Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso ou os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)



publicado por Carlos Gomes às 21:43
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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015
AS ORIGENS PAGÃS DO BOLO-REI

À semelhança do que sucede com a generalidade dos costumes atuais, perde-se no tempo a verdadeira origem do bolo-rei (ou bolo dos reis), da mesma forma que também este apresenta formas e designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra mantém-se a tradição de comer e efetuar corridas com panquecas por ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e visavam preparar a chegada da Primavera e, como ela, o renascimento dos vegetais.

Bolo-Rei

A própria designação de Terça-feira Gorda remete-nos para o antigo costume de fazer desfilar pela cidade um boi gordo antes de sacrificá-lo, prática cujas reminiscências ainda se preservam nomeadamente através das largadas de touros e na corrida da Vaca das Cordas. Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respetivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.

Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.

Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respetivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.

Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.

Quanto aos seus condimentos e método de confeção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês.

Com a aproximação da Páscoa associada à chegada da Primavera e, com ela, o renascimento da Vida, o tradicional folar não trará favas escondidas no seu interior mas ovos que simbolizarão a fertilidade, de novo a evocar ritos ancestrais a um tempo anterior à nossa conversão ao Cristianismo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015
NADAL EN GALICIA… E SÚAS PANXOLIÑAS

Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas.

Guimarães (24)

À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.

                                                   A noitiña de Nadal,

                                                   Noite de gran alegría;

                                                   Naceu un reiciño novo

                                                   Fillo da Virxe María.

                                                   Camiñando vai Xosé,

                                                   Camiñando vai María,

                                                   Camiñan para Belén

                                                   A fin de chegar con día.

                                                   Cando a Belén chegaron,

                                                   Toda a xente dormía,

                                                   Menos un pobre porteiro

                                                   Que estaba na portería.

                                                   - Abre as portas, porteiro,

                                                   - A Xosé e María.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

Depois da Noiteboa e súas panxoliñas celebradas na noitiña de Nadal, as festas prolongam-se ata à Noite Vella que ocorre a 31 de decembro e, daí ata Día de Reis em 6 de xaneiro. Conta unha tradiçión galega que todo lo bruxedo praticado na Noiteboa non logra alcançar ninghúm sucesso, pois é a noitiña do nacemento do meniño Xesús, cando a luz triunfa sobre a escuridón, o Bem sobre o Mal.. E, porque é solstício de inverno, as ervas colhidas en noitiña de San Xoán volven a ter o verde de orixe. Revonava-se o fogo na lareira con un gran tizón que depois de se queimar un póco se apaga. O tizón de Nadal apenas volverá a acender-se cando haxa ameaça de peligro. Na Coruña e en Lugo, en Ourense e Pontevedra, desde Ferrol ata A Guarda, da Moaña ata Castroverde, é Nadal en todolos pobos marinheiros e rurais de Galicia, en todalas aldeas e parroquias se celebra unha festa xenuína que ten a ver coa tradición cultural portuguesa em xeral e das xentes do Miño en particular. Como hai dixo o poeta João Verde:

                                                   - Vendo-os assim tão pertinho

                                                   a Galiza mail-o Minho

                                                   São como dois namorados

                                                   Que o rio tráz separados

                                                   Quase desde o nascimento

 

                                                   - Deixal'os, pois namorar

                                                   já que os pais para casar

                                                   lhes não dão consentimento

Hai, pois, que celebrar todolos xuntos en familia, galegos e portugueses, o noso Nadal, com zambumbas e panxoliñas, con ganas pola la chegada do día da gran naçom portugalaica. Hai que cumprir Portugal!

- Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:18
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
LEIRENSES CANTAM AO MENINO



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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015
ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respetiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos. Durante o inverso, os povos antigos acendiam enormes fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparece simbolizado nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a ação criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, partindo de tais costumes e tradições, os cristãos transmitiram a esses povos pagãos uma nova espiritualidade, levando-os a substituir as suas crenças ancestrais. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:06
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2015
LEIRIENSES CANTAM AO MENINO



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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015
LEIRIENSES CANTAM AO MENINO



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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015
LEIRIENSES VÃO CANTAR AO MENINO



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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015
A TRADIÇÃO DIONISÍACA DO S. MARTINHO: DAS ORIGENS PAGÃS À VERSÃO CRISTIANIZADA

Fazendo jus ao rifão "pelo S. Martinho, vai à adega e prova o vinho", cumpre-se invariavelmente em Novembro o ritual dionisíaco do S. Martinho.

É chegada a altura de inspecionar os vinhos das últimas colheitas verificando se fermentaram como deviam. Mas é também tempo de magusto com castanhas assadas ou cozidas devidamente regadas com vinho novo, a água-pé e jeropiga.

Após as ave-marias, a taberna da aldeia adquire uma animação orgíaca muito peculiar que lhe é conferida pelo elevado número de fiéis que ali acorre enquanto o taberneiro, qual sacerdote dionisíaco que altivo se perfila por detrás da ara do balcão como se de um altar se tratasse, serve uma após outra sucessivas rodadas de verdasco numa inebriante comunhão eucarística.

A taberna é nos nossos dias como que um templo dedicado a Baco onde o culto é praticado livremente pelos seus iniciados, embora expurgado dos excessos com que tais festins ocorriam ao tempo da Roma antiga.

Como não podia deixar de acontecer, S. Martinho é bastante celebrado no nosso país, particularmente em localidades onde a tradição vinícola mais se faz sentir, algumas das quais lhe consagram inclusivamente feriado municipal. Alijó, Penafiel, Pombal, Torres Vedras e Golegã são disso alguns exemplos.

É ainda à famosa lenda segundo a qual, S. Martinho de Tours vendo em pleno Inverno um pobre completamente despido tiritando de frio o agasalhou com metade da sua capa que cortou com a própria espada, que se atribui a origem do chamado "Verão de São Martinho" que geralmente ocorre nesta altura do ano.

Uma vez provados os vinhos e realizados os tradicionais magustos, é também tempo colher a azeitona e levá-la ao lagar, de iniciar a sementeira do trigo e do centeio, plantar cerejeiras e amendoeiras, damasqueiros e videiras, semear os agriões e colocar estacas nas plantas que possam ser afetadas com os ventos fortes de inverno. Em breve chegará o Dezembro e as festas solsticiais e do nascimento de Cristo, as filhoses e as rabanadas, a missa do galo e as zabumbas.

Para quem vive na cidade, desenraizado das suas origens rurais, à falta de uma adega nas proximidades, resta-nos sugerir: Pelo S. Martinho, vai à taberna e prova o vinho!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com



publicado por Carlos Gomes às 18:37
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015
CASA DO POVO DE FÁTIMA REALIZA MAGUSTO DE S. MARTINHO



publicado por Carlos Gomes às 09:50
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OUREENSES FAZEM MAGUSTO NO OLIVAL



publicado por Carlos Gomes às 09:47
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RANCHO DA REGIÃO DE LEIRIA REALIZA CASTANHADA



publicado por Carlos Gomes às 09:46
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015
RANCHO DA REGIÃO DE LEIRIA REALIZA CASTANHADA



publicado por Carlos Gomes às 15:08
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
MAGUSTO JUNTA ACORDEONISTAS EM FÁTIMA



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OUREENSES FAZEM MAGUSTO NO OLIVAL



publicado por Carlos Gomes às 01:02
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2015
CASA DO POVO DE FÁTIMA REALIZA MAGUSTO AO SOM DO ACÓRDEÃO



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MAGUSTO NO OLIVAL JUNTA OUREENSES



publicado por Carlos Gomes às 19:44
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015
CELEBRAÇÃO DO HALLOWEEN OU “NOITE DAS BRUXAS” TEM RAÍZES ANCESTRAIS NA NOSSA CULTURA

A celebração, nos Estados Unidos da América, do Haloween ou "noite das bruxas", não constitui mais do que a tradição do culto dos mortos que os colonos europeus levaram para o continente americano, entretanto regressada à Europa com uma roupagem comercial mais ao gosto da sociedade de consumo. O culto dos mortos constitui entre nós uma das mais ricas tradições que nos remetem para ancestrais cultos pagãos.

bruxa

Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na ação criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer. Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos.

Naturalmente, os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando por conseguinte que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera. De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da antropologia, acredita-se que as práticas do culto dos mortos tiveram o seu começo na fase de transição da pedra lascada para a pedra polida, sendo disso testemunho os inúmeros monumentos funerários como os dolmens ou antas, inscrições votivas e outros achados. O folclore trouxe até nós inúmeros vestígios desse modo de pensar e dos cultos praticados pelos nossos ancestrais, devendo por esse modo constituir uma importante fonte de estudo.

Pão por Deus! - pedem as crianças na região saloia, percorrendo as casas em alegre peditório. A ladainha varia contudo de uma região para outra. Por exemplo, para os lados de Braga é costume dizer-se do seguinte modo: "Bolinhos, bolinhós, / Para mim e para vós / E para quem está debaixo da cruz / Truz truz". Na região de Ourém, o rapazio vai pelos casais e suplica: "Ti Maria: dai-me um bolinho em louvor de todos os santinhos!". E, se a dona da casa é pessoa dada à brincadeira, ao assomar à soleira da porta responde prontamente: "Dou sim... com uma tranca no focinho!"

Por esta ocasião, as pessoas cumprem o ritual da visita aos cemitérios e cuidam das sepulturas dos seus entes queridos. Mas, também em casa é costume em muitas localidades, após a ceia, deixar até ao dia seguinte a mesa composta de iguarias para que os defuntos possam banquetear-se. Em Barqueiros, no concelho de Mesão Frio, na noite de Todos-os-Santos coloca-se uma mesa com castanhas para os familiares falecidos, as quais ninguém tocará porque ficam "babadas dos defuntos". Da mesma forma que o azeite que alumia os defuntos jamais alumiará os vivos. Entre alguns povos do leste europeu conserva-se ainda a tradição de organizar o festim no próprio cemitério a fim de que todos em conjunto - mortos e vivos - possam confraternizar!

A partir desta época do ano, as noites das aldeias são povoadas por criaturas extraordinárias que surgem nas encruzilhadas e amedrontam os notívagos. Uivam os lobos nas penedias enquanto as bruxas se reúnem debaixo das pontes. A prudência aconselha que ao gado se prendam pequenas saquinhas de amuletos que o resguardem do "mau-olhado". O serão é passado à lareira ouvindo histórias que nos embalam num mundo de sonhos e fantasia que nos alimenta a imaginação. E, quando finalmente é chegada a hora de dormir, faz-se o sinal-da-cruz para que o demónio não nos apoquente e a manhã do dia seguinte volte a sorrir radiante a anunciar uma vida nova.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:56
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Domingo, 4 de Outubro de 2015
FESTA DA ÁGUA-PÉ JUNTA OUREENSES EM ALQUEIDÃO



publicado por Carlos Gomes às 12:13
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015
PORTO DE MÓS JUNTA NA BARRENTA TOCADORES DE CONCERTINA DE TODO O PAÍS



publicado por Carlos Gomes às 10:35
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2015
INATEL REALIZA EM LISBOA “CIDADE DAS TRADIÇÕES”

A Cidade das Tradições® decorre nos dias 18, 19 e 20 de setembro de 2015, no Parque de Jogos 1.º de Maio, em Alvalade (Lisboa).

Cidade das Tradições®, evento que reflete e representa os valores e objetivos pelos quais se pauta a atividade da Fundação INATEL no âmbito da salvaguarda do património cultural imaterial, irá assinalar o ano de 2015 com a sua 3ª edição, convidando e dando destaque à Região Centro de Portugal.

Nesta 3ª Edição, a Cidade das Tradições®, mantendo a fidelidade dos seus princípios, continuará a promover o espírito de participação e de partilha, garantindo a valorização e preservação das nossas memórias históricas, sociais e culturais.

Num ambiente festivo e repleto de espaços performativos, de convívio e de aprendizagem coletiva quisemos, mais uma vez,lançar publicamente o convite a artesãos e artífices para participação na Cidade das Tradições®, mediante a exposição e venda de artesanato, de produtos oficinais e de produtos gastronómicos regionais, e promovendo o contato direto com os públicos, com o objetivo de divulgar e apoiar as artes e ofícios e saberes tradicionais que lhes estão associados, na vertente de atividade profissional sustentável e inovadora.

Remetemos em anexo as condições de participação assim como a ficha de preenchimento, e aguardamos as vossas candidaturas até ao dia 23 de julho de 2015 para o email jcruz@inatel.pt ou para a seguinte morada:

Fundação INATEL

Rua de São Pedro, 10

4900 – 538 Viana do Castelo

A Cidade das Tradições® é o evento de referência da Fundação INATEL, que reflete e representa os valores e objetivos pelos quais se pauta a sua atividade no âmbito da salvaguarda do património cultural imaterial.

Trata-se de um grande evento festivo que reúne associações culturais e comunidades, agentes culturais e artistas envolvidos diariamente na missão de preservação e divulgação das artes e práticas culturais tradicionais, na sua variedade e diversidade de expressões e linguagens, nas áreas da música, dança, teatro, artes e ofícios e gastronomia tradicional.

A presença de artesãos e artífices na Cidade das Tradições®, mediante a exposição e venda de artesanato, de produtos oficinais e de produtos gastronómicos regionais, e promovendo o contato direto com os públicos, tem como objetivo divulgar e apoiar as artes e ofícios e saberes tradicionais que lhes estão associados, na vertente de atividade profissional sustentável e inovadora.



publicado por Carlos Gomes às 19:11
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Terça-feira, 9 de Junho de 2015
O FOLCLORE E AS MARCHAS POPULARES

- O Estado Novo e as marchas são-joaninas

A celebração do Solstício de Verão que ocorre no dia 21 de Junho marca as tradições são-joaninas – ou juninas – que levam o povo a festejar os chamados “santos populares”. Nas regiões mais a norte, os festejos são predominantemente dedicados a São João enquanto as comunidades piscatórias, por afinidade de ofício, celebram a São Pedro. Em Lisboa, terra onde nasceu Fernando de Bulhões que haveria de ficar consagrado como Santo António, a devoção popular adquiriu tal dimensão que S. Vicente, padroeiro da cidade, acabou por ser remetido ao esquecimento.

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As marchas populares de Lisboa, tal como actualmente as conhecemos, datam a sua origem de 1932, altura em que desfilaram na avenida da Liberdade os primeiros “ranchos” como então se diziam. Porém, pelo menos desde o século XVIII que as mesmas se realizavam, inserindo-se nas tradições são-joaninas que têm lugar um pouco por todo o país, com as suas características fogueiras e festões, manjericos e alho-porro. À semelhança de outras festividades que ocorrem noutras épocas do ano, a escolha do dia 24 para celebrar o S. João é devido ao calendário juliano.

As marchas populares foram naturalmente influenciadas pelas quadrilhas que geralmente tinham lugar por ocasião dos festejos a Santo António e que se formavam de pequenos grupos constituídos por cerca de quarenta participantes que percorriam as ruas da cidade e se detinham em frente aos palácios aristocráticos ou de outras famílias abastadas onde, ao som do apito do marcador, se exibiam de forma ruidosa e sem grandes preocupações em relação à coreografia. Este ritual que também nos remete para a “marche aux flambeaux” ou seja, a marcha dos archotes que ocorria em França, foi levado pelos portugueses para o Brasil onde, sobretudo nas regiões do nordeste, se popularizou e veio a misturar com as danças brasileiras já existentes à época

São precisamente as quadrilhas que, de um modo geral, com as modificações que lhe foram introduzidas, acabariam por dar a forma às marchas populares e aos próprios corsos carnavalescos que antecedem a chegada da Primavera. Caracterizada originalmente como uma dança a quatro pares, a quadrilha constituiu uma adaptação dacountrydance inglesa, impropriamente traduzida para o francês como “contredance” e, finalmente, vertida para a Língua portuguesa como “contradança”.

No entanto, tais celebrações possuem origens bem mais remotas e perdem-se nos confins dos tempos. Desde sempre, o Homem procurou celebrar através do rito a acção criadora dos deuses, constituindo um ritual mágico destinado a perpetuar o gesto primordial da sua criação. Desse modo, ao celebrar a chegada do Verão por altura do solstício, o Homem assegurava que o ciclo da Natureza jamais seria interrompido, dando continuidade à vida num perpétuo ciclo de constante renascimento. E, à semelhança do que sucedia com a generalidade das celebrações pagãs, esta constitui a essência das festividades solsticiais que entretanto foram cristianizadas e, nesse contexto, dedicadas a São João Baptista.

Conta uma velha lenda cristã que, por comum acordo das primas Maria e Isabel, esta terá acendido uma enorme fogueira sobre um monte para avisar Maria do nascimento de São João Baptista e, desse modo, obter a sua ajuda por ocasião do parto. E, assim, pode a tradicional fogueira que os povos pagãos da Europa acendiam nomeadamente por ocasião do solstício de Verão ser assimilada pela nova religião então emergente. Na realidade, era também habitual acender fogueiras por altura da Páscoa e do Natal, tendo dado origem ao madeiro que se queima no largo da aldeia e ao círio pascal, bem assim às numerosas representações feitas nomeadamente na doçaria tradicional.

É ainda nas fogueiras de São João que têm origem as exuberantes exibições de fogo-de-artifício e os balões iluminados com que se enfeitam as ruas dos bairros e se penduram nos arcos festivos que são levados pelos marchantes que desfilam na noite de Santo António. Era ainda usual, na noite de São João, atarem-se aos balões, antes de os elevarem nos céus, pequenos papéis contendo desejos e pedidos, à semelhança das quadras feitas a Santo António que se colocam sobre os vasos de manjericos, tradição que remete para rituais ancestrais ligados à fertilidade e à vida. Estes festejos celebram-se também em diversos países europeus e, por influência da cultura portuguesa, no nordeste brasileiro onde tem lugar o casamento fictício no baile daquadrilha. Entre nós, este costume veio em 1958 a dar origem aos chamados “casamentos de Santo António”.

De um modo geral, pelo simbolismo que as caracterizam e a coreografia a que estão associadas, as festas solsticiais estão ligadas às chamadas “danças de roda” representadas desde a mais remota antiguidade. Perfilando-se geralmente em torno da fogueira ou do mastro de São João, a mocidade dá as mãos, canta e dança em seu redor, num ritual que denuncia o seu misticismo primordial. Esta constitui, aliás, uma das tradições mais arreigadas entre os povos germânicos e, sobretudo, na Suécia onde chega a ser considerada a sua maior festa nacional. O hábito de inicialmente nele se suspenderem coroas ou ramos de flores veio a dar origem a outros divertimentos como opau ensebado no cimo do qual é colocado uma folha de bacalhau para premiar aquele que o consiga alcançar.

À semelhança do que se verificou com outras manifestações da nossa cultura tradicional, também os festejos são-joaninos da cidade de Lisboa registaram a intervenção dos teóricos do Estado Novo e vieram a adquirir formas estilizadas, mais de acordo com o género da revista à portuguesa que já então animava os teatros do Parque Mayer. Foi então que, sob a batuta de Leitão de Barros e Norberto de Araújo, passou em Lisboa a realizar-se o concurso das denominadas “marchas populares”. Envergando o traje à vianesa, o bairro de Campo de Ourique foi o vencedor da primeira edição, facto que o levou a repetir o tema em 1997.

Organizados pelas colectividades de cultura e recreio, as “marchas populares” passaram a escolher preferencialmente temas relacionados com os aspectos pitorescos e a História dos seus bairros, dando ênfase a uma vivência predominantemente urbana e associada ao ambiente boémio e fadista. Nalguns casos, porém, era dado um particular realce ao elemento etnográfico como sucedia com as tradições saloias dos bairros de Benfica e Olivais ou então, ao carácter peculiar da colónia ovarina que habita o pitoresco bairro da Madragoa. Em relação à coreografia e à indumentária, caracterizam-se invariavelmente pela fantasia e a teatralidade, não revelando em qualquer dos casos quaisquer preocupações de natureza folclórica e etnográfica, pelo menos na sua perspectiva museológica ou seja, de preservação da sua autenticidade.

Possuindo as suas raízes mais próximas nas tradições joaninas, as “marchas populares” depressa obtiveram a adesão popular. Em 1936, quatro anos após o primeiro desfile organizado em Lisboa, saíram à rua na cidade de Setúbal para, com o decorrer dos anos, iniciativas semelhantes se estenderem a todo o país

Em Lisboa, a “marcha popular” é constituída por vinte e quatro pares de marchantes a que se juntam quatro aguadeiros e um “cavalinho” composto por oito elementos, tocando um clarinete, um saxofone alto, dois trompetes, um trombone, um bombardino, um contrabaixo e uma caixa. Para além daqueles, podem ainda ser incorporados o porta-estandarte, duas crianças como mascotes, um par de padrinhos e dois ensaiadores. Todas as marchas devem incluir o festão e o balão ou o manjerico e exibir o “Trono de Santo António” ou o “Arraial”.

Constituindo o folclore o saber do povo, é este que cria a sua própria festa e constrói o saber à maneira do seu carácter, à sua feição e modo de entender o mundo que o rodeia, adaptando-o sempre a novas realidades. Embora influenciado através da intervenção feita em determinadas épocas históricas, a criação popular não cristaliza porquanto o povo ainda não constitui um objecto fossilizado – ela renasce sempre que reacende a fogueira de São João!

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/index.html

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publicado por Carlos Gomes às 17:06
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Domingo, 7 de Junho de 2015
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR



publicado por Carlos Gomes às 00:12
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA

A qualidade da sardinha depende em grande medida do começo da nortada

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

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De origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com

Fotos: Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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publicado por Carlos Gomes às 11:40
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR



publicado por Carlos Gomes às 21:08
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
TOCADORES DE CONCERTINA E CANTADORES AO DESAFIO MARCAM ENCONTRO EM OURÉM



publicado por Carlos Gomes às 13:43
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
HOJE É DIA DA ESPIGA!

Hoje é Quinta-feira da Ascensão. Assim se denomina este dia em virtude de no calendário litúrgico se comemorar a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de quarenta dias que se seguem à Páscoa. Mas, este dia tem a particularidade de se celebrar também o "dia da espiga" ou "quinta-feira da espiga". Manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e flores campestres. Formam um ramo com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres e folhagem de oliveira que pode incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e papoilas. Depois, o ramo é guardado ao longo de um ano, pendurado algures dentro de casa.

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Crê-se que este costume, com mais incidência nas regiões a sul de Portugal, tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos, mas as suas características fazem-nos adivinhar origens bem mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs naturalmente associadas às festas consagradas à deusa Flora que ocorriam por esta altura e a que a tradição dos maios e das maias também não é alheia.

É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respetivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade.

Noutros tempos, era costume na cidade, as moças que estavam de criadas de servir, ainda arreigadas a antigas usanças das suas terras de origem, pedirem às patroas para que lhes concedessem licença nesse dia para irem apanhar a espiga... Não raras as vezes, um bom pretexto para irem ao encontro do namorico, pois quase sempre apenas tinham permissão de folga ao domingo. Aliás, devido em grande medida à liberdade que a festa proporcionava aos jovens nesse dia, a apanha da espiga adquiriu bem depressa um sentido mais malicioso sempre que as pessoas a ela se referem.

Atualmente, algumas ruas de Lisboa enchem-se de vendedeiras de ramos de espigas, as quais são cada vez mais solicitadas inclusivamente por pessoas cujas raízes culturais já nada tem a ver com tais costumes mais próprios do meio rural. Provavelmente, atraídas pela beleza com que se apresentam os ramos. Em todo o caso, procurando cumprir um ritual que ajuda a preservar uma tradição!

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:13
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Terça-feira, 12 de Maio de 2015
ALCANENA FESTEJA DIA DA ESPIGA



publicado por Carlos Gomes às 13:45
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR



publicado por Carlos Gomes às 10:52
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Sábado, 9 de Maio de 2015
MÁSCARAS TRADICIONAIS LEVAM O ENTRUDO À CAPITAL

O Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) fez desfilar em Lisboa máscaras tradicionais portuguesas de Trás-os-Montes e Beira Litoral e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia no país vizinho.

Termina amanhã em Lisboa mais uma edição do Festival Internacional Máscara Ibérica. Dezenas de grupos oriundos do norte e centro de Portugal e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia desfilaram hoje entre a Praça do Município e o Rossio. Do nosso país estiveram representados os concelhos de Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Lamego, Mira e Ílhavo.

A Mostra das Regiões apresentou-se mais uma vez em Lisboa, transformando durante quatro dias o Rossio consecutivos numa montra de produtos regionais, artesanato e destinos turísticos. Os visitantes tiveram oportunidade de descobrir e adquirir algumas das mais tradicionais iguarias como o fumeiro, a doçaria regional e peças artesanais nacionais e das mais diversas regiões do país vizinho.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

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A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

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Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Trata-se de costumes que seguramente eram comuns a todas as regiões do nosso país mas cuja memória e tradição se foi perdendo. Cabe às personalidades e entidades culturais que se dedicam ao estudo e investigação na área da etnografia a revelação de tais tradições já esquecidas.

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publicado por Carlos Gomes às 22:42
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ALVAIÁZERE FESTEJA DIA DA ESPIGA

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publicado por Carlos Gomes às 10:03
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2015
OS MAIOS E AS MAIAS: ORIGENS E SIGNIFICADO DE UMA TRADIÇÃO!

Com a entrada do mês de Maio, enfeitam-se de giestas floridas as janelas das casas nas vilas e aldeias do Minho anunciando a chegada da Primavera em todo o seu esplendor e, com ela as flores que contribuem para alegrar a nossa existência, perfumar e dar colorido ao ambiente que nos rodeia. São as maias feitas de ramos de giestas com as suas flores amarelas as quais, por tradição, são colocadas nas portas e carros agrícolas, constituindo este costume uma forma de celebrar o renascimento da vida vegetal.

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Atualmente pouco divulgada, a festa das maias foi noutras épocas celebrada em todo o país, tendo caído em desuso devido a sucessivas proibições devidas a rixas originadas pelo despique entre localidades ou ainda por motivos religiosos, como sucedeu em 1402 por imposição régia a qual determinava "nõ cantassem mayas, ne Janeiras, e outras cousas q eram contra a ley de deus". A sua origem perde-se nos tempos e corresponde às Florálias celebradas entre os romanos e dedicadas a Flora, deusa das flores e da Primavera, a quem consagravam os jogos florais. Durante três dias consecutivos, as mulheres dançavam ao som de trombetas, sendo coroadas de flores as que logravam ganhar os jogos, adornando-se desse modo à semelhança da própria divindade a que prestavam culto. Aliás, é precisamente aos romanos que se atribui a implantação de tal costume na Península Ibérica, tendo a mesma alcançado especial aceitação na região do Algarve.

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Também entre nós houve em tempos idos o costume de, por esta ocasião, coroar-se de flores uma jovem vestida de branco, prestes a entrar na primavera da vida, qual maia adornada de joias, fitas e flores que nos trazem à lembrança as fogaceiras de Santa Maria da Feira e as moças que levam à cabeça os característicos tabuleiros das festas de Tomar. E, tal como Flora entre os romanos, a jovem maia sentava-se num trono florido a cujos pés o povo dançava durante todo o dia, venerando desse modo a esbelta divindade pagã e celebrando os seus atributos que se permitiam o retorno dos vegetais. Conta ainda uma lenda antiga que em Lagos, no Algarve, tal costume incidia sobre um homem da terra que era adornado com as melhores joias, o qual percorria as ruas da cidade montado num asno. Sucedeu que, em certa ocasião, terminada que foi a volta pela cidade, o maio dirigiu-se para os campos junto da cidade e desapareceu para nunca mais ser visto. Em virtude do ocorrido, o povo que ainda espera o seu regresso com as joias que consigo levou passou a designar o Maio como "o mês que há-de vir…

E, enquanto o Maio não chega para as gentes de Lagos, é altura de festejarmos as maias, alegrando as janelas com ramos de giestas floridas. Em breve virá a celebração do Corpus Christi e a Vaca das Cordas em Ponte de Lima, as festas do Espírito Santo e a Coca em Monção, a festa das fogaceiras em terras de Santa Maria da Feira e as fogueiras pelo S. João a evocar o solstício do Verão. A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas e, pelo S. Miguel as desfolhadas ou descamisadas. Para trás fica o entrudus e as festas equinociais e pascais, a Serração da Velha e a Queima do Judas.

Assegurámos através do rito a ininterrupção do ciclo da natureza, participando desse modo na ação criadora dos deuses. Pela tradição, preservamos usos e costumes que chegaram até aos nossos dias e fazem parte do nosso folclore. Festejemos, pois, as maias, fazendo-as ressurgir com o mesmo colorido, alegria e pujança como nos tempos antigos!

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publicado por Carlos Gomes às 08:57
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Sábado, 11 de Abril de 2015
INATEL PROMOVE ENCONTRO NACIONAL DE TOCADORES DE CONCERTINA E CANTADORES AO DESAFIO

Realizado em co-organização com a Câmara Municipal de Ponte de Lima, DESAFIOS – Encontro Nacional de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio propõe, na sua edição de 2015, um programa diversificado ao longo de todo o fim de semana, com uma componente expositiva e de conversa aberta sobre os principais agentes e protagonistas desta manifestação cultural (v. oradores e moderador), e com uma componente performativa de rua e de palco, com Danças Ocultas no Teatro Diogo Bernardes e o Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio pelas ruas da vila de Ponte de Lima e no palco DESAFIOS, na Av. dos Plátanos.

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Com o objetivo de reabilitar esta prática e de recentrar o papel da concertina e dos cantares ao desafio nas manifestações populares, a INATEL promoveu em 1996, no Castelo de Santiago da Barra (Viana do Castelo), um primeiro convívio que contou com a participação de cerca 40 tocadores e cantadores.

Este primeiro encontro deu o impulso definitivo a um movimento de redescoberta da concertina e à difusão por todo o país de encontros regionais de tocadores que se caracterizam, atualmente, pela participação e envolvimento de milhares as pessoas de diferentes escalões etários e sociais.

Esta iniciativa, para além de evocar os 19 anos do primeiro encontro, realizado em Viana do Castelo, assinala as comemorações dos 80 anos de atividade da INATEL.

PROGRAMA

9 MAIO | SÁBADO

09h30 Abertura do Secretariado

10h30 Inauguração da Exposição DESAFIOS | Encontro Nacional de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio

Museu do Brinquedo Português

Patente entre 9 de Maio e 30 de Junho

14h00 Tertúlia Concertinas e Desgarradas: narrativas

Auditório da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Oradores: José Machado; Domingos Morais; Artur Fernandes (“Danças Ocultas”); Barros Lopes (tocador), rapper “NTS”, entre outros

22h00 Concerto de “Danças Ocultas”

Teatro Diogo Bernardes (3 € | M/3)

10 MAIO | DOMINGO

09h30 Abertura do Secretariado

10h30 Rusgas pela vila e atuações no Palco DESAFIOS

Av. dos Plátanos

12h30 Almoço

Escola EB 2,3 António Feijó (Almoço oferecido pela organização a todos os tocadores e cantadores devidamente inscritos até ao dia 4 de Maio de 2015)

14h30 Continuação das atuações no Palco DESAFIOS

Av. dos Plátanos

NOTAS IMPORTANTES:

  • A ficha de inscrição terá de ser devolvida até ao próximo dia 4 DE MAIO DE 2015, devidamente preenchida, datada e assinada;
  • Embora as atuaçoes possam ser em grupo, a FICHA DE INSCRIÇÃO É INDIVIDUAL. Tem de ser enviada UMA FICHA DE INSCRIÇÃO POR CADA TOCADOR OU CANTADOR INSCRITO;
  • A organização NÃO GARANTE ALMOÇO aos tocadores ou cantadores que se inscrevem após o dia 4 DE MAIO DE 2015;
  • Poderão inscrever-se e participar grupos que tenham OUTROS INSTRUMENTOS QUE NÃO A CONCERTINA, desde que a concertina seja o INSTRUMENTO PRINCIPAL DO GRUPO e esteja em NÚMERO MAIORITÁRIO.

Aguardando as vossas fichas de inscrição, apresento os melhores cumprimentos,

João Cruz

Gestor de Cultura

INATEL / Delegação de Viana do Castelo



publicado por Carlos Gomes às 09:50
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Terça-feira, 7 de Abril de 2015
VILA MEDIEVAL DE OURÉM RECEBE VIA SACRA AO VIVO

A Vila Medieval de Ourém assistiu pelo 17º ano consecutivo à encenação da Via-Sacra, uma das recriações históricas mais bem conseguidas a nível nacional e momento alto das celebrações da Semana Santa que terminaram no domingo de Páscoa.

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Mais de 90 figurantes, acompanhados pela Sociedade Filarmónica Ouriense, recriaram o último dia de vida terrena de Jesus Cristo, representado uma vez mais por António Gonçalves.

Foi muito o público que se deslocou até á Vila Medieval de Ourém e acompanhou o cortejo pelas 14 estações da Via-Sacra, numa cerimónia emotiva que é já um dos momentos mais altos do cartaz turístico e cultural oureense.

A Via-Sacra ao Vivo começa com a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, prosseguindo com a Última Ceia, o Jardim das Oliveiras, a sua prisão e a cena de Judas arrependido. Depois segue-se a recriação das 14 estações da Via-Sacra e a Procissão do Senhor Morto até à Igreja da Colegiada.

A Via-Sacra ao Vivo tem organização do Município Ourém, Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias e Paróquia de Nossa Senhora das Misericórdias, com o apoio da Sociedade Filarmónica Ouriense, Pousada Conde Ourém e da comunidade local.

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publicado por Carlos Gomes às 23:39
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Terça-feira, 24 de Março de 2015
OURÉM CELEBRA SEMANA SANTA

De 29 de março a 05 de abril a cidade de Ourém será palco de um conjunto de cerimónias alusivas à Semana Santa, que têm o seu ponto alto no dia 03 de abril, sexta-feira santa, com a recriação da Via Sacra, considerada a nível nacional como uma das encenações mais bem conseguidas.

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Pela 17ª edição, António Gonçalves dá corpo a Jesus Cristo. A partir das 15h00, no Centro Histórico, mais de 90 figurantes oureenses retratam as estações da Via Sacra tal como indica o relato bíblico – é julgado e condenado à morte, sofre três quedas, encontra a mãe, conforta as mulheres de Jerusalém e morre crucificado.

Trata-se de uma organização do Município de Ourém, em colaboração com a Ourémviva, Paróquia e Junta de Freguesia de N.ª Sr.ª das Misericórdias, Paróquia de Nª Srª da Piedade, do grupo Pousadas de Portugal, da Sociedade Filarmónica Ouriense, do Agrupamento de Escuteiros da Paróquia de Nª Sr.ª das Misericórdias e dos Bombeiros Voluntários de Ourém.

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Semana Santa
29 de março a 05 de abril | Ourém

Domingo de Ramos | 29 de março
15h00: Celebração da Paixão do Senhor
Procissão dos Passos
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Segunda-feira | 30 de março
21h00: Celebração Penitencial
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Quarta-feira | 01 de Abril
21h00: Concerto pelo “Grupo Coral Cantabo”
Igreja de Nª. Srª. Da Piedade

Quinta-feira | 02 de abril
20h30: Celebração da Ceia do Senhor, com rito do lava-pés
22h00: Adoração do Senhor
Igreja Nª Srª das Misericórdias

Sexta-feira Santa | 03 de abril
09h00: Canto de Laudes
15h00: VIA-SACRA AO VIVO e procissão do Senhor Morto, Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Distribuição da Sagrada Comunhão
Igreja Nª Srª das Misericórdias

Sábado Santo | 04 de abril
09h00: Canto de Laudes
22h00: Celebração da Solene Vigília Pascal
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Domingo de Páscoa | 05 de abril
11h00: Celebração pascal seguida de procissão do Senhor Ressuscitado, com a presença de todas as confrarias da Paróquia de Nª. Srª das Misericórdias
Igreja Nª Srª das Misericórdias

Pela 17ª edição, António Gonçalves dá corpo a Jesus Cristo. A partir das 15h00, no Centro Histórico, mais de 90 figurantes oureenses retratam as estações da Via Sacra tal como indica o relato bíblico – é julgado e condenado à morte, sofre três quedas, encontra a mãe, conforta as mulheres de Jerusalém e morre crucificado.

Trata-se de uma organização do Município de Ourém, em colaboração com a Ourémviva, Paróquia e Junta de Freguesia de N.ª Sr.ª das Misericórdias, Paróquia de Nª Srª da Piedade, do grupo Pousadas de Portugal, da Sociedade Filarmónica Ouriense, do Agrupamento de Escuteiros da Paróquia de Nª Sr.ª das Misericórdias e dos Bombeiros Voluntários de Ourém.

Semana Santa
29 de março a 05 de abril | Ourém

Domingo de Ramos | 29 de março
15h00: Celebração da Paixão do Senhor
Procissão dos Passos
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Segunda-feira | 30 de março
21h00: Celebração Penitencial
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Quarta-feira | 01 de Abril
21h00: Concerto pelo “Grupo Coral Cantabo”
Igreja de Nª. Srª. Da Piedade

Quinta-feira | 02 de abril
20h30: Celebração da Ceia do Senhor, com rito do lava-pés
22h00: Adoração do Senhor
Igreja Nª Srª das Misericórdias

Sexta-feira Santa | 03 de abril
09h00: Canto de Laudes
15h00: VIA-SACRA AO VIVO e procissão do Senhor Morto, Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Distribuição da Sagrada Comunhão
Igreja Nª Srª das Misericórdias

Sábado Santo | 04 de abril
09h00: Canto de Laudes
22h00: Celebração da Solene Vigília Pascal
Igreja Nª Sr.ª das Misericórdias

Domingo de Páscoa | 05 de abril
11h00: Celebração pascal seguida de procissão do Senhor Ressuscitado, com a presença de todas as confrarias da Paróquia de Nª. Srª das Misericórdias
Igreja Nª Srª das Misericórdias



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Sexta-feira, 20 de Março de 2015
TABULEIROS DE TOMAR DESFILAM EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 22:45
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2015
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA ESTE ANO A TOMAR



publicado por Carlos Gomes às 16:58
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014
AS ORIGENS NÓRDICAS DO PAI NATAL

Odin, rei do Asgard na mitologia nórdica, é para os povos escandinavos o mesmo que Zeus e Júpiter foram respectivamente para os gregos e os romanos. Quando não habita o seu palácio dourado, o Gladsheim, Odin, ou Woden encontra-se no Valhala que é o "salão dos mortos", entre os heróis e onde pontificam as formosas valquírias a quem compete manter permanentemente cheios os vasos de bebida que são feitos de chifre. É ainda às valquírias que compete eleger os heróis e decidir a sua sorte no campo de batalha, quem haverá de morrer e, finalmente, conduzir os bravos ao Valhala. "Val" significa morto.

Por seu turno, Odin possui como companheiros inseparáveis dois corvos - Hugin e Munin - que representam respetivamente o Pensamento e a Memória, os quais voam diariamente através do mundo para lhe levarem as notícias acerca dos atos cometidos pelos humanos. Uma vez convenientemente informado pelos seus corvos, Odin parte num trenó puxado por renas levando consigo presentes com que irá recompensar as boas ações praticadas ao longo do ano. Eis o mito que verdadeiramente se encontra na origem da fabulosa crença do "Pai Natal", séculos mais tarde adaptado pela Igreja Católica a uma versão mais cristianizada, com a substituição de Odin por um corpulento bispo que também distribuía presentes - São Nicolau. Em qualquer dos casos, trata-se de um enxerto efetuado na nossa cultura cujas tradições, durante séculos, apenas conheceram a veneração ao "menino Jesus".

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

A gravura é uma representação de Odin, divindade da mitologia nórdica da qual se originou a figura do "Pai Natal".

Nicolau de Bari procurou cristianizar uma tradição pagã de origem nórdica, a qual não possui quaisquer raízes bíblicas.



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FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR EM 2015



publicado por Carlos Gomes às 17:12
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2014
AS ORIGENS PAGÃS DO BOLO-REI

À semelhança do que sucede com a generalidade dos costumes atuais, perde-se no tempo a verdadeira origem do bolo-rei (ou bolo dos reis), da mesma forma que também este apresenta formas e designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra mantém-se a tradição de comer e efetuar corridas com panquecas por ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e visavam preparar a chegada da Primavera e, como ela, o renascimento dos vegetais.

Bolo-Rei

A própria designação de Terça-feira Gorda remete-nos para o antigo costume de fazer desfilar pela cidade um boi gordo antes de sacrificá-lo, prática cujas reminiscências ainda se preservam nomeadamente através das largadas de touros e na corrida da Vaca das Cordas. Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respetivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.

Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.

Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respetivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.

Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.

Quanto aos seus condimentos e método de confeção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês.

Com a aproximação da Páscoa associada à chegada da Primavera e, com ela, o renascimento da Vida, o tradicional folar não trará favas escondidas no seu interior mas ovos que simbolizarão a fertilidade, de novo a evocar ritos ancestrais a um tempo anterior à nossa conversão ao Cristianismo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



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Domingo, 14 de Dezembro de 2014
ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respetiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos. Durante o inverso, os povos antigos acendiam enormes fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparece simbolizado nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a ação criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, partindo de tais costumes e tradições, os cristãos transmitiram a esses povos pagãos uma nova espiritualidade, levando-os a substituir as suas crenças ancestrais. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



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Terça-feira, 11 de Novembro de 2014
A TRADIÇÃO DIONISÍACA DO S. MARTINHO: DAS ORIGENS PAGÃS À VERSÃO CRISTIANIZADA

Fazendo jus ao rifão "pelo S. Martinho, vai à adega e prova o vinho", cumpre-se invariavelmente em Novembro o ritual dionisíaco do S. Martinho. É chegada a altura de inspecionar os vinhos das últimas colheitas verificando se fermentaram como deviam.

É ocasião propícia para a realização dos magustos com castanhas assadas ou cozidas devidamente regadas com vinho novo, a água-pé e jeropiga. Após as aves-marias, a taberna da aldeia adquire uma animação orgíaca muito peculiar que lhe é conferida pelo elevado número de fiéis que devotamente ali acorre. O taberneiro, qual sacerdote dionisíaco, altivo nas suas funções, perfila-se por detrás da ara do balcão como se de um altar sacrificial se tratasse. E, numa solene e inebriante comunhão eucarística, serve uma após outra, sucessivas rodadas de vinho, ungindo aqui e além com a sua cor sangrenta os devotos de Dionísio.

A taberna é nos nossos dias como que um templo consagrado a Baco ou Dionísio, onde o culto é praticado pelos iniciados, expurgado dos rituais com que tais festins eram celebrados ao tempo da Roma antiga.

Como não podia deixar de acontecer, S. Martinho é bastante festejado no nosso país, particularmente em localidades onde a tradição vinícola mais se faz sentir, algumas das quais lhe consagram inclusivamente feriado municipal. Alijó, Penafiel, Pombal, Torres Vedras e Golegã são disso alguns exemplos. É ainda à famosa lenda segundo a qual, S. Martinho de Tours vendo em pleno Inverno um pobre completamente despido tiritando de frio o agasalhou com metade da sua capa que cortou com a própria espada, que se atribui a origem do chamado "Verão de São Martinho" que geralmente ocorre nesta altura do ano.

Uma vez provados os vinhos e realizados os tradicionais magustos, é também tempo colher a azeitona e levá-la ao lagar, de iniciar a sementeira do trigo e do centeio, plantar cerejeiras e amendoeiras, damasqueiros e videiras, semear os agriões e colocar estacas nas plantas que possam ser afetadas com os ventos fortes de inverno. Em breve chegará o Dezembro e, com ele, as festas solsticiais e do nascimento de Cristo, as filhoses e as rabanadas, a missa do galo e as zabumbas

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com



publicado por Carlos Gomes às 09:19
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Domingo, 17 de Agosto de 2014
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR EM 2015



publicado por Carlos Gomes às 15:09
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Domingo, 6 de Julho de 2014
TOMAR PREPARA DESFILE DOS TABULEIROS EM 2015



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Sábado, 21 de Junho de 2014
A “VACA DE FOGO” E O SOLSTÍCIO DE VERÃO

A Vaca de Fogo constitui uma das mais ancestrais tradições populares da região de Entre-o-Douro-e-Minho, intimamente ligada aos cultos solares praticados nomeadamente por ocasião do solstício de verão. Trata-se de uma manifestação de natureza pagã que, com o decorrer do tempo, foi sendo associada a festas da liturgia Cristã tais como as que se realizam em honra de São Sebastião, vulgo sebásticas. Em Cunha, no concelho de Braga, a Vaca de Fogo aparece associada à festa em honra de Nossa Senhora do Carmo que se realiza no segundo domingo de agosto.

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Popularizada pelo grupo musical “Madredeus”, a tradição da Vaca de Fogo apresenta surpreendentes semelhanças com a corrida da “Vaca das Cordas” que se realiza em Ponte de Lima, as corridas à corda dos Açores e as largadas de toiros e que se realizam num pouco por todo o país.

A Vaca de Fogo consiste numa espécie de corrida à volta da capela na qual, um rapaz transporta às suas costas uma armação pirotécnica em forma de vaca, afugentando o rapazio à sua volta que se diverte enxotando o animal.

Através do ritual do fogo, o homem celebra o renascimento da vida e do seu elemento purificador, precisamente quando ocorre o solstício de verão ou seja, o momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto no Hemisfério Norte, constituindo o dia mais longo do ano. Por seu turno, a vaca constitui um dos animais que se encontra simbolicamente associado aos ritos de fertilidade.

Com a conversão dos povos da Península Ibérica ao Cristianismo, estes ritos foram sendo incorporados nomeadamente nas festas são-joaninas – ou juninas – com as suas fogueiras, muito populares nomeadamente em Braga e no Porto. Em Espanha, a tradição da Vaca de Fogo toma a designação de “Toro de Fuego”, constituindo um número imprescindível nas festas populares que se realizam na região de Valencia.

Os ritos pagãos celebram a ação criadora dos deuses, encarando a vida e a morte num ciclo ininterrupto de perpétuo renascimento, inscrevendo o solstício apenas como um local de passagem através do qual e por meio da ação purificadora do fogo, a vida renasce – é a ressurreição pagã!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Vídeo: Filipe Vilaça

Vaca de Fogo - Festa de Nossa Senhora do Carmo (2013) – Cunha. Braga

Foto: http://www.panoramio.com/



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Sábado, 31 de Maio de 2014
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR EM 2015



publicado por Carlos Gomes às 11:35
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
HOJE É DIA DA ESPIGA!

Hoje é Quinta-feira da Ascensão. Assim se denomina este dia em virtude de no calendário litúrgico se comemorar a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de quarenta dias que se seguem à Páscoa. Mas, este dia tem a particularidade de se celebrar também o "dia da espiga" ou "quinta-feira da espiga". Manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e flores campestres. Formam um ramo com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres e folhagem de oliveira que pode incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e papoilas. Depois, o ramo é guardado ao longo de um ano, pendurado algures dentro de casa.

dia da espiga

Crê-se que este costume, com mais incidência nas regiões a sul de Portugal, tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos, mas as suas características fazem-nos adivinhar origens bem mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs naturalmente associadas às festas consagradas à deusa Flora que ocorriam por esta altura e a que a tradição dos maios e das maias também não é alheia.

É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respetivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade.

Noutros tempos, era costume na cidade, as moças que estavam de criadas de servir, ainda arreigadas a antigas usanças das suas terras de origem, pedirem às patroas para que lhes concedessem licença nesse dia para irem apanhar a espiga... Não raras as vezes, um bom pretexto para irem ao encontro do namorico, pois quase sempre apenas tinham permissão de folga ao domingo. Aliás, devido em grande medida à liberdade que a festa proporcionava aos jovens nesse dia, a apanha da espiga adquiriu bem depressa um sentido mais malicioso sempre que as pessoas a ela se referem.

Atualmente, algumas ruas de Lisboa enchem-se de vendedeiras de ramos de espigas, as quais são cada vez mais solicitadas inclusivamente por pessoas cujas raízes culturais já nada tem a ver com tais costumes mais próprios do meio rural. Provavelmente, atraídas pela beleza com que se apresentam os ramos. Em todo o caso, procurando cumprir um ritual que ajuda a preservar uma tradição!

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 09:35
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Terça-feira, 27 de Maio de 2014
FESTA DOS TABULEIROS REGRESSA A TOMAR NO PRÓXIMO ANO



publicado por Carlos Gomes às 22:26
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Domingo, 25 de Maio de 2014
AS FESTAS A NOSSA SENHORA DOS ALTOS CÉUS E AS DANÇAS TRADICIONAIS DA LOUSA, EM CASTELO BRANCO

Existem no concelho de Castelo Branco tradições bastante peculiares que permanecem desconhecidas da maioria do povo português. Tratam-se das Danças das Virgens, Danças dos Homens e Danças das Tesouras que se realizam no âmbito das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Altos Céus que têm lugar na freguesia de Lousa, por ocasião do 3º domingo do mês de maio.

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Reza a tradição que as festas em honra de Nossa Senhora dos Altos Céus tiveram origem numa promessa feita pelos habitantes de Lousa para que os livrasse de uma praga de gafanhotos que assolou a região em 1640, curiosamente o ano em que ocorreu a Restauração da Independência.

Tendo os gafanhotos desaparecido e, por conseguinte, sido obtida a graça pedida, consta que em gesto de agradecimento, um casal de agricultores e as suas oito filhas dançaram no adro da igreja, tendo a partir de então, dado origem à “Dança das Virgens” que até há relativamente pouco tempo era executada por rapazes. Por sua vez, também os homens organizaram a sua própria dança, a qual ficou conhecida por “Dança dos Homens”.

No domingo, após a celebração da eucaristia e realizada a procissão solene, oito “madamas”, atualmente raparigas solteiras, trajando vestidos brancos, ornamentadas com flores e ouro, acompanhadas pelo respetivo guardião que, de espada à cintura zela pela virtude das dançarinas, tocam trinchos e levam na mão um lenço branco com o qual acenam à Nossa Senhora dos Altos Céus e dançam ao som da viola beiroa. Os homens, envergando calça e camisa branca com cinta azul, apresentam-se com uma curiosa tiara ornamentada florida da qual pendem fitas de várias cores. Tocam genebres e tangem a viola beiroa ou bandurra, propositadamente desafinadas, apenas produzindo sons metálicos.

Pese embora a origem de tais tradições se encontrarem identificadas com ocorrências que se terão verificado em meados do século XVII, elas terão certamente raízes bem mais remotas à semelhança do que se verifica noutras culturas, muito provavelmente associados a ritos de fertilidade e de adoração de divindades associadas à Mãe Natureza, cristianizadas sob a forma do culto mariano e celebradas precisamente durante o mês de maio, na Lousa sob a invocação de Nossa Senhora dos Altos Céus.

A Lousa é uma pequena localidade recentemente integrada na freguesia de Escalos de Cima, dista cerca de 20 quilómetros de Castelo Branco e pertenceu outrora à Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, vulgo Ordem dos Templários.

Fotos: https://sites.google.com/site/alousarte/home

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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Sábado, 17 de Maio de 2014
TOMAR PREPARA FESTA DOS TABULEIROS DE 2015



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