Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
MOINHOS ABREM AS PORTAS A QUEM OS QUEIRA VISITAR

Mais uma vez estamos a preparar os Moinhos Abertos!

Mais um ano em que esperamos uma grande participação e repetir o êxito da nossa atividade conjunta e em que  pretendemos reeditar, pelo 13º ANO CONSECUTIVO a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal.

Em 2018 conseguimos em conjunto 367 moinhos abertos e mais de 30.000 visitantes.

Moinho Abertos 2019- cartaz2 (2).jpg

O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?

O conceito desta atividade é extremamente simples:

Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

Quem pode participar na organização?

Todos: Moinhos Abertos é uma iniciativa aberta e gratuita!

Esta é uma  iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o único objetivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.  Promovida desde 2007 pela Etnoideia esta iniciativa tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.

Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Por isso, apelamos à sua participação ativa, através do seu envolvimento pessoal e das organizações a que pertence ou com as quais se relaciona.

Como otimizar os seus impactos?

Você:

  • Mobilizando antecipadamente entusiastas, amigos dos moinhos, instituições e moinhos cujos proprietários e moleiros podem ser contactados por cada um de nós (contamos consigo também para o fazer).
  • Durante este dia, cada moinho deverá estar aberto e se possível a funcionar, sendo desejável a organização de algumas atividades como as sugeridas na ficha de programação em anexo, ou outras.
  • Divulgando pelos seus contactos e redes sociais o Cartaz “Moinhos Abertos 2019”, em anexo  e afixando-os nos moinhos e locais adequados (JPEG para impressão e afixação local);
  • Reencaminhando a informação da brochura e programa final logo que disponível para a sua rede de contactos. Acreditamos desta forma vir a alcançar uma ampla divulgação e impacto público.

A organização:

  • Irá divulgar junto da comunicação social nacional e regional, redes sociais e mailing a todas as pessoas e organizações constantes dos nossos ficheiros. No site da Rede ficarão disponíveis todas aas informações e por correio eletrónico serão enviados materiais de divulgação para todas as Câmaras Municipais e para todas as Juntas de Freguesia do País.
  • Irá paginar uma brochura ilustrada com informações sobre os moinhos, horários e como visitar ao longo de todo o ano que ficará disponível permanentemente online em moinhosdeportugal.org.

Como participar na organização?

Esta participação é livre, espontânea e aberta a todos pelo que pode participar na organização das seguintes formas:

  • Dinamização da abertura, nos dias 6 e/ou 7 de Abril (Sábado e Domingo), dos moinhos a que está ligado, se possível organizando atividades e animações e congregando moleiros, amigos, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Museus, etc.
  • Convite a outros moinhos e pessoas para participar.
  • Para isso terá que enviar até 3 de Março:
    • Ficha de programação Excel com informações sobre os moinhos que vão estar abertos (ficha em anexo a preencher no ficheiro Excel com todos os moinhos, identificando um a um e enviando uma foto por cada moinho com o nome do moinho no nome do ficheiro. Esta ficha inclui todas as informações necessárias para a identificação dos moinhos e respetivo programa de atividades, organizadores, indicações úteis, etc).

IMPORTANTE: NÃO SERÃO ACEITES OUTROS FORMATOS OU INFORMAÇÕES NÃO CONSTANTES NA FICHA DADO QUE ISSO PROVOCA PROBLEMAS NA PAGINAÇÃO).

  • Declaração de consentimento ao abrigo do RGPD(Regulamento Geral de Proteção de Dados) depois de assinada e digitalizada. Um exemplar por cada indivíduo do qual constarem dados pessoais na ficha do moinho respetivo nos Moinhos Abertos 2019.

ATENÇÃO: POR IMPERATIVOS LEGAIS NÃO PODERÃO SER ACEITES INSCRIÇÕES DE MOINHOS QUE CONTENHAM DADOS PESSOAIS SEM A RESPETIVA AUTORIZAÇÃO DO INDIVIDUO A QUE REFEREM. QUAISQUER DADOS PESSOAIS QUE CONSTEM DA FICHA DE PROGRAMAÇÃO EXCEL SEM DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO ASSINADA SERÃO APAGADOS NA BROCHURA FINAL PODENDO PREJUDICAR O CONTACTO COM OS ORGANIZADORES.



publicado por Carlos Gomes às 04:37
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018
QUANDO VAI OURÉM RECUPERAR O MOINHO DA FAZARGA?

A anterior vereação celebrou protocolo com uma empresa privada mas a recuperação não foi feita!...

O protocolo que a anterior vereação do Município de Ourém e a Junta de Freguesia de Fátima celebraram com a empresa Coelho & Sá Lda. com vista à recuperação do Moinho da Fazarga não foi cumprido.

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Desprovido de capelo, em breve será impossível recuperar o moinho propriamente dito ou seja, o engenho de moagem e toda a sua estrutura em madeira.

Este moinho é propriedade do Município de Ourém e integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, constando da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como da lista do processo em curso da revisão do PDM. Vale a pena ler o preâmbulo do referido protocolo…

O Protocolo estabelecia o prazo de dezoito meses para a recuperação e reativação do moinho a contar de agosto de 2013.

Entre outros aspetos, o “Protocolo entra a Câmara Municipal de Ourém, a Empresa Coelho e Sá, Ldª e Junta de Freguesia de Fátima, na cláusula IV respeitante aos “Direitos e Deveres do Segundo Outorgante”, estabelece que “o processo de recuperação e reativação do moinho deverá decorrer no prazo de dezoito meses a contar a partir da entrada em vigor do presente protocolo”.

A empresa não cumpriu aquilo a que se comprometeu e as autarquias locais – Município de Ourém e Junta de Freguesia de Fátima – não tomaram qualquer iniciativa com vista à resolução do problema, e o moinho no seu estado de progressiva degradação e abandono.

Fazemos votos para que a actual vereação consiga recuperar o património do concelho de Ourém – aquilo que a anterior demonstrou não ser capaz!

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PROTOCOLO ENTRE A CÂMARA MUNICIPAL DE OURÉM, A EMPRESA COELHO E SÁ, LDA E JUNTA DE FREGUESIA DE FÁTIMA

PREÂMBULO

O Moinho da Fazarga, propriedade do Município de Ourém, integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, que consta da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como a lista do processo em curso da revisão do PDM.

Este conjunto molinológico é um dos mais qualificados no quadro dos patrimónios industriais no concelho, de acordo com os critérios de apreciação patrimonial nos termos da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro. Em harmonia com o disposto no artigo 17.º da Lei em apreço, apresenta um conjunto de caraterísticas que valorizam o Município, nomeadamente nas perspetivas Patrimonial, Educativa e Turística. São exemplos:

  1. a) A componente geográfica pela localização na freguesia de Fátima, nas proximidades da Cova de Iria, beneficiando das potencialidades turísticas do Santuário de Fátima;
  2. b) A componente paisagística, pela implantação no plano alto, com excelente visibilidade para as áreas que se estendem pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, funcionando dessa forma como um leitor de paisagem;
  3. c) O valor técnico e material intrínseco. Do ponto de vista técnico representa um modelo caraterístico. É erguido com materiais locais, com métodos artesanais de construção; adota um sistema de moagem de cereal tradicional que tem o vento como força motriz. O moinho, propriedade do Município, apresenta planta circular, de volume único simples. A estrutura assenta em materiais e técnicas de construção artesanais e locais (cantaria de pedra calcária e argamassa com cal);
  4. d) A conceção arquitetónica representativa dos modelos tipológicos adotados para estas unidades molinológicas de vento;
  5. e) A extensão do bem e o que nela se reflete, do ponto de vista da memória coletiva, de grande importância, pelo percurso geracional destas unidades na relação com os moleiros que o dinamizaram. Saliente-se as histórias de vida dos antigos moleiros Adriano e Adelina, cujas narrativas foram registadas durante as suas vidas, o que confere a este equipamento um potencial cultural e educativo especial. Mas também é importante na relação com a comunidade de fregueses e, nos últimos anos já num plano turístico e de conhecimento, com os visitantes de outras proveniências, com relevo para o público escolar;
  6. d) Ou finalmente, os riscos de perda material irremediável do bem.

 Estas caraterísticas justificam a sua intervenção numa óptica de consolidação da estrutura de reabilitação ou reposição de algum do equipamento interveniente na ação moageira e preferencialmente, na sua refuncionalização.

Na impossibilidade de intervenção imediata no imóvel perante estabelecido na Lei 8/2012, com propósitos de salvaguarda e de reativação, o Município de Ourém recebe proposta apresentada por Arnaldo Coelho Heleno, gerente da empresa Coelho & Sá, Lda, que manifestou interesse em proceder à reabilitação e reativação do imóvel, assumindo os encargos inerentes.

Analisada a proposta, constata-se que o proponente tem um saber adquirido sobre o processo de funcionamento deste tipo de unidades de moagem, o que atualmente rareia no Concelho. Assumiu ainda a gestão do equipamento entre 1989 e 1994, mediante protocolo celebrado com a Região de Turismo de Leiria, Rota do Sol, então legítima proprietária do imóvel, o que lhe confere um conhecimento especialmente profundo da história do mesmo.

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publicado por Carlos Gomes às 18:05
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2018
ALVAIÁZERE COMEMORA DIA DOS MOINHOS

Município promove passeio pedestre “Na rota dos moinhos”

O Município de Alvaiázere vai promover, no próximo dia 15 de abril, mais um passeio pedestre, desta feita evocativo do Dia dos Moinhos (assinalado qa 7 de abril).

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O passeio é feito em parceria com a Junta de Freguesia de Alvaiázere e conta, também, com o apoio da Coudelaria Al-Baizir, que presenteará os participantes com um lanche convívio.

A participação é gratuita, (embora sujeita a inscrição prévia no site do Município ou no atendimento do Museu ou via telefónica através do 236 650 710), e a concentração está marcada para as 09 horas da manhã, junto ao Museu Municipal de Alvaiázere.



publicado por Carlos Gomes às 17:09
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Sábado, 17 de Março de 2018
VAI OURÉM COMEMORAR O DIA NACIONAL DOS MOINHOS?

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publicado por Carlos Gomes às 22:13
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 21:53
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Quarta-feira, 30 de Março de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 02:50
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA REALIZA-SE NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA

Moinhos ' 2015 | III Encontro Nacional de Molinologia. Rede Portuguesa de Moinhos. Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha. Dias 7 e 8 de Novembro de 2015.

O III Encontro Nacional de Molinologia realiza-se nos próximos dias 7 e 8 de Novembro de 2015 em Albergaria-a-Velha, contando com o apoio e co-organização da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito das comemorações dos 180 anos do Município. É uma iniciativa da Rede Portuguesa de Moinhos, aberta a todas as pessoas e instituições que promovem o conhecimento, preservação e viabilização dos moinhos tradicionais portugueses.

Além da Etnoideia e da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, co-organizadores do encontro e dos Municípios apoiantes de Boticas, Ponte de Sor e Santa Comba Dão, estarão presentes nos dias 7 e 8 cerca de uma centena de representantes de autarquias de todo o país, empresários,  universidades, museus, associações, moleiros e proprietários de moinhos.

Nas sessões de comunicações serão presentes ao encontro 16 comunicações sobre os moinhos tradicionais portugueses, técnicas, saberes e intervenções de salvaguarda e sua dinamização.

No workshop “Já-Viveiro de projectos”, uma iniciativa inovadora direccionada para a acção e empreendedorismo de capitalização dos moinhos e do potencial endógeno dos territórios regionais, o encontro conta com estarão duas dezenas de empreendedores e instituições que irão ser objecto de aprofundamento e desenvolvimento de conceitos, planos de negócio e programas de intervenção, após o encontro até à sua viabilização e execução.

Na visita de dia 8 serão visitados moinhos da região que oferece uma importante diversidade tipológica destes engenhos e alguns projectos de referência como a Aldeia Pedagógica do Milho Antigo em Águeda ou a Rota dos Moinhos em Albergaria-a-Velha. Pelo meio, realizar-se-á um “Piquenique Moleiro” nos Moinhos da Ribeira, animado pelo Rancho Folclórico local,  onde os moleiros de região serão o centro das atenções.



publicado por Carlos Gomes às 10:19
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Terça-feira, 31 de Março de 2015
RIBATEJO E BEIRA LITORAL ABREM AS PORTAS AOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 22:24
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OURÉM NÃO COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS E AGUARDA RECUPERAÇÃO DO MOINHO DA FAZARGA

MOINHOS ABERTOS - 201507 de Abril (Terça Feira) – Dia Nacional dos Moinhos11 (Sábado) e 12 de Abril (Domingo) – Dia dos Moinhos Abertos

Consulte o programa completo em www.moinhosdeportugal.org

É já a seguir à Páscoa: 327 moinhos de portas abertas em todo o País!

Após o sucesso de 2014 voltamos a assinalar o Dia Nacional dos Moinhos e a organizar, em todos o país, a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal nos dias 7, 11 e 12 de Abril (terça, sábado e domingo) de forma a permitir a participação de todos.

2015 é um ANO RECORD!

Esta iniciativa realiza-se já pelo oitavo ano consecutivo e a adesão continua a aumentar.

Este ano participam nos Moinhos Abertos 327 moinhos (mais 47% que em 2014) moinhos em 141 núcleos moageiros de 17 Distritos em 64 Municípios do Continente e Região Autónoma dos Açores.

7 de Abril 2015 - kickoff (pré-inscrições e candidaturas de projectos de reabilitação de moinhos workshop “Já – Viveiro de Projectos”)

Maio a Setembro (desenvolvimento conjunto dos projectos a apresentar no encontro)

7 e 8 de Novembro- Realização Painel Molinologia e Workshop “Já – Viveiro de Projectos”

Após uma década de interregno sobre a realização do II Encontro Nacional e do Simpósio Mundial de Molinologia, a Etnoideia organiza o III Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura actual.

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha é co-organizadora, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização. Porquê o Encontro?

Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes activos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendoas importantes funções educativa, de lazer e de interacção e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.

O que buscamos?

Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspectiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e activação de processos de desenvolvimento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.

Como faremos para conseguir acção Já?

Deste modo, o III Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por outro, na reflecção-acção conjunta através do desenvolvimento de projectos viáveis de reabilitação e valorização de moinhos tendo em vista a intervenção imediata e urgente. Esta segunda vertente desenvolve-se´no âmbito do Workshop “Já – Viveiro de Projectos”, através de uma metodologia inovadora em duas fases.

A primeira tem início no Dia Nacional dos Moinhos e pretende-se que os promotores das iniciativas dos Moinhos Abertos e os seus visitantes discutam este tema, debatam perspectivas e tenham ideias que serão propostas pelos mesmos à organização do Encontro.

Depois de seleccionadas as ideias de projecto irão ser trabalhadas (Maio a Setembro) pela Etnoideia em conjunto com os promotores tendo em vista o seu desenvolvimento ao ponto de poderem ser apresentadas pelos promotores no workshop para buscas de projectos e financiamentos onde serão convidados a participar os GAL- Grupos de Acção local / ADL – Associações de Desenvolvimento Local, CCDRs e Municípios respectivos, bem como empresários e potenciais investidores.

O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?

O conceito desta actividade é extremamente simples:

Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

Moinhos Abertos é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o objectivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.

Esta iniciativa promovida pela Etnoideia tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia, cujos membros não pertencentes à Rede Portuguesa são convidados a aderir e colaborar. A TIMS colabora ainda ao nível da divulgação internacional do evento por todo o mundo.

Os Moinho contam com a participação activa de inúmeros proprietários de moinhos, moleiros, entusiastas, investigadores, empresários, autarquias, museus… em todo o território nacional!

Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses serve também para identificar problemas e oportunidades, germinar projectos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc) com a participação de activistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Mas este dia constitui também uma oportunidade única para aumentar o número de pessoas e instituições que constituem a Rede Portuguesa de Moinhos reforçando a sua implantação e representatividade nacional e, consequentemente, a sua capacidade de acção a favor dos moinhos tradicionais portugueses.



publicado por Carlos Gomes às 17:18
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014
MOINHO DA AVANTEIRA (PELMÁ) ABRE AO PÚBLICO

05 (Sábado) e 06 de Abril (Domingo) – Dia dos Moinhos Abertos

07 de Abril (Segunda Feira) – Dia Nacional dos Moinhos

È já no próximo fim-de-semana: 216 moinhos de portas abertas em todo o País!

O moinho da Avanteira, na Pelmá (Alvaiázere) e o Moinho do Anjo da Guarda, em Ansião estarão abertos ao público.

Após o sucesso de 2013 voltamos a assinalar o Dia Nacional dos Moinhos e a organizar, em todos o país, a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal nos dias 5,6 e 7 de Abril (sábado, domingo e segunda) de forma a permitir a participação de todos.

Esta iniciativa realiza-se já pelo sétimo ano consecutivo e a adesão continua a aumentar. Este ano participam nos Moinhos Abertos 222 (mais 20% que em 2012) moinhos em 90 núcleos moageiros de 14 Distritos em 44 Municípios.

Venha desfrutar dos Moinhos de Portugal.

Contribua para a sua salvaguarda!



publicado por Carlos Gomes às 16:44
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
FÁTIMA: QUANDO COMEÇA O MOINHO DA FAZARGA A SER RECUPERADO ?

O Município de Ourém, a Junta de Freguesia de Fátima e a empresa Coelho e Sá Lda., celebraram no passado dia 19 de agosto um protocolo com vista à recuperação do Moinho da Fazarga, propriedade do Município que integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, o qual consta da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como da lista do processo em curso da revisão do PDM.

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Desde aquela data, já passaram 5 meses e as obras ainda não se iniciaram. Naturalmente, o processo de recuperação e requalificação do local, incluindo a aquisição de um engenho de moagem, implicarão estudos preliminares que demorarão o seu tempo. Além disso, o referido protocolo prevê que “O processo de recuperação e reativação do moinho deverá decorrer no prazo de dezoito meses a contar a partir da entrada em vigor do presente protocolo.”

A entidade encarregue da recuperação do moinho dispõe ainda de mais de um ano para cumprir o acordo celebrado. Entretanto, o AUREN ficará atento, dando pontualmente notícias a respeito do andamento dos trabalhos. As fotos que publicamos foram tiradas ontem ao final da tarde.

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publicado por Carlos Gomes às 20:59
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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013
MUNICÍPIO DE OURÉM RECUPERA MOINHO DA FAZARGA, EM FÁTIMA

Conforme recentemente divulgámos, o Município de Ourém, a Junta de Freguesia de Fátima e a empresa Coelho e Sá Lda., assinaram no passado dia 19 de agosto, um protocolo para a recuperação do Moinho da Fazarga, propriedade do Município que integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, que consta da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como da lista do processo em curso da revisão do PDM. Pelo interesse que esta iniciativa representa, publicamos o teor do referido protocolo.

Moinho Fazarga

PROTOCOLO ENTRE A CÂMARA MUNICIPAL DE OURÉM, A EMPRESA COELHO E SÁ, LDA E JUNTA DE FREGUESIA DE FÁTIMA

PREÂMBULO

O Moinho da Fazarga, propriedade do Município de Ourém, integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, que consta da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como a lista do processo em curso da revisão do PDM.

Este conjunto molinológico é um dos mais qualificados no quadro dos patrimónios industriais no concelho, de acordo com os critérios de apreciação patrimonial nos termos da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro. Em harmonia com o disposto no artigo 17.º da Lei em apreço, apresenta um conjunto de caraterísticas que valorizam o Município, nomeadamente nas perspetivas Patrimonial, Educativa e Turística. São exemplos:

a) A componente geográfica pela localização na freguesia de Fátima, nas proximidades da Cova de Iria, beneficiando das potencialidades turísticas do Santuário de Fátima;

b) A componente paisagística, pela implantação no plano alto, com excelente visibilidade para as áreas que se estendem pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, funcionando dessa forma como um leitor de paisagem;

c) O valor técnico e material intrínseco. Do ponto de vista técnico representa um modelo caraterístico. É erguido com materiais locais, com métodos artesanais de construção; adota um sistema de moagem de cereal tradicional que tem o vento como força motriz. O moinho, propriedade do Município, apresenta planta circular, de volume único simples. A estrutura assenta em materiais e técnicas de construção artesanais e locais (cantaria de pedra calcária e argamassa com cal);

d) A conceção arquitetónica representativa dos modelos tipológicos adotados para estas unidades molinológicas de vento;

e) A extensão do bem e o que nela se reflete, do ponto de vista da memória coletiva, de grande importância, pelo percurso geracional destas unidades na relação com os moleiros que o dinamizaram. Saliente-se as histórias de vida dos antigos moleiros Adriano e Adelina, cujas narrativas foram registadas durante as suas vidas, o que confere a este equipamento um potencial cultural e educativo especial. Mas também é importante na relação com a comunidade de fregueses e, nos últimos anos já num plano turístico e de conhecimento, com os visitantes de outras proveniências, com relevo para o público escolar;

d) Ou finalmente, os riscos de perda material irremediável do bem.

 Estas caraterísticas justificam a sua intervenção numa óptica de consolidação da estrutura de reabilitação ou reposição de algum do equipamento interveniente na ação moageira e preferencialmente, na sua refuncionalização.

Na impossibilidade de intervenção imediata no imóvel perante estabelecido na Lei 8/2012, com propósitos de salvaguarda e de reativação, o Município de Ourém recebe proposta apresentada por Arnaldo Coelho Heleno, gerente da empresa Coelho & Sá, Lda, que manifestou interesse em proceder à reabilitação e reativação do imóvel, assumindo os encargos inerentes.

Analisada a proposta, constata-se que o proponente tem um saber adquirido sobre o processo de funcionamento deste tipo de unidades de moagem, o que atualmente rareia no Concelho. Assumiu ainda a gestão do equipamento entre 1989 e 1994, mediante protocolo celebrado com a Região de Turismo de Leiria, Rota do Sol, então legítima proprietária do imóvel, o que lhe confere um conhecimento especialmente profundo da história do mesmo.

Nestes termos, a Câmara Municipal de Ourém representada pelo seu Presidente Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca, como Primeiro Outorgante, a empresa Coelho & Sá, Lda, representada por Arnaldo Coelho Heleno, como Segundo Outorgante e a Junta de Freguesia de Fátima, como Terceiro Outorgante, celebram entre si o protocolo de cooperação, que passará a ter a seguinte redação:

Cláusula I

Objeto

O presente Protocolo tem por objeto a atribuição de gestão do Moinho de vento da Fazarga, freguesia de Fátima, inscrito na matriz predial urbana sob o Artigo Matricial n.º 562 da mesma freguesia, a empresa Coelho & Sá, Lda, representada por Arnaldo Coelho Heleno.

Este acordo assenta num modelo de gestão ajustado pelas partes, destinado a cumprir os seguintes objetivos:

  1. Garantir a salvaguarda do património edificado concelhio, nomeadamente do património industrial pela via da recuperação;
  2. Valorizar as expressões culturais locais através da sua reativação e dinamização;
  3. Promover a formação pedagógica, nomeadamente dos públicos escolares através da realização de visitas escolares, com acompanhamento por conhecedores do funcionamento, da história e do sistema construtivo do moinho;
  4. Potenciar o desenvolvimento local através do reforço da oferta turística, por complementaridade ao património religioso de Fátima e ao património etnográfico local através do Museu Municipal.

Cláusula II

Período de Vigência

Sem prejuízo de eventuais revisões dos termos contratuais, o período de vigência deste Protocolo é de cinco anos, a contar da data da sua assinatura, sendo renovado automaticamente por período igual de tempo, caso não seja denunciado por qualquer das partes com 60 dias de antecedência.

Cláusula III

Direitos e Deveres do Primeiro Outorgante

  1. O Primeiro Outorgante compromete-se a ceder a gestão do moinho do vento da Fazarga ao Segundo Outorgante, para o cumprimento dos objetivos expostos na primeira cláusula.
  2. O Primeiro Outorgante reserva-se o direito de utilizar o moinho sempre que a realização de visitas culturais, educativas e turísticas o justifiquem. Nestes termos, o moinho integrará um novo Pólo Interpretativo doMuseu Municipalde Ourém. A dinamização será feita através de visitas e da produção, e disponibilização ao público de farinha com método de fabrico artesanal, com a chancela do Museu Municipal, enquanto gastronomia e expressão de identidade local.

Cláusula IV

Direitos e Deveres do Segundo Outorgante

  1. Compete ao Segundo Outorgante:
    1. Realizar as obras de recuperação e de manutenção do edifício assumindo os encargos inerentes. Dado tratar-se de um imóvel constante em PDM, como valor patrimonial e simultaneamente propriedade do Município, o programa de intervenção delineado, nomeadamente nas vertentes dos materiais, técnicas e faseamento de obra deverão ser submetidos à aprovação do Município, mediante parecer dos serviços técnicos doMuseu Municipale património cultural.
    2. Garantir o acolhimento de visitas escolares, culturais e turísticas sempre que solicitados previamente, mediante um agendamento direto, ou feito junto dos serviços do Museu Municipal de Ourém, ou da Junta de Freguesia de Fátima.
    3. Quando, excecionalmente, não for possível a presença do Segundo Outorgante no local aquando da visita, esta deverá ser articulada previamente com oMuseu Municipale a Junta de Freguesia, de forma a um dos parceiros assegurar a sua realização.
    4. O Segundo Outorgante reserva-se o direito de explorar a componente de moagem para fins de comercialização nos termos da promoção e valorização de produtos artesanais locais.
    5. O processo de recuperação e reativação do moinho deverá decorrer no prazo de dezoito meses a contar a partir da entrada em vigor do presente protocolo.
    6. Não poderá efetuar quaisquer obras ou outro tipo de intervenções físicas ou imateriais no edifício, as quais se desviem nos termos da cláusula I, assim como não poderá descurar de trabalhos de manutenção indispensáveis à salvaguarda do imóvel, sob pena de cessação imediata do Protocolo.
    7. A utilização deste edifício está exclusivamente afeta ao Segundo Outorgante, não podendo este cedê-lo a terceiros em circunstância alguma.

Cláusula V

Direitos e Deveres do Terceiro Outorgante

  1. Compete ao Terceiro Outorgante:
    1. Divulgar o moinho enquanto Pólo Turístico da freguesia de Fátima;
    2. Encaminhar pedidos de visitas escolares e turísticas para o Segundo Outorgante, com conhecimento ao Primeiro Outorgante;
    3. Participar na dinamização cultural e turística do moinho, mediante articulação prévia entre as partes envolvidas no presente Protocolo.

Cláusula VI

Devolução do Espaço

Aquando do Termo do presente Protocolo, qualquer que seja a causa, o Segundo Outorgante compromete-se a devolver a utilização do espaço ao Município, em boas condições de conservação.

 Cláusula VII

Casos Omissos

As questões omissas no presente Protocolo serão resolvidas por acordo das partes.

Cláusula Única

O presente Protocolo contém cinco folhas, todas numeradas e rubricadas pelos representantes das entidades outorgantes, à exceção da última que contém as suas assinaturas, sendo feito em triplicado, ficando um exemplar na posse de cada uma das entidades outorgantes.

Ourém,___ de _________ de 2013



publicado por Carlos Gomes às 15:49
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2013
OURÉM RECUPERA MOINHO DA FAZARGA

O Município de Ourém, a Junta de Freguesia de Fátima e a empresa Coelho e Sá Lda., assinaram ontem, dia 19 de agosto, um protocolo para a recuperação do Moinho da Fazarga, propriedade do Município que integra o conjunto de moinhos de vento do cabeço da Fazarga, situado na freguesia de Fátima, que consta da lista de valores patrimoniais em PDM, bem como da lista do processo em curso da revisão do PDM.

Moinho Fazarga

Segundo o protocolo celebrado, a gestão do imóvel será entregue à empresa Coelho e Sá, Lda., que ficará responsável pelas obras de recuperação e manutenção. Os trabalhos deverão ser orientados por um programa de intervenção delineado, nomeadamente nas vertentes dos materiais, técnicas e faseamento de obra que serão submetidos à aprovação do Município, mediante parecer dos serviços técnicos.

O acordo celebrado assenta num modelo de gestão ajustado pelas partes, destinado a cumprir os seguintes objetivos: garantir a salvaguarda do património edificado concelhio, nomeadamente do património industrial pela via da recuperação; valorizar as expressões culturais locais através da sua reativação e dinamização; promovera formaçãopedagógica, nomeadamente dos públicos escolares através da realização de visitas escolares, com acompanhamento por conhecedores do funcionamento, da história e do sistema construtivo do moinho; potenciar o desenvolvimento local através do reforço da oferta turística, por complementaridade ao património religioso de Fátima e ao património etnográfico local através do Museu Municipal de Ourém.

Segundo o mesmo documento, o processo de recuperação e reativação do moinho deverá decorrer no prazo de dezoito meses a contar a partir da entrada em vigor do protocolo celebrado.



publicado por Carlos Gomes às 20:05
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Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013
A ARTE DE MARINHEIRO E O OFÍCIO DOS MOLEIROS DOS MOINHOS DE VENTO

Quem já alguma vez teve a felicidade de contactar de alguma forma com o labor do moleiro, num moinho de vento, certamente se apercebeu da extraordinária semelhança de numerosos vocábulos empregues neste ofício relativamente à linguagem das gentes do mar. Com efeito, existem muitos termos que são comuns às duas atividades, em grande medida resultante da identidade de processos utilizados em ambas as atividades.

Ourem30JUL11 010

À semelhança das naus e, em geral, de todas as embarcações à vela, também os moinhos de vento aproveitam a mesma fonte de energia, recorrendo a uma técnica semelhante para assegurarem o seu próprio funcionamento. Tal como o marinheiro, também o moleiro deve saber medir a direção e intensidade do vento e manobrar as velas para dele tirar o máximo rendimento. Para tal, utiliza o cata-vento estrategicamente colocado sobre o capelo do moinho e os búzios atados na extremidade das vergas. Na realidade, o moinho de vento é como um veleiro a navegar em terra firme que requer a sabedoria do seu marinheiro – o moleiro!

Quando os portugueses se fizeram ao mar, a tripulação das naus partiu de terra e era naturalmente constituída por gente que, nas suas lides quotidianas, se dedicava aos mais variados ofícios. Entre ela encontravam-se certamente os moleiros cuja arte foi seguramente determinante para as atividades de manobra uma vez que, à semelhança dos moinhos, as naus e as caravelas navegavam à vela, sendo necessários marinheiros experimentados na arte de marinharia que era, afinal de contas, a arte dos próprios moleiros.

Não admira, pois, que ambas as linguagens se confundam em grande medida. De resto, é bastante sintomática a expressão outrora utilizada pelos navegadores quando, ao constatarem a evolução demasiado lenta da nau, a ela se referiam dizendo que “a nau ia moendo”, numa clara alusão ao ritmo pachorrento com que o moinho procede à moagem do grão.

O estudo dos moinhos é de uma extraordinária riqueza e elevado interesse cultural, sob todas as suas variantes, desde o ponto de vista tecnológico como ainda etnográfico, histórico e linguístico. Refira-se, a título de exemplo, que os construtores de moinhos eram outrora apelidados de engenheiros por se tratarem, na realidade, de construtores de engenhos.

Desde que o Homem sentiu necessidade de recorrer a processos mais eficazes para moer os grãos que utilizava na sua alimentação, ultrapassando a forma primitiva de os esmagar à mão com o emprego de duas pedras, os moinhos acompanharam a evolução do seu conhecimento e refletiram a sua própria organização social. Aproveitando os mais diversos recursos naturais e apresentando-se sob variadas formas, incluindo as azenhas e os moinhos de maré, eles encontram-se presentes nas novas tecnologias para captação da energia eólica ou ainda para bombagem de água como sucede na captação de água dos poços ou na manutenção dos diques da Holanda.

Atendendo ao valor cultural que o estudo dos moinhos representa, junta-se um pequeno dicionário comparado da linguagem utilizada pelos moleiros que trabalham nos moinhos de vento relativamente à empregue no meio náutico

Andadeira –Mó de cima. Corredor.

Bolacho – Diz-se quando a vela tem três voltas em torno da vara.

Braços – Varas, Vergas.

Búzio – Alcatruz. Pequeno objeto de barro, por vezes com a forma de uma cabaça, contendo um só orifício, que se coloca na ponta das vergas das velas dos moinhos de vento e que, com o girar destas, produz uma espécie de assobio que permite ao moleiro calcular a intensidade do vento e a velocidade adquirida pelas velas.

Cabrestante – Sarilho. Dispositivo para fazer rodar o capelo do moinho. – Nos navios, refere-se ao sarilho para manobrar e levantar a âncora e outros pesos.

Cabresto – Corda comprida que segura as varas e que serve para efetuar a amarração das velas no exterior. – Cada um dos cabos que, da ponta do gurupés vem à proa do navio, junto ao couce do beque. O gurupés é o mastro oblíquo situado na proa dos navios.

Calha – Peça que leva o grão da tremonha para o olho da mó. Ligação entre o tegão e o olho da mó. Quelha.

Canoura - Vaso de madeira donde o grão vai caindo para a mó. Moega. Tremonha.

Capelo – Parte superior do moinho que roda em função da direção do vento. Existem, contudo, moinhos que são rodados a partir da base, com a utilização de rodados. – Em linguagem náutica, diz-se da volta da amarra na abita que constitui a peça de madeira ou ferro, existente na proa dos navios, para fixar a amarra da âncora. Esta peça, apresenta-se geralmente de forma retilínea e liga ao “pé de roda” e termina na roda de proa. Nos barcos rabões, embarcações da família dos rabelos durienses, indica a sua extremidade superior. Nos valvoeiros, refere-se à parte superior da caverna.

Carreto – Roda colocada na parte superior do eixo central do moinho e ligado à entrosa.

Corredor – Mó de cima, com raio idêntico ao poiso, mas com altura inferior a esta.

Eixo – Mastro.

Entrosa – Rosa dentada existente no mastro do moinho, com os dentes na lateral engrenando noutra roda dentada.

Frechal – Calha onde assenta a cúpula móvel sobre a torre do moinho.

Forquilha – Vara comprida e com a ferragem em ponta em forma de “V”. – No meio náutico também se designa por forqueta e é constituído por duas hastes de madeira onde os pescadores arrumam o mastro, a verga e a palamenta enquanto pescam. A forquilha de retranca é uma cruzeta de madeira ou de ferro colocada na borda do navio, à popa, a meia-nau, para descanso da retranca.

Mastro – Eixo do moinho de vento. – Numa embarcação designa cada uma das peças altas constituídas por vergônteas de madeira que sustentam as velas.

Meia-ponta – Diz-se quando a vela tem cinco voltas em torno da vara.

Meia-vela – Diz-se quando a vela do moinho tem uma volta em redor da vara.

– Pedra cilíndrica em forma de anel que serve para moer o grão.

Moageiro – Aquele que produz moagem.

Moagem – Acto ou efeito de moer. Moedura

Moedura – Moagem.

Moega – Canoura. Tremonha.

Moenda – Mó. Acto ou efeito de moer. Maquia que o moleiro retribui em géneros. Moinho. Moenga.

Moenga – Moenda

Moer – acto ou efeito de transformar o grão em farinha – Em linguagem antiga de marinha, “a nau ir moendo” referia-se à evolução demasiado lenta de um navio.

Olho da mó – Parte vazia no centro da mó.

Pano – Diz-se quando a vela do moinho se encontra toda aberta. – Os marinheiros referem “navegar a todo o pano” quando se pretende que o navio obtenha a sua velocidade máxima, aludindo ao completo desfraldar das velas.

Pião – Eixo do moinho de vento. Mastro.

Picadeira – Ferramenta usada para picar a mó a fim de criar novos sulcos. Picão.

Picão – Picadeira.

Poiso – A mó que fica por debaixo, estática.

Ponta – Diz-se quando a vela tem quatro voltas em torno da vara.

Quelha – Calha.

Sarilho – Dispositivo para fazer rodar o capelo. Cabrestante. – Nos navios consiste na máquina onde se enrola o cabo ou cadeia do cabrestante.

Segurelha – Suporte metálico regulável que fixa o corredor ao eixo vertical. Peça onde entra o ferro que segura a mó inferior ou poiso para tornar uniforme o movimento da superior ou andadeira.

Taleiga – Saco pequeno para condução de farinha.

Tegão – Peça por onde o grão passa para moer.

Traquete – Diz-se quando a vela do moinho tem duas voltas em redor da vara. – Nos navios, é a maior vela do mastro da proa.

Tremonha – Canoura. Moega.

Varas – Hastes de madeira de auxílio à amarração. Vergas. – Nos navios, constituem peças longas de madeira colocadas horizontalmente sobre os mastros para nelas se prenderem as velas.

Vela – Pano forte e resistente que se prende aos braços dos moinhos para os fazer girar sob a ação do vento. – Nos navios e embarcações, é o pano que se prende aos mastros para as fazer navegar.

Vela fechada – Diz-se quando a vela tem seis voltas em torno da vara.

Vela latina – Vela de formato triangular geralmente utilizada nos moinhos e nos navios.

Velame – Conjunto das velas de um moinho ou de um navio.

Vergas – Varas de auxílio à amarração. – Na linguagem náutica, existe uma grande variedade de designações, as quais remetem para as velas que nelas envergavam. De sublinhar, aliás, a proveniência do verbo envergar.

Bibliografia: LEITÃO, Humberto; LOPES, J. Vicente. Dicionário da Linguagem de Marinha Antiga e Actual. Edições Culturais de Marinha. Lisboa. 1990.

Fonte: Carlos Gomes. Folclore de Portugal - O Portal do Folclore Português, http://www.folclore-online.com



publicado por Carlos Gomes às 00:02
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Quinta-feira, 15 de Agosto de 2013
OURÉM: VANDALISMO ATINGE MOINHOS EM FÁTIMA

Não é apenas na Fazarga que os moinhos se encontram ao abandono. A escassa distância da Igreja Paroquial de Fátima, na estrada que liga à Atouguia, um dos dois moinhos ali existentes tem sido utilizado para fins menos apropriados.

Ourem30JUL11 010

No seu interior impera a imundície, reveladora de uma frequência pouco recomendável e indicadora de que, caso ninguém providencie, dentro de algum tempo o moinho acabará destruído.

Este moinho ainda dispõe do mecanismo de moagem ou seja, do moinho propriamente dito, pelo que poderia constituir um polo museológico integrado no Museu Municipal de Ourém, servindo nomeadamente de apoio a visitas escolares.

Do local onde se encontra pode desfrutar-se uma excelente vista panorâmica, possuindo excelentes condições de parqueamento e repouso. Porém, o local não se apresenta muito cuidado e o acesso não oferece as melhores condições de segurança devido à existência próxima de uma curva apertada na estrada. Mas, a recuperação e salvaguarda do moinho como elemento patrimonial a preservar a nossa identidade cultural e instrumento de transmissão de saberes justificaria plenamente a requalificação daquele espaço.

Ourem30JUL11 006



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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013
OURÉM: MOINHOS DA FAZARGA, EM FÁTIMA, VOTADOS AO ABANDONO

Fazarga - moinhos 008

Alguns dos moinhos da Fazarga encontram-se votados ao abandono apresentando-se mesmo em estado de completa ruína. Um deles, exibe uma lápide em mármore que o identifica como sendo propriedade da Região de Turismo de Leiria (Rota do Sol) e o propósito da sua recuperação com o apoio da Junta de Freguesia de Fátima, já lá vão dezassete anos… mas, pelos vistos, não teve melhor sorte!

Trata-se de património edificado que constitui a memória do trabalho e das gentes do concelho de Ourém que, a cada dia que passa, é destruído e apagado.

Melhor do que a descrição que possamos fazer, as imagens que o AUREN publica falam por si!...

Fazarga - moinhos 010

Fazarga - moinhos 011



publicado por Carlos Gomes às 00:31
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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013
OURÉM: MOINHOS DA FAZARGA, EM FÁTIMA, SÃO UM PATRIMÓNIO A PRESERVAR

Em Fátima, a meia distância da Rotunda Norte e do acesso ao IC9, situa-se a Fazarga onde existe um conjunto de moinhos único no concelho de Ourém pelas suas caraterísticas, um dos quais possuindo a particularidade da torre ser construída em madeira.

Fazarga - moinhos 019

Trata-se de um património que merece ser preservado e cujo espaço onde se insere carece de requalificação a fim de não constituir um local ermo, propício ao vandalismo, abandono e degradação daqueles equipamentos.

Alguns dos moinhos encontram-se já em ruína, com o engenho completamente destruído como as imagens documentam. Um deles, exibe uma placa que identifica a propriedade da Região de Turismo de Leiria (Rota do Sol) e o propósito da sua recuperação com o apoio da Junta de Freguesia de Fátima, já lá vão dezassete anos… mas não teve melhor sorte!

Numa altura em que se aproximam as eleições autárquicas, será que as várias candidaturas em Fátima e Ourém vão uma vez mais passar ao lado dos moinhos da Fazarga?

Fazarga - moinhos 007

Fazarga - moinhos 005

Fazarga - moinhos 024



publicado por Carlos Gomes às 00:59
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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013
OURÉM: QUANDO RECUPERA A REGIÃO DE TURISMO O MOINHO DA FAZARGA, EM FÁTIMA?

Um dos moinhos da Fazarga, em Fátima, é propriedade da Região de Turismo de Leiria - Rota do Sol, entidade que se propôs 1996 se propôs “restaurar” aquele equipamento com o apoio da Junta de Freguesia de Fátima. Desde então, já passaram dezassete anos e o referido moinho permanente em estado de ruína como as fotos documentam.

Fazarga - moinhos 012

A recuperação do moinho inseria-se naturalmente numa estratégia de preservação patrimonial e valorização turística do sítio dos moinhos da Fazarga cuja concretização só poderia ser merecedora do maior aplauso. Porém, decorrido este tempo, a Fazarga continua um local ermo com moinhos votados ao abandono, desprovido de equipamentos de lazer adequados que o tornassem mais conhecido e visitado pelos próprios oureenses e até por pessoas de outras localidades.

Mais ainda, o moinho poderia ter uma função pedagógica como polo museológico a funcionar com programas direcionados para as crianças, mormente dos estabelecimentos de ensino, como forma de mostrar uma das múltiplas aplicações da força motriz do vento.

Até ao momento, desconhecemos se alguma das candidaturas em Fátima e Ourém já incorporou nos seus programas eleitorais a recuperação dos moinhos da Fazarga, uma vez que o vento que sopra da Região de Turismo não se mostra capaz de pôr as velas em movimento!

Fazarga - moinhos 019



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Sexta-feira, 15 de Março de 2013
DIA NACIONAL DOS MOINHOS COMEMORA-SE A 7 DE ABRIL

A Rede Portuguesa de Moinhos leva a efeito nos próximos dias 6 e 7 de Abril um conjunto de iniciativas que visam assinalar o Dia Nacional dos Moinhos que se comemora no dia 7 de Abril. A organização conta com o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia.



publicado por Carlos Gomes às 21:07
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
MOINHOS SÃO PATRIMÓNIO A PRESERVAR



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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011
MOINHO EM FÁTIMA ALVO DE VANDALISMO

Ourem30JUL11 010

Um dos dois moinhos existentes à entrada de Fátima, a escassas centenas de metros da Igreja Paroquial, tem vindo a ser utilizado para fins menos apropriados do que para o que foi efectivamente concebido. No seu interior impera a imundície, reveladora de uma frequência pouco recomendável e indicadora de que, caso ninguém providencie, dentro de algum tempo o moinho acabará destruído.

Este moinho ainda dispõe do mecanismo de moagem ou seja, do moinho propriamente dito, pelo que poderia constituir um pólo museológico integrado no Museu Municipal de Ourém, servindo nomeadamente de apoio a visitas escolares.

Do local onde se encontra pode desfrutar-se de uma excelente vista panorâmica, possuindo excelentes condições de parqueamento. Porém, o local não se apresenta muito cuidado e o acesso não oferece as melhores condições de segurança devido à existência próxima de uma curva apertada na estrada. Mas, a recuperação e salvaguarda do moinho como elemento patrimonial a preservar a nossa identidade cultural e como instrumento de transmissão de saberes justificaria plenamente uma requalificação daquele espaço.

Ourem30JUL11 006

O moinho encontra-se de porta aberta...

Ourem30JUL11 007

...mas já não é frequentado pelo moleiro.

Ourem30JUL11 008

No interior acumula-se a imundície.

Ourem30JUL11 009

As paredes são vandalizadas.

Ourem30JUL11 012

Se não forem tomadas as devidas providências, este moinho ficará destruído.



publicado por Carlos Gomes às 00:02
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