Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2015
PONTE DE LIMA: BANDA DE MÚSICA DE ESTORÃOS ATUA EM FORNELOS

FORNELOS – PONTE DE LIMA – 25 DE OUTUBRO – 15h00

Depois do êxito que os recentes concertos descentralizados alcançaram, nomeadamente, em Calheiros e em Bertiandos, com afluências de público dignas de registo, dar-se-á continuidade à programação dos concertos nas freguesias do concelho, desta vez no Adro da Igreja Paroquial de Fornelos, com o espetáculo a cargo da Banda de Música de Estorãos, no próximo Domingo, 25 de Outubro, às 15h00.

A programação de acções culturais descentralizadas será para manter e alargar a outras áreas artísticas, uma vez que os resultados estão a ser excelentes e a adesão das populações aos eventos animam-nos a prosseguir no sentido de levar espectáculos que contribuam para a valorização cultural das nossas gentes, um pouco por todo o território concelhio.

No que concerne ao conjunto de concertos descentralizados, o último do presente ano, ao nível das bandas filarmónicas, está agendado para o dia 8 de Novembro na Correlhã (Igreja Paroquial), também às 15h00.



publicado por Carlos Gomes às 19:35
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2015
TOCADORES DE CONCERTINA DE TODO O PAÍS RUMAM A PONTE DE LIMA



publicado por Carlos Gomes às 18:03
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Sábado, 21 de Junho de 2014
A “VACA DE FOGO” E O SOLSTÍCIO DE VERÃO

A Vaca de Fogo constitui uma das mais ancestrais tradições populares da região de Entre-o-Douro-e-Minho, intimamente ligada aos cultos solares praticados nomeadamente por ocasião do solstício de verão. Trata-se de uma manifestação de natureza pagã que, com o decorrer do tempo, foi sendo associada a festas da liturgia Cristã tais como as que se realizam em honra de São Sebastião, vulgo sebásticas. Em Cunha, no concelho de Braga, a Vaca de Fogo aparece associada à festa em honra de Nossa Senhora do Carmo que se realiza no segundo domingo de agosto.

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Popularizada pelo grupo musical “Madredeus”, a tradição da Vaca de Fogo apresenta surpreendentes semelhanças com a corrida da “Vaca das Cordas” que se realiza em Ponte de Lima, as corridas à corda dos Açores e as largadas de toiros e que se realizam num pouco por todo o país.

A Vaca de Fogo consiste numa espécie de corrida à volta da capela na qual, um rapaz transporta às suas costas uma armação pirotécnica em forma de vaca, afugentando o rapazio à sua volta que se diverte enxotando o animal.

Através do ritual do fogo, o homem celebra o renascimento da vida e do seu elemento purificador, precisamente quando ocorre o solstício de verão ou seja, o momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto no Hemisfério Norte, constituindo o dia mais longo do ano. Por seu turno, a vaca constitui um dos animais que se encontra simbolicamente associado aos ritos de fertilidade.

Com a conversão dos povos da Península Ibérica ao Cristianismo, estes ritos foram sendo incorporados nomeadamente nas festas são-joaninas – ou juninas – com as suas fogueiras, muito populares nomeadamente em Braga e no Porto. Em Espanha, a tradição da Vaca de Fogo toma a designação de “Toro de Fuego”, constituindo um número imprescindível nas festas populares que se realizam na região de Valencia.

Os ritos pagãos celebram a ação criadora dos deuses, encarando a vida e a morte num ciclo ininterrupto de perpétuo renascimento, inscrevendo o solstício apenas como um local de passagem através do qual e por meio da ação purificadora do fogo, a vida renasce – é a ressurreição pagã!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Vídeo: Filipe Vilaça

Vaca de Fogo - Festa de Nossa Senhora do Carmo (2013) – Cunha. Braga

Foto: http://www.panoramio.com/



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Domingo, 23 de Março de 2014
EM 1997, JORNAL “CORREIO DA MANHÔ REGISTOU A PARTICIPAÇÃO DOS TRÊS PASTORINHOS DO RANCHO DA CASA DO POVO DE FÁTIMA NA “FESTA DE PORTUGAL”

O jornal “Correio da Manhã” na sua edição de 24 de março de 1997, registou a participação no dia anterior de três pastorinhos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima na Festa de Portugal, evento que foi organizado pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa.

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A iniciativa decorreu no Pavilhão Carlos Lopes e no Parque Eduardo VII, tendo contado com a participação de perto de duas dezenas de representações folclóricas e etnográficas de todo o país.

A foto que realça a reportagem possui a seguinte legenda: “Um momento de pausa para os três pastorinhos no desfile etnográfico”.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 01:50
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014
A “VACA DE FOGO” E O SOLSTÍCIO DE VERÃO

A Vaca de Fogo constitui uma das mais ancestrais tradições populares da região de Entre-o-Douro-e-Minho, intimamente ligada aos cultos solares praticados nomeadamente por ocasião do solstício de verão. Trata-se de uma manifestação de natureza pagã que, com o decorrer do tempo, foi sendo associada a festas da liturgia Cristã tais como as que se realizam em honra de São Sebastião, vulgo sebásticas. Em Cunha, no concelho de Braga, a Vaca de Fogo aparece associada à festa em honra de Nossa Senhora do Carmo que se realiza no segundo domingo de agosto.

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Popularizada pelo grupo musical “Madredeus”, a tradição da Vaca de Fogo apresenta surpreendentes semelhanças com a corrida da “Vaca das Cordas” que se realiza em Ponte de Lima, as corridas à corda dos Açores e as largadas de toiros e que se realizam num pouco por todo o país.

A Vaca de Fogo consiste numa espécie de corrida à volta da capela na qual, um rapaz transporta às suas costas uma armação pirotécnica em forma de vaca, afugentando o rapazio à sua volta que se diverte enxotando o animal.

Através do ritual do fogo, o homem celebra o renascimento da vida e do seu elemento purificador, precisamente quando ocorre o solstício de verão ou seja, o momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto no Hemisfério Norte, constituindo o dia mais longo do ano. Por seu turno, a vaca constitui um dos animais que se encontra simbolicamente associado aos ritos de fertilidade.

Com a conversão dos povos da Península Ibérica ao Cristianismo, estes ritos foram sendo incorporados nomeadamente nas festas são-joaninas – ou juninas – com as suas fogueiras, muito populares nomeadamente em Braga e no Porto. Em Espanha, a tradição da Vaca de Fogo toma a designação de “Toro de Fuego”, constituindo um número imprescindível nas festas populares que se realizam na região de Valencia.

Os ritos pagãos celebram a ação criadora dos deuses, encarando a vida e a morte num ciclo ininterrupto de perpétuo renascimento, inscrevendo o solstício apenas como um local de passagem através do qual e por meio da ação purificadora do fogo, a vida renasce – é a ressurreição pagã!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Vídeo: Filipe Vilaça

Vaca de Fogo - Festa de Nossa Senhora do Carmo (2013) – Cunha. Braga

Foto: http://www.panoramio.com/



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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013
QUAL A ORIGEM DO QUEIJO FLAMENGO EM PORTUGAL?

Desde há muitos anos, o queijo flamengo entrou nos hábitos alimentares dos portugueses, não o dispensando sobretudo ao lanche ou ao pequeno-almoço, a intercalar duas metades de pão. Não se trata propriamente de um queijo tradicional ou seja, não teve a sua origem na prática e saber do povo português. De resto, a nossa região possui um queijo genuíno de apreciável qualidade que bem merecia uma promoção adequada. No entanto, a presença do queijo flamengo entre nós remonta há vários séculos e confunde-se com a nossa própria História.

O queijo flamengo apresenta em regra a forma arredondada e a pasta, de cor amarelada, semidura, contendo um teor de matéria gorda de 45 a 60%, é obtida após a coagulação de leite de vaca, depois da sua pasteurização. A sua maturação obtém-se após 3 semanas, a uma temperatura de 12 a 15º C e com uma humidade relativa variando entre 65 e 75%.

À semelhança do que sucede com a generalidade dos queijos do tipo flamengo, aliás como o seu próprio nome indica, também o queijo “Limiano” em nada tem a ver com a produção tradicional caraterística da região que, devido à implantação no mercado de modelos importados, jamais saiu do circuito doméstico.

Com efeito, o queijo flamengo tem a sua origem na cidade holandesa de Edam, outrora um condado pertencente à Flandres, situado a cerca de vinte quilómetros a nordeste de Amesterdão. Conhecido desde o século XIV, o queijo de Edam é produzido com leite de vaca, tendo-se tornado um dos queijos mundialmente mais afamados. A sua caraterística capa de cor avermelhada resulta de uma mistura com urucu, uma planta que os holandeses comercializavam com os índios do Brasil por altura das invasões holandesas no século XVI, da qual resulta um condimento entre nós conhecido por colorau.

palmyra

Quando a Corte de D. João VI se transferiu para o Brasil na sequência das invasões francesas, os nobres ali instalados passaram a importar da Holanda os queijos de Edam, fazendo-o através dos comerciantes estabelecidos em Portugal. Este queijo deu origem ao “queijo-do-reino” ou “queijo tipo reino”, fabricado na região da Mantiqueira, em Minas Gerais, sendo o primeiro queijo curado industrial produzido no Brasil.

Mantelães  1879

Na segunda metade do século XIX, o Conselheiro Miguel Dantas criou em mantelães, no concelho de Paredes de Coura, a Fábrica de Lacticínios de Coura na qual, de acordo com as palavras do conceituado médico veterinário Dr. Vieira de Sá, “foram feitas as primeiras tentativas para fabricar (ou imitar) o queijo holandês, que se importava em grandes quantidades da Holanda, chamando-lhe “queijo flamengo”.

Em 1959, por iniciativa do industrial Américo Tavares da Silva, um dos primeiros gerentes da firma Lacto-Lusa Ld.ª, surgiu em Ponte de Lima o queijo “Limiano”, o qual há alguns anos ficou associado a uma polémica em torno da aprovação no parlamento de um Orçamento de Estado viabilizado pelo deputado Daniel Campelo que foi Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Esta empresa possuía a fábrica em Vale de Cambra e dispunha de filial em Arcos de Valdevez, cabendo-lhe a produção do queijo “Pastor”, à época produzido no tipo flamengo, com aspeto idêntico ao do queijo “Limiano”. A Lacto-Lima foi criada em 1957, tendo a Lacto-Lusa como sócia maioritária. A ideia da criação do queijo “Limiano” resultou da procura crescente deste género de lacticínio associada à abundante produção de leite na nossa região.

Em 1987, a Lacto-Lusa transformou-se em sociedade anónima, passando a integrar a Lacto-Lima e, em 1994, como resultado da compra e fusão de 7 empresas de lacticínios, surge o Grupo Lacto Ibérica S.A. que, em 1999, encerrou a unidade fabril que mantinha em Ponte de Lima, passando o queijo “Limiano” a ser produzido em Vale de Cambra, dando origem a forte contestação que se estendeu inclusivamente aos tribunais devido à sua denominação. Em 2004, o Grupo Lacto Ibérica S.A foi adquirido pelo grupo francês Bel que passou a designar-se Bel Portugal.

Quanto ao queijo “Limiano”, apesar da sua denominação de origem ou seja, do gentílico com que se identifica, jamais voltou a Ponte de Lima, a terra onde nasceu. Mas o flamengo continua a ser apreciado pela generalidade dos consumidores portugueses!

Carlos Gomes



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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012
ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL VAI TER CONGRESSO INTERNACIONAL

A Intervenção – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural, com o NIF 507 408 039, vai organizar em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes, nos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2012, o Congresso Internacional de Animação Sociocultural - Intervenção e Educação Comunitária: Democracia, Cidadania e Participação.

Este evento tem por objetivos:

- Analisar o papel da Animação Sociocultural na atual conjuntura de crise;

- Estudar a função da Animação Sociocultural como metodologia de intervenção comunitária;

- Promover a Animação Sociocultural como uma resposta participativa na construção comunitária;

- Refletir sobre a Animação Sociocultural e a sua ligação às redes sociais;

- Impulsionar o pluralismo social, a partilha de projetos, a educação intergeracional

- e a inserção de metodologias participativas promotoras de uma sociedade solidária para o século XXI;

- Estimular uma participação comprometida com o desenvolvimento social, cultural e educativo e plasmada numa plena cidadania;

- Dissecar o papel da comunidade, da educação comunitária, do desenvolvimento comunitário como alicerces de construção de um futuro a construir pela participação coletiva.

Para mais informações pode consultar o site www.geralintervencao.com.pt

PROGRAMA

Quinta-feira | 25 de Outubro

15h00 Receção aos congressistas

16h00 Sessão de Abertura

16h30 Conferência Inaugural

Professor Doutor Marco Marchioni – Instituto Marco Marchioni

A Participação e a autonomia individual e coletiva, eixos da animação sociocultural e das sociedades democraticamente avançadas

17H30 I Painel

As Artes como meio de educação, desenvolvimento e intervenção comunitária

Coordenação: Dr.ª Cátia Cebolo - Gabinete de Atendimento à Família de Viana do Castelo

Oradores:

1. Professor Doutor Agostinho Diniz Gomes - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Intervenção Comunitária: um olhar através da música

2. Dr. José Dantas Lima Pereira – Teatro Diogo Bernardes

A parateatralidade ao serviço da Animação Sociocultural e da Intervenção comunitária.

3. Dr. Rui Mateus - INATEL

O CCD - Centro de Cultura e Desporto como ponto de cultura local para uma política cultural global da Fundação INATEL

4. Encenador José Carretas - PANMIXIA

“A Tituria” - Notas sobre um espectáculo

5. Dr. Domingos Morais - Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa

Descobrindo a vida, o amor e o sentido através do gesto musical (vocal e instrumental)

21H30 Desequilíbrio

Espetáculo a realizar por alunos de teatro da Escola de Artes da SIRC. Texto e encenação de Linda Rodrigues

Sexta-feira | 26 de Outubro

09H00 II Painel

Educação Comunitária, Democracia e Direitos Humanos

Coordenação: Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Oradores:

1. Professor Doutor Américo Nunes Peres – Universidade de Trás - os - Montes e Alto Douro

Direitos humanos, democracia, participação e boas práticas de cidadania nas escolas

2. Professor Doutor José António Caride - Universidade de Santiago de Compostela

Educar na cidadania: o que fazer no quotidiano para a construção democrática das comunidades

3. Dr. José Carlos Fernandes - Diretor do CENFIPE - Centro de Formação e inovação dos Profissionais de Educação /Escolas do Alto Lima e Paredes de Coura

O Associativismo dos Pais no contexto da Escola Democrática: paradoxos; constrangimentos e potencialidades

4. Professor Doutor José Vicente Merino Fernández – Universidade Complutense de Madrid

A animação social comunitária como forma de educação: Princípios, funções e processos

11h00 III Painel

Movimentos Sociais e Participação

Coordenação: Professor Doutor Fernando Ilídio Ferreira - Universidade do Minho

1. Professor Doutor Marcelino de Sousa Lopes – Universidade de trás - os - Montes e Alto Douro

A Animação Sociocultural: democracia, cidadania, participação e o dédalo do real com o virtual

2. Professora Doutora Maria José Casa-Nova – Universidade do Minho

Movimentos Sociais e Participação: da importância e da (im)possibilidade de aprofundamento do sistema democrático

3. Professor Doutor Avelino Bento - Instituto Politécnico de Portalegre

Consciência Cidadã: novas práticas de participação e de envolvimento social tendo como itinerários e territórios as Artes e a Animação Sociocultural

14h00 I Mesa Redonda

Partilha de Projetos e Experiencias de Vida

Coordenação: Prof. Altino Rio - Centro de Formação da Associação de Escolas do Alto Tâmega e Barroso

Oradores:

1. Mestre Rui Fonte – Doutorando em Ciências da Educação na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

O Animador Sociocultural: agente de democracia participativa

2. Mestre Júlio Serapicos - Camara Municipal de Chaves

A Animação Musical como Âmbito da Animação Sociocultural: A Importância dos “Encontros de Concertinas e Cantares ao Desafio das Feiras Novas de Ponte de Lima” para a Participação.

Dr. Luís Delgado - ACEP- Associação Cultural e de Educação Popular

ACEP, um projeto em construção

3. Dra. Alexandra Carneiro e Prof Jorge Curto – E.S. Rocha Peixoto e Dr. Manuel Costa – Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim

Histórias do Mar. Da ideia ao filme, um percurso de Animação Sociocultural

4. Dra. Ana Fontes e Dra. Margarete Arcanjo- Nodo da RIA de Leiria

Rostos: as pessoas e a cidade - o papel da RIA na promoção do desenvolvimento comunitário da cidade de Leiria

5. Rita Fernandes, Técnica Superiora de Animação Sociocultural – Projeto ILG@Gir@

Como integrar a comunidade LGBT - Lésbica, Gay, Bissexual e Trasgénero, através da Animação Sociocultural - Projeto ILG@Gir@

17h00 II Mesa Redonda

Educação Comunitária e o Diálogo Intergeracional

Coordenação: Mestre Tânia Rodrigues - Junta de Freguesia de Remalde

Oradores:

1. Dr. Luís Gomez Garcia

A cooperação Intergeracional como desafio de futuro para a ASC

2. Prof. Doutor Joaquim Parra Marujo - Escola Superior de Educação João de Deus

Perdas e medos no Idoso. O poder das palavras para a cidadania?

3. Dra. Jenny Sousa - Instituto Politécnico de Leiria

A relação com a comunidade e as atividades intergeracionais como estratégias de combate à solidão em contextos da Terceira Idade

4. Professor Doutor Xosé Manuel Cid Fernández – Universidade de Vigo

Na procura de uma educação social favorecedora da convivência intergeracional

5. Dr.ª Rita Maria Bastos Wengorovius – Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa

Teatro social e desenvolvimento comunitário- Projecto Cais 14 Teatro Umano

6. Dr.ª Cláudia Moura – Professora no Curso de Pós-Graduação em Novas Práticas na Intervenção Social

O idoso e a comunidade: Respostas Sociais

21.00h Espetáculo pelo GRUPO DE INTERVENÇÃO SOCIAL PELA UNIDADE NA DIVERSIDADE - Viana do Castelo

GERAÇÃO VIVA!

PAZ SIM! GUERRA NÃO!

– A Terra é um só País e a Humanidade os seus cidadãos! –

Sábado | 27 de Outubro

09h00 IV Painel

Intervenção e Desenvolvimento Comunitário

Coordenação: Dr. Dantas Lima - Teatro Diogo Bernardes

Oradores:

1. Professora Doutora Maria Dapia – Universidade de Vigo

Educação social e Desenvolvimento Comunitário

2. Professor Doutor Artur Cristóvão e Prof. Doutora Hermínia Gonçalves – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Empoderamento de comunidades rurais e ação coletiva nas políticas locais

3. Professor Doutor Manuel Cuenca - Universidade de Deusto

Pautas de melhoria e desenvolvimento do Ócio Comunitário

4. Prof. Doutor Armando Loureiro – Universidade de Trás - os - Montes e Alto Douro

Existem comunidades? Das comunidades de prática à educação comunitária

11h00 V Painel

ASC e Redes Sociais

Coordenação: Professor Doutor Manuel Vieites - Universidade de Vigo / Escola Superior de Arte Dramática da Galiza

Oradores:

1. Professor Doutor Victor Ventosa Perez – Universidade Pontifícia de Salamanca

A ASC e o Trabalho em Rede através da Rede Iberoamericana de ASC

2. Professor Doutor Fernando Ilídio Ferreira - Universidade do Minho

O Tempo das Redes: redes que aprisionam e redes que libertam

3. Professor Doutor Mário Viché – UNED

Conetividade e redes sociais. A construção de representações identitárias para a mudança social.

4 Professor Doutor Carlos Fragateiro – Universidade de Aveiro

Animação Sócio Cultural e Redes Sociais - Plataforma/Interface de excelência para a produção de narrativas capazes de integrar os diferentes olhares e perspetivas que hoje atravessam o nosso mundo e de serem o espaço de emergência da 3ª Cultura, a Cultura do Futuro.

14h00 III Mesa Redonda

Cidadania: modernidade e pós-modernidade

Coordenação: Dr. António Sousa e Silva - Investigador

Oradores:

1. António Sousa e Silva - Investigador

Espaço público e cidadania

2. Professor Doutor Manuel Vieites - Universidade de Vigo / Escola Superior de Arte Dramática da Galiza

O lazer do ciborgue

3. Professor Doutor - Mário Viché - UNED

Cidadania global e participação. As representações solidárias da pós-modernidade

4. Professor Doutor Joaquim Escola - Universidade de Trás - os - Montes e Alto Douro

* Título da comunicação a designar

16h00 Conversa Aberta

Sobre a intervenção Social, Cultural, educativa, comunitária...neste tempo de crise

Coordenação: (***)

Oradores:

**Prof.ª Doutora Felisbela Lopes - Universidade do Minho

Professor Doutor José António Caride Gomez – Universidade de Santiago de Compostela

Professor Doutor Manuel Cuenca – Universidade de Deusto

Professor Doutor Marco Marchionni – Instituto Marco Marchioni

**Prof. Doutor Manuel Carvalho da Silva - Universidade Lusófona

18h00 Conclusões do Congresso pela Mestre Tânia Rodrigues

18h15 Sessão de Encerramento

**Presenças ainda não confirmadas

*** Foi convidada uma relevante individualidade do meio cultural

Português para coordenar esta conversa aberta



publicado por Carlos Gomes às 13:05
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Terça-feira, 27 de Março de 2012
ACTOR TARQUÍNIO VIEIRA ENSAIOU GRUPO DRAMÁTICO EM VILA NOVA DE OURÉM

Terá sido orientado pelo Dr. Luís da Cunha Nogueira, “ilustre apaixonado da Arte de Representar” que “pacientemente ensaiava no 1.º período escolar os estudantes – e que bom ensaiador! – para as récitas do 1.º de Dezembro” (1) , talvez no ano de 1908, em Ponte de Lima, o primeiro desempenho cénico de Tarquínio Vieira. Mais tarde, entre 1914 e 1916, frequentando o Liceu Central Sá de Miranda, em Braga, “evidenciou-se, (…) em virtude do belo desempenho no papel que lhe foi confiado “, tendo-lhe “os jornais da capital da província e “O Primeiro de Janeiro” feito “a justiça devida, nas apreciações a respeito do seu trabalho”.(2)

Em Outubro de 1916 ingressou, no Conservatório de Lisboa, na Escola da Arte de Representar, tendo como colegas, entre outros, Vasco Santana e Laura Costa. No início de 1918 abandonou o curso, quando seguia o 2.º dos 3 anos do mesmo, e teve a sua primitiva experiência em ambiente profissional: é o Luís António na peça O Conde Barão que a Companhia Aura Abranches-Chaby Pinheiro leva, em estreia, no Teatro Politeama, de Lisboa, de 30 de Janeiro a 05 de Maio de 1918. No desempenho pontificavam, para além dos titulares, Estêvão Amarante, Luz Veloso, Luísa Satanela, Ribeiro Lopes e Araújo Pereira.

Antes, ainda na Escola da Arte de Representar, tinha participado na 1.ª Audição Pública Gratuita desse ano lectivo, a 30 de Dezembro de 1917, como Pessival, no Auto de Mofina Mendes, de Gil Vicente, ao lado de Hortense Luz (Mofina), Artur Duarte (Paio Vaz) e Vasco Camelier (André), e Afonso, no Auto Pastoril Português, também de Gil Vicente, acompanhado no desempenho por Marina Pereira, Vasco Camelier, Artur Duarte, João Nóbrega, Theófilo Corrêa, Maria Silva, Josefa Lloriente, Ofélia Brochado e Lucinda Pereira.

Depois, e durante mais de dois anos, a vida teatral parece não ter contado com o seu nome. Sabe-se que, em Lisboa, frequentou os cursos de letras e de direito, que foi professor do ensino livre (desconhecemos se por essa época) e que aquela sua passagem pela Companhia Aura Abranches-Chaby Pinheiro não faz parte dos registos teatrais com a sua assinatura.

Em Outubro de 1920 está na Companhia da Sociedade Teatral Limitada, Empresa António Macedo, então no Teatro da Trindade, de Lisboa, e participa na peça A Boneca Misteriosa, que o actor aponta como sua estreia profissional. Essa Companhia tinha como principais figuras Ângela Pinto e Ferreira da Silva.

Em 1921, no Teatro do Ginásio, em Lisboa, integra o elenco da peça O Célebre Pina, levada à cena pela Companhia de Alves da Cunha. Aquando do incêndio nessa sala de espectáculos, ocorrido na madrugada de 6 de Novembro, já Tarquínio Vieira estava admitido na Companhia de Maria Matos-Mendonça de Carvalho, então a actuar no Porto, no Teatro Sá da Bandeira. E é com Maria Matos que, entre Abril e Outubro de 1922, vai em digressão ao Brasil, e poderá ter participado, antes e nesse mesmo ano, na inauguração do Teatro de Vila Nova de Cerveira.

Em 1923, no Teatro de S. Carlos, em Lisboa, na Companhia de Palmira Bastos, entra nas peças A Chama e A Dama das Camélias. Depois é contratado pela Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, ainda em 1923, na qual permanece até meados de 1925 e onde o seu nome começa a ganhar alguma projecção.

Convidado por Gil Ferreira, seu colega na Companhia de Amélia Rey Colaço, é um dos elementos que se instala no reconstruído Teatro do Ginásio, em Lisboa, cuja reinauguração ocorre a 27 de Novembro, com a Guerra ao Vinho. À Companhia pertence, também, Palmira Bastos.

Com está Companhia, Palmira Bastos-Gil Ferreira, vai trabalhar até Setembro de 1926, e é nela que realiza os seus primeiros espectáculos profissionais na sua terra natal, Ponte de Lima. No Teatro Diogo Bernardes entra nas peças O Rosário, a 8 de Julho de 1926, e, no dia seguinte, Vida e Doçura.

Em Janeiro de 1927, no S. Carlos, de Lisboa, entra na peça Mulher…, na Companhia Palmira Bastos-Clemente Pinto. Sai, logo no início do mês seguinte, desta Companhia ingressando, de seguida, na de Nascimento Fernandes, instalada no Teatro Politeama, de Lisboa. Aqui debutou como actriz Conchita Ulia, famosa cantante espanhola, em O Turco do Kalhariz (opereta sem música), que com Tarquínio Vieira formou um dueto de amor “primorosamente realizado.”(3)

Em Novembro de 1927, na Companhia Palmira Bastos-Alexandre de Azevedo, está no Teatro do Ginásio, em Lisboa. Com esta direcção trabalha até Janeiro de 1929, e com ela visita Ponte de Lima, onde, no Teatro Diogo Bernardes, entra no desempenho de três peças, em Novembro de 1928: a 28 é D. José, em A Severa, a 29 é Simão Botelho, do Amor de Perdição, a 30, Pedro Medeiros, de A Noite de Casino.

Em Fevereiro de 1929 ingressa na Companhia Ester Leão-Alexandre de Azevedo, de início no Teatro Apolo, em Lisboa, depois no Nacional, na mesma cidade, regressando posteriormente ao Apolo, após estadia no Porto, no Sá da Bandeira. É nesta Companhia que faz a última visita profissional a Ponte de Lima, onde, a 7 e 8 de Junho de 1930, são apresentadas as peças O Processo de Mary Dugan e A Ameaça.

Em Maio de 1929, no Politeama, com Maria Matos, Aura Abranches, Raul de Carvalho, e outros, vai dar um pé de “Charleston”, em ligeira diversão ao seu trabalho na Companhia de Ester Leão-Alexandre de Azevedo.

Em finais de 1930, sedeada no Teatro do Ginásio, de Lisboa, está em nova companhia, tutelada por Palmira Bastos e onde, em 22 de Janeiro de 1931 é apresentada a peça A Dama do Sud, estreia como dramaturgo do talentoso Reinaldo Ferreira, Repórter X, homem de vida curta e trágica.

Em Março de 1931, integra o elenco da Companhia Adelina-Aura Abranches e, nela, coopera na interpretação da peça P.S.P.. No mesmo mês, no Teatro do Ginásio, em Lisboa, inicia a participação na Companhia Artistas Socializados, como protagonista na peça A Vida de Cristo. Nesta companhia estão, entre outros, Cremilda de Oliveira, Silvestre Alegrim, Irene Gomes.

Depois, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, é um dos elementos do comprido elenco da oratória Santo António, organizado pelo Grémio dos Artistas Teatrais e em benefício dos actores desempregados. Posteriormente, no Politeama, faz “A Missa do Galo”, de Amadeu do Vale.

Durante algum tempo, em 1932, em Vila Nova de Ourém, ensaia grupo dramático local. Nesse ano, a partir de Outubro, e prolongando-se pelo ano seguinte, faz parte dos Profissionais de Teatro Associados que, no Teatro Maria Vitória, em Lisboa, levam à cena a opereta Fonte Santa, a farsa musicada O Grande Salvador e a revista Feijão-frade. Neste grupo estão, por exemplo, Maria Cristina, Maria Sampaio, Teresa Gomes, Álvaro de Almeida, Barroso Lopes, Joaquim Prata, e inicia-se, nas lides teatrais, a fadista Hermínia Silva.

Passa pela Companhia de Ilda Stichini, instalada no Teatro de S. Carlos, em Lisboa, e vê-se atingido pelo acidente rodoviário que está sofreu, a 18 de Setembro de 1933, no Alentejo e levou à interrupção da digressão que estava a ser efectuada por terras do sul.

Chamado pela Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, no Teatro Nacional, em Lisboa, de 09 de Dezembro de 1933 a 10 de Janeiro de 1934, é um dos principais intérpretes da peça Aquela noite!

Entra, no Teatro do Ginásio, em Lisboa, no “Chalet das Aflições”, que não tira a novel Companhia de Comédia e Farsa Musicada, organizada por iniciativa de Gil Ferreira, dos apertos que a fariam soçobrar de imediato.

Convidado, creio que por Alexandre de Azevedo, é um dos actores que na Emissora Nacional, ainda na sua fase experimental, declamam teatro. Existem apontamentos da sua participação em teatro radiofónico em 1934 e 1935, pelo menos.

Em 1934 e em 1935, ao serviço da Companhia Lucília Simões-Erico Braga, no Teatro do Ginásio, em Lisboa, actua em diversas peças. É um dos actores que faz parte do elenco da peça Deus lhe pague, de Joracy Camargo, que Procópio Ferreira trouxe a Lisboa.
      Passa, ainda em 1935, por outros grupos, nos Teatros de S. Luiz e Apolo, de Lisboa.

Em 1936, no Teatro Variedades, entra no João Ninguém, com Mirita Casimiro, e na Morena-Clara, com essa actriz, Vasco Santana e António Silva. Participa, ainda, nas filmagens de Bocage, de Leitão de Barros, e inicia a sua colaboração com a Companhia do Teatro da Trindade, de Lisboa, onde estavam Palmira Bastos, Erico Braga, Ribeirinho e um naipe de artistas de grande talento. E nesta Companhia permanece até 1938, ano em que, no Maria Vitória, entra em Os Garotos, com Dina Teresa, Maria Cristina e outros.

Ainda em 1938 tem problemas de saúde que o levam ao internamento, com necessidade de intervenção cirúrgica, no Hospital de Arroios. Daí sai para, com Brunilde Júdice e Nascimento Fernandes, ser um dos Artistas Unidos que, no Teatro Politeama em Lisboa, representa a Rosa de Alfama.

1939 e 1940 não foram fáceis para Tarquínio Vieira. Envolveu-se em vários projectos não concretizados, participou em digressões reunindo actores de primeiro plano, mas sem vedetas para atrair o público, e a “neutralidade” portuguesa perante o conflito mundial impediu, depois de a ter autorizado, a exibição da peça Os Aliados, de Fernando Santos e Almeida Amaral que um grupo de actrizes e actores estava a ensaiar no Teatro Variedades, de Lisboa. Eram, elas e eles, para que conste, Adelina Abranches, Maria das Neves, Maria Florinda, Zéca Fernandes, António Silva, Alberto Reis, José Amaro, Álvaro de Almeida, Ricardo Santos Carvalho, Tarquínio Vieira, António Gomes, Carlos Viana e Agostinho Lopes.

Nos finais de 1940, prolongando-se para 1941, é contratado por António Macedo para a Companhia do Teatro Avenida, em Lisboa. São seus colegas Erico Braga, Clemente Pinto, Ribeirinho, Aura Abranches, Madalena Sotto, Laura Alves, entre outros.

Em 1941, Josephine Baker vem dar uma série de espectáculos, em Lisboa (no Teatro da Trindade) e no Porto (no Teatro Sá da Bandeira). Tarquínio Vieira é um dos portugueses contratados para participar nessa exibição. Curiosamente, sabe-se hoje que durante essas digressões Josephine Baker aproveitava para transmitir mensagens aos Aliados.

Parece que, apesar dos tempos difíceis da Grande Guerra, a ventura tinha mudado para Tarquínio Vieira. Ainda em 1941 intervêm na fugaz comédia-farsa A Casa da Sorte, no Teatro Variedades, em Lisboa, com Lucília Simões, António Silva, Costinha, Laura Alves e diversos.

No início de 1942 passa a ser um dos elementos da Companhia Francisco Ribeiro (Ribeirinho), de cujo rol fazem parte vários actores como Hortense Luz, Laura Alves, Luís Filipe, Barroso Lopes, Cremilda de Oliveira, etc.

      Em 1943, surge na Companhia Erico Braga-Ribeirinho, reforçada com Irene Isidro e Alberto Ghira e dela saindo alguns nomes, como o de Laura Alves.

Nos finais de 1943 entra para a Companhia do Apolo, onde está Ribeirinho, Madalena Sotto e Hortense Luz. É praticamente esta companhia que, ainda no Apolo, em Abril de 1944, vai levar à cena a opereta popular A Rosa Cantadeira, com Amália Rodrigues e Hermínia Silva. Tarquínio Vieira sai do elenco em plena exibição da peça para integrar, da Empresa António de Macedo, a Companhia Portuguesa de Comédias, onde avultam Aura Abranches, Madalena Sotto e José Gamboa. Também nesse ano participa, no Teatro Variedades, em Lisboa, na peça Testa de Ponte, acompanhando um grupo onde estão Erico Braga, Raul de Carvalho, Alfredo Ruas, Maria Helena, Eunice Muñoz. Com Madalena Sotto e Alves da Cunha, agora no Teatro Avenida, de Lisboa, é um dos componentes para a interpretação de Liberdade Provisória. Ainda em 1944, incorpora-se na Companhia do Teatro Maria Vitória, onde sobressaem Mirita Casimiro e Vasco Santana. Termina o seu contrato com esta companhia em Março de 1945 e, de imediato, admite-o a de Maria Matos, onde estão, na altura, Eunice Muñoz e Erico Braga.

Trabalha, em 1946, na Companhia Os Cómicos Populares, radicados no Teatro Apolo, de Lisboa. A essa companhia pertencem Maria Matos, Costinha, Eunice Muñoz. Nesse ano é estreado o filme O Cais do Sodré, de Alejandro Perla, sendo Tarquínio Vieira um dos actores. Faz entre 19 de Junho e 27 de Setembro a digressão na Companhia do Teatro do Povo, dirigida por Alberto Ghira, e tendo por colegas Emília de Oliveira, Margarida de Almeida, Beatriz de Almeida, Paiva Raposo e Henrique Santos. Em Outubro é anunciado como pertencendo à companhia que vai trabalhar no Teatro Variedades, ao lado de Vasco Santana. A doença não o vai permitir. Regressa aos palcos em Dezembro, no Teatro Avenida, com Irene Isidro e António Silva, primeiro, depois, já em 1947, com Costinha e Luísa Durão.

Entre Junho e Setembro de 1947 segue na viagem do Teatro do Povo, com o mesmo elenco do ano anterior, naquelas que foram, possivelmente, as últimas aparições em palco de Tarquínio Vieira. Em Março de 1948 a doença afastou-o de cena. Já não conseguiu efectuar a digressão do Teatro do Povo e, um ano após, a imprensa refere que “o actor Tarquínio Vieira não ingressa no elenco deste ano do Teatro do Povo em vista do seu estado de saúde não lho permitir.” (4)

Este actor, nascido em Ponte de Lima a 28 de Novembro de 1894, faleceu em Lisboa a 14 de Agosto de 1960. Não ficou famoso, embora o seu nome não esteja completamente olvidado. Ainda na actualidade um dos maiores actores portugueses, Ruy de Carvalho, o refere como uma das suas primitivas memórias cénicas.

(1)- Mário Gonçalves Ferreira, jornal Cardeal Saraiva, n.º 2091,

(2)- Jornal Rio Lima, Ano 3, n.º 31, 21 de Março de 1926.

(3)- Diário de Lisboa, n.º1.863, 7 de Maio de 1927.

(4)- Diário de Lisboa, 16 de Maio de 1949.

José Sousa Vieira in http://limianismo.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:49
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
CARDEAL PATRIARCA PUBLICA NORMAS SOBRE EXORCISMOS E FUNERAIS

Documento pede articulação entre ciências médicas e assistência espiritual para responder a aumento de pedidos de ajuda

O cardeal-patriarca de Lisboa publicou um conjunto de normas sobre a celebração de bênçãos, funerais e exorcismos, apelando, no caso destes últimos, a uma “boa articulação” entre as ciências médicas e a assistência espiritual.

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As imagens registam os exorcismos praticados na década de setenta, na localidade de Cabração, Concelho de Ponte de Lima, pelo pároco Manuel Lopes Miranda

No documento, publicado pela página do Patriarcado na Internet, revela-se que “tem vindo a aumentar o número de pessoas que, por se considerarem atormentadas pelos poderes do mal, recorrem à Igreja, procurando auxílio espiritual”.

As ‘Normas Pastorais’, com data de 25 de janeiro, reúnem um conjunto de indicações que visam “inserir as regras canónicas e litúrgicas para a celebração dos Sacramentos e Sacramentais num processo de pastoral dinâmica, de evangelização”.

Nesse sentido, D. José Policarpo pede um “acolhimento personalizado” de quem procura a Igreja para um exorcismo, para permitir “o discernimento de cada caso, também no que diz respeito a eventuais perturbações do foro psicossomático”.

“Ignorá-las ou desprezá-las é uma falta de respeito pela pessoa que sofre, porque o induz em erro, o leva facilmente a uma passividade, que o impede de um verdadeiro ato de fé, e pode mesmo dificultar a sua cura”, pode ler-se.

As novas normas apelam aos padres, para que “estejam suficientemente preparados e esclarecidos sobre o modo de acolher e ajudar essas pessoas”. O exorcismo, precisa o documento, tem por finalidade “expulsar os demónios ou libertar da influência diabólica”, pelo que cabe ao sacerdote “distinguir corretamente” os casos de “ataque do diabo”.

Em caso de celebração do exorcismo, é pedido que este se realize “de modo que se manifeste a fé da Igreja e não possa ser considerado por ninguém como ação mágica ou supersticiosa”, evitando fazer dele “um espetáculo para os presentes”.

“Todos os meios de comunicação social estão excluídos, durante a celebração do exorcismo, e também antes dessa celebração; e concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes divulguem qualquer notícia a seu respeito, mas observem a devida discrição”, assinala o ponto 46 do documento.

As normas agora publicadas vêm completar o documento que tinha sido publicado pelo Patriarcado de Lisboa, em 18 de maio de 2008, sobre os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia).

No que diz respeito aos funerais, o Patriarcado recorda que são “uma celebração da Igreja” e um “ato de culto”, pelo que se devem observar “as leis litúrgicas” e as disposições do Código de Direito Canónico.

“Com este fim e também para não provocar ou agravar divisões no interior das comunidades, não devem aceitar-se, a cobrir os féretros, bandeiras de agrupamentos políticos partidários, sejam eles quais forem”, refere o texto.

Entre as normas previstas para os casos de cremação sublinha-se que “não se devem lançar as cinzas do corpo humano à terra”.

NRF/PL/OC

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/



publicado por Carlos Gomes às 13:14
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
PINTORA RICARDINA SILVA EXPÕE EM TOMAR

A pintora Ricardina Silva vai a partir do próximo dia 3 de Dezembro expor as suas obras na Galeria da Livraria Ao Pé das Letras, em Tomar. Este espaço encontra-se situado na Praça da República nº 11 e a mostra ficará patente até ao dia 30 de Dezembro. A Exposição, com entrada livre, pode ser visitada das 10h às 13h e das 15h às 19h, de Segunda a Sábado. 

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Ricardina Silva expôs recentemente em Ourém, tendo vindo a apresentar os seus trabalhos com grande sucesso em Ponte de Lima e Paredes de Coura, tendo já agendadas exposições noutros pontos do país. As suas obras de carácter Surrealista e Realista e abordam várias temáticas. O título “Transformação” com que identifica a exposição significa que a artista está a passar por uma fase de mudança. É como uma viragem, uma descoberta da sua própria identidade e, à medida que o tempo avança, com uma vontade imensa de usufruir de um estilo próprio, explora os materiais, explora o desenho, explora as cores e a sua intensidade e essência com um simples objectivo: a transformação.

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Ricardina Silva nasceu em Esposende e vive actualmente em Leiria. Como ela própria refere, “desde tenra idade que adorava desenhar apenas com um lápis e uma folha branca, guardava todos os desenhos num dossier”. Aos dezassete anos experimentou a pintura sobre tela em acrílico.

Em 2006 realizou a primeira exposição e, a partir de então nunca mais parou. Sucederam-se os concursos e as bienais, passou a experimentar outras técnicas como a pintura a óleo, mista, pastel, aguarela e os desenhos começaram a ser realizados a carvão e grafite.

Para a artista, “cada obra é como um poema harmonioso, de cores luminosas que transparecem num clima rimático e transmitem a paz interior que desejo. Quando realizo um desenho ou uma pintura entrego o meu coração… a minha alma. É como se viajasse para um sítio maravilhoso e mágico, onde não existe o sofrimento, mas sim alegria e cor. Normalmente, para a realização das minhas obras utilizo diversas técnicas como o óleo, o acrílico e a mista. Apesar do diversificado leque de temáticas que já executei, nas minhas obras a que predomina é a do mar, remontando às minhas origens”.



publicado por Carlos Gomes às 10:16
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Sábado, 3 de Setembro de 2011
CONCERTINAS DA CONCEIÇÃO VÃO TOCAR NAS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA

O Grupo de Concertinas da Conceição vai actuar nas Feiras Novas, em Ponte de Lima, considerada uma das maiores romarias do nosso país. Partem de Ourém no próximo dia 10 de Setembro, pelas 7 horas da manhã. E o seu regresso está previsto para as 5 horas da manhã do dia seguinte. Na ocasião, também seguirão para Ponte de Lima mais uma excursão de dois autocarros a partir de Gondemaria com gente da nossa terra que, naturalmente, se juntarão aos nossos conterrâneos do Olival.

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As Feiras Novas, em Ponte de Lima, realizam-se este ano nos próximos dias 10, 11 e 12 de Setembro. Realizadas em honra de Nossa Senhora das Dores, as Feiras Novas de Ponte de Lima são festas, feiras, estúrdia e arraial. A alvorada desperta ao som das arruadas dos bombos dos zé-pereiras para se prolongar durante todo o dia com cantares ao desafio, cabeçudos e gigantones, corridas de garranos, desfiles históricos e etnográficos, bandas de música, ranchos folclóricos e os viras e as rusgas dançadas em plena rua porque ali é o povo quem faz a festa.

Criadas por D. Pedro IV, por provisão de 5 de Maio de 1826, o povo designou-as por “Feiras Novas” para as distinguir das feiras quinzenais cujas referências no foral atribuído por D. Teresa a Ponte de Lima em 4 de Março de 1125, leva a serem consideradas as mais antigas em Portugal de que há registo.

FeirasNovas



publicado por Carlos Gomes às 11:05
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011
OUREENSES VÃO ÀS FEIRAS NOVAS A PONTE DE LIMA

FeirasNovas

No próximo dia 10 de Setembro, pelas 7 horas da manhã, partem de Ourém pelo menos três autocarros com destino a Ponte de Lima. Neles vão seguir gente de Gondemaria e do Olival que vão acompanhar o Grupo de Concertinas da Conceição e participar nas Feiras Novas que são as festas do Concelho de Ponte de Lima, consideradas uma das mais grandiosas do Alto Minho. O regresso está previsto para as 5 horas da manhã do dia seguinte.

As Feiras Novas, em Ponte de Lima, realizam-se este ano nos próximos dias 10, 11 e 12 de Setembro. Realizadas em honra de Nossa Senhora das Dores, as Feiras Novas de Ponte de Lima são festas, feiras, estúrdia e arraial. A alvorada desperta ao som das arruadas dos bombos dos zé-pereiras para se prolongar durante todo o dia com cantares aos desafio, cabeçudos e gigantones, corridas de garranos, desfiles históricos e etnográficos, bandas de música, ranchos folclóricos e os viras e as chulas dançadas em plena rua porque ali é o povo quem faz a festa.

Criadas por D. Pedro IV, por provisão de 5 de Maio de 1826, o povo designou-as por “Feiras Novas” para as distinguir das feiras quinzenais cujas referências no foral atribuído por D. Teresa a Ponte de Lima em 4 de Março de 1125, leva a serem consideradas as mais antigas em Portugal de que há registo.

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O Grupo de Concertinas da Conceição vai animar as Feiras Novas, em Ponte de Lima.



publicado por Carlos Gomes às 11:45
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