Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2015
CONDES DE OURÉM CELEBRAM 20 ANOS DE CASAMENTO

Ranchos folclóricos fizeram a festa popular

Em 13 de maio de 1995, mais de três dezenas de ranchos folclóricos e outros grupos de música tradicional de todo o país saudaram os Duques de Bragança à sua chegada ao Mosteiro dos Jerónimos e dançaram nos jardins da Praça do Império, em Lisboa.

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Passam precisamente 20 anos desde a data em que, com a bênção de Nossa Senhora de Fátima, D. Duarte de Bragança e D. Isabel de Herédia celebraram o seu casamento perante centenas de convidados de várias partes do mundo, contando-se entre eles muitos membros da realeza europeia, mas a que também não faltaram muitos republicanos mais ou menos convictos. Transmitida em direto pela televisão, tratou-se de um acontecimento nacional a lembrar idênticas cerimónias de outras casas reais europeias a atrair a atenção do povo.

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Duas décadas decorridas, os atuais Duques de Bragança têm garantida a sucessão da Casa Real Portuguesa: Afonso de Santa Maria, atual Príncipe da Beira, nasceu em 25 de março de 1996, sendo o primeiro na linha de sucessão. Seguiu-se Maria Francisca a 3 de maio de 1997 e Dinis a 25 de novembro de 1999.

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Há vinte anos, procedia o fadista Gonçalo da Câmara Pereira aos preparativos da festa popular que deveria rodear a celebração. Reconhecendo a capacidade organizativa que à altura a Casa do Concelho de Ponte de Lima demonstrava, procurou obter a sua colaboração e transferiu para o autor destas linhas a responsabilidade da iniciativa. Como resultado, 32 agrupamentos folclóricos de todo o país emprestaram um colorido e uma alegria muito especial à cidade de Lisboa, cantando e dançando em redor da fonte luminosa e saudando à passagem dos noivos.

Fotos: Artur Morgado

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publicado por Carlos Gomes às 21:45
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015
D. CARLOS I, CONDE DE OURÉM E REI DE PORTUGAL FOI ASSASSINADO HÁ 107 ANOS – MONÁRQUICOS EVOCAM REGICÍDIO

A Real Associação de Lisboa promove no próximo dia 26 de Janeiro pelas 17h30m no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal uma sessão evocativa dos 107 anos sobre o trágico assassinato de Sua Majestade o Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe.

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Nessa ocasião será proferida uma alocução pelo Tenente-coronel João Brandão Ferreira. José Campos e Sousa apresentará a exposição "Monumento Fúnebre d'El-Rei Dom Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe - Da ideia à inauguração: um ano de mobilização da Pátria reconhecida” e interpretará algumas peças musicais sobre o tema.

A exposição estará patente ao público no Palácio da Independência de 27 a 30 de Janeiro, das 15h às 18h.

A 1 de fevereiro de 1908, quando o Rei D. Carlos I regressava de Vila Viçosa, ao atravessar de landau o Terreiro do paço, os carbonários Alfredo Costa e Manuel Buíça dispararam à queima-roupa sobre a Família Real, logrando assassinar o soberano e o Príncipe Real D. Luís Filipe, respetivamente 23º e 24º condes de Ourém.

O plano do atentado envolvia mais cúmplices e fazia parte de uma plano mais vasto que tinha como objetivo o derrube do próprio regime, tendo entretanto sido gorado, acabando por se concretizar em 5 de outubro de 1910.

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publicado por Carlos Gomes às 22:35
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2014
REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO DESEJA BOAS FESTAS

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publicado por Carlos Gomes às 10:16
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
CERIMÓNIA DE INVESTIDURA DE S.A.R. D. AFONSO PRÍNCIPE DA BEIRA COMO CAVALEIRO DA GRÃ CRUZ DE JUSTIÇA DA ORDEM CONSTANTINIANO REALIZOU-SE EM OURÉM

L’investitura a Cavaliere di Gran Croce di Giustizia dell’Ordine Costantiniano di S.A.R. Dom Alfonso Principe di Beira

Dal 3 al 5 luglio le LL.AA.RR. il Duca e la Duchessa di Castro insieme alle loro figlie le LL.AA.RR. Principesse Maria Carolina, Duchessa di Palermo e Maria Chiara, Duchessa di Capri hanno visitato il Portogallo su invito di S.A.R. Dom Duarte, Duca di Bragança, Capo dell’omonima Casa Reale.

Diversi i motivi di questa visita, tra i quali la partecipazione ai tradizionali festeggiamenti in onore della Santa Regina Isabella di Coimbra.

In occasione del ricevimento di benvenuto, dato a São Pedro de Sintra dalle LL.AA.RR. il Duca e la Duchessa di Bragança, il nostro Principe e Gran Maestro ha investito S.A.R. Dom Afonso di Bragança, Principe di Beira, con l’Onorificenza di Cavaliere di Gran Croce di Giustizia dell’Ordine Costantiniano, in considerazione dei tradizionali legami che uniscono le due Famiglie Reali per i quali anche S.A.R. Dom Duarte e S.A.R. Donna Isabel, sua Consorte, sono membri del nostro Ordine.

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L’investitura a Cavaliere di Gran Croce di Giustizia dell’Ordine Costantiniano di S.A.R. Dom Alfonso Principe di Beira

Durante il secondo giorno della visita, la Famiglia Reale di Borbone delle Due Sicilie, accompagnata dalla Famiglia Reale di Bragança, si è recata in pellegrinaggio presso il Santuario della Beata Maria Vergine di Fatima ove si è raccolta in preghiera nel luogo delle apparizioni. Quindi i Reali Principi delle Due Sicilie e del Portogallo, guidati da Carlos Evaristo, Patrono per il Portogallo delle Arti e dei Musei Vaticani, hanno visitato la Lipsanoteca del Castello di Ourem ove hanno venerato le reliquie dei tre Pastorelli Veggenti e la reliquia della Beata Maria Cristina Regina delle Due Sicilie, donata nel mese di marzo da una delegazione di Cavalieri Costantiniani.

Nel pomeriggio, presso il Convento di Santa Clara a Coimbra, è stata celebrata la Santa Messa in occasione della Memoria Liturgica di Santa Isabel, durante la quale, S.A.R. la Duchessa di Bragança, nella sua qualità di Gran Maestro dell’Ordine di Santa Isabel, ha insignito la Principessa Camilla con l’Onorificenza di Dama di Gran Croce.

La Famiglia Reale di Borbone delle Due Sicilie con S.A.R. il Duca di Bragança presso il Santuario della B.V.M. di Fatima

Questo Ordine dinastico fu creato da Giovanni VI del Portogallo il 4 novembre 1801 come segno di devozione verso la Santa Regina Isabel di Portogallo: il re investì sua moglie Carlotta Gioacchina di Borbone-Spagna della carica di Gran Maestro dell’Ordine e tale ufficio è ritenuto ancor oggi dalla Consorte del Capo della Real Casa portoghese. L’ordine è esclusivamente rivolto alle dame, nobili e cattoliche.

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S.A.R. la Duchessa di Castro riceve l’Onorificenza dell’Ordine di Santa Isabel da S.A.R. la Duchessa di Bragança Gran Maestra

Tra gli illustri ospiti, che hanno partecipato anche al pellegrinaggio a Fatima e alla cerimonia in onore di Santa Isabel, si segnalano: le LL.AA.RR. il Duca e la Duchessa di Bragança; S.A.S. il Principe Peter von Hohenberg, nipote dell’Arciduca Francesco Ferdinando d’Austria; S.A.S. la Principessa Marie-Therese von Hohenberg con il consorte S.E. il Sig. Anthony Bailey, Delegato per la Gran Bretagna dell’Ordine Costantiniano e Delegato Magistrale per i Rapporti Interreligiosi; Dom João Vicente Saldanha, Marchese di Rio Maior; Sir Gavyn Arthur, ex Sindaco di Londra; l’Ing. Domingos Patacho; il Dott. José Carlos Ramalho dell’Associazione Reale di Ribatejo; il Dott. Francisco Ramalho; il Dott. Carlos Evaristo e il Dott. Alberto Calafato Janelli, Segretario Particolare delle LL.AA.RR. i Duchi di Castro.

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S.A.R. la Duchessa di Castro dopo aver ricevuto l’Ordine di Santa Isabel con le figlie le LL.AA.RR. Maria Carolina, Duchessa di Palermo e Maria Chiara Duchessa di Capri e le LL.AA.RR. il Principe di Beira e il Duca di Porto

La giornata si è conclusa con un ricevimento in onore delle LL.AA.RR. il Duca e la Duchessa di Castro presso la splendida cornice del Castello Forte da Cruz sulla costa di Estoril offerto da Donna Diane Barros de Polignac e dal Dott. Miguel Horta e Costa, Barone di Santa Cumba Dão, Delegato dell’Ordine Costantiniano per il Portogallo, a cui erano presenti, tra gli altri, il Sindaco di Cascais e gli Ambasciatori d’Italia e del S.M. Ordine di Malta in Portogallo.

Fonte: Real Casa di Borbone delle Due Sicilie http://www.realcasadiborbone.it/

Via: Real Associação do Médio Tejo http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.pt/

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La Famiglia Reale di Borbone delle Due Sicilie con S.A.R. il Duca di Bragança e il Dott. Carlos Evaristo con le Reliquie della Lipsanoteca di Ourem tra cui il Busto della Beata Maria Cristina Regina delle Due Sicilie



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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014
OURÉM CELEBRA 5º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO FREI NUNO DE SANTA MARIA (NUNO ÁLVARES PEREIRA, O SANTO CONDESTÁVEL)

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Sábado, 5 de Abril de 2014
OURÉM CELEBRA 5º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO FREI NUNO DE SANTA MARIA (NUNO ÁLVARES PEREIRA, O SANTO CONDESTÁVEL)

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OURÉM CELEBRA MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELA BEATIFICAÇÃO DA RAINHA D. MARIA CRISTINA DE SABÓIA



publicado por Carlos Gomes às 17:40
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Domingo, 23 de Março de 2014
MONÁRQUICOS DO MÉDIO TEJO CELEBRAM MAIORIDADE DO PRÍNCIPE DA BEIRA COM PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

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No próximo dia 25 de Março, terça-feira iniciam-se as celebrações da maioridade de S.A.R. D. Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira.

A Real Associação do Médio Tejo leva a efeito, no dia 25 de março, uma peregrinação ao Santuário de Fátima, para pelas 16h30 na Capelinha das Aparições, orar pela nossa Bem-Amada Família Real e especialmente pelo Príncipe Real.

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publicado por Carlos Gomes às 12:32
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014
D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA E CONDE DE OURÉM, VISITA EXPOSIÇÃO DA FUNDAÇÃO OUREANA

SAR Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém na companhia do Presidente da Câmara de Ourém Paulo Fonseca, visitou a exposição patente na Réplica da Santa Casa da Fundação Oureana alusiva ao Casamento do Rei D. João I e da D. Filipa de Lenastre, comemorativa de uma aliança preparada pelo Conde de Ourém.

2 de Fevereiro de 1387: Casamento de D. João I e D. Filipa de Lencastre

Monarca português, filho bastardo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, dama galega, nasceu em 1357, em Lisboa, onde faleceu em 1433. Décimo rei de Portugal (1385-1433), foi o fundador da dinastia de Avis ou Joanina, sendo conhecido pelo cognome "de Boa Memória".

Educado por um mestre da Ordem de Cristo, foi nomeado, com apenas seis anos, Mestre da Ordem de Avis por D. Pedro I e armado cavaleiro. Durante o reinado de D. Fernando, seu meio-irmão, começa a desempenhar papéis de certo relevo, como o da negociação do casamento de D. Beatriz com o rei de Castela. A rainha D. Leonor Teles vê no Mestre de Avis um obstáculo e um adversário na sua influência sobre D. Fernando, sendo D. João considerado o chefe dos que se opõem à acção de Leonor Teles e do Conde Andeiro.

Após a morte de D. Fernando, em 1383, entra-se num período de agitação e de crise na sucessão da Coroa, dado não haver herdeiro varão e D. Beatriz estar casada com o rei de Castela. Estava ainda em causa a independência nacional.Formam-se dois partidos, um a favor e outro contra D. Beatriz como rainha de Portugal, e D. João aceita a chefia do movimento popular que luta contra a hipótese de Portugal vir a ter um rei estrangeiro. Este movimento tem o apoio da burguesia. Assim, participa no assassínio do Conde Andeiro e é proclamado "regedor e defensor do Reino".

Prevendo a invasão do país por Castela, que queria impor os direitos de D. Beatriz, começa a preparar a defesa, onde se vai destacar Nuno Álvares Pereira. Segue-se um período de lutas em que se salienta a Batalha de Atoleiros e o Cerco de Lisboa, por terra e mar, em 1384, durante vários meses. Em Abril de 1385 reúnem-se as Cortes em Coimbra, onde, pela acção e grande poder oratório do Dr. João das Regras, D. João é eleito rei.

A luta contra Castela e seus partidários vai continuar, e, em 14 de Agosto de 1385, obtém-se uma grandiosa vitória na Batalha de Aljubarrota, a que se segue a vitória em Valverde. Pela vitória em Aljubarrota e em cumprimento de uma promessa, D. João I manda construir o Mosteiro da Batalha, um belo exemplar da arte gótica. A luta com Castela e seus partidários vai continuar, mas mais esporadicamente, até que em 1411 se estabelece em definitivo a paz. Entretanto, em 1387,no dia 2 de Fevereiro, D. João I casa com D. Filipa de Lencastre, na sequência do Tratado de Windsor, celebrado com a Inglaterra. Desta união nascerá a "Ínclita Geração" - D. Duarte, Infante D. Pedro, Infante D. Henrique, D. Isabel e Infante D. Fernando, o Infante Santo.D. João I, que subiu ao trono com o grande apoio que teve das massas populares e da burguesia, quando as lutas com Castela estabilizaram, começou uma política centralizadora do poder, reduzindo a influência do clero e da nobreza, apropriando-se dos bens dos que eram apoiantes de Castela, espaçando a reunião das Cortes, e procurando reaver algumas das terras doadas.É no reinado de D. João I que têm início as conquistas no Norte de África e que começa a gesta dos Descobrimentos, pela acção do Infante D. Henrique. Assim, em 1415 dá-se a expedição a Ceuta, que é conquistada em 21 de Agosto. Após a sua conquista são armados cavaleiros, na mesquita daquela praça-forte, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique. Entretanto, na véspera da partida de Lisboa, falecera a rainha D. Filipa de Lencastre.Após o regresso de Ceuta, o infante D. Henrique vai dar início à epopeia dos Descobrimentos. No reinado de D. João I são descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Tem início, igualmente, a colonização dos Açores e da Madeira. D. João I era um rei culto, dada a sua formação na Ordem de Avis, e, por isso, mandou redigir a Crónica Breve do Arquivo Nacional, mandou traduzir o Novo Testamento e vidas de santos, e escreveu o Livro da Montaria.

Em 1412 associou ao governo do reino o seu filho D. Duarte, que lhe sucederia. D. João I faleceu em 1433 e encontra-se sepultado no Mosteiro da Batalha

D. João I. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

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Palácio Nacional de Sintra

Casamento de D. João I e D. Filipa de Lencastre – Excerto da Crónica de D. João I (Fernão Lopes)

[...] E El Rei saiu daqueles paços em cima de um cavalo branco, em panos de ouro realmente vestido; e a rainha em outro tal, mui nobremente guarnida. Levavam nas cabeças coroas de ouro ricamente obradas de pedras de aljofar e de grande preço, não indo arredados um do outro, mas ambos a igual. Os moços de cavalos levavam as mais honradas pessoas que eram e todos de pé muito corregidos. E o arcebispo levava a Rainha da rédea. Diante iam pipas e trombetas e outros instrumentos que se não podiam ouvir. Donas filhas dalgo isso mesmo da cidade cantavam indo de trás, como é costuma de bodas. A gente era tanta que se não podiam reger nem ordenar pelo espaço que era pequeno dos paços à igreja e assim chegaram à porta da Sé, que era dali muito perto, onde dom Rodrigo, bispo da cidade, já estava festivalmente em pontifical revestido, Esperando com a cleresia. O qual os tomou pelas mãos, e demoveu a dizer aquelas palavras que a Santa Igreja manda que se digam em tal sacramento. Então disse a missa e pregação; e acabou seu ofício, tornaram El Rei e a Rainha aos paços donde partiram com semelhante festa, onde haviam de comer. As mesas estavam já guarnidas e todo o que lhe cumprira; não somente onde os noivos haviam de estar, mas aquelas onde era ordenado de comerem bispos e outras honradas pessoas de fidalgos e burgueses do lugar e donas e donzelas do paço e da cidade. E o mestre-sala da boda era Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal; servidores de toalha e copa e doutros ofícios eram grandes fidalgos e cavaleiros, onde houve assaz de iguarias de desvairadas maneiras de manjares. Enquanto o espaço de comer durou, faziam jogos à vista de todos, homens que o bem sabiam fazer, assim como trepar em cordas e tornos de mesas e salto real e outras coisas de sabor; as quais acabadas, alçaram-se todos e começaram a dançar, e as donas em seu bando cantando a redor com grande prazer. [...]

Fonte: Fundação Histórico-Cultural Oureana

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publicado por Carlos Gomes às 20:54
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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014
D. CARLOS I, CONDE DE OURÉM E REI DE PORTUGAL FOI ASSASSINADO HÁ 106 ANOS

A 1 de fevereiro de 1908, quando o Rei D. Carlos I regressava de Vila Viçosa, ao atravessar de landau o Terreiro do paço, os carbonários Alfredo Costa e Manuel Buíça dispararam à queima-roupa sobre a Família Real, logrando assassinar o soberano e o Príncipe Real D. Luís Filipe, respetivamente 23º e 24º condes de Ourém.

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O plano do atentado envolvia mais cúmplices e fazia parte de uma plano mais vasto que tinha como objetivo o derrube do próprio regime, tendo entretanto sido gorado, acabando por se concretizar em 5 de outubro de 1910.

Decorridos 106 anos sobre a data do regicídio, a Real Associação de Lisboa promove hoje, pelas 19 horas, na Igreja de São Vicente de Fora, a celebração de uma Missa de Sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei D. Carlos I e de Sua Alteza Real o Príncipe Real D. Luiz Filipe.

Após a cerimónia, presidida pelo Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, terá lugar a habitual romagem ao Panteão Real, onde Suas Altezas Reais os Senhores Duques de Bragança depositarão uma coroa de flores junto aos túmulos de El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luiz Filipe.

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publicado por Carlos Gomes às 10:48
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Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013
ALMOÇO DE CONJURA DO PRINCIPADO DA BEIRA RECEBE D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA E CONDE DE OURÉM

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publicado por Carlos Gomes às 22:40
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Quinta-feira, 5 de Dezembro de 2013
MENSAGEM AOS PORTUGUESES DE S.A.R. O DUQUE DE BRAGANÇA POR OCASIÃO DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

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Portugueses, Monárquicos…, Republicanos…,

São apenas adjectivos. Portugueses é o que somos e como, agora mais do que nunca, nos devemos sentir! Na véspera do 1º dia de Dezembro de 1640, algumas dezenas de portugueses corajosos, reuniram-se para combinar os últimos detalhes da revolução que iria devolver a liberdade a Portugal ou, caso falhassem, os levaria ao degredo ou à decapitação.

No momento presente, Portugal encontra-se sob dependência de credores e burocratas estrangeiros, devido à irresponsabilidade de governantes que endividaram o País, gastando o que tínhamos em investimentos que não produziram riqueza mas que permitiram ganhos a um número reduzido de privilegiados e que lançaram muitos para o desemprego e pobreza. Muitos sofrem agora as angustiantes consequências de algumas políticas irresponsáveis ou desonestas que conduziram esta 3ª República a uma situação de quase falência financeira. Já a 1ª República tinha terminado na mesma situação…

A minha Família e eu acompanhamos com muita preocupação as situações dramáticas de tantas famílias, mas, como tenho dito em muitas ocasiões, há mais de 100 anos que a Família Real foi afastada dos cargos que desempenhava em Portugal. E contudo, fazemos o possível para dar o nosso contributo para minorar esta dramática situação.

Dirijo-me aos mais idosos, os mais indefesos, cujo esforço de uma vida se vê ameaçado pela injusta quebra de rendimentos; aos desempregados, cujo salário era o único sustento de suas famílias; aos novos pobres cujo número aumenta arrastando famílias inteiras; e aos jovens em cuja educação o nosso País investiu e que hoje outras nações aproveitam, por força da emigração. Que magnífico exemplo que os portugueses têm dado no campo da resistência à adversidade e na preocupação com os que precisam de apoio!

Que seria de centenas de milhares de pessoas que são ajudadas pelas organizações civis e religiosas, se dependessem só do Estado? Nesse sentido recomendo que leiam com atenção a notável Carta Apostólica “Evangelium Gaudium”, do Papa Francisco I. Católicos ou não católicos, temos todos muito a aprender com ela.

Infelizmente o País não tem grande margem de manobra se o bom senso prevalecer… Dos responsáveis, em qualquer quadrante político, se espera que façam também um esforço para dialogarem de boa fé, superarem divergências, chegando a consensos com base numa ética do interesse nacional e do desinteresse pessoal e partidário, que tão arredada tem estado do funcionamento da nossa vida colectiva.

Acompanho em todo o País, extraordinários exemplos de criatividade e eficácia no campo científico, no campo empresarial e nos trabalhadores por conta de outrem. A minha Mulher faz tenção de criar um Prémio Príncipe da Beira que promova a criatividade científica. No estrangeiro somos particularmente apreciados, como tenho observado na Europa, nas Américas, e em países asiáticos onde as minhas deslocações me têm conduzido para promover os interesses nacionais.

A adopção de crianças é em Portugal um processo excessivamente difícil e demorado, mas seria uma excelente solução para evitar algumas situações dramáticas.

Já há um consenso nacional de que a nossa muito baixa natalidade compromete gravemente a sustentabilidade económica. Sem renovação das gerações, o Estado não conseguirá pagar as reformas de quem descontou para a Segurança Social: mas são poucos os que ousam falar de uma das causas deste problema, a nossa lei do “aborto a pedido” que tem provocado um genocídio encorajado pelo Estado e pago com os nossos impostos.

Enquanto no ano de 2012 nasceram menos de 90 mil crianças, nos últimos 5 anos foram mortas legalmente mais de 100 mil. Já é mais do que tempo de revermos esta lei aprovada por um referendo “não vinculativo”, após ter sido rejeitada por um referendo anterior.

Tive este ano a oportunidade de revisitar Angola e verificar o notável desenvolvimento económico e social que tem acontecido após o fim da trágica guerra civil. Fiquei muito bem impressionado com o estado de espírito que encontrei entre alguns governantes e, muito particularmente, entre as autoridades tradicionais, quando fui amavelmente convidado pelo Governador da província do Cuando Cubango. Espero poder vir a colaborar ainda mais activamente com esse magnífico País!

Tive também a felicidade de poder regressar a Timor-Leste e de trocar impressões com alguns dos seus governantes, em particular com o Senhor Presidente da República, General Taur Matan Ruak, cuja sabedoria política e humanismo muito me impressionaram. O mesmo posso dizer de outros governantes, em particular do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. José Luís Guterres.

Tenho encontrado em todos os países nossos irmãos da CPLP uma grande vontade em aprofundar os laços que nos unem, caminhando mesmo para a criação de uma união lusófona. Creio que temos de aproveitar este momento histórico para avançar nesse sentido. A criação de uma União Lusófona não iria pôr em causa a nossa pertença à União Europeia, como se pode ver com o exemplo dado pelo Reino Unido e a Commonwealth e até, noutra medida, com o exemplo francês.

A União Europeia é sobretudo uma união de interesses económicos, que têm de ser regulados por compromissos políticos, difíceis de sustentar sem uma nova solidariedade europeia. Na presente encruzilhada em que a Europa se encontra, em que tem de dar mais atenção às pessoas do que aos bancos, chegou a hora de nós, cidadãos, dizermos à Europa que esta não se pode fechar sobre si mesma, mas tem de olhar e estabelecer acordos com os Estados de todos os continentes que prosseguem os ideais europeus de humanismo e liberdade.

Para esses ideais pan-europeus muito contribuiu meu tio, e deputado ao Parlamento europeu, o Arquiduque Otão de Habsburgo. E num ano em que haverá eleições europeias, creio que temos todos nós, cidadãos portugueses, a obrigação de dar à Europa um exemplo de dignidade nacional. Ainda há muito para fazer no sentido de tornar mais eficaz o nosso relacionamento com os nossos vizinhos espanhóis. Na agricultura e indústria o relacionamento tem sido de agressiva concorrência, por vezes desleal, quando seria preferível e possível uma sã cooperação. Mas há que começar por criar um melhor conhecimento mútuo. Isso já acontece em algumas localidades fronteiriças, que desenvolveram excelentes iniciativas, exactamente por existir esse conhecimento mútuo.

A CPLP é ainda, e sobretudo, uma união de afectos, mas deveria evoluir no sentido político e económico, como tem defendido o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, o Presidente da República de Cabo Verde, vários dirigente brasileiros e numerosos pensadores políticos em vários países lusófonos.

Na base dos problemas portugueses está em grande parte o nosso sistema educativo. Como disse um Primeiro-Ministro de Singapura “se acham que a educação custa caro ao País, façam as contas aos custos da ignorância”. E contudo, o problema principal não é falta de dinheiro, mas os programas. Quando o método de ensino se baseia em memorizar fórmulas e conceitos em vez de ensinar o raciocínio e desenvolver as capacidades intelectuais dos alunos, não nos podemos admirar com o dramático declínio do nível cultural da sociedade e com as opções incoerentes que tomam as novas gerações de políticos.

Um exemplo é a supressão do feriado do 1º de Dezembro, instituído pelo primeiro Governo republicano assim como o corte de apoios dados à Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que promove as celebrações desta data. Apelo por esse motivo a que apoiemos a subscrição nacional para a recolha de fundos que permitam a sobrevivência desta centenária e utilíssima instituição.

Sei que estamos a terminar um ano difícil. Foi um ano em que as famílias empobreceram, em que as empresas atravessaram dificuldades e em que o Estado cortou nas pensões e vencimentos dos funcionários públicos mas não diminuiu significativamente os outros custos da própria máquina estatal. Aliás sempre me surpreendeu negativamente que os concursos públicos não sejam desenhados de forma a favorecer os produtos nacionais, como sucede em toda a Europa …

Mas quero e creio que o ano que se avizinha seja um ano de esperança, um ano de renovada afirmação dos valores que a Família Real procura seguir. Valores de solidariedade. Valores de honestidade. Valores de integridade e nobreza de carácter. Valores de liberdade contra os opressores das nossas vidas e dos nossos bens. Valores que foram erguidos bem alto em 1640 e que hoje gritam por uma nova Aclamação.

Viva Portugal!

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança

30 de Novembro de 2013

Fonte: Real Associação de Lisboa

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publicado por Carlos Gomes às 11:48
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013
D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA E CONDE DE OURÉM, PARTICIPOU NA CRIMEIA NAS COMEMORAÇÕES DO 400º ANIVERSÁRIO DA CHEGADA DOS ROMANOV AO TRONO DA RÚSSIA

SAR Senhor D. Duarte presente nas comemorações dos 400 anos da Família Imperial da Rússia

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Maria Nikolaevna da Rússia e seu filho George do Grão-Duque da Rússia realizaram uma cerimônia comemorativa e festividades para comemorar o 400º aniversário dos Romanov no trono da Rússia. A cerimónia teve lugar no Palácio de Livadia, perto cidade de Ialta, na Criméia, local das últimas férias da família imperial. Nicolau II, projetou ele mesmo, em parte, este palácio pelo qual os Romanovs sentiram particular carinho. Este palácio guarda, hoje, as últimas memórias da família imperial, assassinada pelos bolcheviques.

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Pode-se contemplar uma imagem tão de Nicolas II e Alexandra Fedorovna, emoldurado pelo cuidado de seus filhos, como um presente de Natal para os pais e oferecido em janeiro de 1917.

Entre outras, as autoridades ucranianas, foram diversas as famílias reais e principescas que estiveram representadas. O Rei Fouad II do Egipto, o Arquiduque Maximiliano e Joseph-Charles de Áustria com sua esposa, nascida Princesa Margareth Hohenberg, D. Duarte de Portugal, Duque de Bragança, Leka dos albaneses acompanhado de sua noiva, Miss Elia Zaharia e dois representantes das famílias albanesas Vrioni e Frashëri, a Princesa Marie Gabrielle de Sabóia (filha do Rei Umberto), os príncipes de Leiningen e Margraves de BadenPríncipe Michel e Wladimir da Iugoslávia, acompanhado de sua esposa, a princesa Brigitte, o Conde de Thorring e Condessa nascida Arquiduquesa da Áustria, honraram as cerimónias com a sua presença.

Um panichide, ofício de requiem em rito bizantino, foi comemorado no sábado, 22 de setembro de manhã para o repouso da alma de Nicolas II e família imperial, na capela privada do Palácio de Livadia pelo Arcebispo ortodoxo russo de Kiev.

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Em cima, o príncipe Léka, o Duque de Bragança, senhor Stanislaw Dumin, Chanceler das ordens russas e Miss Elia Zaharia.

Depois de uma visita guiada do Palácio Vorontsov, em Ialta, os hóspedes foram oficialmente recebidos pela família imperial no Palácio de Livadia, à noite para um jantar de gala, que terminou com um fogo-de-artifício.

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Aqui está a foto dos convidados de Gotha nos 400 anos dos Romanov em Livadia, na Crimeia. Da esquerda para a direita, primeira fileira: contagem o Conde von Toerring-Jettenbach, o Príncipe de Leiningen, Maria Nikolaevna da Rússia, Condessa von Toerring-Jettenbach, rei Fouad, Mademoiselle Elia Zaharia, Príncipe Duarte de Portugal, Príncipe Wladimir e a Brigitte Princess da Jugoslávia. Segundo: a Maximilien Arquiduque da Áustria, o Arquiduque Joseph Karl da Áustria, a Arquiduquesa Margareth do Príncipe da Áustria, princesa de Baden, Michel da Iugoslávia, a princesa de Leiningen (em vermelho), o margrave de Baden, a Princesa Maria Gabriella da Itália, príncipe Leka.

Fonte: http://www.noblesseetroyautes.com/ Via: http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 09:26
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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
JUVENTUDE MONÁRQUICA REÚNE CONGRESSO EM SANTARÉM

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O Congresso marca uma data e local histórico. 5 de Outubro de 2013, 870 anos sobre a fundação de Portugal lembrados na cidade de Santarém, tomada aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1147.

A importância deste evento está presente no patriotismo de cada um de nós, portugueses, que lutamos e queremos continuar a lutar contra o fim de Portugal em 1910, protagonizado pela República Portuguesa.

A fundação, desde 1143, não tem interrupção e somos nós os herdeiros dessa responsabilidade superior, conduzindo a Família Real a todo o dever de representação, figurando na pessoa do Rei o garante da independência nacional, da unidade do Estado e o seu regular funcionamento e o Comando Supremo das Forças Armadas.

Em tempos de urgência nacional, queremos uma juventude patriótica aos serviço de Portugal! Junta-te a nós! Inscreve-te!

O futuro começa hoje. Por Portugal, desde 1143.

Mais informações: http://www.congressojmp.pt/



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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
CAUSA REAL REÚNE CONGRESSO EM SANTARÉM



publicado por Carlos Gomes às 23:04
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
QUEM FORAM OS VISCONDES DE VILA NOVA D’OURÉM?

O título de 1º Visconde de Vila Nova de Ourém foi criado por Decreto de 12 de Março de 1853 e atribuído José Joaquim Januário Lapa como recompensa pelos serviços prestados como governador de Goa que, aliás, o levaram a ser reconduzido no cargo. Esta família cujo título de nobreza se encontra associada ao nosso concelho possui descendência, encontrando-se muitos dos seu membros a viver em Lisboa.

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Antes, porém, já detinha o título de 1º Barão de Vila Nova de Ourém, concedido por Decreto de 20 de Janeiro de 1847, numa altura em que, como governador militar de Santarém, se distinguiu na batalha de Torres Vedras que opôs os partidários do Marechal de Saldanha ao Duque de Palmela, após a queda do governo de Costa Cabral.

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O 1º Visconde de Vila Nova de Ourém nasceu em Belém em 1796 e faleceu em Lisboa em 1859. Os seus restos mortais repousam em jazigo de família existente no cemitério dos Prazeres, naquela cidade. Refira-se que, à época, Belém constituía um município distinto, estendendo os seus limites desde Alcântara onde corria a ribeira da Damaia, até ao sítio de Algés. Foi par do Reino e membro do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, ministro de Estado e Governador-geral do Estado da Índia.

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Foi 2º Visconde de Vila Nova de Ourém, Elesbão José de Bettencourt Lapa, terceiro filho varão do 1º Visconde. Como o seu pai, também foi Governador-geral do Estado da Índia e seguiu a carreira das armas.

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Elesbão Felner Bettencourt Lapa que foi General de Brigada, filho do 2º Visconde de Ourém, não recebeu o título.

O 3º Visconde de Vila Nova de Ourém foi José Joaquim de Melo Lapa que herdou o título de seu avô, o 2º Visconde. Este foi confirmado pelo rei D. Manuel II quando já se encontrava no exílio.

O título de Visconde de Vila Nova de Ourém foi transmitido a Maria Teresa Gorjão Henriques de Melo Lapa, filha do 3º Visconde, tornando-se assim 4ª Viscondessa de Vila Nova de Ourém. Nasceu em 30 de Dezembro de 1920 e possui descendência.

As armas do Visconde de Vila Nova de Ourém incluem, além da respetiva coroa de visconde, a águia que veio a ser adotada no brasão de armas de Vila Nova de Ourém, atual cidade de Ourém.

O brasão de armas de Ourém reúne a águia que integra os símbolos heráldicos do Visconde de Vila Nova de Ourém segurando o escudo de Portugal antigo, o qual inclui as armas do Conde de Ourém que estão na origem dos atuais símbolos nacionais.

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Os Viscondes de Vila Nova de Ourém encontram-se em jazigo de família, à entrada do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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Terça-feira, 7 de Maio de 2013
CONDES DE OURÉM VISITAM O ALTO MINHO

As Reais Associações da Viana do Castelo e de Braga, com o apoio da Causa Real, juntam-se à Associação Empresarial de Viana do Castelo e à CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho para celebrar o melhor do Alto Minho na presença da Família Real Portuguesa. Suas Altezas Reais os Duques de Bragança estarão no Alto Minho no fim-de-semana de 8 e 9 de Junho para participar nos festejos "Portugal Real - 100% Alto Minho", com as chancelas da Associação Empresarial de Viana do Castelo e da Causa Real, e em benefício da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo.

A Associação Empresarial da Viana de Castelo, que também comemora os seus 161 anos de existência, na pessoa do seu Presidente, recebe os Duques de Bragança na sua sede no Sábado às 10h15, após o qual a Família Real traçará um percurso pelo centro histórica da cidade, onde será recebida, no Museu do Traje, pelo Presidente da Câmara de Viana de Castelo. Segue uma visita à Casa dos Rapazes de Viana do Castelo e depois um almoço de beneficência na Quinta de São João (Restaurante Camelo - Santa Marta de Portuzelo) onde estará patente um mostra do melhor que o Alto Minho produz. A festa será acompanhada por vários conjuntos musicais de referência do Minho, dos mais tradicionais aos mais modernos.

No Domingo, os Duques de Bragança estarão em Arcos de Valdevez. Às 13h00, O Senhor Dom Duarte depositará uma coroa de flores junto do monumento do famoso Torneio, onde seu 21º avô, Dom Afonso Henriques, ganhou o direito de negociar o Tratado de Zamora e a independência de Portugal. Os Duques de Bragança serão depois recebidos pelo Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez num almoço em sua honra.

O cartaz do evento que hoje foi apresentado em conferência de imprensa na sede da Associação Empresarial de Viana do Castelo, reproduz uma das imagens de marca da localidade.

Sobre o evento o Eng.º Luís Ceia, Presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo declarou: “esta iniciativa pretende evidenciar neste momento particularmente complexo, a qualidade das nossas empresas e dos produtos por ela produzidos. Simultaneamente tem um carácter solidário, já que a receita do almoço a realizar no Sábado reverterá a favor da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo. Temos a honra da presença e de a esta iniciativa se associarem os Duques de Bragança.

De acordo com o Dr. José Aníbal Marinho, Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo, os Duques de Bragança são os primeiros a defender tudo aquilo que é de produção nacional e como tal, nos vários dos eventos previstos no âmbito desta deslocação, vão marcar presença alguns produtos e algumas das empresas de topo da região minhota. Referiu ainda que a música vai fazer parte da animação prevista para o dia 8 de Junho.

Reais Saudações

Real Associação do Médio Tejo



publicado por Carlos Gomes às 23:38
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
MISSA DE SUFRÁGIO POR ALMA DE SUA MAJESTADE EL-REI DOM CARLOS I E SUA ALTEZA REAL, O PRÍNCIPE REAL DOM LUÍS FILIPE

Dom Carlos Dom Filipe

Recebemos da Real Associação do Médio Tejo a informação que a seguir se divulga.

No âmbito do 105º aniversário sobre o trágico assassinato que vitimou Sua Majestade, O Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro de 2013, a Real Associação de Lisboa mandará celebrar em homenagem a estes augustos mártires da nossa Pátria uma missa na Igreja de São Vicente de Fora, ao que se seguirá uma romagem ao Panteão Real onde será depositada uma coroa de flores junto aos túmulos de El-Rei e do Príncipe Real por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.

O Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada presidirá a esta piedosa cerimónia.

Deus Guarde Portugal e a nossa Família Real!

Com os meus melhores cumprimentos,

Nuno Pombo

Presidente da Direcção

Real Associação de Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 22:12
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
REAL ASSOCIAÇÃO DO RIBATEJO COMEMORA 25 ANOS DE EXISTÊNCIA

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A Real Associação do Ribatejo está a comemorar o 25º aniversário da sua fundação.

Assim no dia 26 de Janeiro de 2013 vamos realizar os seguintes eventos:

12,00 h _ Missa na Igreja do Santíssimo Milagre

13,30 h _ X Almoço do Rei no Santarém Hotel

Informações e inscrições na recepção do Santarém Hotel pelo telefone 243330800

Preço do Almoço 25€, pagamento por:

1_TRANFERÊNCIA POR MULTIBANCO NIB 004554414006694634831

(enviar talão com identificação para Email: realribatejo.pt@gmail.com ou Fax 243330809)

2_Cheque à ordem da Real Associação do Ribatejo

3_Dinheiro na recepção do Santarém Hotel

(Levantar ingressos no X Almoço do Rei, na recepção do Santarém Hotel)

Saudações Monárquicas

José Carlos Ramalho

Presidente da Direcção

Real Associação do Ribatejo

Servir Portugal, servindo o Rei!



publicado por Carlos Gomes às 22:30
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013
MONÁRQUICOS REALIZAM EM BRAGA JANTAR DE REIS

Recebemos da Real Associação do Médio Tejo o ofício que a seguir se publica:

Venho convidá-los para o Jantar de Reis que se realizará no dia 19 de Janeiro de 2013, sábado, no Sameiro Eventos, em Braga.

Iniciativa já com tradição na cidade de Braga assenta numa vontade transversal a associações monárquicas e individualidades com relevância política e social na região.

Uma oportunidade para promover a cultura e património da nossa terra, nomeadamente a gastronomia, o vinho e o artesanato e um momento solidário, com a receita do jantar a reverter a favor da Associação Famílias.

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser efectuadas com a maior brevidade possível, para o e-mail manuel.beninger@gmail.com, sendo bastante a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária para o nosso NIB 003503850000167700076, da Caixa Geral de Depósitos, impreterivelmente até ao dia 15 de Janeiro.

Despeço-me, respeitosamente, na expectativa de poder contar com a vossa presença.

Atenciosamente

Manuel Beninger

Pela Comissão Organizadora (969.685.260 / 918.566.110)

Contributo Solidário para o Jantar de Reis:

25 € (vinte e cinco euros) / pessoa

Coordenadas GPS:

Latitude: +41° 32' 31.05"

Longitude: -8° 22' 24.30"



publicado por Carlos Gomes às 20:04
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012
A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA DESEJA BOAS FESTAS A TODOS OS PORTUGUESES



publicado por Carlos Gomes às 19:22
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012
REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO DESEJA-LHE UM SANTO E FELIZ NATAL!

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publicado por Carlos Gomes às 17:16
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Domingo, 21 de Outubro de 2012
CONDES DE OURÉM CONVIDADOS DA CERIMÓNIA DE CASAMENTO DOS PRÍNCIPES DO LUXEMBURGO

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Os príncipes de Luxemburgo saudando o povo

Os Duques de Bragança e Condes de Ourém, D. Duarte Pio e sua esposa, D. Isabel, participaram como convidados nas cerimónias de casamento dos Príncipes de Luxemburgo, o duque Guillaume Jean Joseph Marie e Stéphanie de Lannoy.

A título de curiosidade, o Grão-ducado do Luxemburgo é o país europeu no qual a presença da comunidade portuguesa possui um maior peso demográfico.

Fonte:http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.pt/

Os Duques de Bragança foram convidados do casamento dos Príncipes do Luxemburgo



publicado por Carlos Gomes às 16:06
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
EM VILA NOVA DE OURÉM, DUAS MULHERES FORAM ASSASSINADAS À PORTA DE SUAS CASAS DURANTE AS ELEIÇÕES DE PARES DO REINO OCORRIDAS EM 1885

Nas primeiras eleições de pares do Reino que tiveram lugar em 1885, registaram-se em Vila Nova de Ourém atos de violência de que resultaram o assassínio de duas mulheres à porta de suas casas. Estávamos em pleno período do rotativismo político que caraterizou a monarquia constitucional na segunda metade do século XIX e prolongou-se até quase à implantação do regime republicano, controlado pelos partidos regenerador e progressista.

Na intervenção que fez na Câmara dos Pares do Reino em 13 de março de 1885, o deputado progressista Marino João Franzini dá-nos conta dos acontecimentos então ocorridos. Presidia à referida sessão João Andrade Corvo, secretariado pelo visconde de Soares Franco e Joaquim de Vasconcellos Gusmão. Transcreve-se do Diário da Câmara dos Pares do Reino uma passagem da referida respeitando-se a grafia da época.

 

O sr. Marino João Franzini: - Sr. presidente, começarei por declarar a v. exa. e á camara, que a commissão de marinha e ultramar se acha constituida, elegendo para presidente o digno par, o sr. visconde de Soares Franco, a mim para secretario, e havendo relatores especiaes para os differentes projectos.

Sr. presidente, eu pedi a palavra para fazer algumas considerações sobre a materia que está em discussão. Achando-me completamente desprendido de quaesquer ligações partidarias, encontro-me agora na situação pouco invejavel de não ter quem falle por mim.

Vejo-me, portanto, obrigado a fazer breves considerações a proposito do assumpto em discussão.

Diz-nos a commissão de resposta ao discurso da coroa, pela voz auctorisadissima do seu illustre relator, o digno par o sr. Mártens Ferrão, que as ultimas eleições foram feitas livremente, e que, portanto, nem sombra houve de pressão auctoritaria junto á urna.

Acceito esta affirmativa, e não a discuto; mas o que não posso deixar de lamentar é que o brilho de tão explendido successo, o qual se póde considerar quasi como uma novidade em Portugal, fosse offuscado com nodoas de sangue. Retiro-me aos acontecimentos da Madeira e Ourem.

N'aquellas localidades as auctoridades administrativas, não obedecendo, de certo, ás ordens terminantes do governo, para que a uma ficasse completamente livre da pressão auctoritaria, quizeram ser zelosas por sua propria conta, quizeram ser mais perfeitas que o papa.

Ora os eleitores, convencidos até á saciedade do modo por que as eleições eram feitas nos outros pontos do paiz, reagiram, ao que parece, contra a violencia das auctoridades.

O certo é que d'estes conflictos resultaram algumas mortes, contando-se entre as victimas duas pobres mulheres, mortas ás portas das suas casas na eleição de ourem.

Eu lamento estes successos, e não posso deixar de censurar asperamente as auctoridades auctoras de taes crueldades, proprias dos processos governativos das nações barbaras, mas que não têem cabimento em uma nação que tem fóros de humanitaria, e que, primeiro que qualquer outra, baniu de seus codigos, e com geral applauso, a pena de morte.

Isto não é modo de proceder na occasião em que os eleitores são chamados a exercer a mais nobre funcção politica, qual é a de eleger livremente os seus representantes em côrtes, e principalmente quando se tratava de eleger deputados com poderes especiaes para reformar a constituição!!

É n'esta eleição, que é diversa de todas as outras, que se deram estes lamentaveis successos, que eu censuro e deploro, e não posso deixar de censurar o governo pela sua falta de energia, não fazendo castigar os auctores d'estes attentados, dando assim condigna satisfação ao paiz offendido!

Estes conflictos eleitoraes, originados pela pressão violenta das auctoridades administrativas, obrigam muitas vezes a força publica a servir-se, bem a seu pezar, das armas que lhe estão confiadas para missão nobre e elevada, e não para fuzilar eleitores junto ás urnas, e pobres mães de familia junto a seus filhos, como no caso de Ourem!



publicado por Carlos Gomes às 09:42
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Domingo, 9 de Setembro de 2012
REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO REALIZA PALESTRA SOBRE EL-REI D. MANUEL II

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A Real Associação do Médio Tejo realiza, no próximo dia 12 de Setembro, pelas 20h30, no Coffee Break em Abrantes, um jantar com uma pequena palestra sobre S.M. El-Rei Dom Manuel II, no ano em que se completam 80 anos da sua morte.

Preço: 10 Euros/adulto

5 Euros/criança até aos 12 anos

Confirmação de presença até ao dia 10 de Setembro para o 91 58 73 661 (D. Mafalda).



publicado por Carlos Gomes às 14:00
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012
EM 1907, O ADMINISTRADOR DO CONCELHO DE OURÉM ENCONTRAVA-SE EM SITUAÇÃO ILEGAL PORQUE ERA… PHARMACEUTICO!

Nem mais! De acordo com um regulamento em vigor desde 1901, um farmacêutico não podia exercer as funções de Administrador de Concelho porque, tendo de fiscalizar as farmácias, teria de fiscalizar-se a si próprio, o que criava uma situação de incompatibilidade. Na sessão de 22 de março de 1907 da Câmara dos Senhores Deputados, o deputado Pinto dos Santos alertou para o facto do referido cargo em Vila Nova de Ourém estar então a ser exercido por um farmacêutico, inquirindo diretamente o Ministro da Justiça, José Novaes.

 

O Sr. João Pinto dos Santos: - Chama a atténção do Governo para o facto do administrador do concelho de Villa Nova de Ourem ser um pharmaceutico.

Houve já uma queixa contra este funccionario. Esta queixa foi presente ao Sr. governador civil, que naturalmente a remetteu ao Governo, mas não se tomaram providencias e aquelle administrador continua no exercicio das suas funcções.

Que se conserve no seu logar um administrador qualquer, ainda que tenha praticado actos menos regulares, comprehende-se, porque, porventura por motivos politicos, esses actos são sempre julgados regulares; mas que se mantenha á frente de um concelho um pharmaceutico é deveras para estranhar.

Este Governo legalista nó acata a lei quando lhe convém; quando não lhe convém, põe-na de parte.

Um farmacêutico não pode ser administrador de concelho, porque, segundo o regulamento de 24 de dezembro de 1901, artigo 53.°, tem de fiscalizar as pharmacias e, portanto, tem de fiscalizar-se a si proprio.

No mesmo sentido existem differentes portarias.

Por consequencia, se não ha incompatibilidade em face da lei, dá-se essa incompatibilidade em face da sua profissão.

No tempo dos progressistas e dos regeneradores, em que se dizia que as leis se não executavam, não admiraria isto; mas no tempo do legalismo triunfante, e com um Governo que diz viver unicamente com a lei, não se comprehende.

As leis não são para se cumprirem só com relação ás cousas grandes; devem cumprir-se tambem quando se trata de cousas mais pequenas.

Pede portanto ao Sr. Ministro da Justiça que transmitta ao Sr. Ministro do Reino as considerações que acaba de fazer.

(O discurso será publicado na integra quando o orador restituir as notas tachygraphicas).

O Sr. Ministro da Justiça (José Novaes): - Transmittirei as considerações que o illustre Deputado fez, com relação ao administrador do concelho de Villa Nova de Ourem, ao Sr. Presidente do Conselho. Mas devo desde já dizer que tenho a felicitar me como membro do Governo, porque S. Exa. citou um facto que não é contra a lei, mas sim contra uma portaria e um regulamento. Estou convencido que o Sr. Ministro do Reino tomará as observações do Sr. Deputado na devida consideração, porque cumprir a lei é o seu maior desejo.

Tenho dito.



publicado por Carlos Gomes às 10:19
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2012
PROFESSOR MARCELO REBELO DE SOUSA DESTACA A LIGAÇÃO HISTÓRICA ENTRE A CASA DE BRAGANÇA E O CONCELHO DE OURÉM

O Professor Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos convidados de honra do Dia do Município de Ourém na qualidade de Presidente da Fundação da Casa de Bragança, entidade que detém a propriedade do Castelo de Ourém.

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O convidado salientou a ligação histórica entre a Casa de Bragança e Ourém desde o séc. XV, indicando Ourém como o centro de Portugal e Fátima como o centro do Mundo.

Na sua alocução, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa elogiou ainda a ligação estabelecida pelo Município de Ourém com os seus emigrantes e descendentes no Brasil, o trabalho de formação desenvolvido pelo Colégio S. Miguel e a ação humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém.

A Fundação da Casa de Bragança é uma “pessoa coletiva de substrato patrimonial, de direito privado e utilidade pública”, criada pelo Decreto-Lei n.º 23240, de 21 de Novembro de 1933, alegadamente para dar cumprimento ao disposto na cláusula 14ª do testamento de D. Manuel II, lavrado em 20 de setembro de 1915, segundo a qual “todas as minhas colecções constituam um Museu, para utilidade de Portugal, minha bem amada Pátria”, o qual incluía a posse do castelo de Ourém. Na realidade, em parte alguma consta a sua incorporação no património do Estado, tendo esta constituído uma forma do regime então vigente evitar a sua entrega aos seus legítimos herdeiros, concretamente o sr. D. Duarte Nuno de Bragança, 26º Conde de Ourém, pai do sr. D. Duarte Pio, atual Duque de Bragança e Conde de Ourém cuja presença nas cerimónias do Dia do Município também seria desejada e plenamente justificada.



publicado por Carlos Gomes às 10:40
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
OURÉM NO BLOGUE DA REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL

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Ourém foi desta vez referência no Blog da Real Associação da Beira Litoral, em http://realbeiralitoral.blogspot.pt/.O artigo publicado no AUREN “Ourém é terra nobre de velhos pergaminhos que honra a História e respeita a tradição”, é transcrito naquele blogue monárquico.

A Real Associação da Beira Litoral é a organização da Causa Real que agrupa localmente os monárquicos dos concelhos da região, mormente de Ourém. A Causa Real é, conforme se menciona nos seus estatutos, “uma associação de direito civil, dotada de personalidade e capacidade jurídica e tem por missão a defesa do ideal monárquico, da Instituição Real e no limite a Restauração da Monarquia em Portugal, reconhecendo que os direitos dinásticos da Coroa Portuguesa pertencem à pessoa de Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, e a quem legitimamente lhe venha a suceder como Chefe da Casa Real.”



publicado por Carlos Gomes às 09:07
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Sábado, 12 de Maio de 2012
OURÉM: BOTICA DE SÃO JOÃO FOI RESTAURADA

A Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira tem a sua Sede em Ourém, na antiga Botica de São João fundada em 1392 por Dom Nuno, quando Prior da Ordem Hospitalária de São João (Priorado do Crato). A Botica de São João foi recentemente restaurada, ocasião escolhida para a realização de uma exposição dedicada a S. Nuno.

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Anteriormente, a Sociedade Beato Nuno esteve instalada na Casa Alta situada no Castelo de Ourém, que foi antiga Ermida da Santíssima Trindade (Espírito Santo), fundada pela Rainha Santa Isabel e mais tarde, albergue real. Trata-se de “um local onde, segundo a tradição, o Santo Condestável passou algum tempo com sua mãe e sua filha e séculos mais tarde por ali passou a Rainha D. Catarina de Bragança antes e depois de ser Rainha Consorte de Inglaterra”.

A Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira foi “fundada pelo Santo Condestável no Carmo para auxiliar os Pobres e que mais tarde se tornou na Ordem Terceira Carmelitana”. Trata-se de um Laicado Carmelitano destinado a promover “a Santificação pessoal através da actos corporais de misericórdia, e a promoção da Adoração Eucarística, da devoção Mariana e do Culto ao Santo Condestável”.

Com a devida autorização que desde já agradecemos, o AUREN publica esta série de fotos pertencentes à Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira e transcreve a respetiva descrição, proporcionando aos seus leitores um melhor conhecimento da História e do património do Concelho de Ourém.

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Botica de São João, (Século XIV - XV) Sede da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira

“A Real Confraria do Santo Condestável tem origem numa obra de caridade fundada pelo próprio São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, no ano de 1422, pouco tempo após ter Professado no Carmo como Irmão Carmelita “Donato” e de se ter dedicado quase em exclusivo aos pobres e sem abrigo da cidade de Lisboa.

Esta Confraria originalmente conhecida por “Confraria de Nossa Senhora do Carmo”, mas popularmente conhecida por “Confraria do Condestável”, “Confraria dos Pobres” ou “Confraria do Caldeirão” (em recordação do caldeirão de ferro usado por Dom Nuno para alimentar as tropas do exército e mais tarde os pobres), procurava aliviar a fome e sofrimento dos pobres através da recolha de dádivas junto dos Confrades que incluíam, como membros fundadores o próprio Rei D. João I e uma parte da Nobreza da Corte.

A Obra Carmelita da Confraria de Frei Nuno que procurava desenvolver nos Confrades leigos o espírito da Fraternidade Cristã de devoção ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora do Carmo e a Caridade e Serviço para com os pobres, foi exemplar na Europa e com o tempo as Delegações que se espalharam por Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Itália, transformaram-se na Ordem Terceira Carmelita, que acabou por esquecer a sua origem e Fundador.

Em 1895 e novamente em 1918, alguns membros da Ordem Terceira, conscientes do papel fundamental que Frei Nuno teve na Fundação do Laicado Carmelitano, tentaram dar o espírito da Confraria original a uma outra “Obra do Caldeirão” que durou até meados do Século XX.

Em 1946, o antigo Irmão Donato Carmelita Americano e Co-fundador do “Exército Azul”, John Mathias Haffert, aquando da publicação da biografia do Santo Condestável The Peacemaker that went to War, também organizou um Apostolado semelhante que editava uma revista mensal intitulada Scapular (Escapulário) e que durou várias décadas.

Em 1985, aquando do 600º Aniversário da Vitória de Aljubarrota, o então Presidente do “Exército Azul”, o Bispo Missionário Constantino Luna, com a ajuda do grande Missionário da Consolata e escritor de Fátima, Padre Giovanni Demarchi e do grande devoto do Beato Nuno, Timothy Richard Heinan, recriou uma obra de apóio aos pobres com a mesma espiritualidade da original fundada pelo Santo Condestável e que teve o nome de “The Count Nuno Society” (Sociedade do Conde Nuno), sedeada na Casa Alta, no Castelo de Ourém.

Pouco tempo mais tarde, esta organização foi reconhecida pelo governo Americano como uma associação sem fins lucrativos dedicada à angariação de fundos para os pobres e órfãs com presença e actividade em Portugal e também em muitos países do Terceiro Mundo.

A mesma organização foi depois Canonicamente Erecta na Diocese de Duluth, no Minnesota, (E.U.A.) com o nome de “Blessed Nuno Society” (Sociedade do Beato Nuno) sendo mais tarde Canonicamente reconhecida noutras Dioceses em vários países latino – americanos como no México, na Guatemala, em Cuba e na Colômbia.

Esta Obra levada hoje a cabo em países de língua Castelhana em memória do São Nuno relembra os muitos actos de caridade praticados por D. Nuno Álvares Pereira em favor até dos Castelhanos, durante o conflito entre Portugal e Castela.

Em 2008, aquando do 90º Aniversário da Beatificação do III Conde de Ourém por Decreto do Papa Bento XV, a Real Confraria do Santo Condestável foi reestabelecida pelo Promotor de Beato Nuno, Carlos Evaristo, sob a responsabilidade da Vice-Postulação para a Causa da Canonização de Frei Nuno de Santa Maria, contando desde então com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de Sua Alteza Real o Duque de Bragança e Conde de Ourém, Dom Duarte Pio, descendente directo do Fundador da Casa de Bragança, Grã-Prior Honorário da Real Confraria, da Casa Ducal de Cadaval (representantes oficiais dos “Pereiras”) e de várias Casas Reais que descendem do próprio Santo.

A 26 de Abril de 2009, por ocasião da Canonização de São Nuno, no Vaticano, por Bento XVI e após a celebração de vários Protocolos, foi Canonicamente conferida à Confraria pelas Dioceses onde a Sociedade Beato Nuno tem Erecção Canónica e actividade legal civil, a Representação Oficial reciprica em Portugal e Espanha podendo a referida Sociedade Missionária também se chamar de Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, III Conde de Ourém e vice-versa.

A Sede original da Sociedade Beato Nuno, foi, a Casa Alta situada no Castelo de Ourém, antiga Ermida da Santíssima Trindade (Espírito Santo), fundada pela Rainha Santa Isabel e mais tarde, albergue real. É um local onde, segundo a tradição, o Santo Condestável passou algum tempo com sua mãe e sua filha e séculos mais tarde por alí passou a Rainha D. Catarina de Bragança antes e depois de ser Rainha Consorte de Inglaterra.

Hoje, a sede Internacional da Confraria está localizada em frente à Casa Alta, na antiga Botica de São João fundada em 1392 por Dom Nuno, quando Prior da Ordem Hospitalária de São João (Priorado do Crato) e que faz parte integrante do complexo do Museu Nacional do Santo Condestável da Fundação Histórico - Cultural Oureana (A Fundação para a Pesquisa Religiosa), obra que conta com o Alto Patrocínio de várias personalidades da Igreja Católica entre elas Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Grão – Mestre da Ordem de São João de Malta e Sua Excelência Reverendíssima o Bispo de São Tomé e Príncipe.

Em Portugal, a direcção espiritual da Confraria está a cargo do Capelão - Mór, Vice-Postulador emérito da Causa da Canonização, Frei Francisco Rodrigues, O. Carm. sendo parte estrutural activa do Laicado Carmelitano.

Os Confrades são admitidos nas tradicionais categorias de “Irmão Professo”, “Irmão Nobre Professo” ou “Irmão Honorário”, nos graus de “Confrade, Alcaide e Condestável”.

Os membros da Confraria, além de usarem o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de recitarem o Terço do Rosário por Portugal, nutrirem e promovem devoção a Nossa Senhora do Monte Carmelo, a São João Baptista e a São Nuno, devendo participar nas Missas Festivas e contribuir no acto de admissão e anualmente com donativos para a “Obra do Caldeirão” que remete a favor da obra dos Pobres do Laicado Carmelitano e das Missões no antigo ultramar português.

Dias de Festa da Real Confraria ou de especial Observação ou Missas

15 de Janeiro - Aniversário da Beatificação em 1918

1 de Abril - Aniversário do Falecimento em 1431

26 de Abril - Aniversário da Canonização em 2009

24 de Junho - Aniversário do Nascimento em 1360

14 de Agosto - Aniversário da Vitória de Aljubarrota em 1385

6 de Novembro - Festa Litúrgica Universal de São Nuno”

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D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe visita a Botica de São Nuno, na companhia do Conde de Ourém e Real Patrono da Real Confraria, SAR Dom Duarte de Bragança, 6 de Novembro de 2011.

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Bênção e Inauguração da Botica

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A Botica de São João foi recentemente restaurada.

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Enxerga na Botica de São João.

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Compendio de "Pharmacopea Lusitana".

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D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe, na companhia do Conde de Ourém e Real Patrono da Real Confraria, SAR Dom Duarte de Bragança e do Dr. Carlos Evaristo.

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D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe, na companhia do Conde de Ourém e Real Patrono da Real Confraria, SAR Dom Duarte de Bragança e do Dr. Carlos Evaristo.

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Receção na Casa Alta, para D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe e o Conde de Ourém e Real Patrono da Real Confraria, SAR Dom Duarte de Bragança, 6 de Novembro de 2011.

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Receção na Casa Alta, para D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe.

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A imagem regista um momento da receção na Casa Alta, para D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe.

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Original Artifacts discovered during the restoration of the building

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O nosso colaborador, Sr. José Santos (ao centro), na cerimónia de inauguração da Botica de São João. 

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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
OURÉM NO BLOGUE DA REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO

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Ourém é mais uma vez referência no Blog da Real Associação do Médio Tejo, em http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.pt/.O artigo publicado no AUREN “Ourém é terra nobre de velhos pergaminhos que honra a História e respeita a tradição”, é transcrito naquele blogue monárquico.

A Real Associação do Médio Tejo é a organização da Causa Real que agrupa localmente os monárquicos dos concelhos da região, mormente de Ourém. A Causa Real é, conforme se menciona nos seus estatutos, “uma associação de direito civil, dotada de personalidade e capacidade jurídica e tem por missão a defesa do ideal monárquico, da Instituição Real e no limite a Restauração da Monarquia em Portugal, reconhecendo que os direitos dinásticos da Coroa Portuguesa pertencem à pessoa de Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, e a quem legitimamente lhe venha a suceder como Chefe da Casa Real.”

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
OURÉM NO BLOGUE DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA

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Ourém é mais uma vez referência no Blog da Família Real Portuguesa, em http://realfamiliaportuguesa.blogspot.pt/. Desta vez, é citado o artigo publicado no AUREN sob o título “Ourém é terra nobre de velhos pergaminhos que honra a História e respeita a tradição”.

Como é sabido, os Duques de Bragança, descendentes dos nossos reis e herdeiros do trono de Portugal, são também detentores do título de Condes de Ourém. As origens históricas do Concelho de Ourém cruzam-se com a própria história da Nação e encontram-se intimamente ligadas à Família Real Portuguesa desde os alvores da nacionalidade.



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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
OURÉM É TERRA NOBRE DE VELHOS PERGAMINHOS QUE HONRA A HISTÓRIA E RESPEITA A TRADIÇÃO

Em pleno burgo medieval de Ourém, à sombra do imponente Castelo, encontra-se sediada a Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais e ali também funciona também o Museu Nacional do Santo Condestável que mantém uma exposição permanente dedicada a São Nuno.

Com antecedentes na Guarda Real e Guarda Tudesca da Casa Real de Bragança no século XVI, a Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais tem por missão “apoiar, dinamizar e difundir a antiquíssima tradição portuguesa das guardas reais” seguindo a “tradição da salvaguarda das Pessoas Reais em território nacional ou fora dele”.

Conta esta organização com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, sob a pessoa do Chefe da Casa, Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Conde de Ourém e Duque de Bragança.

Com a devida autorização que desde já agradecemos, o AUREN publica esta série de fotos pertencentes à Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais e transcreve a respetiva descrição, proporcionando aos seus leitores um melhor conhecimento da História e do património do Concelho de Ourém.

“São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira e Santa Maria Egypciaca, Protectora da antiquíssima Irmandade dos soldados da Guarda Real, são os Patronos Protectores da Real Guarda de Honra.

Com antecedentes na Guarda Real e Guarda Tudesca da Casa Real de Bragança mo século XVI, e à semelhança do instituto Italiano homólogo a Associação Portuguesa forma Guardas de Honra para prestarem serviço memorial junto dos túmulos de ilustres Portugueses, em regime de voluntariado, não remunerado, contribuindo assim para o enriquecimento do “Culto da Pátria Gloriosa”, da história e da Cultura Portuguesa, e o sentido patriótico e de honra que é devido à memória dos nossos Reis e Heróis nacionais. Seguimos ainda a tradição da salvaguarda das Pessoas Reais em território nacional ou fora dele, como tem acontecido diversas vezes.

A Sede da Real Guarda de Honra Museu é no Núcleo bélico (antigo Museu Militar de São Jorge) do Museu Nacional do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira (Propriedade da Fundação Histórico-Cultural Oureana).

Sediado desde 24 de Junho de 2009, Festa de São João Baptista e aniversário do nascimento de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira e criado através de um Protocolo entre a Fundação Batalha de Aljubarrota e a Fundação Histórico-Cultural Oureana, o Museu do Santo Condestável ou Núcleo Museológico Bélico do Santo Condestável é um complexo que integra não só o espólio do antigo Museu Militar de São Jorge, como também vários artefactos, documentos e relíquias preciosas ligadas à vida, culto e processo Canónico do Santo Condestável. Fala também da vida em Portugal e na Europa no seu tempo e com especial destaque para o Castelo de Ourém do qual D. Nuno foi 3º Conde.

O espólio inclui uma Sala de Armas com réplicas das armas da época, importantes artefactos arqueológicos encontrados na zona histórica e que estiveram anteriormente no Museu Etnográfico e Arqueológico Municipal da Fundação em protocolo com a Câmara Municipal de Ourém e extinto em 2000. As relíquias insignes do novo Santo Português encontram-se num catafalque com o simulacro do corpo de D. Nuno tal como foi sepultado na campa rasa no Mosteiro do Carmo em Lisboa e vários objetos pessoais.

No museu existe também uma réplica da Santa Casa de Loreto em tamanho natural constituida por vontade de John Haffert, relíquia que era venerada na Idade Média por muitos devotos tal como D. Nuno e dentro da réplica da qual é demonstrado a devoção que D. Nuno tinha pela Beata Virgem Maria e o que fez pelo Seu Culto em Ourém e em Portugal.

A atual exposição que pretende complementar e incentivar as pessoas a visitarem o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, é composta por três salas divididas em cerca de vinte e cinco áreas temáticas.

O Coronel Vítor Valente Portugal dos Santos, Diretor Emérito do Museu Militar de São Jorge e Comandante do Panteão da Dinastia de Avis no Mosteiro da Batalha é o Diretor Honorário do Complexo.

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O Dr. Carlos Evaristo junto das peças do museu

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Memorial a SAI Dom Pedro Luís Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Ligne (1983 — 2009), Príncipe do Brasil e Príncipe de Orléans e Bragança, filho mais velho de D. Antônio João de Orléans e Bragança, Príncipe do Brasil e Príncipe de Orléans e Bragança, e de D. Christine de Ligne, Princesa de Ligne falecido no desastre aéreo Air France 447 de 31 de Maio de 2009.

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Armas utilizadas à época de D. João I e do Santo Condestável

Sala de Armas

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Sala de armas

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Coleção de Relíquias de São Nuno

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Caldeirão que foi de São Nuno, da Obra do Caldeirão e diversas relíquias do Santo Condestável

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Monumento a D. Afonso, IV Conde de Ourém, oferecido ao novo edifício dos Paços do Concelho de Ourém

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Monumento a São José que relembra a Antiga Ermida de São José que existiu no local

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Sala de armas

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Coleção de imagens diversas do Santo Condestável.

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Baixos-relêvos representando símbolos nacionais

Sala de Armas

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Espadas e Elmos atribuídos a D. João I e ao Santo Condestável

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Espadas de D. Nuno Àlvares Pereira

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Um aspeto do Museu

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Os elementos de um Castelo

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Réplica da Santa Casa de Loreto (Nazaré) relíquia favorita de São Nuno, uma pedra da qual o acompanhava sempre num relicário de Batalha ao pescoço

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Instrumentos náuticos à época das primeiras navegações dos Descobrimentos. O astrolábio e a balestilha.

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Fotos: Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais



publicado por Carlos Gomes às 10:49
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
FALECEU HOJE AOS 100 ANOS DE IDADE, D. MARIA ADELAIDE DE BRAGANÇA, FILHA DE D. MIGUEL II, 25º CONDE DE OURÉM

D. Maria Adelaide de Bragança van Uden, neta do rei D. Miguel, morreu hoje com 100 anos de idade. Filha de D. Miguel II e de Maria teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosemberg, D. Maria Adelaide de Bragança é tia de D. Duarte Pio, atual Duque de Bragança e Conde de Ourém.

Ainda recentemente fora-lhe prestada homenagem pelo Presidente da República que lhe atribuiu a medalha de Grande Oficial da Ordem de Mérito Civil. Ao longo da sua vida foram numerosos os exemplos de abnegação demonstrados como a resistência aos nazis na Áustria que lhe valeu a prisão e ainda a criação da Fundação Nun'Álvares Pereira para apoio aos carenciados.

As cerimónias fúnebres decorrerão em ambiente familiar e, na próxima quinta-feira, pelas 20h, terá lugar no Mosteiro dos jerónimos a celebração da missa do sétimo dia.



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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
MONÁRQUICOS DA REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO DEBATEM A ATUAL SITUAÇÃO DO PAÍS

A Real Associação do Médio Tejo juntou no passado dia os militantes da Causa Real da nossa região num jantar de confraternização que constituiu também um momento de reflexão da situação política atual e das perspetivas que se colocam ao nosso país, mormente em termos de uma eventual mudança de regime.

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Presidida por Conceição Monteiro Calado, a Real Associação do Médio tejo é uma estrutura regional da Causa Real, que abrange nomeadamente o Concelho de Ourém e tem por finalidade, no âmbito da organização de que faz parte, promover a “defesa do ideal monárquico, da Instituição Real e no limite a Restauração da Monarquia em Portugal, reconhecendo que os direitos dinásticos da Coroa Portuguesa pertencem à pessoa de Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, e a quem legitimamente lhe venha a suceder como Chefe da Casa Real”.

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Fotos: http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.com/



publicado por Carlos Gomes às 20:53
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA E CONDE DE OURÉM, RECEBE A NACIONALIDADE TIMORENSE

D. Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e 27º Conde de Ourém, acaba de receber a nacionalidade timorense como reconhecimento pelo seu elevado contributo prestado à causa timorense. A cerimónia teve ontem lugar no gabinete do presidente do parlamento de Timor-Leste, Fernando La Sama Araújo, tendo seguidamente sido condecorado pelo Presidente da República, José Ramos-Horta, com a medalha da Ordem Mérito.

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, atribuiu a medalha da Ordem de Mérito a D. Duarte Pio

Na ocasião, José Ramos-Horta lembrou o apoio dado aos timorenses deslocados em Lisboa, sublinhando que o homenageado “dedicou uma grande parte da sua vida a defender a causa da justiça, da liberdade do povo timorense”.

Por seu turno, D. Duarte Pio reconheceu que a atribuição da nacionalidade timorense e da Ordem de Mérito “é um gesto de grande simpatia e que muito me alegra e honra da parte do parlamento timorense, que eu acho que ultrapassa uma relação pessoal e que tem a ver de algum modo com a ligação entre Portugal e Timor”.



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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
OURÉM PRESTOU TRIBUTO ÀS CORTES GERAES E EXTRAORDINARIAS DA NAÇÃO PORTUGUEZA REUNIDAS EM 1921

A Câmara Municipal de Ourém endereçou às Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza, reunidas em 1821 no Palácio das Necessidades, em Lisboa, uma carta de felicitações e homenagem, a qual foi lida pelo Secretário na Sessão de 18 de Abril e publicada no “Diario das Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza” no dia 24 do mesmo mês, conforme abaixo se transcreve.

 

Senhor. = A Camera da Villa de Ourem, juntamente com o Doutor Corregedor da mesma Comarca, levados dos sentimentos do respeito e gratidão, de que Vossa Magestade por tão relevantes Titulos se faz digno, vamos por este meio, como fieis, e gratos tributar a Vossa Magestade os nossos deveres. Não somos nós Cidadãos ineptos, que não conheçamos as vantagens, que vão cercar-nos, nem por outra parte assim inertes, que ignoremos a obrigação de o confessarmos. O desastroso quadro do passado, confrontado com os bens, que já sentimos, e que a illustrada intelecção de Vossa Magestade nos promette a mais e mais para o futuro, mediante as sabias Leys, que vai cimentando, fornece-nos invenciveis argumentos para convencer-nos, e põem-nos na estreita obrigação de reconhecello. Homens ha pouco só no nome, peores nos nossos direitos que as mesmas féras, nós éramos o alvo do poder, e do fanatismo, e quaes puros automatos sem ser algum, corriamos forçados a todo o instante para onde o capricho, e a ignorancia queria arrastar-nos. Agora porém já somos gente; já recuperámos os direitos de homem até aqui perdidos; já somos iguaes, somos já livres, e já não prendem nossas consciencias tantas algemas. E a quem Supremo Congresso, deve a Nação, devemos nós tantas venturas! He esta huma verdade mais que, quem sabida, huma questão, que descobre a mais curta esféra, o mais rude engenho. Sim he Vossa Magestade o nosso Bemfeitor, o que nos levanta do abysmo, e da sepultura. Quem por meio de novas Leys tão adequadas, de reformas, de Cortes tão necessarias, e sobre tudo por meio de huns principios de Constituição tão luminosos, tão sãos, tão proprios do homem civil, tão naturaes ha feito, e continúa a fazer a nossa dita. Mil graças pois vos sejão dadas por todo o homem: o Natural, e Estrangeiro vos bem diga, e louve; em quanto nós certos de tanto bem, e a elle gratos, confessamos reconhecidos nossa ventura, e tributamos assim reverentes a Vossa Magestade os nossos deveres Ourem em Camera 12 de Abril de 1821. = O Corregedor da Comarca, Manoel da Fonceca Coelho - O Juiz de Fóra, Presidente, Antonio Gomes Ribeiro = O Vereador primeiro, Antonio Pereira Jorge. = O Vereador segundo, Vicente José Henriques de Oliveira Roza - O Vereador terceiro, Manoel Antonio Almeida = O Procurador, Joaquim da Silva de Frias.

Quadro de Óscar Pereira da Silva representando as Cortes Geraes e Extraordinarias do Reino



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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
RENDAS DE OURÉM MANTINHAM A CASA DE BRAGANÇA

“A casa da Rainha he sustentada pelos moradores de Faro, Alemquer, e Obidos; a dos Infantes pelos de Leiria, e Villa Real; e a de Bragança pelos de Ourém” – afirmou o deputado Borges Carneiro na sessão de 3 de Abril de 1822, das Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, saídas da revolução de 1820. Sob a presidência de Camello Fortes, discutiu-se na referida sessão, a atribuição da pensão de alimentos anuais às rainhas viúvas, ao príncipe e aos infantes e infantas.

Tratando-se de um tema de interesse do ponto de vista histórico e também político e ainda porque faz referência a Ourém, transcreve-se do “Diário das Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza” a passagem que lhe diz respeito, mantendo-se a grafia original.

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Deputado Borges Carneiro

 

Passou-se á ordem do dia, e entrou em discussão o artigo 115 que a Commissão de Constituição apresentou novamente redigido em sessão de 29 de Março ultimo, e concebido nestes termos: as Cortes assignarão alimentos annuaes ao Principe Real e aos Infantes e Infantas desde os 7 annos de sua idade: á Rainha viuva, desde que enviuvar.

O Sr. Borges Carneiro: - Como ninguem diz nada sobre este artigo direi que no 1.º projecto se propunha que os alimentos de que se trata se assignarião quando assim conviesse. Agora se declara a occasião dizendo-se que quanto á Rainha viuva, será desde quando ella enviuvar; e quanto ao Principe Real e aos Infantes desde os sete annos de sua idade. A Commissão não achou razão para fazer differença entre Principe Real, e os Infantes, e para um e outros estabeleceu a idade de sete annos: parece-me estar assim bem.

O Sr. Alves do Rio: - Pelo que pertence á Rainha tenho que observar, que as Rainhas de Portugal, tem uma casa privativamente sua desde que cazão até que morrem; de maneira que este artigo parece que declara que se lhe deve dar um novo apanagio; isto precisa ser mais claro para se saber se quando a Rainha tiver alimentos, não tem casa.

O Sr. Borges Carneiro: - O que está declarado nas Bases da Constituição, he que as Cortes dotarão o Rei e a familia Real; agora se a Rainha continuará a ler casa propria ou dotação estabelecida no thesouro, isso não está declarado em parte nenhuma: a Constituição segura-lhe alimentos para quando enviuvar. O que diz o Sr. Ailves do Rio he pela pratica actual, a qual talvez seja mais feudal do que constitucional.

O Sr. Alves do Rio: - Não he pela pratica actual. A Rainha de Portugal he talvez a unica que tem a sua casa particular. Acho que he mais conveniente guardar isto para uma lei regulamentar, para que quando se tratasse da casa que actualmente tem, eu talvez seria de voto que se lhe tirassem os tributos. A regra geral já está estabelecida; o modo da dotação pertence a uma lei regulamentar.

O Sr. Sarmento: - Eu considero o estabelecimento da casa das Srs. Rainhas deste reino como um instituto muito politico. Já que o illustre Deputado o Sr. Borges Carneiro nos assombra com o exemplo da Hespanha sobre estas materias, quero responder-lhe que a existencia desta casa he util, a fim de não acontecer em Portugal o que em Hespanha tem acontecido ás Rainhas por não terem um estabelecimento permanente, que forme o seu apanagio. Rogo ao illustre membro que consulte as memorias ultimamente escritas por Coxe ácerca dos Reis de Hespanha da casa de Bourbon, e achará que a condição das Rainhas de Hespanha, que sobrevivião aos maridos era bem triste, a ponto que este mesmo escritor desculpa a Rainha D. Maria Barbara (irmã do Sr. D. José J), a qual em Hespanha era accusada por certo partido de acceitar presentes, e de ser tão economica que parecia improprio de uma personagem de tão alia esfera. Diz Coxe pois, que a Rainha conhecia perfeitamente que a necessidade era o fado, que succedia ás Rainhas viuvas. Nós o que devemos desejar he que as esposas dos nossos Reis vivão em toda a possivel independencia, e que a falta de meios, para manter a sua alta dignidade nunca as obrigue a tomarem parte em intrigas, e negociações de despachos do Paço, com desar daquella dignidade, que he do decoro nacional se conserve illesa em personagens de tão alta jerarquia; por isso não posso deixar de admirar a politica, e providencia dos nossos maiores, fundando instituições tão uteis, e politicas, e como serei de opinião que o que for bom se conserve, sempre me opporei á lembrança de se acabar com um tão util estabelecimento.

O Sr. Soares Franco: - Parece-me inutil falar nisto aqui. Que se ha de dar uma dotação

consequencia peio qne pertence á Rainha viuva parece que he inutil tratar-se agora.

O Sr. Borges Carneiro: - O artigo 113 diz, que se dotará o Rei e a familia real. Agora se trata dos alimentos que ella na sua viuvez, e os Infantes, e Principe Real devem ter. Depois de um grande debate sobre este artigo, se mandou que a Commissão o redigisse convenientemente, e por isso não se póde já supprimir. Se este se supprimisse, devia fazer-se o mesmo ao antecedente, que trata da dotação do Rei. O Congresso não quiz que se supprimisse: o que não agradou foi ser muito vago o artigo por não declarar quando estes alimentos se devião assignar, e para esse fim mandou que voltasse á Commissão. A isto agora se satisfez, e parece que agora está bom. O que devemos determinar he uma decorosa subsistencia á Rainha no tempo da sua viuvez: não ha menos razão para isto do que para a dotar em vida de seu marido.

O Sr. Soares Franco: - Eu não pertendo supprimir o artigo; o que eu dizia era que isto pertence individualo, a uma lei regulamentar.

O Sr. Correia de Seabra: - A casa das Senhoras Rainhas he muito antiga em Portugal, não me lembro precisamente cio tempo em que se decretou casa para as Senhoras Rainhas; mas afoutamente digo que esta providencia he muito antiga, e he medida politica, como observou o Sr Sarmento, e em confirmação do que disse o illustre Preopinante, accrescento o que tem acontecido em França, e he bem sabido pela historia. A casa de Bragança está applicada ao Principe Real successor da coroa; e he por isso casa de propriedade particular, na qual posto que haja bens de coroa, tambem os ha patrimoniaes. Para os Infantes tambem ha bens destinados, que formão a casa do Infantado. A vista disto he de admirar que se conceba um artigo em fórma tal, que suppõe ou que não existem taes casas, ou que se existem, devem ser supprimidas, sendo a pequena supposição falsa, e a segunda inadmissivel. Finalmente parece-me que o artigo deve ser supprimido, e transcrever-se só para a Constituição aquillo que já está sanccionado nas bazes.

O Sr. Alves do Rio: - Eu concordo quasi com o Sr. Correia de Seabra, e accrescento que ordinariamente quando se contrahem estes casamentos, ha uma escritura esponsalicia em que se especificão muitas cousas e a dotação de cada um dos contrahentes.... Por conseguinte póde pôr-se, como disse o Sr. Correia de Seabra, o artigo das bases.

O Sr. Soares Franco: - De que sorve tirar o artigo das bases, e pólo aqui? Elle diz (leu): ora isto dá uma ideia muito differente da que trata este artigo. Se dissermos que se lhe dará uma dotação certa, entende-se que nada tem que lhes pertença, e da mesma fórma que nada do que tem pertence á nação. O que disse um illustre Preopinante a respeito da casa de Bragança, he o que póde dizer-se a respeito dos Infantes. Por consequencia o artigo das bases não póde ter aqui lugar.

O Sr. Correia de Seabra: - O artigo de modo nenhum póde passar como está, e a não ser supprimido deve accrescentar-se: na conformidade das leis, ou na fórma que a lei regular.

O Sr. Pinheiro de Azevedo: - Sr. Presidente, o meu voto he que o artigo fique em generalidade, e que se não fale em casa da Rainha. Em primeiro lugar, esta casa he de propriedade particular; e em segundo lugar, no casamento se constitue o que nós chamamos dotes, e não se póde alterar um contrato, sem consentimento de partes, porque nas escrituras dotaes se fórma um dote. O mesmo digo a respeito do Principe Real. Esta casa he tambem de propriedade particular, tem bens proprios, e tem bens da corôa dados por serviços mui distinctos, porque ninguem os tem iguaes aos da casa de Bragança. Por tanto o meu voto he que fique em generalidade, e que se não fale na Rainha viuva, e o Principe Real não precisa de dote, porque tem a sua propria casa composta de bens, adquiridos, e de bens da coroa, dados pelos serviços maiores que he possivel considerar.

Propondo o Sr. Presidente á votação se as Cortes havião de assignar alimentos ao Principe Real, disse

O Sr. Braacamp: - Será difficil, e a difficuldade he que a casa do Principe Real, e a dos Infantes não podem ser tiradas.

O Sr. Xavier Monteiro - Quem ha de poder ordenar ás Cortes futuras que conservem a casa de Bragança?... Pelo que pertence á hypothese de dizer que o Principe Real tem casa, que os infantes tem casa, isto está decidido. Por consequencia o mais que se póde dizer he alimentar na conformidade da lei; porque sabemos que a casa de Bragança, a dos Infantes, e a da Rainha não podem ficar como estão. Uma vez que na Constituição se lhes assigne uma subsistencia não quer dizer que hão de ter direito a essas casas: e por isso sou do mesmo voto que o Sr. Correa de Seabra.

O Sr. Borges Carneiro: - Acaso queremos nós consignar na Constituição ás casas de Bragança, das Rainhas, e do Infantado? Pelo contrario na Constituição já está disposto que a dotação do Rei, e da familia Real ha de sair do Thesouro, que he o mesmo que dizer, de toda a Nação. E até agora donde saem estas dotações? He á custa de toda a Nação? Não. A casa da Rainha he sustentada pelos moradores de Faro, Alemquer, e Obidos; a dos Infantes pelos de Leiria, e Villa Real; e a de Bragança pelos de Ourem, etc. Se buscamos justiça igual, diremos que como á custa do Thesouro se assignou a dotação do Rei, assim á custa do Thesouro devem as Cortes assignala á Rainha e mais familia Real. A existencia daquellas casas contem ainda restos de direito feudal, assim nos direitos jurisdiccionaes, como nos lucrativos que lhes estão inherentes. O que he constitucional he segurarmos agora alimentos ás Rainhas viuvas, ao Principe Real, e aos Infantes: agora que estes alimentos consistão em casas proprias, ou em mezadas pagas pelo Thesouro, o menos que podemos fazer he deixar isso ao cuidado das Cortes futuras. Por tanto deve passar.

Declarada a materia sufficientemente discutida, e não tendo sido approvado o artigo como estava, nem que fosse supprimido, foi proposto e approvado nos termos seguintes: As Cortes assignárão alimentos, se forem necessarios, ao Principe Real, e aos Infantes e Infantas desde os sete annos da sua idade, e á Rainha viuva desde que enviuvar.

Entrou era discussão o artigo 215-A, assim concebido: Quando as Infantas houverem, de casar lhes assignárão as Cortes o seu dote, e logo que este lhes houver sido entregue, cessarão os alimentos. Quanto aos Infantes que se casarem continuarão a receber seus alimentos em quanto residirem no Reino: se forem residir fora delle se lhes entregará por uma só vez a quantia que as Cortes determinarem, e cessarão os alimentos.

Sendo proposto á votação foi approvado como estava.



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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
REVISTA "FLASH" ENTREVISTA CONDES DE OURÉM

f natal

A propósito da quadra festiva que se aproxima, a última edição da revista Flash entrevista D. Duarte Pio e D. Isabel de Bragança, num extenso trabalho jornalístico que inclui destaque de capa. Refira-se que os Duques de Bragança são também Condes de Ourém.



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
“VILA NOVA DE OURÉM NADA MERECIA PORQUE OS SEUS HABITANTES ERAM REACCIONÁRIOS”

- Terá alegadamente afirmado o Ministro do Fomento, Sr. Aquiles Monteiro, em 1914, perante a pretensão da reparação de uma ponte.

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Na Sessão Ordinária da Câmara dos Deputados realizada em 16 de Junho de 1914, sob a presidência de Vítor Hugo de Azevedo Coutinho, o deputado Francisco Cruz pediu a palavra para se referir a “assuntos de interesse para Vila Nova de Ourém”. De acordo com o que aparece transcrito no Diário da Câmara dos Deputados, afirmou seguinte:

“Sr. Francisco Cruz: — Pedi a palavra, para fazer algumas considerações sobre assuntos que dizem respeito à pasta do Fomento.

Em primeiro lugar, constando-me que o Sr. Ministro do Fomento tratou do raso da ponte do Rio Torto, que é urgente, peço a S. Exª que me diga o que há a este respeito, e se não tratou, peco-lhe que se interesse o mais possível pelo assunto, pois é uma causa justa.

Em segundo lugar, devo ponderar a S. Ex.a que o concelho de Vila Nova de Ourém, até hoje, ainda não recebeu o mais pequeno benefício da parte dos poderes públicos, e até numa ocasião em que fui procurar o Ministro, que era democrático, para uma pretensão justa, – a reparação duma ponte, — ele disse-me que aquele concelho nada merecia, porque os seus habitantes eram reaccionários.

Protestei contra isso, visto que quem paga as suas contribuições tem direito a benefícios. (Apoiados).

Pedia a S. Exª que mandasse construir a estrada que vai de Portos a Urqueira, passando por Caxarias, o que muito beneficiaria aquelas povoações, que são das mais importantes do concelho. É um benefício urgente, que peço em nome do direito e da justiça. (…)”

Em resposta à questão levantada, respondeu-lhe o Ministro do Fomento, Sr. Aquiles Gonçalves, nos seguintes termos:

“Sr. Ministro do Fomento (Aquiles Gonçalves): - Ouvi com toda a atenção as considerações do Sr. Deputado.

Sobre, Vila Nova de Ourém, direi que (…) este concelho com o mesmo interesse que trato os outros concelhos.

Sobre a construção da ponte, ordenei que se averiguasse o que havia a tal respeito. Tinham-me dito que essa ponte estava sendo prejudicial para os viajantes e fiz sentir que era indispensável remediar esse estado.”

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
D. AFONSO HENRIQUES NASCEU HÁ 900 ANOS!

Guimarães (31)

D. Afonso Henriques, fundador do Reino de Portugal, nasceu há novecentos anos, provavelmente em Guimarães. Por tradição, a data de seu nascimento é celebrada a 25 de Julho.

Coma vitória da Batalha de Ourique em 1139, D. Afonso Henriques proclamou-se Rei de Portugal, vindo a sua autoridade a ser reconhecida em 1143 através do Tratado de Zamora. A ele se deve o facto de sermos portugueses, conquista mantida com enormes sacrifícios ao longo de muitos séculos e sucessivas gerações e, não raras as vezes, colocada em risco em determinados momentos históricos particularmente adversos que os nossos antepassados sempre souberam superar.

Nove séculos após a dado do seu nascimento, a efeméride passa despercebida das entidades oficiais, sintoma evidente de que Portugal atravessa uma vez mais um desses momentos adversos que o futuro dirá se conseguiremos ultrapassar!



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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Bandeira da Monarquia... em Ourém!

Bandeira

A bandeira portuguesa referente ao período da Monarquia Constitucional que antes da Implantação da República era hasteada nos Paços do Concelho, em Vila Nova de Ourém, encontra-se actualmente exposta ao público no Museu Municipal de Ourém.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro



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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Reclamação de Ourém às Cortes Geraes

Reclamação Cortes Geraes

PRESIDÊNCIA DO Snr. SILVA SANCHES.
Chamada: — Presentes 52.srs. depulados. Abertura: — As 11 horas e meia. Acta: — Approvada.
Correspondência.
Declarações :—1." Do sr; Francisco Damazio, participando que o sr. Antonio Emilio não pôde comparecer á sessão de hoje, por incommodo de saude. — Inteirada.
2.a — Do sr. Pinlo de Almeida, participando que o sr. Thomaz Northon não pôde comparecer á sessão, e lalvez a mais algumas, por motivo justificado. — Inteirada.
3."—Do sr. Nogueira Soares, participando que, por molivos justificados, não pôde comparecer hoje e talvez amanhã. —Inteirada.
Officios: — ]."—Do sr. Miguel do Canto, participando que por motivo justificado, não pôde comparecer ás sessões de hoje e de amanhã. —Inteirada:
2."— Do ministério do reino, acompanhando o seguinte:

"Decreto:—Usando da faculdade que me confere a carta constitucional da monarchia no arligo 74, paragrapho 4.°, depois de ter ouvido o conselho de estado, nos termos do arligo 110 da mesma carta: Dei por bem prorogar as cortes geraes da nação portugueza, até ao dia treze do corrente mez. 0 presidente da camara e os srs; deputados assim o tenha intendido, para os effeitos convenientes. Paço de Mafra, em 3 de agosto de ]853.=RAINHA. = Rodrigo da Fonseca Magalhães. A camara ficou inteirada.
3."—Do mesmo minislerio, acompanhando o requerimento de Castro e Silva &C. Filho; a informação respectiva do conselho de saude; as copias das actas do mesmo conselho; as dos boletins telegráficos; e a correspondência official relativa á entrada do navio Castro 2." no Porto. — Para a secretaria.
'Uma representação dos habitantes e lavradores do concelho de Villa Nova de Ourém, queixando-se dos vexames que estão soffrendo com a exigência que faz o rendeiro do real de agua dá contribuição da carne, das rezes que morrem no concelho, que segundo o costume estabelecido, é destribuida pelos lavradores, para indemnisarem quem soffreu a perda ; e pedem providencias. — Ay commissâo de administração publica.

 

in Diario das Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza, de 5 de Agosto de 1853

 



publicado por Carlos Gomes às 14:18
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