matriz que foi demolida por se encontrar em adiantado estado de degradação, não se verificando à época sensibilidade suficiente para preservar o património edificado.

A anterior igreja era de uma só nave, com dois altares laterais, tendo na sua construção sido empregues fragmentos de cipos e outras pedras romanas, algumas das quais com inscrições. Do monumento desaparecido apenas resta a torre sineira, de construção setecentista. Na atual igreja de Rio de Couros guarda-se uma imagem em pedra, de Nossa Senhora da Natividade, com o menino ao colo, remontando muito provavelmente á época em que Gaspar Moreira ali viveu.

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As gentes de Ourém festejam a Nossa Senhora da Natividade de Rio de Couros

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A procissão passa invariavelmente no local da antiga igreja matriz

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Os festejos de Rio de Couros são um dos mais concorridos do Concelho de Ourém.

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O bolo-de-arco é uma das especialidades da doçaria tradicional que marca presença nestas ocasiões de festa.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:55
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Sábado, 25 de Maio de 2013
PORTUGUESES CONQUISTARAM CEUTA HÁ 600 ANOS – D. PEDRO DE MENESES, NETO DO 1º CONDE DE OURÉM, FOI O PRIMEIRO GOVERNADOR DO TERRITÓRIO

No próximo dia 21 de agosto, passam precisamente 600 anos sobre a data da tomada de Ceuta. A expedição foi comandada pessoalmente pelo próprio rei D. João I que se fez acompanhar dos seus filhos, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique.

O cargo de governador da praça de Ceuta foi então atribuído a D. Pedro de Meneses, neto de D. João Afonso Telo de Meneses que foi o primeiro Conde de Ourém. Conta-se que, tendo-se apresentado ao soberano com um pau a que chamavam de “aleo” que era então usado no “jogo da choca”, um jogo bastante popular semelhante ao hóquei no qual uma pedra fazia as vezes da bola. E, tendo D. João I lhe perguntado se era suficientemente forte para tomar o cargo de governador de Ceuta assegurando a sua defesa, lhe terá respondido: “Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos”.

A título de curiosidade, a cidade de Vila Real de que D. Pedro de Meneses veio a ser feito Conde, ostenta no seu brasão a palavra “Aleu”, tendo a mesma origem numa lenda que descreve uma situação algo semelhante à descrita, também ocorrida com o rei D. João I.

Em 1640, Ceuta não aclamou o rei D. João IV, tendo a partir de 1645 ficado sob soberania espanhola, a qual foi em 1668 reconhecida através do Tratado de Lisboa que colocou fim à guerra da Restauração. Não obstante, decidiu manter os símbolos portugueses, concretamente a bandeira gironada de oito peças de negro e prata, semelhante à da cidade de Lisboa de onde partiu a esquadra que tomou Ceuta e, ao centro, as armas do Reino de Portugal usadas à época.

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publicado por Carlos Gomes às 01:00
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Heráldica (IX)

Onde se terá inspirado quem concebeu este brasão?

 

Brasão verde

As mais recentes placas toponímicas da cidade de Ourém exibem o brasão que a foto documenta. Mas, não correspondendo ao que foi legalmente atribuído, ainda não conseguimos perceber a razão da sua alteração nem descobrir a fonte a partir da qual o artista se inspirou. Será que alguém nos poderá ajudar a desvendar o mistério?

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 05:18
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
Heráldica (VIII)

O brasão da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias integra as armas da veneranda vila de Ourém à excepção da águia. Curiosamente, foi a estrela de David a adoptada por aproximação à representada no pelourinho, apesar de ser o pentagrama - estrela de cinco pontas - a geralmente utilizada pelos muçulmanos e, na heráldica, pretender-se alegadamente representar a "conquista da villa aos mouros". Porém, a mesma poderá ter na sua origem um significado diverso devido à existência de uma judiaria no antigo burgo medieval. 

 



publicado por Carlos Gomes às 17:45
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Heráldica (VII)

 

"De egual construcção à das Portas da Villa tem, por cima do arco, as armas d'Ourem, que são - um castello com duas torres, sobre estas cinco escudetes em cruz, tendo cada um as quinas portuguezas; à direita uma estrella, à esquerda um crescente, e por cima uma aguia d'azas abertas. - O crescente e a estrella representam aqui a conquista da villa aos mouros; e a aguia pertencia ao escudo da rainha D. Mafalda, esposa de Affonso Henriques, sendo adoptada por sua filha D. Theresa, 1ª senhora d'Ourem"

 

- FLORES, José. Album da Villa d'Ourem

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 17:30
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Pelourinho de Ourém

pelourinho

 

"Fica-nos à esquerda a praça pública, com o seu pelourinho hasteado, tendo este uma variante das armas d'Ourem - uma aguia d'azas estendidas, um crescente e uma estrella - e, por baixo, a data de 1620".

- FLORES, José. Album da Villa d'Ourem

 

O pelourinho de Ourém, um dos símbolos da autonomia municipal, é constituído por um fuste oitavado onde se encontra o símbolo heráldico, assente numa base formada por três degraus e rematado por um capitel formado por um fogaréu envolto numa coroa que julgamos ser de conde.

 

É dos símbolos heráldicos que se exibem no Pelourinho de Ourém que os Viscondes de Vila Nova de Ourém tomaram as suas armas, tal como os brasões do concelho de Ourém e da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.

 

pelourinho

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 16:38
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
Heráldica (VI)

Brasão Visconde Ourém

Brasão do Visconde de Villa Nova d'Ourém esculpido no jazigo de família, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

 

O brasão de armas de Ourém reúne a águia que integra os símbolos heráldicos do Visconde de Vila Nova de Ourém segurando o escudo de Portugal antigo, o qual inclui as armas do Conde de Ourém que estão na origem dos actuais símbolos nacionais.

 

Este post é gentilmente citado no blog O Castelo, em O Miradouro do Castelo, no endereço http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

 



publicado por Carlos Gomes às 14:14
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Heráldica (V)

Bandeira de Ourém

Antiga bandeira do Município de Vila Nova de Ourém, actualmente em exposição no Museu Municipal de Ourém.

 

Este post é gentilmente citado no blog O Castelo, em O Miradouro do Castelo, no endereço http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



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Heráldica (IV)

Heraldica

In BARBOSA, Inácio de Vilhena. As cidades e villas da Monarchia Portugueza que teem brasão d'armas. Lisboa. 1860/1862. 

 

Este post é gentilmente citado no blog O Castelo, em O Miradouro do Castelo, no endereço http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:52
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Heráldica (III)

Brsão

Brasão de Vila Nova de Ourém, actualmente em exposição no Museu Municipal de Ourém.



publicado por Carlos Gomes às 00:49
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
Heráldica (II)

 

Quem acede ao site da Câmara Municipal de Ourém, verifica que a heráldica do município não foi alterada. Para confirmar, basta clicar no seguinte endereço: http://www.cm-ourem.pt/

 

Brasão de Ourém

 

Porém, quem mandou executar as placas toponímicas desde que Ourém se elevou a cidade, como se pode verificar pelo número de torres que constam no brasão, não devia gostar do vermelho... e optou pelo verde!

toponímia 

Para além das cores, os próprios motivos heráldicos encontram-se ligeiramente modificados.

 



publicado por Carlos Gomes às 22:20
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Heráldica (I)

Toponímia

A imagem mostra duas placas toponímicas com diferentes símbolos heráldicos relativos ao Concelho de Ourém.

 

De acordo com o parecer da Associação de Arqueólogos, as armas do Concelho de Vila Nova de Ourém são as seguintes:

"De prata, com uma águia estendida de vermelho bicada e sancada de negro, coleirada de ouro, segurando nas garras o escudo de Portugal antigo. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila Nova de Ourém" de negro".

 

Após a sua elevação a cidade, foi-lhe naturalmente acrescentada mais uma torre, passando a coroa mural a dispôr de cinco torres e adaptado o listel à sua actual designação oficial.

 



publicado por Carlos Gomes às 10:08
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
Lenda de Rio de Couros (III)

Bandeira - Brasão

 

Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.



publicado por Carlos Gomes às 10:55
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