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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
SANTUÁRIO DE FÁTIMA REALIZA SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

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publicado por Carlos Gomes às 00:23
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA SUBLINHA A IMPORTÂNCIA DO “RIGOR TEOLÓGICO” NAS MEDITAÇÕES DO ROSÁRIO NA CAPELINHA DAS APARIÇÕES

Pe Carlos Cabecinhas reúne com sacerdotes e órgãos de comunicação social ligados à recitação do terço

O Reitor do Santuário de Fátima pediu hoje aos sacerdotes que presidem e animam a recitação do Terço diariamente na Capelinha das Aparições, às 18h30, que mantenham o “rigor teológico nas reflexoes” e “adequem as meditações à realidade quotidiana”.

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Na reunião que decorreu esta terça feira ao fim da manhã, na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, em Fátima, e na qual participaram cerca de duas dezenas de sacerdotes que presidem ao Rosário na Capelinha das Aparições, diariamente, bem como responsáveis dos orgãos de comunicação social, o Pe Carlos Cabecinhas sublinhou a “importância e a abrangência” deste momento na transmissão da fé.

“É um momento de oração seguido por muito gente- através das antenas da Rádio Renascença e Canção Nova- e, por isso, constitui um desafio para redobrarmos os cuidados de linguagem e de rigor teológico” disse o Pe Carlos Cabecinhas precisando que “os conteúdos das reflexões devem ser apelativos e transmitirem a verdade da fé adequadamente”, evitando sempre que possivel “o automatismo”.

Esta reunião, que se realiza pela quarta vez- a primeira foi em 2004 e só começou a ganhar periodicidade a partir de 2013- visa acertar aspetos que melhorem a transmissão radiofónica do Rosário, a partir da Capelinha das Aparições.

“Todos temos consciência de que este momento tem um impacto enorme porque são várias as pessoas, em todo o mundo, que seguem o Terço apartir daqui e que aprendem a rezar assim”, disse ainda.

O Reitor do santuário apelou, também, aos sacerdotes que tenham presente o tema do ano pastoral de 2015-2016, “Eu vim para que tenham Vida”, no Santuário de Fátima, o 6º do septenário de preparação e celebração do Centenário das Aparições,  partindo da aparição de Nossa Senhora no mês de Setembro.

Lembrou que este ano pastoral coincidirá com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, promulgado pelo papa Francisco e que é, ainda, o ano em que se assinala o centenário das aparições do Anjo aos três videntes de Fátima. 

Todos estes aspetos marcam necessariamente o ano pastoral que agora se inicia” e por isso, “também devem ser tidos em conta nas nossas reflexões e meditações”. 

“Neste Ano da Misericórdia, encontramos em Maria o modelo e a intercessora. Ela é a `Mãe de Misericórdia´, a quem o Papa Francisco pede que `a doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus. Ninguém como Maria conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem”, frisou ainda o sacerdote.

“É na misericórdia de Deus que encontramos a palavra-chave para interpretarmos a mensagem de Fátima” disse o Pe Carlos Cabecinhas, recordando que a mensagem de Fátima “não nos desvia para o periférico e secundário”, mas “leva-nos ao essencial da fé cristã: a revelação do amor de Deus, Santíssima Trindade, que se manifesta como misericórdia para salvar, para dar de novo esperança aos que sofrem, para revelar o rosto de Deus atento às nossas súplicas. Nossa Senhora, a Mãe de Misericórdia, apresentou-se em Fátima como transparência da misericórdia de Deus.”

“O Ano da Misericórdia é, assim, um desafio a interpretarmos a mensagem de Fátima à luz da misericórdia de Deus; mas, por outro lado, a mensagem de Fátima é convite a experimentarmos e testemunharmos a misericórdia de modo renovado”, destacou.

É esta a formulação do tema, que guiará a vida do Santuário ao longo deste ano e o Reitor do Santuário aproveitou esta reunião para lembrar algumas das orientações para o ano pastoral, fortemente inspirado na aparição de Setembro, na qual Nossa Senhora diz aos Pastorinhos que Deus está contente com os seus sacrifícios.

“Como os Pastorinhos, somos desafiados a descobrir a plenitude da vida que Deus nos oferece através da oferta de nós mesmos. Esse é igualmente o caminho da experiência da verdadeira alegria cristã”, diz

Por outro lado, a “atitude crente que se pretende motivar, neste ano pastoral, é a celebração, como dimensão constitutiva da experiência crente. A celebração da fé, sobretudo na Liturgia, é a forma por excelência de participação, desde já, na plenitude da vida que Deus nos oferece em Jesus Cristo”, frisou ainda terminando com uma referência ao Itinerário temático deste ano assente no centenário das Aparições do Anjo.

CR



publicado por Carlos Gomes às 19:59
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016
TEÓLOGO PEDRO VALINHO PROFERE CONFERÊNCIA PROMOVIDA PELO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Iniciativa insere-se no ciclo de conferências proposto para este ano temático

“Em vós está a fonte da vida” é o tema da conferência que Pedro Valinho, assessor da Reitoria do Santuário de Fátima, vai proferir no próximo domingo, dia 10, pelas 16h00, na casa de retiros de Nossa Senhora das Dores, integrada no ciclo de conferências proposto pelo Santuário de Fátima para este ano temático, “Eu vim para que tenham vida”.

De acordo com declarações do teólogo à Sala de Imprensa do Santuário, a intervenção tem como ponto de partida a parábola de Jeremias- Jr 2,13-, em que o povo abandona as nascentes de águas vivas para construir cisternas rotas.

“Este é o paradoxo humano, também moderno”, refere o conferencista.

“Apostado na construção da sua Babel, o humano é interpelado pela Vida-que-dá-vida à aprendizagem da recetividade, do acolhimento, da hospitalidade”, precisa.

Fátima “faz eco da primeira pedra hermenêutica da fé”, o que, nas palavras de Pedro Valinho, “vem apenas confirmar que a sua mensagem recoloca no íntimo do mistério humano o coração bíblico, que o ilumina e convoca ao compromisso”.

A  primeira conferência realizou-se no passado dia 13 de dezembro e teve como orador o diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, João Duarte Lourenço, que apresentou o tema “O meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador”, numa reflexão a partir do Magnificat.

SD



publicado por Carlos Gomes às 13:34
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2014
TEÓLOGA ISABEL VARANDA INAUGURA CICLO DE CONFERÊNCIAS NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Teóloga Isabel Varanda inaugurou V Ciclo de Conferências no Santuário de Fátima: Maria é a prova de que o humano é capaz de transcendência

A presença de Maria na Igreja

No passado domingo, Isabel Varanda, teóloga e docente da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, foi a primeira conferencista do V Ciclo de Conferências que se propõe abordar, a um ritmo mensal, até abril de 2015, o tema do corrente ano pastoral, “Santificados em Cristo”.

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«A Mãe de Jesus estava com eles». A presença de Maria na Igreja foi o tema da conferência em que Isabel Varanda refletiu sobre as diversas expressões de Maria na história e no quotidiano da humanidade e da Igreja, num exercício sobre a identidade de Maria e sobre a luz que dela brota para a antropologia e para a compreensão do que é ser Igreja de Jesus Cristo, hoje: "Ao longo dos séculos os homens e mulheres conseguiram de facto levar Maria a um lugar de tal destaque que ela própria foi estímulo, foi inspiração e continua a ser inspiração para as mulheres de todos os tempos"; "[...] à imagem de Maria, a Igreja é convidada simplesmente a habitar, a encarnar pela Palavra e depois a dá-la à luz. [...] Mas para dar à luz é preciso gerar, isso é todo um processo que poderíamos apreender com Maria", afirmou a teóloga.

Citando as conclusões do acordo assinado conjuntamente entre católicos e anglicanos, Maria, graça e esperança em Cristo [da Comissão internacional Anglicana-Católica Romana, 2005], Isabel Varanda, destacou que "nenhuma interpretação sobre Maria pode obscurecer a mediação de Cristo", que "toda a consideração de Maria deve estar ligada às doutrinas de Cristo e da Igreja" e que "Maria foi preparada por graça para ser a mãe do nosso redentor, por quem ela própria foi resgatada e recebida na glória".

Com base nas conclusões do mesmo documento, Isabel Varanda referiu também que "reconhecemos Maria como modelo de santidade, de fé e de obediência para todos os cristãos", e que a sua figura "pode ser considerada como uma figura profética da Igreja".

Sobre os “incontáveis” atributos, invocações e propriedades que são reconhecidos a Nossa Senhora, a teóloga sintetiza: "Maria, a mulher em quem os crentes confiam nos momentos de aflição, nos momentos de alegria, no nascer como no morrer, nas duras labutas como no lazer, Maria é invocada Nossa Senhora nos guarde, Nossa Senhora te guie".

Maria é vista como uma mulher exemplar por um motivo único: "O ser a mãe de Jesus. O mistério de Maria lê-se à luz de Jesus Cristo; não podemos pensar Maria independentemente do seu filho, como também não poderemos falar do Filho sem falar dos benditos seios que o amamentaram".

A teóloga recordou também os núcleos básicos da fé cristã: "o dogma marial, a conceção virginal, a maternidade divina, a virgindade perpétua, a imaculada conceição e a assunção".

Para a teóloga, a pedagogia mariana é "coisa simples": "Maria, com a sua própria vida, como Porta do Céu, mostra-nos que também podemos ser portas, também somos capazes de ser portas, somos capazes de aceder e de experimentar esta transcendência que se faz real imanência".

Num tempo como o atual "em que se pretende reduzir o ser humano a uma mera biologia, a um materialismo biológico", Nossa Senhora é a prova de que "o humano é capaz de transcendência", de que "o ser humano é capaz de Deus".

No final da conferência Isabel Varanda convidou todos os presentes a dirigirem uma oração a Nossa Senhora.

L.S.

A conferência de janeiro, no dia 11, estará a cargo do Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, que refletirá sobre o tema «A quem iremos?». A peregrinação e a experiência da fé.

As cinco conferências do V Ciclo decorrem no Salão da Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores, com início às 16:00. Para mais informação www.fatima.pt.



publicado por Carlos Gomes às 14:24
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA REALIZA CURSO DE MARIOLOGIA

Curso de Mariologia inicia em setembro no Santuário de Fátima. Aberto para alunos-ouvintes – Inscrições até Setembro

“Maria no mistério de Cristo e da Igreja”

No próximo período escolar, entre 18 setembro e 18 dezembro, decorre no Santuário de Fátima um Curso de Mariologia. Realizado no contexto da licenciatura em Ciências Religiosas da Universidade Católica Portuguesa, o curso é aberto à participação de todos os interessados nesta temática. As inscrições estão abertas e decorrem até 8 de setembro.

O Curso integra-se no programa curricular da licenciatura em Ciências Religiosas, ministrada desde 2012 a uma turma em Fátima, ao abrigo de um protocolo celebrado específico entre a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, a Diocese de Leiria-Fátima e o Santuário de Fátima. 

Intitulado “Maria no mistério de Cristo e da Igreja”, o curso é uma das disciplinas do terceiro ano da licenciatura. Será ministrado pelo docente da Universidade Católica Portuguesa José Eduardo Borges de Pinho e decorrerá todas as quintas-feiras, entre as 18:00 e as 19:15, no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima.

Em catorze unidades letivas, o curso pretende oferecer uma visão global do papel de Maria na história da salvação e na vida da Igreja, numa linha de receção do Concílio Vaticano II e numa atitude de sensibilidade atenta aos questionamentos ecuménicos. 

José Eduardo Borges de Pinho é professor catedrático docente de, entre outras disciplinas, “Maria no mistério de Cristo e da Igreja”; “Eclesiologia”; e “Mariologia”.

Para ajudar a aprofundar, tanto em termos teológicos como numa perspetiva mais existencial, o lugar de Maria na compreensão e na vivência do acontecimento cristão, começa-se por sublinhar neste Curso alguns pressupostos básicos de interpretação teológica a ter em conta no estudo da Mariologia e na piedade mariana. 

A partir dessa base hermenêutica e dos dados que resultam da consideração do testemunho bíblico na sua globalidade, faz-se um percurso reflexivo sobre os principais aspetos doutrinais que a Igreja propõe sobre Maria: Maternidade virginal, Imaculada Conceição, Assunção em corpo e alma ao céu, cooperação e intercessão de Maria à luz da afirmação crente na comunhão dos santos. 

A concluir, e numa perspetiva mais prático-pastoral, reflete-se brevemente sobre o sentido das “mariofanias” (aparições marianas), a vivência mariana do catolicismo popular, as interpelações do horizonte ecuménico, o seguimento de Jesus inspirado na figura de Maria e seu caminho de fé.

A propina (única) para alunos ouvintes é de 47€.

Para inscrições e outras informações:

Santuário de Fátima - SEPALI (edifício da Reitoria)

email: cienciasreligiosas@fatima.pt | Tel. 249 539 600



publicado por Carlos Gomes às 21:08
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014
SIMPÓSIO EM FÁTIMA REFLETIU SOBRE EXPERIÊNCIA DE DEUS E RESPONSABILIDADE HUMANA

“Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana

A reflexão sobre a mensagem de Fátima voltou a estar em destaque no simpósio teológico-pastoral organizado e promovido pelo Santuário de Fátima, realizado entre os dias 30 de maio e 1 de junho, sob a coordenação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Participaram presencialmente nesta iniciativa de âmbito nacional 340 pessoas; 486 internautas acompanharam, através da transmissão on-line, os trabalhos do primeiro dia, 216 os do segundo e 93 os do terceiro. 

Após a palavra de acolhimento pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, os trabalhos, realizados no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI, foram inaugurados na manhã de sexta-feira com o discurso de abertura do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, que destacou que o título e lema do simpósio – “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana  – sintetizava bem a mensagem deixada por Nossa Senhora em Fátima na aparição de 13 de junho de 1917, aquela que considera “a mais importante das seis aparições”, aquela em que foi revelado o chamado “Segredo de Fátima” que “nas suas três partes é expressão deste amor de Deus ao mundo num momento periclitante que ameaçava afundar a humanidade no abismo da ruína”: a Primeira Grande Guerra Mundial.

Na sua reflexão, o bispo de Leiria-Fátima apresentou Maria como mensageira e ícone do Amor de Deus pelo mundo e exortou a Igreja a olhar as pessoas e o mundo com esse olhar de amor e de misericórdia, e a realizar, segundo a própria exortação do Papa Francisco, “a revolução da ternura nas periferias existenciais”. Destacou ainda que, neste momento atual da história da humanidade, “a Igreja é chamada a olhar as pessoas e o mundo com um olhar de amor e misericórdia, a cuidar da humanidade com ternura, a ser uma Igreja amiga e companheira dos homens: a aproximar-se deles com um sentido grande e profundo de humanidade, que acolhe, escuta, compreende e assume as alegrias e as esperanças, as dores e as angústias dos outros”.

A conferência inaugural esteve a cargo de Franco Manzi, de Milão, e debruçou-se sobre o tema “O mistério do amor de Deus pelo mundo na mensagem de Fátima”. Mons. Claude Dagens, bispo de Angoulême, Klaus Vechtel, jesuíta de Frankfurt, Cettina Militello, teóloga italiana, Rey García Paredes, mariólogo espanhol, foram alguns dos conferencistas que procuraram dar resposta a três temáticas essenciais: “Em que Deus acreditamos?”, “O amor como núcleo da existência de Deus na experiência cristã” e “Maria, ícone da misericórdia salvífica de Deus”. 

O patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, encerrou os trabalhos com uma reflexão sobre “O Santuário de Fátima e a renovação da Igreja em Portugal – uma leitura histórico-pastoral”. 

D. Manuel Clemente afirmou que “Fátima foi estruturante neste último século em que vivemos e continua a ser estrutural, porque aqui assenta, basicamente, a vida das vinte igrejas diocesanas que existem em Portugal e da Igreja toda, global, que também passa por cá”. Sublinhou que a mensagem de Fátima “reforçou e unificou o cariz mariano do cristianismo, que é geral, e particularmente entre nós” e disse ainda: “Prefaciando, acompanhando e transpondo a reflexão mariológica do Concílio do Vaticano II, o marianismo português, digamos assim, é tão constante como a nossa própria história. (…) Esta nota mariana precede e caracteriza ao longo de vários séculos o devir português”.

Em termos culturais a proposta oferecida aos participantes no simpósio foi uma visita à exposição temporária do Santuário de Fátima, Segredo e Revelação, patente até final de outubro, onde são colocadas em destaque as três partes do chamado Segredo de Fátima e onde é mostrado ao público, pela primeira vez, o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo. 

Outra iniciativa que decorreu durante o simpósio foi a apresentação pública do mais recente projeto editorial do Santuário, editado semestralmente, em português: Fátima XXI Revista Cultural do Santuário de Fátima, cujo n.º 1 saiu por estes dias. Nas palavras do reitor do Santuário de Fátima, Fátima XXI é um projeto “de índole cultural, que procura, precisamente, fazer-se eco desta dimensão cultural de Fátima” e “ser espaço de reflexão, abordando temas relacionados com a história, a mensagem e a cultura de Fátima, através de leituras que se pretendem pluridisciplinares, envolvendo perspetivas diferentes mas complementares”.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 19:30
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TEÓLOGO FRANCO MANZI DESTACA PAPEL DOS MASS MÉDIA PARA A VISIBILIDADE DE FÁTIMA

Simpósio teológico-pastoral

“Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana 

Presente em Fátima como conferencista no simpósio teológico pastoral “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana, o teólogo italiano Franco Manzi sublinhou que “o vértice mundial de Fátima alcançou-se, graças aos mass média, com a publicação do chamado ‘terceiro segredo’, 26-27 de junho de 2000, após João Paulo II ter atribuído à proteção de Nossa Senhora o fracasso do atentado de que foi vítima a 13 de maio, 64 anos após a primeira aparição mariana em Fátima”.

Convidado a apresentar a sua reflexão sobre o tema “O mistério do amor de Deus pelo mundo na mensagem de Fátima”, Franco Manzi, sacerdote da diocese de Milão, doutorado em Estudos Bíblicos, e, entre outras funções, diretor da revista teológica do Seminário Arquidiocesano de Milão, La Scuola Cattolica, realçou que, ainda no plano eclesial, “através do sinal profético de Fátima”, “o Espírito deu um impulso ao renascimento espiritual de Portugal que, no primeiro quartel do século XX, estagnara no ateísmo e no anticlericalismo”, isto pela ação de Deus, que, contudo, “fez sentir a sua ação bem para além da Igreja portuguesa”.

“O Consolador fez sentir a sua ação (…) exercitando a sua atração salvífica sobre a Igreja enquanto tal, e sobre todo o mundo, sobretudo a partir dos repetidos reconhecimentos pontíficios da autenticidade das aparições de Fátima”.

Franco Manzi, membro da Associação Mariológica Italiana, lembrou ainda “os milagres de Deus” operados em Fátima há quase um século, aqueles que “foram irradiando reflexos sobre todo o mundo”, como as “conversões duradouras”. 

“Tratam-se de frutos muitos deles ordinários, ainda que verdadeiramente maravilhosos, como os milhões de peregrinos que continuam há dezenas de anos a vir rezar a Fátima; e de frutos muitas vezes extraordinários, como os inumeráveis milagres que, desde os primeiros tempos após as aparições, começaram a acontecer em Fátima”, afirmou. 

“Também o discernimento eclesial sempre recebeu o máximo das confirmações das autorizadas intervenções dos pontífices”, acrescentou o teólogo, ao recordar alguns dos “efeitos do sinal de Fátima no campo sociopolítico”, tais como, “o movimento de libertação da Polónia, a sucessiva ‘queda do muro’ de Berlim, aperestrojka, que, além disso, quer dizer conversão, mas especialmente a atividade da Santa Sé, estimulada pelo próprio João Paulo II.

O que aconteceu em Fátima foi verdadeiramente um “sinal do Espírito” ou simplesmente “um sinal dos tempos”? Em Fátima manifestou-se o Deus "incondicionalmente bom" ou o Deus “condicionalmente justo”? Franco Manzi procurou também refletir sobre estas perguntas.

“Certas visões e mensagens de Fátima podem efetivamente suscitar nas crianças profetas [Lúcia, Francisco e Jacina] e nos seus interlocutores de então – e de hoje – um certo ‘temor e tremor’. Esta sensação deve-se ao uso de categorias escatológico-judiciárias, dentro deste particular género literário profético de cunho apocalíptico constituído por visões e oráculos de ameaça”, afirmou Franco Manzi.

Contudo, o teólogo explicou que as visões e os oráculos apocalípticos de ameaça comunicados aos três videntes “são ‘profecias’ no sentido em que, sob o influxo do Espírito do Ressuscitado, são mensagens ‘em nome de’ Nossa Senhora e, em última análise, do próprio Deus". e que os três pastorinhos agiam também como profetas "porque – como indica o prefixo pro- da palavra prophetes – falavam ‘diante’ das pessoas, mas sobretudo ‘em favor de’ tantas pessoas”.

Sobre Maria, que em Fátima revelou o Seu Imaculado Coração, o teólogo conclui que “o símbolo do coração imaculado de Nossa Senhora, ao qual as profecias de Fátima convidam a consagrar-se, indica a sua consciência incondicionalmente crente, sede de um autêntico discernimento cristão”.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 19:27
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Domingo, 1 de Junho de 2014
GUILHERME D’OLIVEIRA MARTINS: “A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DEVE ESTAR NO CENTRO DA NOSSA PREOCUPAÇÃO”

Entre 30 de maio e 1 de junho

Santuário de Fátima realiza simpósio teológico-pastoral 

Em palavras esta tarde em Fátima, durante o simpósio teológico-pastoral  promovido pelo Santuário de Fátima, Guilherme de Oliveira Martins, jurista, presidente do Tribunal de Contas, do Conselho de Prevenção da Corrupção e do Centro Nacional de Cultura, defendeu que a dignidade da pessoa humana deve estar no centro da preocupação de todos.

“A dignidade da pessoa Humana deve estar no centro das nossas preocupações, deve aproximar a resolução dos problemas das pessoas”, afirmou na sua reflexão sobre o tema “As exigências da Caridade Política no contexto português”.

“O nível de decisão tem de partir das pessoas e levar à noção do compromisso”, precisamente o caminho apontado pelo Papa Francisco na sua exortação apostólica, afirmou Guilherme de Oliveira Martins.

“Ao falar em compromisso político temos de falar naturalmente de uma exigência, a de estar atento a tudo o que exclui as periferias”, afirmou ao reiterar que “o serviço à cidade e aos outros é a marca fundamental de que temos de falar quando nos referimos aos cristãos”, disse.

L.S



publicado por Carlos Gomes às 07:24
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA REALIZA SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

Entre os dias 30 de maio e 1 de junho

 “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana

Com transmissão on line

Iniciou esta manhã em Fátima, pelas 10:00, o simpósio teológico-pastoral “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana, uma iniciativa do Santuário de Fátima, organizada sob a coordenação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

Os trabalhos do simpósio teológico-pastoral, que refletirá sobre alguns núcleos temáticos relacionados com a aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos no mês de julho de 1917, decorrem no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI. Até ao momento estão inscritos 330 participantes.

A quem não for possível estar em Fátima pode acompanhar o simpósio através da transmissão web, pelo acesso http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/simposio-online As duas conferências da manhã de hoje estarão a cargo, respetivamente, de Franco Manzi, de Milão, Itália, e do teólogo português João Duque: “O mistério do amor de Deus pelo mundo na mensagem de Fátima” e “O mistério de Deus na sua misericórdia e na sua justiça”.



publicado por Carlos Gomes às 11:49
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Terça-feira, 27 de Maio de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA REALIZA SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

Entre os dias 30 de maio e 1 de junho

 “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana

Informação sobre inscrições para participação

Recordamos que, numa iniciativa do Santuário de Fátima, inserida no programa preparatório do Centenário das Aparições, sob a coordenação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, entre os dias 30 de maio e 1 de junho decorrerá, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima, o simpósio teológico-pastoral “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”. Experiência de Deus e responsabilidade humana. 

A poucos dias do início do simpósio, a Comissão Organizadora informa que apenas se aceitam inscrições para participação através da internet ou realizadas de modo pessoal junto dos serviços do Santuário de Fátima até às 18:30 do dia de amanhã, 28 de maio, e, depois, no primeiro dia do simpósio, 30 de maio, neste caso, já apenas pessoalmente, junto do secretariado do congresso, que funcionará junto do Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI.

Assim, por motivos relacionados com a boa preparação e organização do simpósio teológico-pastoral, não serão possíveis inscrições no dia anterior ao início da iniciativa, a 29 de maio.

Mais informações: Programa/Inscrições 



publicado por Carlos Gomes às 22:12
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA REALIZA SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL EM FINAL DE MAIO

Presidente da Comissão Organizadora em entrevista: Fátima, foco impulsionador de um caminho de renovação pastoral em Portugal

Mantém-se abertas as inscrições para participação no simpósio teológico-pastoral «“Envolvidos no amor de Deus pelo mundo.” Experiência de Deus e responsabilidade humana», agendado para os dias 30 e 31 de maio e 1 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima. A iniciativa é promovida e organizada pelo Santuário de Fátima, sob a coordenação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, na pessoa do professor José Eduardo Borges de Pinho, que preside à Comissão Organizadora.

Em entrevista, José Eduardo Borges de Pinho (foto em anexo) antecipa as principais perspetivas e temáticas que marcarão os trabalhos. Ponto assente é a intenção de “sublinhar a importância de estarmos atentos aos sinais de Deus no nosso mundo e na nossa vida, acolhendo a sua presença nas mais diversas situações”.  Esta ação teológico-pastoral refletirá também sobre as aparições marianas, e em concreto, sobre as de Fátima, entendidas como sinal do amor de Deus pelo mundo.

“Os cristãos e a Igreja em Portugal são chamados, antes de mais, a reconhecer nos acontecimentos de Fátima um dom e um sinal de Deus que os interpela”, afirma José Eduardo Borges de Pinho, professor catedrático docente, de entre outras disciplinas, de Maria no mistério de Cristo e da Igreja; Eclesiologia; e Mariologia.

“Em Fátima, sob formas muito diversas, porventura nem todas expressas de acordo com critérios que os caminhos da maturidade da fé sugerem, muitas e muitas pessoas fazem esta experiência do que significa ser amado por Deus e de como a certeza desse amor transforma a vida, e isso acaba por ajudar a encontrar as grandes razões de viver”, sublinha em entrevista. 

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A entrevista, por LeopolDina Reis Simões, assessora de imprensa do Santuário de Fátima

1 - Pode explicar a opção pela formulação “Experiência de Deus e responsabilidade humana” como subtítulo do simpósio teológico-pastoral?

Com este subtítulo “Experiência de Deus e responsabilidade humana”, a Comissão que preparou o Simpósio procurou indicar a necessidade de se concretizar o que o tema geral – “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo” – sugere. Trata-se de sinalizar que a linguagem cristã do amor de Deus pela humanidade tem de ser percetível e traduzível na vida quotidiana das pessoas, mesmo que nem sempre o reflitam conscientemente ou o digam expressamente. Procura-se, assim e por um lado, sublinhar a importância de estarmos atentos aos sinais de Deus no nosso mundo e na nossa vida, acolhendo a sua presença nas mais diversas situações. Por outro lado, a convicção crente de que Deus acompanha com o seu amor misericordioso o nosso próprio viver e a história do mundo não nos dispensa da nossa resposta, antes pede que sejamos fiéis à nossa concreta responsabilidade nas situações e tarefas que são as nossas, que sejamos testemunhas credíveis dessa presença amorosa de Deus no meio do mundo.

2 - A temática proposta, com base nos acontecimentos da aparição de julho de 1917 e na revelação do chamado Segredo de Fátima, aponta para uma forte correlação Divino-Humano e coloca Fátima também como espaço e experiência dessa manifestação. Qual o impacto pretendido?

Para além do segredo e de tudo o que o envolveu e envolve, a aparição de julho de 1917 exprime a esperança final de que o amor de Deus é mais forte do que a violência, a força do mal, a injustiça que destrói o Humano, os pecados pessoais e estruturais que afetam as pessoas e o viver da Humanidade. Com essa esperança, feita certeza na fé, o drama da história humana como construção da liberdade não é eliminado: cada um de nós, a Igreja no seu conjunto, a própria Humanidade nas suas diversas expressões históricas, todos estamos implicados nesse drama, que é ao mesmo tempo o projeto de realização das nossas vidas, e temos de assumir o nosso próprio papel e as nossas responsabilidades. Daí, no meu entender, emerge o significado particular das mensagens e dos apelos históricos de teor profético-apocalíptico como advertências a que se acolha com toda a seriedade o tempo que nos é dado viver. Pode dizer-se, creio eu, que se trata de traduzir e de atualizar, em linguagens e simbólicas marcadas pelo tempo e pelas circunstâncias históricas, o anúncio original, também ele profético-apocalíptico (se se quiser, escatológico) de Jesus, sumariado no Evangelho de Marcos: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho”(Mc1, 15).

3 - A meu ver este simpósio centra-se no essencial da Mensagem de Fátima que é a manifestação e mistério da revelação do amor misericordioso de  Deus no mundo através das aparições na Cova da Iria. Fátima continua sinal desse encontro de amor, e também de esperança, entre Deus e o seu povo?

Creio que sim: estamos no centro da Mensagem de Fátima, mesmo que os modos de dizer e as perspetivas temáticas possam ter acentuações diferentes nos diversos momentos e lugares dos acontecimentos de Fátima, como tem sido refletido e vai continuar a sê-lo noutros simpósios ou congressos. E julgo igualmente que o núcleo da força significativa que Fátima tem tido e continua a ter, no nosso país e além-fronteiras, tem a ver exatamente com esse centro, ou seja, com o anúncio e a experiência do amor misericordioso, salvífico, renovador de esperança, que brota do Mistério de Deus. Recordo para mim muitas vezes uma palavra marcante de João Paulo II na Christifideles Laici, no número 34, que me parece de transcendente significado na tentativa de dizer o essencial do anúncio cristão de Deus: “O homem é amado por Deus! Este é o mais simples e o mais comovente anúncio de que a Igreja é devedora ao homem. A palavra e a vida de cada cristão podem e devem fazer ecoar este anúncio: Deus ama-te, Cristo veio por ti, para ti Cristo é «Caminho, Verdade, Vida» (Jo 14, 6)!”. Acontece que, muitas vezes, nos perdemos em muitas coisas (desde devoções e gostos particulares a aspetos rituais e doutrinais) e esquecemos este essencial. Em Fátima, sob formas muito diversas, porventura nem todas expressas de acordo com critérios que os caminhos da maturidade da fé sugerem, muitas e muitas pessoas fazem esta experiência do que significa ser amado por Deus e de como a certeza desse amor transforma a vida, e isso acaba por ajudar a encontrar as grandes razões de viver. 

4 - Neste sentido, como podem a Mensagem de Fátima e os seus fiéis depositários – refiro-me aqui não só não só à instituição Santuário de Fátima e aos seus fiéis representantes, mas verdadeiramente à Igreja Portuguesa, e também não só a sua hierarquia, mas o povo católico português -  ajudar o mundo a fazer o caminho para a sua própria salvação?

Os cristãos e a Igreja em Portugal são chamados, antes de mais, a reconhecer nos acontecimentos de Fátima um dom e um sinal de Deus que os interpela. Vivemos tempos de transformação profunda na maneira como se entende e pratica a identidade católica no contexto europeu e igualmente entre nós. Não há que ver isso só como realidade negativa, de pura e simples negação ou ausência de Deus, por mais que isso seja também um facto e evidencie problemas que devem ser percebidos na sua interpelação: há muita coisa a “morrer” que pode dar lugar a “rebentos” novos de maior verdade e autenticidade na perceção da nossa relação com Deus e na consequente prática que daí deve decorrer. Com Fátima e para além de Fátima, importa que, como cristãos portugueses e Igreja em Portugal, saibamos ler o presente e preparar os caminhos do futuro com esperança, determinação, sentido de humanidade. Se houver algum crescimento nesse aspeto tanto a nível pessoal como comunitário, do nosso testemunho simples e coerente poderá brotar alguma luz e estímulos de renovação.

5 - Várias personalidades da Igreja em Portugal e do mundo - lembro aqui o Senhor D. José Policarpo, recentemente falecido - afirmaram a pertinência de a Igreja de Portugal encontrar em Fátima o seu programa pastoral. Qual a sua interpretação desta exortação, feita de vários modos, mas constante e sempre para reafirmar a atualidade da Mensagem de Fátima?

Na linha do que referi, creio que, em vários registos, Fátima pode ser – já o tem sido em diversos aspetos – foco impulsionador de um caminho de renovação pastoral. Dou três exemplos, pequenos, mas – creio – não insignificantes. A particular ligação do catolicismo popular a Fátima pode, deve ser, para as comunidades cristãs espalhadas pelo país, bem mais que um traço afetivo-emocional, muitas vezes desligado de uma opção pastoral refletida, de médio e longo prazo, e de uma aprofundamento doutrinal coerente e consequente. Por outro lado, o trabalho que tem sido desenvolvido no Santuário de Fátima aponta – em termos celebrativos, de aprofundamento da fé, etc. – para caminhos de renovação pastoral que nem sempre têm sido devidamente percebidos, valorizados e potenciados. E, ainda outro exemplo, em forma de pergunta: que os nossos bispos se reúnam habitualmente em Fátima não deve ser bem mais do que um lugar relativamente central para esses encontros, mas um questionamento e um estímulo a viverem uma colegialidade muito mais afetiva e efetiva?

6 - Que imagens/representações de Deus podemos esperar que nos sejam apresentadas neste simpósio?

Creio que a grande “intuição” – também posso dizer “certeza” – que está por detrás da planificação deste simpósio, tanto na mente como no coração dos que o pensaram mais de perto, é a convicção de que de Deus apenas podemos falar por aproximações sempre distantes da Realidade do Mistério que queremos expressar. Dito de outro modo: se o simpósio ajudar um pouco a crescermos todos nesta perceção e na capacidade existencial de nos aproximarmos – parafraseando Karl Rahner – do “Mistério que nós chamamos Deus”, atingiu plenamente os seus objetivos. Porque o nosso grande risco é sempre o de pensarmos e usarmos Deus à nossa imagem e semelhança. Claro que nós todos temos ideias, representações, imagens de Deus: não pode ser doutra maneira (doutro modo não poderíamos falar de Deus!). Mas a consciência desta “distância” é fundamental. Daí que a reflexão que se pretende fazer seja menos marcada pela intenção de “propor” representações de Deus e muito mais pelo objetivo de favorecer um caminho de descoberta por onde passam hoje modos de dizer e de viver a relação com Deus e, simultaneamente, de ajudar a um processo de purificação, para que possamos acolher cada vez mais e melhor o verdadeiro Deus. Nesse sentido, somos sempre de novo reportados a ler e reler o Evangelho de Jesus, como aliás será feito – assim o espero – numa das conferências previstas para este simpósio. 

7 - Como sintetiza o papel de Maria na história da revelação divina? 

Como todos sabemos, Maria ocupa um lugar único na história da salvação, mas sempre, sempre, em relação a Jesus Cristo e por causa dele. No fundo, Maria é, por graça singular de Deus atuante pelo seu Espírito, o indicativo, o sinal, a garantia, da verdade plena do mistério da encarnação e do seu significado para a humanidade. O grande título mariano, ainda que em rigor “hiperbólico”, é e será sempre “Mãe de Deus”, como o proclamou o Concílio de Éfeso, em 431. Tudo parte daqui e tem por referência esta centralidade cristológica. É neste contexto mais amplo que temos de colocar os sinais de luz, força e esperança que o Deus revelado em Jesus e presente, na história do mundo e no coração das pessoas, pela ação continuada do seu Espírito nos pode ir dando. Neste nosso caminhar na história, o papel singular de Maria, no interior da comunhão dos santos – uma enorme verdade da fé! –, é expressão maternal de um Amor mais forte que a morte, o mal e o pecado que quotidianamente acompanham o nosso viver terreno. 

8 – Como caracteriza a tão grande devoção do povo português a Maria? É um sentimento comum ao de outros povos?

A devoção a Maria está presente no Oriente e no Ocidente, nos lugares mais diversos do mundo, naturalmente com tonalidades e contextualizações culturais próprias. A devoção do povo português a Maria tem raízes muito profundas, algumas delas certamente ligadas também ao contexto mediterrânico, no sentido amplo do termo, em que nos inserimos: por exemplo, uma sensibilidade particular às expressões afetivas na vivência da fé e a dimensões relacionadas com o feminino (maternais) no modo como nos aproximamos existencialmente do Mistério de Deus e como entendemos a maneira de Deus se relacionar connosco. É igualmente um facto, aliás bem conhecido de todos, que não faltam, ao longo da nossa história, indicativos vários de como a devoção a Maria tem feito parte, com uma espontaneidade que não deixa de ser interpelativa, do catolicismo português, tanto nas suas manifestações mais simples como em expressões mais eruditas, tanto a nível das comunidades cristãs locais como a nível nacional. No fundo, os acontecimentos ocorridos em Fátima assumiram e potenciaram todo um modo de viver a fé que reconhece a importância singular e o significado existencial de Maria nos caminhos da fé, tanto numa perspetiva histórico-salvífica como a nível pessoal e comunitário.

 9 - Em relação ao programa do simpósio, vejo como muito pertinente o alargamento da reflexão teológica à apresentação de casos concretos a nível pastoral e social que uma das sessões, na tarde de 31 de maio, propõe. As propostas escolhidas apontarão a seu ver que caminhos?

Essa opção prende-se com o que referia a princípio: trata-se de refletir sobre o amor de Deus para connosco não de um modo simplesmente teórico e geral, mas de aprofundar um pouco como é que isso se concretiza na nossa vida cristã, pessoal e social, privada e pública. Em termos de amor praticado, é o indicativo básico da Primeira Carta de S. João: “Se alguém disser: ‘Eu amo a Deus’, mas tiver ódio a seu irmão, esse é mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”(1 Jo 4, 20 s.). No mesmo sentido, procura-se também refletir sobre aspetos da realidade vivida pelas pessoas em termos de consciência do pecado e sobre formas renovadas de reconciliação enquanto expressões eclesiais de sinalização do amor misericordioso de Deus. Trata-se aqui, pois, de procurar concretizar dimensões fundamentais da vida cristã, nem sempre tão presentes como deveria acontecer.

10- Qual o relevo do Santuário e da Mensagem de Fátima para a Igreja em Portugal e para o Mundo?

Eu creio que cada pessoa que vem a Fátima – português ou estrangeiro – tem a sua própria história de vida e de fé. E, portanto, há sempre uma dimensão pessoal-subjetiva que deve ser acolhida e respeitada, não podendo cair-se em generalizações sempre simplificadoras. O que um vê ou sente, outro pode não ver ou sentir. Mas, em termos globais, e como nos tem sido sugerido pelas instâncias mais representativas da Igreja, Fátima emerge sobretudo como um lugar de interpelação à busca permanente de Deus e de redescoberta do que o Evangelho de Jesus pode significar para a humanidade do Homem. Esta advertência básica, verdadeiramente profética, tem cada vez mais atualidade, como todos os dias se comprova: quanto mais se ignora a questão de Deus, quanto mais nos fechamos em nós próprios e em critérios intramundanos, menos nos tornamos capazes de acolher verdadeiros e consistentes valores de vida, menos teremos forças para nos decidirmos por uma mudança profunda de critérios de juízo e ação, menos seremos capazes de nos abrirmos às exigências da justiça, da solidariedade e da paz. E, em última análise, é o nosso futuro – como pessoas, como país, como Europa, como Humanidade...  – que está em jogo. 



publicado por Carlos Gomes às 00:53
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA ANUNCIA TEMA E PROGRAMA DO SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL DE 2014

Presidente da Comissão Organizadora destaca principais pontos do programa

Envolvidos no amor de Deus pelo mundo

Experiência de Deus e responsabilidade humana

O tema do ano pastoral no Santuário de Fátima – “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo” – vai ser aprofundado num Simpósio Teológico-Pastoral a decorrer em Fátima, de 30 de maio a 1 de junho próximo. No âmbito das iniciativas que visam preparar a celebração, em 2017, do Centenário das Aparições e sob a coordenação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, o Simpósio Teológico-Pastoral vai refletir sobre alguns núcleos temáticos relacionados com a aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos no mês de julho de 1917, tais como: o mistério de Deus na sua misericórdia e na sua justiça; a questão de Deus no mundo contemporâneo; a esperança cristã no encontro definitivo com Deus; o amor como núcleo da experiência de Deus e da existência cristã; desafios atuais à pastoral da reconciliação; Maria, ícone da misericórdia de Deus.

A conferência inaugural, a cargo de Franco Manzi, de Milão, debruça-se sobre “O mistério do amor de Deus pelo mundo na mensagem de Fátima”. Por sua vez, o Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, encerra os trabalhos do Simpósio com uma reflexão sobre “O Santuário de Fátima e a renovação da Igreja em Portugal – uma leitura histórico-pastoral”. Mons. Claude Dagens, bispo de Angoulême, Klaus Vetchel, jesuíta de Frankfurt, Cetina Milittello, teóloga italiana, Rey García Paredes, conhecido mariólogo espanhol, são outros convidados estrangeiros a intervirem neste Simpósio. Nos trabalhos, que se dividem por conferências e painéis temáticos, participam também João Manuel Duque, Alfredo Teixeira, José Henrique Pedrosa, Luís Miguel Figueiredo, Jorge Cunha, Carlos Cabecinhas, Carlos Paes, Guilherme d’Oliveira Martins, Acácio Catarino e Miguel Panão. As sessões de abertura e de encerramento serão presididas pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, que preside igualmente à celebração eucarística final no dia 1 de junho.

José Eduardo Borges de Pinho,

presidente da Comissão Organizadora 

PROGRAMA

                                     Envolvidos no amor de Deus pelo mundo

Experiência de Deus e responsabilidade humana

Simpósio Teológico-Pastoral

de 30 de maio a 1 de junho de 2014

Salão do Bom Pastor – Centro Pastoral de Paulo VI

Santuário de Fátima

Sexta-feira, 30 de Maio

Em que Deus acreditamos?

08:30 – Abertura do secretariado

1.ª Sessão | Moderação: José Carlos Carvalho

10:00 – Sessão de abertura – D. António Marto, Carlos Cabecinhas, J. E. Borges de Pinho

10:30 – Conferência IO mistério do amor de Deus pelo mundo na mensagem de Fátima – FRANCO MANZI

11:20 – Diálogo

11:30 – Intervalo

12:00 – Conferência IIO mistério de Deus na sua misericórdia e na sua justiça – JOÃO DUQUE 

13:00 – Almoço

2.ª Sessão | Moderação: Teresa Messias

15:00 – Conferência IIIO Evangelho de Jesus – resposta ou pergunta na busca humana de Deus? – CETTINA MILITTELLO

15:50 – Diálogo

16:10 – Intervalo

16:30 – Painel 1: Representações de Deus no mundo contemporâneo

• Entre tradição e mudança – ALFREDO TEIXEIRA

• Na proposta catequética – JOSÉ HENRIQUE PEDROSA

• No ciberespaço – LUÍS MIGUEL FIGUEIREDO

17:30 – Diálogo

18:00 – Encerramento da sessão

18:30 – Missa, Capela da Morte de Jesus

Sábado, 31 de Maio

O amor como núcleo da experiência de Deus e da existência cristã

3.ª Sessão | Moderação: Marco Daniel Duarte

09:00 – Oração

09:15 – Conferência IVA esperança cristã no encontro definitivo com Deus – KLAUS VECHTEL

10:15 – Diálogo

10:30 – Intervalo

11:00 – Painel 2: Perdão, cura e solidariedade – desafios atuais à pastoral da reconciliação

• Que sentido do pecado no mundo de hoje? – JORGE CUNHA

• Reconciliação – tradição e realidade atual – CARLOS CABECINHAS

• Precisamos de novos “lugares” de reconciliação?  CARLOS PAES

12:00 – Diálogo

13:00 – Almoço

4.ª Sessão | Moderação: Pedro Valinho Gomes

15:00 – Conferência VPorque somos amados, podemos amar – O amor como síntese e núcleo da existência cristã - MONS. CLAUDE DAGENS

15:50 – Diálogo

16:10 – Intervalo

16:30 – Painel 3: O amor cristão como fé praticada

 As exigências da “caridade política no contexto português – GUILHERME D’ OLIVEIRA MARTINS

• “Grupos Paroquiais de Ação Social” – sentido e tarefas – ACÁCIO CATARINO

• O amor cristão e o cuidado da criação – MIGUEL PANÃO

17:30 – Diálogo

18:00 – Encerramento da sessão

18:30 – Missa, Capela da Morte de Jesus

Serão Cultural

21:00 – 22:30

 Domingo, 1 de Junho

Maria, ícone da misericórdia salvífica de Deus

09:00 – Missa, Basílica da Santíssima Trindade

5.ª Sessão | Moderação: João Duarte Lourenço

10:30 – Conferência VIMaria, ícone da misericórdia de Deus – a cooperação de Maria na história da salvação – REY GARCÍA PAREDES

11:20 – Intervalo

11:40 – Conferência VIIO Santuário de Fátima e a renovação da Igreja em Portugal – uma leitura histórico-pastoral – D. MANUEL CLEMENTE

12:30 – Sessão de encerramento – Carlos Cabecinhas, J. E. Borges de Pinho, João Duarte Lourenço



publicado por Carlos Gomes às 21:00
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014
MANUSCRITO DA TERCEIRA PARTE DO SEGREDO DE FÁTIMA É OBJETO DE ESTUDO DIPLOMÁTICO E PALEOGRÁFICO

Maria José Azevedo Santos é a primeira a destacar a decisão histórica do Santuário de Fátima ao solicitar o estudo diplomático e paleográfico do Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima.

O estudo ainda decorre, mas a investigadora, em entrevista ao jornal oficial do Santuário de Fátima “Voz da Fátima” (edição de 13.01.2014), adianta algumas conclusões e especificidades do documento: trata-se do manuscrito autêntico, foi escrito em papel de carta sem marca de água e, curiosamente, não tem a assinatura da Irmã Lúcia.

Professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em Diplomática e Paleografia, Maria José Azevedo Santos foi convidada a analisar, à luz destas duas ciências, o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, propriedade do Vaticano, atualmente confiado ao Santuário de Fátima que o colocou na exposição temporária “Segredo e Revelação”, patente ao público

até ao final de outubro de 2014. 

“Sou mulher, leiga. O convite que me foi feito mostra que a Igreja está aberta a receber contributos das áreas científicas nas quais trabalho, aliás, fundadas por religiosos no século XVII”, afirmou ao destacar “o grande interesse na aliança entre a abordagem pastoral e teológica”, que deixa “para os teólogos e para os que estudam a vida da Irmã Lúcia”, e esta abordagem pelas ciências da Diplomática e Paleografia.

“Este meu testemunho é verdadeiramente um testemunho singular, porque o encargo que recebi é também singular. Fui a primeira mulher leiga a entrar em contato direto com o documento em apreço, com prévia autorização de Sua Santidade, o Papa Francisco, concedida aos delegados do Bispo de Leiria-Fátima”, destaca a investigadora.

Escolhida pelo Reitor do Santuário de Fátima pelas reconhecidas “qualidades técnicas e científicas” nas áreas disciplinares em que é especialista, segundo as palavras do próprio na carta-convite que lhe foi endereçada, Maria José Azevedo Santos diz ter-se sentido “emocionada” com o convite que recebeu, em agosto de 2013.

“É um convite raro, com dimensão e um impacto internacional, o que confere um sentimento de emoção e uma responsabilidade muito grandes a quem o recebe”, refere.

O primeiro contacto

Com a autorização do Arquivo da Congregação para a Doutrina Fé, onde o manuscrito estava depositado, Maria José Azevedo Santos, acompanhada pelo então diretor do serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, padre Luciano Cristino, e pelo diretor do Museu do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte (atual diretor do SESDI), partiram rumo a Roma em inícios de setembro de 2013, onde, durante uma semana, recolheram os elementos necessários ao estudo diplomático e paleográfico do documento.

“Recolhi os elementos que nem a melhor reprodução tecnológica permite; estar em contato com o produto natural é muito importante para a investigação; para recolher todos os elementos era obrigatório contatar diretamente com o Manuscrito”, sublinha Maria José Azevedo Santos, que revela que os métodos que utilizou são os habituais neste tipo de estudo: “trabalhei com todos os métodos, princípios e regras das duas ciências, estudei o documento do ponto de vista interno e extrínseco”.

Entre outras, foram alvo de análise a letra, o uso de abreviaturas, o esmero na execução gráfica, a assinatura (que o documento não possui), a data de lugar e a data cronológica, o tipo e tamanho de papel, a tinta.

As primeiras conclusões

“A Igreja nunca teve dúvidas de que o documento era original. Se a Igreja reclama à Ciência que apresente a sua leitura, poderíamos, é óbvio, encontrar algum elemento contraditório, o que não aconteceu”, refere Maria José Azevedo Santos, para confirmar que “estamos na presença de um documento autêntico, verdadeiro, que saiu das mãos da Irmã Lúcia”.

Maria José Azevedo Santos destaca algumas as caraterísticas do Manuscrito em investigação. Talvez a mais curiosa seja o não ter a assinatura da autora, a Irmã Lúcia. “Não é a ausência de assinatura que invalida a autenticidade do documento; pudemos comparar a letra com outros documentos manuscritos pela Irmã Lúcia e chegar à conclusão de que este, que não está assinado, é da mesma autora. Esta é a conclusão científica”, explica.

Maria José Azevedo Santos, autora da primeira dissertação de doutoramento das áreas da Diplomática e da Paleografia em Portugal – apresentada em 1989 e publicada em 1994 – e académica de número da Academia Portuguesa da História, sublinha que “o documento tem uma dimensão universal, porque o interesse dele não se restringe só à comunidade cristã católica”.

A seu ver, o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima é “património da humanidade”.

LeopolDina Simões



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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013
LEITURA HISTÓRICO-TEOLÓGICA SOBRE FÁTIMA RECEBE PRÉMIO VILLA PORTELA 2013

Com a tese “Leitura histórico-teológica do impacto local das Aparições de Fátima a partir do semanário O Mensageiro de Leiria - Um estudo sobre os anos 1917-1927”, Luís Miguel Ferraz, atualmente a trabalhar no Gabinete de Informação e Comunicação da Diocese de Leiria-Fátima, recebeu o prémio Villa Portela 2013, concurso bienal promovido pela Associação para o Desenvolvimento de Leiria, que conta com o apoio da Câmara Municipal e do Instituto Politécnico de Leiria e da editora Gradiva.

Nas palavras do autor, o estudo apresenta “uma perceção bastante detalhada dos impactos que os acontecimentos registados em Fátima em 1917 tiveram nos vários âmbitos da sua realidade local – social, política, cultural, religiosa e, até, económica – e da sua súbita expansão para um palco de nível nacional e, posteriormente, internacional”.

O ponto de partida para este trabalho, realizado para o Mestrado em Teologia da Universidade Católica Portuguesa, foi o jornal diocesano O Mensageiro.

Luís Miguel Ferraz analisou os primeiros textos publicados neste jornal a propósito das aparições na Cova da Iria, “onde se percebem as reservas iniciais e os conflitos que rapidamente se inflamam com outros órgãos de informação, as posições assumidas pelos vários agentes sociais, políticos e eclesiais, e o tipo de abordagem feita por O Mensageiro”.

Os acontecimentos de Fátima em 1917 surgem num contexto de instabilidade. “A sua receção em O Mensageiro, para além de espelhar essa realidade, vai ser profundamente marcada pela visão do seu corpo redatorial, muito centrado na figura do diretor, sobre o destino do catolicismo como força restauradora da sociedade portuguesa”, explica o premiado.

Outra das conclusões a que chegou foi a de que o fenómeno das aparições se impôs “pela persistência e crescimento da massa de fiéis” na Cova da Iria, o que levou à necessidade de "uma intervenção que enquadrasse a piedade popular num quadro mais oficial de celebrações”, isto logo nos anos seguintes às aparições, que só viriam a ser reconhecidas pela Igreja como dignas de crédito a 13 de outubro de 1930.

Luís Miguel Ferraz, que foi jornalista d´O Mensageiro, recebeu o prémio Villa Portela na tarde de ontem, 17 de dezembro, na livraria Arquivo, em Leiria. Deste seu trabalho, o júri salientou a “reflexão isenta de preconceitos e sem visões estereotipadas relativamente ao tema” e o enquadramento "das aparições de Fátima na luta pela restauração da Diocese de Leiria, partindo do olhar de um pequeno jornal e da perspetiva peculiar do seu principal mentor, padre José Ferreira de Lacerda".

A propósito deste título informativo, recorde-se que, em maio deste ano, a Diocese de Leiria-Fátima uniu os seus dois jornais O Mensageiro e A Voz do Domingo num único órgão escrito de comunicação: o jornal Presente.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 12:49
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Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013
TEÓLOGO ELOY BUENO DE LA FUENTE PUBLICA “A MENSAGEM DE FÁTIMA. A MISERICÓRDIA DE DEUS: O TRIUNFO DO AMOR NOS DRAMAS DA HISTÓRIA”

Publicação do Santuário de Fátima terá lançamento na Universidade Católica Portuguesa a 28 de outubro

Da autoria do teólogo espanhol Eloy Bueno de la Fuente, o livro “A Mensagem de Fátima. A misericórdia de Deus: o triunfo do amor nos dramas da história” será apresentada em Lisboa a 28 de outubro, segunda-feira.

O lançamento decorrerá às 18:15, na Sala de Exposições, no piso 2 do Edifício BUJPII da Universidade Católica Portuguesa (Palma de Cima, junto ao Hotel Marriott), em Lisboa.

A apresentação da obra caberá ao reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, e contará com a presença do autor do livro, padre Eloy Bueno de la Fuente, e do diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), padre João Duarte Lourenço.

A sessão de lançamento em Lisboa vem no seguimento da primeira apresentação da obra, pelo vice-reitor do Santuário de Fátima, padre Emanuel Silva, a 12 de outubro, em conferência de imprensa realizada na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima. Na ocasião, o vice-reitor sublinhou aos jornalistas que esta obra seria  "seguramente, o melhor e mais abrangente livro de teologia publicado sobre a Mensagem de Fátima". 

No boletim informativo divulgado a propósito deste lançamento em Lisboa, a UCP sublinha que a publicação “é um desafio e uma exigência para a reflexão teológica”.  

Em recente entrevista à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o autor, professor catedrático de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Burgos, sublinha que “para o nosso mundo, a Mensagem de Fátima atua como uma interpretação profética da história enquanto denúncia dos infernos que gera o egoísmo humano e, por sua vez, destaca a existência de um amor maior - representado por Maria - garantia de que (o Mundo) não acabará em tragédia, graças a testemunhos como os dos pastorinhos que se entregam aos desígnios de misericórdia que lhes foram revelados”. 

Eloy Bueno de la Fuente, sacerdote da diocese de Burgos, sempre privilegiou temas relacionados com Eclesiologia e Cristologia. Nos últimos anos optou por dedicar-se de forma aprofundada ao estudo da Mensagem de Fátima, que analisa à luz da documentação histórica e com as ferramentas da teologia atual.

No prólogo do título agora lançado, o segundo da coleção "Fátima Mensagem", o autor sublinha que as aparições marianas “merecem ser pensadas e compreendidas” por estarem “profundamente imbricadas na vida real do povo cristão e, mais ainda, no cenário da nossa vida social”.

“Um fenómeno tão complexo e de tão difícil interpretação impõe-se como uma aventura, mas também como um desafio, como uma exigência para a reflexão teológica”, refere Eloy Bueno de la Fuente no mesmo prólogo ao sublinhar que “a teologia deve deixar-se visitar por essas experiências tão profundamente humanas e eclesiais”.

O livro está estruturado em duas partes. A primeira tem por título Na carne dorida do mundo, “para abrir o leque dos diferentes aspetos do drama vivido a nível individual e coletivo”, como as guerras e a violência; a segunda parte, Um testemunho místico e profético, pretende, refere o autor, “manifestar e aprofundar o sentido genuíno da Mensagem dirigida precisamente a esse cenário dramático”, sob diferentes pontos de vista, e em que “os Pastorinhos são as testemunhas desses desígnios de misericórdia que lhe são anunciados”.

Recorde-se que Eloy Bueno de la Fuente está a orientar na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, um curso intensivo sobre a Mensagem de Fátima. O curso decorre ao longo de duas segundas-feiras - 7 e 28 de outubro - e nas manhãs de duas terças-feiras - 8 e 29 de outubro. (http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=69444)

O livro está disponível para venda na Livraria do Santuário de Fátima: livraria@fatima.pt 

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 18:45
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013
UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO SOBRE A MENSAGEM DE FÁTIMA

Diretor da Faculdade de Teologia em entrevista:

"O tema ‘Fátima’, é, certamente, motivo e objecto de grande interesse por parte da faculdade"

Lecionado ao longo de duas segundas-feiras (7 e 28 de outubro) e nas manhãs de duas terças-feiras (8 e 29 de outubro), o curso intensivo "A mensagem de Fátima: a misericórdia de Deus nos dramas da história" é promovido e decorrerá na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa. Será orientado por Eloy Bueno de la Fuente, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia do Norte de Espanha - Burgos e estudioso dos acontecimentos de Fátima. As inscrições estão abertas.

Em entrevista à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, João Duarte Lourenço, diretor da Faculdade de Teologia da UCP, sublinha que “o tema ‘Fátima’, o que significa e a importância da sua mensagem é, certamente, motivo e objecto de grande interesse por parte da faculdade”.

Recorde-se que a instituição tem colaborado com o Santuário de Fátima em vários projetos de investigação e de formação.

“Desde sempre apoiamos e demos um contributo científico notável para a publicação da Documentação Crítica de Fátima, assim como para a realização de congressos e simpósios sobre a mensagem, a espiritualidade, a pastoral e outros temas que têm a ver com o acontecimento 'Fátima'”, refere João Duarte Lourenço.

Nas palavras deste responsável, “‘Fátima’ não é um tema da faculdade, mas sim um tema da Igreja enquanto tal. Por isso, estamos também ao serviço de Fátima e é nosso objetivo, como aliás temos vindo a fazer, incentivar o estudo e a divulgação da Mensagem de Fátima”.

Periodicamente, decorrem na Faculdade de Teologia da UCP cursos, mormente seminários de estudos, sobre a documentação e a pastoral de Fátima.

O curso "A mensagem de Fátima: a misericórdia de Deus nos dramas da história", que agora é proposto, integra-se no curso de Doutoramento em Teologia que a faculdade oferece neste ano letivo de 2013-2014, mas está aberto à participação de outros alunos e pessoas interessadas, mediante inscrição prévia, aceite pela Direção.

“Podemos dizer (que este curso agora proposto) é uma iniciativa diferente, na medida em que se destaca pela componente de investigação e de contacto com os escritos e a mensagem”, refere o diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa que realça também que esta ação se inscreve no âmbito do protocolo que o Santuário de Fátima e a Faculdade de Teologia assinaram no ano passado, “em ordem à realização de iniciativas conjuntas, valorizando ainda mais esta colaboração conjunta que é, certamente, muito benéfica para a Igreja em Portugal e também para a formação dos nossos alunos e de outros agentes da acção pastoral da Igreja”.

Outras informações sobre este curso:

http://www.ft.lisboa.ucp.pt/site/custom/template/ucptpl_fac.asp?SSPAGEID=934&lang=1&artigoID=625

LeopolDina Simões



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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA REALIZA EM OUTUBRO CURSO INTENSIVO SOBRE A MENSAGEM DE FÁTIMA

Teólogo Eloy Bueno de la Fuente em entrevista: Pretende-se um “encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular”

"A mensagem de Fátima: a misericórdia de Deus nos dramas da história" é o título do curso intensivo que vai decorrer na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, em quatro dias de outubro.

O curso será orientado por Eloy Bueno de la Fuente, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia do Norte de Espanha - Burgos e estudioso dos acontecimentos de Fátima. Decorrerá ao longo de duas segundas-feiras - 7 e 28 de outubro - e nas manhãs de duas terças-feiras - 8 e 29 de outubro.

De acordo com informação da Direção da Faculdade de Teologia, o curso integra-se no Curso de Doutoramento em Teologia que a faculdade oferece neste ano letivo de 2013-2014, mas está aberto à participação de outros alunos e pessoas interessadas, mediante inscrição prévia, aceite pela Direção.

Eloy Bueno de la Fuente  é  presbítero da Diocese de Burgos (Espanha), professor catedrático de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Burgos, onde dirigiu o Instituto de Missionologia, e professor no Centro Ecuménico de Madrid. Nos últimos anos tem-se detido de forma aprofundada no estudo da Mensagem de Fátima, que analisa à luz da documentação histórica e com as ferramentas da Teologia atual.

Eloy Bueno de la Fuente em entrevista:

Em entrevista, esta tarde, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, Eloy Bueno de la Fuente fala sobre esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa como um momento de encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular.

“Este curso é uma ideia magnífica, que se encontra na linha daquilo que tenho vindo a tentar: mostrar a conveniência e a fecundidade do encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular, para evitar - como muitas vezes sucede - que funcionem como mundos distintos.

A estrutura do curso intensivo está definida: “Pretendo em primeiro lugar situar o acontecimento Fátima no contexto histórico, para destacar depois as dimensões teológicas: o pressuposto pascal e trinitário e, sobre essa base, o significado da misericórdia como triunfo do amor nos dramas da história, (um amor) que condensa nele o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

O curso apresenta-se, considera Eloy Bueno de la Fuente, como uma ocasião para a Igreja “situar adequadamente o fenómeno das aparições de Fátima e para aprofundar o seu serviço à esperança e à misericórdia”.

Interrogado sobre a atualidade da Mensagem de Fátima, o teólogo sublinha que “para o nosso mundo, a Mensagem de Fátima atua como uma interpretação profética da história enquanto denúncia dos infernos que gera o egoísmo humano e, por sua vez, destaca a existência de um amor maior - representado por Maria - garantia de que (o Mundo) não acabará em tragédia, graças a testemunhos como os dos pastorinhos que se entregam aos desígnios de misericórdia que lhes foram revelados”.

Eloy Bueno de la Fuente é licenciado em Teologia Dogmática pela Universidade de Santo Tomás, de Roma, e doutorado em Missiologia pela Universidade Urbaniana, de Roma, com uma tese sobre Karl Rahner, e em Filosofia pela Universidade Complutense, de Madrid, com uma tese sobre Unamuno. Nos cerca de 30 livros que publicou, privilegia temas relacionados com Eclesiologia e Cristologia. Foi presidente da Associação de Decanos de Teologia de Espanha e Portugal, entre os anos de 2005 e 2006, e é Membro do Conselho Científico e do Conselho de Redação de várias revistas de Teologia e Filosofia.

Outras informações sobre este curso:

http://www.ft.lisboa.ucp.pt/site/custom/template/ucptpl_fac.asp?SSPAGEID=934&lang=1&artigoID=625

LeopolDina Reis Simões



publicado por Carlos Gomes às 23:26
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Domingo, 23 de Junho de 2013
MENSAGEM DE FÁTIMA É MENSAGEM DE CONFIANÇA E DE ESPERANÇA

- Simpósio teológico-pastoral. «Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente»

Terminou esta manhã em Fátima o simpósio teológico-pastoral «Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente», uma iniciativa do Santuário de Fátima, inserida no conjunto das propostas do 3.º ciclo celebrativo do Centenário das Aparições.  Participaram nos trabalhos, que decorreram no Centro  Pastoral Paulo VI, à volta de 350 pessoas.  Cerca de 250 acompanharam as várias conferências e painéis à distância, através da internet, uma vez que o simpósio foi transmitido em direto on line.

Confiança e esperança são duas palavras-chave da mensagem de Fátima.

“A mensagem de Fátima é fundamentalmente uma mensagem de esperança e, por isso, um apelo à confiança” afirmou o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, na sessão de encerramento.

“Ao longo de três dias intensos, partindo da exortação «Não tenhais medo», à luz da mensagem de Fátima, fomos aprofundando as razões para a confiança e a esperança e identificado o estilo crente adequado ao nosso tempo presente, capaz de testemunhar de forma significativa a presença que nos habita”, recorda e sublinha o reitor.

Para o padre Carlos Cabecinhas,  “em Fátima, Nossa Senhora veio convidar os pequenos videntes e vem convidar-nos a nós a reconhecer a presença de Deus no nosso mundo e nas nossas vidas; vem garantir-nos que não estamos sós nas dificuldades da vida, pois Deus nunca nos abandona".

A leitura de D. António Marto é semelhante: “em Fátima, a Virgem Mãe trouxe uma mensagem de conforto, de consolação e de esperança à Igreja ferozmente perseguida e à humanidade caída no inferno das guerras mundiais, dos totalitarismos, dos genocídios, da solidão e do desespero".

Para o prelado de Leiria-Fátima, “as palavras dirigidas aos pastorinhos, as mesmas que ela nos dirige a nós, seus filhos, testemunham o desejo do seu coração materno de transmitir-nos a certeza de que Deus não nos abandona, não abandona a sua Igreja, mas no meio das tempestades do mundo, guia-a e sustém-na”.

“Faço votos que este simpósio tenha ajudado a tornar o nosso Santuário de Fátima um lugar e uma fonte de esperança e que possa ajudar a desenvolver uma pastoral da esperança”, afirmou D. António Marto na sessão conclusiva.

Mensagem de Fátima: negação da insensatez, afirmação da sabedoria

Uma das conferências que procurou sublinhar em concreto o significado e o apelo de Fátima como lugar e mensagem de esperança para o mundo foi a de D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra: "ao longo destas nove décadas, Fátima nunca deixou de ser um lugar a apontar para Deus como o caminho da humanidade e como uma mensagem de alcance universal. Apesar de ser uma revelação privada, aponta para a centralidade da mensagem evangélica e, portanto, é portadora de um dinamismo intemporal, pois foca, por um lado, Deus e a fé cristã e, por outro, o Homem e a sua salvação no tempo e na eternidade".

Lugar de atração de católicos de todo o mundo, Fátima é lugar onde “chegam igualmente os agnósticos e ateus, mais ou menos militantes, numa perspetiva crítica e à procura de reforçar as suas convicções”.

Fátima tornou-se ainda, considera o bispo de Coimbra e antigo reitor do Santuário de Fátima (2008-2011), “lugar de passagem para muitos buscadores de Deus, pessoas que se interrogam acerca da vida, do princípio e do fim, do sofrimento e da morte, que ainda não chegaram ao conhecimento da fé”.

Para D. Virgílio Antunes, “Fátima não é somente um lugar, mas uma mensagem, cuja caraterística fundamental é a referência a Deus. […] O cerne de toda a mensagem de Fátima é, sem dúvida, a negação de todas as formas de ateísmo e a profissão de fé em Deus como caminho do Homem e única possibilidade de esperança, ou seja a negação da insensatez e a afirmação da sabedoria”.

D. António Marto exorta cristãos a dar testemunho da sua esperança

D. António Marto, que presidiu esta manhã à Eucaristia oficial das 9:00, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, exortou os cristãos a darem testemunho da sua esperança: Jesus Cristo.

“Estamos num modelo de sociedade e de mundo, que construímos, que está esgotado; os cristãos são chamados a construir um mundo melhor”, afirmou o bispo de Leiria-Fátima durante a homilia da celebração, em que falou de Jesus como “salvador, que nos liberta do pecado, que nos oferece a vida boa e bela, a vida em plenitude”.

Sendo Cristo a esperança e a Igreja comunidade de esperança, torna-se necessário, exorta D. António Marto, “dar um rosto belo a esta esperança”. “Somos fraternidade. (…) É um projeto para se viver no dia a dia, a começar pela nossa casa, na nossa família”, disse.

LeopolDina Reis Simões



publicado por Carlos Gomes às 23:41
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Sábado, 22 de Junho de 2013
SANTUÁRIO DE FÁTIMA PUBLICA TEXTOS DO SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL DE 2012

«Quereis oferecer-vos a Deus? Horizontes contemporâneos da entrega de si»

“Quereis oferecer-vos a Deus? Horizontes contemporâneos da entrega de si” foi o título do congresso teológico-pastoral realizado há um ano atrás, em junho de 2012, e é o título do livro agora editado, o 6.º da coleção “Fátima Estudos”.

O simpósio foi uma organização do Santuário de Fátima na qual participaram mais de 400 pessoas. O livro, agora disponibilizado, integra alguns dos textos que serviram de base às conferências e outros subsídios relacionados com o programa ou o tema do simpósio, nomeadamente, homilias, um percurso artístico, um entrevista, entre outros.

Para Isabel Varanda, presidente da Comissão Organizadora desta iniciativa teológico-pastoral e coordenadora da publicação, “a complexidade teológica, religiosa, antropológica, social, existencial e ética da questão solicitava uma abordagem multidisciplinar”, que agora também transparece nos textos publicados.

“Rumo à celebração do Centenário, o Santuário de Fátima propõe-se continuar a aprofundar os principais temas da Mensagem de Fátima, tanto na sua densidade histórica como no seu irredutível mistério de fé, procurando, ao mesmo tempo, a sua atualidade, a sua pertinência e as metodologias de celebração e anúncio mais adequadas à sua receção no mundo de hoje”, escreveu Isabel Varanda na Introdução da obra.

Recorde-se que decorre por estes dias em Fátima termina amanhã um novo simpósio teológico-pastoral. Intitulado Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente aborda uma temática que tem como fonte a segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de junho de 2017.

Contato da Livraria do Santuário de Fátima: livraria@fatima.pt

Sobre o simpósio a decorrer neste momento: www.fatima.pt



publicado por Carlos Gomes às 19:15
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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
SANTUÁRIO DE FÁTIMA ORGANIZA SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

Simpósio Teológico-Pastoral «Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente». 21 e 23 de junho, no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI. Os trabalhos serão transmissão online em www.fatima2017.org

Começa amanhã, 21 de junho, em Fátima, o simpósio teológico-pastoral «Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente». A iniciativa é organizada e promovida pelo Santuário de Fátima e está inserida no  conjunto de atividades do 3.º ciclo celebrativo do Centenário das Aparições. Até ao momento, o simpósio conta com mais de 300 inscrições para participação.

Todos os trabalhos agendados para o Centro Pastoral de Paulo VI terão transmissão on line a partir do site www.fatima2017.org.

“A comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral 2013 elegeu a confiança, a esperança e o estilo crente como determinantes de uma humanidade capaz de domesticar os instintos de sobrevivência exacerbados e de se fazer à vida com alegria de viver e responsabilidade aberta ao futuro. Os trabalhos do Simpósio visam escrutinar um léxico e uma semântica de pendor crente e pretendem apurar em que medida e de que modo um estilo cristão de habitar o mundo é relevante na espessura cultural do desapego e da indiferença religiosa contemporâneas”, sublinha Isabel Varanda, presidente da Comissão Organizadora deste Simpósio Teológico-Pastoral, docente e investigadora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Para inscrição, acesso ao programa e para outras informações aceda a: http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=62107

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 13:46
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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
NÃO TENHAIS MEDO. CONFIANÇA – ESPERANÇA – ESTILO CRENTE

21 a 23 de junho, em Fátima: Simpósio teológico-pastoral

A presidente da Comissão Organizadora em entrevista

"A comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral 2013 elegeu a confiança, a esperança e o estilo crente como determinantes de uma humanidade capaz de domesticar os instintos de sobrevivência exacerbados e de se fazer à vida com alegria de viver e responsabilidade aberta ao futuro".

Intitulado Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente, o simpósio teológico-pastoral promovido pelo Santuário de Fátima para este ano está marcado para os próximos dias 21 a 23 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI. Divulgamos agora uma entrevista à presidente da Comissão Organizadora deste simpósio, Isabel Varanda, docente e investigadora da Universidade Católica Portuguesa. Outras informações sobre esta iniciativa estão disponíveis AQUI.

Isabel Varanda, presidente da Comissão Organizadora do Simpósio Teológico-Pastoral Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente

Entrevista por: LeopolDina Reis Simões

A exortação “Não tenhais medo” que serve de título a este simpósio ecoa com uma atualidade gritante, parece quase que uma provocação. Foi este o propósito?

Pareceu bem à Comissão Organizadora deste Simpósio Teológico-Pastoral que este se inscrevesse no tema central que dinamiza a espiritualidade e a pastoral do Santuário no ano de 2013. Esta opção sintoniza, aliás, com a opção temática para os simpósios que tiveram lugar nos dois primeiros anos do septenário de preparação e celebração do Centenário das Aparições: 2010-2011 – Adorar Deus em Espírito e verdade; 2011-2012 – Quereis oferecer-vos a Deus? Horizontes contemporâneos da entrega de si; e 2012-2013 – Não tenhais medo. Confiança Esperança Estilo crente.

Como tem sido recordado em múltiplas circunstâncias e através de diversos meios, a expressão “não tenhais medo” evoca, no contexto de Fátima, as palavras de Nossa Senhora à pastorinha Lúcia, associadas, ainda, à promessa de que a Senhora a protegeria, a ela e aos primos, Francisco e Jacinta, os guardaria no seu coração imaculado e com ela e por ela chegariam a Deus: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”.

Por um lado, temos, então, nesta opção temática para o simpósio, a decisão de sintonizar com toda a dinâmica eclesial desenvolvida pelo Santuário de Fátima; desta opção temática decorre, por outro lado, uma pertinência política, cultural e religiosa que não fica mais fácil de se fundamentar pelo facto de à primeira vista parecer tão óbvia, quer no contexto europeu quer, e mais especificamente, no contexto do nosso país.

Quando na sua pergunta fala de “atualidade gritante” e “quase provocação”, tem certamente subjacente a complexa e dramática condição geral das nossas vidas e dos nossos contemporâneos a braços com uma crise, a vários títulos inédita, diante da qual nos vamos sentindo desprovidos de recursos, desmotivados e desorientados. Quem poderá ter a audácia de fazer uma tal exortação, hoje: Não tenhais medo? A quem ainda estamos dispostos a reconhecer tal autoridade? Se não se trata de uma mera expressão infantil e infantilizadora; se não se trata de uma endoutrinação ideológica anestesiante; se não se trata de uma velada promessa alienante, então, em que se fundamenta a credibilidade de um tal desafio? Estará o cristianismo e a fé cristã à altura de serem lugares e vozes de confiança e de esperança?

A comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral 2013 elegeu a confiança, a esperança e o estilo crente como determinantes de uma humanidade capaz de domesticar os instintos de sobrevivência exacerbados e de se fazer à vida com alegria de viver e responsabilidade aberta ao futuro. Os trabalhos do Simpósio visam escrutinar um léxico e uma semântica de pendor crente e pretendem apurar em que medida e de que modo um estilo cristão de habitar o mundo é relevante na espessura cultural do desapego e da indiferença religiosa contemporâneas.

Num dos momentos do simpósio será abordada a experiência humana do medo. O medo é a antítese da confiança ou, pelo contrário, o caminho/um dos caminhos que pode gerar a confiança e a serenidade?

Temos o privilégio de ter connosco um teólogo italiano, Giovanni Cesare Pagazzi e uma teóloga espanhola, Marta Garcia Fernandez, que vão refletir sobre o medo e a experiência humana do medo. A professora Marta vai procurar destacar as figuras do medo na Sagrada Escritura, enquanto que o professor Giovannni vai inscrever a sua reflexão numa antropologia prática do medo. Quer estas quer todas as outras abordagens possíveis, demonstram, no seu próprio enunciado, que não se trata de uma reflexão abstrata, dessintonizada da experiência humana. Aliás, haverá algum ser humano que possa dizer que nunca teve, na sua vida, a experiência desse sentimento instintivo, visceral, quase impossível de traduzir em palavras e que se ressente como ameaça, situação limite e agonia paralisante? O tema diz respeito a todos e todos saberemos do que se está a falar; o desafio estará talvez no trabalho exigente de reconhecimento dos medos, do que faz medo, dos seus nomes, do modo de os domesticar e vencer. E este trabalho solicita a todos. Quanto mais avançamos no conhecimento do universo e na complexa dialética de vida e de morte que move a criação, mais agudamente experimentamos a fragilidade e a contingência e nos espantamos de estar vivos, mais ainda, por a fragilidade poder ser uma força de vida capaz de se impor às forças cegas da evolução.

Situo-me na primeira perspetiva que aponta: medo como antítese da confiança. Tenho dificuldade em perceber como é que o medo pode ser caminho para a confiança e para serenidade. Ao contrário, o medo, em meu entender, anda de mãos dadas com a desconfiança e a desconfiança destrói a relação, porque o outro, que deveria ser desejado como uma graça, é pressentido como uma ameaça, como um rival, como um inimigo, um potencial perigo para a minha integridade; o medo leva à crispação sobre si e daqui à solidão. Fica-se doente de medo. Este tem muitas caras e muitas moradas, todas elas agónicas e no limiar da morte. Se isto é certo, então o medo não é um valor humano; a confiança, ao contrário, é-o, na medida em que se exprime e se define pela integração de aspectos díspares e contraditórios numa síntese com sentido e aberta ao futuro.
A análise mais lata das estruturas do medo e dos seus múltiplos perfis e concretizações antropológicas não nos dispensa de estreitar o âmbito hermenêutico da expressão – não tenhais medo – numa perspectiva teologal: não tenhais medo de referir a vida a Deus ou, de modo ainda mais radical, não tenhais medo de Deus. Como em qualquer outra circunstância, também aqui, esta exortação carece de fundamento e de razões, sem o qual e sem as quais não passará do registo desprezível de mero endoutrinamento ideológico. Mas avançar até á “raiz das coisas” não é caminho simples. O simpósio pretende ser um contributo neste processo de fundamentação de uma confiança e de uma esperança possível.

Como ultrapassar a falta de confiança no outro, no próprio ser humano, e no Outro que é Deus?

Talvez seja abusivo da minha parte traduzir a expressão “falta de confiança” por desconfiança. Permita-me, no entanto, que dê as duas expressões por equivalentes.

Creio que a sua pergunta inquire do enigma maior da vida: o seu lado sombra, tenebroso, dramático e absurdo. Desde o mais fundo da história, chega até nós o eco da odisseia da humanidade, levantando-se, corajosa, contra o que quer que seja “o inimigo” da vida, que ameaça, que faz medo, mas que também desperta a coragem, e incentiva à não resignação. Um fio de confiança e de esperança permitiu que o planeta terra chegasse à sua realidade atual e que a humanidade ganhasse as batalhas milenares contra o infortúnio, contra a ignorância, contra o mal, contra a morte. À custa de muita dor e muito sofrimento. Sim, certamente. Tantas vezes a esperança por um fio mas, mesmo assim, um fio de esperança; um fio de vida, testemunhando que a vida não é para a morte e que o ser humano é o guardião e cuidador da vida, abrindo a concretizações sempre novas e a novas plenitudes.

Chegam até nós narrativas de origem, fruto da sabedoria dos humanos que nos precederam e que, através delas, exprimem o modo como interpretam e lidam com a vida nas suas luzes e sombras, claridades e enigmas. Narrativas deles e de nós, na medida em que nos reconhecemos, por exemplo, no confuso modo de Adão e Eva se relacionarem com a realidade: consigo mesmos, entre si, com o mundo natural e com Deus; narrativas deles e de nós, na medida em que nos reconhecemos na trágica fraternidade de Caim e Abel; narrativas deles e de nós na medida em que nos reconhecemos na multidão que conduziu Jesus de Nazaré ao calvário e permitiu e permite incontáveis calvários – milénios de histórias crucificadas.

Fechamo-nos ao outro, porque temos medo: que o outro nos domine, que ele nos ofusque, que ele afete de modo negativo a nossa identidade e os nosso estilo de vida. Fechamo-nos ao outro porque não confiamos: não o reconhecemos à altura de uma relação fiducial, de um compromisso existencial para além do institucional e do juridicamente enquadrado. Desconfiamos e a desconfiança sistemática pode levar à fragmentação da comunidade, à desvinculação, à fratura da relação e, no limite, à autodestruição do humano.

Como ultrapassar? Quem me dera saber. Este é o segredo mais bem guardado da vida; e no entanto… diz-se por vezes que o lugar mais seguro para guardar algo considerado precioso é o óbvio, onde ninguém se lembra de procurar. O segredo da vida está, talvez, debaixo dos nossos olhos, na própria vida; ora, esta não temos de a procurar muito; não é “alguma coisa” que esteja longe ou inacessível; não precisamos de fazer longas viagens ou de investir grandes fortunas; o ser humano é, a nosso conhecimento, a mais extraordinária concretização da vida; neste sentido, talvez não seja difícil de sustentar que o segredo da vida, da vida boa, confiante e grávida de esperança, está escondido em nós à espera de ser trazido à luz.

Quando deixarmos de ter medo, seremos capazes de nos abrir ao outro sem reservas, reconhecendo-o irmão querido, companheiro que me salva da autolâtria narcísica e da solidão cósmica. Quando deixarmos de ser medo – medo para nós mesmos e medo para os outros – estaremos a aproximar-nos, certamente, do sonho do totalmente Outro, do Deus da nossa fé e da nossa esperança; o sonho de que todas as criaturas que habitam o cosmos vivam em plenitude de paz e justiça e assim glorifiquem o seu Criador.

Como observa, na atualidade, o relacionamento do mundo com Deus? De entrega e confiança ou como se Deus fosse um peso e ser-se cristão fosse pouco mais que cumprir regras e rituais?

Diria que, de tudo isso um pouco. Mas, antes de mais, deixe-me dizer-lhe o quanto são difíceis as suas perguntas e como ao lê-las fico quase esmagada pela abrangência e complexidade. Talvez o mais sensato fosse evitar a questão ou dizer que a resposta implicaria uma contextualização e argumentação que ultrapassam o âmbito desta entrevista. Decido tentar, não porque me reconheça um saber ou uma clarividência; não porque tenha a veleidade de pensar que o que penso é a verdade e que o que proponho à discussão é a verdade. Não tenho essa arrogância intelectual, graças a Deus. Sinto, no entanto, que o que posso dizer, não sendo a verdade, diz certamente verdade, na medida em que pretende dar conta do meu modo crente de entender, e que só emito na medida em que esteja em condições de apresentar os fundamentos em que ele se alicerça.

Os diagnósticos estão feitos. A Igreja de Jesus Cristo vive uma dificuldade tremenda de ser incarnação performativa do Evangelho no mundo actual. O Evangelho de Jesus Cristo não perdeu nada da sua vitalidade, nada do seu caráter impulsionador da vida, nada da sua proposta de sentido fundamental da vida, nada da sua coerência antropológica, teológica e cósmica. Jesus Cristo é e sempre será Aquele que fala aos corações cansados, frios, desorientados, desiludidos, fragilizados com a vida; fala como o amante à sua amada; seduzindo, deixando-se seduzir, incansável nas manifestações de dedicação e carinho; cego de amor por todas as criaturas que o Pai lhe confiou; por cada uma delas dando a sua própria vida, se necessário for. É este amor que é redentor; é este amor que nos salva; afeta de tal modo aquele ou aquela que se deixa amar que não há ferida que não seja curada, sombra que não se dissipe, morte que a esperança não vença. Não seria o suficiente para alimentar uma atitude fundamental de confiança contra toda a desconfiança?

A Igreja de Jesus Cristo vê-se a braços com a incapacidade de expressar este “Deus que tem rosto humano”. Pouco a pouco, mas de um modo por muitos considerado irreversível, a cultura contemporânea entrou num processo de “divórcio amigável” da Igreja católica, enquanto esta vive, já desde há décadas, a grande recessão da sua fachada institucional. Há qualquer coisa que está a morrer e há qualquer coisa que nasce. É inegável. Precisamos de coragem para deixar morrer o que é mortal. Assumir a mutação eclesial – que já se desenha – sem medo, com responsabilidade, com confiança, seguros de que o seu imensurável tesouro de fé – património vivo e imaterial da humanidade – continuará séculos fora. O Deus da aliança eterna, selada em toda a plenitude em Jesus Cristo, foi, é e será sempre o Deus que está à porta e chama e se alguém ouvir a sua voz e abrir a porta Ele entrará em sua casa e cearão juntos (cf. Ap 3,20). Esta é a nossa fé; esta é a fé dos cristãos; esta é a fé da Igreja.

Hoje, provavelmente mais do que em qualquer outro momento da história, a Igreja tem de cuidar do seu fundamento, cuidar de Deus e ser rosto eclesial de Deus no mundo. Mesmo que o mundo já não a convoque a isso; é a sua missão; é a sua vocação.

Quais as suas expetativas em relação a esta iniciativa?

Este simpósio, como todas as iniciativas do género, tem como objectivo geral participar no trabalho comum – religiões, culturas, universidades, todos os homens e mulheres que a ele se dispõe – para a inteligência da fé.

Acrescem objectivos específicos definidos no quadro da vocação e missão do Santuário de Fátima e que, correndo o risco de ser redutora, poderia sintetizar em dois segmentos: a receção, a hermenêutica e a expressão da mensagem de Fátima no mundo contemporâneo, por um lado; por outro, a cada vez mais nítida definição da identidade de Fátima como lugar de sagrada abertura ao Transcendente, de celebração da fé, e de reconhecimento da peregrinação mariana e do peregrino como expressão sublime da busca incansável de Deus.

Neste horizonte, assim traçado, se inscrevem as minhas expetativas. Mas há uma outra, que exprimo de modo mais subjetivo, e que muito me seduz. A expetativa de que o Simpósio seja performativo; por outras palavras, que realize aquilo que diz: Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo crente. Um tempo e um espaço onde repousar dos nossos medos, onde saborear a confiança, onde cantar a esperança no tom da fé.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013
SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL REALIZA-SE EM FÁTIMA

Simpósio teológico-pastoral. Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente. 21 a 23 de junho no Santuário de Fátima

Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente é o título do simpósio teológico-pastoral agendado para 21 a 23 de junho no Santuário de Fátima.

Estão programadas, entre outras intervenções, oito conferências, por oradores portugueses e estrangeiros:“Fátima – lugar e mensagem de esperança para o mundo”, por D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra; “Fátima – representações, valores e práticas”, por Alfredo Teixeira, e “A experiência da fé como reconfiguração da confiança humana”, por José Frazão Correia, ambos da Universidade Católica Portuguesa; “O tempo de cura: e eis o pavor (Jr 14,19). Medo e salvação”, por Marta García Fernandez, da Universidade Pontifícia Comillas, Espanha; “A experiência humana do medo”, por Giovanni Cesare Pagazzi, da Faculdade de Teologia da Itália Setentrional; “Estilo crente de habitar o mundo. Onde está a diferença cristã?”, por Stella Morra, da Universidade Pontifícia Gregoriana, Itália; “Maria na vida da Igreja à luz do Concílio Vaticano II e sua receção”, por Salvatore Perrella, Faculdade Pontifícia Teológica Marianum, Itália, e “A Igreja – portadora de esperança no mundo atual”, Magnus Striet, da Universidade de Freiburg, Alemanha.

Destaca-se também o serão cultural previsto para a noite de sábado: “Sem medo às portas do Mistério: visita à Basílica da Santíssima Trindade, por Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima.

O programa completo e o período para inscrições serão anunciados em tempo oportuno. Os trabalhos decorrerão no Centro Pastoral de Paulo VI.



publicado por Carlos Gomes às 21:57
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
SEGUNDO SEMESTRE DA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS RELIGIOSAS ARRANCA EM FÁTIMA

Segundo semestre da licenciatura em Ciências Religiosas já arrancou. Turma de Fátima integra cerca de 30 alunos

O segundo semestre da licenciatura em Ciências Religiosas, curso superior ministrado há vários anos pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa mas que pela primeira vez integra uma turma em Fátima, arrancou ontem.

A proveniência dos estudantes inscritos na turma de Fátima é da mais diversa ordem. As idades e as formações também. Repartidos pelas diversas disciplinas, frequentam a licenciatura, alguns como ouvintes, cerca de três dezenas de estudantes vindos de Aveiro, Coimbra, Elvas, Fátima, Figueira da Foz, Lamego, Leiria, Marinha Grande e Santarém.

Os alunos têm idades entre os 21 e os 78 anos e as mais diversas profissões, entre outras, professores, administrativos, vigilantes, jornalistas, educadores e economistas. Alguns são reformados.

Artur Lopes, de 37 anos, vem de Coimbra para as aulas presenciais, às quartas e quintas, entre as 18:00 e as 22:15. É licenciado em Engenharia Química, docente de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e formador.

“O motivo de inscrição no curso tem origem no facto de ter iniciado a lecionação de EMRC. Além disso, sempre estive empenhado na comunidade de fé em que vou crescendo. Logo, tenho que ir buscar a uma fonte fundamentos para o meu testemunho, para que possa dar razões da minha fé. Esta fé se não cresce e não se alicerça sempre e cada vez mais acaba por morrer”, afirma.

“Fátima é central e mais perto de Coimbra, onde resido, do que Lisboa ou Porto. Sendo o curso em b-learning tem a vantagem de que muito do trabalho poder ser feito em casa, pois com vida familiar, comunitária e profissional o tempo foge”, sublinha Artur Lopes, que realiza a licenciatura com a esposa, Marta Brito. Ambos têm a mesma formação e profissão e são pais de quatro filhos.

Outra estudante, Ana Rute Santos, tem o mesmo objetivo: “o motivo principal da inscrição na licenciatura prendeu-se com o facto de ter surgido a oportunidade de lecionar Educação Moral e Religiosa Católica e, como tal, para efetuar a profissionalização em serviço, é necessário que frequente este curso”.

“Além disso, existe uma motivação pessoal muito grande para aprofundar conhecimentos que até aqui surgiam ‘soltos’ nos contextos eclesiais onde estou inserida e onde tenho trabalhado de forma voluntária”, acrescenta Ana Santos, de 30 anos, a residir em Leiria.

Ana Cardoso, de 26 anos, vem de mais longe para as aulas presenciais, que decorrem no Centro Pastoral de Paulo VI. A residir em Lamego, a estudante tem formação anterior ao nível da Contabilidade e Auditoria.

“O meu objetivo ao inscrever-me nesta licenciatura foi adquirir os créditos suficientes para ter acesso ao mestrado de ensino de EMRC. Escolhi frequentar as aulas em Fátima e não em Lisboa pelo facto de ser mais próximo de Lamego”, explica a Ana.

A centralidade da cidade foi notória na escolha dos estudantes para realização da licenciatura, mas comprovou-se também como uma oportunidade para quem reside na vizinhança de Fátima.

João Paulo Malagueira é funcionário do Santuário de Fátima, onde trabalha como vigilante-sacristão: “Elevar os meus níveis culturais, de forma a corresponder à instituição, àquilo que ela me dá a mim, que é mais do que um simples trabalho, é um dos objetivos porque concorri a esta licenciatura”.

“Fazer esta formação é, antes de mais, corresponder ao grande dom de sermos filhos privilegiados de Maria, que nos escolheu para estarmos aqui ao serviço de Deus, colaborando com Ela, para que o mundo tenha uma luz de esperança, paz e amor”, acrescenta João Malagueira, de 32 anos, residente em Chainça, Leiria.

Também a residir em Leiria, Paulo Marques, de 39 anos, com licenciatura e profissão na área da Economia, destaca que “poderia falar na importância deste curso, de toda a sua metodologia, do seu prestígio, mas a realidade é o motivo que me trouxe aqui foi muito mais pessoal”.

“Sou católico e quero comungar em Deus, amar o irmão e chegar ao céu. Por isso este curso tornou-se por de mais evidente no meu percurso como católico”, refere.

O grupo de alunos integra 11 religiosas de várias congregações. Ângela de Oliveira, natural de Guimarães e a residir em Coimbra, pertence à comunidade religiosa Aliança de Santa Maria. Com 21 anos, é das alunas mais novas.

“A minha principal motivação é ir dizendo cada vez menos frequentemente ‘não faço ideia!’ É poder chegar a ser ‘exploradora’,  não dispensando, contudo, este tempo: de livros muito grossos na secretária a explicarem-me o ‘lugar’ das coisas. Para a nossa congregação a formação é essencial pois o nosso carisma vai na linha da nova evangelização e conhecer o mundo e as pessoas a quem queremos servir, levando Jesus e o Seu Evangelho, exige arte, conhecimento da realidade humana e do próprio Evangelho. É, de facto, uma tarefa mais exigente que a de muitos exploradores e de muitos geógrafos!”, refere a Irmã Ângela de Oliveira.

“Ter a possibilidade de estudar, de crescer no aprofundamento da minha fé é um privilégio. A formação para bem servir a tarefa de evangelização é um dever! É portanto com muita alegria e com entusiasmo, apesar das dificuldades próprias de quem é um trabalhador-estudante, que me lanço aos ‘grandes livros’ aprendendo a explorar o universo de Deus e o universo humano”, conclui.

Recorde-se que, em setembro de 2012, em resultado de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Santuário de Fátima, o Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, teve início em Fátima a componente presencial do curso de Ciências Religiosas. Terá a duração de três anos e conferirá o grau de licenciatura.

Trata-se de um curso em modalidade de b-learning, que permite concretizar a componente presencial em dois dias da semana, em horário pós-laboral, e a restante lecionação através de uma plataforma informática na internet.

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 19:33
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
CÓNEGO LUCIANO CRISTINO CELEBRA 50 ANOS DE SACERDÓCIO

15 de agosto: Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

A 15 de agosto, em que a Igreja celebra a Assunção da Virgem Santa Maria, no Santuário de Fátima realizar-se-á o programa habitual de Domingo. Na noite do dia 14 haverá uma Vigília, com a recitação do Rosário, na Capelinha, às 21:30, seguida de procissão das velas para o Altar do Recinto, e, às 22:30, do canto do hino Akathistos. 

A eucaristia internacional das 11:00 do dia 15 será celebrada no Recinto de Oração. Presidirá o bispo de Leiria-Fátima, D. António dos Santos Marto.

Nesse mesmo dia, na mesma celebração, em ambiente de ação de graças, o Santuário de Fátima celebrará o jubileu de ordenação sacerdotal de um dos seus mais antigos capelães, o cónego Luciano Cristino.

Cónego Luciano Cristino

Nascido a 26 de Setembro de 1938, em Maceirinha, Maceira, Leiria, o cónego Luciano Cristino frequentou o Seminário Diocesano de Leiria, onde fez os estudos secundários, filosóficos e teológicos, que completou em 1962, tendo sido ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1962.

No mesmo ano de 1962, iniciou os estudos superiores na Pontifícia Universidade de Gregoriana, de Roma, onde se licenciou em Teologia Dogmática, em 1964, e em História Eclesiástica, em 1967.

Tendo regressado a Portugal, foi nomeado professor no Seminário Diocesano de Leiria, onde leccionou cadeiras das áreas da teologia e da história. Desde 1970 a 1981, foi também professor no Instituto Superior de Estudos Teológicos, de Coimbra. Licenciou-se em História na Universidade de Coimbra, em 1975, e fez o curso de bibliotecário-arquivista, em 1976-1977.

Desde 1974, é capelão do Santuário de Fátima e, desde 1976, director do Serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do mesmo Santuário, tendo como principal actividade a preparação da edição da Documentação Crítica de Fátima (DCF).

Foi nomeado cónego capitular da Sé de Leiria em 1988.

Leccionou no Pólo de Leiria da Universidade Católica Portuguesa e na Escola de Formação Teológica de Leigos de Leiria.

Além das suas actividades pastorais e de ensino, tem-se dedicado à investigação histórica regional, principalmente da diocese, tendo publicado algumas dezenas de estudos, dos quais cerca de trinta são sobre Ourém e o seu concelho, nomeadamente sobre a Colegiada de Santa Maria, e sobre Fátima.

O cónego Luciano Cristino é membro da Pontifícia Academia Mariana Internacional de Roma.



publicado por Carlos Gomes às 20:26
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012
“OS CRISTÃOS SÃO CHAMADOS AO NÃO CONFORMISMO” – AFIRMA D. ANTÓNIO MARTO NO CENTRO PASTORAL PAULO VI, EM FÁTIMA

15 a 17 de junho, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima

 “Quereis oferecer-vos a Deus?” Horizontes contemporâneos da entrega de si

Palavras de D. António Marto na sessão inaugural: “os cristãos são chamados ao não conformismo”

“Quereis oferecer-vos a Deus?” Horizontes contemporâneos da entrega de si é o título do simpósio-teológico-pastoral que decorre desde esta manhã e até domingo no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima. Estão inscritos como participantes nesta ação do Santuário de Fátima 437 pessoas.

No discurso inaugural D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima destacou que a temática do simpósio e, logo à partida, o seu título interrogativo “pode soar, na cultura atual, a algo estranho, provocar porventura um sorriso despiciente de troça ou um encolher de ombros de indiferença”.

Isso mesmo justifica e mostra o relevo da sua realização. Considera D. António Marto que “torna-se necessário refletir sobre o horizonte, o fundamento, as dimensões, a beleza e a atualidade desta oferta de si na existência cristã, na vida comunitária, na cultura e na configuração do mundo – os horizontes contemporâneos da entrega de si”.

Para D. António Marto o Papa Bento VI, na sua homilia de 13 de maio de 2012 em Fátima, ofereceu uma chave hermenêutica para este apelo, quando situa a pergunta de Nossa Senhora aos pastorinhos “no horizonte histórico e político da época e na perspetiva histórico-salvifica”.

O convite a uma atitude de oferta de si, considera o bispo, trata-se, em primeiro lugar, “dum apelo de quem fala com o coração, com a ternura do amor de um pai”, “é pois um apelo à graça, à misericórdia que Deus pôs em nós para que a deixemos atuar, para que se torne ativa em nós, cooperando com ele”.

Esta cooperação com Deus, exorta D. António Marto, deve viver-se no quotidiano, “nas pequenas e grandes coisas, deve ser inspirado e permeado pela realidade divina de modo a tornar-se cooperação com Deus e a transformar toda a nossa vida em verdadeiro louvor e adoração”.

Esta forma de viver não deve ser alheada do mundo. “Perante isto, os cristãos são chamados ao não conformismo, a não sacrificar às divindades pagãs do poder, do ter, do aparecer, do gozar imediato e a todo o custo e a renovar a mentalidade e o coração”, afirma.

Fazendo eco das palavras do Papa, o bispo de Leiria-Fátima lembra que o Santo Padre “convida a revigorar as experiências financeiras e económicas fundadas sobre uma economia ao serviço do bem comum, mediante a implementação da fraternidade, do dom e da gratuidade como bens relacionais, da justiça – expressões típicas da cultura do bem comum que exige a cultura da entrega de si para além da cultura estrita do mercado”.

Todos os trabalhos do simpósio, que decorrerão no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima, estão a ser transmitidos online, a partir da página oficial do Centenário das Aparições na Internet: www.fatima2017.org. Aceda às transmissões a partir do link simpósio online.

Os diversos textos informativos serão a partir de agora disponibilizados em www.fatima.pt

LeopolDina Simões



publicado por Carlos Gomes às 13:37
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SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL TEM TRANSMISSÃO ON-LINE

15 a 17 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima

“Quereis oferecer-vos a Deus?” Horizontes contemporâneos da entrega de si

Inicia hoje em Fátima, até ao próximo domingo, o simpósio teológico-pastoral “Quereis oferecer-vos a Deus?” Horizontes contemporâneos da entrega de si.

A sessão inaugural está agendada para as 10:00 desta manhã. Estarão presente D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, o padre Vítor Coutinho, presidente da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições e Isabel Varanda presidente da Comissão Organizadora do Simpósio Teológico-Pastoral.

Todos os trabalhos do simpósio, que decorrerão no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima, serão transmitidos online, a partir da página oficial do Centenário das Aparições na Internet www.fatima2017.org

Aceda às transmissões a partir do link Simpósio online em http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/simposioonline



publicado por Carlos Gomes às 11:33
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
LICENCIATURA EM CIÊNCIAS RELIGIOSAS INICIA-SE EM SETEMBRO EM FÁTIMA

Protocolo foi assinado ontem em Fátima

Santuário de Fátima, Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima e Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa assinaram ontem protocolo de cooperação, em Fátima.

Em resultado de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Santuário de Fátima, o Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, no próximo ano letivo inicia em Fátima a componente presencial de um curso de Ciências Religiosas. Terá a duração de três anos e conferirá o grau de licenciatura.

Trata-se de um curso em modalidade de b-learning, que permite concretizar a componente presencial em dois dias da semana, em horário pós laboral, às quartas e quintas-feiras, entre as 18:00 e as 22:30, em instalações do Santuário de Fátima.

A licenciatura em Ciência Religiosas tem como destinatários todos os cristãos interessados em formação teológica. De um modo particular, visa proporcionar uma formação teológica estruturada aos colaboradores da diocese de Leiria-Fátima e aos do Santuário de Fátima, de modo a valorizar a colaboração que prestam. Pretende também facultar aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica a aquisição da formação científica necessária na sua área de docência e possibilitar aos agentes de pastoral uma formação adequada para o exercício dos ministérios que exercem. A licenciatura tem também como destinatários os membros de congregações e institutos religiosos, em especial aos presentes na zona de Fátima, possibilitando-lhes um aprofundamento teológico e um complemento de formação.

A primeira fase das candidaturas decorre de 4 a 20 de julho e a segunda de 3 a 7 de setembro. As matrículas, na primeira fase realizam-se de 26 a 31 de julho, e na segunda, de 12 a 14 de setembro.

O protocolo foi assinado pelo diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, João Duarte Lourenço, pelo reitor do Santuário de Fátima, Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, e pelo diretor do Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima, Adelino Filipe Guarda.

Fonte: Sala de Imprens do Santuário de Fátima



publicado por Carlos Gomes às 12:47
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