Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Segunda-feira, 9 de Maio de 2016
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 21:34
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Segunda-feira, 28 de Março de 2016
CARTA ABERTA AOS OUREENSES QUE RESIDEM NA REGIÃO DE LISBOA

Vivem e trabalham na região de Lisboa largas centenas, porventura alguns milhares de oureenses e seus descendentes que, não obstante a distância a que se encontram da sua terra natal, não esquecem as suas raízes.

Pese embora a sua representação numérica, não possuem os oureenses que residem na região de Lisboa uma representação que os congregue – nem o concelho de Ourém uma verdadeira embaixada regionalista na capital que pugne pela divulgação dos seus valores e interesses.

Desfilou a banda da Sociedade Filarmónica Ouriense nas comemorações da data histórica do 1º de Dezembro em Lisboa que tiveram lugar no ano passado e vai em breve o Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, do Olival, atuar no Encontro de Culturas na cidade de Loures. Também o Presidente da Câmara Municipal de Ourém veio recentemente a Lisboa para dar a conhecer o programa de comemorações cívicas que irão ter lugar no âmbito do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima. Mas, falta a Ourém o apoio e a força anímica da comunidade oureense que só se pode manifestar-se se for traduzida de uma forma organizada, através de uma associação regionalista que a congregue.

À semelhança do que sucede com as comunidades dos concelhos vizinhos de Alvaiázere, Tomar e Ferreira do Zêzere, apenas para citar os geograficamente mais próximos, também o concelho de Ourém possui condições objetivas para possuir na capital a sua própria representação regionalista, refundando a Casa de Ourém e, qual Fénix das cinzas renascida, fazer flutuar a bandeira municipal com a sua “águia estendida de vermelho bicada e sancada de negro, coleirada de ouro, segurando nas garras o escudo de Portugal antigo”. Naturalmente em moldes modernos, rejuvenescidos e contando com a participação de todos os oureenses e seus descendentes, quaisquer que sejam as suas crenças ou convicções ideológicas.

Não possuindo, por razões óbvias, capacidade para reunir os oureenses em torno deste objetivo, sem falsa modéstia, o autor destas linhas possui experiência suficiente no domínio do associativismo regionalista para abraçar esta causa e prestar todo o apoio - assim queiram os oureenses!

E, para finalizar, permitam-me que recorde o artigo 2º dos Estatutos da extinta Casa de Ourém, em Lisboa: “A "CASA DE OURÉM" é uma associação fundamentalmente regionalista, de propaganda e iniciativa, destinada a estudar, promover, auxiliar ou defender, quaisquer actos ou previdências tendentes ao fortalecimento da solidariedade entre os componentes da colónia ouriense em Lisboa, ao aperfeiçoamento moral e material dos associados e engrandecimento e prestígio do Concelho de Vila Nova de Ourém e seus naturais."



publicado por Carlos Gomes às 22:46
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
CASAS REGIONAIS ALMOÇAM JUNTAS EM FERNÃO FERRO



publicado por Carlos Gomes às 11:29
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Domingo, 25 de Outubro de 2015
JORNADA REGIONALISTA JUNTA CASAS REGIONAIS EM LISBOA GRANDE

As casas regionais sediadas em Lisboa levaram hoje a efeito um encontro cultural que foi simultaneamente uma grande jornada regionalista a congregar gentes das mais variadas regiões do país a viver na capital do país. A iniciativa foi da Associação das Casas Regionais de Lisboa (ACRL) e teve lugar na Freguesia de Marvila, mais concretamente no salão de festas de Vale Fundão.

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Constituída em 2007 com vista a conferir maior representatividade ao associativismo regionalista, a Associação das Casas Regionais de Lisboa (ACRL) congrega algumas dezenas de casas regionais, entre as quais a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, a Liga dos Amigos do Concelho de Valença, a Casa do Concelho de Ponte de Lima, a Casa Courense em Lisboa, Casa da Comarca de Arganil, Casa Regional de Cinfães, Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, Casa do Concelho de Tomar e a Casa do Concelho de Gouveia.

O concelho de Ourém não se encontra representado neste movimento em virtude da Casa de ourém já ter sido extinta.

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Diversas casas regionais trouxeram à capital grupos folclóricos ou de música popular constituídos no seio das respetivas associações pu provenientes dos respetivos concelhos. Destacamos, pela sua representatividade, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Castro Daire, o Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, o Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Concelho de Cinfães e o Grupo de Cavaquinhos da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

O regionalismo não se fecha em si mesmo. Antes pelo contrário, reconhece a diversidade e reforça os laços de amizade e colaboração entre as mais diversas regiões, contribuindo para unir os povos.

O evento contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Marvila. Os seus dirigentes apostam na realização, para o próximo ano, de uma grandiosa jornada a ter lugar em pleno centro de Lisboa, local privilegiado de divulgação nomeadamente junto dos números turistas que visitam a capital.

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publicado por Carlos Gomes às 21:44
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Sábado, 24 de Outubro de 2015
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE AMANHÃ EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 12:06
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 22:27
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Domingo, 18 de Outubro de 2015
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 15:18
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Sexta-feira, 20 de Março de 2015
TABULEIROS DE TOMAR DESFILAM EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 22:45
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Domingo, 12 de Outubro de 2014
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE EM LISBOA

Cerca de dezena e meia de casas regionais assentaram ontem arraial na Praça da Figueira, em Lisboa. Trouxeram os produtos típicos das suas terras de origem, desde a doçaria aos enchidos, o artesanato e a divulgação turística.

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Pelo palco desfilaram diversos grupos musicais, incluindo ranchos folclóricos, constituídos no seio destas associações regionalistas ou propositadamente deslocadas das respetivas regiões em sua representação.

A Casa do Concelho de Tomar e a Casa de Ferreira do Zêzere foram duas das associações regionalistas que participaram neste evento organizado pela Associação das Casas Regionais de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 12:44
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Domingo, 1 de Junho de 2014
CASAS REGIONAIS FAZEM FESTA EM LISBOA

Casas dos concelhos de Tomar e Alvaiázere participaram no evento

Cerca de duas dezenas de casas regionais e outras coletividades de desporto, cultura e recreio juntaram-se este fim-de-semana na Alameda D. Afonso Henriques para festejar o Dia Nacional das Coletividades. Tendo como cenário a monumental fonte luminosa, diversos grupos folclóricos representativos das mais diversas regiões do país desfilaram pelo palco ali instalado, dando a conhecer aos lisboetas as tradições das suas terras de origem.

Num dos passeios laterais da Alameda D. Afonso Henriques perfilam-se os pavilhões das diversas coletividades e casas regionais, pontificando entre outros os concelhos de Arganil, Tomar, Alvaiázere, Tábua, Covilhã, Arcos de Valdevez, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Castro d’Aire e Ponte de Lima.

O evento, denominado “Festa das Coletividades e casas Regionais em Lisboa”, foi organizado pela Federação das Coletividades do Distrito de Lisboa, a Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL) e a Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa e contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e das juntas de freguesia do Areeiro, Arroios e Penha de França.

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publicado por Carlos Gomes às 02:44
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Domingo, 23 de Março de 2014
EM 1997, JORNAL “CORREIO DA MANHÔ REGISTOU A PARTICIPAÇÃO DOS TRÊS PASTORINHOS DO RANCHO DA CASA DO POVO DE FÁTIMA NA “FESTA DE PORTUGAL”

O jornal “Correio da Manhã” na sua edição de 24 de março de 1997, registou a participação no dia anterior de três pastorinhos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima na Festa de Portugal, evento que foi organizado pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa.

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A iniciativa decorreu no Pavilhão Carlos Lopes e no Parque Eduardo VII, tendo contado com a participação de perto de duas dezenas de representações folclóricas e etnográficas de todo o país.

A foto que realça a reportagem possui a seguinte legenda: “Um momento de pausa para os três pastorinhos no desfile etnográfico”.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 01:50
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Domingo, 9 de Março de 2014
REGIONALISMO E AUTONOMISMO EM PORTUGAL. RAÍZES HISTÓRICAS? – UMA REFLEXÃO DO HISTORIADOR A. H. OLIVEIRA MARQUES

“Regionalismo e Autonomismo em Portugal. Raízes históricas?” é o título de uma intervenção feita pelo historiador A. H. Oliveira Marques no Congresso do I Centenário da Autonomia dos Açores, organizado pela Universidade dos Açores e promovido pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, entretanto publicado pelo Jornal de Cultura.

Nesta intervenção, o historiador abordou aspetos históricos e de identidade insular das regiões autónomas dos Açores e da Madeira comparativamente aos diversos nacionalismos existentes em diversos estados europeus, mormente em Espanha, frança, Alemanha e Itália, acabando por salientar o papel histórico dos concelhos como base da nossa tradição autonómica e descentralizadora.

Segundo A. H. Oliveira Marques, “o único vestígio de descentralização autónoma tem de, em Portugal, ser buscado na realidade concelhia. Só o concelho pode arrogar-se de uma tradição histórica que, em alguns casos, como vimos, é anterior à própria nacionalidade. Só o concelho pode orgulhar-se da manutenção constante, ao longo dos séculos, de órgãos electivos e representativos das populações locais. Só nele deve ser buscado um princípio de autonomia e de regionalização incontestáveis”.

António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques de seu nome completo foi um dos mais destacados historiadores dos nossos tempos, com vasta obra publicada de que se salientam os seus estudos sobre a Idade Média, a Primeira República, o Estado Novo e a Maçonaria.



publicado por Carlos Gomes às 15:15
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
JORNAL SÉNIOR: CASAS REGIONAIS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM (V)

Texto: Filipa Faustino Arenga

Jornal Sénior, nº. 2, de 23 de Maio de 2013

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EMBAIXADAS REGIONAIS

Nem tudo é negro neste cenário. Algumas casas continuam a funcionar, algumas conseguiram integrar corpos dirigentes mais jovens e outras té foram fundadas nos últimos anos. Mas, qual é o seu papel, actualmente? Talvez agir mais como as pequenas embaixadas e centros de interesses. “Nas circunstâncias actuais, as casas regionais podem contribuir para a promoção dos interesses regionais e, nalguns casos, para a implementação de melhoramentos locais considerados de interesse para as respectivas populações”, defende Carlos Gomes. Por outro lado, o investigador acredita que “sem abdicar da sua natureza popular, as casas regionais deveriam transformar-se em associações prestadoras de serviços, combinando o amadorismo que sempre as caracterizou com um certo grau de profissionalismo que os tempos modernos requerem. Darei, como exemplo, as casas regionais francesas estabelecidas em paris, mormente a Maison d’Alsace, funcionando exclusivamente como empresas nas quais se consorciam diversas entidades das respectivas regiões para a promoção dos seus negócios”. Na cidade de Lisboa, analisa ainda, as associações podem “tirar partido da sua localização privilegiada que é simultaneamente porta de entrada de numerosos visitantes estrangeiros. As casas regionais poderiam prestar um valioso serviço às suas regiões, concentrando um conjunto de funções que as tornariam autênticas delegações dos interesses locais e regionais”.



publicado por Carlos Gomes às 13:00
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JORNAL SÉNIOR: CASAS REGIONAIS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM (IV)

Texto: Filipa Faustino Arenga

Jornal Sénior, nº. 2, de 23 de Maio de 2013

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PASSADO OU PRESENTE?

Para além de se ter perdido uma parte dos polos de socialização, a diluição das actividades das associações regionalistas coloca ainda uma questão ligada à preservação e transmissão activa das tradições, da memória colectiva, dos valores, da linguagem, das festividades, em suma, das manifestações de identidade regionais, nomeadamente junto de gerações mais novas, que não tiveram oportunidade de viver estas tradições in loco. Mas fará sentido falar da pertinência deste aspecto numa altura em que as identidades regionais e nacionais parecem desvanecer-se nas tendências globais? Carlos Gomes não tem dúvidas: “Precisamente num tempo em que a globalização e a construção de um espaço político ao nível europeu podem representar um risco de perda de identidade dos povos e, consequentemente, da sua liberdade, todas as formas de manter viva a sua cultura adquirem uma maior importância e actualidade. A construção de comunidades políticas e económicas supranacionais não pode, em circunstância alguma, representar a massificação de costumes através de uma “lavagem ao cérebro” dos povos de maneira a fazê-los esquecer as suas origens e identidade, a renegarem o seu passado e abdicarem da sua língua materna. As escolhas dos cidadãos apenas serão verdadeiramente livres se tiverem consciência das mesmas em função dos seus próprios interesses”.

José Travaços dos Santos, historiador e vencedor, em 2012, do reputado prémio internacional “Oscar do Folclore”, atribuído pela União Internacional de Associações de Folclore a personalidades que se destacam no estudo e divulgação etnográfica, também se assume nesta defesa. “Numa altura em que estamos a assistir ao diluir dos traços identitários dos povos, nomeadamente na Europa, é essencial preservar o conhecimento acerca destes mesmos elementos distintivos, como a língua, o folclore, a etnografia. O conjunto das identidades regionais forma, sem dúvida, a nossa identidade nacional”. O historiador batalhense, com mais de sessenta anos dedicados à etnografia e etnologia, é realista. “Não se trata de defender que as pessoas andem vestidas com os trajos tradicionais mas conhecer as origens desses aspectos etnográficos, que em muitas vezes são subtis. Haverá uma parte destas tradições que pertencem ao foro museológico, mas há outras diferenças regionais utilizáveis ainda hoje, como é o caso da cozinha regional. Até mesmo os grupos folclóricos, quando as crianças ouvem as actuações, começam invariavelmente a dançar também. Há qualquer coisa que mexe com elas”.

Mas os tempos parecem não estar para isso: “temos uma classe de políticos que só pensa nos lucros materiais e que não pensa no Povo, nas suas necessidades e na sua identidade”. A Câmara Municipal de Lisboa chegou a ter, sob a presidência de Carmona Rodrigues, um gabinete de apoio ao associativismo regional, mas este foi extinto com a actual administração.

Perante o declínio do associativismo regionalista, chegou a ser criado, em 2000, o Conselho Nacional das Casas Regionais, que pretendia justamente posicionar esta forma de participação cívica enquanto vector e factor de promoção da identidade nacional.

Pode ler-se na sua declaração de missão, relembrada no Almanaque Alentejano de 2012: “Promover a defesa dos valores, da cultura e da diferenciação que identificam cada uma das regiões do País, como forma de afirmação da identidade nacional; proporcionar um espaço de reflexão e debate sobre temas que suscitem o desenvolvimento e o crescimento das regiões; incentivar as relações de intercâmbio e troca de experiências entre as casas regionais; promover e dinamizar iniciativas conjuntas em ordem á preservação e valorização de bens e valores culturais com o reforço da identidade própria de cada região dentro de um todo nacional; suscitar junto das entidades públicas questões abrangentes para a resolução de problemas regionais”. Ao que pudemos apurar, no entanto, as realizações do projecto, aparentemente inactivo neste momento, foram poucas e de pequeno impacto.

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publicado por Carlos Gomes às 12:00
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JORNAL SÉNIOR: CASAS REGIONAIS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM (III)

Texto: Filipa Faustino Arenga

Jornal Sénior, nº. 2, de 23 de Maio de 2013

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DECLÍNIO

Depois de um período de grande actividade, muitas das casas entraram em letargia. As razões são várias: o menor fluxo migratório para as cidades e o recurso das pessoas a outras formas de socialização e integração social, envelhecimento da massa associativa e dos dirigentes, a falta de interesse ou disponibilidade dos mais jovens para assumir as rédeas das associações, a sua rara existência e divulgação das suas actividades na internet, a crescente escassez de apoios estatais e autárquicos, a desactualização das suas actividade e objectivos face às mudanças sociais em seu torno, os projectos falahados de novas sedes, em que pudessem desenvolver os seus programas, entre outras. Hoje em dia, muitas destas casas limitam as suas actividades a convívios esporádicos e algumas sobrevivem graças a terem um restaurante típico, pese embora o esforço voluntário da maioria dos dirigentes. O pendor sociocultural de outrora, representando as suas regiões, diluiu-se, em muitos dos casos. “É notória a dificuldade que sentem em encontrar respostas para as exigências dos tempos actuais, adaptando a sua forma de actuação. Daí resulta uma certa incapacidade de envolver as gerações de descendentes que já nasceram longe da região de origem dois seus pais e fazê-las interessarem-se pelas temáticas do regionalismo. Finalmente, o apego aos cargos directivos por parte de alguns responsáveis impede a renovação dos dirigentes e, consequentemente, das mentalidades”, analisa Carlos Gomes.

Só no concelho de Lisboa, estima-se que existam cerca de 60 casas regionais, de comarca, concelho e província. Destas, apenas algumas mantêm as portas abertas e outras “arrastam a sua inactividade por períodos bastante prolongados, aabrindo as portas para um encontro à volta de um baralho de cartas de jogar ou, ocasionalmente, um almoço de convívio, mas negando sempre o seu estado de agonia”.

A extinção formal não é comum: aliás, a única que o fez nos últimos anos foi a Casa de Ourém, em 2010. Antes desta, só “a da Casa de Ovar, na década de sessenta e, nos anos oitenta, a Casa da Comarca de Oliveira de Azeméis”. Aquando da sua extinção, a Casa de Ourém entregou o seu espólio ao Museu Municipal de Ourém, onde se encontrou recentemente exposto ao público na exposição “Da Casa de Ourém ao Km110”.

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publicado por Carlos Gomes às 11:00
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JORNAL SÉNIOR: CASAS REGIONAIS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM (II)

Texto: Filipa Faustino Arenga

Jornal Sénior, nº. 2, de 23 de Maio de 2013

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TRANSMISSÃO DE CULTURA

Para além do seu papel junto dos migrantes, as associações regionalistas deram ás segundas gerações, já nascidas em ambiente urbano e muito diferente das terras e culturas dos pais, a possibilidade de conhecerem de perto estas tradições e valores longínquos – geográfica, histórica e socialmente. Não era invulgar um jovem de um qualquer subúrbio de Lisboa pertencer a um rancho folclórico minhoto, por exemplo, por afinidade familiar à região.

O auge deste associativismo deu-se nos anos oitenta e noventa do século passado, uma altura “em que assistimos ao aparecimento de um número apreciável de casas regionais de âmbito concelhio”, acrescenta o investigador, também co-fundador da Casa do Concelho de Ponte de Lima. “Foi um período marcado por uma certa dinamização que se traduziu simultaneamente na formação de vários agrupamentos folclóricos e de música tradicional no seio dessas associações e também fora delas devido a um certo efeito de contágio”. Nem todas vingaram, no entanto “algumas das que então procuraram dar os primeiros passados ficaram pelo caminho ou sucumbiram à nascença, como foi o caso de Montalegre, Caminha, Terras de Bouro e Ponte da Barca”.



publicado por Carlos Gomes às 10:00
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JORNAL SÉNIOR: CASAS REGIONAIS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM (I)

ASSOCIATIVISMO REGIONALISTA A BRAÇOS COM NOVOS DESAFIOS

As Casas Regionais, que servem de porto de abrigo e polo sociocultural aos migrantes rurais do século XX, enfrentam os desafios dos novos tempos e muitas delas definham-se. São vários os factores que propiciam este declínio, mas o associativismo regionalista tem um papel importante na preservação activa dos valores e tradições regionais. Num mundo globalizado – e num país europeizado – é uma questão de identidade nacional.

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Texto: Filipa Faustino Arenga

Jornal Sénior, nº. 2, de 23 de Maio de 2013

O fluxo migratório do campo para as cidades, que decorreu ao longo do século XX em Portugal, fez com que as associações de índole regional ganhassem um espaço social e cultural cimeiro na vida dos milhões de pessoas desenraizadas, saudosas das suas terras de afecto, das suas tradições, dos seus contextos geográficos e humanos… As chamadas casas regionais – Casa do Alentejo, do Algarve, do Minho, de Paredes de Coura, de Tomar, entre muitas outras – foram durante anos polos socioculturais, em especial na região da Grande Lisboa, o principal destino dos migrantes. Foram essenciais enquanto centros de apoio no processo de adaptação e ofereceram aos associados uma noção de identidade partilhada, de vivência comum e aproximação cultural aos seus valores originais. Poder falar a mesma linguagem, celebrar as mesmas efemérides e tradições, saborear a comida tradicional e assistir a manifestações culturais e etnográficas específicas de cada região tornavam estas associações em pequenos recantos de conforto e de companhia.

Carlos Gomes, jornalista e investigador do tema do associativismo regionalista, conta que “a importância das casas regionais, inicialmente designadas por “grémios regionalistas”, residia no facto de as mesmas contribuírem para a preservação da identidade cultural e da coesão social das gentes que um dia foram obrigadas a abandonar as suas regiões de origem. O empobrecimento das zonas rurais a par do desenvolvimento industrial dos principais centros urbanos a partir de neados do se´culo XIX causou um êxodo populacional que ameaçou o seu próprio desenraizamento cultural”.

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publicado por Carlos Gomes às 09:00
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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
JORNAL SENIOR ANALISA SITUAÇÃO DAS CASAS REGIONAIS E FAZ ALUSÃO Á CASA DE OURÉM

Já está nas bancas o segundo número do “Jornal Sénior”, quinzenário dirigido por Mário Zambujal. Com excelente grafismo e uma informação diversificada que, pese embora seja particularmente dirigido a um público mais idoso, apresenta temáticas que vão ao encontro dos interesses das mais diversas faixas etárias da sociedade, o “Jornal Sénior” apresenta na atual edição um interessante trabalho de duas páginas da autoria da jornalista Filipa Faustino Arenga acerca das casas regionais em Lisboa.

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Sob o título “Associativismo regionalista a braços com novos desafios” e o antetítulo “Casas Regionais já não são o que eram”, a jornalista traça o diagnóstico das casas regionais, faz uma retrospetiva histórica e analisa os novos desafios que a sociedade moderna lhes coloca. Neste trabalho fazem-se referências nomeadamente à extinção da Casa de Ourém e à exposição realizada pelo Museu Municipal de Ourém, contando com depoimentos prestados pelos historiadores Carlos Gomes e José Travaços dos Santos. Trata-se, com efeito, de uma leitura a não perder, sobretudo por parte de quantos de alguma forma se encontram ligados ao associativismo regionalista.



publicado por Carlos Gomes às 13:27
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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
OURÉM E O SEU REGIONALISMO EM LISBOA

O crescimento industrial e o desenvolvimento dos transportes e vias de comunicação no nosso país verificado a partir da segunda metade do século XIX estiveram na origem de grandes fluxos migratórios das regiões do interior para os grandes centros urbanos, mormente para a cidade de Lisboa. Entre as mais variadas gentes provenientes de todo o país que partiram à procura de melhores condições de vida contam-se os naturais do concelho de Ourém que, um tanto à semelhança dos seus vizinhos de Tomar, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere ocuparam-se preferencialmente na construção civil.

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Esta enorme vaga migratória deu origem ao aparecimento de um associativismo vulgarmente conhecido como “casas regionais”, designação imposta pelo Estado Novo aos até então denominados grémios regionalistas. Contam-se, entre elas a Casa de Ourém, a Casa do Concelho de Tomar, a Casa do Concelho de Alvaiázere, a Casa do Concelho de Ferreira do Zêzere, a Casa da Comarca da Sertã, Casa do Concelho de Figueiró dos Vinhos e a Casa do Concelho de Castanheira de Pera, apenas para referir as geograficamente mais próximas. Todas estas associações existem atualmente e mantêm a sua atividade à exceção da Casa de Ourém recentemente extinta.

A ocupação do espaço urbano pelo comércio e serviços tem levado a um acentuado decréscimo da população residente em Lisboa e, sobretudo a partir dos finais dos anos sessenta, ao aparecimento de novos bairros dormitórios nos seus arredores, os quais vão progressivamente adquirindo vida própria. E, como não podia deixar de se verificar, também os oureenses participaram na construção dos novos bairros onde aliás, muitos se fixaram, como sucede em Massamá, no concelho de Sintra.

Ao mesmo tempo que os oureenses acompanharam a deslocação para a periferia e à medida que se fixaram e constituíram família, os oureenses deram origem a novas gerações de descendentes entretanto nascidas em Lisboa e nos arredores mas cujas raízes permanecem na nossa região.

Não obstante a melhoria das vias de comunicação que permite uma mais fácil deslocação a Ourém, calculam-se ainda em largas centenas, porventura milhares, os naturais do concelho de Ourém e seus descendentes a viver na região de Lisboa. Trata-se de um capital humano que, devidamente aproveitado, poderia constituir uma mais-valia para a divulgação das potencialidades da nossa região precisamente na capital do país, principal porta de entrada de milhares de pessoas que visitam o nosso país e onde se encontram sediados os organismos públicos e os principais órgãos de comunicação social.

À semelhança dos demais concelhos vizinhos de Tomar e Alvaiázere, também Ourém continua a reunir as condições objetivas para constituir em Lisboa uma verdadeira representação regionalista, aproximando as suas gentes que ali vivem e trabalham. Qual Fénix das cinzas renascida, também Ourém poderá voltar a ter de novo a sua “casa regional”. O sucesso do associativismo regionalista não é determinado pelos quilómetros que distanciam Ourém da grande cidade mas da orientação esclarecida dos seus dirigentes!

Carlos Gomes

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A imagem mostra a sede da Casa do Concelho de Tomar, em Lisboa

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À entrada da Casa do Concelho de Tomar, uma homenagem às suas gentes

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A Casa do Concelho de Tomar promove os seus produtos em Lisboa

Edifício Ourém

Edifício Ourém, no concelho de Sintra, um testemunho da presença da comunidade oureense

azulejos edifício Ourem

O "Edifício Ourém", em Massamá, exibe na fachada três paineis de azulejos mostrando o castelo de Ourém



publicado por Carlos Gomes às 07:23
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012
EXPOSIÇÕES SOBRE CASA DE OURÉM E VILA NOVA DE OURÉM PATENTES NO MUSEU MUNICIPAL

Exposições:

Exposição de Longa Duração: OURÉM’ AFEIÇÕES ׀ VILLA NOVA DE OURÉM 1900

A casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

Exposição temporária: “DA CASA DE OURÉM AO KM 110

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012
OURÉM SERVE O FADO À MESA!



publicado por Carlos Gomes às 11:17
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Domingo, 7 de Outubro de 2012
CASA DE OURÉM E VILA NOVA DE OURÉM SÃO TEMAS DAS EXPOSIÇÕES PATENTES NO MUSEU MUNICIPAL

Exposições:

Exposição de Longa Duração: OURÉM’ AFEIÇÕES ׀ VILLA NOVA DE OURÉM 1900

A casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

Exposição temporária: “DA CASA DE OURÉM AO KM 110

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM MANTÉM EXPOSIÇÕES

Exposições:

Exposição de Longa Duração: OURÉM’ AFEIÇÕES ׀ VILLA NOVA DE OURÉM 1900

A casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

Exposição temporária: “DA CASA DE OURÉM AO KM 110

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
OURÉM PRESTA TRIBUTO AO FADO



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Sábado, 22 de Setembro de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM EVOCA REGIONALISMO OUREENSE EM LISBOA

Exposição temporária: “DA CASA DE OURÉM AO KM 110”

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro ede partilhas entreoureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA: CASA DO RIBATEJO EM NEWARK FESTEJA 18 ANOS DE EXISTÊNCIA

As gentes do Ribatejo radicadas em Newark, nos Estados Unidos da América, comemoraram no passado dia 15 de setembro o 18º aniversário da Casa do Ribatejo.

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Os festejos contaram com a participação de muitos ribatejanos e outros compatriotas que se associaram à iniciativa, tendo constituído um momento de confraternização e de evocação das raízes culturais que constituem a sua identidade.

Integrado nas comemorações, foi inaugurada uma exposição de pintura do artista Mateus Costa, radicado em Filadélfia, a qual se mantém patente ao público.

Fotos: https://www.facebook.com/events/345237958904344/#!/LusoNews

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
BRASIL: CASA DAS BEIRAS DO RIO DE JANEIRO MINISTRA AULAS DE DANÇA



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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
MUSEU MUNICIPAL MANTÉM EXPOSIÇÃO SOBRE CASA DE OURÉM

Exposição temporária: “DA CASA DE OURÉM AO KM 110”

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro ede partilhas entreoureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM APRESENTA "A CASA À MESA" EVOCANDO O REGIONALISMO NA CASA DE OURÉM EM LISBOA

“A Casa à Mesa” II jantar temático: “O associativismo na Casa de Ourém”

03 de Agosto - 20h30

Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa, com gastronomia de Ourém.

Preço: 10€

Inscrições no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00 | tel: 249 540 900 (ext. 6831) | tlm: 919 585 003 | museu@mail.cm-ourem.pt

Para mais informações contactar: | tlm: 919 585 003 ou 969 067 376



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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM EVOCA REGIONALISMO OUREENSE EM LISBOA

“A Casa à Mesa” II Jantar Temático

“O Associativismo na Casa de Ourém” é o mote para o II Jantar Temático “A Casa à Mesa”, na próxima sexta-feira, dia 03 de Agosto, pelas 20h30, no Museu Municipal de Ourém.

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa, com gastronomia de Ourém.

O jantar tem um custo de 10 euros.

Inscrições no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. Tel.: 249540900 (ext.6831), tlm: 919585003, email: museu@mail.cm-ourem.pt.

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Exposição “Da Casa de Ourém ao KM110”

A Casa do Administrador, em Ourém, acolhe até Outubro a antiga “Casa de Ourém” em Lisboa.

No primeiro piso do Museu Municipal, os cartões de sócios, as fotografias, os recortes de imprensa, os troféus e o mobiliário ajudam a contar cerca de sete décadas de história desta coletividade. Juntam-se a estes os jogos de tabuleiro, os Encontros “A Casa à Mesa” e outras manifestações potenciadoras de novas dinâmicas associadas a este lar oureense.

Mais do que um espaço físico, a Casa de Ourém perfila-se como uma plataforma de confraternização e de solidariedade entre os que viveram ou vivem Ourém, na maior parte do tempo a partir de fora avistando-a, de quando em quando, ao Km 110 da A1.

Esta exposição beneficiou de diversas parcerias ligadas à Casa de Ourém, contando especialmente com as participações de Carlos Justo e Sérgio Ribeiro.

As primeiras manifestações do que viria a constituir a Casa de Ourém iniciam-se antes de 1953, data da sua inauguração.

Na década de 1930, os Ourienses residentes em Lisboa, afastados das suas raízes, sentiam uma profunda e visceral necessidade de convívio, de partilhar notícias, de exteriorizar emoções e sentimentos comuns por uma região que lhes tinha moldado a alma.

 



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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
REGIONALISMO OUREENSE EM LISBOA VAI SER EVOCADO EM JANTAR TEMÁTICO NO MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM



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Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM EVOCA O REGIONALISMO OUREENSE EM LISBOA



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Domingo, 22 de Julho de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM REALIZA JANTAR TEMÁTICO SOBRE A CASA DE OURÉM



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Segunda-feira, 2 de Julho de 2012
MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM EVOCA AMANHÃ O ASSOCIATIVISMO DA CASA DE OURÉM



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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012
MUSEU MUNICIPAL SERVE "CASA DE OURÉM" Á MESA

No âmbito da exposição temporária: “Da Casa de Ourém ao KM 110”, o Museu Municipal de Ourém leva hoje a efeito, pelas 20h30, o I Jantar temático: A Casa à Mesa sob o tema: “As dinâmicas da Casa de Ourém: memórias partilhadas”.

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa com gastronomia local.



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Quinta-feira, 14 de Junho de 2012
MEMÓRIAS DA CASA DE OURÉM VÃO SER PARTILHADAS À MESA

No âmbito da exposição temporária: “Da Casa de Ourém ao KM 110”, o Museu Municipal de Ourém organiza, no dia 15 de junho, pelas 20h30, o I Jantar temático: A Casa à Mesa sob o tema: “As dinâmicas da Casa de Ourém: memórias partilhadas”.

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa com gastronomia local.

Preço: 10€ (inclui vista guiada à exposição “Da Casa de Ourém ao KM 110”).

Inscrição obrigatória e limitada à capacidade da sala, no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00 – Tel.: 249 540 900 (ext. 6831); tlm: 919585003; e-mail: museu@mail.cm-ourem.pt



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Terça-feira, 12 de Junho de 2012
MUSEU MUNICIPAL EVOCA CASA DE OURÉM

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“A Casa à Mesa”

I jantar temático: “As dinâmicas da Casa de Ourém – memórias partilhadas”

15 de junho – 20h30

Museu Municipal – Casa do Administrador

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa, com gastronomia de Ourém, servida com a louça da sua casa.

Preço: 10€;

Inscrição obrigatória no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 9h30 às

12h30 e das 14h00 às 18h00 - Tel: 249 540900 (ext. 6831) ׀ tlm: 919585003 ׀ e-mail:

museu@mail.cm-ourem.pt



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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
JANTAR NO MUSEU EVOCA CASA DE OURÉM

No âmbito da exposição temporária: “Da Casa de Ourém ao KM 110”, o Museu Municipal de Ourém organiza, no dia 15 de junho, pelas 20h30, o I Jantar temático: A Casa à Mesa sob o tema: “As dinâmicas da Casa de Ourém: memórias partilhadas”.

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa com gastronomia local.

Preço: 10€ (inclui vista guiada à exposição “Da Casa de Ourém ao KM 110”).

Inscrição obrigatória e limitada à capacidade da sala, no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00 – Tel.: 249 540 900 (ext. 6831); tlm: 919585003; e-mail: museu@mail.cm-ourem.pt



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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
“Da Casa de Ourém ao KM110”

Durante os próximos seis meses, a Casa do Administrador vai acolher a antiga “Casa de Ourém” em Lisboa. No primeiro piso do Museu Municipal, os cartões de sócios, as fotografias, os recortes de imprensa, os troféus e o mobiliário ajudam a contar cerca de sete décadas de história desta Coletividade. Juntam-se a estes os jogos de tabuleiro, os Encontros “Na Casa à Mesa” e outras manifestações potenciadoras de novas dinâmicas associadas a este lar oureense.

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A inauguração da exposição, que decorreu na passada sexta-feira, Dia Internacional dos Museus, contou com a presença de alguns antigos sócios que tiveram aqui a oportunidade de rever parte do acervo doado à Câmara de Ourém após o termo desta instituição.

Para José Manuel Alho, vice-presidente da Câmara Municipal de Ourém, “este é um dia muito importante”, na medida em que se recorda o lugar que “ao longo de muitos anos foi um ponto de abrigo para os oureenses, sobretudo durante os movimentos migratórios”, garantindo que “foi feita justiça ao espólio entregue nas mãos da Câmara”. Entrega essa que foi feita pelas mãos de Carlos Justo, último presidente da Casa de Ourém.

“Em boa hora apostei na vontade de prolongar a vida da Casa de Ourém. Em boa hora a Câmara tinha pessoas à frente com sensibilidade para esta acolher esta minha vontade”, afirmou Carlos Justo, num discurso repleto de comoção. “Só desta forma é que a Casa de Ourém não morreu, regressou a casa!”, exclamou, terminando a pedir “uma salva de palmas a todos os que sentiram necessidade de dar as mãos por esta causa”.

Quem também aplaudiu a doação deste espólio foi Sérgio Ribeiro, autor do título da exposição “Da Casa de Ourém ao KM110”, e com fortes ligações a esta associação. “Ainda que não seja a mais desejável, pois o ideal seria manter a Casa de Ourém aberta, esta é uma ótima solução, sobretudo pela forma como foi acolhida pela Câmara, trazendo-a para a casa que é de todos nós”.

Deolinda Simões, presidente da Assembleia Municipal de Ourém, agradeceu a “todos os que construíram esta história”, sublinhando que “aquela casa teve um fim mas a sua memória não tem”.

A memória da Casa de Ourém, para além da Casa do Administrador passará a estar “à distância de um clique”, através da plataforma “Digitarq” disponível no Site do Município.

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Sobre a exposição

Mais do que um espaço físico, a Casa de Ourém perfila-se como uma plataforma de confraternização e de solidariedade entre os que viveram ou vivem Ourém, na maior parte do tempo a partir de fora avistando-a, de quando em quando, ao Km 110 da A1.

Esta exposição beneficiou de diversas parcerias ligadas à Casa de Ourém, contando especialmente com as participações de Carlos Justo e Sérgio Ribeiro.

As primeiras manifestações do que viria a constituir a Casa de Ourém iniciam-se antes de 1953, data da sua inauguração.

Na década de 1930, os Ourienses residentes em Lisboa, afastados das suas raízes, sentiam uma profunda e visceral necessidade de convívio, de partilhar notícias, de exteriorizar emoções e sentimentos comuns por uma região que lhes tinha moldado a alma.

Museu apresenta novo site

Neste dia foi também apresentado o novo site do Museu Municipal de Ourém, disponível através de http://museu2.cm-ourem.pt/

Aqui os visitantes poderão ter acesso aos diferentes serviços do Museu, informações úteis e de carácter turístico do concelho e principais eventos a decorrer.



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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
CASA DE OURÉM PERMANECE VIVA NO CORAÇÃO E NA MEMÓRIA DOS OUREENSES

Passam cerca de dois anos desde a dissolução da Casa de Ourém. Apesar disso, aquela associação regionalista que durante quase seis décadas foi o ponto de encontro dos nossos conterrâneos radicados na região de Lisboa permanece bem viva no coração e na memória de muitos oureenses. E, a provar essa realidade, a afluência e o interesse registado pela exposição temporária que o Museu Municipal de Ourém acaba de inaugurar: “Da Casa de Ourém ao Km 110”.

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Ao longo de seis meses, os visitantes vão poder ver de perto muitos documentos que fizeram a história daquela associação, desde fotografias, cartões de sócios, troféus, mobiliário, equipamento diverso, troféus e até jogos de diversão. Algumas destas peças constituem autênticas relíquias, tal é a sua relativa antiguidade sobretudo para os mais jovens. Mas, o que realmente conta é o significado que tais peças possuem para muitos daqueles que as manusearam, as histórias que contam, os momentos de amizade que as fotos registam.

Durante décadas, muitos foram os oureenses que subiram devotamente ao terceiro andar do nº. 288 da rua da Palma, em Lisboa, para aí se encontrarem com os seus conterrâneos e partilharem recordações da sua terra. À mesa, como é costume entre as nossas gentes, corriam de mão em mão as grandes saladeiras. Durante muitas décadas, a Casa de Ourém transportou para a capital um pedaço da nossa terra, o espírito e maneira de ser das nossas gentes, os usos e costumes das gentes oureenses.

O regionalismo em Lisboa assenta no pressuposto da existência de uma comunidade migrada – colónia como antes se dizia! – com vontade de preservar as suas raízes e manter estreitas a sua ligação ao torrão natal. As casas regionais – grémios regionalistas – surgiram a partir dos começos do século XX como resultado direto do êxodo das populações das zonas rurais para os grandes aglomerados urbanos em consequência da industrialização iniciada a partir de meados do século XIX. Porém, a melhoria das vias de comunicação encurtou as distâncias e colocou as regiões outrora distantes mais perto da capital, como sucede atualmente com Ourém. Esta foi, porventura, a principal razão da dissolução da Casa de Ourém que, entretanto, regressou às suas próprias origens!

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Sábado, 19 de Maio de 2012
MUSEU MUNICIPAL ORGANIZA JANTAR TEMÁTICO ALUSIVO À CASA DE OURÉM

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“A Casa à Mesa”

I jantar temático: “As dinâmicas da Casa de Ourém – memórias partilhadas”

15 de junho – 20h30

Museu Municipal – Casa do Administrador

Num espaço informal, em ambiente descontraído, o encontro acontece à mesa, com gastronomia de Ourém, servida com a louça da sua casa.

Preço: 10€;

Inscrição obrigatória no Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 9h30 às

12h30 e das 14h00 às 18h00 - Tel: 249 540900 (ext. 6831) ׀ tlm: 919585003 ׀ e-mail:

museu@mail.cm-ourem.pt



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EXPOSIÇÃO "DA CASA DE OURÉM AO KM 110": OUREENSES PARTILHAM RECORDAÇÕES DA CASA DE OURÉM EM LISBOA

O Museu Municipal de Ourém inaugurou ontem a exposição temporária “Da Casa de Ourém ao Km 110”. Trata-se de um “convite para recordar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa”. Ao longo de seis meses, os visitantes vão poder ver de perto muitos documentos que fizeram a história daquela associação, desde fotografias, cartões de sócios, troféus, mobiliário, equipamento diverso, troféus e até jogos de diversão.

A ideia da criação da Casa de Ourém surgiu num almoço de oureenses que, em 17 de Fevereiro de 1935, juntou pela primeira vez na capital os oureenses radicados na capital. Ainda no mesmo ano, organizaram uma excursão a Vila Nova de Ourém.

Porém, a Casa de Ourém só foi fundada em 4 de julho de 1953, após a realização de vários encontros de confraternização decorridos nos anos que antecederam com o propósito de constituir em Lisboa uma associação regionalista de âmbito concelhio que congregasse à sua volta os naturais do Concelho de Vila Nova de Ourém.

Começou por funcionar na rua das Cruzes, junto à Sé Catedral de Lisboa. Transferiu-se posteriormente para a rua da Palma, nº. 288, 3º andar, passando a ocupar dois andares nesse edifício situado em frente ao chafariz do Desterro.

De acordo com o artigo 2º dos seus estatutos, “A "CASA DE OURÉM" é uma associação fundamentalmente regionalista, de propaganda e iniciativa, destinada a estudar, promover, auxiliar ou defender, quaisquer actos ou previdências tendentes ao fortalecimento da solidariedade entre os componentes da colónia oureense em Lisboa, ao aperfeiçoamento moral e material dos associados e engrandecimento e prestígio do Concelho de Vila Nova de Ourém e seus naturais.”.

Ainda, conforme os seus estatutos, a Casa de Ourém tinha como finalidades a “divulgação e propaganda das riquezas, belezas, possibilidades, etc. do Concelho de Vila Nova de Ourém, por intermédio de livros, jornais, conferências, exposições, filmes ou quaisquer outras formas de expressão cultural”; a “informação e representação, junto dos poderes públicos, autarquias locais e quaisquer outras entidades”, “a “acção combinada com as das autoridades locais e de quaisquer outros organismos corporativos, económicos, científicos, culturais, benemerentes ou recreativos”; a “creação, protecção ou desenvolvimento de escolas, cantinas, centros de educação, de recreio ou desporto, de assistência médica, forense ou técnica”; a “organização ou auxílio a congressos e a excursões regionais”; a “organização ou auxílio, em Lisboa, no Concelho, ou em qualquer outra parte do País, de exposições ou mostruários, permanentes ou transitórios, de produtos regionais, agrícolas, industriais, artísticos, etc.” e a “promoção ou realização de todos os actos de protecção material, moral ou intelectual, aos colonos oureenses, bem como dos actos de reconhecimento, homenagem ou consagração àqueles que, pelas suas qualidades ou acções, o mereçam”.

A Casa de Ourém, fazia parte de uma de uma primeira geração de casas regionais de âmbito concelhio que surgiu em meados do século passado, correspondendo à necessidade de uma maior participação e representação dos próprios concelhos relativamente àquela que os anteriores grémios regionalistas – assim se começaram por designar as casas regionais! – de âmbito provincial proporcionavam. As décadas de oitenta e noventa vieram a registar o aparecimento de novas casas regionais de âmbito concelhio, congéneres da Casa de Ourém.

Em 2010, a Casa de Ourém foi dissolvida. O remanescente foi inventariado e passou a incorporar o património da Câmara Municipal de Ourém, tendo o seu espólio sido entregue à Biblioteca Municipal de Ourém, ao Arquivo Histórico e ao Museu Municipal de Ourém. Desconhecemos se a dissolução foi “votada por dois terços dos sócios efectivos e federados ou por imposição das autoridades” conforme determinava o artigo 64º dos estatutos da Casa de Ourém. Apenas registamos a presença na região de Lisboa de muitos oureenses e seus descendentes que bem poderiam contribuir para a divulgação na capital das potencialidades da nossa região, à semelhança do que fazem os naturais de outras regiões do país.

Fica-nos a recordação de algumas visitas efetuadas à Casa de Ourém, sobretudo a participação, em 1987, no almoço de aniversário daquela “agremiação regionalista”. Quis o destino que, numa altura em que nos ligávamos a Ourém por laços familiares, estivéssemos diretamente envolvidos na criação em Lisboa de outra associação congénere com referência a um concelho minhoto – a Casa do Concelho de Ponte de Lima!

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
MUSEU MUNICIPAL INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA SOBRE CASA DE OURÉM

Inauguração: dia 18 de maio, pelas 21h00

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
OURÉM COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

No próximo dia 18 de Maio, pelas 21h30, a Casa do Administrador abre portas para mais uma inauguração, desta vez com a exposição: da casa de Ourém ao Km 110.

Esta exibição do Museu Municipal, participada por vários oureenses, decorre da doação do acervo da Casa de Ourém em Lisboa ao Município e convida-nos a percorrer 70 anos de história deste lar de oureenses. Fá-lo através da recriação física de um ambiente familiar, que nos oferece informação e diversão, tal qual a última Casa de Ourém, sediada na Av.ª Almirante Reis.

Ao longo de 6 meses, as fotografias, os cartões de sócios, as correspondências, os troféus e os móveis irão conviver com a mesa de muitas conversas, com os baralhos de cartas, os jogos de tabuleiros, ou mesmo os matraquilhos, ao dispor de todos os cidadãos!

É neste espírito que no próximo dia 18 esta casa estreia dentro de outra casa com o seguinte programa:

- Apresentação pública da Exposição temporária: da casa de Ourém ao Km 110.

- Lançamento da plataforma digital on-line do acervo documental da Casa de Ourém, da responsabilidade do Arquivo Municipal

- Apresentação do Site do Museu Municipal

- 1.º Torneio de matraquilhos no Museu, com um prémio para a equipa vencedora!

- Um brinde ao dia internacional dos museus com vinho de honra da casa e gastronomia local!



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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
EXPOSIÇÃO NO MUSEU MUNICIPAL EVOCA CASA DE OURÉM

Inauguração: dia 18 de maio, pelas 21h00

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.

 



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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
MUSEU MUNICIPAL REALIZA EXPOSIÇÃO SOBRE A CASA DE OURÉM

Inauguração: dia 18 de maio, pelas 21h00

Convida a revisitar ambientes, espaços e episódios de encontro e de partilhas entre oureenses residentes em Lisboa.

A exposição decorre da doação do acervo da Casa de Ourém ao Município, no qual encontramos cartões de sócios, fotografias, recortes de imprensa, troféus, mobiliário e até jogos, que ajudam a contar cerca de 7 décadas de história desta CASA de afetos.

De terça-feira a domingo dos 9h30-12h30 e das 14h00-18h00, encerra à segunda-feira.



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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
As migrações internas

Quem são e o que fazem as gentes oureenses que vivem na região de Lisboa?

Regionalismo em Portugal

"A segunda metade do século XIX caracterizou-se por uma época de grande desenvolvimento económico, traduzido nomeadamente com a introdução de melhoramentos técnicos nas fábricas e no desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. Foi o período da Regeneração iniciado com o ministério de Fontes Pereira de Melo.

Em 1856 era inaugurado o primeiro troço de caminho-de-ferro entre Lisboa e o Carregado e, oito anos depois, a linha do Norte atingia Vila Nova de Gaia. Em 1882 era concluída a linha do Minho até Valença. Dez anos mais tarde, as locomotivas a vapor chegavam às mais diversas regiões do país como a Beira Alta, o Algarve e o nordeste transmontano.
A prosperidade que então se verificou associada a recentes conquistas nos domínios da saúde e da higiéne pública levaram a um súbito aumento da população um pouco por todo o país. Contudo, é a partir de 1860 que se acentua de forma assinalável o êxodo dos campos para a cidade. A importação de cereais provenientes dos Estados Unidos provoca o recuo da área cultivada nas grandes explorações alentejanas e diminui o trabalho sazonal nas Beiras. O oídio e a filoxera dizimam a vinha do Alto Douro e provocam a migração maciça dos trabalhadores da região. A quebra das exportações de gado bovino a partir de 1883 agravou as condições de sobrevivência no Minho e Douro Litoral.
O comboio fomentou a mobilidade das populações. Os movimentos migratórios internos e externos intensificaram-se. Em consequência do desenvolvimento industrial, assiste-se a um fluir contínuo de gente proveniente das zonas rurais para os centros urbanos, principalmente a capital, na busca de emprego e de uma melhoria de condiuções de vida. Lisboa e o Brasil constituíram-se como os principais pontos de destino escolhidos por aqueles que entretanto decidiram abandonar as suas terras de origem. Em Lisboa, a população duplicou em menos de cinquenta anos, passando de 210 mil habitantes em 1860 para quase 450 mil em 1911.
Do Minho vieram os pedreiros, carpinteiros e estucadores de Caminha e Viana do Castelo, os padeiros de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, os marujos, ervanários e tasqueiros de Monção, os taberneiros de Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima que vieram a tornar-se conceituados comerciantes do ramo hoteleiro. Estes últimos foram antes descarregadores de carvão e lenha em Alcântara e Poço do Bispo, taberneiros e carvoeiros. Eram eles que faziam as "bolas" de carvão e cisco para alimentar os fogareiros. Depois, à medida que os seus vizinhos galegos se foram retirando, tomaram as tabernas e "casas de pasto" e foram-nas transformando nos modernos restaurantes e "snack-bares" que existem por toda a cidade.À excepção de alguns concelhos mais interiores como Terras de Bouro e Cabeceiras de Basto cujos naturais se empregaram preferencialmente na hotelaria e na construção civil, o êxodo das populações fez-se menos sentir no Distrito de Braga em virtude da criação naquela região de numerosas indústrias que possibilitaram a existência de postos de trabalho.
Para os bairros lisboetas de Alfama e Madragoa, este então designado por "Mocambo", vieram os de Ovar, Ílhavo, Murtosa e Pardilhó. Eles dedicaram-se à faina do mar enquanto elas vendiam o peixe ao mesmo tempo que enchiam a cidade com os seus pregões característicos. Tornaram-se conhecidas por "varinas" as peixeiras ovarinas que vieram para Lisboa. Esta gente formou ainda "colónias" em Almada, Trafaria e Costa da Caparica.
A limpeza urbana era feita pelos naturais do concelho de Almeida, trazidos para a capital por um seu conterrâneo que foi encarregado dos respectivos serviços camarários. Em virtude deste facto, foram os cantoneiros da capital durante muito tempo alcunhados por "almeidas". Para as vacarias que então existiam em Lisboa e nos seus arredores vieram os de Arganil, os quais depois se fizeram leiteiros e são actualmente muitos dos pasteleiros que existem na cidade. Eram eles que vendiam o leite transportando-o em bilhas de zinco enquanto os seus vizinhos padeiros do concelho de Tábua deixavam o pão às suas clientes, em sacas de pano que ficavam penduradas nas maçanetas das portas.
A construção civil ocupou as gentes de Alvaiázere, Ourém e, sobretudo de Tomar, devendo-se a estes últimos a construção das chamadas "avenidas novas". Não é alheio a este facto a localização da Casa do Concelho de Tomar. Durante muito tempo foram os naturais de Tomar alcunhados por "patos-bravos".
De um modo geral, os transmontanos empregaram-se na construção civil ou então ingressaram nas forças de segurança. No comércio de carnes encontramos bastantes naturais da região do Barroso. Invariavelmente, fizeram os seus estudos em seminários todos os transmontanos que em Lisboa têm conseguido posições de relêvo.
Os algarvios fizaram-se principalmente na margem sul do rio Tejo, empregando-.se na indústria corticeira e conserveira ou então no tráfego fluvial e nos trabalhos portuários. Os alentejanos por seu turno, um tanto "pau-para-toda-a-obra", dispersaram-se pelos mais variados ofícios, distribuindo-se preferencialmente pelas zonas da periferia, com especial incidência nos concelhos do Distrito de Setúbal.
De uma maneira geral, todas estas comunidades têm contribuído para o crescimento de Lisboa, fazendo da capital um autêntico mosaico formado por gentes de diversas proveniências mas que se encontram unidas pelos laços que fazem de todos nós um único povo".
 
- GOMES, Carlos. Regionalismo em Portugal. Casa do Concelho de Ponte de Lima. Lisboa. 1996
 


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Domingo, 19 de Setembro de 2010
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Em 1997, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima levou a Lisboa as tradições da nossa região, as danças e cantares, em síntese o folclore e a etnografia das gentes do Concelho de Ourém. Tratou-se da "Festa de Portugal", um grandioso espectáculo de folclore no qual participaram cerca de duas dezenas de agrupamentos provenientes de todo o país, organizado por uma associação regionalista congénere da Casa de Ourém - a Casa do Concelho de Ponte de Lima.

 

Como registo, reproduzimos aqui a capa do programa e o texto publicado respeitante à participação do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fátima.

Rancho de Fátima

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima foi a única representação do Concelho de Ourém presente naquele espectáculo no âmbito das quatro edições que se realizaram.

 

Festa de Portugal

A capa da brochura do programa reproduziu uma pintura de José Malhoa alusiva às vindimas.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



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Sábado, 11 de Setembro de 2010
Os desafios do Regionalismo no Século XXI

Festa de Portugal 1994

O regionalismo minhoto e, de uma forma genérica, todas as “casas regionais” existentes em Lisboa, carecem de renovação – de pessoas, de métodos e sobretudo de ideias – que implique uma nova forma de orientação, mais consentânea com os tempos que correm e com as transformações que estão a verificar-se na sociedade portuguesa. Tal renovação passa pela assunção por parte dos elementos mais jovens e cultos dos destinos das associações em substituição de uma geração que insiste em se manter refém de hábitos ultrapassados e do próprio exercício directivo. Pese embora os seus constantes lamentos pela falta de quem queira tomar a seu cargo a tarefa de dirigir, são eles quem geralmente dificulta a renovação, não concedendo espaço e apenas preferindo a subserviência dos mais jovens.

Mas, a renovação não se efectua descaracterizando-se as associações regionalistas, alienando os seus objectivos ou entregando os seus destinos a elementos que não possuem a menor ligação com a respectiva região, pese embora a sua generosidade e amizade demonstrada.

Os fluxos migratórios internos têm vindo a alterar-se. As vias de comunicação aproximam Lisboa em relação ao interior. As gentes que um dia vieram viver e trabalhar para Lisboa transferiram-se para a periferida em virtude da terciarização ou seja, do predomínio do comércio e serviços nas áreas centrais da cidade. A oferta cultural diversifica-se. As migrações internas do início e meados do século vinte deram origem a novas gerações já nascidas na cidade que adquiriram novos hábitos, muitos dos quais com formação académica superior, com novos interesses e preocupações. E, essa realidade reflecte-se inevitavelmente na vida das casas regionais: após o declínio das associações de âmbito provincial e do último surto de casas concelhias verificado na década de oitenta do século passado, eis que também estas iniciam a marcha descendente.

As casas regionais não podem continuar a ser meras colectividades de cultura e recreio com a actividade dirigida a um público restrito. Elas necessitam de se transformar em entidades prestadoras de serviço de interesse público, na representação regional, um tanto à maneira das “casas regionais” que existem na capital francesa constituídas como sociedades representativas das diversas regiões. Por outro lado, elas devem abrir-se às novas gerações de descendentes, como vinho novo em casco antigo.

Um dos aspectos reveladores da incapacidade que a esmagadora maioria das “casas regionais” traduz-se na sua incapacidade de adaptação e relutância demonstrada perante as novas tecnologias. Apesar do elevado número de associações regionalistas existentes, é escasso o número daquelas que utilizam eficazmente este meio de comunicação. E, contudo, o Portal do Folclore inclui um sítio especialmente dedicado ao regionalismo, em Portugal e no mundo, assumindo-se simultaneamente como o Portal do Regionalismo Português.

A generalidade das “casas regionais” continua a trabalhar da mesma forma como sempre o fizeram, quase nos mesmos moldes em que vêm actuando desde que, no início do século XX, foram constituídas as primeiras associações. Em muitos casos, a sua actividade cinge-se à realização do almoço anual, ao funcionamento de um bar por vezes concessionado em descarada concorrência com a actividade hoteleira que é submetida a tributação para as finanças, à realização de um “piquenique” e por vezes de provas desportivas. São escassas as associações regionalistas que possuem agrupamento folclórico ou de música tradicional. A realização de exposições, debates, organização de estudos, actividade cultural ainda não entraram verdadeiramente nos seus hábitos.

Os descendentes daqueles que um dia foram forçados a abandonar os campos para trabalharem na cidade, os jovens que já nasceram no meio urbano e beneficiaram de outra formação, constituem um potencial humano que pode assegurar a continuidade das associações regionalistas, conferindo-lhes novas perspectivas. Porém, se tal não vier a suceder, como aliás se está a verificar, o regionalismo em Lisboa tenderá a extinguir-se muito rapidamente e existem alguns casos que são testemunho de tal realidade, sendo o exemplo mais recente a dissolução da Casa de Ourém.

GOMES, Carlos. in http://www.folclore-online.com/ (com imagens)

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/



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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Casa de Ourém (II)

Estatutos da Casa de Ourém

 

 

Estatutos da Casa de Ourém

 

"Artº 1º - A "CASA DE OURÉM", com séde em Lisboa, é uma associação de pessoas singulares e colectivas, pertencentes ao Concelho de Vila Nova de Ourém, e regida pelos presentes Estatutos.

 

Artº 2º - A "CASA DE OURÉM" é uma associação fundamentalmente regionalista, de propaganda e iniciativa, destinada a estudar, promover, auxiliar ou defender, quaisquer actos ou previdências tendentes ao fortalecimento da solidariedade entre os componentes da colónia ouraense em Lisboa, ao aperfeiçoamento moral e material dos associados e engrandecimento e prestígio do Concelho de Vila Nova de Ourém e seus naturais."

 

A Casa de Ourém encontrava-se sedeada na rua da Palma, 288, 3º andar, em Lisboa.

 



publicado por Carlos Gomes às 00:29
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