O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca, acompanhado pelo presidente da Junta de Freguesia de Nª Sr.ª da Piedade, sr. José Vieira, visitou na passada quinta-feira, diversas obras realizadas ou em curso nesta freguesia.

A visita contou com o acompanhamento dos serviços técnicos da autarquia e teve como objetivo fazer um ponto de situação.
Face aos poucos recursos existentes Paulo Fonseca e José Vieira manifestam-se satisfeitos com as obras concretizadas, tendo sempre como base a parceria entre as duas entidades. Foi ainda destacado o facto de grande parte terem sido realizadas por administração direta, com recurso aos serviços do Município.

Rua de Castela
A visita começou na Rua de Castela, que viu recentemente serem demolidas várias construções antigas, e que contará a breve trecho com uma requalificação que inclui novas infraestruturas, alargamento da estrada, passeio e bolsa de estacionamento. No local ainda se encontram alguns postes de eletricidade antigos, que entretanto já foram substituídos e que serão brevemente retirados.

Largo do Cantinho
Seguiu-se a visita à requalificação do acesso à Escola Profissional de Ourém, junto ao Mercado Municipal, que contou com obras reposição de percursos, de encaminhamento de águas pluviais, de consolidação de taludes face aos edifícios contíguos e de reposição de calçadas.

Rua de Santa Teresa
Na Rua de Santa Teresa foram construídos novos passeios e alargados outros, garantindo mais condições de segurança sobretudo para as crianças que frequentam os vários estabelecimentos escolares existentes nesta área. Desde sempre que os alunos se deslocavam ao longo da Rua de Santa Teresa pela estrada, por não existirem quaisquer passeios. Agora existem mais condições de segurança, mas também de mobilidade para todos. Também devido à grande afluência de veículos para estas três estruturas sociais, o atual executivo municipal reformulou o sentido de circulação de tráfego no Parque de Estacionamento, abrindo uma nova saída, criando assim um sistema de escoamento mais célere e eficaz.

Rua Nossa Senhora de Fátima
O Presidente da Junta de Freguesia, José Vieira, saudou este asfaltamento que se impunha como prioritário, a par de algumas ruas adjacentes que também se encontram a necessitar de intervenção. Paulo Fonseca comprometeu-se com os recursos da Câmara a intervir nestas ruas para todos aqueles que aqui vivem e para todos os que aqui circulam. Ambos realçaram este asfaltamento como positivo visto que é um dos pontos de escoamento viário da Avenida D. Nuno Álvares Pereira.

Rua das Passadeiras
A construção de valetas e a reposição de betuminoso era uma das reivindicações mais antigas que José Vieira vinha fazendo há mais de 7 anos. Nesta rua foram construídas novas valetas e asfaltada toda a vida que liga Ourém ao Vale Travesso, ao Lagarinho e à Estrada Nacional 349, tendo sido sublinhado pelo Presidente do Município de Ourém a justiça e a necessidade imperiosa desta intervenção.

Cemitério do Vale Travesso
Visitou-se a obra de ampliação do cemitério de Vale Travesso, assim como a nova pintura e arranjos exteriores da parte mais antiga. Resultante de um Protocolo entre o Município de Ourém e a Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade procedeu-se a este investimento, numa obra de cariz moderno, confortável e com bons acessos. O Presidente do Município de Ourém, Paulo Fonseca, felicitou o Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, José Vieira, pelo enquadramento deste projeto, que se arrastava há 8 anos, e que foi concretizado pelo atual executivo municipal.

Rua Dr. Francisco Alves (Entrada de Ourém no sentido Leiria)
“A entrada poente da cidade de Ourém vai continuar a sofrer obras de melhoramentos, dignificandoa sededo concelho”. Foi com esta expressão quePaulo Fonsecase referiu às obras que têm vindo a ser executadas pelos funcionários do Município de Ourém através da demolição de várias construções antigas, com a construção de passeios, criando maior segurança para quem circula nesta zona, que vai desde a Rotunda do Ribeirinho até ao Intermarché. Paulo Fonseca enalteceu a colaboração dos proprietários com quem se avançou para estas intervenções de forma objetiva e sem qualquer entrave. “Ganhamos em segurança, em modernidade, em urbanidade, tendo já o projeto final para a requalificação total desta entrada da cidade”.

Requalificação das margens da Ribeira de Seiça
Por fim visitaram-se algumas obras de engenharia natural, com utilização da técnica de “estacaria” desenvolvidas pela Ourémviva junto das margens da Ribeira de Seiça entre o Carregal e o Lagarinho. Obras que se impunham como prioritárias visto que com as cheias dos últimos anos a força das águas foi criando erosão nos terrenos, colocando em perigo os emissários dos esgotos que passam ao lado desta Ribeira. Desta forma, enquadrando materiais que existiam no local, repondo outros e replantando as margens com as espécies características procurou-se restabelecer o ecossistema, garantindo ainda a circulação dos veículos agrícolas que por ali acedem para as plantações existentes.

Estão de volta as festas e romarias no Concelho de Ourém. A anunciar a data da sua realização, não existe organização que abdique de produzir o seu cartaz onde se destaca o santo padroeiro e, como não podia deixar de suceder, os patrocínios da festa. Desde os mais simples aos melhores elaborados do ponto de vista gráfico, todos revelam uma preocupação de natureza publicitária que consiste em dar a conhecer a iniciativa e garantir o seu êxito em termos de participação do público.

O cartaz, destinado a ser afixado em locais públicos de grande visibilidade, tem como principal finalidade a divulgação do evento. Porém, tratando-se de um trabalho gráfico, o mesmo possui um valor estético e artístico e, nessa medida, adquire também interesse histórico. Ele traduz formas de representação que têm a ver com as formas artísticas de cada época, traduzindo a visão do artista acerca do objeto publicitário e da própria comunicação ao exprimir ideias e sensações através da representação gráfica. A título de exemplo, inúmeros cartazes produzidos em meados do século XX, alusivos ao turismo ou a determinadas festas e romarias que contavam com um especial patrocínio do Estado Novo, revelam uma notória preferência pelas formas geométricas que caracterizaram o modernismo.
Nos casos em que o excesso de publicidade e a falta de bom gosto prejudicam a conceção gráfica da publicidade, é o próprio evento que sai desfavorecido. Em tais situações, para além de prejudicial, a divulgação que é feita apenas se traduz em encargos financeiros que a organização tem de suportar e que nem sempre são compensados com os patrocínios. Por outro lado, a sua afixação indiscriminada apenas resulta em poluição visual a contribuir para a degradação da localidade onde tal forma de divulgação ocorre.
Em regra, a produção gráfica é feita por meios litográficos ou seja, através da impressão em offset. Este meio de impressão possui custos fixos com fotocomposição, revelação de películas, montagem e transporte para a chapa e os respetivos materiais pelo que os seus custos apenas diminuem na medida em que as tiragens são mais elevadas. A isto acresce o facto da generalidade do material publicitário ser feito a cores, o que implica a seleção de cores – ciao, amarelo, magenta e preto – e a sua impressão em quadricomia, o que aumenta consideravelmente os seus custos globais. Não considerando eventuais casos de inclusão das designadas “cores diretas” ou “suplementares” que mais não fazem do que onerar os seus custos. Por conseguinte, este meio de produção gráfica apenas é vantajoso para grandes tiragens, o que em muitos casos representa um desperdício e um gasto desnecessário.
Como alternativa, a impressão digital possui maior interesse para a produção de tiragens reduzidas, como convém a pequenas localidades onde a impressão de uma ou duas centenas de cartazes se revela suficiente. Neste caso, os custos são constantes e, não existindo custos fixos a montante, apenas entram em desvantagem em relação à impressão em offset a partir dos trezentos exemplares aproximadamente. Trata-se, como é evidente, de um processo de produção que mais convém a organizações que não necessitam de recorrer à utilização de grandes quantidades de publicidade em suporte de papel, tanto mais que é cada vez mais recorrente a utilização da Internet para o efeito. Outro dos aspetos que nem sempre é tido em consideração reside no tipo de papel que é escolhido para o meio de divulgação pretendido, tanto no que respeita às suas características como à própria gramagem. É frequente depararmos com os mais variados géneros, alguns dos quais claramente não favorecem a divulgação que é feita enquanto, noutros casos, traduzem-se em esbanjamento e gastos desnecessários em material mais dispendioso. Procurando um ponto de equilíbrio entre critérios de qualidade e economia, o tipo de papel geralmente mais adequado na produção de cartazes para divulgação de festivais de folclore ou de romarias é o couché brilhante, com 115grs/m2, podendo eventualmente ser substituído pelo couché mate, aconselhando-se neste caso a aplicação de verniz de máquina que, para além do realce, contribui para a fixação das cores.
No que respeita às dimensões do cartaz, ele não deve ser definido de uma forma aleatória sob pena de perder a sua utilidade ou constituir uma maneira de esbanjar verbas que seguramente fazem falta à organização. Assim, importa antes de mais ter presente os locais públicos onde os cartazes vão ser afixados, existindo espaços que não se coadunam com cartazes de grandes dimensões. Por outro lado, deve ter-se em consideração as medidas padronizadas do papel uma vez que estas respeitam as dimensões das máquinas de impressão concebidas pelos fabricantes. Qualquer pequena diferença nos formatos pretendidos pode representar a duplicação dos custos em consequência do desperdício de matérias-primas.
A produção em separado de programas sob um formato de caderno possui como vantagens, além da inclusão da publicidade dos patrocinadores, a divulgação de conteúdos de natureza cultural relacionados com a localidade ou o evento, possibilitando que os mesmos sejam guardados como outra publicação de interesse.
Em regra, as organizações tendem a adotar um modelo gráfico ou seja, um determinado estilo que as identifica nomeadamente pelas cores empregues, o tipo de letra e eventuais logótipos ou dísticos emblemáticos. O grafismo usado na divulgação em suporte de papel deve ser tanto quanto possível semelhante ao que é utilizado através da Internet, traduzindo-se em uniformidade e economia de meios e gastos.
Por fim, as organizações de eventos culturais que de alguma forma se identificam com a preservação do património cultural ou dos valores de uma determinada região, jamais devem contribuir para uma imagem de degradação da localidade, fazendo da publicidade um elemento repulsivo e indesejável.
Numa altura em que a impressão digital apresenta claras vantagens em relação à impressão em offset na produção de tiragens reduzidas, mormente a nível de custos, as entidades organizadoras de festas e romarias devem ter em conta este aspeto.
Algumas empresas gráficas tradicionalmente ligadas à impressão tipográfica e ao offset têm sabido adaptar-se às novas tecnologias. É o caso da Gráfica Pessoa, sedeada em Caxarias e a funcionar desde 1956. Esta empresa iniciou a sua atividade na área da impressão tipográfica tendo posteriormente evoluído para a litografia em offset. Sempre atenta à evolução tecnológica, possui atualmente também a impressão digital. Desde a fotocomposição à impressão, produz-se nesta empresa a maior parte dos trabalhos gráficos que são utilizados em Ourém para a divulgação de festas e romarias, além de outras iniciativas culturais ou empresariais. Como empresa moderna, não abdica da sua presença na Internet onde mantém um site no endereço http://www.graficapessoa.com/ o qual, além da excelente apresentação gráfica, facilita a sua aproximação com o público.
Carlos Gomes, http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)




Numa região em que o pinheiro manso regista uma certa predominância, o pinhão ocupa naturalmente um lugar de destaque entre os acepipes nas preferências dos oureenses, provavelmente só ultrapassado pela azeitona e o tremoço.
Quase não há festa ou mercado em Ourém onde não se encontre a vendedeira de pinhões e outros frutos secos, vendidos em fiada ou à medida, a par dos tremoços e das azeitonas. Encontramo-la no Olival e em Seiça por ocasião das festas de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro e no Vale Travesso, às Quintas-feiras no mercado de Ourém e às Segundas-feiras na Freixianda. No Agroal, onde captámos as imagens que junto publicamos, a presença da vendedeira de pinhões e outros frutos secos é obrigatória sobretudo na época de Verão, altura em que o local regista a maior afluência de pessoas.



![02_02_2011_pinhões 007[1]](https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/N0f06c88f/7958827_3v8kv.jpeg)
Em várias localidades do Concelho de Ourém celebra-se por esta altura a Nossa Senhora das Candeias. Foi o que sucedeu na Freguesia do Olival onde, uma vez mais se cumpriu a tradição que se mantém desde 1758. As gentes saíram à rua e, ao longo do sopé da igreja, realizaram a “Festa dos Pinhões”, assim conhecida por se tratar do principal produto à venda, embora também ali se possa encontrar frutos secos, plantas, sementes, roupas, mobiliário artesanal e alfaias agrícolas.
Mas, aquela que começou por ser a Feira do Adro também inclui missa e procissão em honra de Nossa Senhora das Candeias.
Para além do Olival, também as localidades de Seiça, Vale Travesso e Freixianda recebem por esta altura uma festa semelhante.
Em Seiça, os festejos também são dedicados a Nossa Senhora das Candeias, contando com a tradição da bênção das mães, uma cerimónia emotiva e única no concelho. O mesmo se verifica na Freixianda onde outrora a invocação era feita a Nossa Senhora da Purificação.
Em Vale Travesso, freguesia de Nossa Senhora da Piedade, os festejos são em honra da Nossa Senhora do Livramento.
![02_02_2011_pinhões 012[1]](https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/N230662b9/7958835_CjDmH.jpeg)
Os autarcas oureenses não quiseram faltar à "Festa dos Pinhões" no Olival.
![02_02_2011_pinhões 015[1]](https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Nb9061691/7958846_Z6ivh.jpeg)
Para além de constituir uma especialidade regional numa zona onde predomina o cultivo do pinheiro, o pinhão está ainda associado ao artesanato e à religiosidade popular bem patente nos terços e outras formas criadas com este fruto.

Com quase meio século de existência, o Rancho da Região de Leiria possui no seu reportório muitas músicas e cantigas recolhidas no Concelho de Ourém. Tendo sido criado pela então Comissão Regional de Turismo de Leiria, houve a preocupação de representar o folclore de toda a região que constituía aquela entidade turística, incluindo o concelho de Vila Nova de Ourém.
O etno-musicólogo António Oleiro e o etnógrafo Manuel Artur Santos procederam a uma recolha exaustiva de músicas, danças e cantigas tradicionais da região, assim como em relação aos trajes, genuínos ou cópias fidedignas, procurando representar com o maior rigor os usos e costumes nos finais do século XIX e começos do século XX.
Ascendem a trezentas e quarenta as modas de que constam letras e músicas recolhidas, recentemente publicadas em suporte de papel. Entre elas, como atrás referimos, destacamos diversas modas recolhidas no Concelho de Ourém e que passamos a citar:
- Ó i o ái: Dança tradicional de CAXARIAS, concelho de Ourém. Usada nas romarias, traduz nos seus movimentos toda a expressão de vida e, até mesmo, um certo rusticismo que envolve certas festividades e que se perde na memória dos tempos.
- Zé que fumas: De CAXARIAS, concelho de Ourém, moda que teve grande voga no final do século XIX e que é interpretada com letra e marcações diferentes, reflectindo o espírito amoroso e brejeiro da região, onde se cantava e dançava.
- Vira para Todos: Dança de CAXARIAS, concelho de Ourém.
- Senhora Taresa: Dança que foi recolhida em FATIMA, concelho de Ourém. Valsa pulada, duma variante lírica das diferentes valsas que o povo adoptou, vinda dos salões aristocráticos do século XVIII, popularizando-se em formas bizarras, entre o namoro e a cor do vinho.
- A Dois Passos - Puladinha: De VALE TRAVESSO, concelho de Ourém. É uma dança a dois passos, como o nome indica, mas com certo sabor à mazurca, mas simplificada. Este número é muito antigo e tem um fundo brejeiro, muito usado nos serões, sobretudo, pela juventude das aldeias. O Rapaz põe a mão na cintura da rapariga e esta a mão no ombro dele e assim vão seguindo em roda e dando dois passos e outros salpicados, mudando-se o par à medida que vai rolando.
Também no que se refere aos trajes, este grupo representa uma vasta área que vai da serra de Aire e Candeeiros até ao mar do Pedrógão, passando por Leiria, a Princesa do Lis, deste modo se mostra que são vários os trajes que podíamos representar, aqui se encontram alguns. Por conseguinte, em termos geo-etnográficos, a sua representação vai desde a Beira Litoral à Alta Estremadura onde Ourém se insere predominantemente, apesar de constituir uma região de transição com o Ribatejo e dele registar algumas influências a que também não são alheias as migrações temporárias impostas pelo trabalho sazonal.
O AUREN agradece a colaboração do Rancho da Região de Leiria na pessoa do seu Presidente da Direcção, Sr. José Vaz.
Rancho da Região de Leiria: http://ranchoregiaodeleiria.no.sapo.pt/index.htm

A imagem regista o etno-musicólogo António Oleiro efectuando anotações acerca das músicas.

Uma imagem de um desfile do Rancho da Região de Leiria onde é visível a diversidade de trajes.

O Rancho da Região de Leiria interpreta diversos cantares do folclore de Ourém
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
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