Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016
QUANDO VISITA OFICIALMENTE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA O TERRITÓRIO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA?

À semelhança do que se verificou com as recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estas comemorações deverão ocorrer no futuro junto das comunidades portuguesas radicadas noutros países. Existe, porém, um território que, não obstante pertencer de jure a Portugal, encontra-se desde há mais de dois séculos sob administração de Espanha – trata-se do concelho de Olivença, Tálega incluída – que até ao momento não recebeu a visita oficial do Presidente da República.

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Apesar do tempo já percorrido desde a ridícula “guerra das laranjas” e das gerações que entretanto se sucederam ao longo de mais de duzentos anos, os oliventinos de origem portuguesa guardam com nostalgia a sua identidade como podem na esperança de que um dia a terra que os viu nascer regresse à Pátria a que verdadeiramente pertence: Portugal. A comprovar tal sentimento patriótico, basta referir o grande número de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa que ultimamente se vem verificando, pese embora as alterações demográficas que se registaram ao longo do tempo.

Com uma área superior a 430 quilómetros quadrados – correspondendo ao triplo da área das cidades de Lisboa e Porto juntas! – Olivença faz parte de Portugal desde a celebração do tratado de Alcanizes celebrado em 1297.

À altura da ocupação, integravam o concelho de Olivença as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Jorge da Lor, São Domingos de Gusmão e Tálega. Vila Real, entretanto anexada a Olivença, fazia até então parte do concelho de Juromenha, localidade que agora integra o município do Alandroal.

O território português de Olivença, situado na margem esquerda do rio Guadiana, permanece ocupado por Espanha desde 1801. Em 1817, ao abrigo do Tratado de Viena, Espanha reconheceu a soberania portuguesa e comprometeu-se a devolver o território à soberania portuguesa, compromisso que nunca honrou até ao momento.

O Estado Português não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, razão pela qual falta ainda demarcar a fronteira entre os dois países entre entre as confluências do Guadiana com o rio Caia (a norte) e a ribeira de Cuncos (a sul), não estando colocados os marcos fronteiriços entre o 801 e o 900, na zona adjacente ao território histórico de Olivença.

Não faltam as razões que fundamentem do ponto de vista jurídico a reclamação de Portugal relativamente a Olivença nem tão pouco os argumentos de ordem moral que lhe assistem: a Espanha deve honrar os seus compromissos e respeitar um país cujo relacionamento sempre se pautou pela amizade e boa vizinhança. E, em nome de Portugal, o Presidente da República jamais se deveria inibir a efetuar uma visita oficial a Olivença e ali celebrar o Dia de Portugal, levando aos oliventinos – Portugueses de Olivença! – uma palavra de afeto e esperança!

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publicado por Carlos Gomes às 19:14
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Domingo, 12 de Junho de 2016
FOLCLORE E IDENTIDADE – NACIONALISMO E LIBERDADE

A preservação da identidade nacional constitui uma condição essencial da liberdade de um povo, melhor dizendo de uma nação enquanto comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria, assente num território e fundada em valores coletivos e elementos culturais como a língua, os costumes, religião, tradições e, de uma maneira geral, todos os aspetos que enformam a consciência nacional.

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Proveniente do latim natio, derivado de natus, o termo nação refere o sentimento de pertença a uma determinada comunidade de indivíduos unidos por laços históricos, assente numa identidade que remete para as suas origens étnicas.

Enquanto o termo nação identifica aqueles que são nascidos da mesma raiz, privilegiando o fator biológico e consequentemente o jus sanguinis na verificação da nacionalidade do indivíduo, o conceito de Pátria remete para uma noção de solo legado pelos antepassados, a terra paterna – do latim patrius, de pater – diretamente associado à ideia de país em relação ao qual um conjunto de indivíduos se encontra ligado por laços afetivos e culturais, ainda que não fazendo necessariamente parte da mesma comunidade nacional.

Por conseguinte, enquanto o nacionalismo advoga a defesa da identidade nacional de um povo como condição para a preservação da sua liberdade, o patriotismo exalta os valores que a prendem ao solo sagrado legado pelos seus antepassados e a sua obrigação de o transmitir aos vindouros. Ao invés do que tem vindo a ser propalado, nenhum dos conceitos em apreço – nacionalismo e patriotismo – tem a ver com atitudes exacerbadas de desconsideração e menosprezo em relação a outros povos ou atitudes reprováveis de rejeição de pessoas com identidades diferentes.

A identidade cultural de um povo é construída como um processo de auto-descrição, procurando através da unidade de elementos essenciais destacar a diferença em relação a outras culturas.

No que à definição dos elementos que definem essa identidade e o caráter de um povo dizem respeito encontram-se naturalmente as suas tradições mais genuínas, a cultura popular ou, para utilizarmos o neologismo que se vulgarizou, o seu folclore, traduzido na descrição da sabedoria popular e abrangendo os mais diversos aspetos da sua história não escrita como os contos e lendas, os provérbios e adivinhações, a religiosidade, a culinária e a medicina, o traje e o artesanato, os cantares e as danças, os jogos e as brincadeiras infantis.

Mais do que qualquer outra forma de opressão, é a aculturação e uniformização de hábitos e maneiras de pensar que caraterizam a sociedade capitalista, ávida de obtenção dos maiores proventos a qualquer custo, a principal ameaça à identidade dos povos e, consequentemente, à sua própria liberdade. Não admira, pois, a erosão provocada nas suas tradições mais genuínas, procurando apagar da sua memória o seu próprio passado.

À semelhança do que se verificou com os nacionalismos, também o interesse pelo folclore está intimamente associado à origem do Romantismo e aspiração dos povos oprimidos à sua emancipação política. É, pois, no folclore como fator de identidade cultural de um povo que assenta o ideário nacionalista como uma das condições da preservação da sua liberdade!

Fotos: José Carlos Vieira

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 21:34
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Sábado, 23 de Abril de 2016
HOJE É DIA DE S. JORGE

Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

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Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!



publicado por Carlos Gomes às 10:30
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
REINTEGREMOS O GALEGO NO PORTUGUÊS

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano».

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Para fazerem desaparecer as línguas que estorvam, os estados com vocaçom lingüicida tenhem diversas soluções ao seu alcance, que funcionam mais ou menos bem. Espanha foi avondo eficaz, ao menos na Galiza. Lá, agiu em dous tempos. Primeiro, convenceu os galego-falantes de que a sua língua já nom tinha nada a ver com o português. Umha vez isolado, o galego deixou de interagir com umha língua falada por uns douscentos e quarenta milhões de pessoas e oficial em nove estados independentes. Quer dizer, que a primeira etapa condenou a língua a viver em autarquia num território –Galiza— de dous milhões e meio de habitantes. Se os dous milhões e meio de galegos falassem todos galego, já ora, nom haveria qualquer problema. Nom é, porém, o caso, e o seu declive é constante desde a segunda metade do século XX.

A segunda etapa consiste em aproveitar a insegurança lingüística dos falantes de umha língua que, separada da norma comum, há de fazer umha de seu, para legitimar o maior número possível de castelhanismos. O símbolo desta intrusom é a aceitaçom académica do dígrafo ñ no lugar do genuíno nh —o nh, é claro, remetia demasiado para as normas portuguesas—. Imaginais os estragos que teria causado ao catalão a aceitaçom do mesmo dígrafo? Imaginais que fosse normativo que um catalão exilado escrevesse: «Cada dia, des de la lluñania, eñoro la meva Cataluña» [1]?. Por sinal, esta estratégia em dous tempos —separaçom do tronco comum e castelhanizaçom— é também a estratégia seguida polo espanholismo no País Valenciano.

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano». A academia oficial e o governo autónomo decidírom-se com furor pola segunda opçom. Porém, desde há uns anos, começa a fazer-se sentir umha outra voz. A dos chamados reintegracionistas. Som eles que entendem plenamente os argumentos e os objetivos dos partidários do galego-castelhano e que querem exatamente o contrário.

Som eles que, reagrupados na Associaçom Galega da Língua, querem salvar o galego da implacável residualizaçom a que está condenado. Os seus argumentos som de senso comum: isolado, o galego morrerá, unido com o português, pode aguardar prosperar, graças ao grande número de falantes de que dispom e ao seu prestígio internacional. Intentam, pois, operar umha revoluçom mental para fazer que se reconheça aquilo que já era umha evidência: o galego nom é umha língua derivada do português, mas umha das formas do português.

Este movimento de retorno requer a aceitaçom de um vocabulário hoje desterrado, o qual haveria de fusionar com as formas próprias do galego. Requer, sobretudo, eliminar as formas espanholas aceites de olhos fechados por umha academia [a RAG] de bandulho mole. E requer a recuperaçom das normas ortográficas comuns ao português como som nh em vez de ñ, mas também lh por llou ç no lugar de z. Nom o têm doado. Explica-o um dos escritores mais ativos neste combate, Séchu Sende: «Os reintegracionistas som umha minoria no interior da minoria galego-falante». O seu supervendas galego, Made in Galiza (em catalão, A vendedora de palavras, edições RBA, traduzido por Mònica Boixader) estava escrito num galego intermédio entre normativo [oficialista] e reintegracionista. Decidiu redigir o seguinte livro (A República das Palavras) empregando apenas as normas reintegracionistas, e isso significou apenas lograr ser publicado por uma pequena editora. Para ele, porém, a reintegraçom ao tronco galego-português é a única possibilidade para esperar reinjetar autoestima nos falantes de umha língua percebida geralmente como estritamente decorativa. Torna al Born o mor[2].

NOTAS:

[*] Artigo publicado originalmente por Joan-Lluís Lluís na revista catalã Presència em novembro de 2015. Traduzido do catalão para a galega com permissom do autor.

[1] Em correto catalão, «cada dia, des de la llunyania, enyoro la meva Catalunya»; isto é, «Cada dia, a partir da lonjura, sinto a falta da minha Catalunha».
[2] «Regressa ao Born ou morre». O provérbio original é «Roda el món i torna al Born» (localidade catalã), que se poderia traduzir como «vê mundo e regressa à casa».

Joan-Lluís Lluís (Perpinhã, Países Catalães, 1963), é um premiado escritor e colunista catalão. É colaborador habitual de publicações digitais como VilaWeb ou Esguard e a ainda a revista Presència (suplemento semanal do diário El Punt Avui). Nascido na Catalunha Norte, desenvolveu do início a sua trajetória literária no Principat, ao mesmo tempo que denuncia o «lingüicídio» cometido polo Estado francês na sua terra de origem.

Joan-Lluís Lluís / http://www.diarioliberdade.org/



publicado por Carlos Gomes às 00:14
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Domingo, 29 de Novembro de 2015
BANDA DA SOCIEDADE FILARMÓNICA OURIENSE DESFILA EM LISBOA EM REPRESENTAÇÃO DO DISTRITO DE SANTARÉM E EVOCA DATA HISTÓRICA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Cerca de milhar e meio de músicos integrando perto de três dezenas de bandas filarmónicas e outros grupos de música tradicional provenientes das mais diversas regiões do país, desfilaram hoje na avenida da Liberdade em direção à Praça dos Restauradores, aplaudidos ao longo de todo o percurso por milhares de pessoas anónimas que dessa forma quiseram manifestar o seu apoio e participar nesta grandiosa jornada patriótica que evoca a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em 1640.

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Esta manifestação de cultura constitui simultaneamente uma forma de protesto pela forma prepotente com que foi pelo anterior governo eliminado o feriado do dia 1 de dezembro, porventura a data simbólica mais consensual entre todos os portugueses, aguardando-se que no próximo ano o mesmo seja restabelecido de modo a poder ser comemorado no dia correto.

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Em representação do Distrito de Santarém desfilou a Sociedade Filarmónica Ouriense, sempre muito aplaudida ao longo de todo o desfile. Muitas pessoas interrogavam-se acerca do concelho de Ourém, associando-o como era de esperar à cidade de Fátima e ao incontornável Santuário Mariano considerado “Altar do Mundo”. É, pois, importante que mais representações do concelho de Ourém participem em grandes eventos como este que teve lugar em Lisboa, sejam elas bandas filarmónicas, coletividades desportivas ou ranchos folclóricos.

Como é habitual, o Dr José Ribeiro e Castro, Presidente do Movimento 1º de Dezembro, deslocou-se ao longo da avenida da Liberdade para cumprimentar os maestros das bandas filarmónicas participantes.

O desfile teve como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra e desceu até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direção do Maestro Tenente-Coronel Élio Salsinha Murcho, da Banda da Força Aérea.

Ao longo do desfile, foram interpretadas diversas marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

A RTP-Internacional transmitiu em direto esta grande manifestação cultural, cívica e patriótica. A RTP-2 transmitirá, em diferido, no próprio dia 1 de Dezembro, em horário a anunciar.

Para além da importante ação formativa e cívica das bandas filarmónicas ao ponto de serem considerados os verdadeiros conservatórios de música, refira-se ainda que estas possuem uma ligação histórica aos movimentos patrióticos e republicanos que instituíram o feriado do dia 1 de dezembro.

A organização desta iniciativa é da iniciativa do Movimento 1º de Dezembro e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

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publicado por Carlos Gomes às 21:14
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Sábado, 28 de Novembro de 2015
BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM AMANHÃ EM LISBOA

Sociedade Filarmónica Ouriense participa em lisboa nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste desfile e mobilizou por todo o país diferentes bandas e municípios para o efeito, sendo possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

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Foi um êxito em 2012, em 2013 e em 2014. Será êxito maior em 2015.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.500 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

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Nesta 4ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPO DE PERCUSSÃO

Tocá Rufar

CANTE ALENTEJANO:

Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira

BANDA NACIONAL:

Banda da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

Sociedade Artística Banda Vale de Cambra

Banda Filarmónica de Odemira

Sociedade Filarmónica de Vilarchão

Banda Filarmónica Retaxense

Banda Filarmónica do Paúl

Banda de Música da Liga dos Amigos de Castelo Novo

Filarmónica Idanhense e Adufeiras de Idanha-a-Nova

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense

Sociedade Filarmónica Sangianense

SUA - Sociedade União Alcaçovense

Sociedade Filarmónica Portimonense

Banda Academia de Santa Cecília (de S. Romão)

Sociedade Filarmónica Maceirense

Banda Recreativa Portomosense

Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora

Banda Musical e Artística da Charneca (Lisboa)

Banda Municipal Alterense

Sociedade Filarmónica União Maçaense

Sociedade Filarmónica Ouriense

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro (Montijo)

Sociedade Filarmónica Palmelense os Loureiros

Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha

Banda Musical da Torre de Ervededo

Será um total de 30 entidades, integrando 1 grupo de percussão, 1 coral de Cante Alentejano, 1 banda nacional militar e 27 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1500 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente-Coronel Élio Salsinha Murcho, da Banda da Força Aérea.

Ao longo do desfile serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

A RTP-Internacional transmitirá em directo esta grande manifestação cultural, cívica e patriótica. A RTP-2 transmitirá, em diferido, no próprio dia 1 de Dezembro, em horário a anunciar.



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Terça-feira, 24 de Novembro de 2015
APELO AOS OUREENSES QUE VIVEM NA REGIÃO DE LISBOA

A banda da Sociedade Filarmónica Ouriense vai no próximo dia 29 de novembro, desfilar na avenida da Liberdade, em Lisboa, rumo à Praça dos Restauradores, no âmbito das comemorações do dia 1º de dezembro, dia da Restauração da Independência Nacional.

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A Sociedade Filarmónica Ouriense participa nestas celebrações em representação de Ourém e do Distrito de Santarém. A iniciativa que conta com mais de mil e quinhentos músicos, integrando um total de 30 entidades, incluindo 1 grupo de percussão, 1 coral de Cante Alentejano, 1 banda nacional militar e 27 bandas filarmónicas civis, é uma iniciativa do Movimento 1º de Dezembro que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Vivem na região de Lisboa cerca de um milhar de oureenses e seus descendentes que, naquela tarde de domingo, numa manifestação de patriotismo e apego às suas origens, têm uma oportunidade de acolher em Lisboa com o seu aplauso o desfile e a atuação da Sociedade Filarmónica Ouriense.

Apela-se, pois, a que todos os ourienses se concentrem no lado direito, no sentido descendente, do último quarteirão da avenida da Liberdade, antes da entrada da Praça dos Restauradores, levando consigo elementos identificadores do concelho de Ourém.

- Vamos dar o nosso apoio à Sociedade Filarmónica Ouriense!

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publicado por Carlos Gomes às 21:44
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Sábado, 14 de Novembro de 2015
APELO AOS OUREENSES QUE VIVEM NA REGIÃO DE LISBOA

A banda da Sociedade Filarmónica Ouriense vai no próximo dia 29 de novembro, desfilar na avenida da Liberdade, em Lisboa, rumo à Praça dos Restauradores, no âmbito das comemorações do dia 1º de dezembro, dia da Restauração da Independência Nacional.

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A Sociedade Filarmónica Ouriense participa nestas celebrações em representação de Ourém e do Distrito de Santarém. A iniciativa que conta com mais de mil e quinhentos músicos, integrando um total de 30 entidades, incluindo 1 grupo de percussão, 1 coral de Cante Alentejano, 1 banda nacional militar e 27 bandas filarmónicas civis, é uma iniciativa do Movimento 1º de Dezembro que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Vivem na região de Lisboa cerca de um milhar de oureenses e seus descendentes que, naquela tarde de domingo, numa manifestação de patriotismo e apego às suas origens, têm uma oportunidade de acolher em Lisboa com o seu aplauso o desfile e a atuação da Sociedade Filarmónica Ouriense.

Apela-se, pois, a que todos os ourienses se concentrem no lado direito, no sentido descendente, do último quarteirão da avenida da Liberdade, antes da entrada da Praça dos Restauradores, levando consigo elementos identificadores do concelho de Ourém.

- Vamos dar o nosso apoio à Sociedade Filarmónica Ouriense!

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publicado por Carlos Gomes às 17:15
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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA

Sociedade Filarmónica Ourienses participa em lisboa nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste desfile e mobilizou por todo o país diferentes bandas e municípios para o efeito, sendo possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

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Foi um êxito em 2012, em 2013 e em 2014. Será êxito maior em 2015.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.500 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 4ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPO DE PERCUSSÃO

Tocá Rufar

CANTE ALENTEJANO:

Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira

BANDA NACIONAL:

Banda da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

Sociedade Artística Banda Vale de Cambra

Banda Filarmónica de Odemira

Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho

Banda Filarmónica Retaxense

Banda Filarmónica do Paúl

Banda de Música da Liga dos Amigos de Castelo Novo

Filarmónica Idanhense e Adufeiras de Idanha-a-Nova

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense

Sociedade Filarmónica Sangianense

SUA - Sociedade União Alcaçovense

Sociedade Filarmónica Portimonense

Banda Academia de Santa Cecília (de S. Romão)

Sociedade Filarmónica Maceirense

Banda Recreativa Portomosense

Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora

Banda Musical e Artística da Charneca (Lisboa)

Banda Municipal Alterense

Sociedade Filarmónica União Maçaense

Sociedade Filarmónica Ouriense

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro (Montijo)

Sociedade Filarmónica Palmelense os Loureiros

Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha

Banda Musical da Torre de Ervededo

Será um total de 30 entidades, integrando 1 grupo de percussão, 1 coral de Cante Alentejano, 1 banda nacional militar e 27 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1500 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente-Coronel Élio Salsinha Murcho, da Banda da Força Aérea.

Ao longo do desfile serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

A RTP-Internacional transmitirá em directo esta grande manifestação cultural, cívica e patriótica. A RTP-2 transmitirá, em diferido, no próprio dia 1 de Dezembro, em horário a anunciar.

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publicado por Carlos Gomes às 07:12
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015
SOCIEDADE FILARMÓNICA OURIENSE DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA 1º DE DEZEMBRO

Oureenses em Lisboa vão apoiar a banda da Sociedade Filarmónica Ouriense

A Sociedade Filarmónica Ouriense é uma das orquestras filarmónicas que vai representar o Distrito de Santarém no desfile de bandas que vai decorrer no próximo dia 29 de novembro, na avenida da Liberdade.

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Trata-se de uma grandiosa jornada patriótica evocativa da data da Restauração da Independência Nacional em 1640, cujas comemorações devem manter-se vivas sob a forma de celebrações populares.

A organização é da iniciativa do Movimento 1º de Dezembro e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

As gentes do concelho de Ourém que vivem na região de Lisboa vão seguramente concentrar-se na avenida da Liberdade para aplaudir a banda da Sociedade Filarmónica Ouriense à sua passagem rumo à Praça dos Restauradores.

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publicado por Carlos Gomes às 15:12
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015
BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

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publicado por Carlos Gomes às 22:24
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Sábado, 7 de Novembro de 2015
MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO PREPARA DESFILE DAS BANDAS FILARMÓNICAS EM LISBOA

Desfile vai ter lugar em Lisboa no próximo dia 29 de novembro

Dezenas de bandas filarmónicas em representação de todos os distritos do país vão desfilar em Lisboa, no próximo dia 29 de novembro, no âmbito das comemorações do Dia da Restauração que se assinala a 1 de Dezembro. Entretanto, o Movimento 1º de Dezembro já entregou na Assembleia da República a petição nacional para a “Restauração imediata do feriado nacional do 1º de Dezembro”.

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A data histórica que assinala a recuperação da liberdade nacional é seguramente a que maior consenso gera entre os portugueses, promovendo a sua unidade, independentemente das suas convicções políticas e opções partidárias.

As celebrações em Lisboa da data evocativa da Restauração da Independência Nacional em 1640 adquiriram um especial significado num momento de particular crise como a que atualmente se vive, traduzindo-se ainda numa reivindicação pelo restabelecimento do feriado nacional. Aliás, a sua supressão teve o condão de transformar estas comemorações numa verdadeira manifestação popular de cariz patriótico que contrasta com o rumo político que nas últimas décadas tem vindo a ser imposto ao país.



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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015
RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 375 ANOS!

Portugal e a Catalunha estão nações unidas por laços históricos!

Passam 375 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

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Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

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Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 375 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

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publicado por Carlos Gomes às 13:47
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Sábado, 31 de Outubro de 2015
GALIZA E PORTUGAL: UM SÓ POVO E UMA SÓ NAÇÃO!

Por um compreensível desconhecimento, grande parte dos folcloristas portugueses possui um entendimento errado em relação ao folclore das gentes galegas, classificando-o de "espanhol" e confundindo-o com os usos e costumes dos demais povos peninsulares. Aliás, tal como sucede em relação à língua portuguesa que é o idioma da Galiza e que também é erradamente confundida com o castelhano que é a língua oficial de Espanha, também ela impropriamente por vezes designada por "espanhol".

Guimarães (24)

Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspeto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, atualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões - a Galiza!

Carlos Gomes / www.folclore-online.com



publicado por Carlos Gomes às 16:53
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PERSEGUIÇÃO AO NACIONALISMO GALEGO TRÁZ À MEMÓRIA REPRESSÃO DA DITADURA FRANQUISTA

Guarda Civil desenvolve operaçom contra Causa Galiza e detém nove pessoas

A Guardia Civil espanhola, sob comando da Audiencia Nacional daquele país, detivo nove pessoas nas últimas horas no ámbito de um dispositivo repressivo desenvolvido em todo o território galego. Há quatro pessoas detidas em Vigo, duas em Ponte Vedra e três em Boiro, Muros e Compostela.

Segundo informaçons policiais filtradas aos meios comerciais, a militáncia de Causa Galiza é a atingida desta vez polas forças policiais. Adicionalmente, o site da organizaçom política está neste momento fora do ar. Segundo a imprensa comercial, a operaçom terá como alvo "o entorno" do grupo Resistência Galega (RG). Parece que a acusaçom seria de 'enaltecimento do terrorismo', frequentemente usada polo regime espanhol nas suas operaçons contra independentistas, anarquistas e outros movimentos: a sua definiçom laxa permite alargar o ámbito das açons policiais.

Declaraçons do delegado do Governo mistura acusaçons de suposto "enaltecimento do terrorismo" com um alegado "golpe à organizaçom terrorista", enquanto o site de Causa Galiza na internet cai em simultáneo com o operativo.

O delegado do governo espanhol, o sinistro Santiago Villanueva, ameaçou com mais detençons e registos ao longo do dia de hoje (30/10), acrescentando que a razzia suporia "um duro golpe para a organizaçom terrorista", no que parece um totum revolutum em que entram a suposta acusaçom de "enaltecimento" e o que se apresenta como "golpe à organizaçom".

De facto, à medida que se conhecem os nomes de vários detidos confirma-se tratar-se de militantes e dirigentes independentistas de trajetória pública e conhecida à frente de Causa Galiza. Ao que todo indica, poderá ser essa atividade política a que sirva para tentar justificar um operativo propagandístico dos que periodicamente ordena o Estado espanhol no nosso país.

Villanueva garantiu que as nove pessoas detidas serám conduzidas a Madrid para apresentarem depoimento perante juízes da Audiência Nacional espanhola, tribunal especial para assuntos políticos que dá continuidade ao Tribunal de Ordem Pública franquista.

Razzia contra Causa Galiza: Nove militantes independentistas detidos em diferentes pontos do País

O Ministério espanhol do Interior informou já de alguns pormenores da acusaçom que terá levado as forças repressivas espanholas levar detidas das suas moradas nove militantes de Causa Galiza. O principal motivo da acusaçom de "enaltecimento do terrorismo" parece estar na organizaçom do Dia da Galiza Combatente, a 11 de outubro, por parte dessa organizaçom política. Na verdade, essa data vem comemorando-se desde inícios do presente século, instituída por NÓS-Unidade Popular em 2002 no calendário anual independentista, mas só 15 anos depois é que se produzem as primeiras detençons por esse motivo.

Entre a "literatura" incluída no comunicado do Ministério espanhol do Interior para justificar a razzia, inclui-se a suposta participaçom de um dos detidos no EGPGC, organizaçom armada galega desaparecida há 25 anos.

Os meios de comunicaçom da burguesia já começárom a "arejar" os currículos e histórias do independentismo que habitualmente saem das gavetas policiais para dar cobertura "informativa" aos operativos repressivos.

A história como farsa volta à cena.

"Apoiar postulados", acusaçom política contra os 9 independentistas galegos detidos

Continuam presas as nove pessoas detidas ontem em diferentes pontos da Galiza, pola Guarda Civil espanhola.

A acusaçom: “apoiar os postulados” da fantasmal “organizaçom terrorista” Resistência Galega. Os vizinhos e vizinhas de Vigo, Compostela, Boiro, Ourense, Muros e Ponte Vedra detidos ontem nessas localidades continuam isolados à espera de comparecerem no tribunal de exceçom espanhol para assuntos políticos, a Audiência Nacional.

Várias concentraçons juntárom ontem centenas de pessoas nas localidades onde se produzírom as detençons e noutras, reclamando a liberdade das pessoas detidas e denunciando a perseguiçom de ideias, nomeadamente as independentistas.

Organizaçons políticas e entidades sociais galegas e internacionais bascas e catalás denunciárom publicamente o operativo da Guarda Civil, enquanto o Ministério espanhol do Interior falava de acusaçons inauditas como a convocatória de atos políticos, concretamente o Dia da Galiza Combatente no dia 11 de outubro, ou de um abstrato “apoio aos postulados” da Resistência Galega como motivo da detençom.

Os factos som que a Executiva de umha organizaçom política, Causa Galiza, foi detida nesta sexta-feira, sob a acusaçom, segundo o delegado do Governo espanhol na Galiza, de “enaltecimento”. Dali a pouco, falou-se de um suposto “forte golpe” à fantasmagórica “Resistência Galega”, e mesmo acusando Causa Galiza de ser o “braço político” desse grupo.

Especial inconsistência parece caraterizar a "acusaçom" de convocar o Dia da Galiza Combatente e apresentar isso como motivo da “Operaçom Jaro”, quando é notório e conhecido que essa data é comemorada por diferentes organizaçons do independentismo galego desde 2002, sem que nunca se tenha alegado qualquer infraçom relacionada com um ato político como esse.

Entre as “provas” requisadas, a “frente informativa” do Ministério do Interior, através dos meios de referência, nom passárom de falar de “abundante material” como pastas, documentaçom e propaganda que a Guarda Civil levou “em sacos e caixas”.

Para completar a “caldeirada terrorista”, referências ao historial político dos detidos e recuperaçom da mitologia policial anti-independentista...

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/



publicado por Carlos Gomes às 13:23
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015
PENÍNSULA IBÉRICA VÊ NASCER UMA NOVA NAÇÃO INDEPENDENTE: A CATALUNHA!

Dentro em breve, a Europa poderá assistir ao nascimento de uma nova nação soberana e independente na Península Ibérica: a Catalunha!

Os catalães vão no próximo dia 27 de setembro ser chamados a votar para as eleições autonómicas da região, as quais vão constituir na prática um plebiscito à independência.

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Apesar do decreto que convoca as referidas eleições não incluir qualquer referência ao carácter plebiscitário das mesmas, as forças políticas nacionalistas formaram a frente independentista “Juntos Pelo Sim” – “Junts pel sí”, em catalão – congregando a Convergência Democrática de Artur Mas, a Esquerda Republicana da Catalunha de Oriol Junqueras e os comunistas das Candidaturas de Unidade Popular.

Porém, o projeto de independência da Catalunha conta com a oposição do PSC (Partido Socialista da Catalunha), o PPC (Partido Popular da Catalunha), a ICV-EUiA (partido comunista) e o Catalunya Sí que es Pot (Podemos catalão) e do Ciudadanos.

Perante a manifesta dificuldade da Espanha vir a adotar um modelo federal, quer sob o regime monárquico ou republicano, o caminho iniciado pela Catalunha rumo à independência parece irreversível.

Uma eventual declaração unilateral da independência por parte da Catalunha trará profundas alterações políticas na Península Ibérica e a nível europeu. O independentismo catalão preconiza a construção de um Estado Federado do qual farão ainda parte a Comunidade Valenciana, Aragão, Ilhas Baleares, El Carxe (Comarca de Múrcia), Andorra, o território francês do Rossilhão (Catalunha Norte) e L’Alguer, na Sardenha, em Itália.

Entretanto, o exemplo da Catalunha pode ainda vir a ser seguido pelo País Basco (Euskadi) com evidentes consequências no mapa político de França, a Galiza e as Canárias, despertando os nacionalismos adormecidos nos mais variados pontos da Europa, à semelhança do que ocorreu no século XIX.

À semelhança do que sucedeu com o Sacro Império Romano-Germânico de Carlos Magno que em grande medida inspirou os construtores da atual União Europeia, a crise económica e financeira e o encerramento das fronteiras pode ditar o seu fim e abrir o caminho à reconfiguração da Europa com o aparecimento de novas nações.

De uma coisa temos a certeza: os catalães estão a fazer História. Nós, portugueses, recuperámos a independência face a Espanha em 1640 – nessa altura, a revolta da Catalunha foi esmagada!



publicado por Carlos Gomes às 15:48
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015
PARLAMENTO DA GALIZA APROVA POR UNANIMIDADE INTRODUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO

O Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e a Junta da Galiza celebraram hoje o “Memorando de Entendimento para a Adoção do Português como Língua Estrangeira de Opção e Avaliação Curricular no Sistema Educativo Não Universitário da Comunidade Autónoma da Galiza”.

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A cerimónia teve lugar na presença do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, e do Presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, sendo os signatários o Embaixador de Portugal em Madrid, Francisco Ribeiro de Menezes, em representação da Presidente do Camões, I.P, e o Conselheiro de Cultura, Educação e Ordenação Universitária, Román Rodríguez González, em nome da Junta.

O Presidente da República deslocou-se hoje à Corunha, Espanha, para entregar as medalhas de ouro do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e assistir à cerimónia de assinatura do memorando sobre o ensino do português na Galiza. Na ocasião, Cavaco Silva discursou na Real Academia Galega, tendo considerado um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

O Prof. Cavaco Silva considerou que “o ensino do português como língua estrangeira em vários níveis do ensino na Galiza contribuirá certamente para um melhor conhecimento recíproco dos povos, para a intensificação do diálogo cultural mas também para o reforço das relações económicas, empresariais e de investimento que já são bastante intensas entre Portugal e a Galiza mas que queremos que se reforcem ainda mais no futuro”, acrescentando que este é um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

Na realidade, a introdução da Língua Portuguesa na Galiza não constitui o ensino de uma língua estrangeira mas tão-somente da afirmação de um idioma que é comum às gentes de Portugal e da Galiza.

A Língua portuguesa é atualmente ensinada na Galiza em 32 centros de Educação Secundária a 861 alunos e nas Escolas Oficiais de Idiomas a 1.122 alunos. A reintegração do galego no universo linguístico da Língua Portuguesa e a sua adesão à comunidade lusófona constituem importantes bandeiras de afirmação do nacionalismo galego.



publicado por Carlos Gomes às 21:15
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2014
ENQUANTO A LÍNGUA PORTUGUESA VIVER O GALEGO NÃO MORRERÁ!

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publicado por Carlos Gomes às 00:04
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
CANTARES GALLEGOS: POESIA DE ROSALÍA DE CASTRO É PARTE INTEGRANTE DA LITERATURA PORTUGUESA

Considerada a fundadora da moderna literatura galega, a escritora e poetisa Rosalía de Castro foi a iniciadora do Rexurdimento, movimento cultural que constitui o germe do nacionalismo galego. A publicação da sua obra Cantares Gallegos, da qual extraímos o poema “Adeus, rios; adeus, fontes”, é actualmente assinalado como o Dia das Letras Galegas.

Rosalía de Castro é um dos grandes vultos da literatura galega, o mesmo é dizer da Língua portuguesa que se emprega na Galiza. E, tal como se verifica com o cancioneiro medieval galaico-minhoto, também a poesia de Rosalía de Castro e, de uma maneira geral a literatura galega, deveria ser difundida e estudada em Portugal.

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Adeus, rios; adeus, fontes

 

Adeus, rios; adeus, fontes;

adeus, regatos pequenos;

adeus, vista dos meus olhos;

não sei quando nos veremos.

 

Minha terra, minha terra,

terra onde me eu criei,

hortinha que quero tanto,

figueirinhas que plantei,

 

prados, rios, arvoredos,

pinhares que move o vento,

passarinhos piadores,

casinha do meu contento,

 

moinho dos castanhais,

noites claras de luar,

campainhas timbradoras

da igrejinha do lugar,

 

amorinhas das silveiras

que eu lhe dava ao meu amor,

caminhinhos entre o milho,

adeus para sempre a vós!

 

Adeus, glória! Adeus, contento!

Deixo a casa onde nasci,

Deixo a aldeia que conheço

Por um mundo que não vi!

 

Deixo amigos por estranhos,

deixo a veiga pelo mar,

deixo, enfim, quanto bem quero…

Quem pudera o não deixar!...

 

Mas sou pobre e, malpecado!

a minha terra n’é minha,

que até lhe dão prestado

a beira por que caminha

ao que nasceu desditado.

 

Tenho-vos, pois, que deixar,

hortinha que tanto amei,

fogueirinha do meu lar,

arvorinhas que plantei,

fontinha do cabanal.

 

Adeus, adeus, que me vou,

ervinhas do campo-santo,

onde meu pai se enterrou,

ervinhas que biquei tanto,

terrinha que nos criou.

 

Adeus, Virgem da Assunção,

branca como um serafim;

levo-vos no coração;

vós pedi-lhe a Deus por mim,

minha Virgem da Assunção.

 

Já se ouvem longe, mui longe,

as campanas do Pomar;

para mim, ai!, coitadinho,

nunca mais hão de tocar.

 

Já se ouvem longe, mais longe…

Cada bad’lada uma dor;

vou-me só e sem arrimo…

Minha terra, adeus me vou!

 

Adeus também, queridinha…

Adeus por sempre quiçá!...

Digo-che este adeus chorando

desde a beirinha do mar.

 

Não me olvides, queridinha,

Se morro de solidão…

Tantas léguas mar adentro…

Minha casinha!, meu lar!

 

Rosalía de Castro, Cantares Gallegos, edição de Higino Martins Esteves

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

 



publicado por Carlos Gomes às 10:58
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