Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.
Sábado, 30 de Abril de 2011
AS TERMAS DO AGROAL

Agroal num dia de Agosto - Foto: Leonor Areal

 

Época termal

Não existe uma época balnear definida, a época mais frequentada são os meses de Verão. Dantes a época começava no S. João, prolongava-se “até há castanhas, aos magustos. (Entrevista J. Pardal)

Indicações

 

Doenças gastrointestinais e dermatoses (Guimarães, 1932)

Estômago e Intestinos (Contreiras, 1951)

Os aquistas procuram-na sobretudo para doenças de pele, dermatoses várias (eczemas, psoriáses), embora uma das aquista que se encontrava em tratamento de um eczema, considere a água também boa para o reumatismo, mas esta eram uma utente bastante especial no que diz respeito a temperaturas de águas, “de Maio a Setembro tomo banho de água fria”.

Quanto à recolha de água para ingestão aparece como uma indicação secundária, “problemas digestivos, prisão de ventre etc. Ela serve para limpeza interior, bebem um copo de 25cl de manhã e outro à noite”, disse-nos José Pardal.

Tratamentos/ caracterização de utentes

José Pardal proprietário da pensão Galfurra fez a seguinte estimativa de visitantes: “Vamos calcular 500 pessoas por dia numa situação de 2 meses, cerca de 30.000, depois vamos lhe dar mais 15 dias de final de Junho e princípio de Setembro, deve rondar os 40.000 […] No Inverno visitam o Agroal mais em passeio de fim-de-semana, quando está bom tempo.

Quanto à caracterização dos utentes do local, dividem-se em dois grandes grupos, os que procuram as águas para cura: “ O que se trata aqui, é mais eczemas e psoriáses. Uma cicatrização mais rápida de feridas não tenho dúvidas nenhumas, não sei se por qualidades da água se pela própria frigidez dela.

Ao segundo grupo pertence a maioria dos frequentadores procuram o Agroal como praia fluvial, é esta valência de lazer que o actual projecto da Câmara Municipal de Ourém pretende revitalizar, e que José Pardal critica: “ Pois este projecto não dignifica a essência, estamos só a fazer um projecto de praia fluvial, não estamos a valorizar as qualidades da água em si. Praias fluviais pode-se fazer em qualquer rio ou ribeiro, agora com águas desta natureza não temos muitas. Pensar isto, só como praia fluvial é pouco …mas não sou contra que se faça aqui a praia fluvial, isto possibilita há pessoas continuarem a tratar-se e não terem e pagar. Claro que não tem o acompanhamento médico que devia ter, devia haver um cero sistema de apoio para essas pessoas que vêm aqui para tratamento.

Isto mexe um pouco com o sistema nervoso, e por vezes criam-se situações maçadoras entre os que estão a tratamento e os turistas.

O projecto não dignifica o valor que as águas têm.

 Os banhos quentes da fria água do Agroal (foto Leonor Areal)

 

Instalações/ património construído e ambiental

A emergência de água é de uma rocha calcária no sopé de uma colina, com um caudal que ronda os 2 milhões de litros em 24 horas (Guimarães, 1932).
 Repare o Agroal tem actualmente um valor por si próprio, que é a natureza. Antigamente ninguém dava valor à natureza, tudo era natureza, agora com todo o progresso e poluições as pessoas começaram a dar valor a essa natureza selvagem que ainda temos aqui. (entrevista a JP)
É sem dúvida essa natureza “ Reserva do Alto Nabão” o maior valor do local, onde não falta itinerários pedestres que a Quercus traçou, onde este local “termal” e de veraneio está completamente integrado. Oxalá o novo projecto da CM de Ourém saiba conservar apesar de todas as fundamentadas dúvidas de José Pardal.

Quanto ao património construído, temos na margem esquerda, concelho de Ourém: A nascente com a sua represa de forma oval, sendo o arco esquerdo dessa oval, fechado pelas velhas construções desactivadas de “balneários” (vestuários) e dos “banhos quentes” (balneário), ambos no piso térreo, o piso superior era destinado ao aluguer de quartos. O outro arco da oval está voltado para o rio Nabão, para onde a água corre, entre aberturas de um dique construído em madeira, assente no aglomerado de calcário, que separa as águas do Rio das águas minerais.

Este conjunto construído conta ainda com uma terceira casa com a sua velha varanda em madeira, junto do qual se encontra a nora que elevava água de uma das descargas da nascente para as hortas que se localizavam atrás das construções.

As casas são caiadas com pigmentos primários que tradicionalmente se associam à cal, o azul ultramarino e o ocre, o que lhe dá um curioso garrido. Localizam-se ao fundo de uma rua marginal ao rio (margem. esquerda), arborizada desse mesmo lado, e que serve de local de venda ambulante durante a época balnear (Julho e Agosto). Do outro lado da rua, encostado à colina calcária encontram-se as casas mais recentes, duas pensões de construções pobres nos materiais utilizados, apesar de ter sido “construída na rocha talhada por nós” (JP), essa matéria-prima, neste caso de muito baixo custo, não foi utilizado, recorrendo-se há usual construção em gaiola de cimento armado, com paredes em tijolo rebocado e pintado actualmente a branco.

Junto da ponte sobre o Nabão que dá acesso a esta rua encontra-se outra casa cuja função me falta determinar, é uma vivenda em dois pisos, murada, construída em pedra calcária, com jardim tratado, mas sem janelas nem portas.

Na margem direita, concelho de Tomar, não existe actualmente nenhuma construção, “…do outro lado do rio havia 4 tascas típicas. Os homens da outra freguesia quando tiveram conhecimento do projecto resolveram arrasar com o que lá estava construído em terreno baldio O Agroal era bem mais bonito, com as esplanadas do outro lado, as rivalidades entre os homens dá nisto, … daqui (deste lado) ninguém vem recolher o lixo.”

Na margem esquerda do Nabão (Concelho de Ourém) (foto Leonor Areal)

 

Natureza

Bicarbonatada e Sulfatada cálcica (Contreiras, 1951)  Bicarbonatada cálcica (Calado, 1992).

Curiosamente José Pardal, ao falar da natureza desta água afirmou “A composição química desde 1931, não se alterou ela é bastante sulfúrica”. Sulfúrica é coisa que esta água não é, nem no paladar nem no cheiro. Predomina os bicarbonatos de cálcio, com 0,2952g. /L, seguindo-se o cloreto de magnésio com 0,0299g. /L e só depois o sulfato de cálcio com 0,0144, segundo as análises de Machado (1917) citado por Guimarães (1932). Nesta análise é também de destacar a presença da sílica com 0,0046g/L, ao que se poderá atribuir as suas qualidades cicatrizantes.

Alvará de concessão

Alvará de concessão 26/7/1918, publicado no Diário do Governo nº193, II série de 19/8/1918.

Despacho ministerial considerando abandonada de 7/6/1934, publicado no diário do Governo nº 136, II série de 13/6/1934.

Alvará de concessão de 2 de Outubro de 1950, a favor da Sociedade Águas do Agroal Lda. – esta sociedade foi formada pelo avó do actual proprietário, mas nunca teve um efectiva exploração das águas, limitando-se à exploração dos balneários e da hospedagem.

Historial

Guimarães (1932) publicou um pequeno folheto sobre as Águas do Agroal. Este médico depois de afirmar que nem romanos, “nem tão pouco os árabes, dignos continuadores dos senhores de Roma”, usaram das águas de Agroal, e, que a Idade Média “ por porca e suja, também por lá não passou e muito menos a Idade Moderna pelo seu horror à água”. Concluiu: “É pois a sua história dos nossos dias em que tão beneficamente usamos da água.” Mas no entanto o autor, mais tarde teve ocasião, “ de viver próximo do Agroal”, ouvindo então histórias sobre a cura nestas águas do “ famoso rei Gargoris” (rei da Tartessia que terá descoberto as utilidades do mel), e de rugidos que se ouviam sobre as águas “ semelhantes ao de feras presas, apareceram ali morcegos de asas brancas, peixes ficavam sem olhos, por lhe rebentarem os glóbulos oculares ao contacto das águas”.

Talvez a água desta nascente nunca antes tivesse sido utilizada para fins terapêuticos, mas existe uma referência do séc. XVIII a uma nascente em Formigais, trata-se do Mapa de Portugal Antigo e Moderno (1762-63) de João Bauitsta de Castro, com o seguinte texto: “40. Tomar - Em a freguesia dos Formigais, que é termo desta insigne Vila, e no lugar da Quebrada rebenta de Inverno uma fonte com alguns olhos de água, pelos quais saem alguns ouriços de castanhas, não havendo dali a três léguas castanhas” (155).

Em contraste com esta lendárias origens e fantasiosos fenómenos das Águas do Agroal, José Pardal deu-nos uma origem bem mais plausível: “ Esta casa vem do meu trisavô, bisavô, avô, pai e filho, estamos na 5ª geração. Estou a falar de uma situação a cento e não sei quantos anos, era ao princípio só uma horta, havia aquela emergência de água no mesmo sítio onde está, regava-se as hortas com esta água, por isso lá está aquela nora de elevar as águas.

O que se passou foi que alguém que tinha umas mazelas, apercebeu-se que a água tinha um poder muito forte a nível cicatrizante, depois vieram mais pessoas com problemas de pele. Com a visualização dessas curas, foram essas pessoas que divulgaram estas águas, nós nunca fizemos publicidade.

Mas a situação de exploração, digamos termal, remota ao meu bisavô, com aquelas casas mais velhas, depois o meu pai com esta. Eu ainda não fiz nada, mas talvez ainda faça qualquer coisa.”

Mas voltando a Guimarães (1932). Já formado em medicina resolve receitar a água primeiro em doentes de dermatoses, para depois alargar a sua aplicação terapêutica a doentes gastrointestinais “ que tiraram também óptimo resultado”.

No seu folheto reproduz a análises feitas por Machado (1917) e uma carta de Lepierre, onde este afirma que a análise por ele feita em 1931, foram sumárias e feitas a pedido da Câmara de Tomar.

O autor concluiu que “ Não é, decerto, aos seus componentes que, principalmente, estas preciosas águas devem as suas ricas propriedades terapêuticas”. Pergunta-se se essas qualidades não serão atribuídas a “gases, rádios, iões […] ou terão essas águas vida própria, com qualidades que determinam, na sua origem, o milagroso delas?

Por fim para confirmar que o “Milagroso existe, existe” publica uma série de cartas de médicos atestando as curas que doentes seus fizeram nessas águas.

Em 1934 a exploração da nascente foi dada como abandonada, aliás nunca existiu em estabelecimento hidrotermal, pois o autor do folheto que acompanhamos na introdução ao seu texto apresenta como sua pretensão: “chamar a atenção de alguém que queira delas fazer uma florescente estância, como as suas preciosas qualidades reclamam”.

José Pardal referiu outra concessão dada em 1950, à Sociedade de Águas do Agroal, da qual seu avô seria o principal interessado. É de crer que a partir dessa década o local se tornou procurado, em âmbito regional, para cura e veraneio, surgiram as tascas e uma nova pensão, ampliadas já na década de 90.

Nos anos oitentas podemos localizar a descrição dada por José Pardal da hipótese de engarrafamento de águas: “Houve uma tentativa da parte do meu pai, que chegou a ter relação com o Sousa Cintra, ele esteve aqui, houve então uma ideia de se fazer uma fábrica de engarrafamento, mas o meu pai teve receio do homem, e não se seguiu para a frente. Eu não estou totalmente longe da ideia, ao ver este manancial de água a ir para o rio.

O Jornal Notícias de 9/8/00 publicou um artigo com o título: Águas do Agroal são perigosas para a saúde pública – Líquido que “cura males de pele” não deve ser ingerido pelas pessoas. Onde o Delegado de Saúde de Ourém alertava a população para a má qualidade da água da “piscina” (represa) do Agroal, aviso este que os utentes não respeitavam, retirando mesmos a placas colocadas pela Delegação de Saúde.

Quanto ao assunto o nosso entrevistado foi mais lacónico: “Depois houve esse problema das águas, que nunca cheguei a perceber se houve ou não, eu nunca estive fechado e as pessoas não deixaram de cá vir”.

Reconhecendo que “Há pecuárias na Serra da Estrela, há pecuárias em França. Repare, têm uma certa razão quando as pecuárias não tem tratamento das águas, mas para já, não sabemos por onde é que a água dessa nascente passa, ela pode vir do outro lado do Rio, Se soubéssemos seria belíssimo, até podíamos fazer uma zona onde mesmos as pessoas não podiam andar… isso é tudo subjectivo. Houve realmente uma pecuária que não tinha tratamento e deitava tudo para o ribeiro, agora se vinha dar aqui senão vinha não sei, não vi e eles também não sabem…Agora estão ali as análises, estas águas estão bacteriologicamente puras.”

Três anos mais tarde o mesmo jornal noticiava a 2/3/03 o projecto de criação de um Balneário e centro ambiental no Agroal, da responsabilidade da Associação de desenvolvimento integrado do Ribatejo Norte.

Já no corrente ano de 2004 o mesmo jornal publicava outra notícia com o título: “Praia Fluvial Requalificada – Agroal: População acredita que a água da nascente tem vantagens medicinais. Projecto concebido pela autarquia inclui novos equipamentos, áreas pedonais e actividades de divulgação

Sobre o assunto José Pardal, tem a seguinte opinião; “Nas propostas da CM sou sempre ouvido por último, ou seja, quando já está tudo feito. Se vai haver arrependimentos da parte deles, é natural que os haja. Os homens não conhecem a zona, são de Lisboa, não conhecem o local, nunca tiveram com água até aquela viga, não sabem que o rio galga as margens, ou então não projectavam certas coisas como estão no projecto. Penso que deveria ter havido um contacto mais directo connosco, perguntarem estas coisas, que só quem vive aqui sabe. … Enfim está o projecto feito, para calar o povo que andava muito revoltado. A Câmara sempre foi PSD e a oposição aproveitou o Agroal… é o jogo político normal.

Para mim a resolução só passa por duas opções ou isto é privatizado ou é público.

Veja-se as pessoas vem aqui curar-se de problemas que os próprios médicos não sabem solucionar, até se sentem bem aqui, portanto tem este aspecto público que tem de continuar...

Alojamentos

 

No local existem duas pensões, cada uma com 14 quartos, A primeira encontrava-se encerrada quando da visita, a segunda Pensão Galfurra, tem serviço de Restaurante sendo a mais vizinha da “represa” de água mineral. Tel. 249566125.

Quanto a alojamentos o que existe, é esta minha pensão, e um vizinho que veio para aqui há vinte anos, que actualmente está à venda, mas não foi ele que a fundou, já comprou uma antiga casa e ampliou. Eu tenho 14 quartos e o vizinho terá outros tantos. (A. Pardal)

Tomar dista 10 km do local, com várias unidades hoteleiras, as aldeias mais perto da nascente são Vale de Colmeias e Paredes, ambas no concelho de Tomar.

Recortes

JN- 9/8/00 (Sílvia Reis) – Águas do Agroal são perigosas para a saúde pública – Líquido que “cura males de pele” não deve ser ingerido pelas pessoas.

JN- 2/3/03 (Silvia Reis)– Balneário e centro ambiental no Agroal

JN – 11/2/04 (Silvia Reis) – Praia Fluvial Requalificada – Agroal: População acredita que a água da nascente tem vantagens medicinais. Projecto concebido pela autarquia inclui novos equipamentos, áreas pedonais e actividades de divulgação.

Bibliografia

Acciaiuoli 1944, Calado 1995, Castro 1762-63, Contreiras 1937, Contreiras 1951, Guimarães 1932, Lepierre 1931, Machado 1917, Torres, 1918, Águas e Termas portuguesas 1910, Le Portugal hidrologique e Climatique 1930-42.

 

Freguesia: Formigais     

Povoação/Lugar: Agroal

Localização: Na margem esquerda do Rio Nabão (neste local serve de divisão aos Concelhos de Ourém e Santarém).Segundo José da Silva Pardal, proprietário da Pensão Galfurra, esta situação de “fronteira” não tem ajudado a resolver os problemas na nascente do Agroal: Estamos no limite de dois concelhos, de duas freguesias e a curto prazo também no limite de duas regiões ou distritos, já que Ourém vai passar para Leiria. Aqui tudo é Espanha e tudo é Portugal, quero dizer, isto é uma fronteira, os homens têm rivalidades constantes. Não sei se sabem a CM de Ourém tentou levar águas daqui para o seu concelho, sem consultar Tomar, houve grande problemas e a obra não se fez.

Província hidrominera: A / Bacia hidrográfica do Rio: Tejo      

Zona geológica: Na divisão entre a Bacia Terciária do Tejo e as Orlas Meso Cenozoicas

Fundo geológico (factor geo.): Rochas Sedimentares – carbonatadas (Calcários).Num vale abrupto sobre o Rio Nabão de colinas talhadas em afloramentos calcários   

Dureza águas subterrâneas: 100 a 200 mg/l de CaCO3

 

in http://www.aguas.ics.ul.pt/index.htm



publicado por Carlos Gomes às 00:06
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