Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
OURÉM INAUGURA EXPOSIÇÃO DE DESENHO E POESIA

Ourém inaugura a exposição “Confins da Infância”, poesia de Lains de Ourém e desenhos de Ana Oliveira que terá lugar no dia 25 de junho, com a apresentação do livro às16:30 horas, na Pousada de Ourém, seguindo-se a inauguração da exposição na Galeria da Vila Medieval de Ourém.

CARTAZ Exposição confins_Jun'16.jpg

Exposição patente de 25 de junho a 21 de agosto de 2016

Tínhamos, e talvez não soubéssemos, encontro marcado desde o início dos tempos. A mesma terra que nos possibilitou a junção, foi a mesma que deu à nossa infância e juventude a possibilidade dos pássaros. E das ribeiras, das pedras da serra e da lama dos aluviais nos pés descalços rente às raízes dos milheirais. Tivemos infâncias diferentes e iguais, como agora vos mostramos. A Ana sabe dizer do que ama no incrivel talento dos traços (aprendeu, por certo, nas oliveiras). Eu presto homenagem ao menino que fui até morrer buscando as palavras rente ao que li e levei na mochila para a pesca, onde ia na ânsia dos mergulhos às escondidas da preocupação dos pais e da avó Mimi. Deixamo-vos entre os alguidares de barro e as manhãs frias rendadas pelo cantar das aves. Vimos dizer-vos da sublime comoção que é a percepção da vida: rápida e feliz melancolia. Olhai as aves, rente ao nosso silêncio.

António Galamba

ENTRADA LIVRE

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo – das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Contactos: tel.: 249 540 900 (6831) | tlm: 919585003 | 910 502 917 | museu@mail.cm-ourem.pt | www.museu.cm-ourem.pt



publicado por Carlos Gomes às 00:49
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Domingo, 8 de Maio de 2016
“A PENA E A LANÇA” – UM LIVRO DA AUTORIA DO VICE-ALMIRANTE ANTÓNIO SILVA RIBEIRO ATRAVÉS DO QUAL SE REALÇA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA E DA LITERATURA NA CELEBRAÇÃO DOS GRANDES FEITOS MILITARES

Inspirado no Canto V d’Os Lusíadas, o livro “A Pena e a Lança” da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro é um “Ensaio sobre o pouco conhecimento e a rara celebração dos feitos militares e dos heróis nacionais”. Trata-se de uma edição de autor e é dedicada ao Professor Doutor Adriano Moreira por “no Instituto Superior naval de Guerra (ISNG), no ano lectivo de 1989-1990, ter despertado em mim o gosto pelo estudo das Humanidades”.

Fundamentando os argumentos em acontecimentos históricos da antiguidade clássica ou mais modernamente nos feitos dos portugueses celebrados através do poema épico de Os Lusíadas, constitui esta obra um estudo da maior atualidade e pertinência porquanto procura realçar a importância da História e da Literatura na celebração dos grandes feitos bélicos protagonizados pelos portugueses. E, a comprovar a validade da sua tese, dá como exemplo a forma como passaram despercebidas as comemorações recentes do 6º Centenário da tomada de Ceuta, empreendimento no entanto considerado a todos os títulos notável.

Em forma de justificação, o autor recorre ao insigne poeta Luís Vaz de Camões quando este afirma através dos seus versos “Enfim não houve forte Capitão / Que não fosse também douto e ciente”, para concluir que “não basta ser um militar valoroso, capaz de cometer façanhas bélicas invulgares”, mas que “os líderes militares precisam de ter, igualmente, instrução e sabedoria para transmitirem essas ações através da escrita, como fazem os heróis dos outros países, a quem não falta eloquência. Em sua opinião, Portugal produz gente de enorme heroísmo e grande valia bélica, mas, por ser rude e inculta, dificilmente dai da penumbra da História”.

O Vice-almirante António Silva Ribeira é natural do concelho de Pombal e possui vasta obra publicada de entre a qual salientamos “A Hidrografia nos Descobrimentos Portugueses” e a “Cartografia Naútica Portuguesa dos Séculos XV a XVII”. É um académico especializado nas áreas de Estratégia, Ciência Politica e História, lecionando e supervisionando investigações em algumas das principais Universidades e Centros de Investigação de Portugal. Tem uma extensa obra publicada, e é orador habitual em conferências sobre Assuntos Militares e Políticos, Relações Internacionais e Estratégia.

É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, professor militar da Escola Naval e professor coordenador do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração. O seu principal tema de investigação é o planeamento estratégico, embora se interesse por estratégia marítima, estratégia militar, política internacional, sociologia militar, história militar, história marítima e história da hidrografia.

O Vice-almirante Silva Ribeiro é membro do Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha, da Academia de Marinha, do Centro de Estudos do Mar, da Liga dos Combatentes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, do Centro Português de Geopolítica, da Comissão Portuguesa de História Militar, da Revista Militar, da Revista Nação e Defesa, da Revista Segurança e Defesa, do Clube Militar Naval, do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada, do Grupo de Amigos de Olivença, da Revista de Relações Internacionais e da Revista de Ciências Militares.

Foto: Revista da Armada



publicado por Carlos Gomes às 17:48
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016
ANTOLOGIA POÉTICA SOBRE A VIRGEM MARIA VAI SER APRESENTADO EM FÁTIMA

CONVITE- Mulher mais livre_2ª edicao



publicado por Carlos Gomes às 10:29
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015
MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA APRESENTA POESIA E EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

CONSOLATA MUSEU - | Arte Sacra e Etnologia no dia 5 de dezembro, sábado.

*16h00 - Tarde de Poesia Natalícia |Declamação de poemas por crianças do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Ourém.

*17h00 - Cerimónia oficial da abertura da exposição temporária «Mães coragem … e o vazio das crianças que não puderam ser felizes» - Fotografias de Francisco Pedro

Os vinte e quatro trabalhos do jornalista Francisco Pedro são resultado da viagem que realizou em 2014 à Guiné- Bissau e pretendem servir como um alerta para o sacrifício de bebés que continua a verificar-se naquele país africano, através de um singelo tributo às muitas mães que têm a coragem de salvar os seus filhos, contrariando as crenças e tradições tribais

Através do olhar feliz das crianças retratadas, o autor procura também enaltecer «o trabalho fantástico» que está a ser feito em Bissau pela Cáritas, diocese e religiosas da comunidade de Santa Mariana de Jesus, ao acolherem muitas das crianças rejeitadas, na Casa Bambaran. E realçar o esforço das irmãs missionárias da Consolata, através das ações de sensibilização junto das comunidades rurais, um pouco por todo o país.

A exposição poderá ser vista até 3 de janeiro de 2016 de terça a domingo das 10h00 às 19h00 em outubro e de novembro a janeiro das 10h00 às 17h00.



publicado por Carlos Gomes às 16:40
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015
MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA PROMOVE EM FÁTIMA TARDE DE POESIA NATALÍCIA

O CONSOLATA Museu Arte Sacra e Etnologia em Fátima e a sua Liga de Amigos irão organizar no dia 5 de dezembro, sábado, pelas 16h00, uma Tarde de Poesia Natalícia com declamação de poemas por algumas crianças do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Ourém.

Acompanhada de diversos momentos musicais e algumas surpresas, esta atividade pretende, através das crianças, chamar a atenção para o verdadeiro significado do Natal. Este projeto surgiu em 2001 com grande êxito, repetindo-se durante sete anos consecutivos. Retoma-se o evento como forma de aproximar o museu da comunidade, dando a conhecer uma notável coleção de presépios e Meninos Jesus desde o século XVI aos nossos dias.

Pelas 17h00 decorrerá a cerimónia oficial da abertura da exposição temporária «Mães coragem … e o vazio das crianças que não puderam ser felizes» com fotografias do jornalista Francisco Pedro que são resultado da viagem realizada em 2014 à Guiné-Bissau onde, em Bissau, conheceu a Casa Bambaran, um centro de acolhimento para crianças órfãs, portadoras de deficiência e rejeitadas pelo estigma das tradições. Basta nascerem gémeas, terem alguma deficiência, serem feias de mais para o gosto dos pais para serem eliminadas. São rotuladas de crianças Irã ou crianças feiticeiras.

A entrada é livre.

Os vinte e quatro trabalhos do jornalista Francisco Pedro são resultado da viagem que realizou em 2014 à Guiné- Bissau e pretendem servir como um alerta para o sacrifício de bebés que continua a verificar-se naquele país africano, através de um singelo tributo às muitas mães que têm a coragem de salvar os seus filhos, contrariando as crenças e tradições tribais

Através do olhar feliz das crianças retratadas, o autor procura também enaltecer «o trabalho fantástico» que está a ser feito em Bissau pela Cáritas, diocese e religiosas da comunidade de Santa Mariana de Jesus, ao acolherem muitas das crianças rejeitadas, na Casa Bambaran. E realçar o esforço das irmãs missionárias da Consolata, através das ações de sensibilização junto das comunidades rurais, um pouco por todo o país.

A exposição poderá ser vista até 3 de janeiro de 2016 de terça a domingo das 10h00 às 19h00 em outubro e de novembro a janeiro das 10h00 às 17h00.



publicado por Carlos Gomes às 20:33
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015
POETISA MARIA DA CONCEIÇÃO DUQUE APRESENTA EM LEIRIA O SEU NOVO LIVRO DE POESIA

A Folheto Edições apresenta no próximo dia 24 de Outubro, pelas 16 horas, o livro de poesia “Da Alma e do Coração”, de São Duque, em sessão que terá lugar no Auditório da Filarmónica de S. Tiago de Marrazes, junto à Igreja de Marrazes, em Leiria. A apresentação do livro será da responsabilidade de Paulo Pires e Adélio Amaro, e haverá um apontamento poético.

Maria da Conceição do Espírito Santo Costa Duque nasceu a 26 de Novembro de 1952. Durante 30 anos trabalhou, com brio profissional, em defesa dos direitos dos trabalhadores e as suas respectivas famílias.

Mesmo estando já aposentada, mantém e nutre em si a ânsia de estar ao serviço dos que ainda precisam dela. Ela percebe, como ninguém, as necessidades dos mais velhos.

Hoje oferece-se como voluntária para partilhar as suas experiências académicas, profissionais e de vida quotidiana. E é assim que ensina na Universidade Sénior de Marinha Grande. Abre aos idosos novos horizontes de vida, convencen­do-os de que a idade de velhice tem uma magia própria.

Finalmente, ela, ao publicar este livro de poemas, lança aos seus alunos um desafio, um repto: é possível ser-se activo e criativo nesta fase de idade.

Prefácio

Há mais de 40 anos que conheço a autora, Maria da Conceição Duque (São Mao para os amigos). Era uma jovem alegre, graciosa e cheia de vida. Tinha os olhos abertos para abarcar e contemplar todo o universo visível, o coração escancarado ao mundo dos homens e a sua alma ávida e sedenta da presença divina na sua vida. Ao longo destes anos, acumulou um património invejável de experiências de vida que ela, agora, se dispõe a partilhar com os outros, todos, sem distinção, como canta num dos seus belos poemas, ora postos à disposição dos seus leitores, “Eu quero amar amar”.

As redes sociais constituem meios de comunicação claramente redutores. Hoje, elas invadem e promovem, de uma forma virtual, a relação entre os homens. De facto, a sua presença no mundo hodierno, é cada vez mais dominadora, alienante e castradora da liberdade e da privacidade da pessoa. Infelizmente, a sua circulação é cada vez mais globalizante! “Urge delimitar convenientemente as duas modalidades do espaço literário: o de criação e o da circulação”, reclama o poeta Ruy Belo.

Na verdade, actualmente, o espaço literário parece estar já preenchido pelas publicações de variados géneros literários, com destaque para a literatura de auto-ajuda. Muita produção poética hoje divulgada, com raras excepções, veicula ou uma atitude narcisista ou de uma profunda solidão provocada pela ausência do amor.

A nossa poetisa está consciente desta realidade

Por isso, a sua preocupação centra-se mais na “criação” do que no espaço da “circulação”. Desde que a criação seja comunicativa, a circulação seguir-se-lhe-á necessariamente, como corolário que se impõe pela sua própria força interior! Ela adopta como veículo das suas experiências poético-místicas uma linguagem simples, sem preocupações de rítmica e métrica, fazendo eco, deste modo, do conselho sábio Gusdorf, segundo o qual “a expressão perfeita significaria, para a pessoa, a manifestação plena do que ela é, sem qualquer reserva” (3).

É assim que ela abre o seu coração e deixa-o cantar as notas soltas ao sabor da existência, em uníssono com a humanidade, prostrada perante a beleza do universo e a transcendência divina. É isso que acontece quando “os loquitur de abundantia cordis”, (4)(a boca fala da abundância do coração).

Que canção entoa o coração desta poetisa? A melodia da sua alma. Daí o título do seu livro: “DA ALMA e DO CORAÇÃO”.

Que melodia é essa que embala as crianças, encanta os adultos e rejuvenesce os velhos? É a Melodia do AMOR. Exprime esse melodioso sentimento no poema, já atrás referenciado “Amar Amar”, ou seja, Amar o Amor! É a síntese mais bela do Amor, na sua plena e sublime transfiguração:

“Eu quero amar amar

Com todo o meu coração

Amar as pessoas e dar

a todos a minha atenção”

Por isso, exprime o seu desejo de ser cantora. Cantora de quê e para quê? Ela responde com singela candura:

“Queria ser cantora

para cantar o amor”.

Cantora do AMOR, portanto.

Quem ama assim, não exclui ninguém da sua vida. É impelido necessariamente para os outros. O apelo do amor é como um vendaval e a sua atraccão é vertiginosa, como assevera, convicto, o poeta Joaquim Pessoa: “se o amor é dos parvos, irei ter com eles” (5). A comunhão com os outros gerada pelo amor e no amor elimina e anula a “solidão na qual nasce a besta interior”, segundo Nietzsche. Quando se vive na solidão absoluta, “os outros são necessariamente o inferno”, na perspectiva de Sartre. No amor, os outros não são o inferno. Podem e devem ser o céu, entendido como o estado de harmonia e comunhão plena entre os homens.

Pela contemplação da beleza do universo, a nossa poetisa eleva-se, levita e chega ao seu Deus que considera como fonte da sua vida e de tudo o que existe. Está-Lhe profundamente grata por esse dom.

“Quero subir a montanha

e ver as estrelas brilharem

ver tudo quanto contenha

a mão do meu Senhor…”

Finalmente, lacra numa das páginas deste seu livro de poesias, um desejo profundo e intimista:

“Queria ser poeta

e saber fazer os outros felizes

ao lerem os meus escritos

e poderem dizer: valeu a pena.” 

Fernando Pessoa, enfático, concluiria assim:

“Tudo vale a pena

se alma não é pequena!”

Paulo Pires



publicado por Carlos Gomes às 22:24
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2015
POETISA ZAIVA PAIVA NUNES APRESENTA EM LEIRIA O SEU LIVRO “SONHOS”

A Folheto Edições leva a efeito a apresentação do livro de poesia “Sonhos”, da poetisa Zaida Paiva Nunes, que terá lugar no próximo dia 18 de Outubro de 2015, pelas 16:30 horas, na SEMPRAUDAZ – Associação Cultural, sita na Rua Barão de Viamonte (Rua Direita), n.ºs 11/13, em Leiria, no Centro Cívico de Leiria. A apresentação do livro será da responsabilidade de Adélio Amaro e Óscar Martins. Haverá um apontamento musical com Beatriz Sá Vieira que intervirá tocando guitarra clássica e um apontamento poético pelas vozes de Isabel Soares e David Teles Ferreira.

Zaida Manuela Esteves Teles e Paiva Santos Nunes nasceu em Leiria, a 15 de Junho de 1945. Estudou no Liceu Nacional de Leiria (antigo 7.º ano de Românicas) e no Magistério Primário de Leiria.

Faz parte da Academia de Letras e Artes Lusófonas – ACLAL, de que assumiu a cadeira do Patrono José Craveirinha.

Tem colaborado esporadicamente em alguns jornais e participado em várias antologias poéticas. Em 2004 publica “José Teles de Almeida Paiva – Uma Vida, Uma Época, Uma Cidade”, Folheto Edições. Na coleção “25 poemas”, Folheto Edições, publica “Pedaços de Mim”, “Talvez” e “Suave Trilogia”.

Editou dois blogues: “Gatimanhos” (2006-2007) e “Avó Zaida” (2006-2009) ed. Blogger.

Prefácio

Da imensidão dos lugares soam as vozes das musas e dos trovadores para lá dos muros de silêncios que as batalhas dos homens ergueram, nelas se espelham o sabor e o saber antigo dos sábios alquimistas, segredados aos ventos em luas de marés cheias.

Nem as árvores, nem as pedras, nem as serras e montanhas as detêm quando o clarim, suave e inumano, dos poetas ecoa às almas dos mortais, e assim erguem das suas moradas eternas aqueles que desta e daquela morte se desprendem do pó dos tempos, acumulado nas teias que a Sibila, e só ela, sabe destrinçar, sem nunca quebrar o fio congregado entre as palavras e os seres que habitam a terra arada pelos homens, inspirada pelos deuses, nascida entre o orvalho da manhã e a maresia do cair da noite, onde só algumas, poucas, sementes germinam, menos ainda crescem, e raras florescem e se reproduzem, no ciclo eterno da natureza ditada pelo chilrear dos rouxinóis na beira dos riachos desde a mais remota memória dos tempos, que a voz da cítara tangida à lareira pelo calor do aedo perpetua até nós.

Não pode, este ou aquele, deslindar os segredos guardados pelos ventos sem perceber a lei das coisas que geram a vida, sossegam a alma, elevam o espírito, e, inscritas nos astros, prendem em si próprias os sonhos confiados a mensageiros eleitos nos círculos de pedra na noite dos tempos. Através deles, apenas deles, ressoa o pulsar da terra e de todos os que habitam acima e abaixo das nuvens sopradas pelas estrelas até à luz celeste dos olhos de uma mulher, poetiza, sábia e artesã da palavra e do texto que inscreve na madeira a geografia do seu próprio ser, que bebeu a seiva da terra, o ar dos mares e o aroma do sol.

Para lá do tempo, do espaço, na penumbra da sombra do sol, o poema ressoa no olhar perspicaz de quem sabe ler os sentidos das coisas indizíveis, com cuja transmutação se emparelham os objectos vivos que deambulam na noite. A repetição dos mantras do universo foi sendo transmitida aquém e além das muralhas, nos espaços escondidos entre os sentidos das rimas, principalmente na ausência delas, guiados pelo aroma da voz que ecoa nas escarpas das falésias que todos os dias se erguem no ruído da civilização.

A palavra, assente nos in-fólios desde a aurora dos tempos, transmuta-se na arte da pessoa que grita em silêncios sentidos à flor da pele, pulsados pelo ritmo da vida, e nunca desligados dela, por isso inatingíveis à vulgaridade dos entes que, limitados pelo ciclo natural da programação dos próprios genes, se cingem a eles e não perscrutam o mapa sombrio que se esconde para lá do horizonte.

Para lá dos rios, dos mares, dos oceanos é preciso acreditar, crer fielmente no guia, deslindá-lo, tomá-lo seu, apropriar-se do que não é meu, nem seu, nem dele, senti-lo, vivê-lo, lê-lo, relê-lo até à exaustão.

Nem o mensageiro dos deuses que lhe roubou o fogo é dono dele, ou conhece a fonte donde emana a confiança, ou alcança o todo, o uno e indivisível absoluto que lhe foi incutido pela voz do sonho.

Já o desesperado leitor saberá jamais se o alcance da sua voz chegou ao fim, enternecido pelo calor terno da viagem que o poema leva até si, e é nessa viagem, fecundada no primeiro grito ecoado na floresta do desenvolvimento da pessoa humana, passado de geração em geração pelo balanço acalentado do berço, que nos deleitamos à sombra do barulho ensurdecedor dos testemunhos chegados até ao nosso íntimo pela boa vontade dos intérpretes dos segredos dos sonhos das almas humanas e inumanas.

Os segredos, ah os segredos, são isso mesmo desde sempre, queimados os ícaros pelo abrasador e indiscutível brilho dos deuses, tombados sobre o pó das estradas, espezinhados pela civilização e pela ciência exata nas academias, certezas alteradas ao ritmo frenético das novas descobertas da sempre eterna curiosidade humana.

Os sentimentos, apesar de tudo, permanecem imutáveis, século, após século, desamarram-se na escuridão da caverna e partem, vão para lá do consenso, arriscam desaparecer na própria existência muito antes do tempo chegado, e riscam, desenham o seu caminho pelas caudas dos cometas que passam à frente do nosso olhar, mesmo quando de olhos fechados, trémulos, temerariamente encaramos o fluir da vida.

A eles, na indescritível razão da própria existência efémera da essência humana, a alegria do nosso ser presta a homenagem devida, inexplicável, sentida apenas no estímulo que a luz do verso nos outorga e, guiados por ela, assumimos o desconhecimento da própria existência e vamos além dela, suplantando o tempo, passado, presente e futuro.

Alcanena em julho de 2015

Óscar Martins



publicado por Carlos Gomes às 19:27
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
JOÃO BAPTISTA-LOPES: UM OUREENSE QUE É O POETA DO FADO

A Folheto Edições leva a efeito a apresentação do livro “A Sebenta dos meus Versos” de JOÃO BAPTISTA-LOPES, que terá lugar no Restaurante Maria do Mar, Nazaré, no dia 25 de Setembro de 2015 (sexta-feira), pelas 19 horas, entrada livre. Pelas 21 horas, no mesmo local, haverá Jantar com Fado (necessário fazer reserva para o telfs.: 919 444 711 / 262 553 976), com os fadistas Lúcia Mourinho, Isabel Gil, João Baptista-Lopes, Marina Mar e Júlio, acompanhados por José Bacalhau (Guitarra Portuguesa) e António Queiroz (Viola de Fado).

João Baptista-Lopes nasceu e viveu os primeiros anos da sua vida em Ourém (Vila Nova de Ourém), onde fez o primeiro ano do Liceu, continuando, depois, na Nazaré (um dos alunos do 1.º ou 2.º ano de existência do Colégio D. Fuas Roupinho).

Partiu para Lisboa e regressou à Nazaré, onde passou os últimos anos da adolescência.

De regresso a Lisboa, ali fez parte da sua vida.

Entretanto, como a maior parte da sua geração, prestou serviço militar na Guiné, durante 28 meses.

Embora profissionalmente ligado aos têxteis e moda, foi sempre dando vida ao seu passatempo – o Fado. Em Lisboa cantou ao lado de grandes nomes do Fado, nomeadamente Alfredo Marceneiro, com quem manteve uma estreita relação de amizade. (Em 1973, a convite da etiqueta «Alvorada», gravou um disco 45 rpm, com poemas de Mário Cláudio e João Barge). Mais tarde (já a viver na Suíça) editou um CD com 12 temas de sua autoria.

Aos 41 anos, por estar ligado ao Trading, recebeu um convite para ir trabalhar para a Suíça, onde ficou até hoje.

Em Portugal, na Guiné e mais intensamente na Suíça, participou em actividades culturais, sobretudo, relacionadas com Portugal.

Já na Suíça, foi sendo solicitado para fazer traduções F/P e P/F. Após a sua passagem à reforma, dedicou-se mais assiduamente a esta actividade, quer oral, quer escrita e tornou-se tradutor oficial para o Cantão de Neuchâtel, em particular, mas actuando também em toda a Suíça de Língua oficial Francesa.

Contudo, sem a mesma assiduidade de agora, foi escrevendo, aqui e ali, alguns versos.

Só após a reforma, é que se dedicou mais seriamente ao exercício da rima na sua escrita, tendo editado em 2013 um caderno sobre a sua vila de nascimento (hoje cidade), com o título "Ourém a preto e branco / Anos 50 em sextilhas".

Com este gosto pela escrita, tem colaborado assiduamente no jornal "Gazeta Lusófona".

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Depoimentos

Atentos ao código tradicional da nossa lírica, e da letragem fadista, os versos de João Baptista-Lopes, reunidos neste caderno a que com ironia o autor chamou “sebenta”, ascendem a respiração muito acima do sentimento comum.

Refiro-me a um conjunto de convites maiores, aqui contidos, do qual decorre um luminoso acerto com a procissão dos dias. Confronta-nos assim o poeta, e só para aduzir uns quantos exemplos, com a inventiva rebelde, a tenacidade sem crispação, e a saudável troça dos desacertos do mundo. A mais do que isto, não excluindo do seu quadro emocional a beleza do tom menor, Baptista-Lopes oferece-nos o testemunho de uma antiga valentia à portuguesa, a que persiste em “deitar as mágoas ao mar, p’ra que a miragem se acabe.”

Mário Cláudio

“A poesia de J.B.L. é uma escrita, singela, fluente encontrando-se carregada de experiências vividas no seio do fado e sobretudo na ausência da Terra Natal. Assim, o seu lado mais romântico talvez se encontre em “Aquele olhar de incerteza no jeito de quem despreza os gestos vindos de mim”... Depois na vertente saudosista, as suas palavras traduzem com perfeição o sentimento tão Português de quem está longe da Pátria – a saudade, sobretudo nestes versos:

Faz-me falta ouvir o mar... faz-me falta Portugal.”

Humberto Sotto Mayor

“O João teve sempre o entendimento da música que resulta dos versos, seja uma sextilha dum fado vadio, seja uma quadra a uns olhos negros pesarosos... Essa música brota dos seus poemas, como água límpida que vai da fonte para o mar!”

António L. Leal de Oliveira

“Demonstrar toda a sensibilidade através da eloquência da rima e das palavras, é poesia. O João é um poeta no verdadeiro sentido da palavra. A poesia não está ao alcance de todos, mas apenas daqueles que sentem de uma forma diferente o dia-a-dia e o sentimento pelas diversas formas que a vida nos dá a conhecer. A poesia tem momentos que eleva a inspiração fugaz em palavras que moldam uma quadra, um pensamento, verdadeiramente intensos e profundos. E, assim, o resultado pode ser deslumbrante quando o sentido é cristalino e transmite a verdadeira natureza do homem, do poeta. O João é um iluminado pelo mundo das palavras e dos sentimentos, através da sua poesia.”

A Sá

“UM POETA DO FADO

A poesia de João Baptista Lopes é a poesia do Fado.

Mesmo quando as suas poesias não são cantáveis, a cadência dos seus versos, a sua musicalidade, faz-nos ouvir uma música, o som das guitarras e as vozes ora de um fadista ora de uma cantadeira.

Mas não é só a musicalidade do Fado: é também a temática. O amor (“Se me tivesses amado/como o amor deve ser/eu teria dito ao fado/ que não me viesse ver…”), o desejo (“A minha última rima/será refresco de lima/em noite de verão escaldante,/Será, quem sabe, um desejo,/será lembrança de um beijo/porque não corpo de amante”, a saudade, (“se tiveres saudades minhas/manda-as num pombo correio…”) o mar (“Faz-me falta ouvir o mar/nesse surdo ribombar/quando se encontra co’a areia/Como um beijo que magoa/melodia que ressoa/em noite de maré cheia…”).

O João Baptista Lopes é, visceralmente, um homem do Fado e a sua poesia reflecte esse seu ser fadista que conheço há trinta e seis anos. Um grande poeta do Fado, da nossa alma portuguesa que é única e muito nossa.”

João Mattos e Silva

“É-me tão difícil dizer o que é o FADO.

Mas uma coisa é certa...

Ele acontece, a cada vez que o teu coração te permite esculpir com palavras, verdadeiras obras-primas cantáveis. Sabes? Sou feliz a fazer FADO e a cantar os teus versos. Estes são meus e para ti:

Seja em prosa, seja em verso

Ou noutra escrita em que tropeço

Escuta o que diz meu coração

Sei que ele é meio sem jeito

Mas vai dizendo a preceito

Que gosta de tiii, João!

 Que a nossa amizade se eternize,

tanto quanto a musicalidade da tua poesia!”

Lúcia Mourinho

“João Baptista-Lopes. Para quem ainda não conhece, um nome a reter. Porquê, passo a explicar: Oureense de nascimento, a sua identidade mental e espiritual cresceu e consolidou-se na trilogia Ourém-Nazaré-

-Lisboa, culminando no homem apaixonado pelas pessoas, pela poesia e pelo fado. A sua escrita nasce e flui nos seus poemas de quadras, sextilhas e outras formas, com a mestria de quem conta uma história como se de uma colorida aguarela se tratasse, envolvida nas melodias de um fado. É um prazer ouvi-lo e lê-lo. Por seu amigo, sou suspeito, mas o convite está feito!”

Luís Silva Rosa

“Descrever o conteúdo da poesia do meu querido amigo João Baptista Lopes, é a firme constatação de alguém que vive longe do seu País e que, amargamente, se revê na saudade de uma Pátria onde não se revê, num amor que tenta não esquecer, num fado que canta com letra que só ele fez, na amargura de não poder estar onde nunca quis!

E ele soube, sabiamente dizer que, “fado, verso e poesia, acontece não se cria”!”

Francisco Pessoa

“Quando a vida nos dá o prazer de conhecer alguém que nos marca pela positiva, tanto pela simpatia como pela voz ou ainda pela poesia carregada de sentimentos, isso é gratificante!!!! Ao saber tanto da minha linda Nazaré, para mim foi uma agradável surpresa.

Partilhar comigo vivências do antigamente, enriqueceu a minha vida.

Alegra-me a Alma quando eu preciso. Um seu poema é o meu remédio. É um privilégio tê-lo como meu Amigo.”

Marina Freire

“Estamos perante poemas fruto de uma sensibilidade bem portuguesa, em que a saudade, o mar, o amor, o desengano se materializam naquela tão expressiva maneira de sentir que é o Fado. Poemas feitos com experiente saber e noção do valor das palavras.

É a alma portuguesa que se exprime nestes poemas e que a recolha num livro não podemos deixar de saudar.”

Paula Barge



publicado por Carlos Gomes às 15:08
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Sábado, 10 de Maio de 2014
OURÉM CELEBRA POESIA E MÚSICA DE PORTUGAL E BRASIL

Poema Bar

10 de maio | 21.30H

Cine-Teatro Municipal de Ourém

Sob a égide de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa, “Poema Bar” celebra a poesia e a música de Portugal e Brasil.

Ao som das harmonias brasileiras e portuguesas, algumas das mais belas palavras destes poetas são ditas pela voz do ator Alexandre Borges, acompanhadas pelo piano de João Vasco e com a participação de uma cantora convidada que, neste caso, será a portuguesa Sofia Vitória.

“Poema Bar” foi apresentado pela primeira vez em julho de 2011 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e posteriormente no Brasil, Alemanha e de novo em Portugal, tendo o sucesso destas atuações garantido o regresso do espetáculo a outras cidades destes países.

“Poema Bar” abraça a cultura, vivências e afetos destes povos irmãos, provando que, afinal, o mar nos une mais do que nos separa.

Duração: 90 m | Classificação: M06

Bilhetes: 10€ | Reservas: 249 543 66 (das 14.00H às 20.00H) ou 916 591 231



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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
OURÉM CELEBRA POESIA E MÚSICA DE PORTUGAL E BRASIL

Poema Bar

10 de maio | 21.30H

Cine-Teatro Municipal de Ourém

Sob a égide de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa, “Poema Bar” celebra a poesia e a música de Portugal e Brasil.

Ao som das harmonias brasileiras e portuguesas, algumas das mais belas palavras destes poetas são ditas pela voz do ator Alexandre Borges, acompanhadas pelo piano de João Vasco e com a participação de uma cantora convidada que, neste caso, será a portuguesa Sofia Vitória.

“Poema Bar” foi apresentado pela primeira vez em julho de 2011 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e posteriormente no Brasil, Alemanha e de novo em Portugal, tendo o sucesso destas atuações garantido o regresso do espetáculo a outras cidades destes países.

“Poema Bar” abraça a cultura, vivências e afetos destes povos irmãos, provando que, afinal, o mar nos une mais do que nos separa.

Duração: 90 m | Classificação: M06

Bilhetes: 10€ | Reservas: 249 543 66 (das 14.00H às 20.00H) ou 916 591 231



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Sábado, 3 de Maio de 2014
OURÉM CELEBRA A POESIA

Poema Bar

10 de maio | 21.30H

Cine-Teatro Municipal de Ourém

Sob a égide de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa, “Poema Bar” celebra a poesia e a música de Portugal e Brasil.

Ao som das harmonias brasileiras e portuguesas, algumas das mais belas palavras destes poetas são ditas pela voz do ator Alexandre Borges, acompanhadas pelo piano de João Vasco e com a participação de uma cantora convidada que, neste caso, será a portuguesa Sofia Vitória.

“Poema Bar” foi apresentado pela primeira vez em julho de 2011 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e posteriormente no Brasil, Alemanha e de novo em Portugal, tendo o sucesso destas atuações garantido o regresso do espetáculo a outras cidades destes países.

“Poema Bar” abraça a cultura, vivências e afetos destes povos irmãos, provando que, afinal, o mar nos une mais do que nos separa.


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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014
OURÉM ESCREVE POR ABRIL

Oficina de poesia “Eu escrevo por abril”

30 de abril | 14.30H às 16.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Nesta oficina, os jovens a partir dos 15 anos, a quem serão transmitidas

algumas técnicas de escrita criativa de poemas, serão chamados a escrever

sobre os valores de abril e sobre a forma como os sentem hoje.

Destinatários: Jovens a partir dos 15 anos

Orientação: Carmen Zita Ferreira

Inscrições obrigatórias na Biblioteca Municipal | T. 249 540 900 (ext. 6841) |

biblioteca@mail.cm-ourem.pt

De segunda a sexta-feira das 09.00H às 19.00H e sábado das 09.30H às

13.00H



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Terça-feira, 8 de Abril de 2014
OURÉM ESCREVE POR ABRIL

Oficina de poesia “Eu escrevo por abril”

30 de abril | 14.30H às 16.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Nesta oficina, os jovens a partir dos 15 anos, a quem serão transmitidas

algumas técnicas de escrita criativa de poemas, serão chamados a escrever

sobre os valores de abril e sobre a forma como os sentem hoje.

Destinatários: Jovens a partir dos 15 anos

Orientação: Carmen Zita Ferreira

Inscrições obrigatórias na Biblioteca Municipal | T. 249 540 900 (ext. 6841) |

biblioteca@mail.cm-ourem.pt

De segunda a sexta-feira das 09.00H às 19.00H e sábado das 09.30H às

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2013
MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA RECEBE AMANHÃ FERNANDO PESSOA PELA VOZ DO POETA NEVES MARTINS

A Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia (LAMASE) vai promover amanhã, dia 28 de junho, sexta-feira, pelas 21h30, no Auditório do Centro Missionário Allamano (Missionários da Consolata) em Fátima, um serão de poesia e música intitulado «Neves diz Pessoa».

O professor e poeta fatimense vai declamar vários poemas de Fernando Pessoa, existindo também vários momentos musicais a cargo da cantora Marlene Carvalho e dos guitarristas Nuno Martins e Paulo Marques.

No final haverá um momento de convívio que inclui a degustação de um delicioso caldo verde e café da avó.



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MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA RECEBE AMANHÃ POESIA DE FERNANDO PESSOA

A Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia (LAMASE) promove no dia 28 de junho, sexta-feira, pelas 21h30 no Auditório do Centro Missionário Allamano (Missionários da Consolata), em Fátima, um serão de poesia e música intitulado «Neves diz Pessoa».

O professor e poeta fatimense Neves Martins declamará vários poemas de Fernando Pessoa, existindo também alguns momentos musicais a cargo da cantora Marlene Carvalho e dos guitarristas Nuno Martins e Paulo Marques.

No final, haverá um momento de convívio que inclui a degustação de um delicioso caldo verde e café da avó.

O valor da entrada é de €3,00, sendo gratuito para os sócios da Liga. Venda de bilhetes e reservas no Museu de Arte Sacra e Etnologia (telefone 249 539 470). Os sócios terão também de reservar bilhetes.



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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA RECEBE FERNANDO PESSOA

A Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia (LAMASE) promove no dia 28 de junho, sexta-feira, pelas 21h30 no Auditório do Centro Missionário Allamano (Missionários da Consolata), em Fátima, um serão de poesia e música intitulado «Neves diz Pessoa».

O professor e poeta fatimense Neves Martins declamará vários poemas de Fernando Pessoa, existindo também alguns momentos musicais a cargo da cantora Marlene Carvalho e dos guitarristas Nuno Martins e Paulo Marques.

No final, haverá um momento de convívio que inclui a degustação de um delicioso caldo verde e café da avó.

O valor da entrada é de €3,00, sendo gratuito para os sócios da Liga. Venda de bilhetes e reservas no Museu de Arte Sacra e Etnologia (telefone 249 539 470). Os sócios terão também de reservar bilhetes.

 



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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013
FERNANDO PESSOA VAI AO MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA

A Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia (LAMASE) promove no dia 28 de junho, sexta-feira, pelas 21h30 no Auditório do Centro Missionário Allamano (Missionários da Consolata), em Fátima, um serão de poesia e música intitulado «Neves diz Pessoa».

O professor e poeta fatimense Neves Martins declamará vários poemas de Fernando Pessoa, existindo também alguns momentos musicais a cargo da cantora Marlene Carvalho e dos guitarristas Nuno Martins e Paulo Marques.

No final, haverá um momento de convívio que inclui a degustação de um delicioso caldo verde e café da avó.

O valor da entrada é de €3,00, sendo gratuito para os sócios da Liga. Venda de bilhetes e reservas no Museu de Arte Sacra e Etnologia (telefone 249 539 470). Os sócios terão também de reservar bilhetes.



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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OURÉM APRESENTA O LIVRO "IMPERFEITA LUCIDEZ" DE CATARINA CARVALHO

(Con)Tributos

Apresentação do livro "Imperfeita Lucidez" de Catarina Carvalho

31 de maio | 21.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Catarina Carvalho nasceu a 27 de abril de 1978, é natural de Regueira de Pontes, concelho de Leiria. É licenciada em solicitadoria e tem formação pós graduada em Ciências Jurídico-empresariais Aplicadas.

Desde muito cedo manifestou interesse pela literatura, nomeadamente pela poesia e pelos grandes poetas portugueses. É com alguns dos seus poemas como “Bem perto do teu sorriso” em 2009 e “Que importa a mágoa” em 2011, que Catarina Carvalho dá a conhecer ao público as suas palavras, ao lado das composições do Mestre da Guitarra Portuguesa Custódio Castelo e pela grande voz do fado, Cristina Maria.

Num encontro das palavras com a música, numa partilha de emoções, vivências e sentimentos, Catarina Carvalho apresenta o seu primeiro livro de poesia, “Imperfeita Lucidez”.

Entrada livre.



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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
POETISA CATARINA CARVALHO APRESENTA O LIVRO "IMPERFEITA LUCIDEZ" NA BIBLIOTECA DE OURÉM

(Con)Tributos

Apresentação do livro "Imperfeita Lucidez" de Catarina Carvalho

31 de maio | 21.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Catarina Carvalho nasceu a 27 de abril de 1978, é natural de Regueira de Pontes, concelho de Leiria. É licenciada em solicitadoria e tem formação pós graduada em Ciências Jurídico-empresariais Aplicadas.

Desde muito cedo manifestou interesse pela literatura, nomeadamente pela poesia e pelos grandes poetas portugueses. É com alguns dos seus poemas como “Bem perto do teu sorriso” em 2009 e “Que importa a mágoa” em 2011, que Catarina Carvalho dá a conhecer ao público as suas palavras, ao lado das composições do Mestre da Guitarra Portuguesa Custódio Castelo e pela grande voz do fado, Cristina Maria.

Num encontro das palavras com a música, numa partilha de emoções, vivências e sentimentos, Catarina Carvalho apresenta o seu primeiro livro de poesia, “Imperfeita Lucidez”.

Entrada livre.



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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OURÉM EXPÕE FOTOGRAFIA E POESIA DE CARLOS PRETO



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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA: VIVA A NOSSA SELECÇÃO!

LANAME~1

 VIVA A NOSSA SELECÇÃO

 

 Força rapazes! Vós que sois a fina-flor

 De Portugal onde o sol brilha com pose! 

Mostrai ao mundo valentia e pundonor 

Dentro do campo no Euro dois mil e doze 

 

As cinco Quinas da Bandeira verde e rubra 

Que empunhais na grande competição: 

Lutai por ela, que a boa sorte vos cubra 

P´ra conquistar o honroso galardão. 

 

Viva a nossa Selecção 

A caminho da vitória; 

Diz o povo e com razão, 

Dos fracos não reza a história 

Sempre que no campo entrar 

A Equipa da Nação, 

Põe Portugal a cantar, 

Viva a nossa Selecção. 

 

A descendência do grande Conquistador 

Não vai deixar créditos por mãos alheias. 

Com o nosso apoio dareis o vosso melhor! 

Que o sangue luso, a todos corre nas veias. 

 

Com o prestígio da equipa que nós temos: 

Filhos do Gama, de Cabral e de Camões! 

Aos quatro cantos do mundo relembraremos 

Que Portugal é um País de Campeões. 

Graziela Vieira

Ourém, 23/5/2012


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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: Ó MÃE DE TODAS AS MÃES

LANAME~1

Ó MÃE DE TODAS AS MÃES

 

Mês de Maio, é de Maria, 

Do coração e das flores!... 

Das mães que espalham alegria 

Nos frutos dos seus amores 

 

Ó Mãe de todas as mães, 

Da terra e do Céu rainha. 

Abençoa as outras mães, 

Guarda junto a Ti a minha 

 

Foi assim, e será sempre, 

Filha és, e mãe serás. 

Com os frutos do teu ventre, 

Como fizeres, acharás. 

 

Para que um dia teus filhos 

Te acarinhem também 

Não escolhas falsos brilhos, 

Acarinha tua mãe. 

Graziela Vieira

Ourém, 1/5/2005


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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: VESTIDO VERDE

LANAME~1

VESTIDO VERDE

 

Eu tive um vestido verde

Que uma fada me deu;

Cor de esperança, tão verde,

Como tão verde era eu.

 

A determinada altura

A cor verde se esfumou;

Foi um sol de pouca dura,

Veio a idade madura

E o vestido se rasgou.

 

Eu tive um vestido verde,

Era um vestido de festa.

Hoje desse vestido verde

Nem um só retalho resta.

 

Eu procurei juntar mais tarde,

Os fios desse vestido

Que tive na mocidade,

Dele, só resta a saudade,

Bem como o tempo perdido.

Graziela Vieira

Ourém


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Domingo, 6 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: TRISTE PASSARINHO

LANAME~1

 TRISTE PASSARINHO

 

Canta, triste passarinho!

Já não voltas mais ao ninho

Nem voas na madrugada.

Deu-te o homem, por maldade,

Em troca da liberdade,

Uma gaiola doirada.

 

Não pensando o mal que fez,

O homem, de quando em vez,

Admira o seu troféu,

Esquece que a beleza,

Está na pura natureza,

Se a voar cruzas o céu.

 

Passarinho, ó meu irmão,

É tão grande a solidão

Que eu em ti adivinho.

De asas atrofiadas

E saudades renovadas

Da ternura do teu ninho.

 

No eterno cativeiro,

Onde só tens um poleiro

Que esse predador te deu;

Mera mediocridade,

O homem quer liberdade

Mas prende as aves do Céu

Graziela Vieira

Valada—Seiça

Ourém


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Sábado, 5 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: O MILABRE DUMA PAIXÃO

LANAME~1

O MILAGRE DUMA PAIXÃO

 

Não posso, não devo nem quero esta paixão

Aninhada em meu peito, colada ao coração.

Uma abismal diferença entre nós dois existe:

Eu quero amordaçar esta chama que persiste.

 

Mas ao romper da aurora, ao pôr os pés no chão,

Eu posso, eu devo, eu quero esta paixão

Que o meu peito anseia implorando o milagre

Que um sonho escamoteia dizendo, não é tarde.

 

Uma indomável força vai quebrando a mordaça.

É mais real que um sonho cada dia que passa

Renovando a certeza que há-de chegar o dia,

A hora, o instante que eu viva a fantasia.

 

Nesta luta titânica para vencer a morte,

Tento arrancar forças a este sonhar forte

Porque é a vez primeira que sinto algo assim

Bendito seja o sonho que assim se aninha em mim

Dezembro 2007

Graziela Vieira

Ourém


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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: DIA DA ESPIGA

LANAME~1 

DIA DA ESPIGA 

 

Anda Maria, 

Minha linda rapariga. 

Vamos apanhar a espiga 

Quinta-Feira de Ascensão. 

Foi neste dia, 

Segundo alguém escreveu, 

Que Jesus subiu ao Céu: 

   Eu subo ao teu coração. 

 

Vem ver o campo 

Tão bonito, tão florido, 

Com raios de sol vestido, 

Matizado de mil cores! 

É um encanto 

Ver e ouvir os passarinhos, 

Na construção dos seus ninhos, 

P’ró fruto dos seus amores. 

 

Trás um sorriso 

Na boca, e uma cantiga; 

Vamos apanhar a espiga, 

Linda cachopa, brejeira, 

Não é preciso 

Mais, que papoilas coradas, 

Espigas de trigo doiradas 

 Um raminho de oliveira. 

 

Ao fim do dia, 

Onde se cruzam caminhos, 

Com realejo e ferrinhos 

Faremos um bailarico, 

Anda Maria, 

Vamos lá, de mão na mão: 

Se me deres teu coração, 

P’ra sempre contigo eu fico. 

Graziela Vieira 

Ourém, Maio de 1997


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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: HINO À NATUREZA

LANAME~1

Hino à Natureza

 

Abro os braços

Num gesto lento.

Pego pedaços

De firmamento.

De paz me imundo

Sem qualquer peia,

Sou rei do mundo

Que me rodeia.

 

Toco o indelével com a ponta dos dedos

Agiganto-me no âmago do meu florescer

Tento decifrar a amálgama dos segredos

Que pintam a natura em cada amanhecer

 

Solto a agressão e a égide do meu ego

Admiro os egrégios feixes de luz e cor

Com que a natureza brinda o homem cego

P’ lo poder, que mata a beleza e o amor

 

Em rodopio

E d’ alma cheia

Sinto-m’ um fio

De cassiopeia.

Sou uma intrusa

Deste baralho

Linda é a musa

De que me valho

Graziela Vieira

Valada, Abril 1996


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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
GRAZIELA VIEIRA: COIMBRA. CAPITAL DO AMOR

LANAME~1

 COIMBRA. CAPITAL DO AMOR 

 

Quem por Coimbra passou 

Na aurora da mocidade, 

Um beijo de amor deixou 

No Penedo da Saudade.

  

 Coimbra tem no traçado 

Do Choupal até á Lapa, 

Um sonho de amor guardado 

Que a longa idade não mata. 

 

Corre, corre Rio Mondego! 

Relicário do meu segredo. 

Corre e leva as águas ao mar! 

O meu segredo, deixa-o ficar. 

 

Os meses se fazem anos. 

A aurora já fenece. 

Com amores ou desenganos, 

A saudade permanece. 

 

És capital do amor: 

Quer a gente queira ou não. 

Quem um dia por lá for, 

Deixa preso o coração. 

 

Coimbra não faz segredo, 

Vai refrescando a memória 

Com os amores de Inês e Pedro, 

Descritos na “Nossa História”.

Graziela Vieira 

Valada, Jan2000



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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
GRAZIELA VIEIRA ESCREVE SOBRE O PADRE ANTÓNIO VIEIRA

LANAME~1

PADRE ANTÓNIO VIEIRA

(1608— 1697)

 

Fluíam-lhe dos lábios as palavras,

Qual lira de mil cordas que empola

Os corações das gentes de então, ávaras

De ouvirem o discípulo de Loiola.

 

Palavras belas, opulentas, majestosas,

Ardentes do clarividente indúbito;

Espargidas sobre as almas ansiosas

Dos célebres Sermões vindos do Púlpito.

 

Presos da sua palavra colorida,

Andavam os plebeus e a nobreza:

Os sábios, os pontífices, e era tida

Como ouvinte a própria realeza.

 

Exortava os ateus à conversão,

O Jesuíta ilustre mas fogoso.

Denunciava a grande corrupção

Que grassava no Governo escandaloso.

 

Foi de D. João 1V, Embaixador

Em Roma, em Paris e Amesterdão:

Missões que desempenhou com o valor

Dum político de grande jurisdição.

 

Fundou várias Missões Jesuíticas

No Maranhão, onde era muito querido.

Depois, com as mudanças políticas,

Por novos revoltosos foi detido.

 

Logrou evadir-se para Lisboa,

A terra que o tinha visto nascer.

A fuga, não teria sido à toa:

Pois voltou ao Brasil com mais poder.

 

Nos seus Sermões impressos, há tal garra;

Há muito classicismo, muita crítica.

Há o crer nas profecias do (Bandarra)

A base d’acusação Jesuítica.

 

Para além dos Sermões encomendados,

Por toda a Europa difundidos,

Escreveu livros tão qualificados

E eruditos, que não serão esquecidos.

 

Foram uma avalanche, um vendaval;

Um deles, O Quinto Império do Mundo;

O outro, Esperanças de Portugal:

E outros mais, desse orador tão jucundo.

 

Tal fama o precedia em todo o lado,

Na esperança de ouvirem o comentício;

Que caiu invejoso, e algo irado,

Sobre a sua pessoa, o Santo Ofício.

 

O medíocre é o pai da prepotência

Sobre aqueles que têm mais valia.

Esconde a falta de competência

Por entre a denúncia e cobardia.

 

Tanto se encarniçaram os delatores,

Que por fim, deu entrada na prisão.

Doente, e sofrendo mil horrores

Nos cárceres da “Santa Inquisição”.

Algum tempo penou encarcerado

Este notável Padre; já com crises

De sangue, pela boca derramado,

Às quais os Doutos chamam hemoptises.

 

Valeu-se dum engenhoso artífice,

O homem duma vontade altaneira:

E se não fora o “Breve” do Pontífice,

Seria condenado à fogueira.

 

Assim, isento da jurisdição

Do Santo Ofício, que sem querer lhe deu

A liberdade sem qualquer caução,

Inda alguns anos no Brasil Viveu.

Graziela Vieira

Ourém 1997



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Domingo, 15 de Abril de 2012
O SANTO PEREGRINO: UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

O SANTO PEREGRINO

 

De longe, longe, vem um peregrino;

Transporta na alma sementes de amor!

O corpo vestido de alvuras de linho,

Vem render seu preito a infantis pastores

Que a Virgem escolheu, mostrando o caminho

Da Ressurreição para os pecadores.

 

O Altar do Mundo, anda em jubileu;

Fátima, se orgulha de ser Relicário

Dos Pastores que viram, descida do Céu

Poisar sobre a Terra, a Virgem do Rosário,

A Mãe de Jesus, nosso Irmão em Deus!

Cordeiro Imolado, dentro do Sacrário.

 

Francisco e Jacinta, vão aureolar

O Sumo Pontífice, sucessor de Pedro;

Na hora suprema de irem pró Altar,

Beatificados, por Divino enlevo,

Que as almas humildes vão ornamentar

De rosas e preces, feitas em segredo.

Graziela Vieira

Ourém, Maio de 2000


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Quinta-feira, 29 de Março de 2012
UM POEMA DE JORGE DUQUE: JARDIM DAS OLIVEIRAS

JARDIM DAS OLIVEIRAS

 

Celebrei, qual Teu Filho, a tradição

Encenada num cálice de fel…

E senti, no Horto, à flor da pele,

O Sudário de Sangue a dizer: - Não!!

 

Vi “Judas” e os “Pedros” da traição

Purpurados de mitra e caro anel…

Hirtos “Pilatos”tíbios de dossel,

Suspensos na “Figueira”, sem perdão!!

 

Ruínas encontrei da Tua Luz:

…De lágrimas, mais nada, era o “Jardim”…

Nem sombra de “Oliveiras”nem Jesus!!!

 

Rasgou-se o Véu da Lenda em dois, enfim!

Do Teu “Calvário” nem sinal da Cruz…

Não sei de Ti, Senhor, nem Tu de mim?!!

Páscoa de 1996

Jorge Duque

Notícias de Ourém


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Terça-feira, 27 de Março de 2012
UM POEMA DE JORGE DUQUE: O PERDÃO

O PERDÃO

Sonhara, no princípio, um paraíso

De quanto quis tão bem idealizar:

- Os animais, a luz, a terra, o mar…

Já tudo harmonizaráem Seu Juizo!!

 

Sorriu, vendo que nada era impreciso,

Que logo Adão e Eva iam chegar

Felizes na inocência de se dar..,.

Olhando-se, tão nus, de ar indeciso!!

 

As “Serpente & Maçã” desobedecem:

- È dos livros: - Adão não fez de “eunuco”…

Desde então todos são o que parecem!!

 

Mas, da Cruz, Deus, de dor quase maluco,

Asperge com Seu Sangue os que O escarnecem…

…Deixando, por Amor de “ouvir o cuco”!!!

 

Quaresma 1996                                                                         Jorge Duque

Notícias de Ourém em 15 de março de 1996



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Terça-feira, 20 de Março de 2012
GRAZIELA VIEIRA EVOCA DAMIÃO DE GÓIS

LANAME~1

 

DAMIÃO DE GÓIS

 

1501—1573

 

  

Foi Damião de Góis, o grande vulto,

 Cronista da antiga realeza

 Que lhe pagou a Arte com o insulto

 Dum cárcere, na Inquisição portuguesa. 

  

Historiador clássico e político; 

Embaixador insigne Além fronteiras: 

Na Suécia e Dinamarca. Analítico 

Da sua Pátria, sempre sobranceira. 

  

Cursou algumas Universidades 

Estrangeiras, de Pádua e de Lovaina. 

Por amigos, teve personalidades 

Distintas! De Tiara e de Sotaina. 

 

Entre as Obras latinas que escreveu, 

A “EMBAIXADA DO PRESTE JOÃO”, 

“DESCRIÇÃO DE LISBOA” “CERCOS DE DIU”, 

“FIDES RELIGIO”, provocou a acusação. 

 

O insigne cronista conviveu 

Com altas personagens mundiais: 

Com o rei da Dinamarca, e o corifeu 

Martinho Lutero, Erasmo, e mais. 

 

Mandado regressar a Portugal, 

Este Humanista, amigo da Igreja, 

Ousou erguer o “véu” do que achou mal, 

Foi logo delatado como herege. 

 

Foram delatores: o padre Simão 

Rodrigues, Pedro de Andrade Caminha, 

Seu genro Luís de Castro. Oh! Ingratidão: 

Até Briolanja, a sua sobrinha. 

 

Enquanto decorria a tempo longo, 

O processo movido pela Inquisição, 

Foi Góis, Guarda-mor da Torre do Tombo, 

Cronólogo de D. Manuel e D. João. 

 

Como a chamada Santa Inquisição, 

Fosse o terror dos nobres e da plebe, 

Muitos mais se juntaram à delação 

Daquele a quem Portugal tanto deve. 

 

Só porque houvera dito com franqueza, 

Que os Jesuítas, salvo excepção rara, 

Não praticavam o voto da pobreza 

Que Inácio de Loiola edificara. 

 

Com o mais ardiloso artifício, 

O património lhe foi confiscado. 

Por ordem do funesto Santo Ofício, 

À perpétua prisão foi condenado. 

 

Depois de encarcerado vinte meses, 

O mísero, já doente e sem pecúnia, 

O símbolo dos Ilustres portugueses, 

É injuriado por inveja e por calúnia. 

 

Para a prisão da Batalha é enviado. 

Depois, a crónica é algo dúbita. 

Dizem alguns ter sido assassinado, 

E outros, que morreu de morte súbita. 

Graziela Vieira

Ourém



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Sábado, 17 de Março de 2012
OURÉM: ANIVERSÁRIO DO PCP COMEMORADO COM POESIA



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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
OURÉM: COMUNISTAS CELEBRAM ANIVERSÁRIO DO PCP COM POESIA



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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
GRAZIELA VIEIRA: UM POEMA AO ABADE DE FARIA

LANAME~1

O ABADE DE FARIA

Nasceu em Gondolim (Índia) em 1756

 

O Abade de Faria,

Doutorado em Teologia,

Foi de origem indiana.

O Rei D. José I,

Custeou-lhe por inteiro

A batina italiana.

 

Filho de freira e de padre,

Sociólogo e Abade

Muito estimado na Corte.

Depois, envolto em intrigas

Por invejas incontidas,

Plagiado até à morte.

 

Este Douto, demonstrava,

Quando em França leccionava,

Não ser um mito do Além

     A hipnose, sem mistério,

É ciência de critério:

Sugestionável porém.

 

Abade sem Abadia:

Entre os livros que escrevia

Este humanista translúcido;

Deixou desmistificada,

A Obra qualificada

Á qual chamou “Sono Lúcido”.

 

Movendo-lhe a própria Igreja,

Encarniçada peleja,

Como a Galileu, na injúria;

Chamou-lhe até, charlatão,

E escarneceu-lhe o caixão

Quando morreu na penúria.

 

Permaneceria em brumas,

Não fora Alexandre Dumas

Citar o português misto.

Nesse romance imortal

Do escritor genial:

“O CONDE DE MONTE CRISTO”

Graziela Vieira

Ourém


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Domingo, 4 de Março de 2012
GRAZIELA VIEIRA HOMENAGEIA LUIZA TODY

LANAME~1

 

LUIZA TODY

1753—1833

 

Seu nome, Luiza Rosa

De Aguiar. Era fogosa

E conceituada artista.

Tody, era o apelido

Herdado de seu marido,

Ítalo e violinista.

 

Esta notável mulher

Setubalense, ao nascer

Já trazia a arte à tona.

Artista fenomenal;

No Teatro mundial,

Foi a maior Prima-dona.

 

Manavam-lhe sublimes, sons

Líricos de doces tons

Na sua voz de cristal.

Eram de encanto e magia;

Eram viva poesia

Nessa voz transcendental.

 

Eram murmúrios do mar,

Segredados ao luar,

Maviosas melopeias.

Eram gaivotas formosas

Voando em marés de rosas!

Eram lendárias sereias.

 

Eram o doce torpor

Envolvendo no amor

Os espíritos sensíveis.

Eram almas de poetas

Num jardim de violetas;

Eram sensações incríveis.

 

Se o tom da Ópera mudava,

A Diva se agigantava

Como as revoltas marés.

Punha na voz um maremoto,

Na alma, um terramoto,

Caía o mundo a seus pés.

 

Era terrífico esplendor,

Qual gigante Adamastor

Nas brumas do mar profundo.

Erguia monumental

O nome de Portugal

Nos quatro cantos do mundo.

 

Quando a Tody obtinha

Os aplausos da rainha

Maria Antonieta,

Os séquitos das artistas,

Maratistas e Todystas,

Praticavam luta aberta.

 

Tinha Londres e Paris,

Essa Grandiosa Actriz,

Rendidas ao seu encanto!

Madrid, Itália, Alemanha,

Aplaudiam a façanha

Da artista do Bel Canto.

 

Na sua alma fecunda,

Viu Catarina Segunda

Da Rússia, a delicadeza,

A plena sensibilidade,

Que estendeu sua amizade

À Lírica portuguesa.

 

Com menos de meia - idade,

Pra dar descanso à saudade

Regressa ao berço materno…

Mais uma vez actuou

Em Lisboa, que escutou

Aquele coração tão terno.

 

Depois!...Foi o esquecimento,

No arrastar do sofrimento

Do desastre que a cegou.

Quem tantos louros colhera,

E a Pátria enaltecera,

Na solidão se finou

Graziela Vieira

Ourém


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Sábado, 3 de Março de 2012
A DANÇA DO TEMPO - UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

A DANÇA DO TEMPO

 

Vivi em sono profundo,

Não vi o tempo passar!

Acordei, estava o mundo

Todo de pernas pró ar.

 

Mudou a face da Terra,

Já se elevam outros brilhos;

As mulheres vão para a guerra,

E os homens cuidam dos filhos.

 

Eles, são as fadas do lar,

Até usam maquilhagem,

E elas, vão trabalhar,

Ganham dinheiro e vantagem.

 

São Polícias, são Pedreiras,

Astronautas, Camionistas,

Empresárias, Calceteiras,

Juízas e até Dentistas.

 

Já há Ecrãs a mostrarem,

Para quem quer ver nas calmas,

As mulheres a tourearem

E os homens a bater palmas.

 

Isso do “macho latino”,

Já deu o que tinha a dar.

Ou arrepia caminho,

Ou mandam-no bugiar.

 

Mas há qualquer coisa omissa

Nos direitos conquistados;

Não as deixam rezar Missa

Nem absolver pecados.

 

O meu criticar atento,

Não critica tudo a esmo;

Minha pena, é não ser tempo

De eu poder fazer o mesmo.

Graziela Vieira

Ourém, Agosto, 2005-08-12


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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
GRAZIELA VIEIRA: AMBANINE MOÇAMBIQUE

LANAME~1

AMBANINE MOÇAMBIQUE

 

Quando nos juntamos, rompemos o dique

Da saudade imensa, que vem tanta vez

Trazer nostalgia, lembrar Moçambique;

Na escola aprendemos que era português.

Como tal nós O amamos;

Ali trabalhamos

Lançando raiz,

Na machamba ou na cidade

Fomos na verdade

Quem fez o País.

 

Cocuanas, ambanine!

Esfanhanes, ambanine!

Ás mamanas, ambanine!

Aos mufanas, ambanine.

 

Com que displicência somos “retornados”

Quais cartas dispersas de humano baralho.

Com que ligeireza fomos ‘spoliados

De teres e haveres fruto do trabalho

.Sem tempo de transição

P’rá livre opção

Partir ou ficar?

Hoje no País dos coqueiros,

Estão estrangeiros

 No nosso lugar.

 

Quem não viveu lá é que não entende

Os fraternos laços entre Afro e Mulungo!

O mago feitiço que sempre nos prende,

Mesmo separados pelo mar jucundo.

Se recordar é viver,

Eu gosto de ter

Mil recordações

Do País a Oriente…

E da sua gente

Que cantou CAMÕES.

Graziela Vieira

Fevereiro 2000

Ourém

Nota:  Cocuanas,=Velhos. Esfanhanes,=Crianças pequenas

Mamanas,=Mulheres em idade fértil.Mufanas= juvenis

Machamba,= Horta,  etc



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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
GRAZIELA VIEIRA: HISTÓRIA DAS ALHEIRAS DE MIRANDELA

LANAME~1

                                            

                                      A minha bisavó contou-me outrora

                                      O que a bisavó dela lhe contou

                                      A història de uma família "moura"

                                      Que em tempos em Mirandela habitou.

                                     

                                      Andava muito acesa a (Inquisição)

                                      E muitas amizades traiçoeiras!

                                      Pra não serem alvo de delação,

                                      Inventaram as famosas alheiras.

                                     

                                      Constava da receita original

                                      Carne de aves, de vaca, azeite e pão.

                                      Mais alhos, colorau e algum sal

                                      E assim ludibriaram a Inquisição.

                                     

                                      Depois a receita alterou-se um pouco

                                      Á medida que os anos decorriam

                                      Passou a juntar-se-lhe carne de porco

                                      E todas as famílias as faziam

Graziela Vieira

Notícias de Mirandela em 15/2/2002



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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
"OS MEUS AMANTES" - UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

OS MEUS AMANTES

 

I

Há anos, que já vão algo distantes,

A minha professora me ensinou

A gostar dos meus primeiros “amantes”.

O gosto, para sempre me ficou.

 

II

Com eles aprendi o “Bê à Bá”

Da iniciação aberta ao intelecto.

Desnudo a Obra impressa que neles há!

Difícil é, escolher o mais dilecto.

 

III

Vivo momentos belos, de aventura,

Vestindo a pele dos Doutos personagens.

E vejo de palanque a Mãe Natura

Parindo as mais idílicas paisagens.

 

IV

Se uns me transportaram à pré-história,

Mostrando-me lugares, que intercalam

Com factos que, nas brumas da memória,

Perduram ainda nas “Pedras que Falam”.

 

V

Outros, em que me revejo enfim,

Delatando o sofrimento imundo,

Causado por acólitos de “Odin”,

Desde os primórdios mundos que há no Mundo.

 

VI

Com alguns, fiz viagens de Conquista!

Por longos mares de lendas e mistério:

Atravessando a era quinhentista,

Privando com Heróis do nosso Império.

 

VII

Há os que me mostraram os palácios,

Da longa monarquia portuguesa;

Onde alguns, só cultivavam o ócio!

Escravizando o povo, na pobreza.

 

VIII

Porém, há o reverso da medalha,

Pois muitos foram Reis exemplares!

Fizeram do reinado, uma batalha

De Obras, ainda hoje modelares.

 

IX

Como o sol que se põe ao fim do dia

Em suaves matizes deslizantes,

Aprendi a amar a poesia,

Nos versos dos “Vates” mais fulgurantes.

 

X

Vivi as desventuras e o lirismo

Dum Homem, de alma pura e repleta.

De amores e infindo patriotismo,

Luís Vaz de Camões, primaz Poeta.

 

XI

A “Musa”, com o seu meigo manto, envolve

As almas dos sensíveis e imortais:

Antero, Pessoa, Cesário e Nobre!

E um vasto leque, doutros seus iguais.

 

XII

Tenho um, que de forma eloquente,

Me mostra devassando, tanta vez:

A vida e os “Autos de Gil Vicente”!

Patrono do Teatro Português.

 

XIII

Nas asas do sonho, subo às alturas,

Aonde os meus “amantes” me levaram

A ver outros povos, outras culturas,

E amores e desamores que se cruzaram.

 

XIV

Com outros, fui desvendando o segredo

Da bela arte; “alada e acústica”!

Que os bons compositores, cheios de enlevo!

Dão á luz, e ao mundo, a boa música.

XV

Vi barracas e casas de abastanças;

Separadas, às vezes só por muros.

Dum lado, se empanturram nas festanças;

Do outro, sobrevivem nos monturos

 

XVI

Sem o poder do homem sobre o homem,

E cada qual, só com o que é preciso,

Não havia desabrigados, nem fome!

Era a vida na terra, um paraíso.

 

XVII

São estas as ilações que vou tirando,

Quando me refugio no meu canto,

Com mais de mil amantes conversando,

Através deles, é que eu viajo tanto.

 

XVIII

Por eles, troco outros lazeres e labores;

Quando os acaricio, toda eu vibro.

São meus fiéis amantes, meus amores!

Fazem parte de mim! São os meus livros.

Graziela Vieira

Valada


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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
GRAZIELA VIEIRA OFERECE A RECEITA POÉTICA DAS ALHEIRAS DE MIRANDELA

LANAME~1

    Receita das Alheiras de Mirandela

          

                                                    Mandei vir por um vizinho

                                                    Alheiras de Mirandela

                                                    Comeu-as pelo caminho

                                                    E eu se as quis, fui fazelas

                                                   

                                                    Fui-me á chicha da marrã

                                                    Que já estava salgada,

                                                    Pus três ossos da suã,

                                                    Três quilos de entremeada.

                                                   

                                                    Juntei uma mão de vaca

                                                    E um peru das capoeiras

                                                    "que desta vez não escapa"

                                                    P’ ra dar bom gosto ás alheiras.

                                                   

                                                    Enquanto a chicha cozia

                                                    Num enorme panelão,

                                                    Cortei em finas fatias

                                                    Três quilos de duro pão.

                                                   

                                                    O pão assim em retalhos

                                                    Acamei num alguidar,

                                                    Juntei meio quilo de alhos

                                                    Que não esqueci de cortar.

                                                   

                                                    Quando acabou de cozer

                                                    Desfiei a chicha á mão,

                                                    E com o caldo a ferver

                                                    Fui molhando bem o pão.

                                                   

                                                    Cem gramas de colorau

                                                    Juntei ao pão escaldado.

                                                    Com uma colher de pau

                                                    Mexi bem o preparado.

                                                   

                                                    Misturei a chicha ao pão,

                                                    Tanto a magra como a gorda,

                                                    Mexi outra vez e então

                                                    Fiz uma espécie de açorda

                                                   

                                                    Depois d' encher as chouriças,

                                                    Pendurei-as ao fumeiro.

                                                    Pensei em não dar premissas

                                                    Sem eu as provar primeiro.

                                                   

                                                    Tão bonitas e coradas

                                                    Para meu contentamento,

                                                    Fui-as contar, bem contadas,

                                                    Passavam de meio cento

                                                   

                                                    Três dias fiz fumo em casa

                                                    Com carqueja e rosmaninho

                                                    Quando as asso na brasa

                                                    Vai até longe o cheirinho.

                                                   

                                                    Já tem fama a lealdade

                                                    Do "nortenho" além fronteiras

                                                    Da sua hospitalidade,

                                                    De Mirandela; as alheiras

Graziela Vieira

                           Notícias de Mirandela em 30/11/96


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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
PROCISSÕES SILENCIOSAS: UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

PROCISSÕES SILENCIOSAS

 

Há procissões de silêncio

Nas ruas dos meus sentidos,

Proclamando a decadência

Dos meus sonhos não vividos.

 

Há procissões de silêncio

Que trazem amordaçados,

Meus desejos de vivência

Em amor sublimados.

 

Há procissões de silêncio

A encher o labirinto

De sombras da inocência

Que já tive, e hoje não sinto.

 

Há procissões de silêncio

Nas calçadas do meu ser,

Sufocando a existência,

 A vontade de viver.

 

Há procissões de silêncio

Marcando a desilusão,

Vão enchendo as saliências

Do meu débil coração.

 

Há procissões de silêncio

A marchar na avenida

Do meu peito em dormência,

Que passa ao lado da vida.

Graziela Vieira

Ourém – Fátima

1998

 


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Sábado, 28 de Janeiro de 2012
GRAZIELA VIEIRA: SIM À VIDA!

LANAME~1

SIM Á VIDA

 

Retira…Retira s seringa para trás;

 

Diz que sim á vida! Se tu quiseres, és capaz.

 

Não queiras tornar-te em cobaia, sempre presa,

 

Dos monstros, na arte da droga, a fazer riqueza.

 

 

 

Diz um “NÃO” seguro. Na tua força, resiste.

 

Procura o futuro no amor, porque ele existe!.

..

Se quiseres, tu unes muitos a erguer a voz

 

Contra os “impunes”, que só se servem de voz.

 

 

 

Eles são tão selvagens, sem pingo de consciência;

 

Cedem-te miragens, a troco da dependência.

 

Tu…cavas os fossos da ruína a corroer.

 

Eles…enchem os bolsos de dinheiro e de poder.

 

 

 

Forma um “Partido” de jovens, e alerta o mundo

 

Contra o inimigo, esse tráfico imundo.

 

Procedendo assim, chamas mais as atenções.

 

Ouve!...Vai por mim…Luta contra os “Tubarões”.

 

 

Tu, podes fazê-lo, se te empenhares com amor.

 

Contra o flagelo da droga, que é um horror.

 

Lidera essa luta! O motivo é muito forte.

 

A vida é curta!...P’ra quê apressar a morte?

Graziela Vieira

Ourém, 1995


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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
OURÉM NA INTERNET (L)

capture1

“Fel de cão” é um blog oureense que privilegia a divulgação da poesia e dos poetas portugueses. O gestor do blog não é poeta… é médico. E, naturalmente, porque sabe do que fala e já fez o diagnóstico, receita aos seus leitores a nossa melhor poesia que pode ser lida e saboreada em http://feldecao.blogspot.com/



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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
AMIGOS DO MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA PROMOVEM “CONVERSA POÉTICA”

A Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia (LAMASE) e o Clube de Artes e Cultura (Centro de Estudos de Fátima) irá promover na próxima sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, pelas 21h30 no Auditório do Centro Missionário Allamano (Missionários da Consolata), em Fátima, a iniciativa “1ª Conversa Poética”.

Esta é a primeira conversa poética de um ciclo inserido num projecto do Centro de Estudos de Fátima, com a parceria da LAMASE, Museu de Arte Sacra e Etnologia, Colégio do Sagrado Coração de Maria, Colégio de São Miguel e Restaurante Truão.

O conhecido professor Neves Martins foi o poeta convidado para este primeiro evento que contará também com momentos musicais de Nuno Martins e Rui Girão. No final haverá um momento de convívio que incluirá a degustação de um delicioso caldo verde.

O valor da entrada é de €3,00, sendo gratuito para os sócios da Liga. Venda de bilhetes e reservas no Museu de Arte Sacra e Etnologia (telefone 249 539 470; horário: 10h00-17h00). Os sócios terão também de reservar bilhetes. O valor das receitas reverterá para auxiliar esta recém-criada Liga dos Amigos do MASE.

Agradecidamente,

A Direção da LAMASE



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POESIA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

Preciso

 

Preciso de alguém

Que me ame, e não prenda.

Preciso de alguém

Que me compreenda.

Preciso de alguém

Com um ombro amigo,

Para estar comigo

Preciso de alguém.

 

Como a ave emplume

Saída do ninho,

Odeio o ciúme,

Adoro o carinho.

O meu coração

Tanta vez me diz,

Que na solidão

Ninguém é feliz.

 

P’ra ir mais além,

Preciso de ajuda:

Quero que esse alguém

Não me desiluda.

Só peço um sorriso

Livre de embaraços!

E quando eu preciso

Me aperte nos braços.

 

Meu ser não aceita

Vetustos sermões:

Nem a vida feita

De mil convenções:

Nem a hipocrisia

De peias e vazas,

A cortar as asas

Da minha alegria.

Graziela Vieira

Fevereiro, de 2000


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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Vamos pegar nos destroços

LANAME~1

Vamos pegar nos destroços

Perguntei a uma criança,

E que cor era a esperança

Na terra dos seus avós.

Respondeu-me sem sorrir:

“Enquanto a guerra existir

Não há esperança para nós.”

 

Querem um mundo moderno

Mas fazem dele um inferno

Doa lá a quem doer.

Alguns senhores governantes,

Tão cegos e petulantes

Agarrados ao poder

 

Há crianças inocentes

Armadas até aos dentes

Em vez de irem brincar

Não entendem o mistério

Da luta por um império

De quem as manda matar.

 

Tanta criança a sofrer,

De fome e frio a morrer!

Mas ninguém se diz culpado.

Se alguma voz se levanta

Com um grito na garganta

De pronto é abafado.

 

Voz que outrora falava,

Voz da verdade, clamava

Num qualquer ponto da terra:

“Homens de boa vontade,

Pactuai com a irmandade

Para por um fim na guerra.”

 

Mulheres de vários países,

Se queremos filhos felizes

Libertos de qualquer dor,

Unamos nossos esforços;

Vamos pegar nos destroços

Fazendo um mundo melhor.

 

Valada


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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Ser Transmontano

LANAME~1

Ser Transmontano

Ser transmontano,

É ser mais forte! É ir além

Do sonho humano!

É transcender‑se como ninguém.

É ter no peito

0 amor à terra, sua raiz!

Render‑lhe preito,

E orgulhar‑se do seu País.

 

Ser transmontano,

É um estatuto religioso

De homem lhano,

Que sai de tudo vitorioso.

É quase um mito

De humildade! Firme! Sem preço!

Como o granito

Inabalável que faz seu berço.

 

Ser transmontano,

É ser amigo do seu amigo.

Leal e ufano

Da valentia perante o perigo.

Bom Lusitano,

Divide o pão p’los seus iguais!

Ser transmontano,

É tudo isto, e muito mais.

 

Ana Transmontana


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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
PROCISSÕES SILENCIOSAS: UM POEMA DE GRAZIELA VIEIRA

LANAME~1

 PROCISSÕES SILENCIOSAS

 

Há procissões de silêncio

 Nas ruas dos meus sentidos,

 Proclamando a decadência

 Dos meus sonhos não vividos.

 

Há procissões de silêncio 

Que trazem amordaçados, 

Meus desejos de vivência 

Em amor sublimados. 

 

Há procissões de silêncio 

A encher o labirinto 

De sombras da inocência 

Que já tive, e hoje não sinto. 

 

Há procissões de silêncio 

Nas calçadas do meu ser,

Sufocando a existência, 

 A vontade de viver. 

 

Há procissões de silêncio 

Marcando a desilusão, 

Vão enchendo as saliências 

Do meu débil coração. 

 

Há procissões de silêncio 

A marchar na avenida 

Do meu peito em dormência, 

Que passa ao lado da vida. 

Graziela Vieira

Ourém – Fátima

1998


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