Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Domingo, 8 de Julho de 2018
TABULEIROS DE TOMAR DESFILARAM ONTEM EM LOURES NO ÂMBITO DO FOLKLOURES’18

Grupo Folclórico Verde Minho – entidade organizadora do FolkLoures – está de parabéns!

A cidade de Loures foi ontem palco de um grandioso Encontro de Culturas: o FolkLoures’18. A festa abriu ao som dos bombos e caixas dos Mareantes do Rio Douro, de Vila Nova de Gaia, que despertaram a localidade da sua habitual calmaria. Seguiu-se o Grupo Arrufarte que também rufou vigorosamente os seus bombos, conferindo à iniciativa o ambiente característico das romarias do Minho.

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A cerimónia de boas-vindas e entrega de lembranças teve este ano lugar em palco, tendo como pano de fundo a réplica da fachada da igreja de São Paulo, em Macau, um local que se afigurou mais apropriado para o efeito relativamente ao que era habitual em anos anteriores, nos Paços do Concelho, como forma de acolhimento por parte da autarquia local. Nesta cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal de Loures fez-se representar pelo Dr. Francisco Sousa e a Federação do Folclore Português pela engª Manuela Carriço. Também a Rádio do Folclore Português (RFP) fez-se representar através de Rafael Passos que é curiosamente o responsável do Grupo de Danças e Cantares do Alto do Moinho.

À hora marcada, após a refeição onde todos os grupos se juntaram e confraternizaram, todos os participantes reuniram-se junto ao Pavilhão Paz e Amizade e iniciaram o desfile rumo ao Parque da Cidade onde, teve lugar a sua actuação em palco.

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O grupo “Pensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” representou em palco a dança tibetana “Capriccio de Kumara”, actuação que prendeu a atenção do público que esgotou por completo a plateia, conservando um silêncio e uma atenção raramente observáveis em espectáculos populares ao ar livre.

Seguiu-se a magnífica representação da Festa dos Tabuleiros de Tomar anunciando já a sua edição no próximo ano naquela linda cidade das margens do rio Nabão. O Grupo anfitrião – Grupo Folclórico Verde Minho – abrilhantou o espectáculo com a alegria, colorido e vivacidade que caracteriza o folclore do Minho, região que também esteve magnificamente representada pelo Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, de Esposende.

No FolkLoures, o cante alentejano nunca é esquecido e, em representação deste género de manifestação cultural do nosso Alentejo, esteve o Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó – Almada, rigorosamente trajado e sempre muito apludido pelo público que manifestamente apreciou a sua actuação.

Em representação do Douro Litoral actuou o Grupo de Danças e Cantares Alto do Moinho, impecavelmente trajado e com rigorosa execução, grupo aliás reconhecido com um dos melhores sediados na região de Lisboa. E, como não podia deixar de ser – a organização do evento nunca esquece a identidade do concelho de Loures! – o folclore saloio esteve presente através do Rancho Folclórico de Lousa, concelho de Loures.

O FolkLoures’18 terminou com uma imponente sessão de fogo-de-artifício que a muitos fez lembrar as grandiosas romarias do Minho, com os foguetes a estalejar nos céus e a iluminar a cidade de Loures com a promessa de que, para o ano, o festival será ainda mais grandioso.

O BLOGUE DO MINHO tem conhecimento que a organização já está a encetar os contactos com diversas entidades com vista à organização do FolkLoures’19, iniciando os preparativos com vista à sua realização. E a próxima edição promete trazer a Loures grandes novidades!

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publicado por Carlos Gomes às 11:02
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2018
QUEM É O PROF. DOUTOR DANIEL CAFÉ, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

No dia 11 de Dezembro de 2016, o BLOGUE DO MINHO publicou a notícia em primeira mão: “A lista “A” candidata aos corpos directivos da Federação do Folclore Português acaba de vencer as eleições” para os Corpos Directivos da Federação do Folclore Português. Esta lista foi encabeçada pelo Prof. Doutor Daniel Café que é actualmente o Presidente da Federação do Folclore Português.

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Mas, afinal, quem é o Prof. Daniel Café e qual a sua intervenção cívica para além do cargo que exerce na Federação do Folclore Português?

Daniel Calado Café de seu nome completo, nasceu no lugar de Gouxaria, freguesia de Alcanena, em 1966. Possui como habilitações académicas o Curso de Música do Pietro Diero Music Conservatory (Canadá); a Licenciatura em línguas e literaturas modernas (Universidade de Lisboa); a Pós-graduação em ciências da educação (Universidade Aberta); o Mestrado em Museologia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – ULHT) e o Doutoramento em museologia social (ULHT).

É Director Fundador de algumas associações culturais tanto ao nível local, regional como nacional dos quais se destacam o Grupo Etnográfico de Gouxaria; Elos Clube de Alcanena; Homo Taganus – Associação de Estudo e Defesa da Etnografia e do Folclore do Ribatejo (possuindo também o cargo de Conselheiro Técnico da Região do Ribatejo) e a Academia de Letras e Artes da Lusofonia. Foi membro do Conselho Consultivo para a Cultura e Desporto do Município de Alcanena, tendo assumido a sua coordenação desde 2002.

Com poucos meses de idade emigrou com sua família para Winnipeg, Manitoba (Canadá) onde, aos 12 anos, teve o primeiro contacto com o folclore português integrando o Portuguese Folk Dancers da Associação Portuguesa de Manitoba.Em 1982, assumiu a responsabilidade de ensaiador do grupo infantil daquela instituição.

Ao regressar a Portugal em 1984, trazendo experiência e participação no campo do folclore português, fundou o Rancho Folclórico de Gouxaria com outros membros da comunidade sendo o sócio número um daquela instituição. Em 1986, fruto a um profundo trabalho de pesquisa e recriação histórica e cultural, o Ranho Folclórico de Gouxaria tornou-se sócio efetivo da Federação do Folclore Português apenas um ano e meio após a sua fundação.

Em 2009, assumiu funções de conselheiro técnico da região do Ribatejo da Federação do Folclore Português.

Em 2012, integrou a direção da FFP tornando-se membro do Conselho Técnico Nacional e Diretor da Zona Centro.

Em 2017 assumiu as funções de Presidente da Direção da Federação do Folclore Português. Enquanto diretor desta instituição, coordenou e foi responsável pela candidatura da FFP para a instauração do Dia Nacional do Folclore Português (comemorado no último domingo de cada mês de maio). Tem vindo a estabelecer diversos contactos e protocolos com outras instituições nacionais (académicas, empresariais, associativas), procurando aumentar a visibilidade institucional da FFP e simultaneamente criar melhores condições para os grupos de folclore desenvolverem a sua atividade cultural.

Foi, ainda, responsável pela organização de diversos congressos, colóquios, debates, mesas redondas e formações de âmbito local, regional e nacional tendo, ainda, participado enquanto orador em diversos projetos de formação.

Em 2015, foi corresponsável pelo lançamento da primeira e única Pós-graduação em Património Cultural Tradicional e Popular Português em Portugal, na qual a Federação do Folclore Português e o Instituto Piaget são parceiros.

Entre outros cargos que exerceu, foi Vereador em regime de permanência da câmara municipal de Alcanena com os pelouros da educação, cultura, património, comunicação, juventude, turismo e informação; Vice-presidente do conselho executivo da Escola Dr. Anastácio Gonçalves; Vice-presidente e membro fundador da Academia de Letras e Artes Lusófonas (ACLAL); Vice-presidente Continental para a Europa do Elos Clube Internacional; Coordenador do Conselho Consultivo para a Cultura a e Desporto do Concelho de Alcanena; Presidente do Elos Clube de Alcanena; Coordenador regional do Médio Tejo dos Centros de Qualificação e Educação Profissional (CQEP).

Atualmente, para além da docência, desempenha as funções de Presidente da Federação do Folclore Português; Membro do Conselho Nacional do Associativismo Popular (sendo membro fundador); Presidente do Conselho Técnico Nacional da Federação do Folclore Português; Docente convidado/colaborador da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) no âmbito dos cursos de mestrado e doutoramento da Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração; Docente adjunto convidado do Departamento de Ciências da Educação e Património do Instituo Piaget e cocoordenador do curso de Pós-graduação em Património Cultural Tradicional e Popular Português; Presidente da direção e membro fundador do Rancho Folclórico de Gouxaria (Alcanena); Vice-presidente da direção e membro fundador da Homo Taganus – Associação de Estudo e Defesa da Etnografia e Folclore do Ribatejo; Vice-presidente do conselho de administração e membro fundador da Fundação Joaquim Silva Fernandes e Presidente do Grupo Coral de Gouxaria (Alcanena).

Publicou, entre outros, “A Igreja de Gouxaria e a Religiosidade Popular Local” (1986); “Magia e Superstições Populares de Alcanena” (1987); “Gouxaria: danças, cantigas e o povo” (1988); “O Romanceiro Alcanenense” (1994). Foi ainda autor da simbologia heráldica das freguesias de Alcanena, Moitas Venda, Malhou, Espinheiro, Minde, Vila Moreira e Monsanto (do Concelho de Alcanena – 2004). Publicou “Contributos para o Estudo do Traje Tradicional e Popular do Concelho de Alcanena” (2005); “Alcanena: um território de transição (re)criador de identidades” (2007); “A Canção da Minha Vila” (livro de literatura infantil sobre património cultural do concelho de Alcanena – 2008); “Afonso e os Mistérios da Serra” (livro de literatura infantil sobre património cultural do concelho de Alcanena – 2009). Recentemente, na sequência da conferência que realizou em Loures a convite do Grupo Folclórico Verde Minho subordinado ao tema “Quarenta anos de FFP: O passado, o presente e o futuro do movimento folclórico nacional”, foi esta palestra editada em livro pelo referido grupo folclórico.

O Prof. Doutor Daniel Café foi ainda autor e responsável por inúmeras exposições das quais enumeramos as seguintes:

- “Trajes tradicionais da Gouxaria” (Gouxaria – 1987);

- “O Curtume e as gentes de Gouxaria” (Gouxaria – 1991);

- “Património cultural gouxariense” (Porto de Mós – 1994);

- “Cem lenços com cem anos no centenário do concelho” (Alcanena – 2015);

- “Xailes, capas e outros agasalhos alcanenenses” (Alcanena – 2016);

- “Jeitos e preceitos do trajar alcanenense” (Alcanena – 2017).

Sem pretender desconsiderar outras personalidades, quem com tão invejável currículo e formação poderia ser mais indicado para exercer as funções de Presidente da Direcção do Folclore Português?

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publicado por Carlos Gomes às 15:15
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
FOLCLORE DE PORTUGAL – O PORTAL DO FOLCLORE PORTUGUÊS POSSUI NOVA IMAGEM GRÁFICA E ESTÁ ALOJADO EM NOVO DOMÍNIO

Prestes a atingir 18 anos de existência, o “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português” apresenta uma estrutura renovada e uma nova imagem gráfica. Além disso, passou a estar alojado no domínio http://www.folclore.pt/

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Trata-se de um dos poucos e mais antigos portais na internet dedicados ao folclore e à cultura tradicional portuguesa em geral, assim entendido no seu sentido mais abrangente. Por essa razão, é também um espaço rico de acesso a informação muito variada, desde a gastronomia ao calendário agrícola e aos usos, costumes e tradições em geral.

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É seu administrador e fundador o Dr. José Pinto, também ele ligado ao folclore durante muitos anos como dirigente e componente Rancho Folclórico de Vila Real.

Depois de várias décadas apenas reservada para fins militares sob a denominação de ARPANET e, mais tarde, reservada à comunidade científica, começava a Internet a dar os primeiros passos no domínio público e, alguns ranchos folclóricos a aventurarem-se ainda timidamente na utilização destas tecnologias. Por essa altura, o autor destas linhas publicou no jornal “Folclore”, ininterruptamente durante quatro anos consecutivos, a secção “O Folclore na Internet”, dando a conhecer as iniciativas que já se verificavam nesse domínio e incentivando a sua utilização, bem assim a comunicação entre os grupos folclóricos através do correio electrónico.

A adesão foi lenta mas a criação do Portal do Folclore foi, por assim dizer, o passo mais importante para que a Internet passasse a ser uma ferramenta a ser utilizada pelos ranchos folclóricos e de música tradicional O mérito pertence inteiramente ao Dr. José Pinto que, além de criar este espaço, mantém-no durante quase duas décadas e acaba de refrescá-lo com nova imagem gráfica, reestruturando-o e alojando-o em novo domínio com acesso mais facilitado. Valeu a pena!

Transcrevemos a apresentação que é feita no próprio site:

Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português foi criado em 1 de Novembro de 2000 e , desde a sua fundação, sempre teve como principais objectivos:

» disponibilizar online conteúdos diversificados sobre temas e assuntos relacionados com a Cultura Popular Portuguesa (Etnografia, Folclore, etc.): artesanato, gastronomia, literatura popular (provérbios, romanceiro, lendas, …), música popular tradicional, medicina popular, usos, costumes e tradições, e outros considerados úteis;

» incentivar a utilização da Internet por parte de todos os Grupos que se dedicam ao Folclore e à Etnografia de Portugal, criando um “espaço de encontro” para todos aqueles que se assumem na defesa, promoção e divulgação do Folclore Português, em todas as suas formas de expressão e manifestação, criando e dinamizando a “comunidade folclórica no cyberespaço”;

» criar e dinamizar espaços de (in)formação on-line para todos os interessados nos temas e assuntos relacionados com a Cultura Popular Portuguesa, com a colaboração de reputados técnicos nos diversos temas/assuntos;

» criar e dinamizar espaço(s) de debate sobre todos e quaisquer assuntos do interesse dos dirigentes e outros participantes no movimento associativo na área da cultura popular e etnográfica;

» promover o contacto entre os Grupos e os Indivíduos que se dedicam à recolha, registo, estudo, preservação e divulgação do Folclore das diversas “regiões etnográficas” de Portugal, potenciando e facilitando a partilha de experiências, a colaboração e a realização de iniciativas conjuntas, particularmente através da internet e do correio electrónico;

» colaborar na divulgação dos Ranchos Folclóricos e outros Grupos que cultivam a dinamizam as diversas formas de expressão e manifestação folclórica das respectivas “regiões etnográficas“, não só em Portugal, mas também no estrangeiro, disponibilizando online informações diversificadas sobre os Grupos de Folclore e outros: url’s dos respectivos sites, e-mails, contactos, propostas de permutas/intercâmbios, actividades, etc.;

» divulgar as manifestações da Cultura Tradicional do nosso Povo, por forma a que sejam cada vez mais conhecidas e melhor compreendidas;

» promover a transmissão online de Festivais e Encontros de Folclore, a exemplo de experiências já realizadas, e de que é pioneiro o Rancho Folclórico de Vila Real, ou outras actividades consideradas de interesse público;

» assumir-se como a vanguarda de um movimento que leve o “poder político” a reconhecer:

– que a Cultura Popular não pode continuar mais a ser o “parente pobre” da Cultura;

– o trabalho meritório desenvolvido pelos Grupos e Indivíduos que se dedicam ao Folclore, em particular, e à Cultura Popular, em geral;

– a necessidade de a estes Grupos serem disponibilizados recursos suficientes para a prossecução dos respectivos objectivos;

Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português tem como destinatários principais:

» todos os Grupos e Indivíduos que, de alguma forma, utilizam a internet para divulgarem as diversas manifestações da Cultura Popular Tradicional, particularmente o Folclore, ao mundo!

» as entidades, públicas e privadas, que estão relacionadas com a temática do Folclore;

» quem quer saber mais sobre a Cultura Popular do nosso Povo;

Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português será o que todos nós quisermos que seja, pelo que observações, comentários, sugestões e críticas construtivas serão sempre bem vindas!

Para contactar connosco: folclore@folclore-online.com!

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publicado por Carlos Gomes às 11:20
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2018
FOLCLORE NO OLIVAL É UM FESTIVAL

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publicado por Carlos Gomes às 15:25
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Terça-feira, 29 de Maio de 2018
OURÉM REALIZA NO OLIVAL FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 21:28
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OURÉM REALIZA NO OLIVAL FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 09:33
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Domingo, 27 de Maio de 2018
COMEMORA-SE HOJE O DIA NACIONAL DO FOLCLORE PORTUGUÊS

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publicado por Carlos Gomes às 04:59
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Sábado, 26 de Maio de 2018
AMANHÃ COMEMORA-SE O DIA NACIONAL DO FOLCLORE PORTUGUÊS

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
OURÉM REALIZA NO OLIVAL FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 00:14
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Domingo, 20 de Maio de 2018
ALVAIÁZERE PARTICIPA EM LISBOA NA FESTA DAS CASAS REGIONAIS

A Casa do Concelho de Alvaiázere deu a conhecer os produtos da região

Dezenas de casas regionais e outras colectividades de cultura e recreio assentaram arraial na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. Consigo levaram folhetos de divulgação dos encantos naturais e artísticos das suas regiões, os mais diversos paladares, desde os enchidos tradicionais aos tão apreciados vinhos e licores e, como não podia deixar de suceder, os ranchos folclóricos com as músicas e danças tradicionais – é que onde há regionalismo, há folclore!

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O dia soalheiro convidava a uma tarde animada bem passada sob a copa das árvores, no convívio com as gentes da terra e a degustar as guloseimas da região. Esta festa é bem conhecida pelas suas tasquinhas apresendo os vais variados produtos regionais de todo o país. Em prepresentação da nossa região destacamos a Casa do Concelho de Alvaiázere.

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Trata-se da IV FESTA DAS COLECTIVIDADES E DAS CASAS REGIONAIS, uma iniciativa conjunta da Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa (ACCL), da Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL) e da Federação das Colectividades do Distrito de Lisboa (FCDL), com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e das Juntas de Freguesia do Areeiro, de Arroios e da Penha de França.

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publicado por Carlos Gomes às 18:17
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Terça-feira, 15 de Maio de 2018
TOMAR RECRIA ROMARIA TRADICIONAL DOS COMEÇOS DO SÉCULO PASSADO

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Segunda-feira, 14 de Maio de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS COMEMORA DIA NACIONAL DO FOLCLORE

A Federação do Folclore Português assinala, o Dia Nacional do Folclore Português, cuja cerimónia de encerramento tem lugar no próximo dia 27 de Maio, pelas 15 horas, no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia-

Da cerimónia constarão alguns discursos de agentes culturais ligados ao Folclore e Etnografia.

Serão homenageadas algumas personalidades que contribuíram para o engrandecimento da causa etnográfica a nível nacional, da FFP em si, e no processo de edificação da sede da FFP, com destaque (para fins informativos) para o Município de Vila Nova de Gaia e o Dr. César Oliveira.

Será também apresentada a nova imagem gráfica da FFP.

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publicado por Carlos Gomes às 19:45
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Sábado, 12 de Maio de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ASSINALA DIA NACIONAL DO FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 22:31
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RIO DE COUROS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Quarta-feira, 9 de Maio de 2018
OLIVAL: MOLEIROS DA RIBEIRA REALIZAM FESTIVAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 21:10
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA FEIRA TRADICIONAL E POPULAR EM VILA NOVA DE GAIA

XXII Feira Tradicional e Popular. 05 e 06 de Maio. Arcozelo - Vila Nova de Gaia

A Federação do Folclore Português fará de novo acontecer a Feira Tradicional e Popular, nos próximos dias 5 e 6 de Maio.

Nesta edição a FFP dividirá a Feira em três espaços:

praça de alimentação, que terá inspiração tradicional sem propósitos de reconstituição. Poderá passar o dia connosco e comodamente almoçar/jantar no recinto.

A área de jogos tradicionais, onde participantes e visitantes poderão ver e tomar parte num conjunto de jogos tradicionais;

E a área de representação que será o coração de todo o projeto, com uma programação cultural de representações das feiras d'antanho e os seus vendedores.

A programação cultural da Feira está dividida da seguinte forma

Durante a manhã:

  • Feira Tradicional e Popular
  • Venda ambulante de flores,regueifas, doces, e a tradicional figura da galinheira.
  • Vendedeiras de peixe frito.

Durante a tarde:

  • Feira Tradicional e Popular
  • Vendedeiras de peixe frito
  • Jogos tradicionais como a malha e a vermelhinha
  • Cantadores ao desafio (no sábado, à viola) 
  • Cantigas de cordel
  • Robertos
  • Várias figuras como o amulador, a aguadeira, o cauteleiro, vendedor de peneiras, peixeiras, ciganas a ler a sina, o vendedor da banha da cobra e muitos outros.

Outra das novidades, será a criação de dois momentos de reconstituição (um sábado e outro domingo) onde a área de representação apenas será ocupada por elementos dos Grupos Etnográficos inscritos, sendo que, o público poderá apreciar, do exterior, todo o desenvolver da reconstituição de uma feira.

Deixamos o repto para que todos os folcloristas e curiosos visitem o Parque de Stª. Maria Adelaide, em Arcozelo nos dias 5 e 6 de Maio.

Motivos e novidades não faltam!

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publicado por Carlos Gomes às 18:35
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2018
FOLCLORE JUNTA AMIGOS EM BRAGA

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publicado por Carlos Gomes às 20:18
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Terça-feira, 17 de Abril de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REALIZA FEIRA TRADICIONAL E POPULAR

A Federação do Folclore Português fará de novo acontecer a Feira Tradicional e Popular, nos próximos dias 5 e 6 de Maio.

Nesta edição a FFP dividirá a Feira em três espaços, a praça de alimentação, que terá inspiração tradicional sem propósitos de reconstituição; a área de jogos tradicionais, onde participantes e visitantes poderão ver e tomar parte num conjunto de jogos tradicionais; e a área de representação que será o coração de todo o projeto, com vendedores, compradores, os robertos, os vendedores de banha da cobra, o amolador, as peixeiras e muito mais figuras que eram próprias da ocasião. 

Feira Rural

Outra das novidades, será a criação de dois momentos de reconstituição (um sábado e outro domingo) onde a área de representação apenas será ocupada por elementos dos Grupos Etnográficos inscritos, sendo que, o público poderá apreciar, do exterior, todo o desenvolver da reconstituição de uma feira.

Deixamos o repto para que todos os folcloristas e curiosos visitem o Parque de Stª. Maria Adelaide, em Arcozelo nos dias 5 e 6 de Maio.



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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018
MUNICÍPIO DE ALVAIÁZERE PROMOVE ESPETÁCULO DE MÚSICA TRADICIONAL

O Município de Alvaiázere e a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria vão promover o espetáculo “Encontro de Cantatas e Tocatas de Ranchos Folclóricos”, integrado na iniciativa “Região de Leiria – Rede de Programação Cultural”, operação financiada pelo Programa Operacional do Centro.

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O evento vai realizar-se no dia 22 de abril, pelas 15 horas, em Maçãs de Dona Maria, e contará com a atuação das tocatas e cantatas do grupo Rancho Folclórico Etnográfico da Casa do Povo de Maçãs de Dona Maria e do Rancho Folclórico de Mira D’Aire, bem como dos Amigos da Gaita.

Este espetáculo que procura valorizar a identidade cultural da região integra uma programação mais alargada, da responsabilidade do grupo folclórico local e da Junta de Freguesia de Maçãs de Dona Maria, que tem início no sábado, e que prevê jogos tradicionais, tasquinhas, baile e muita animação.



publicado por Carlos Gomes às 22:08
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Sábado, 14 de Abril de 2018
TOMAR REALIZA MOSTRA INTERNACIONAL DE FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 17:06
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REÚNE CONSELHEIROS TÉCNICOS EM EMCONTRO NACIONAL

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publicado por Carlos Gomes às 10:08
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS PODE BENEFICIAR DE 0,5% DO SEU IRS

Entre 1 de Abril e 31 de Maio decorrerá o prazo de entrega da declaração de IRS referente a rendimentos auferidos em 2017.

A Federação do Folclore Português, poderá este ano usufruir do benefício de 0.5% do valor que o contribuinte tenha a pagar.

Para que a Federação do Folclore Português possa usufruir deste benefício será necessário que o contribuinte, na sua declaração de IRS inclua o número de Pessoa Colectiva da FFP:

NIF 500 801 878

Estará assim  a apoiar, sem qualquer custo, a actividade da Federação do Folclore Português.

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publicado por Carlos Gomes às 10:36
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Domingo, 18 de Março de 2018
"FESTA DA SESTA" JUNTA OUREENSES NO OLIVAL

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publicado por Carlos Gomes às 13:11
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Domingo, 11 de Março de 2018
GRUPOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

Mais de uma centena de grupos folclóricos de todo o país rumaram hoje em peregrinação ao Santuário de Fátima. Tratou-se da XVI Peregrinação do Folclore Português, iniciativa organizada pela Federação do Folclore Português.

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Do Minho ao Algarve, incluindo grupos provenientes de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro, foram milhares as pessoas que envergaram os seus trajes tradicionais domingueiros e se juntaram em Fátima numa demonstração de fé e tradição, dois traços caraterísticos que marcam a identidade cultural do povo português.

Em virtude das condições atmosféricas que colcoaram constrangimentos ao programa inicialmente estebelecido, os grupos folclóricos foram convidados a dirigirem-se diretamente para a Basílica da Santíssima Trindade, local onde teve lugar a celebração da Eucaristia, presidida pelo Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, a qual foi transmitida em directo através da TVI.

Sem estandartes, placas e outros elementos identificativos para além dos trajes domingueiros, os componentes dos grupos folclóricos assumiram uma atitude de respeito digna de registo numa manifestação de fé religiosa que constitui parte integrante da cultura do nosso povo.

De acordo com o Santuário de Fátima, a iniciativa contou com a participação de 3000 participantes, que integraram 146 grupos inscritos de todas as regiões etnográficas do país à exceção das ilhas. Dois grupos de Andorra e Suiça representam Diáspora.

Fotos: Santuário de Fátima

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Segunda-feira, 5 de Março de 2018
DE COMO UM RIBATEJANO SE APAIXONA PELO MINHO NUM BAIRRO DE LUANDA

* Crónica de Alfredo de Sousa Tomaz

Poderá parecer estranho o título desta crónica mas compreender-se-á se aceitarmos como uma fatalidade as “voltas que o Mundo dá” e as surpresas que nos reserva.

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Nasci na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém, província do Ribatejo. Sou, portanto, ribatejano de nascimento mas de coração tenho várias “naturalidades”.

Era eu ainda uma criança quando o meu pai decidiu partir para Angola no início da década de cinquenta, em busca de melhores condições de vida para si e para os seus. Eu sou o sexto filho de uma prole de nove que precocemente ficou reduzida a oito com a morte da minha irmã mais nova ainda com poucos meses de vida.

Em Luanda vivi toda a minha adolescência no bairro da Praia do Bispo, um bairro geográfica e socialmente dividido em dois. Implantado numa faixa de terra entre as arribas e o mar a sul da fortaleza de S. Miguel e era constituído por casas de dois pisos edificadas em frente ao mar e por outras casas mais modestas, apenas de rés-do-chão, construídas por trás das primeiras. Tanto umas como outras obedeciam a um projecto arquitectónico padrão.

As casas de dois pisos, mais bem localizadas, foram construídas pelo Estado para residência dos funcionários públicos, enquanto as mais modestas foram os próprios moradores que as ergueram, como foi o caso de meu pai.

Apesar desta aparente discriminação “geográfico-arquitectónica”, se me é permitido o termo, entre as suas gentes reinava a amizade e a comunhão de interesses, principalmente entre os mais jovens.

A principal característica do bairro era o facto de lá viver gente dos mais variados pontos do país, do Minho a Timor como se dizia na época. Tal facto originou uma mescla de culturas onde cada um, orgulhoso das suas origens, dava a conhecer os usos e costumes das suas terras, principalmente os jogos tradicionais e o folclore. Assim nasceu o Rancho Folclórico da Praia do Bispo, uma espécie de “filial” de Santa Marta de Portuzelo, sob a orientação do maestro José Pedro Martins Coelho, ilustre vianense que além de músico e maestro era também profundo conhecedor do folclore minhoto.

Nunca me senti com jeito para voltear ao som da chula, vira ou gota, mas apaixonado que estava por aquelas alegres danças e cantigas, não perdia um ensaio ou uma actuação do rancho, de que faziam parte um irmão e duas irmãs.

Obrigado maestro Zé Pedro por me ter aberto os olhos e os ouvidos para o Minho. Para minha satisfação sou hoje um minhoto adoptivo pois vivo em Ponte da Barca onde envelheço ao som das concertinas.

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Na fotografia de 1958 vêm-se em pormenor as tais casas de primeiro andar cuja construção se estendeu depois ao longo de toda a avenida como pode ver-se na outra foto. No circulo vermelho a minha casa. Não acredite na legenda. Nunca existiu nenhum paço episcopal naquele local. Existiu sim e ainda lá está, no alto da arriba junto ao palácio presidencial (ao tempo do governador). Dizia-se que antigamente o bispo descia as barrocas com o seu séquito para se ir banhar ao mar e terá vindo daí o nome do local.



publicado por Carlos Gomes às 21:54
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Sábado, 3 de Setembro de 2016
DEPUTADO MENDES CORREIA EXALTOU EM 1956, NA ASSEMBLEIA NACIONAL, AS VIRTUDES DO FOLCLORE PORTUGUÊS, REFERINDO-SE AO CONGRESSO REALIZADO EM BRAGA

Na sessão de 29 de junho de 1956 da VI Legislatura da Assembleia Nacional, o deputado Mendes Correia falou sobre o Congresso de Etnografia e Folclore que se realizou em Braga naquele ano, exaltando as suas virtualidades e qualidades artísticas. A sessão foi presidida por Albino dos Reis Júnior e secretariada por José Paulo Rodrigues e Alberto Pacheco Jorge.

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O Sr. Mendes Correia: - Sr. Presidente: na sessão de ontem o nosso colega Dr. Alberto Cruz referiu-se, a propósito das impressões que teriam deixado a terra e a gente bracarenses e o Minho em geral nos membros do recente Congresso de Etnografia e Folclore, realizado em Braga, as tradições regionais de hospitalidade e à necessidade de se apoiar o desenvolvimento do turismo naquela província.

Não precisa o nosso colega da minha solidariedade nas aspirações que formulou, e que naturalmente perfilho sem restrições, mas pedi a palavra para, ainda com um mandato que me permite traduzir o sentir de todos os congressistas, sublinhar a hospitalidade e a cortesia que todos encontrámos em Braga e na boa gente do Minho, aproveitando este ensejo para, mais uma vez, salientar o significado nacional e político da assembleia realizada e a importância - nos mesmos aspectos, além do cientifico- de muitas matérias nela versadas e de muitos dos votos finais ali adoptados.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-Não trago, evidentemente, a esta Câmara um relato pormenorizado do que foi o Congresso e do que ele representa na vida cultural e social do Pais.

Mas acentuarei que a sua magnitude decorre do tema dos seus relatórios e das suas duzentas comunicações. Esse tema é o povo português, a sua psicologia, as suas tradições, a sua arte, os seus anseios, as suas tendências e as suas capacidades.

Tema que é hoje versado cientificamente, com métodos e técnicas adequados, de maneira sistemática, imparcial e objectiva, e não ao modo antigo, por coleccionadores

a esmo, por simples amadores sem preparação, por devaneadores e fantasistas, com maior ou menor brilho literário, maior ou menor sentimento e entusiasmo, mas numa ausência total, ou quase, de espirito cientifico. Há ainda quem suponha que etnografia e folclore são puras colectâneas amenas de temas pitorescos da vida popular.

Ora, o último Congresso definiu posições nítidas e úteis quanto à natureza dos objectos dessas disciplinas e quanto à maneira de os tratar e utilizar. Pôs em evidência o interesse de certas investigações. Salientou as ligações entre o âmbito das ditas disciplinas e a história, a filosofia, a religião, a arte, a sociologia, a política, a economia, etc. Pôs sobretudo em relevo o valor nacional daqueles estudos.

E a todos foi grato verificar que, a par das contribuições mais singelas sobre um ou outro facto local ou regional, surgiram naquela assembleia teses de conjunto ou de carácter genérico e doutrinário, como as de metafísica, do folclore e da ética dos provérbios populares, tratados pelos reverendos Drs. Bacelar e Oliveira e Craveiro da Silva, da Faculdade Pontifícia de Filosofia, de Braga.

Não faltaram outros elementos universitários e académicos, participantes do Brasil, Espanha e México, os temas mais variados. Mas desejo aqui congratular-me, sobretudo, com o apoio e interesse manifestados ao Congresso, não só por corpos administrativos, como as Camarás Municipais de Braga -a autora da iniciativa e sua grande realizadora-, Viana do Castelo, Santo Tirso e Porto, e algumas juntas de província, mas também por organizações como o Secretariado Nacional da Informação e Cultura Popular, a Mocidade Portuguesa, a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, etc.

O Governo da Nação, o Governo de Salazar, dispensou ao Congresso o apoio mais expressivo, sendo notáveis os discursos proferidos no mesmo pelos ilustres Ministro das Corporações e Subsecretário de Estado da Educação Nacional.

Verificou-se, assim, este facto altamente consolador: é que de sectores os mais variados da vida nacional, de todos os planos hierárquicos, dos domínios directamente ligados ao assunto como de outros, do Governo ao próprio povo - como o de Braga e como o que participou nos festivais folclóricos então realizados-, houve geral concordância no reconhecimento do vasto e profundo significado da bela iniciativa da Câmara de Braga, e especialmente do seu extraordinário presidente.

Como ó oportuna e confortante tal verificação, precisamente quando nesta Assembleia se está discutindo o Plano de Formação Social e Corporativa, marcando-se o desejo de, abrindo os braços a todos os progressos reais e fecundos, conservar as melhores e mais sãs tradições nacionais!

O Congresso emitiu numerosos votos, como em matéria de ensino, investigação, propaganda, museus, protecção, etc., de assuntos etnográficos e folclóricos. Sublinharei apenas, neste instante, os que dizem respeito às actividades ultramarinas nesse domínio e à recusa ao fado do título, tão correntemente usado, de canção nacional por excelência.
O estudo da etnografia e folclore das populações ultramarinas mereceu ao Congresso uma atenção especial, salientando-se a necessidade dessa matéria nos centros de estudos sociais e políticos e nos novos institutos de investigação cientifica de Luanda e Lourenço Marques, entre as ciências humanas ou sociais.

Quanto ao fado, proclamou-se o inconveniente nacional e folclórico da sua difusão excessiva, quer pela sua proveniência, quer pelo pessimismo e desanimo que traduz, em contradição com as fontes e as manifestações mais autenticas e construtivas da inspiração popular. O fado lembra as guitarras plangentes de Alcácer, não um brado de vitória ou de fé.

Não pretendo negar a beleza de alguns fados, das toadas mais melancólicas, de versos profundamente tristes. Mas não se chame canção nacional por excelência a uma canção folclòricamente tão discutível e tão distinta, em tudo, das belas, joviais e empolgantes canções de que é felizmente tão rico. O autentico folclore nacional.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-Vi um dia, num festival folclórico, no Porto, centenas de visitantes estrangeiros, como um só homem, perante uma exibição de ranchos de Viana, erguerem-se a aplaudir e a gritar: «Viva Portugal»! Em vez do fado depressivo, como não hão-de ser estimulantes e gratas para nós, Portugueses, essas manifestações da nossa música popular que tom assim o dom de arrebatar os próprios estrangeiros?

Sem recusar a possibilidade de introdução e adopção de factos novos, ou seja do processo chamado de aculturação pelos etnógrafos e sociólogos, o Congresso pronunciou-se pela definição do facto etnográfico e folclórico como caracterizado por serem tradicionais e de origem espontânea e anónima na alma popular.

A aculturação só pode dar-se quando esta alma lhe é favorável, quando nesta encontra eco, aceitação, concordância psicológica. Nos nossos territórios ultramarinos é do maior interesse o estudo da aculturação das populações nativas sob a influência da cultura que tenho chamado luso-cristã.

Por estas singelas considerações creio ter dado uma ideia da importância nacional e científica do Congresso de Braga. Mas o que sobretudo desejei sublinhar, usando da palavra, foi a gratíssima impressão que congressistas nacionais e estrangeiros trouxeram do convívio, da hospitalidade, da afabilidade, da cortesia, do trato, da doçura, do irradiante poder de simpatia, da boa gente de Braga e do Minho, daquele admirável povo em que se conservam e florescem tantas virtudes tradicionais de suavidade de alma, de bondade, de apego ao lar, de dedicação pelo trabalho, de amor pelo seu berço e de fidelidade aos altos valores espirituais que garantem a perenidade da Pátria e da civilização.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador:-Posso depor com firmeza que na multidão que em avalancha jovial festejava o S. João, na noite de 23, em Braga, não vi senão atitudes simpáticas e dignas. Quem dava involuntariamente um encontrão pedia desculpa.

Ausência de palavrões, de qualquer grosseria, de brutalidade. Bom povo, admirável povo, que a dissolução tendenciosa de outros meios ainda não inquinou nem perverteu.

Tenho a certeza de que a acção de organizações como as que citei manterá indemnes a sua alma e as suas tradições sãs contra a vaga cosmopolita ou exótica de materialismo pretensamente científico e humano que ameaça subverter o que há de melhor e mais luminoso no património moral da nossa civilização. Bom povo de Portugal, porque creio em ti e nos valores espirituais que te animam, creio na eternidade da Pátria.

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.



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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016
ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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OURÉM: RIBEIRA DO FÁRRIO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
OURÉM: RIBEIRA DO FÁRRIO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016
ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Sábado, 27 de Agosto de 2016
ALVAIÁZERE REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016
ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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TRAJO POPULAR DESFILA EM SANTO TIRSO

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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016
ALVAIÁZERE: PUSSOS REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
TRAJO POPULAR DESFILA EM SANTO TIRSO

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Domingo, 24 de Julho de 2016
RANCHO "OS MOLEIROS" DA RIBEIRA, DE OURÉM, PARTICIPA NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DE PEVIDÉM EM GUIMARÃES

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Sábado, 23 de Julho de 2016
ALVAIÁZERE REALIZA AMANHÃ FESTIVAL DE FOLCLORE EM MAÇÃS DE DONA MARIA

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016
ALVAIÁZERE REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE EM MAÇÃS DE DONA MARIA

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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016
ALVAIÁZERE REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE EM MAÇÃS DE DONA MARIA

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Sábado, 25 de Junho de 2016
ARTESANATO E FOLCLORE REPRESENTAM OURÉM NA FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO EM LISBOA

Engº Rocha de Matos, atualmente Presidente da CE-CPLP, saudou o Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Ribeira, do Olival, Ourém, na pessoa da sua Diretora, a Drª Isaura Vieira.

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O folclore de Ourém e da Alta Estremadura marcou hoje a abertura de um dos mais importantes certames nacionais e internacionais dedicados ao artesanato, a Feira Internacional do Artesanato que uma vez mais se realizou nos pavilhões da FIL, no parque das Nações, em Lisboa. Tratou-se da participação do Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Ribeira, do Olival, um dos mais lídimos representantes do folclore da nossa região.

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Por duas vezes pisou o tabuado para mostrar ao público presente como outrora as nossas gentes se trajavam, cantavam e dançavam. Entre as duas atuações, desfilaram pelos pavilhões rumo ao stand dos “Artesãos de Ourém” que, à semelhança de anos anteriores, também estiveram presentes neste certame com os tecidos e os bordados típicos da nossa região, marcando desse modo presença e dando a conhecer os talentos artísticos das suas gentes.

Para além de atrair numeroso público ao stand do pavilhão dos “Artesãos de Ourém”, a atuação do “Moleiros” da Ribeira traduziu-se num autêntico momento de confraternização entre conterrâneos e numa verdadeira jornada regionalista das gentes de Ourém.

O Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Ribeira, do Olival, assume-se cada vez mais como um verdadeiro embaixador do concelho de Ourém, levando a todo o país os usos e costumes das gentes ourienses e contribuindo desse modo para a divulgação da nossa terra e dos seu património cultural.

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A Feira Internacional do Artesanato conta na sua 29ª edição com Alto Patrocínio do Presidente da República

De 25 de Junho a 3 de Julho a FIL, Fundação AIP, organiza a Feira Internacional de Artesanato e, pelo primeiro ano, conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. A maior festa intercultural na Península Ibérica e a segunda maior da Europa, organizada pela Fundação AIP com o apoio do IEFP, e que durante a sua história tem promovido todas as regiões e suas culturas, mobilizando as especificidades locais em prol do desenvolvimento nacional e crescimento económico, congratula-se com este acto de relevante simbolismo que, mais do que incentivar, responsabiliza a organização da FIA na continuação de um trabalho em que as tradições e o futuro crescem lado a lado.

A 29ª edição da FIA Lisboa 2016 terá, como é habitual, um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA Lisboa 2016 assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 28 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.

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publicado por Carlos Gomes às 21:47
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016
RANCHO FOLCLÓRICO ROSAS DO LENA, DA REBOLARIA – BATALHA, LANÇA LIVRO SOBRE MEMÓRIAS FOTOGRÁFICAS

O lançamento do livro “Rancho Rosas do Lena – Memórias Fotográficas”, tem lugar no próximo dia 18 de Junho, às 17h30, na sede do Rancho Folclórico, na Rebolaria, em sessão que será presidida pelo Presidente da Câmara Municipal da Batalha, Dr. Paulo Baptista dos Santos. Esta obra, coordenada pelo Dr. Adélio Amaro, insere-se na coletânea “Etnografia e Tradição”

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Colecção "Etnografia e Tradição"

Em pleno século XXI, surge, cada vez mais, a necessidade de vincar as nossas raízes, através da música, da dança, da linguagem, dos usos, dos costumes, dos brinquedos, dos utensílios e principalmente da transmissão via oral e escrita da Etnografia e da Tradição.

Já em pleno século XIX, 1893, surgiu essa preocupação, através do punho de Teófilo de Braga (1843-1924) que obrigou a sua pena escrever os prefácios dos três volumes do Cancioneiro de Musicas Populares, que tiveram a coordenação de Cesar das Neves (1841-1920) e Gualdino de Campos (1847-1919): ... estes aspectos da Vida são um documento scientifico para penetrar o genio dos povos. Hoje mais do que nunca, convém a Portugal estes estudos; porque na decandencia que por toda a parte nos ameaça, a revivescencia do genio nacional depende da vitalidade da sua tradição.

É nesse sentido que nasce a colecção Etnografia e Tradição que pretende, de forma muito humilde, apresentar as Memórias Fotográficas dos Ranchos / Grupos Folclóricos e Bandas Filarmónicas.

Não se trata de uma colecção de recolhas de época nem de um manual onde se relata a história de um grupo. É sim, um conjunto de livros que pretende dar a conhecer o percurso de um grupo através da fotografia. É um simples registo fotográfico da actividade desenvolvida desde o dia da fundação até aos nossos dias.

Embora algumas fotografias apresentem uma qualidade débil, pela sua antiguidade, é crucial, no presente, recolher, dar a conhecer e conservar através de um livro algumas das passagens que fizeram e fazem a história do grupo.

É uma possível antecipação para trabalhos de investigação, mais profundos...

O terceiro número é dedicado ao Rancho Folclórico Rosas do Lena, Rebolaria, concelho de Batalha. Tem sido um verdadeiro embaixador da região, como se pode verificar na muito resumida apresentação dos mais de 50 anos de actividade.

Este segundo volume é uma homenagem a todos os elementos, desde a fundação até aos dias de hoje, que fizeram do Rancho Folclórico Rosas do Lena uma referência de reconhecimento nacional.

Fica, nestas linhas, um agradecimento especial ao Rancho Folclórico Rosas do Lena e aos seus elementos, pela forma como colaboraram na coordenação do presente volume. Foram incansáveis e dedicados, para que nestas páginas fosse possível ficar um pequeno testemunho de Memóias Fotográficas da grande actividade que têm desenvolvido em prol do Folclore.

Adélio Amaro

Coordenador

Prefácio

Através, sobretudo, das imagens e de pequenos textos, esta publicação, da iniciativa e edição de Adélio Amaro, que à Cultura da Região da Alta Estremadura vem prestando serviços relevantes quer pela sua obra literária e artística, quer pela sua acção editorialista, quer ainda pelas suas iniciativas na área do Associativismo, tem como finalidade registar e divulgar a intensa e ininterrupta actividade do Rancho Folclórico Rosas do Lena, com sede na Rebolaria, aldeia com bastantes ligações ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, de que está à vista, distando cerca de um quilómetro da Vila da Batalha.

Trata-se sem dúvida duma narrativa da sua história, contudo feita dum modo dinâmico sem aprofundar as matérias nem pormenorizar os intervenientes.

O agrupamento, aparecido em 23 de Fevereiro de 1963, nasceu de uma marcha organizada por um grupo de jovens da aldeia.

Por acção do saudoso folclorista Mestre António Pereira Marques (1915-2001), a marcha haveria de transformar-se no Grupo de Folclore que hoje é.

Ao longo dos seus cinquenta e três anos construiu todo um valioso património material e salvaguardou e soube aproveitar um precioso património imaterial, herança cultural que identifica o Povo da Região e o seu País. Em muitos aspectos, o Rosas do Lena foi um pioneiro, sendo uma das suas características a capacidade para lançar e organizar iniciativas, diversas a inovar as práticas folclóricas e todas a prestigiá-las.

Obra colectiva é, necessariamente, também uma obra de anónimos, a que muitos intervenientes deram, com modéstia e generosidade, o seu contributo. Por esta expressiva edição, o nosso reconhecimento ao Adélio Amaro.

A Direcção

Rancho Folclórico Rosas do Lena

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Terça-feira, 14 de Junho de 2016
RANCHO FOLCLÓRICO “MOLEIROS” DA RIBEIRA, DO OLIVAL E “ROMEIROS” DE OURÉM PARTICIPAM NA FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO EM LISBOA

À semelhança de anos anteriores, os “Artesãos Oureenses” vão levar à Feira Internacional de Artesanato os tecidos e os bordados típicos da nossa região, marcando desse modo presença e dando a conhecer os talentos artísticos da nossa região naquele que é considerado um dos maiores certames da especialidade. Pena é que não se verifique uma presença mais evidente de outros artesãos do concelho de Ourém e também na semana de gastronomia tradicional que decorre paralelamente a este evento, dando a conhecer as especialidades da nossa terra. A animar, vão estar presentes o Rancho Folclórico “Moleiros” da Ribeira, do Olival, e o Romeiros – Grupo de Música Tradicional de Ourém.

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A Feira Internacional do Artesanato conta na sua 29ª edição com Alto Patrocínio do Presidente da República

De 25 de Junho a 3 de Julho a FIL, Fundação AIP, organiza a Feira Internacional de Artesanato e, pelo primeiro ano, conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. A maior festa intercultural na Península Ibérica e a segunda maior da Europa, organizada pela Fundação AIP com o apoio do IEFP, e que durante a sua história tem promovido todas as regiões e suas culturas, mobilizando as especificidades locais em prol do desenvolvimento nacional e crescimento económico, congratula-se com este acto de relevante simbolismo que, mais do que incentivar, responsabiliza a organização da FIA na continuação de um trabalho em que as tradições e o futuro crescem lado a lado.

A 29ª edição da FIA Lisboa 2016 terá, como é habitual, um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA Lisboa 2016 assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 28 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.

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A FIA traz à capital, durante 9 dias, profissionais e apreciadores dos ofícios artesanais, artes e design, agentes da área da gastronomia tradicional, bem como interessados no artesanato enquanto manifestação cultural. Como tal, a FIA Lisboa 2016 regressa à FIL com novidades. Em destaque estarão novas áreas de exposição como o Espaço Design Nacional by LxD – Lisboa Design Show, que irá promover peças de joalharia, vestuário, calçado, mobiliário, entre outros, de origem nacional e também terá o Espaço Mixmarket, dirigido ao sector multiproduto e de origem não étnica.

Por mais um ano consecutivo FIA Lisboa 2016 conta com a Semana da Gastronomia Tradicional, que salienta o atractivo turístico-cultural da gastronomia e vinhos de Portugal e que integra o 3º Festival de Carnes Portuguesas Certificadas (DOP) e a 2ªedição do Mercado da Cerveja Artesanal.

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publicado por Carlos Gomes às 20:59
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Domingo, 12 de Junho de 2016
FOLCLORE E IDENTIDADE – NACIONALISMO E LIBERDADE

A preservação da identidade nacional constitui uma condição essencial da liberdade de um povo, melhor dizendo de uma nação enquanto comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria, assente num território e fundada em valores coletivos e elementos culturais como a língua, os costumes, religião, tradições e, de uma maneira geral, todos os aspetos que enformam a consciência nacional.

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Proveniente do latim natio, derivado de natus, o termo nação refere o sentimento de pertença a uma determinada comunidade de indivíduos unidos por laços históricos, assente numa identidade que remete para as suas origens étnicas.

Enquanto o termo nação identifica aqueles que são nascidos da mesma raiz, privilegiando o fator biológico e consequentemente o jus sanguinis na verificação da nacionalidade do indivíduo, o conceito de Pátria remete para uma noção de solo legado pelos antepassados, a terra paterna – do latim patrius, de pater – diretamente associado à ideia de país em relação ao qual um conjunto de indivíduos se encontra ligado por laços afetivos e culturais, ainda que não fazendo necessariamente parte da mesma comunidade nacional.

Por conseguinte, enquanto o nacionalismo advoga a defesa da identidade nacional de um povo como condição para a preservação da sua liberdade, o patriotismo exalta os valores que a prendem ao solo sagrado legado pelos seus antepassados e a sua obrigação de o transmitir aos vindouros. Ao invés do que tem vindo a ser propalado, nenhum dos conceitos em apreço – nacionalismo e patriotismo – tem a ver com atitudes exacerbadas de desconsideração e menosprezo em relação a outros povos ou atitudes reprováveis de rejeição de pessoas com identidades diferentes.

A identidade cultural de um povo é construída como um processo de auto-descrição, procurando através da unidade de elementos essenciais destacar a diferença em relação a outras culturas.

No que à definição dos elementos que definem essa identidade e o caráter de um povo dizem respeito encontram-se naturalmente as suas tradições mais genuínas, a cultura popular ou, para utilizarmos o neologismo que se vulgarizou, o seu folclore, traduzido na descrição da sabedoria popular e abrangendo os mais diversos aspetos da sua história não escrita como os contos e lendas, os provérbios e adivinhações, a religiosidade, a culinária e a medicina, o traje e o artesanato, os cantares e as danças, os jogos e as brincadeiras infantis.

Mais do que qualquer outra forma de opressão, é a aculturação e uniformização de hábitos e maneiras de pensar que caraterizam a sociedade capitalista, ávida de obtenção dos maiores proventos a qualquer custo, a principal ameaça à identidade dos povos e, consequentemente, à sua própria liberdade. Não admira, pois, a erosão provocada nas suas tradições mais genuínas, procurando apagar da sua memória o seu próprio passado.

À semelhança do que se verificou com os nacionalismos, também o interesse pelo folclore está intimamente associado à origem do Romantismo e aspiração dos povos oprimidos à sua emancipação política. É, pois, no folclore como fator de identidade cultural de um povo que assenta o ideário nacionalista como uma das condições da preservação da sua liberdade!

Fotos: José Carlos Vieira

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 21:34
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Domingo, 5 de Junho de 2016
RANCHO FOLCLÓRICO “MOLEIROS” DA RIBEIRA, DO OLIVAL E “ROMEIROS” DE OURÉM PARTICIPAM NA FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO EM LISBOA

À semelhança de anos anteriores, os “Artesãos Oureenses” vão levar à Feira Internacional de Artesanato os tecidos e os bordados típicos da nossa região, marcando desse modo presença e dando a conhecer os talentos artísticos da nossa região naquele que é considerado um dos maiores certames da especialidade. Pena é que não se verifique uma presença mais evidente de outros artesãos do concelho de Ourém e também na semana de gastronomia tradicional que decorre paralelamente a este evento, dando a conhecer as especialidades da nossa terra. A animar, vão estar presentes o Rancho Folclórico “Moleiros” da Ribeira, do Olival, e o Romeiros – Grupo de Música Tradicional de Ourém.

FIArtesanato 037

A Feira Internacional do Artesanato conta na sua 29ª edição com Alto Patrocínio do Presidente da República

De 25 de Junho a 3 de Julho a FIL, Fundação AIP, organiza a Feira Internacional de Artesanato e, pelo primeiro ano, conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. A maior festa intercultural na Península Ibérica e a segunda maior da Europa, organizada pela Fundação AIP com o apoio do IEFP, e que durante a sua história tem promovido todas as regiões e suas culturas, mobilizando as especificidades locais em prol do desenvolvimento nacional e crescimento económico, congratula-se com este acto de relevante simbolismo que, mais do que incentivar, responsabiliza a organização da FIA na continuação de um trabalho em que as tradições e o futuro crescem lado a lado.

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A 29ª edição da FIA Lisboa 2016 terá, como é habitual, um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA Lisboa 2016 assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 28 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.

A FIA traz à capital, durante 9 dias, profissionais e apreciadores dos ofícios artesanais, artes e design, agentes da área da gastronomia tradicional, bem como interessados no artesanato enquanto manifestação cultural. Como tal, a FIA Lisboa 2016 regressa à FIL com novidades. Em destaque estarão novas áreas de exposição como o Espaço Design Nacional by LxD – Lisboa Design Show, que irá promover peças de joalharia, vestuário, calçado, mobiliário, entre outros, de origem nacional e também terá o Espaço Mixmarket, dirigido ao sector multiproduto e de origem não étnica.

Por mais um ano consecutivo FIA Lisboa 2016 conta com a Semana da Gastronomia Tradicional, que salienta o atractivo turístico-cultural da gastronomia e vinhos de Portugal e que integra o 3º Festival de Carnes Portuguesas Certificadas (DOP) e a 2ªedição do Mercado da Cerveja Artesanal.



publicado por Carlos Gomes às 00:32
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Sábado, 4 de Junho de 2016
RANCHO FOLCLÓRICO “OS MOLEIROS DA RIBEIRA” DO OLIVAL É UM LÍDIMO REPRESENTANTE DO FOLCLORE E ETNOGRAFIA DO CONCELHO DE OURÉM E ALTA ESTREMADURA

A freguesia do Olival é porventura a mais fresca e verdejante localidade do concelho de Ourém, quase lembrando aos minhotos a magnífica paisagem das suas aldeias. Os seus campos férteis são atravessados por três ribeiras de águas cristalinas, qual divina trindade pois, na realidade, trata-se apenas de uma só que vai alterando o nome ao longo do seu percurso: a Ribeira da Atalaia, a Ribeira da Cardiga e a Ribeira da Ponte da Pedra.

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O Olival é caracterizado pelas suas ribeiras e olivais, onde se desenvolvem atividades ligadas à agricultura como a cultura do milho, da vinha, e da azeitona. O seu povoamento remonta a épocas pré-históricas como atestam os achados arqueológicos.

Dista cerca de oito quilómetros da sede do concelho – Ourém – vetusto burgo medieval que olha altivo e sobranceiro a extinta Vila Nova d’Ourém nascida a seus pés, na sequência das destruições causadas pelo invasor francês que, às ordens de Massena, foi mandada incendiar, meio século depois de ter sofrido os danos do terramoto de 1755.

Salpicada de moinhos, Olival é terra de moleiros pela qual o escritor e jornalista leiriense Acácio de Paiva um dia se deslumbrou e escolheu para passar os seus dias. Sediado na Freguesia do Olival – atual União das Freguesias da Gondemaria e Olival – em Ourém, o Rancho Folclórico “Moleiros da Ribeira” preserva as tradições das gentes da localidade, com especial relevo para as artes e ofícios dos moleiros.

A associação Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira” iniciou a sua atividade em Fevereiro de 1984, tornando-se membro efetivo da Federação do Folclore Português em 1990. Constituiu-se como associação legalizada em 1987 com o nome “As Violetas do Olival”. Mais tarde, em 1989, decorrente da necessidade de dar ao grupo um nome que perpetuasse os valores culturais e tradições do povo da nossa região, alterou a sua denominação para o atual nome.

Trata-se de um dos mais representativos grupos folclóricos do concelho de Ourém e da Alta Estremadura, apresentando trajes de noivos, de lavradores ricos, de feira, domingueiros, de trabalho e de pastora, resultantes de um contínuo trabalho de recolha da qual resultam numerosas danças, cantares, trajes, orações e mezinhas e cozinha tradicional.

A sua intervenção passa ainda pela divulgação da gastronomia tradicional da região, da qual se salienta o quinhão, os chícharos, o bacalhau assado, a friginada, a sopa à lavrador e os bolos de rodilha ou de festa, sejam elas religiosas ou casamentos.

A recuperação a partir de 1992, de um velho moinho movido a águas que se encontrava em ruínas, local onde instalou a sua sede e um Ecomuseu, é seguramente o seu maior orgulho e razão do grande prestígio e admiração que grangeia em toda a região.

Fonte: Revista FolkLoures’16

Fotos: José Alves / Auren TV

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publicado por Carlos Gomes às 22:40
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OURÉM ESTÁ EM FESTA – FOLCLORE SOBE AO PALCO NA VILA DE OLIVAL!

Começou há instantes o XXIX Festival de Folclore na Vila do Olival, em Ourém. Após a receção aos grupos participantes e uma visita guiada ao Museu Etnográfico e respetivo moinho, os ranchos folclóricos começaram já a subir ao palco para mostrarem aos ourienses como outrora se cantava e dançava na sua terra, a forma de trajar e, enfim, um pouco dos seus usos e costumes.

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Qual lídimo representante das nossas mais genuínas tradições, também o Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira” – Olival – Ourém mostrou aos grupos convidados as os usos e costumes das gentes de Ourém e da Alta Estremadura.

Dentro de instantes subirá ao palco o Grupo Folclórico de Santo António de Vagos - Vagos Beira Litoral – Vareira, a que se seguirá o Grupo Folclórico Danças e Cantares "Verde Minho“ – Loures Alto Minho, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique – Constância Templários e o Rancho Folclórico “As Ligeirinhas” de Antões – Louriçal - Pombal Alta Estremadura.

O presidente da Câmara Municipal de Ourém fez-se representar pela vereadora Maria Lucília Vieira que transmitiu as saudações do presidente da edilidade ouriense e da presidente da Assembleia Municipal. Presentes também estiveram Fernando Rolo em representação da Federação do Folclore Português e, naturalmente, o presidente da Junta de Freguesia do Olival.

O Festival de Folclore é transmitido em direto a partir das 21 horas através da TV Oureense, no Canal 585132 do MEO Kanal ou no facebook em https://www.facebook.com/aurentv/?fref=ts

Ourém é terra de folclore e este será seguramente um serão bem animado em torno das nossas tradições. Importa que os ranchos folclóricos de Ourém, de entre os quais salientamos o Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, do Olival, contribuam para a divulgação do concelho de Ourém, devendo para isso serem acarinhados nomeadamente pelos autarcas que o povo elegeu.

Fotos: José Alves / TV Oureense

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publicado por Carlos Gomes às 21:13
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016
OURÉM: OLIVAL REALIZA AMANHÃ FESTIVAL DE FOLCLORE

O Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, do Olival, leva a efeito amanhã, dia 4 de junho, o seu XXIX Festival Nacional de Folclore. Trata-se de uma das mais grandiosas jornadas de folclore do concelho de Ourém, a qual conta com 4 grupos folclóricos representativos de várias regiões do país, para além naturalmente do grupo anfitrião.

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Foto: Manuel Santos

OLIVAL – OURÉM

4 de Junho de 2016 (sábado)

PROGRAMA

18:00 H – Receção dos Grupos participantes

19:00 H – Jantar

21:00 H – Início do Festival

- Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira” – Olival – Ourém Alta Estremadura

- Grupo Folclórico de Santo António de Vagos - Vagos Beira Litoral - Vareira

- Grupo Folclórico Danças e Cantares "Verde Minho“ – Loures Alto Minho

- Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique – Constância Templários

- Rancho Folclórico “As Ligeirinhas” de Antões – Louriçal - Pombal Alta Estremadura

 



publicado por Carlos Gomes às 22:36
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
OURÉM REALIZA NO OLIVAL FESTIVAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 07:49
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Domingo, 29 de Maio de 2016
OURÉM: OLIVAL REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

O Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, do Olival, leva a efeito no próximo dia 4 de junho o seu XXIX Festival Nacional de Folclore. Trata-se de uma das mais grandiosas jornadas de folclore do concelho de Ourém, a qual conta com 4 grupos folclóricos representativos de várias regiões do país, para além naturalmente do grupo anfitrião.

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Foto: Manuel Santos

OLIVAL – OURÉM

4 de Junho de 2016 (sábado)

PROGRAMA

18:00 H – Receção dos Grupos participantes

19:00 H – Jantar

21:00 H – Início do Festival

- Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira” – Olival – Ourém Alta Estremadura

- Grupo Folclórico de Santo António de Vagos - Vagos Beira Litoral - Vareira

- Grupo Folclórico Danças e Cantares "Verde Minho“ – Loures Alto Minho

- Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique – Constância Templários

- Rancho Folclórico “As Ligeirinhas” de Antões – Louriçal - Pombal Alta Estremadura



publicado por Carlos Gomes às 14:06
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PORQUE É O FOLCLORE TRATADO COMO O PARENTE POBRE DA NOSSA CULTURA?

O tratamento que em regra é dado ao folclore no nosso país traz-nos à lembrança a célebre história bíblica descrita no verso 19 do capítulo 16 do Evangelho Segundo São Lucas, no qual até as migalhas que caiam da mesa do rico eram recusadas ao pobre Lázaro. Com efeito, o folclore português é frequentemente tratado como o miserável mendigo a quem não é reconhecido suficiente mérito para poder participar condignamente na divulgação dos usos e costumes de antigamente – porque o folclore é a cultura do povo!

Não são raras as autarquias locais que preferem contratar a peso de ouro, artistas estranhos à sua própria terra e à cultura das suas gentes, pese embora sejam tais gastos feitos á custa do dinheiro extorquido aos contribuintes, para seguidamente regatear os mais modestos apoios que lhes são solicitados pelos ranchos folclóricos para procederem às suas atuações, esquecendo que são estes constituídos precisamente pelo povo que com os seus impostos contribuiu para o lauto banquete para o qual convidaram os artistas vindos de fora.

Entendem geralmente que o folclore constitui na melhor das hipóteses uma cultura menor, uma espécie de substrato cultural ou, para sermos mais explícitos, “música para parolos”. Ignoram, no entanto, que foi nas tradições folclóricos do povo que os grandes compositores de todo o mundo se inspiraram para a criação das suas obras que os tornaram imortais. Trata-se de um desconhecimento que apenas se deve a preconceitos que lhes tolhem a inteligência e o raciocínio e que, não raras as vezes, os mantêm afastados do seu próprio povo.

Nas culturas de todos os povos, um pouco por toda a parte, foi na sua religiosidade ancestral que tiveram origem as atuais festas e romarias em torno das quais acrescentaram o comércio e o divertimento, ligando o sagrado ao profano. Jamais foi em torno de celebrações cívicas desprovidas de religiosidade que o povo ergueu as suas manifestações mais genuínas da cultura popular. As comemorações de natureza cívica e política apenas servem para preservar a memória dos cidadãos e elevar o seu sentido patriótico. Mas, as verdadeiras raízes da sua identidade mergulham nas suas crenças mais profundas e longínquas sobre as quais assentam as suas referências nacionais enquanto povo.

Por conseguinte, por mais artistas de renome que contratem à custa de avultadas verbas do erário público para promoverem espetáculos em relação aos quais o povo é apenas chamado a assistir, sem a cultura tradicional, as manifestações mais genuínas da cultura do povo entre as quais se inclui o folclore – sem a participação ativa e empenhada do próprio povo! – a festa jamais lhes dirá respeito e significado. Deixem, pois, de tratar o folclore como o parente pobre da nossa cultura e confiram aos ranchos folclóricos a dignidade que lhes é devida!



publicado por Carlos Gomes às 13:46
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