O cantor e compositor Fernando Tordo partiu ontem para o Recife, em Pernambuco, no Brasil. Na mensagem que deixou aos seus compatriotas através da sua página no facebook revelou: “Vou cheio de vontade de mostrar aos Brasileiros a Música Portuguesa que é tão merecedora de ser exportada!” E prometeu: “Volto a Lisboa no fim de Abril, mas vou manter-vos a par da minha vida profissional através desta página.” Deixou “Um grande abraço, até já!”
Como disse a poetisa galega Rosalía de Castro, “Ei-los que partem / novos e velhos / buscando a sorte / noutras paragens / noutras aragens / entre outros povos / ei-los que partem / velhos e novos”. Portugal vê de novo os seus filhos partir para longe, na maior parte das vezes para nunca mais regressarem. Desta vez, partiu um dos maiores intérpretes da música portuguesa, autor de algumas das melhores composições musicais do nosso cancioneiro. Por cá ficam, agarrados às rédeas da governação, todos aqueles que conduziram o país à desgraça em que se encontra e os portugueses ao desterro!
Em Abril, voltará a Lisboa. E nós cá o aguardaremos na esperança de uma nova primavera!

“Amigos.
Tive a intenção de informar, e agradeço as centenas de comentários que foram feitos por vós, mesmo aqueles que de forma mais ou menos dura se referem a esta minha saída do nosso País. Quase todos saberão que tenho mulher, filhos, netos, amigos e uma obra vasta na Música da nossa terra. Não seria para mim minimamente sensato abandonar tudo, pessoas e trabalho, 65 anos de vida e 50 de profissão. É verdade que tenho a hipótese de ir continuar o meu trabalho e a minha vida fora de Portugal, mas isso não significa nenhum abandono; apenas as condições já de si precárias em que a minha actividade se desenrola em Portugal pioraram tanto que não deixam outra alternativa, neste momento. Sinto-me bem, a minha actividade, felizmente, permite encarar a possibilidade de "não ter idade", de isso não ter especial relevância, ao contrário da esmagadora maioria, que com a minha idade chegou à reforma. E creio que ninguém me poderá levar a mal que eu continue a exercer a minha profissão, em boa forma mental e física.
Pertenço a uma geração que viveu momentos e acontecimentos à escala nacional e internacional do maior relevo, e colaborou intensamente, o melhor que lhe foi possível, em transformações no nosso País que acreditámos e lutámos para que fossem irreversíveis. O que se conseguiu e não conseguiu é do conhecimento de todos. No plano cultural, o nosso País vive um dos seus tempos mais sombrios, e chega a ser insultuoso aquilo que o orçamento de Estado de um País com séculos de História dispensa para a Cultura. Uma libra investida na Cultura gera sete libras em Inglaterra? Para os nossos "responsáveis" isso são ilusões, a Cultura só serve para dar prejuízo, e é um sacrifício que o povo tem que pagar para satisfazer meia dúzia de malandros!
Sou português, amo a minha terra, e quem alguma vez tenha ouvido alguma coisa do que faço há meio século na Música, facilmente constatará que esse facto está, até transbordar, em tudo o que faço. A Comunicação Social tem dado um relevo muito grande à minha decisão, eventualmente criando uma ideia negativa relacionada com a minha atitude.
O que vou fazer nada tem a ver com isso; vou tratar de conseguir uma maior aproximação entre artistas e artes de dois países que têm um relacionamento desigual partilhando a mesma Língua. E se a nossa Pátria é a Língua Portuguesa, que ao menos se possa tentar que essa aproximação seja um factor de entendimento que claramente as duas partes procuram e não encontram. Tenho responsabilidades com o meu País que me farão regressar todas as vezes que forem necessárias, e algumas já estão marcadas há muito tempo e serão cumpridas, bem como outros compromissos meus com o público que me acompanha há décadas; a saída no final deste ano do livro escrito pelo João Paulo Guerra sobre estes 50 anos de actividade profissional, a saída, finalmente, de música que tenho gravado ao longo de anos e que nunca foi editada; e até para 2015 alguns concertos de comemoração dos meus 50 anos de carreira.
No Brasil, continuarei a minha tarefa de compositor, autor e intérprete, farei outros contactos, conhecerei outras pessoas, mas serei o mesmo alfacinha nascido na Rua Feio Terenas, em Março de 1948, sempre pronto para ir e voltar, como aliás tenho feito toda a minha vida.
Fernando Tordo”
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