Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sábado, 28 de Maio de 2016
HÁ 90 ANOS, TEVE INÍCIO EM BRAGA A REVOLUÇÃO NACIONAL QUE DERRUBOU A PRIMEIRA REPÚBLICA E ABRIU CAMINHO À INSTAURAÇÃO DO ESTADO NOVO

Passam precisamente 90 anos sobre a data em que um levantamento militar, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caraterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica.

Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910 e que apostavam agora na regeneração do próprio regime. Pese embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as atuais circunstâncias não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net

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publicado por Carlos Gomes às 00:44
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
25 DE ABRIL EM LISBOA DESFILA AO RITMO DO SAMBA

O desfile comemorativo do 25 de abril ficou este ano marcado pela participação e centenas de cidadãos brasileiros que vivem em Portugal contra o alegado golpe no Brasil materializado pela destituição de Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República.

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Ao ritmo do samba executado com instrumentos tradicionais, os brasileiros emprestaram este ano um colorido muito peculiar ao desfile, ao mesmo tempo que realizavam o seu protesto, despertando a curiosidade e atenção do público que assistia à sua passagem, apesar de seguir mesmo no fim da manifestação.

Outra presença que não passou despercebida foi a de um grupo de cidadãos angolanos reclamando em relação às condenações recentemente verificadas naquele país lusófono.

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À semelhança de anos anteriores, as comemorações populares do 25 de abril foi uma vez mais o palco de muitas e variadas lutas e reivindicações, desde os aumentos salariais e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais a aplicar indistintamente no setor público e no privado até às reclamações de maior financiamento para a cultura, a integração dos imigrantes e a igualdade nos direitos parentais ou simplesmente a afirmação de posições ideológicas dos mais diversos grupos políticos.

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À exceção do que se verificou em 2014, ano em que se comemorou o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, num contexto de especial exaltação popular contra as medidas gravosas impostas pelo anterior governo, o desfile popular do tem vindo a registar cada vez menor adesão, fruto naturalmente do desencanto relativamente ao sistema partidário e à emigração forçada de muitos jovens. Em contrapartida, tem vindo a contar com a adesão de um número cada vez maior de imigrantes que procuram exigir por este meio a sua legalização.

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publicado por Carlos Gomes às 23:00
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2016
OURÉM COMEMORA 25 DE ABRIL

O Município de Ourém vai assinalar os 42 anos da revolução dos cravos com um vasto programa que inicia a 23 de abril e tem como ponto alto os concertos de “Azul Espiga” e “Velha Gaiteira”.

A 23 de abril, pelas 21h30, os ourienses terão a oportunidade de assistir à atuação do coro polifónico “OlivalEncanto – Associação Cultural”, grupo concelhio sob a orientação do maestro Carlos Ferreira. Seguir-se-á o concerto de “Azul Espiga”, grupo de Viseu composto por Alberto Rodrigues (piano) e Ricardo Augusto (voz e acordeão), que funde o jazz e a música tradicional portuguesa, aliado a um universo visual feito de imagens, animações e filmagens que acompanham as músicas que compõem o espetáculo.

No dia 24 de abril, o grupo de música tradicional “Velha Gaiteira” animará a Praça D. Maria II a partir das 22h30, com temas que partem de um “universo rural e pastoril para um novo caminho desbravado todos os dias ao som da gaita, da caixa, do bombo e dos adufes”. Nascido em Paúl com o intuito de divulgar a gaita de fole transmontana e as percussões tradicionais da Beira Baixa, o “Velha Gaiteira” é composto por Ricardo Santos (gaita de foles), Hervê Freire (caixa beiroa) e Zé Quezada (mouco beirão). As 24 horas darão início às intervenções oficiais seguidas do concerto “Canções de Abril e Outros Meses…”, com Paulo Serafim, Rui Sérgio e José Santos. Este projeto tem como mote “a celebração da Liberdade” e promete lembrar alguns dos mais importantes temas que marcaram a revolução de Abril.

As celebrações terminam no dia 25 de abril com as tradicionais cerimónias oficiais a terem início às 10h00, com a participação da Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém e da Sociedade Filarmónica Ouriense.

As comemorações do 25 de Abril decorrerão na Praça D. Maria II, junto à Feira do Livro promovida pelo Município de Ourém que estará em funcionamento durante as celebrações.

PROGRAMA

23 DE ABRIL

21.30H - Atuação do coro polifónico OlivalEncanto – Associação Cultural

22.00H - Concerto da banda Azul Espiga

24 DE ABRIL

22.30H - Concerto da banda Velha Gaiteira

24.00H - Intervenções oficiais, seguidas do concerto “Canções de Abril e Outros Meses…” com Paulo Serafim, Rui Sérgio e José Santos

25 DE ABRIL

10.00H - Cerimónias oficiais com a participação da Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém e da Sociedade Filarmónica Ouriense

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OLIVALENCANTO – Associação Cultural

Fundado em fevereiro de 2001, surgiu da vontade de um grupo de pessoas que sempre se notabilizou na preservação da génese cultural da freguesia. Com o passar dos anos foi crescendo, acrescentando à associação, ginástica, coro juvenil, aprendizagem de música, entre outros. Neste momento as atividades que se mantêm são o coro e a ginástica.

Participaram ao longo do tempo em vários concertos organizados pela própria associação ou por outros grupos, sempre num espírito de intercâmbio. Organizam sempre 2 concertos por ano em Olival, um no início do ano (Concerto de Reis) e outro no verão. O grupo é composto atualmente por cerca de 25 elementos de várias idades, com orientação do maestro Carlos Ferreira.

AZUL ESPIGA

“...é o vento antigo que carrega consigo, embaladas nas brisas, as sementes das memórias dos nossos antepassados. Tempos que se encontram com outros tempos, vidas que se cruzam com outras vidas, construindo momentos, marcando o azul de cada alma e dando assim esta tonalidade às canções dos nossos avós.

Novos ventos plantam as sementes viajadas pelo tempo, recriando novas raízes de roseiras bravas, regadas pela melodia colorida que nos traz reminiscências do que outrora fomos. Brotam os rebentos com a pureza natural das palavras, retratos transcrevendo a tinta, a fragilidade de olhares, sentidos abraços de boas vindas, tristes sorrisos de adeus.

Que estes novos ventos soprem, com a força que lhes é trazida pelos seus anciãos, espalhando as eruditas sementes memoriais, e lembrando, que antes de nascer a primeira espiga, na sua simplicidade pura e deslumbrante, também esta criou raízes e cresceu. Desta forma ou de outra... todos crescemos de algo, criando o futuro hoje, sem esquecer que foi o passado relembrado que nos criou”.

O pianista Alberto Rodrigues apresenta o álbum de estreia do projeto "Azul Espiga" no qual confluem duas correntes em busca de um país comum: as canções tradicionais portuguesas e o jazz. Tendo herdado da infância a música e as histórias do trabalho no campo, Alberto Rodrigues utiliza a riqueza melódica destas como espinha dorsal de um trabalho cuja profundidade harmónica e rítmica dos arranjos conferem aos temas texturas e intensidades surpreendentes enriquecidas pela voz e acordeão de Ricardo Augusto. Para o concerto, Luís Belo e Ana Seia de Matos construíram o universo visual de nove das dez canções, feito de imagens, animações, de filmagens que complementam e exaltam o espírito tradicional das músicas que compõem o espetáculo. Com o mesmo espírito, Rui Mota Pinto, é autor do vídeo de “Ó que lindo par eu levo” em que a respetiva narrativa conta com a participação do Rancho Folclórico de Pinho.

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VELHA GAITEIRA

“Velha Gaiteira” é um projeto da Beira Baixa, de raiz tradicional, cujo repertório serve como homenagem a todas as velhas gaiteiras que mantêm viva a música enquanto veículo de comunicação e expressão cultural e identitária. Os seus temas originais partem deste universo rural e pastoril para um novo caminho desbravado todos os dias ao som da gaita, da caixa, do bombo e dos adufes. Desde 2007, a “Velha Gaiteira” já se apresentou ao vivo um pouco por todo o país e também em Espanha, em França (em dois festivais organizados pelo C.I.O.F.F.), na Irlanda, em Cabo Verde, na Eslovénia, no Brasil e no Canadá, dando a conhecer um pouco mais da cultura portuguesa através de instrumentos como a gaita de fole, a caixa, o bombo, os adufes e o pífaro pastoril. Estiveram também presentes no V World Congress of Folk Art (IOV) e no VII International Festival of Traditional Music "SOUNDS OF EURASIA", que se realizou em Ulan-Ude na República da Buriácia na Federação Russa. A “Velha Gaiteira” faz a produção e toda a parte artística do SALVA A TERRA – Eco Festival de Música pelo CERAS desde a sua fundação em 2009.

CANÇÕES DE ABRIL E OUTROS MESES…

A celebração da Liberdade é o mote para a realização deste espetáculo. Num desfile musical, irão fazer-se ouvir alguns dos mais importantes temas que pintaram a revolução de Abril. Este concerto, visará reavivar e ilustrar um período de mudança de um País que vivia oprimido sob o manto de um regime ditatorial. Zeca Afonso, José Mário Branco, Vitorino, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho e outros “cantautores” serão relembrados, homenageando e celebrando Abril.

Traz um amigo também… venham mais cinco…

Músicos:

José Santos – Voz e Guitarra

Paulo Serafim – Voz , Flautas e Violino.

Rui Sérgio – Piano



publicado por Carlos Gomes às 15:51
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015
OURÉM COMEMORA 25 DE ABRIL

Ourém assinalou os 41 anos do 25 de Abril com uma vasta programação que contemplou diversas iniciativas culturais, para além das tradicionais cerimónias oficiais.

As celebrações tiveram início no dia 24 de abril com a atuação do Grupo de Cavaquinhos da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Moita Redonda, do Grupo de Cantares Populares da Associação Social e Cultural de Fontainhas – Seiça e do Grupo Coral do Conservatório de Musica de Ourém – Fátima, junto ao edifício dos Paços do Concelho. Aqui, às 24 horas, a população presente entoou a “Grândola Vila Morena” e o Hino Nacional, seguindo-se as intervenções oficiais.

Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultura

O presidente Paulo Fonseca, acompanhado pela presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões, e por alguns vereadores e presidentes de juntas de freguesia, congratulou-se com a presença da população para “comemorar a Liberdade e a Democracia”. Lembrou ainda que se assinala também o “fim do fascismo e da Ditadura, para que o passado não se possa repetir”. “Um povo com conhecimento é sempre um povo vencedor e se esse povo for solidário naturalmente conseguirá ultrapassar todos os obstáculos”, acrescentou Paulo Fonseca. Terminou a sua intervenção com uma mensagem de esperança: “apesar dos tempos difíceis, é sempre um tempo para ganharmos coragem, determinação e alento para trabalharmos por um futuro melhor e para que os mais novos possam ter orgulho na nossa terra e no nosso trabalho.”

Chorus Auris

No dia 25 as comemorações iniciaram com o hastear das bandeiras que contou com a participação da Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém e da Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres. No período da tarde, a atuação do Chorus Auris da Academia de Música Banda de Ourém antecedeu a “conversa” com Joaquim Vieira sobre o livro “De Abril à Troika”. Seguiu-se a sessão de autógrafos com o escritor e a Banda de Palhaços da Nuvem Voadora “Irmãos Esferovite” animou o público presente. As comemorações terminaram com o Concerto da Primavera pela “Orquestra de Sopros” da AMBO, no Cineteatro Municipal de Ourém.

Conversa com Joaquim Vieira sobre o livro _De Abri

Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiro

Grupo Coral do Conservatório de Musica de Ourém

Grupo de Cantares Populares da Associação Social

Grupo de Cavaquinhos da Associação Cultural, Rec

Hastear das bandeiras

Irmãos Esferovite

Luís Albuquerque, Nazareno do Carmo, Paulo Fonsec

Orquestra de Sopros da AMBO

Sessão de autógrafos



publicado por Carlos Gomes às 22:17
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Domingo, 26 de Abril de 2015
SOCIALISTAS DE OURÉM COMEMORAM O 25 DE ABRIL

À semelhança de anos anteriores, a Concelhia de Ourém do Partido Socialista realizou o seu tradicional jantar de comemoração do 25 de abril de 1974, no passado dia 24, no Restaurante Ponto de Encontro, em Ourém.

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Ascendeu a mais de uma centena o número de militantes, simpatizantes, eleitos e candidatos que participaram na iniciativa, num ambiente de fraterno convívio em torno do ideal da liberdade.

O encontro contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, o Presidente da Federação Distrital de Santarém, António Gameiro e ainda a Dirigente Nacional do PS, Maria do Céu Albuquerque.

Durante o convívio e após as intervenções políticas, os socialistas deslocaram-se para a frente dos Paços do Concelho onde entoaram a Grândola Vila Morena e o Hino Nacional.

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publicado por Carlos Gomes às 19:32
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014
OUREENSES FESTEJARAM O PRIMEIRO DE MAIO PELA PRIMEIRA VEZ HÁ 40 ANOS

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A imagem regista os festejos do 1º de maio em Vila Nova de Ourém, em 1974.

Foto: António Verdasca



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Terça-feira, 29 de Abril de 2014
OURÉM CELEBRA 40 ANOS DE LIBERDADE

O Município de Ourém comemorou com um vasto programa de iniciativas, os 40 anos de Democracia instituída em Portugal desde 25 de Abril de 1974. O programa contemplou música, exposições e oficinas que ao longo de todo o mês de abril assinalaram este marco na história de Portugal.

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O momento alto das comemorações decorreu na noite de 24 para 25 de Abril com espetáculos de música e dança e com a entoação da Grândola e do Hino Nacional, junto ao edifício dos Paços do Concelho. Os muitos oureenses que se dirigiram até à Praça D. Maria II assistiram aos espetáculos musicais da Academia de Esfaguntados, grupo de música tradicional portuguesa de Boleiros, os Romeiros, grupo de música tradicional da Academia de Música Banda de Ourém e um espetáculo de dança pela companhia Rosales Ballet da Sandoeira.

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, regozijou-se com o público presente que “deve sempre comemorar este dia histórico”, pois “é necessário recordar que o fascismo existiu e lembrar o espírito que o derrubou”. Paulo Fonseca vincou ainda a evolução que Portugal sofreu desde 1974 e incentivou todos a celebrar a revolução dos cravos porque “comemorar Abril é dar um grito pela liberdade”.

No dia 25 de Abril realizou-se o hastear das bandeiras com a participação da Academia de Música Banda de Ourém e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ourém. Seguiu-se um concerto na Praça Mouzinho de Albuquerque pela Orquestra de Sopros da Academia de Sopros da AMBO e durante a tarde realizou-se um ciclo de cinema com o título “25 de Abril, 40 anos de democracia”.

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publicado por Carlos Gomes às 19:06
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Domingo, 27 de Abril de 2014
OUREENSE SÉRGIO RIBEIRO FOI LIBERTADO DE CAXIAS HÁ 40 ANOS

A imagem transmitida pela RTP regista o momento da libertação do Dr Sérgio Ribeiro, da cadeia de Caxias, em 27 de Abril de 1974.



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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
POVO DE LISBOA AFLUIU AO LARGO DO CARMO PARA CELEBRAR O 25 DE ABRIL

O Largo do Carmo e as ruas que lhe dão acesso encontravam-se hoje de manhã apinhadas de gente, porventura mais gente ainda do que aquela que há quarenta anos ali se concentrou para apoiar os militares no cerco ao Convento do Carmo onde então se havia refugiado o Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Marcello Caetano. A explicação é simples e, parafraseando o próprio Capitão Salgueiro maia, encontra-se no estado a que o país chegou.

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Em nome da Associação 25 de abril, Vasco Lourenço usou da palavra para lembrar que “a situação atual é inaceitável”, acrescentando que “em nome da pátria, há que mudar urgentemente de caminho, ou este governo tem de ser apeado”. Bastante aplaudido pelo povo, disse ainda que “Chegou o momento de dizer Basta!” e que “é preciso repensar a nossa pertença ao euro e à União Europeia”.

A propósito da ausência dos capitães de abril nas cerimônias oficiais que tiveram lugar na Assembleia da Republica, Vasco Lourenço foi perentório ao referir que “os detentores do poder assumem-se cada vez mais como os herdeiros dos derrotados do 25 de Abril”.

A comemoração no largo do Carmo serviu ainda para homenagear o Capitão Salgueiro Maia e os demais militares já falecidos, tendo no local sido depositada uma coroa de flores.

As celebrações prosseguiram na rua António Maria Cardoso, junto à sede da extinta Direcção-Geral de Segurança, vulgo PIDE/DGS, com a homenagem às vítimas mortais que ali ocorreram no 25 de abril de 1974.

Durante a tarde, o habitual desfile comemorativo contou com a participação de um número maior de pessoas em relação ao que tem sido habitual nos últimos anos, caraterizado por um constante declínio da participação popular.

Fonte: http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/ 

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Terça-feira, 22 de Abril de 2014
PARTIDO SOCIALISTA COMEMORA 25 DE ABRIL COM JANTAR NACIONAL EM OURÉM

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Domingo, 20 de Abril de 2014
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO VEM A OURÉM CELEBRAR O 25 DE ABRIL



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Sexta-feira, 18 de Abril de 2014
SÉRGIO RIBEIRO REGRESSA A CAXIAS

Quatro décadas após a sua prisão, o semanário Expresso convidou o oureense Sérgio Ribeiro a regressar à Cadeia de Caxias numa viagem à memória daqueles dias vividos em vésperas do golpe militar que derrubou o regime do Estado Novo. O trabalho é publicado na última edição daquele jornal.

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Presos em vésperas de revolução

Fez agora 40 anos. Na madrugada de 18 de abril de 1974, em jeito de antecipação ao 1º de maio, a DGS, a polícia política da ditadura, efetuou cerca de trinta detenções de activistas da oposição, a maior parte pertencente ao sector intelectual do clandestino PCP. O Expresso convidou alguns dos últimos presos políticos do Estado Novo a regressar ao forte de Caxias, 40 anos depois.

SÉRGIO RIBEIRO: FUTURO DEPUTADO EUROPEU

Para Sérgio Ribeiro, o 25 de Abril foi como um "segundo parto". A 18 de Abril, tinha acabado de chegar de Bruxelas para vir passar a páscoa a Portugal com a sua companheira. Foi preso, por acaso, quando se dirigiu ao "Notícias da Amadora" para entregar um artigo. Foi a sua colaboração num programa da televisão belga sobre Portugal que não agradou à DGS.



publicado por Carlos Gomes às 10:20
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014
PARTIDO SOCIALISTA COMEMORA 25 DE ABRIL COM JANTAR NACIONAL EM OURÉM

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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO VEM A OURÉM CELEBRAR O 25 DE ABRIL



publicado por Carlos Gomes às 19:58
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OURÉM ESCREVE POR ABRIL

Oficina de poesia “Eu escrevo por abril”

30 de abril | 14.30H às 16.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Nesta oficina, os jovens a partir dos 15 anos, a quem serão transmitidas

algumas técnicas de escrita criativa de poemas, serão chamados a escrever

sobre os valores de abril e sobre a forma como os sentem hoje.

Destinatários: Jovens a partir dos 15 anos

Orientação: Carmen Zita Ferreira

Inscrições obrigatórias na Biblioteca Municipal | T. 249 540 900 (ext. 6841) |

biblioteca@mail.cm-ourem.pt

De segunda a sexta-feira das 09.00H às 19.00H e sábado das 09.30H às

13.00H



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Sábado, 12 de Abril de 2014
PARTIDO SOCIALISTA COMEMORA 25 DE ABRIL COM JANTAR NACIONAL EM OURÉM

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014
OURÉM COMEMORA O 25 DE ABRIL



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Terça-feira, 8 de Abril de 2014
OURÉM ESCREVE POR ABRIL

Oficina de poesia “Eu escrevo por abril”

30 de abril | 14.30H às 16.00H

Biblioteca Municipal de Ourém

Nesta oficina, os jovens a partir dos 15 anos, a quem serão transmitidas

algumas técnicas de escrita criativa de poemas, serão chamados a escrever

sobre os valores de abril e sobre a forma como os sentem hoje.

Destinatários: Jovens a partir dos 15 anos

Orientação: Carmen Zita Ferreira

Inscrições obrigatórias na Biblioteca Municipal | T. 249 540 900 (ext. 6841) |

biblioteca@mail.cm-ourem.pt

De segunda a sexta-feira das 09.00H às 19.00H e sábado das 09.30H às

13.00H



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OURÉM COMEMORA O 25 DE ABRIL



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Sábado, 15 de Março de 2014
EDUARDO GAGEIRO FOI O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO

Há quarenta anos, mal o sol despontava no horizonte, o fotógrafo Eduardo Gageiro acompanhou as operações militares que levaram ao derrube do anterior regime político. Ele próprio o descreve quando afirma “Fui avisado e avancei”, lembrando que o capitão Salgueiro Maia o autorizou a segui-lo “com risco de vida”.

“O 25 de Abril foi uma esperança. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que as pessoas iriam ter uma vida melhor, falar livremente. Mas é triste porque aquele dia magnífico foi uma esperança que não se concretizou. Muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal. Outros enriquecem e vivem no luxo. Deixou de haver vergonha", lamenta.

Eduardo Gageiro anda sempre com a máquina fotográfica, uma companhia permanente que hoje, como antes, "continua a ser um instrumento de denúncia e de protesto".

Chegou a ser preso pela PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, por exibir no estrangeiro "imagens dos humildes e da miséria do país", recordou.

"Ainda hoje penso que esta profissão (fotojornalismo) é muito nobre e pode ajudar as pessoas. O que está aqui [na exposição] foi feito com o coração e é o meu contributo", disse, manifestando um agradecimento aos habitantes de Sacavém, onde nasceu, em 1935.

Foi na antiga fábrica de cerâmica local que Gageiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, e foi nessa altura que lhe despertou a paixão pela fotografia, captando imagens dos funcionários.

Como fotojornalista iniciou atividade no "Diário Ilustrado", e também colaborou com o "Diário de Notícias" e o "Século Ilustrado". Recebeu mais de 300 prémios de todo o mundo, incluindo o 2º lugar na categoria Retratos do World Press Photo. Em 2004, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, tendo começado a sua atividade como repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado.

No momento em que se assinala o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, é da mais elementar justiça lembrar aqui aquele a quem devemos porventura os melhores registos fotográficos do acontecimento histórico, publicando inclusive uma foto de nossa autoria.

http://rr.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:01
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014
25 DE ABRIL: QUARENTA ANOS DEPOIS, UM ENORME PONTO DE INTERROGAÇÃO



publicado por Carlos Gomes às 00:37
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Domingo, 2 de Fevereiro de 2014
REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL ACONTECEU HÁ 40 ANOS

Comemora-se este ano o 40º aniversário do golpe militar que derrubou o Estado Novo e abriu caminho ao atual regime político. Numa altura em que são decorridas quatro décadas desde aquele acontecimento histórico, a evocação do 25 de abril de 1974 deve constituir principalmente uma reflexão acerca da situação em que vivemos e a encruzilhada na qual o país se encontra, extraindo da História os ensinamos que nos deverão guiar no futuro.

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À semelhança do que tem vindo a realizar relativamente à efeméride que assinala o centenário da primeira grande guerra, o AUREN publicará alguns documentos que constituem o registo dos acontecimentos vividos à época do 25 de abril, sobetudo relacionados com a nossa região, incluindo os tempos que antecederam e seguiram ao derrube do anterior regime.

Fotos: Jornal de Notícias

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publicado por Carlos Gomes às 16:54
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