Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sexta-feira, 27 de Maio de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



publicado por Carlos Gomes às 22:01
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2016
PAN ESTÁ PREOCUPADO COM EFEITOS DA POLUIÇÃO MARÍTIMA NA PRESERVAÇÃO DA SARDINHA

PAN aborda o impacto da poluição marítima na saúde pública e a preservação dos stocks da sardinha

  • Recomenda ao governo que declare a costa portuguesa como Área de Emissões Controladas
  • Salvaguardar a saúde pública à semelhança do que foi feito por outros países da Europa
  • Recomenda ao governo que proceda à elaboração de estudo científico sobre as flutuações na abundância da sardinha
  • Variações na abundância da espécie constituem questões para as quais são necessárias respostas

O PAN – Pessoas - Animais - Natureza avança hoje com duas iniciativas legislativas. Por um lado, recomenda ao governo que declare a costa portuguesa como Área de Emissões Controladas, por uma diminuição significativa da poluição atmosférica costeira, uma redução dos custos humanos para as populações, com impactos positivos na saúde pública e financeiros para o Estado. Por outro lado, recomenda ao governo que proceda à elaboração de estudo científico sobre as flutuações na abundância da sardinha.

A velocidade a que se têm acelerado as transações internacionais de mercadorias obriga a que mais e maiores navios naveguem os mares, com elevado impacto na sustentabilidade do planeta. A costa portuguesa é uma das costas mais frequentadas e congestionadas do mundo e, por consequência, uma das que maior poluição atmosférica apresenta. O impacto da poluição atmosférica na saúde pública mantém-se elevado em toda a Europa, mas está a diminuir em geral por via da regulamentação europeia para o controlo das emissões gasosas de fontes de emissão terrestres. No entanto, as emissões gasosas devidas ao aumento do tráfego marítimo internacional nas costas europeias continuam a aumentar, gerando impactos na saúde pública das populações costeiras em diversos países, nomeadamente cancro, asma, ataques cardíacos e mortalidade prematura.

As emissões de partículas emitidas pelos navios a nível mundial têm impactos na saúde. Calcula-se que as despesas de saúde na Europa devidas à contribuição das emissões de poluentes originadas pelo Shipping deverão aumentar dos 7% em 2000, ou seja, € 58,4 mil milhões de euros, para 12% em 2020, atingindo um valor de cerca de € 64,1 mil milhões de euros.

De forma a mitigar o impacto das emissões gasosas originadas pelos navios, vários países da Europa (Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estónia, Letônia, Lituânia, Polônia e Alemanha), implementaram Áreas de Emissões Controladas (designadas de modo abreviado por ECA’s), só podendo circular na sua costa os navios que navegam a gasóleo (com baixo teor de enxofre) ou a combustível pesado (Heavy Fuel Oil) desde que com sistemas de tratamento de gases.

Em Portugal, não existem indicadores estatísticos que permitam aferir qual o número de óbitos relacionados com as patologias diretamente associadas às emissões de partículas, pela queima de combustíveis. Dado o elevado tráfego de navios ao longo da costa nacional, com tendência clara para aumentar ainda mais, pelo menos até 2020, e dado que tal facto acarreta custos humanos é necessário atuar para contrariar a atual situação, pelo que a declaração de toda a costa portuguesa como zona de emissão controlada, à semelhança do que foi feito por outros países para melhorarem a qualidade do ar, seria um primeiro passo bastante relevante.

Por outro lado, a sardinha, a espécie mais capturada em Portugal, tem apresentado flutuações periódicas na sua abundância, não se conhecendo a causa ou causas para esse facto. Até 2011, as capturas de sardinha situavam-se acima das 50 mil toneladas, iniciando-se após aquele ano uma quebra acentuada.

Segundo a Nota de Imprensa sobre “Campanha da Sardinha em 2016” divulgada pelo Gabinete da Ministra do Mar, foi determinada a realização de um cruzeiro científico sobre a sardinha, tendo os dados apurados demonstrado um aumento da biomassa de sardinha, ou seja, cada vez existem menos sardinhas e um aumento considerável do recrutamento, ou seja, não estão a nascer sardinhas. Assim, foi determinado como limite de capturas as 10 mil toneladas até Julho, sendo esperado pelo Governo que os níveis de captura sejam revistos em alta, o que permitirá atingir as 19 mil toneladas até ao final do ano. As variações na abundância desta espécie constituem questões para as quais tem que se saber dar resposta. É necessário conhecer cientificamente e de modo aprofundado a espécie, para melhor compreender os efeitos das pressões antropogénicas e ambientais sobre os organismos e o ambiente marinho em geral.



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Segunda-feira, 23 de Maio de 2016
FÁTIMA RECEBE PEREGRINAÇÃO DOS PESCADORES

PESCADORES



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Sábado, 7 de Maio de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA



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Domingo, 10 de Abril de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



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Quinta-feira, 17 de Março de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
PESCADORES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

PESCADORES



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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016
PESCADORES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

PESCADORES



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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016
SANTUÁRIO DE FÁTIMA RECEBE PEREGRINAÇÃO DOS PESCADORES

PESCADORES



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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2016
PESCADORES DE PORTUGAL PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



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Sábado, 22 de Agosto de 2015
GOVERNO PROÍBE PESCA DA SARDINHA EM PENICHE E NAZARÉ

Tratado de Lisboa entregou a Bruxelas a gestão dos recursos marinhos da ZEE Portuguesa

A partir deste momento e até ao final do ano, os pescadores e armadores de Peniche e Sesimbra estão proibidos de pescar sardinha na costa portuguesa. Mais de três centenas de pescadores e 20 empresas do sector têm o futuro em risco. Em causa está o Plano de Acção da Pesca da Sardinha que fixa a quota limite de captura, de acordo com as diretivas da União Europeia.

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Esta medida não irá afetar a indústria conserveira nacional uma vez que esta tem é abastecida sobretudo por empresas pesqueiras de Espanha, França e Marrocos que não conhecem as mesmas limitações.

Recorde-se a propósito que o Tratado de Lisboa transferiu para Bruxelas a gestão dos recursos marinhos da Zona Económica Exclusiva de Portugal.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 12:52
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Sábado, 6 de Junho de 2015
OUREENSES PESCAM NA BARRAGEM DO CARRIL



publicado por Carlos Gomes às 23:49
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA

A qualidade da sardinha depende em grande medida do começo da nortada

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

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De origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com

Fotos: Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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publicado por Carlos Gomes às 11:40
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
PESCADORES REALIZAM ENCONTRO EM FÁTIMA

cartazes festa dos pescadores (3)



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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
PESCADORES REALIZAM ENCONTRO EM FÁTIMA

cartazes festa dos pescadores (3)



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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
PESCADORES REALIZAM ENCONTRO EM FÁTIMA

cartazes festa dos pescadores (3)



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Sábado, 11 de Abril de 2015
PESCADORES DE PORTUGAL RUMAM A FÁTIMA

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014
UNIÃO EUROPEIA DÁ UM CHOURIÇO A QUEM LHE DEU O PORCO

Bruxelas concede a Portugal aumento das quotas de pesca em 7,8% na ZEE portuguesa

Os ministros das Pescas da União Europeia concederam aos pescadores portugueses a possibilidade de poder capturar mais pescada e carapau e menos lagostim, traduzido num aumento global de 7,8% em relação ao ano anterior.

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A União Europeia autoriza Portugal a aumentar as quotas individuais como na pescada em 15%, o equivalente a mais 634 toneladas, no carapau em 10% e no tamboril em6%. Em contrapartida, terá de diminui a pesca de lagostim em 10%, ou menos 18 toneladas, comparativamente ao ano ainda em curso, e de raias, também de 10%, ou menos 117 toneladas. Noutras espécies, Portugal mantém as quotas que lhe foram atribuídas em 2013, casos do biqueirão, juliana, linguado e solha.

A generosidade deste acordo que a ministra da Agricultura e do Mar classifica como “histórico” sugere-nos o dito popular segundo o qual “a União Europeia dá-nos um chouriço após lhe oferecermos o porco”. Refira-se que, aquando do Tratado de Lisboa, o governo português transferiu para a União Europeia a gestão das pescas na área da Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa.

Carlos Gomes

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/



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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
OUREENSES VÃO À PESCA Á BARRAGEM DO CARRIL



publicado por Carlos Gomes às 00:02
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014
OUREENSES VÃO À PESCA Á BARRAGEM DO CARRIL



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Domingo, 8 de Janeiro de 2012
FÁTIMA: “FAÇA O PAÍS O QUE FIZERAM ESTES BRAVOS PESCADORES E NÃO SE AFUNDARÁ!”

Pároco de Caxinas diz que ida a Fátima é «expressão da fé viva» dos homens resgatados

Os seis pescadores de Caxinas salvos em dezembro depois de 60 horas em alto mar, foram hoje considerados exemplo pelo padre Manuel Santos José, durante uma celebração eucarística no Santuário de Fátima.

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“Faça o país o que fizeram estes bravos pescadores e o país não se afundará” referiu um dos capelães do santuário na homilia enviada à Agência ECCLESIA, durante a missa em que participaram os seis pescadores resgatados e centenas de amigos e familiares que os acompanharam à Cova da Iria.

A devoção afirmada pelos homens resgatados é “uma grande parábola para o nosso país mergulhado em crise económica, financeira e de valores, tomado pelo medo, pânico”.

Os homens de Caxinas levaram “uma arma poderosa, capaz de vencer todas as batalhas” e nela encontraram “força” para se manterem “unidos” e para viverem as “horas amargas em admirável espírito de solidariedade e de fraternidade: um por todos e todos por um”, apontou o sacerdote referindo o terço que juntou os homens em oração durante os dias em que estiveram no mar.

Antes da celebração da eucaristia, os seis pescadores foram junto da imagem de Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições, e ofereceram o terço, que permaneceu durante a celebração em cima do altar, num gesto que foi saudado pelos presentes com uma salva de palmas.

Para o padre Domingos Araújo, pároco de Caxinas, localidade de Vila do Conde, a viagem a Fátima é expressão “da fé viva dos pescadores”.

“Os que estavam em terra já todos tínhamos perdido a esperança, mas eles confiantes em Maria e em Deus, não desanimaram, e viram o terço como uma arma, uma boia de salvação”, afirma o sacerdote em declarações à Agência ECLESIA.

Segundo o pároco milhares de pessoas acompanharam os seis pescadores que “atribuindo a graça de se salvarem a Nossa Senhora, quiseram vir a Fátima entregar o terço pelo qual tantas vezes rezaram”.

“Nestes dias muitos me confidenciavam que não podendo vir, estavam aqui de coração”, refere o sacerdote apontando que a “tónica da alegria está patente hoje” nos rostos de quem se deslocou a Fátima mas também dos que ficaram em Caxinas.

LS

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 00:47
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Sábado, 3 de Dezembro de 2011
HOMENAGEM AOS PESCADORES QUE NÃO TEMEM O MAR!

Em virtude da sua localização geográfica afastada do mar, Ourém não é terra de pescadores nem vive no seu quotidiano a angústia das suas gentes, sempre que este se revela traiçoeiro em relação àqueles que nele se aventuram para retirarem o seu sustento. Porém, não nos sentimos indiferentes à sua sorte nem deixamos de partilhar a alegria das famílias que, nas Caxinas, tiveram a felicidade de ter os seus de volta quando o pior desfecho já era temido. Nesse sentido, partilhados com os nossos leitores um artigo hoje publicado no BLOGUE DO MINHO, em http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/.

Como disse o sábio grego Platão, existem no mundo três espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar. Essa verdade torna-se particularmente evidente quando, na praia, as mulheres aguardam ansiosas o regresso dos pescadores, trazendo consigo o peixe que há-de ser o seu sustento. Mas, sobretudo, o retorno com vida para junto dos seus. Não raras as vezes, as horas de espera angustiosa transformam-se em luto, dor e raiva porque o mar lhes roubou o marido, deixando viúvas e órfãos à mercê dos infortúnios da vida.

Face ao perigo que enfrenta e aos receios pelos riscos que corre, o pescador não pode temer o mar e sentir-se dominado pelo medo: ele tem de regressar ao mar. Caso contrário, aguarda-o a fome, a miséria e o desprezo dos restantes membros da comunidade. A tarefa não é fácil e alguns, revelando-se incapazes, acabam por afogar uma existência miserável no álcool, refugiando-se nas tabernas, vendo ao longe o bulício do cais e as embarcações zarpar.

A pescaria pode ser abundante mas, em casa do pescador, a mesa nunca é farta. Quando está mau tempo não podem trabalhar ou perdem redes. Existem alturas que o peixe que mal chega para custear o combustível do barco. E, quando apanham bastante peixe, este passa a valer pouco dinheiro… na lota, quais predadores à espera do cardume, os intermediários disputam ávidos pelo melhor preço que lhes vai permitir obter o maior lucro na transacção até chegar ao prato do consumidor!

A pesca é uma das actividades mais remotas do Homem representando, desde tempos imemoriais, um dos seus meios de subsistência. Entre os primitivos cristãos, adquiriu um significado tão especial que o peixe constituiu um dos seus primeiros símbolos. São inúmeras as passagens bíblicas que fazem alusão à pesca e aos pescadores. De resto, encontravam-se entre os apóstolos de Jesus Cristo alguns pescadores, tendo sido porventura Simão, chamado Pedro, o que ficou mais célebre por ter-lhe sido confiada a missão de fundar a Igreja.

Aos pescadores portugueses se deve em grande parte a histórica grandeza de Portugal porque foi também com base nos seus conhecimentos e experiência que se planearam e realizaram os Descobrimentos marítimos, da barca se fez caravela e das nossas praias se partiu para os quatro cantos do mundo. Não fora o mar e as suas gentes e jamais Portugal poderia ter permanecido como uma nação livre ao longo de mais de oito séculos de existência.

No seio da comunidade que somos todos nós – os portugueses – constituem os pescadores uma sociedade com o seu próprio modo de vida, a sua característica maneira de ser, os seus usos e costumes. A sua vida é feita junto à praia perto da qual habitam, observando diariamente o mar à distância sempre que não entra nele para ir pescar. Em regra, estabelecem entre si os mais estreitos laços de parentesco, estabelecendo uma genealogia que por vezes é representada através de símbolos, dos quais se destacam as famosas siglas poveiras. De norte a sul do país, entre as diferentes comunidades piscatórias, liga-as uma origem e um passado comum, a que não são alheias as medidas empreendidas ao longo de séculos para povoar o litoral e, desse modo, garantir a vigilância costeira e a sobrevivência das populações.

Foi ainda a preocupação em assegurar o sustento de uma população que, em resultado da revolução industrial, registava um notável crescimento demográfico, o que levou Portugal a virar-se de novo para o mar a partir dos finais do século XIX, tornando-se por impulso do Rei D. Carlos um dos países pioneiros na moderna investigação oceanográfica, o que veio abrir caminho à industrialização da actividade piscatória. Mas, ao lado desta, subsiste a pesca artesanal como base da subsistência de pequenas comunidades de pescadores que fazem ainda da pesca o seu modo de vida porque foi esse o legado que lhes deixaram os seus antepassados. Os pescadores, como referiu Platão, pertencem ao género de homens que andam no mar!

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

Vila Praia de Âncora - Jul2010 (111)

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publicado por Carlos Gomes às 21:12
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