Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Ourém.

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2018
ALVAIÁZERE HOMENAGEIA COMBATENTES NA GRANDE GUERRA

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publicado por Carlos Gomes às 15:24
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2018
MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.



publicado por Carlos Gomes às 09:53
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014
SANTUÁRIO DE FÁTIMA CELEBRA PROTOCOLO COM LIGA DOS COMBATENTES

Exposição temporária do Santuário de Fátima acolherá “Cristo das Trincheiras”

"Neste vale de Lágrimas"

assinatura protocolo 7.11.2014

Considerada uma das peças emblemáticas da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, o “Cristo das Trincheiras”, propriedade da Liga dos Combatentes, integrará a próxima exposição temporária do Santuário de Fátima.

A inaugurar às 14:30 de 29 de novembro, no Convivium de Santo Agostinho, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, a exposição intitular-se-á “Neste vale de Lágrimas” e terá como dois principais propósitos a evocação da aparição de agosto de 1917 e o período da Primeira Grande Guerra Mundial.

O protocolo que possibilitará a presença em Fátima do “Cristo das Trincheiras”, exposto desde 1958 na sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, foi assinado na passada sexta-feira, 7 de novembro, em Fátima, pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, e pelo presidente da Liga dos Combatentes, general Joaquim Chito Rodrigues. 

As duas entidades consideram, no âmbito do protocolo firmado, que a presença em Fátima do “Cristo das Trincheiras”, peça que deixará o Mosteiro de Santa Maria da Vitória pela primeira vez desde 1958, servirá “para a criação de momentos excecionais, que permitirão o conhecimento e o prazer espiritual de milhões de peregrinos e de combatentes”.

A mostra terá como elemento aglutinador a aparição de agosto de 1917, ocorrida num contexto diferente das restantes aparições em Fátima. “Foi uma aparição muito sui generis, uma vez que quando os videntes se preparavam para vir para a Cova da Iria, para terem essa experiência com a Virgem Maria, foram levados para Vila Nova de Ourém, e isso pode ser a imagem do debate ideológico que ao tempo das aparições acontecia em Portugal no tempo da República, mas sem esquecer que o Mundo vivia um contexto ao nível global que era o da Primeira Grande Guerra, uma guerra mundial”, sublinha Marco Daniel Duarte.

“A próxima exposição fará eco desses dois braços de um rio que confluía em Portugal, que é a questão da Primeira República e da dificuldade em fazer caminho no âmbito da fé e, por outro lado, desse contexto terrível que era o da Primeira Grande Guerra”, antecipa Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário e comissário da exposição.

Em exposição encontrar-se-ão peças do espólio do Santuário de Fátima e algumas vindas de espólios particulares ou de outros museus. Neste sentido, colaboram com o Santuário de Fátima a Diocese de Viseu, através de uma irmandade e de uma paróquia, o Museu Nacional de Arte Antiga, que emprestará uma peça, a Câmara Municipal de Ourém, a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade (Ourém) e a Liga dos Combatentes.

A peça-chave da exposição será o “Cristo das Trincheiras”. “Não poderíamos passar ao lado desta instituição tão importante, que é a Liga dos Combatentes", refere Marco Daniel Duarte, sublinhando que quer a Liga dos Combatentes quer o Santuário de Fátima consideram o “Cristo das Trincheiras” como a peça mais emblemática, como aquela que melhor poderá ilustrar a participação de Portugal na Primeira Grande Guerra, daí a importância da sua inserção no percurso expositivo da exposição "Neste vale de lágrimas".

"É uma peça que veio de França, que está mutilada e que é a imagem mais clara, daquilo que pode ser o contexto cristão em tempo de guerra”, diz Marco Daniel Duarte.

Estarão em exposição outras peças que aludem a episódios da guerra. Uma delas será a escultura de Clara Meneres, de 1973.  “Trata-se de uma obra que faz eco de um poema de Fernando Pessoa, intitulada ‘Jaz morto e arrefece o menino de sua Mãe’, uma peça de um soldado e que alude à Guerra Colonial, e, neste aspeto, uma peça também muito ligada ao imaginário de Fátima, pela dores e alegrias que aqui foram depositadas pelas mães dos soldados, pelas noivas dos soldados”. 

Marco Daniel Duarte refere a evocação da Primeira Guerra Mundial pretende, acima de tudo, sublinhar a premência da paz no Mundo: “Na última parte da exposição o visitante vai poder entender como é que a mensagem de Fátima entronca nestes cenários e qual é a resposta que a Virgem Maria aqui pede para se alcançar a paz: é a oração o rosário, bem o sabemos”.

“A exposição terminará com esse tópico da oração do Rosário que nos conduz à paz de Cristo; a última sala vai falar-nos da paz de Cristo e de uma pagela que foi aqui distribuída em 1917, no dia 13 de outubro, e cuja invocação mariana era Regina Pacis ora pro nobis, Rainha da Paz, rogai por nós”, antecipa.

LeopolDina Simões com Paula Dias/Renascença

Cristo das Trincheiras DR



publicado por Carlos Gomes às 20:18
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
MUNICÍPIO DE OURÉM ASSOCIA-SE AO PROGRAMA “PORTUGAL 1914-1918”

O Município de Ourém associou-se ao programa “Portugal 1914-1918” promovido pelo Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que tem como intuito sensibilizar a população em geral para a importância da memória e da sua preservação. A história é feita de pessoas, compreendendo as suas dimensões individuais e coletivas, por isso o programa “Portugal 1914-1918” incentiva à participação direta de todos os cidadãos para recordar e conhecer melhor a história da Primeira Guerra Mundial que marcou a História de Portugal.

Neste contexto, o Município de Ourém convida todos os descendentes de soldados oureenses que combateram neste conflito, a partilhar fotografias, postais, cartas, medalhas, diários, mapas, testemunhos gravados de combatentes, uma granada espoletada, um kit de sobrevivência, uma farda, etc. Qualquer recordação é válida, contribuindo assim para promover o estudo e a divulgação da história da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial.

Esta partilha poderá ser feita para o endereço de e-mail: museu@mail.cm-ourem.pt

De salientar que este programa é constituído por três projetos autónomos: o Projeto Portal Portugal 1914-18 - www.portugal1914.org - que disponibiliza em acesso livre e aberto informação e documentos sobre a história de Portugal e a Grande Guerra; o Projeto Memórias da I Guerra Mundial 1914-1918 - www.facebook.com/memoriasdaguerra - que visa conhecer e contar a história dos soldados que foram para a guerra, os seus percursos, dos seus familiares e de todos os que ficaram; e o Projeto Dias da Memória que nos dias 17,18 e 19 de outubro, no Palácio de São Bento, procede à recolha de testemunhos, histórias, peças, fotografias, postais, cartas, medalhas, diários, mapas e documentos sobre a participação de portugueses na I Grande Guerra.



publicado por Carlos Gomes às 20:01
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Domingo, 18 de Maio de 2014
OURÉM DEBATE PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA



publicado por Carlos Gomes às 02:17
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Sábado, 17 de Maio de 2014
OURÉM DEBATE PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA



publicado por Carlos Gomes às 15:08
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Domingo, 11 de Maio de 2014
OURÉM DEBATE PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA



publicado por Carlos Gomes às 11:15
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014
RAÇÕES DE COMBATE DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL DERAM ORIGEM Á INDÚSTRIA CONSERVEIRA

Sardinhas “Minhota” é uma das marcas mais antigas da indústria conserveira portuguesa

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:07
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014
PANFLETO CONTRA A PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA PROFETIZA A TRAGÉDIA

A imagem apresenta um panfleto intitulado “Portugueses”, sobre a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, condenando a decisão dos políticos no envolvimento de Portugal no conflito mundial.

Fonte: Fundação Mário Soares



publicado por Carlos Gomes às 19:28
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Domingo, 2 de Fevereiro de 2014
FERNANDO FARINHA: O SOLDADO DAS TRINCHEIRAS


publicado por Carlos Gomes às 09:42
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
PRIMEIRA GRANDE GUERRA COMEÇOU HÁ CEM ANOS


publicado por Carlos Gomes às 21:20
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Domingo, 26 de Janeiro de 2014
A EXALTAÇÃO DO PATRIOTISMO NO POSTAL ILUSTRADO

O postal ilustrado foi um dos meios de propaganda utilizado durante a Primeira Guerra Mundial para exaltar o patriotismo e retratar acontecimentos no campo de batalha. A imagem colorida e graciosa de duas crianças minhotas – o soldado e a lavradeira, sua amada! – são um exemplo da forma com que os políticos de então arrastaram para a morte nos campos entrincheirados da Flandres milhares de jovens arrancados à lavoura e às famílias… tratando-os como crianças na sua inocência!

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014
CONTINUEM A REZAR O TERÇO PARA ALCANÇAREM O FIM DA GUERRA!

- Ordenou Nossa Senhora na aparição que fez aos videntes de Fátima, Lúcia, Jacinta e Francisco Marto, em 13 de setembro de 1917, na Cova da Iria.

Ainda, segundo o Segredo de Fátima, na aparição que realizou no dia 13 de julho daquele ano, Nossa Senhora afirmou: “A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé”.

À data das referidas aparições ainda os comunistas não haviam tomado o poder político, o que só veio a suceder em 7 de novembro, apenas tendo-se a partir de então iniciado as perseguições religiosas. No entanto, colocando de parte este anacronismo, é indubitável que a mensagem subjacente às aparições de Fátima se encontra também ligada à primeira grande guerra, colocando Ourém no centro das atenções.

De acordo com a visão profética do Apóstolo João, a guerra é um dos quatro cavaleiros do Apocalipse: “E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.” A guerra veio finalmente acabar em 11 de novembro do ano seguinte.

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publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014
NAS TRINCHEIRAS DA FLANDRES, A GUERRA NÃO ROUBA AOS OUREENSES A VONTADE DE VIVER!

 

A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 27 de Agosto de 1917, publicou uma página com fotos de vários soldados portugueses que então se encontravam mobilizados na Flandres, integrados no Corpo Expedicionário Português, aparecendo em destaque uma curiosa fotografia de um “casal” de soldados com a seguinte legenda:

“Soldado de infantaria, José Batista, natural de Vila Nova de Ourem. Que é rapaz folgazão, o prova esta fotografia tirada juntamente com o seu camarada Lopes, vestindo este um fato de mulher. O Lopes é também do concelho de Vila Nova d'Ourem.”.

- Mesmo nos momentos mais adversos, os oureenses não perdem a sua alegria e sentido de humor!



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
D. MIGUEL (II) DE BRAGANÇA PARTICIPOU NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA AO SERVIÇO DA ÁUSTRIA MAS RETIROU QUANDO PORTUGAL ENTROU NO CONFLITO

A imagem reproduz o manifesto de D. Miguel de Bragança aos portugueses, declarando a sua participação na guerra como general do exército austríaco, apelando: “Não vos deixeis arrastar a ir colher a morte inglória e a vossa própria desgraça pelas ambições pessoaes d’aquelles que incompetentemente vos governam”. Veio a retirar-se quando Portugal entrou no conflito em 1916.

D. Miguel de Bragança era filho do Rei D. Miguel I e avô paterno de D. Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém.

O documento pertence ao Fundo Documental Bernardino Machado da Fundação Mário Soares.



publicado por Carlos Gomes às 23:51
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MONUMENTO EM OURÉM AOS ANTIGOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA FOI CONSTRUÍDO EM 1991

Em 9 de Abril de 1918, os soldados do Corpo Expedicionário Português que combatiam nas trincheiras do norte da França, no sector de Ypres, no vale de La Lys, sofreram a investida de oito divisões do 6º Exército Alemão. Em escassas quatro horas de combates encarniçados, foram mortos, feridos ou feitos prisioneiros perto de oito mil portugueses, sendo considerado o maior desastre militar desde a batalha de Alcácer-Quibir.

Entre as diversas causas que concorreram para este desfecho conta-se a capitulação russa após a revolução ocorrida em 1917, o que possibilitou aos alemães transferirem as forças militares que até então combatiam na frente oriental.

Desde então, o dia 9 de Abril passou a ser evocado em memória daqueles que tombaram nos campos da Flandres, entre os quais se contam muitos filhos de Ourém.

Recorde-se ainda a profunda ligação entre a Primeira Guerra Mundial e as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.

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O monumento aos antigos combatentes foi erigido em 1991.

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A imagem regista o momento em que se preparavam os alicerces para a edificação do monumento aos antigos combatentes em Ourém. Á direita, o sargento José Santos, colaborador do AUREN, comandando as operações.

Este local foi cedido pela Câmara Municipal de Ourém, à altura presidida pelo Dr. Mário Albuquerque, que também cedeu a máquina para abrir as fundações. A construção foi patrocinada pela empresa Aquinos e Rodrigues, a carpintaria do ex-Capitão Oliveira e uma loja de ferragens entretanto extinta, as quais forneceram nomeadamente o material e a mão-de-obra. A Liga dos Combatentes facultou o emblema.

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A imagem respeita à homenagem prestada em Ourém aos antigos combatentes por um grupo de sargentos do Exército Português. A contar da esquerda, o nosso colaborador Sr. José Santos, sargento Brito, o segundo-sargento jerónimo Nunes Pontes que foi um antigo combatente da Primeira Guerra e ainda os sargentos Alberto e Bicho.

Fotos: José Santos



publicado por Carlos Gomes às 00:05
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Domingo, 12 de Janeiro de 2014
QUEM SÃO OS COMBATENTES DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA QUE REPOUSAM NO CEMITÉRIO DE OURÉM?

Ourém conserva condignamente a memória dos seus filhos que, tendo um dia chamados a cumprir o seu dever, tombaram nos campos da Flandres durante a Primeira Grande Guerra cujo centenário agora se comemora.

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No talhão dos antigos combatentes existentes no cemitério de Ourém é possível identificar as seguintes lápides:

Das lápides funerárias que ali se encontram foi possível recolher os seguintes registos:

MANUEL S.E.GOMES

Nasceu? Faleceu-27/05/1982. Combateu: França

JOAQUIM G.JÚNIOR

Nasceu? Faleceu? Combateu: último sobrevivente do Navio Carvalho Araújo (teve honras militares prestada por Fuzileiros Navais)

MANUEL NUNES

Nasceu em 04/11/1894 Faleceu em 16/06/1988 Combateu: França

JOAQUIM GASPAR

Nasceu em 02/05/1896 Faleceu em 23/03/1995 Combateu: França

FRANCISCO DAVID (conhecido por “papo seco”)

Nasceu? Faleceu em 1988/89 (não se encontra no Talhão dos Combatentes mas na parte civil)

Fotos: Jsé Santos

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Placa existente no monumento aos antigos combatentes na cidade de Ourém.

Monumento aos antigos combatentes em Ourém.



publicado por Carlos Gomes às 10:49
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Sábado, 11 de Janeiro de 2014
NOS INTERVALOS DA GUERRA, MINHOTOS CANTAM E DANÇAM O VIRA NAS TRINCHEIRAS DA FLANDRES

As imagens registam momentos breves de distração ocorridos nos intervalos dos confrontos durante a primeira grande guerra, retirados das primeiras linhas de combate nos campos entrincheirados da Flandres ou em trânsito para os antigos territórios ultramarinos a fim de garantir a soberania portuguesa.

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Sem alegria a vida não faz o menor sentido para o minhoto. No trabalho da lavoura ou em dia de romaria, quando a colheita é abundante ou mesmo quando o pão escasseia na mesa, é com Fé e um sorriso largo no rosto que enfrenta os bons e maus momentos da vida e os supera, por vezes sabe Deus com que dificuldades.

Uma vez chamado a cumprir o seu dever – aquele que os políticos ditaram como sendo do interesse nacional! – o minhoto troca a enxada pela espingarda que leva ao ombro ou à bandoleira e, juntamente com ela, a concertina, o bombo e o cavaquinho. É que, nas breves pausas ocorridas entre os combates, o espírito jovial do minhoto constitui um tónico a levantar o moral dos soldados, fazendo-os reviver a alegria das romarias da sua aldeia, lembrando-os da família e das namoradas que ansiosamente os aguardam e despertando em todos que os rodeiam uma enorme vontade de lutar e vencer para poderem, enfim, regressar.

Fotos: Liga dos Combatentes

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 15:59
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL COMEÇOU HÁ CEM ANOS

MINHOTOS DA BRIGADA DO MINHO FORAM MÁRTIRES E HERÓIS NA FLANDRES

Comemora-se este ano o centenário da Primeira Guerra Mundial. Faz no próximo dia 28 de julho que as grandes potências europeias se envolveram num conflito que custou mais de 9 milhões de mortos em combate e 22 milhões de incapacitados e feridos graves, para além da fome, miséria e doença causada às populações civis de ambos os lados do conflito.

De um lado a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália. Do outro, a França, o Reino Unido e o Império Russo. Em Portugal, após uma posição inicial de defesa dos territórios ultramarinos das intromissões alemãs, o governo da República viria em 1917 a decidir-se pelo envio de tropas portuguesas para o teatro de guerra europeu, tendo o Corpo Expedicionário Português (CEP) atingido perto de 200 mil mobilizados.

Com destino ao campo de batalha foi constituída a 4ª Brigada do Corpo Expedicionário Português, a célebre “Brigada do Minho” que, no dia 9 de abril de 1918, haveria de bater-se de forma heroica pela defesa das suas posições, acabando impiedosamente massacrada com um elevado número de mortos.

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IV Brigada, o Minho em nós confia

Seu nome honrado entrega em nossas mãos

E seu nome, que soou, de sempre, a valentia

Aos quatro batalhões, - unidos como irmãos

Tudo a mesma Família - há-de servir de guia

Canção da “Brigada do Minho”

França - Julho de 1917

 

“A 4ª Brigada de Infantaria que desde 7 de Fevereiro do corrente ano de 1918 guarnecia e tinha a seu cargo a responsabilidade do sector de “Fauquissart”, tendo a cooperar com ela tacticamente o 6º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados, tinha as suas forças distribuídas no referido sector no dia 8 de Abril da seguinte forma.

Batalhão Infantaria 20: com sede do comando em Temple-Bar, ocupava o S.S.1. (Fauquissart I) com 3 companhias na 1ª linha e uma em apoio.

Batalhão Infantaria 8: com a sede do comando em Hyde-Park, ocupava o S.S.2. (Fauquissart II) com 3 companhias em 1ª linha e uma em apoio.

Batalhão Infantaria 29: com sede do comando em Red-House, constituía o apoio dos batalhões em primeira linha, tendo as suas companhias distribuídas pelos postos de apoio da 2ª linha.

Batalhão Infantaria 3: com sede do comando em “Laventie” constituía a Reserva tendo todas as companhias acantonadas nesta posição.

Morteiros médios e pesados, 4ª B.M.L., grupo de metralhadoras pesadas, achavam-se distribuídos pelas respectivas dos dois sub-sectores.

A 4ª Brigada de Infantaria ligava-se no seu flanco direito com a 6ª Brigada de Infantaria e no flanco esquerdo com uma Brigada Escocesa (119ª Brigada da 40ª Divisão Britânica) que havia dias ocupava o sector de "Fleurbaix", vinda da ofensiva do "Somme" de 21 de Março.

O efectivo da brigada achava-se extremamente reduzido, pois em principio de Abril faltavam-lhe em pessoal e animal, para o seu completo, aproximadamente 51 oficiais, 1300 praças e 85 solípedes, o que era devido não só ás baixas que dia a dia a brigada vinha sofrendo nas operações com o inimigo nas ainda ao rigor do clima a que os Portugueses não estavam habituados e ao violentos e árduos trabalhos que sem descanso eram exigidos ás tropas da Brigada, desde que seguiu da zona da retaguarda para a frente em 21 de Julho de 1917, primeiro para instrução em 1ª linha por enquadramento sucessivo de companhias, e depois de batalhões sem e com responsabilidade, nos sectores ocupados por tropas inglesas desde "Fleurbaix" a "Armentiére" e em "Beuvry" depois nas reparações do sector "Neuv-Chapelle", ocupado pela 2ª Brigada, durante o período intensivo de instrução no mês de Agosto e parte de Setembro de 1917; mais tarde na ocupação do sector de “Ferme du Bois” desde o dia 23 de Setembro, emq eu se rendeu a primeira B.I. até 30 de Dezembro porque foi rendida pela 2ª B.I., vindo, então, constituir a reserva da 2ª Divisão, e, logo em seguida além da instrução, empregada para o enterramento do cabo, e execução de urgentes reparações dos postos da linha das aldeias, do corpo, e ocupação efectiva de alguns dos mesmos, que eram batidos com insistência pelo inimigo e finalmente na ocupação do sector de “Fauquissart”, desde 7 de Fevereiro, em que rendeu a 6ª B.I., até ao dia 9 de Abril em que se deu a ofensiva alemã contra a frente portuguesa.

Durante todo este período de tempo, em que decorreu de 21 de Julho de 1917 a 9 de Abril de 1918, comportaram-se as tropas da Brigada sempre de molde a merecer o elogio e louvor das instâncias superiores, quer Portuguesas quer Inglesas, repelindo com energia todos os "raids" e ataques inimigos e tendo evidenciado sempre uma alto espírito ofensivo, sempre que se encontrava em 1ª linha. É uma prova flagrante o enorme dispêndio de munições de metralhadoras, e de muitos morteiros especialmente em permanência no sector de “Ferme du Bois”, em que chegou a atingir o extraordinário consumo de 1352 projécteis de morteiros ligeiros no prazo de 24 horas, como deve constar dos mapas estatísticos existentes no C.E.P.

Não obstante a impecável disciplina e boa vontade sempre manifestada pelas tropas das unidades da Brigada no cumprimento dos seus deveres, era bem evidente o cansaço e a fadiga física das tropas, especialmente nos últimos tempos e, já, na ocupação do sector de “Fauquissart”, resultante do progressivo acréscimo de actividade de operações de bombardeamentos por parte do inimigo, especialmente de bombardeamentos a todo o momento, que demoliam quási por completo as trincheiras, impedindo a continuidade e regularidade das operações e aumentando o já de si duro, extremamente fatigante, trabalho das tropas da Brigada, sendo cada vez maiores as faltas no pessoal em virtude das baixas e dos doentes por fadiga, evacuados para os hospitais e, não sendo as mesmas preenchidas, resultava com o decréscimo dos efectivos num excessivo trabalho para os restantes, a acrescentar ao que já lhes competia”.

- Relatório da 4ª Brigada de Infantaria (do Minho). Corpo Expedicionário Português – 2ª Divisão.

Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 19:35
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