Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
PAN PRETENDE AVANÇAR NAS PRIORIDADES E DESAFIOS DA BIOÉTICA EM PORTUGAL
  • Propõe que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida possa integrar um médico veterinário
  • Acompanha a proposta da Associação Portuguesa de Bioética para a criação de um Conselho Nacional de Experimentação Animal
  • Medidas contribuem para a reflexão sobre problemas éticos suscitados pelos progressos científicos e para prossecução dos objetivos da União Europeia

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza apresenta hoje duas iniciativas legislativas que pretendem contribuir para o debate acerca dos problemas éticos suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida. O primeiro projeto de lei “altera a composição do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida” - CNECV - e propõe que esta entidade, cuja constituição tem vindo a ser progressivamente alargada, por forma a incluir cada vez mais pessoas de reconhecido mérito no domínio das questões da bioética, possa integrar um médico veterinário com vista a permitir novos contributos, essenciais para a prossecução das competências atribuídas ao CNECV.

A medicina veterinária constitui uma das mais importantes matérias de investigação e conhecimento na área da saúde, com grande proximidade aos cidadãos. O papel do médico veterinário é cada vez mais importante na sociedade, existindo um interesse crescente do público pelas questões de bem-estar animal. Ao mesmo tempo, a profissão reveste-se de grandes desafios éticos, estando continuamente em mutação, por consequência da inovação tecnológica.

A etimologia do conceito de Bioética, por si só, justifica a integração destes profissionais, constituída por duas palavras de origem grega: Bios que significa “Vida” e Ethos que significa “Ética”. Originalmente, o termo Bios era aplicado à vida humana e não animal. Posteriormente, generalizou-se e passou a significar a vida como um fenómeno, ou seja, o biológico, como hoje o entendemos: englobando todos os seres vivos, desde a sua expressão mais simples (unicelular) à mais complexa (como se apresenta no homem).

A segunda iniciativa legislativa apresentada pelo PAN acompanha a proposta da Associação Portuguesa de Bioética levada recentemente Assembleia da República para a criação de um Conselho Nacional de Experimentação Animal, que seja um regulador independente dos centros onde se realizam experiências com animais em Portugal.

A investigação científica tem evoluído nas suas várias vertentes e é hoje indiscutível que os animais têm capacidade para sentir e manifestar dor, sofrimento, angústia e dano duradouro. Por conseguinte, e tendo em vista o objetivo de deixar de utilizar definitivamente animais nestes procedimentos científicos, importa até alcançar esta meta melhorar o seu bem-estar, reforçando as normas mínimas relativas à sua proteção de acordo com a evolução mais recente dos conhecimentos científicos. Embora seja indispensável substituir, num futuro próximo, a utilização de animais vivos em procedimentos por outros métodos que não impliquem a sua utilização, a verdade é que atualmente ainda se continua a recorrer a este tipo de experimentação, por motivos que alegadamente se prendem com a proteção da saúde humana e animal.

O Conselho Nacional para a Experimentação Animal será uma entidade reguladora independente, para além das governamentais com poderes nesta matéria que funcionaria junto da Assembleia da República, mas também prestando apoio e resolvendo conflitos éticos junto dos investigadores que nos seus projetos utilizem animais, com total independência e isenção e seria constituído por especialistas de diferentes ramos do conhecimento.

Esta entidade terá competência para certificar que a investigação em animais decorre nos termos da lei e de acordo com as normas éticas universais de proteção do bem-estar animal mas, principalmente, para assegura que estamos a caminhar para o objetivo principal que é o de deixar de utilizar animais neste tipo de procedimentos. Para além disso, o Conselho deve ter como missão estatuária a coordenação dos comités de ética das diferentes instituições de ensino e de investigação que ainda utilizam animais. A acrescer que a criação deste Conselho se afigura essencial na prossecução dos objetivos da União Europeia no que diz respeito a esta matéria, mas principalmente, é fundamental na evolução das consciências e efetiva proteção dos animais.



publicado por Carlos Gomes às 22:23
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016
QUINTA DO CARRASCAL REALIZA EM VILAR DOS PRAZERES WORKSHOP SOBRE CULTIVO DE PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS

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publicado por Carlos Gomes às 09:38
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2015
MÉDICOS DENTISTAS EM OURÉM JÁ NÃO LEMBRAM OS BARBEIROS-CIRURGIÕES DE OUTROS TEMPOS

Quem atualmente recorre ao médico dentista para proceder à prevenção ou tratamento de patologias orais e maxilares com vista à manutenção da saúde, higiene bocal e integridade dos seus dentes, está longe de imaginar os sacrifícios a que o paciente era outrora forçado a submeter-se, devendo-se o facto à extraordinária evolução da medicina dentária, sobretudo a partir do século passado.

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Até ao século XIX, a atividade de dentista era exercida pelo barbeiro-sangrador que, munido de bisturi, cortava a veia e fazia a sangria, sarjava, lancetava, aplicava bichas e ventosas e arrancava dentes, para além de fazer a barba e cortar o cabelo aos seus clientes. Como ferramentas do ofício utilizavam navalha, pente, tesoura, lanceta, ventosa, sabão, pedra de amolar, bacia de cobre, escalpelo, boticão, escarificador, turquês e… a sanguessuga!

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A extração dos dentes era feita sem anestesia em virtude desta ainda não ter sido inventada. Faziam curativo de fístulas dentárias, tratamento das cáries com aplicação de remédios tópicos.

Até ao século XVII, os dentes postiços com que se procedia à substituição dos naturais eram humanos ou produzidos em osso, marfim ou massa endurecida e presos àqueles com grampos de metal. Apenas dois séculos mais tarde, passaram a ser produzidos os dentes de porcelana e passou a aplicar-se pivôs e dentaduras e a fazer-se o preenchimento das cáries com chumbo.

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Apesar da aparente rudeza com que a profissão era exercida, o ofício de barbeiro-sangrador estava regulamentado e aqueles que o exerciam eram, pelo menos até ao século XVI, obrigados a exercer a profissão durante dois anos no Hospital Real de Todos-os-Santos a fim de conseguirem a carteira profissional que lhes era passada pelo cirurgião-mor.

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Um autêntico pavor invadia qualquer pessoa perante a simples ida ao dentista, tal era a forma brutal com que o paciente era antes tratado. Porém, o desenvolvimento dos conhecimentos técnicos e a forma de atendimento e tratamento alteraram profundamente esta atividade, vencendo a barreira do medo que antes lhe estava associada. Acresce ainda o facto de os pacientes serem frequentemente atendidos por jovens e belas dentistas brasileiras que, sem desprimor para as portuguesas, para além da sua natural simpatia, ainda os recebem em magníficos aposentos palacianos. Que o digam os oureenses que entregam os cuidados a ter com os seus dentes à médica dentista Marina Mourão Ferreira, uma jovem dentista oriunda do Estado de Minas Gerais, no Brasil, que escolheu Ourém para viver e exercer a sua profissão, também conhecida pelo seu talento artístico.

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Sob a sua direção, a clínica médico-dentária Aliança Médica Lda oferece em Ourém e em Caxarias aos oureenses um vasto leque de especialidades, desde a medicina dentária à fisioterapia e à terapia da fala, da nutrição e dietética à psicologia educacional, tencionando ainda vir a alargar a sua atividade a outras especialidades médicas, esperando para isso vir a contar com a colaboração de outros profissionais.

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 23:11
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013
27.º CONGRESSO DE MEDICINA POPULAR - VILAR DE PERDIZES

O Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes - Montalegre, que desde 1983 atrai curandeiros, bruxos, videntes e cartomantes, tem este ano e pela primeira vez, artesãos da aldeia a trabalhar "ao vivo" nas ruas.

Durante quatro dias, de 05 a 08 de Setembro, as pessoas poderão, além de sessões de cartomancia ou astrologia, ver artesãos a fazer meias, socas, louças em barro, objetos em madeira, licores ou compotas.

O mentor do congresso, Padre Lourenço Fontes, tem referido que o objetivo é envolver os habitantes da aldeia no evento e conservar os seus saberes, alguns em "vias de extinção", dando-os a conhecer aos visitantes de norte a sul do país.

PROGRAMA:

Quinta-feira - 5 Setembro

21h00

- Abertura do XVII Congresso Vilar de Perdizes (Vice-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves)

- Apresentação de expositores e feirantes do Congresso

- João Sanches, “Sexo na raia galego/transmontana”

(projeção de documentário sobre os 30 anos do Congresso de Medicina Popular)

Sexta-feira - 6 Setembro

15h00

- Sara Repolho (moderadora), “Representações de saúde, doença e recursos em adolescentes”

- Luciana Och Benke, “Medicina popular na Suécia"

- John McAdam, “Novas plantas"

- Maria Feliz, “Tem que ser Alzhaimer?”

- Rafael Quintia “Uso do Copo de Alicornio na medicina popular”

21h00

- José Carlos Costa (moderador),

- Mestre Alves, “Exorcismo e Encosto no sec. XXI”

- Jorge Lage, “Virtudes da castanha”

- Telma Teixeira, “Medicinas alternativas”

- Cora Nogueira, “Tratamento da incontinência”

Sábado - 7 Setembro

15h00

- Gil Alvar (moderador)

- Dr. Gilbert Guiraud, "Reumatismo e medicina popular"

- Vítor Sepodes, “Shiatsu”

- Faustino Santos, “Ataques de pânico, Contributos da Acupunctura”

- João Costa, “Virtude da cereja”

21h00

- Barroso da Fonte (moderador), ”Crenças e mitos”

- Dr. Jean Claude Guiraud, “tema a indicar”

- Jorge Quintela, “Emoções”

- Felix Castro Vicente, “Orações a S. Cipriano”

Domingo - 8 Setembro

11h00

- João Sanches (moderador)

- Dr. Carlos Borrego e Dra. Teresa Macedo, “Tanatologia”

- Temas livres, não inscritos

- Conclusões

13h00

- Convívio de encerramento

 



publicado por Carlos Gomes às 14:35
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Manuel Francisco Alves

Um médico oureense na Marinha Grande

Francisco Alves

Nasceu em 24 de Janeiro de 1874, na povoação de Cercal (Vila Nova de Ourém).

Depois de formado em Medicina pela Escola Médico - Cirúrgica do Porto, veio para a Marinha Grande, em 13 de Outubro de 1903, contratado pela edilidade leiriense, a quem pertencia administrativamente a freguesia da Marinha Grande, para aqui exercer a função de médico concelhio. Tinha ordenado anual de 300 mil reis, com a obrigação de dar assistência médico - cirúrgica também às freguesias de Maceira e Amor.

Homem de rara inteligência, profissional competente, bondoso e filantropo, estava sempre pronto a ajudar os seus doentes, quer fossem ricos ou pobres, quer vivessem na freguesia ou em lugares distantes, para onde se deslocava a cavalo, de dia ou de noite, sempre solícito a acudir. Na maioria das vezes, em vez de receber dinheiro deixava-o para compra dos medicamentos.

Ficou conhecido como "pai dos pobres" pela sua acção meritória no combate à gripe "pneumónica", nos anos de 1918-19, que fez milhares de mortos (chegaram a fazer-se diariamente funerais que incluíam vinte e mais caixões).

Não sendo filho da Marinha Grande por nascimento, dedicou-lhe toda a sua vida. Democrata fervoroso e lutador, fez parte dos partidos oposicionistas ao regime monárquico, lutando pelo progresso e desenvolvimento da vila. Fez parte das comissões formadas para a construção do Hospital e da Escola Industrial e para a restauração do concelho, tendo também, aquando da crise financeira de 1919, emprestado dinheiro à Comissão Administrativa da Nacional Fábrica de Vidros para pagamento aos operários.

Teve na sua esposa, D. Maria da Conceição Amaro Alves, a companheira de onde recebeu a possibilidade financeira das ajudas beneméritas que realizou.

Dentre os seus muitos amigos, destaca-se o Dr. João Soares, ministro do Governo republicano, a quem recorria muitas vezes, expondo-lhe as necessidades da terra.

A par da sua superior inteligência, era também irreverente e sarcástico, tendo alguns episódios curiosos. Baptizou de "comboio de lata" o pequeno comboio das Matas. Não tolerava bêbedos, pois nunca bebeu vinho; teve das primeiras motos que vieram para a Marinha Grande e conta-se que na primeira vez que andou nela teve que consumir toda a gasolina, percorrendo sucessivamente as ruas da Vila, porque não era capaz de a parar; usava por tudo e por nada a expressão "oh! oh! coiso!".

Viveu primeiro no n.º 24 do Largo Ilídio de Carvalho e, após o seu casamento, na casa situada na actual rua 18 de Janeiro, n.° 45, onde bem merecia que fosse colocada uma lápide evocativa do seu bom-nome.

O Dr. Manuel Francisco Alves faleceu em 24 de Junho de 1926. O seu funeral constituiu a maior manifestação de pesar e dor até então realizada na Marinha Grande. Nele se incorporou praticamente toda a população, acompanhada pelas autoridades, bombeiros e crianças das escolas, que durante todo o trajecto iam deixando cair flores, última homenagem prestada ao homem que em vida sempre as adorou.

Logo após a sua morte, a CMMG prestou-lhe a homenagem devida, atribuindo o seu nome a uma rua da vila - nome que, inexplicavelmente, foi substituído anos mais tarde.

 

- AZAMBUJA, João Rosa. Cidade da Marinha Grande: Subsídios para a sua História

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



publicado por Carlos Gomes às 00:10
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